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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS
LABORATÓRIO DE IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DE ROCHAS

IDENTIFICAÇÃO MACROSCÓPICA DE ROCHAS METAMÓRFICAS.

INTRODUÇÃO
As rochas metamórficas são formadas pela transformação de rochas pré-existentes, por ação da mudança da
temperatura e/ou pressão e influência de fluidos, em determinadas zonas da crosta terrestre..
Metamorfismo é um processo de transformação que afeta tanto a composição mineralógica e estrutura quanto
a textura das rochas ígneas, sedimentares e mesmo metamórficas. As condições físicas e químicas em que tais
transformações acontecem são diferentes, tanto daquelas em que a rocha original se formou, como das
existentes na superfície da Terra.
As transformações em alta temperatura, que provocam fusões totais ou parciais das rochas, são admitidas
como processos de metamorfismo. Assim, podemos considerar as rochas metamórficas como o produto de
transformações de rochas pré-existentes, em condições físico-químicas intermediárias em relação às que dão
origem às rochas ígneas e sedimentares. Como consequência, existem muitas rochas metamórficas que
apresentam características ou de sedimentares ou de ígneas, sendo mais difícil o seu reconhecimento e sua
classificação, numa análise exclusivamente macroscópica.
Utiliza-se sempre o prefixo "meta" para designar rochas ígneas ou sedimentares metamorfoseadas, em que a
textura original ainda pode ser reconhecida, como por exemplo, os metabasaltos, metagrauvacas, etc. Outros
autores empregam o prefixo "meta" no sentido mais amplo, para designar rochas metamórficas, segundo o
tipo da rocha original da qual derivam, como por exemplo, as metagrauvacas e metadioritos, que é igual às
rochas derivadas das grauvacas e dos dioritos. Ao mesmo tempo, os prefixos ORTO e PARA, indicam se a
rocha metamórfica se originou de uma rocha ígnea ou sedimentar, respectivamente. Por exemplo, ortognaisse
(ígnea), paragnaisse (sedimentar).
Para a classificação macroscópica das rochas metamórficas, deveremos observar e sistematizar algumas
informações, para em seguida buscarmos o nome da rocha na tabela de Russel Travis . As informações são as
seguintes:
COR - De acordo com a tabela de Russel Travis, deve-se determinar se a cor da rocha metamórfica é clara,
intermediária ou escura.. A determinação da cor primária das rochas metamórficas é de grande importância
para a sua determinação.

ESTRUTURAS METAMÓRFICAS
As rochas metamórficas apresentam as seguintes estruturas:

Planares ou Foleadas:
Cataclástica –
 Ardoseanas - aparecem normalmente em rochas de granulação fina (ardósia e filitos), caracterizada por
um fraturamento segundo planos ou placas separadas em larguras determinadas. Neste tipo de estrutura,
os minerais estão proeminentemente orientados.
 Xistosas - é caracterizada por uma foliação resultante do desenvolvimento mais ou menos paralelo e
contínuo de minerais planares ou lamelares, apresentando direções de clivagem homogeneamente
distruibuidas. Nas rochas que apresentam estrutura foliada, com alto grau de recristalização, os grãos
minerais são perfeitamente perceptíveis a ôlho nú, tornando possível o reconhecimentio de cada mineral
lamelar. Quando isto acontece, como por exemplo nos xistos, a foliação é denominada XISTOSIDADE.
 Gnáissicas- é a denominação dada às rochas metamórficas de granulação maior ou grosseira, que
apresentam um arranjo em faixas de determinados minerais, notadamente feldspato e quartzo, além de
minerais micáceos orientados. Nela há como que faixas de minerais planares orientados, separados por
minerais não orientados. Uma estrutura semelhante pode ocorrer em rocha metamórfica composta
exclusivamente por quartzo e pequena percentagem de minerais micáceos, como ocorre por exemplo em
quartzitos. Migmatitica - estrutura bandada com aspecto freqüentemente caótico, interdigitada em
escala variável, com material quartzo-feldspático em veios e bolsões dobrados
 Linear – constituída por minerais com forma prismática e bem orientados.

Estruturas Não Planares ou Não Foleadas


 Maciça - caracterizada por apresentar poucos minerais lamelares ou alongados e muito maior
percentagem de minerais granulares, sem orientação. Estes minerais apresentam os "bordos suturados" ou
"bordos intrelaçados" formando uma massa maciça e homogênea, dificultando a sua individualização na
rocha, conforme pode ser vista na figura abaixo (figura 01-A)
 Granulada - caracterizada por apresentar poucos minerais lamelares ou alongados, e muito maior
percentagem de minerais granulares não orientados e perfeitamente individualizados na rocha (figura 01-
B).

