RESUMO ABSTRACT
O treino da flexibilidade muscular The muscular flexibility training put
AUTORES
Luís Filipe dos Santos Coelho1
põe em evidência uma série de in evidence a train of neurophy-
1
Fisioterapeuta e Professor de Pilates princípios neurofisiológicos e um siological principals and an intricate
do Consultório e Clínica de Reabilitação, Lda. conjunto intrincado de propriedades amount of muscular and viscous-
- Lisboa musculares e visco-elásticas. São -elastic properties. There are a lot
diversos os métodos de estiramento of stretching methods, used on the
realizados nos contextos clínico e clinical and sport contexts. Despite
O TREINO DA FLEXIBILIDADE
MUSCULAR E O AUMENTO DA
desportivo. Apesar da sua utilização its common utilization, it isn’t usual
AMPLITUDE DE MOVIMENTO: UMA ser comum, não é usual os pro- the health and educational profes-
REVISÃO CRÍTICA DA LITERATURA fissionais de saúde e educação sionals reflect about the com-
4(4): 59-70 reflectirem sobre as componentes pounds and efficacy of the diverse
e eficácia dos diversos métodos de stretching methods. In this article,
PALAVRAS-CHAVE estiramento. Neste artigo, realiza- we realize a critical review about
estiramento passivo; estiramento mos uma revisão crítica dos diver- the diverse methods used on the
activo; facilitação neuromuscular
sos métodos utilizados no treino de flexibility training, as the principles
proprioceptiva; aquecimento;
coeficiente de elasticidade.
flexibilidade, assim como dos prin- and parameters related with that.
cípios e parâmetros que com eles We will done special emphasis to
KEYWORDS se relacionam. Daremos especial the principles of the proprioceptive
passive stretching; active ênfase aos princípios em que se neuromuscular facilitation and the
stretching; proprioceptive baseia a facilitação neuromuscular diverse local relaxation methods,
neuromuscular facilitation; proprioceptiva e os diversos méto- like warming. We will also have in
warming; elasticity coefficient.
dos de relaxamento local, como o count the revealing data relating to
aquecimento. Para além disso, te- the Elasticity Coefficient paradox,
data de submissão remos em conta os dados revela- witch can help to conceive an inter-
Julho 2006 dores relativos ao paradoxo do Coe- vention philosophy of the flexibility
ficiente de elasticidade, os quais training different from what it have
data de aceitação
Maio 2007 podem ajudar a conceber uma being defended and practiced.
filosofia de intervenção do treino de
flexibilidade divergente relativamen-
te ao que classicamente tem sido
defendido e efectivado.
60| 61| investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio
Exploremos seguidamente determi- al.11. Neste estudo, foi demonstra- A lentidão dos alongamentos,
nados parâmetros relativos à efec- do haver vantagens na realização associada à moderação das trac-
tuação deste tipo de estiramentos. de estiramentos longos, até 60 ções permite todas as descom-
Diversos estudos têm sido reali- segundos de duração. Os autores pressões articulares; só tracções
zados com vista à compreensão do explicaram os resultados com a manuais suaves e prolongadas é
tempo necessário de estiramento necessidade de sujeitos mais ido- que permitem o tensionamento
com vista à obtenção de uma de- sos, com menor elasticidade teci- progressivamente global das ca-
formação permanente dos tecidos, dular, necessitarem de períodos deias musculares.
ou seja, ao ganho de flexibilidade. mais prolongados de tempo para
A primeira referência data de conseguirem a máxima deformação Em última análise, tanto a inten-
19877, estudo no qual o alonga- das suas estruturas musculares. sidade quanto a duração do alonga-
mento passivo foi aplicado nos Um estudo recente 12 apontou mento dependem da tolerância
abdutores da anca de indivíduos para os mesmos resultados, em do paciente ou desportista e da
saudáveis por 15 e 45 segundos termos de ganhos de amplitude de resistência física do terapeuta ou
e dois minutos, na mesma inten- movimento, tanto com um estira- instrutor. Um alongamento manual
sidade. Segundo o estudo, o alon- mento de 30 segundos de duração de baixa intensidade aplicado pelo
gamento de dois minutos não apre- maior tempo possível será mais
como com diversos estiramentos
sentou mais vantagens no aumento confortável e mais prontamente
de cinco segundos de duração.
