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CARTA AO LEITOR

Compreender as necessidades do mercado e traduzi-las em produtos e ser- viÁos inovadores, reconhecidos pela sua qualidade e desempenho, tem sido um processo permanente na histÛria da Metalplan.

S„o exemplos desse pioneirismo o lanÁamento, h· quinze anos, do primei- ro purgador eletrÙnico do Brasil, assim como, h· trÍs anos, do primeiro purgador eletrÙnico temporizado digital do mundo.

O

empenho contÌnuo para entregar aos usu·rios soluÁıes que representam

o

m·ximo de economia, sob todos os aspectos, est· resumido em nossa

miss„o, de forma simples e objetiva:

ìFornecer aos nossos clientes soluÁıes competitivas em matÈria de energia e fluÌdosî

Esse Manual È um testemunho dos nossos valores e do nosso compro- metimento pela difus„o das melhores pr·ticas envolvendo o uso racional do ar comprimido.

Boa leitura.

nosso compro- metimento pela difus„o das melhores pr·ticas envolvendo o uso racional do ar comprimido. Boa

ÕNDICE

 

PREF£CIO

07

E POR FALAR EM ENERGIA

09

ï Vazamento de ar comprimido

10

ï Perda da carga (queda de press„o)

11

ï Temperatura de admiss„o do ar

12

OS EQUIPAMENTOS DE UM SISTEMA DE AR COMPRIMIDO

13

GERA« O DE AR COMPRIMIDO

14

ï A sala dos compressores

14

ï O compressor de ar

15

ï Quantidade de compressores

17

TRATAMENTO DE AR COMPRIMIDO

19

ï

Norma ISO-8573-1

20

OS COMPONENTES DE UM SISTEMA DE TRATAMENTO DE AR COMPRIMIDO

24

ï O resfriador-posterior

24

ï O filtro de ar comprimido

25

ï O secador de ar comprimido

30

ï O secador por refrigeraÁ„o

31

ï O secador por adsorÁ„o

33

ARMAZENAMENTO DE AR COMPRIMIDO

37

ï Para compressores de pist„o

37

ï Para compressores rotativos

37

DISTRIBUI« O DE AR COMPRIMIDO

39

LINHA DE PRODUTOS

41

 

ï Total Pack

42

ï Rotor Plus

44

ï

Energy

45

ï

Sinergy

45

ï

Titan

46

ï

Air Point

46

ï

E-plexus

46

ï

Hyperfilter

47

ï

Cronomatic / Acquamatic

47

ï

Turbo Air

47

ï

Hospital Air

47

ï

Polar

48

ï

Nitromax

48

ï

Subzero

48

INSTITUCIONAL

49

PREF£CIO

Conforme as exigÍncias dos usu·rios evoluem, altera-se o conceito de efi- ciÍncia de um sistema de ar comprimido.

Em poucos anos, as preocupaÁıes com produtividade e qualidade expan- diram-se para a racionalizaÁ„o do consumo de energia e atingiram o est·- gio em que se encontram muitas empresas, focado na busca pelo menor custo total de propriedade (CTP), o qual propıe equacionar todas as vari·veis relativas ‡ posse e controle de um sistema de ar comprimido, quais sejam:

aquisiÁ„o, instalaÁ„o, operaÁ„o e manutenÁ„o.

Num perÌodo de trabalho de cerca de dez anos, o custo total de propriedade de um sistema de ar comprimido ter· respeitado as seguintes proporÁıes aproximadas:

ter· respeitado as seguintes proporÁıes aproximadas: Nesse perÌodo, esse sistema poder· ter operado

Nesse perÌodo, esse sistema poder· ter operado continuamente por atÈ 80 mil horas. A tÌtulo de comparaÁ„o, um automÛvel, nesses mesmos dez anos, n„o ter· rodado mais do que 10 mil horas, em mÈdia.

No entanto, nossa proposta È avanÁar um passo adiante nessa trajetÛria e considerar, alÈm do CTP, outros dois aspectos freq¸entemente marginali- zados nos projetos de um sistema de ar comprimido: a integridade fÌsica de pessoas e ativos e o respeito ao meio-ambiente.

Quando destacamos a quest„o da seguranÁa e da integridade fÌsica das pes- soas e do patrimÙnio que interagem direta ou indiretamente com um siste- ma de ar comprimido, estamos reforÁando o princÌpio de que o usu·rio dever· estar atento para que todas as exigÍncias legais, bem como aquelas ditadas pelo bom senso, sejam cumpridas. Normas de projeto, fabricaÁ„o e testes de equipamentos e instalaÁıes devem ser respeitadas. Nos casos onde a legislaÁ„o for omissa, as melhores pr·ticas dever„o ser aplicadas.

Com relaÁ„o ao meio-ambiente, um sistema de ar comprimido eficiente e consciente È aquele que produz o menor nÌvel possÌvel de poluiÁ„o e conta- minaÁ„o capazes de afetar a natureza.

e conta- minaÁ„o capazes de afetar a natureza. A combinaÁ„o equilibrada de todos esses par‚metros È

A combinaÁ„o equilibrada de todos esses par‚metros È um dos objetivos desse Manual, fornecendo subsÌdios atualizados para a tomada das deci- sıes corretas por parte dos usu·rios de ar comprimido.

E POR FALAR EM ENERGIA

O ar comprimido È uma importante forma de energia, insubstituÌvel em

diversas aplicaÁıes e resultado da compress„o do ar ambiente (atmosfÈri- co), cuja composiÁ„o È uma mistura de oxigÍnio (~20,5%), nitrogÍnio (~79%) e alguns gases raros.

Atualmente, cerca de 5 bilhıes de toneladas de ar s„o comprimidas por ano em todo o planeta. gerando um consumo de 400 bilhıes de kWh a um custo de 20 bilhıes de dÛlares.

S„o n˙meros astronÙmicos, que provocam um grande impacto no meio- ambiente, mas que poderiam ser substancialmente reduzidos com medidas racionais.

