Vous êtes sur la page 1sur 28

Elementos de Vistoria

de Via Permanente
Trilha Técnica: Ferrovia | Pátio/Tração

VALER - EDUCAÇÃO VALE


Elementos de Vistoria
de Via Permanente
Trilha Técnica: Ferrovia | Pátio/Tração

Colaboradores

•• Calixto Pestana – Minas Gerais (MG)


•• Carlos Fonseca – Vitória (ES)
•• Edmar Mencher – Vitória (ES)
•• Eustáquio Andrade (ES)
•• Joaquim Dutra – São Luís (MA)
•• Marcos Rangel (MG)
•• Robson Borges – Vitória (ES)
•• Sebastião Nobre – Vitória (ES)

Mensagem de direitos autorais:

É proibida a duplicação ou a reprodução deste material ou de parte dele, sob


qualquer meio, sem autorização expressa da Vale.

Este material é destinado exclusivamente para o uso em treinamentos internos.


Caro Empregado,

Mensagem Valer
Você está participando da ação de desenvolvimento
Elementos de Vistoria de Via Permanente de sua Trilha Técnica.

A Valer – Educação Vale construiu esta Trilha em conjunto


com profissionais técnicos da sua área com o objetivo de
desenvolver as competências essenciais para o melhor
desempenho de sua função e o aperfeiçoamento da condução
de suas atividades diárias.

Todos os treinamentos contidos na Trilha Técnica contribuem


para o seu desenvolvimento profissional e reforçam os
valores saúde e segurança, que são indispensáveis para sua
atuação em conformidade com os padrões de excelência
exigidos pela Vale.

Agora é com você. Siga o seu caminho e cresça com a Vale.

Vamos Trilhar!
Introdução 5

Sumário
1. Elementos e Conceitos de Via Permanente 6
1.1 Definição 7
1.2 Componentes da Superestrutura 8
1.3 Componentes da Infraestrutura 17

2. Manutenção da Via 19
2.1 Processo de Manutenção da Via Permanente 20

Anexo 27
Neste curso, você estudará os elementos e os conceitos que

Introdução
possibilitam a utilização da via permanente, tais como:

•• trilhos;
•• dormentes;
•• lastros;
•• aparelhos de mudança de via (AMVs);
•• fixações;
•• obras de infraestrutura.
Em seguida, conhecerá as atividades de manutenção e os
componentes que fazem parte da geometria das vias, além
de conceitos importantes para a segurança e para o bom
funcionamento delas.

Bons estudos!
Inserir Imagem

1
de Via Permanente
Elementos e Conceitos
Nesta unidade, serão apresentadas as seguintes lições:

•• 1.1 Definição
•• 1.2 Componentes da Superestrutura
•• 1.3 Componentes da Infraestrutura
Elementos de Vistoria de Via Permanente 7

1.1 Definição

Via permanente é a estrutura que compõe a linha na qual o trem circula. Ela é formada por
diversos elementos distribuídos entre a superestrutura e a infraestrutura, cada um com uma
função específica. Entre esses elementos estão:

•• trilhos;
•• dormentes;
•• lastro;
•• sublastro;
•• subleito;
•• juntas;
•• aparelhos de mudança de via (AMVs);
•• fixações;
•• obras de infraestrutura.
Veja a seguir a colocação exata de alguns dos elementos que compõem a via:

Trilhos

Dormentes

Fixações

Lastro
Elementos de Vistoria de Via Permanente 8

1.2 Componentes da
Superestrutura

Trilho

Os trilhos podem ser definidos como peças longas metálicas que têm por função guiar e
absorver as cargas provenientes do material rodante. Eles são fabricados em aço, carbono ou
ligas. Apresentam tamanho padrão de 24 metros e são classificados como:
0-126-122
•• tr-37 kg/m;
•• tr-45 kg/m;
o! •• tr-57 kg/m;
nte!
•• tr-68 kg/m.
ais! Saiba Mais!

ndo! Os trilhos tr-68 kg/m são os mais comuns nas ferrovias brasileiras.
Podem ser soldados em estaleiros, atingindo até 240 m, e são
chamados de trilho Longo soldado (tLs).
Elementos de Vistoria de Via Permanente 9

Componentes do trilho

Os trilhos podem ser divididos em três estruturas: boleto, alma e patim.