da amplitude de movimento que os tolerado pelo indivíduo, resultando
Há uma necessidade premente de
alongamentos mais prolongados. igualmente em mais resultados
estudar mais profundamente os
No estudo de Bandy e Irion8, com maior controlo e segurança
tempos necessários à realização
datado de 1994, foi concluído que do processo de treino17.
de estiramentos, principalmente no
um estiramento estático de 30 respeitante àqueles que são pro-
segundos é mais efectivo que os gressivos e globais. Por exemplo, o ESTIRAMENTO ESTÁTICO VS.
alongamentos de tempos inferio- ESTIRAMENTO BALÍSTICO
trabalho de fisioterapia de cadeias
res, mas não mais capaz de produ- Como vimos, um alongamento man-
musculares, previsto no método de
zir melhorias na amplitude de movi- tido por um período mínimo de
Mézières13, Reeducação Postural
mento que o estiramento de 60 tempo significa um conjunto amplo
Global e Stretching Global Activo14
segundos. de resultados no respeitante ao
e método de Busquet15, advoga a
Bandy et al.9 concluíram também ganho de amplitude articular. A
realização de estiramentos muito
que não há vantagens adicionais na dependência do factor tempo diz
prolongados no tempo. O trabalho
realização de estiramentos com respeito não só à variável tempo-
de alongamento realizado nestes
tempos superiores a 30 segundos ral prevista na fórmula de fluage
métodos respeita escrupulosamen-
de duração. Para além disso, de- muscular, como também a factores
te a fórmula da fluage muscular,
monstraram que não é vantajosa de natureza neuromotora. Referimo-
apresentada no capítulo anterior.
a passagem da frequência de -nos à acção do reflexo miotático
Segundo o que a fórmula prediz,
estiramento de uma para três de encurtamento, ligado à sensibi-
Souchard16 defende as duas seguin-
vezes por dia. lidade do fuso neuromuscular. É
tes premissas relativas ao trabalho
À semelhança dos estudos ante- bem sabido que um estiramento
passivo de alongamento:
riores, Roberts e Wilson10 também deve ser suficientemente lento e
estudaram os tempos de estira- 1) Quanto mais prolongamos o tem- prolongado de modo a se conseguir
mento estático e passivo em jovens po de alongamento, mais signi- vencer a tendência que o músculo
desportistas. Concluíram que esti- ficativo é o comprimento ganho. apresenta para encurtar no mo-
ramentos de 15 segundos eram Para ser eficaz, é preciso, então, mento do alongamento por acção
mais vantajosos que estiramentos praticar posturas de alongamen- do reflexo miotático1.
de tempos inferiores. to prolongadas no tempo, não Por essa razão de natureza teo-
A única investigação com vista ao alongamentos bruscos. rética, actualmente é rara a inves-
estudo de tempos de alongamento 2) Quanto mais aumentamos o tem- tigação realizada em torno dos
realizada em indivíduos idosos cor- po de alongamento, mais pode- estiramentos ditos balísticos. Estes
responde ao estudo de Feland et mos diminuir a força de tracção. são alongamentos “bruscos”, de
62| 63| investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio
alta intensidade, realizados a gran- amplitude articular quando se uti- gessada curta (abaixo do joelho)
de velocidade. Como tal, são esti- liza um alongamento mecânico pro- em adultos com lesão cerebral
ramentos menos seguros e, pro- longado de baixa intensidade22,23,24. (AVC), com o intuito de reduzirem
vavelmente, menos eficazes em Bohannon22 avaliou a efectividade a deformação em equino da tíbio-
termos do aumento de amplitude de um alongamento de oito minutos -társica (gerada pelo padrão espás-
de movimento. A tensão ocasiona- dos ísquiotibiais em comparação tico de flexão plantar). Os autores
da no músculo derivada da grande com 20 minutos ou mais usando verificaram que todos os utentes
velocidade de estiramento e, como um sistema de polias. O alongamen- apresentaram relevantes melho-
tal, da estimulação do reflexo mio- to de oito minutos levou somente rias da amplitude de flexão dorsal
tático, compreende cerca do dobro a um pequeno aumento na flexi- da tíbio-társica e uma diminuição
da tensão ocasionada com o esti- bilidade dos ísquiotibiais, que foi da espasticidade dos flexores plan-
ramento estático18. Na literatura, perdida num espaço de 24 horas. tares.
