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O QUE É A UMBANDA

Vejamos o que nos diz o Aurélio: Verbete: embanda (Do quimb. Umbanda,
‘magia’.) S. m. É uma religião brasileira, cuja evolução a partir do sincretismo religioso
existente no país ( principalmente a partir das religiões afro-brasileiras e do
Kardecismo) foi resultado de motivações diversas, inclusive de ordem social, que
originaram um culto.
UM = DEUS ** BANDA = GRUPO / BANDA

UMBANDA

Se dentro da Umbanda conseguimos nos religar com Deus, conseguimos tirar
́̂̃ veu que cobre nossa ignorancia da presença de Deus em nosso ıntimo, entao
o
́ odemos chamar nossa fe d
p ̃ e Religiao. Como mais uma das formas de sentir Deus em
̃̀ ossa vida, a Umbanda cumpre a funçao religiosa se nos levar a reflexao sobre
n
̂ ossos atos, sobre a urgencia de reformularmos nosso comportamento
n
aproximando-śe da pratica do amor de Deus.
A Umbanda é̃ uma religiao lindıssima, e de grande fundamento, baseada no
ćulto aos Orixas e seus servidores: Crianças, Caboclos, Pretos-velhos e exus. Estes
ǵ̃rupos de espıritos estao na Umbanda “organizados” em linhas: Caboclos, Preto-
velhos, Crianças e Exus. Cada um
̃́ a delas com funçoes, caracterısticas e formas de
t́rabalhar bem especıficas, mas todas subordinadas as forças da natureza que os
regem, os ORIXAS.
́ a verdade a Umbanda e bela exatamente pelo fato de ser mista como os
N
́̃ rasileiros, por isso e uma religiao totalmente brasileira. Mas, torna-se imperioso,
b
antes de ocuparmo-n
̃́ os da Anunciaçao da umbanda no plano fısico sob a forma de
r̃́eligiao, expor sinteticamente um historico sobre os precedentes religiosos e
ćulturais que precipitaram o surgimento, na 1ª decada d
́ o seculo XX, da mesma. Em
1500, quando os portugueses avistaram o que para eles eram as Indias, em realidade
Brasil, ao desembarcarem depararam-se com uma terra de belezas deslumbrantes,
é ja habitadas por nativos.
Os lusitanos, por imaginarem estar nas Í ndias, denominaram a estes aborıgines de
́ındios. Os primeiros contatos entre os dois povos foram, na sua
maioria, amistosos, pois os nativos, identificaram-śe com alguns sımbolos
́̂ ue os estrangeiros apresentavam. Porem, o tempo e a convivencia se encarregaram
q
ém mostrar os habitantes de pindorama ( nome indıgena do Brasil) que os homens
́̃ rancos estavam ali por motivos pouco nobres. O relacionamento, ate entao pacıfico,
b
começa a se desmoronar como um castelo de areia.
S̃ao inescrupulosamente escravizados e forçados a trabalhar na novel
l̃avoura. Reagem, resistem, e muitos sao ceifados de suas vidas em nome da
liberdade. Mais tarde, o escravizador, faz desembarcar na Bahia os primeiros negros
é̃scravos que, sob a *egide (*proteçao, amparo, defesa, com total apoio) do chicote,
s̃́ao despejados tambem na lavoura.
́ omo os ındios, sofreram toda especie de castigos fısicos e morais, e ate a
C
s̃́ubtraçao da propria vida. Desta forma, ındios e negros, unidos pela dor, pelo
ŝofrimento e pela ansia de liberdade, desencarnavam e encarnam nas Terras de
Santa Cruz. Ora, laborand
́ o no plano astral, ora como encarnados, estes espıritos
l̃utavam incessantemente para humanizar o coraçao do homem branco e fazer com
̃́ ue seus irmaos de raça se livrassem do rancor, do odio, e do sofrimento que lhes
q
eram infligidos.
́ lem disso, muitas das ćrianças ındias e negras eram mortas, quando
A
̃́ eninas (por nao servirem para o trabalho pesado), quando doentes, atraves de
m
torturas quando aprontavam suas “artes” e com isso perturbavam algum senhor.
́ lgumas crianças brancas acabavam sendo mortas tambem, vı́timas de revolta de
A
álguns ındios e negros.
Juntando-s̃́e entao os espıritos infantis, os dos negros e dos ındios, acabaram
formando o que hoje, chamamos de: Trilogia Carmática da Umbanda. Assim, hoje
́ emos esses espıritos trabalhando para reconduzir os algozes de outrora ao
v
caminho de Deus.
́̃ igreja catolica, preocupada com a expansao com a expansao de seu domınio
A
ŕeligioso, investiu covardemente para eliminar as religiosidades negras e ındia.
̃ uitas comitivas sacerdotais sao enviadas, com o intuito “nobre” de “salvar” a alma
M
dos nativos e dos africanos.
A necessidade de preservar a cultura e a religiosidade, fez com que os negros
́associassem as imagens dos santos catolicos aos seus Orixas, como forma de burlar
̃́a opressao religiosa sofrida naquela epoca, e assim continuar a praticar e
̃ ifundir o culto as forças da natureza, a esta associaçao, deu-se o no0me de
d
“Sincretismo religioso”.
́ m 1889 e assinada a “lei aurea”. O quadro social dos ex-éscravos e de total
E
́̃̀ iseria. Sao abandonados a propria sorte, sem um programa governamental de
m
ĩnserçao social. Na parte religiosa seus cultos sao quase que direcionados ao mal, a
́ ingança e a desgraça do homem branco, reflexo do perıodo escravocrata. No campo
v
á̃stral, os espıritos que tinham tido encarnaçao como ındios, caboclos (mamelucos),
c̃afuzos e negros, nao tinham campo de atuaçao nos agrupamentos religiosos
ẽ̂xistentes. O catolicismo, religiao de predominancia, repudiava a comunicaçao com
os mortos, e o espiritismo (Kardecismo) estava preocupado apenas em reverenciar
e ã́ceitar como nobres as comunicaçoes de espıritos com o rotulo de “doutores”. Os
Śenhores da luz ( Orixas), atentos ao cenario existente, por ordens diretas do Cristo
́ lanetario (Jesus) estruturaram aquela que seria uma Corrente
P Astral a
t́odos os espıritos de boa vontade, que pudessem dar um freio ao radicalismo
religioso existente no Brasil.
̃ omeça a se plasmar, sob a forma de religiao, a Corrente Astral de Umbanda,
C
c̃om sua hierarquia, bases, funçoes, atributos e finalidades.
̃́ formaçao historica do Brasil̂ incorporou a herança de tres culturas: a
A
á̂fricana, a indıgena e a europeia. Este processo foi marcado por violencias de todo
̃ tipo, particularmente do colonizador em relaçao aos demais. A perseguiçao se
o
deveu a preconceitos e a crença da elite brasileirã numa suposta alienaçao
provocada por estes cultos nas classes populares.
́ o inıcio do seculo XX, o choque entre a cultura europeizada das elites e a
N
ĉultura das classes populares urbanas provocou o surgimento de duas tendencias
religiosas na cidade do Rio
́ de Janeiro na elite branca e na classe media vigorava o
catolicismo; nos pobres das cidades (negros, brancos e mestiços) era grande a
́ resença de rituais originarios da Africa que, por força de sua natureza e das
p
̃́ erseguiçoes policiais, possuıam um carater reservado.
p
́ a segunda metade deste seculo, os cultos de origem africana passaram a ser
N
f́requentados por brancos e mulatos oriundos da classe media e algumas pessoas da
́ ropria elite. Isto contribuiu, sem duvida, para o carater aberto e legal que estes
p
cu
̂́ ltos vem adquirindo nos ultimos anos.
́ sta mistura de raças e culturas foi responsavel por um forte sincretismo
E
religioso, unificando mitologias a partir de semelhanças existentes entre santos
ćatolicos e orixas africanos, dando origem a Umbanda.
Ao contrário do Candomble, a Umbanda possui grande flexibilidade ritual e
́ outrinaria, o que a torna capaz de adotar novos elementos. Assim o elemento negro
d
t̃́rouxe o africanismo (naçoes); os ındios trouxeram os elementos da pajelança; os
europeus trouxeram o Cristianismo e o Kardecismo; e posteriormente, os povos
́̀ rientais acrescentaram um pouco de sua ritualıstica a Umbanda. Essas cinco fontes
o
criaram o pentagrama umbandista:
́ s seguidores da Umbanda verdadeira so praticam rituais de Magia Branca,
O
ou seja, aqueles feitos para melhorar a vida de determinada pessoa, para praticar
́ m bem, e nunca de prejudicar quem quer que seja. Os espıritos da Quimbanda
u
(́Exus) podem, no entanto ser invocados para a pratica do bem, contando que isso
seja feito sem que se tenha que daŕ presentes ou dinheiro ao medium que os recebe,
́̃ ois o objetivo do verdadeiro medium e tao somente a pratica da caridade.
p
́ os temos os nossos guias de trabalho e entre eles existe aquele que e o
N
ŕesponsavel pela nossa vida espiritual e por isso e chamado de guia chefe,
́ ormalmente e um caboclo, mas pode ser em alguns casos um preto-velho.
n

Aspectos Dominantes do Movimento Umbandista

• Ritual, variando pela origem.
• Vestes, em geral brancas.
• ́ ltar com imagens catolicas, pretos velho, caboclos.
A
• S̃́essoes espıritas, formando agrupamentos em pe, em saloes ou terreiro.
• Desenvolvimento normal em corrente.
• Bases; africanismo, kardecismo, indianismo, catolicismo, orientalismo.
• Serviço social constante nos terreiros.
• Finalidade de cura material e espiritual.
• Magia Branca
• Batiza, consagra e casa.
Ritual

̃́ Umbanda nao tem, infelizmente, um orgao centralizador, que a nıvel
A
nãcional ou estadual, dite normas e conceitos sobre a religiao ou possa coibir os
ábusos. Por isso cada terreiro segue um ritual proprio, ditado pelo guia chefe do
t̃erreiro, o que faz a diferenciaçao de ritual entre uma casa e outra. Entretanto, a base
de to
́ do terreiro tem que seguir o princıpio basico do bom senso, da honestidade e
́ o desinteresse material, alem de pregar, e claro, o ritual basico transmitido dos
d
anos pelos praticantes.

O mais importante, seria que todos pudessem encontrar em suas
diferenças de culto, o que seria o elo mais importante e a ele se unissem. Tal
elo é a Caridade!
Não importa se o atabaque toca, ou se o ritmo é de palmas, nem mesmo se não
há som. “O que importa é a honestidade e o a mor com que nos entregamos a
nossa religião”.

OS ORIXÁS
UM POUCO DE HISTÓRIA

̃ a aurora de sua civilizaçao, o povo africano mais tarde conhecido pelo
N
́̂ ome de ioruba, chamado de nago no Brasil e Lucumi em Cuba, acreditava que forças
n
śobrenaturais impessoais, espıritos, ou entidades estavam presentes ou
corporificados em objetos e forças da natureza. Tementes dos perigos da natureza
̃ ue punham em risco constante a vida humana, perigos que eles nao podiam
q
ćontrolar, esses antigos africanos ofereciam sacrifıcios para aplacar a furia dessas
f́orças, doando sua propria comida como tributo qu
̃ e selava um pacto de submissao
ẽ proteçao e que sedimentam as relaçoes de lealdade e filiaçao entre os homens e os
éspıritos da natureza.
́ uitos desses espıritos da natureza passaram a ser cultuadas como
M
divindades, mais tarde designadas ORIXAS, detentoras do poder de governar
̃aspectos do mundo natural, como o trovao, o raio e a fertilidade da terra, enquanto
̃́outros foram cultuados como guardioes de montanhas, cursos d’agua, arvores e
f́lorestas. Cada rio tinha seu espırito proprio, com o qual se confundia, construindo-
s̃́e em suas margens os locais de adoraçao, nada mais que o sıtio onde eram deixadas
ás oferendas. Um rio pode correr calmamente pelas planıcies ou precipita-se em
́ uedas e corredeiras, oferecer calma travessia a vau, mas tambem se mostra pleno
q
̃ e traiçoeiras armadilhas, ser uma benfazeja fonte de alimentaçao piscosa, mas
d
ígualmente afogar em suas aguas os que nelas se banham. Esses atributos do rio, que
́ torna ao mesmo tempo provedor e destruidor, passaram a ser tambem o de sua
o
divindade guardĩ́a. Como cada rio e diferente, seu espırito, sua lama, tambem tem
ć̃ aracterısticas especıficas. Muitos dos espıritos dos rios sao homenageados ate hoje,
t́anto na africa, em territorio ioruba, como na Americas, para onde o culto foi trazido
pelos negros duran
̃́ te a escravidao e num curto perıodo apos a aboliçao, embora
tenham, com o passar do tempo, se tornando independentes de sua base original na
natureza.
̃̂ contato entre os povos africanos, tanto em razao de intercambio comercial como
O
por causa das guerras e d
́̃ omınio de uns sobre outros, propiciou a incorporaçao pelos
íorubas de divindades de povos vizinhos, como os voduns dos povos fons, chamados
j̃̂ejes no Brasil, entre os quais se destaca Nana, antiga divindade da terra, e Oxumare,
divindade do arco-ı́ris. O deus da peste, que recebe os nomes de Omulu, Olu Odo,
̂́̃ baluae, Ainon, Sakpata e Xampoa ou Xapana, resultou da fusao da devoçao a
O
í̃ numeros deuses cultuados em territorio ioruba, fon e nupe. As transformaçoes
ś̃ ofridas pelo Deus da varıola, ate sua incorporaçao
̃̂ ao panteao contemporaneo dos
́̂̃ rixas, mostram a importancia das migraçoes e das guerras de dominaçao na vida
O
̃ esses povos africanos e seu papel na constituiçao de cultos e conformaçao de
d
divindades.

O QUE É ORIXÁ

O planeta em que vivemos e todos os mund
̂ os dos planos materiais se mantem vivos
átraves do equilıbrio entre as energias da natureza. A harmonia planetaria so e
́ ossıvel devido a um intricado e imenso jogo energetico entre os elementos
p
́ uımicos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que habitam
q
estes planetas.
́̃ m dado caracterıstico do exercıcio da religiao de Umbanda e o uso, como fonte de
U
trabalho, destas energias. Vivendo no planeta Terra, o homem convive com Leis
̃̂ esde sua origem e evoluçao, Leis que mantem a vitalidade, ã criaçao e a
d
t̃̀ransformaçao, dados essenciais a vida como a vemos desenvolver-se a cada
śegundo. Sem essa harmonia energetica o planeta entraria no caos.
́̃ fogo, o ar, a terra e a agua sao elementos primordiais que, combinados,
O
̃ ao origem a tudo que nosso
d ́̃ s corpos fısicos sentem, assim como tambem sao
constituintes destes corpos.
̃ creditamos que esses elementos e suas ramificaçoes sao comandados e
A
t̃́rabalhados por Entidades Espirituais que vao desde os Elementais (espıritos em
t̃ransiçao atuantes no grande ĺaboratorio planetario), ate aos Espıritos Superiores
que inspecionam, comandam e fornecer o fluido vital para o trabalho constante de
̂ RIAR, MANTER e TRANSFORMAR a dinamica evolutiva da vida no Planeta Terra.
C
́ esses espıritos de alta força vibratoria chamamos ORIXAS, usando um
A
́̃ ocabulo de origem Yoruba. Na Umbanda sao tidos como os maiores responsaveis
v
́̃ elo equilıbrio da natureza. Sao conhecidos em outras partes do mundo como
p
“Ministros” ou “Devas” (REINO DEVICO – C
̃ ompoem-ŝe de seres, consciencias e
hierãrquias de elevado grau de pureza e propicia a manifestaçao da Vida.
́̃ enominado simbolicamente...) espıritos de alta vibraçao evolutiva que cooperam
D
diretamente com Deus, fazendo com que Suas Leis sejam cumpridas
constantemente.
O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORIXA) mostra a
r̃́elaçao existente entre o mundo e o indivıduo, entre o ambiente e os seres que nele
̂̃ abitam. Nossos corpos tem, em sua constituiçao, todos os elementos naturais
h
̃́ roporçoes. Alem dos espıritos amigos que se empenham
p ̂ em nossa vigilancia e
áuxılio morais, contamos com um espırito da natureza, um Orixa pessoal que cuida
́ o equilıbrio energetico, fısico e emocional de nossos corpos fısicos. Nos, seres
d
espirituais manifestando-śe em corpos fısicos, somos influenciados pel̃a açao dessas
energias desde o momento do nascimento. Quando nossa personalidade (a
̂ ersonagem desta existencia) começa a ser definida, uma das energias elementais
p
predomina – é e a que vai definir, de alguma forma, nosso “arquetipo”.
Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento,
́̃ enominamos de nosso Orixa pessoal, “Chefe de Cabeça”, “Pai ou Mae de Cabeça”,
d
́̀̃ u o nome esoterico “ELEDA”. A forma como nosso corpo reage as diversas situaçoes
o
̃́ urante esta encarnaçao, tanto fısica quanto émocionalmente, esta ligada ao
d
“́̀arquetipo”, ou a personalidade e caracterısticas emocionais que conhecemos
átraves das lendas africanas sobre os Orixas. Junto a essa energia predominante,
́ uas outras se colocam como secundarias, que na Umbanda denominamos de
d
“́Juntos”, corruptela de “Adjunto”, palavra latina que significa auxiliar, ou ainda,
ĉhamamos de “OSSI” e “OTUM”, respectivamente na sua ordem de influencia.
́̃ uando um espırito vai encarnar, sao consultados os futuros pais, durante
Q
̀ sono, quanto a conĉordancia em gerar um filho, obedecendo-s̀e a lei do livre
o
árbıtrio. Tendo os mesmos concordados, começa o trabalho de plasmar a forma que
ésse espırito usara no veıculo fısico. Esta tarefa e entregue aos poderosos Espıritos
da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa,
f́ornecendo a essa forma as energias necessarias para que o feto se desenvolva, para
́ ue haja vida. A partir desse processo, o novo ser encarnado estara ligado
q
̀̃ iretamente aquela vibraçao original. Assim surge o ELEDA desse novo ser
d
éncarnado, que e força energetica primaria e atuante do nascimento.
́ esse perıodo, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua
N
ŕ̃espectiva area, partindo do embriao ate formar todas as camadas materiais do
c̃orpo humano, que sao m
́ oldadas ate nascer o novo ser com seu duplo eterico e
corpo denso.
́ pos o nascimento, essa força energetica vai promovendo o domınio
A
ĝ́radativo da consciencia da alma e da força do espırito sobre a forma material ate
que seja adquirida sua personalidade po
́ r meio da Lei do livre Arbıtrio. A partir daı
essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei,
sustentando-ĺ̃he, contudo, a forma e energia material pela contınua manutençao e
t̃ransformaçao, no sentido de manter-l̂he a existencia.
̃ cada reencarnaçao, de acordo com nossas necessidades evolutivas e
A
ćarmas a serem cumpridos, somos responsaveis por diferentes corpos, e para cada
́um destes nossos corpos, podemos contar com o auxılio de um espırito da
́Natureza, um Orixa protetor. E normaĺmente quem se aproximam do medium
́quando estes invocam seu Eleda. Em todos os rituais de Umbanda, de modo
̃́especial nas iniciaçoes, a invocaçao dessa força e feita para todos os mediuns
̃ uando efetuam seus assentamentos, meio de atraçao, para perto de si, da energia
q
́ ura do seu ELEDA energetico e das energias auxiliares, ou “OSSI” e “OTUM”.
p
Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium na Umbanda.
AFINIDADES

