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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO

LUCAS GABRIEL FREIRE SOUZA


LUIZ FELIPE DE OLIVEIRA MOURA SANTOS
MARA FRERS MARTINS
MATHEUS DAMASCENO AMORIM
MURILLO POLENGHI PAGLIARONI
PEDRO AUGUSTO CUBAS PEREIRA

GESTÃO DE ESTOQUES

UBERABA - MG
2014
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO

LUCAS GABRIEL FREIRE SOUZA


LUIZ FELIPE DE OLIVEIRAMOURA SANTOS
MATHEUS DAMASCENO AMORIM
MARA FRERS MARTINS
MURILLO POLENGHI PAGLIARONI
PEDRO AUGUSTO CUBAS PEREIRA

GESTÃO DE ESTOQUES

Trabalho apresentado à Universidade


Federal do Triângulo Mineiro como parte das
exigências à conclusão da disciplina de
Gestão da Produção do 7º período do Curso
de Engenharia de Produção.

Orientadores: Prof. Alexsandro Solon, Prof.


Marcus Shih

UBERABA - MG
2014
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 4
2. TIPOS E FUNÇÕES DE ESTOQUES....................................................................................... 4
2.1 TIPOS DE ESTOQUE: ........................................................................................................ 4
2.2 FUNÇÕES DE ESTOQUES ............................................................................................... 5
3. CURVA ABC ................................................................................................................................. 5
4. LOTE ECONÔMICO .................................................................................................................... 7
5. PONTO DE PEDIDO.................................................................................................................... 8
6. REVISÃO CONTÍNUA x REVISÃO PERIÓDICA ................................................................... 9
6.1 REVISÃO CONTÍNUA ......................................................................................................... 9
6.2 REVISÃO PERIÓDICA ...................................................................................................... 10
7. PERÍODO ÚNICO ...................................................................................................................... 11
8. REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 12
1. INTRODUÇÃO

Na busca de maior longevidade na competição do mercado, empresas


procuram utilizar das várias filosofias e conceitos dentro da sua administração para
obter vantagens, sejam de custos ou em nível de serviço, ou seja, probabilidade de
haver o produto requisitado pelo cliente em estoque naquela empresa. Entre estes,
encontram-se a gestão de estoques seguindo os conceitos da manufatura enxuta.

O conceito da gestão de estoques estuda a prática de controlar as reservas de


materiais para tanto suprir a demanda dos clientes quanto as necessidades da
empresa, controlando seus gastos. Na linha de produção deve-se levar em
consideração o lead time, o ponto de pedido, o custo de estoque, pedido, entre outros
fatores da gestão de estoques.

A filosofia lean manufacturing se caracteriza por buscar reduzir todo tipo de


atitude na empresa que não agrega valor ao produto final, e isso se aplica a estoques.
Será abordado neste trabalho o estudo clássico de gestão de estoques, e a gestão de
estoques com a cultura lean.

2. TIPOS E FUNÇÕES DE ESTOQUES

2.1 TIPOS DE ESTOQUE:

Podemos definir os estoques nos seguintes tipos:

a) Estoque cíclico: Quantidade média de estoque utilizada para satisfazer a


demanda entre o recebimento da entrega vindo do fornecedor.
b) Estoque de segurança: É o estoque para cobrir variações de demanda internas
e externas.
c) Estoque sazonal: São necessárias para atender pedidos de sazonalidade tanto
na demanda pelo produto acabado como na oferta por matéria prima.
2.2 FUNÇÕES DE ESTOQUES

Os principais motivos da existência de estoques são:

a) Se proteger das variações da demanda;


b) Proteção em caso de custos de falta muito elevado;
c) Desacoplar postos de trabalho (em caso de work in process);
d) Melhorar reponsividade ao cliente (no caso de estoques finais);
e) Se aproveitar de Especulações;
f) Aproveitar descontos (no caso de matérias primas).

Todo sistema operacional é um sistema de filas. Nesse contexto, estoques


podem ser classificados como elementos em espera de uma etapa subsequente do
processo produtivo. O excesso de estoques intermediários pode contribuir para a
demora na identificação de falhas no processo produtivo devido principalmente ao
desacoplamento de postos de trabalho.

