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GUIA DE UTILIZAÇÃO DE

ANTI-INFECCIOSOS E
RECOMENDAÇÕES PARA
A PREVENÇÃO DE INFECÇÕES
RELACIONADAS À
ASSISTÊNCIA À SAÚDE

2015-2017
GUIA DE UTILIZAÇÃO DE
ANTI-INFECCIOSOS E
RECOMENDAÇÕES PARA
A PREVENÇÃO DE INFECÇÕES
RELACIONADAS À
ASSISTÊNCIA À SAÚDE

2015-2017
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Guia de utilização de anti-infecciosos e


recomendações para a prevenção de infecções
relacionados à assistência à saúde.
/ coordenação Anna Sara S. Levin...[et al.].
6. ed. -- São Paulo : Hospital da Clínicas, 2014.

Outros coordenadores: Maria Beatriz G. Souza Dias,


Maura Salaroli de Oliveira, Renata Desordi Lobo.
Vários colaboradores.
ISBN 978-85-62664-03-8

1. Antiinfecciosos 2. Infecções hospitalares -


Prevenção I. Levin, Anna Sara S.. II. Dias, Maria
Beatriz G. Souza. III. Oliveira, Maura Salaroli de.
IV. Lobo, Renata Desordi.

11-08204 CDD-614.44

Índices para catálogo sistemático:


1. Antimicrobianos : Uso em hospitais : Infecções
hospitalares : Medicina preventiva pública
614.44
GUIA DE UTILIZAÇÃO DE
ANTI-INFECCIOSOS E
RECOMENDAÇÕES PARA
A PREVENÇÃO DE INFECÇÕES
RELACIONADAS À
ASSISTÊNCIA À SAÚDE

ELABORAÇÃO:
Grupo e Subcomissões de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital
das Clínicas - FMUSP

Manual aprovado em reunião da Comissão de Controle de Infecção


Hospitalar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

São Paulo, 2015 - 2017


6ª edição
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Geraldo Alckmin
Governador do Estado de São Paulo

Prof. Dr. David Everson Uip


Secretário de Estado da Saúde

HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA


FACULDADE DE MEDICINA DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Prof. José Otávio Auler Junior


Presidente do Conselho Deliberativo

Profa. Dra. Eloisa Silva Dutra de Oliveira Bonfá


Diretora Clínica

Eng. Antonio José Rodrigues Pereira


Superintendente
Comissão de controle de Infecção hospitalar
GESTÃO 2011 - 2015
Anna Sara S. Levin Edson Abdala Massayuki Yamamoto
Presidente Flávia Rossi Tânia Mara V. Strabelli
Gerson Oliveira Thaís Guimarães
Aleía Faustina de Campos Hélio Hehl Caiaffa Filho Vanusa Barbosa Pinto
Alfio Rossi Junior Juliana A. Nunes Wladimir Alves Pereira
Ana Lucia L. M. Lima Maria Aparecida Shikanai Yasuda
David de Souza Gómez Maria Farias Alves
Denise Brandão de Assis Maria Ivone Afonso Amaral

Equipe técnica de trabalho


COORDENAÇÃO CONSELHO EDITORIAL PROJETO GRÁFICO
Anna Sara S. Levin Profa. Dra. Anna Sara S. Levin Dora Dias
Maria Beatriz G. Souza Dias Dra. M. Beatriz G. Souza Dias
Maura Salaroli de Oliveira Dra. Maura Salaroli de Oliveira ARTE
Renata Desordi Lobo Ed Santana

COLABORADORES
Adriana Coracini Tonacio Ana Lúcia M. L. Lima Bianca Grassi de Miranda Souza
Adriana Pereira Paula Ana Luiza Gibertoni Bil R. Basseti
Adriana Ribas Andrade Ana Marli Christovan Sartori Brenno A. A. Falção
Adriana Sayuri Hirota Ana Paola Castagnari Bruna Oliveira
Adriana W. Massaia Ana Paula da Silva Herbella Bruno Cesar Batisra Cocentino
Adriano Rotger Armelin Ana Paula Matos Porto Bruno Ranadi
Aléia Faustina Campos Ana Paula S. Leopércio Bruno Zilberstein
Alessandra Carvalho Goulart Ana Paula Volpato Camila de Almeida Bueno
Alessandra Saito Regatieri Ana Silvia de Andrade Camila de Almeida Silva
Alessandra Yoshiro Andre de Barros Giannetti Camila S. Donini
Alexandre Suzuki Horie André M. Siqueira Candida Paris
Alfio Rossi Júnior André Machado Luiz Carla Gonçalves Saad
Alice Tung Wan Song André Moreira Assis Carla Renata Couto
Aline A. Bastos André Oliveira Paggiaro Carlos Alberto Maganha
Aline Santos Ibanes Andrea Cavalante Carlos Diêgoli
Amanda Maciel Andrea Miranda Carlos Gustavo Moraes
Amaryllis Avakian Andréa Remígio Oliveira Leite Carlos Henrique Valente Moreira
Ana Carolina Gallio Ângela Carvalho Freitas Carolina C. O. Santos
Ana Carolina Moura Coelho Anna Silva Machado Catarina Almeida
Ana Carolina Posada Antonio Carlos Nicodemo Celso Ricardo B. Neves
Ana Catharina de Seixas S. Nastri Atalanta Ruiz Christiane Takeda
Ana Cristina Garcia Ferreira Bernadete de Lourdes Liphaus Christina T. Gallafrio
Cilmara Polido Garcia Fernanda Maffei Lilian Mitiko Ouki
Cinthia Yukie Kuga Fernanda Monaco Lilian Pires de Freitas do Carmo
Claudia Mangini Fernando Campos Gomes Pinto Lísia Gomes M. de Moura Tomich
Cleide Roque dos Santos Fernando de Paula Machado Lívia Vieira de Almeida
Cleyton Gregory Fernando Hernandez Lourdes Miranda
Cornelius Mitteldorf Filipe Teixeira Piastrelli Lucas Chaves Netto
Cristiano Melo Gamba Francisco Torgller Filho Luciana Becker Mau
Daiana Aparecida Moreira da Silva Frederico Leon Fernandes Luciana Miyamoto
Daiane Cais Geraldine Madalasso Luciana Moura Gori
Dania A. Nahman Gerson Sobrinho Salvador Oliveira Luciana Pinto Bandeira
Daniel Abdel Rahman Gisele Duboc Luciano Bello Costa
Daniel Ângelo Valença Pascoal Gladys Villas-Boas de Prado Lucy Nagm
Daniel Ayabe Ninomiya Gláucia F. Varkulja Luiz Carlos Neves de Oliveira
Daniel Calili Gustavo L. Guimarães Luiz Guilherme Gonçalves
Daniel L. Bartmann Gustavo Leal Dittmar Manoella Alves
Daniel P. Prestes Heloise M. Camilotti Codo Marcelo Litvoc
Daniel Rogério Mendes Fernandes Ho Yeh Li Marcelo Magri
Daniela Mayumi Matsuoka Hugo Abensur Marcelo Mazzuco Sant’ana
Daniele Siqueira Andri Hugo Manoel Raz Morales Marco Antonio Costernaro
Danilo Duarte Ícaro Bszczowski Marcos Cyrilo de Brito
David Everson Uip Igor Thiago B. da Silva Maria Aparecida S. Teixeira
Denise de Assis Brandão Isabel Cristina V. S. Oshiro Maria Cassia Mendes
Denise Juliato Jéssica Fernandes Ramos Maria cecilia Rivitti
Diego F. Garcia João Carlos Pereira Gomes Maria Clara Padoveze
Doris Aoshima João Guilherme Pontes Lima Assy Maria Claudia Stockler de Almeida
Douglas Crispim João Nóbrega de Almeida Jr. Maria Esther Graf
Drielle Peixoto José Eduardo Monteiro da Cunha Maria Ivete Boulos
Edison Manrique José Jukemura Maria Ivone Amaral
Edson Abdalla José Mauro Vieira Júnior Maria Luiza Moura
Edson Carvalho de Melo Josefina Eugênia Xavier de Lucena Maria Rosa Cursino
Eduardo Alexandrino S. de Medeiros Juliana B. Schwab Maria Silvia Biagioni Santos
Eduardo Cesar de Souza Juliana de Camargo Fenley Mariana Garcia Croda
Eduardo Moreira Juliana Maria Silva Silveira Mariana Pereira Bataline
Eduardo Saconi Juliana Salles de Carvalho Marília Miranda Franco
Edvaldo Campos Julio Croda Marion Elke S. Araya
Eliana Battaggia Gutierrez Karen R. Kolbe Marisol M. M. Santos
Elisa Teixeira Mendes Karim Yakub Ibrahim Maristela P. Freire
Emy Akiyama Gouvea Karina M. Peron Mariusa Basso
Érika Ferrari Karina Rossi Bonfiglioli Marjorie Vieira Batista
Erique José Peixoto de Miranda Karina T. Miyagi Marlene Seiko I. Oshiro
Evandro Baldacci Kazuko Graciano Marta Heloisa Lopes
Evandro Cesar de Souza Lara Gurgel Távora Maura Salaroli de Oliveira
Evelyne Santana Girão Larissa Cavassim Maysa Bonfleur Alves
Everton Alvarez Ferreira Laura Maria B. Gomes Maysa Yano
Fabiano R. Maximino Laura Marques de Azevedo Melissa Mascheretti
Fabio de Rose Ghilardi Lauro Vieira Perdigão Neto Mirella Alves da Cunha
Fatuma Odongo Leopoldo Alves Ribeiro Filho Mirian de Freitas Dalben
Fernanda de Souza Spadão Ligia Pierrotti Mônica Velhote
Nadielle Queiroz da Silva Renata Maronna Praça Sílvia Vidal Campos
Naiane Ribeiro Lomes Renata Oliveira Sibelli Suzana Zaba Walczak
Naíma Mortari S. Santos Renata Pissuto Pinheiro Tálib M. Moussallem
Nelmy Angela Saad Renata Puzzo Bortoleto Tânia Mara V. Strabelli
Nilza Martins Ravazoli Brito Renato Bertolla Tatiana Pimentel de Andrade Batista
Olavo Henrique Leite Ricardo K. M. Albernaz Tatiana S. Goldbaum
Olivia Mari Matsuo Ricardo Tavares de Carvalho Tatiana Tanaka
Paola Nóbrega Souza Ricardo Vasconcelos Tatiane Nakadamori
Patrícia B. Martino Rinaldo Focaccia Siciliano Teresa Ganido
Patrícia Bonazi Roberto Eduardo Bittar Thais Guimarães
Patrícia Ferreira Silva Roberto Ferreira Oizumi Thiago Pereira Cavalcanti
Patrícia Regiane da Silva Roberto Muniz Jr Thiago Zinsly Sampaio Camargo
Paula Resende Marques da Silva Rogério Zeigler Tiago Luiz L. Ferraz
Paulo Afonso Martins Abati Ronaldo C. B. Gryschek Valdir Sabbaga Amato
Paulo Rossi Menezes Rosana Richtmann Valéria Paes Lima
Pedro Paulo Pereira Rosário Quiroga Ferrulino Vanessa Intante
Pedro Takanori Rosilene de Mata Elios Vanessa L. Strelow
Priscila R. D. Oliveira Rubens Antonio Aissar Sallum Vera Krebs
Rachel Russo Leite Samuel Soares Vieira Silva Vivian I. A. Silva
Rafael da Silva Sarah Dominique D. Araujo Viviane R. Figueiredo
Rafael Said dos Reis Satiko Gobara Viviane Resende
Raphael Abegão de Camargo Sebastião Pontes Viviani Rossi
Raphaella Goulart de Souza Vieira Sergio Luis Gianotti Pimentel Walquíria Barcelos de Figueiredo
Regina C.R.M. Abdulkader Sílvia Figueiredo Costa
Renata Desordi Lobo Silvia Pereira Goulart

APOIO ADMINISTRATIVO
Sueli Ferreira Raymundo - e-mail: gcih.adm@hc.fm.usp.br - Fone/Fax:(11) 2661-7066.
AGRADECIMENTO
Aos professores da FMUSP, aos médicos do HC e a todos aqueles que contribuíram para as discussões das con-
dutas, nos emprestando seu tempo e seu conhecimento. Em especial, agradecemos ao Grupo de Interconsulta
do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da FMUSP.
Hospital das Clínicas FMUSP
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INTRODUÇÃO TRATAMENTO DE INFECÇÕES
Introdução
Chegamos à 6ª edição! Estamos orgulhosos!
Como nas edições anteriores, o Guia tem três partes principais: recomendação de trata-
mento de infecções, profilaxia antimicrobiana cirúrgica e não-cirúrgica e recomendações de
prevenção de IRAS.
A dinâmica de elaboração continua privilegiando os estudos científicos. Tem peso, tam-
bém, a opinião dos nossos especialistas e as características próprias do nosso hospital, prin-
cipalmente em situações em que a literatura científica não é conclusiva.
O uso adequado de antimicrobianos tem pelo menos duas dimensões importantes. A
primeira visa o seu uso otimizado para a melhor evolução clínica possível ao paciente. A se-
gunda é a minimização dos efeitos adversos ocasionados pelos antimicrobianos, tanto sobre o
próprio paciente quanto sobre a ecologia hospitalar e sobre a resistência microbiana. Mas há
ainda um aspecto tão ou mais importante que o uso de antimicrobianos. As infecções asso-
ciadas à assistência à saúde podem ser prevenidas através de medidas muito bem estudadas
e conhecidas. Atualmente a redução drástica das infecções depende da implantação e da
adesão a essas medidas e este é o maior desafio. Neste guia, as medidas são apresentadas
de uma forma concisa, porém completa. Para maior detalhamento temos ainda outro guia,
Manual Prático de Procedimentos.
Além da atualização de vários tópicos, incluímos nesta edição temas novos: tratamen-
to de abscesso cerebral, protocolo de vancocinemia, uso de antimicrobianos em radiologia
intervencionista, uso de antimicrobianos em cuidados paliativos, tratamento de sífilis, uso
de imunobiológicos e prevenção de infecção, coqueluche, condutas em doença priônica,
varicela-zoster, e isolamento para vírus respiratorios
O nosso Guia foi elaborado com o objetivo primário de padronizar condutas no Complexo
HC de São Paulo. Ao longo do tempo, percebemos que as nossas condutas são adotadas
e utilizadas largamente em todo o país e que temos uma responsabilidade ainda maior do
imaginávamos inicialmente.
A novidade desta edição é que a tiragem em papel foi reduzida e lançamos a versão
eletrônica disponível nas lojas virtuais. Esperamos com isso ampliar o acesso e a divulgação.

Hospital das Clínicas FMUSP 9


Hospital das Clínicas FMUSP
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SUMÁRIO TRATAMENTO DE INFECÇÕES
Sumário
TRATAMENTO DE INFECÇÕES 15
Abdome agudo inflamatório 16
Abscesso cerebral 18
Aspergilose invasiva 18
Bactérias multirresistentes 20
Candida spp. 24
Infecções invasivas e candidemia 24
Infecções cutâneo-mucosas 25
Cateter Venoso Central 27
Óstio 27
Túnel 27
Infecção da corrente sanguínea 28
Terapia com Selo de antimicrobianos 31
Coleta de Hemocultura 32
Clostridium difficile 33
Coqueluche 34
Criptococose 36
Dermatofitose 38
Diarréia aguda 39
Endocardite em valva nativa 40
Endocardite em valva protética 43
Febre em UTI 43
Ginecologia (DIP) 44
Hemodiálise 45
Herpes simples 47
I. Derivação Ventrículo Peritoneal (DVP) 47
Leishmaniose tegumentar americana e visceral 49
Meningites em adultos 51
Meningites em pediatria 51
Neutropenia febril em adultos 54
Neutropenia febril em pediatria 58
Obstetrícia 61
Infecção do sítio cirúrgico 61
M. ovular, I. puerperal, abortamento 62
Mastite 62
Oftalmologia 63
SUMÁRIO

Onicomicose 64
Ortopedia 65

Hospital das Clínicas FMUSP 11


Otorrinolaringologia 66
Amigdalite 66
Otite 66
Sinusite 67
Otite Externa Maligna 67
Paliativos, cuidados 68
Parasitoses intestinais 69
Partes moles 74
Infecções de pele 74
Infecções necrotizantes 74
Pé diabético 76
Peritonite associada a diálise peritoneal 79
Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) 80
Pneumonia comunitária em adultos 81
Pneumonia comunitária em pediatria 83
Pneumonia relacionada à assistência à saúde (inclui PAV) 85
Coleta de secreção traqueal em pacientes traqueostomizados ou entubados 86
Antibiotiocoterapia para pneumonia relacionada à assistência à saúde (inclui PAV) 86
Pneumopatia por Aspiração em adultos 87
Queimados 88
Sifilis 89
Tuberculose 90
Urologia 93
Candidúria 93
Trato urinário, infecções 95
Epididimite, orquite, prostatite 97
Varicela-zoster 98
Vírus sincicial respiratório 99

PROFILAXIA CIRÚRGICA 100


Antibioticoprofilaxia, princípios gerais 101
Bariátrica 101
Cabeça e pescoço 102
Cardíaca 102
Gastro-intestinal 105
Ginecologia 106
Neurologia 106
SUMÁRIO

Obstetrícia 107
Oftalmológica 108

Hospital das Clínicas FMUSP 12


Ortopedia 108
Otorrinolaringologia 109
Plástica 110
Tórax 111
Transplante de órgãos sólidos 112
Trauma 114
Urologia (cirurgia e procedimentos) 115
Vascular 118
Cirurgias por vídeo 118

PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA 120


Acidente ocupacional com risco biológico (infecção por HIV/HBV) 121
Candidíase vaginal recorrente 26
Cirróticos com hemorragia digestiva alta 122
Coqueluche 34
Doença meningocócica 123
Endocardite bacteriana 124
Endoscopia 126
Fungos 126
Imunobiológicos 127
Mordedura humana e de animais 128
Peritonite Bacteriana Espontânea 130
Próteses não-cardíacas 130
Radiologia Intervencionista 131
Streptococcus Grupo B em RN 132
Tétano 133
Varicela-zoster 134
Vítimas de violência sexual 135

RECOMENDAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE IRAS 137


Microrganismos Multirresistentes 138
Precaução para Clostridium difficile 143
Precaução para Isolamento 143
Precauções padrão 143
Precausões adicionais 145
Precausões de Contato 145
Precausões respiratória para aerossóis 145
SUMÁRIO

Precausões respiratória para gotículas 146


Precauções Empíricas 147

Hospital das Clínicas FMUSP 13


Precauções po vírus respiratórios 147
Tabela etiologia x isolamento 149
Prevenção de Infecções do Trato Urinário associado a: 155
Cateter Vesical de Demora 155
Cateterismo Vesical Intermitente Hospitalar 156
Cateterismo Vesical Intermitente Domiciliar 157
Prevenção de Infecções associada a cateteres intravasculares 158
Prevenção de Infecção respiratória 163
Prevenção de Sítio cirúrgico 167
Recomendação para uso de antissépticos 172
Otorrinolaringologia 173
Prions 174
Radiologia Intervencionista 177
Tuberculose: biossegurança e precaução respiratória 177
Vacinação de profissionais de saúde 179

DOSES DE ANTIMICROBIANOS 182


Aminoglicosídeos 183
Anfotericina 184
Daptomicina 184
Polimixina 185
Polimixina B 185
Vancomicina 186
Insuficiência hepática 188
Insuficiência renal 189
Função renal normal 197
Gestantes 199
Obesos 204
Infusão contínua de antimicrobianos 204
Tabela de diluição de antimicrobianos 205

ÍNDICE REMISSIVO 219


SUMÁRIO

Hospital das Clínicas FMUSP 14


Hospital das Clínicas FMUSP
15
TRATAMENTO DE INFECÇÕES TRATAMENTO DE INFECÇÕES | SUMÁRIO
Abdome agudo inflamatório

ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO revisado: fev/2011


TIPO ANTIBIÓTICO DOSE AO INTERVALO DURAÇÃO
DIAGNÓSTICO
Apendicite edematosa ou Cefoxitina OU 2g 1g q 6h 24 h
úlcero-flegmonosa cloranfenicol OU 2g 1g q 6h
metronidazol + 0,5 g + 0,5g q 8h +
gentamicina* 240 mg 3-5mg/kg IV d.u.
diária
Apendicite perfurada, Metronidazol OU 0,5 g 0,5g q 8h > 5 dias e
abscesso local ou peritonite cloranfenicol + 2g 1g q 6h 72h sem
gentamicina* OU 240 mg 3-5mg/kg IV d.u. sinais de
Diverticulite ceftriaxone 2g 1g q 12h infecção**

Fazer cobertura para Ampicilina 2g 2g IV q 6h Até o


Enterococcus se: esclareci-
•• Gram da coleção ou bacteremia mento do
por cocos gram- positivos diagnóstico
•• Má resposta ao tratamento microbioló-
clínico de diverticulite gico
•• Desenvolvimento de coleção
intrabdominal
•• Peritonite terciária
•• Pacientes com prótese valvar ou
intravascular ou doença valvar

SUMÁRIO
* Usar ceftriaxone (2 g seguido de 1 g q 12h) se insuficiência renal ou alto risco de insuficiência renal
** Para suspensão do antibiótico: leucograma normal e ausência de febre há > 72 h |
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Hospital das Clínicas FMUSP 16


Abdome agudo inflamatório

Pâncreas e vias biliares revisado: fev/2011


TIPO PROVÁVEIS PATÓGENOS ANTIBIÓTICO COMENTÁRIOS
Colecistite Enterobactérias + Ceftriaxone 1g IV q 12h + Até 72 h após o controle do
aguda ou enterococcus + anaeróbios metronidazol 0,5g IV q 8h quadro infeccioso (afebril e
colangite OU ampicilina 6-8g/dia IV leucograma normal)
+ gentamicina 3-5 mg/kg
IV d.u. + metronidazol 0,5
g IV q 8h
Colangite Pseudomonas aeruginosa Ceftazidime OU Cefepime Até 72 h após o controle do
Gram-negativos 2 g IV q 8h quadro infeccioso (afebril
multirresistentes após manipulação e leucograma normal) e
endoscópica da via biliar desobstrução da via biliar
ou próteses biliares

Pâncreas e vias biliares revisado: fev/2011


TIPO INDICAÇÕES ANTIBIÓTICO
Pancreatite Não há indicação
aguda leve
Pancreatite ≥ 30% de necrose visualizada em TC de abdome Ciprofloxacina 400 mg
aguda grave •• Diagnóstico de infecção (por cultura de aspirado IV q 12h + metronidazol
por punção guiada ou intraoperatória ou hemocultura) 500 mg IV q 8h OU
Imipenem 500 mg IV q
•• Introduzir ATB se não houver sinais de necrose, mas 8h ou q 6h OU
o paciente apresentar algum critério de gravidade Meropenem 0,5- 1g IV q
(IMC ≥ 30, diabetes, efusão pleural esquerda 8h por 14 a 21 dias
ou bilateral, PCR ≥ 12 mg/dL, Ranson ≥ 3, APACHE II ≥ 8).

SUMÁRIO
Se não houver evolução para necrose, suspender em 3 dias.
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Hospital das Clínicas FMUSP 17


Abscesso Cerebral

ABSCESSO CEREBRAL revisado: jun/2013


Realizar aspiração ou drenagem cirúrgica para diagnóstico e tratamento
Tratamento empírico
Comunitário Ceftriaxone 2g IV q12h +
metronidazol 500 mg IV q8h +
oxacilina 2g IV q4h (indicado para pacientes usuários de
drogas endovenosas ou com lesões cutâneas ou disseminação
hematogênica)
Pós neurocirurgia (eletiva ou trauma) Vancomicina 1g IV q12h + (meropenem ou ceftazidime 2g IV 8/8h
Tratamento após cultura de material: Orientar de acordo com antibiograma

DURAÇÃO DO TRATAMENTO USO DE CORTICÓIDE


de 4 a 8 semanas, até resposta completa por apenas quando há “efeito de massa” significativo
neuro imagem (CT/RNM) e rebaixamento do nível de consciência
• pacientes com cerebrite podem ser tratados
por períodos mais curtos ( 4 a 5 semanas) INDICAÇÕES DE TRATAMENTO CIRÚRGICO:
• imunossuprimidos, abscessos com cápsula • Abscessos ≥ 2,5 cm
organizada e necrose, abscessos multi- • Pacientes com Glasgow <12
louclados ou próximos a locais vitais ou não • Sepse
drenados requerem tratamento mais longo • Falha do tratamento clínico
• Agente multi-resistente?
• Imunossuprimido?

ASPERGILOSE INVASIVA revisado: mar/2011


A abordagem diagnóstica e terapêutica da T: ciclosporina (CSA), bloqueadores de
aspergilose é complexa e deverá ser acom- TNF-α, ac. monoclonais específicos, (alem-
panhada por um infectologista experiente. O tuzumab) ou análogos de nucleosídeos

SUMÁRIO
diagnóstico é baseado em critérios do hospe- durante os últimos 90 dias.
deiro, clínico-radiológicos e micológicos: • Grave imunodeficiência inata (doença granu-
lomatosa, imunodeficiência combinada
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
|

grave).
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

CRITÉRIOS DO HOSPEDEIRO CRITÉRIOS CLÍNICO-RADIOLÓGICOS


• Neutropenia < 500 neutrófilos/mm3, > 10 • Doença do trato respiratório baixo (nódulos
dias (relacionado com o início da IFI*). densos com ou sem sinal do halo, sinal do
• TCTH alogênico. ar crescente, cavitação).
• Corticoide > 3 sem na dose de 0,3 mg/kg/ • Traqueobronquite: úlceras, nódulos, pseudo-
dia de prednisona. membrana, placas.
• Tratamento com imunossupressores de cels • Sinusite: imagem + dor localizada com irra-
*IFI: infecção fúngica invasiva
Hospital das Clínicas FMUSP 18
Aspergilose invasiva

diação para os olhos ou úlcera nasal com CRITÉRIOS MICOLÓGICOS


crosta negra ou invasão óssea. • Teste direto – ED, citologia ou cultura (escarro,
• SNC: lesão focal ou realce meníngeo à TC LBA, escovado BA, aspirado seios da face;
ou RNM. • Testes indiretos – galactomanana (plasma,
soro, LBA ou LCR)

Manejo da Aspergilose invasiva

Diagnóstico Tratamento preferencial

Aspergilose Critério
Anfotericina B deoxicolato*
possível hospedeiro
1-1,5mg/kg/dia

CRITÉRIO MICOLÓGICO
Cultura com Aspergillus sp de
sítio não estéril (LBA, escarro)
Aspergilose Critério Anfotericina B lipossomal*
OU galactomanana positiva
provável hospedeiro (Ambisome ®) 3mg/kg/dia
em 2 medidas > 0,5 no soro;
IV (não há eficácia maior
outros materiais, consultar o com doses maiores) OU
infectologista Anfotericina B complexo
CRITÉRIO MICOLÓGICO lipídico* (Abelcet ®) 5mg/
kg/dia IV OU Voriconazol
Biópsia do sítio afetado
Aspergilose Critério 6mg/kg q12h IV no primeiro
demonstrando invasão
hospedeiro dia, seguido de 4mg/kg
confirmada fúngica OU cultura com
q12h
Aspergillus sp de sítio estéril
(LCR, líquido ascítico, líquido

SUMÁRIO
pleural)
*A administração de todas as formulações de anfotericina •• Adicionar, se necessário, anti-histamínico (difenidramina
B deve ser precedida de pré-medicação para minimizar os – Benadryl®– 1/2 amp IV).
efeitos colaterais: •• Se os tremores não forem controlados, utilizar solução
Pré-medicação para anfotericina B (incluindo formulações decimal de dolantina IV.
|

lípidicas): Na insuficiência renal (ClCr < 50 ml/m) o voriconazol IV não


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

•• Hidrocortisona 25-50 mg + dipirona 1g IV 30m antes pode ser utilizado.


da infusão. Em caso de contraindicação de anfotericina e voriconazol,
•• SF a 0,9% 500 ml 1 hora antes e 1 hora após o término da considerar o uso de caspofungina ou micafungina.
infusão (se condições clínicas permitirem).

DURAÇÃO DO TRATAMENTO TRATAMENTO RESGATE


Manter IV até redução de 50% da lesão. Caso não haja resposta, substituir por outra droga
Após esse período, manter voriconazol 200 preferencial ou adicionar outra droga para tra-
mg VO q12h até a resolução da imagem. tamento combinado (consultar infectologista).

Hospital das Clínicas FMUSP 19


Bactérias multirresistentes

CONDUTA DIANTE DE NOVA QUIMIOTERAPIA


OU TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA
Deve-se considerar continuação do tratamento ou reinício do mesmo para pacientes cuja infec-
ção esteja aparentemente resolvida.

BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES revisado: dez/2013


Bactéria / Infecção
ENTEROCOCO RESISTENTE
A VANCOMICINA (VRE) 1a OPÇÃO OUTRAS OPÇÕES

Sensível a ampicilina Ampicilina Daptomicina*,


e aminoglicosídeos Ampicilina+aminoglicosídeo Linezolida,
(gentamicina ou Tigeciclina**
estreptomicina)
em endocardite ou
infecções graves

Sensível a ampicilina e alto nível de Ampicilina Daptomicina*


resistência para aminoglicosídeos Ampicilina + ceftriaxone Ampicilina + daptomicina*
– infecções graves
Linezolida
Tigeciclina* *

VRE RESISTENTE A AMPICILINA 1a OPÇÃO OUTRAS OPÇÕES

Infecção do trato urinário baixo Nitrofurantoína Quinolona

SUMÁRIO
100mg VO 6/6h

Infecções graves Linezolida Se sensível a


|

aminoglicosídeo:
Daptomicina* associada
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

ou não a aminoglicosídeo
(gentamicina ou
estreptomicina )
* daptomicina não pode ser utilizada em pneumonia; a dose aprovada pelo FDA é de 4 a 6 mg/kg/dia; alguns
especialistas recomendam doses mais elevadas ( 8 a 10 mg/kg/dia ) em infecções graves ou bactérias
multiresistentes
** Aprovada para infecções de pele e partes moles, abdominais e pneumonia comunitária

Hospital das Clínicas FMUSP 20


Bactérias multirresistentes

MRSA (S.aureus resistente a meticilina) e outras classes de antimicrobianos revisado: dez/2013

SÍTIO DE INFECÇÃO 1a OPÇÃO 2a OPÇÃO 3a OPÇÃO


Bacteremia Vancomicina Daptomicina 6mg/kg Linezolida
Endocardite Vancomicina* Daptomicina 8-10mg/kg
(não aprovada para
prótese valvar)
Pneumonia Vancomicina Linezolida Não utilizar daptomicina
Infecção de pele Vancomicina ou Linezolida Daptomicina
e partes moles teicoplanina 4mg/kg
Infecções Vancomicina ou Linezolida Daptomicina
Osteoarticulares teicoplanina + 4-6 mg/kg
rifampicina
Sistema nervoso central Vancomicina + Linezolida
rifampicina

MRSA (S.aureus resistentes a meticilina) e sensível a outras classes de antimicrobianos


SÍTIO DE INFECÇÃO 1a OPÇÃO 2a OPÇÃO 3a OPÇÃO
Bacteremia Vancomicina Daptomicina 6mg/kg Linezolida
Endocardite Vancomicina Daptomicina 8-10 mg/Kg
(não aprovada
para prótese valvar)
Pneumonia Vancomicina Sulfametoxazol-trimetoprim Linezolida
Infecção de pele e partes moles Sulfametoxazol-trimetropim Clindamicina Doxiciclina
Infecções osteoarticulares (Vancomicina ou (Sulfametoxazol-trimetoprim Linezolida
teicoplanina) + rifampicina ou clindamicina)
+rifampicina
Sistema nervoso central Vancomicina+ rifampicina Sulfametoxazol-trimetropim Linezolida

SUMÁRIO
* Para casos de “Síndrome do Homem Vermelho” não controlável, pode-se tentar substituir vancomicina por teicoplanina.
Utilizar a 2ª/3ª opções para casos de falha ou efeito colateral incontrolável ao tratamento inicial.
Para crianças: linezolida aprovada, daptomicina não.
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

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Bactérias multirresistentes

Acinetobacter spp resistente a carbapenem


1a OPÇÃO 2a OPÇÃO
Sensível a ampicilina-sulbactam Ampicilina-sulbactam Polimixina / Tigeciclina*
Resistente a ampicilina-sulbactam Polimixina Tigeciclina*
*Tigeciclina: aprovada para infecções de pele e partes moles, abdominais e pneumonia comunitária

Burkholderia cepacia
1ª OPÇÃO OUTRAS OPÇÕES
Sulfametoxazol-trimetoprim 15-20 mg/kg/dia Meropenem 3-6 g ou 60-120 mg/kg/dia IV dividido
de TMP IV dividido em 4 doses OU Ceftazidima 6 em 3 doses
g IV dividido em 3 doses Levofloxacino 750 mg IV/dia
Cloranfenicol 15-20 mg/kg IV/VO 4x/dia
Observações: Indicado o uso de combinações em doentes críticos com infecção pulmonar por B. cepacea;
Pacientes com fibrose cística têm indicação de receber dose máxima de meropenem (6 g/dia).

Pseudomonas aeruginosa resistente a carbapenem


1a OPÇÃO 2a OPÇÃO
Sensível a piperacilina-tazobactam Polimixina Piperacilina-tazobactam
Resistente a piperacilina-tazobactam Polimixina

Bactérias produtoras de β-lactamase de espectro estendido (ESBL)


SÍTIO DE INFECÇÃO 1ª OPÇÃO OUTRAS OPÇÕES
ITU Ciprofloxacina OU Piperacilina-tazobactam OU ertapenem
aminoglicosídeo OU imipenem OU meropenem
Pneumonia / bacteremia Imipenem OU meropenem Ciprofloxacina OU ertapenem
Meningite Meropenem -

SUMÁRIO
Infecções intra- Ciprofloxacina OU aminoglicosídeo Piperacilina-tazobactam OU ertapenem
abdominais + droga anaerobicida OU imipenem OU meropenem |

Stenotrophomonas maltophilia
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Obs: uso de combinação é controverso


1ª OPÇÃO OUTRAS OPÇÕES
Sulfametoxazol-trimetoprim 15-20 mg/ Levofloxacino 750 mg 1vez/dia
kg/dia de TMP IV dividido em 4 doses Ticarcilina/clavulanato 16 g ou 400mg/kg/dia de ticarcilina
IV dividido em 4 doses

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Bactérias multirresistentes

Enterobactérias produtoras de carbapenemase (suspeita de KPC)

As opções de tratamento para as enterobactérias produtoras de KPC ainda não estão bem definidas. Embora con-
troversa, a associação de drogas tem sido sugerida na literatura. A padronização aqui proposta se refere a casos com
antibiograma sugestivo de enterobactéria produtora de KPC, ou seja, cepas resistentes a ertapenem, pois o resultado
do PCR não é disponível em tempo hábil.

Cepas sensíveis a meropenem E imipenem


SÍTIO DE INFECÇÃO 1a OPÇÃO
Bacteremia Meropenem ou imipenem
Pneumonia
Intra-abdominal
Pele e partes moles
Osteoarticular
SNC Meropenem
ITU Gentamicina ou amicacina
Doses para função renal normal: meropenem 6g/dia; imipenem 2g/dia; amicacina 15 mg/kg/dia;
gentamicina 5 mg/kg/dia

Cepas resistentes a meropenem E/OU imipenem


SÍTIO DE INFECÇÃO 1a OPÇÃO 2a OPÇÃO
Pneumonia (Meropenem ou Imipenem) -
Bacteremia + ( Polimixina E/OU
aminoglicosídeo)
ITU (sem bacteremia) Gentamicina ou amicacina Fosfomicina ( formulação oral
em padronização no HC)
Intra-abdominal (Meropenem ou Imipenem) -

SUMÁRIO
Pele e partes moles + ( Tigeciclina
E/OU aminoglicosídeo)
SNC Meropenem + poliximina Meropenem + polimixina + (Polimixina ou
|

aminoglicosídeo intratecal
Osteoarticular (Meropenem ou Imipenem) (Meropenem ou Imipenem) +
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

+ ( Tigeciclina (Polimixina E/OU aminoglicosídeo)


E/OU aminoglicosídeo)
Doses para função renal normal: meropenem 6g/dia; imipenem 2g/dia; colistina base 300 mg/
dia;tigeciclina 100 mg/dia;amicacina 15 mg/kg/dia; gentamicina 5 mg/kg/dia

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Candida spp.

