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POLÍTICAS PÚBLICAS E CONTROLE PENAL

Prof. Bruno Amaral Machado


Doutor em Direito pela Universidade de Barcelona

Sumário:
I - Ementa.
II - Programa.
III – Metodologia e avaliação.
IV - Bibliografia Complementar.

I - Ementa:
O curso tem como objetivo apresentar e debater algumas das
epistemologias contemporâneas no campo das ciências penais, bem como
propor ferramentas teóricas e metodológicas para análise das políticas públicas
idealizadas por meio da intervenção penal. Orientado por esse objetivo geral,
percorremos dois campos discursivos, produtores de racionalidades punitivas
ou restritivas quanto ao uso das tecnologias penais: os discursos
criminológicos e os discursos político-criminais, em suas múltiplas interseções
e hibridismos. Assim, buscamos estimular a reflexão sobre a recepção,
tradução e metamorfoses desses discursos na idealização e implantação de
políticas criminais e de segurança pública. Durante os encontros serão
discutidas metodologias e técnicas de pesquisa ajustadas aos diferentes
paradigmas selecionados para o debate.

II - Programa:

22/2
1º APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DO PROGRAMA.

PRIMEIRA PARTE: PESQUISA CRIMINOLÓGICA E POLÍTICA CRIMINAL

1
– QUESTÕES EPISTEMOLÓGICAS E METODOLÓGICAS

1/3
2º HORIZONTES DA PESQUISA EMPÍRICA NO CAMPO CRIMINOLÓGICO:
IMAGINAÇÃO CRIMINOLÓGICA I – CRÍTICA TEÓRICA E METODOLÓGICA.
1. Pesquisa criminológica e políticas públicas. 2. Novas tendências da pesquisa
criminológica. 3. A pesquisa quantitativa e o fetiche dos números: teoria do
ator racional. 4. Que impacto para pensar a intervenção penal?
Leituras obrigatórias:
YOUNG, Jock. The Criminological Imagination. London: Polity, 2012.
(Capítulos 1-5).
SOZZO, Máximo; FONSECA, David S. From Critical Criminology to the
Criminological Imagination: An Interview with Jock Young. Disponível:
www.crimejusticejournal.com. IJCJ&SD 2016 5(3): 95-110.

15/3
3º HORIZONTES DA PESQUISA EMPÍRICA NO CAMPO CRIMINOLÓGICO:
IMAGINAÇÃO CRIMINOLÓGICA – CRÍTICA TEÓRICA E METODOLÓGICA II
1. Controle social: história de uma categoria teórica. 2. Direito e controle
punitivo: estrutural-funcionalismo e pragmatismo político. 3. A pesquisa
qualitativa: Crime e cultura. 4. Que intervenção penal? Que possibilidades?
Leituras obrigatórias:
YOUNG, Jock. The Criminological Imagination. London: Polity, 2012.
(Capítulos 6-9).
Leitura complementar:
MELOSSI, Dario. El Estado del control social. México/DF: Siglo veintiuno
(Trad.: Martín Mur Ubasart), 1992. (Introdução e capítulo 1).

22/3
4º TEORIAS CRIMINOLÓGICAS, POLÍTICAS PÚBLICAS E
“CRIMINOLOGIAS DO SUL”
1. Criminologias públicas? Como defini-las? 2. Criminologias do sul e a

2
pesquisa empírica: horizontes para a intervenção penal no Sul Global.
Leituras obrigatórias:
CARRIER, Nicolas. On Some Limits and Paradoxes of Academic Orations
on Public Criminology. RADICAL CRIMINOLOGY, 114. IJCJ&SD 2016 5(3):
95110 ISSN 2202–005. www.crimejusticejournal.com.
CARRINGTON, Kerry; HOGG, Russell; SOZZO, Máximo. Southern
criminology. British Journal of Criminology Advance Access published August
20, 2015.
LOADER, Ian; SPARKS, Richard. Public Criminology? Punishment and
Society, Volume: 13 issue: 4, page(s): 494-496. Article first published
online: October 31, 2011; Issue published: October 1, 2011.
https://doi.org/10.1177/1462474509385626.

