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Direito Constitucional Positivo I

Prof: Guilherme Peña

Aula 3

No caso brasileiro, o Brasil é um modelo hibrido, pois tem uma regra, mas possui mais de uma
exceção.

Em regra, o Brasil segue o modelo americano.

Assim, a constituição enumera competências da união e deixa as remanescentes para o


estado. A base disso está no:

Art. 25 parágrafo 1°.

Exceções:

1. Nos aproximamos da índia em apenas um caso, quando o Brasil enumera a


competência da união, dos estados e dos municípios. Isso ocorre nas matérias
tributárias, os impostos (impostos é uma espécie de tributo).

Art 153 CF (união), Art 155 CF (estados), Art 156 CF (municípios).

2. Em quatro hipóteses nos aproximamos do Canadá, onde a constituição enumera


competências não federais (estaduais e municipais).
A. Estados: Há 3 artigos únicos que a constituição enumera as competências do
estado. É raro, mas existe.
Art. 18 parágrafo 4° -competência legislativa. A lei ordinária do estado que vai
legislar como são criados, incorporados, fundidos e desmembrados de municípios.
Art. 25 parágrafo 2° - competência administrativa. Prestação de serviços públicos
de gás pertence ao estado.
Art. 25 parágrafo 3°- competência legislativa. Os estados, mediante lei
complementar, poderão instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e
microrregiões.
O estado do Rio tem 2 regiões metropolitanas criadas por ele: região
metropolitana cuja capital é Niterói e região dos lagos.

B. Municípios: Há apenas um caso que a constituição dá expressamente


competências ao município.
Art. 30 CF – São 9 hipóteses que a constituição da competências aos municípios.

Vamos nos aprofundar em direito brasileiro.

Autora de referencia: Fernanda Dias Almeida. Ela afirma que o Brasil de dois planos de
competência: um vertical e um horizontal.
Lembrar: A primeira constituição republicana do Brasil foi de 1891. Nessa constituição que
produziu o federalismo no Brasil, só existia o plano horizontal. Em 1934 a constituição, no seu
artigo 10, criou o plano vertical.

 Repartição de competências Distribuição de matérias distintas


em plano horizontal = entre as entidades federativas,
compreendendo a competência
exclusiva e a competência privativa
de cada unidade da federação.

Logo, nesse plano horizontal existem matérias distintas e cada uma delas será atribuída a um
ente conforme o critério de predominância, preponderância ou prevalência de interesses.

Metáfora: MESA

Sobre a mesa eu ponho as matérias A, B e C. A tem interesse predominantemente


nacional. Logo, matéria A será atribuída a união. A matéria B tem interesse
preponderantemente regional. Logo, matéria B é atribuída aos estados. Matéria C
tem interesse preponderantemente local. Logo, matéria C é atribuída aos
municípios.

2 questões:

 Qual é o valor central desse plano?

É o valor da compartimentação. Esse elemento é típico do modelo americano que


sempre trabalhou com essa ideia de repartimento, divisão. Logo, não há um poder
unido. Dessa forma, cada fração será delegada a pessoas diferentes conforme os
interesses delas sobre a matéria.

 Quais são as espécies compreendidas nesse gênero?

São duas as espécies. Competência exclusiva e competência privativa.


A distinção entre essas competências está no critério da delegabilidade, ou seja, se o
titular da competência pode delega-la a outra entidade.

Competência exclusiva Competência privativa

Indelegabilidade. Delegabilidade.

Assim, o titular da competência exclusiva não pode delega-la a outrem. Enquanto o titular da
competência privativa pode assim fazer desde que obedeça as condições impostas pela
constituição.
Exemplificação: artigo 21 e artigo 22 CF

Art. 21: compete a união: (pelo nosso modelo ser o americano, existe a necessidade de definir
as competências da união primeiro). Há um rol de 25 incisos que só poderão ser exercidos pela
união. Logo, a união possui competência exclusiva, não podendo delegar poder.

Art. 22: compete privativamente a união. No parágrafo único desse artigo mostra que a CF
admitiu delegação de poder da união para os estados em assuntos específicos. Porem, acaba
impondo 3 condições:

- que seja por lei complementar;

- em favor do estado ou DF; (nunca aos municípios).

- questões específicas; (precisa especificar a matéria, não podendo ser genérica).

Se obedecer a essas condições, a união pode delegar matéria.

Ex: lei complementar 103/ 01: A união permite os estados fixarem pisos salariais. Nota-se que
não é salário mínimo, pois esse é designado para toda a federação. Por ser matéria específica
trabalhista, a união tem permissão de delegar tal competência ao estado.

ATENÇÃO:

A constituição nem sempre usa, em seu texto, os termos exclusivos e privativos da maneira
conceitualmente correta. Um exemplo disso é o artigo 84: “compete privativamente ao
presidente”, porem, no rol do artigo, poucas são as atividades que o presidente pode delegar.
Ele possui 27 incisos dos quais 2,5 são privativos.

 Repartição de competências = Distribuição de matérias idênticas


no plano vertical entre as entidades federativas
compreendendo as competências
comuns e as competências
concorrentes de todas as unidades
federativas.