Na ind˙strias, um metro c˙bico de ar ‡ press„o de 7 barg custa em torno

de meio centavo de dÛlar (1,0 m ar ~ US$ 0,005) apenas em energia.

de dÛlar (1,0 m ar ~ US$ 0,005) apenas em energia. Em funÁ„o das perdas decorrentes

Em funÁ„o das perdas decorrentes da transformaÁ„o de energia, o ar com- primido (energia pneum·tica) pode custar de sete a dez vezes mais do que a energia elÈtrica para uma aplicaÁ„o similar, embora isso seja normalmente compensado pelas vantagens de flexibilidade, conveniÍncia e seguranÁa apresentadas pela energia pneum·tica.

Entretanto, procure sempre verificar se o ar comprimido È realmente ne- cess·rio para aquela tarefa particular ou se pode ser substituÌdo pela eletri- cidade.

O importante È ter em mente que o consumo racional do ar comprimido

deve ser uma preocupaÁ„o constante entre os usu·rios.

As tabelas das prÛximas p·ginas relacionam e quantificam as perdas de energia usualmente verificadas num sistema de ar comprimido.

Vazamento de ar comprimido

Todos os sistemas de ar comprimido tÍm vazamentos e s„o comuns perdas

de atÈ 40% de todo o ar comprimido produzido.

Portanto, identificar, eliminar e reduzir os vazamentos de ar comprimido È uma das maneiras mais simples e eficientes de economizar a energia neces- s·ria para a compress„o.

V·lvulas, tubos, mangueiras e conexıes mal vedados, corroÌdos, furados e sem manutenÁ„o s„o respons·veis por vazamentos de enormes propor- Áıes num sistema pneum·tico.

Um mÈtodo simples para estabelecer a grandeza dessas perdas È interrom- per o consumo de todo o ar comprimido do sistema, mantendo os com- pressores em operaÁ„o.

Com isso, a press„o na rede chegar· ao seu limite m·ximo. Dependendo do tipo de controle de cada compressor, eles deveriam desligar-se ou en- trar em alÌvio, pois n„o haveria consumo de ar.

Se existirem vazamentos, a press„o na rede cair· e os compressores (total

ou parcialmente) voltar„o a comprimir. Medindo-se os tempos carga/alÌ- vio dos mesmos e sabendo-se sua vaz„o efetiva, pode-se deduzir a magni- tude total dos vazamentos.

10 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

Vazamento atravÈs de diferentes orifÌcios x custo energÈtico Di‚metro do orifÌcio de vazamento (pol) 1/32î

Vazamento atravÈs de diferentes orifÌcios x custo energÈtico

Di‚metro do orifÌcio de vazamento (pol)

1/32î

1/16î

1/8î

1/4î

3/8î

m /h vazamento

2,72

10,9

44,2

174,0

397,5

US$/ano

65,00

260,00

1.056,00

4.160,00

9.500,00

Considerando: P = 7 barg uso = 16h/dia 300 dias/ano (1,0kWh ~ US$ 0,04)

Perda de carga (queda de press„o)

AlÈm da reduÁ„o da press„o do ar comprimido provocada por uma rede de distribuiÁ„o inadequada (di‚metro da tubulaÁ„o inferior ao necess·rio, lay- out incorreto da tubulaÁ„o, curvas e conexıes em excesso, etc.), um siste- ma de ar comprimido tambÈm pode estar operando numa press„o muito superior ‡ exigida pela aplicaÁ„o.

O c·lculo correto das redes de distribuiÁ„o principal e secund·rias, a ma- nutenÁ„o (substituiÁ„o) periÛdica de elementos filtrantes saturados, a regulagem precisa da press„o de cada ponto de consumo, a escolha de componentes e acessÛrios com menor restriÁ„o ao fluxo de ar, bem como a seleÁ„o correta do compressor em funÁ„o das necessidades de press„o do sistema, poder„o contribuir de forma fundamental para a reduÁ„o do consumo de energia associado ‡ perda de carga.

A tabela abaixo apresenta alguns custos com a queda de press„o m /h 340 800

A tabela abaixo apresenta alguns custos com a queda de press„o

m /h

340

800

1700

P bar (psi)

P bar (psi)

0,07 (1)

0,14 (2)

0,07 (1)

0,14 (2)

0,07 (1)

0,14 (2)

US$/ano

140,00

280,00

330,00

660,00

700,00

1.400,00

Considerando: P=7barg / uso=16h/dia ñ 300 dias/ano

Temperatura de admiss„o do ar

A elevaÁ„o da temperatura ambiente diminui a densidade do ar, provocan- do uma reduÁ„o da massa aspirada pelo compressor. Em conseq¸Íncia, a eficiÍncia do compressor fica comprometida.

Dessa forma, recomenda-se a instalaÁ„o de dutos na tomada de ar do com- pressor para permitir a sucÁ„o de ar ambiente fresco oriundo da parte ex- terna das instalaÁıes.

Admite-se que uma reduÁ„o de 3 C na temperatura de admiss„o do ar ambiente pelo compressor implica numa economia de energia de 1%.

12 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

OS EQUIPAMENTOS DE UM SISTEMA DE AR COMPRIMIDO

A figura a seguir ilustra um sistema de ar comprimido tÌpico, com os equi- pamentos habitualmente necess·rios para o fornecimento confi·vel de ar comprimido de qualidade.

o fornecimento confi·vel de ar comprimido de qualidade. Na realidade, a quantidade e o tipo de

Na realidade, a quantidade e o tipo de cada equipamento utilizado È funÁ„o da aplicaÁ„o do ar comprimido.

AplicaÁıes mais crÌticas exigem sistemas redundantes, com fontes de ener- gia alternativas, para garantir o suprimento de ar comprimido em situaÁıes de emergÍncia.

Outros aplicaÁıes ir„o requerer um sistema de purificaÁ„o do ar mais so- fisticado, com monitoraÁ„o constante do nÌvel de contaminaÁ„o, a fim de evitar danos irreversÌveis aos usu·rios.

GERA« O DE AR COMPRIMIDO

A sala dos compressores

G ERA« O DE A R C OMPRIMIDO A sala dos compressores Os compressores e demais

Os compressores e demais de equipamentos de geraÁ„o, tratamento e armazenamento de ar comprimido situam-se na categoria de utilidades, tais como caldeiras, geradores, tratamento, bomba etc.

Dessa forma, procure respeitar as seguintes orientaÁıes:

ï Reserve uma sala especÌfica para isso, separada das demais ·reas da empresa.

ï O ruÌdo emitido pelos equipamentos deve ser isolado do exterior.

