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FACCI - FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE

ITABIRA
CREDENCIADA PELO DECRETO DE 30/12/1994 - D.O.U. 31/12/1994

Curso: Engenharia Ambiental/ Engenharia de Produção Tipo de atividade:Teoria/Exercícios


Disciplina: Cálculo Numérico
Professor: Maria Auxiliadora Lage
Período/turma: 4º Data: --/---/2015
Aluno(a):
Assunto: Equações Algébricas e Transcendentes

Introdução

Se a função f (x) só contém operações algébricas repetidas um número finito de


vezes, a equação é dita algébrica. Ex: f ( x)  x 2  5  0

Dizemos que x é uma raiz, ou zero de uma função f (x) se f ( x )  0 .


1) Seja f ( x)  x 2  5  0 . Encontre as raízes da equação algébrica x 2  5  0 .

2) Dada a função real f ( x)  x 2  4 . Trace o gráfico da função destacando:


a) O ponto de interseção da parábola com os eixos cartesianos;
b) As coordenadas do vértice.
c) O conjunto imagem da função.

3) Encontre as raízes ou zeros das funções:


8
a. g ( x)  x40
3
b. h( x)  x 2  5 x  6  0
4) Utilize a aritmética com arredondamento para quatro dígitos e as fórmulas do
exercício acima para encontrar os valores aproximados mais precisos para as
raízes das equações quadráticas a seguir:
1 2 123 1
a. x  x 0
3 4 6
b. 1.002 x 2  11,01x  0,01265  0
5) Resolva a equação x 3  x 2  14 x  24  0

Equações Transcendentes são aquelas em que a variável independente x está


submetida a uma operação não algébrica um número finito de vezes. Ex:
f ( x)  4 x  e x  0
g ( x )  sen( x )  e x
h( x)  x  ln( x)
Nestes casos precisamos de um método numérico para encontrar uma estimativa para a
raiz da função estudada, ou seja, um valor tão aproximado quando se deseje.

1
Isolamento de raízes (etapa I)

Teorema de Bolzano : Seja f  x  uma função contínua num intervalo  a, b . Se


f  a   f  b   0 então existe pelo menos um ponto x   entre a e b que é zero de
f  x .

Seja a função f ( x )  x. ln( x )  3,2 . Podemos calcular o valor de f(x) para valores
arbitrários de x, como mostrado na tabela abaixo:

x 1 2 3 4
f(x
)

A raiz  será definida e única se a derivada f '  x  existir e preservar o sinal


dentro do intervalo  a, b .
Graficamente:

Uma forma de se isolar as raízes de f  x  usando resultados anteriores é tabelar


f  x  para vários valores de x e analisar as mudanças de sinal de f  x  e o sinal da
derivada nos intervalos em que f  x  mudou de sinal.

2
Localização das raízes: Método gráfico

Para localizar uma vizinhança para a raiz de f(x), traçamos o gráfico de f(x);
assim, os pontos em que este corta o eixo das abscissas nos informam a raiz (as raízes) e
f(x).
Podemos ainda transformar a equação f(x)=0 na forma equivalente, na igualdade
de outras funções f ( x1)  f ( x 2 ) . Os pontos de interseção dos gráficos f ( x1) e f ( x 2 )
serão as raízes procuradas, conforme o exemplo abaixo.
Considere a equação f ( x)  4 x  e x  0 , podemos
escrever a equação da forma equivalente 4 x  e x , isto
é f ( x1)  f ( x 2 ) , com f ( x1)  4 x e f ( x 2 )  e x ,
conforme gráfico abaixo.

Observando a figura vemos que a raiz se encontra na


interseção dos gráficos de f ( x1)  4 x e f ( x 2 )  e x .

Métodos numéricos para resolução de equações

I. Método da bisseção

Considere a unção f:RR uma função contínua. Desejamos resolver a equação


f ( x)  0 , isto é, determinar uma solução x real tal que f ( x )  0 .
O método da Bisseção é baseado no Teorema do Valor Intermediário, o qual
afirma que se uma função é contínua no intervalo [a,b], e satisfaz a condição
f ( a ). f (b)  0 , valores de f (a ) e f (b) com sinais opostos, então existe x  (a, b) tal
que f ( x )  0 , isto é, existe ao menos uma raiz no intervalo [a,b], conforme ilustrado na
figura a seguir.

3
Seja f (x) uma função contínua no intervalo [a; b] e tal que f (a) .f (b) < 0, ou
seja, f satisfaz as condições do

Teorema 1.
Suponha que o intervalo (a; b) contenha uma única raiz da equação f (x) = 0. O
objetivo deste método é reduzir a amplitude do intervalo que contém a raiz até se atingir
a precisão requerida, neste caso (b - a) <  , usando para isto a sucessiva divisão de [a;
b] ao meio.
A sequencia de intervalos será calculada, até que a amplitude do intervalo seja
menor do que a tolerância  preestabelecida.
Essa sequência de iterações aproximadas é convergente para a solução desejada,
uma vez que os intervalos são divididos pelos pontos médios correspondentes e são
renomeados de forma que a raiz permaneça dentro do intervalo.

