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COLÉGIO ESTADUAL NATÁLIA REGINATO

FELIPE DOMINGOS Nº 8

PRINCIPAIS CATEGORIAS DA SOCIOLOGIA RURAL

CURITIBA/2017

Introdução
Esse trabalho da disciplina de sociologia do professor Eyrimar tem como objeto
apresentar as principais categorias da sociologia rural, descrevendo-as e
apresentando suas correlações. Incluí também um breve resumo sobre o que é
Sociologia Rural para incrementar mais o entendimento sobre tais categorias e por
qual área do conhecimento elas são estudadas.
O que é sociologia rural?

Sociologia rural é um ramo da sociologia associado ao estudo da vida social em áreas


não metropolitanas. Mais especificamente, a sociologia rural é uma ciência ou um
campo científico ligado a sociologia geral, considerada por sociólogos como o Sorokin;
uma especialização criada pelo simples fato de viver o homem numa área de
características ecológicas ou geográficas distintas da cidade. Como disciplina
sociológica, a sociologia rural envolve a análise de dados estatísticos, entrevistas,
teoria social, observação, e outras técnicas.

Outras áreas de estudo incluem a migração rural e outros padrões demográficos,


sociologia ambiental, desenvolvimento dirigido por amenidade, políticas de terras
públicas, a destruição social, a sociologia dos recursos naturais (incluindo florestas,
mineração, pesca e outras áreas ), culturas e identidades rurais, cuidados de saúde
rurais e políticas educacionais. Muitos sociólogos rurais trabalham nas áreas de
estudos de desenvolvimento, estudos comunitários, desenvolvimento comunitário e
estudos ambientais. Grande parte da pesquisa envolve o Terceiro Mundo.

Campesinato

O Campesinato, cujo indivíduo chama-se Camponês, é o conjunto de grupos sociais


de base familiar que se dedica a atividades agrícolas, com graus diversos de
autonomia. Caracteriza-se pelo trabalho familiar,(eventualmente empregando
trabalhadores assalariados), por ter a propriedade dos instrumentos de trabalho, pela
autonomia total ou parcial na gestão da atividade e por ser dono de uma parte ou da
totalidade da produção.

Muitas vezes o trabalho ocorre em economia de subsistência, com autonomia total ou


parcial na gestão da propriedade rural, sendo geralmente proprietário dos
instrumentos de trabalho e detentor (em parte ou na totalidade) dos frutos do seu
trabalho.

O termo "camponês" difundiu-se no Brasil nos anos 1950 pela via política, com as
Ligas Camponesas. O objetivo era dar unidade de classe à diversidade das
populações agrárias não proprietárias de terras e não proletárias. O camponês então
neste contexto é percebido como sujeito social desprovido da terra e não assalariado,
ou seja, era uma outra categoria. Cria-se então a necessidade de saber de quem se
estava falando. Com efeito, o termo "camponês" apontava para a construção de um
sujeito histórico e um sujeito político, sendo incorporado pelo discurso acadêmico, que
em geral percebia as populações rurais somente na dimensão econômica, como uma
atividade, e não como um mundo entrecortado de relações sociais e com estreita
relação com o urbano. Convém ressaltar que o camponês genérico não existe,
variando segundo as suas particularidades, diferenças regionais, relações de
produção, de poder,cultura etc..
Agronegócio

Agronegócio (em inglês, agribusiness) é toda a relação comercial e industrial


envolvendo a cadeia produtiva agrícola ou pecuária. No Brasil, o termo é usado para
se referir às grandes propriedades monocultoras modernas que empregam tecnologia
avançada e pouca mão de obra, com produção voltada principalmente para o mercado
externo ou para as agroindústrias e com finalidade de lucro.

Agronegócio é o conjunto de negócios relacionados à agricultura e pecuária. Costuma-


se dividir o estudo do agronegócio em três partes: na primeira parte, os negócios à
montante da agropecuária, ou da "pré-porteira", representados pela indústria e
comércio que fornecem insumos para a produção rural, como, por exemplo, os
fabricantes de fertilizantes, defensivos químicos e equipamentos.

