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Disciplina: Estágio Supervisionado II

Prof: Sandra Augusta de Melo


Período: VI
Polo: Passos
Tutor Presencial: Tatiana Barbosa de Sousa
Aluna: Rosemeire de Oliveira Souza nº 13.1.5747

RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II


INTRODUÇÃO

Quando o acadêmico de Pedagogia tem a ideia de estágio supervisionado sabe


que será uma vivencia na sala de aula bem mais completa que as aulas teóricas do
curso de Pedagogia. O que não tira a importância das teorias, dependem uma da outra.
Ver como as crianças pegam no lápis para escrever, para colorir, ou em simples
recortar de papel traz à tona as teorias do desenvolvimento infantil de Piaget. Como
não observar o desenvolvimento psicomotor das crianças em qualquer de suas fases?
Estão em processo de desenvolvimento!
Cabe relevar a maneira como o Bullying atua na escola e de maneira bem mais
aberta, apesar de não saber os reais motivos que levam esses alunos a se comportar
de tal modo, através dessa observação no comportamento da criança faz-se uma
viagem em todas as teorias estudadas na instituição de ensino antes de ir para campo,
como comportamento infantil, psicologia da aprendizagem, psicologia da educação, é
incrível como teoria e prática se entrelaçam de uma maneira que valorizamos por fim a
importância de uma cobrança por parte dos docentes do ensino superior em requerer
que os alunos que em serão professores tenham uma base para se sustentar, e cada
disciplina tida na faculdade faça seu papel: tornarem-se práticas educativas que façam
um diferencial na educação. O desempenho dos alunos de acordo com cada categoria
ou disciplina deve ser valorizado, as suas variações também, alguns alunos tem
facilidade para copiar as frases ou exercícios de cópia de numerais do quadro, outros
em pintar, colorir, cortar, cada um a seu modo.
O estágio supervisionado é uma oportunidade muito importante para o
acadêmico de Pedagogia, afinal é onde pode observar a rotina da sala de aula de
alunos em uma faixa etária de idade em que está ocorrendo o processo de
alfabetização, o contato com as letras, quando o aluno passar a desenvolver a leitura e
muitas outras etapas que serão fundamentais para seu bom desenvolvimento cognitivo
e que serão necessários para que obtenha o conhecimento.
O estágio divide-se em três etapas: a primeira etapa é a observação, onde o
acadêmico observa primeiramente a estrutura física da escola, onde variam desde os
aspectos físicos da escola, até aspectos financeiros.
Num segundo momento dessa etapa, o foco está no que acontece na aula, a
rotina da sala, como a professora titular, ministra suas aulas, quais os métodos de
ensino utilizados, assim como os recursos pedagógicos que tem auxilio, dentre muitos
outros aspectos.
Na segunda etapa, a participação do acadêmico tem um contato mais próximo,
onde ativamente auxiliamos nas atividades propostas em sala, é nesse momento em
que já é possível diagnosticar as dificuldades de aprendizagem dos alunos, a
importância do planejamento, da utilização do ensino lúdico, a utilização correta dos
recursos pedagógicos, o comportamento dos alunos e a agressividade na sala de aula
dentre uma infinidade de aspectos que são relevantes notar quando se é um educador.
Cada etapa a sua maneira contribui para o desenvolvimento do acadêmico e
aquisição de experiência ainda que muito limitada e restrita a poucas horas, trata-se de
uma oportunidade única e que deve ser valorizada e aproveitada.

REFERENCIAL TEÓRICO

Por meio da disciplina de Estágio supervisionado II, vemos a importância deste


modelo de estágio que reside no fato de preparar os acadêmicos do curso de
Pedagogia para que, ao adentrarem em sala de aula, estes sejam capazes obter
competências para ensinar.
Portanto, o estágio supervisionado tem por objetivo apresentar a experiência
transformadora do estágio, além de apresentar alguns aspectos da fundamentação
teórica para realização do estágio supervisionado na Faculdade Metropolitana.
No caso desta turma do 3º ano fundamental com alunos de em média 8 anos,
faz-se necessário relatar alguns dos aspectos que colaboraram neste embasamento
teórico antes do estágio propriamente dito tais como, as abordagens de ensino, o
planejamento das aulas, o uso de recursos como o livro didático, rotinas de sala, de
aula, o interesse e participação dos alunos em relação às atividades propostas pelos
professores-estagiários, entre outros.
Aulas bem ministradas se iniciam com um plano de aula bem elaborado, pois
este facilita o aprendizado dos alunos e aprimora a prática pedagógica.