Boleto

Alma

Patim

Boleto

É a parte superior do trilho, na qual as rodas das composições ferroviárias se apoiam e


se movimentam.

Alma

É a parte estreita e vertical da seção transversal do trilho localizada entre o boleto e o patim.

Patim

É a parte mais longa do trilho, na qual o dormente se apoia e se fixa.


Nesse elemento deve-se vistoriar:

•• falhas de descontinuidades (trincas, fraturas);


•• defeitos superficiais;
•• corrugação;
•• patinados;
•• desgaste;
•• amassamento.

Dormentes

É o elemento da superestrutura ferroviária que recebe e transmite os esforços produzidos


pelas cargas dos veículos aos lastros. Os dormentes servem de suporte para os trilhos,
permitindo a sua fixação e mantendo a distância fixa entre eles.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 10

Tipos de dormentes

Os dormentes podem ser feitos de:

•• madeira;
•• concreto;
•• aço;
•• material reciclado.
No quadro a seguir, você conhecerá algumas vantagens e desvantagens dos dormentes de
madeira e de aço.
TIPOS VANTAGENS DESVANTAGENS

•• boa resistência e elasticidade;


•• apodrecimento progressivo;
•• facilidade de manuseio (carga e descarga);
•• queima com facilidade;
Madeira •• bom isolamento em linhas sinalizadas;
•• afrouxamento da fixação;
•• menores danos em caso de descarrilamento;
•• sujeito a escassez.
•• facilidade de substituição da fixação.

•• desgaste dos elementos de fixação


devido à vibração;
•• material perfeitamente homogêneo;
•• preço elevado;
•• boa resistência aos esforços transversais;
Aço •• maior sonoridade;
•• facilidade de manuseio e assentamento;
•• dificuldade de isolamento, por ser
•• longa vida útil. bom condutor de eletricidade;
•• socaria inicial difícil, graças à sua forma.

Nesses elementos, é necessário vistoriar:

•• falhas de descontinuidade sequencial (ausência de dormentes);


•• defeitos superficiais de trincas;
•• apodrecimento;
•• perda da fixação;
•• desgaste e amassamento;
•• fissuras e oxidação em aço.
Lastro

É o elemento da superestrutura da estrada de ferro localizado entre os dormentes e o


sublastro. Suas funções principais são:

•• distribuir adequadamente os esforços resultantes das cargas dos veículos sobre a plataforma;
•• criar um suporte elástico para atenuar as trepidações causadas pela passagem dos veículos;
•• impedir que os dormentes se desloquem, quer no sentido longitudinal, quer no transversal;
•• facilitar a drenagem da superestrutura.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 11

Além disso, sob o lastro, são depositadas as camadas de sublastro e a de subleito, que
distribuem os pesos e os esforços por todo o conjunto da via permanente.
Nesse elemento, deve-se vistoriar:

•• falhas de descontinuidade visual do lastro;


•• excesso que possa0-126-122
dificultar os trabalhos e a circulação dos trens;

•• laqueados ou excesso de contaminação do lastro;


•• água empoçada ao lado da linha etc.
o!

nte!
Importante!

ais! A maioria dos problemas de contaminação do lastro é oriunda dos


problemas de drenagem.
ndo!

O sublastro é uma camada fina de pedriscos e argila que serve para separar o lastro do subleito
e funciona como uma espécie de selante para que água recebida do lastro não penetre no
subleito. Alguns autores consideram o sublastro como elemento da infraestrutura.
O subleito ou base é o terreno de fundação da superestrutura. É considerado um
componente da infraestrutura da ferrovia.