Candida spp. revisado: abr/2014

Candida spp Infecções invasivas e candidemia


SITUAÇÃO ANTI-FÚNGICO PACIENTE NÃO PACIENTE
CLÍNICA PRÉVIO NEUTROPÊNICO NEUTROPÊNICO
Suspeita de candidemia nenhum Fluconazol* Equinocandina
ou hemocultura Fluconazol prévio ou Equinocandina Equinocandina
com crescimento colonização por Candida
de leveduras com MIC elevado fluco
Equinocandina Fluconazol* Anfotericina lipídica
Fungemia identificada Adequar segundo espécie
Ver quadro abaixo
*em pacientes com instabilidade hemodinâmica preferir equinocandina

•• Remover todos os cateteres venosos •• Na presença de meningite, endocardite


centrais ou tromboflebite, anfotericina lipossomal é
•• Na presença de envolvimento ocular a droga de escolha
maior e melhor experiência com fluconazol •• Tempo mínimo de tratamento: 14 dias
ou voriconazol (não usar equinocandinas)

Após identificação da espécie adequar terapia:

ESPÉCIE OPÇÃO 1 OPÇÃO 2


Candida albicans Fluconazol Equinocandina
Candida glabrata Equinocandina Fluconazol
Candida tropicalis Fluconazol Equinocandina

SUMÁRIO
(relatos de resistência
a equinocandinas)
Candida parapsilosis Fluconazol Equinocandina
|

(MIC mais elevado que outras


espécies para equinocandinas)
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Candida guillermondi Anfotericina B


Candida krusei Equinocandina Anfotercina lipídica
(resistência intrínseca
a fluconazol)
Candida lusitanae Fluconazol Equinocandina
(resistência a anfotericina)

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Candida spp.

DROGA COMENTÁRIOS
Anfotericina B Dose: 0,7-1 mg/kg/dia
Diluir em 500 mL SG 5% e infundir em ≥ 4h
Não utilizar em C. lusitanae
Não usar em pacientes com alto risco de insuficiência renal
A administração de anfotericina B deve ser precedida de pré-
medicação, para minimizar efeitos colaterais:
• Hidrocortisona 25 - 50 mg + Dipirona 1g IV 30 min. antes da infusão;
• SF 0,9% 500 mL IV 1h antes da infusão e 1h após seu término
(se condições clínicas permitirem)
• Adicionar, se necessário, anti-histamínico (difenidramina -Benadryl® 1/2 amp IV);
• Se os tremores não forem controlados, utilizar 2 mL de solução decimal de dolantina IV.
Formulações lipídicas Custo elevado
de anfotericina B Indicações de uso:
Ambisome® • Reação incontrolável à infusão de anfotericina B
(anfotericina B lipossomal (esgotadas as medidas para aumentar a tolerância à infusão);
3 mg/kg/dia) • Insuficiência renal (clearance de creatinina < 50 mL/min)
Abelcet®
(anfotericina B complexo
lipídico 5 mg/kg/dia)
Fluconazol • Dose: 800 mg no 1º dia, seguido de 400 mg/dia (6 mg/kg/dia)
• Não utilizar em C. krusei
• Experiência limitada em neutropênicos
Equinocandinas Maior custo em relação a fluconazol
Experiência limitada em neutropênicos
• Caspofungina: 70mg IV no 1º dia, seguido de 50 mg/dia
• Anidulafungina: 200 mg IV no 1º dia, seguido de 100mg/dia

SUMÁRIO
• Micafungina: 100 mg IV/ dia

Candida spp Infecções cutâneo-mucosas revisado: nov/2009


|

CANDIDÍASE ORAL Nistatina (pastilhas) ou 1 a 4ml 4x/dia por 14 dias. Tempo de contato > 2min
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

PACIENTES COM INFECÇÃO Recidiva Sem resposta


PELO HIV OU COM
OUTRAS PATOLOGIAS
(EXCETO NEUTROPÊNICOS) Repetir tratamento Fluconazol 200mg no D1 e 100mg/dia por 14
se recuperação dias; Itraconazol 200mg/dia por 14 dias OU
imunológica prevista Cetoconazol 200mg/dia por 14 dias

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Candida spp.

QUADRO EXTENSO DE CANDIDÍASE ORAL CANDIDÍASE VAGINAL RECORRENTE


• Fluconazol 200 mg no D1 e 100 mg/dia (PROFILAXIA)
por 14 dias • Clotrimazol tópico 1 vez por sem ou
• Itraconazol 200 mg/dia por 14 dias • Cetoconazol 100 mg/dia VO ou
• Refratária ou intolerancia a fluconazol/itra: • Cetoconazol 400 mg/dia VO nos 5
•• Anfo B 0,3-0,5 mg/kg por 7 a 14 dias IV primeiros dias do ciclo menstrual ou
•• Equinocandina IV • Fluconazol 150 mg VO 1 vez por sem

CANDIDÍASE VAGINAL CANDIDÍASE ESOFÁGICA

TRATAMENTO TÓPICO (INCLUSIVE GESTANTES) Diagnóstico clínico: realizar tratamento empíri-


• Clotrimazol: co. Se não houver melhora clínica em 72 h
•• 500mg 1x/dia dose única ou ou se houver suspeita de candidase refratá-
•• 200mg 1x/dia por 3 dias ou ria, realizar endoscopia digestiva alta.
•• 100mg 1x/dia por 6-14 dias ou • Fluconazol 200mg no D1 e 100mg/dia por
• Miconazol: 21 dias
•• 5g creme 1x/dia por 7 dias ou • Itraconazol 200-400mg/dia por 14 dias ou
•• 200mg susp. vaginal por 3 dias ou • Anfotericina B 0,3-0,5mg/kg por 14-21 dias
• Tioconazol creme a 6,5%, aplicação única • Equinocandina por 14-21 dias
Obs.: Nistatina não deve ser utilizada no Obs.: Pacientes com Aids antes do uso de
tratamento da candidíase vaginal; antirretrovirais apresentam 90% de recidiva;
Não é necessário tratar o marido assinto- A profilaxia é controversa e não deve ser
mático. indicada como rotina;
O uso de itraconazol em solução oral dimi-
TRATAMENTO ORAL (EXCETO GESTANTES) nui os problemas de absorção com hipoclo-
• Fluconazol 150mg dose única ou ridria e ingestão de alimentos, mas não está
• Cetoconazol 200mg q 12h por 5 dias ou disponível no Brasil.

SUMÁRIO
• Itraconazol 200mg 1x/dia por 3 dias Utilizar preferencialmente o tratamento tópico.
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

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Cateter venoso central

CATETER VENOSO CENTRAL revisado:ago/2010

As complicações infecciosas relaciona- com crescimento de microrganismo único


das a CVC podem ser tanto locais (infec- e acima de 15 UFC.
ções do óstio ou do túnel) como sistêmi-
cas (infecção da corrente sanguínea). CVC DE LONGA PERMANÊNCIA
Suspeita: presença de secreção purulenta
INFECÇÃO DO ÓSTIO DO CVC no óstio do CVC ou celulite.

CVC DE CURTA PERMANÊNCIA Como proceder: não remover o CVC. Colher 2


Suspeita: presença de secreção purulenta pares de hemoculturas (ao menos 1 deles peri-
no óstio do CVC ou celulite. férico) e cultura de secreção pericateter. Iniciar
tratamento empírico com vancomicina.
Como proceder: retirar CVC, mandar ponta Interpretação dos resultados
para cultura e 2 pares de hemoculturas • Hemoculturas negativas e cultura de secreção
de sangue periférico. Caso o paciente ain- pericateter positiva: completar 7-10 dias de
da necessite de acesso venoso, instalar ATB sistêmico baseado no antibiograma.
novo CVC em outro local. • Hemoculturas positivas: ver tratamento de
Interpretação dos resultados infecção da corrente sanguínea. Se a dife-
• Se ponta de catéter positiva* e hemoculturas rença do tempo para positividade das hemo-
negativas em paciente sem sinais sistêmicos culturas periférica e central for > 2h, consi-
de infecção: não tratar, apenas observar derar manter o CVC e fazer SELO de ATM
evolução, exceto em casos de S. aureus, acompanhado de tratamento sistêmico. O
quando o paciente deverá ser tratado por SELO não deve ser tentado na instabilidade
5-7 dias de acordo com o antibiograma. Em hemodinâmica por sepse e nas infecções
pacientes com doença valvar ou neutrope- causadas por S. aureus, Candida spp, P.
nia e colonização do CVC por S. aureus ou aeruginosa, Bacillus sp, Micrococcus sp,

SUMÁRIO
Candida spp, monitorar sinais de infecção e Propionibacteria, fungos ou micobactérias:
repetir hemoculturas se necessário. nesses casos é recomendada a remoção do
• Se ponta de catéter positiva* e hemocul- cateter. Em situações extremas de impossi-
|

turas negativas em paciente com sinais bilidade de remoção, deve ser administrado
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

sistêmicos de infecção e sem outro foco: ATM sistêmico por > 4 sem, associado ao
completar sete dias de antibiótico sistêmi- SELO de antimicrobiano.
co baseado no antibiograma.
• Se ponta de cateter positiva* e hemocul- INFECÇÃO DO TÚNEL OU BOLSO
turas positivas: ver tratamento de infecção
da corrente sanguínea. Suspeita: presença de eritema, edema e
* Somente considerar positivas as cultu- dor que se estende por mais de 2 cm no
ras de ponta de cateter semiquantitativas trajeto do túnel a partir do óstio do CVC.

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Cateter venoso central

Como proceder: retirar CVC e, se houver de antibiótico sistêmico com base no re-
coleção drenável, colher material para sultado do antibiograma da secreção peri-
cultura; colher um par de hemoculturas -cateter.
de sangue periférico. Iniciar tratamento • Hemocultura positiva: ver tratamento de in-
empírico com vancomicina. fecção da corrente sanguínea.
Interpretação dos resultados:
• Hemocultura negativa: completar 7-10 dias

TRATAMENTO DE INFECÇÃO DA CORRENTE SANGUÍNEA

Paciente com cateter venoso central ou cateter arterial de curta


permanência e episódio febril agudo

Doença pouco ou não grave (sem Doença grave (hipotensão,


hipotensão ou falência de órgãos) hipoperfusão, falência de órgãos)

Hemoculturas, 2 pares (ao menos 1 periférica). Se foco da febre não identificado:


• Remover cateteres venosos e inserir por outra punção ou trocá-los sobre fio-guia
• Cultivar ponta do cateter

Antimicrobiano? Iniciar imediatamente o antimicrobiano

Hemocultura (-) Hemocultura (-) e Hemocultura (-) e Hemocultura (+) e SUMÁRIO


e cateter não cultura da ponta do cultura da ponta cultura da ponta do
|

cultivado cateter (-) do cateter ≥ 15 ufc cateter ≥ 15 ufc


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Se febre mantida Investigar S. aureus tratar 5-7 d e monitorizar VER TRATAMENTO


DE BACTEREMIA
e sem outro foco: outros focos sinais de infecção, repetindo RELACIONADA
remover e cultivar hemoculturas s/n. Outros microorg: A CATETER
cateteres monitorizar para sinais de infecção e DE CURTA
PERMANÊNCIA
repetir hemoculturas se necessário
Obs.: Se apenas a hemocultura coletada do CVC for positiva, o VPP ~ 50%.

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Cateter venoso central

TRATAMENTO DE INFECÇÃO DA CORRENTE SANGUÍNEA

Infecção da corrente sanguínea relacionada a cateter venoso central


tuneilizado ou implantável (port)

Complicada Não complicada (infecção da corrente


sanguínea e febre resolvidas em 72h
em paciente sem prótese intravascular,
Infecção Tromboflebite sem endocardite ou tromboflebite
do túnel ou séptica, endocardite, supurativa e, se S. aureus, paciente
bolsa osteomielite, etc sem cancer ou imunossupressão)

• Remover • Remover cateter


cateter e e tratar com ATM
tratar com 4-6 sem; para
ATM 7-10 d osteomielite 6-8 sem

Staphylococcus Staphylococcus Enteroccus Bacilos Candida


coagulase aureus spp. Gram - spp.
negativo negativos

SUMÁRIO
• Remover cateter • Remover • Remover cateter • Remover
e tratar com ATM cateter e tratar e tratar com ATM cateter e
sistêmico 5-7 d com ATM sistêmico por 7-14 d tratar com
|

• Se CVC sistêmico por antifúngicos*


mantido, > 14 d por 14 d
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

tratar com ATM • Se eco trans- após a


sistêmico + SELO esofágico primeira
de ATM no CVC positivo, VER hemocultura
por 10-14 d TRATAMENTO DE negativa
ENDOCARDITE

ATM: antimicrobiano, CVC: cateter venoso central


* Ver tratamento de infecção invasiva por Candida spp

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Cateter venoso central

TRATAMENTO DE INFECÇÃO DA CORRENTE SANGUÍNEA

Infecção da corrente sanguínea relacionada a cateter venoso central e


cateter arterial de curta permanência

Complicada Não complicada (infecção da corrente sanguínea


tromboflebite e febre resolvidas em 72h em paciente sem
séptica, prótese intravascular, sem endocardite ou
endocardite, tromboflebite supurativa e, se S. aureus, paciente
osteomielite, etc sem cancer ou imunossupressão)

• Remover cateter
e tratar com ATM
sistêmico Staphylococcus Staphylococcus Enteroccus Bacilos Candida
4-6 sem; coagulase aureus spp. Gram - spp.
6-8 sem para negativo negativos
osteomielite

• Remover cateter • Remover • Remover cateter • Remover


e tratar com ATM cateter e tratar e tratar com ATM cateter e
sistêmico 5-7 d com ATM sistêmico por 7-14 d tratar com
• Se CVC mantido, sistêmico por antifúngicos*
tratar com ATM > 14 d por 14 d
sistêmico + SELO • Se eco trans- após a
de ATM no CVC por esofágico primeira

SUMÁRIO
10-14 d positivo, VER hemocultura
TRATAMENTO DE negativa
ENDOCARDITE
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

ATM: antimicrobiano, CVC: cateter venoso central


* Ver tratamento de infecção invasiva por Candida spp

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Cateter venoso central

TERAPIA COM SELO DE ANTIMICROBIANOS (“LOCKTERAPIA”)


• O tratamento com SELO de antimicrobianos ser utilizado em conjunto com um ATM VO
pode ser realizado em pacientes com infecção bem absorvido eficaz .
de corrente sanguínea relacionada a cateter • A troca do SELO de ATM no cateter não deve
de longa permanência, com o objetivo de sal- exceder 48h. Nos pacientes ambulatoriais em
var esse cateter. hemodiálise com cateter femural, a troca da
• É uma opção de tratamento quando não há solução com ATM deverá ser feita q 24h.
infecção da bolsa ou túnel. • Em dialíticos, o SELO deve ser recolocado
• É recomendada a remoção do cateter em infec- após cada sessão de diálise. Nos cateteres
ções causadas por S. aureus, Candida spp de hemodiálise, a concentração de heparina
(evidência AII), P. aeruginosa, Bacillus sp, Mi- deverá ser próxima de 5.000 UI/ml.
crococcus sp, propionibacteria, fungos ou mi- • Em pacientes com mais de uma hemocultura
cobactérias. Apenas em situações extremas de coletada pelo CVC com crescimento de Sta-
impossibilidade de outras vias de acesso, de- phylococcus coagulase negativo ou bacilos
ve ser administrado ATM sistêmico por quatro gram-negativos, cujas hemoculturas periféri-
semanas, associado ao SELO de antimicro- cas sejam persistentemente negativas, pode-
biano. -se optar por usar SELO de ATM por 10 a 14
• Sempre utilizar ATM sistêmico associado, in- dias, sem ATM sistêmico concomitante.
fundido pelo próprio CVC ou por outro acesso • A solução deve preencher completamente to-
vascular, caso a infusão pelo CVC resulte em dos os lumens do CVC (~2ml/lúmen).
bacteremia clínica. Uma vez controlados os • A duração do tratamento deve ser de 10 a 14
sinais sistêmicos de infecção, o SELO poderá dias se o CVC for mantido.

Concentrações de ATM frequentemente indicados para selo de ATM


ANTIMICROBIANO CONCENTRAÇÃO INDICAÇÃO OBSERVAÇÃO
Vancomicina 5 mg/ml S. aureus ou Staph. coagulase neg Desaconselha-se a manutenção
OXA-R ou tratamento empírico na sistemática do CVC nas infecções

SUMÁRIO
suspeita de infecção por gram-positivo por S. aureus
Cefazolina 5 mg/ml S. aureus ou Staph. coagulase neg
OXA-S
|

Ceftazidima 0,5 mg/ml Gram-negativos não fermentadores Desaconselha-se a manutenção


S (Pseudomonas spp sistemática do CVC nas infecções
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

e Acinetobacter) por Pseudomonas aeruginosa


Cipro 0,2 mg/ml Gram-negativos S
Genta 1 mg/ml Gram-negativos S ou tratamento
empírico na suspeita de infecção por
gram-negativos
Ampicilina 10 mg/ml Enterococcus AMPI S
A concentração de heparina indicada nos cateteres de longa permanência é de cerca de 100 UI/ml e nos de hemodiálise é
próxima a 5.000 UI/ml

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Cateter venoso central

COLETA DE HEMOCULTURA

A contaminação da hemocultura, devido à da amostra colhida por punção periférica.


coleta inadequada é frequente, o que leva A desvantagem desse método é que a
ao diagnóstico incorreto e uso desneces- maioria dos pacientes tem resultado inde-
sário de antibiótico. Portanto a padroniza- terminado, pois somente um dos pares é
ção da técnica de coleta é fundamental. positivo. Quando o exame é conclusivo, a
sensibilidade chega a 85% e a especifici-
INDICAÇÕES E MOMENTO DA COLETA dade a 81%.
Para sepse ou bacteremia de origem in- • Culturas quantitativas: considera-se que há
determinada obter 2 punções venosas de infecção relacionada a cateter quando a
locais diferentes (1 par por punção) e iniciar quantidade de microrganismos isolados
o ATM prontamente. na via do acesso for ao menos três vezes
Para suspeita de endocardite e febre de maior que a quantidade na amostra pe-
origem indeterminada obter de 2 a 3 pun- riférica. A técnica não está disponível no
ções venosas com intervalos de 20 a 30 min Hospital das Clínicas.
(1 par por punção). Ainda há poucos estudos que corroborem
No caso de pacientes em uso de antibió- o uso dessas técnicas para cateter venoso
tico e com indicação de coleta de hemocul- central de curta permanência.
tura, esta deve ser colhida antes da próxima
dose de antibiótico. TÉCNICA DE COLETA DE HEMOCULTURA PERIFÉRICA
Nota: Se mais de uma hemocultura já ti- • Higienizar as mãos.
ver sido coletada antes da introdução de • Colocar as luvas de procedimento.
antibioticoterapia, a coleta de múltiplas • Garrotear o membro do paciente e loca-
amostras após o início de terapêutica para lizar a veia.
investigação do mesmo episódio febril deve • Realizar a antissepsia local com solução
ser desencorajada. de clorexidina alcoólica a 0,5%.

SUMÁRIO
Para diagnóstico de infecção relacionada a • Aplicar o antisséptico em um único sentido.
cateter através de hemoculturas pareadas, • Esperar secar.
simultâneas e com o mesmo volume. os 2 • Após a antissepsia, realizar a punção sem
|

métodos mais estudados são: colocar a mão no local. Caso isto seja ne-
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

• Diferença do tempo de positivação: compara cessário, usar luvas estéreis.


os registros do tempo de crescimento de • Volume de sangue a ser aspirado:
microrganismos isolados em hemocultura •• Adultos: 10-20 ml, divididos em dois
colhida por punção venosa periférica e frascos, respeitando o volume máximo de
colhida através do cateter. Considera-se cada frasco;
que há infecção relacionada a cateter •• Neonatos até 1 ano: 0,5 a 1,5 ml, pre-
quando a hemocultura colhida através ferencialmente > 1 ml;
do cateter fica positiva 2h ou mais antes •• Crianças: 1 ml/ano, divididos em 2 frascos,

Hospital das Clínicas FMUSP 32


Clostridium difficile

respeitando o volume máximo de cada fras- • Inocular o sangue no frasco de hemocul-


co (por exemplo: 6 anos: coletar 6 ml e distri- tura, respeitando o volume máximo de
buir 3 ml em cada frasco pediátrico). cada frasco.
•• Acima de 8 ml, utilizar frasco aeróbio de • Misturar o conteúdo do frasco por inversão.
adulto (8 a 10 ml). • Se estiverem sendo usados conectores,
• Não é necessário trocar de agulha para ino- estes devem ser substituídos por novos,
culação nos frascos. antes da coleta.
• Inocular primeiro o sangue no frasco
aeróbio. OBSERVAÇÕES
• Misturar o conteúdo do frasco por inversão. • Evitar coleta de sangue até 1 hora após
término de antibiótico.
TÉCNICA DE COLETA DE HEMOCULTURA POR • Para suspeita de infecção por fungos fi-
CATETER VENOSO CENTRAL lamentosos, histoplasma e micobactérias
• Identificar no frasco a coleta realizada utilizar o frasco especifico Myco F. Coletar
pelo cateter e a coleta pela punção veno- apenas 1 amostra e utilizar volume máxi-
sa periférica. mo de 5 ml.
• Higienizar as mãos. • Para amostras pareadas, o volume coleta-
• Colocar as luvas de procedimento. do pela CVC deverá ser o mesmo coletado
• Limpar a conexão e extremidade distal do por veia periférica.
cateter com álcool a 70% ou clorexidina • A coleta através do cateter deve ser sem-
alcoólica a 0,5%. Esperar secar 30 a 60s. pre pareada com hemocultura periférica;
• Colher amostra de todos os lúmens • O intervalo de tempo entre a coleta pelo
do cateter, contendo mesmo volume de cateter e a periférica não deve ultrapas-
sangue. sar 15m.

Clostridium difficile revisado:ago/2010

EPISÓDIO INICIAL • Não usar probióticos. SUMÁRIO


• Parar antimicrobianos se possível.
|

• Metronidazol 250 mg VO q 6h ou 500 mg RECORRÊNCIA


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

VO q 8h (pode ser IV). • Utilizar o mesmo esquema ao qual o pa-


• Em casos graves ou não responsivos a ciente respondeu
metronidazol, usar vancomicina VO 125 • A partir do 3.º episódio, consultar infecto-
mg a 500 mg q 6h (IV não eficaz). logista. Novas drogas? Transplante fecal?
• Duração: 10 dias ou até 7 dias após a sus-
pensão dos antimicrobianos.
• Não usar antiperistálticos pelo risco de
megacólon tóxico.

Hospital das Clínicas FMUSP 33


Coqueluche

COQUELUCHE revisado:mar/2014

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Notificação :


Coleta Secreção Nasofaríngea • Todo paciente com suspeita diagnóstica
• Idealmente: no início dos sintomas (nas de Coqueluche atendido nos ambulató-
primeiras três semanas de início da tosse, rios e/ou enfermarias do Complexo HC-
durante a fase catarral da doença), antes -FMUSP deve ser notificado
do tratamento, até 3 dias de antibiotico- • A notificação deve ser realizada pelo pro-
terapia. fissional de saúde que atende o paciente.
• Swabs finos com haste flexível, estéreis, • Para notificar: acessar a “Ficha de Noti-
alginatados ou de Dracon ficação de Coqueluche” (anexo 1), dis-
• Os swabs deverão ser retirados no Ins- ponível na INTRANET no link http://www.
tituto Adolfo Lutz, por conta do meio de phcnet.usp.br, selecionar o “Núcleo de
transporte especial, o Laboratório não Vigilância Epidemiológica” (localizado
possui em estoque. na coluna “Núcleos”, à esquerda) e de-
• A secreção nasofaríngea deverá ser coleta- pois clicar em “Fichas de Investigação
da introduzindo o swab na narina até en- Epidemiológica-Notificação”. Encaminhar
contrar resistência na parede posterior da a ficha preenchida à Vigilância Epidemio-
nasofaringe, realizando movimentos rota- lógica no Prédio da Administração - 6º
tórios. Coletar um swab de cada paciente. andar, de segunda a sexta das 7:00h ás
• Após coleta: estriar swab em meio de 18:00h, telefone para contato 2661-7521.
transporte Regan Lowe (com cefalexina)
e introduzí-lo na base. QUIMIOPROFILAXIA
Indicação:
Pessoas com contato íntimo com o caso
confirmado, até 21 depois do início da
tosse do caso índice E :

SUMÁRIO
• Menores de 1 ano ou
• Transportar em temperatura ambiente, • Menores de 7 anos não vacinados, com
imediatamente após coleta. Na impossi- situação vacinal desconhecida ou com
|

bilidade do transporte imediato: manter menos de 4 doses de DPT ou


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

em estufa 35°C-37°C por no máximo 48h, • Imunodeprimidos ou


encaminhar em temperatura ambiente. • Adultos no mesmo domicílio de comuni-
• As amostras de secreção de nasofaringe cantes vulneráveis (listados acima)
deverão ser encaminhadas imediatamen- • Profissionais da saúde ou profissões com
te ao Instituto Adolfo Lutz, acompanhada contato direto e frequente com menores
da Ficha de Solicitação de Exames – SI- de 1 ano ou imunodeprimidos. Nestes
NAN para realização de Cultura/PCR de- casos, recomenda-se afastamento das
vidamente preenchida. atividades por 5 dias.

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Coqueluche

TRATAMENTO E PROFILAXIA:

< 1 MÊS 1 A 5 MESES > 6 MESES ADULTOS


E CRIANÇAS
Azitromicina Droga de escolha 10mg/kg por dose, 10mg/kg no 500 mg no primeiro
10mg/kg por dose, 1 vez ao dia, primeiro dia dia
1 vez ao dia, por 5 dias 5 mg/kg nos dias 250 mg nos
por 5 dias 2a5 dias 2 a 5
(poucos dados Dose máxima
de segurança) diária 500mg

Eritromicina Não recomendado 40-50 mg/kg por 40-50 mg/kg por 500 mg 6/6h
– associação com dia dividido em 4 dia dividido em 4 Por 14 dias
estenose hipertrófica doses por 14 dias doses por 14 dias
de piloro Dose máxima
40-50 mg/kg por dia diária 2g
dividido em 4 doses
por 14 dias

Claritomicina Não recomendado – 15 mg/kg por dia 15 mg/kg por dia 500 mg 12/12h
sem dados dividido em 2 dividido em 2 Por 7 dias
de segurança doses por 7 dias doses por 7 dias
Dose máxima
diária 1g

Sulfametoxazol- Contra- indicado Contra- indicado SMZ 40 mg/kg/ por SMZ 800 mg/TMP
trimetoprim em menores de 2 em menores de 2 dia TMP 8 mg/kg 160 12/12

SUMÁRIO
(SMZ-TMP) meses – risco de meses – risco de por dia, dividido Por 14 dias
kernicterus kernicterus em 2 doses
SMZ 40 mg/kg/ Por 14 dias
|

por dia TMP 8 mg/


kg por dia, dividido
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

em 2 doses
Por 14 dias

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Criptococose

CRIPTOCOCOSE revisado:jun/2012

CRIPTOCOCOSE EM HIV-POSITIVOS: Doença no SNC ou disseminada

Ataque:
• 1ª opção: Anfotericina B (1mg/kg/dia) + 5-flucitosina (100-150 mg/kg/dia) por 2 sem
• 2ª opção: Anfotericina B (1mg/kg/dia) + fluconazol 800 mg/dia por 2 sem

Colher líquor de controle com cultura para fungos após ataque


(Checar em 72 h)
Paciente em BEG (melhora Paciente em REG ou culturas +
clínica) e culturas
negativas em 72 horas
Manter dose de ataque até
cultura negativa no líquor

Consolidação: Fluconazol 400-800 mg/dia por 8 - 10 sem

Manutenção: Fluconazol 200 mg/dia indefinidamente ou


até CD4 > 100-200 por 6 meses em uso de TARV

Outras opções de ataque:

SUMÁRIO
• Anfotericina B 1mg/kg/dia + 5-flucitosina 100-150 mg/kg/dia por 6-10 sem.
• Fluconazol 400-800 mg/dia + 5-flucitosina 100-150 mg/kg/dia por 10 sem.
• Fluconazol 400-800 mg/dia por 10 sem.
|

• Formulação lipídica (Ambisome®) 4 mg/kg/d por 4-6 sem.


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Não é necessária a consolidação.


Manutenção: Fluconazol 200 mg/dia
indefinidamente ou até CD4 > 100-200 por 6
meses em uso de TARV

Obs.: É importante controlar pressão intra-craniana.

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Criptococose

CRIPTOCOCOSE EM HIV-POSITIVOS: Doença pulmonar e outros sítios

> 3 cm Criptococoma pulmonar < 3 cm

Abordagem cirúrgica Considerar somente tratamento clínico:


+ tratamento clínico • Assintomáticos/sintomas leves ou moderados: Fluconazol
200-400 mg/dia por 6 a 12 meses
• Sintomas graves/progressivos: Anfotericina B (0,7 - 1mg/
kg/dia) até a melhora dos sintomas, seguida de fluconazol
Obs.: colher LCR para avaliar acometimento SNC

CRIPTOCOCOSE EM HIV-NEGATIVOS: Doença em SNC ou disseminada

Ataque:
• 1ª opção: Anfotericina B (1mg/kg/dia) associada a 5-flucitosina (100-150 mg/kg/dia) por 2 sem
• 2ª opção: Anfotericina B (1mg/Kg/dia) por 3 sem

Colher líquor de controle com cultura para fungos


(Checar em 72 h)
Paciente em BEG (melhora clínica) Paciente em REG ou imunocomprometido

Manter ataque até cultura negativa no líquor - em 72h

Fluconazol 400 mg/dia por 8 - 10 sem

SUMÁRIO
CRIPTOCOCOSE EM HIV-NEGATIVOS: Doença pulmonar e outros sítios
|

Fluconazol 200-400 mg/dia por 6 - 12 meses. Tratar todos os imunocomprometidos


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

> 3 cm Criptococoma pulmonar < 3 cm

Abordagem cirúrgica + tratamento clínico Considerar apenas tratamento clínico (acima)

Obs.: colher LCR para avaliar acometimento SNC

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Dermatofitoses

DERMATOFITOSES revisado: set/2012

Utilizar preferencialmente o tratamento tópico

TRATAMENTO TÓPICO TINHA DO COURO CABELUDO


• Cetoconazol 2% ou nitrato de Miconazol • 1. Droga de eleição: Griseofulvina microni-
2% ou Clotrimazol 1% creme, duas vezes zada: 20 a 25 mg/kg/dia em suspensão oral
ao dia, durante 6 semanas; por 6 a 12 semanas
• Ciclopirox olamina 1% creme, duas vezes •• Griseofulvina (ultramicronizada): 10 a
ao dia, durante 4 semanas. 15 mg/kg/dia por 6 a 12 semanas
• Para meias e calçados: antifúngico em pó •• Não exceder 500mg ao dia.
para prevenção; •• Suspender com comprovação da cura
micológica ou tratamento até duas sema-
INDICAÇÕES DE TRATAMENTO SISTÊMICO nas após a resolução clínica da doença.
• Doença extensa • 2. Terbinafina:
• Falha da terapia tópica •• usar por pelo menos 4 semanas
• Intolerância ao uso tópico •• crianças >2 anos e < 20kg = 62,5 mg/dia
• Tinea capitis •• 20 a 40kg = 125 mg/dia
• Comprometimento palmar ou plantar extenso •• > 40kg ou adultos = 250 mg/dia
• Imunossupressão • 3. Itraconazol:
•• 5mg/kg/dia durante 4 semanas
TINHA DA MÃO E/OU PÉ • 4. Fluconazol:
• Terbinafina 250 mg/dia por 2 a 6 semanas •• 6mg/kg/dia durante 2 a 3 semanas
• Itraconazol: 400mg/dia por 1 semana ou
200mg/dia por 2 a 4 semanas ou 100mg/
dia por 4 semanas
• Fluconazol 150 por semana, durante 2 a

SUMÁRIO
4 semanas
• Cetoconazol 200 mg/dia durante 4 a 8
semanas
|

TINHA DO CORPO OU INGUINO-CRURAL


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

• Terbinafina 250 mg/dia: 2 a 4 semanas


• Itraconazol: 400mg/dia por 1 semana ou
200mg/dia por 2 a 4 semanas ou 100mg/
dia por 4 semanas
• Fluconazol 150-300mg por semana:
2 a 4 semanas
• Cetoconazol 200 a 400mg/dia: 4 a 8 semanas

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Diarreia aguda

DIARREIA AGUDA revisado:dez/2004

Diarreia aguda

Sem febre Com febre. (T axilar > 38ºC)

Duração < 72h Duração > 72h


• Hidratação
• Evitar
antidiarreicos Sem Com indicação de internação: Sem indicação
• Observar indicação de • Colher coprocultura de internação:
internação • Evitar antidiarreicos Norfloxacino 400
• Iniciar*: Ciprofloxacino 400 mg IV mg VO q 12h
q 12h OU Ceftriaxone 2 g/ dia IV/IM

*A diarreia provocada por E. coli entero-hemorrágica não deve ser tratada com antimicrobianos devido ao risco de síndrome
hemolítico-urêmica.

PATÓGENO TRATAMENTO DURAÇÃO


Shigella sp TMP-SMZ 160-800 mg VO q 12h OU 3 a 5 dias
Ciprofloxacino 500 mg VO q 12h OU
Ceftriaxone 2 g IV por dia
Salmonella não typhi* TMP-SMZ 160-800 mg VO q 12h OU 5 a 7 dias
Ciprofloxacino 500 mg VO q 12h OU

SUMÁRIO
Ceftriaxone 2 g IV por dia
Campylobacter Eritromicina 500 mg q 12h 5 dias
E. coli** TMP-SMZ 160-800 mg VO q 12h OU 3 dias
|

Ciprofloxacino 500 mg VO q 12h OU


Ceftriaxone 2 g IV por dia
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Yersinia sp*** TMP-SMZ 160-800 mg VO q 12h OU


Ciprofloxacino 500 mg VO q 12h
Giardia Metronidazol 250-750 mg VO/IV q 8h 7 a 10 dias

* Tratar somente casos graves ou em pacientes com menos de 6 anos ou mais de 50 anos, doença valvar, aterosclerose grave,
neoplasia ou uremia.
** Não tratar E coli entero-hemorrágica.
*** Tratar somente casos graves ou associados a bacteremia.