O sistema lean, muito conhecido pela redução de estoques, é um sistema


enxuto que visa encontrar um fluxo laminar (sem turbulências) de produção através
do conceito Just In Time e a disciplina KANBAN, ou seja, produzir apenas o
necessário, na quantidade necessária e no tempo certo. Com isso busca-se reduzir
estoques para identificação e correção de falhas com o uso do Jidoka.

Tratando-se do estoque de produtos finais em uma linha de operações, pode-


se dizer que há um custo do produto parado e desvalorização do mesmo quando
relacionado a valor de mercado. Ele é necessário quando o cliente não se adapta a
esperas e serve de segurança para as variações de demanda (estoque de segurança).

3. CURVA ABC

Just-in-time é um termo cada vez mais comum na rotina de trabalho dos


administradores de estoques, hoje em dia não se enxerga os altos estoques como
vantagem competitiva e sim como recurso financeiro utilizado incorretamente.
Para sistematizar o abastecimento das cadeias, é necessário conhecer suas
reais necessidades, ou seja, saber quais os materiais que representam o maior
consumo. Uma das formas mais eficazes de analisar a importância de uma cadeia
produtiva e buscar o equilíbrio entre necessidade e disponibilidade de recurso é o
sistema de análise ABC. Através dele a empresa poderá visualizar qual item do
estoque representa o maior consumo da cadeia, e qual o item do estoque que
necessita de maior recurso para se manter. A partir do sistema de análise ABC a
empresa poderá planejar o suprimento dos estoques focando os itens que dentro de
um todo são necessários para o funcionamento contínuo das atividades da empresa.

A curva ABC busca o relacionar o consumo do estoque, o investimento aplicado


e a quantidade de itens que formam o estoque, esta relação é dada pela equação 1:

$ $ 𝑖𝑡𝑒𝑚
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑢𝑠𝑜( 𝑚ê𝑠) = 𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜 (𝑖𝑡𝑒𝑚) ∗ 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑜 ( 𝑚ê𝑠 )

Equação 1

Na figura 1 é apresentado um exemplo sobre curva ABC:

Figura 1 – Curva ABC.

Classe A: Itens de maior valor de demanda ou consumo anual; classe B: Itens


de valor de demanda ou consumo anual intermediário; classe C: Itens de menor valor
de demanda ou consumo anual.
4. LOTE ECONÔMICO

O Lote Econômico de Compras é a quantidade a ser comprada que vai


minimizar os custos de estocagem e de aquisição, ou a quantidade de fabricação que
minimiza a soma dos custos de manutenção e de fabricação. É uma adaptação da
teoria LEC para a empresa que fabrica o item internamente dentro do sistema de
produção intermitente por lotes.

O custo total por um período é composto pelo número de pedidos que fazemos
(multiplicado pelo custo de pedido) mais o estoque médio (multiplicado pelo custo
unitário de estoques), representado na equação 2.

Equação 2

Com alguns cálculos matemáticos encontramos que o tamanho do lote Q que


minimiza o custo total é o dado pela equação 3:

Equação 3
5. PONTO DE PEDIDO

O modelo de ponto de pedido parte da lógica de que assim que o nível de


estoque atingir ou ficar abaixo de um determinado patamar, chamado de ponto de
ressuprimento, é aberta a requisição de um pedido. A demanda durante o lead time
tem assim um valor esperado que é igual ao lead time médio multiplicado pela
demanda média por unidade de tempo, sendo o estoque de segurança formado
exatamente para suportar a variabilidade que essa demanda no lead time possa
apresentar. A figura 2 ilustra o efeito separado de cada incerteza:

Figura 2 – Efeito das incertezas

Nos gráficos da figura 2, conhecidos como dentes de serra, o nível superior


representa o estoque máximo, que ocorre exatamente no momento em que o pedido
chega. Esse nível vai diminuindo ao longo do tempo, decorrente da demanda por
unidade de tempo, até atingir o ponto de ressuprimento, quando é requisitado outro
pedido.
Com as duas incertezas presentes no processo, o estoque de segurança é
dimensionado como uma função do nível de serviço ao cliente e das médias e dos
desvios padrão da demanda por unidade de tempo e do lead time de ressuprimento,
calculados com base na série histórica de dados.

Dessa forma, existem quatro casos distintos para se calcular o ponto de pedido.
Sâo elas:

a) Demanda e lead time constantes;


b) Demanda variável e lead time constante;
c) Demanda constante e lead time variável;
d) Demanda e lead time variáveis.