Juntas

As juntas, também conhecidas como acessórios de ligação, são peças que ligam duas barras
de trilho. Elas são formadas por:

•• talas de junção;
•• parafuso de talas;
•• arruelas;
•• porcas.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 12

As juntas podem ser metálicas ou isoladas (isoladas encapsuladas ou isoladas coladas).

Juntas metálicas

São mais utilizadas em pátios e na retirada de fraturas nos trilhos antes da soldagem.

Juntas metálicas

Juntas isoladas encapsuladas

São utilizadas para realizar o isolamento elétrico entre duas seções de trilhos e nas divisões
de circuitos em linhas sinalizadas.

Juntas isoladas encapsuladas


Elementos de Vistoria de Via Permanente 13

Juntas isoladas coladas

Apresentam as mesmas características das juntas isoladas, mas utilizam um adesivo que promove
uma vedação na junta e faz com que o material rodante e a linha sofram menos impactos.

Juntas isoladas coladas

Nesse elemento, deve-se vistoriar:

•• falhas de trincas nas talas;


•• ausência de parafusos;
•• falta de isoladores (juntas isoladas);
•• problemas de fixação frouxa;
•• ausência ou acessórios defeituosos;
•• desnivelamentos e desalinhamentos.
Aparelho de Mudança de Via

Os aparelhos de mudança de via (AMVs) são dispositivos, instalados na ferrovia, que


transferem os veículos ferroviários de uma linha para outra.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 14

O AMV é dividido em três regiões: chave ou agulhagem, parte intermediária e cruzamento.

Chave Parte intermediária Cruzamento

Agulha
esquerda

Via principal

Agulha
direita

Vi
a
de
sv
iad
Chave ou agulhagem: parte do AMV encarregada de fazer variar a direção dos veículos, a

conduzindo-os pela via principal ou pelo desvio.


Parte intermediária: é o conjunto formado pelos trilhos intermediários apoiados em placas
de apoio, que tem por função fazer a ligação entre a chave e o cruzamento.
Cruzamento: é constituído pelo jacaré, contratrilhos e seus respectivos trilhos de encosto,
0-126-122
tem função de guiar convenientemente os veículos ferroviários, possibilitando a passagem
das rodas para uma e outra direção.

! Atenção!

nte! Para determinar se um AMV deriva para direita ou para a esquerda,


o observador sempre deve posicionar-se em frente à entrada do
ais! AMV e verificar para qual lado está a linha de desvio.
ndo!
Nesse elemento, deve-se vistoriar:

•• falhas de desnivelamento ou desalinhamento;


•• problemas com falta de dormentes;
•• falta ou acessórios de fixação soltos;
•• defeitos superficiais nas pontas das agulhas ou jacarés;
•• abertura de contratrilhos etc.
Elementos de Vistoria de Via Permanente
0-126-122 15

o!

nte!
Importante!

ais! O item mais importante que deve ser vistoriado num AMV é a
vedação da ponta da agulha, que deve ser sempre zero, e que leva a
ndo! ocorrências ferroviárias graves.

Fixações

As fixações têm como função principal manter o trilho na posição correta, garantindo a
bitola da via. Elas atuam oferecendo resistência aos deslocamentos longitudinal e horizontal
0-126-122
dos trilhos, que são provocados pela variação das condições climáticas e pela frenagem das
composições.
As fixações permitem a substituição dos trilhos sem afrouxar os embutimentos no dormente
o! de madeira. Elas podem ser classificadas como rígidas e elásticas.
nte!

ais! Saiba Mais!

ndo! A bitola corresponde à distância entre as faces internas dos trilhos


medidas a 16 mm abaixo da face superior de cada trilho.

Fixações rígidas

São formadas por pregos e parafusos. Podem soltar, com o tempo, por causa da vibração,
fazendo com que percam a resistência a esforços longitudinais.

Fixações rígidas
Elementos de Vistoria de Via Permanente 16

Fixações elásticas

Atuam mantendo a pressão constante sobre o trilho, sem afrouxar com o tráfego. Há
diversos modelos, como Pandrol, McKay e Vossloh.