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Endocardite bacteriana em valva nativa

ENDOCARDITE BACTERIANA EM VALVA NATIVA revisado: mai/2009


TRATAMENTO EMPIRÍCO:
• Oxacilina (12g/24h dividido 6 doses IV + Ampicilina (12g/24h dividido 6 doses IV) +
Gentamicina (3mg/Kg/24h dividido 3 doses IV) OU
• Oxacilina + Gentamicina + Ceftiziaxone (2g/24h IV)

ETIOLOGIA ANTIMICROBIANO DOSE DURAÇÃO COMENTÁRIOS


Streptococcus do Penicilina cristalina 18-24 milhões 4 sem Preferível em pacientes
grupo viridans ou UI/24h IV > 65 a ou pacientes com
ou Streptococcus Ceftriaxone 2g/24h IV 4 sem lesão renal ou auditiva
bovis sensível a Penicilina cristalina 18-24 milhões UI/24h IV 4 sem Nos casos não
penicilina ou Ceftriaxone 2g/24h IV 4 sem complicados considerar
Associados a 3mg/kg IV dividido 2 sem tratamento com duas
gentamicina 3x/dia drogas durante 2 sem
Vancomicina* 30mg/kg 24h IV 4 sem Apenas nos intolerantes a
dividido 2x/dia (2g/ penicilina ou ceftriaxone
dia, a não ser que [ ]
sérica baixa*)
Streptococcus do Penicilina cristalina 24 milhões UI/24h 4 sem Paciente com cepas
grupo viridans ou IV contínuo ou em resistentes a peni (MIC>
ou Streptococcus Ceftriaxone 6 doses 0,5 mcg/ml) devem ser
bovis relativamente Associados a 2 g/24 h IV 4 sem tratados com o esquema
resistentes a peni gentamicina 3 mg/kg IV dividido 2 sem recomendado para
(0,12 mcg/ml < 3x/dia Enterococcus spp R Ampi
MIC < 0,5 mcg/ml ) Vancomicina 30 mg/kg 24 h IV 4 sem Apenas nos intolerantes a
dividido 2x/dia penicilina ou ceftriaxone
(2g/dia, a não ser

SUMÁRIO
que [ ] sérica baixa*)
Enterococcus Ampicilina 12g/24h em 6 4-6 sem 6 sem em pacientes com
spp sensível ou doses IV sintomas > 3 meses
|

a penicilina, penicilina 18-30 milhões 4-6 sem


gentamicina e associados a UI/24h contínuo ou
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

vancomicina gentamicina em 6 doses


3mg/kg/24h IV em 4-6 sem
3 doses
Vancomicina* 30 mg/kg 24h IV 6 sem Apenas nos intolerantes
dividido 2x/dia (2g/ a penicilina ou
dia, a não ser que [ ] ampicilina
sérica baixa*)

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Endocardite bacteriana em valva nativa

ENDOCARDITE BACTERIANA EM VALVA NATIVA revisado: mai/2009


ETIOLOGIA ANTIMICROBIANO DOSE DURAÇÃO COMENTÁRIOS
Associada a 3mg/kg/24h IV em 6 sem 6 sem de vanco
gentamicina 3 doses recomendadas por sua
atividade menor contra
enterococcus
Enterococcus Ampicilina 12g/24h em 6 4-6 sem 6 sem em pacientes com
spp. sensível ou doses IV sintomas > 3 meses
a penicilina, penicilina 24 milhões UI/24h 4-6 sem
estreptomicina contíno ou em 6
e vancomicina doses IV
e resistente a associados a 15mg/kg/24h em 4-6 sem
gentamicina estreptomicina 2 doses
Vancomicina* 30mg/kg 24h IV 6 sem Apenas nos intolerantes
dividido 2x/dia a penicilina ou
(2g/dia, a não ser que ampicilina
[ ] sérica baixa*)
associada a 15mg/kg/24h IV 6 sem
estreptomicina em 2 doses
Enterococcus Ampicilina-sulbactam 12g/24h IV em 4 6 sem Se cepa R a genta,
Resistência intrínseca a penicilina Cepa produtora de ß – lactamase

spp. doses usar > 6 sem de ampi-


resistente a associada a 3mg/kg/24h IV em 6 sem sulbactam
penicilina e Gentamicina 3 doses
susceptível a Vancomicina* 30mg/kg/24h em 6 sem Apenas nos intolerantes
aminoglico- associada a 2 doses a ampicilina- sulbactam
sídeo e Gentamicina 3mg/kg/24h IV em 6 sem
vancomicina 3 doses

SUMÁRIO
Vancomicina* 30mg/kg 24h IV 6 sem Consulta a
associada a dividido 2x/dia infectologista
Gentamicina 3mg/kg/24h IV 3 6 sem recomendada
|

doses
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Enterococcus Linezolida 1200mg/24h IV/VO ≥ 6 sem Atenção a palquetopenia


faecium resistente em 2 doses após 2 sem
a penicilina, ou Daptomicina ≥ 8mg/kg Consulta ao
aminoglicosídeos infectologista
e vanco recomendada

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Endocardite bacteriana em valva nativa

ETIOLOGIA ANTIMICROBIANO DOSE DURAÇÃO COMENTÁRIOS


Enterococcus Imipenem associado a 2g/24h IV em 4 ≥ 6 sem Consulta ao
faecalis resistente doses infectologista
a penicilina, Ampicilina 12g/24h em 6 recomendada
aminoglicosídeos doses IV
e vanco Ceftriaxone associado 4g/24h em 2 doses
a IV/IM
Ampicilina 12 g/24 h em 6
doses IV
Daptomicina 6-8mg/kg/24h em
1 dose
HACEK Ceftriaxone ou 2g/24h IV em 1 4 sem Cefotaxime ou outra
(H. influenzae, dose cefalo 3ª/4ª podem ser
H. aphrophilis, usados
Actnobacillus, Ampicilina ou 12g/24h em 4 4 sem
Cardiobacterium, doses IV
Eikenella e Ciprofloxacino 1g/24h VO ou 4 sem Fluorquinolonas apenas
Kingella) 800mg/24h IV em para pacientes não
2 doses tolerantes a cefalosporina
ou ampicilina
Staphylococcus Oxacilina opcionalmente 12g/24h em 6 6 sem
spp sensível a associada a doses IV
oxacilina Gentamicina ou 3mg/kg/24h IV em 3-5 dias
3 doses
Cefazolina 6g/24h em 3 6 sem Para pacientes com
opcionalmente doses IV reações alérgicas não
associada a graves a penicilina

SUMÁRIO
Gentamicina ou 3mg/kg/24h IV em 3-5 dias
3 doses
Vancomicina* 30 mg/kg/24 h em 6 sem Para pacientes com
|

2 doses IV reações alérgicas graves


a penicilina
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Staphylococcus Vancomicina* 30mg/kg/24h em 2 6 sem


spp resistente a doses IV
oxacilina Dose pediatrica:
40mg/kg em 2 ou 3
doses IV
Daptomicina ≥ 8 mg/kg Apenas em endocardite
de válvula nativa

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Endocardite valva protética

ENDOCARDITE BACTERIANA EM VALVA NATIVA revisado: mai/2009


ETIOLOGIA ANTIMICROBIANO DOSE DURAÇÃO COMENTÁRIOS
Streptococcus Penicilina ou 18-24 milhões 4 sem Alguns especialistas recomendam a
pneumoniae, U/24h IV adição de gentamicina (a penicilina
Streptococcus Ceftriaxone ou 2g/24h IV 4 sem e ceftriaxone) por 2 a 6 sem para
dos grupos A, tratamento de endocardite causada
B, C e G por Streptococcus do grupo B, C e G
Vancomicina* 30mg/kg 4 sem Apenas em intolerantes a
em 2 doses IV ß-lactâmicos
* Concentração sérica no vale deve ser monitorada apenas a partir da 3a dose da vancomicina e mantida entre 15 e 20 mcg/ml.

ENDOCARDITE EM VALVA PROTÉTICA

VALVA PROTÉTICA • Nas endocardites por Staphylococcus spp., as-


(< 12 MESES APÓS IMPLANTE VALVAR) sociar rifampicina (300mg VO q 8h) durante 6
• Após coleta de três pares de hemocultura, sem e suspender aminoglicosídeo após 2 sem.
com intervalo de pelo menos 20m, iniciar: * monitorizar vancocinemia vale antes da 4a dose e
manter vancocinemia entre 15-20 mcg/ml
•• vancomicina* (30 mg/kg/dia dividido em 2
doses IV) e VALVA PROTÉTICA
•• amicacina (15mg/kg/dia dividido em 2 (> 12 MESES APÓS IMPLANTE VALVAR)
doses) ou gentamicina (3-5mg/kg/dia dividi- • Tempo de tratamento: 6 sem
do em 3 doses) • Oxacilina (12g/dia dividido 6 doses IV) +
• Após isolamento do agente etiológico, ampicilina (12g/dia dividido 6 doses IV) +
ajustar a antibioticoterapia, que deverá gentamicina (3-5 mg/kg/dia dividido em
ser mantida por 6 a 8 sem. Quando hou- 3 doses IV) OU
ver indicação de troca da prótese valvar, • Oxacilina (12g/dia dividido 6 doses IV)
manter pelo menos 4 sem de terapia após + ceftriaxone (2g/dia IV) + gentamicina

SUMÁRIO
esse procedimento. (3mg/kg/dia dividido em 3 doses IV)

FEBRE EM UTI revisado: mar/2012


|

Definição: é definida como elevação da tempera- timpânica é considerada menos confiável. Ape-
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

tura corpórea em resposta a um estímulo. A me- sar disso, em nosso meio a medida axilar com
dida mais confiável da temperatura corpórea é termômetro é a mais usada. A temperatura axilar
aquela tomada por via oral ou retal. Não há con- é 0,4 a 0,8 ºC menor do que a temperatura retal.
senso a respeito da definição exata de febre em
crianças. A maioria classifica como febre a tem- PRIMEIRAS MEDIDAS
peratura retal acima de 38ºC, mas alguns consi- • Revisão da história do paciente e do exa-
deram febre temperatura retal acima de 37,7ºC me físico.
ou 38,3ºC. A medida da temperatura axilar e • Coleta de culturas conforme o foco suspeito.

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Ginecologia Doença inflamatória pélvica - DIP

• Avaliar condições que podem super ou su- iniciar ou trocar o esquema antimicrobiano
bestimar a temperatura: diálise, colchões
térmicos, ar condicionado, bypass cardio- PADRÕES DE FEBRE
pulmonar, luzes quentes, hemofiltração con- • Temperatura acima de 41,1˚C: sugere cau-
tínua, lavagem peritoneal. sas não infecciosas
• Iniciar antimicrobiano empírico se infecção • Quando a causa é infecciosa a temperatura
for a principal suspeita. Consultar opções te- encontra-se mais usualmente entre 38,3˚C
rapêuticas por foco infeccioso e padrões de e 41,1˚C
resistência locais. • Febre contínua: sugere reações a droga ou
• Coletar cultura dos focos possíveis antes de lesão de SNC

CAUSAS NÃO INFECCIOSAS:


Colecistite acalculosa Infarto pulmonar S. inflamatória da reconstituição imune
Crise tireotóxica Insuficiência adrenal Sangramento SNC
Embolia gordurosa Ossificação heterotópica Síndrome de abstinência
Gota Pancreatite Síndrome Neuroléptica Maligna
Hemocomponentes Reação de Jarish-Herxheimer Síndrome serotoninérgica
Hipertermia Maligna Rejeição em transplante Trombose venosa
Medicamentos S. de lise tumoral
Infarto agudo do miocárdio S. Dressler (S. de injuria pericárdica)

GINECOLOGIA
DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA – DIP revisado: set/2005
AGENTES MAIS TRATAMENTO DE TRATAMENTO TRATAMENTO COMENTÁRIOS
COMUNS ESCOLHA ALTERNATIVO AMBULATORIAL
N. gonorrhoeae •• Cefoxitina 2g IV q Ciprofloxacina Ofloxacina •• Considerar a
C. trachomatis 6h OU 200mg IV q 12h 400mg VO q 12h abordagem cirúrgica

SUMÁRIO
U. urealyticum •• Penicilina cristalina 4 + doxiciclina + metronidazol se necessário
M. homini milhões de UI IV q 4h + 100mg VO 400mg VO q 8h •• Critérios de
S. agalactiae gentamicina 3-5 mg/kg q 12h + durante 14 dias internação:
|

H. influenzae d.u. diária IM ou IV metronidazol diagnóstico incerto


Peptococcus spp •• Continuar até 48h 500mg IV q e diferencial com
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Peptostreptococcus após melhora clínica 8h durante 14 apendicite ou gravidez


spp •• Completar com dias ectópica, abscesso
Bacteroides spp Doxiciclina 100mg VO q pélvico, paciente
12h por 14 dias (associar adolescente, com
cobertura para anaeróbios HIV/Aids ou falha
por 14 dias se houver no tratamento
abscesso tubo-ovariano) ambulatorial

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Hemodiálise

HEMODIÁLISE revisado: mai/2010

HEMODIÁLISE Infecções relacionadas a cateter venoso central (CVC) em hemodiálise

CVC DE LONGA PERMANÊNCIA EM INFECÇÃO DA CORRENTE SANGUÍNEA


HEMODIÁLISE Suspeita: presença de febre ou síndrome
séptica sem outro foco ou sinais de sepse
INFECÇÃO DO ÓSTIO se instalam abruptamente após o início da
Suspeita: presença de secreção purulenta hemodiálise.
no óstio do CVC ou celulite. Como proceder: não remover o CVC e co-
Como proceder: não remover o CVC. Co- lher 2 pares de hemoculturas; sendo 1 do
lher 2 pares de hemoculturas de sangue CVC e outra de punção periférica – ou da
(ao menos um em periférico) e cultura da linha de hemodiálise se a punção periféri-
secreção pericateter. Iniciar vancomicina ca não for possível.
empiricamente. Interpretação dos resultados: ver no dia-
Interpretação dos resultados grama abaixo.
• Hemoculturas negativas e cultura da secreção
pericateter positiva: completar 7-10 dias de • Em pacientes com cultura da linha po-
ATM sistêmico. -sitiva ou cultura do CVC positiva, sem
• Hemoculturas positivas: ver tratamento de possibilidade de coleta de sangue perifé-
infecção da corrente sanguínea. rico ou de outro CVC, considerar possível
Obs.: não recomendamos colher hemoculturas pelo ICS relacionada ao CVC no paciente dia-
CVC de rotina, principalmente se houver secreção lítico sintomático e adequar a antibiotico-
purulenta ou celulite do óstio. terapia.
• Remover os cateteres com infecção por S.
INFECÇÃO DO TÚNEL aureus, P. aeruginosa ou Candida spp –
Suspeita: presença de eritema, edema e colocar CVC temporário por nova punção;

SUMÁRIO
dor que se estende por mais de 2 cm no se não for possível, trocar CVC por fio guia
trajeto do túnel a partir do óstio do CVC. • Quando o CVC for mantido, hemocultu-
Como proceder: retirar CVC e, se houver ra de vigilância deve ser coletada 1 sem
|

coleção drenável, colher material para após o tratamento; se positiva, o CVC deve
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

cultura e colher 2 pares de hemoculturas ser retirado e um novo CVC de longa per-
de sangue periférico. Iniciar tratamento manência colocado apenas após resulta-
empírico com vancomicina. dos negativos de hemoculturas adicionais
Interpretação dos resultados • Realizar acompanhamento do paciente
• Hemoculturas negativas: completar 7 d de an- para o diagnóstico de possíveis complica-
tibiótico sistêmico baseado no antibiograma; ções como endocardite infecciosa, osteo-
• Hemoculturas positivas: ver tratamento de mielite e abscessos metastáticos.
infecção da corrente sanguínea.

Hospital das Clínicas FMUSP 45


Hemodiálise

Infecção da corrente sanguínea relacionada a CVC tuneilizado para hemodiálise

Infecção da corrente sanguínea relacionada


a CVC tuneilizado para hemodiálise
Hemocullura do CVC e por punção periférica
ou da linha de hemodiálise

Iniciar ATM empírico e selo ATM

Bacteremia/fungemia persistente e febre Resolução bacteremia/ Hemoculturas


fungemia e febre em 2-3 d negativas

• Remover CVC* e tratar com ATM por 4-6 sem


se bacteremia/fungemia persistir por > 72h Suspender ATM
• Investigar complicações (focos metastáticos, (a não ser que
endocardite, tromboflebite séptica) haja infecção do
óstio ou túnel)

Staphylococcus Bacilos Gram- Candida spp. S. aureus P. aeruginosa


coagulase negativos (exceto
negativo P.aeruginosa)

SUMÁRIO
Remover Remover Remover
Tratar com ATM sistêmico e selo CVC* e CVC* e CVC* e
de ATM por 10-14 d e tratar com tratar tratar
|

trocar CVC por fio guia se falha antifúngicos com ATM com ATM
terapeutica por 14 d sistêmico sistêmico
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

após a por 21 d se por 14 d


primeira eco trans-
hemocultura esofágico
negativa (-)

* Colocar CVC temporário em outro local. Se impossível, passar o CVC sobre fio guia.
ATM - antimicrobiano / CVC - cateter venoso central

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Herpes simples

HERPES SIMPLES revisado: fev/2005


Herpes genital
DROGA/DOSE DURAÇÃO
Imunocompetente: primeiro episódio Aciclovir 400 mg VO q 8h OU Famciclovir 7-10 dias
250 mg VO q 8h OU Valaciclovir 1g
VO q 12h
Imunocompetente: episódios recorrentes Aciclovir 400 mg VO q 8h OU Famciclovir 5 dias
125 mg VO q 12h OU Valaciclovir 500
mg VO q 12h
Indicações de tratamento supressivo: recorrên- Aciclovir 400 mg VO q 12h OU 6 a 12 m
cias frequentes (> 6 episódios/ano), recorrências Famciclovir 250 mg VO q 12h OU
severas, pródromos severos, diminuir Valaciclovir 0,5-1g VO 1x/dia
transmissão, minimizar problemas psicosexuais
Imunossuprimido: primeiro episódio Aciclovir 400 mg VO q 8h OU Famciclovir 7-10 dias
500 mg VO q 8h OU Valaciclovir 1g
VO q 12h
Imunossuprimido: tratamento supressivo Aciclovir 400-800 mg VO q 8h OU 6 m-1 a
Famciclovir 500 mg VO q 12h OU
Valaciclovir 500 mg VO q 12h
Herpes labial
Recorrência Podem ser usados a partir do pródromo:
aciclovir creme a 5% de 3/3 h OU 4 dias
aciclovir 400 mg VO q 4h 5x/dia OU 5 dias
valaciclovir 2 g q 12h 1 dia
Profilaxia pode ser considerada em: recorrências Aciclovir 400 mg q 12h VO, iniciar 12h Durante o
frequentes (> 6 episódios/ano); HSV associado pré-exposição período de
a eritema multiforme, cirurgia em gânglio exposição

SUMÁRIO
trigeminal, cirurgia peroral ou intraoral;
estresse: exposição ao sol ou compromissos
profissionais, profissionais de saúde selecionados
|

(transmissão), imunocomprometidos
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

INFECÇÕES ASSOCIADAS À DERIVAÇÃO VENTRÍCULO PERITONEAL (DVP) revisado: dez/2010

DIAGNÓSTICO • A maior parte das infecções relacionadas


• As infecções relacionadas à DVP podem ser: à DVP ocorre nos 6 primeiros meses após
•• meningite/ventriculite; a inserção do dispositivo.
•• infecção de trajeto; • Suspeitar de infecção relacionada à DVP
•• pseudocisto abdominal. sempre que o paciente apresentar febre.

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Infecções associadas à derivação ventrículo peritoneal

Para o diagnóstico, deve ser solicitado e LCR.


quimiocitológico e cultura de LCR colhido • Em pacientes com febre e sem sinais de
do reservatório da DVP e CT de crânio. meningite, peritonite ou infecção de tra-
• Para diagnóstico de pseudocisto abdomi- jeto, considerar outros focos e solicitar
nal deve ser solicitada ultrassonografia de hemograma, hemocultura, urina I, urocul-
abdome ou tomografia computadorizada tura e radiografia de tórax.

TRATAMENTO

Ventriculite/meningite
• Retirar a DVP e inserir DVE.
• Coletar LCR durante a inserção da DVE.
• Iniciar terapia empírica com vancomicina + ceftazidima.
• Adequar antibiótico ao resultado de cultura.
• Reinserção da DVP: após 14 dias de tratamento, se LCR normal.
• Tempo de tratamento: manter por mais 1 sem após reinserção da DVP.

Pseudocisto abdominal
SITUAÇÃO REINSERÇÃO LCR CONTROLE TEMPO TOTAL
LCR normal com cultura Reinserção imediata Desnecessário 7-10 dias de
negativa após resolução da vancomicina +
coleção ceftazidima
LCR normal com cultura Reinserção após final do Desnecessário 14 dias de
negativa + cultura positiva tratamento da infecção antimicrobiano
de ponta distal da DVP ou do orientado por cultura
conteúdo cístico
LCR alterado e/ou cultura Seguir o esquema de tratamento de meningite/ventriculite

SUMÁRIO
positiva (LCR ou ponta
proximal) |

Infecção de trajeto
SITUAÇÃO REINSERÇÃO LCR CONTROLE TEMPO TOTAL
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

LCR normal + culturas Reinserção após final do Desnecessário 7 a 10 dias de


negativas tratamento da infecção vancomicina +
LCR normal (cultura negativa) ceftazidima ou orientado
+ cultura de pontas positivas pelas culturas de pontas

LCR alterado e/ou cultura Seguir o esquema de tratamento de meningite/ventriculite


positiva (LCR ou ponta proximal)

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Leishmaniose tegumentar

LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA E VISCERAL revisado: mar/2011

Contraindicações ao antimonial pentavalente (arritmia, insuficiência renal, efeitos adversos com a droga)

Sim Não Antimonial


pentavalente

Contraindicações a pentamidina (diabetes, efeitos adversos com a droga)

Sim Não Pentamidina

Contraindicações a anfotericina B (insuficiência renal, efeitos adversos c/ a droga)

Anfotericina B Sim Não Anfotericina B


lipossomal desoxicolato

Tratamento de Leishmaniose tegumentar americana


DROGA DOSE E TEMPO CONTRAINDICAÇÕES EFEITOS ADVERSOS
Antimoniato de Cutânea: 15 mg/ Absolutas: gestantes, Frequentes: cefaleia, febre,
N-metil-glucamina kg/dia por 20 dias cardiopatas, distúrbios da artralgias, mialgias, anorexia,
(Glucantime®) Mucosa: 20 mg/ condução, insuficiência aumento de transaminases,
EV/IM kg/dia por 30 dias renal; fosfatase alcalina, lipase
Visceral: 20mg/ Relativas: doenças e amilase, leucopenia,
kg/dia por 20-40 hepáticas, HAS, alargamento do intervalo QT e
dias (dose máxima alcoolismo, doenças supra ou infradesnivelamento do

SUMÁRIO
diária: 3 ampolas) pancreáticas segmento ST
Pentamidina Cutânea e Gestantes, DM, Frequentes: náuseas, vômitos,
EV/IM mucosa: 4 mg/kg/ insuficiência renal e cefaleia, abscessos estéreis no
|

dia, 10 aplicações, cardiopatias local da punção IM, hipoglicemia


em dias alternados e hipotensão durante a infusão
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Visceral: não Raros: ↑ Ur e Cr, síncope,


indicada diabetes melito (doses
cumulativas > 1 g), leucopenia,
trombocitopenia, pancreatite,
rash, alterações inespecíficas do
segmento ST e da onda T

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Leishmaniose tegumentar

Tratamento de Leishmaniose tegumentar americana (continuação)


DROGA DOSE E TEMPO CONTRAINDICAÇÕES EFEITOS ADVERSOS
Anfotericina B 1 mg/kg/dia IV, dose Relativas: doença Frequentes: febre, calafrios,
desoxicolato máxima diária 50 mg cardiovascular e cefaleia, ↑Cr, ↓K+,↓ Mg+,
Cutânea: dose nefropatias com anemia e flebite
acumulada de 1 a 1,5 g insuficiência renal Raros: arritmias e alterações
Mucosa: dose do segmento ST e onda T
acumulada de 2 a 3 g
Visceral: dose acumulada
de 15-25 mg/kg
Cutânea: dose
acumulada de 1 a 1,5 g;
Anfotericina B Mucosa: dose Insuficiência renal, reação
lipossomal acumulada de 2,5 a 3 g a infusão
Visceral: 4mg/kg por
7 dias, ou 5mg/kg por
4 dias

Tratamento de Leishmaniose visceral

CRITÉRIOS DE GRAVIDADE • Outros casos: Glucantima® ou anfoterici-


• Idade inferior a 6 meses ou superior a 65 na B desoxicolato
anos
• Desnutrição grave PROFILAXIA SECUNDÁRIA EM
• Co-morbidades PACIENTE HIV
• Uma das manifestações clínicas: icterícia, Encaminhar para especialista

SUMÁRIO
fenômenos hemorrágicos (exceto epistaxe),
edema generalizado, sinais de toxemia (le- Opções
targia, má perfusão, cianose, taquicardia ou • Glucantime® 20mg/kg a cada 3 sem
|

bradicardia, hipoventilação ou hiperventila- • Pentamidina 4mg/kg a cada 3 sem


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

ção e instalidade hemodinâmica) • Anfotericina lipossomal 3-5mg/kg a cada


• Infecção por HIV 3 sem

TRATAMENTO Critérios para suspensão: tempo desconhecido,


• Casos graves: Anfotericina lipossomal considerar em pacientes com CD4>350/mm3

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Meningites

MENINGITES em adultos revisado: fev/2004


Etiologia da meningite de acordo com a circunstância clínica

CIRCUNSTÂNCIA CLÍNICA ETIOLOGIA USUAL TRATAMENTO EMPÍRICO INICIAL*


Adultos sem fator de risco Pneumococo (> 80%) Ceftriaxone 1-2 g IV q 12h por 10-14 dias
Meningococo
Trauma cranioencefálico Staphylococcus aureus OU Vancomicina 1-2 g IV q 12h +
penetrante, neurocirurgia ou coagulase negativo ceftazidima 2 g IV 8/8 h por 10-14 dias
válvula de derivação Pseudomonas aeruginosa
Acinetobacter baumannii
Fístula liquórica Pneumococo Ceftriaxone 1-2 g IV q 12h por 10-14 dias
Gestantes, adultos > 50 Acrescentar ampicilina ao esquema, devido à possibilidade de infecção
anos, portadores de HIV por Listeria
* Ajustar terapêutica de acordo com o agente isolado. Obs.: alguns estudos sugerem que o uso de corticoide (dexametasona
0,15 mg/kg q 6h por 4 dias) possa melhorar o prognóstico da meningite por S. pneumoniae. Se o corticoide for utilizado, a
vancomicina deverá ser evitada, pois sua penetração no líquor estará diminuída.

MENINGITES em pediatria revisado: fev/2004


Antibioticoterapia empírica de acordo com a faixa etária (continua)
FAIXA ETÁRIA ETIOLOGIA ANTIBIOTICOTERAPIA ANTIBIOTICOTERAPIA
(1a OPÇÃO) (2a OPÇÃO)
< 1 mês Streptococo do grupo B Ampicilina + Ampicilina +
Bacilos entéricos gram- cefotaxima aminoglicosídeo*
negativos(principalmente E. coli) (gentamicina OU
Listeria monocytogenes amicacina)
2 meses a 5 Meningococo Ceftriaxona Cloranfenicol
anos Pneumococo

SUMÁRIO
Haemophilus influenzae
Maiores de 5 Meningococo Ceftriaxona Penicilina OU
anos Pneumococo cloranfenicol
|

Trauma S. aureus Vancomicina + Vancomicina +


cranioencefálico Pneumococo cefalosporina meropenem
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

aberto e após Bacilos gram-negativos não antipseudomonas


neurocirurgia fermentadores
*Só utilizar aminoglicosídeo na absoluta impossibilidade de utilização de cefotaxima ou ceftriaxone.
Observações: 1. Não há recomendação do uso de corticoide na meningite neonatal; 2. Não há evidência de que o uso de
corticoide diminua a incidência de dano neurológico, exceto no caso de meningite por Haemophilus; 3. Não há evidência para
uso de antibiótico intratecal; 4. Em casos de meningite neonatal realizar ultrassonografia de crânio (48h), pricipalmente se
causada por Citrobacter koresi ou Enterobacter sakazaki, pois estão associados com a formação de abcesso cerebral. Em caso
de complicações avaliar realização de tomografia de crânio; 5. Na meningite neonatal avaliar coleta de LCR de controle 48-72h
se não houver resposta clínica ou laboratorial.

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Meningites

Antibioticoterapia específica por agente


AGENTES ANTIBIOTICOTERAPIA DOSES INTERVALOS
Streptococcus do grupo B Penicilina por 14 dias + VER QUADRO DE DOSES EM
aminoglicosídeo por ≥ 3 dias NEONATOLOGIA
OU Ampicilina por 14 dias +
aminoglicosídeo por ≥ 3 dias
Listeria monocytogenes Ampicilina por 14-21dias + VER QUADRO DE DOSES EM
aminoglicosídeo por ≥ 3 dias NEONATOLOGIA

Bacilos gram-negativos Cefotaxime por 21 dias VER QUADRO DE DOSES EM


fermentadores NEONATOLOGIA
Bacilos gram-negativos Cefotaxime por 21 dias + VER QUADRO DE DOSES EM
grupo CESP: Citrobacter, aminoglicosídeo OU NEONATOLOGIA
Enterobacter, Serratia, cefepime
Proteus

Meningococo (N. Penicilina G. cristalina * 250- 400.000 UI/kg/dia até q 4h


meningitidis) por 7 dias 24.000.000 de UI/kg/dia

OU Ampicilina 200- 400 mg/kg/dia até q 6h


12 g/dia

Haemophylus spp. Cloranfenicol OU Ceftriaxona 75-100mg/kg/dia até q 6h


por 7 a 10 dias 6g/dia
80-100mg/kg/dia até q 12h ou 1x/
4g/dia dia

SUMÁRIO
Pneumococo (S. Penicilina G cristalina ** 250- 400.000 UI/kg/dia até q 4h
penumoniae) por 14 dias 24.000.000 de UI/dia |

Staphylococcus aureus Oxacilina (MSSA) OU 200 mg/kg/dia até 12g/dia q 4h ou q 6h


Vancomicina (MRSA) 40-60mg/kg/dia até 2-4 q 6h
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

por 21 dias g/dia


Enterobactérias Ceftriaxona OU 80-100 mg/kg/dia até 4 g/dia q 12h ou 1x/dia
Cefotaxima por 14 a 21 dias 200mg/kg/dia até 12g/dia q 6h

* Em caso de alergia a penicilina, usar cloranfenicol e para casos de meningococo com resistência intermediária para
penicilina, usar ceftrioxona. ** Para casos de pneumococo resistente, usar ceftriaxona, se houver sensibilidade intermediária ou
vancomicina, se resistente (MIC > 2mcg/ml)

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Meningites

Doses de antimicrobianos em neonatologia (Neofax – manual de drogas em neonatologia 2010)

DOSE EM MG/KG POR DOSE NA FREQUÊNCIA INDICADA


Gentamicina IDADE GESTACIONAL
<29 sem 30-33 sem 34-37 sem > 38 sem
5 mg/kg/dose 4,5 mg/kg/dose 4 mg/kg/dose 4mg/kg/dose
q 48h q 48h q 36h q 24h

Amicacina IDADE GESTACIONAL


<29 sem 30-34 sem
0-7 doses 8-28 doses > 28 doses 0-7 doses > 8 doses Todas
18 mg/kg 15 mg/kg 15 mg/kg 18 mg/kg 15 mg/kg 15 mg/kg
q 48h q 36h q 24h q 36h q 24h q 24h
Ampicilina IDADE GESTACIONAL
<29 sem 30-36 sem 37-44 sem >45 sem
0-28 doses > 28 doses 0-14 doses > 14 doses 0-7 doses > 7 doses Todos
q 12h q 8h q 12h q 8h q 12h q 8h q 6h

Cefotaxime IDADE GESTACIONAL


<29 sem 30-36 sem 37-44 sem >45 sem
0-28 doses > 28 doses 0-14 doses > 14 doses 0-7 doses > 7 doses Todos
q 12h q 8h q 12h q 8h q 12h q 8h q 6h

SUMÁRIO
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

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Neutropenia febril

NEUTROPENIA FEBRIL em adultos revisado: mar/2011

DEFINIÇÕES • Radiografia de tórax


A neutropenia febril é definida como a • Hemocultura (2 pares)
presença de: • Urocultura
• Febre: temperatura axilar ≥ 37,8°C em • Cultura de qualquer outro sítio potencial-
uma medição, não relacionada a infusão mente envolvido na infecção
de hemoderivados;
• Neutropenia: número de Neutrófilos < PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TERAPÊUTICA
500/mm3 ou entre 500 e 1000/mm3 com EMPÍRICA PARA NEUTROPENIA FEBRIL
tendência a queda. • Iniciar prontamente antimicrobiano de
• Pacientes de baixo risco: amplo espectro. Devendo ser considerada
•• neutropenia breve (≤ 7 dias); como emergência médica.
•• clinicamente estável; • Levar em conta na escolha, a epidemiolo-
•• sem comorbidades; gia local onde os pacientes estão interna-
•• MASCC ≥21. dos (agentes mais frequentes e perfil de
• Pacientes de alto risco: sensibilidade desses agentes) e observar
•• Neutropenia prolongada (> 7 dias); a somatória dos efeitos colaterais.
•• Clinicamente instável; • Avaliação diária cuidadosa, com atenção
•• Com comorbidades; aos detalhes da evolução.
•• MASCC <21. • Insistir no diagnóstico etiológico.
• a apresentação clínica/estabilidade hemo-
EXAMES INICIAIS dinâmica do paciente
• Hemograma • dados de colonização
• Ureia / creatinina • uso prévio de antimicrobianos

MASCC

SUMÁRIO
Escore Risco MASCC (Multinational Association for Supportive Care in Cancer Risk - Index Score) Pontuação máxima 26
CARACTERÍSTICAS PONTUAÇÃO
•• Extensão dos sintomas
|

Sem sintomas ou oligossintomático 5


Moderado 3
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Grave 0
•• Sem hipotensão (PA sistólica > 90 mmHg) 5
•• Sem DPOC 4
•• Tumor sólido ou neoplasia hematológica sem infecção fúngica prévia 4
•• Sem desidratação 3
•• Perfil ambulatorial 3
•• Idade < 60 anos 2

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Neutropenia febril

NEUTROPENIA FEBRIL - abordagem em unidade de transplante de medula óssea

FLUXOGRAMA 1
MANEJO DA NEUTROPENIA FEBRIL
NO PACIENTE NÃO COLONIZADO POR
BACTÉRIAS MR (MULTIRRESISTENTES) Neutropenia Febril

Não-colonizado

Estável Instável

Seguir Fluxograma 2 a seguir Meropenem +/-Colistina


conforme classificação do MASCC + GRAM positivo 1,2,3

1. Indicações Cobertura para Gram positivo:


•• Instabilidade hemodinâmica
•• Mucosite
•• Infecção cateter
•• Infecção partes moles
•• A cobertura empírica com linezolida está indicada para os pacientes colonizados por ERV e com DECH (Doença do
enxerto contra o hospedeiro) de trato gastrointestinal.
2. Para pacientes do TMO associar sempre meropenem+ colistina
3. Se paciente encaminhado para UTI e apresentar piora do quadro considerar epidemiologia so setor para nova cobertura
antimicrobiana.

SUMÁRIO
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

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Neutropenia febril
FLUXOGRAMA 2
Neutropenia Febril

Paciente baixo-risco e MASCC ≥ 21 Paciente alto-risco e MASCC<21

Antibiótico VO Antibiótico IV (Impossibi- Cefepima* ou piperacilina/tazobactam


lidade de terapia VO)
Avaliar após 48h
Ciprofloxaciana
+ amoxacilina/ Hemocultura (+) ou foco clinicamente definido Hemocultura (-)
clavulanato

Instável Afebril Febril

Estável Neutrófilos >500/mm3 por > 2 Neutrófilos


dias: parar após 5-7 dias dias de <500/mm3:
tratamento e afebril 48h tratar 14 dias
Suspender ATM antes de neutrófilos
>500/mm3 se: culturas negativas e
paciente afebril há 48h Estável: aguardar 24h

Instável
• Reajustar de acordo com antibiograma;
Persistência de febre
• Tratar pelo tempo recomendado para o sítio em questão.
• Suspender Anfo B se: recuperação de granulócitos, Imipenem/ Meropenem*
resolução dos sintomas e sinais clínicos, resolução Vancomicina*
radiológica, negativação das culturas; Persistência de febre após 24h + Imipenem/
• Metronidazol e se abscesso perianal, intra-abdominal, Meropenem
gengivite ou suspeita de C. difficile Associar Vancomicina
4-7 dias
Persistência de febre após 24h
10-14 dias
Recuperação iminente de neutrófilos Recuperação de neutrófilos

SUMÁRIO
não é iminente

Observar não mudar ATM a menos Suspeita de infecção por fungo filamentoso, TMO alogênico GMALL/Indução LMA?
|

que novos sinais de infecção


Não Sim TC seios da face e/ou
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

tórax e galactomanana

Fluconazol 400-800 mg/dia Normal Sugestivo de IFI


ou anfo B 0,5 -1 mg/kg
Estável Instável
* Indicações para uso
precoce de Vancomicina:
Ver capítulo
mucosite grave, infecção Aspergilose Invasiva
relacionada a cvc, Considerar outras causas Ver capítulo
instabilidade hemodinamica, de febre: Infecção viral, Aspergilose Invasiva
colonização por S.aureus ou
pneumococo resistentes. pega da medula, DECH

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Neutropenia febril

Neutropenia Cultura Pseudo MR e/ou


FLUXOGRAMA 3
Febril com Enterobactéricas
MANEJO DA
vigiláncia produtoras de
NEUTROPENIA MR carbapenemases
FEBRIL NO PACIENTE
COLONIZADO POR Estável Instável
BACTÉRIAS MR
(MULTIRRESISTENTES)
Colonizado KPC Colonizado por
Meropenem
pseudo MR
ou acineto
Meropenem +
48 hs Amicacina
+GRAM positivo) 1,2,3
Meropenem +
Colistina +
Colistina GRAM positivo 1,2,3

FLUXOGRAMA 4 MANEJO DA NEUTROPENIA FEBRIL APÓS 72HORAS

Neutropenia Febril

Instável Estável 72-96hrs

Agente isolado Sem Agente isolado

Manter ATB

Independente Após 72 horas, cultura


de febre + negativa para GRAM positivo
Considerar quadro clínico suspender cobertura
outras causas sugestivo
de deterioração Afebril Febril

SUMÁRIO
- vírus, fungos

Terapia
direcionada Manter ATB TC de seios da face e tórax
e/ou galactomanama
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Normal Sugestivo de IFI

Estável Instável

Se paciente encaminhado Ver capítulo


para UTI e apresentar NOVA Considerar outras Ver capítulo Aspergilose
piora do quadro considerar causas de febre: Aspergilose Invasiva invasiva
epidemiologia do setor
para a nova cobertura Infecção viral, pega da
antimicrobiana medula, DECH

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Neutropenia febril

FLUXOGRAMA 5 Duração tto ATB


TEMPO DE
TRATAMENTO NA
Independente de status neutropenia
NEUTROPENIA FEBRIL

Foco Agente sem


definido isolado foco

de acordo com de acordo com no mínimo 7


Obs: Após suspensão do antibióticos, sítio infecção agente isolado dias e 72 hrs
a levofloxacina 500mg 1x/dia, deverá (BCP, EI, ICSRC, estável, afebril
ser prescrita nos pacientes do TMO que abscesso, etc e PCR baixo
mantém neutropenia.