Só há uma matéria e ela será atribuída, ao mesmo tempo, a todos. Ou seja, será de
conjunto de todos.

Metáfora: TORRE

Não há mais uma mesa, disso vem à ideia de plano vertical. A torre é a matéria D,
uma única matéria, e ela é dada em conjunto a todos, de forma que todos iram legislar,
administrar e governar em conjunto.
 Qual é o valor central desse plano?

O valor central é o compartilhamento. Compartilhar é manter a coisa intacta, não


fragmentando a matéria de modo que ela irá ser cuidada por todos ao mesmo tempo.

 Quais são as espécies compreendidas nesse gênero?

São duas as espécies: competência comum e competência concorrente.


A distinção entre elas está no critério de cumulatividade. Assim, a atuação de uma
entidade exclui ou se soma a outra? Há ou não cumulação entre essas atividades?

Competência comum Competência concorrente

cumulativa não cumulativa

A ideia aqui é de adição, A ideia aqui é a exclusão,


soma de esforços, parceria. onde a ação de uma exclui a
outra.

Fundamentação: artigo 23 CF e artigo 24 CF.

Art. 23: “é competência comum da união, estados e municípios” – leis


complementares fixam normas para a cooperação entre a união, estados e municípios.
Assim, a atuação de uma se soma a outra.

Art. 24: “compete à união, estados e DF legislar concorrentemente sobre:”


A base para entender esse dispositivo é o parágrafo primeiro.
A união tem competência de produzir normas gerais que devem ser premissas.

Alice Gonçalez Borges diz que as normas gerais tem que possuir duas características
básicas:
- Devem ser tão gerais a ponto de serem princípios. Elas não podem ser tidas como
uma regra.
- Deve haver a garantia que ela se aplica de forma uniforme em todo o país.

Assim, há duas possibilidades:

 A união já produziu a norma geral: A norma geral não exclui a suplementar do estado.
Assim, se a união já produziu a norma geral, o estado terá competência de produzir a
norma especial (específica e completa).
Ex: Lei 8.625/93 (lei orgânica nacional dos ministérios públicos): é a norma geral criada
pela união que prevê a criação dos ministérios públicos.
Compete, então, aos estados a criação de normas especiais regulamentando o seus
MP. E assim foi feito:
CC – RJ 106/03: o estado do rio produz a norma especial regularizando o seu MP.

 A união ainda não produziu a norma geral:


Nesse caso se aplica os parágrafos 3° e 4° do artigo 24.
Se a união estiver omissa sobre um determinado assunto, o estado terá competência
plena para legislar sobre aquele tema, legislando em todo e qualquer sentido. Mas, se
depois a união criar uma norma geral em contrário com a do estado, ela suspenderá a
eficácia de todos os dispositivos em contrário da lei estadual.

ATENÇÃO:

A norma geral não irá revogar a norma estadual, uma vez que a revogação necessita
que as normas sejam da mesma fonte legislativa (lei federal revoga lei federal, assim
como lei estadual revoga lei estadual). O que irá ocorrer é a suspensão da eficácia da
norma estadual naquilo que for contrário a norma geral, de modo que, se essa ultima
deixar de existir, a norma estadual volta a ter eficácia. Se as duas normas não se
contradizerem, as duas serão aplicadas.

Ex: Defensoria publica. A primeira lei da defensoria foi estadual, feita no rio de janeiro.
CC – RJ 6/77 (lei organiza da defensoria publica do Rio de Janeiro). Como não havia
uma lei da união nesse sentido, tal lei legislou sem entrave sobre o tema. Muito tempo
depois surge a CC 80/94 que foi a norma geral criada pela união. Se houver alguma
antinomia, a ultima suspende os efeitos da primeira.

Características de conservação:

 “Limitação ao poder constituinte derivado decorrente (do estado).”

Relembrando o que é poder constituinte derivado:

Para prevenir que o texto constitucional fique obsoleto e acabe no desuso, o


próprio poder constituinte originário prevê a possibilidade de um poder, por
ele instituído, vir a alterar a constituição. Se aceita que a CF seja alterada para,
então, mantê-la atualizada.

O poder de reforma é criado pelo poder constituinte originário, que irá


estabelecer os procedimentos que deverão ser seguidos e as limitações que
devem ser observadas. Assim, o poder constituinte de reforma não é inicial,
nem incondicionado nem ilimitado. É um poder subordinado ao poder
constituinte originário.

Limites ao poder de reforma:

1. Limitações formais:
a. Exige-se um quórum especialmente qualificado para aprovação de
emendas constitucionais. Assim, as propostas de emenda reúnem o
voto favorável de 3/5 dos membros de cada casa do congresso
nacional e em dois turnos de votação cada uma.
b. O poder constituinte originário estabelece quem pode apresentar
propostas de emenda a constituição.
Assim, fica definido que ela poderá ser feita por 1/3, no mínimo, dos
membros da câmara dos deputados ou do Senado; o presidente da
república, mais da metade das assembleias legislativas das unidades
da federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa
de seus membros.
c. Fica proibido a reapresentação, na mesma sessão legislativa, de
propostas de emenda nela rejeitadas ou tida por prejudicada.

