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Introdução às Ciências da Saúde

Seminário 2

Antibióticos

Da descoberta à resistência

Microbiota

O ser Humano é livre de germens enquanto está in útero

A colonização inicia-se logo após o nascimento

Evolução do microbioma

3ª Fase: Amamentação ou biberon

1ª Fase: útero estéril

2ª Fase: Contato inicial (canal vaginal e vagina; fezes; Hospital)

4ª Fase: Introdução da alimentação sólida

Tipos de colonização no homem Microbiota Normal:

o Os microorganismos instalam-se normalmente no organismo como colónias permanentes mas sem causar doença Ex: Staphylococcus na pele e membranas e Escherichia coli no intestino

o

Microbiota Transitória:

o São micróbios que estão presentes durante algum tempo e depois desaparecem

A descoberta dos antibióticos

Antibiótico

Deriva do grego anti (contra) e bio (vida)

Sugerido por um microbiologista, Dr. Selman A. Waksman, em 1942

1º Antibiótico

O primeiro antibiótico foi descoberto por Fleming em 1928

Fleming descobriu que o mofo dos fungos de Penicillium tinham propriedades antibacterianas (curavam doenças causadas por bactérias)

Staphilococcus áureos

Fleming não conseguia extrair penicilina suficiente para tratamento

Tratamento com antibióticos Em 1938, Howard Florey (microbiologista) e Ernst Chain (quimico) conseguiram obter quantidade de antibióticos suficientes para medicar e tratar os doentes

Foi “testado” em larga escala durante a 2ª Guerra Mundial

Só após a concessão da patente à indústria farmacêutica americana é que foi possível a sua divulgação à escala global

Vantagens

Podem tratar diversas infeções

Fáceis de administrar (via oral, intramuscular, venosa, dérmica, ocular, etc.)

Escassos efeitos secundários

Custos razoáveis

Desvantagens

 

Podem desencadear

o

o

o

 

Reações alérgicas

Resistência antimicrobiana

Alterações gastrointestinais

Maiores consumidores

 

30% em crianças

70% em animais

Produção de antibióticos

 

As Penicilinas e cefalosporinas são produzidas através de fungos

Os aminoglicosideos e os carbapenemes são produzidos por bactérias

As quinolonas e as sulfonamidas podem ser sintetizadas quimicamente

Descoberta no séc. XX O período áureo das diversas descobertas ocorreu de 1950 a 1960

Nada ocorreu desde 1987 pois os novos “antibióticos” são moléculas adaptadas dos anteriores

Classes de Antibióticos Penicilinas o penicilina o amoxicilina Cefalosporinas

 Desvantagens  Podem desencadear o o o Reações alérgicas Resistência antimicrobiana Alterações gastrointestinais  Maiores

Inibe a formação de barreiras bacterianas

Sulfonamidas

Sulfonamidas Inibe a síntese dos
Sulfonamidas Inibe a síntese dos

Inibe a síntese dos

o

co-trimoxazole

Fluoroquinolonas

Folatos

o

ciprofolxacina

Inibe a replicação de

o

levofloxacina

o

ofloxacina

DNA

Tetraciclinas

Tetraciclinas

o

tetraciclina

o

doxiciclina

Aminoglicosideos

o

gentamicina

Inibe a sintese das

o

kanamicina

o

Tobramicina

proteinas

Macrólidos

o

eritromicina

o

azitromicina

A resistência A primeira resistência foi identificada em 1940. Em apenas dois anos verificou-se a resistência do Staphylococcus Aureus à meticilina A resistência a antibióticos é um processo em que as bactérias se tornam adversas à ação terapêutica dos antibióticos