Fixações elásticas
Elementos de Vistoria de Via Permanente 17

1.3 Componentes da
Infraestrutura

Infraestrutura

A infraestrutura é o conjunto de obras destinadas a formar a plataforma da ferrovia,


conforme a figura abaixo:

Off-set esquerdo

Crista de corte
Valeta

Talude de corte Off-set direito

Crista do aterro
Sarjeta Saia do aterro

Valeta
Subleito ou base

Plataforma

A infraestrutura é constituída pelos seguintes elementos:

•• cortes;
•• aterro;
•• obras de arte correntes (OACs);
•• obras de arte especiais (OAEs).
Elementos de Vistoria de Via Permanente 18

As OACs são dispositivos destinados a permitir a livre passagem das águas que interceptam
a ferrovia (bueiros de grota), ou, então, responsáveis por captar e transportar as águas
precipitadas nos taludes e cortes (bueiros de greide). Basicamente, pode-se dizer que é todo
o sistema de drenagem. 0-126-122

As OAEs são as chamadas grandes obras que temos em toda ferrovia, tais como pontes,
túneis, viadutos, obras de contenção (muros, cortinas atirantadas etc.).
o!

nte!
Importante!

ais! Talvez o mais importante da via permanente, que deve ser foco
0-126-122
de qualquer vistoria ou inspeção de via, sejam as falhas nos
ndo! equipamentos de drenagem. Essas falhas ocasionam muitos dos
problemas de superestrutura, como, por exemplo, a formação de
o! laqueados que desencadeiam vários problemas na superestrutura
da via férrea.
nte!

ais!

ndo! Relembrando!

Nesta unidade você estudou os elementos e conceitos de via


permanente. Pode-se destacar:
•• os componentes da superestrutura;
•• os componentes da infraestrutura.
Inserir Imagem

2
Manutenção da Via
Nesta unidade, será apresentada a seguinte lição:

•• 2.1 Processo de Manutenção da Via Permanente


Elementos de Vistoria de Via Permanente 20

2.1 Processo de
Manutenção da Via
Permanente

A manutenção da via permanente consiste no conjunto de trabalhos que visam a cuidar de


sua geometria, com total ou parcial aplicação e substituição maciça de material.
O processo de manutenção da via é feito com o objetivo de mantê-la dentro dos parâmetros
de tolerância, garantindo total segurança no tráfego dos trens.
Ela deve ser feita quando ocorrerem os seguintes problemas:

•• alta incidência de desgaste de trilhos e fixações;


•• apodrecimento de dormentes de madeira;
•• contaminação do lastro;
•• perda de geometria como flambagem de linha (ganchos), devido aos esforços de tração
e desnivelamentos.

A manutenção da via permanente deve englobar os seguintes serviços:

•• Remoção de barreiras.
•• Recomposição da plataforma.
•• Limpeza dos dispositivos de drenagem:
•• valetas;
•• canaletas;
•• bueiros;
•• drenos;
•• valetas de proteção.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 21

0-126-122

o! Atenção!

nte! Os serviços de infraestrutura necessitam de execução nos meses


que antecedem às chuvas e após ocorrências de queda de barreiras.
ais!

ndo!

Tarefas de Manutenção da Via Permanente

Manutenção da geometria da via e dos AMVs

•• Nivelamentos transversal e longitudinal


•• Alinhamento
•• Bitola
Manutenção dos materiais e acessórios

•• Trilhos
•• Dormentes
•• Fixações
•• Ligações (juntas)
•• AMVs
•• Lastro
•• Passagem em nível (Pn)
Manutenção dos marcos de referência

•• Locação
•• Alinhamento
•• Nivelamento
Renovação da via
A renovação da via permanente corresponde a um conjunto de trabalhos corretivos,
periódicos e programados, realizados em sua superestrutura e em sua geometria, total ou
parcialmente. Os trabalhos envolvem a aplicação e a substituição maciça de material.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 22

Renovação total

É o tipo de renovação no qual é preciso que os elementos sejam substituídos, devido ao


estágio de desgaste, fadiga ou envelhecimento dos materiais.