NEUTROPENIA FEBRIL em pediatria

As orientações contidas na parte inicial desta • Avaliação laboratorial inicial: hemograma,


norma se referem a pacientes neutropênicos hemoculturas (veia periférica +/- cateter),
que desenvolverem febre sem que seja iden- RX tórax, urina 1 + urocultura, proteína C
tificado o foco do processo infeccioso na ava- reativa.
liação inicial.
As normas relativas aos antimicrobianos ANTIBIOTICOTERAPIA INICIAL
indicados nas diferentes situações foram ela-
boradas a partir da análise da suscetibilidade ESQUEMA 1: MONOTERAPIA
dos principais agentes causadores de infec- • Cefepima (50 mg/kg/dose q 8h)
ções nesse grupo de pacientes, no Instituto da Deve ser introduzido para todas as crianças

SUMÁRIO
Criança. Estas normas serão periodicamente neutropênicas febris no momento da admis-
revistas à luz da literatura específica e da mo- são, exceto quando houver indicação dos
dificação dos padrões locais de suscetibilidade Esquemas 2 ou 3
|

aos antimicrobianos.
ESQUEMA 2: ESQUEMA DUPLO
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

DEFINIÇÕES • Cefepima (50 mg/kg/dose q 8h) + Vancomi-


• Neutropenia: número de neutrófilos < 500/ cina (1200 mg/m2/dia q 6h)
mm3 ou <1000/mm3 com declínio previsto • Deve ser utilizado sempre que houver:
para próximas 48h. •• evidência de infecção por germes gram-
• Febre: única temperatura axilar >38,5o ou 2 -positivos*;
ou mais temperaturas axilares >38o, registra- •• presença de hiperemia ou secreção
das com intervalo >1h. purulenta em túnel de cateter vascular im-

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Neutropenia febril

plantado; os achados clínicos sejam sugestivos, devem


•• hemocultura exibindo crescimento de co- ser coletados exames para diagnóstico de in-
cos gram-positivos, ainda sem identificação fecções pouco frequentes, como as causadas
e testes de suscetibilidade; por Toxoplasma gondii, virus herpes simples,
•• evidência clínica e/ou radiológica de citomegalovírus, EBV, Mycobacterium tubercu-
pneumonia; losis, outras micobactérias e Chlamydia pneu-
•• presença de flebite, celulite ou erisipela. moniae. Quando houver suspeita de infecção
fúngica, complementar a investigação diagnós-
ESQUEMA 3: ESQUEMA TRIPLO tica com exames tomográficos.
• Cefepima (50 mg/kg/dose q 8h) + vancomi- A resposta clínica ao tratamento empírico
cina (1200 mg/m2/dia q 6h) + amicacina inicial (esquemas 1, 2 ou 3) deve ser avaliada
(15 mg/kg/dia 1X) após 72 h:
• Deve ser utilizado para crianças que per- a) Pacientes que estão sendo submetidos ao
sistem febris com a utilização do esquema esquema 1 e se tornarem afebris, embora
duplo, clinicamente estáveis. neutropênicos, sem que haja evidência de
localização do foco infeccioso e sem re-
REAVALIAÇÃO DA TERAPÊUTICA sultados de culturas positivas, desde que
EMPÍRICA INICIAL mantenham bom estado geral e apresen-
Sempre que os resultados de culturas in- tem perspectiva de recuperação medular
dicarem o agente responsável pelo processo breve, devem ter a antibioticoterapia sus-
infeccioso atual, a antibioticoterapia deve ser pensa após um período afebril de 24 h.
adequada considerando-se o perfil de susce- Essa conduta não se aplica a pacientes por-
tibilidade do agente isolado. tadores de cateter venoso central e àqueles
Enquanto o paciente se mantiver febril, neu- com comprometimento medular (em fase
tropênico, com culturas negativas, sem foco de indução ou recidivas).
aparente de infecção, deverão ser colhidas b) Pacientes que estão sendo submetidos ao
hemoculturas diariamente, de preferência du- esquema 1 e se mantiverem febris e neutro-

SUMÁRIO
rante o pico febril. pênicos, sem que haja evidência de localiza-
Da reavaliação do paciente a fim de definir a ção do foco infeccioso e sem resultados de
resposta à terapêutica instituída deve constar, culturas positivas, com estado geral preser-
|

além do exame físico completo, a verificação vado, devem continuar sendo submetidos
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

da situação dos locais de inserção de cateter, a ao mesmo esquema (1), que será reavaliado
checagem dos resultados de culturas coletadas em 48 h. Caso se mantenham essas con-
à admissão, coleta de novas culturas e realiza- dições clínicas, devem ser submetidos ao
ção de outros exames de investigação, como esquema 3.
radiografias de tórax e seios da face. Quando c) Pacientes que estão sendo submetidos ao
possível, devem ser mensurados os níveis séri- esquema 1 e que se mantiverem febris e
cos dos antimicrobianos utilizados, em especial neutropênicos, sem que haja evidência de
a vancomicina e os aminoglicosídeos. Caso localização do foco infeccioso e sem resul-

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Neutropenia febril

tados de culturas positivas, apresentando biótico do esquema terapêutico a fim de mi-


deterioração clínica evidente, devem ser nimizar o surgimento de cepas de bactérias
submetidos ao esquema 3. resistentes a ele.
d) Pacientes que desenvolverem quadro diar- i) O uso de drogas antivirais está justificado na-
reico e outros sinais de infecção intestinal queles pacientes que apresentem infecções
deverão receber metronidazol (30 mg/kg/dia clinicamente aparentes pelos vírus herpes
q 6h) em associação ao esquema em uso. simples, varicela-zóster ou citomegalovírus
e) Pacientes que estão sendo submetidos ao (esta apenas quando laboratorialmente
esquema 1 e que se mantiverem febris e documentada através de antigenemia e/ou
neutropênicos, sem resultados de culturas PCR). O uso empírico de drogas antivirais
positivas, apresentando evidências de infec- não deve ser indicado. O uso profilático de
ção por germes gram-positivos*, devem ser antivirais deve ser reservado para situações
submetidos ao esquema 2. específicas como por exemplo nos protoco-
f) Pacientes que estão sendo submetidos aos los de transplante de medula.
esquemas 1 ou 2 e que apresentem indícios
de infecção de pele causada por Pseudomo- OBSERVAÇÕES
nas sp devem ser submetidos ao esquema • Pacientes que, a qualquer tempo durante a
3. internação, deixem de estar neutropênicos
g) Pacientes que foram submetidos a quais- (neutrófilos periféricos > 1000/mm3), caso
quer dos esquemas anteriores, que se man- se mantenham febris, devem ser reavaliados
tenham febris e neutropênicos, sem sinais e ter sua antibioticoterapia revista e adequa-
de localização da infecção e sem culturas da à nova condição. Dessa forma, caso não
positivas, entre o 5º e o 7º dia de tratamento, haja localização da infecção, os antibióticos
devem receber anfotericina B (1 mg/kg/dia) podem ser suspensos 72 h após o término
em associação ao esquema utilizado. Caso da neutropenia.
seja diagnosticada uma infecção fúngica, • No caso de pacientes que estejam sendo
o tratamento deve ser orientado de acordo submetidos ao esquema 3 e se mantenham

SUMÁRIO
com o agente causal, a localização e exten- febris após um período de 72 h de uso do
são da doença. Caso não seja diagnosticada mesmo, ou que apresentem queda evidente
qualquer infecção fúngica, a anfotericina do estado geral na vigência desse esquema,
|

B poderá ser suspensa após um período pode ser considerada a ampliação do espec-
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

de administração de duas semanas, assim tro de ação em relação aos germes gram-ne-
como os demais antibióticos. gativos através da substituição da cefepima
h) Caso o esquema terapêutico inclua a vanco- por carbapenêmicos (imipenem 100 mg/kg/
micina, e o paciente se mantenha febril após dia q 6h) ou meropenem (20 a 40 mg/kg/dia
72 h de tratamento com esse antibiótico e q 8h), mesmo que não se disponha de resul-
as culturas colhidas à admissão não revelem tados de culturas que indiquem infecção por
crescimento de germes gram-positivos, de- germes resistentes.
verá ser considerada a retirada desse anti-

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Obstetrícia

OBSTETRÍCIA

OBSTETRÍCIA: Infecção de sítio cirúrgico

AVALIAÇÃO INICIAL
• Ultrassonografia de partes moles.
• Coleta de material para bacterioscopia e cultura (nos casos exsudativos).
• Avaliação sistêmica clínica e laboratorial.

DOENÇA QUADRO CLÍNICO TRATAMENTO CONDUTAS


Forma leve •• Hiperemia e Não está indicado •• Acompanhamento
hipertermia local ambulatorial
•• Ausência de Tratamento conservador
comprometimento da ferida
sistêmico
Celulite •• Ausência de Amoxicilina/clavulanato (500 •• Acompanhamento
Acometimento comprometimento + 125 mg) 1 cp VO q 8h OU ambulatorial
difuso e sistêmico clindamicina 300 mg 1 cp VO q 6h •• Tratamento
extenso do ou 2 cp VO q 8h conservador da ferida
tecido celular •• Presença de Clindamicina 600 mg IV q 6h + •• Internação
subcutâneo comprometimento gentamicina 3-5 mg/kg d.u. diária •• Abordagem cirúrgica
sistêmico IM ou IV com remoção de tecido
necrótico (envio para
cultura)
Forma •• Hiperemia e calor Clindamicina 600 mg IV q 6h + •• Internação
purulenta/ local gentamicina 3-5 mg/kg d.u. diária •• Abordagem cirúrgica
exsudativa •• Coleções teciduais IM ou IV para drenagem de

SUMÁRIO
coleções
Celulite e •• Acometimento difuso Penicilina 2.000.000 de UI IV de •• Internação
fasceite de subcutâneo e fáscia q 4h + clindamicina 600 mg IV •• Abordagem cirúrgica
|

necrotizante muscular, acompanhado de q 6h para drenagem


de crepitação e necrose de coleções e
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

de extensa área tecidual desbridamento extenso


•• Considerar uso de
câmara hiperbárica
•• Nos quadros graves ou Associar gentamicina 3-5 mg/kg
de má evolução clínica d.u. diária IM ou IV OU ceftriaxone
1,0 g IV q 12h
Obs.: fazer reorientação da terapêutica após resultados de bacterioscopia e de culturas.

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Obstetrícia

OBSTETRÍCIA: Infecção da membrana ovular, abortamento e infecção puerperal


TIPO ANTIBIÓTICO DOSE OPÇÃO
AMBULATORIAL
Abortamento clandestino (Ampicilina OU 1-2g IV q 4h Amoxacilina/
penicilina + 3 milhões de U IV q 4h clavulanato
gentamicina* + 3-5mg/kg IV d.u. diária 500/125mg VO
metronidazol) OU 0,5g IV q 8h q 8h
(clindamicina + 600mg IV q 6h
gentamicina*) 3-5mg/kg IV d.u. diária até
paciente afebril por 48h
Infecção de membrana Ampicilina/sulbactam 3g IV q 6h
ovular – corioamnionite, OU ampicilina + 2g IV q 6h
conduta obstétrica gentamicina 3-5mg/kg IV d.u. diária /7 dias
resolutiva por via
vaginal
Infecção de membrana Ampicilina+ 2g IV q 6h
ovular – corioamnionite: gentamicina + 3-5mg/kg IV d.u. diária
conduta obstétrica metronidazol na 500mg IV q 8h
resolutiva por cesárea indicação da cesárea OU
clindamicina + 600mg IV q 6h
gentamicina* 3-5mg/kg IV d.u. diária /7 dias
Infecção puerperal Ampicilina OU 1-2g IV q 4h Amoxacilina/
penicilina*+ 3 milhões U IV q 4h clavulanato
gentamicina + 3-5mg/kg IV d.u. diária 500/125mg VO
metronidazol OU 0,5g IV q 8h q 8h
clindamicina + 600mg IV q 6h
gentamicina* 3-5mg/kg IV d.u. diária até

SUMÁRIO
paciente afebril por 48h
* Comprometimento da função renal: substituir gentamicina por ceftriaxone.
A manutenção de febre após 48h do inicio do tratamento, sem evidência de foco extragenital, deverá ser interpretada como
falha terapêutica: considerar abordagem cirúrgica.
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

OBSTETRÍCIA: Mastites
TRATAMENTO HOSPITALAR TRATAMENTO AMBULATORIAL
1.ª opção: oxacilina 2 g IV de q 4h + metronidazol 1.ª opção: cefalexina 1 g VO q 6h por 7 dias
500 mg IV q 8h por 7 a 10 dias
2.ª opção: clindamicina 600 mg IV q 6h por 7 a 2.ª opção: clindamicina 600mg VO q 6h por 7 dias
10 dias. para alérgicos a betalactâmicos

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Oftalmologia

OFTALMOLOGIA revisado: nov/2013

ENDOFTALMITE – diagnóstico e tratamento

ENDOFTALMITE CULTURA - HUMOR VÍTREO/AQUOSO


Pós Operatória Aguda Inocular 0,3 ml em frasco de hemocultura pediátrico
Pós Operatória Tardia, Pós Traumática •• Inocular material rapidamente em tubo Falcon®
• Solicitar cultura aeróbia, anaeróbia, cultura de fungos

e micobactérias
Endógena* em imunocompetente •• Inocular 0,3 ml em frasco de hemocultura pediátrico
Endógena* em imunossuprimido •• Inocular material rapidamente em tubo Falcon®
• Solicitar cultura aeróbia, anaeróbia, cultura de fungos

e micobactérias
*Nas endoftalmites, colher também sangue periférico, 1 par de hemocultura

ENDOFTALMITE ENDÓGENA revisado: set/2010


Diagnóstico: suspeição clínica e cultura do ou amicacina 0,4mg/0,1ml).
vítreo ou humor aquoso ou culturas sistêmi-
cas (LCR, sangue) TRATAMENTO: FÚNGICAS
• Terapia empírica sistêmica: anfotericina
TRATAMENTO: BACTERIANAS B 0,7-1 mg/kg ou fluconazol (12 mg/kg
• Tratamento sistêmico empírico: cefalospo- depois 6-12 mg/kg ao dia).
rina de 3ª geração. • Terapia intravítrea empírica: anfotericina
• Terapia intravítrea empírica: vancomicina B 5-10 μg.
1mg/0,1ml + (ceftazidima 2,25mg/0,1ml

ENDOFTALMITE PÓS-OPERATÓRIA revisado: set/2010 SUMÁRIO


Quadro clínico: dor e diminuição da acuida- TRATAMENTO
|

de visual, hipópio. • Terapia invítrea empírica: vancomicina 1


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Diagnóstico: cultura do vítreo ou humor mg/0,1 ml + (ceftazidima 2,25 mg/0,1 ml


aquoso. ou amicacina 0,4 mg/0,1 ml) + Dexame-
Etiologia: tasona (0,4mg/0,1mL)
•• S epidermidis: 45-50%, • Se houver suspeita de infecão fúngica,
•• Streptococcus sp: 24-38%, usar anfotericina B 5-10 μg intravítreo.
•• S aureus: 7-11% Obs.: a ceftazidima intraocular é menos tó-
xica que amicacina (infarto macular)

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Onicomicose

UVEÍTES INFECCIOSAS – diagnóstico e tratamento

Suspeita clínica: quadro clínico: olho verme- • Solicitar PCR para toxoplasmose , her-
lho, diminuição de visao e/ou dor represen- pes simples, herpes zoster, citomegalovírus
tando acometimento de segmento anterior e/ e Epstein-barr, priorizando as principais hi-
ou posterior do bulbo ocular póteses diagnósticas
Diagnóstico: Geralmente é clínico com con- • Encaminhar imediatamente ao laboratório de
firmação laboratorial para cada agente in- Biologia Molecular em transporte refrigerado
feccioso. Em casos atípicos e em pacientes
imunodeprimidos, análise de material intrao- TRATAMENTO
cular pode ser necessária. • Antimicrobiano específico baseado em
• Colher 0,2 a 0,5 ml do humor aquoso/ resultados de cultura/ biologia molecular
vítreo em frasco Eppendorf® associado ou não a prednisona oral

ONICOMICOSE revisado: nov/2013

Realizar micológico direto e cultura para fun- sobre a lâmina ungueal uma ou duas ve-
gos em ágar Sabouraud. zes por semana;
• Ciclopirox olamina 8% em esmalte: apli-
TRATAMENTO SISTÊMICO: cado sobre a lâmina ungueal três vezes
• Terbinafina 250 mg/dia contínuo por semana.
•• unhas dos pés: 12 semanas
•• unhas das mãos: 6 semanas OBSERVAÇÕES:
• Itraconazol 200 mg 12/12h durante 1 se- • Unhas das mãos têm maior taxa de sucesso
mana a cada 4 semanas (pulsoterapia) ou terapêutico em relação às dos pés.

SUMÁRIO
Itraconazol 200mg / dia uso contínuo • As onicomicoses com acometimento subun-
•• unhas dos pés: até 6 meses gueal distal e lateral têm cura mais difícil e
•• unhas das mãos: até 4 meses maior taxa de recorrência.
|

• Desbridamento da unha pode ser necessá-


TRATAMENTO TÓPICO:
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

rio nos casos de espessamento relevante da


• Antifúngico HC solução tópica, aplicado em lâmina ungueal ou na presença de dermato-
gotas sobre a unha duas vezes ao dia, até fitomas (bolas fúngicas em permeio à que-
cura clínica e micológica; ratina, em localização subungueal). Cuidado
• Ciclopirox olamina 1% solução tópica, duas ao realizá-lo em diabéticos e doentes com
vezes ao dia, até cura clínica e micológica; doença arterial.
• Amorolfina 5% em esmalte: aplicado

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Ortopedia

ORTOPEDIA
DIAGNÓSTICO DROGAS E DOSES DURAÇÃO CULTURAS OBSERVAÇÕES
Pioartrite aguda Oxacilina 2g q 4h 2 sem IV Líquido Tratamento VO com
+ Gentamicina 240mg + 2 sem VO sinovial + cefalexina 500mg-1g
1x/dia Hemoculturas q 6h
Osteomielite aguda Oxacilina 2g q 4h 2 sem IV + 4 Osso + Considerar punção e/ou
hematogênica + Gentamicina 240mg sem VO Hemoculturas drenagem
1x/dia
Osteomielite Clindamicina 600mg 6 meses Osso Reavaliação do
crônica q 6h + (IV durante tratamento deve ser
Ciprofloxacino 400mg internação, guiada pelo resultado
q 12h VO após alta) de cultura
Fratura exposta Cefazolina 1g q 8h 14 dias Se alta, tratamento VO
•• Tipo I (MMSS e com cefalexina 500mg-
MMII) 1g q 6h
•• Tipo II e III (MMSS Clindamicina 600mg 14 dias Osso (na
e MMII) q 6h + Gentamicina admissão
240mg 1x/dia e em todas
as limpezas
cirúrgicas)
Infecções pós- Teicoplanina 400 mg/ Conforme a Osso •• Dose da Teicoplanina
operatórias dia + Amicacina 500mg evolução (preferencial) deve ser de 400mg q
q 12h + Partes moles 12h nos 3 primeiros dias
+ Exsudato •• Considerar retirada de
profundo material de síntese
•• Reavaliação do
tratamento deve ser

SUMÁRIO
guiada pelo resultado
de cultura |

Revisão de Cefuroxima 1,5 g IV Até resultado Osso + Partes Reavaliação do


Artroplastia seguido de 750 mg q 6h de cultura moles+ tratamento deve ser
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

(intra-op) e 1,5 g q 12h Exsudato guiada pelo resultado de


(pós-op) profundo cultura e pelo aspecto
intraoperatório

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Otorrinolaringologia

OTORRINOLARINGOLOGIA revisado: abr/2013


DIAGNÓSTICO ANTIMICROBIANO ANTIMICROBIANO OBSERVAÇÕES
DOSE EM ADULTO DOSE EM PEDIATRIA
Amigdalite 1. Penicilina Benzatina 1. Penicilina Benzatina Os objetivos são a prevenção da febre reumática
Indicação de ATB: 1,2 milhões U IM d.u. ≤30 kg: 600 mil U IM d.u. (penicilina), prevenção de complicações
Presença dos 4 critérios 2. Amoxicilina 500mg VO >30 kg: 1,2 milhões supurativas locais, redução da transmissão
de Centor: q8h por 7-10 dias U IM d.u. e melhora dos sintomas (controverso).
•• Febre 3. Penicilina V 500mg 2. Amoxicilina Em caso de não resposta:
•• Exsudato tonsilar VO q12h por 7-10 dias 50 a 90 mg/kg/dia VO Amoxicilina- clavulanato (4:1)
•• Ausência de tosse e 4. Claritromicina 250mg de q12h por 5-7 dias . - 50 mg/kg/dia de q8h ou
rinorréia VO q12h por 7 -10 dias 3. Penicilina V - 25 a 50 Amoxicilina- clavulanato (7:1)
•• Adenopatia cervical 5. Azitromicina 500mg mg/kg/dia de q12 h por - 50 mg/kg/dia de q12h ou
dolorosa por 5 dias 7-10 dias. Amoxicilina- clavulanato (14:1)
6. Eritromicina 500mg - 90 mg/kg/dia de q12h
VO q6h por 7- 10 dias Alérgicos a betalactâmicos:
Claritromicina 15 mg/kg/dia de q12h
por 5-7 dias.
Azitromicina 10 mg/kg/dia, 1 vez ao dia no
primeiro dia , seguido de 5 mg/kg/dia
1 vez ao dia dos dias 2 a 5.
Eritromicina base: 30-50 mg/kg/dia
de q6h por 7- 10 dias.
Otite Média Aguda 1. Amoxicilina 500mg VO 1. Amoxicilina Em caso de não resposta:
Indicações de ATB: q8h por 5-7 dias 50 a 90mg/kg/dia VO Amoxicilina- clavulanato (4:1)
•• Menores de 6 meses 2. Claritromicina 500 mg de q12 h por 5-7 dias. 50 mg/kg/dia de q8h ou
•• Crianças de 6 a 24 q12h por 5-7 dias Amoxicilina- clavulanato (7:1)
meses com febre alta 3. Azitromicina 500mg 50 mg/kg/dia de q12h ou

SUMÁRIO
(T>39C) ou dor intensa VO por 5-7 dias Amoxicilina- clavulanato (14:1)
•• Crianças > 24 meses 90 mg/kg/dia de q12h
com febre alta ( T>39ºC) Alérgicos a betalactâmicos:
|

e/ou dor intensa ou Claritromicina 15 mg/kg/dia


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

persistência de sintomas de q12h por 5-7 dias.


por > 48-72h de Azitromicina 10 mg/kg/dia, 1 vez ao dia no
tratamento sintomático primeiro dia , seguido de 5 mg/kg/dia
•• Crianças com 1 vez ao dia dos dias 2 a 5.
doenças que predispõe Eritromicina base: 30 - 50 mg/kg/dia de q6h
a OMA (fenda palatina, por 7- 10 dias.
síndromes genéticas, Claritromicina 15mg/kg/dia q12h
imunodeficiência) (maximo: 500 mg dia) por 5-7 dias

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Otorrinolaringologia

OTORRINOLARINGOLOGIA revisado: abr/2013


DIAGNÓSTICO ANTIMICROBIANO ANTIMICROBIANO OBSERVAÇÕES
DOSE EM ADULTO DOSE EM PEDIATRIA
Sinusite Aguda 1. Amoxicilina 500mg 1. Amoxicilina Não é recomendado o RX de seios da
Indicações de ATB: VO q8h por 7- 10 dias 50 a 90 mg/kg/dia face no diagnóstico. Considerar TC de
Persistência de sintomas 2. Claritromicina 500mg VO de q12h seios da face apenas em situações
por mais de 10 dias VO q12h por 7- 10 dias (dose máxima 500 mg) especiais.
•• Piora dos sintomas a 3. Azitromicina 500 m por 5-7 dias. Em caso de não resposta:
partir do 5º dia VO 1 vez/dia Amoxicilina- clavulanato (4:1)
•• Dor facial/dentária por 5-7dias 50 mg/kg/dia de q8h ou
•• Secreção nasal Amoxicilina- clavulanato (7:1)
purulenta 50 mg/kg/dia de q12h ou
•• Presença de rinorréia Amoxicilina- clavulanato (14:1)
anterior e /ou posterior, 90 mg/kg/dia de q12h
obstrução Alérgicos a betalactâmicos:
Claritromicina 15 mg/kg/dia de q12h
por 5-7 dias.
Azitromicina 10 mg/kg/dia, 1 vez ao dia
no primeiro dia , seguido de 5 mg/kg/dia
1 vez ao dia dos dias 2 a5.
Eritromicina base: 30-50 mg/kg/dia de
q6h por 7- 10 dias.

Otite Externa Maligna •• Sempre solicitar


biópsia para diagnóstico
e orientar tratamento
•• Maior parte dos

SUMÁRIO
casos causados por
Pseudomonas aeruginosa
•• Tratamento :
|

ciprofloxacino EV por 3
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

semanas seguido de VO
por mais 3 a 5 semanas

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Paliativos

PALIATIVOS, CUIDADOS - Uso de Antimicrobianos


DEFINIÇÃO USO DE ANTIMICROBIANOS
Paciente com perspectiva Conforme indicações usuais
de muitas intervenções
modificadoras da doença

Paciente com perspectiva Conforme indicações usuais


de poucas intervenções
modificadoras da doença

Paciente com doença Conforme indicações usuais


avançada sem perspectiva
de terapia de cura
(exceto transplante)

Paciente sem perspectiva •• Considerar a funcionalidade do paciente (antes da infecção) no processo


de tratamento curativo decisório (Karnoksky, Palliative Performance Scale, Katz, FAST, etc).
(nem transplante) •• Uso para a cura da infecção que puder resultar
em recuperação da capacidade funcional e da qualidade de vida
•• Uso para controle de sintomas decorrentes de infecção visando melhorar
a qualidade de vida.
A literatura mostra que apenas os sintomas de ITU foram minimizados com
o uso de antimicrobianos. Para sintomas respiratórios como hipersecreção/
dispnéia, utilizar opióide, anti-colinérgico (escopolamina, atropina),
fisioterapia e outros (p.ex.,diuréticos, VNI, etc)

SUMÁRIO
•• Se houver falha terapêutica os antimicrobianos poderão ser suspensos.
Os seguintes critérios são sugeridos para caracterizá-la: pelo menos 72h de
antibióticoterapia e sem melhora da febre, de sinais e sintomas, proteína C
|

reativa (PCR) inalterada ou aumentando


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Paciente em fase final de vida Nesta fase, quando outras medidas de suporte para continuidade de
(últimos dias/semanas) vida, como diálise e uso de drogas vasoativas forem suspensas ou não
introduzidas, os antimicrobianos deverão ser suspensos ou não introduzidos,
uma vez que seu uso é “desproporcional” ao contexto clínico. A mesma
norma vale para os anti-retrovirais.
O uso de antimicrobianos para descolonização do pacientes é ineficaz e, portanto, não se constitui em indicação para prescrição.
As normas de isolamento para pacientes em cuidados paliativos portadores de bactérias multiresistentes devem ser aplicadas
para a segurança dos outros pacientes. Pela mesma razão o tratamento de tuberculose deverá ser mantido.

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Parasitoses intestinais

PARASITOSES INTESTINAIS revisado: jan/2012

PRINCÍPIOS GERAIS TRATAMENTO DE ENTERO-PARASITOSES NA


GESTAÇÃO
TRATAMENTO DE PARASITOSES ASSOCIADAS • evitar o uso de antiparasitários na gesta-
• tratar inicialmente a parasitose potencial- ção, sobretudo durante o primeiro trimes-
mente mais grave tre e principalmente os imidazólicos
• observar antiparasitários polivalentes • cogitar o tratamento quando a parasitose
• a eficácia das drogas é menor quando for suficientemente sintomática para colo-
utilizadas na vigência de multiparasitoses car em risco a gestação; nesse caso, prote-
• não tratar: I. büstschlii; E. coli; E. nana; C. lar para depois do primeiro trimestre.
mesnili; T. hominis • Exceção: infecção por Taenia solium.

PARASITOSE ALTERNATIVAS DE APRESENTAÇÃO COMERCIAL CONTROLE


TRATAMENTO DE CURA
Amebíase Forma intestinal
(Entamoeba assintomática
histolytica) Etofamida 500mg, 2 x ao dia, Kitnos® 500mg/cp 7, 14 e 21
3 dias OU dias
Teclosan 100mg, 3 x ao dia, Falmonox® 100mg/cp
5 dias

Intestinal sintomática / extra-intestinal


Metronidazol 500 a 750mg, Metronidazol genérico 250mg/
3 x ao dia, 10 dias ou 20 a cp ou 400mg/cp ou susp. oral -
40mg/kg/dia, em 3 doses, 10 40mg/ml
dias OU

SUMÁRIO
Tinidazol, 2g ou 50mg/kg, Pletil® / Amplium® 500mg/cp
dose única OU
Nimorazol, 2g ou 50mg/kg, Naxogim® 500mg/cp ou susp. oral 7, 14, 21 e 28
|

dose única OU 250mg/10ml dias


Secnidazol 2g ou 50mg/kg, Secnidal® ou Secnidazol genérico
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

dose única 500mg ou 1g/cp

Associado a: (ministrar ao final)


Etofamida OU Kitnos® 500mg/cp
Teclosan Falmonox 100mg/cp

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Parasitoses intestinais

PARASITOSE ALTERNATIVAS DE APRESENTAÇÃO COMERCIAL CONTROLE


TRATAMENTO DE CURA
Giardíase Metronidazol 250mg, 3 vezes Metronidazol genérico 250mg/
(Giardia lamblia/ ao dia OU 15mg/kg/dia em 3 cp ou 400mg/cp ou susp. oral -
intestinalis) doses por 7 a 10 dias OU 40mg/ml
Tinidazol 2g ou 50mg/kg, Pletil®/Amplium® 500mg/cp
dose única OU
Nimorazol, 2g ou 50mg/kg, Naxogim® 500mg/cp ou susp. oral
dose única OU 250mg/10ml 7, 14, 21 dias
Secnidazol 2g ou 50mg/kg, Secnidal® ou Secnidazol genérico
dose única OU 500mg ou 1g/cp
Albendazol 400mg/dia, 5 Albendazol genérico ou Zentel®
dias OU 400mg/cp ou susp. oral 40mg/ml
Nitazoxanida 500mg 2x/dia. Annita® 500mg/cp
Crianças: 7,5mg/kg 2x/dia
por 3 dias

Isosporíase Sulfametoxazol + Bactrim, Infectrim, genérico


(Isospora belli) trimetoprim* 50mg/kg/dia (S) 400mg (S) + 80mg (T) / cp ou
e 10mg/kg/dia (T), 15 dias susp. oral 200mg (S)/5ml+ 40mg
+ 25mg/kg/dia (S) e 5mg/ (T)/5 ml
kg/dia (T), 28 dias por 6 a 8
sem. Recaídas em 45% dos 7, 14, 21 dias
casos OU
Sulfadiazina 100mg/kg/dia + Sulfadiazina 500mg/cp
Pirimetamina 25mg/dia Daraprim® 25mg/cp
por 6 a 8 sem

Criptosporidíase Espiramicina 1g, 3 x ao dia Rovamicina® 500mg/cp Baixos índices SUMÁRIO


(Cryptosporidium duração indefinida OU de cura
|

sp) Paromomicina 500mg, 4 x ao Humatim® 500mg/cp (não parasitológica


dia duração indefinida OU disponível no mercado nacional) Melhora
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Nitazoxanida 500mg 2x/dia, Annita® 500mg/cp clínica


3 dias transitória em
alguns casos
Boa eficácia
em pacientes
com CD4>
200/mm3

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Parasitoses intestinais

PARASITOSE ALTERNATIVAS DE APRESENTAÇÃO COMERCIAL CONTROLE


TRATAMENTO DE CURA
Ciclosporíase Imunocompetente Bactrim, Infectrim, genérico
(Cyclospora Sulfametoxazol +trimetoprim 400mg (S) + 80mg (T)/cp ou susp.
cayetanensis) 800 mg (S) + 160 mg (T), 2 x oral 200mg(S)/5ml + 40mg(T)/5ml
ao dia, 7 dias
Imunodeprimido Bactrim, Infectrim, genérico
Sulfametoxazol +trimetoprim 400mg (S) + 80mg (T)/cp ou susp.
(Ataque) 800mg (S) + 160mg oral 200mg(S)/5ml
(T), 4 x ao dia, 10 dias
(Manutenção) 800mg (S) +
160mg (T), 3 x/semana
Microsporíase Albendazol 400mg, 3x/dia por Zentel® ou Albendazol genérico Eficaz para E.
(Enterocytozoon 2 - 4 sem 400mg/cp ou susp. oral 40mg/ml intestinalis;
bieneusi, eficácia
Encephalitozoon duvidosa para
intestinalis) E.bieneusi
Balantidíase Tetraciclina 30 a 50mg/kg/ Tetrex® 500mg/cp
(Balantidium coli) dia, durante 10 dias
Evitar em crianças OU 7, 14 e 21
Metronidazol 20mg/kg/dia Metronidazol genérico 250mg ou dias
durante 7 dias 400mg/cp ou susp. oral - 40mg/ml
Dientamebíase Metronidazol 250mg, 3 x ao Metronidazol genérico 250mg ou
(Dientamoeba dia, 7 a 10 dias. Crianças: 400mg/cp ou susp. oral - 40mg/ml 7, 14 e 21
fragilis) 15mg/kg/dia, em 3 tomadas, dias
7 a 10 dias
Blastocistose Metronidazol 500 a 750mg, Metronidazol genérico 250mg/cp

SUMÁRIO
(Blastocystis 3 x ao dia, 10 dias OU ou 400mg/cp ou susp. oral -
hominis) 40mg/ml 7, 14 e 21
dias
|

Nitazoxanida 500mg Annita® 500mg/cp


2 x/dia, 3 dias
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Ancilostomíase Albendazol 400mg, dose Zentel® ou Albendazol genérico


(Ancylostoma única, repetida após 7 400mg/cp
duodenale, Necator dias OU 7, 14 e 21
americanus) Mebendazol 100mg Pantelmim® ou Mebendazol dias
2 x ao dia, durante 3 dias (genérico)100mg/cp

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Parasitoses intestinais

PARASITOSE ALTERNATIVAS DE APRESENTAÇÃO COMERCIAL CONTROLE


TRATAMENTO DE CURA
Estrongiloidíase Formas habituais
(Strongyloides Ivermectina 200mcg/kg, dose Revectina® 6mg/cp
stercoralis) única OU
Cambendazol 5mg/kg, dose Cambem® 180mg/cp 6mg/ml 8, 9 e 10 dias
única OU susp. oral ou 7, 14 e 21
Tiabendazol 25mg/kg/dose, Thiabem® ou Tiabendazol dias
2 x ao dia, 2 dias (máximo de genérico 500mg/cp ou 250mg/5ml
3,0g/dia) susp. oral
Repetir após 10 a 15 dias

Estrongiloidíase Hiperinfecção
(Strongyloides Ivermectina 200mcg/kg dia, Revectina® 6mg/cp
stercoralis) 2 dias OU
Tiabendazol 25mg/kg/dose, 2x Thiabem® ouTiabendazol genérico Até
ao dia, 5 a 7 dias ou 500mg/ 500mg/cp ou 25mg/5ml susp. oral negativação
dia durante 30 dias OU do exame de
Cambendazol 5 mg/kg, dose Cambem® 180mg/cp, 6mg/ml fezes
única semanal, 3 a 5 sem, susp. oral
dependendo da evolução clínica

Ascaridíase Forma habitual


(Ascaris Levamizol: adultos 150mg, Ascaridil 80mg ou 150mg/cp ou
lumbricoides) dose única; crianças 80mg,
dose única OU 7, 14 e 21
Albendazol 400mg, dose Albendazol (gen) ou Zentel® dias

SUMÁRIO
única 400mg/cp ou susp.oral 40mg/ml
Oclusão/sub-oclusão
intestinal
|

Hexa-hidrato de piperazina “Solução de piperazina com licor Diante de


100mg/kg + 50ml de óleo de ameixa” (Laborsil® - 500mg/ insucesso do
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

mineral por SNG. Após 24h: 5ml) ou Vermifran 500mg/5ml tratamento


50mg/kg + 50ml de óleo clínico,
mineral. Dose máxima diária abordagem
de piperazina: 6g cirúrgica com
remoção dos
vermes

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Parasitoses intestinais

PARASITOSE ALTERNATIVAS DE APRESENTAÇÃO COMERCIAL CONTROLE


TRATAMENTO DE CURA
Teníase (T. solium, Praziquantel 10mg/kg, dose Cestox® 150mg/cp Tamização
T. saginata) única das fezes de
Clorossalicilamida: adultos Atenase® 500mg/cp 24h após o
2g; crianças 1g, dose única tratamento
(escolex)
ou idem 90
dias após o
tratamento
(proglotes)

Himenolepíase (H. Praziquantel 25mg/kg, Cestox® 150mg/cp


nana, H. diminuta) dose única. Repetir após 10
dias OU 7, 14 e 21
Clorossalicilamida adultos: Atenase® 500mg/cp dias
2g; crianças: 1g, 1 x/dia,
durante 6 dias consecutivos
Tricuríase (Trichuris Albendazol 400mg em dose Zentel® ou Albendazol genérico
trichiura) única OU 400mg/cp ou susp. oral 40mg/ml 7, 14 e 21
Mebendazol 100mg, 2 x ao Pantelmim® Mebendazol genérico dias
dia, 3 dias 100mg/cp ou susp. oral 20mg/ml
Enterobíase Mebendazol 100 mg, dose Pantelmim® ou Mebendazol swab anal
(Enterobius única OU genérico 100mg/cp e susp. oral a partir do
vermicularis) 20mg/ml dia 8 pós
Albendazol 400mg, dose Zentel® ou Albendazol genérico tratamento,
única OU 400mg/cp e susp. oral 40mg/ml durante 7

SUMÁRIO
Pamoato de pirvínio 10mg/kg, Pyr-pam® 100mg/cp e susp. oral dias
dose única (não absorvido; 50mg/5ml
pode ser utilizado durante a
|

gestação)
Esquistossomose Oxaminiquina adultos: 12,5 Mansil® 250mg/cp e susp. oral 6
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

(Schistosoma a 15mg/kg, dose única; 50mg/ml coproscopias


mansoni) crianças: 20mg/kg, dose mensais,
única OU a partir do
Praziquantel 40 a 60mg/kg, Cisticid® 500mg/cp (uso 45º dia pós-
dose única hospitalar) Cestox® 150mg/cp tratamento
(S) Sulfametoxanol
(T) Trimetopin

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Partes moles

PARTES MOLES revisado: 2003

Infecções de pele
DOENÇA AGENTES MAIS TRATAMENTO DETRATAMENTO COMENTÁRIOS
COMUNS ESCOLHA ALTERNATIVO
Impetigo Streptococcus do Cefalosporinas de 1.a
Eritromicina (500mg q Risco de GNDA
gupo A geração (cefalexina 1g q
6h /7 dias). Aplicação Difícil diferenciar
S. aureus 6h por 7 dias)
tópica de mupirocina ou impetigo estrepto
ácido fusídico de estafilocócico
Erisipela Streptococcus do Ambulatorial: penicilina Clindamicina (300- Culturas positivas
grupo A, às vezes procaína 400.000 450mg q 6h VO por 7 em apenas 5% dos
grupos G, C, B e IM q 12h. Internado: dias OU 600mg q 6h casos
mais raramente S. penicilina cristalina ou 900mg q 8h IV por
aureus 2.000.000 IV q 4h 7 dias)
Celulite S. pyogenes do Ambulatorial: Clindamicina (300- Tentar obter
grupo A cefalosporinas de 1.a 450mg q 6h VO por bacteroscopia e
S. aureus geração (cefalexina 7 dias) OU 600 q 6h cultura se secreção
1 g q 6h por 7 dias). ou 900mg q 8h IV por purulenta
Internado: oxacilina (2g 7 dias) Maior positividade
IV q 4h por 7 dias) em hemocultura
Observações
1. Tanto a erisipela quanto a celulite apresentam sinais flogísticos, podem apresentar febre e leucocitose, mas a erisipela é mais
superficial e bem delimitada.
2. As doses foram calculadas para adulto com peso de 60 a 70 kg, com função renal normal.

