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ConÛamos Nele?

As diÛculdades são para o nosso


bem
Outubro 2017 Conferência Geral
Élder Stanley G. Ellis
Membro emérito dos Setenta

A despeito do assunto, o difícil pode ser bom para aqueles que vão
prosseguir com fé e con ar no Senhor e em Seu plano.

Antes de começar, como representante de todos os que foram afetados pelos


furacões e terremotos recentes, expresso minha profunda gratidão pelos
participantes do Mãos Que Ajudam e seus facilitadores, que trouxeram ajuda e
esperança.

Em outubro de 2006, dei meu primeiro discurso na conferência geral. Senti que
uma mensagem importante para a Igreja mundial incluía a seguinte a rmação: “O
Senhor con a em nós!”

Ele realmente con a em nós de muitas maneiras. Ele nos deu o evangelho de Jesus
Cristo e, nesta dispensação, sua plenitude. Ele con a a nós a autoridade de Seu
sacerdócio e as chaves para seu uso adequado. Com esse poder podemos
abençoar e servir às pessoas, receber as ordenanças e fazer convênios. Ele con a a
nós Sua Igreja restaurada e o templo sagrado. Ele con a a Seus servos o poder
selador — para ligar na Terra e nos céus! E Ele con a em nós para sermos pais
terrenos, professores e cuidadores de Seus lhos.

Após servir por vários anos como autoridade geral em muitas partes do mundo,
declaro com muito mais certeza: Ele con a em nós.

Agora a pergunta que faço nesta conferência é: “Con amos Nele?”

Con amos Nele?


O presidente Thomas S. Monson nos relembra com frequência: “Con a no Senhor
de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

Não sejas sábio aos teus próprios olhos” (Provérbios 3:5–7).

Con amos que Seus mandamentos são para o nosso bem? Con amos que os
líderes de Sua Igreja vão nos guiar bem, embora sejam imperfeitos? Con amos que
Suas promessas são verdadeiras? Con amos que o Pai Celestial e Jesus Cristo nos
conhecem e querem nos ajudar? Con amos Nele mesmo quando estamos
enfrentando provações e desa os?

Quando olho para trás, vejo que algumas das melhores lições que aprendi
ocorreram durante os momentos mais difíceis — quando eu era jovem, quando
estava na missão, começando uma nova carreira, esforçando-me para magni car
meus chamados, para criar uma família grande ou lutando para ser autossu ciente.
Parece evidente que as di culdades são para o nosso bem!

As di culdades são para o nosso bem


A adversidade nos torna mais fortes, mais humildes e nos dá a oportunidade de
nos provar. Nossos amados pioneiros de carrinhos de mão passaram a conhecer a
Deus em suas circunstâncias extremas. Por que foram necessários dois capítulos
para que Né e seus irmãos obtivessem as placas de latão e somente três
versículos para persuadir a família de Ismael a unir-se a eles no deserto? (Ver 1 Né
3–4; 7:3–5.) Parece que o Senhor quis fortalecer Né por meio das di culdades
enfrentadas ao obter as placas.

As adversidades em nossa vida não deveriam nos surpreender. Um dos primeiros


convênios que fazemos com o Senhor é o de viver a lei de sacrifício. Sacri car-se
signi ca abrir mão de algo que desejamos. Com a experiência, percebemos que
pagamos um preço pequeno quando comparado às bênçãos que recebemos. Sob
a orientação de Joseph Smith, foi dito que: “Uma religião que não requeira o
sacrifício de todas as coisas nunca tem poder su ciente para produzir a fé
necessária para levar-nos à vida e à salvação”.1

Os membros da Trindade estão acostumados com coisas difíceis. Deus, o Pai,


sacri cou Seu Filho Unigênito para o terrível sofrimento da Expiação e da morte por
Cruci cação. As escrituras dizem que Jesus Cristo “aprendeu a obediência pelas
coisas que padeceu” (Hebreus 5:8). Ele sofreu voluntariamente a agonia da
Expiação. O Espírito Santo espera pacientemente para nos inspirar, advertir e guiar,
e depois, algumas vezes, é ignorado, mal interpretado ou esquecido.

