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Partes do Encéfalo:

Corpo caloso: liga os dois hemisférios


Hipotálamo: em relação direta com a hipófise, regula o sistema endócrino, a fome, a sede, o
impulso sexual
Hipófise: Glândula que controla e dirige a atividade do sistema endócrino
Bolbo raquidiano: Controla funções vitais como o ritmo cardíaco, a respiração e a pressão
arterial
Córtex arterial: Controla os movimentos voluntários, a perceção, o pensamento
Tálamo: recebe e transmite a informação de e para o córtex cerebral
Formação reticular: Desempenha um papel importante na atenção, memória, sono e estado de
alerta
Cerebelo: Coordena os movimentos e assegura a manutenção do equilíbrio

Funcionamento sistémico do cérebro


Para além da distinção da sua estrutura, o cérebro humano organiza-se segundo determinadas
funções, que lhe conferem um caracter único ( especialização funcional ).
Os seres humanos apresentam um cérebro dividido em dois hemisférios que desempenham
funções diferentes. Os hemisférios cerebrais controlam a parte oposta do corpo, porque os
feixes nervosos conduzem as instruções até aos músculos cruzam-se no percurso.
Cada hemisfério especializou-se em funções diversas ( lateralização hemisférica ). Mas apesar
disso, os hemisférios funcionam de forma complementar.
Hemisfério Direito: Formação de imagens; Relações Espaciais; Perceção das formas, das cores,
das tonalidades afetivas; Pensamento concreto
Hemisfério Esquerdo: Pensamento lógico; Linguagem verbal; Discurso; Cálculo; Memória.

Lobos cerebrais:
Nos lobos occipitais são processados os estímulos visuais que previamente passaram pelo
tálamo. A área visual primária processa dados como a cor, distância, etc., que passam, depois
para a área visual secundária onde ocorre a identificação dos objectos. Outras áreas do cérebro
intervêm, atribuindo significados às informações.
Os lobos frontais, que correspondem a cerca de 1/3 do volume total do cérebro, desempenham
um conjunto de funções que, pela sua importância, levam a que muitos autores os considerem
ser "a sede da humanidade". São responsáveis pelas atividades cognitivas que requerem
concentração, pelos comportamentos de antecipação, planificação de atividades, pelo
pensamento abstrato, pela memória de trabalho, pelo raciocínio complexo e intervém também
na regulação das emoções. O córtex motor é responsável pelos movimentos dos músculos. As
zonas que precisam de produzir movimentos mais precisos e mais variados são as que ocupam
mais área no córtex.
Os lobos temporais processam os estímulos auditivos: os sons são recebidos na área auditiva
primária e interpretados na área secundária ou de associação. É nesta zona que se situa a área
de Wernicke, que tem um importante papel na produção do discurso e na compreensão do que
os outros dizem.
Os lobos parietais são constituídos por duas zonas. Na zona anterior, o córtex somatossensorial
recebe os estímulos que vêm do ambiente, produzindo as sensações de temperatura, dor, do
tacto, etc. As zonas mais sensíveis do corpo são as que ocupam mais área no córtex. Na área
secundária, as informações recebidas são analisadas e interpretadas, possibilitando-nos, por
exemplo, o reconhecimento dos objectos através do tacto.

Papel das áreas pré-frontais:


As áreas pré-frontais são responsáveis pelas funções intelectuais superiores: memória,
permitindo-nos recordar o passado, planear o futuro, resolver problemas, antecipar
acontecimentos, refletir, tomar decisões, criar o próprio mundo. Para além de assegurarem
estas funções, permitem tomar consciência delas. É também aqui que se faz a coordenação
entre as emoções e a capacidade de decidir.

Especialização e integração sistémica:


A especialização das várias áreas do cérebro em determinadas funções têm de se compreender
à luz do funcionamento sistémico do cérebro: as diferentes estruturas funcionam de modo
integrado, implicando-se umas às outras a concretização de diferentes funções.
Uma das provas deste funcionamento sistémico ocorre quando uma área lesionada deixa de
exercer uma função e uma outra área vizinha assume essa função perdida (função
vicariante/suplência).
O cérebro é um sistema que trabalha como um todo, como uma rede funcional, de forma
interativa, caracterizando-se pela sua plasticidade. A plasticidade explica o facto de outras
regiões do cérebro poderem substituir as funções afetadas pelas lesões cerebrais resultantes de
varias circunstancias como o coma, os acidantes vasculares…

Auto-organização permanente:
O processo de desenvolvimento cerebral não se define apenas pelo aparecimento e
desenvolvimento de neurónios e de sinapses: dá-se também através da seleção de redes
neuronais, que passa pela morte de neurónios e pela supressão de sinapses. Este processo, que
ocorre ao longo da vida, não está geneticamente determinado: depende das interações com o
meio e das experiencias vividas pelo sujeito. Ex: as conexões sinápticas são moldadas pelas
experiencias dos sujeitos, sendo uma das razões que explicam que gémeos homozigóticos não
apresentem as mesmas redes neuronais.

O cérebro e a capacidade de adaptação e autonomia do ser humano:


O inacabamento do cérebro humano ao nascer e o lento processo de desenvolvimento pós-natal
( lentificaçao ) vão constituir uma vantagem, ao possibilitar uma estimulação maior e mais
prolongada do meio.
A diferente expressão genética não chega para explicar as diferenças individuais: os efeitos do
meio intrauterino e as experiencias ao longo da vida são elementos fundamentais para explicar
o processo de individualização. Nos seres humanos, as instruções genéticas deixam espaço à
variação individual.

Plasticidade e aprendizagem:
A formação do cérebro não resulta de um programa preestabelecido: o meio tem um papel
decisivo no desenvolvimento cerebral, antes e após o nascimento
Ainda que, ao nascer, o bebé tenha todas as áreas corticais formadas, o desenvolvimento
cerebral continua a fazer-se de forma acelerada nos primeiros meses de vida. Contudo, este
processo decorre ao longo da vida. O cérebro é muito maleável, modificando-se sob o efeito de
experiencias, das perceções, das ações, dos comportamentos. Esta maleabilidade designa-se por
plasticidade. A plasticidade cerebral é, portanto, a capacidade do cérebro de se remodelar em
função das experiencias do sujeito, de reformular as suas conexões em função das necessidades
e dos fatores do meio ambiente. As redes neuronais modificam-se em função das experiências
vividas.
A constatação de que o cérebro se modifica consoante as necessidades de resposta do individuo
ao meio, como forma de adaptação, põe em causa o determinismo genético. A aprendizagem é
o principal instrumento de adaptação humana, que se manifestará nas diferentes realizações
socias, tecnológicas, cientificas, culturais.