Os Antibióticos alteram os processos celulares essenciais

 Porque podem: o o o o Inibir a síntese na parede celular Inibir a síntese
Porque podem:
o
o
o
o
Inibir a síntese na parede celular
Inibir a síntese proteica
Inibir a síntese dos ác. Nucleicos
Provocam alterações do metabolismo bacteriano
Mecanismos de atuação
Exemplos:
Inibição da síntese na parede celular:
Beta lactâmicos: penicilinas e cefalosporinas
Carbapenemes
Alterações da membrana
o
o
o
Colistina e nistatina
Inibição da síntese proteica
Tetraciclinas, clindamicina e cloranfenicol
o
Inibição da síntese de ác. Nucleicos
o
Quinolonas: DNA
o
Rifampicina: RNA
Alteração no metabolismo microbiano
Isoniazida
o
o
Sulfonamida

RESISTÊNCIA BACTERIANA

Fenómeno relacionado com a dificuldade/ destruíção de ação das drogas pela existência de genes contidos no microorganismo que codificam diferentes mecanismos bioquímicos

Resistência Natural Caracteriza uma determinada espécie bacteriana e constitui-se como património e herança genética cromossómica do microorganismo. Evolução das espécies de Darwin (ex: Bateria Gram-negativa resistente à penicilina).

 

Ex.: Ausência do recetor para a ação do antibiótico ou a ausência de mecanismo de transporte da droga para a célula.

Resistência Adquirida

 

Fenómeno de resistência a um ou vários antibióticos numa população bacteriana originalmente sensível ocorre por:

 

o

o

o

o

o

Mutação / Transferência

Mecanismos

Conjugação

Transdução

Transformação.

 Ex.: Ausência do recetor para a ação do antibiótico ou a ausência de mecanismo de
 

Conjugação Transmissão da resistência envolve a existência de plasmídeos na manipulação

o

 

de DNA.

 

Transdução e Transformação

o

o

 

Transdução: Transferência de um gene do vírus

Transformação: O DNA de uma bactéria é captado por uma nova célula

Mecanismos de Resistência: Hipoteses Possíveis

  • 1. Uma enzima modifica o antibiótico circulante

  • 2. Modificações ao nível do Ribosoma celular

  • 3. Mecanismos especificos tais como a metilação podem interferir com a ação do antibiótico

  • 4. Modificações e mutações nas proteínas fazem com que o antibiótico não seja reconhecido

  • 5. Pode ocorrer resistência metabólica por inibição competitiva

 

Enzima da resistência: β-Lactamase

o

o

 

As enzimas podem destruir ou atenuar a ação dos antibióticos

É o caso da β-lactamase que hidroliza o anel b-lactâmico da penicilina e sem ele a penicilina não é efetiva.

  Na Europa A figura representa a % Staphylococcus aureus com resistência à meticilina (MRSA)
  Na Europa A figura representa a % Staphylococcus aureus com resistência à meticilina (MRSA)
Na Europa
A figura representa a % Staphylococcus aureus com resistência à meticilina (MRSA)
Portugal
Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos em Números –

2015

  Na Europa A figura representa a % Staphylococcus aureus com resistência à meticilina (MRSA)

Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos em Números

2015

 Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos em Números – 2015 

As super bactérias

o

Enterococcus faecium (VRE)

ESKAPE

o

Staphylococcus aureus (MRSA)

o

Klebsiella e Clostridium difficile (C. Diff)

o

Acinetobacter baumannii

o

Pseudomonas aeruginosa

o

Enterobacteriaceae (CRKP/CRE)

o

CDC, 2014

Onde se podem encontrar?

Corrimão do Metro

No Hospital

Maçanetas das portas

Autocarros

Nas mãos

UCCI

Hospitais

Lares

Dia a dia

Epidemiologia : multiresistência

Conceitos

o

o

Infetado: Uma pessoa com cultura positiva para organismo multirresistente e

apresenta sinais e sintomas de infeção Colonizado: Uma pessoa com cultura positiva para um microrganismo multirresistente mas que não apresenta nem sinais nem sintomas de infeção

Inverter o resultado

Como consumidores Evitar os antibióticos em animais

o

Como doentes Evitar utilização indevida

o

Na ciência Acelerar diagnóstico e tratamento

o

Como colaborar?

o

Precauções básicas