1 DESENVOLVIMENTO

Hoje em dia as escolas estão pouco atraentes para os alunos e professores.


Muitas vezes o professor é mal preparado, o que condena milhares de alunos a sair da
escola com uma formação precária. Por isso é importante pensar no estágio
supervisionado nos cursos de formação de professores de Pedagogia como uma
chance para crescer mais, aprender a ter domínio de sala, a falar se dirigir aos alunos.
O estágio desde o início, desde o “como fazer”, quais as técnicas, as rotinas de
sala de aula devem possibilitar um grande amadurecimento, onde o acadêmico busque
incessantemente o embasamento teórico para sanar as dúvidas que possuem diante
do estágio em sala de aula.
Assim, a experiência do estágio supervisionado proporciona uma excelente
formação e posterior transformação dos acadêmicos em professores, detentores,
condutores e promovedores do conhecimento dos alunos, que terão a possibilidade de
serem cidadãos críticos e posicionados para pensar a realidade do mundo.
Ou seja, nos sentimos logo após o estágio, ter ultrapassado as barreiras de
alunos em processo de formação, para professores críticos acerca do ato de ensinar.
Para isto é de fundamental importância para o acadêmico de licenciatura em
Pedagogia, ter suas experiências práticas, visto que, somente o conteúdo teórico em si,
não capacita o indivíduo para a realidade em sala de aula.

CENÁRIO DA PESQUISA

Escola Municipal Professor Hilarino Moraes, localizada na Rua: Opala, 495 -


Jardim Aclimação, possui uma ótima estrutura física e de fácil acesso.
A escola possui uma excelente estrutura física, com um pessoal de apoio
devidamente capacitado, gestão de recursos humanos que atende às necessidades da
escola, pertence ao órgão municipal, pública, segundo aos aspectos físicos, é
adequados a portadores de necessidades especiais, como rampas para deficientes
físicos por exemplo.
Já com respeito às outros aspectos a escola é conveniente.

OBJETIVOS

Objetivos específicos

 Orientar e acompanhar os acadêmicos do Curso de Pedagogia, em seus


estágios.
 Oportunidade ao aluno de Pedagogia contato direto com a realidade de trabalho
para a qual está sendo formado;
 Possibilitar reflexão, análise e questionamento sobre a realidade e confrontar
com as teorias estudadas no curso;
 Incorporar novos conhecimentos e habilidades úteis ao exercício da profissão
docente na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação Especial.
 Desenvolver no aluno postura profissional comprometida com a identificação da
realidade socioeconômica e cultural local, e respeito pelos sujeitos dessa
realidade;
 Capacitar para a elaboração de planejamentos, Relatórios e instrumentos de
avaliação das atividades,
 Elaborar Relatório Geral de Estágio, com as experiências vivenciadas em
campo.

METODOLOGIA

O estágio Supervisionado II, ocorreu com a participação dos acadêmicos do


curso de pedagogia, 6° período, direcionado a um público-alvo formado por alunos com
idade entre 6 anos a 10 anos. O estagio dividi-se em duas fases, a Teórica que
consiste ainda na Instituição de ensino e a prática que contempla as etapas:
observação e participação .

Iniciou-se no dia11/11/2015, com a seguinte carga horária:

 90 horas de estágio na escola;


 15 horas de leitura do material de apoio na plataforma;
 15 horas para os relatórios enviados periodicamente à faculdade, nas datas propposta
pela mesma;
 15 horas para a elaboração do registro final.

PLANEJAMENTO

O planejamento da escola Professor Hilarino de Mores segue carga horária de


25 horas/semanais, em dois turnos, matutino de 3º ao 9º ano,e vespertino de 1º ao 5º
ano, sendo realizados nos dias de segunda a sexta. As dependências da escola, como
recepção, corredores, banheiros e salas de aula, refeitório, cozinha e demais sala de
administração seguem os padrões de limpeza necessários, estando em organização e
conformidade segundo as normas básicas exigidas pela vigilância sanitária.
Em relação ao planejamento da professora para aplicação em sala é bem
detalhado, ela se cerca de cuidados e busca alternativas para melhor atender as
necessidades dos alunos e também para facilitar o aprendizado do mesmo.
Planejando aulas diversificadas, com conteúdos dentro do proposto,
Tem segurança nas atividades planejadas, sabe bem o conteúdo e a finalidade
que se pretende chegar ao fim de cada aula, desenvolve uma previsibilidade para
elaboração das aulas vindouras, relacionando um assunto com outro, uma aula com a
outra, gerando um plano com começo meio e fim, é quesito importante para
proporcionar aos alunos uma vivencia onde ele constrói o conhecimento a partir de
suas necessidades individuais, da experiência e torna previsível possíveis
imprevistos em sala de aula. Permitindo uma experiência de planejar aulas, testá-las e
modificá-las se necessário.
SALA DE AULA “TURMA 3º ANO VERDE”