4/4
5º. RACIONALIDADE PENAL MODERNA E OS DESAFIOS DAS
“CRIMINOLOGIAS COM O DIREITO”: QUESTÕES EPISTEMOLÓGICAS
1. Racionalidade penal: conceito e tradições. 2. Teorias das penas e
intervenção penal: há penas não aflitivas? 3. Razão penal e razão crítica:
movimentos sociais, direitos humanos e intervenção penal.
Leituras obrigatórias:
GARCIA, Margarida. Novos horizontes epistemológicos para a pesquisa
empírica em direito: “Descentrar” o Sujeito, “Entrevistar” o Sistema e
Dessubstancializar as Categorias Jurídicas. Revista de Estudos Empíricos em
Direito, vol. 1, n. 1, jan. 2014, p. 182-209.
MACHADO, Bruno A.; REGO, Priscila R. M. Racionalidade penal e
semânticas criminológicas: entrevistar (e observar) o sistema a partir da
suspensão condicional do processo na Lei Maria da Penha. Revista Direito e
Práxis, 2017.

Leitura complementar:
PIRES, A. La recherche qualitative et Le système penal. Peut-on
interroger les systèmes sociaux? In: KAMINSKI, D. & KORKOREF, M. Sociologie

3
Pénale: Système et Experiénce. Pour Claude Faugeron. Ramonville Saint-
Angre: Èrès, 2004.

PARTE II
SEGUNDA PARTE: HISTÓRIA, POLÍTICA E CIÊNCIAS PENAIS –
QUESTÕES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS

5/4
6º. HISTÓRIA DA QUESTÃO CRIMINAL NA AMÉRICA LATINA:
VIAGENS CULTURAIS, PERSPECTIVAS E HORIZONTES PARA A PEQUISA
NO CAMPO DAS CIÊNCIAS PENAIS.
1. Evolução das ideias penais e criminológicas: do positivismo
criminológico às criminologias críticas. 2. Traduções e metamorfoses. 3. A
conformação do campo criminológico brasileiro: desafios para a reconstrução
de um itinerário.
Leituras obrigatórias:
SOZZO, Máximo. Viagens culturais e a questão criminal. RJ: Revan,
2014. (1-94).
ALVAREZ, Marcos César. A criminologia no Brasil ou como tratar
desigualmente os desiguais. Dados, vol. 45, no. 4, Rio de Janeiro 2002.
http://dx.doi.org/10.1590/S0011-52582002000400005

Leitura complementar:
CAIMARI, Lila; SOZZO, Máximo. História de la cuestión criminal en
América Latina. Rosário: Prohistoria, 2017, (1-70).

12/4
7º. POLÍTICA CRIMINAL, THINK TANKS E COMUNIDADES
EPISTEMOLÓGICAS: CIÊNCIA, DIREITO E POLÍTICA.
1. A produção das políticas públicas no campo penal: possibilidades de
análise. Think tanks e comunidades epistemológicas. 2. Ciência, direito e
política: reconstrução semântica e codificações parasitárias.

4
Leituras obrigatórias:
ENGUÉLÉGUÉLÉ, Stéphane. Les communautés épistémiques pénales et la
production législative en matière criminelle. Droit et Societé, Paris, n. 40,
1998, pp. 563-581. (Versão traduzida por Wagner Madoz. As comunidades
epistêmicas e a produção legislativa em matéria criminal).
MACHADO, Bruno A.; ALVES, Reinaldo R. Comunidades epistêmicas e a
produção dos decretos de indulto no Brasil. Opinião Jurídica, dezembro de
2017.
SILVA, Tatiana Teixeira da. Brazilian think tanks and their search for
identity and recognition. Paper. 2012 Congress of the Latin American Studies
Association3 San Francisco, California May 23-26, 2012 TRA 9427: Global
Power and Travelling Ideas. https://halshs.archives-ouvertes.fr/hal-
00817729/document

Leituras complementares:
RIGOLIN, Camila Carneiro Dias; HAYASHI Maria Cristina Piumbato
Innocentini. A produção de conhecimento institucionalizado nos Think tanks
brasileiros: ciência, tecnologia e inovação segundo o Instituto de Pesquisas
Econômicas Aplicadas (1995-2010). Universitas humanística, n. 76 julio-
diciembre de 2013, pp 393-418.
MCGANN, J. 2011. Comparative Think Tanks, Politics and Public Policy.
Edward Elgar: Northampton, 2005. (Caps 1-2).