ï O ingresso na sala deve ser permitido apenas ao pessoal autorizado, portando os EPI¥s mÌnimos exigidos por lei, como o protetor auricular

ï A captaÁ„o do ar atmosfÈrico deve ficar distante de quaisquer tipos de fontes de contaminaÁ„o ou calor, tais como: torres de resfriamento de ·gua, ruas sem calÁamento, banhos quÌmicos, chaminÈs, caldeiras, escapes de motores de combust„o, etc. O descuido com esse item gera proble- mas com a qualidade do ar comprimido e com o consumo de energia.

ï O arrefecimento de compressores resfriados a ar deve ser realizado por dutos de entrada e saÌda, procurando-se obter a menor temperatura am- biente disponÌvel.

ï VocÍ sabia que 3 C de reduÁ„o na temperatura do ar ambiente na ad- miss„o do compressor proporcionam uma economia de energia de 1%?

14 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

O compressor de ar

O equipamento que realiza a compress„o do ar ambiente È denominado compressor de ar, que transforma um tipo de energia (normalmente elÈtrica) em energia pneum·tica.

Para o escopo desse Manual, interessa-nos dois tipos b·sicos de compres- sores: alternativos (de pist„o) e rotativos (de parafuso e centrÌfugo).

Em termos conceituais, os compressores de pist„o e de parafuso s„o deno- minados de deslocamento positivo, pois a compress„o do ar È obtida pela redu- Á„o de seu volume, de forma alternada (pist„o) ou contÌnua (parafuso).

O compressor centrÌfugo È do tipo din‚mico, pois a compress„o ocorre pela trans- formaÁ„o da energia cinÈtica (velocidade) do ar em energia potencial (press„o).

Os compressores de pist„o s„o comumente aplicados para pequenas vazıes (atÈ 100 m /h). aplicados para pequenas vazıes (atÈ 100 m /h).

Os compressores de parafuso s„o mais indicados para pequenas, mÈdias e grandes vazıes (50 m /h a 2000 m /h). para pequenas, mÈdias e grandes vazıes (50 m /h a 2000 m /h).

Os compressores centrÌfugos s„o mais indicados para vazıes grandes e muito grandes (> 1500 m /h). /h).

As pressıes atingidas pelos compressores variam, em geral, entre 6 barg e 40 barg, sendo a press„o de 7 barg tipicamente encontrada na maioria das aplicaÁıes. Hoje, existem cerca de 40 milhıes de compressores em opera- Á„o no mundo e outros 4 milhıes s„o fabricados todos os anos.

Um eficiente sistema de ar comprimido comeÁa pela escolha do compressor mais adequado para cada atividade.

A seleÁ„o do compressor mais adequado para uma determinada aplicaÁ„o

È funÁ„o da vaz„o, press„o e nÌvel de pureza exigidos por tal aplicaÁ„o.

O diagrama a seguir auxilia na escolha do tipo de compressor mais indica-

do para atender os par‚metros vaz„o e press„o:

de compressor mais indica- do para atender os par‚metros vaz„o e press„o : 16 // M

16 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

Quanto ao nÌvel de pureza do ar comprimido, È conveniente fazer uma distinÁ„o entre aplicaÁ„o crÌtica e n„o-crÌtica.

Mesmo com a utilizaÁ„o obrigatÛria dos mais sofisticados equipamentos de tratamento de ar comprimido, as aplicaÁıes crÌticas (hospitais, laboratÛ- rios, ar para respiraÁ„o humana, etc.) dever„o ser equipados com compres- sores do tipo n„o-lubrificados (isentos de Ûleo), eliminando-se o risco de um lanÁamento excessivo de Ûleo no sistema, no caso de um acidente com os separadores de Ûleo dos compressores lubrificados.

com os separadores de Ûleo dos compressores lubrificados. Quantidade de Compressores Assim que a vaz„o total

Quantidade de Compressores

Assim que a vaz„o total do sistema for definida, estabeleÁa um fator en- tre 20% e 50% para futuras ampliaÁıes e selecione dois compressores que, somados, atendam essa vaz„o.

Um terceiro compressor, da mesma capacidade, pode ser adicionado ao sistema como stand by.

Em conjunto, os trÍs compressores podem ser programados para operar num sistema de rodÌzio, proporcionando

Em conjunto, os trÍs compressores podem ser programados para operar num sistema de rodÌzio, proporcionando o mesmo nÌvel de desgaste para todos.

Essa configuraÁ„o È, sob qualquer aspecto, a mais vantajosa para o usu·rio, pois garante o suprimento de ar comprimido, presente e futuro, com o menor risco de falha.

Verifique a potÍncia e a vaz„o efetivamente produzida pelo compressor. Cuidado com informaÁıes do tipo ìvolume deslocadoî, pois costumam omitir as perdas ocorridas no processo de compress„o.

18 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

TRATAMENTO DE AR COMPRIMIDO

A contaminaÁ„o do ar comprimido È a soma da contaminaÁ„o do ar ambi-

ente com outras subst‚ncias que s„o introduzidas durante o processo de

compress„o.

O ar ambiente È contaminado por partÌculas sÛlidas (poeira, microrganis-

mos, etc.), vapor dí·gua (umidade relativa), vapores de hidrocarbonetos (fumaÁa de Ûleo diesel, etc.), diÛxido de carbono, monÛxido de carbono, Ûxido nitroso, diÛxido de enxofre, etc.

Durante o processo de compress„o, o ar comprimido tambÈm È contami- nado pelo Ûleo lubrificante do compressor e por partÌculas sÛlidas prove- nientes do desgaste das peÁas mÛveis do mesmo.

Na tubulaÁ„o de distribuiÁ„o, o ar comprimido ainda pode arrastar ferru- gem e outras partÌculas.

A norma ISO-8573 1 classifica os contaminantes do ar comprimido e suas

unidades de medida da seguinte maneira:

Contaminante

Dimens„o

ConcentraÁ„o

Ponto de orvalho

SÛlidos

µm

mg/m

-x-

£gua

-x-

-x-

C

”leo

-x-

mg/m

-x-

A press„o e a temperatura do ar comprimido potencializam os efeitos

prejudiciais de todos esses contaminantes.

A reduÁ„o gradual da temperatura do ar comprimido ao longo da tubula-

Á„o causa a condensaÁ„o de alguns contaminantes gasosos.