Infecções necrotizantes
TIPO AGENTE CAUSAL CAUSAS QUADRO CLÍNICO
USUAL PREDISPONENTES

SUMÁRIO
Celulite clostrídia Clostridium perfringens Trauma local ou cirurgia Gás na pele, fáscia poupada,
pouca repercussão sistêmica
Gangrena gasosa C. perfringens, C. Trauma, injecções de Mionecrose, formação de gás,
|

histolyticum, C. septicum epinefrina, neutropenia toxicidade sistêmica, choque


Celulite anaeróbia Flora mista aeróbia e Diabetes melito Gás nos tecidos
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

não clostrídia anaeróbia


Fasciíte Flora mista anaeróbia, Cirurgia, diabetes, Destruição de gordura e fáscia;
necrotizante do Gram-negativos e doença vascular envolvimento da área perineal
tipo 1 enterococos periférica na síndrome de Fournier
Fasciíte Streptococcus do Feridas penetrantes, Toxicidade sistêmica, dor local
necrotizante do grupo A procedimentos cirúrgicos, intensa, gangrena, choque,
tipo 2 queimaduras, trauma falência de múltiplos òrgãos

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Partes moles

Infecções necrotizantes
Evidência de infecção grave ou não controlada (dor, aumento de hiperemia, febre, taquicardia, agitação, instabilidade
hemodinâmica).

Coleta material: por punção ou 2 swabs + hemocultura + antibioticoterapia

Drenagem ampla através de incisões para exposição da fáscia e/ou músculos

Considerar oxigenoterapia hiperbárica

Infecção Infecção não Reavaliar desbridamento /


controlada controlada antibioticoterapia

Origem comunitária

Clostridium Streptococcus beta-hemolítico, Flora mista Flora mista


(gangrena gasosa S.aureus (idiopático, pós trauma, oral (gangrena intestinal (Fournier)
extremidades) inj. drogas, animais peçonhentos) Ludwig)

Clindamicina 900mg
Clindamicina 900mg q 8h IV + Penicilina cristalina 3 mi q 4h IV q 8h + Gentamicina*
240mg/dia (d.u.)

Reavaliar antibioticoterapia de acordo com cultura/antibiograma

SUMÁRIO
* Ceftriaxona 1 g IV q 12h em caso de insuficiência renal ou alto risco

Origem hospitalar
|

Flora mista (pós-drenagem de abcessos, cirurgias S.aureus, Streptococcus beta-hemolítico (pós


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

pot. contaminadas /contaminadas / infectadas) cirurgias limpas ou pot. contaminadas)

Vancomicina 1g q 12h + (Amicacina 1g q 24h + Metronidazol 0,5g q 8h)*

Reavaliar antibioticoterapia de acordo com cultura/antibiograma

* Imipenem/meropenem em caso de insuficiência renal ou alto risco

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Partes moles

Infecção em pé diabético

Princípios gerais para tratamento do pé dia- mente ao laboratório de microbiologia em


bético infectado meio estéril ou meio de transporte para
aeróbios e anaeróbios.
1. Determinar gravidade da lesão (tabela 1) • Colher hemocultura se sinais de infecção
2. Colher culturas antes de iniciar a antibioti- sistêmica
coterapia para diagnóstico etiológico: 3. Iniciar terapia empírica baseado nos agen-
• Cultura do local: tes etiológicos mais freqüentes (tabelas
•• Limpar e desbridar a lesão (gaze e soro 2 e 3). A terapia empírica deve sempre
fisiológico); cobrir S. aureus e Streptococcus beta-
•• Obter espécime da base da ferida des- -hemolítico. Enterococcus usualmente
bridada, por curetagem (raspando com é apenas colonizante. Considerar o mo-
a lâmina do bisturi ou cureta) ou por bi- mento ideal de cobrir gram-negativos:
ópsia; usualmente em infecções crônicas, com
•• Evitar realizar swab da base da lesão uso de antibiotico prévio. Pseudomonas
desbridada. Se for a única opção disponí- aeruginosa deve ser tratada apenas se
vel, usar um swab com meio de transpor- for o patógeno predominante em cultu-
te para aeróbio e anaeróbio e encaminhar ra de tecido profundo.Cobrir anaeróbios
rapidamente ao laboratório; quando houver isquemia com necrose ou
•• A aspiração por agulha pode ser usada gangrena (o clássico “odor fétido”)
para obter material de coleção purulenta, 4. Adequar antibioticoterapia após isolamento
e deve ser feita através da pele íntegra ao do agente
redor da ferida após antissepsia; 5. Desbridamento é essencial
•• A aspiração sub-periostal por agulha de 6. Atenção para alteração da função renal, muito
áreas com suspeita de osteomielite pode comum neste pacientes
ser usada para obtenção de espécimes; 7. Checar vacinação para tétano

SUMÁRIO
•• Identificar adequadamente o material e 8. O tratamento do pé diabético deve ser
seu local de coleta e encaminhar rapida- sempre multi-profissional |
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

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Partes moles

Tabela 1.
Classificação de pé diabético infectado (segundo Sociedade Americana de Doenças Infecciosas )
CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO CLÍNICA
Leve ≥2 Manifestações inflamatórias (secreção purulenta ou eritema, dor, calor,
aumento de sensibilidade, empastamento); qualquer celulite ou eritema se
estendendo até 2 cm ao redor da úlcera, e infecção limitada à pele ou tecido
subcutâneo superficial; sem complicações locais ou acometimento sistêmico
Moderado Infecção em paciente sistemicamente bem e metabolicamente estável, com ≥
1 dos seguintes: celulite se estendendo ≥ 2 cm; linfangite; extensão à fáscia;
abscesso planos profundos; gangrena; envolvimento de músculos, tendões,
articulações e/ou osso.
Grave Infecção em paciente toxemiado, com instabilidade metabólica (febre, calafrios,
taquicardia, hipotensão, confusão, vômitos, leucocitose,acidose, hiperglicemia,
insuficiência renal)

Tabela 2.
Etiologia de infecção e pé diabético em diferentes apresentações clínicas do pé diabético
QUADRO CLÍNICO PATÓGENO
Celulite sem ferida aberta Streptococcus β-hemolítico (grupos A,B,C,G) e Staphylococcus
aureus
Úlcera infectada, sem ATM Staphylococcus aureus e Streptococcus β-hemolítico
prévio
Úlcera infectada, crônica ou com Staphylococcus aureus e Streptococcus β-hemolítico e
uso prévio de antimicrobiano Enterobactérias
Úlcera macerada, úmida* Pseudomonas aeruginosa, freqüentemente com outros
microorganismos

SUMÁRIO
Feridas não cicatrizadas, Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase-negativo,
crônicas, com uso prévio difteroides, Enterococcus, Enterobactérias, Pseudomonas spp. ,
prolongado de ATM de amplo Bacilos Gram-negativos não-fermentadores e fungos (raro).
|

espectro**
Pé fétido: necrose ou gangrena Cocos gram-positivos aeróbios, incluindo Enterococcus,
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

extensa, fétido* Enterobactérias, Bacilos Gram-negativos não-fermentadores e


anaeróbios.
*Geralmente polimicrobiana
**Geralmente polimicrobiana e com bactérias multi-resistentes (S. aureus OXA-R, Enterococcus Vanco - R, Enterobactérias
produtoras ESBL)

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Partes moles

Tabela 3.
Tratamento empírico inicial para infecções em pé diabético
CLASSIFICAÇÃO ANTIBIOTICOTERAPIA DOSE PARA DURAÇÃO
EMPÍRICA INICIAL FUNÇÃO RENAL
NORMAL
Leve Comunitária Cefalexina ou 1g q6h VO
Amoxicilina-Clavulanato ou 625 mg q8h 1a2
Clindamicina ou 900 mg q8h semanas (até
Sulfametoxazol + Trimetoprim 800/160 mg q12h 4 semanas se
Relacionada a Clindamicina + 900 mg q8h a resolução
Serviços de Saúde ou Ciprofloxacino ou 500 mg q12h for lenta)
uso de antibiótico nos Levofloxacino+ 500 mg 1x/dia
últimos 30 dias Metronidazol 500mg q8h
Moderada Comunitária Amoxicilina-Clavulanato ou 625 mg q8h Inicialmente
Clindamicina + 900 mg q8h EV, podendo
Ciprofloxacino ou 500 mg q12h VO ou ser VO após
400 mg q12h EV melhora
Ceftriaxone + 1 g q12h clínica
Metronidazol ou 500 mg q8h
Ertapenem* 1g 1x/ dia 2a4
Relacionada a Piperacilina/ Tazobactam ou 4,75 g q8h semanas
Serviços de Saúde ou Ertapenem* 1g 1x/ dia
uso de antibiótico nos Associado a:
últimos 30 dias Vancomicina ou 1g q12h
Teicoplanina 400 mg q12h
Grave Comunitária Clindamicina + 900 mg q8h EV
Ciprofloxacino ou 400 mg q12h 2a4

SUMÁRIO
Cefepime + 2g q12h semanas
Metronidazol ou 500 mg q8h
Ertapenem* 1g 1x/ dia
|

Relacionada a Imipenem ou 500 mg q6h


Serviços de Saúde ou Meropenem ou 1g q8h
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

uso de antibiótico nos Piperacilina/ Tazobactam 4,75 g q8h


últimos 30 dias Associado a:
  Vancomicina ou 1g q12h
Teicoplanina 400 mg q12h
* No Hospital das Clínicas, a prescrição do ertapenem é controlada pela CCIH e pode ser utilizado no tratamento de infecções
causadas por enterobactérias produtoras ESBL ou sensíveis apenas a carbapenem.

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Peritonite

PERITONITE revisado: fev/2008

Associada à dialise peritoneal

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO conforme perfil de sensibilidade, por 3


Na suspeita de peritonite associada à diá- semanas.
lise peritoneal: • P. aeruginosa: associar 2 drogas: cipro-
floxacino VO associado à ceftazidima ou
1. Coletar líquido peritoneal e enviar para: cefepime ou tobramicina ou piperacilina,
quimiocitológico, Gram, micológico direto por 3 semanas. Considerar retirada do ca-
e cultura (inocular 10 ml no frasco de he- teter peritoneal.
mocultura aeróbio)
5. Indicações para retirada do cateter:
2. Iniciar antibiótico empírico intra-peritoneal • Peritonite fúngica
(IP): • Nova peritonite pelo mesmo agente ou peri-
• 1ª opção: Vancomicina* + (amicacina ou tonite estéril nas primeiras 4 semanas após
ceftazidima) o fim do tratamento (peritonite recidivante)
• 2ª opção: Cefazolina* + Amicacina • Infecção de trajeto de cateter peritoneal
* a literatura corrobora o uso de cefazolina para cobertura (túnel)
empírica para Gram-positivos. Optamos por vancomicina
como primeira opção devido à comodidade posológica e pela • Ausência de resposta após 5 dias trata-
baixa incidência de peritonite em nosso Serviço. mento (peritonite refratária)
• Patologia intra-abdominal (apendicite, di-
3. Se houver sinais sistêmicos (febre, queda verticulite, etc.)
do estado geral ou hipotensão), iniciar
vancomicina e ceftazidima IV. Nesta si- 6. Doses de antibióticos por via intraperito-
tuação, não é necessário utilizar a via IP neal (administrar na bolsa de diálise com
concomitantemente maior tempo de permanência).

SUMÁRIO
• Amicacina 2 mg/kg/dia
4. Ajustar antibioticoterapia conforme agente • Cefazolina 15 mg/kg/dia
isolado: • Cefepime 1g/dia
|

• S.aureus: vancomicina ou cefazolina, con- • Ceftazidima 1000 – 1500 mg/dia


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

forme perfil de sensibilidade, por 3 semanas. • Tobramicina 0,6 mg/kg/dia


Considerar retirada do cateter peritoneal. • Vancomicina 15-30 mg/kg, máximo de 2 -
• Estafilococo coagulase negativo: vanco- 3 g a cada 5-7 dias a depender da função
micina ou cefazolina conforme perfil de renal residual.
sensibilidade, por 2 semanas.
• Enterococo: ampicilina associada ou não
à gentamicina, por 2 a 3 semanas.
• Enterobactérias: ceftazidima ou cefepime,

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Peritonite

Peritonite bacteriana espontânea (PBE)

DEFINIÇÕES/DIAGNÓSTICO • Bacteriascite: PMNs < 250 cels/mm3 e cul-


tura positiva.
• PBE clássica: PMNs ≥ 250 cels/mm3 e cul-
tura positiva. Para aumentar positividade da cultura de
• PBE com cultura negativa: PMNs ≥ 250 cels/ líquido ascítico (LA): inocular 10 ml do lí-
mm3 e cultura negativa. quido ascítico no frasco de hemocultura.

Tratamento de PBE

Sim PBE complicada1 ? Não

Cefotaxima 2g q 8h IV por 5 Paciente em uso de profilaxia


a 14 dias + Albumina2 com Norfloxacino?

Sim Não

Amoxicilina-Clavulanato VO ou Amoxicilina-Clavulanato VO ou
Ceftriaxone IM/IV por 10-14 dias Ciprofloxacino VO por 10 a 14 dias

1. PBE Complicada: presença de qualquer dos seguintes: encefalopatia grau II a IV, choque, HDA , íleo paralítico ou

SUMÁRIO
alteração da função renal
2. Albumina 1,5g/ Kg no primeiro dia e 1,0g/ Kg no terceiro dia. |

SEGUIMENTO: se não houver melhora clínica em 48h: considerar nova punção de LA


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

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Pneumonia

PNEUMONIA COMUNITÁRIA (PAC) em adultos revisado: fev/2011

Sinais de alerta Não Comorbidades Não


• Confusão mental • Neoplasias
• PAS < 90 mmHg • ICC
• T0> 400C ou < 350C • Insuf. renal GRUPO I Baixo
• Taquicardia > 125 bpm • Hepatopatia, alcoolismo risco ambulatorial
• Taquipnéia > 30 ipm • Sequela neurológica • Amoxicilina ou
• Oximetria < 90% • DPOC • macrolídeos ou
• Doença multilobar Sim • Idade > 65a • doxiciclina 7 dias

Solicitar hemograma, glicemia, eletrólitos, função hepática e renal. HIV consentido


e hemoculturas para pacientes internados

Utilize o escore de gravidade de PAC para determinar o risco e avalie comorbidades

< 70 pontos 71-90 pontos 91-130 pontos > 130 pontos

GRUPO II Ambulatorial GRUPO III Internação GRUPO IV Internação em GRUPO V Terapia


• Macrolídeo ou por 24h-48h Enfermaria Intensiva
• Amoxicilina + • Fluorquinolona • Fluorquinolona • Ceftriaxone +
clavulanato ou respiratória IV ou respiratória IV ou macrolídeo IV ou
• Fluorquinolona • Macrolídeo IV • Ceftriaxone + • Fluorquinolona IV
respiratória (7 dias) macrolídeo IV (7-14 dias)

SUMÁRIO
(7 dias) (7 dias)

COMORBIDADES CONSIDERAR
|

Etilismo, dentes precários, disfagia, Anaeróbios


aspiração Amoxicilina-clavulanato, clindamicina ou metronidazol
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Etilismo, insuficiência hepática, neoplasias,Bacilos gram-negativos


idoso Não prescrever macrolídeo isoladamente
Influenza com superinfecção bacteriana S.pneumoniae, S. aureus, H. influenzae
Beta-lactâmico ou fluorquinolona respiratória
Doença pulmonar estrutural grave Pseudomonas aeruginosa
(bronquiectasia) ou internação prévia ou uso Ciprofloxacino ou cefalosforina anti-pseudomona
recente ATB

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Pneumonia

Escore de gravidade p/ PAC Características e patógenos mais frequentes


ESCORE DE PONTOS nos diferentes grupos conforme classificação da
GRAVIDADE Sociedade Americana do Tórax (ATS):
Idade anos GRUPO CARACTERÍSTICAS PATÓGENOS MAIS
Sexo feminino -10 COMUNS
Lar de idosos + 10 1 Sem necessidade de •• Streptococcus
Neoplasia + 30 internação pneumoniae
Hepatopatia + 20 •• Pneumonia leve ou •• Mycoplasma
ICC + 10 moderada pneumoniae
Doença + 10 •• Idade inferior a •• Chlamydia pneumoniae
cerebrovascular 65 anos •• Haemophilus influenzae
Insuficiência renal + 10 •• Ausência de doença •• Vírus respiratórios
Confusão mental + 20 associada*
Taquipneia: FR + 20 2 Sem necessidade de •• Streptococcus
> 30 internação pneumoniae
PAS < 90 mmhg + 20 •• Pneumonia leve ou •• Haemophilus influenzae
Temperatura axilar + 15 moderada •• Vírus respiratórios
< 35ºC ou > 40ºC •• Idade superior a 65 •• Bacilos gram-negativos
Pulso > 125 bpm + 10 anos e/ou doença de •• Staphylococcus aureus
pH arterial < 7,35 + 30 base com morbidade
Ureia > 40 mg/dl + 20 associada*
Glicose > 250 + 10 3 Necessidade de •• Streptococcus
mg/dl internação (sem pneumoniae
Sódio < 130 + 20 terapia intensiva) •• Haemophilus influenzae
mEq/dl •• Bacilos gram-negativos
Hemoglobina < + 10 •• Legionella spp.
9,0 g/dl •• Chlamydia pneumoniae

SUMÁRIO
Derrame pleural + 10 4 Necessidade de •• Streptococcus
PO2 < 60 mmHg ou + 10 internação em unidade pneumoniae
Sat AA < 90% de terapia intensiva •• Legionella spp.
|

TOTAL •• Bacilos gram-negativos


•• Chlamydia pneumoniae
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

•• Vírus respiratórios
*Insuficiência cardíaca congestiva, diabetes mellitus, doença pulmonar
obstrutiva crônica, insuficiência hepática ou renal e alcoolismo

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Pneumonia

INVESTIGAÇÃO DE PNEUMONIA DE transplantados ou com neoplasias hema-


COMUNIDADE tológicas
•• Micobactéria
MICROBIOLOGIA
Enviar 5 ml em tubo seco estéril e pedido único para BIOLOGIA MOLECULAR
a mibrobiologia Enviar 3 ml em tubo seco estéril e pedido único para
• Pesquisas diretas o setor de biologia molecular
•• Bacterioscopia (só em LBA) • PCR para
•• P. jiroveci •• P. jiroveci
•• Micobactérias •• Legionella spp.
• Culturas •• Mycoplasma pneumoiae
•• Geral (em LBA) •• Chlamydia pneumoniae
•• Legionella spp. •• Mycobacterium turbeculosis
•• Fungos filamentosos: para pacientes •• Influenza A

PNEUMONIA COMUNITÁRIA em pediatria revisado: 2003

DIAGNÓSTICO CLÍNICO E ETIOLÓGICO IDADE ETIOLOGIA


Se os sinais clínicos de ausculta estão RN a 21 Estreptococo do grupo B
presentes, não é necessária a realização de dias Bactérias gram-negativas entéricas
raio-X para o diagnóstico. Citomegalovírus
• Pneumonia bacteriana se associa a febre, Listeria monocytogenes
dispneia e taquipneia; em crianças me- 21 dias a Chlamydia trachomatis
nores de 3 anos, pneumonia bacteriana 3 meses Vírus sincicial respiratório
deve ser considerada em crianças com T Parainfluenza tipo 3
> 38,5oC, FR > 50 e tiragem. Streptococcus pneumoniae
• Colher hemocultura de toda criança com S. aureus

SUMÁRIO
pneumonia que necessite de internação. 4 meses Vírus sincicial respiratório,
• Aspirados de nasofaringe para pesquisa a 4 anos parainfluenza, influenza vírus,
viral devem ser realizados em todas as adenovirus, rinovírus
|

crianças menores de 18 meses. S. pneumoniae


H. influenzae
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

• Colher líquido pleural para diagnóstico


sempre que possível. Mycoplasma pneumoniae
Mycobacterium tuberculosis
5 anos a Mycoplasma pneumoniae
15 anos Chlamydia pneumoniae
S. pneumoniae
Mycobacterium tuberculosis

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Pneumonia

INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO EM UTI


• Hipoxemia: SatO2 < 92%. • SatO2 < 92% com FiO2 > 60%.
• Família sem condições de cuidar apro- • Sinais de choque.
priadamente da criança em casa. • Desconforto respiratório progressivo com
• Em lactentes, FR > 70 ipm, dispneia, apneia, sinais de falência respiratória, com ou
gemência ou dificuldade de alimentação. sem hipercarbia.
• Em crianças maiores, FR > 50 ipm, disp- • Apneia ou respiração irregular.
neia, gemência ou sinais de desidratação.

Tratamento
FAIXA TRATAMENTO INTERNAÇÃO (CRIANÇA SEM INTERNAÇÃO (CRIANÇA COM
ETÁRIA AMBULATORIAL IMAGEM LOBAR NEM DERRAME SEPSE, E/OU COM INFILTRADO ALVEO-
PLEURAL) LAR, E/OU COM DERRAME PLEURAL
RN a 21 Internar Ampicilina (ou penicilina Ampicilina (ou penicilina
dias cristalina) e gentamicina, com cristalina) e gentamicina,
ou sem cefalosporina de 3.a com ou sem cefalosporina de
geração (IV) 3a geração (IV)
3 sem a Afebril: eritromicina VO 50 •• Afebril: eritromicina 50mg/ Cefalosporina de 3a geração
3 meses mg/kg/dia q 6h por 14 dias kg/d IV q 6h
Claritromicina VO 15 mg/ •• Pac. febril: associar à
kg/dia q 12h por 14 dias ou eritromicina uma cefalosporina
azitromicina VO 20mg/kg/ de 3a geração
dia por 3 dias

4 meses Amoxicilina 50-100 mg/kg/ •• Suspeita de pneumonia viral: Cefalosporina de 2a


a 5 anos dia dividido em intervalos não dar ATB, apenas suporte (cefuroxima 150 mg/kg/d
de q 8h (O2, hidratação, fisioterapia IV q 8h) ou 3a geração, ou

SUMÁRIO
respiratória) penicilina cristalina ou
•• Suspeita de etiologia ampicilina
bacteriana: penicilina cristalina
|

100.000 UI/kg/d IV q 4h ou
ampicilina 200 mg/kg/d IV q 6h
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

5 anos a Eritromicina 30-40mg/kg/d Claritromicina 15 mg/kg/d IV Cefalosporina de 2a


adultos VO q 6h ou azitromicina q 12h. Se forte suspeita de (cefuroxima 150 mg/kg/d
jovens 10mg/kg/d no 1o dia e 5mg/ infecção por bactéria gram- IV q 8h) ou 3a geração, ou
kg/d por mais 4 dias em positiva, associar penicilina penicilina cristalina ou
1 tomada VO diária ou cristalina ou ampicilina ampicilina. Se não evoluir
claritromicina 15mg/kg/d bem, associar macrolídeo
VO q 12h

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Pneumonia

PNEUMONIA relacionada à assistência à saúde (inclui PAV) revisado: jul/2004

Suspeita
Infiltrado radiológico em RX ou CT somado a pelo menos 2 sinais clínicos:
• febre;
• secreção traqueal purulenta;
• leucocitose.
Obs.: em pacientes com SARA, 1 sinal clínico é suficiente

• Colher: hemocultura (2 pontos, 1 par por ponto) e secreção traqueal quantitativa


• Iniciar antibiotiocoterapia empírica

Reavaliação 48-72h: Melhora clínica?

Não Sim

Cultura negativa Cultura positiva Cultura negativa Cultura positiva

Solicitar LBA; Adequar Considerar a Descalonar


considerar outros antimicrobianos, suspensão de antimicrobianos e
patógenos, considerar outros antimicrobianos tratar por 8 dias
complicações, patógenos, outras (P. aeruginosa por

SUMÁRIO
outras infecções, infecções, outro 15 dias)
outro diagnóstico diagnóstico |
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Pontos de corte das culturas quantitativas:


• Lavado bronco-alveolar: 104 UFC/mL
• Secreção traqueal:105-106 UFC/mL

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Pneumonia

Coleta de secreção traqueal em pacientes traqueostomizados ou intubados

MATERIAL ril de calibre adequado, já conectada ao


• EPI – Óculos e máscara (avental em caso “bronquinho”, através do tubo endotra-
de precaução de contato) queal até encontrar resistência.
• Sonda de aspiração endotraqueal • Recolher 1-2 cm do cateter, aplicar suc-
• Coletor de mucosidade estéril e seco ção para obter amostra.
(“bronquinho”) • Não instilar soluções, pois alterará a con-
• Aspirador tagem de microrganismos.
• Luva estéril • Encaminhar rapidamente ao laboratório.
• Bandeja Caso não seja possível, manter refrigerado
• Etiqueta de identificação do paciente a 2-8°C por, no máximo, 12h.
• Volume mínimo para cultura aeróbia é de
TÉCNICA 1ml.Para pesquisa e cultura para fungos
• Higienizar as mãos. e micobactérias, o volume mínimo é de
• Calçar luva estéril. 5-10 ml.
• Introduzir uma sonda de aspiração esté- • Higienizar as mãos.

Antibiotiocoterapia para pneumonia relacionada à assistência à saúde (inclui PAV)

MOMENTO DO SEM USO PRÉVIO DE ATM COM USO PRÉVIO DE ATM*


DIAGNÓSTICO CLÍNICO- ESTÁVEL PIORA HEMODINÂMICA ESTÁVEL PIORA HEMODINÂMICA
RADIOLÓGICO E/OU RESPIRATÓRIA E/OU RESPIRATÓRIA
Precoce (< 5 dias Ceftriaxone ou Ceftazidima* Cefepima* ou Ceftazidima* ou
de ventilação levofloxacino ou ou cefepima* piperacilina- cefepima* ou

SUMÁRIO
mecânica) moxifloxacino ou piperacilina- tazobactam * carbapenem *
tazobactam * + MRSA
+ MRSA
|

Tardio (> 5 dias Ceftazidima ou Ceftazidima* ou Ceftazidima* ou Ceftazidima* ou


de ventilação cefepima ou cefepima* ou cefepima* ou cefepima* ou
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

mecânica) piperacilina- carbapenem* carbapenem * carbapenem *


tazobactam + MRSA + MRSA? + MRSA
*Discutir a cada caso associação com amicacina.
MRSA: cobertura para S. aureus resistente a oxacilina (vancomicina ou teicoplanina ou linezolida). VER BACTERIAS
MULTIRRESISTENTES
Obs.: se houver suspeita de aspiração, considerar associação com clindamicina ou metronidazol caso o esquema prescrito não
contemple anaeróbios.

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Pneumopatia

PNEUMOPATIA POR ASPIRAÇÃO em adultos revisado: jul/2004

SITUAÇÃO CONDIÇÃO ANTIMICROBIANO DURAÇÃO DO


CLÍNICA TRATAMENTO
Pneumonite Hígido sem fatores de risco Clindamicina OU 7-14 dias conforme
aspirativa “BCP” para colonização gástrica* Ampicilina OU gravidade e evolução
+ aspiração do (p. ex: crise convulsiva, Penicilina
conteúdo gástrico intoxicação exógena aguda,
testemunhada, pós-anestesia eletiva)
com febre, Fatores de risco para Quinolona respiratória
leucocitose e colonização gástrica por OU Cefalosporina 3ª
imagem-início nas Gram-negativos geração+macrolídeo
primeiras 24h da •• Institucionalizados e Considerar associar
aspiração hospitalizados clindamicina ou
•• Disfagia neurológica, metronidazol
obstrução intestinal, sonda
gástrica ou enteral e
bloqueadores H2
Pneumonia Tratamento ambulatorial Quinolona respiratória 7-14 dias conforme
adquirida na OU Amoxicilina- gravidade e evolução
comunidade clavulanato
com risco para Tratamento internado Quinolona respiratória
aspiração: OU Cefalosporina 3ª
rebaixamento do geração + macrolídeo
nível de consciência, Considerar associar
disfagia ou clindamicina ou
obstrução digestiva metronidazol

SUMÁRIO
Abscesso ou Tratamento ambulatorial Amoxicilina-clavulanato Prolongada (>3 sem)
pneumonia OU Clindamicina conforme gravidade e
necrotizante Tratamento internado Quinolona respiratória evolução
|

OU Cefalosporina 3ª
geração
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

Adicionar clindaminica
ou metronidazol

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Queimados

QUEIMADOS: profilaxia e tratamento de infecções revisado: abr/2004

S. pyogenes • Umedecer o swab com SF e passar em


1 cm2 da ferida, aplicando pressão leve.
CULTURA DE VIGILÂNCIA • Encaminhar para o laboratório.
• Colher swab de nasofaringe na admissão,
apenas para pacientes menores de 5 anos TRATAMENTO EMPÍRICO DE
e instituir profilaxia ou tratamento se a cul- INFECÇÕES
tura for positiva:
CRITÉRIOS PARA TERAPÊUTICA EMPÍRICA SIS-
• Pacientes com cultura de vigilância positi- TÊMICA
va para S. pyogenes: Iniciar antimicrobiano sistêmico quando
•• Iniciar penicilina G cristalina 200 a 300 houver pelo menos dois dos critérios abaixo.
mil U/kg divididas q 4h por 4 dias. • Leucopenia (< 2.500/mm3) ou leucocitose
•• Manter o paciente em isolamento de acentuada.
contato durante esse período. • Aprofundamento do grau da queimadura
•• Adiar a enxertia até término do curso (exceto em queimadura elétrica)
de penicilina. • Febre (> 38,5ºC) ou hipotermia (< 36ºC).
• Instabilidade hemodinâmica após corre-
• Pacientes com infecção por S. pyogenes: ção hidroeletrolítica.
•• Iniciar penicilina G cristalina 200-300 • Celulite.
mil U/kg divididas a q 4h por 10 a 14 dias. • Confusão mental (sem outra causa) ou
•• Manter o paciente em isolamento de hiperglicemia (> 150 mg/dl sem diabetes
contato durante esse período. prévia).
•• Adiar a enxertia até término do curso • Aumento de PCR ou procalcitonina.
de penicilina.
ESQUEMA TERAPÊUTICO EMPÍRICO PARA

SUMÁRIO
CULTURAS DE VIGILÂNCIA INFECÇÕES
• Colher swab da queimadura semanal- 1 . Até 72h de internação e sem uso prévio
mente em pacientes que estão em pro- de antimicrobiano:
|

gramação de enxertia para guiar antibio- Oxacilina + ciprofloxacino


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

ticoprofilaxia. 2. Reavaliação em 72 h ou piora clínica


• Colher 1 swab para cada área a ser en- importante ou uso prévio de antimicro-
xertada. bianos:
Vancomicina + piperacilina-tazobactam
TÉCNICA DE COLETA 3. Reavaliação em 48h ou piora clínica im-
• Remover antimicrobianos / substâncias portante:
tópicas. Vancomicina + imipenem
• Rinsagem com SF.

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Sífilis

INDICAÇÕES DE ANTIMICROBIANO PROFILÁTICO pre que o paciente for um grande quei-


SISTÊMICO mado (extensão de superfície corpórea
• Utilizar antibioticoprofilaxia pré-operatória atingida > 15%). Iniciar precocemente.
em pacientes que são submetidos a en- • Se as áreas queimadas estiverem expos-
xertia ou desbridamento amplo, com base tas aplicar 2 vezes ao dia, com remoção
na cultura de vigilância semanal. Iniciar da camada prévia do antimicrobiano tópi-
na indução anestésica, repetir a dose co e usar arco de proteção. Se o curativo
quando a operação estiver prolongada de for oclusivo, a troca deve ser feita obriga-
acordo com a meia-vida da droga. toriamente pelo menos uma vez por dia,
• Não há indicação de antimicrobiano profi- na troca do curativo oclusivo.
lático indiscriminado. • Usar até que a área queimada tenha di-
minuído para valores menores do que o
INDICAÇÕES DE USO DE ANTIMICROBIANO inicialmente descrito, seja por restauração
TÓPICO das queimaduras de segundo grau, seja
• Utilizar Dermacerium® (nitrato de cério a por enxertia das queimaduras mais pro-
0,4% e sulfadiazina de prata a 1%) sem- fundas.