́̃̂ s filhos de fe nao recebem influencias apenas de um ou dois orixas. Da
O
mesma forma qu
́̃̀ e nos nao ficamos presos a educaçao e a orientaçao de um pai
ẽ́spiritual, nao ficamos tambem sob a tutela de nosso orixa de frente ou adjunto.
̂́ requentemente recebemos influencias de outros orixas (como se fossem
F
́ rofessores, avos, tios, amigos mais proximos na vida material). O fato de
p
r̂̃ecebermos estas influencias, nao quer dizer que somos filhos ou afilhados desses
́ rixas; trata-se apenas de uma afinidade espiritual.
o
̀̃́ ma pessoa, as vezes, nao se da melhor com uma tia do que com uma mae?
U
́ ssim tambem e co
A ́ m os orixas. Podemos ser filhos de Ogum ou Oxum e receber mais
î̃ nfluencias de xango e Iansa. Posso ser filho de Obaluaie e nao gostar de trabalhar
com entidades que mais lhe dizem respeito (linha das almas), preferindo trabalhar
com entidades de cachoeiras.
́ importante e que nos momentos mais decisivos de nossas vidas, suas
O
î́̃nfluencias beneficas se façam presentes, quase sempre uma soma de valores e nao
ápenas e individualmente, a caracterıstica de um unico orixa.

CUMPRIMENTOS E POSTURAS

Bater Cabeça
́ medium deita-s̃e de barriga pra baixo e toca com a testa no chao em frente
O
á̃ o Gonga, atabaques e coluna energetica. Nesse caso, batemos cabeça para Iansa
(dona da casa) e para o Caboclo Cobra Coral ( Guia chefe da casa ).
Bate-s̃e cabeça no chao em sinal d
̂́ e respeito e obediencia aos Orixas, pois
śimboliza que nossa cabeça, que nos comanda e nos rege, esta se subordinando ao
́ oder dos Orixas aos quais estamos reverenciando ao toca-l̃a no chao, sejam os
p
́ rixas do Zelador ou do Gonga.
O
Em diversas culturas, sej́am ocidentais ou orientais, baixar a cabeça perante alguem
ou alguma coisa significa que estamos submissos e obedientes a esta pessoa ou
coisa.


Paó (3 palmas lentas)

́̃ Pao (pronuncia = pao) e um gesto que serve como sinal de que se e preciso
O
comunicar ã́ lguma coisa, mas nao se pode falar. E usado tambem como saudaçao
́ ara orixa, e, e diferente de orixa para orixa.
p
̃ pao bate-se 3 vezes assim...
O
3 + 7 vezes
Intervalo
3 + 7 vezes
Intervalo
3 + 7 vezes
̃ depois da saudaçao, por exemplo: palmas pao “Laroye Exu ... Utilizando para pedir
E
̃ ermissao para entrar, saudar e pedir licença.
p

Principais Orixás da Umbanda

́̃ ara os principiantes, duas duvidas sao bastante recorrentes: “Quantos orixás
P
existem?” e “Quais são os orixás da Umbanda? E
́ xistem onze orixas presentes em
t̃́̂odas as correntes de Umbanda, que sao: Oxala, Xango,Ogum Iemanja, Oxossi, Oxum,
Ĩ́̂ansa, Omulu Obaluae, Nana e Ibeje (crianças,eres)

OXALÁ

́Oxala e o maior Orixa da Umbanda, estando abaixo apenas de Olorum, Deus
́Supremo. Foi criado a partir do ar, que havia no inıcio dos tempos, e das primeiras
́aguas, pelo mesmo Deus Supremo, Olorum. Representado por uma estrela de cinco
́pontas, e sincretizado ćomo Jesus Cristo e representa a paz e a fe. Na umbanda, sua
̃́tarefa foi a de criaçao do ser humano. Ele envia vibraçoes que estimulam a fe
ĩndividual, assim como irradiaçoes que geram sentimentos de religiosidade. E
aquele que determina o fim da vida de cáda ser humano, e o momento de partir em
paz. Representa o amor, bondade, pureza espiritual, e tudo aquilo que indica
positividade.




Filhos de Oxalá

́̃ s filhos deste Orixa sao pessoas responsaveis, calmas, tranquilas, ate mesmo nos
O
́ omentos mais difıceis̃́. Sao pessoas amaveis e pensativas. Marcam sua presença
m
́ or onde passam, pois possuem a aura de autoridade e poder de Oxala.
p

Cores: branco e cristalino
Habitat: praia deserta ou colina
Data comemorativa: 25 de dezembro
Dia da semana: sexta-feira
Ervas: Camomila, Cravo, Coentro, Arruda, Erva Cidreira, dentre outras
Cores da Guia: contas brancas, leitosas.
Saudação: Êpa Êpa Babá!

OXUM

́ xum e a Orixa que domina as mulheres, orixa da fertilidade, do amor e do ouro.
O
Protetora das gestantes e da juventude, é a senhora das aguas doces. Representa a
̃́ eleza e a pureza, a moral e o modelo de mae. Muitas vezes e evocada em prol da
b
ĺimpeza fluıdica dos seguidores e do ambiente dos templos. Segundo a Umbanda, ela
é̃ o exemplo de mae que nunca desampara seus filhos e ajuda a qualquer pessoa.
Filhos de Oxum

̃ s filhos de Oxum amam espelhos (a figura de Oxum carrega um espelho na mao),
O
j́oias, ouro e se mostram sempre de forma impecavel. Tratam as pessoas com um
c̃̂arinho maternal e sao muito sentimentais e romanticos. O p
́ roprio lar e o lugar
preferido dos filhos de Oxum.
Cores: azul ou amarelo ouro
Habitat: cachoeira, rios e lagos
Data comemorativa: 08 de dezembro
́ ia da semana: sabado
D
Ervas: Camomila, Gengibre, Erva Cidreira,Oriri...
Cores da Guia: contas de cristal azul claro,amarelo ouro.
Saudação: Ora iêiê ô!


OGUM

́ rixa guerreiro, Ogum e aquele que representa todas as batalhas da vida.
O
̃́ epresentado por Sao Jorge, e o orixa protetor contra as guerras e contra diversas
R
demandas esp
́ irituais; Ogum e a força do movimento. E ele quem protege os
s̃eguidores da Umbanda e as pessoas que sofrem perseguiçoes espirituais ou
́ ateriais. Ogum tambem e o senhor das estradas, e a jornada do dia a dia e sua
m
ŕ̃esponsabilidade e a manutençao da lei e da ordem.

Filhos de Ogum

̃ s filhos de Ogum geralmente nao se mantem fixos em apenas um lugar, portando
O
g̃ostam de viagens, do novo, de mudanças. Apreciam a tecnologia, sao curiosos e
resistentes. Cheios de vontade, podem ser violentos. Sabem dar respostas de
̃ rontidao e tem grande capacidade de concentraçao. Coragem e franqueza sao
p
ćaracterısticas absolutas.

Cores: vermelho e branco.
Habitat: mata fechada, estradas de ferro.
Data comemorativa: 23 de abril
Dia da semana: terça-feira
Ervas: Aroeira,Espada d
̃ e Sao Jorge,Vencer Abre Caminho
Cores da Guia: contas vermelhas
Saudação: Ogunhêê

IEMANJÁ

́̃ rixa mais popular do Brasil, a rainha do mar e a mae de todos os Orixas, e o trono
O
f̃eminino da geraçao, a protetora dos marinheiros, pescadores, das viagens pelo mar,
é̀ tambem sobre toda a flora e fauna marinhas. E alem disso, atua no amparo a
́ aternidade, rege de forma absoluta o lar e a famılia. Dona dos mares e oceanos,
m
á̃ guas essas que, atraves de sua força, tem o papel de devolver vibraçoes e trabalhos,
pois creem que o mar devolve tudo que nele for jogado e vibrado.





Filhos de Iemanjá

́̃ aternais e impotentes, os filhos de Iemanja sao pessoas dignas, majestosas e
M
f̃ecundas. Nao perdoam facilmente uma ofensa, e quando perdoam, nunca
ẽ̀squecem. Com o rigor de uma mae, as vezes podem parecer arrogantes. Apreciam
ámbientes confortaveis e mesmo q
́ uando pobres, mantem um certo nıvel de
s̃́ ofisticaçao em seus lares. Amizade e companheirismo sao caracterısticas
fundamentais.

Cores: azul claro, branco e prata
Habitat: calunga grande (mar)
Data comemorativa: 15 de agosto
Dia da semana: sexta-feira
Ervas: Trevo, Pata de Vaca, Erva Quaresma
Cores da Guia: contas claras ou transparentes
Saudação: Odoiá!

XANGÔ

̂́ ango e o Orixa da justiça e da sabedoria, simboliza a lei de causa e efeito,
X
ŕesponsavel a dar a quem merece o devido castigo e a vitoria aos que foram
í̃̀̂ njustiçados. E quem da soluçao as pendencias. A maioria dos seguidores que
r̂̃ecorrem ao Xango sao os que sofrem de injustiças, perseguiçoes espirituais e
́ ateriais. Desse Orixa, emanam tambem o saber e a autoridade, e o protetor de
m
todos que tem cont́ato com as praticas da lei.

Filhos de Xangô

̂ eimosos, impulsivos e conquistadores, os filhos de Xango dificilmente aceitam
T
̃́̀ pinioes contrarias as suas e estao sempre fazendo seus julgamentos e executando
o
s̃́uas leis. Sao voluntariosos, energicos e possuem u
̃ ma elevada autoestima. Sao
ĉ̃onscientes de sua importancia, e suas opinioes serao decisivas em qualquer
̃ iscussao.
d

Cores: marrom

Habitat: pedreiras, grutas de pedras
Data comemorativa: 30 de setembro
Dia da semana: quarta-feira
E
́ rvas: Folhas de Mangueira, Erva Lırio, Folhas de Limoeira, Folhas de Cafe,
Cores da Guia: contas marrons
Saudação: Kaô Cabecilê!
IANSÃ

Ĩ́ansa e a Orixa dos ventos e das tempestades. Rainha dos raios, e responsavel pelas
t̃ransformaçoes e pelo combate á feitiçarias feitas aos seus seguidores. Guerreira, e
ć̃onhecida tambem como guardia dos mortos, pois exerce domınio sobre os eguns.
̂ força de sua magia afasta todas as influencias do mal e negativas, pois tem o poder
A
de anular os males e cargas de enfeit̃́içamento. Yansa e Orixa dos ventos, raios e
t́̃̀ empestades. Responsavel pelas transformaçoes, (mutaçoes e mudanças) ligadas as
ćoisas materiais, fluidez de raciocınio e verbal, Orixa intimamente ligada aos
á̃ vanços tecnologicos. E a grande guerreira... Yansa é tambem agitada como o
́ roprio vento. Extrovertida e sensual como poucas. Senhora absoluta dos eguns,
p
á̂lem de esposa predileta de Xango, divide com ele o domınio sobre as tempestades.
́ estemida,
D justiceira e guerreira, essa orixa NAO teme nada.
́ um Orixa f̃́eminino muito famoso, Iansa e mae dos nove orum, dos nove filhos, do
E
ŕ̃io de nove braços. Embora seja saudada como a deusa do rio Nıger, Yansa esta
r̃elacionada com o elemento fogo. Na realidade, indica a uniao de elementos
ćontraditorios, pois nasceu da água e do fogo, da tempestade, de um raio que corta
́̃ ceu no meio da chuva, e a filha do fogo. A tempestade e o poder manifesto de Yansa,
o
rainha dos raios e das ventanias.
Y
̃́̀ ansa e uma guerreira por vocaçao, sabe ir a luta e defender o que e seu, sendo a
batalha do dia-a-dia, a sua felicidade. Ela sabe conquistar, seja no fervor das guerras,
seja na arte do amor. Mostra o seu amor e a sua alegria contagiante na mesma
̃́ roporçao que exterioriza a sua raiva e o seu odio, uma mulher sensual, fogosa e
p
ardente; eĺ̃ a e extremamente feminina e o seu numero de paixoes mostra a forte
ã́traçao que sente pelo sexo oposto, e extremamente fiel e possessiva. Todavia, a
f̃́̀ idelidade de Yansa nao esta necessariamente relacionada a um homem, mas as suas
convicço
̃ es e aos seus sentimentos.
..
Filhos de Iansã

Cores: coral,rosa,vermelho,terracota
Habitat: bambuzal
Data comemorativa: 04 de dezembro
Dia da semana: quarta-feira
E
́̃ rvas: Erva de Santa Barbara, Cordao de Frade, Açucena, Folhas de Rosa
Branca,Cravo-Da-India, Eucalipto...
Cores da Guia: contas coral, terracota,vermelha
Saudação: Eparrei Oyá
́̃ aracterısticas dos Filhos de Iansa
C

̃́Nascidos da Luz da Manha, os Filhos de Inasa. sao a propria majestade do Orixa.


́Sua principal caracterıstica exterior e ser sempre uma entidade dominante.
̃Ocupam naturalmente posiçao de destaque e nunca passam despercebidos.
Gostam de vestir-se sempre na moda e de estarem sempre atualizados, embora
̂haja sempre uma pitada de exagero em quase tudo o que fazem. Tem
́personalidade marcante, que dificilmente e esquecida. Brilham em quase tudo o
̃̂que fazem. Sao temperamentais por excelencia, mudam de opiniao com facilidade,
amando ou desprezando objetos e pessoas ou, ainda, coisas, absolutamente sem
̃motivos aparente. Sao inconstantes e sentimentais, arrependendo-se com
́facilidade por atos praticados, mas, tambem, esquecendo-o ̃ s e, nao raras vezes,
repetindo-os. O Fil̃́ho de Iansa herda do Orixa suas caracterısticas Guerreiras,
empenha-s̃́̀e em discussoes estereis, as vezes, so pelo prazer de contestar, nao se
preocupando absolutamente com os resultados finais. Todavia, quase em tudo o
que toca consegue levar a bom termo. E ́ tambem muito dedicado e prestimoso e
́alem de tudo, alegre.
̃As Filhas de Iansa sao sempre extremadas: ou amam apaixonadamente ou
̃simplesmente esquecem. Incapazes de odiar, nao hesitam em se reaproximar de
́̃alguem que lhes tenha magoado, sentindo, nao raras vezes, uma real piedade e
̃amor por essa mesma pessoa se, por qualquer razao, estiver em posiçao de dor ou
̃́inferioridade. Nao raras vezes, tambem, assumem as causas alheias, trazem
́parentes enfermos para dentro das proprias casas, depois, brigam com maridos e
̃filhos por causa desses parentes, posteriormente, invertem toda a situaçao,
mandando embora quem haviam trazido e buscando a paz familiar, como se nada
́tivesse acontecido. Fazendo tudo em escala maior, amam com intensidade, da-se
com facilidade, produzem ou promovem e depois, pura e simplesmente, esquecem.
̃́Quer seja homem ou mulher, o Filho de Iansa sera sempre alguem que dificilmente
́consegue passar despercebido. Sera sempre um temporal num copo d’agua,
passando da tranquilidade de um lago sereno a incerteza de um mar tempestuoso.
́̃Sua principal caracterıstica positiva reside na sua capacidade de nao apenas
perdoar quem eventualmente lhe haja ofendido, como principalmente, esquecer a
ofensa. Talvez nenhum outro consiga realmente esquecer o Filho de Ians̃a. Quando
́lideres em alguma atividade, quase sempre marcam, de maneira indelevel, suas
̃́administraçoes, mesmo que isso lhes custe sacrifıcios. As Filhas de Iansa sao
̃extremadas como as chamadas “super maes”. Lutam pela felicidade e progresso de
seus filhos ẽ nao admitem erros ou faltas, embora, quase nunca tenham coragem de
̃punir as crianças. Como pessoas sao exageradamente ciumentas,

̃Sao Śensuais. Nervosos. Bonitos. Apaixonados. Explosivos. Metodicos. Teimosos.