19/4
8º. ORGANIZAÇÕES, POLIFONIAS E IDENTIDADES: POLÍTICAS
PÚBLICAS EM UMA PERSPECTIVA ORGANIZACIONAL
1. Tradições: escola francesa, neo-institucionalismo e teoria sistêmica. 2.
Políticas públicas e teoria organizacional: arranjos institucionais sob a
perspectiva sistêmica. 3. Oficina metodológica: a análise organizacional como
ferramenta teórica e metodológica para análise do sistema de justiça criminal.
Leituras obrigatórias:
SEIDL, David. Organisational identity in Luhmann´s theory of social

5
systems. In: In: BAKKEN, Tore; HERNES, Tor. Autopoietic Organization Theory:
Drawing on Niklas Luhmann‟s Social Systems Perspective. Copenhagen:
Copenhagen Business School Press, 2003, pp. 123-150.
ANDERSEN, Niels A. Polyphonic organizations. In: BAKKEN, Tore;
HERNES, Tor. Autopoietic Organization Theory: Drawing on Niklas Luhmann‟s
Social Systems Perspective. Copenhagen: Copenhagen Business School Press,
2003, pp. 151-182.
MACHADO, Bruno A. Justiça criminal: diferenciação funcional, interações
organizacionais e decisões. São Paulo: Marcial Pons, 2014. (Introdução e
capítulo 1).

26/4
9º. TRANSFORMAÇÕES E NOVAS SEMÂNTICAS SOBRE A PENALIDADE I
1. Economia e direito penal. 2. Neoliberalismo e política criminal. 3. Além
da economia: cultura e penalidade.
Leituras obrigatórias:
GARLAND, D. Beyond the Culture of Control. Critical Review of
International Social and Political Philosophy. Vol. 7, n. 2, 2004, pp. 160-189.
SOZZO, M. Beyond the „neo-liberal penality thesis‟? Punitive turn and
political change in South America. In: José A. Brandariz-García, Dario Melossi
and Máximo Sozzo. The Political Economy of Punishment. London, Routledge,
2018.
BRANDARIZ-GARCÍA, José A.; MELOSSI, Dario; SOZZO, Máximo. The
Political Economy of Punishment Today. An Introduction. In: José A. Brandariz-
García, Dario Melossi and Máximo Sozzo. The Political Economy of Punishment.
London: Routledge, 2018.

3/5
10º. TRANSFORMAÇÕES E NOVAS SEMÂNTICAS SOBRE A PENALIDADE
II
1. Neoliberalismo e política criminal na América Latina. 2. Tradução e
metamorfoses das ideias do Norte Global. 3. Pós-neoliberalismo e intervenção

6
penal.
Leituras obrigatórias:
SOZZO, M. La Inflación punitiva: un análisis comparative de las
mutaciones del derecho penal en América Latina (1990-2005). Buenos Aires:
Café de la Ciudad, 2017. (p. 1-58).
SOZZO, M. Postneoliberalismo y penalidad en América del Sur. Buenos
Aires: Clacso, 2016. (1-94).
WACQUANT, Loic. A tempestade global da lei e ordem: sobre punição e
neoliberalismo. Revista de Sociologia e Política, vol.20 n.41, fev. 2012.

TERCEIRA PARTE: SEMÂNTICAS CRIMINOLÓGICAS CONTEMPORÂNEAS


– ZEMIOLOGY E AS ABORDAGENS CULTURALISTAS

10/5
11º. CRIMINOLOGIA E DANOS SOCIAIS : MERCADO E CRIMES DO
ESTADO
1. Criminologia e zemiology. 2. Crime e danos sociais. 3. Novos
horizontes da intervenção penal. 4. Dano e restauração – que papel do direito
penal ?
Leituras obrigatórias:
HILLYARD, Paddy; TOMBS, Steve ¿MÁS ALLÁ DE LA CRIMINOLOGÍA?
Revista Crítica Penal y Poder 2013, nº 4, (pp. 224) Observatorio del Sistema
Penal y los Derechos Humanos Universidad de Barcelona.
PEMBERTON, Simon. Social harm future(s): exploring the potential of the
social harm approach. Crime Law Soc Change (2007) 48:27–41.
MACHADO, Bruno Amaral; QUEZADO, Marina. Pelos olhos da
criminologia: corrupção e danos sociais. Paper. 2017.