SÍFILIS revisado: jun/2011


FASE DE TRATAMENTO ALÉRGICOS ALTERNATIVO SEGUIMENTO
INFECÇÃO DE PRIMEIRA A PENICILINA VDRL A PARTIR
LINHA DO FINAL DO
TRATAMENTO
Sífilis Primária Penicilina Doxiciclina 100 Estearato de 3, 6 e 12 meses
Benzatina 2,4 MU mg VO 12/12 por eritromicina
IM dose única 15 dias
Sífilis Secundária Penicilina Doxiciclina 100 mg Estearato de 3, 6, 12

SUMÁRIO
e Latente Precoce Benzatina 2,4 MU VO 12/12 ertiromicina e 24 meses
IM, com intervalo por 28 dias 500 mg VO 6/6
de 1 semana entre por 15 dias
|

cada dose, total


2 doses Ceftriaxone 250mg
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

por 5 dias
Sífilis Terciária Penicilina Doxiciclina 100 Ceftriaxone 1 g 3, 6, 12, 24, 36, 48
e Latente Benzatina 2,4 MU mg VO 12/12 por IM/EV por 14 dias e 72 meses
Tardia (exceto IM, com intervalo 28 dias
neurossífilis) de 1 semana entre
cada dose, total
3 doses

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Tuberculose

FASE DE TRATAMENTO ALÉRGICOS ALTERNATIVO SEGUIMENTO


INFECÇÃO DE PRIMEIRA A PENICILINA VDRL A PARTIR
LINHA DO FINAL DO
TRATAMENTO
Neurossífilis Penicilina Doxiciclina 100 Ceftriaxone 2 g IV LCR controle
e ocular Cristalina 3-4 MU mg VO 12/12 por por 10 a 14 dias 6 meses após
IV 4/4 horas por 28 dias
14 dias

Indicações de coleta de LCR:

Persistência ou recorrência do sintomas, independente da fase clínica;


Manutenção ou aumento dos títulos de VDRL no 6o mês de seguimento;
VDRL > 1:8 na última dosagem do seguimento de cada fase clínica;
Paciente com infecção pelo HIV se CD4< 350 e/ou VDRL > 1:32;
Paciente sem infecção pelo HIV se sinais de comprometimento neurológico (ex: alteração auditiva, alteração do nível de
consciência,alteração de par craniano, meningite aguda ou crônica), evidências de sífilis terciária ativa (goma ou aortite),
e/ou falha de resposta sorológica ao tratamento

TUBERCULOSE revisado: nov/2009

ESQUEMA BÁSICO PARA ADULTOS Recomenda-se a solicitação de cul-


E ADOLESCENTES (2RHZE/4RH) tura, identificação e teste de sensibili-
R (Rifampicina). H (Isoniazida), Z (Pirazinamida), E dade (TS) para todos os casos de retra-
(Etambutol) tamento ou com baciloscopia positiva

SUMÁRIO
ao final do segundo mês de tratamento.
INDICAÇÕES De acordo com o resultado do TS será
• Casos novos* de todas as formas de tuber- identificada a possível resistência aos fárma-
|

culose pulmonar e extrapulmonar (exceto cos e a mudança do esquema será avaliada


TRATAMENTO DE INFECÇÕES

meningoencefalite) infectados ou não pelo na unidade de referência. Até o retorno e


HIV; avaliação do TS deverá ser mantido o esque-
* caso novo - paciente que nunca usou ou usou por ma inicial.
menos de 30 dias medicamentos antituberculose.
• Retratamento: recidiva (independentemente
do tempo decorrido do primeiro episódio) ou
retorno após abandono com doença ativa.

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Tuberculose

Esquema básico para adultos e adolescentes (2RHZE/4RH)


REGIME FÁRMACO FAIXA DE PESO UNIDADES/ DOSE MESES
(KG)
Fase intensiva RHZE 150/75/400 20 a 35 kg 2 comprimidos 2
2RHZE /275 comprimido 36 a 50 kg 3 comprimidos
em dose fixa > 50 kg 4 comprimidos
combinada
Fase de RH 300/200 ou 20 a 35 kg 1 cápsula 300/200 4
manutenção 150/100/cápsula 36 a 50 kg 1 cápsula 300/200 + 1 cápsula
4RH 150/ 100
> 50 kg 2 cápsulas 300/200

Esquema para meningoencefalite em adultos e adolescentes (2RHZE/7RH)


Na meningoencefalite tuberculosa deve ser associado corticosteroide ao esquema anti-TB: prednisona oral (1-2 mg/kg/dia) por
quatro sem ou dexametasona intravenosa nos casos graves (0,3 a 0,4 mg/kg/dia), por 4-8 sem, com redução gradual da dose
nas quatro sem subsequentes

REGIME FÁRMACO FAIXA DE PESO UNIDADES/ DOSE MESES


(KG)
Fase intensiva RHZE 150/75/400 20 a 35 kg 2 comprimidos 2
2RHZE /275 comprimido 36 a 50 kg 3 comprimidos
em dose fixa > 50 kg 4 comprimidos
combinada
Fase de RH 300/200 ou 20 a 35 kg 1 cápsula 300/200 7
manutenção 150/100/cápsula 36 a 50 kg 1 cápsula 300/200 + 1 cápsula
7RH 150/ 100
> 50 kg 2 cápsulas 300/200

SUMÁRIO

ESQUEMA PARA
|

sibilidade do uso do esquema básico por


MULTIRRESISTÊNCIA (2S5ELZT /
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

intolerância a dois ou mais fármacos.


4S3ELZT / 12ELT) S (Estreptomicina) – E (Etambutol) – *Falência: persistência de baciloscopia positiva ao
L (Levofloxacina) – Z (Pirazinamida) – T (Terizidona) final do tratamento; ou fortemente positivos (++ ou
+++) no início do tratamento, mantendo essa situ-
INDICAÇÃO: ação até o quarto mês de tratamento; ou positividade
• resistência à RH, resistência à RH e inicial seguida de negativação e nova positividade a
outro(s) fármaco(s) de primeira linha, fa- partir do quarto mês de tratamento.
lência* ao esquema básico ou na impos-

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Tuberculose

Esquema para multirresistência (2S5ELZT / 4S3ELZT / 12ELT) (continua)


REGIME FÁRMACO FAIXA DE PESO DOSE MESES
(KG)
Fase Estreptomicina* Até 20 kg 15 a 20 mg/kg/dia 2
intensiva 1ª frasco 1g 21 a 35 500 mg/dia
etapa 36 a 50 750 a 1.000 mg/dia
2S5ELZT > 50 1.000 mg/dia
Etambutol Até 20 kg 20 a 25 mg/kg/dia
comprimido 400mg 21 a 35 400 a 800 mg/dia
36 a 50 800 a 1.200 mg/dia
> 50 1.200 mg/dia
Levofloxacina Até 20 kg 7,5 a 10mg/kg/dia
comprimido 250 ou 21 a 35 250 a 500mg/dia
500mg ou frasco de 36 a 50 500 a 750mg/dia
500mg > 50 750 mg/dia
Pirazinamida Até 20 kg 35 mg/kg/dia
comprimido 500mg 21 a 35 1.000 mg/dia
36 a 50 1.500 mg/dia
> 50 1.500 mg/dia
Terizidona cápsula Até 20 kg 15 a 20 mg/kg/dia
250mg 21 a 35 500 mg /dia
36 a 50 750 mg/dia
> 50 750 a 1.000 mg/dia
Fase Estreptomicina* Até 20 kg 15 a 20 mg/kg/dia 4
intensiva 2ª frasco 1g 21 a 35 500 mg/dia
etapa 36 a 50 750 a 1000 mg/dia
4S3ELZT > 50 1.000 mg/dia

SUMÁRIO
Etambutol Até 20 kg 20 a 25 mg/kg/dia
comprimido 400mg 21 a 35 400 a 800 mg/dia
36 a 50 800 a 1.200 mg/dia
|

> 50 1.200 mg/dia


Levofloxacina Até 20 kg 7,5 a 10 mg/kg/dia
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

comprimido 250 ou 21 a 35 250 a 500 mg/dia


500mg ou frasco de 36 a 50 500 a 750 mg/dia
500mg > 50 750 mg/dia
Pirazinamida Até 20 kg 35 mg/kg/dia
comprimido 500mg 21 a 35 1.000 mg/dia
*Em maiores de 60 anos, a estreptomicina deve ser administrada na dose máxima de 500 mg/dia.

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Urologia

Esquema para multirresistência (2S5ELZT / 4S3ELZT / 12ELT) (continuação)


REGIME FÁRMACO FAIXA DE PESO DOSE MESES
(KG)
36 a 50 1.500 mg/dia
> 50 1.500 mg/dia
Terizidona cápsula Até 20 kg 15 a 20 mg/kg/dia
250mg 21 a 35 500 mg /dia
36 a 50 750mg/dia
> 50 750 a 1.000 mg/dia
Fase de Etambutol Até 20 kg 20 a 25 mg/kg/dia 12
manutenção comprimido 400mg 21 a 35 400 a 800 mg/dia
12ELT 36 a 50 800 a 1.200 mg/dia
> 50 1.200 mg/dia
Levofloxacina Até 20 kg 7,5 a 10 mg/kg/dia
comprimido 250 ou 21 a 35 250 a 500 mg/dia
500mg ou frasco 36 a 50 500 a 750 mg/dia
de 500mg > 50 750 mg/dia
Terizidona cápsula Até 20 kg 15 a 20 mg/kg/dia
250mg 21 a 35 500 mg /dia
36 a 50 750 mg/dia
> 50 750 a 1.000 mg/dia

UROLOGIA

Candidúria revisado: ago/2008

SUMÁRIO
CANDIDÚRIA ASSINTOMÁTICA ausência de sintomas clínicos, ausência de piúria e presença de urocultura
(+) com > 10.000 UFC/ml
|

Pacientes de alto risco: Trocar a sonda e repetir urocultura Pacientes não pertencentes
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

1. Pré-operatório de após 48h da troca da sonda ao grupo de risco


cirurgia urológica
2. Neutropênicos
3. Transplantados Cultura (+) > 10.000 UFC/ml Tratamento não indicado
4. Gestantes
5. Pré-operatório de
colocação de prótese Indicado tratamento

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Urologia

CANDIDÚRIA ASSINTOMÁTICA ausência de sintomas clínicos porém com piúria

Pacientes de alto risco: Pacientes não pertencentes ao grupo de risco


1. Transplantados
2. Pré-operatório de cirurgia urológica
3. Neutropênicos Baixa contagem de Alta contagem de
4. Gestantes leucócitos na urina leucócitos na urina
5. Pré-operatório de colocação de prótese

Baixa probabilidade Discutir caso


Trocar sonda e indicar tratamento a caso a
necessidade de
tratamento

CANDIDÚRIA SINTOMÁTICA caracterizada pela presença de sintomas clínicos e piúria

Trocar a sonda ou retirar o mais breve possível

Indicar tratamento

SUMÁRIO
|

PROPOSTAS DE TRATAMENTO
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

1. Fluconazol 200 mg no 1.º dia e 100 mg nos 5 dias subsequentes


2. Anfotericina B 0,3mg/kg IV dose única
3. Anfotericina B irrigação vesical:
•• Anfo B – 50mg diluído em 1 litro de água destilada estéril: 42
ml/h em sonda de tripla via por 1 a 2 dias

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Urologia

Infecção do trato urinário (ITU)

BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA Reavaliar com resultado da cultura e anti-


Caracterizada pela presença de bactérias na biograma e adequar esquema de tratamento
urocultura (> 100.000 UFC/ml) e ausência se necessário.
de sinais e sintomas clínicos de infecção.
MULHER NÃO GRÁVIDA
Indicação de tratamento: apenas naqueles A infecção de trato urinário não complicada
pacientes com alto risco de desenvolvimento em mulheres não grávidas não requer a rea-
de bacteremia: lização de exames laboratoriais.
• transplantados; Iniciar antibioticoterapia empírica VO:
• neutropênicos; • sulfametoxazol – trimetropim (800mg /
• gestantes; 160mg) q 12h ou
• pré-operatório de cirurgias urológicas; • norfloxacina 400 mg q 12h ou
• pré-operatório de colocação de próteses. • ácido nalidíxico 500 mg q 6h ou
• nitrofurantoina 100 mg q 6h
Tratamento: de acordo com o antibiograma
por 5 dias. Tratar por 3 dias Melhora clínica

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO BAIXO


(CISTITE) Ausência de melhora clínica realizar urina 1
e urocultura
MULHER GRÁVIDA, PUÉRPERA OU NUTRIZ
• Realizar urina I e urocultura.
• Tratamento: levar em conta os potenciais (+) Agente (+) Agente (-) Repetir
efeitos colaterais fetais na escolha do an- resistente à sensível à cultura
timicrobiano. droga utilizada droga utilizada em 48h

SUMÁRIO
• Duração: 7 dias
• Exames de controle: urina I e urocultura
após 2 a 4 sem. Novo tratamento Reavaliar (-)
|

por 3 dias de o caso


Colher Urina I e Iniciar acordo com
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

urocultura antibioticoterapia antibiograma Clamydia trachomatis


empírica: Ureaplasma urealitycum
• cefalosporina Gardnerella vaginalis
de 1a geração Mycoplasma hominis
(cefadroxil ou
cefalexina); Doxiciclina 100 mg VO q 12h por 7 dias ou
• amoxicilina. Azitromicina 1 g VO dose única

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Urologia

HOMEM Infecção em pacientes com cateter urinário


As ITU nos pacientes do sexo masculino es-
tão frequentemente associadas à hiperplasia
prostática. Ausência de Suspeita clínica de ITU
• Realizar sintomas clínicos
•• urina I de infecção
•• urocultura Alteração da urina I e
•• exame clínico da próstata urocultura (+)
• Tratamento de acordo com antibiograma Urocultura • reavaliar a
por 7 dias necessidade da sonda
• retirar a sonda assim
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO ALTO Tratamento não que possível
(PIELONEFRITE AGUDA) indicado
• Na presença de sintomas clínicos suges- Exceção: pacientes
tivos de Infecção do trato urinário alto, de alto risco Piúria franca
solicitar: urina I/urocultura/hemocultura 1. Transplantados
• Iniciar antibioticoterapia VO, IV ou IM de 2. Neutropênicos
acordo com estado geral do paciente, e 3. Gestantes Trocar o cateter vesical
reavaliar em 72 h para passar para tera- 4. Pré-operatório de
pêutica oral cirurgias urológicas
• Investigar alterações do trato urinário: 5. Pré-operatório Iniciar antibioticotera-
obstrução/cálculos de colocação de pia de acordo com
• Tratar por 2 semanas prótese antibiograma

Opções para tratamento: TRATAMENTO DE INFECÇÃO DO TRATO


• Aminoglicosídeos (IV ou IM) (genta 5 mg/ URINÁRIO RECORRENTE
kg ou amica 15 mg/kg por dia) • Mais de três ITU/ano relacionadas com

SUMÁRIO
• Ciprofloxacina 400 mg IV ou 500 mg VO coito: realizar profilaxia pós-coito
q 12h Opções de tratamento:
• Ceftriaxone 1 g IVq 12h* •• SMX-TMP (800mg/160mg): 1cp VO d.u.
|

* Para gestantes, pacientes com ou sob maior risco de •• Cefalosporina de 1a geração: 0,5g VO d.u.
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

insuficiência renal ou idade > 65 anos, usar somente • Mais de três ITU/ano não relacionadas
cefalosporina. com coito: realizar profilaxia contínua com
d.u. diária por período de 6 meses a 1 ano
INFECÇÃO EM PACIENTES COM Opções de tratamento:
CATETER URINÁRIO •• SMX-TMP (400 mg/80 mg)
O principal fator de risco para infecção do •• Nitrofurantoina (100 mg)
trato urinário hospitalar é a presença da son- •• Norfloxacina (200 mg)
da vesical.

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Urologia

Urologia
INFECÇÃO GERMES MAIS TRATAMENTO TRATAMENTO ALTERNATIVO
FREQUENTES PROPOSTO
Epididimite > 35 anos: E. coli, > 35 anos: ciprofloxacina > 35 anos: ceftriaxona 1 g IV
Pseudomonas, 500mg ou ofloxacina ou IM q 12h ou cotrimoxazol
Haemophilus, eventual- 200mg VO q 12h por (800 mg/160 mg) q 12h VO por
mente gram-positivos 10 dias 10 dias
< 35 anos: considerar < 35 anos: ceftriaxona < 35 anos: ofloxacina 200 mg VO
germes de DST como 500mg IM dose única + q 12h por 10 dias
C. trachomatis, N. doxiciclina 100mg q 12h
gonorrhoeae por 10 dias
Orquite E. coli, Klebsiella, Ciprofloxacina 500mg ou Cefalosporina de 3.ª geração
bacteriana Pseudomonas, ofloxacina 200mg VO q (ceftriaxone 1g IV ou IM q 12h)
Staphylococcus, 12h por 10 dias por 10 dias
Streptococcus
Prostatite Enterobactérias, Não complicada: cefalosporina
Não complicada:
bacteriana Staphylococcus, de 3.ª geração (ceftriaxone 1g
ciprofloxacina 500 mg q
aguda Haemophilus IV ou IM q 12h) ou cotrimoxazol
12h ou ofloxacina 200 mg
(800mg/160mg) q 12h VO por
q 12h VO por 4 sem
Complicada: iniciar
4 sem
Complicada: inicialmente
ciprofloxacina 200 mg
cefalosporina de 3.ª geração
ou ofloxacina 200 mg
(ceftriaxone 1g IV ou IM q 12h)
IV q 12h, trocando para
+ aminoglicosídeo (gentamicina
VO quando melhora do
80 mg IV q 8h) completando com
quadro. Total: 4 sem
quinolona VO (ciprofloxacina 500
mg ou ofloxacina 200 mg q 12h)

SUMÁRIO
Total: 4 sem
Prostatite Enterobactérias, S. Ciprofloxacina 500 mg ou Cotrimoxazol (800 mg/160 mg)
bacteriana saprophyticus, E. faecalis ofloxacina 200 mg VO q VO q 12h por 6 sem
|

crônica** 12h por 6 sem


Prostatite Idem ao anterior Ofloxacina 200 mg VO q Se não houver resposta,
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

crônica/ + considerar C. 12h, por 6 sem considerar ceftriaxona 125 mg IM


Síndrome da trachomatis, ureaplasma dose única + doxiciclina 100 mg
algia pélvica VO q 12h por 7 dias
crônica
** Profilaxia nas recorrências: baixas doses de nitrofurantoína (100 mg 1x/d), cotrimoxazol (400 mg/80 mg 1x/d) ou quinolonas
(ciprofloxacina 250 mg 1x/d ou ofloxacina 200 mg 1x/d). Ressecção prostática pode ser necessária para resolver a infecção.

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Varicela - Zoster

VARICELA - ZOSTER revisado: set/2014

Varicela

INDICAÇÕES DE TRATAMENTO: DROGA


• > 12 anos Aciclovir
• pacientes em uso crônico de corticóide VO: 20mg/kg (máximo 800mg) q6h por 5 dias
(oral ou inalatório) EV: 10 mg/kg q8h
• imunossuprimidos
• gestantes
• neonatos
• pacientes em uso de salicilato

Zoster

INDICAÇÕES DE TRATAMENTO: INDICAÇÕES DE TRATAMENTO ENDOVENOSO


• imunossuprimidos
TRATAMENTO VIA ORAL SEMPRE INDICADO • acometimento de pares cranianos
Aciclovir (800mg 5x/dia- q4h, pular dose da • acometimento de mais de um segmento
noite) ou valaciclovir (1g VO q8h) por 7 dias • acometimento oftálmico

Não está indicado tratamento antiviral tópico;


TRATAMENTO ENDOVENOSO O uso de corticóide não é benéfico para prevenir neuralgia
Aciclovir10 mg/kg q8h por 7 dias: pós-herpética;
Para dor aguda: triptanol ou gabapentina com ou sem
corticóide;

SUMÁRIO
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

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Vírus Sincicial respiratório

VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO revisado: jul/2004

O VSR é transmitido por secreções res- contato que deve ser mantida até a alta,
piratórias de infectados, por contato em quarto privativo ou, no RN, na incuba-
íntimo ou objetos e superfícies, onde o dora. Intensificar a higienização das mãos
vírus sobrevive até 24 h. O diagnóstico antes e após cuidados e após contato com
preferencial é feito por detecção de antí- artigos e superfícies contaminadas.
genos virais em secreção de nasofaringe
e traqueia. Em geral o tratamento é sin- CRIANÇAS
tomático. A ribavirina aerossol é utilizada Considerar tratamento com ribavirina ape-
em formas graves da doença ou em imu- nas para crianças com doença cardíaca
nossuprimidos. congênita, pneumopatias, doença ou terapia
imunossupresiva e com infecção grave pelo
• Recomendação: instituir precaução de VSR (necessidade de ventilação mecânica).

TRANSPLANTADOS DE MEDULA ÓSSEA

Paciente com sintomas respiratórios (principalmente outono-inverno)

Colher PCR para VSR no LNF e/ou LBA*

Positivo

SUMÁRIO
• Ribavirina inalatória 6g/dia (20mg/ml por 18h/dia) 3 a 7 dias
(tratamento opcional)
• Precauções de contato
|
TRATAMENTO DE INFECÇÕES

RN: recém-nascido * Enviar 3 ml lavado nasofaríngeo e/ou broncoalveolar ao LIM-


SatO2: saturação de O2 52 (Virologia-IMT) em recipiente com gelo em até 3h
PCR: reação de polimerase em cadeia
LNF: lavado nasofaríngeo
LBA: lavado bronco-alveolar

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Hospital das Clínicas FMUSP
TRATAMENTO DE INFECÇÕES | SUMÁRIO

100
PROFILAXIA CIRÚRGICA
Antibioticoprofilaxia em cirurgia

ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA revisado: mar/2013

PRINCÍPIOS GERAIS • Evitar drogas úteis no tratamento de in-


fecções graves
INDICAÇÃO APROPRIADA • Atenção para a repetição das doses em
• Determinar microbiota provável cirurgias prolongadas
• Administrar dose efetiva na INDUÇÃO • Em pacientes com alergia grave a cefa-
ANESTÉSICA, inclusive em partos losporinas: subsitituir cefazolina/cefuro-
• Vancomicina e Ciprofloxacina: iniciar in- xima por clindamicina 900 mg ou van-
fusão 1 a 2 horas antes da incisão comicina 1g; substituir ceftriaxone por
• Administrar por via endovenosa (exceto ciprofloxacino 400 mg IV
alguns procedimentos urológicos) • Pacientes com internação prolongada,
• Usar antibióticos por curto período (em com uso de antimicrobianos recente ou
geral dose única, não ultrapassar 48 h) atual, o esquema deve ser individualiza-
• Mudar o antibiótico em caso de suspeita do e discutido com CCIH
de infecção

BARIÁTRICA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Cirurgia Bariátrica Cefazolina 3g IV 1g 4/4h 1g 8/8h 24h
sem manipulação
de alças

Cirurgia Bariátrica Cefoxitina 3g IV 1g 2/2h 1g 6/6h 24h


com manipulação SUMÁRIO
de alças
|
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 101


Cirurgia cardíaca

CABEÇA E PESCOÇO, CIRURGIA


PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
ANESTÉSICA
Cirurgia limpa sem Não indicado Não indicado Não indicado
incisão de mucosa
Cirurgia com Cefazolina 2g IV Não indicado Não indicado Intra-
lesão de mucosa operatório
Oncológica limpa Cefazolina 2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-
operatório
Oncológica Cefazolina + 2g IV 1g 4/4h 1g 8/8h 24h
potencialmente Metronidazol ou 500mg IV 500mg 6/6h 500mg 8/8h
contaminada Clindamicina 900mg IV 600mg IV 6/6h 600mg 6/6h
isolada
Oncológica Clindamicina + 900mg IV 600mg 6/6h 600mg 6/6h 10 dias
infectada Ceftriaxone 1g IV 1g 12/12h 1g 12/12h (tratamento)

CARDÍACA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Cirurgia Cardíaca Cefuroxima 1,5g IV 750 mg após 750 mg 6/6h Total 6 doses
com uso de término da CEC (4 doses)
Circulação extra- ou após 6h de
corpórea (CEC) duração da
cirurgia
Cirurgia Cardíaca Cefuroxima 50 m/kg IV 50 m/kg após 50 mg/Kg 6/6h Total 6 doses
com CEC em térmico da CEC (4 doses) SUMÁRIO
crianças até 30 kg ou após 6h de
duração da
cirurgia
|

Cirurgia Cardíaca Cefuroxima 1,5g IV 750 mg 6/6h 750 mg 6/6h Total 4 doses
PROFILAXIA CIRÚRGICA

sem CEC (3 doses)


Instalação de Cefuroxima 1,5g IV 750 mg após Total 2 doses
marca-passo 12 h

Hospital das Clínicas FMUSP 102


Cirurgia gastro-intestinal

GASTRO-INTESTINAL, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Esôfago Incisão Cefoxitina 2g IV 1g 2/2h 1g 6/6h 24h
na mucosa
Câncer Cefazolina + 2g IV 1g 4/4h 1 g 8/8h 4 dias
Metronidazol 500mg IV 500mg 6/6h 500mg 8/8h

Gastrostomia Cefazolina 1g IV Não indicado Não indicado Dose única

Gastrectomia Cefazolina ou 2g IV 1g 4/4h 1g 8/8h 24h


Cefoxitina 2g IV 1g 2/2h 1g 6/6h

Bariátrica Sem Cefazolina 3g IV 1g 4/4h 1g 8/8h 24h


manipulação
de alças

Com Cefoxitina 3g IV 1g 2/2h 1g 6/6h 24h


manipulação
de alças

Cólon Preparo mecâ- Cefoxitina 2g IV 1g 2/2h 1g 6/6h 24h


nico: opcional
Descontami-
nação oral:
neomicina 1g
+metronidazol
500 mg VO às SUMÁRIO
13h, 14h e 23h
da véspera da
cirurgia
|
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Colecistecto- Cefazolina 2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-


mia aberta operatório

Hospital das Clínicas FMUSP 103


Cirurgia gastro-intestinal

GASTRO-INTESTINAL, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Colecistec- Baixo risco Não indicado
tomia Alto risco: Cefazolina 2g IV 1g 4/4h 1g 8/8h 24h
laparoscó- . colangiografia
pica intra-op
. vazamento
bile
. conversão
p/ aberta
. pancreatite/
colecistite
aguda
. icterícia
. gravidez
. imunossu-
pressão
. inserção de
prótese

Gastroduode- sem Cefoxitina 2g IV 1g 2/2h 1g 6/6h 2-3 dias


nopancrea- procedimentos
tectomia invasivos no
pré-operatório

com Ceftriaxone + 1g IV 1g 12/12 1g 12/12 Se amilase


procedimentos Metronidazol 500mg IV 500mg IV 6/6 500mg IV 8/8 dreno no 1
invasivos no PO < 1000: SUMÁRIO
pré-operatório: 3 dias
orientar pela SE amilase
cultura de bile dreno no 1
|

pré-operatória PO > 1000:


PROFILAXIA CIRÚRGICA

ou esquema 7 dias
a seguir:

Hospital das Clínicas FMUSP 104


Cirurgia gastro-intestinal

GASTRO-INTESTINAL, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Pâncreas Sem abertura ANTIBIÓTICO DOSE NA INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO DURAÇÃO
do trato gas- INDUÇÃO Não indicado
trointestinal
Com abertura Cefazolina 2g IV 1g 4/4h 1g 8/8h 24h
do trato gas-
trointestinal
Hérnia Baixo risco Opcional
Alto risco: Cefazolina 2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-
. Hérnia operatório
volumosa
. Duração
prevista> 2h
. Idade > 65 a
. Diabetes,
neoplasia,
imunossu-
pressão
. Obesidade
(imc> 30)
. Desnutrição

Hepatecto- Hepatocarci- Cefazolina + 2g IV 1g 4/4 1g 8/8 2 dias


mia noma Metronidazol 500mg IV 500mg IV 6/6 500mg IV 8/8
Meta hepática
Colangiocarci- Ceftriaxone + 1g IV 1g 12/12 1g 12/12 > 5 dias
noma (orientar Metronidazol 500mg IV 500mg IV 6/6 500mg IV 8/8 SUMÁRIO
pela cultura de
bile pré-op)
|
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 105


Cirurgia ginecológica

GINECOLÓGICA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Cirurgia de mama: Cefazolina 2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-
•• Nodulectomia operatório
•• Quadrantectomia
•• Mastectomia
•• Cirurgia estética
com prótese
Cirurgia Cefazolina 2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-
ginecológica: operatório
•• Histerectomia
abdominal/vaginal
•• Ooforectomia
•• Miomectomia
•• Panhisterectomia
•• Perineoplastia
•• Cistocele
•• Retocele
•• Uretrocistopexia

NEUROLÓGICA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Craniotomia sem Cefuroxima* 1,5g IV 750 mg 4/4h Não indicado Intra-
implantação de corpo operatório
estranho
Cirurgias com acesso
trans-esfenoidal SUMÁRIO
Laminectomia e demais
cirurgias
Implantação de DVE, DVP, Cefuroxima* 1,5g IV 750 mg 4/4h 750 mg 8/8h 24h
|

DLE
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Fístula liquórica** e pneu- Cefuroxima* 1,5g IV 750 mg 4/4h 1,5 g 12/12h 5 dias
moencéfalo pós-trauma:
eficácia não estabelecida
DVE: derivação ventricular externa, DLE: derivação lombar externa, DVP: derivação ventriculo-peritoneal
* Também pode ser utilizado cefazolina ( 2 g IV na indução anestésica seguido de 1 g IV 4/4 no intraoperatório)
** em fistulas> 5-7 dias está contra-indicado o uso continuado de antibótico.

Hospital das Clínicas FMUSP 106


Cirurgia obstetrícia

OBSTETRÍCIA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE INTERVALO DURAÇÃO
30 MIN ANTES DA INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
INCISÃO

Parto vaginal Não indicado


Parto vaginal com Cefazolina ou 2g IV Não Não Dose Única
dequitação manual Clindamicina 900 mg IV recomendado recomendado
de placenta e/ou
manipulação intra-
uterina
Parto fórcipe Cefazolina ou 2g IV Não Não Dose Única
Clindamicina 900 mg IV recomendado recomendado

Parto cesárea Cefazolina ou 2g IV Não Não Dose Única


Clindamicina 900 mg IV recomendado recomendado

Abortamento Não indicado


espontâneo Não indicado
Abortamento eletivo Não indicado
Abortamento
Ver tratamento
clandestino

SUMÁRIO
|
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 107


Cirurgia oftalmológica

OFTALMOLÓGICA, CIRURGIA

• Examinar em lâmpada de fenda antes de en- pico 5% 5 minutos antes da cirurgia


caminhar à sala cirúrgica para excluir pacientes •• região peri-orbital: iodo-povidine tópico
com processo inflamatório/infeccioso 10%
• Pingar 1 gota de colírio de quinolona 60, • Pingar 1 gota de colírio de quinolona ao
45, 30 e 15 minutos antes da cirurgia final da cirurgia
• Realizar antissepsia: • Pingar 1 gota de colírio de quinolona 4 x/
•• Conjuntival: colírio de iodo-povidine tó- dia por 1 semana no pós-operatório

ORTOPÉDICA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Artroplastias primárias Cefuroxima 1,5 g IV 750 mg 6/6h 1,5g 12/12h 24 horas
Geral Cefazolina 2 g IV 1g 4/4 h 1g 8/8 h 24 horas
Revisão de artroplastia Cefuroxima 1,5 g IV 750 mg 6/6h 1,5g 12/12h 5 dias
Reavaliação
das drogas
após resultado
da cultura e
aspecto intra-
operatório
Fratura exposta Ver “Trauma”

SUMÁRIO
|
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 108


Cirurgia em otorrinolaringologia

OTORRINOLARINGOLOGIA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Ouvido Cefazolina 1-2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-operatório
Limpas: Estapedotomia
Potencialmente Cefazolina 1-2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-operatório
contaminadas:
SEM COLESTEATOMA
•• Mastoidectomia
•• Timpanoplasita
•• Timpanomastoidectomia
Potencialmente Ciprofloxacino 400mg IV Não indicado Não indicado Intra-operatório
contaminadas:
COM COLESTEATOMA
•• Mastoidectomia
•• Timpanoplastias
•• Timpanomastoidectomia
Infectadas Tratamento
•• Timpanomastoidectomia
•• Mastoidectomia
Ressecção de tumores Cefuroxima 1,5g IV 750mg 4/4h Não indicado Intra-operatório
de ângulo ponto-cerebelar Se fístula,
Descompressão de manter
saco endolinfático cefuroxima por
Descompressão 5 dias
de nervo facial
Neurectomia vestibular
Implante coclear
Resecção de SUMÁRIO
tumores glômicos
Cirurgias endoscópicas Cefazolina 1-2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-operatório
de seios paranasais
|

(sinusites crônicas,
PROFILAXIA CIRÚRGICA

poliposes nasais,
papilomas nasais)
Ressecção externa de
tumores nasosinusais
Amigdalectomia
Não indicado
Adenoamigdalectomia

Hospital das Clínicas FMUSP 109


Cirurgia em otorrinolaringologia

OTORRINOLARINGOLOGIA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Septoplastia/ rinoplastia Cefazolina 1-2g IV 1g 4/4h Não indicado Amoxicilina
500 mg VO 8/8h
ou cefalexina
500 mg 6/6h
até retirada do
tampão/splint
Hemilaringectomia, Cefazolina 1-2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-operatório
Laringectomia Total
Microcirurgias de
laringe (pólipos,
cistos e nódulos)
Tireoplastias / cirurgias Cefazolina 1-2g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-operatório
de arcabouço laríngeo
Submandibulectomia/ Cefazolina 1g IV 1g 4/4h Não indicado Intra-operatório
parotidectomia
Preparo da pele do paciente:
Lavar com clorexidina degermante 2% seguida de antissepsia com clorexidina alcoólica 0,5%; A clorexidina é ototoxica, nas cirur-
gias de ouvido: Lavar com PVPI degermante seguido de anti-sepsia PVPI alcoólico; Não aplicar antisséptico alcoólico em mucosas.

PLÁSTICA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Estéticas: Opcional: 2g IV 1 g 4/4h Não indicado Intra-
Abdominoplastia Cefazolina operatório
Blefaroplastia
Dermolipectomia
Lipoaspiração SUMÁRIO
Mamo-plastia redutora
Otoplastia
Ritidoplastia
|

Estética com prótese: Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h Não indicado Intra-


PROFILAXIA CIRÚRGICA

mamoplastia com colocação operatório


de prótese
Cirurgia de mão: Opcional: 2g IV 1 g 4/4h Não indicado Intra-
Bridas Cefazolina operatório
Sindactilia

Hospital das Clínicas FMUSP 110


Cirurgia de tórax

PLÁSTICA, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Queimados: Manter
Colher swab no planejamento operatório. A antibioticoprofilaxia deverá ser feita
Enxerto de acordo com os resultados de cultura e antibiograma. VER TÓPICO QUEIMADOS
por 24h
Retalho
Reparadora: Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h Não indicado Intra-
Craniofacial (congênitas, trauma) operatório
Microcirurgia
Reconstrução de mama

TÓRAX, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OP PÓS-OP
Cirurgia redutora de enfisema Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h 1g 8/8h Intra-
Correção de hérnia/eventração operatório
diafragmática ou no
Correção de pectus máximo,
Decorticação pulmonar 24 h
Pericardiectomia
Pleuroscopia terapêutica
Ressecção de condrite/osteomielite
Ressecção de estenose de traquéia
Ressecção de tumor pleural
Ressecção pulmonar: nodulectomia,
segmentectomia, lobectomia
Toracectomia (tumor de parede)
Toracoplastia
Toracotomia para acesso à coluna SUMÁRIO
Tromboendarterectomia pulmonar
Biópsia de Gânglio
Biópsia de pleura
|

Biópsia de pulmão a céu aberto


PROFILAXIA CIRÚRGICA

Biópsia de tumores de parede


Biópsia Transtorácica, Não indicado
Bronscoscopia rígida e flexível
Costectomia segmentar
Drenagem pleural (não empiema)
Laringoscopia de suspensão

Hospital das Clínicas FMUSP 111


Cirurgia/procedimentos em urologia

TÓRAX, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OP PÓS-OP
Mediastinoscopia
Mediastinotomia
Pleuroscopia diagnóstica Não indicado
Toracocentese diagnóstica
Traqueostomia
Alérgicos a beta-lactâmicos: vancomicina 1g 12/12h ou clindamicina 600 mg IV 6/6h.
Nota: Quando houver necessidade de realizar procedimentos fora do centro cirúrgico, usar paramentação cirúrgica completa,
campos cirúrgicos ampliados e fazer degermação das mãos seguido de degermação e anti-sepsia da pele do paciente.
Obs: cirurgias vídeo-assistidas seguem a mesma recomendação.

TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Transplante renal Amicacina 15 mg/kg, Uma única dose Dose de acordo 2 doses
dose máxima subsequente com Clereance
de 1 grama após 24 horas de Creatinina:
> 80: 15mg/kg
60-80: 12mg/kg
40-60: 7,5mg/kg
30-40: 4mg/kg
< 30: Sem dose
subsequente
com < 48h
Transplante de Fluconazol + 200mg 200mg 12/12h 200mg 12/12h 5 dias
pâncreas ou duplo Ceftriaxona 2g 1g 12/12h 1g 12/12h
rim-pâncreas* + Metronidazol 500mg IV 500mg 8/8h 500mg 8/8h SUMÁRIO
|

Transplante rim ou Vancomicina + 1 g IV 1g 12/12 h 1g 12/12 h 48h


PROFILAXIA CIRÚRGICA

rim + pâncreas – (Ciprofloxacino 400 mg IV 400 mg 12/12 h 400 mg 12/12 h


reoperação* ou Imipenem) 500 mg IV 500 mg 6/6 500 mg 6/6
Transplante Cefuroxima 1,5g IV 750 mg 6/6h 750 mg 6/6h 48 h
coração (adulto)
Transplante de Cefuroxima 50 mg/kg IV 50 mg/kg 6/6h 50 mg/kg 6/6h 48 h
coração - criança

Hospital das Clínicas FMUSP 112


Transplantes de órgãos

TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Transplante de Ampicilina + 2 g 1g 6/6h 1g 6/6h 24 h
fígado - adulto cefotaxima 1g IV 1g 6/6h 1g 6/6h
Transplante de 7 dias
fígado - doador Manter no receptor o antibiótico em uso no doador ou; Tratar
infectado o receptor conforme agente isolado em culturas do doador.