Ao atingirem a fase lÌq¸ida (condensado), esses contaminantes estar„o pre- sentes no fluxo de ar comprimido sob diferentes aspectos, desde um con- junto amorfo (filete de condensado) depositado nas partes inferiores da tubulaÁ„o e dos equipamentos, passando por pequenas gotas e chegando atÈ a aerossÛis microscÛpicos dispersos entre as molÈculas do ar comprimido.

Por definiÁ„o (ISO-8573/2.4), aerossol È uma suspens„o num meio gasoso de partÌculas sÛlidas e/ou lÌquidas com uma desprezÌvel velocidade de queda (< 0,25 m/s).

O resultado da mistura de todos os contaminantes È uma emuls„o ·cida e

abrasiva que compromete o correto funcionamento de um sistema de ar comprimido em qualquer tipo de aplicaÁ„o.

A an·lise do ar ambiente de uma regi„o industrial tÌpica encontra as seguin-

tes taxas aproximadas de contaminaÁ„o, considerando-se uma temperatura ambiente de 38 C e umidade relativa de 100%:

Contaminante

Dimens„o

ConcentraÁ„o

SÛlidos

0,01 a 2,0 µm

10 20 partÌculas/m

£gua

-x-

46,3 g/m

”leo

-x-

15 mg/m

Esses contaminantes ser„o aspirados por qualquer compressor de

ar, seja lubrificado ou isento de Ûleo, juntamente com os gases cita-

dos anteriormente.

A tÌtulo de ilustraÁ„o, tomemos um sistema de ar comprimido com um

compressor de 5100 m /h operando em trÍs turnos. Num ambiente sob temperatura de 25 C e umidade relativa de 75%, este compressor introdu- zir· 2106 litros de ·gua por dia no sistema.

Norma IS0-8573-1

A norma internacional ISO-8573-1 È a referÍncia central sobre a qualidade

do ar comprimido para uso geral, n„o valendo para usos muito particula- res, como ar medicinal, respiraÁ„o humana e alguns outros.

A tabela a seguir apresenta as classes de qualidade do ar comprimido em

funÁ„o dos seus trÍs contaminantes tÌpicos: ·gua, Ûleo e partÌculas sÛlidas.

20 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

Para a obtenÁ„o dos diferentes nÌveis de pureza do ar comprimido (classes de qualidade), a

Para a obtenÁ„o dos diferentes nÌveis de pureza do ar comprimido (classes de qualidade), a ISO-8573 recomenda a seguinte seq¸Íncia padr„o de equi- pamentos:

a seguinte seq¸Íncia padr„o de equi- pamentos: H· tambÈm uma norma prÛpria - ISO-7183 - que

H· tambÈm uma norma prÛpria - ISO-7183 - que trata do projeto e testes de desempenho de secadores de ar.

Secadores instalados em climas temperados devem obedecer a norma ISO- 7183-A, que especifica a temperatura ambiente em 25 C e a temperatura de entrada do ar no secador em 35 C.

Secadores instalados em climas tropicais devem obedecer a norma ISO- 7183-B, que especifica a temperatura ambiente em 38 C e a temperatura de entrada do ar no secador em 38 C.

1 Este documento utiliza a 1™ ediÁ„o da Norma ISO-8573 (1991)

22 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO

22 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO // 23

OS COMPONENTES DE UM SISTEMA DE TRATAMENTO DE AR COMPRIMIDO

O resfriador-posterior

Sua funÁ„o È reduzir a temperatura do ar que deixa o compressor para nÌveis prÛximos da temperatura ambiente. Com isso, obtÈm-se uma grande condensaÁ„o dos contaminantes gasosos, especialmente do vapor dí·gua.

O separador mec‚nico de condensados do resfriador-posterior responde

pela remoÁ„o de aproximadamente 70% dos vapores condensados do flu-

xo de ar comprimido.

70% dos vapores condensados do flu- xo de ar comprimido. Um purgador autom·tico deve ser instalado
70% dos vapores condensados do flu- xo de ar comprimido. Um purgador autom·tico deve ser instalado

Um purgador autom·tico deve ser instalado sob o separador de condensados para garantir a eliminaÁ„o desta contaminaÁ„o lÌq¸ida para a atmosfera, com perda mÌnima de ar comprimido.

Os purgadores s„o pequenos aparatos destinados a efetuar a drenagem dos contaminantes lÌq¸idos do sistema de ar comprimido para o meio-ambien- te. Podem ser manuais ou autom·ticos, sendo que estes ˙ltimos dividem-se normalmente em eletrÙnicos e mec‚nicos. Os purgadores eletrÙnicos s„o en- contrados nos tipos temporizado digital ou com sensor de umidade.

Em termos construtivos, o resfriador-posterior È um trocador de calor convencional resfriado pelo ar ambiente ou por ·gua.

24 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

O filtro de ar comprimido

O filtro de ar comprimido aparece geralmente em trÍs posiÁıes diferentes:

antes e depois do secador de ar comprimido e tambÈm junto ao ponto-de-uso.

A

funÁ„o do filtro instalado antes do secador por refrigeraÁ„o (prÈ-filtro) È separar

o

restante da contaminaÁ„o sÛlida e lÌq¸ida (~30%) n„o totalmente elimina-

da pelo separador de condensados do resfriador-posterior, protegendo os tro-

cadores de calor do secador contra o excesso de Ûleo oriundo do compressor

de

ar, o que poderia impregn·-los, prejudicando sua eficiÍncia.

O

excesso de condensado no secador tambÈm reduz sua capacidade de

resfriamento do ar comprimido, pois consome-se energia para resfriar um condensado que j· poderia ter sido eliminado do sistema.

condensado que j· poderia ter sido eliminado do sistema. No caso de sistemas dotados de secadores

No caso de sistemas dotados de secadores por adsorÁ„o, o prÈ-filtro deve-

r· garantir que nenhuma quantidade de contaminaÁ„o lÌq¸ida, inclusive os

aerossÛis de ·gua e Ûleo, atinja o material adsorvedor, obstruindo seus po- ros e impedindo a sua reativaÁ„o.

O filtro instalado apÛs o secador (pÛs-filtro) deve ser respons·vel pela elimina-

Á„o da umidade residual (~30%) n„o removida pelo separador mec‚nico de condensados do secador por refrigeraÁ„o, alÈm da contenÁ„o dos sÛli- dos n„o retidos no prÈ-filtro.