17/5
12. CRIMINOLOGIAS ACADÊMICAS E CRIMINOLOGIAS POPULARES. A
CRIMINOLOGIA CULTURAL I: PERSPECTIVAS TEÓRICAS E
METODOLÓGICAS.

7
1. Crime e cultura. 2. Cultura e controle social. 3. Criminologias
populares: conceito e possibilidades. 4. Interseções entre criminologias
acadêmicas e populares. 5. Criminologia cultural e políticas públicas.
Leituras obrigatórias:
FERREL, Jeff. Cultural criminology. Anual Review Sociological, 1999, vol.
25.
_____. Cultural criminology: crime, meaning, and power. Revista
Brasileira de Ciências Criminais, Ano 20 • vol. 99 • nov.-dez. I 2012, pp. 173-
185.
HAYWARD, Kevin; YOUNG, Jock. Introducing Cultural Criminology.
Revista de Estudos Criminais, Jul.-set. 2015, pp. 9-36.

7/6
13 º CRIMINOLOGIA E CINEMA: CRIMINOLOGIAS ACADÊMICAS E
POPULARES
1. Criminologia e arte: possibilidades hermenêuticas. 2. Análise
semiótica: imagem e poder. 3. Repensar a intervenção penal: que interseção
entre criminologias acadêmicas e populares?
Leituras obrigatórias:
YAR, Majid. Screening Crime: Cultural Criminology goes to the Movies.
In: HAYWARD, Keith; PRESDEE, Mide. Framing the Image: Cultural Criminology
and the Image. London: Routledge, 2010, pp. 68-82.
MACHADO, Bruno Amaral; ZACKSESKI, Cristina; PIZA, Evandro C.
Cinema e Criminologia: narrativas sobre a violência. São Paulo: Marcial Pons,
2016. (Capítulos 1 e 2).
RAFTER, Nicole; BROWN; Michelle. Taking criminology to the movies. In:
RAFTER, Nicole; BROWN, Michelle. Criminology goes to the Movies: Crime
Theory and Popular Culture. NY: NY Press, 2011.

14/6 (Possível antecipação)


14º DEBATE COM CONVIDADO

8
21/6
15º DEBATE E CONCLUSÕES

Leituras complementares:
BRITTON, Dana. Feminism in Criminology: engendering the outlaw. The
Annals of American Academy of Political and Social Science. 571, 2000, pp. 57-
76.
CARRABINE, Eamonn. JUST IMAGES: Aesthetics, Ethics and Visual
Criminology. BRIT. J. CRIMINOLOGY, (2012) 52, 463–489.
CARRIÈRE, Jean-Claude. A linguagem secreta do cinema. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 2006. Capítulos 1, 2 e 3.
CHELIOTIS, LEONIDAS K. The ambivalent consequences of visibility:
Crime and prisons in the mass media. CRIME MEDIA CULTURE © The
Author(s), 2010. Vol 6(2): 169–184.
CHESNEY-LIND, Meda. Girls, women and crime: selected readings. 2ª ed.
Los Angeles: Sage, 2013. Capítulos 1-3.
COHEN, Stlanley; YOUNG, Jock. The manufacture of the news: deviance,
social problems & the Mass Media. Beverly Hills, 1973. (9-95).
FERRELL, Jeff; HAYWARD, Keith; MORRISON, Wayne; PRESDEE, Mike
(eds) Cultural Criminology Unleashed. London: GlassHouse Press, 2004.
(Capítulos 1, 2 e 3).
FERRELL, Jeff. Tédio, crime e criminologia: um convite à criminologia
cultural. Revista Brasileira de Ciências Criminais, Ano 18 • n. 82 • jan.-fev.
/2010, pp. 340-360.
FERRELL, Jeff; SANDERS, C. R. (eds) (1995) Cultural Criminology.
Boston, MA: Northeastern University Press. (Capítulos 1, 2 e 3).
GARLAND, D. Punishment and Modern Society: a study in social theory.
Chicago: Chicago University Press, 1990. (Introdução, capítulos 1 e 2).
_____ The Culture of Control: crime and social in contemporary society.
Chicago: Chicago University Press, 2001. (Introdução e capítulos 1-3).