Malcriados. Excelentes amigos. Espalhafatosos. Faladores. Ciumentos. Irrequietos.
́̀̃Insensıveis a opiniao publica. Voluveis no amor. Solidarios. Fortes. Carismaticos.


OXOSSI

́ xossi e o Orixa conhecido como senhor dos caboclos e das matas. E o caçador de
O
almas de homens e dele emana altivez. Encoraja é da segurança a todos seus
śeguidores; protetor dos animais, da fauna e da flora e conhecido por aliar sua
ǵrande força com o bom senso. Assim como Ogum, e um lutador, grande guerreiro,
ésta sempre pronto para defender aqueles que se colocam sob sua guarda. O Senhor
́ ue provem os alimentos. O Orixa da Fartura, filho de Iemanja e Oxala, e cultuado
q
ćomo Ode, que significa “Caçador”,Muito unido a Ogum, devendo a este o manuseio
́ as armas e o aprendizado da caça. Oxossi e provedor do sustento da famılia. Um
d
câçador por excelencia. Relaciona se com os animais, sem, entretanto adquirir a
́ ersonalidade destes. Caçador inteligente, agil, humilde e refinado. De notavel
p
́ eleza, sua dança e considerada a mais bonita dos Orixas. E curioso e observador.
b
̃ ao se adapta f́acilmente a vida urbana. Oxossi como pai e protetor, amavel e
N
ćarinhoso. Ele e Rei.


Filhos de Oxossi

̃ s filhos de Oxossi sao pessoas mais fechadas e reservadas. Gostam de apreciar a
O
̃ atureza e geralmente sao muito desconfiados, mas quando confiam, sao amigos
n
̃ ara todos os momentos. Sao trabalhadores e conseguem manter a mesma
p
ẽxpressao, estando felizes ou tristes, pois dificilmente exteriorizam seus
s̃entimentos. Sao sempre notados, mesmo que nao se esforcem para que isso
aconteça.
Cores: verde e azul claro
Habitat: mata fechada
Data comemorativa: 20 de janeiro
Dia da semana: quinta-feira
Ervas: Folhas de Aroeira, Folhas de Samambaia, Folhas de Palmeira, Erva Cidreira,
́ olhas de Laranjeira, Folhas de Maracuja, Folhas de Abacateiro, Folhas da
F
̃ oiabeira,Hortela,Alfavaca...
G
Cores da Guia: conta verde, azul
Saudação: Okê Arô!

OMULÚ

́ rixa da śaude, atua sobre os doentes, hospitais e cemiterios. Senhor da morte e das
O
́ oenças, costuma ser muito temido, porem da mesma forma que traz a doença, ele
d
ĺeva embora tambem. Muito respeitado, e um Orixa exigente e grande feiticeiro.
́̃ mulu e a manifestaçao
O ̂́ idosa de Obaluae. Os mediuns ao manifestarem a presença
́ e Omulu, se curvam aproximando-ś̃e o maximo da terra, do chao. Representa a
d
t̃ransformaçao do ser, morrer para o pequeno e renascer para o grande.


Filhos de Omulú

́̃ s filhos de Omulu sao pessimist́as, autodestrutivos, fechados e ate desajeitados.
O
́ ostumam exibir seus sofrimentos e dores. Hipocondrıacos, possuem forte
C
r̂́̃esistencia e prolongam os esforços. Melancolicos, depressivos e amargos, sao
́ essoa solitarias capazes de desanimar ate os mais otim
p ́̀ istas, porem as vezes podem
s̃́er doces. Acreditam que sao os unicos que sofrem e que ninguem os compreende.
S̃́ao lentos, porem firmes como rocha e nao apresentam grandes ambiçoes.

Cores: preto e branco
́ abitat: calunga pequena (cemiterio)
H
Data comemorativa: 16 de agosto
Dia da semana: segunda-feira
E
̃ rvas: Alfazema, Babosa, Coentro, Jenipapo, Musgo, Costela de Adao.
Cores da Guia: contas pretas e brancas
Saudação: Atotô!
NANÃ

́̃ rixa mais velho do panteao africano, que nenhuma pesquisa conseguiu identificar
O
suas origens. Dona da alma do fundo dos rios, lama esta que serviu para modelar os
́̃ omens, e misteriosa e tambem possui forte relaçao com a morte; pois e o
h
nascimento, a vida ẽ́ a morte. Nana e uma expressao que significa “Mae” em diversos
̃́ ialetos na Africa, portanto, Nana e a mae do destino.
d

Filhos de Nanã

̃ s filhos de Nana sao calmos, gentis, benevolentes e agem como se tivessem a
O
eternidade toda para tal. Tendem a viver do passado, gostam de crianças e gostam
́̃ e educar com extrema doçura, assim como as avos. Sao pessoas que, tanto no
d
á̃ specto fısico como no aspecto psicologico aparentam ter mais idade. Sao teimosas
è́ as vezes podem ser ranzinzas, porem agem com segurança e eq
́ uilıbrio.
Cores: roxo
́ abitat: calunga pequena (cemiterio)
H
Data comemorativa: 26 de julho

E
̂́ rvas: Hortencia, Assa peixe, Cedrinho, Manaca,Avenca,Cipreste,Quaresma
(quaresmeira) Cores da Guia: contas roxas – Saudação: Saluba Nanã!


̂ planeta em que vivemos e todos os mundos dos planos materiais se mantem vivos
O
átraves do equilıbrio entre as energias da natureza. A harmonia planetaria so e
́ ossıvel devido a um intricado e imenso jogo energetico entre os elementos
p
́ uımicos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que habitam
q
estes planetas.
́̃ m dado caracterıstico do exercıcio da religiao de Umbanda e o uso, como fonte de
U
trabalho, destas energias. Vivendo no planeta Terra, o homem convive com Leis
desde sua origem e ẽ̂voluçao, Leis que mantem a vitalidade, a criaçao e a
t̃̀ransformaçao, dados essenciais a vida como os vemos desenvolver-se a cada
śegundo. Sem essa harmonia energetica o planeta entraria no caos.
́̃ fogo, o ar, a terra e a agua sao elementos primordiais que, combinados,
O
̃́ ao origem a tudo que nossos corpos fısicos sentem, assim como tambem sao
d
constituintes destes corpos.
̃ creditamos que esses elementos e suas ramificaçoes sao comandados e
A
t̃rabalhados por Entidades Espirituais que vao desde os Elementais (esp
́ ıritos em
t̃́ransiçao atuantes no grande laboratorio planetario), ate aos Espıritos Superiores
que inspecionam, comandam e fornecer o fluido vital para o trabalho constante de
̂ RIAR, MANTER e TRANSFORMAR a dinamica evolutiva da vida no Planeta Terra.
C
A essés espıritos de alta força vibratoria chamamos ORIXAS, usando um
́̃ ocabulo de origem Yoruba. Na Umbanda sao tidos como os maiores responsaveis
v
́̃ elo equilıbrio da natureza. Sao conhecidos em outras partes do mundo como
p
“Ministros” ou “Devas” (REINO DEVICO – C
̃ ompoem-ŝe de seres, consciencias e
̃ ierarquias de elevado grau de pureza e propicia a manifestaçao da Vida.
h
́̃ enominado simbolicamente...) espıritos de alta vibraçao evolutiva que cooperam
D
diretamente com Deus, fazendo com que Suas Leis sejam cumpridas
constantemente.
O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORIXA) mostra a
r̃́elaçao existente entre o mundo e o indivıduo, entre o ambiente e os seres que nele
̂̃ abitam. Nossos corpos tem, em sua constituiçao, todos os elementos naturais
h
̃ roporçoes. A
p ́̂ lem dos espıritos amigos que se empenham em nossa vigilancia e
áuxılio morais, contamos com um espırito da natureza, um Orixa pessoal que cuida
́ o equilıbrio energetico, fısico e emocional de nossos corpos fısicos. Nos, seres
d
espirituais manifestando-se em
́̃ corpos fısicos, somos influenciados pela açao dessas
energias desde o momento do nascimento. Quando nossa personalidade (a
̂ ersonagem desta existencia) começa a ser definida, uma das energias elementais
p
predomina – é e a que vai definir, de alguma forma, n
́ osso “arquetipo”.
Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento,
́̃ enominamos de nosso Orixa pessoal, “Chefe de Cabeça”, “Pai ou Mae de Cabeça”,
d
́̀̃ u o nome esoterico “ELEDA”. A forma como nosso corpo reage as diversas situaçoes
o
duran
̃́ te esta encarnaçao, tanto fısica quanto emocionalmente, esta ligada ao
“́̀arquetipo”, ou a personalidade e caracterısticas emocionais que conhecemos
átraves das lendas africanas sobre os Orixas. Junto a essa energia predominante,
duas outras se colocam como śecundarias, que na Umbanda denominamos de
“́Juntos”, corruptela de “Adjunto”, palavra latina que significa auxiliar, ou ainda,
ĉhamamos de “OSSI” e “OTUM”, respectivamente na sua ordem de influencia.
́̃ uando um espırito vai encarnar, sao consultados os futuros pais, durante
Q
̀̂ sono, quanto a concordancia em gerar um filho, obedecendo-s̀e a lei do livre
o
árbıtrio. Tendo os mesmos concordados, começa o trabalho de plasmar a forma que
ésse espırito usara no veıculo fısico. Esta tarefa e entregue aos poderosos Esp
́ ıritos
da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa,
f́ornecendo a essa forma as energias necessarias para que o feto se desenvolva, para
́ ue haja vida. A partir desse processo, o novo ser encarnado estara ligado
q
̀ iretamente aquelã vibraçao original. Assim surge o ELEDA desse novo ser
d
éncarnado, que e força energetica primaria e atuante do nascimento.
́ esse perıodo, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua
N
ŕ̃espectiva area, partindo do embriao ate formar todas as camadas materiais do
c̃́orpo humano, que sao moldadas ate nascer o novo ser com seu duplo eterico e
corpo denso.
́ pos o nascimento, essa força energetica vai promovendo o domınio
A
ĝ́radativo da consciencia da alma e da força do espırito sobre a forma material até
́ ue seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre Arbıtrio. A partir daı
q
essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei,
sustentando-ĺ̃he, contudo, a forma e energia material pela contınua manutençao e
t̃ransformaçao, no sentido de manter-l̂he a existencia.
̃ cada reencarnaçao, de acordo com nossas necessidades evolutivas e
A
ćarmas a serem cumpridos, somos responsaveis por diferentes corpos, e para cada
́um destes nossos corpos, podemos contar com o auxılio de um espırito da
́Natureza, um Orixa protetor. E normalmente quem se aproximam do medium
́quando estes invocam seu Eleda. Em todos os rituais de Umbanda, de modo
̃́especial nas iniciaçoes, a invocaçao dessa força e feita para todos os mediuns
quando efetuam seus assentament̃os, meio de atraçao, para perto de si, da energia
́ ura do seu ELEDA energetico e das energias auxiliares, ou “OSSI” e “OTUM”.
p
Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium na Umbanda.





Repouso vibratório ou isolamento

̃ esta posiçao, o coŕpo de mediuns ou um medium isoladamente,
N
̃̀́ ermanece com as maos cruzadas a frente. Serve para anular (isolar) os fluıdos
p
̃ egativos, as vibraçoes oriundas de elementares e perturbaçoes mentais, que
n
́ rocuram se aderir ao ambiente. Nos a utilizamos durante a d
p ̃ efumaçao, mantendo-
́ os todos isolados ate que todos os mediuns da corrente tenham se defumado.
n

Corrente vibratória

̃́ sta posiçao e altamente eficaz para precipitar fluıdos mediunicos no Corpo
E
̂ stral, ao mesmo tempo em que vitaliza, suprindo as deficiencias momentaneas de
A
́ m e de outro, alem de servir de descarga. Consiste em todos os mediuns darem as
u
̃ aos (formando um cı́̃ rculo ou semicırculo), sendo que a mao direita fica espalmada
m
̃́ ara baixo, sobre a mao esquerda do seu companheiro, espalmada para cima, isto e:
p
ã mao direita dando e a esquerda recebendo. Esta posiçao gera uma precipitaçao de
f́luıdos, que constitua o ambiénte propıcio ao objetivo da caridade, corrigindo
̂́ ualquer deficiencia, quer mediunica quer organica. E de grande eficiencia e
q
̃ tilidade nas sessoes de caridade e nas de desenvolvimento.
u
́ onvem lembrar que, por muitos chamados de Corrente Vibratoria, sempre
C
f́oi usada pelos seculos afora nas diversas escolas e rituais, inclusive pelo Mestre
Ĵesus, que assim procedia quando se punha em harmonia com as potencias divinas,
e sintonizava sua Mente Espiritual com o PAI.
De joelhos sim!!

́ entro das varias rituálısticas que se desenvolvem nos terreiros de
D
́ mbanda, e comum vermos principalmente no inıcio e termino dos trabalhos
U
é̃spirituais o corpo mediunico com os joelhos no chao. Alguns veem esta postura
ćomo arcaica e sem sentido, porem nunca se deram ao trabalho de analisarem
detidamente tal comportamento.
̃́ do conhecimento geral que as primeiras religioes do globo terrestre ja
E
ĩnseriam a genuflexao em seus rituais, exteriorizaçao de respeito junto ao Criador e
t́̃ambem manifestaçao de humildade que todos devem ter, seja para com o Divino,
śeja para com o proximo. Da mesma forma, o ato de postar-se de joelhos fazia e faz
́̃ er aos fieis que assistiam ou assistem uma manifestaçao de religiosidade, a
v
śeriedade, o respeito e a simplicidade do sacerdote e dos mediuns, frente ao plano
espiritual superior. A
̃ implantaçao do ajoelhar-se tem como finalidades mostrar a
̂ eus todo o nosso carinho, obediencia, respeito e amor e o quanto somos
d
̂ equeninos diante do universo criado por Ele; e para passar a assistencia que aquele
p
esp
̃ aço de caridade tem a exata noçao do papel que desempenha como instrumentos
́ e trabalho dos bons espıritos.
d
Ínfelizmente, e do conhecimento de todos que, ao lado de criaturas
̃ umildes, simples, meigas e caridosas que estao sempre dispostas a dar seu suor à
h
Umbanda, existem outras tantas orgulhosas, vaidosas, “auto-suficientes”, que
procuram a todo custo imporem-se aos demais, maximizando suas “qualidades” e
minimizando as virtudes alheias.
Ostentam falsas conquistas, querendo submeter todos a seus caprichos.
̂̃ ontudo, nada mais doloroso e incomodo para estas pessoas do que ficar em posiçao
C
̂ e subserviencia, de aparente inferioridade. Tal postura lhes sangra a alma e lhes
d
́̃ prime o petreo coraçao.
o
S̃uas visoes ofuscadas nao conseguem enxergar que tal rito e para seu
́̃ roprio bem, para sua propria libertaçao dos sentimentos mesquinhos e posterior
p
ẽlevaçao espiritual, pois auxilia na quebra da vaidade e da soberba.
́ lguns ate podem dizer que ao postar-śe de joelhos, o medium pode ter em
A
mente pensamentos opostos̀̃́ aquela posiçao. Mas aı meus irmaos e que termina
a tarefa dos encarnados e inicia-s̃e o processo de assepsia e lapidaçao dos arrogantes
vaidosos se feito pelos amigos de Aruanda, e assim, dando luz a estas pessoas e
reconduzindo-as ao rebanho Divino.
Joel̃hos ao chao sim!




ENTRAR NA CASA DO SANTO?

Ao entrar, devemos cumprimentar:
• Ogun de ronda.
• Casa da Padilha.
• Casa de Exu.
• Casa dos Malandros.
• Casa de Omulu.
• Cruseiro
• ́ asa da Vovo.
C
• Casa do Marujo.
• ̃ asa do Bezerra de Menezes. (Em construçao)
C
• Casa de Rojick (Marujada – ẽm construçao)
• ́̃ onco da Mae de santo.
R
• ́ onco dos Filhos de Santo.
R

̃̀ edir a bençao a Mae de Santo (de joelhos).
P
̃ edir a bençao as Maes e Pais Pequenos.
P
̃̂ edir a bençao a Iabasse.
P
̃ edir a bençao as Ekedis.
P
Filhos Borizados.
Pedir a bễnçao a todos os irmaos.
̂̃́ o tomar a bençao de um irmao, estamos pedindo a bençao de seu Orixa.
A
̃ endo feito este ritual, devemos tomar banho de ervas ou de sabao de coco ou sabao
T
́̂̃ a costa. Que e de suma importancia. Nao devemos estar o corpo “sujo”, para
d
participar de nenhum movimento da Casa.
̃́ obrigaçao do medium, cuidar, e manter a casa do santo sempre limpa e
E
́̃ rganizada. Assim como e obrigaçao do medium manter-se limpo tomando seu
o
banho de ervas ao chegar ao terreiro. Lembrando que tudo deve ser por AMOR e
com CARINHO.
**** POR TANTO, LEMBRE-SE, ALI TAMBEM E A CASA DO SEU SANTO !!!
CUIDE BEM DELA****

Conhecendo as ervas,
̂ olonia
C Elevante
Aroeira ̃ anjericao
M
Boldo ́ hapeu de Couro
C
Vencer Arnica
Arruda ̃ elao de Sao Caetano
M
̃ olhas de Algodao
F Śalvia
Quitico Abre Caminho
Alfazema Alecrim
Jasmin de Jardim Peregum
Para-raios ̃ spada de Sao Jorge
E
Assa Peixe Oriri
́ anaca
M Alfavaquinha
Mangerona Alfavaca
́ uine
G Negra Mina
Rosa Branca Erva doce
̃ ortela
H

̃́ lgumas ervas, sao encontradas frescas, essas devemos quina-las.
A
Como fazer um banho de ervas frescas?
́ m uma bacia de agua, colocamos a erva lavada, e diante dos caboclos
E
ácendemos uma vela, esfregamos a erva ate que a agua esteja verde..(sumo).
́Devemos coar e a erva triturada, que deve ser colocada aos pes de uma planta.
̃́ ntao, este banho, esta ABENÇOADO, ele esta ENERGIZADO. Algumas ervas deverao
E
ser fervidas: ESPADA DE SAO JORGE * QUITOCO * NEGRA MINA * (E OUTRAS). .
ATENÇÃO:

SO DEVEMOS COLOCAR NA CABEÇA (ORI), A ERVA DO SEU ORIXA, OU AS
CHAMADAS ERVAS FRESCAS, QUE SERAO DETERMINADAS PELA MAE DE SANTO.