Móveis-> 1 armários, 1 mesa e cadeira padrão para assento do professor, 1 quadro


branco, 20 mesas e cadeiras.
Equipamentos-> Nenhum. Não conta com TV, DVD ou Data Show.
Recursos pedagógicos-> Letras do alfabeto multicores,afixadas cima do quadro negro,
lápis, borracha, resmas de papel sufite.
Utensílios-> 1 quadro branco para escrita e trabalho com alunos de inclusão, 1 quadro
negro, painel para colagens, lembretes, e exposição de atividade no fundo da sala. 1
ventilador de teto, 1 cesto de lixo.
Algo interessante e que cabe destacar é a existência de uma “sala de
estimulação” presente na escola, onde é desenvolvido um projeto devidamente
chamado “Projeto Estimular” que realiza um trabalho com crianças com necessidades
especiais. Pelo turno vespertino atende crianças com múltiplas deficiências.

Em 1996 foi organizada a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional


- LDB, lei por sua vez condizente com a Constituição Brasileira e que traz
inovações tanto para a educação geral quanto à especial, com um capítulo
direcionado a educação especial permeando os princípios da inclusão dos
alunos com necessidades educativas especiais e ampliação de oportunidade; a
exemplo da legalização da educação infantil; bem como a inclusão da criança
com necessidades especiais nesta etapa escolar. Outro documento que ampara
a educação inclusiva é a resolução CNE/CEB nº2 de 11 de setembro de 2001
(BLATTES, 2006).