O número de iterações necessárias para se obter uma raiz x da equação f ( x)  0 ,


pelo Método da Bisseção com precisão   0 , previamente fixada é :
log(b  a )  log( )
n 1
log 2

Algoritmo da Bisseção:
log(b  a )  log( )
1. Calcule estimativa de iterações n  1 .
log 2
2. Entre com os valores iniciais numa tabela a e b e calcular as imagens
para verificar se a raiz está no intervalo.

a b ab f ( xk ) f (a ). f (b)  0 ba 


xk 
2

Dado f (x), a e b tais que f (a) .f (b) < 0, max, 


1. Para k = 0 até k = max faça
ab
2. xk 
2
3. Se f (a) . f (xk ) < 0 então
4. b = xk

4
5. Caso contrário
6. a = xk
7. Fim do condicional
8. Se b  a   então
ab
9. PARE, x  é a raiz aproximada de f (x)
2
10. Fim do condicional

Participe da Resolução
1. Aplique o método da Bisseção para encontrar a raiz de f (x) = x3 - 9x + 3 no
intervalo I = [0; 1],para  A  103

2. Usando o método da bisseção resolva a equação 4 x  e x  0 com uma precisão


  0,01 . Localize graficamente uma vizinhança para a raiz. R: n= 5,6 e x
=0,3574

3. Ache uma raiz da equação x 2  4  5e 2 x  0 ,   103 , x1  [ 1,0] por bisseção. R:


-0,1132

II. Método de Newton ou Método das Tangentes

O método de Newton combina duas ideias comuns nas aproximações numéricas:


linearização e iteração. A linearização substitui a curva y = f (x) por sua reta tangente.
Seja x0 uma aproximação inicial da raiz, como ilustra a Figura. Aproximando a
curva y = f (x) por sua reta tangente traçada no ponto (x0; f (x0)) obtemos a aproximação
linear. Encontrando o ponto de interseção desta reta com o eixo x, obteremos uma nova
aproximação para a raiz, o ponto x1 da figura.

A equação da reta que passa pelos pontos de abscissa ( x k f ( x k )) é obtida por


meio da equação y  f ( x k )  m( x  x k ) (1), onde m representa o coeficiente angular da
reta ou a derivada da função no ponto, então m  tg  f ' ( x k )

5
A nova aproximação x k 1 é obtida fazendo y = 0 na equação (1) e substituindo
o valor de m  f ' ( x k ) . Logo, 0  f ( xk )  f ' ( xk )( xk 1  xk ) desenvolvendo essa
f ( xk )
equação encontraremos xk 1  xk  para qualquer k=1,2,3,4,...
f ' ( xk )

A escolha da aproximação inicial se dá pelo teorema:

Se f (a ). f (b) e f ' ( x) e f " ( x) não forem nulas e preservarem o sinal em [a,b],


então partindo-se de uma aproximação inicial x 0  [ a, b] tal que
f ' ( x 0 ). f " ( x 0 )  0 é possível gerar pelo método de Newton,
uma sequência x k que convirja para a raiz  de f ( x)  0 .

Algoritmo do Método de Newton:

1. Definir as funções f(x); f’ (x) e f” (x).

2. Calcular f’ (a) . f” (a) ; f’ (b) . f” (b). Verifique qual valor de x permite


que f ' ( x 0 ). f " ( x 0 )  0 e escolha x 0 uma
solução inicial.

3. Entrar com os valores iniciais numa tabela a e b e calcular as


imagens.
xk f( xk) f’ (x) f ( x k ) Critério de parada
x k 1  x k  xk 1  xk  
f ' ( xk )
a
b

4. Dados   0 , o intervalo inicial [a,b]que contenha a raiz, isto é,


f ( x k 1 ). f ( x k )  0 . Faça Pare= Falso, k=0
5. Enquanto Pare= Falso faça:
f ( xk )
a. x k 1  x k 
f ' ( xk )
b. Se f ( xi )   então Pare= Verdade. Se f ( x k 1 ). f ( x k )  0
c. Se xk 1  xk   então Pare = Verdade. Se não k=k+1

Participe da Resolução

1. Aplique o método de Newton-Raphson, para encontrar a raiz f ( x)  x  9 x  3


3

tomando x0 = 0,5 para   10 .


4

6
2. Determinar pelo método de Newton-Raphson, com precisão   0,01 em no
máximo de 10 iterações, a raiz da equação f ( x)  2 x  cos x  0 sendo que a raiz
pertence ao intervalo [0,1].

A desvantagem do método de Newton está no fato de termos de calcular a derivada


da função e, em cada iteraçãoo, calcular o seu valor numérico, pode ser muito caro
computacionalmente. Além disso, a função pode ser não diferenciável em alguns pontos
do domínio.