CONDUTA MORAL, ESPIRITUAL E FÍSICA DOS MÉDIUNS DE UMBANDA

́ anter dentro e fora do Centro, isto e, a sua vida RELIGIOSA ou
M
́̃ ARTICULAR, conduta irrepreensıvel, de modo a nao ser alvo de crıticas, pois
P
́ ualquer deslize neste sentido ira refletir no Templo e mesmo na UMBANDA de
q
forma geral.

• Procurar INSTRUIR-SE nos assuntos espirituais elevados, lendo os livros
ĩndicados pela direçao do Templo, bem como assistindo palestras e
participando dos estudos.
• Conserve sua SAUDE PSIQUICA, vigiando constantemente o aspecto MORAL.
• ̃́ ao alimente vibraçoes NEGATIVAS de odio, rancoŕ, inveja, ciume, etc.
N
• ̃́ ao FALE mal de ninguem, pois nao e juiz, e via de regra nao se pode chegar
N
às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos.
• ̃́ ao JULGUE que o seu GUIA ou PROTETOR e o mais forte, o mais sabido,
N
muito mais “tudo” do que o do seu IRMAO, ap
́ arelho tambem.
• ̃ ao VIVA querendo impor seus dons MEDIUNICOS, comentando
N
insistentemente, os efeitos do SEU GUIA ou PROTETOR.
• ̃̂ udo isso pode ser bem PROBLEMATICA e nao se esqueça de que voce pode
T
ser TESTADO por outrem e toda sua conversa vaidosa, ruir fragorosamente.
̂De PAZ ao seu PROTETOR no ASTRAL, deixando de falar tanto no seu nome. Assim
̂́voce esta FANATIZANDO e aborrecendo a ENTIDADE, pois, fique sabendo, ELE, o
PROTETOR, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho”,
• ŝobre voce, tem ORDENS AMPLAS e po
́ de disciplina-lo. Cassando-lhes as
LIGAÇOES MEDIUNICAS; e mesmo infringindo-lhe castigos materiais,
̂ rganicos, financeiros e etc.
o
• ̃́ uando for para o RITO, nao va aborrecido, e quando la chegar, nao procure
Q
conversas FUTEIS.
• RECOLHA-SE a seus pensamentos de FE, de PAZ e, sobretudo de CARIDADE
́ ura, para com o proximo.
p
• LEMBRE-ŜE sempre de que sendo voce um MEDIUM considerado, pronto ou
́̂ ESENVOLVIDO, e de sua conveniencia tomar banhos propıcios e
D
determinando por sua ENTIDADE. Se for MEDIUM em desenvolvimento,
́ rocure saber quais os banhos e defumadores mais indicados, o que sera
p
dado pela DIREÇAO do Templo.
• ̃ ao use “GUIAS (FIO DE CONTA) de qualquer natureza sem ordem
N
ćomprovada de sua ENTIDADE PROTETORA, responsavel direta e testada no
̃ emplo, ou entao soment̃e por indicaçao do MEDIUM CHEFE, a MAE DE
T
SANTO.
• ̃ ao se preocupe em saber o nome do seu PROTETOR (tentar adivinhar)
N
á ntes que lhe julgue NECESSARIO, TENHA PACIENCIA, e muito importante
̂̃ ara voce, nao tentar reproduzir maneira alguma, quaisquer gestos ou
p
PONTOS riscados.
• ́ ada GUIA tem o seu proprio jeito e POSTURA, seu proprio modo de fala e
C
ẽ mitir o seu ILA (forma individual de se apresentar). Nao tente IMITAR
âquilo que ve.
̃̂́ ao mantenha convivencia com pessoas mas, invejosas, mal dizentes, etc.
N
Ísso e impo
́ rtante para o EQUILIBRIO DA SUA AURA, dos seus proprios
̃́ ensamentos tolerar nao e partilhar dela. Acostume-se a fazer todo BEM que
p
̂ uder, sem visar RECOMPENSAS ou AGRADECIMENTOS. Tenha animo forte
p
átraves de qualquer PROVA ou sofrimento, CONFIE e ESPERE. Faça
“recolhimentos” DIARIOS, afim de meditar sobre suas AÇOES, pelo ,menos
por trinta minutos.
Lembre-ś̃ e de que TODOS nos ERRAMOS, POIS O ERRO e da condiçao humana e,
́portanto, ligado a dor, a sofrimentos varios e consequentemente,
ã̂s liçoes com suas experiencias... sem DOR, sofrimentos, liçoes, experiencia,
̃́ ao ha CARMA, nao ha HUMANIZAÇAO nem polim
n ́ ento ıntimo.
**SOMOS UM CRISTAL BRUTO DIANTE DE DEUS, E PRECISAMOS NOS
LAPIDAR**

́̃ importante e que nao erre mais, ou melhor, que nao caia nos mesmos
O
erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da
REABILITAÇAO para isso, “mate” ã sua VAIDADE e nao se importe de maneira
alguma, com que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser
́̃ OLERANTE, COMPREENSIVO, HUMILDE, pois assim so poderao dizer boas coisas
T
ŝobre voce.
́̃ ele por sua saude fısica, com uma alimentaçao RACIONAL e equilibrada.
Z
̃ ao abuse de carnes vermelhas, fumo ou quaisquer excitantes.
N
̃ o dia de RITO, regule a sua alimentaçao e faça tudo para se encaminhar
N
aos trabalhos ESPIRITUAIS, LIMPO DE CORPO E ESPIRITO.
́̃ e vespera e apos a sessao nao tenha contato sexual.
D
Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o
́̃ EDIUM, os bons espıritos somente assistem, com precisao, se verificarem uma boa
M
̃́ ose de HUMILDADE OU SIMPLICIDADE NO CORAÇAO (e nao so nas palavras).
d
A VAIDADE, O ORGULHO E O EGOISMO, CAVAM O TUMULO DO MEDIUM.
Aprenda lentamente a ORAR confiando em JESUS, O REGENTE DO PLANETA TERRA.
Cumpra as ordens ou conselhos de seu PROTETOR, E E O SEU GRANDE E TALVEZ,
̃ NICO AMIGO DE FATO, e que a sua FELICIDADE. Seja PONTUAL em nao faltar os
U
RITOS QUE TIVER em seu TERREIRO.
MANTENHA um bom relacionamento com seus IRMAOS de FE, evitando
fofocas, dissabores e conversas improdutivas e invejosas. Ao encontrar um IRMAO
sozinho, aproxime-se dele, ESTENDA SUA MAO, procure saber se pode AJUDA-LO,
̂́ m dia voce podera tambem precisaŕ. Tendo duvidas sobre qualquer ASSUNTO
u
relacionado a sua ESPIRITUALIDADE, procure ajuda da ZELADORA da CASA, para
śolucionar duvidas e evitar conflitos.
̃ odas as funçoes de uma casa SAO IMPORTANTES, dentro de uma
T
̃ rganizaçao de um TERREIRO, O RESPEITO E A DISCIPLINA devem ser sempre,
o
é̂lementos basicos da convivencia entre todos. Cuidado com a INVEJA E A VAIDADE.

PARA REFLETIR:
NAO CRITIQUE!
PROCURE ANTES, COLABORAR COM TODOS SEM FAZER CRITICAS.
A CRITICA FERE E NINGUEM GOSTA DE SER FERIDO.
E A CRIATURA QUE GOSTA DE CRITICAR, AOS POUCOS SE VE
ISOLADA DE TODOS.
SE VIR ALGUMA COISA ERRADA, FALE COM AMOR E CARINHO PROCURANDO
AJUDAR. MAS, SOBRETUDO, PROCURE CORRIGIR OS OUTROS, ATRAVES DO SEU
PROPRIO EXEMPLO.

Ainda sobre a história da Umbanda.

̃́ umbanda foi fundada no dia 15 de novembro de 1908 em uma Federaçao Espırita
A
́̃na cidade de Niteroi, Rio de Janeiro. Naquela ocasiao, Zélio Fernandino de Moraes,
̀̃́orientado por um amigo de seu pai, foi levado a Federaçao Espırita devido a uma
aparente cura qu ́ e havia recebido, pois de forma inexplicavel pela medicina, curou-
́se de uma estranha paralisia no qual fora acometido. Chegando la, foi convidado pelo
̃dirigente a participar da sessao que ali ocorreria.


̃́Iniciada a sessao, Zelio, tomado por uma força desconhecida, levantou-se dizendo:
“Aqui está faltando uma flor!”̃ e, contrariando as normas que nao permitem o
̃afastamento de qualquer integrante da mesa durante a sessao, foi ao jardim e voltou
portando uma rosa branca, que colocou sobre a mesa. Aquela atitude provocou uma
grande estranheza entre os membros que ali estavam. Com a “corrente” recomposta,
̃́houve uma manifestaçao de varios espıritos de indıgenas e de escravos africanos
́nos mediuns presentes, quando o dirigente do trabalho advertiu tais espıritos os
convidando a se retirar devido ao seu suposto atraso espirit́ual. Zelio, ainda tomado
por aquela força estranha, relata que apenas recorda de ouvir sua voz questionando
̂̃́o porque daqueles dirigentes nao aceitarem a comunicaçao de tais espıritos e os
̀̃considerarem atrasados devido as suas cores e posiçoes sociais enquanto vivos. Na
́tentativa de afastar o espırito desconhecido incorporado em Zelio, um dos
́responsaveis pela mesa questionou:
“Afinal, porque o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a
manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados,
são claramente atrasados? E qual é o seu nome, irmão?”

́A resposta manifestada atraves de Zelio foi:

“(...) se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã
estarei na casa deste aparelho (Zélio), para dar início a um culto em que estes
pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o
plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes,
simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos encarnados e
desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja Caboclo das Sete
Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim.”


́̃No dia seguinte, a casa de Zelio recebeu membros da Federaçao Espırita, parentes,
̀amigos e desconhecidos, e as 20h o Caboclo das Sete Encruzilhadas se manifestou
́̃em Zelio e declarou que, a partir daquele momento, uma nova religiao se iniciava,
́onde os espıritos de ındios e de negros escravos poderiam trabalhar ajudando seus
̃irmaos encarnados, independentemente da sua c̃or ou posiçao social, e que seu
nome seria umbanda. O grupo fundado naquela noite pelo Caboclo das Sete
́Encruzilhadas recebeu o nome de Tenda Espırita Nossa Senhora da Piedade, pois a
tenda acolheria os que a ela recorressem em busca de ajuda.
No ano de 19 ́ 08,O Cabolclo das Sete Encruzilhadas, incorporou no medium Zelio
Fernandino de Moraes, trazendo a seguinte mensagem:
̃“Sou o caboclo das Sete Encruzilhadas e trago a missao de estabelecer as bases da
́̂Umbanda, na qual espıritos de ındios e de escravos vem cu ̃ mprir determinaçoes do
Astral”,
Assim se iniciou a Umbanda!
Instruções Gerais de Conduta Moral, Espiritual e Física dos Médiuns de Umbanda.

• Manter dentro e fora do Centro, isto é, na su a vida religiosa ou particular conduta


Irrepreensível, de modo a não ser alvo de críticas, pois qualquer deslize neste sentido irá
refletir no Templo e mesmo na Umbanda de forma geral.
• Procurar instruir-se nos assuntos espirituais elevados, lendo os livros indicados pela
Direção do Templo, bem como assistindo palestras e participando dos estudos.
• Conserve sua saúde psíquica, vigiando constantemente o aspecto moral.
• Não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.
• Não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo
aspecto grosseiro dos efeitos.
• Não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, muito mais "tudo" do
que o de seu irmão, aparelho também.
• Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistenteme
nte, os feitos do
seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você
pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente.
• Dê paz ao seu protetor, no astral, deixando de falar tanto no seu nome. Assim você está se
fanatizando e aborrecendo a Entidade, pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo
"ordens e direito de trabalho" sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná
- lo, cassando -
lhe as ligações mediúnicas; e mesmo infringindo - lhe castigos materiais, orgânicos,
financeiros e etc.
• Quando for para ao rito, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas
fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com
o próximo.
• Lembre-se sempre de que sendo você um médium considerado pronto ou desenvolvido, é
de sua conveniência tomar banhos propícios determinados por sua entidade. Se for médium
em desenvolvimento, procure saber quais os banhos e defumadores mais indicados, o que
será dado pela Direção do Templo.
• Não use "guias" (colares) de qualquer natureza sem ordem comprovada de sua entidade
protetora responsável direta e testada no Templo, ou então, somente por indic ação do
médium chefe.
• Não se preocupe em saber o nome do seu protetor (tentar adivinhar) antes que ele julgue
necessário. É muito importante para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma
quaisquer gestos ou pontos riscados para o equilíbrio de sua aura, dos seus próprios
pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela. Seja paciente. Tudo acontece no
tempo de Deus, não no seu. Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar
recompensa ou agradecimentos. Esse bem se reverterá a seu favor.
• Tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere.
• Faça “recolhimentos” diários, a fim de meditar sobre suas ações, pelo menos por 30
minutos.
• Lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é da condição humana e, portanto ligado
à dor, a sofrimentos vários e consequentemente, às lições com suas experiências... Sem dor,
sofrimentos, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo.
O importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma
esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, "mate" a sua
vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a
seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão
dizer boas coisas de você.
• Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada.
• Não abuse de carnes vermelhas, fumo ou quaisquer excitantes. • Não mantenha
convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc. Isso é importante.
• No dia de rito, regule a sua alimentação e faça tudo para se encaminhar aos trabalhos
espirituais, LIMPO DE CORPO E ESPÍRITO.
• De véspera e após a sessão, não tenha contato sexual.
• Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o médium, os bons
espíritos somente assistem com precisão, se verificarem uma boa dose de HUMILDADE ou
simplicidade NO CORAÇÃO (e não só nas palavras). EQUILIBRIO E SERIEDADE,
palavra de ordem do Médium.
• A VAIDADE, O ORGULHO E O EGOÍSMO CAVAM O TÚMULO DO MÉDIUM.
• Aprenda lentamente a orar confiando em JESUS, o regente do planeta Terra. Cumpra as
ordens ou conselhos de seu protetor. Ele é seu grande e talvez único amigo de fato e quer a
sua felicidade.
• Seja pontual e não faltar aos ritos que tiver em seu terreiro.
• Mantenha um bom relacionamento com seus irmãos de fé evitando fofocas, dissabores e
conversas improdutivas e invejosas.

Não oriente seu irmão sobre assuntos que desconhece. Você pode rá prejudicá-lo, ou lhe
causar transtorno.
Esteja presente, sempre que puder, em se u terreiro. Ele se move também com sua energia.
Seu compromisso não é apenas com os seus guias, é com toda a espiritualidade. Sua presença
é sempre aguardada.
As Leis supremas devem ser respeitadas! Em seu terreiro também existem Leis e regras.
Respeite as dando o exemplo.
A Umbanda é caridade, e o seu terreiro sobrevive de doações de amigos e consulentes, mas
existem obrigações legais que devem ser cumpridas, portando, esteja sempre em dia com
elas, (sua mensalidade). Sem ela, não se poderia um terreiro sobreviver. Esse também é seu
compromisso. Cumpra-o !!!