Parte do plano
A adversidade é parte do plano do evangelho. Um dos objetivos desta vida é
sermos provados (ver Abraão 3:25). Poucas pessoas sofreram mais injustiças do
que o povo de Alma. Eles fugiram do iníquo rei Noé e acabaram se tornando
escravos dos lamanitas! Por meio desses desa os, o Senhor ensinou a eles que Ele
castiga Seu povo e “prova sua paciência e sua fé” (Mosias 23:21).

Durante os dias terríveis em que Joseph Smith esteve na cadeia de Liberty, o


Senhor o ensinou a suportar bem (ver D&C 121:8) e prometeu que, se ele zesse
isso, “todas essas coisas te servirão de experiência e serão para o teu bem” (D&C
122:7).
O presidente Thomas S. Monson pediu que “escolhamos sempre fazer o certo mais
difícil em vez de fazer o errado mais fácil”.2 Com respeito aos nossos templos, ele
declarou que “nenhum sacrifício é grande demais, nenhum preço é alto demais,
nenhuma luta é difícil demais para receber [as bênçãos do templo]”.3

Na natureza, as di culdades fazem parte do círculo da vida. É difícil para um


pintinho sair da casca rme do ovo. Mas, quando alguém tenta facilitar isso, o
pintinho não desenvolve a força necessária para viver. De maneira semelhante, a
di culdade que a borboleta enfrenta para se livrar do casulo a fortalece para a vida.

Por meio desses exemplos, vemos que a di culdade é um princípio constante!


Todos temos desa os. O que muda é como reagimos à di culdade.

Em certa ocasião, algumas pessoas no Livro de Mórmon sofreram “grande


perseguição” e “muitas a ições” (Helamã 3:34). Como elas reagiram? “Jejuavam e
oravam frequentemente e tornavam-se cada vez mais fortes em sua humildade e
cada vez mais rmes na fé em Cristo, enchendo a alma de alegria e consolo”
(Helamã 3:35). Outro exemplo aconteceu após anos de guerra: “Mas eis que, por
causa da longa duração da guerra entre ne tas e lamanitas, muitos se tornaram
insensíveis (…); e muitos foram abrandados em virtude de suas a ições, de modo
que se humilharam perante Deus com a mais profunda humildade” (Alma 62:41).

Cada um de nós escolhe como vai reagir à adversidade.

Tenham cuidado com o fácil


Antes de ser chamado como autoridade geral, eu trabalhava como consultor
nanceiro em Houston, Texas. Passava a maior parte do tempo trabalhando com
multimilionários que tinham seu próprio negócio. Quase todos haviam criado um
negócio bem-sucedido começando do nada e trabalhando arduamente. A coisa
mais triste para mim era ouvir alguns deles dizer que queriam tornar as coisas mais
fáceis para os lhos. Eles não queriam que os lhos sofressem como eles tinham
sofrido. Em outras palavras, eles privariam os lhos exatamente do que havia feito
deles pessoas tão bem-sucedidas.

Em contrapartida, conheço uma família que fez as coisas de modo diferente.Os pais
nessa família foram inspirados pela experiência de J. C. Penney, que, quando
completou 8 anos, foi informado pelo pai que ele seria responsável por suas
próprias nanças. A família agia assim: quando um lho se formava no Ensino
Médio, tornava-se responsável por suas nanças: para continuar os estudos
(faculdade, pós-graduação, etc.) e para prover seu sustento nanceiro
(autossu ciência verdadeira) (ver D&C 83:4). Felizmente, os lhos reagiram com
sabedoria. Todos se formaram na faculdade e vários deles zeram pós-graduação
— por si mesmos. Não foi fácil, mas atingiram a meta. Eles conseguiram com
trabalho árduo e fé.

Fé para con ar Nele


A pergunta “Con amos Nele?” pode ser melhor formulada como “Temos fé para
con ar Nele?”

Temos fé para con ar em Suas promessas relativas ao dízimo de que, com 90 por
cento da nossa renda mais a ajuda do Senhor, estaremos melhores do que com
100 por cento sozinhos?

Temos fé su ciente para con ar que Ele vai nos visitar em nossas a ições (ver
Mosias 24:14), que Ele vai contender com aqueles que contenderem conosco (ver
Isaías 49:25; 2 Né 6:17) e que Ele consagrará nossas a ições para nosso benefício?
(Ver 2 Né 2:2.)