A capacidade do pÛs-filtro efetuar a eliminaÁ„o de qualquer umidade residual

È seriamente afetada pela temperatura do ar comprimido na saÌda do secador.

Na verdade, em qualquer secador por refrigeraÁ„o, o ar comprimido sofre um reaquecimento antes de voltar ‡ tubulaÁ„o. Esse reaquecimento È in- tencional (economiza energia e evita que a tubulaÁ„o fique gelada), mas provoca a completa reevaporaÁ„o da umidade residual que n„o foi removi- da pelo separador de condensados. No estado gasoso, essa umidade n„o pode ser eliminada pelo pÛs-filtro.

Na pr·tica, o pÛs-filtro instalado apÛs o secador por refrigeraÁ„o retÈm apenas partÌculas sÛlidas.

No caso de sistemas dotados de secadores por adsorÁ„o, o pÛs-filtro desti- na-se apenas ‡ retenÁ„o das partÌculas sÛlidas produzidas pela abras„o do material adsorvedor (poeira do adsorvedor).

Os filtros instalados no ponto-de-uso s„o utilizados para evitar que os contaminantes presentes ao longo da tubulaÁ„o de ar comprimido atinjam

a aplicaÁ„o final do mesmo.

Se o sistema n„o possui qualquer tipo de tratamento de ar comprimido, os filtros instalados no ponto-de-uso s„o ainda mais recomendados.

Os modernos filtros para ar comprimido s„o do tipo coalescente e adsorvedor.

Esses filtros s„o constituÌdos por uma carcaÁa resistente a press„o do ar comprimido e por um elemento filtrante, que È respons·vel pela filtraÁ„o do ar.

Alguns acessÛrios costumam fazer parte deste equipamento, como um purgador autom·tico e um manÙmetro indicador da saturaÁ„o do elemen-

to filtrante (perda de carga).

Os elementos filtrantes s„o geralmente apresentados em diferentes graus de filtraÁ„o, utilizados conforme a aplicaÁ„o do ar comprimido e a posiÁ„o do filtro no sistema.

AplicaÁıes menos severas, bem como os prÈ-filtros, exigem elementos com menor capacidade de retenÁ„o.

26 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

Da mesma forma, aplicaÁıes crÌticas e pÛs-filtros necessitar„o de elemen- tos com maior poder de filtraÁ„o.

O mecanismo de operaÁ„o de um filtro coalescente È bastante particular.

Baseia-se em dois processos distintos: a retenÁ„o mec‚nica e a coalescÍncia.

A retenÁ„o mec‚nica È a simples obstruÁ„o da passagem do contaminante

atravÈs do elemento, permitindo apenas que o ar comprimido siga adiante. Nesse caso, È f·cil notar que o contaminante dever· ser maior do que o menor poro virtual do elemento. Esse processo est· contido no primeiro efeito que produz a coalescÍncia (InterceptaÁ„o Direta), conforme ser· visto logo a seguir.

Direta), conforme ser· visto logo a seguir. A coalescÍncia , porÈm, È considerada um fenÙmeno um

A coalescÍncia, porÈm, È considerada um fenÙmeno um pouco mais comple-

xo e muitos estudiosos n„o a vÍem como um processo de filtraÁ„o propri- amente dito.

A norma ISO-8573 define a coalescÍncia com bastante precis„o como sendo a aÁ„o pela qual partÌculas lÌq¸idas em suspens„o unem-se para formar partÌculas maiores.

Como uma parte significativa (~30%) da contaminaÁ„o lÌq¸ida presente no

ar comprimido È composta por aerossÛis, a coalescÍncia ganhou import‚n-

cia central para a eficiÍncia de um sistema de tratamento de ar comprimido, pois È somente atravÈs desse efeito que se consegue separar os aerossÛis.

TrÍs fenÙmenos se somam para produzir o efeito da coalescÍncia:

ï

InterceptaÁ„o Direta: efeito de filtraÁ„o no qual uma gota ou uma partÌcula sÛlida colide com um componente de um meio filtrante que est· em seu caminho ou È capturada por poros de di‚metros menores do que o di‚metro da gota ou da partÌcula.

ï

Impacto Inercial: processo no qual uma partÌcula colide com uma parte do meio filtrante devido ‡ inÈrcia da partÌcula.

ï

Difus„o: movimento (browniano) de molÈculas gasosas ou de partÌculas pequenas causado por uma variaÁ„o de concentraÁ„o.

A

nanofibra de borossilicato È o componente principal do meio filtrante, sen-

do

respons·vel pela aÁ„o coalescente. Essas nanofibras s„o inertes e im-

perme·veis, o que significa que n„o reagem quimicamente com outras subs- t‚ncias e tambÈm n„o adsorvem ou absorvem lÌq¸idos.

As figuras a seguir representam o fenÙmeno da coalescÍncia e seus efeitos:

As figuras a seguir representam o fenÙmeno da coalescÍncia e seus efeitos: 28 // M ANUAL

28 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

Pode-se observar que a coalescÍncia n„o impede a contaminaÁ„o lÌq¸ida de atravessar todo o meio filtrante.

Ao contr·rio, ela permite que isso ocorra para que os contaminantes coalescidos possam dirigir-se ao fundo da carcaÁa do filtro pela aÁ„o da gravidade e sejam drenados para o exterior a partir desse ponto.

Portanto, um elemento coalescente somente poder· ficar saturado pela

aglomeraÁ„o de partÌculas sÛlidas no interior de suas fibras, ou seja, pelo efei-

to da retenÁ„o mec‚nica.

A emuls„o de Ûleo e ·gua causa, no m·ximo, a impregnaÁ„o externa das

fibras do elemento, diminuindo muito pouco a ·rea de passagem do fluxo

de ar, uma vez que 95% do volume de um elemento coalescente È formado

por espaÁos vazios.

Por essa raz„o, os elementos coalescentes s„o descart·veis e ainda n„o existe um mÈtodo para recicl·-los. Todavia, sua durabilidade (prÛxima de 6000 h) compensa essa limitaÁ„o. Essa vida ˙til est· baseada no perÌodo mais eco- nÙmico de utilizaÁ„o do elemento coalescente, quando sua maior perda de carga ainda est· limitada em 0,45~0,55 bar (6~8 psi), sendo que grande parte de sua operaÁ„o esteve situada na faixa mÈdia de 0,2 bar (~3 psi).