“A CASA ESPIRITA NÃO É FONTE DE MILAGRES, MAS REDUTO DE LUZ,


CASA ABENÇOADA ONDE APRENDEMOS A CRESCER MORALMENTE POR
MEIO DO TRABALHO CONSTANTE E DISCIPLINADO EM FAVOR DE NÓS
MESMOS!!! “
ERVAS

Alfazema

Sem Erva não tem Axé


. Está aí a regra número um nos cultos de origem
ro. af

Se a mata possui uma alma além do mistério estafolha, é a que a mantém viva pela
respiração, que a caracteriza pela cor e aparência,
que sombreia seu solo permitindo, através
do frescor, a propensão à semeadura.
“Kosi ewe, kosi Orisa”, diz um velho provérbio nagô
: "sem folha não há Orixá", que pode
ser traduzida por "não se pode cultuar orixás sem sar asu folhas", define bem o papel das
plantas nos ritos.
O termo folha (ewe) tem aqui um duplo sentido,teral, o li que se refere àquela parte dos
vegetais que todos nós conhecemos, e o figurado, e sequrefere aos mistérios e encantamentos
mais íntimos dos Orixás.
Mas o que isto tem a ver com o Orixá? É que o culto
aos deuses nagôs se ergue a partir de
três ewes: o conhecimento , o trabalho e o prazer , um amálgama de concentração e
descontração passível apenas de ser vivido, jamais de ser entendido em sua largueza e
profundidade.
O ewe do conhecimento é aquele que manipula os vegetais, conhece suas opriedades
pr e
as reações que produzem quando se juntam, é também aquele que conhece os encantamentos,
sem os quais as energias, para além da química, senãodesprendem dos vegetais.
O ewe do trabalhoé aquele que, na disciplina e aparente banalidade do cotidiano da
comunidade de terreiro, vai "catando as folhas"çadas
lan aqui e ali, pela observação silenciosa
e astuciosa, com as quais vai construindo seu io própr
conhecimento; sem o mínimo de
"folhas" necessárias não se caminha sozinho. Só dá "folha"
se a quem é digno e sabe guardar,
a quem trabalha, a quem é presente. Só cata "folha" quem tem a sagacidade de entender a
linguagem dos olhares.
O ewe do prazeré aquele que produz boa comida, boa conversa, música
boa e boa dança,
todas quatro povoadas de folhas e "folhas" paramquetem olhos de ver. O Orixá só vive se for
alimentado, só agradece pela comunhão, só se mostrapela dança, só se apresenta pela alegria
da música e só fala por ewe. Sem ewe não se entende
os Orixás.
NÃO EXISTE ORISÁ SEM FORÇA DA NATUREZA.
Falar das folhas no culto afro-brasileiro é muito omplexo,
c pois
nas diversas nações que existem dentro do culto, folhas
as recebem
nomes e funções diferentes.
As folhas de determinado orixá entram também no to cul
de outro,
pois existem combinações de folhas de um orixáopara outro.
A nomenclatura das folhas, tanto em português oquant em yorubá,
varia muito, mas vamos destacar os nomes maisares. popul Manjericão
Os pajés utilizavam ervas medicinais e rezas para fastara maus
espíritos, esta prática tornou-se cada vez mais al, usu
porém com o aumento da população, os
Portugueses começaram a enviar mais missionários médicos
e para interromper estas práticas, e a
população começou a procurar os pajés em menorüência freq e as escondidas.
Muitas mulheres desta época se interessaram pelas rvas medicinais
e que os pajés utilizavam, e por
não conhecer as rezas que eles faziam misturavam zas dere santos Católicos com estas ervas
criando-se assim as famosas rezadeiras e curandeiras do Brasil. Por isso que a influência indígena é
tão forte na Umbanda, com seus Caboclos, entidades representantes destes índios que aqui estavam
quando os colonizadores chegaram.
Existem diversas folhas com diversas finalidades combinações,
e nomes e considerações dos
nomes, fato que muito impressiona a quem as manipul am dentro de Axé. Temos que ter muita
consciência de como usá-las para que não sejamos gos pede surpresa por energias que são
invocadas quando a maceramos, quando colocamos mooda suErva em contato com nosso corpo,
quando a colhemos. Porém folha é para trazer energi as boas e positivadas, tirar energias ruins e
maléficas em muitos casos, trazer resposta desealgo é necessário para o individuo que a usa.
As plantas são usadas para lavar e sacralizarjetos os obrituais, para
purificar a cabeça e o corpo dos sacerdotes nas pasetainiciáticas, para
curar as doenças e afastar males de todas ass.origen Mas a folha ritual
não é simplesmente a que está na natureza, mas la aque
que sofre o
poder transformador operado pela intervenção de ãe,Oss
cujas rezas e
encantamentos proferidos pelo devoto propiciamberação a li do axé
Peregum nelas contido. Há algumas décadas a florestaparte fazia do cenário e as
folhas estavam todas disponíveis para colheitacralização.
e sa Com a
urbanização, o mato rareou nas cidades, obrigando s devotos
o a manter pequenos jardins e hortas
para o cultivo das ervas sagradas ou então secar deslo
para sítios afastados, onde as plantas podem
crescer livremente. Com o passar do tempo, novas pecializações
es foram surgindo no âmbito da
religião e hoje as plantas rituais podem ser adquir
idas em feiras comuns de abastecimento e nos
estabelecimentos que comercializam material deo. cult Exemplo maior, no Mercadão de
Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro, pródigo a oferta
n de objetos rituais, vestimentas e
ingredientes para o culto dos orixás, mais de vinte
estabelecimentos vendem, exclusivamente, toda
e qualquer folha necessária aos ritos. Bem longe natureza.
da
O elemento vegetal é muito importante para a manute nção e
equilíbrio dos seres vivos. Através de processos riados
va os
vegetais retiram o Prana da natureza, seja através
do Sol, da Lua,
dos planetas, da terra, da água, etc. São, portanto
, grandes reservas
de éter vital e que através dos tempos, o ser human o, descobriu
estas propriedades. Usamos os vegetais, desde mentação
a ali até a
magia, sempre transformando a energia vital, através de processos Abre Caminho
e rituais.
EFEITO DA L UA :

Os vegetais são diretamente influenciados pela


natureza. A lua e o sol são os astros que muito
influenciam a absorção do Prana e devemos conhecer
estas influências.
Dentre as quatro fases lunares, que tem duração de
sete dias cada, temos duas fases que chamamos de
quinzena positiva, propícia para a colheita de serva
para
Alecrim rituais diversos na Umbanda (banhos, defumações, c.) eet
nas outras duas temos a quinzena negativa, pois a
concentração de éter, nas folhas, frutos e flores,
é muito
baixa.
Os vegetais são de maneira geral, condensadores das
energias solares e cósmicas. Há ervas que recebem
influxos mais diretos de certos planetas ou luminar es,
sendo, portanto, ervas particulares desses planetasOs
corpos celestes são a concretização de certas Linhas
de
Forças de um determinado Orixá, assim, por extensão ,
Guiné
temos ervas de determinado Orixá.

Lua Nova:
Esta fase lunar caracteriza-se pela “ausência”a.
da lu
É a primeira fase da quinzena positiva, pois o vital
éter
concentra-se na parte superior do vegetal, istonas é,
folhas, frutos, flores e caules superiores. Assim,
é uma
das fases propícias para a colheita de elementos
getais.
ve

Colônia Lua Crescente:


É a fase complementar, ou segunda fase da quinzena
positiva. O éter vital, ou corrente Prânica, ainda
está nas
folhas, flores e frutos. Está se dirigindo das extre
midades
das plantas para o seu centro.

Lua Cheia:
É a fase que está na quinzena negativa, não sendo o
melhor ciclo para a colheita de ervas, para efeitos
ritualísticos, pois o Prana ou éter vital está no aulec
principal e dirige-se às raízes, para completar
iclo.
oc

Sementes, cascas e raízes Lua Minguante:


Nesta fase lunar, o Prana concentra-se na raiz,
vitalizando-a, permitindo que ela extraia os nutrie
ntes
necessários do solo.
Não é uma fase propícia para a colheita de ervas,
ois está
p
na quinzena negativa.
COLETA :

Se for possível coletar pessoalmente as ervas,lhoro me


horário será logo ao amanhecer.
Pede-se licença ao Orixá Ossãe e Oxossi, pois são, essesrespectivamente, os Orixás das
plantas e ervas medicinais e ritualísticas e o or
Senh
das matas e florestas em geral.
É importante, que no instante em que forem retirar s ervas,
a mentalizem e peçam para
que, na finalidade desejada, possam usufruir todas as energias, que estão contidas nestes
vegetais.

O BANHO DE ERVAS :

O banho de ervas, até como tratamento, não é igião


de relalguma, é da própria natureza.
Se na Umbanda o utilizam, é porque os própriosritosespídesencarnados que se apresentam
como pretos-velhos, caboclos, crianças etc., conhec em esses princípios e os utilizam
largamente. Seus princípios iniciáticos estão ionados
relac a eles, mas não pode ser esse o
motivo da não utilização correta e digna da energia
vegetal também pelos espíritas.
As ervas detêm grande quantidade de Axé (Energiaico-universal,
mág sagrada) quem bem
combinadas entre si, detém forte poder de limpeza
a aura
d e produzem energia positiva.
Um banho, com o Axé das ervas dos Orixás, age sobre a aura eliminando energias
negativas, produzindo energias positivas.
Um banho de ervas reúne as ervas adequadas aaso, cadaagindo
c diretamente sobre esses
distúrbios, eliminando os sintomas provocados acúmulo
pelo de energias negativas.
Medicinas como a Ayurvédica (hindu), a chinesa,ibetana,
a t o xamanismo, a medicina
alopática e a homeopatia fazem uso desses recursos
naturais há tempos. O uso correto e ético
opera verdadeiros "milagres da natureza".
Podemos usar a energia da natureza como auxílio tratamento
no de depressões, insônia,
ansiedade, angústia e uma série de doenças crônicas
.
Com bom senso e é claro, com o acompanhamento omédic necessário, tratando o espírito
e o corpo (já que as doenças se propagam do perispí rito para o corpo físico), nós todos
podemos crescer como médiuns e espíritos mais ientes,
consc e por isso mesmo, mais abertos
e livres.

A DEFUMAÇÃO :

No dicionário, defumar significa "queima, esp. sobr


e brasas, de ervas, resinas e raízes
aromáticas (alecrim, benjoim, alfazema etc.) para erfumar
p ambientes; 2.1 essa mesma
queima usada para espantar malefícios e atrairsorte".
boa
O que o dicionário não diz é que a Ciência estáseem utilizar dos princípios ativos das
plantas e de suas correlações energéticas para
sformar
tran padrões e registros densos em sutis,
alterando toda a vibração do ar e da energia doiente.
amb O fogo também tem seu aspecto
eólico que fica impregnado pelos vegetais colocados
sobre a brasa.
Esse conhecimento é muito antigo e até hoje é ado utilizpela Igreja, pelos umbandistas,
rosa-cruzes, taoístas, tibetanos etc. Na Grécia
iga,
Antos sacerdotes tinham predileção pelas
folhas de louro e no Antigo Egito pela Artemísia,
ntree outras. As ervas utilizadas ordenam as
novas energias.
SACUDIMENTOS E DESCARREGOS :

As ervas também são usadas na forma de ramas os e galh


que são “batidos” nas pessoas,
residências e até mesmo objetos, com o objetivo desprender
de as cargas negativas e larvas
astrais que possam estar aderidas a estes.
Quando feito numa residência deve ser feito batendo
as folhas nos cantos opostos de cada
cômodo, fazendo um “X” no cômodo. Começa-se do cômo do mais interno para o mais
externo do imóvel.
Quando feito em uma pessoa ou objeto, faz-se em z na
cruordem: frente, costas, lado
direito e lado esquerdo.
As folhas depois de usadas devem ser partidas pachadas
e des junto a algum lugar de
vibração da natureza, de preferência direto sobre
solo.o

ERVAS DOS ORIXÁS :

De uma forma geral, toda erva, toda folha, pertence à Ossãe! Segundo a mitologia
africana, Yansã achando isso injusto, usou seus tosvenpara espalhar as ervas e desse modo
cada Orixá poderia apanhar as que lhe interessasse.
Contudo o conhecimento sobre o uso de
cada uma delas pertence somente a Ossãe!
Ossãe é a folha em si mesma, seus mistérios, ngredientes
seus i que podem salvar ou
matar, acalmar ou enlouquecer, elucidar ou alucinar
. Ossãe é o movimento da inteligência
humana, é o âmago das ciências médicas com suas lhas”“fosintéticas, seus aparatos que vão
muito além das possibilidades dos sentidos. Por
o seisscanta ao se colher folhas na mata, para
propiciar nas folhas o que os olhos não vêem, lembrar
para que a mistura de folhas escolhidas
é fruto de um ato pensado.
A mata aos olhos do nagô é um convite à reflexão a purificação
e e não um objeto de
manipulação. Não se entra na mata sem antes pediricençal e presenteá-la, a mata é, antes de
tudo, um deus vivo e com vontade própria, aliado
mo coresto da Natureza.
Só se encontra na mata aquilo que a mata mostra, rtanto
po é preciso conversar, dialogar,
entrar num acordo. Não se entra na mata em vão,senão pega mais folhas do que o preciso,
não se caça o desnecessário, não se acende vela,
o se usanã vasilha que não seja feita de folha,
não se destrói, não se suja, não se maltrata.
A importância de Ossãe é tal que nenhuma cerimônia pode ser realizada sem sua
interferência.

Ewá Arrozinho, baronesa (alga ), golfão.


Exu Pimenta, capim tiririca, urtiga. Arruda, salsa,
hortelã. (Em algumas Casas: Brinco
de Princesa, Fedegoso).
Iansã Cana do Brejo, Erva Prata, Espada de Iansãserve (não para banho), Folha de
Louro (não serve para banho), Erva de Santa Bárbara, Folha de Fogo, Colônia,
Mutamba, Folha da Canela, Folha de Alho, Alfavaquin ha, Erva Tostão,
Peregum amarelo, Catinga de Mulata, Parietária, a Raio.
Par (Em algumas casas:
Catinga de mulata, Cordão de frade, Gerânio corr-odsea- ou vermelho, Açucena,
Folhas de Rosa Branca .)
Ibeiji Jasmim, alecrim, rosa.
Logum Edé As mesmas de Oxum e Oxossi.
Nana Colônia, Manjericão Roxo, Taioba (não servea par banho), Ipê Roxo, Erva de
Passarinho, Dama da Noite, Folha da Quaresma,nha, JarriParioba, Golfo
Redondo, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá. Em algumas
( casas: assa
peixe, cipreste, erva macaé, dália vermelho escuforalh,a de berinjela, folha de
limoeiro, manacá, rosa vermelho escura, tradescância .)
Obá Candeia, nega mina, folha de amendoeira, ipoméi a, mangueira, manjericão,
rosa branca.
Obaluaiê Canela de Velho, Barba de Velho, Ervaassarinho, de P Cinco Chagas, Fortuna,
Hera, Folha de Loko, Taioba (não serve para banho), Erva de Bicho, Barba de
Milho. (Em algumas casas: cuféia -sete sangrias, erva-des-psarinho, canela de
velho, quitoco, Zínia .)
Ogum Peregum (verde), São Gonçalinho, Quitoco, ô, Mari
Lança de Ogum (não serve
para banho), Coroa de Ogum (não serve para banho), Espada de Ogum (não
serve para banho), Canela de Macaco, Folha de Mangu eira, Erva Grossa,
Parietária, Língua de Vaca, Mutamba, Palmeira dodê, Den Taioba (não serve
para banho), Alfavaquinha, Bredo, Cipó Chumbo. Em algumas
( casas: Aroeira,
Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém PodeF,olhas de Romã, Flecha de
Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba .)
Ossãe Manacá, quebra-pedra, mamona, pitanga, ba, jurubecoqueiro, café. Em (
algumas casas: alfavaca, coco de dendê, folha do juízo, hortelã, jenipapo, lágrimas de
nossa senhora, narciso de jardim, vassourinha, verbena .)
Oxalá Tapete de Oxalá (Boldo), Saião, Sândalo, Malva Branca, Colônia, Patchouli,
Alfazema, Manjericão Branco, Folha do Cravo da a, Índi
Neve Branca, Folha
de Algodoeiro, Salsa da Praia, Folha de Parreira, osa RBranca, Folha de
Laranjeira. E( m algumas casas: poejo, camomila, chapéu de courcoo,entro, gerânio
branco, arruda, erva cidreira, alecrim do mato,tehlão,r folhas de girassol, agapanto
branco, aguapé (golfo de flor branca), alecrim doartha, alecrim de tabuleiro, baunilha,
camélia, carnaubeira, cravo da índia, fava pichfuarvi,a de tonca, maracujá (flores),
macela, palmas de jerusalém, umbuzeiro, salsa da praia .)
Oxossi Alecrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Peregu m (verde), Taioba (não
serve para banho), Espinheira Santa, Jurema, Juremi nha, Folha de Mangueira,
Couve, Jurubeba, Bredo sem Espinho, Capela, Jarrinh a, Desata Nó.Em ( algumas
casas: Erva de Oxossi, Erva da Jurema, Alfavaca, Caiçara, Eucalipto .)
Oxum Colônia, Macaçá, Oriri, Oripepê, Macaçá, Jasmi m, Pingo D’água, Agrião,
Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula,rciso, Na Alfavaquinha,
Malva Branca, Folha de Fortuna, Rama de Leite, Folha de Vintém;
Vassourinha e Erva de Santa Luzia (não servem para banho) ( . Em algumas casas:
Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, TrevoedAoz ou grande, Chuva de Ouro,
Manjericona, Erva Sta. Maria .)
Oxumarê Mesmas de Oxum.
Xangô Erva de São João, Erva de Xangô, Nega Mina, de Erva
Santa Maria, Jarrinha,
Beti, Elevante, Cheiroso, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho,
Erva Tostão, Bico de Papagaio, Alfavaquinha, Mutamba, Mal-me-quer Branco
Caruru, Para raio, Umbaúba. Em( algumas casas: Xequelê, Manjericão Roxo .)
Yemanjá Colônia, Golfo de Baronesa, Pata de Vaca, amaRde Leite, Jarrinha, Abebê,
Bredo sem Espinho, Alfavaquinha, Malva Branca, Capel a, Folha de Neve
Branca, Manjericão Branco, Embaúba. Em (algumas casas: aguapé, lágrima de
nossa, araçá da praia, flor de laranjeira, guabiaro,bjasmim, jasmim de cabo, jequitibá
rosa, malva branca, marianinha - trapoeraba azul, m usgo marinho, nenúfar, rosa branca,
folha de leite .)

