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“POLÍTICAS EDUCACIONAIS DO BRASIL” – TÓPICOS EM DEBATE:

Da relação entre estado e políticas educacionais, debatemos:


1) Dever de possibilitar a educação – isso foi dado sob um tópico crítico em relação ao que diz
respeito legal direto a tal dever: a Lei nº 9.394/20 de dezembro de 1996, LDB (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação) diz:
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia
de:
I – educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de
idade, organizada da seguinte forma: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013).
a) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
b) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
c) ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
II – educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; (Redação dada
pela Lei nº 12.796, de 2013)
III – atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação,
transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de
ensino; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
IV – acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os
concluíram na idade própria; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013);
V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII – oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e
modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que
forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola;
VIII – atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de
programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência
à saúde; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013);
IX – padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade
mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-
aprendizagem;
X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de
sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade.
(Incluído pela Lei nº 11.700, de 2008).
Observe-se que o Art. 4º da Lei no 9.394 de 1996 decorre dos seguintes artigos da
Constituição Federal Brasileira, de 1988:
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa,
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola (…)
Art. 208. O dever do Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia de:
III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino;
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de 0 a 6 anos de idade.
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas, podendo ser dirigidos a escolas
comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que:
I – comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em
educação.
O tópico crítico em questão decorre de tais legislações do seguinte modo: promover a
educação é um dever do estado – conforme previamente incita investigar a seguinte linha da
ementa da disciplina Políticas Educacionais do Brasil: “A relação estado e políticas
educacionais” –, e esse dever dá ao estado o direito de legislar aquilo que deve.

2) Direito de acessar e de permanecer na educação ofertada – isso também foi dado sob um
tópico crítico em relação ao que diz respeito legal direto a tal dever: a Lei nº 9.394/20 de
dezembro de 1996, LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) diz:
Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo
qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade
de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder
público para exigi-lo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
§ 1º O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá: (Redação dada pela
Lei nº 12.796, de 2013)
I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem como os jovens e
adultos que não concluíram a educação básica; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
II – fazer-lhes a chamada pública;
III – zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola.
§ 2º Em todas as esferas administrativas, o poder público assegurará em primeiro lugar
o acesso ao ensino obrigatório, nos termos deste artigo, contemplando em seguida os
demais níveis e modalidades de ensino, conforme as prioridades constitucionais e legais.
§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para peticionar
no Poder Judiciário, na hipótese do § 2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e
de rito sumário a ação judicial correspondente.
§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o oferecimento do
ensino obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade.
§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o poder público criará
formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, independentemente da
escolarização anterior.
Art. 6º É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação
básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
O tópico crítico decorre de tal legislação e tem relação objetiva com o Art. 205 da
Constituição Federal Brasileira de 1988, e considera que todo mundo tem o direito à
educação por responsabilidade do estado e corresponsabilidade da família. Contudo, isso
sem o direito direto da parte da e muito menos de quem recebe a educação a respeito de
legislar.

3) A linha “A relação estado e políticas educacionais” foi tratada em debate a respeito da


tensão entre dever e direito. Lato sensu, política é uma forma de organização de indivíduos
em comunidade que se orientam em distintas instituições e modos de vida variados.
Também lato sensu, educação é todo modo de formação das pessoas, tanto em sua
individualidade quanto em sua comunalidade, a respeito dos diversos saberes e
conhecimentos que as particulariza e socializa. A expressão “políticas educacionais” diz
respeito àquela forma de organização sobre a educação, no entanto, tomando esta não em
seu sentido geral, mas especificamente institucional. Por sua vez, uma instituição é uma
estrutura e um âmbito que serve para regular e para atender necessidades individuais e
coletivas mediante valores, ideias e condutas da vida social, ou seja, comum. Nos dois
tópicos críticos debatidos, a relação estado e políticas educacionais foi observada sobre o
dever e o direito. Nesse sentido, mediante aquela linha da ementa, que é a primeira, e a
terceira, a qual diz sobre “As políticas de regulação e gestão da educação brasileira e a
(re)democratização da sociedade brasileira”, o que o estado tem a ver com as políticas
educacionais e não se separa de uma legislação e, logo, de uma ordem jurídica. Convém
observar que essa terceira linha da ementa aponta, pelo termo dado como ambíguo
“(re)democratização”, historicamente para a educação brasileira, que é forma porque
institucional (regulada, legislada), posteriormente à Ditadura Militar, ou seja, a partir do
Governo Sarney (1985-1990). Por força daquela linha da ementa, convém observar: durante
o Governo Sarney é promulgada a Constituição Federal Brasileira em 1988; durante os
Governos FHC (1995-2002) é promulgada a Lei no 9.394 (LDB) em 1996, são publicados os
PCN em 1997, são publicadas as DCNEM em 1998 (ano de criação do ENEM), são
publicados os PCN-EM em 1999, é promulgada a Lei no 10.172 (PNE) em 2001 (com
previsão de ação até 2011), e também são publicados os PCN+ em 2002; durante os
Governos Lula (2003-2011) são publicadas as OCEM. Esses documentos não param por aí,
tendo em vista os Governos Dilma e o Governo Temer.

4) Há três pontos que decorrem da relação estado e políticas educacionais acerca da regulação
e gestão da educação brasileira posteriormente à Ditadura Militar: a manutenção do
princípio de educação como ilustração (anterior à Modernidade); a consideração da
educação como superação (da “ignorância” e das condições materiais socioeconômicas), que
é própria da Modernidade; por esta, a formalização de uma “educação universal”; e em
decorrência desta, um “intercâmbio” entre a “educação universal” de um estado em relação
a outros (em âmbito internacional). Sobre isso, e porque a educação é regulada (legislada e
juridicamente “acompanhada”), a respeito dos dois tópicos críticos e mediante as duas linhas
destacadas da ementa, debatemos sobre as políticas educacionais serem pautadas pelo
princípio da isonomia – e isso nos levou a uma questão crítica: Como a educação pode ser
isonômica?

5) Sobre a questão crítica em relação ao que foi descrito como tópicos e pontos de debate,
convocou-se também a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que tem redação dada
como “final” em fevereiro deste ano, 2017, embora não tenha sido propriamente
“aprovada”, ou seja, ainda esteja submetida a debate e aprovação, ainda que pareça estar em
vigor. A BNCC terminou sendo convocada para os debates porque apresenta um programa
curricular comum para toda iniciativa (privada e pública – outra dicotomia crítica)
educacional. Convém considerar a esse respeito que a LDB/1996 prevê no Art. 26o que “os
currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base
nacional comum”. Além disso, esse artigo discrimina que essa base deve ser
“complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma
parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura,
da economia e dos educandos”. Isso é reforçado pelo Art. 32o e pelo 35o, os quais dizem
respeito a assegurar o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades mediante
competências. Na BNCC, esse “desenvolvimento” ganha a forma de eixos que orientam
programas de ensino por área de conhecimento. Nesse sentido, a BNCC é dada para reforçar
o princípio moderno, vindo do século XVIII, de “educação universal” mediante a educação
como superação (da “ignorância” e das condições materiais socioeconômicas) sem ênfase,
embora isto se mantenha, sobre a educação como ilustração (anterior à Modernidade). Daí
se ressalte também que não há consideração objetiva sobre a autonomia de aprender nem de
ensinar, bem como orientação sobre a peculiaridade das “características regionais e locais”.