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PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATOLICA DE MINAS GERAIS

Faculdade de Psicologia
Curso de Psicologia, Campus Coração Eucarístico
Estágio X -
Profa.: Roberta Romagnoli
Aluno: Leonardo Gonçalves Brito

Referência Bibliográfica:
CALIL, Vera Lúcia Lamanno. O modelo sistêmico. In: Terapia Familiar e de
Casal. São Paulo: Summus, 1987, cap. 1, p. 17-33.

Pontos principais do Texto

1.1 – Princípios Básicos


A autora faz a distinção entre o modelo tradicional – onde os sintomas
que caracterizam o distúrbio mental são oriundos do próprio individuo –
enquanto o modelo sistêmico atribui os distúrbios mentais as relações e
expressões de padrões inadequados no interior da família. Fundamentado na
Teoria Geral dos Sistemas, desenvolvida por Von Berallanfy em 1972, onde:

A família pode ser considerada como um sistema aberto,


devido ao movimento de seus membros dentro e fora de uma
interação uns com os outros e com sistemas extrafamiliares
(meio ambiente – comunidade), num fluxo reciproco constante
de informação, energia e material. A família tende também a
funcionar como um sistema total. As ações e comportamentos
de um dos membros influenciam e simultaneamente são
influenciados pelos comportamentos de todos os outros. (p. 17)

A partir do conceito referido acima, pode-se compreender como se dá a


relação, organização e funcionamento da família com enfoque nas
propriedades:
1. Globalidade: Toda ou qualquer parte do sistema esta relacionada de tal
modo com as demais partes, logo uma mudança em uma das partes
afetara todo o sistema (os membros da família compõem o sistema
total).
2. Retroalimentação ou feedback: São o modelo causal para uma teoria
de sistemas interacionais que pertencem ao sistema familiar, na qual o
comportamento de cada pessoa afeta e é afetado pelos demais
comportamentos.
Essa nova epistemologia faz oposição ao modelo clássico que tem uma
visão linear da doença, passam a compreender de forma circular onde:

Nesta concepção todos os elementos de um dado


processo (no caso da família, os membros em interação)
movem-se juntos. A descrição do processo é, então, feita em
termos de relações, informações e organização entre esses
membros. (p.18)

A partir desta concepção pode-se tomar como exemplo:

Uma família pode considerar a agressividade de Joao como a


causa dos problemas dela, mas a agressividade de João pode
ser uma resposta à fuga da mãe, que por sua vez pode ser
uma resposta à postura autoritária do pai em relação a Joao e
assim por diante. (p.18)
Causalidade Linear: O todo não possui um começo ou fim e qualquer
tentativa de transferir o problema para seu começo não é apropriado.

A cibernética propõe meios para tal compreensão sobre


retroalimentação e circularidade, através de conceitos que ajudam a
compreensão entre uma comunicação patológica e o que a mantem dentro
da relação familiar, onde tal comunicação pode ser análoga a um sistema
homeostático, que por sua vez traz a tona comportamentos repetitivos e
padronizados que estabelecem de certa maneira um estereótipo inerente as
regras que estão atreladas aos valores que são estabelecidos
culturalmente ou até pela vivencia do casal, tais regras nem sempre são
expressadas verbalmente.
A família pode então ser vista como um sistema que se
autogoverna através de regras, as quais definem o que é e o
que não é permitido. Estabiliza-se, equilibra-se em torno de
certas transações que são a concretização dessas regras. O
sistema familiar oferece resistência a mudanças além de um
certo limite, mantendo, tanto quanto possível, os seus padrões
de interação – a sua homeostasia. (p.19)
Este processo onde se mantem um equilíbrio (homeostase) se denomina
Feedback Negativo, enquanto quando a família por algum motivo busca uma
nova maneira de manter o equilíbrio, mas adotando alguma mudança evoca-se
o conceito de Feedback Positivo.
Homeostasia e Transformação – Conceitos básico de manutenção da
família – tais conceitos foram estabelecidos na primeira geração de teóricos da
terapia familiar sistêmica através de observações feitas, pode-se notar que na
medida em que um membro apresentava melhoras, outro apresentava
sintomas.