ERVAS E USOS :

As ervas também tem propriedades energéticas as


própri
independentes dos orixás a que
pertencem, seu uso deve sempre seguir a recomendaçã
o dos guias ou dirigentes da casa.

É um maravilhoso afugentador de larvas astrais,orazã pela qual se


Alecrim de Tabuleiro
deve usá-lo nos defumadores.
Seus galhos são usados nos locais em que o homem erce ex
suas
Amendoeira
atividades lucrativas.
Sua flor espanta influências malignas e neutraliza
a emissão de ondas
Angélica negativas. A flor também é usada como ornamentoá-se e dde
presente na vibração do que se quer.
Angelim - amargoso São aplicadas em banhos fortes de descarrego, com propósito
o de
– Morcegueira destruir os fluidos negativos, realizando um excele
nte descarrego.
Arrebenta Cavalo Empregada em banhos fortes do ço pesco
para baixo, em hora aberta.
Usada nos rituais contra maus fluidos e olho-grande
. O que é fácil de
Arruda perceber, pois se o ambiente estiver realmenteegado carr a arruda
morre.
É um poderoso defumador contra Kiumbas. O banho ém també
Bambu
excelente contra perseguidores.
Bardana Aplicada nos banhos fortes, para livrar
eoondas
d negativas e eguns.
Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos sacudi mentos
Beladona
domiciliares ou de locais onde o homem exerçadadesativi lucrativas.
É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a sbanho fortes para
Brinco-de-princesa
proteção.
A rama é empregada nos banhos de limpeza e o bulbo nos banhos
Cabeça-de-nego
fortes de descarrego.
Suas folhas secas e bagaços são usados em defumações para purificar
Cana-de-açúcar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois
essa defumação
afasta eguns.
Canjerana – Pau- Em rituais é usada a casca, para constituir pó,funcionará
que como
santo afugentador de eguns e para anular ondas negativas.
Erva sagrada de uso constante nas defumações periódi cas que se
Capim-limão
fazem nos terreiros. Propicia a aproximação deritos
espíprotetores.
Cardo-santo Essa planta afugenta os males, propicia
o aparecimento do perdido.
Somente é usada nos bori a espécie prateada. ras As out
espécies são
Embaúba
usadas nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho.
É positiva a limpeza que realiza e possante destruid ora de fluidos
Erva de Bicho
negativos.
Empregada nos banhos de limpeza, descarrego, sacudim entos
Erva-preá
pessoais e domiciliares.
Sua resina é colhida e reduzida a pó. Este pó,urado mist com
Estoraque Brasileiro benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defuma ção destina-
se a arrancar males.
Facheiro-Preto Aplicada somente nos banhos fortese limpeza
d e descarrego.
A fava é usada nas cerimônias do ritual, o frutousado
é depois de ser
reduzido a pó. Este pó é aplicado em defumaçõesimplesmente ou s
Fava de Tonca espalhado no ambiente. Anula fluidos negativos,genta afu maus
espíritos e destrói larvas astrais. Propicia proteç ão de amigos
espirituais.
No ritual de Umbanda e Candomblé usa-se o fruto, fava, a reduzida a
pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. lica-se,
Ap
Fava Pichuri
igualmente, em defumações que atraem bons fluidos. É afugentador
de eguns e dissolvedor de ondas negativas, anulando larvas astrais.
Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o oso fedeg realiza os
sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade ra pa limpar o solo
onde foram riscados os pontos de Exu e locais de.
Fedegoso Crista-de-
Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarreg o, pois é eficaz
galo
no afastamento de Eguns causadores de enfermidades e doenças.
Com flores e sementes desta planta é feito um pó, qualoé aplicado
sobre as pessoas e em locais; é denominado “oepó fazqubem”.
Empregada, em banhos fortes para pôr fim a padecimen tos de pessoa
Figo Benjamim
que esteja sofrendo obsessão.
Tem grande prestígio nas defumações, em face de anuladora
ser de
eguns e destruidora de larvas astrais. Nas defumaçõ es usam-se as
Girassol
folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das flores,
colhidas antes do sol.
Usada em banhos de cabeça para desenvolver a ia, vidênc
audição e
Gitó – carrapeta
intuição.
É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e
Guaxima-cor-de-rosa
domiciliares.
Ipê-amarelo Aplicada somente em defumações de ambie ntes.
Usada nos banhos de limpeza e descarrego dos de filhos
Ogum. Os
Jabuticaba banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir
forças para a luta.
Utilizada em banhos fortes para descarregar os osfilh atacados por
Lanterna Chinesa
eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu.
Laranjeira do Mato Seu uso se restringe a banhos
tes,for
de limpeza e descarrego.
Planta que simboliza a vitória, por isso pertenceIansã.
à É usada nas
defumações caseiras para atrair recursos financeiro s. Suas folhas
Louro – Loureiro
também são utilizadas para ornamentar a orla avessas
das tr em que se
coloca o acarajé para arriar em oferenda a Iansã.
Maminha de Porca Somente seus galhos são usados sacudimentos
em domiciliares.
É aplicada nos banhos fortes, misturada com aroeira, pinhão-roxo,
cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao
Mangueira
terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem ara pcobrir o
terreiro em dias de festa.
Colhido e seco, sua folha previne contra raiosriscos
e co em dias de
Manjericão-roxo tempestades, usando o defumador. Também é usada como
purificador de ambiente.
Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos,impezas
nas l pessoais e
Manjerioba domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre pescoço
do para
baixo.
Muito utilizado para afugentar eguns e destruirvas lar astrais. As
Mata Cabras pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir mãos ascom pano
ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada.
Pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa iciam
propdespensa
Milho
farta.
Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumaç ões pessoais,
Musgo-da-pedreira que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o
paciente do bem.
Seu uso ritualístico se limita à utilização do póue,qespalhado ao
Noz-moscada (Dandáambiente, exerce atividade para melhoria das condiç ões financeiras.
da Costa) É também usado como defumador. Este pó, usado nos çosbra
e mãos
ao sair à rua, atrai fluidos benéficos.
Ora-pro-nobis Afasta eguns e destrói larvas astrais
.
É utilizado por filhos de Xangô. Pois esta propicia melhores
Pessegueiro condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e afastando
Eguns.
Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. ta Es
planta
Pinhão Branco
possui o grande valor de quebrar encantos.
No ritual tem as mesmas aplicações descritas para pinhãoo branco. É
Pinhão Roxo poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, eém tambnos
sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos.
Taquaruçu – Bambu-
Os galhos finos, com folhas, servem para realizaracudimentos
s
amarelo – Bambu-
pessoais ou domiciliares.
dourado
Aplicada em banhos fortes, somente em casos de sãoinvade eguns.
Urtiga-mamão O banho emprega-se do pescoço para baixo. Esse banho destrói
larvas astrais e afasta influências perniciosas.
Vassourinha de BotãoMuito empregada nos sacudimentos pessoais e domicil iares.
Vassourinha de Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares.
Relógio
Vassourinha-de- Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde homemo exerce
igreja atividades profissionais
O PODER DAS ERVAS,SEGUNDO O ESPÍRITO ANDRÉ L UIZ - DO LIVRO NOSSOL AR :

"Comecei o trabalho procurando esclarecer os espíri tos perturbados que se mantinham


ligados ao doente. Mas tinha muita dificuldade,s poi estava muito abatido. Lembrei o quanto
seria bom ter a colaboração de Narcisa e tentei. ncentrei-me
Co em profunda oração a Deus e,
nas vibrações da prece, me dirigi a ela pedindo orro.
socContei-lhe, em pensamento, o que
estava acontecendo comigo, informando minhas intenç ões de ajudar, e insisti para que não
deixasse de me socorrer.
Foi então que aconteceu o que eu não esperava.isDepo de 20 minutos, mais ou menos,
quando eu ainda não havia terminado minha prece, guém al me tocou de leve no ombro. Era
Narcisa, que me atendia sorrindo:
- Ouvi seu apelo, meu amigo, e vim ao seu encontro. Fiquei muito feliz. A mensageira do
bem olhou o quadro, compreendeu a gravidade da ação
situe disse:
- Não temos tempo a perder. Antes de qualquer ,coisa aplicou passes de alívio ao doente,
isolando-o das formas escuras, que se afastaram diatamente.
ime
Em seguida, me chamou decidida:
- Vamos à natureza.
Acompanhei-a sem vacilar e ela, notando meu espanto , disse:
- Não é só o homem que emite e recebe fluidos.orças As f naturais fazem o mesmo, nos
vários reinos em que se subdividem. Para o caso nosso
do doente, precisamos das árvores.
Elas vão nos ajudar com eficiência.
Admirado com a nova lição, segui com ela em silênci o.
Quando chegamos a um local onde havia árvores enorm es, Narcisa chamou alguém, com
palavras que não pude entender. Logo em seguida, o entidades
oit espirituais atendiam ao
chamado. Muito surpreso, vi Narcisa perguntar onde poderia encontrar mangueiras e
eucaliptos. De posse da informação dos amigos,eram que totalmente estranhos para mim, a
enfermeira explicou:
- Estes irmãos que nos atenderam são trabalhadores o reinod vegetal.
E, diante da minha surpresa, concluiu:
- Como você vê, não existe nada inútil na casaeus. de DEm toda parte há quem ensine, se
houver quem precise aprender. E onde surge umauldade, dific surge também a solução. O
único infeliz na obra divina é o espírito irrespons
ável que se condenou às trevas da maldade.
Em alguns minutos, Narcisa preparou certa substância com as emanações do eucalipto e
da mangueira e, durante toda a noite, aplicamos eleaquremédio ao doente, pela respiração
comum e pelos poros.
Ele melhorou muito. Pela manhã, logo cedo, o médico afirmou muito surpreso:
- Ele teve uma reação incrível esta noite! Um verdadeiro milagre da natureza."
OBSERVAÇÕES :

Vegetais de Limpeza: Fogo e Terra


Vegetais Lustrais ou Energéticos: Ar e Água (ás sveze
terra).
Banho com sal grosso, só em último caso, tendossoa a peque se reenergizar depois, pois o
sal grosso faz o mesmo efeito no perispírito que
águaa nas roupas coloridas.
Amônia jamais!
Pontos de fogo só em casos extremos e tratamento pois.de
Para limpeza usam-se sempre s ervas em números res.
ímpa
Para energização usam-se sempre as ervas em número pares. (ou no número do Orixá).
Nos banhos de descarga usando-se ervas de fogo rra,e otemesmo deve ser feito do
pescoço para baixo.
Nos banhos lustrais ou energéticos usando-se de ervas
água e ar, o mesmo deve ser feito
da cabeça para baixo.
As ervas de Oxalá são brandas e atuam como equilíbr
io.
Nos banhos de fixação são usadas ervas no número Orixá.
do Podem ser acrescentadas
ervas de Oxalá, para abrandar ou equilibrar energia
s.
As folhas de Unha de Gato, Cansação, Urtiga, Pinhão Roxo, Pimenta, Tiririca do Brejo,
Joá, Dólar, Capim de Exu e Bananeira são de Exuo epodem nã ser usadas para banhos,
somente para energização de assentamentos de Exu.
Arruda, Pinhão Roxo, Espada de Ogum, Espada de Bárbara, Santa Aroeira, Olho de Santa
Luzia, Pau de Alho não são usadas para banho.
Pau de Alho pode ser usado em casos de vampirismo.

Você Aprendeu:
Qual a utilização das Ervas na Umbanda.; O efeito
a luad sobre as ervas; A colheita e uso em banhos,
efumações
d e sacudimentos; Quais são
as ervas de cada Orixá; O uso de algumas ervasfinalidades
para diversas; A explicação da função eitoefe
das ervas de acordo com o
espiritismo;
HIERARQUIA NA UMBANDA

Dentro dos terreiros de Umbanda existe organização e disciplina, além de todo um


tamanho dividem-se em parte administrativa e espiritual.
Estaremos falando agora a respeito dos cargos dentro da hierarquia espiritual mais
comumente encontrados nos Terreiros de Umbanda:

Babalorixá ou Ialorixá
É o dirigente do terreiro (Babalorixá se for homem e Ialorixá se for mulher).
Esta figura é a responsável espiritual por tudo que acontecer dentro da gira (antes, durante
e depois). Tanto o Babalorixá quanto a Ialorixá são também chamados de Pai
do Santo e Mãe de Santo. Algumas pessoas falam pai de santo e mãe de santo,
consideramos essa maneira incorreta, pois é na Lei do Santo que eles são Pai e Mãe.
Eles têm a função de cuidar e zelar da vida espiritual dos médiuns do terreiro, orientar e
dirigir os trabalhos abertos e fechados a público. São os responsáveis por fazer cumprir as
diretrizes estabelecidas pelo Astral, para o Terreiro.

Pai Pequeno e Mãe Pequena


São os futuros Babalorixá e Ialorixá. São a segunda pessoa dentro de um Terreiro de
Umbanda. Têm como função auxiliar o Babalorixá e a Ialorixá em todos os trabalhos.
Outras funções específicas variam de terreiro para terreiro.

Médiuns de Trabalho
São os médiuns que dão consulta, as suas entidades já riscaram ponto, deram nome, e
passou por alguns preceitos (isto também varia de terreiro para terreiro) que os firmaram
como médiuns. Alguns chamam de Médiuns prontos, outros de Médiuns batizados outros
de Médiuns feitos. Essa nomenclatura também varia de acordo com a orientação do
Babalorixá ou Ialorixá, da raiz da Casa ou ainda de estado para estado.

Médiuns em Desenvolvimento
São médiuns que como o nome já diz, estão em desenvolvimento. Dependendo do terreiro
eles podem dar passes, já incorporam uma ou outra linha, mas ainda não dão consultas e as
suas entidades ainda não deram nome ou não riscaram ponto. Estão sendo preparados para
tornarem-se médiuns de trabalho.

Médiuns Iniciantes
Também como o nome diz, são médiuns que ingressaram a pouco tempo no terreiro e
ainda não incorporam. Cambono (homem) e Samba (mulher).
São os responsáveis por atender as entidades, no que diz respeito a acender charutos, velas,
cachimbos, esclarecer a assistência o que a entidade está querendo dizer, coordenar a
entrada da assistência para consulta ou passe.
Transa
É a pessoa responsável por distribuir as fichas de atendimento (quando o caso) e coordenar
a entrada da assistência. Muitas vezes, dependendo do tamanho do terreiro acumula função
de cambonagem.

Curimbeiro, Tabaqueiro ou Ogã


É a pessoa que bate (toca) o tambor. Na realidade na Umbanda, a concepção de Ogã é
totalmente diferente do Candomblé e do Omolocô, onde a pessoa é preparada
especificamente para esse fim.
A função do tambor é a de ajudar na invocação das Entidades, deve ter toques harmoniosos
e diferenciados para cada Linha.

Deixemos bem claro que todas as funções são importantes dentro da organização de um
Terreiro e nenhuma é melhor ou pior que a outra, o respeito e a disciplina deve sempre ser
elementos básicos da convivência entre todos, deve-se tomar muito cuidado com a vaidade
e a inveja, sentimentos que devem ser sempre repudiados por todo e qualquer umbandista.
A gira mediúnica é o auge de uma reunião umbandista que é dividida em três momentos
básicos a saber:

-abertura, momento que se evocam as forças e entidades espirituais e se invocam as


bênçãos, proteções, pedidos e auxílios;
- a gira mediúnica, instante em que os médiuns incorporam as entidades espirituais para
atendimento ao público;
-encerramento, ou seja, o término da reunião, em que se agradece a assistência das forças e
entidades espirituais.

Os ritos e liturgias utilizadas nas reuniões do movimento umbandista, variam de terreiro


para terreiro, assim, como também, pode se diferenciar a decisão de como se processa a
gira mediúnica, que tipos de entidades se fará presente e como deverá se proceder o
atendimento ao público.
Isso acontece, por que os terreiros são células religiosas que se adequam a coletividade que
os rodeia, oferecendo dentro de um determinado padrão mínimo, os ritos, as liturgias, as
manifestações espirituais que mais afinizem com os adeptos e o público que freqüenta
determinada casa.

A Função da umbanda é isso, atender as necessidades espirituais essenciais do indivíduo,


mesmo que este processo se inicie por resolver suas necessidades materiais básicas,
permitindo um equilíbrio mínimo da sua existência.
Proporciona-se assim, condições estáveis a alma para realizar vôos evolutivos mais altos e
abrir sua consciência a entendimentos mais profundos e finalmente se religar a Deus.
Através do que já falamos, podemos chegar a conclusão que o atendimento ao público é o
objetivo primordial de todas as reuniões de um terreiro.
As pessoas que se encaminham a uma casa espiritual umbandista, possuem expectativas,
estão ansiosas para encontrar a solução de seus problemas, desejam sair dali pelo menos
reconfortadas, com esperança etc.
O público, portanto, deve ter um tratamento especial por parte dos dirigentes, dos
organizadores e do corpo mediúnico da casa.

Tudo deve ser voltado para se fornecer um bom atendimento ao público presente.