2. Limitações materiais:
Existem certas partes do texto constitucional que o poder constituinte
originário não dispôs para reforma. Esse rol chamamos de cláusulas
pétreas.

Voltando ao estudo das características de conservação (limitação):

A federação é continuada pelos limites do poder de instituição estadual. Esses limites são
divididos em princípios constitucionais sensíveis/ enumerados, estabelecidos/ organizatórios e
extensíveis.

 Princípios sensíveis: constituem o fundamento de organização jurídica do estado


federal, com o escopo de assegurar o equilíbrio federativo, sob pena de decretação de
intervenção, compreendendo a forma republicana, sistema representativo, regime
democrático, direitos humanos, autonomia municipal e prestação de contas da
Administração pública, direta e indireta.

 Princípios estabelecidos: contribuem para a limitação da auto organização dos estados


federados, de modo expresso, implícito ou decorrente. As limitações expressas têm
natureza mandatória ou vedatória (mandam algum agir ou vedam). As limitações
implícitas são derivadas de normas esparsas na lei fundamental. Já as limitações
decorrentes são retiradas do texto constitucional globalmente considerado como a
dignidade da pessoa humana e a igualdade constitucional dos entes federativos.

 Princípios extensíveis: são normas de organização da união, suscetíveis de aplicação


obrigatória pelos estados.

 “órgão com competência para o controle de constitucionalidade.”


Controle de constitucionalidade: é o juízo de adequação da norma infraconstitucional à norma
constitucional por meio da verificação da imediata conformidade vertical entre aquela e esta,
com o fim de impor a sanção de invalidade à norma que seja revestida de incompatibilidade
material e/ou formal com a constituição.

Assim, esse controle é um sistema de imunização da constituição, uma vez que a atividade
preventiva ou repressiva, desempenhada por órgãos de natureza política ou judicial, pode
importar na invalidação das normas infraconstitucionais.

Tipologias da inconstitucionalidade:

1. Inconstitucionalidade material e inconstitucionalidade formal;


2. Inconstitucionalidade por ação e inconstitucionalidade por omissão;
3. Inconstitucionalidade originária e inconstitucionalidade superveniente;
4. Inconstitucionalidade total e inconstitucionalidade parcial;

Espécies de controle de constitucionalidade:

1. Quanto a natureza do órgão:

a. Controle político: praticado por órgãos excluídos do poder judiciário;


b. Controle judicial: processados por órgãos incluídos no poder judiciário;

2. Momento do exercício:

a. Controle preventivo: é feito nas fases de proposta de emenda ou projeto de lei,


não tendo a norma adquirido vigência.
b. Controle repressivo: é feito sobre a emenda ou lei. Aqui, a norma já adquiriu
vigência.

Modalidades de controle de constitucionalidade:

As modalidades de controle de constitucionalidade judicial são:

1. Número de órgãos:
a. Controle difuso: é exercido por todos os juízes e tribunais no exercício da sua
jurisdição.
b. Controle concentrado: exercido apenas pelo STF.

2. Modo de exercício:
a. Controle incidental: a inconstitucionalidade é declarada de modo excepcional,
sendo feita na fundamentação da decisão, afastando a incidência da norma tida
como inconstitucional de um certo caso concreto.
b. Controle principal: é feito por vias de ação direta, na qual a questão constitucional
é suscitada como pedido, devendo a inconstitucionalidade ser declarada no
dispositivo da constituição.
O sistema brasileiro é um sistema híbrido, dado que coexistem todas as espécies e
modalidades admitidas no direito comparado.

Quanto as espécies, o sistema brasileiro disponibiliza o controle preventivo-político, assim


como o repressivo- judicial.

Já, quanto a modalidade, o ordenamento constitucional distingue o controle difuso-incidental


bem como o concentrado- principal.

 “Intervenção Federal.”

Art. 34 CF (parte material – causas) e art. 36 CF (parte formal – processo)

Conceito: Afastamento temporário e excepcional da autonomia política de


uma entidade federativa.

Assim, são duas as características da intervenção federal:

- Temporariedade: a intervenção federal dura o intervalo de tempo necessário


para que a ordem seja restabelecida. Nem mais, nem menos. Não é vitalícia.

- Excepcionalidade: ela só é cabível nas situações que a constituição enumera


no seu rol taxativo. Só há, portanto, 7 hipóteses estabelecidas pela
constituição.

Autonomia política = capacidade do estado de autodeterminar-se. É um


gênero composto de 3 espécies: auto organização, auto governo e auto
administração.

“De uma entidade federativa” = estado ou DF. Não há intervenção federal sobre o município
hoje em dia. Comparar art. 34 caput e art. 35 caput.

Sobre o município pode ocorrer intervenção estadual.

Para que ocorra intervenção federal sobre o município, é necessário que existam certas
condições:

 Ocorrer a criação de um novo território;


 Esse território precisa ser repartido em municípios;

Se isso ocorrer, no futuro, poderá sim haver intervenção federal sobre município em tese.