1.2 – Família e Organização Social

Ao pensar “família” é necessário compreender todas as formas de


organização e interação social nas quais estas se organizam e seus possíveis
subsistemas e ainda possui sua própria suborganização que se dá pelos
subsistemas.
 Família Nuclear: processo de influência reciproca com outros sistemas
humanos (família extensa, trabalho, escola, subculturas religiosas,
raciais etc.).
No interior de uma família nuclear intacta encontramos os subsistemas
dos pais, dos esposos, dos filhos e dos irmãos. Cada um desses
subgrupos possui tarefas especificas dentro da família. Por exemplo,
cabe aos cônjuges funcionarem juntos no que concerne a tomar
decisões, preencher necessidades de interdependência – sexuais e
muitas outras necessidades que um casal possua. Ao subgrupo
composto pelos pais, juntos, e através de um relacionamento individual
com cada um dos filhos, cabe ensinar cuidados físicos, ensinar
relações familiares tais como desenvolvimento de amor, respeito a
individualidade, solidariedade, desenvolvimento das características
psicológicas de cada sexo e reflexões sobre os sentimentos de inveja e
ciúme. Cabe também aos pais ensinar atividades produtivas e
recreativas, ensinar o desenvolvimento profissional, e como formar e
consolidar uma nova família. (p.22)

1.3 – Família e Conflito

Existem diferenças que são subjetivas, que caracterizam cada indivíduo


na família assim como seu papel com relação ao mundo, seja no âmbito
familiar ou na sociedade, segundo a autora uma família funcional há uma
aliança entre os pais onde todos os cônjuges são flexíveis nas tomadas de
decisão diante à u conflito no intuito de se obter uma relação igualitária, no que
se refere a educação dos filhos, mas deixa claro que quando há discórdias o
filho não tem a opção de decisão.
No que tange os conflitos pode-se encontrar conflitos não resolvidos,
que por sua vez podem acarretar em solidão, distância emocional, disfunção
física ou psicológica, a partir daí evoca-se o termo envolvimento triangular que
pode resultar numa disfunção na criança.
Quando há o envolvimento triangular a criança fica limitada, tornando-se uma
vitima passiva da situação, de acordo com Green (1981) há formas distintas
que definem os tipos de triangulação:
a) - A criança superprotegida;
b) – O bode expiatório;
c) - Competição entre os pais;
d) – Coalisão cross-generacional rígida.

1.4 – Família e Comunicação

A teoria da comunicação é uma outra dimensão da teoria Sistêmica


Familiar, no inicio das pesquisas o principal objetivo era estudar a comunicação
em seus enfoques mais amplos, porem ao longo do projeto observaram que
não há uma mensagem simples, pelo fato de que as mensagens não são
apenas verbais, possuindo padrões típicos de acordo com as formas de
comunicação:
Esse conceito enfatiza então que, quando duas ou
mais pessoas interagem elas constantemente reforçam e
estimulam o que está sendo dito e feito, de tal forma que o
padrão de comunicação dos participantes de uma interação
define o relacionamento entre eles. Dessa maneira na
utilização da linguagem ocorrem na comunicação entre
pessoas. (p.25)

De acordo com essas formulações, a importância de


uma mensagem não está, então, vinculada somente a uma
questão de significado, mas a influência que ela exerce no
comportamento, nas atitudes das pessoas em interação.
Padrões de comunicação põem ser tão constantes que, quando
ocorre qualquer mudança inesperada, existe uma contradição
trazendo-a de volta ao usual. (p.25-26)

De acordo com Jackson (1968), que descreveu três tipos de


comunicação entre duas pessoas (complementar, simétrica e reciproca),
baseadas no ciclo de interação onde as ações de A causavam respostas em B
que, por sua vez causavam uma resposta mais intensa em A.

Jackson (1968) reconhece que tanto a comunicação


simétrica como a complementar podem ser encontradas em
interações saudáveis, mas podem também tornar-se rígidas e
produzir distúrbios rejeições mutuas constantes. Essa
escalação, quando patológica, finaliza somente quando um ou
ambos os parceiros se tornam física ou emocionalmente
exaustos o tempo necessário para que possam tomar folego e,
então, recomeçar a cadeia de rejeição reciproca. (p.26)

Resumidamente, esse conceito implica em que toa


mensagem possui dois níveis de comunicação: o nível de
relatório que envolve a informação enviada e o nível
metacomunicativo que envolve a transmissão da mensagem
sobre a informação. Esses dois níveis podem ser congruentes
ou incongruentes. Por exemplo a mae que exige que seu filho
pare de brincar com a caixa de fósforos, ao mesmo tempo em
que tem em sua face uma expressão feliz e relaxada, esta se
comunicando com o filho de tal forma que a mensagem
metacomunicada (transmitida pelo seu olhar feliz e relaxado)
contradiz a mensagem relatada (o desejo que o filho pare de
brincar com a caixa de fósforos). A contradição nesses dois
níveis de comunicação leva a confusão e imobilidade. A criança
fica na incerteza sobre a qual dos dois níveis de mensagem
transmitida por sua mãe deverá responder.