Na segunda parte, se trata dos negócios agropecuários propriamente ditos, ou de


"dentro da porteira", representados pelos produtores rurais, sejam eles pequenos,
médios ou grandes, constituídos na forma de pessoas físicas (fazendeiros ou
camponeses) ou de pessoas jurídicas (empresas).

E, na terceira parte, encontram-se as atividades à jusante dos negócios


agropecuários, ou de "pós-porteira", onde estão a compra, transporte, beneficiamento
e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final. Enquadram-se, nesta
definição, os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores,
supermercados e distribuidores de alimentos.

O aprimoramento do agronegócio barateou o custo dos alimentos e deu, à população,


um maior poder de consumo e de escolha, mas também trouxe vários problemas,
principalmente ligados às questões ambientais e sociais.

O maior desafio agora é a produção no campo sem impactos ao meio ambiente,


causados notadamente pelo uso de defensivos, pelo desmatamento e
empobrecimento do solo, queimadas, contaminação de mananciais e do lençol
freático, desequilíbrio ecológico e proliferação de pragas.

Nas cidades, a preocupação se dá com o lixo gerado após o consumo, mais


precisamente com o descarte de embalagens.

Nos países pobres, a modernização da agricultura deixou muitos produtores à margem


do processo, principalmente famílias que viviam da agricultura de subsistência, ou
agricultura familiar, em pequenas propriedades rurais.

Estes, privados de técnicas e métodos modernos, como irrigação, maquinários e


insumos, perderam a competitividade, o que levou ao abandono do campo, num
fenômeno conhecido como êxodo rural, aumentando, assim, nas grandes cidades, o
acúmulo de pessoas vindas do campo.
Êxodo Rural

Podemos definir êxodo rural como sendo o deslocamento de pessoas da zona rural
(campo) para a zona urbana (cidades). Ele ocorre quando os habitantes do campo
visam obter condições de vida melhor.

Os principais motivos que fazem com que grandes quantidades de habitantes saiam
da zona rural para as grandes cidades são: busca de empregos com boa
remuneração, mecanização da produção rural, fuga de desastres naturais (secas,
enchentes, etc.), qualidade de ensino e necessidade de infraestrutura e serviços
(hospitais, transportes, educação, etc).

O êxodo rural provoca, na maioria das vezes, problemas sociais. Cidades que
recebem grande quantidade de migrantes, muitas vezes, não estão preparadas para
tal fenômeno. Os empregos não são suficientes e muitos migrantes partem para o
mercado de trabalho informal e passam a residir em habitações sem boas condições
(favelas, cortiços, etc).

Além do desemprego, o êxodo rural descontrolado causa outros problemas nas


grandes cidades. Ele aumenta em grandes proporções a população nos bairros de
periferia das grandes cidades. Como são bairros carentes em hospitais e escolas, a
população destes locais acaba sofrendo com o atendimento destes serviços. Escolas
com excesso de alunos por sala de aula e hospitais superlotados são as
consequências deste fato.

Os municípios rurais também acabam sendo afetados pelo êxodo rural. Com a
diminuição da população local, diminui a arrecadação de impostos, a produção
agrícola decresce e muitos municípios acabam entrando em crise. Há casos de
municípios que deixam de existir quando todos os habitantes deixam a região.

No Brasil, durante o governo de JK (Juscelino Kubitschek) houve um grande


investimento no desenvolvimento industrial nas grandes cidades da região Sudeste.
Com a abertura da economia para o capital internacional, diversas multinacionais,
principalmente montadoras de veículos, construíram grandes fábricas em cidades
como São Paulo, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Santo André, Diadema, Belo
Horizonte e Rio de Janeiro. O resultado disso foi um grande êxodo rural do Nordeste
para o Sudeste do país. Os migrantes nordestinos, fugitivos da seca do Nordeste e do
desemprego, foram em busca de trabalho e melhores condições de vida nas grandes
cidades do Sudeste. Este processo estendeu-se com força durante as décadas de 70
e 80. Como estas cidades não ofereceram condições sociais aos migrantes, houve o
esperado: aumento das favelas e cortiços, desemprego (muitos migrantes não tinham
qualificação profissional para os empregos) aumento da violência, principalmente nos
bairros de periferia.