Renovação parcial

É o tipo de renovação em que somente uma parte dos materiais é substituída ou uma parte
da geometria da via é revista.

Tipos de Falhas nos Componentes

Fraturas de trilhos

São trincas parciais ou totais dos trilhos causadas por fadiga, variações acentuadas de
temperatura, defeito de fabricação ou acidentes.
Podem ser classificadas em:

•• longitudinais;
•• verticais.
Quando ocorre uma fratura longitudinal, a linha será imediatamente interditada. Nesse caso,
não é permitido o uso de talas de segurança com sargentos.
No caso das fraturas verticais, quando regulamentadas pela engenharia de via, podem ser
usadas as talas de segurança com sargentos, caso seja necessária uma complementação da
passagem do trem, obedecendo à velocidade de 10 km/h.

Componentes da Geometria da Via

Os componentes da geometria da via são os elementos de planta que compõem o traçado


da ferrovia e fazem parte das características geométricas que adaptam o trem às diferentes
superfícies do terreno. Eles podem ser classificados como:

•• tangente;
•• curvas;
•• superelevação;
•• raio;
•• tolerância;
•• empeno.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 23

Tangente

Tangentes são segmentos de reta que unem duas curvas em sequência, fazendo a tangência
em projeção horizontal.

T1

T2
C2
C3
C1

Onde:

•• t1 une a curva C1 à C2;


•• t2 une a curva C2 à C3.
Curvas

Curva circular

As curvas circulares, também conhecidas como raio constante, podem apresentar mesmo
sentido ou sentidos contrários.
Na figura mostrada anteriormente, as curvas C1 e C2 são exemplos de curvas de mesmo
sentido. Já as curvas C2 e C3, por exemplo, são curvas de sentidos contrários.
Curva de transição

A curva de transição proporciona suavidade de inscrição dos trens que saem de uma
tangente (raio infinito) e entram em uma curva circular. A ligação entre esses dois pontos se
dará por meio da curva de transição, que, saindo do ponto de raio infinito, gradualmente
irá decrescer ao ponto em que o raio virá a ser constante. Nesse ponto, é marcado o início
da curva circular. Portanto, a seção entre a tangente (reta) e a curva de raio constante é
chamada de curva de transição, também podendo ser chamada de espiral da curva.
Sem a curva de transição, o trem que saísse da tangente, encontrando a curva circular,
sofreria modificações imediatas e perigosas em seu movimento, nos planos vertical e
horizontal. Veja como seriam essas modificações:

•• No plano vertical, o trem passaria de uma via em nível para uma via com superelevação.
•• No plano horizontal, o trem passaria da tangente para uma curva horizontal, em que a
força centrífuga atuaria.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 24

Superelevação

A superelevação é conseguida por meio da elevação dos trilhos externos da curva, em um


valor definido em função do seu raio e da velocidade máxima dos trens naquela curva.
A figura a seguir mostra como acontece a inclinação de uma linha durante uma curva
horizontal. Os dois trilhos estão no nível quando passam pela tangente e, por isso,
apresentam superelevação zero (s = 0).
Curva de
transição Tangente

Tangente s2

Curva circular
s2

s1

Curva de
transição
s=0

Tangente reta

As inclinações ocorrem, de forma gradativa, na curva transição (s = s1), entre a tangente e a circular.
Na curva circular, a inclinação é constante e igual a s2.
A superelevação tem como função:

•• distribuir melhor as cargas nos dois trilhos;


•• diminuir os defeitos superficiais e o desgaste dos trilhos e dos materiais rodantes;
•• compensar o efeito de força centrífuga, parcialmente ou totalmente, diminuindo
suas consequências;

•• dar mais conforto aos passageiros.