pode ser encontrado um estudo Sugeriu-se que um alongamento de Cusick30 realizou um estudo de caso
de 199319, segundo o qual o alon- 20 minutos ou mais seria neces- único numa criança com diplegia
gamento balístico é menos eficaz sário para aumentar efectivamente espástica, tendo obtido uma melho-
do que o alongamento estático na a amplitude de movimento numa ria no comprimento muscular dos
melhoria da elasticidade muscu- base mais permanente. Foram ísquiotibiais, após 45 dias de utili-
lar. Para além disso, o estiramento igualmente relatados aumentos zação de gessos longos. Antes do
balístico tem demonstrado não pos- significativos na amplitude de movi- tratamento, a criança apresentava
suir mais vantagens na preparação mento de indivíduos saudáveis que um flexum de ambos os joelhos
para o treino de força explosiva tinham retracções em membros de 40 . Após a utilização de imobi-
0
relativamente ao estiramento es- inferiores, usando-se somente 10 lização gessada, intervalada por
tático20,21. minutos de alongamento mecânico ajustamentos na amplitude de colo-
prolongado de baixa intensidade25. cação da tala gessada, a criança já
ESTIRAMENTO PASSIVO Bohannon e Larkin26 usaram igual- era capaz de realizar a completa
MECÂNICO PROLONGADO mente um regime de prancha ortos- extensão do joelho direito (tendo-se
Corresponde ao tipo de alonga- tática com calço, posicionando os mantido um flexum residual de 5 0
mento mantido por períodos pro- doentes em pé durante 30 minutos do joelho esquerdo).
longados de tempo, conseguido por diários, tendo conseguido aumentar Ada e Canning31 referem melhorias
meio da aplicação de uma força a amplitude dos flexores dorsais na amplitude de flexão dorsal da
externa de baixa intensidade, usan- do tornozelo em pacientes com tíbio-társica noutros estudos em
do-se o peso do próprio paciente ou problemas neurológicos. crianças com paralisia cerebral.
sistemas mecânicos como tracção, O alongamento prolongado de baixa Cottalorda, Gautheron, Metton,
pesos, sistema de polias, splints intensidade e um aumento na am- Charmet e Chavier32 chegaram a
dinâmicos ou gessos. plitude podem também ser conse- conclusões similares num estudo
É o tipo de estiramento utilizado guidos mediante a utilização de um de caso único numa criança com
em muitas situações de patologia splint dinâmico, utilizado durante lesão cerebral. Porém, após cerca
contraturante ou em situações oito a 10 horas27. de 18 meses sem utilização de
de patologia neurológica com pre- A utilização de gessos tem sido imobilização gessada, registou-se
sença de hipertonia e consequente relatada sobretudo nos casos de uma recorrência da deformidade
encurtamento e/ou mesmo defor- distúrbios neurológicos do primeiro em equino.
midade segmentar ortopédica. neurónio. Apesar de Brouwer, Wheeldon e
O parâmetro tempo de alongamen- A imobilização gessada é frequente- Stradiotto-Parker33 terem constado,
to é concebido como um dos mais mente utilizada em crianças com num estudo realizado em crianças
importantes a ter em conta neste paralisia cerebral, principalmente com paralisia cerebral, que, após
tipo de estiramentos. numa fase do tratamento que pro- uma imobilização gessada de três
Vários estudos têm sugerido que cede a administração de toxina semanas, os flexores plantares não
um período de 20 minutos ou mais botulínica28 ou outros fármacos. apresentavam alteração da força
é necessário para que o alonga- Booth, Doyle e Montgomery29 estu- muscular, é amplamente reconhe-
mento resulte numa melhoria da daram a utilização de imobilização cido que a imobilização prolongada
Revista de Desporto e Saúde
da Fundação Técnica e Científica do Desporto r
des específicas. A análise da lite- Alguns estudos realizados acerca da utilização de ortóteses
no tratamento de contraturas.