Outro fato relacionado ao êxodo rural ocorreu com a construção de Brasília, no final da
década de 1950. Muitos migrantes do Norte e Nordeste do país foram em busca de
empregos na região central do país, principalmente na construção civil. As cidades
satélites de Brasília cresceram desordenadamente, causando vários problemas
sociais, que persistem até os dias de hoje.
Latifúndio

Um latifúndio é uma propriedade agrícola de grande extensão[1] pertencente a uma


única pessoa, uma família ou empresa e que se caracteriza pela exploração extensiva
de seus recursos. A extensão necessária para se considerar uma propriedade como
um latifúndio depende do contexto: enquanto na Europa o grande latifúndio pode ter
algumas centenas de hectares, na América Latina, pode facilmente ultrapassar os 10
mil. Além da extensão, outras características do que é conhecido como latifúndio são:
baixos rendimentos unitários, uso da terra abaixo do nível de exploração máxima e
baixa capitalização. O latifúndio tem sido tradicionalmente uma fonte de instabilidade
social, associada à existência de grandes massas de camponeses sem terra. Para
resolver os problemas causados por grandes propriedades, já se tentou fórmulas
diferenciadas, dependendo do tipo de governo: desde a mudança na estrutura da
propriedade (reforma agrária), inclusive com expropriações, até a modernização da
exploração agrícola (agricultura de mercado).

Atualmente, o latifúndio ainda é regime próprio de países pobres e subdesenvolvidos e


um dos responsáveis pelo atraso e pelo subemprego nos campos e nas cidades. Este
sistema de distribuição da propriedade rural ainda é comum no Brasil, com o tema
tratado no campo jurídico pelo Estatuto da Terra, legislação estudada no ramo do
Direito chamado Direito Agrário, além de interessar às políticas governamentais de
reforma agrária que determinam o uso do solo rural no país. O latifúndio tem sido
tradicionalmente uma fonte de instabilidade social.

Minifúndio

O minifúndio é a propriedade de pequena extensão para o seu auto sustento, em


função de vários fatores: a situação regional, ao máximo o espaço reduzido, por meio
do plantio de hortaliças, apicultura, criação de aves, piscicultura, fruticultura e qualquer
atividade que dependa de pouco espaço e muita mão de obra. Estes são utilizados na
agricultura tradicional.

No Brasil o minifúndio está atrelado principalmente à agropecuária de subsistência,


geralmente familiar, utilizando conhecimentos tradicionais e uso de tecnologias sociais
com baixo impacto ambiental.

Apesar disso, a agricultura familiar e de minifúndio, responde por cerca 74% do PIB
agrícola do Brasil, algo em torno de 16 bilhões de reais.

O minifúndio dedica-se principalmente em policultura para o mercado interno.

Agroecologia

A agroecologia refere-se ao estudo da agricultura desde uma perspectiva ecológica.


Tem como unidades básicas de análise os ecossistemas agrícolas, abordando os
processos agrícolas de maneira ampla, não só visando maximizar a produção mas
também otimizar o agroecossistema total - incluindo seus componentes socioculturais,
econômicos, técnicos e ecológicos.[1]

Atualmente, o termo agroecologia pode ser entendido como uma disciplina científica,
como uma prática agrícola ou como um movimento social e político.[2] Nesse sentido,
a agroecologia não existe isoladamente, mas é uma ciência integradora que agrega
conhecimentos de outras ciências, além de agregar também saberes populares e
tradicionais provenientes das experiências de agricultores familiares de comunidades
indígenas e camponesas.

Portanto, a base de conhecimento da agroecologia se constitui mediante a


sistematização e consolidação de saberes e práticas (empíricos tradicionais ou
científicos), visando à agricultura ambientalmente sustentável, economicamente
eficiente e socialmente justa.