III. Método da Secante ou método das cordas

No método da Secante, tomamos a reta que passa pelos pontos (x0; f (x0)) e (x1; f
(x1)) como uma aproximação linear da curva y = f (x).
Para estabelecermos a relação de recorrência do Método da Secantes, usamos a
semelhança de triângulos ABC e AED:
f ( x0 ) f ( x1 )

x0  x2 x1  x2
onde x2 é o ponto denotado por A na Figura . Explicitando o valor da incógnita x2
teremos:
x f ( x1 )  x1 f ( x0 )
x2  0
f ( x1 )  f ( x0 )
x k 1 y k  x k y k 1
Ou x k 1 
y k  x k 1

Algoritmo do Método de Cordas:


1. Entra com os valores iniciais numa tabela a e b e calcular as imagens
para verificar se a raiz está no intervalo.

7
x F(xk) x k 1 y k  x k y k 1 Critério de
x k 1 
y k  x k 1 parada
xk 1  xk
a
b

2. Dados   0 , i o intervalo inicial [a,b]que contenha a raiz, isto é


f ( x k 1 ). f ( x k )  0 . Faça Pare= Falso, k=0
3. Enquanto Pare= Falso faça:
x k 1 y k  x k y k 1
a. x k 1 
y k  x k 1
b. Se f ( xi )   então Pare= Verdade. Se f ( x k 1 ). f ( x k )  0
x k 1  x k
c. Se   então Pare = Verdade. Se não k=k+1
x k 1

Participe da Resolução

1. Aplique o método das Secantes para encontrar a raiz de f ( x)  x 3  9 x  3


tomando x0 = 0 e x1 = 1, para   104 .

2. Use o método de cordas para determinar a raiz positiva da equação


f ( x)  x log x  1  0 em x1  [ 2,3] com   0,01 .
3. Encontre a raiz da equação f ( x)  x 3  x  2  0 em x1  [1,2] com   0,001 .
4. Considere a equação x 2  4 x  3  0 . Usando o Método de Cordas com   0,01
resolva a equação com x1  [ 2;0,5] .

Lista - Para entregar dia -----------

1. Use o método da bisseção para calcular a raiz da a equação e x  2 cos x  4  0 ,


situada no intervalo (1,2), com   0,01 . R; x =1,44

8
2. Calcular pelo menos uma raiz das equações abaixo, com   103 , usando o método
da bisseção:
a) f ( x )  x 3  6 x 2  x  30  0 ,   10 3 , x1  [0,1] R: x = -2,000
b) f ( x )  x  log x  0 ,   103 , x1  (0,1] R: x =0,399
3. Calcular pelo menos uma raiz das equações abaixo, com   103 , usando o método
de Newton:
a) f ( x )  2 x  senx  4  0 ,   10 4 , x1  [ 3,2] R: -2,3542
b) f ( x )  e x  tgx  0 ,   10 4 , (observe o gráfico da função abaixo e
determine a menor raiz positiva da equação) R: 1,3063

c) f ( x )  10 x  x 3  2  0 ,   10 4 , x1  [ 2,1] R: -1,2711
d) f ( x )  x 3  x 2  12 x  0 ,   10 4 , x1  [ 3,5;2,5] R: -3,000
4. Use o método das cordas para determinar a raiz da equação:
a. sen5 x  e x 1  3 , sendo que x1  [1,2] , aproximação de 0,0001
2

b. f ( x)  3x  cos x  0 ,   10 4 (observe o gráfico da função abaixo)


R: x =0,3161

c. f ( x )  x  2 cos x  0 ,   10 4 , x1  [ 2  1] R: x =-1,0299

5. Encontre a raiz da equação f ( x)  x 3  x  2 , para x1  [1,2] com tolerância de


  10 3 usando o método que você julgar ideal. Resposta: x~1,48
6. Você está projetando um tanque esférico para armazenar a água para uma pequena
vila em uma região em desenvolvimento O volume do líquido que ele armazena
h 2 [3R  h]
pode ser calculado por: V  .2 , onde V é o volume em m 3, h é a
3
profundidade da água no tanque (m) R é o raio do tanque (m). Se R=3m, até que
profundidade o tanque deve estar cheio para que ele armazene 30 m 3? Use três
iterações do método da secante para determinar sua resposta.

9
7. Calcular pelo menos uma raiz real das equações abaixo, com   103 , usando o
método das cordas:
a) f ( x )  x 2  10 ln x  5  0 ,   10 3 , x1  [4,5] R: 4,469
b) f ( x )  x 3  e 2 x  3  0 ,   10 3 ( observe o gráfico e determine a raiz
positiva da equação) R:0,581

c) f ( x )  2 x 3  x 2  2  0 ,   10 4 , x1  [0,1] R:0,8581
d) f ( x )  senx  ln x  0 ,   10 4 , x1  [2,3] (observe o gráfico abaixo)
R:2,2191

Referências Bibliográficas

BARROSO, L. C.; BARROSO, M. M. A.; CAMPOS FILHO, F. F.; CARVALHO, M. L.


B.; FRANCO, N. B. Cálculo numérico. São Paulo: [s.n.], 2009. 505

Cantão, L. A. P. Cálculo Numérico e Computacional CNC. UNESP. Sorocaba, 2007.


Disponível em: < http://www2.sorocaba.unesp.br/professor/luiza/CNC/apostila.pdf>
Acesso em: 31jul 2015

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