Segundo esta, o atendimento aos alunos com necessidades educativas


especiais deve ser realizado em classes comuns do ensino regular, em qualquer etapa
ou modalidade da Educação Básica. Sendo assim a educação especial passa a
perpassar todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, oferecendo em cada uma
delas recursos e apoio necessários para o atendimento educacional especializado
voltado para contribuir na aprendizagem e no desenvolvimento da potencialidade dessa
clientela incluída na escola de classes comuns.
Após chegarem à escola, as crianças são encaminhadas ao pátio onde oram o
“PAI NOSSO” e depois vão para a sala de aula, onde são acomodados pela
professora. As crianças se acalmaram por cerca de 15 minutos, iniciados uma atividade
de leitura que consistia na leitura de algum gênero textual ou portador, o que acontece
todos os dias. A professora incentiva os alunos a leitura, dando a noção de sua
importância para a vida dos alunos.
A turma do 3º ano verde é formada por 20 alunos, das 25 crianças, 3
apresentam comportamento diferenciado, a 1ª criança apresenta comportamento típico
de déficit de atenção e hiperatividade, que não é mais considerado como uma
deficiência, ou necessidade especial, é mais vista como um jeito de ser do aluno. A 2ª
criança apresenta comportamento agressivo baseado em reações exageradas diante
das negativas e frustrações comuns de uma sala de aula (ou da vida). A 3ª criança
apresenta um estado nervoso, individualista e desinteresse em realizar as atividades
propostas e agride fisicamente alguns alunos que contrariem sua vontade.
A pedagoga responsável,Ilma Aquino realiza um trabalho com base no diálogo
trabalhando a conscientização e aconselhamento da criança para que suas ações
consideradas desproporcionais às dos demais alunos não se repitam novamente.
O ambiente da sala de aula, com respeito à decoração contem o alfabeto
completo em letras garrafais em papel sufite, multicores em cima do quadro e com um
cartaz de 2 m com os números de 1 à 100.
As crianças realizam as atividades após explicação da professora sempre sem
grandes dificuldades, exceto dois alunos não têm interesse na atividade e acabam
atrapalhando os demais que tentam realizar as atividades.
A professora realiza atividades, de escrita e cópia do quadro quase sempre ma
primeira parte do dia, quando os alunos entram bem mais dispostos, depois do recreio
ela trabalha uma atividade lúdica com blocos de montar pedagógicos, jogos
pedagógicos distribuídos pelo PNAIC, ou jogos pedagógicos confeccionados por ela
com as vogais e consoantes, sílabas, palavras, e pequenas frases para verificar a
capacidade dos alunos.
As crianças rotineiramente são dirigidas em fila indiana para o refeitório, poucas
crianças comem, por se tratar de comida de fato, elas preferem o lanche de casa.
Após intervalo de 15 minutos as crianças iniciam uma atividade quase sempre de
Xerox ou do livro didático, conduzidos pela professora.
Algumas crianças conseguem seguir, outras não. Observei o grau de dificuldade
que algumas crianças possuem na escrita quanto pronuncia,
Algumas crianças propuseram para ajudar alguns alunos com mais dificuldades,
participando assim ativamente das atividades da professora. Uma das crianças não
aceitou, agindo com comportamento individualista e agressivo, diante de tal situação a
professora encaminhou a criança até a sala da pedagoga.
É muito importante saber que a escola oferece esse tipo de serviço, e saber o
que se deve fazer ao notar que o aluno possui uma necessidade especial, nesse caso
a criança é enviada à pedagoga para aconselhamento e esclarecimentos quando ao
funcionamento das coisas para que a criança tome entendimento quando a seus erros
de comportamento, sendo persuadidos a mudar sua postura diante das negativas que
lhes serão impostas no decorrer não só da sua infância, mas também ao longo de toda
sua vida.
Durante algumas aulas, sempre há ausência de alunos, essa ausência decorreu-
se devido à leitura que a professora de apoio presta a salas distribuídas pela semana
nas dependências da escola.
As atividades de língua portuguesa trabalhadas no período em que lá na sala
estive foram as dificuldades e as regularidades ortográficas, textos de vários gêneros e
portadores, e a gramática proposta, Algumas crianças diante do erro e dificuldade
ficam frustradas, e apresentaram um semblante triste.
Portanto a questão do erro é muito relativa e deve ser analisada pelo acadêmico
para quando for professor, julgar a dificuldade de aprendizagem e respeitar os erros
das crianças.
Diante da dificuldade e comportamento da criança diante do erro, a professora
explica novamente e da estímulos a criança a repetir a atividade realizando, obtendo
através de segunda chance, o êxito escolar.
O erro facilita a aprendizagem do aluno, por isso o professor deve saber como
lidar com ele.
Algumas crianças são mais agressivas tanto verbalmente quando fisicamente, e
diante desse tipo de violência as reações são diversas quando confrontadas pelo
colega de sala de aula variando conforme a personalidade, educação ou outro fator
que seja peculiar a crianças.

PARTICIPAÇÃO

A participação é uma etapa extremamente relevante para o acadêmico, pois


avança em grandes passos comparados à etapa de observação. Seguindo orientação
da professora da sala de aula Enedir, nós iniciamos uma aula expositiva e dialogada
usando como recurso didático a ludicidade através de caixas representando a
lateralidade para que os alunos pudessem trabalhar as noções do que é grande,
pequeno e do mesmo tamanho.
Essa atividade consistia na exposição de caixas personalizadas com diferentes
tamanhos seguida de indagações feitas às todas as crianças quanto ao seu tamanho.
Algumas crianças tinham um grande conhecimento quanto aos tamanhos comparados
a algumas ainda tinham algumas dificuldades do que era grande ou pequeno e tendo
mais dificuldades em distinguir entre as caixas que possuíam o mesmo tamanho.
Além das caixas foram utilizados alguns objetos da sala aula como lápis, porta-
lápis para verificar as noções do que representava fino e grosso para as crianças e
quanto a isso não restaram muitas dúvidas e todas sabiam fazer essa distinção.
Realizamos dinâmicas idealizada pela professora que denominava “Qual a letra do
alfabeto, caldeirão da Hilarino com o soletrando, qual é a soma, qual é a diferença?
Caça números pares e ímpares, antecessores e sucessores” As dinâmicas acontecem
com um círculo com as crianças assentadas ao chão da sala de aula.
O aproveitamento dessas atividades são enormes, provando que as atividades
lúdicas realmente contribuem para a aprendizagem do aluno. As dinâmicas na sala de
aula são indispensáveis porque, a dinâmica é a forma do educando contar algo, falar
dos enigmas de seu mundo interior, além de oferecer recursos para que o educando
passe do papel de passivo à ativo, aumenta a capacidade de tomar consciência de si e
do outro, promovendo a socialização e a aprendizagem. Foi possível ver no semblante
das crianças o quanto a aula era agradável mediante também a ansiedade para que
chegasse logo sua vez.
As dinâmicas possibilitam vivências, que ao serem refletidas e
partilhadas gestam um aprendizado pessoal e grupal libertado,
possibilitando, dentre outras coisas: Desenvolvimento da consciência
crítica; Sistematização de conteúdos, sentimentos e experiências;
construção coletiva do saber; exercício de escuta e acolhida do outro
como ser diferente; autoconhecimento como ser único e social.
(Minicucci, 2007).

