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Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da ___ Vara do Trabalho de Uberlândia.

José Júnior, brasileiro, casado, ex-encarregado de padaria, filho de Ana Maria


Lins e José Antônio Lins, inscrito no CPF sob o nº 777.999.888-99, PIS nº 1111111 e
CTPS 0808 série 017, residente e domiciliado em Uberlândia, Minas Gerais, na Rua do
Orfanato, nº 1678, Bairro Bom Retiro, CEP 38.408-132, por seu advogado subscrito,
vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 840, § 1º da
Consolidação das Leis do Trabalho e 282 do Código de Processo Civil, propor

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

pelo rito ordinário, em face da seguradora Luz Divina S. A., inscrita no CNPJ sob o nº
11.345.777/0001-44, com sede na Rua da Felicidade, nº 2, Bairro Alegre, em Uberaba,
Minas Gerais, CEP 38.400-002 e do Banco Luz do Sol S.A., inscrito no CNJP sob o nº
22.345.888/0001-55, com sede na Rua de Adeus, nº 3, Bairro Bela Vista, no Rio de
Janeiro – RJ, CEP 44.333-888, pelos seguintes fatos e fundamentos.

I. DOS FATOS

O reclamante firmou contrato para a venda de seguros com a Seguradora Luz


Divina S. A., a qual faz parte do Banco Luz do Sol S. A., em 10 de janeiro de 2011,
conforme o instrumento particular anexo. Nessa ocasião, as partes avençaram que o Sr.
José Júnior receberia 5% das vendas que realizasse, o que lhe rendia cerca de R$
3000,00 (três mil reais) por mês. Em decorrência disso, a corretora providenciou o
registro do reclamante na Susep (Superintendência de Seguros Privados).
Como o reclamante exercia a função de corretagem de forma satisfatória, logo
lhe foi oferecida a possibilidade de cumprir sua obrigação contratual na agência do
Banco Luz do Sol. Durante considerável espaço de tempo, o Sr. José Júnior trabalhou
de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com uma hora de intervalo (perfazendo 8 horas
diárias e, por conseguinte, 40 horas semanais).
Contudo, em julho de 2015, o filho mais velho do reclamante veio a ser
acometido por grave moléstia, o que lhe obrigou a permanecer em casa e atender às
necessidades do jovem. Apesar disso, sempre disposto a cumprir a obrigação firmada
com as reclamadas, o Sr. José Júnior passou a realizar as vendas em sua própria
residência, utilizando telefone e internet, já que dispunha do cadastro de todos os seus
clientes. Insatisfeito com o comportamento do reclamante, o gerente da agência em que
o mesmo trabalhava exigiu que ele permanecesse nas dependências físicas do banco e,
após um desentendimento, a entidade financeira optou por rescindir o contrato.
Ocorre que, no mês em que o reclamante trabalhou de sua própria residência, a
reclamada não lhe pagou o devido salário. Ademais, desde que iniciou o trabalho na
agência, nunca lhe foram pagas as verbas referentes a décimo terceiro e ele nunca pôde
gozar férias. Diante dos presentes fatos e dos argumentos jurídicos expostos à frente,
justifica-se a presente reclamação.

II. DOS PEDIDOS

a) Do Vínculo Empregatício
Nos termos do art. 2º da Consolidação das Leis do Trabalho, considera-se
empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a
empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Daí, extraem-se os principais
requisitos da relação de emprego: pessoalidade, subordinação, não eventualidade e
onerosidade, além de dever o empregado ser pessoa física.
No presente caso, observa-se que o reclamante (pessoa física) trabalhou durante
considerável período de tempo ininterrupto para as reclamadas, diretamente (e não por
meio de pessoa interposta), subordinado às mesmas (devendo responder ao gerente da
agência bancária em que atuava) e mediante salário (em média, R$ 3000,00, como já se
afirmou acima).
Em vista disso, requer-se o reconhecimento do vínculo empregatício de José
Júnior com a Seguradora Luz Divina S. A.

b) Da rescisão do contrato do contrato de trabalho sem justa causa e das


percentagens não auferidas
Conforme narrado, durante o período do mês de julho em que o reclamante,
apesar de estar em casa, continuou a desenvolve suas atividades laborais, não auferiu o
valor percentual de 5% dos seguros vendidos nesse período. Em acordo firmados entre
as partes, restou demonstrado que esse valor seria pago sobre todas as vendas do
requerente.
Entretanto, em consonância aos fatos narrados, a reclamada injustificadamente
alegou que não houve trabalho durante o período de julho, rescindindo, sem justa causa,
o vínculo empregatício de modo a estar configurada patente demissão sem justa causa, a
qual deve ser devidamente indenizada pelo empregador por ser medida de direito o
pagamento proporcional ao tempo trabalho, em adição à multa legalmente prevista no
disposto no artigo 478 da CLT no valor de 5 salários mínimos(em face dos cinco anos
trabalhados).
Ademais, é quantia devida ainda o valor de 5% sobre os seguros vendidos
durante o referido período.

c) Das Férias não usufruídas


Requer o pagamento das férias não auferidas, conquanto o requerente nunca as
usufruiu durante todo o período de 2011 até julho de 2015 havendo, portanto, violação
ao disposto no artigo 129 da CLT. Ademais, em vista da não concessão das mesmas em
tempo, são devidas as férias proporcionais ao período trabalhado
(2011,2012,2013,2014 e até julho de 2015), sendo que, quanto ao valor a ser pago, em
respeito ao disposto no artigo 137, caput, da CLT e Súmula 450 do TST, deverá ser em
dobro ao valor que normalmente deveria ser pago.
Por fim, importa ainda ressaltar, que pugnamos pela aplicação da multa prevista
no artigo 137, §2º em consequência da mora do empregador em conceder, em tempo, as
férias devidas.

d) Do Décimo Terceiro e gratificações natalinas


Requer o pagamento integral durante o período em que o reclamante atuou em
nome da reclamada dos valores de décimo terceiro não auferidos, em respeito ao
garantido por nossa Carta Magna em seu artigo 7º, VIII.
Ademais, resta ainda importa também pugnarmos pelas gratificações natalinas
não auferidas, face à patente violação ocorrida contra a Lei 4.090/62 em seu artigo 1º e
respectivos incisos.
Em face do exposto, requer a concessão do décimo terceiro e gratificações
natalinas durante o período de 2011, 2012, 2013, 2014 e metade do ano de 2015.

e) Do Seguro Desemprego
Em conformidade ao descrito acima, a rescisão do vínculo empregatício deu-se
sem justa causa. Entretanto, em violação ao já sabido e previsto em lei, não foi
concedido ao reclamante o direito legalmente previsto do Seguro Desemprego, o qual é
disposto na Lei 7998/90, em seu artigo 3º, inciso I.
Assim, requer se seja concedido ao reclamante o Seguro Desemprego.

f) Aviso Prévio
Por fim, o reclamado não apresentou formalmente pedido de demissão do
reclamante, de modo a estar configurado o direito ao pagamento de aviso prévio não
auferido. Sendo assim, restou elencada a hipótese prevista no artigo 487, §1º da CLT,
sendo devido indenização proporcional ao tempo trabalhado, qual seja, quatro anos e
seis meses.

Dá-se o valor da causa de R$...

Termos que,
Pede deferimento

Uberlândia, ... de ... de ...

____________________ ___________________
Mateus Carvalho Rezende Winston Carlos Martins Junior
OAB/MG ... OAB/MG ...