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“No dia em que o crime se ornamenta com os despojos da inocência, por uma curiosa deformação

que é própria do nosso tempo, é a inocência que se vê intimada a apresentar suas justificativas. A
ambição deste ensaio seria a de aceitar e examinar este estranho desafio". (Camus, o homem
generoso)

UM RACIOCÍNIO ABSURDO

 Apresentação da ideia, explicação de como o pensamento foi desenvolvido.


o “Nenhuma metafísica, nenhuma crença estão misturadas com isso, no momento.
São os limites e o compromisso único deste livro”.

O ABSURDO E O SUICÍDIO

 Suicídio: único problema filosófico sério.


 O sentido da vida como o único “a questão mais decisiva de todas”.
 O pensamento individual e o suicídio.
o “Começar a pensar é começar a ser minado”.
o “Raramente alguém se suicida por reflexão”.
o “Naturalmente, nunca é fácil viver. Continua-se a fazer gestos que a existência
determina por uma série de razões entre as quais a primeira é o hábito. Morrer
voluntariamente pressupõe que se reconheceu, ainda que instintivamente, o
caráter irrisório desse hábito, a ausência de qualquer razão profunda de viver, o
caráter insensato dessa agitação cotidiana e a inutilidade do sofrimento”.
o Qual é o sentimento que leva o ser humano ao suicídio?
 “... num universo subitamente privado de luzes ou ilusões, o homem se
sente um estrangeiro” – o absurdo do que está a sua volta – o sentimento
e a atração pelo nada = O ABSURDO
 “... o suicídio é uma solução para o absurdo”.
 O filósofo e o suicídio – as contradições: o que defende o suicídio e não se
mata; o que defende a vida, a tira.
o “... não há nenhuma relação entre a opinião que se pode ter sobre a vida e o gesto
que se faz para deixa-la?”
 “O julgamento do corpo vale tanto quanto o do espírito e o corpo recua
ante o aniquilamento”.
 A esperança em uma outra vida ou algo superior.
o Pensar logicamente sobre a morte não é possível.
 “A reflexão sobre o suicídio me dá, então, a oportunidade de tratar do único
problema que me interessa: existe uma lógica até a morte? É algo que eu
só posso ficar sabendo se perseguir, sem paixão desordenada, e apenas sob
a luz da evidência, o raciocínio cuja origem assinalo aqui. É o que chamo um
raciocínio absurdo.
o O ABSURDO, a ESPERANÇA e a MORTE se alternam nos seus lances no jogo
inumano.

OS MUROS ABSURDOS
 Os grandes sentimentos e os hábitos
o “há um universo do ciúme, da ambição... um universo, isto é, uma metafísica e um
estado de espírito”.
o Para ter contato com esses estados de espírito, Camus observa que não há como se
ter um conhecimento definitivo; no máximo, uma aproximação. Desse modo, “o
método aqui definido confessa a percepção de que todo verdadeiro conhecimento
é impossível. Só se podem enumerar as aparências e se fazer sentir o clima”.
Fazemos inferências a partir dos atos falhos dos seres humanos: “Dá-se o mesmo,
um tom abaixo, com sentimentos inacessíveis no coração mas parcialmente traídos
pelos atos que os animam e os estados de espírito que pressupõem”. O sentimento
da absurdidade, nesse sentido, pode ser atingido.
o Camus apresenta uma espécie de clima no qual o sentimento de absurdidade vai se
formando:
 “Em certas situações, responder "nada" a uma questão sobre a natureza de
seus pensamentos pode ser uma dissimulação para com um homem. Os
entes queridos sabem disso. Mas se essa resposta é sincera; se representa
esse estado d'alma em que o vazio se torna e eloquente, em que a cadeia
dos gestos cotidianos é rompida, e em que o coração inutilmente procura
o anel que a restabeleça, então ela é como que o primeiro sinal da
absurdidade”.