Vamos exercer a fé necessária para guardar Seus mandamentos a m de que Ele


nos abençoe tanto material como espiritualmente? E vamos continuar éis até o
m para que Ele nos receba em Sua presença? (Ver Mosias 2:41.)

Irmãos e irmãs, podemos ter fé para con ar Nele! Ele quer o que é melhor para nós
(ver Moisés 1:39). Ele vai responder às nossas orações (ver D&C 112:10). Ele vai
cumprir Suas promessas (ver D&C 1:38). Ele tem o poder para cumprir essas
promessas (ver Alma 37:16). Ele sabe tudo! E, mais importante, Ele sabe o que é
melhor (ver Isaías 55:8–9).

Um mundo perigoso
Nosso mundo hoje está difícil. O mal e a corrupção estão generalizados em todas
as nações, o terrorismo ocorrendo em lugares seguros, desemprego, doenças,
desastres naturais, guerras civis, líderes despóticos e assim por diante. O que
devemos fazer? Devemos fugir ou lutar? Qual é o certo? Cada uma dessas escolhas
pode ser perigosa. Foi perigoso para George Washington e seus exércitos lutarem,
mas também foi perigoso para nossos antepassados pioneiros fugirem. Foi
perigoso para Nelson Mandela lutar pela liberdade. Já foi dito que, para que o mal
triunfe, basta simplesmente que os homens bons não façam nada.4

Não temas!
Em tudo o que zermos, não devemos decidir nem agir com o espírito de temor.
Verdadeiramente, “Deus não nos deu o espírito de temor” (2 Timóteo 1:7).
(Compreendem que a ideia “não temas” é enfatizada em todas as escrituras?) O
Senhor me ensinou que o desânimo e o medo são ferramentas do adversário. A
resposta do Senhor para os momentos difíceis é seguir avante com fé.

O que é difícil?
Cada um de nós pode ter uma opinião diferente sobre o que é difícil. Alguns
consideram difícil pagar o dízimo quando não têm muito dinheiro. Os líderes
algumas vezes acham difícil esperar que os pobres paguem o dízimo. Pode ser
difícil para alguns de nós prosseguir com fé para se casar e formar uma família. Há
aqueles que acham difícil contentar-se com o que o Senhor lhes concedeu (ver
Alma 29:3). Pode ser difícil car feliz com seu chamado atual (ver Alma 29:6). A
disciplina da Igreja pode parecer muito difícil, mas para alguns ela marca o começo
de um verdadeiro processo de arrependimento.

A despeito do assunto, o difícil pode ser bom para aqueles que vão prosseguir com
fé e con ar no Senhor e em Seu plano.

Meu testemunho
Irmãos e irmãs, presto testemunho de que esses líderes sentados atrás de mim são
chamados por Deus. O desejo deles é servir bem ao Senhor e nos ajudar a
estabelecer o evangelho em nosso coração. Eu os amo e apoio.

Amo nosso Salvador, Jesus Cristo. Fico maravilhado com o grande amor que Ele
tem pelo Pai e por nós para tornar-Se nosso Salvador e Redentor, e por isso Ele
teve que sofrer de tal forma que fez com que “tremesse de dor e sangrasse por
todos os poros; e sofresse, tanto no corpo como no espírito” (D&C 19:18). E quando
estava passando por essa situação terrível e estando ciente da sua necessidade, Ele
expressou ao Pai: “Não se faça a minha vontade, senão a tua” (Lucas 22:42). Eu me
regozijo nas palavras do anjo: “Não está aqui, porque já ressuscitou” (Mateus 28:6).

Seu exemplo realmente é “o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6). Somente


seguindo esse exemplo podemos encontrar “paz neste mundo e vida eterna no
mundo vindouro” (D&C 59:23). Ao seguir Seu exemplo e aplicar Seus ensinamentos,
aprendi por mim mesmo que cada uma de Suas “grandíssimas e preciosas
promessas” (2 Pedro 1:4) é verdadeira.

Meus maiores desejos são estar com Mórmon como um verdadeiro discípulo de
Jesus Cristo (ver 3 Né 5:13) e um dia ouvir Jesus Cristo dizer: “Bem está, servo bom
e el” (Mateus 25:21). Em nome de Jesus Cristo. Amém.

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