ratura respeitante a esse tipo de
material não compreende um objec-
tivo deste artigo. No entanto, apre-
sentamos, de seguida, alguns estu- no final da amplitude seguido de O alongamento prolongado é mais
dos relativos à utilização de ortó- um breve repouso, com um estira- indicado de modo a se conseguirem
teses simples com vista ao trata- mento mecânico estático. A intensi- ganhos a longo prazo na amplitude
mento de contraturas (tabela 1). dade da força de alongamento era de movimento.
Mudanças plásticas em tecidos limitada pelo nível de tolerância do O alongamento mecânico prolon-
contrácteis e não contrácteis po- doente e pela habilidade para se gado, seja cíclico ou mantido, pa-
dem ser a base das melhorias “per- manter relaxado. Os procedimentos rece ser mais efectivo que o alon-
manentes” ou a longo prazo na de alongamento foram aplicados gamento passivo manual porque a
flexibilidade22. Quando os músculos aos músculos ísquiotibiais de parti- força de alongamento é aplicada
são mantidos numa posição alon- cipantes saudáveis durante 15 mi- durante muito mais tempo do que
gada durante várias semanas são nutos por dia ao longo de cinco dias seria suportável e viável com o
acrescentados sarcómeros em consecutivos. Foram registados au- alongamento manual1.
série3,4. Quando tecidos conectivos mentos significativos na extensibi-
não contrácteis são alongados com lidade dos ísquiotibiais mais signifi- INIBIÇÃO ACTIVA
uma força de alongamento prolon- cativos no método cíclico de estira- A inibição activa refere-se a técni-
gada de baixa intensidade, ocorre mento, quando foi tida em conta a cas nas quais o paciente relaxa
deformação plástica e o compri- análise de variáveis precisas. Para reflexamente o músculo a ser alon-
mento tecidular aumenta4,42,43. além disso, os participantes relata- gado antes da manobra de alonga-
ram que o alongamento cíclico era mento. Isso pode ser conseguido
ESTIRAMENTO MECÂNICO CÍCLICO mais confortável e mais tolerável através de técnicas/princípios de
Starring et al44 usou o termo esti- que o alongamento mantido. Facilitação Neuromuscular Proprio-
ramento cíclico para descrever um Este estudo sobre o alongamento ceptiva (PNF) ou através do esti-
tipo de alongamento repetitivo cíclico demonstra a importância de ramento activo.
aplicado por meio de um dispositivo impor um alongamento prolongado
mecânico. Os autores compararam sobre os músculos retraídos e o ESTIRAMENTO ACTIVO
a utilização de um alongamento tecido conectivo de modo a se con- É o tipo de estiramento em que o
cíclico, usando uma força mecânica seguir uma deformação plástica sujeito alonga o músculo ou grupo
de alongamento de 10 segundos e alongamento eficaz dos tecidos. muscular por meio da contracção
64| 65| investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio
Em alguns estudos começa já a antes ou durante o alongamento. É, no mínimo, uma questão que
questionar-se se a base dos resul- Exercícios de baixa intensidade tem de ser estudada com mais
tados está realmente na produção feitos antes do alongamento au- afinco. Por outro lado, devemos
de um maior relaxamento no mús- mentarão a circulação para os questionar se um possível efeito
culo a estirar, ou seja, naquele que tecidos moles e aquecerão os te- do calor na flexibilidade estará só
produziu contracção. Se a base cidos a serem alongados. Embora relacionado com o relaxamento
dos resultados estiver somente os resultados dos estudos possam tecidular, ou se não estará rela-
na obtenção de um maior relaxa- diferir, uma caminhada curta, exer- cionada com factores de natureza
mento muscular, é de esperar que cícios não fatigantes em bicicleta neuromuscular. E a mesma ques-
a realização de estiramentos em estacionária ou alguns minutos de tão se aplica no respeitante aos
músculos previamente aquecidos exercícios activos para os membros diferentes métodos e técnicas de
resulte também em resultados superiores podem ser usados para relaxamento global, ou a técnicas
observáveis na amplitude de movi- aumentar a temperatura intramus- mais específicas como a massa-
cular antes de se iniciar actividades gem, seja realizada de forma autó-
mento. É disso que iremos falar
de alongamento64,65,66. noma, seja realizada previamente
de seguida.