Nos últimos três casos, devido às incertezas e variabilidades existentes, faz-se


necessário a utilização de estoques de segurança para garantir um nível de serviço
desejado. O modo de cálculo do ponto de pedido para cada um desses casos está
representado abaixo, nas Equações 4, 5, 6 e 7, respectivamente.

𝑃𝑅 = 𝑢𝐿 Equação 4

𝑃𝑅 = 𝑢𝐿 + 𝐸𝑆 Equação 5

𝑃𝑅 = 𝑢̅𝐿 + 𝑧𝜎𝑢 √𝐿 Equação 6

𝑃𝑅 = 𝑢̅𝐿̅ + 𝑧√𝐿̅𝜎𝑢2 + 𝑢̅²𝜎𝐿2 Equação 7

6. REVISÃO CONTÍNUA x REVISÃO PERIÓDICA

Quando se trata de reposição de estoque de matéria prima sempre chegamos


a questão, quanto deve ser pedido?

6.1 REVISÃO CONTÍNUA

No caso de demanda fixa obviamente teremos pedidos fixos com quantidades


fixas em intervalos fixos tendo uma produção cíclica perfeita.
Porém, em casos de demanda variável (mais de 95%), é necessário a utilização
do calculado Lote econômico + Ponto de pedido, gerando um pedido fixo de reposição
a cada vez que o estoque atinge determinado nível.

Como representado no gráfico a seguir, podemos ver que a revisão contínua


de estoques é muito sensível a variações de demanda, podendo ocasionar faltas.

Figura 3 – Revisão Contínua.

6.2 REVISÃO PERIÓDICA

Nesse método, há uma reposição periódica dos estoques de certa quantidade


especificada pela equação 8.

Equação 8

I : intervalo entre pedidos


E : estoque no momento do pedido
Quantidade a pedir = demanda esperada até próximo pedido + estoque de segurança – quantidade em
estoque

Como podemos ver na figura 4, e de acordo com a equação 8, esse método é


bem mais recomendado para mercados com alta variação de demanda, evitando
faltas.
Figura 4 – Revisão Periódica

7. PERÍODO ÚNICO

Para produtos perecíveis ou de vida útil limitada, se torna ainda mais


necessário definir quantidades a serem pedidas ou produzidas devido a essa
perecibilidade. O modelo de período único busca reduzir custos a longo prazo.

Para estes produtos, se deve confrontar os custos de falta com os custos de


excesso dos produtos, sendo o custo de falta definido pela receita unitária não
realizada, e o custo excesso definido pelo custo unitário de pedido ou produção
subtraído do valor residual. Este último, pode ser compreendido como um valor nulo,
positivo ou negativo, sendo negativo em casos onde é necessário gastar para
descartar sobras, o que aumenta o custo de excesso, e positivo quando ainda
consegue-se ganhar algum valor sobre a venda do produto fora de seu tempo ideal.

Como relatado antes, inicialmente, devemos confrontar os custos de falta com


excesso através da equação 9.

𝐶𝐹
𝑁𝑆 = 𝐶𝐹+𝐶𝐸 Equação 9

Com isso é possível obter o nível de serviço ideal de atendimento ao cliente.


Pode-se observar que quanto maior o custo de excesso, mais o nível de serviço irá
tender para uma redução, e quanto maior o custo de falta, o mesmo irá tender para
um aumento, conforme pode-se analisar na figura 5 abaixo.

Figura 5 – Nível de Serviço

CF CE

NS

Mesmo com o nível de serviço, ainda falta um item importante para se


determinar a quantidade a ser produzida, a demanda. A demanda normalmente segue
uma distribuição de probabilidade, podendo ser discreta ou continua.

Determinada a demanda, se torna possível determinar a quantidade a


ser produzida para este modelo utilizando a formula densidade de probabilidade da
distribuição.

8. REFERÊNCIAS

LIKER, J. K. O modelo Toyota: 14 princípios de gestão do maior fabricante do


mundo. Porto Alegre: Bookman, 2005.

LUSTOSA, L.; MESQUITA, M. A.; QUELHAS, O. L. G.; OLIVEIRA, R. J.


Planejamento e Controle da Produção. Elsevier, 2008.

VOLLMANN, T. E., Sistemas de Planejamento & Controle da Produção para o


Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, Bookman, 2008.