ApÛs esse perÌodo, manter um elemento coalescente em operaÁ„o torna-se muito desvantajoso do ponto de vista energÈtico.

coalescente em operaÁ„o torna-se muito desvantajoso do ponto de vista energÈtico. M ANUAL DE A R

Embora um elemento filtrante deva ser construÌdo para suportar perdas de carga de atÈ 2,5~3,0 bar, recomenda-se sua substituiÁ„o com no m·ximo 1,0 bar, pois a perda de carga aumenta exponencialmente no final de sua vida ˙til, chegando rapidamente nos limites de resistÍncia mec‚nica do elemento.

Pelas razıes acima, a coalescÍncia ainda È a forma mais econÙmica de se- parar os aerossÛis de ·gua e Ûleo de um sistema de ar comprimido.

Finalmente, os filtros adsorvedores destinam-se ‡ remoÁ„o dos vapores de hidrocarbonetos (Ûleo) do fluxo de ar comprimido.

Em geral, est„o posicionados depois do ˙ltimo filtro coalescente, pois fi- cam assim protegidos de qualquer contaminaÁ„o na forma lÌq¸ida que po- deria atingi-los.

TambÈm podem permanecer junto ao ponto-de-uso do ar comprimido, uma vez que seu uso È limitado ‡ aplicaÁıes especiais.

O meio filtrante de um filtro adsorvedor È, via de regra, o carv„o ativado, subst‚ncia capaz de capturar aqueles vapores no seu interior. Embora seu processo de filtraÁ„o esteja baseado no efeito da adsorÁ„o (ìatraÁ„o e ades„o de molÈculas de gases e lÌq¸idos na superfÌcie de um sÛlidoî ñ ISO-8573/2.3), n„o se costuma realizar a regeneraÁ„o/reativaÁ„o do carv„o ativado de um filtro adsorvedor.

O secador de ar comprimido

Sua funÁ„o È eliminar a umidade (lÌq¸ido e vapor) do fluxo de ar.

Um secador deve estar apto a fornecer o ar comprimido com o Ponto de Orvalho especificado pelo usu·rio.

Ponto de Orvalho È a temperatura na qual o vapor comeÁa a condensar.

H· dois conceitos principais de secadores de ar comprimido: por refrigera- Á„o (cujo Ponto de Orvalho padr„o È +3 C) e por adsorÁ„o (com Ponto de Orvalho mais comum de ñ40 C).

30 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

Os secadores de ar comprimido possuem uma norma internacional (ISO- 7183) de especificaÁıes e testes.

Esta norma faz uma importante diferenciaÁ„o dos secadores em funÁ„o da localizaÁ„o geogr·fica dos mesmos. Faixas de temperatura de operaÁ„o mais altas s„o definidas para equipamentos instalados em regiıes mais quentes do planeta, exigindo uma adaptaÁ„o dos mesmos a condiÁıes mais adversas.

uma adaptaÁ„o dos mesmos a condiÁıes mais adversas. O secador por refrigeraÁ„o O secador por refrigeraÁ„o

O secador por refrigeraÁ„o

O secador por refrigeraÁ„o opera resfriando o ar comprimido atÈ tempera- turas prÛximas a 0 C, quando È possÌvel obter-se a m·xima condensaÁ„o dos vapores de ·gua e Ûleo (sem o risco de congelamento).

Na maioria dos modelos, um circuito frigorÌfico realiza essa tarefa.

No ponto mais frio do sistema, È importante uma eficiente separaÁ„o dos condensados formados, evitando sua reentrada no fluxo de ar comprimido.

Dependendo do tipo de secador, isso È feito por separadores de condensado, filtros coalescentes e purgadores autom·ticos.

Depois de removido o condensado, a maioria dos secadores por refrigera- Á„o reaquece o ar comprimido (atravÈs do recuperador de calor, que reaproveita o calor do prÛprio ar comprimido na entrada do secador), devol- vendo-o ao sistema numa condiÁ„o mais adequada ao uso.

Ao entrar no secador, recomenda-se que o ar comprimido esteja numa temperatura prÛxima ‡ ambiente, permitindo uma reduÁ„o no consumo de energia do equipamento.

Se o secador for resfriado a ar, deve-se ter um cuidado especial com a temperatura ambiente onde ser· instalado.

Tabelas de correÁ„o s„o usuais para dimensionar o correto secador por refrigeraÁ„o em funÁ„o das condiÁıes de operaÁ„o.

Em termos construtivos, um secador de ar por refrigeraÁ„o È composto por trocadores de calor, um circuito frigorÌfico, separador de condensado, filtros coalescentes, purgador autom·tico, painel elÈtrico e outros itens, podendo ser resfriado pelo ar ambiente ou por ·gua.

itens, podendo ser resfriado pelo ar ambiente ou por ·gua. 32 // M ANUAL DE A

32 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

1 - Entrada do Ar Comprimido

2 - SaÌda do Ar Comprimido

3 - Recuperador de calor

4 - Evaporador

5 - Condensador

6 - Compressor FrigorÌfico

7 - Circuito de RefrigeraÁ„o

8 - Separador de Condensados/ Filtro Coalescente

9 - Purgador Autom·tico

O secador por adsorÁ„o

O secador por adsorÁ„o caracteriza-se por remover os vapores do ar compri-

mido sem condens·-los.

Devido ao baixo Ponto de Orvalho que conseguem proporcionar (atÈ ñ 100 C), s„o indicados para aplicaÁıes muito especiais, quando o secador por refrigeraÁ„o deixa de ser eficaz.

TambÈm em funÁ„o de seu baixo Ponto de Orvalho, consomem muito

mais energia do que os secadores por refrigeraÁ„o, recomendando cautela

na sua especificaÁ„o.

A adsorÁ„o, como j· foi dito, È o efeito de atraÁ„o das molÈculas de gases e

lÌq¸idos para a superfÌcie de um sÛlido (material adsorvedor), mantendo-as aderidas na mesma.

(material adsorvedor), mantendo-as aderidas na mesma. O material adsorvedor de um secador por adsorÁ„o tem um

O material adsorvedor de um secador por adsorÁ„o tem um altÌssimo po-

der de atraÁ„o e retenÁ„o das molÈculas de ·gua sobre sua superfÌcie.