9
GEER, C. News Media Criminology. In: McLaughlig, E.; Newburn, T. The
Sage Handbook of Criminological Theory, London: Sage, 2010.
GEER, C. Crime and media: understanding the connections. In: C. Hale,
A. Hayward, A. Wahadin & E. Wincup (Eds.), Criminology. Oxford, UK: Oxford
University Press, 2013. (pp. 143-164).
FRAULEY, Jon. On Imaginative Criminology and Its Significance.
Societies 2015, 5, 618-630.
HAYWARD, Keith. Opening the lens: Cultural Criminology and the Lens.
In: HAYWARD, Keith; PRESDEE, Mide. Framing the Image: Cultural Criminology
and the Image. London: Routledge, 2010, pp. 1-16.
HAYWARD, Keith; PRESDEE, Mide. Framing the Image: Cultural
Criminology and the Image. London: Routledge, 2010. (Capítulos 1-2).
LEA, John. Crime & Modernity: Continuities in Left Realist Criminology.
London/Thousands Oaks/New Delhi: Sage, 2002.
MATTHEWS, Roger A. The Construction of „So What?‟ Criminology: A
Realist Analysis. Crime, Law and Social Change, 54 (2), 2010 pp. 125-140.
MACHADO, Bruno A. Justiça criminal, organizações e sistemas de
interação: discursos sobre o inquérito policial. Revista Brasileira de Ciências
Criminais, v. 104, 2013, pp. 205-234.
MACHADO, Bruno A.; PORTO, Maria Stela G.Violência e justiça criminal
na Área Metropolitana de Brasília: dinâmicas organizacionais e representações
sociais. Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 28, n. 3, pp. 217-242.
MACHADO, Bruno Amaral: TAQUARY, Eneida Orbage. A tipificação do
crime de desaparecimento forçado de pessoas: construção jus internacional e a
memória como categoria criminológica crítica. Revista de Estudos Criminais, n.
63, p. 59-94, dez. 2016.
PÁDUA, Thiago; MACHADO, Bruno Amaral. Uma (e outra vez) o silêncio que
entoa o triunfo de Lewis Caroll: a regra 42 do STF. Revista de Direito
Internacional, jan. – abril, 2017, pp.
MAIER-KATKIN, Daniel; MEARS, Daneil P.; BERNARD, Thomas J. Towards
a criminology of crimes against humanity. Theoretical Criminology, 2009, 13,
pp. 227-255.

10
MATTHEWS, Roger. Pagando Tiempo: una introducción a la sociología del
encarceramiento. Barcelona: Bellaterra, 2003. Cap. 10 (pp. 305-334).
MORRISON, Wayne. Criminology, Civilization and the New World Order.
London: Routledge, 2006. Introdução; Capítulos 1 e 2.
PIRES, ALVARO. A racionalidade penal moderna, o público e os direitos
humanos. Novos Estudos CEBRAP, n. 68, mar. 2004, pp. 39-60.
PÍRES, Álvaro P.; CAUCHIE, J. -F. Um caso de inovação “acidental” em
matéria de penas: a lei brasileira de drogas. Direito GV, 7(1), jan.-jun. 2011,
pp. 299-330.
RADNER, Hilary; STRINGER, Rebecca. Feminism at the Movies:
Understanding Gender in Contemporary Society. NY: Routledge, 2011.
RAUCH, Jessica. Gender differences in Superhero Character’s Roles,
appearance and violence as portrayed in Superhero Movies. Masters of Art in
Criminal Justice. Reno: University of Nevada, 2012.
RAFTER, Nicole; BROWN, Michelle. Criminology goes to the Movies:
Crime Theory and Popular Culture. NY: NY Press, 2011. (Capítulos 1, 2 e 3).
RAFTER, N. Shots in the Mirror: Crime Films and Society. 2nd Edition.
New York: Oxford University Press, 2006.
RAFTER, Nicole. Crime, film and criminology: recent sex films.
Theoretical Criminology, 11, 3, 2007.
SHEARING, Clifford; STENNING, Philip. From the Panopticaon to Disney
World: The development of discipline. In: DOBB, A.; GREENSPAN, E.
Perspectives in Criminal Law. Ontario: Canadá Law Book, 1985.
SOZZO, M. Transición a la democracia, política y castigo legal en
Argentina. In: MACHADO, Bruno Amaral. Justiça Criminal e Democracia.
Barcelona/São Paulo: Marcial Pons, 2013.
WAQUANT, L. Castigar a los pobres: El gobierno neoliberal de la
inseguridad social. Barcelona: Gedisa, 2009. (Segunda Parte, pp. 179-280).
YOUNG, J. A Sociedade Excludente: criminalidade e diferença na
modernidade recente. Rio de Janeiro: REVAN, 2003.
_____. The vertigo of late modernity. London: Sage, 2007.
VAN SWAANINGEN, René. Critical Criminology: Visions from Europe. Londres: Sage,