Devem ser bem recebidos, encaminhados a um local apropriado para assistirem a reunião,
informados de como se processará o andamento da mesma, como deve ser o seu
comportamento durante os trabalhos, em qual momento e como devem se dirigir aos
médiuns incorporados, se houver necessidade de se retirar antes da gira terminar como
fazê-lo, devem também ser indicados a eles os banheiros, aonde beber água etc. É de bom
tom, que o dirigente em algum instante na abertura, faça uma pequena e rápida preleção
(palestra) trazendo para o público, informações, avisos, ensinamentos e doutrina.

Na gira mediúnica devem incorporar somente os médiuns que já tiverem mais experiência
e estejam, como dizemos comumente, mais bem afirmados com suas entidades.
Desenvolvimento mediúnico deve ser uma reunião a parte e fechada ao público.

Após todos os médiuns incorporarem, os cambonos (pessoas que dão assistência as


entidades espirituais e ajudam na organização durante a reunião) devem encaminhar o
público para o atendimento.

O restante do corpo de adeptos, que não estiverem incorporados, devem sustentar a gira
dos que estão em trabalhos mediúnicos através dos cânticos, de bons pensamentos e
intenções.

É necessário, que se mantenha o bom nível vibratório, para que os trabalhos espirituais
aconteçam em segurança e bem equilibrados. Todo o público deve ser atendido, sem
exceção.

Uma reunião umbandista é algo bonito de se ver, os cânticos, os tambores e outros


instrumentos formando um conjunto harmonioso de sons, a batida das palmas, os
fardamentos, as guias coloridas, a decoração do ambiente, as imagens e símbolos do altar e
mesmo a forma como se processa os ritos e liturgias enche os olhos e ouvidos de quem
vem participar.

Visual e som somam-se a um sem número de detalhes para permitir a harmonização de


todos os presentes, mas tudo isso não é um espetáculo, nem uma encenação para agradar o
público.
Muitas casas umbandistas se ressentem pela existência de muito pouco ou quase nenhum
público.
Geralmente são sempre as mesmas pessoas que se repetem em todas reuniões. Quando tem
a casa lotada sempre é por ocasião de festas, comemorações e louvações especiais.

O terreiro já tem lá seus anos de existência, é um local bem decorado, limpo, asseado, de
ambiente agradável e bastante arejado e iluminado.

Os adeptos presentes em grande número, com um fardamento impecável, guias coloridas


no pescoço e todos os adereços e material de trabalho de suas entidades.

A reunião tem todo um processo organizado, bem estruturado, desde a abertura até o
encerramento.

A hierarquia da casa é plenamente identificada, podendo ser modificadas. Ela decorre da


necessidade de cada terreiro, e podem ser mutáveis.

Conhecendo a hierarquia de seu terreiro:

Mãe de santo

Iabassê

Ekedy

Pais e Mães pequenas

Ogân

Esta hierrarquia, decorre da necessidade de equilibrio entre a liberdade e a autoriedade, que


geram a disciplina e as leis que regem essa disciplina .
Cada terreiro tem sua norma de bem viver adaptada a expansão uniforme direcional,
fazendo com que a disciplina seja consciente, livre e com base na razão e na compreensão,
toda disciplina aceita, reflete a afirmação da personalidade dos dirigentes.
Na umbanda, a hierarquia é direcional não como com detenção de poder mas o objetivo do
que foi, é, e será.
O passado é a experiência adquirida. O presente é o trabalho, é a luta de cada semear os
frutos de amanhã.
O fruto será a colheita do que se plantou no presente, por coseguinte uma boa semelhada,
dará uma boa colheita, se o presente estiver atento.
Precisamos, acima de tudo, entender esse estágio evolutivo e organizar cada vez mais a
nossa Umbanda, a nossa religião, para que no Plano Astral ela possa ter uma função muito
mais clara, porque, com a consciência, nossas entidades poderão trabalhar com muito mais
satisfação, porque a consciência os levou a um plano de participação cósmica, inserindo-os
Essa é a Lei do Equilíbrio, a Lei do Processo Evolutivo.

Precisamos respeitar os cultos e as formas de direcionar o pensamento ao Divino.


Não podemos transformar a nossa religião em uns amontoados de lendas e mistificações,
de metáforas e metafísica.
A nossa religião é simples, é a religião da vida, e a religião do Divino em nós.

Foi a maneira simples que o Pai Maior encontrou para nos conduzir ate ele.

A Umbanda é simplicidade! É dádiva de Deus! É o encontro entre Pai e Filho!

É a descoberta do nosso melhor, ou o que podemos melhorar. É a Escola que nos prepara e
direciona ao Ensino Maior.

Sabemos que viemos com um propósito, mas nos devíamos no caminho, e por
consequência, atrasamos nossa evolução.

Muitas vezes causando dor e sofrimento à nós mesmos.

Lembremos, da real e verdadeira razão de sermos umbandistas...

A Umbanda é caridade, é amor, é simplicidade. E lembre se:

“Quando a vaidade entra por uma porta, a espiritualidade sai pela outra!”

****************************************************************

A hierarquia de um Terreiro de Umbanda é subdividida em dois comandos


distintos à saber:

· Cúpula Espiritual
· Cúpula Material

CÚPULA ESPIRITUAL: A Cúpula Espiritual é formada por três Entidades


congêneres, semelhantes ou afins quanto à missão terráquea . Existe entre eles
uma hierarquia singular, formando um triângulo equilátero perfeito, sendo que a
Entidade do vértice do triângulo é o Orientador (Mãe ou Pai de Santo ) , que será
substituído, em caso de necessidade, primeiro pela Entidade do angulo direito da
base do triângulo e depois, na sua falta, pela Entidade do angulo esquerdo da
base.
As demais Entidades incorporadas, assim como, todos os participantes do
terreiro, acatam e fazem cumprir as ordens emanadas da Cúpula Espiritual.
São sempre os guias da Mãe de Santo ou Pai de Santo.
Carinhosamente os chamamos de Mentores. São os que dão a ordem e a
disciplina a serem cumpridas! Em nossa Casa o chamamos de Pai !
Pai Caboclo Cobra Coral. Ou nos dirigimos à Preta Velha Maria Redonda, todos
guias chefes dessa Casa.

CÚPULA MATERIAL: A Cúpula Material, é comandada por indicação do


dirigente.

MÃE PEQUENA (ou Pai Pequeno): É o responsável material pelas ordens, quer
espiritual, quer materiais, emanadas da Cúpula Espiritual. É quem controla todos
os médiuns, quer na disciplina, quer na pontualidade, quer nos uniformes,
querem na organização de obrigações, festividades, enfim toda a parte material
dos rituais de um terreiro. É também o Cambone Especial do Guia Chefe
(Orientador Espiritual ou seu substituto), tendo sempre um Borizado, a que tiver
melhores aptidões, para substituí-la, em caso de necessidade.

CAMBONO DE EBÓ: Subordinado diretamente à Mãe Pequena, sendo o único


responsável, por todas as entregas negativas do Terreiro.

IABASSE: É a responsável pela cozinha do terreiro, pela confecção dos ageuns,


amalás, e toda e qualquer comida necessária nos trabalhos.

COTA: É subordinada e substituta da IABASSE .

BORIZADO: Médium com feitura no Santo.

MÃO DE FACA: ACHOGÃ : Médium preparado especialmente para efetuar


toda e qualquer matança de animais, quando necessário (muito usado em Nação)

MÃO DE OFÁ: Médium preparado especialmente para fazer a Colheita e a


quinagem das ervas usadas na Umbanda, para Amacís, Confirmações, assim
como para remédios e banhos de descarga.

OGÃ CALOFÉ : É o responsável por toda a corimba à ser puxada no terreiro, é


também instrutor de toques de atabaque, assim como responsável, abaixo da Mãe
pequena, pelo desenvolvimento do Pé de Dança, Médium preparado
especificamente para isto.

OGÃ DE ATABAQUE: Médium preparado, exclusivamente para os toques de


atabaque.

OGÃ DE CORIMBA: Médium preparado, exclusivamente para a puxada da


Corimba (Pontos Cantados), respondendo diretamente ao Ogã Calofé, à Mãe
Pequena, ou em última instância, ao Chefe do Terreiro.
DISTRIBUIÇÃO INTERNA DE UM TERREIRO
Um terreiro, para a prática da Umbanda, deve ter distintos os seguintes locais
prefixados: O Gongá, Ala de Atabaques, Local da Assistência, Roncó, Casa de
Exus, Cruzeiro das Almas, Tronqueira, e Casas ou Quartos dos Orixás.

O GONGÁ: É o local onde os Médiuns (cavalinhos) fazem suas evoluções, e


quando incorporados, os atendimentos. É nesse local que são efetuadas as
Danças de Santo (também as brincadeiras para o Santo), o desenvolvimento, os
atendimentos e as aulas, quando houver escola, dirigida pelo Orientador
Espiritual.

O PEGÍ: É o Altar sagrado dos Rituais (ORÁCULO)

O RONCÓ: Altar ou Pegí particular do Chefe do Terreiro, onde são feitos todos
os Rituais Herméticos dos seus filhos de terreiro, tais como: Amacís, Batizados,
Confirmações e as demais obrigações. É exclusivo, para a troca de roupa do
Chefe do Terreiro, e nele também são praticados os trabalhos de Rituais
Especiais, quando necessário no atendimento de assistentes.

CASA DE EXU: É o local destinado à guarda dos apetrechos dos "Compadres",


das obrigações dos mesmos.

CRUZEIRO DAS ALMAS: É uma lápide de mármore ou madeira, com 3


degraus, encimada por uma Cruz, a "CRUZ DAS ALMAS", e destina-se à
queima de velas para as Almas, provenientes de promessas, compromissos, etc.

TRONQUEIRA: Local destinado à ser feita a segurança primeira do terreiro e


localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.

Há 108 anos( comemora se este ano), a umbanda vem ensinando, através dos guias e
mentores, o maior ensinamento de Cristo, o grande Mestre, O amor e a caridade.
Criou se a hierarquia, em nome da ordem e disciplina. Um terreiro sem ordem e
disciplina, é uma planta sem água, sem adubo. Não floresce! O que deveria ser um jardim
transforma-se em selva!
A hierarquia na Umbanda é, e sempre terá que ser respeitada e seguida conforme a lei do
Astral. É regida da mesma forma em todos os terreiros. Não tornando nenhum médium
que tenha um cargo dentro de um terreiro, melhor que ninguém.
A eles só cabem mais responsabilidade. Mais dedicação. Mais doação de seu próprio
tempo.
Respeitando a hierarquia, estaremos respeitando aos Orixás.
Ainda sobre Hierarquia...
SOBRE OS DEVERES DO REGIMENTO INTERNO
Segundo o regimento interno da nossa Aldeia, são deveres do associado:
1. Pagar pontualmente as mensalidades e contribuições para eventos e obras de
manutenção e/ou ampliação;
2. Portar-se com correção nas dependências da Aldeia, por exemplo:
a. Não levantar suposições sobre qualquer membro associado;
b. Não conversar durante os trabalhos, as cerimônias e consultas, sobre
assuntos que não sejam pertinentes a essas atividades;
c. Não abordar quem esteja no preparo das comidas de santo;
d. Ao fazer uma obrigação, o filho deverá se responsabilizar em retirar as
mesmas.
e. É obrigação do membro associado a presença de ao menos um dia por
semana, de acordo com sua escolha ou possibilidade.
f. Cabe a cada membro manter limpo e em ordem as dependências e
equipamentos utilizados;
g. Cabe a cada membro estar devidamente paramentado (roupas
adequadas ao espaço religioso, contra-egum, guias...)

3. Respeitar os membros da Aldeia no exercício das suas funções;


4. Comparecer às reuniões para as quais tenham sido convocados, por exemplo:
a. Faltas não comunicadas em dias de consulta ou de trabalhos serão
consideradas como falta de comprometimento;
b. É de obrigação do médium de trabalho comunicar a cada consulente
sua ausência;
c. Aos médiuns borizados, cabe a responsabilidade de estarem presentes
nos dias das obrigações, dando reconhecimento às datas do nosso
calendário;
d. O comparecimento em dias de festivas e suas respectivas vésperas, e
chegada em horários antecedentes em pelo menos 2 horas ao início da
sessão são obrigatórios, salvo mediante razoáveis justificativas;
e. Ainda sobre as festivas e consultas, é valido ressaltar que os
participantes deverão ajudar na limpeza do espaço e dos equipamentos
utilizados antes de se ausentarem, deixando a casa sempre em ordem.
5. Evitar, dentro da Aldeia, qualquer discussão ou manifestação de caráter
político-partidário e preconceituoso;
6. Aceitar cargos que lhe forem conferidos, salvo mediante razoáveis
justificativas;
7. Responsabilizar-se por indenizar qualquer dano moral ou material que
ocasionar, mesmo que por dependente ou convidado seu;
8. Zelar pelo bom nome da Aldeia e a moralidade no quadro associativo;
1. Garantir continuidade das atividades assumidas, salvo mediante razoáveis
justificativas;

SOBRE AS PENALIDADES
O associado que infringir os seus deveres estarão dispostos às sansões
descritas no regimento do Estatuto da Aldeia.
Ele estará sujeito às seguintes penalidades:

1. Advertência Verbal;
2. Censura escrita;
3. Suspensão;
4. Exoneração do quadro associativo.

Cabe à presidente a aplicação aos associados das penalidades


estabelecidas neste Estatuto.

SOBRE AS ADVERTÊNCIAS
1. O associado terá suspensão de um mês a um ano de acordo com gravidade do
ato praticado;
2. Se reincidir nos erros, após ter sido advertido verbalmente e por escrito, a
presidente poderá aplicar a suspensão do associado descrita acima;
3. Se atentar contra a ORDEM, MORAL, DECORO e a DISCIPLINA SOCIAL,
promovendo discórdia entre o corpo associativo, desrespeitar os membros do
quadro da Aldeia, no exercício das suas funções, ou por motivos a elas
relacionados, praticar atos condenáveis e ter comportamento inconveniente
nas dependências da Aldeia;
4. Deixar de pagar por 04 meses consecutivos as mensalidades ou contribuições
assumidas para com a Aldeia;
5. Usar as insígnias da Aldeia em outra instituição com posturas e filosofias
contraditórias;
6. Praticar atos que atentem contra os princípios éticos da Aldeia.

Parágrafo único: Mesmo sob suspenção e afastamento, o associado deverá


manter o pagamento das contribuições e compromissos assumidos com a
Aldeia.
SOBRE A EXONERAÇÃO
O que leva um filho a ser exonerado, ou seja, expulso do quadro dos membros
associados?
1. Reincidir na prática dos atos, já advertidos e relacionados como motivos de
suspensão;
2. Atingir por ato público ou manifestação escrita ou verbal a reputação, a
integridade ou conceito moral, da Aldeia, bem como os membros associados;
3. Apossar-se de bens materiais pertencentes da Aldeia ou de terceiros, e dele se
utilizar;

Parágrafo único: O associado exonerado só voltará mediante aprovação em


Assembleia.

SOBRE O DESENVOLVIMENTO PARA TODOS (SÁBADO OBRIGATÓRIO)


O que é o Desenvolvimento para Todos?
1. É o primeiro sábado do mês;
2. Será ministrado pela Dirigente Espiritual da casa;
3. É obrigatório para todos os membros, sujeito a penalidades.
O ATO DE CAMBONAR

Cambonar é o ato de servir a entidade que esta incorporado no terreiro.


̃Os cambonos sao aqueles que nao incorporam e q ̀̃ ue ficam a disposiçao das entidades,
̃anotando suas recomendaçoes, buscando velas, cigarros, charutos e outros materiais
que a entidade precisar. Em alguns terreiros os cambonos ficam do lado da entidade e
́̃do consulente durante a consulta, explicando, traduzindo, sem dar sua propria opiniao,
mas sempre ajudando o consulente ã entender bem os conselhos e as explicaçoes dadas.
(quando assim o guia desejar) Ele tem a responsabilidade
̃́de manter sigilo, e o que acontece durante a consulta nao pode "sair de la", mesmo
̃assim, em outros terreiros os cambonos preferem nao ouvir toda a conversa, sendo
chamadoś quando necessario. E sempre bom ser cambono, é̃nquanto o medium nao
́trabalha com as suas proprias entidades, assim, lidando diretamente com os guias, o
́medium aprende a forma de trabalho, o que as entidades costumam fazer, ouve as
̃recomendaçoes, e durante ã́s consultas, prestando atençao no que e falado para o
consulente, acaba servindo de êxperiencia para si mesmo. N ̃ o terreiro nao se deve rir,
̃fazer brincadeiras, interromper as consultas (o respeito e a educaçao sao essenciais),
̃anotar informaçoes que foram ditas e repetir sempre pra entidade o que foi passado
̃para o consulente para ter certeza que nao tem nada de errado.

̃Um cambono nao deve ter medo de cambonar em trabalhos pesados, pois a casa tem
̃condiçoes de oferecer̂ assistencia caso se sinta mal.
̃Um cambono tem a funçao de orientar a todos durante as sessoes, tem a obrigaçao de
̃tratar a todos com gentileza e educaçao. Um c̃ambono nao deve se privilegiar de sua
̃funçao, agindo assim em seu p ́ roprio favor, ou privilegiando a outros...
́Cambono e um secretario das entidades. Ele zela pelo bom atendimento, ajuda a
́dinamizar as consultas, facilita o trabalho das entidades e serve tambem como
́interprete destas.

O ́ cambono, na verdade, e um "medium em desenvolvimento" o ̃ u que nao incorpora.