Raio

O raio da curva, quando reduzido, se torna o princípio pelo qual se define a restrição da
velocidade de circulação dos trens.
A resistência imposta pela linha ao deslocamento do material rodante é inversamente
proporcional ao raio da curva. Dessa maneira, os raios pequenos ocasionam grande
resistência ou restrição à circulação.
O desgaste dos frisos das rodas e dos trilhos externos da curva também é inversamente
proporcional ao raio da curva. Sendo assim, raios menores ocasionam ângulos de ataque,
gerando, por consequência, mais desgaste no material.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 25
0-126-122

o! Conclui-se que o raio reduzido prejudica e restringe a ferrovia. Porém, a realização de obras
para a construção de raios grandes custa muito caro.
nte!

ais! Saiba Mais!

ndo! Equipamentos modernos, como o carro controle, fazem a medição


quase dinâmica da linha.

Tolerância

Corresponde ao valor limite aceito para a fuga da linha da sua posição ideal de projeto.
Ela é fixada, para cada parâmetro, de acordo com o tamanho permitido para os distúrbios
causados nos movimentos dos trens, devido à fuga da via de sua posição ideal.
Você pode considerar como estáticos os valores adotados para as tolerâncias de via
permanente, pois os processos e as ferramentas utilizados para medir um defeito não
conseguem quantificar uma distorção geométrica incrementada pelo peso e pela velocidade
do material rodante.

Base Valor medido

Vazio do laqueado

Medição do nivelamento-laqueado
medição do nivelamento- laqueado

A figura acima ilustra que não foi encontrado qualquer defeito no dormente central da via,
embora haja um “vazio” devido a um laqueado.
A figura seguinte mostra que o trilho e o dormente central cederão até que o dormente
encontre apoio no lastro, graças ao carregamento da roda.
Elementos de Vistoria de Via Permanente 26

Por isso, é possível verificar que a mesma medição, feita durante o carregamento, encontrará
um desnivelamento na linha.
0-126-122

Empeno
o!
Ocorre quando há a combinação da diferença do nivelamento longitudinal entre dois trilhos
nte! na mesma seção transversal.

ais!

ndo! Relembrando!

Nesta unidade você estudou o processo de manutenção da via


permanente. Pode-se destacar:
•• as tarefas de manutenção da via permanente;
•• a renovação da via;
•• os tipos de falhas nos componentes;
•• os componentes da geometria da via.
Inserir Imagem

3
Anexo
Aparelho de Manutenção de Via 28

Tabela dos principais parâmetros e tolerâncias utilizados em velocidades baixas:

Bitola Alinhamento Nivelamento


(mm) (mm) (mm)
Velocidade Classe da Variação para Superelevação Empeno Dormentes
(km/h) linha dormente (mm) (twist) estragados %

- + Corda Corda
= 20 m = 19m

EFVM (Estrada Ruim < 33%


de Ferro Vitória 65 Classe 6 -5 30 14 8 15 14 < Regular <
a Minas) 15% < Bom

RFFSA (Rede
Ferroviária
65 Classe 5 -5 25 12 6 14 12
Federal SA) –
bitola mecânica

AAR (Association
of American 65 Classe 4 -5 20 10 5 12 9
Railroad)

65 Classe 3 -5 15 8 3 10 8
Classe 2 -5 10 6 2 7 6
Classe 1 -4 4 2 mm 8 mm 6 mm 2 mm/m
65
Classe 2 -5 5 3 mm 8 mm 6 mm 3 mm/m
FRA (Federal Classe 3 -5 20 3 mm 8 mm 6 mm 4 mm/m
Railroad 96 Classe B -13 26 38 32 13 29 75%
Administration)
72 Classe C -13 32 51 38 16 32 75%
48 Classe C -13 32 76 51 19 38 80%
96 Classe 4 -13 26 38 51 32 32 42%
64 Classe 3 -13 32 44 57 44 44 62%
40 Classe 2 -13 32 76 70 51 51 62%