H· diversos tipos de materiais adsorvedores (sÌlica-gel, alumina ativada, molecular sieve, H-156, etc.), cada um com caracterÌsticas mais apropria- das a certos tipos de aplicaÁ„o.

A superfÌcie dos materiais adsorvedores atingem ·reas de 300 m por grama.

O gr·fico ao lado exibe o desempenho de diferentes tipos de materiais

adsorvedores em funÁ„o da umidade relativa.

Alguns secadores por adsorÁ„o utilizam mais do que um tipo de material adsorvedor em seu leito de secagem, a fim de garantir o ponto de orvalho especificado.

Em geral, um secador por adsorÁ„o possui dois leitos de secagem, de modo a permitir que um leito esteja secando o ar comprimido, enquanto que o leito j· saturado possa ser regenerado/reativado.

Em qualquer tipo de secador por adsorÁ„o, um fluxo de ar despressurizado e extremamente seco (prÈ-aquecido ou n„o) È o veÌculo condutor para a extra- Á„o das molÈculas de ·gua do leito saturado no sentido oposto ao da secagem.

Um painel de comando determina a freq¸Íncia e a amplitude dos ciclos

de regeneraÁ„o e adsorÁ„o deste tipo de secador.

Um sistema de v·lvulas tambÈm comandado pelo painel do secador per- mite que a umidade deixe o leito saturado para o meio-ambiente.

painel do secador per- mite que a umidade deixe o leito saturado para o meio-ambiente. 34

34 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

Os secadores por adsorÁ„o subdividem-se pelo tipo de regeneraÁ„o:

   

AR DE REGENERA« O

FONTE

CUSTO DE MANUTEN« O

 

VIDA DO

TIPO

OPERA« O

EXTERNA

MATERIAL

 

DE CALOR

 

ADSORVEDOR

Heaterless

Utiliza apenas o calor gerado na adsorÁ„o (processo exotÈrmico)

       

para aquecer e regenerar o material adsorvedor do leito saturado. Consome bastante do prÛprio

15%

N„o

Muito baixo

5

~ 10 anos

ar comprimido para esta tarefa.

 

Vacuum

… similar ao Heaterless, mas possui

       

Assisted

uma bomba de v·cuo que reduz a contra-press„o exercida pela atmosfera,

neutralizando as forÁas de atraÁ„o/

ades„o do material adsorvedor. Assim,

1% a 2%

N„o

Baixo

5

~ 10 anos

È

possÌvel consumir pouco ar

 

comprimido para a regeneraÁ„o, mas gasta energia para gerar o v·cuo.

Internally

Possui uma resistÍncia interna (elÈtrica ou a vapor) que aquece o leito saturado atÈ a temperatura de regeneraÁ„o, quando um pequeno fluxo de ar encarrega-se da purga.

       

Heated

1% a 8%

Sim

Baixo

3

~ 5 anos

Se

a resistÍncia for usada apenas para

 

aquecer o ar de regeneraÁ„o, haver·

necessidade de um maior consumo de ar.

a

Externally

O

fluxo de ar de regeneraÁ„o È aquecido

       

Heated

por uma resistÍncia externa aos leitos/ torres do secador. H· perdas significativas de calor para o meio-ambiente, obrigando um maior

consumo de ar de regeneraÁ„o, mas pode-se utilizar apenas uma resistÍncia para os dois leitos e a manutenÁ„o fica simplificada.

8%

Sim

Baixo

3

~ 5 anos

Blower

similar ao Externally Heated, mas

       

Purge

possui um soprador que capta o

ar

ambiente, aquece-o e direciona-o

Zero

Sim

MÈdio

3

~ 5 anos

ao

leito a ser regenerado, eliminando

 

consumo de ar comprimido como ar de regeneraÁ„o.

o

Em pequenas e mÈdias vazıes (atÈ 3000 m /h) e sempre que haja dispo- nibilidade de ar comprimido para regeneraÁ„o, os secadores por adsorÁ„o Heaterless mostram-se os mais indicados.

Quando o ar comprimido de regeneraÁ„o torna-se mais escasso, seu subs- tituto preferencial È o tipo Vacuum Assisted.

Entretanto, em altas vazıes, o custo do ar comprimido para a regeneraÁ„o passa a justificar a adoÁ„o dos secadores por adsorÁ„o com uma fonte auxiliar de calor.

Em termos construtivos, um secador por adsorÁ„o possui dois vasos sob press„o (leitos) verticais, base, tubulaÁ„o de interligaÁ„o, sistema de v·lvu- las, silenciador de purga (muffler) e um painel de comando.

36 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

ARMAZENAMENTO DE AR COMPRIMIDO

Para o c·lculo r·pido do volume de um reservatÛrio de ar, adota-se a seguinte regra:

Para compressores de pist„o:

Volume do reservatÛrio = 20% da vaz„o total do sistema medida em m /min. Exemplo:

ï Vaz„o total = 5 m /min

ï Volume do reserv. = 20% x 5 m /min = 1,0 m

Para compressores rotativos:

Volume do reservatÛrio = 10% da vaz„o total do sistema medida em m /min. Exemplo:

ï Vaz„o total = 5 m /min

ï Volume do reserv. = 10% x 5 m /min = 0,5 m

Para um c·lculo mais sofisticado, deve-se adotar uma fÛrmula que consi- dera a vaz„o de ar requerida pelo sistema num determinado intervalo em funÁ„o do decaimento m·ximo de press„o aceit·vel nesse intervalo.

intervalo em funÁ„o do decaimento m·ximo de press„o aceit·vel nesse intervalo. M ANUAL DE A R

Encontrado o volume total de armazenamento de ar necess·rio para o sistema, recomenda-se dividi-lo em dois reservatÛrios menores, de igual capacidade, sendo o primeiro instalado logo apÛs o compressor de ar e antes do prÈ-filtro e o segundo logo apÛs o pÛs-filtro.