́Tambem podem ser utilizados os outros mediuns em regime de escala. O seu trabalho
́̃dentro do Templo e tao importante quanto o dos demais mediuns e, mesmo sem estar
́incorporado, ele e parte integrante de todo o trabalho espiritual, pois os Guias
̃Espirituais se utilizam dele para retirar as energias que serao utilizadas no atendimento
aos consulentes. Muitas vezes, um Guia Espiritual tem dificuldades de adentrar no
́ınt̀́̃imo do consulente devido a densidade energetica presente na pessoa e lança mao da
́presença do cambono e, atraves deste, fazendo como que “uma ponte”, consegue
́auscultar o ıntimo da pessoa. Como o trabalho do cambono e de secretario, ele deve,
antes de tudo ́̂ e se possıvel com um dia ou mais de antecedencia, deixar preparado todos
os apetrechos de trabalho que costumam ser utilizada p ́ ela entidade a qual ira
́cambonear. Ele precisa saber os habitos de trabalho da entidade em dias de
atendimento ou, se for a sua p ́ rimeira vez, deve se informar sobre o que precisara ter
̃́em maos, caso seja pedido, evitando assim atrasos desnecessarios durante as consultas.
O cambono, na verdade, precisa ter conhecimento de todo o culto e de todas as
̃entidades, precisando, entao ̃̀ , prestar muita atençao a atuaçao delas durante as giras.
Sempre que solicitado, o cambono deve ajudar as entidades a se comunicarem com os
́consulentes, desde e claro, que sej́a treinado para isso e tambem que a entidade
solicitar. Na verdade, o cambono, em alguns casos,
́podera explicar de uma forma mais simples ou mesmo interpretar o que for dito para
̃que o consulente nao distorça as palavras das entidades. Lembre se de que para este
trábalho o cambono devera ser preparado em uma especie de estagio nas Giras de
desenvolvimento para que possa saber como as entidades trabalham.
́O cambono, antes de qualquer coisa, e pessoa de extrẽma confiança do Pai ou Mae da
casa, assim como da entidade que estiver atendendo, portanto, caso perceba qualquer
̃coisa estranha, qualquer coisa que nao faça parte dos procedimentos normais, deve
reportar se ao Guia c̃́ hefe ou ao Pai ou Mae da casa na mesma hora. E por isso que e tao
́importante, e necessario, que o cambono saiba todos os procedimentos de trabalho e
todas as normas da conduta que entidades e médiuns devem ter dentro do Templo. O
fato de auxiliar nas consultas exige que o cambono seja discreto e mantenha sigilo sobre
̃tudo o que ouvir, nao se esquecendo de que ali estao sendo tratados assuntos
̃́particulares e que nao dizem respeito a ninguem alem da pessoa que estiver sendo
́atendida e da entidade. O sigilo e um juramento de confiança que todo o cambono deve
ter e fazer.Sem a ajuda de umcambono, os trabalhos tornam se lentos e o atendimento
aos ćonsulentes ficaria difıcil, principalmente se o Templo ́ atender um grande numero
de pessoas. P ́ ara que tudo transcorra de forma satisfatoria, a presença de um cambono e
̃de grande necessidade dentro do Templo, mas este nao deve jamais confundir a
́entidade com a pessoa, isto e, ele e cambono do Guia Espiritual e n ̃́ ao daquele medium,
́̃que e apenas um irmao dentro do Templo. O que ele pode, sim, e perguntar ao medium
̀com o qual trabalha como deve proceder para prestar um melhor atendimento a
entidade durante os trabalhos.

́Uma pratica util e aconselhavel dentro de um T ́ emplo e a troca de cambonos entre as


́entidades. Isto traz um maior aprendizado aos cambonos e tambem faz com que estes
se habituem a tratar todas as entidades da mesma forma, sem criar laços afetivos
́exagerados. Desenvolver afeto pelas entidades e comum, m ́ as a afinidade espiritual so e
́̃̀̂saudavel se nao conduzir a dependencia; portanto, o chefe da casa podera decidir-se
́pelo trabalho alternado e, nesse caso, devera fazer com que todos saibam disso com
̂antecedencia.

́ ateriais basicos que os cambonos precisam ter durante os trabalhos:


M
Uma malinha (tipo mala de ferramentas), para colocar seus apetrechos de trabalho:
́Fosforo, velas, pembas nas cores usadas pelo guia. Bloco de papel, caneta , lapis,
isqueiro, etc.

Um pano de cabeça (se for de uso do seu Templo).

Uma toalhinha branca (para higiene).

Saber se ela usa materiaiś especıficos,velas,bebidas,ferramenta de trabalho, etc. e se


́organizar junto ao medium com o qual trabalhara para ter tudo por perto.

E importante saber que todo o material de uso das entidades é de responsabilidade do


́medium que a incorpora e que o trabalho do cambono e estar atento para que este
̃́̂material nao falte ou acabe, devendo comunicar o medium com antecedencia quando o
material estiver acabando.

́Obs: O Cambono e um auxiliar do Templo e nã́o um empregado dos mediuns. A


̃educaçao e a lisura devem estar presentes a todo instante.

O QUE É SER UM CAMBONO

̃́Os Cambonos sao mediuns de sustentaçao, e sao tao importantes quanto os mediuns
̃́ostensivos (de incorporaçao mediunica) nos trabalhos de uma Casa Umbandista; eles
́̃tambem devem seguir certos procedimentos e ter a mesma dedicaçao e
responsabilidade.

́̃O Cambono, medium de sustentaçao, e aquele trabalhador, com mediunidade ostensiva


̃́ou nao, que esta presente ao trabalho, mã̂s que nao participa diretamente do fenomeno
̃́nem dos procedimentos de incorporaçao mediunica para atendimentos. Por isso sua
̂importancia!

́̃̂Como o proprio nome diz, embora nao esteja envolvido diretamente no fenomeno ou na
̂̃assistencia, faz a sustentaçao enerǵ̃etica do trabalho, mantendo o padrao vibratorio
elevado por meio de pensamentos e sentimentos elevados.

́Ao contrario do que se pensam,́̃ os mediuns cambonos de sustentaçao sao tao


́̃importantes quanto os mediuns de incorporaçao, pois sao eles que ajudam a garantir
̃́segurança, firmeza e proteçao para o grupo e para o trabalho, enquanto os mediuns de
atendimento fazem a sua parte e desenvolvem o trabalho assistencial. A ́̃ lem disso, sao
́̃eles tambem que ajudam os mediuns de incorporaçao, como ja foi escrito linhas acima.
Considerando esse papel, podemos listar alguns requisitos importantes para os
́̃mediuns de sustentaçao e responsabilidade.

́̃Tanto quanto o medium de incorporaçao, o medium cambono de sustentaçao precisa


conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as
energias humanas, a fim de poder auxiliar eficientemente o dirigente do trabalho e os
́̃seus colegas mediuns ou nao.
Firmeza mental e emocional:

́̃Como e o responsavel pela manutençao do p ̃́ adrao vibratorio durante o trabalho, o


́̃medium cambono de sustentaçao deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento,
́̂a fim de evitar desequilıbrios emocionais e espirituais que poderiam por a perder a
segurança do trabalho e dos outros trabalhadores.

Equilíbrio vibratório:

Como trabalha principalmente com energias – que movimenta com os seus


́̃pensamentos e sentimentos o cambono, medium de sustentaçao deve ter um padrao
́̃vibratorio medio elevado, a fim de poder se manter equilibrado em qualquer situaçao e
́poder ajudar o grupo quando necessario.

Para isso, deve observar śempre a pratica dos ensinamentos do templo, ou algo similar,
̃́bem como a preparaçao necessaria na noite que antecede o trabalho e no dia
propriamente dito, cuidando do descanso, da alimentaçã́o, da higiene fısica e mental,
́dos banhos ritualısticos, da firmeza da sua guarda, etc.

*Compromisso com a casa, o grupo, os Guias Espirituais e os assistidos *

́̃O cambono, medium de sustentaçao deve lembrar-s̃e de que, mesmo nao tomando parte
direta nas asŝistencias, tem alguns compromissos a serem observados:

• Com a casa que trabalha: conhecendo e observando os regulamentos internos a fim de


segui-ĺos. Explica-ĺ̂os, quando necessario, e faze-los cumprir, se for o caso; dando o
exemplo na disciplina e na ord ́ em dentro da casa; colaborando, sempre que possıvel,
̃com as iniciativas e campanhas da instituiçao.

̀̃• Com o grupo de trabalhadores em que atua: evitando faltar as reunioes sem motivos
justos, ou faltar sem avisar o dirigente ou o seu coordenador; procurando ser sempre
pontual nos trabalhos e atividades relativas; procurando colaborar com a ordem e o
bom andamento do trabalho.

• Com os Guias Espirituais: lembrando que eles ćontam tambem com os mediuns
̃́cambonos de sustentaçao para atuar no ambiente e nas energias necessarias aos
́̃trabalhos a serem realizados, e que, se ha faltas, sao obrigados a “improvisar” para
̂cobrir a ausencia. Os Guias Espirituais devem ser atendidos com presteza e respeito.
• Com os assistidos: encarnados e desencarnados, que contam receber ajuda na Casa e
̃nao devem ser p ̃ rejudicado pelo nao comparecimento de trabalhadores. T
̃ odos deverao
̃ser recebidos e tratados com esmero, dedicaçao, respeito e educaçao.

*E ̃ stando cambonando, nao se ausente no meio dos trabalhos (ex; indo abraçar ou
̃conversar com outros guias, distrair se com assuntos que nao estejam relacionaos ao
trabalho propriamente dito, ), deixando o guia entregue a outro que desconhece o
trabalho iniciado, fazendo com isso que todo o trabalho seja perdido, Lembre se! Sua
́̃energia tambem e usada durante o atendimento. Se nao pode estar ate o fim dos
̃́trabalhos, entao e melhor nao inicia-los.

̃Nao saia no meio d̃ e uma sessao. V


̂́ oce estara quebrando uma corrente vibratoria em
favor do assistido, (encarnado ou desencarnado). Podendo com isso, trazer
̂consequencias.

Nos dias de trabalhos, seja pontual. A espiritualidade aguarda na hora marcada e o


atraso, dificulta os resultados.

̃́Dia de atendimento externo (atendimento ao publico), nao e dia de desenvolvimento,


̃sao energias que nao se devem misturar.

Ausência de preconceito: O ́̃ cambono, medium de sustentaçao nao pode ter qualquer


tipo de preconceito, seja com os assistidos encarnados ou desencarnados, seja com os
dirigentes, mentores, etc...

̃́Ele nao esta ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas
para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a
sabedoria e a justiça de Deus. SILENCIE!

Discrição:

́̃O cambono, medium de sustentaçao nunca deve relatar ou comentar, dentro ou “fora”
da casa, ã̂s informaçoes que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que ve
̃́nos trabalhos de que participa. A discriçao deve ser sempre observada, nao so por
́respeito aos assistidos envolvidos, encarnados e desencarnados, como tambem por
segurança, para q̃ ue entidades envolvidas nos casos atendidos nao venham a se ligar a
́trabalhadores, provocando desequilıbrios.

́Os comentarios so devem acontecer esporadicamente, de forma impessoal, como meio


́̃de se esclarecer duvidas e transmitir novas informaçoes a todos os trabalhadores, e
̂somente no ambito do grupo, ao final dos trabalhos.
Coerência:

́̃Tanto quanto o medium de incorporaçao, o cambono, medium de sustentaçao deve


̃manter conduta sadia e elevada, dentro e fora da casa em que trabalha, para que nao
seja alvo da cobrança de entidades desequilibradas, no intuito de nos desmascarar em
nossas atitudes e pensamentos.

́Um cambono deve se manter ate o fim das consultas, evitando assim que se quebre uma
̃́corrente. Para nao prejudicar o consulente e a si proprio. Podendo levar com ele,
energias negativas, e fazer com que se sinta mal. A continuidade dos trabalhos (o
atendimento) se estendem a ajuda do mesmo ao se realizarem os trabalhos pedidos
́̀̃pelo guia. Procure estar presente sempre que possıvel a realizaçao do mesmo.

Como vemos á̃s responsabilidades dos cambonos, mediuns de sustentaçao sao as


́mesmas que a dos mediuns ostensivos, e exigem deles o mesmo esforço, a mesma
̃dedicaçao e a mesma responsabilidade. O ́ cambono deve comunicar ao medium de
trabalho todas as ordens deĩxadas pelo guia. Nao se esquecer de anotar tudo que foi
̃pedido, com atençao, e responsabilidade. Na duvida, pergunte!

CONCLUSÃO

̃́Como vimos, nao e tao facil ser um cambono. Para ser um, e preciso aprender tudo
sobre os Orixás, os Guias Espirituais, o Templo e, principalmente, sobre a conduta que
́̃deve adotar para, depois, se for o caso, ser um bom medium de incorporaçao e alcançar
a evolu
̃ çao espiritual áte o Pai Maior!

O q
́ ue ele pode, sim, e
́perguntar ao medium com o qual trabalha como deve proceder para prestar um melhor
̀atendimento a entidade durante os trabalhos. Desenvolver afeto pelas
ent́̃̀ idades e comum, mas a afinidade espiritual so e saudavel se nao conduzir a
depen ̂ dencia.

́Materiais basicos que os cambonos precisam ter durante os trabalhos:


Uma malinha (tipo mala de ferramentas), para colocar seus apetrechos de trabalho.
Uma sacolinha, co
́ m todo o material necessario para o atendimento imediato dos guias,
como: isqueiro – caneta – bloquinho de papel, etc.
Uma toalhinha branca (para higiene).

́Veja bem: esta e uma lista de material utilizada normalmente. Desde que saiba qual
́entidade ira cambonar,́ o cambono deve saber se ela usa materiais especıficos, tais como
́ervas, velas, bebidas, ferramentas de trabalho, etc. e se organizar junto ao medium com
́o qual trabalhara para ter tudo por perto.
E importante saber que todo o material de uso das entídades e de responsabilidade do
́medium que a incorpora e que o trabalho do cambono e estar atento para que este
̃́̂material nao falte ou acabe, devendo comunicar o medium com antecedencia quando o
material estiver acabando. O
́ medium devera ter em sua mala, todo o material usado
MANDAMENTOS DA LEI DA UMBANDA

̃́ ao faças ao proximo, o que nao queres que te faça.


N

̃ ao cobice ao alheio.
N

Socorra aos necessitados sem perguntar.

̃ espeite todas as religioes que vem de Deus.


R

̃ ao critiques o que nao entende


N

̃ umpra sua missao


C ́ mesmo com sacrifıcio.

Defenda-te das maldades, e resista ao mal.

́̀̃ mar a Deus e aos Orixas e a Umbanda acima de todas as coisas e das outras religioes.
A

́ estir a roupa branca e incorporar seus guias so no seu centro.


V

̃ ao
N ̃́ ficar visitando outros centros em vao, ou seja, so por curiosidade.

̃́Nao comentar ou criticar as praticas alheias, sejam elas do seu agrado ou concorde com
̃elas ou nao, porque elas nao sao as suas e, sim, deles.

̃́Nao fazer comentarios desairosos sobre os cultos e trabalhos realizados em outros


centros de Umbanda.

̃ ao copiar fundamentos alheios e manter-se fiel aos da Umbanda.


N

̃́ ao profanar o que e sagrado e nao sacralizar o que e profano.


N

̃́Cuidar da sua mediunidade e deixar a dos seus irmaos de fe, que os P ̃ ais ou Maes
̃Espirituais e os guias deles cuidarao. Nao emitir opinioes sobre o assunto religioso que
̃nao conhece em profundidade ou sobre o qual sequer conhece. E finalmente, lembre se:
A Lei maior de Deus está em nossa consciência!!
SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE

Só para lembrar que: incorporam espíritos densos ou com baixa vibração, apenas
quem tenha afinidade com isso, chega dessa ideia de dizer que manifestou um espírito
denso, porque ficou "carregado" com o trabalho mediúnico, Porque o culto estava
pesado, denso etc., pois nenhum trabalho nos induz ao mesmo padrão vibratório de
um trevoso qualquer e sim quando não estamos em sintonia com o trabalho que está
sendo feito por nossas entidades.
É importante lembrar que o médium deve ter sempre em mente que há uma lei básica
ao lidar com entidades do plano espiritual. "Semelhantes se atraem, diferentes se
repelem".
Portanto, é imprescindível que o médium fique sempre atento à sua sintonia
vibratória. Qualquer um que esteja determinado a trabalhar como médium precisa ter
sua aura a mais equilibrada possível. Se assim não for, poderá atrair apenas baixas
energias, além transmiti-las á quem estiver recebendo passes, por exemplo.

De acordo com seu grau de evolução, as entidades têm seus corpos astrais vibrando
em frequências diferentes. Os médiuns, por sua vez, possuem cada qual um padrão
vibratório que atua em determinada frequência. “Para que a entidade incorpore é
preciso que o médium “AUMENTE” seu padrão vibratório se tiver um padrão muito
baixo, ou “DIMINUA”, no caso de ter um padrão muito alto.
" Em mediunidade, a sintonia é tudo, pois atraímos os Espíritos que se afinizam
conosco e também por eles somos atraídos".
Por isso a importância de sempre mantermos nossos pensamentos enriquecidos por
dons morais e culturais, pois estes são os únicos a nos possibilitar que a luz que vem
das esferas mais altas de sabedoria e de amor possa se fixar em nós. O médium que
deseja ser um bom instrumento para manifestação de suas entidades deve procurar
manter sempre limpo seu ambiente psíquico, buscando a paz interior, trazendo assim
a pureza e a força necessárias para defender-se do ataque das entidades de "baixa
vibração".