11
1997.
ZAFFARONI, E. R. A Palavra dos Mortos: Conferências de Criminologia
Cautelar. São Paulo: Saraiva, 2012. (Capítulos 20-25. Criminologia
Negacionista e Cautelar).

III. Metodologia e Sistemática de Avaliação:


1. 60 (trinta) horas de encontros, com aulas e seminários, em horário a
ser fixado antes do início do semestre e comunicado aos acadêmicos. Cada
encontro terá uma exposição dos acadêmicos encarregados da leitura e
apresentação dos textos de 30 minutos, seguida discussões sobre o tema com
os professores e alunos. Os alunos deverão entregar os resumos das leituras
no início de cada aula.
2. Todos os alunos devem ter lido os textos obrigatórios. O aluno que
apresenta o seminário deve também ler outros textos e discutir o tema com o
professor antes do seminário.
3. Ao final do semestre, entrega de monografias sobre um dos temas
apresentados no curso, acordados e discutidos previamente com o professor,
com relação a possíveis pontos a serem discutidos e metodologia a ser
utilizada.

Bibliografia:
ALBERTI, Adriana. Political corruption and the role of public prosecutors in
Italy. Crime, Law and Social Change. Vol. 24, 1996, pp. 273-292.
BECKER, Gary. Crime and punishment: an economic approach. Journal of
political economy, n. 76, 1968, pp. 169-217.
BECKER, Howard S. Outsiders: estudos de sociologia do desvio. Rio de Janeiro:
Zahar, 2008.

12
BERGALLI, Roberto. El control penal en el marco de la sociología jurídica. In:
BERGALLI, Roberto (Coord.). El derecho y sus realidades. Investigación y
enseñanza de la sociología jurídica. Barcelona: PPU, 1989, pp. 267-290.
_____ Control social y sistema penal. In: BERGALLI, Roberto. Control social
punitivo. Sistema penal e instancias de aplicación (Policía, Jurisdicción y
Cárcel). Barcelona: Bosch, 1996, pp. 1-5.
_____ Hacia una cultura de la jurisdicción: ideologías de jueces y fiscales:
Argentina, Colombia, España, Italia. Buenos Aires: Ad-hoc, 1999.
_____ Jurisdicción y administración de justicia. Jueces y fiscales en la sociedad
compleja. In: BERGALLI, Roberto. Sistema penal y problemas sociales.
Valencia: Tirant lo Blanch, 2003, pp. 315-349.
BERGALLI, R.; SUMNER, C. Social Control and Political Order: European
Perspectives at the end of the Century. Londres: Sage, 1997.
BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. La construcción social de la realidad.
Buenos Aires: Amorrortu (Trad.: Silvia Zuleta), 1999.
BOURDIEU, Pierre. Choses dites. Paris: Les Éditions de Minuit, 1987.
_____ O poder simbólico. Lisboa: Difel (Trad.: Fernando Tomaz), 1989.
_____ Raisons pratiques: Sur la théorie de l’action. Paris: Éditions du Seuil,
1994.
_____ Poder, derecho y clases sociales. 2. ed. Bilbao: Editorial Desclée de
Brower. Trad.: Maria José Bernuz Beneitez (capítulos II e IV), Andrés
García Inda (prólogo e capítulo I), Maria José Ordovás (capítulo V) e
Daniel Oliver Lalana (capítulo III), 2001.
BRODEUR, Jean-Paul (org.). Como Reconhecer um Bom Policiamento:
Problemas e Temas. São Paulo: EdUSP, 2002.
CAPELLER, Wanda. La transnationalisation du champ penal: réflexions sur les
mutations du crime et du contrôle. Droit et Société, n. 35, 1997, pp. 61-
78.
_____ Schengen: son impact sur les acteurs locaux du contrôle. Droit et
Société, ns. 42-43, 1999, pp. 265-285.
CARDOSO DE OLIVERA, L. R.Existe violência sem agressão moral? Revista
Brasileira de Ciências Sociais, vol.23, (67), 2008, pp.135-146.