Transplante de Variável
Tratar ou completar o tratamento da infecção documentada.
fígado - receptor Ajustar antibiótico conforme tempo de internação, uso prévio (mínimo 48h)
infectado de antibióticos e perfil epidemiológico das infecções locais.

Transplante de Cefotaxima 2g EV 1g EV 3/3 2g EV 8/8 7dias


fígado- Hepatite Iniciar
fulminante imediata-
mente após
o diagnóstico
da hepatite
fulminante,
e manter até
no mínimo 48
horas pós-
-transplante
Transplante de Ampicilina + 50 mg/kg 50 mg/kg 6/6h 50 mg/kg 6/6h 4 dias
fígado - criança Cefotaxima 50 mg/kg IV 50 mg/kg 8/8h 50 mg/kg 8/8h
Pulmão (doença Cefuroxima 1,5g IV 750 mg/kg 6/6h 1,5g IV 12/12h 48h, até resultado
não supurativa) da cultura do
coto brônquico do SUMÁRIO
doador
Pulmão (doença
Terapêutica antimicrobiana orientada por culturas
supurativa)
|

Pele Profilaxia antimicrobiana orientada por culturas de swab do leito da pele


PROFILAXIA CIRÚRGICA

* corrigir doses de acordo com função renal

Hospital das Clínicas FMUSP 113


Trauma

TRAUMA revisado: fev/2010


PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
ADMISSÃO/ INTRA-OP PÓS-OP
INDUÇÃO
Trauma abdominal penetrante* Cefoxitina 2g IV 1 g 2/2 h 1 g 6/6h 24 h
Trauma abdominal fechado com
indicação cirúrgica*
Trauma tóraco-abdominal
penetrante*
Lavagem peritonial ou Laparoscopia Não está indicado
diagnóstica
Trauma torácico penetrante Cefazolina 1g IV 1 g 4/4h 1 g 8/8h 24 h
Trauma torácico fechado com dreno
Trauma torácico penetrante em Clindamicina+ 900 mg IV 600mg 6/6h 600mg 6/6h Reavalia-
esôfago com contaminação Gentamicina** 240 mg/dia IV - 3-5mgKg ção em
grosseira d.u. diária 7 dias
IM/IV
Fratura exposta (tipo 1) Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h 1g 8/8h 2 semanas
Fratura exposta (tipos 2 e 3) Clindamicina+ 600 mg IV 600mg 6/6h 600mg 6/6h 2 semanas
Gentamicina** 240 mg - 3-5mg/kg
d.u.IM/IV
Lesão vascular Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h 1 g 8/8h 24 h
Trauma cirúrgico: cabeça / pescoço Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h 1 g 8/8h 24 h
Trauma de crânio fechado, cirúrgico
Trauma de crânio penetrante
Trauma de crânio com fístula Cefuroxima 1,5g IV 750mg 4/4h 1,5g 12/12h 5 dias
liquórica*** e pneumoencéfalo pós-
trauma : eficácia não estabelecida
d.u.- dose única SUMÁRIO
* com ou sem lesão de víscera oca, inclusive cólon
**Se o paciente tiver mais de 60 anos ou apresentar choque ou mioglobinúria, deverá ser utilizada Clindamicina e
Ceftriaxona (2g seguidos de 1g a cada 12 horas
*** em fístula > 5-7 dias está contra-indicado o uso de antimicrobiano
|
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 114


UROLOGIA, CIRURGIA E PROCEDIMENTOS revisado: mar/2012
Os procedimentos urológicos devem ser realizados somente com UROCULTURA NEGATIVA. Se
não for possível esterilizar a urina, orientar a profilaxia pelo resultado da urocultura pré-procedimento

PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO


INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
ANESTÉSICA
Biópsia de próstata Orientar o paciente: dieta leve no dia anterior e bisacodil (ex.: dulcolax®) 1cp
transretal 48h antes do exame
Pacientes sem uso Ciprofloxacino 500mg VO 12h Ciprofloxacino 24h
prévio quinolona* antes antes da 500mg VO 12h total 4cp
nos últimos três biópsia e 1g 2h após a biópsia
meses antes da biópsia
Pacientes com uso Associar
prévio quinolona* ceftriaxone ao
Sulfametoxazol-trimetoprim 800/160 mg VO 12h e 2 h antes da biópsia
nos últimos 3 meses esquema acima
e transplantados
Paciente alérgico Sulfametoxazol 800/160 mg
Associar Ceftriaxone 1g na sedação pré biópsia
a quinolona* -trimetoprim VO 12h e 2h
Braquiterapia Cefazolina 2 g IV Dose única
prostática
transperineal
Nefrolitotomia UROCULTURA PRÉVIA 2g IV/IM 2g IV/IM 1x/dia Até
percutânea (NLPC) NEGATIVA: Ceftriaxone retirada da
Obs: no intra-op, colher ou Gentamicina nefrostomia
cultura da urina da UROCULTURA POSITIVA: 240mg IV/ 240mg IV/IM
pelve renal e do cálculo
(em tubo estéril com seguir antibiograma, IM na noite 1x/dia
algumas gotas de SF iniciar sete dias antes anterior ao
para não ressecar a
amostra. Não imergir do procedimento procedimento e SUMÁRIO
no SF pois prejudica a e manter o ATM na indução
positividade da cultura)
até retirada da
nefrostomia
|

Ureteroscopia Ceftriaxone ou 2g IV/IM Colher urocul-


PROFILAXIA CIRÚRGICA

Gentamicina 240mg IV/IM tura intra-op


e tratar
se houver
infecção
Obs: Manter norfloxacino 400 mg/dia ou nitrofurantoína 100mg/dia ou conforme cultura e antibiograma por 6 meses em pacientes
livres de cálculo ou com fragmento residual mínimo.
Pacientes candidatos a reoperação tardia - manter sem ATB.

Hospital das Clínicas FMUSP 115


Cirurgia/procedimentos em urologia

PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO


INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
ANESTÉSICA
Litotripsia extracorpórea Ampicilina + 2g VO Dose única
(LECO) Gentamicina 240mg IM/EV
Indicações: cálculo
infectado; LECO pós-NLPC,
portadores de prótese valvar
cardíaca*, manipulação do
trato urinário simultânea
a LECO, DM, idade > 65
anos, hepatopatas crônicos,
transplantados, HIV/Aids
Estudos Baixo Não indicado
Não indicado
urodinâmicos risco
Alto risco Norfloxacino 400mg VO 400mg 12/12h 24h

Cistoscopia Baixo Não indicado


Não indicado
e pielografia risco
retrógrada Alto risco Norfloxacino 400mg VO 400mg 12/12h 24h
simples
Cirurgia endourológica Ciprofloxacino 500mg VO Dose única
ambulatorial Se o uso de
(colocação ou troca de ciprofloxacino é
stent, ureteroscopia recente, orientar
diagnóstica ou ATM pela
terapêutica) urocultura ou
usar sulfa/trim
Cirurgias limpas (orquiecto- SUMÁRIO
mia, postectomia, vasecto- Não indicado
mia, varicoceletomia)
Orquiectomia com Cefazolina 2g IV Dose única
|

colocação de prótese
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Próteses penianas Cefuroxima ou 1,5g IV 750mg 6/6h 48h


(Cefazolina + 2g IV 1g IV 8/8h
Gentamicina) 240mg IV 240mg IV/24h

Hospital das Clínicas FMUSP 116


Cirurgia/procedimentos em urologia

PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO


INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
ANESTÉSICA
Nefrectomia Limpa Cefazolina 2g IV Dose única
Infectada Orientada pela 2 g IV Orientada pela Tratar por
(tratamento) urocultura ou urocultura ou 7dias
ceftriaxone ceftriaxone 1g
IV de 12/12h
Prostatectomia aberta Cefazolina ou 2g IV 1g 4/4h 1g 8/8h 24H
Ressecção transuretral ciprofloxacino Se 400mg IV 400mg 12/12h 500mg V0
de próstata/ bexiga uso recente de ATM, 12/12h
orientar profilaxia
pela urocultura
Cirurgias com manipulação Preparo intestinal 2g IV 1g 2/2h 1g 6/6h 24h
de intestino + Cefoxitina
Pacientes adultos com alto Ampicilina + 2g 2g 6h após
risco de endocardite – pró- Gentamicina 240mg dose a 1ª dose
tese valvar, prótese vascular única Não repetir a
(<1 ano), endocardite pré- Gentamicina
via, cardiopatia congênita
cianótica complexa*
Pacientes pediátricos com Ampicilina + 50mg/kg Repetir ambos
alto risco de endocardite – Gentamicina 1,5mg/kg IM/EV ATM 6h depois
idem anterior* 30min antes

*A American Heart Association deixou de recomendar profilaxia para endocardite


em procedimentos urológicos, mesmo em pacientes de alto risco.

SUMÁRIO
|
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 117


Cirurgia vascular

VASCULAR, CIRURGIA
PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO DOSE NA INTERVALO DURAÇÃO
INDUÇÃO INTRA-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO
Varizes* Baixo risco Não indicado
ou Alto risco Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h 1 g 8/8h 24h
Embolectomia**
Enxertos com Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h 1 g 8/8h 24h
prótese vascular (sem LTI)
Enxertos com Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h 1 g 8/8h 24h
Veia Autóloga (sem LTI)
Fístula Arteriovenosa Cefazolina 2g IV 1 g 4/4h Transno-
Não indicado
com ou sem Próteses peratório
Amputações por gangrena seca Cefazolina ou 2g IV 2g Dose única
Amputações por Cefoxitina 2g IV 1 g 2/2h 1 g 6/6h 24h
gangrena úmida Clindamicina + 900mg IV 600mg 6/6h 600mg 6/6h Adequar
Ciprofloxacino 400mg IV 400mg 12/12h 400mg 12/12h conforme
culturas
e manter
conforme
a evolução
clínica

LTI = lesão trófica infectada


*varizes de baixo risco: ligaduras de perfurantes e colaterais
varizes de alto risco: safenectomias, tromboflebite, dermatofibrose, úlceras de estase, fibredema, distúrbio de
imunidade,varizes exuberantes
** embolectomia de alto risco: extensas, em membros inferiores, com alteração neurológica

CIRURGIAS POR VÍDEO


PROCEDIMENTO ANTIBIÓTICO PROFILAXIA CIRÚRGICA | SUMÁRIO
Gastrointestinal Indicação semelhante à das cirurgias convencionais
Ginecológica
Ortopédica
Torácica
Colecistectomia “baixo risco” Não indicado

Hospital das Clínicas FMUSP 118


Trauma

FERIMENTOS CORTO-CONTUSO EM PARTES MOLES


• Atenção para profilaxia contra tétano
• Medidas de limpeza com SF e desbridamento cirúrgico são prioritária
• Quando indicado, o antimicrobiano deve ser iniciado o mais cedo possível

FERIMENTO AGENTES ANTIBIÓTICO ANTIBIÓTICO DURAÇÃO


ETIOLÓGICOS PREEMPTIVO INICIAL PREEMPTIVO ORAL
FREQÜENTES
Ferimento perfurante Staphylococcus Doxiciclina 100 mg VO Doxiciclina 100 mg VO 3-5 dias
de ante-pé com Streptococcus + Ciprofloxacino 500 12/12h + Ciprofloxacino
calçado Pseudomonas mg VO 500 mg VO 12/12h
Ferimento perfurante Staphylococcus Doxiciclina 100 mg VO Doxiciclina 100 mg VO 3-5 dias
de ante-pé sem Streptococcus 12/12h
calçado
Laceração sem Cocos Gram Antimicrobiano tópico?
desbridamento positivos
cirúrgico
Laceração com Staphylococcus Cefazolina 1 g IV 8/8h Cefalexina 0,5g VO 3-5 dias
desbridamento Streptococcus de 6/6h
cirúrgico limitado
(sala de admissão)
Laceração com Staphylococcus Clindamicina 600 mg IV Clindamicina 600 mg 3-5 dias
desbridamento Streptococcus q 6h + Ceftriaxone 1g IV VO 6/6h + Ciprofloxacino
cirúrgico amplo Enterobactérias 12/12h 0,5g VO 12/12h
(centro cirúrgico)

SUMÁRIO
|
PROFILAXIA CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 119


Hospital das Clínicas FMUSP
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA | SUMÁRIO

120
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA
Acidente ocupacional com risco biológico (infecção por HIV/HBV)

ACIDENTE OCUPACIONAL COM RISCO BIOLÓGICO


1. Lavar ferimentos e a pele imediatamente ao material infectante
com água e sabão (não há vantagem em 4. O funcionário acidentado deverá entrar em
utilizar soluções anti-sépticas) contato com sua chefia imediata ou super-
2. Se houve exposição de mucosa, lavar visão de enfermagem para comunicar o
abundantemente com água corrente acidente e receber as orientações quanto
3. Não realizar expressão do local ferido, pois ao fluxograma de atendimento de aciden-
esse procedimento pode aumentar a área tes com material biológico. No Complexo
lesada e, conseqüentemente, a exposição Hospital das Clinicas é o seguinte:

Enfermagem Supervisão Consulta Ambulatório de


do setor Enfermagem no PA- MI* Acidentes da MI

Abre ficha de - Avaliação do acidente - Acompanhamento por no


Acidente com - Sorologias (HIV,VHC, VHB e Chagas) mínimo 6m (0,1,3,6m)
material biológico do acidentado e do caso fonte - Acompanhar por 12m
- Prescrição de drogas, vacina, quando a fonte for HIV e
imunoglobulina, de acordo com o caso. VHC positiva

*Funcionamento do PA-MI: 24h/dia, ininterruptamente (Segunda a sexta, das 8h às 16h no ambulatório de Moléstias Infecciosas, PAMB 5º andar,
bloco 2A. Fins de semana, feriados e dias de semana das 16h às 8h, na Enfermaria de Moléstias Infecciosas, Instituto Central, 4º andar)

Recomendações para profilaxia de HIV após exposição ocupacional a material biológico


PACIENTE FONTE HIV+ ASSINTOMÁTICO HIV+ SINTOMÁTICO, FONTE OU HIV NEGATIVO
OU CARGA VIRAL AIDS OU CARGA VIRAL SOROLOGIA ANTI-HIV
Exposição percutânea <1500 CÓPIAS/ML > 1500 CÓPIAS/ML DESCONHECIDAS
TIPO DE ACIDENTE 1ª escolha 1ª escolha
••Agulha de grosso calibre e grande lúmen AZT + 3TC + AZT + 3TC + Considerar uso Profilaxia não
Tenofovir Tenofovir de anti-retrovirais
••Lesão profunda somente em locais recomendada
••Sangue visível no objeto contaminante 2ª escolha 2ª escolha com alta prevalência
AZT + 3TC + AZT + 3TC + de pacientes HIV
••Lesão superficial

SUMÁRIO
Lopinavir/Ritonavir Lopinavir/Ritonavir + ou com história
epidemiológica para
••Agulha sem lúmen DST/HIV
••Agulha usada recentemente em veia ou
artéria do paciente-fonte
|

Exposição de mucosa ou pele não intacta


PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

•Contato
• prolongado ou grande AZT + 3TC 1ª escolha Considerar uso de Profilaxia não
AZT + 3TC + Tenofovir anti-retrovirais
quantidade de material biológico de risco somente em recomendada
2ª escolha locais com alta
AZT + 3TC + prevalência de
Lopinavir/Ritonavir pacientes HIV +
ou com história
epidemiológica para
•Poucas
• gotas de material biológico de risco Considerar AZT AZT + 3TC DST/HIV

+ 3TC
Doses: AZT 300mg + 3TC 150 mg (1 comprimido) VO q12 h. Lopinavir/ritonavir 200/50 mg (2 comprimidos) VO q12h. Tenofovir 300mg/dia

Hospital das Clínicas FMUSP 121


Cirróticos com hemorragia digestiva alta

Profilaxia de infecção por HBV

Locais com acesso a sorologia


PROFISSIONAL PACIENTE-FONTE PACIENTE-FONTE PACIENTE-FONTE AgHBs
EXPOSTO AgHBs+ AgHBs AgHBs– OU DESCONHECIDO
Não vacinado HBIG e iniciar Iniciar vacinação Iniciar vacinação
vacinação
Vacinado/resposta Nada a fazer Nada a fazer Nada a fazer
adequada (anti-HBs
> 10mUI/ml)
Vacinado/resposta HBIG e 1 dose de Nenhuma medida Se fonte de alto risco: HBIG
inadequada (anti- vacina anti-hepatite B específica e 1 dose de vacina anti-
HBs < 10mUI/ml)   hepatite B
Vacinado/resposta Anti-HBs positivo: Nada a fazer Anti-HBs positivo:
desconhecida – nada a fazer nada a fazer
colher anti-HBs Anti-HBs negativo: Nada a fazer Anti-HBs negativo:
HBIG e 1 dose de HBIG e 1 dose de
vacina anti-hepatite B vacina anti-hepatite B
HBIG-0,06 ml/kg IM – deve ser feita preferencialmente em 72 h e no máximo 1 sem após o acidente.

CIRRÓTICOS COM HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA


No episódio de hemorragia digestiva alta
• Adultos: Norfloxacino 400 mg VO q 12h por 7 dias OU

SUMÁRIO
Ciprofloxacino 400 mg IV q 12h por 7 dias
• Crianças: Cefotaxima 100 mg/kg/dia IV por 7 dias
|
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 122


Doença meningocócica

DOENÇA MENINGOCÓCICA

CRITÉRIO CLÍNICO no ramal 7521. Outros horários: disque-


• Quadro toxi-infeccioso agudo acompa- CVE 0800-0555466
nhado de petéquias ou sufusões hemor-
rágicas, com ou sem meningite 3. PRESCREVER QUIMIOPROFILAXIA
• Para os contactantes que habitam no
CRITÉRIO LABORATORIAL mesmo domicílio do caso índice: em um
• Bacterioscopia com diplococo Gram ne- receituário comum com a etiqueta do pa-
gativo (DGN) no líquor e/ou raspado de ciente, informar todos os nomes dos con-
lesão de pele tactantes domiciliares e o diagnóstico de
• Detecção de antígenos por látex, contrai- doença meningocócica.
munoeletroforese ou outros métodos • Os demais contactantes (por ex, creche,
• Cultura positiva para N. menigitidis de escolas, vizinhos): serão avaliados pela
materiais normalmente estéreis (sangue Vigilância Epidemiológica Municipal atra-
ou líquor) vés de visita domiciliar.
• Os profissionais de saúde que eventual-
CRITÉRIO EPIDEMIOLÓGICO mente tenham exposição desprotegida
• Contato direto e recente com outro caso deverão ser avaliados no PA-MI (de seg
de doença meningocócica confirmado a sexta, das 8h às 16h: 5º andar PAMB
por laboratório, que apresente quadro de bloco 2B, outros horários: enfermaria, 4º
meningite sem presença de DGN, látex ou andar ICHC). Ver item Indicações abaixo.
cultura positiva no líquor.
4. DROGAS PARA QUIMIOPROFILAXIA
ATENDIMENTO DE CASO • 1ª escolha: Rifampicina. Indicada como droga de
1a escolha por erradicar o estado de portador em um
COM SUSPEITA DE DOENÇA porcentual elevado de pessoas, por ser a única droga
MENINGOCÓCICA NO HCFMUSP com estudos que documentaram a eficácia de erradi-

SUMÁRIO
cação do meningococo em orofaringe por 4 sem (para
Na suspeita de doença meningocócica, o as outras drogas só foi documentado até 2 sem). Além
médico que atende o caso deve: disso, trata-se da única droga para a qual há dados
brasileiros (SIREVA) mostrando sensibilidade que res-
paldem seu uso.
|

1. INSTITUIR PRECAUÇÕES PARA GOTÍCULAS •• Adultos: 600 mg a q 12h, 4 doses


PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

• Quarto privativo, uso de máscara cirúrgica •• 1 mês a 12 anos: 10mg/kg/dose a q


e uso de luvas se o paciente apresentar le- 12h (máx 600 mg), 4 doses
sões cutâneas. Duração das precauções: •• <1 mês: 5mg/kg/dose a q 12h, 4 doses
até 24h de antibioticoterapia efetiva con- • Opção: ciprofloxacina
tra a infecção. •• 500 mg , dose única
• Opção: ceftriaxone
2. NOTIFICAR O CASO •• 250 mg IM, dose única
•• De segunda a sexta, das 8h às 17h: NIS, •• < 12 anos: 125mg, IM, dose única

Hospital das Clínicas FMUSP 123


Endocardite bacteriana

5. INDICAÇÕES DE PROFILAXIA PARA PROFISSIO- •• E que não utilizaram máscara cirúrgica


NAIS DA SAÚDE •• E que realizaram procedimentos de assis-
tência ventilatória (p.ex. intubação traqueal,
• A profilaxia está indicada somente: aspiração de secreções respiratórias).
•• Aos profissionais que atenderem pa- • Não há indicação de quimioprofilaxia:
cientes com suspeita de doença menin- •• Aos profissionais que somente entraram
gocócica com menos de 24h de antibioti- no quarto de atendimento, ou verificaram
coterapia efetiva para a infecção sinais vitais, como pulso e temperatura.

ENDOCARDITE BACTERIANA revisado: set/2010

A manutenção da saúde bucal é a medi- • Colocação de bandas ortodônticas (exceto


da mais importante para a prevenção de se apenas brackets).
endocardite. • Anestesia injetável intraligamentar (perio-
dontal).
MERECEM PROFILAXIA OS PACIENTES • Limpeza profilática com possibilidade de
COM AS SEGUINTES CONDIÇÕES DE sangramento.
BASE:
• Prótese valvar cardíaca; PROCEDIMENTOS NO TRATO RESPIRATÓRIO
• Endocardite prévia; • Amigdalectomia, adenoidectomia e procedi-
• Cardiopatia congênita cianótica complexa mentos que envolvem incisão ou biópsia
(ex.: transposição das grandes artérias, da mucosa respiratória. Obs.: já há indica-
tetralogia de Fallot, ventrículo único); ção de profilaxia pelo procedimento.
• Shunt pulmonar sistêmico construído cirur- • Broncoscopia quando houver perspectiva
gicamente. de biópsia.
• Broncoscopia rígida.
PROCEDIMENTOS QUE REQUEREM

SUMÁRIO
PROFILAXIA DE ENDOCARDITE PROCEDIMENTOS NO TRATO GASTROINTESTINAL E
BACTERIANA VIAS BILIARES
A American Heart Association, em seu
|

PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS novo guideline 2007, não recomenda


PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

• Extração dentária. profilaxia para endocardite bacteriana du-


• Procedimentos periodontais, incluindo ci- rante procedimentos gastrointestinais, in-
rurgias, raspagem e aplainamento radicu- cluindo colonoscopia. No entanto, alguns
lar, sondagens e controles. procedimentos como escleroterapia de
• Implantes dentários ou reimplante de den- varizes esofágicas, dilatação esofágica e
tes avulsionados. colangiografia retrógrada têm indicação de
• Tratamentos endodônticos ou cirurgias pe- profilaxia pelo próprio procedimento, inde-
riapicais. pendentemente da situação cardíaca ou

Hospital das Clínicas FMUSP 124


Endocardite bacteriana

da presença de próteses (VER TABELA “PROFILA- recomenda que pacientes com infecção ou
XIA DE COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AOS PROCEDIMENTOS colonização do trato urinário por Enterococ-
ENDOSCÓPICOS” P. 108). cus sp sejam tratados antes da realização
do procedimento. Nos pacientes com urina
PROCEDIMENTOS NO TRATO GENITURINÁRIO estéril, deve ser realizada a profilaxia indi-
INFECTADO cada em função do próprio procedimento,
A American Heart Association, em seu se houver, independentemente da situa-
novo guideline 2007, não recomenda pro- ção cardíaca ou da presença de próteses
filaxia para endocardite bacteriana durante (VER TABELA “PROFILAXIA EM PROCEDIMENTOS UROLÓGICOS”
procedimentos geniturinários. No entanto, P.112).

PROCEDIMENTO SITUAÇÃO ANTIBIÓTICO ADULTOS CRIANÇAS


Odontológico ou Oral •• Amoxicilina 2g 50 mg/kg
Trato Respiratório Sem condições de •• Ampicilina OU 2 g IM ou IV 50 mg/kg IM ou IV
ingestão oral cefazolina OU 2 g IM ou IV 50 mg/kg IM
ceftriaxone 1 g IM ou IV ou IV
Alergia a penicilina Cefalexina* OU 2g 50 mg/kg
OU ampicilina – oral clindamicina OU 600 mg 20 mg/kg
azitromicina OU 500 mg 15 mg/kg
claritromicina
Alergia a penicilina Cefazolina* OU 1 g IM ou IV 50 mg/kg IM ou IV
OU ampicilina e sem ceftriaxone OU 1 g IM ou IV 20 mg/kg IM
condições de ingestão clindamicina 600 mg IM ou IV ou IV
oral
Trato gastro- VER TABELA “PROFILAXIA DE COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AOS PROCEDIMENTOS ENDOSCÓPICOS”
intestinal P.108
Trato geniturinário

SUMÁRIO
VER TABELA “PROFILAXIA EM PROCEDIMENTOS UROLÓGICOS” P. 95
IM = indicação intramuscular; IV = intravenoso.
Dose única, 30m antes do procedimento |
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 125


Endoscopia

ENDOSCOPIA (procedimentos endoscópicos)


Profilaxia de complicações relacionadas aos procedimentos endoscópicos
PROCEDIMENTO CONDIÇÃO DO PACIENTE ANTIBIOTICOPROFILAXIA
CPRE •• Obstrução biliar (cálculos, Adultos: ciprofloxacino 1 g VO 2 h antes do
Ultrassonografia doença benigna/maligna) procedimento
endoscópica para •• Lesão cística pancreática Crianças: cefoxitina ou ceftriaxona 30 mg/
aspiração por agulha fina •• Colangite esclerosante kg (1 dose IV)
•• Imunossuprimidos
Gastrostomia endoscópica Todos os pacientes Cefazolina 1g IV dose única imediatamente
percutânea antes do procedimento
Paciente cirrótico com Paciente cirrótico Norfloxacina 400mg VO q 12h por 7 dias ou
hemorragia digestiva alta Ciprofloxacina 400mg IV q 12h por 7 dias
(com ou sem procedimento Crianças: cefotaxima 100mg/kg/dia por
endoscópico) 7 dias
Dilatação de estenose •• Ascite Ciprofloxacina 1 g VO 2h antes do
Escleroterapia de varizes •• Imunocomprometidos procedimento
Outros procedimentos •• Ascite Crianças: ceftriaxona 30mg/kg (1 dose IV)
endoscópicos incluindo •• Imunocomprometidos Não recomendado
EDA e colonoscopia (com ou
sem biópsia/polipectomia),
ligadura de varizes
Artroscopia Próteses articulares Cefazolina 1 g EV
Outros procedimentos Não há consenso
endoscópicos
Atenção: para profilaxia de endocardite bacteriana em pacientes submetidos a endoscopia VER PROFILAXIA DE ENDOCARDITE BACTERIANA

FUNGOS

SUMÁRIO
revisado: jul/2004
PROFILAXIA DE FUNGOS EM PROFILAXIA DE FUNGOS EM
PACIENTES NEUTROPÊNICOS PACIENTES CRÍTICOS
• Indicação: pacientes com previsão de neu- Considerar* nos pacientes com:
|

tropenia (neutrófilos < 500) por tempo • Múltiplas cirurgias abdominais por deis-
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

superior a duas sem devido a: cências, perfurações etc.


•• Neoplasia hematológica aguda em uso • Pancreatite aguda necrotizante de trata-
de quimioterapia; mento cirúrgico.
•• Receptor de TMO •• Fluconazol 400mg IV/VO quando indica-
Fluconazol 400mg IV/VO. da a reoperação até suspensão dos ATMs.
Início: TMO no condicionamento; neopla- * Não foi demonstrada redução da mortalidade.
sia hematologica no início da neutropenia
até 1 sem após o fim da neutropenia.

Hospital das Clínicas FMUSP 126


Imunobiológicos e profilaxia de infecção

IMUNOBIOLÓGICOS E PROFILAXIA DE INFECÇÃO revisado: abr/2012

Exemplos de Imunobiológicos
• Anti -TNF alfa: Adalimumabe (Humira®),
Tuberculose
Infliximabe (Remicade ®), Etanercept (Em- • Para todos os pacientes que receberão
brel ®), Golimumabe (Simponi®), Certolizu- imunobiológicos:
mabe pegol (Cimzia®) •• Indagar por contato com tuberculose
• Inibidor de linfócito B CD20:Rituximabe ou diagnóstico de tuberculose prévio
(Mabthera®) •• Realizar PPD (exceto se história de tu-
• Inibidor da coestimulação de linfócitos T: berculose ou PPD prévio positivo)
Abatacept (Orencia®) •• Solicitar radiografia de tórax (TC de
• Inibidor de Interleucina 6: Tocilizumab (Actemra®) tórax se a radiografia for inconclusiva),
Recomendações Gerais avaliação infectologista/pneumologista em
• Antes de todas as aplicações: avaliar os casos duvidosos
pacientes quanto à presença de sintomas • Indicações de profilaxia com isoniazida
sugestivos de infecção por 6 meses :
• De acordo com o tipo e gravidade da infec- •• PPD≥ 5mm e/ou história de contato
ção: suspender a aplicação da droga, iniciar positiva e/ou imagem de sequela de tu-
tratamento específico (quando indicado) e berculose no Rx de tórax
reavaliar em nova consulta antes de autori- Observações:
zar o reinício do tratamento. • Iniciar imunobiológico somente 1 mês após
• Manter vacinas atualizadas (antes do início o inicio da profilaxia
do imunobiológico: influenza, pneumococo • Não manter profilaxia por tempo superior a
e tétano) 6 meses
• Durante o uso de imunobiológicos: não ad- • Não há evidência que corrobore “repetir” a
ministrar vacinas de vírus vivos profilaxia

SUMÁRIO
• No caso de tuberculose ativa, suspender
o uso de imunobiológico e reiniciar após o
término do tratamento da tuberculose, ava-
liando risco benefício
|
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

Hospital das Clínicas FMUSP 127


Imunobiológicos e profilaxia de infecção

Hepatite B
Conduta de acordo com perfil sorológico:
ANTI-HBC TOTAL HBSAG ANTI-HBS RECOMENDAÇÃO
negativo negativo negativo Iniciar vacinação
(vacinar com dose dobrada, 4 doses)
Não é necessário aguardar final da vacinação
para iniciar o imunobiológico
negativo negativo positivo Paciente já vacinado.
( Anti-HBs >10) Nada a fazer
positivo negativo negativo Realizar PCR VHB e realizar profilaxia se
detectável
positivo negativo positivo Realizar PCR VHB e realizar profilaxia se
detectável
positivo positivo negativo Encaminhar para especialista para avaliar se será
necessário tratamento ou profilaxia

• Colher sorologia para todos os pacientes alta (>2000 UI): tenofovir ou entecavir
• Há risco de reativação para pacientes com •• Se houve tratamento prévio, consultar especialista
contato prévio (anti-HBC positivo) Monitoramento da profilaxia: Quantificação da
• Características clínicas da reativação: é carga viral do VHB a cada 3-6 meses
geralmente subclínica (icterícia e sintomas
importantes são incomuns), há frequente Hepatite C, HIV, Chagas, Sífilis:
elevação de ALT/AST, há reaparecimento ou Colher sorologia; se positiva, encaminhar
elevação de carga viral do VHB, e raramente para especialista (nenhuma contra indica
evolui para formas fulminantes. o uso de imunobiológicos)

Infecções virais

SUMÁRIO
Profilaxia
Início : Deve ser iniciada ao mesmo tempo •• Varicela- zoster: Instituir tratamento precoce
ou uma semana antes da aplicação do •• EBV, CMV: não é necessário monitorizar
imunobiológico
|

Duração: Continuar por 12 meses após a Pneumocysitis jirovecii


PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

última dose do imunobiológico ou manter Relatos de doença precoce ( na segunda


indefinidamente no casos de terapias em infusão). Não há indicação de profilaxia
ciclos ou de longa duração
Escolha do medicamento: Cirurgias eletivas
•• Paciente com carga viral baixa (<2000 UI) e Pacientes que serão submetidos a cirurgias
imunossupressão de 6 a 12 meses: lamivudina eletivas: descontinuar o imunobiológico uma
•• Se imunossupressão for prolongada (> meia vida antes e uma meia vida após a
12 meses) ou em ciclos e/ou carga viral cirurgia (reiniciar após retirada dos pontos)

Hospital das Clínicas FMUSP 128


Mordeduras

MORDEDURAS revisado: out/2006

MORDEDURAS HUMANAS E DE talizado.


ANIMAIS DOMÉSTICOS (cães e gatos) • Lesões puntiformes profundas devem ser
abertas cirurgicamente com cicatrização
CUIDADOS LOCAIS por segunda intenção.
• Realizar imediatamente limpeza vigorosa • As demais lesões devem ser desbridadas,
(com degermante ou sabão), irrigação lavadas e suas bordas devem ser aproxi-
com SF (500 ml) ou água limpa. madas.
• No hospital, repetir a limpeza e fazer des- Atenção: VER PROFILAXIA DO TÉTANO E PROFILAXIA DA RAIVA
bridamento com retirada de tecido desvi-

CARACTERÍSTICAS DA Ambulatorial
MORDEDURA E DO PACIENTE ATB 1.ª ESCOLHA OPÇÕES DURAÇÃO

•• Mordedura humana ou Amoxicilina + Clindamicina 600 mg 5 dias


animal (cão ou gato) com clavulanato (500/125 VO q 6h + ciprofloxacina
envolvimento de cartilagem, mg) VO q 8h 500 mg VO q 12h
mãos, pés e articulações, ou Clindamicina 600 mg
lesões profundas VO q 6h + TMP-SMZ 160 5 dias
•• Qualquer mordedura mg/800 mg VO q 12h
em pacientes Doxiciclina 100 mg VO
imunocomprometidos, q 12h
esplenectomizados, etilistas, 5 dias
cirróticos ou diabéticos

SUMÁRIO
Internado
Clindamicina 600- Piperacillina-tazobactan 5 dias
900 mg IV q 8h + 4,5 g IV q 8h OU
|

ciprofloxacino, 200-400 clindamicina 600-900


PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

mg IV q 12h mg IV q 8h + TMP-SMZ
OU clindamicina 8-10 mg/kg/dia IV ÷
600-900 mg IV q 8h + 6-12 h
ceftriaxone 2 g IV q 24h

Hospital das Clínicas FMUSP 129


Peritonite bacteriana espontânea

OUTRAS MORDEDURAS animais marinhos (predomínio de Vibrio, Ae-


Para mordeduras de porco (Flavobacterium romonas e Pseudomonas spp) está indicada
2B resistente a amoxacilina-clavulanato) e a associação com ciprofloxacina.

PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA (PBE) revisado: mar/2008

PROFILAXIA DE PERITONITE ANTIMICROBIANO


BACTERIANA ESPONTÂNEA (PBE) • Norfloxacino 400 mg/dia ou
INDICAÇÕES • Sulfametoxazol-trimetropim 800/160 mg/
• Após 1.º episódio de PBE ou dia
• Pacientes com ascite com proteína < 1,0 g/dl Duração: enquanto houver ascite

PROCEDIMENTOS REALIZADOS EM PORTADORES DE PRÓTESES


NÃO CARDÍACAS revisado: set/2010

Profilaxia de infecção em próteses não PRÓTESES VASCULARES


cardíacas durante procedimentos poten- Recomendado nas próteses vasculares sin-
cialmente bacteriêmicos: téticas colocadas há menos de dois anos. A
profilaxia deve contemplar a flora do local
PRÓTESES ARTICULARES E PACIENTES COM INS- que será manipulado e assegurar níveis
TRUMENTAÇÃO DE COLUNA (GAIOLAS/FIXADORES) séricos e tissulares apenas durante o pro-
Há poucos estudos que embasem a profila- cedimento.
xia antimicrobiana em procedimentos reali-
zados em pacientes com próteses articulares DEMAIS PRÓTESES
(joelho, quadril, ombro, tornozelo), mas a Casos esporádicos de infecção em próteses

SUMÁRIO
Sociedade Americana de Ortopedia (AAOS) mamárias após procedimentos ou doenças
recomenda o uso nos procedimentos com acompanhadas de bacteremia têm sido
potencial para gerar bacteremia. A profi- descritos. No entanto, não há estudos que
laxia deve contemplar a flora do local que possam embasar recomendações para pró-
|

será manipulado e assegurar níveis séricos tese peniana, mamária e derivação ventrí-
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

e tissulares apenas durante o procedimento. culo-peritonial.