Esse arranjo - um reservatÛrio de ar ˙mido e um reservatÛrio de ar puro e seco - traz in˙meros benefÌcios, como o ajuste perfeito do ciclo carga/ alÌvio dos compressores, a proteÁ„o de todo o sistema contra vazamentos de Ûleo acidentais pelos compressores, o amortecimento de pulsaÁıes, a proteÁ„o dos rolamentos dos compressores, o fornecimento adequado de ar tratado para o consumo e a proteÁ„o dos equipamentos de tratamento de ar contra picos de vaz„o que viriam do primeiro reservatÛrio, caso n„o houvesse o segundo.

Finalmente, um aspecto fundamental na seleÁ„o de reservatÛrios de ar comprimido È a seguranÁa. A ocorrÍncia de acidentes fatais envolvendo reservatÛrios fora de normas tÈcnicas e sem as inspeÁıes periÛdicas obri- gatÛrias pela legislaÁ„o brasileira È mais freq¸ente do que se imagina.

Um reservatÛrio deve sempre atender a PMTA (Press„o M·xima de Tra- balho AdmissÌvel) do sistema, ser projetado, fabricado e testado confor- me um conjunto de normas nacionais e internacionais (NR-13, ASME, etc.), possuir instalados seus acessÛrios mÌnimos obrigatÛrios (manÙmetro e v·lvula de seguranÁa) e receber uma proteÁ„o anti-corrosiva interna e externa de acordo com sua exposiÁ„o ‡ oxidaÁ„o.

38 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

DISTRIBUI« O DE AR COMPRIMIDO

Uma rede de ar comprimido corretamente dimensionada garante uma baixa perda de carga (queda de press„o) entre a geraÁ„o e o consumo, resultan- do num suprimento de ar adequado aos usu·rios, alÈm de uma significati- va economia de energia.

Sempre que possÌvel, interligue entre si as extremidades da rede de ar, a fim de facilitar a equalizaÁ„o das pressıes. O circuito em anel fechado È um lay-out de rede correto e bastante comum.

Mesmo que o ar comprimido seja tratado, convÈm construir a rede com uma pequena inclinaÁ„o no sentido do fluxo de ar e instalar algumas v·l- vulas nos pontos inferiores da mesma, visando captar o condensado for- mado durante eventuais paradas dos equipamentos de tratamento.

o condensado for- mado durante eventuais paradas dos equipamentos de tratamento. M ANUAL DE A R

Com relaÁ„o aos materiais da tubulaÁ„o, dÍ preferÍncia aos resistentes ‡ oxidaÁ„o, como aÁo galvanizado, aÁo inoxid·vel, alumÌnio, cobre e pl·sti- cos de engenharia. Utilize tambÈm conexıes de raio longo para minimizar a perda de carga.

Para um bom desempenho de todo o sistema, n„o permita que os vaza- mentos ultrapassem 5% da vaz„o total do mesmo.

o sistema, n„o permita que os vaza- mentos ultrapassem 5% da vaz„o total do mesmo. 40
o sistema, n„o permita que os vaza- mentos ultrapassem 5% da vaz„o total do mesmo. 40
o sistema, n„o permita que os vaza- mentos ultrapassem 5% da vaz„o total do mesmo. 40
o sistema, n„o permita que os vaza- mentos ultrapassem 5% da vaz„o total do mesmo. 40
o sistema, n„o permita que os vaza- mentos ultrapassem 5% da vaz„o total do mesmo. 40
o sistema, n„o permita que os vaza- mentos ultrapassem 5% da vaz„o total do mesmo. 40
o sistema, n„o permita que os vaza- mentos ultrapassem 5% da vaz„o total do mesmo. 40
o sistema, n„o permita que os vaza- mentos ultrapassem 5% da vaz„o total do mesmo. 40

40 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

linha de produtos

Compressor de ar de parafuso

Compressor de ar de parafuso 42 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO
Compressor de ar de parafuso 42 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO
Compressor de ar de parafuso 42 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO

42 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO // 43
M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO // 43
M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO // 43
M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO // 43

Compressor de ar de parafuso

Compressor de ar de parafuso 44 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO
Compressor de ar de parafuso 44 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO
Compressor de ar de parafuso 44 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO
Compressor de ar de parafuso 44 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO
Compressor de ar de parafuso 44 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO

44 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO // 45
46 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO

46 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO // 47
48 // M ANUAL DE A R C OMPRIMIDO

48 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO

Desde 1986, a Metalplan j· fabricou mais de cinq¸enta mil equipamentos de tratamento de ar

Desde 1986, a Metalplan j· fabricou mais de cinq¸enta mil equipamentos de tratamento de ar comprimido, sendo mais de vinte mil secadores apenas nos ˙ltimos cinco anos, tornando-se lÌder absoluta neste segmento na AmÈrica Latina.

Nossos produtos est„o instalados em empresas de todos os portes, desde pequenas oficinas atÈ grandes ind˙strias automobilÌsticas.

Atualmente, uma parcela significativa de nossa produÁ„o È destinada ‡ exportaÁ„o, atendendo diversos paÌses, inclusive os Estados Unidos.

Nossos equipamentos s„o projetados, fabricados e testados de acordo com um rigoroso Sistema da Qualidade ISO-9001, garantindo um produto de padr„o internacional. Um moderno laboratÛrio realiza os ensaios dos filtros, secadores e compressores, baseado nas normas ISO, ABNT, ASME, DIN, entre outras.

Para dar suporte a essa estrutura, contamos com 5000 m de instalaÁıes prÛprias a apenas 6 km do rodoanel de S„o Paulo, alÈm do apoio de uma abrangente rede de distribuidores autorizados e de serviÁos tÈcnicos.

Nos ˙ltimos anos, a Metalplan tem expandido suas atividades em termos de Energia e FluÌdos, especificamente com o lanÁamento de geradores de nitrogÍnio e oxigÍnio, alÈm de unidades de ·gua gelada e sistemas de ultra-resfriamento de ar comprimido (-35 C). Por isso, na hora de decidir, opte por toda a tecnologia, qualidade e confiabilidade da marca Metalplan.

BIBLIOGRAFIA

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International Standard ISO-7183 - First edition 1986-03-15 Compressed air dryers ñ Specifications and testing

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Compresed Air and Gas Handbook / CAGI John P. Rollins, editor ñ Fifth edition ñ 1989

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Pneumatic Fluid Power ñ Compressed Air Dryers ñ Methods for rating and testing NFPA/T3.27.3M R1-1981

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www.knopressure.org - compressed air challange

50 // MANUAL DE AR COMPRIMIDO