FIGURA 01

GRANULAÇÃO - A determinação do tamanho médio dos grãos numa rocha metamórfica é de grande valia,
principalmente para se avaliar o grau de recristalização, ou mesmo o grau de metamorfismo por que passou a
rocha, quando os agentes temperatura, pressão e fluidos, atuaram sobre ela. Segundo o tamanho dos grão na
rocha podemos classifica-las em: Grossa, Média, Fina e Muito Fina.

FORMA PREDOMINANTE DOS GRÃOS MINERAIS


 Granular - os grãos minerais da rocha apresentam-se equigranulares, ou seja, todos são do mesmo
tamanho.
 Placóide - a rocha apresenta os grãos minerais em forma de placas alongadas.
 Laminar - a rocha apresenta seus minerais em forma laminada, resultantes da segregação de associações
de minerais simples de composição diversa em camadas alternadas, usualmente de 1-10mm de espessura,
paralela à xistosidade.
 Prismático - a rocha apresenta seus minerais em forma de prismas.

TEXTURAS METAMÓRFICAS
 Porfiroblástica - é a textura que se caracteriza por apresentar cristais maiores sobressaindo numa matriz
mais fina.
 Lepidoblástica - é a textura que aparece em uma rocha formada por micas e outros minerais placóides ou
mesmo lamelares, em arranjos mais ou menos paralelos. O quebramento se faz na direção da foliação.
 Granuloblástica - é a textura que mostra os grãos minerais mais ou menos equidimensionais, sendo
comum em rochas que apresentam estrutura granular ou maciça.
 Nematoblástica - é um tipo de textura formada por minerais aciculares ou prismáticos, tais como o
anfibólio, geralmente orientados dimensionalmente e cristalograficamente, de modo a produzir uma
feição linear (eixos de dobras, intersecção de diferentes xistosidades ou outros planos). As rochas
anfibolíticas e os turmalinitos apresentam comumente este tipo de estrutura.

COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA - Neste ítem deverão ser observados os minerais possíveis de serem
determinados nas amostras de mão, principalmente os do grupo dos silicatos e aqueles minerais mais comuns
nas rochas metamórficas, tais como: Quartzo, feldspatos, carbonatos, micas (muscovita e clorita),
epidoto/talco, ferro-magnesianos (piroxênios, anfibólios e biotita). Finalmente, os minerais típicos de
metamorfismo tais como, granada, cordierita, silimanita, cianita, estaurolita, andalusita, wollastonita,
tremolita, actinilita, entre outros, que servem inclusive como indicadores de ambientes metamórficos.
Na observação deve-se atentar para o tamanho, forma e arranjo dos cristais. A técnica de identificação
macroscópica dos minerais nas rochas é a mesma utilizada na identificação das rochas ígneas.

TIPOS DE METAMORFISMO - Deverá ser indicado qual o provável tipo de metamorfismo que atuou
sobre a rocha examinada. Costuma-se associar este ítem ao tipo de estrutura que a rocha está apresentando ao
nível de afloramento ou mesmo na condição de amostra de mão. Toda rocha que apresenta os seus minerais
orientados e perfilados numa direção preferencial pode estar associada ao metamorfismo regional ou dinamo-
termal. As amostras que não apresentam qualquer orientação dos seus grãos minerais, podem estar ligadas ao
metamorfismo local, principalmente do tipo termal ou de contato que se desenvolve ao redor de corpos
ígneos intrusivos, onde zonas aquecidas promovem importantes mudanças texturais e/ou mineralógicas nas
rochas encaixantes. Quanto mais próxima estiver a rocha encaixante do corpo ígneo intrusivo, maior será a
sua textura, ou seja, os minerais apresentar-se-ão mais desenvolvidos cristalograficamente.
A diferença fundamental entre os tipos cataclástico (local) e regional, reside no fato do primeiro apresentar
fragmentos angulosos na rocha original cimentados por massa fina do mesmo material. Quando o processo
metamórfico é muito intenso, há uma redução a fragmentos muito finos, dando origem ao " milonito", rocha
dura, com granulação microscópica.