Foram realizadas brincadeira do “vivo ou morto” proporcionando uma grande


interação e divertimento, no entanto ao resultado da brincadeira um aluno não aceitou
ter perdido. Mesmo sendo explicado que se tratava apenas de uma brincadeira o aluno
apresentou um comportamento agressivo agindo incontrolavelmente a base de gritos,
correndo pela quadra de com chutes, pontapés e proferindo palavras de baixo calão,
ficou andando de um lado para o outro no corredor da escola recusando-se a voltar à
sala de aula. Fez se necessária a intervenção do apoio pedagógico para que o aluno
pudesse voltar a sala ao tempo que o mesmo recusou-se a voltar a sala de aula
mesmo após muita insistência da pedagoga, que muito esforço convenceu o aluno a
voltar a sala de aula e tomar acento na sua cadeira.
Não se sabe como é a relação deste aluno com a sua família, mas segundo as
pesquisas o ambiente familiar é um dos, senão o principal fator influenciador dos
comportamentos agressivos de crianças.
Compulsivamente um dos alunos andava de pés no chão de um lado para o
outro e quando a professora advertiu que o seu comportamento era inadequado a
criança apresentou certo grau de agressividade pegando uma caixa com giz e
espalhando pela sala com raiva e fúria. A professora para coagir, tomou a caixa que o
aluno possuía em mãos e guardou no armário.
Em outra situação um aluno amassou sua atividade e jogou no chão e quando
convidado a pegá-la ele recusou-se.
Uma aluna recusou-se a participar da aula do conto, afastando-se dos demais
alunos da sala por escolha própria. O professor Ticiano, que é responsável pela
matéria, distribuiu uma atividade com figuras representando ações com o uso somente
cumprimentos e pediu que as crianças fizessem um diálogo entre pares, conforme
atividade impressa: uma menina dizendo “Olá”, um menino dizendo “Como vai você?”,
uma senhora dizendo “Bom dia” e um jovem dizendo “Boa tarde”. Diante dessa
atividade os alunos tiveram dificuldade em associar as ações e fazer o solicitado pelo
professor e mesmo com minha ajuda e correção a atividade ficou incompleta e o
objetivo foi perdido.
A professora que dá aulas, naquela sala, no turno vespertino compareceu à sala
de aula para saber quem tinha sido a criança que havia riscado a parede da sala de
aula, e mais uma vez fez se necessária a presença da pedagoga e direção da escola
para resolver o problema com a agressão e depredação do imóvel público, situações
corriqueiras na escola.
Em uma das aulas do conto, após a narração do mesmo, os alunos foram
convidados a leitura e a participarem da maleta itinerante, todos entusiasmados, e pelo
que vi ano passado o objetivo em ler, e levar a leitura em casa da bibliotecária tem tido
grande sucesso.
No início deste ano, aconteceu na escola a reunião de pais, a finalidade da
reunião com os pais ou responsáveis era falar do comportamento dos seus filhos, netos
e/ou sobrinhos em sala de aula, além de pedir auxilio para a compra de materiais para
realização de algumas atividades da sala que não são fornecidos pela escola, e
apresentação da nova professora aos responsáveis, apenas 7 pessoas compareceram
a reunião, sendo que alguns pais chegaram no horário, e alguns com atraso, mesmo
assim pelo menos com os pais ou responsáveis que estavam na sala de aula o
planejamento e finalidade da reunião foi alcançado.
As aulas de geografia,história e ciências são muito produtivas o livro didático, assim
como o Power point são muito usados pela professora nestas aulas pois o Power point
é u, recurso que leva riqueza ao fraco conteúdo proposto pelo livro didático.
Em relação ao conteúdo dessas matéria houve do ano passado para esse ano uma
mudança significativa do planejamento bimestral, os livros foram trocados de coleção
também e esse ano serão seguidos por sequencia.
Em geral os alunos desse ano perdem facilmente o interesse pelas atividades e
tem mau comportamento, a professora desse terceiro que acompanhei esse início de
ano, está presenteando os alunos com melhor comportamento, . Para solucionar
questões como essa, é preciso voltar-se para a formação dos alunos como pessoas
conscientes de seu papel na sociedade e no contexto escolar. Já quem premia o bom
desempenho demonstra não saber ensinar a crianças e jovens a importância do
conhecimento. E ainda existe o perigo de passar a ideia de que apenas notas altas são
sinônimo de aprendizagem. Há alunos que têm dificuldades com certos conteúdos,
mas se empenham em aprender. "Os prêmios valorizam apenas o resultado e não o
processo e o esforço de cada um".
Ser pedagogo não é fácil, ser um bom pedagogo e fazer a diferença como
profissional tornou-se a partir de observação e participação uma busca árdua, mas que
com certeza vale a pena. O professor marca a vida de um aluno, e marca para melhor.
A tarefa mais difícil encontrada durante a etapa de observação foi sem dúvida a
avaliação. Falar sobre o fenômeno da avaliação não é fácil, nem para os professores,
para os teóricos que estudam o tema, nem tão pouco para um acadêmico de
Pedagogia que trás consigo apenas relatos de sua experiência escolar que na maioria
das vezes não foram agradáveis.
Como o profissional da educação se vê? Sem dúvidas poucos se veem como
avaliadores, a existência de boletins de acompanhamento das crianças, fichas de
avaliação e outros mecanismos, até mesmo a ocorrência de avaliação formal,
controlando e vigiando o comportamento e a disciplina.
Muitas vezes esses instrumentos são elaborados por profissionais que não
atuam diretamente com as crianças. Em muitos casos os professores participam do
processo apenas como executores, ficando a cargo de diretores e outros profissionais
a definição de critérios avaliativos. Por meio desse referencial, constata-se que a
educação dessa maneira, acaba antecipando os mecanismos de seleção e exclusão
presentes neste nível de educação, tão nefasto às crianças.