ao treino de flexibilidade.
Sendo assim, seja através do aque-
cimento directo, seja por meio de Contudo, a questão do relaxamento
O CALOR NO TREINO exercícios de aquecimento, o alon- produzido através do calor, da
DA FLEXIBILIDADE
gamento deve, segundo os argu- massagem ou do PNF, se é mesmo
O aquecimento do tecido mole de relaxamento que se trata, ex-
mentos precedentes, que são na
realizado antes do alongamento pressa-se num aumento da elasti-
realidade clássicos argumentos
permitirá aumentar a extensibili- cidade muscular, algo que, como
coerentes, ser precedido de aque-
dade dos tecidos encurtados. Mús- veremos de seguida, é controverso
cimento.
culos aquecidos relaxam e alongam- no respeitante ao aumento da
Veremos, de seguida, que todo o flexibilidade a longo prazo.
-se mais facilmente, tornando o conteúdo anteriormente explanado
alongamento mais confortável para é fundamentalmente teorético e
o paciente. À medida que a tem- especulativo. Neste momento do O PARADOXO DO COEFICIENTE
peratura do músculo aumenta, a artigo, a opção mais legítima de DE ELASTICIDADE
quantidade de força requerida desenvolvimento conteudístico será Classicamente, tem sido conside-
para alongar os tecidos contrác- apresentarmos uma sinopse dos rado que os efeitos do PNF, do
teis e não contrácteis e o tempo estudos efectuados acerca do aquecimento prévio, da massagem
durante o qual a força de alonga- efeito do aquecimento no treino de e até mesmo dos fármacos mio-
mento precisa de ser aplicada flexibilidade e ganho de amplitude -relaxantes são comuns no que
diminuem. Com o aumento da tem- de movimento (tabela 4). implicam de relaxamento dos mús-
peratura intramuscular, o tecido Pela observação da tabela 4, é pos- culos a serem estirados. O rela-
conectivo cede mais facilmente ao sível constatar que há dois estudos xamento expressa-se num aumento
alongamento e a sensibilidade dos que apontam para melhores resul- da elasticidade muscular, e esse
órgãos tendinosos de Golgi aumen- aumento implica uma maior defor-
tados na flexibilidade por se realizar
ta (o que leva a uma maior inibição mação a curto termo. Tem sido
uma forma de aquecimento profun-
muscular)59. assumido que esta mesma defor-
do (Knight et al70, Draper et al72) e
Para além disso, o aquecimento mação num tempo imediato resulta
um estudo que aponta para resul-
também minimiza a probabilidade num maior ganho de flexibilidade
tados semelhantes no respeitante
de microtraumas aos tecidos moles em termos mais permanentes.
à realização de aquecimento activo
durante o alongamento e, desse Porém, tal pode estar longe da
(Wenos e Konin73). De resto, todos
modo, pode diminuir a dor muscu- realidade.
os outros estudos infirmam aquilo
lar tardia que ocorre após os exer- que classicamente tem sido admi- Tudo se resume à fórmula de fluage
cícios60,61,62,63. tido, ou seja, que o aquecimento muscular, que passamos a rever:
O aquecimento pode ser consegui- prévio ao treino de flexibilidade Índice de deformação = Força
do com calor superficial ou pro- melhora o nível permanente de aplicada / Coeficiente de
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