13
COHEN, S. Visions of Social Control: crime, punishment and clssification.
London: Polity, 1985.
COSER, L. Las Funciones del Conflicto Social. Ciudad del México: Fondo de
Cultura Económica, 1961.
COULON, Alain. L’École de Chicago. Paris: Presses Universitaries de France,
1992.
CROALL, Hazel. White Collar Crime: Criminal Justice and Criminology.
Buckingham/Philadelphia: Open University Press, 1992.
DAVIS, M. Planeta Favela. São Paulo: Ed. Boitempo, 2006.
DURKHEIM, Emile. La División del Trabajo Social. Madri: Akal Universitaria,
1995.
FEELEY, M.; SIMON, J. (1993), The new penology. In: Mclaughlin, E.; MUNCIE,
J; HUGHES, G. Criminological Perspectives: Essential Readings. Londres:
Sage, 1993, pp. 434-446.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: Historia da Violência nas Prisões. 22ª ed.
Petrópolis: Vozes (Trad: Raquel Ramalhete), 1987.
_____ (1999), A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: Nau (Trad.:
Roberto Cabral de Melo Machado e Eduardo Jardim Morais; supervisão
final do texto: Léa Porto de Abreu Novais...et alli). artículo por artículo.
Barcelona: Praxis.
GARLAND, D. Punishment and Modern Society: a study in social theory.
Chicago: Chicago University Press, 1990.
_____ The Culture of Control: crime and social in contemporary society.
Chicago: Chicago University Press, 2001.
KANT DE LIMA, R. “Direitos Civis e Direitos Humanos: uma tradição judiciária
pré-republicana?”. São Paulo em Perspectiva, vol. 18, 2004, pp. 49-59.
LEA, John. Crime & Modernity: Continuities in Left Realist Criminology.
London/Thousands Oaks/New Delhi: Sage, 2002.
MACHADO, Bruno. A produção do direito penal do meio ambiente: espaços
estruturais, campos de poder e sistemas autopoiéticos. Dissertação.
Master Europeu Sistema Penal y Problemas Sociales _ European
Programme in Criminal Justice and Critical Criminology, 2004.

14
____ Police-prosecution relations: a sociolegal approach. Paper apresentado
nos Programas de Visiting Scholar das Universidades de Fordham e John
Jay. Nova Iorque, 2011.
_____ Weber y la racionalidad del control punitivo. In: BEIRAS, Iñaki Rivera.
Mitologías y discursos sobre el castigo. Barcelona: Anthropos, 2004, pp.
147-166.
_____ Ministério Público: organização, representações e trajetórias. Curitiba:
Juruá, 2007a.
_____ Fiscalías. Su papel social y jurídico-político: una investigación
etnográfico-institucional. Barcelona: Anthropos, 2007b.
_____ Representações sociais sobre o controle externo da atividade policial:
cultura organizacional e relações institucionais. Revista Brasileira de
Ciências Criminais, vol. 88, jan.-fev. 2011, pp. 273-314.
_____ Discursos criminológicos sobre o crime e o direito penal: comunicação e
diferenciação funcional. Revista de Estudos Criminais, n. 45, abr.-jun.
2012, pp. 77-116.
_____ Racionalidad jurídica y campo mediático en el discurso de fiscales.
Revista de Derecho Penal y Criminología, v. 3, 2012, pp. 111-141.
_____ Justiça criminal, organizações e sistemas de interação: discursos sobre
o inquérito policial. Revista Brasileira de Ciências Criminais, v. 104, 2013,
pp. 205-234.
_____ Justiça Criminal e Democracia. Barcelona/São Paulo: Marcial Pons,
2013.
_____ A diferenciação interna do subsistema jurídico-penal: história e
trajetórias. Revista de Estudos Criminais, Jan. fev. 2014. (prelo).
_____ Justiça Criminal: diferenciação funcional, interações organizacionais e
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