CONCLUSÃO

O estágio supervisionado II, foi uma experiência muito significante, foi possível
notar a grande diferença entre a teoria e a pratica, e interessante perceber como
ambas são combinadas para aprender e ensinar em diversas situações diante da sala
de aula, dos alunos, e dos professores.
Cabe destacar a importância da autoridade, de conhecer o conteúdo que será
ensinado aos alunos, independentemente da disciplina, ou do método de ensino que
será usado para se obter o objetivo principal que é a aprendizagem do aluno.
Somente a partir da observação, participação e regência podem-se perceber as
ações e produções de escrita das crianças percebendo o movimento do conhecimento
e da aprendizagem, como elas veem as letras, como confundem, como desejam saber
e às vezes não sabem, não conseguem, ou se sentem incapazes de aprender a ler, ou
a aprender um determinado conteúdo.
Uma grande oportunidade não pode deixar de ser mencionada, que é a
observação de como é feita a avaliação da aprendizagem na Educação Infantil, e como
é o desempenho dos alunos, a linguagem tão complicada que muitas pedagogas usam
e que só dificultam o desenvolvimento do aluno na hora de fazer as atividades.
Outras vantagens proporcionada pelo estágio envolvem o relacionamento com
os colegas e professores, a afetividade entre o professor e os alunos, a maneira como
se expressam diante deste, ou como deveriam se expressar.
Esse estágio foi com certeza uma experiência única e que possibilitou o
crescimento do acadêmico o encaminhando e o transformando para serem professores
que é o objetivo que desejam alcançar ao terminar a graduação.
Mas não basta ser apenas um professor, e sim um ótimo professor que acredita
na educação, que está disposto a lutar a cada dia de aula superando as dificuldades, o
salário baixo, a falta de apoio, de recursos pedagógicos e principalmente a ter
confiança e contribuir para a formação de cidadãos críticos e reflexivos que se iniciam
seu desenvolvimento através da escola e do ensino.

REFERÊNCIAS

 Para compreender todo o processo de ESTÁGIOS E TCC, videoaula sobre

ASPECTOS LEGAIS E NORMATIVOS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO


 http://www.moodle.ufop.br/file.php/12379/cartilha_Lei_Estagio.pdf

 CNE/CEB nº2 de 11 de setembro de 2001 (BLATTES, 2006).

 Minicucci, 2007).