PRINCIPAIS GRUPOS DE ROCHAS METAMÓRFICAS


 Ardósia - rocha microcristalina, apresentando côr variando de cinza a prêta, com textura oprientada ou
planar do tipo clivagem de fratura.Esta clivagem de fratura imprime à rocha uma boa divisibilidade, que
pode formar grandes placas com aspecto sedoso nos seus planos de partição. Sua consistência é mole e
fácil de riscar-se com canivete.
 Filito - rocha micro e macrocristalina, apresentando grãos mais grosseiros que a ardósia, porém mais
finos do que os micaxistos. Sua côr pode ser prateada, cinzenta, esverdeada, avermelhada e até preta. É
constituida por minerais placóides, tais como a clorita, a biotita e a muscovita, já pérceptíveis a ôlho nú.
Sua estrutura é planar ou orientada, apresentando uma divisibilidade excelente, produzida pela sua
xistosidade ou mesmo clivagem de fratura. Os minerais micáceos do tipo sericita, são os responsáveis
pelo seu brilho sedoso nos seus planos de partição.
 Xistos - rocha de granulação média a grosseira, cuja estrutura é caracterizada por um excelente
paralelismo planar (xistosidade). Apresenta côr esverdeada (clorita-xisto), prateada, cinzenta ou preta
(micaxisto), sendo constituido por clorita, muscovita, biotita, quartzo, granada, etc. Os grãos minerais
individuais podem ser reconhecidos macroscopicamentes (ao contrário do filito). Quando a mica, clorita,
tremolita, talco, etc., constitui mais de 50% da rocha, podem ser denominadas de: micaxistos, clorita-
xistro, talco-xisto, tremolita-xisto, etc.
 Gnaisses - rocha de granulação média a grosseira, apresentando estrutura bem orientada na maioria das
vêzes, clivando-se ao longo de camadas de micas ou hornblenda, formando lâminas ou blocos angulares
de uns poucos até dezenas de centímetros de espessura. Os minerais constituintes claros (quartzo e
feldspato), apresentam bordos mutuamente interpenetrados e conferem à rocha uma maior coerência e
fissilidade mais grosseira em comparação com os xistos. Não obstante, a fissilidade do gnaisse, em
muitos casos, dá origem a uma superfície quase perfeitamente plana. Alguns autores preferem uma
definição de gnaisse baseada não apenas na textura, mas também na composição mineralógica. São,
portanto, rochas macrocristalinas, assemelhando-se aos granitos, exceto na textura. Possuem côr cinza,
róseo, até quase prêta.
 Anfibolitos - São rochas macrocristalinas, apresentando côr verde escura, até quase prêta, constituida
predominantemente por hornblenda e plagioclásio. São resultantes do metamorfismo de rochas
magmáticas basálticas, turfos ou margas. Apresenta uma estrutura orientada ou planar, com os prismas de
hornblenda formando uma estrutura do tipo lineação. A fissilidade geralmente não está bem desenvolvida
como nos xistos. Os anfibolitos apenas contém pouco ou nenhum quartzo.
 Mármores e rochas metacalcárias- rocha constituida principalmente por calcita e ou dolomita
recristalizada, com granulação fina e grosseira. A côr é bastante variável, podendo ser branca, rósea,
esverdeada ou prêta, apresentando sempre uma aparência sacaroidal. As impurezas originais existentes
nos calcários e dolomitos podem recrsitalizar-se em mica, clorita, grafita, etc., dependendo da
composição química da impureza. Esses minerais quando estão presentes no mármore, são indicados da
maneira usual ou seja, muscovita-biotita-mármore. Esta rocha efervece com ácido clorídrico frio, e
quando o mármore é dolomítico, só efervece com o ácido aquecido.
 Quartzitos - são rochas formadas por mais de 80% de quartzo, apresentando côr rósea, branca ou
vermelha. Os grãos de quartzo, na constituição original crescem na superfície durante o metamorfismo,
ocupando os poros ou interstícios originais, (bordos intrelaçados dos grãos de quartzo), o que confere
grande resistência a rocha. O eventual cimento argiloso presente no arenito original, transforma-se
durante o metamorfismo em muscovita. Quando o teor de óxido de ferro é muito alto, recebe o nome de
itabirito.
 Rochas Granulíticas - é um conjunto de rocha metamórfica de alto grau, de granulação fina à média,
equigranular, constituida essencialmente por piroxênios (diopsídio e hiperstênio), feldspato (andesina ou
labradorita), com ou sem quartzo. Não apresentam micas e minerais do grupo dos anfibólios. A textura é
principalmente granoblástica e a estrutura a nível de afloramento varia de maciça à gnaissica. Alguns
granulitos apresentam grãos lenticulares ou agregados lenticulares de quartzo (quartzo discóide). A
granada dos granulitos (principalmente dos granulitos ácidos) é Almandina rósea - Fe3 Al2 (SiO4)3 que
poderá ser substituida em parte pela Espessartita - Mn3 Al2 (SiO4)3.

 Hornfels- é uma rocha que não apresenta uma orientação preferencial dos minerais, em virtude da
inexistencia de deformação pronunciada. Os grãos minerais, muitos dos quais aproximadamente com as
mesmas dimensões, formam um entrelaçado em mosaico, não direcional