Hospital das Clínicas FMUSP 130


Radiologia intervencionista

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA revisado: mar/2014

Horário de administração: administrar a dose endovenosa dentro de 1 hora antes do


início do procedimento, com exceção de Vancomicina e Ciprofloxacina que devem ser
infundidas a 2 horas antes da incisão
PROCEDIMENTO PROFILAXIA ANTIMICROBIANA
Vasculares
Angiografia diagnóstica, angioplastia Não recomendada
e trombólise
Angioplastia com stent Não recomendada rotineiramente
Indicações: reintervenção em até 7 dias, cateterização
arterial prolongada, perspectiva de duração longa do
procedimento: cefazolina 2 g EV
Colocação de endopróteses de aorta Cefazolina 2 g EV
e endopróteses periféricas Alternativa: vancomicina1g ou clindamicina 600 mg
Colocação de filtro de veia cava inferior Não recomendada
Embolização das artérias uterinas Ceftriaxona 2g EV
(tratamento de miomatose) Alternativa: vancomicina1g ou clindamicina 600 mg
Embolização percutânea da Veia Porta Não recomendada rotineiramente
Indicada se manipulação prévia de via biliar: Ceftriaxona 2g EV
Alternativa: clindamicina 600 mg + amicacina 500 mg.
Passagem de cateter venoso central Não recomendada
Tratamento de lesões hemorrágicas Não recomendada
Tratamento de malformações Não recomendada
arteriovenosas
Outros
Biópsia percutânea Não recomendada, exceto se via transretal

SUMÁRIO
Drenagem de vias biliares Ceftriaxone 2 EV
Alternativa: ampicilina 2 g EV + amicacina 500 mg EV
Drenagem percutânea de abscesso Tratamento
|

Gastrostomia/gastrojejunostomia Cefazolina 2 g EV
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

percutânea
Nefrostomia percutânea, cateterização Cefazolina 2 g EV ou ceftriaxone 2 g EV
ureteral Alternativa: (vancomicina 1g ou clindamicina 600 mg) +
amicacina 500 mg
TIPS Ceftriaxone 2 g EV
Alternativa: (vancomicina 1g ou clindamicina 600 mg) +
amicacina 500 mg

Hospital das Clínicas FMUSP 131


Streptococcus

PROCEDIMENTO PROFILAXIA ANTIMICROBIANA


Quimioembolização/radioablação de Pacientes sem manipulação prévia de vias biliares:
lesões hepáticas não indicada
Pacientes com manipulação prévia de vias biliares (anastomoses
bileo-digestivas, stent, papilotomia, etc.) realizar antibiticoterapia
preemptiva: Piperacilina-Tazobactam 4,5g EV em 30 minutos na
indução anestésica, seguido de (Ciprofloxacino 500 mg 12/12h +
Metronidazol 500 mg VO 8/8h) ou (Amoxacilina/Clavulanato 500
mg VO 8/8 h) por 10 dias
Quimioembolização/radioablação de Idealmente, realizar urocultura pré-procedimento para orientar
lesões renais esquema de antibioticoprofilaxia.
Ceftriaxone 2g EV
Alternativas: (clindamicina 600 mg + amicacina 500 mg) ou
piperacilina-tazobactam 4,5g EV em 30 minutos na indução
Para pacientes com condutos ileais: antibioticoterapia
preemptiva por 14 dias após ablação.
Radioablação pulmão Poucos dados na literatura. Não indicada
antibioticoprofilaxia.

Streptococcus do grupo B no recém nascido revisado: ago/2006

Rastreamento do streptococcus do grupo B (swab retal e vaginal): solicitar para todas as


gestantes entre 35 e 37 sem.

Profilaxia intraparto da infecção neonatal pelo estreptococo do grupo B

Indicada Não indicada

SUMÁRIO
•• Cultura de rastreamento vaginal e retal •• Cultura de rastreamento vaginal e retal (35-37
|

(35-37 sem) positiva para EGB sem) negativa para EGB mesmo com um ou mais
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

•• História prévia de RN infectado pelo EGB fatores de risco: TPP, febre intraparto ou RPMO
•• ITU ou bacteriúria pelo EGB durante a •• Gestação anterior com rastreamento positivo
gestação atual para EGB, mas sem infecção neonatal pelo EGB e
•• Cultura de rastreamento não realizada com cultura recente (< 5 sem) negativa
ou desconhecida e TPP (< 37 sem), RPMO •• Cultura positiva para EGB com programação de
(≥ 18h) ou febre intraparto (≥ 38ºC) cesárea fora de TP e sem RPMO
(ITU) infecção do trato urinário; (TPP) trabalho de parto prematuro; (TP) trabalho de parto; (RPMO) rotura prematura das
membranas ovulares.

Hospital das Clínicas FMUSP 132


Tétano

Esquema para profilaxia de streptococcus do grupo B (EGB)


Droga de Penicilina 5 milhões de UI EV no início do trabalho de parto, seguidos de
escolha cristalina 2,5 milhões de UI EV q 4h, até o nascimento
Alternativa Ampicilina 2g EV no início do trabalho de parto, seguido de 1g EV q 4h,
até o nascimento
Se a paciente for alérgica a penicilina
Droga de Clindamicina 900mg EV q 8h, até o nascimento
escolha

• A antibioticoterapia é mais eficaz se for não estiver disponível, a mesma deve


iniciada pelo menos 4 h antes do parto. ser realizada e instituir-se a profilaxia.
• A manutenção deve ser realizada até o Caso o resultado da cultura seja nega-
nascimento. tivo, suspende-se o antibiótico e, nesse
• No trabalho de parto prematuro, a anti- caso, uma nova cultura deverá ser reali-
bioticoterapia profilática é determinada zada em quatro sem, se ainda não tiver
pelo resultado da cultura vaginal e retal ocorrido o nascimento. Diante do resul-
para o estreptococo do grupo B e pela tado positivo da cultura, a profilaxia deve
atividade uterina. Se não foi realizada a ser mantida até cessarem as contrações
cultura de rastreamento ou o resultado uterinas.

TÉTANO revisado: jun/2008


HISTÓRIA DE IMUNIZAÇÃO CONTRA FERIMENTO LIMPO OU TODOS OS OUTROS
TÉTANO SUPERFICIAL FERIMENTOS*
Imunoglobulina Imunoglobulina
humana humana
Vacina antitetânica Vacina antitetânica
Menos de 3 doses ou ignorado Sim Não Sim Sim

SUMÁRIO
Vacinação primária completa (>3doses)
Última dose há menos de 5 anos Não Não Não Não
Última dose entre 5 e 10 anos Não Não Sim Não
|

Última dose há mais de 10 anos Sim Não Sim Não


PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

* Consideram-se outros ferimentos: fraturas expostas, ferimentos por arma branca ou de fogo, queimaduras extensas,
ferimentos com retenção de corpos estranhos, ferimentos profundos e puntiformes (provocados por agulhas, pregos ou outros
objetos pontiagudos).

VACINA Para maiores de 7 anos: utilizar a dupla tipo


Para menores de 7 anos: utilizar a tríplice adulto (dT).
(DPT), dupla infantil (DT) ou a tríplice Imunoglobulina humana antitetânica: 250 UI IM.
acelular. Obs.: não administrar imunoglobulina e va-
cina no mesmo grupo muscular.

Hospital das Clínicas FMUSP 133


Varicela-zóster

VARICELA-ZÓSTER

PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO AO VÍRUS biente hospitalar para os comunicantes


VARICELA-ZÓSTER EM AMBIENTE suscetíveis com menos de 9 meses de
HOSPITALAR idade, imunodeprimidos e gestantes, até
96h após a exposição, conforme fluxogra-
VACINA CONTRA VARICELA ma a seguir.
Indicada para o controle de surto em am-
biente hospitalar, nos comunicantes susce- ANTIVIRAIS
tíveis com 9 meses de idade ou mais, até O uso de antivirais para profilaxia pós-ex-
120h após o contato. A proteção conferida posição à varicela pode ser uma alternativa
pela vacina é de longa duração. caso a imunoglobulina específica não este-
ja disponível. O aciclovir deve ser adminis-
IMUNOGLOBULINA ANTIVARICELA-ZÓSTER (VZIG) trado do 9.º ao 14.º dia do contato na dose
Indicada para o controle de surto em am- de 40 mg/kg/dia administrada q 6h.

Fluxograma para indicação de profilaxia

Contato com a varicela por mais de 1h em ambiente fechado*? Não Não há


necessidade
de profilaxia
Sim Comunicante suscetível**?

Sim Não Não há necessidade de profilaxia

Indicada a profilaxia Idade < 9 meses

VZIG Sim Não SUMÁRIO


|
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

Imunodeprimido*** ou gestante?

VZIG Sim Não Vacina

* Para indivíduos que tiveram contato até 48h antes do surgimento do exantema. **Sem história prévia de doença ou vacinação.
*** Pacientes infectados pelo HIV com contagem de linfócitos T-CD4 < 200 células/mm3; com contagem de linfócitos TCD4 entre
200 e 350 células/mm3 com manifestações clínicas de imunodepressão; pacientes em uso de corticoide na dose equivalente de
prednisona > 2mg/kg/dia; pacientes em uso de outras drogas imunossupressoras; pacientes com outras doenças causadoras de
imunodepressão celular grave

Hospital das Clínicas FMUSP 134


Vítimas de violência sexual

ATENÇÃO cerca de 3 sem.


Fora do ambiente hospitalar só devem
receber VZIG comunicantes de varicela ISOLAMENTO
suscetíveis que sejam: imunodeprimidos; • Varicela e herpes-zóster disseminado: pre-
gestantes; recém-nascidos de mães nas cauções de contato + precauções para
quais a varicela manifestou-se nos últimos aerossóis.
5 dias de gestação ou até 48 h após o par- • Herpes-zóster localizado em paciente imunode-
to; recém-nascidos prematuros com 28 primido: precauções de contato + precau-
sem ou mais de gestação cuja mãe nunca ções para aerossóis.
teve varicela; recém-nascidos prematuros • Herpes-zóster localizado em imunocompetente:
com menos de 28 sem de gestação (ou precauções contato.
com menos de 1.000 g ao nascimento) • Pacientes que receberam profilaxia com
independentemente da história materna VZIG devem permanecer em isolamento
de varicela. até o 28.º dia após o contato se permane-
cerem internados.
DOSES E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO • Pacientes que receberam profilaxia com
• Vacina: dose única (0,5 ml) – via IM ou SC. vacina devem permanecer em isolamento
• VZIG: 125 U para cada 10 kg de peso – via até o 21.º dia após o contato se permane-
IM (a dose mínima é 125 U e a dose má- cerem internados.
xima é 625 U). A meia-vida da VZIG é de

VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL revisado: mai/2011

Atendimento inicial

Coleta de material

SUMÁRIO
Secreção vaginal, uretral, faringe, anal (de Sorologias: Teste de gravidez –
acordo com o local da violência): •• HIV β-HCG
•• Gram •• HBV
|

•• bacterioscópico de secreção vaginal •• HCV


PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

•• imunofluorescência direta para •• HTLV I e II


Chlamydia •• herpes simples 1 e 2
•• cultura geral •• sífilis
•• cultura para gonococo (thayer-martin) •• IF indireta Chlamydia
•• cultura para fungos

Obs.: Sorologia do agressor sob consentimento informado do mesmo: HIV (teste rápido, HCV, HBsAg, VDRL. Tempo de seguimento
da vítima – 6 meses (não doar sangue/órgãos, não engravidar, não amamentar nesse período).
Fonte: Ministério da Saúde.

Hospital das Clínicas FMUSP 135


Vítimas de violência sexual

Atendimento inicial (continuação)


PROFILAXIAS INDICAÇÃO MEDICAÇÃO E DOSE TEMPO
Infecções Adultos: Dose única para todos
sexualmente •• Ceftriaxone 1g IM + os medicamentos
transmissíveis •• Azitromicina 1g VO +
•• Metronidazol 2g VO
Crianças:
•• Ceftriaxone 250mg IM +
•• Azitromicina 20mg/kg VO +
•• Metronidazol 15mg/kg/dia por
7 dias VO
Anticoncepção Levonorgestrel 0,75mg VO de q 12h Só 2 doses, remedicar
se vômitos até 2 h
HIV •• Penetração anal e ou Adultos: •• Fornecer kit inicial
vaginal •• AZT + 3TC + Lopinavir/R para 7 dias
•• Penetração oral com Esquema alternativo (p/ pacientes •• Manter 4 sem
ejaculação com hepatopatia ou alterações TGI):
•• Até 72h do ocorrido •• AZT + 3TC + Tenofovir
AZT 300 +3TC 150 1cp. q 12h
Lopinavir/R 200/50mg 2 cp. q 12h
Tenofovir 300mg 1cp/dia

Crianças:
•• AZT + 3TC + Lopinavir/R
AZT 180 mg/m2:q 12h;
3TC 4 mg/kg de q 12h;

SUMÁRIO
Lopinavir/R
Sup. corporal em m2: 7-15kg: 12/3 mg/kg q 12h
(peso kg × 4 ) + 7 15-40kg: 10/2,5 mg/kg q 12h
peso kg + 90 > 40kg: igual a adultos
|
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA

Hepatite B •• Penetração anal, Imunoglobulina p/ hepatite B: 0,06 Ig – dose única até


vaginal ou oral mg/kg 14o dia
•• Pacientes não Vacina hepatite B – 1 ml IM (3 Vacina – D0, 1 m, 6 m
vacinadas ou esquema doses)
incompleto
Tétano Se ferimento ou Anatox tetânico – 1 amp ou 0,5 A depender do estado
traumas associados ml IM ± imunoglobulina humana vacinal prévio
antitetânica 250 UI-500 UI IM

Hospital das Clínicas FMUSP 136


Hospital das Clínicas FMUSP
PROFILAXIA NÃO CIRÚRGICA | SUMÁRIO

137
PREVENÇÃO DE IRAS
Microrganismos multirresistentes

MICRORGANISMOS MULTIRRESISTENTES

Critérios para início e retirada do isolamento de pacientes com microrganismos multirresistentes


e para investigação de contactantes

MICRORGANISMO INDICAÇÕES UNIDADES DE QUEM SÍTIO DE COLETA


DE COLETA DE (ICHC) COLETAR
CULTURAS
MRSA A partir do Berçário Contactantes do Swab nasal, perineal,
primeiro caso de mesmo espaço lesões de pele
infecção físico/quarto
S.aureus com sensibilidade Qualquer Contactantes do
Swab nasal, perineal,
intermediária ou unidade mesmo espaçolesões de pele, secreção
resistentes a vancomicina físico/quarto
traqueal de pacientes
submetidos à VM
Enterococcus spp Semanal U2CC, U1CC, Todos os Swab retal ou coleta
Resistente a Vancomicina UCNV, U1CH, pacientes de fezes de acordo
ETMO, E1MH, internados nas com condições clínicas
EICH unidades citadas do paciente
Surtos Qualquer Contactantes do Swab retal ou coleta
unidade mesmo espaço de fezes de acordo
físico/quarto com condições clínicas
do paciente
Enterobactérias A partir do Qualquer Contactantes do Swab retal e inguinal
resistentes a carbapenem primeiro caso de unidade mesmo espaço
colonização ou físico/quarto
de infecção EICH - coletar de
provenientes de
UTI e/ou outro SUMÁRIO
hospital

Acinetobacter spp. e P. Surtos Qualquer Contactantes do Urina de pacientes


aeruginosa resistentes a unidade mesmo espaço com SVD, Swab retal
|

carbapenem físico/quarto ou coleta de fezes de


PREVENÇÃO DE IRAS

EICH - coletar de acordo com condições


provenientes de clínicas do paciente,
UTI e/ou outro secreção traqueal de
hospital pacientes submetidos
à VM, lesões de pele

Hospital das Clínicas FMUSP 138


Microrganismos multirresistentes

Critérios para início e retirada do isolamento de pacientes com microrganismos multirresistentes


e para investigação de contactantes (continuação)

MICRORGANISMO INDICAÇÕES UNIDADES DE QUEM SÍTIO DE COLETA


DE COLETA DE (ICHC) COLETAR
CULTURAS
Clostridium difficille Surtos Qualquer Contactantes do Fezes
unidade mesmo espaço
físico/quarto
S. pyogenes Na admissão Queimados Swab orofaringe,
e seml lesões de pele

Instituto do Coração

Enterococcus spp Resistente a Vancomicina em resistentes a carbapenem.


qualquer sítio. •• Isolados nos seguintes sítios:
•• S. aureus resistentes à oxacilina. •• Feridas abertas, com drenagem de secreção
•• Enterobactérias produtoras de β-lactamase purulenta;
de espectro estendido (ESBL) e/ou resistentes a •• Vias aéreas de pacientes entubados ou
carbapenem. traqueostomizados;
•• Pseudomonas spp.e Acinetobacter spp. •• Urina de pacientes com incontinência urinária.

UTI / ENFERMARIAS

COLONIZADO / INFECTADO A liberação ficará a cargo da UCIH


S. Aureus , Enterobactérias
Pseudomonas spp. e
Acinetobacter spp. SUMÁRIO
Enterococcus spp Resistente a Isolar até a alta
Vancomicina
CONTACTANTES Manter em precaução de contato e solicitar orientação da UCIH
(pacientes do mesmo quarto/
|

espaço físico do caso)


PREVENÇÃO DE IRAS

TRANSFERIDOS DE OUTROS •• Manter o paciente em precaução de contato


HOSPITAIS •• Colher culturas de dispositivos invasivos, lesões abertas e swab
retal
•• Realizar a troca dos dispositivos invasivos o mais rápido possível
•• A liberação das precauções deverá ser realizada pela UCIH

Hospital das Clínicas FMUSP 139


Microrganismos multirresistentes

Instituto da Criança

•• Pseudomonas spp., Acinetobacter spp. ou Nos berçários:


enterobactérias resistentes a carbapenem •• Pseudomonas spp., Acinetobacter spp. e
•• Enterococcus spp. resistentes a enterobactérias resistentes a carbapenem
vancomicina •• MRSA, VRE, Produtores de ESBL

UTI / ENFERMARIAS

COLONIZADO / INFECTADO Isolar até a alta


CONTACTANTES (pacientes Colher culturas de dispositivos invasivos e lesões abertas e swab
do mesmo quarto/espaço físico retal de todos os pacientes contactantes (Antes da coleta, discutir
do caso) com a CCIH)
TRANSFERIDOS DE OUTROS •• Colher culturas e manter em isolamento até resultado
HOSPITAIS OU DO PRONTO •• Colher culturas de dispositivos invasivos e lesões abertas e swab
SOCORRO DO HC (internação retal
maior que 24h)

Hospital Auxiliar de Suzano

•• S. aureus resistentes à oxacilina. resistentes a carbapenem.


•• Enterococcus spp. resistentes à vancomicina.
•• Enterobactérias produtoras de beta lactamase Critério para retirada de isolamento: pacien-
de espectro estendido e/ou resistentes a tes com lesões fechadas e sem disposi-
carbapenem. tivos invasivos (traqueostomia, cateter
•• Pseudomonas ssp, Acinetobacter ssp vesical, cateter venoso central).

ENFERMARIAS SUMÁRIO

COLONIZADO / INFECTADO Isolar enquanto permanecer com dispositivos invasivos, sinais de


infecção ou lesões abertas
CONTACTANTES (pacientes Não colher cultura
|

do mesmo quarto/espaço físico


PREVENÇÃO DE IRAS

do caso)
TRANSFERIDOS DE OUTROS Não colher cultura
HOSPITAIS OU DO PRONTO
SOCORRO DO HC (internação
de mais de 24h)

Hospital das Clínicas FMUSP 140


Microrganismos multirresistentes

Hospital Auxiliar de Cotoxó

•• S. aureus resistentes à oxacilina. •• Pseudomonas spp. e Acinetobacter spp.


•• Enterobactérias produtoras de resistentes a carbapenem.
betalactamases de espectro estendido (ESBL) e •• Enterococcus spp. resistentes a
resistentes a carbapenem. vancomicina.

ENFERMARIAS

COLONIZADO / INFECTADO Isolar até a alta


CONTACTANTES (pacientes do mesmo Colher culturas de dispositivos invasivos e feridas abertas
quarto/espaço físico do caso) e swab retal de todos os pacientes
TRANSFERIDOS DE OUTROS Colher culturas de dispositivos invasivos e feridas abertas
HOSPITAIS OU DO PRONTO e swab retal de todos os pacientes.
SOCORRO DO HC (internação de mais
de 24h)

Instituto de Ortopedia

•• Bacilos Gram Negativos resistentes a Isolados nas seguintes sítio:


carbapenem. •• ferida com exsudação não contida;
•• Enterococcus spp. resistentes a •• vias aéreas de paciente entubado ou traqueostomizado;
vancomicina. •• urina em paciente incontinente ou em cateterização
•• Clostridium difficille intermitente;
•• paciente com diarréia.

ENFERMARIAS
SUMÁRIO
COLONIZADO / INFECTADO Isolar até a alta
CONTACTANTES (pacientes Colher culturas de dispositivos invasivos e feridas abertas e swab
do mesmo quarto/espaço físico retal de todos os pacientes
do caso)
|

TRANSFERIDOS DE OUTROS Colher culturas de dispositivos invasivos e feridas abertas e swab


PREVENÇÃO DE IRAS

HOSPITAIS OU DO PRONTO retal de todos os pacientes.


SOCORRO DO HC (internação
de mais de 24h)

Hospital das Clínicas FMUSP 141


Precauções de contato

Instituto de Psiquiatria

•• Enterococcus spp. resistentes a vancomicina; carbapenem;


•• S. aureus resistentes à oxacilina; •• Pseudomonas spp. e Acinetobacter spp.
•• Enterobactérias produtoras de β-lactamase resistentes a carbapenem.
de espectro estendido (ESBL) e/ou resistentes a

UTI ENFERMARIAS

COLONIZADO / Isolar até a alta •• Isolar o paciente até o final do


INFECTADO tratamento nos casos de infecção e/ou
•• Isolar enquanto mantiver
dispositivos invasivos, ostomias e
lesões abertas
CONTACTANTES Manter em precaução de contato Manter o paciente em precaução de
(pacientes do mesmo quarto/ e solicitar orientação da SCIH contato e solicitar orientação da SCIH
espaço físico do caso)
TRANSFERIDOS DE •• Manter o paciente em •• Manter o paciente em precaução
OUTROS HOSPITAIS OU precaução de contato de contato
DO PRONTO SOCORRO •• Colher culturas de vigilância •• Colher culturas de vigilância
DO HC (internação de mais conforme SCIH conforme SCIH
de 24h) •• A liberação da precaução •• A liberação da precaução ficará a
ficará a cargo da SCIH cargo da SCIH

INSTITUIR PRECAUÇÃO DE CONTATO

• Quarto privativo sempre que possível.* • Higienizar as mãos antes e após contato
• Coorte de pacientes portadores do mesmo com o paciente ou com material infectan- SUMÁRIO
microrganismo. te e após a retirada das luvas.
• Manter um profissional exclusivo para os • Usar artigos (estetoscópios, aparelho de
cuidados do paciente, quando possível. pressão, termômetros, oxímetro, aspira-
• Avental (reutilizável) e luvas de uso único, dor de secreções etc.), individuais para
|

antes de entrar em contato com o paciente cada paciente. Realizar fricção com álcool
PREVENÇÃO DE IRAS

ou com material infectante (descartar lu- a 70% por 30 segundos após cada uso.
vas e aventais após realizar o cuidado do • Limpeza e desinfecção do ambiente: se-
paciente) guir a rotina da higiene hospitalar.

ICHC _ No caso de enterobactérias resistentes a carbapenênicos é obrigatório quarto privativo ou coorte.

Hospital das Clínicas FMUSP 142


Precaução para Clostridium difficile

PRECAUÇÃO PARA CLOSTRIDIUM DIFFICILE

Se um paciente apresentar diarréia associa- CONTACTANTES


da a Clostridium difficile, deve-se instituir: Somente investigar C. difficile em pacientes
com diarréia.
PRECAUÇÕES DE CONTATO
• Quarto privativo com banheiro individu- CRITÉRIOS PARA SUSPENSÃO DAS PRECAUÇÕES
al para pacientes incontinentes ou com DE CONTATO
hábitos de higiene precários. Se outros • Paciente sem diarréia por 48h
pacientes apresentarem doença associa-
da a Clostridium difficile, estes poderão ser CUIDADOS COM ARTIGOS E SUPERFÍCIES
colocados no mesmo quarto; • A limpeza concorrente diária e a limpeza
• Uso de luvas e avental de manga longa ao terminal devem ser feitas em todas as
entrar em contato com pacientes ou ma- superfícies, utilizando hipoclorito de sódio
teriais infectantes; 1% já que os esporos do C.difficile não são
• Higiene das mãos é obrigatória com sabão inativados com álcool a 70%.
anti-séptico imediatamente após a reti- • A limpeza e desinfecção de artigos deve
rada das luvas. Solução alcoólica não é ser a mesma da rotina de microrganismos
efetivo nesta situação; multiresistentes, lembrando que a limpe-
• Individualizar artigos de uso próprio do pa- za mecânica é o passo mais importante
ciente: termômetros, aparelhos de pres- para prevenir a disseminação de C. difficile.
são, comadres, papagaios, medidores de
urina, etc.

PRECAUÇÃO PARA ISOLAMENTO

PRECAUÇÕES PADRÃO A aplicação das precauções padrão inclui


São precauções aplicadas ao cuidado de as medidas listadas a seguir: SUMÁRIO
todos os pacientes independentemen-
te de seu diagnóstico infeccioso, com HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS
o objetivo de diminuir a transmissão de • Higienizar as mãos nas seguintes circuns-
microrganismos. Devem ser colocadas tâncias:
|

em prática quando se antecipa o con- - Antes e após contato com pacientes;


PREVENÇÃO DE IRAS

tato com sangue, fluidos corpóreos, se- - Após contato com sangue, secreções,
creções e excreções, pele não íntegra e pele não íntegra, membrana mucosa,
membrana mucosa. Os equipamentos de curativos de feridas e objetos inanimados;
proteção serão utilizados de acordo com - Entre procedimentos realizados para o
a natureza da exposição. mesmo paciente;

Hospital das Clínicas FMUSP 143


Precauções para isolamento

- Após a retirada das luvas. mucosas da boca e dos olhos, durante a


• Higienizar as mãos com água e sabão realização de procedimentos no paciente,
ou solução alcoólica (ex.: álcool-gel). Se ou durante o manuseio de artigos ou ma-
as mãos estiverem visivelmente sujas ou teriais contaminados.
contaminadas com sangue ou secreções, • Após o uso, lavar os óculos com água e
lavá-las com água e sabão. sabão ou desinfetá-los com álcool a 70%.

USO DE EQUIPAMENTOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIES


PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) • Realizar limpeza concorrente diária e
Observar as seguintes situações: sempre que houver sujidade visível in-
• Quando o contato com paciente envolver cluindo cama e mobiliário do paciente.
sangue e/ou fluidos corpóreos; • Realizar limpeza terminal quando ocorrer
• Quando for necessária proteção contra alta, óbito ou transferência.
respingos ou houver contato com pele não • Evitar movimentar roupas de maneira
íntegra e mucosa. brusca, para evitar disseminação de partí-
USO DE LUVAS culas no ambiente.
• Utilizar sempre que contato com sangue
e líquidos corporais, secreções e excre- ARTIGOS E EQUIPAMENTOS
ções, membranas mucosas, pele lesada, • Realizar limpeza seguida de desinfec-
artigos ou superfícies sujos com material ção ou esterilização quando passar de
biológico. um paciente para outro ou sempre que
• Utilizar luvas devidamente ajustadas. esses itens estiverem sujos ou mau fun-
• Trocar as luvas entre procedimentos re- cionando.
alizados no mesmo paciente se houver
contato com material infectado. CUIDADOS COM MATERIAL
• Desprezar as luvas imediatamente após PERFUROCORTANTE
o uso. • Manusear material perfurocortante com
USO DE AVENTAL extremo cuidado.
• Utilizar como barreira física, quando exis- • Não reencapar nem dobrar a agulha. SUMÁRIO
tir a possibilidade de sujar ou contaminar • Desprezar a agulha e a seringa sem des-
com material biológico as roupas ou a conectá-las.
pele do profissional da saúde. • Descartar todo material perfurocortante
• Utilizar avental de manga longa. utilizado no cuidado do paciente em reci-
|

• Desprezar o avental imediatamente após piente apropriado.


PREVENÇÃO DE IRAS

o uso, antes de sair do quarto. • Manter caixa de perfurocortante sobre


USO DE MÁSCARA, ÓCULOS E PROTETOR FACIAL suporte.
• Utilizar esses itens quando houver a pos- • Encher a caixa até no máximo 2/3 da ca-
sibilidade da ocorrência de respingos de pacidade total (linha pontilhada).
material biológico sobre as membranas

Hospital das Clínicas FMUSP 144


Precauções para isolamento

PRECAUÇÕES ADICIONAIS TRANSPORTE DO PACIENTE


São baseadas no modo de transmissão das • Deverá ser evitado. Proteger lesões aber-
doenças e classificadas em: tas com curativo.
• precauções de contato; • Se o paciente for transportado, fazer
• precauções para gotículas; a desinfecção da maca ou cadeira de
• precauções para aerossóis. transporte com álcool a 70% após o uso
Para a maioria das doenças é suficiente a e proteger com lençol. Desprezá-lo em
aplicação de um tipo de precaução, porém seguida.
para outras, que podem ser transmitidas • Caso o paciente necessite realizar procedi-
por várias vias, há necessidade da combi- mento fora do quarto, o profissional de saú-
nação de dois tipos de precaução. de que irá acompanhar deverá usar aven-
A aplicação de qualquer uma destas pre- tal manga longa e luvas de procedimento.
cauções implica no uso associado das pre- ARTIGOS E EQUIPAMENTOS
cauções padrão. • Deverão ser exclusivos para cada paciente.
• Devem ser limpos, desinfetados ou esteri-
PRECAUÇÕES DE CONTATO lizados de acordo com a sua função após
São indicadas em situações de suspeita ou alta do paciente.
confirmação de doenças ou presença de
microrganismos transmitidos por contato PRECAUÇÕES RESPIRATÓRIAS PARA
direto ou indireto. Exemplos: pacientes com AEROSSÓIS
diarreia, infecção ou colonização por micror- Referem-se às situações de suspeita ou
ganismos multirresistentes e escabiose. confirmação de doenças transmitidas por
QUARTO aerossóis. Ex.: tuberculose pulmonar ou
• Privativo ou compartilhado com pacientes laríngea, sarampo, varicela e herpes-zóster
infectados com o mesmo microrganismo. disseminado.
LUVAS A aplicação das precauções relativas a ae-
• Deverão ser utilizadas durante o contato rossóis inclui as medidas listadas a seguir.
com o paciente ou com material infectante. QUARTO PRIVATIVO
• Devem ser descartadas imediatamente • A porta deve estar obrigatoriamente fe- SUMÁRIO
após o uso, seguido de higiene das mãos. chada.
AVENTAL DE MANGA LONGA • Deverá dispor de sistema de ventilação
• Usar sempre que houver possibilidade com pressão negativa e seis trocas de ar
de contato da roupa do profissional com por hora.
|

o paciente, leito, mobiliário ou material • A exaustão do ar deve ser feita para am-
PREVENÇÃO DE IRAS

infectante. biente externo (longe de calçadas, janelas


• Em caso de diarreia, colostomia, ileosto- que podem ser abertas, pessoas, animais
mia ou ferida não condita no curativo, o e correntes de ar). Se o ar for recirculado,
uso do avental torna-se obrigatório. deverá ser filtrado através de filtro HEPA.

Hospital das Clínicas FMUSP 145


Precauções para isolamento

MÁSCARA TRANSPORTE DO PACIENTE


• É obrigatório o uso de máscara específica • Evitar. Quando necessário o paciente de-
(tipo N95 ou PFF2) com capacidade de verá sair do quarto utilizando máscara
filtrar partículas menores ou iguais a 0,3 cirúrgica.
μm de diâmetro, por todo profissional que
prestar assistência a pacientes com sus- RESPONSABILIDADE E ROTINA NA
peita ou confirmação das doenças citadas INSTITUIÇÃO E MANUTENÇÃO DAS
acima. A máscara deverá ser colocada PRECAUÇÕES PARA ISOLAMENTO
antes de entrar no quarto e retirada so-
mente após sair dele. QUANDO INSTITUIR O PROCEDIMENTO
• A máscara não tem uma vida útil prees- Sempre que houver suspeita ou confirma-
tabelecida e deve ser usada várias vezes ção de doença infecciosa ou colonização/
pelo mesmo profissional. Descartar quan- infecção por um microrganismo passível
do estiver suja, úmida ou com defeito, por de ser disseminado para outros pacientes
exemplo, quebra da haste. ou profissionais de saúde.
TRANSPORTE DO PACIENTE QUEM DEVE INSTITUIR O PROCEDIMENTO
• Evitar. Quando necessário o paciente de- O médico ou enfermeiro da unidade onde o
verá sair do quarto utilizando máscara paciente se encontra internado.
cirúrgica. NOTIFICAÇÃO PARA A CCIH
O médico ou enfermeiro que instituiu o pro-
PRECAUÇÕES RESPIRATÓRIAS PARA cedimento inicial deverá notificar a CCIH.
GOTÍCULAS AVALIAÇÃO DA INDICAÇÃO DO PROCEDIMENTO
Referem-se a pacientes com suspeita ou O médico ou enfermeiro da CCIH deverá
confirmação de doenças com transmissão realizar a avaliação da indicação do pro-
por gotículas. Exemplos: caxumba, menin- cedimento imediatamente após receber a
gite meningocócica, difteria e rubéola. notificação. O objetivo dessa avaliação é
A aplicação das precauções respiratórias ratificar ou não a indicação de precauções
para gotículas inclui as medidas listadas a para isolamento e realizar orientações adi-
seguir. cionais pertinentes. SUMÁRIO
QUARTO PRIVATIVO SUPERVISÃO DA APLICAÇÃO DO PROCEDIMENTO
• Obrigatório, podendo ser compartilhado Deverá ser realizada pelo médico ou enfer-
com pacientes infectados pelo mesmo meiro da unidade. A CCIH poderá supervi-
microrganismo. Manter a porta fechada. sionar a qualidade da efetivação do proce-
|

MÁSCARA dimento indicado e reorientar se necessário.


PREVENÇÃO DE IRAS

• É obrigatório o uso de máscara cirúrgica SUSPENSÃO DO PROCEDIMENTO


por todas as pessoas que entrarem no O médico ou enfermeiro da unidade pode-
quarto. rá suspender o procedimento seguindo as
• A máscara deverá ser desprezada à saída orientações técnicas de precauções para
do quarto. isolamento.

Hospital das Clínicas FMUSP 146


Precauções para isolamento

PRECAUÇÕES EMPÍRICAS (NA SUSPEITA) POR SÍNDROME CLÍNICA


SÍNDROME POSSÍVEIS AGENTES PRECAUÇÃO
Suspeita de tuberculose M. tuberculosis Aerossol
Síndrome gripal Vírus sincicial respiratório, vírus Gotícula + Contato
parainfluenza,
adenovírus,
influenza,
metapneumovírus humano
Diarréia aguda possivelmente infecciosa Patógenos entéricos/ Contato
Clostridium difficile
Meningite N. meningitidis Gotículas
Meningite Enterovírus Contato
Exantema N. meningitidis Aerossol + contato
Petequial/ equimótico Varicela-zoster
Vesicular Vírus do sarampo
Maculopapular
Risco de colonização/infecção Bactérias multirresistentes Contato
bactérias multirresistentes
Síndrome Gripal Ex: adenovírus, Influenza A, B, C, Gotículas + contato
vírus sincicial respiratório ( ver página de 149 a 154)

PRECAUÇÕES DE INFECÇÃO POR VÍRUS RESPIRATÓRIOS revisado: abr/2013

Para pacientes internados com síndrome •• Hipotensão em relação à pressão arte-


gripal e/ou síndrome respiratória aguda grave rial habitual do paciente; e
(SRAG) conforme as seguintes definições: •• Em crianças, além dos itens acima, ob-
servar também os batimentos de asa de
• Síndrome gripal nariz, cianose, tiragem intercostal, desi-
Doença aguda (com duração máxima de dratação e inapetência. SUMÁRIO
cinco dias), apresentando febre (ainda que O quadro clínico pode ou não ser acompanha-
referida) acompanhada de tosse ou dor de do das alterações laboratoriais e radiológicas
garganta, na ausência de outros diagnósticos. listadas abaixo:
•• Alterações laboratoriais: leucocitose,
|

• Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) leucopenia ou neutrofilia; e


PREVENÇÃO DE IRAS

Presença de febre acima de 38ºC, tosse e •• Radiografia de tórax: infiltrado intersti-


dispnéia, acompanhada ou não, por: cial localizado ou difuso, ou presença de
•• Aumento da frequência respiratória (de condensação.
acordo com a idade);

Hospital das Clínicas FMUSP 147


Precauções para isolamento

DEVERÃO SER TOMADAS AS Para pacientes do Transplante


SEGUINTES MEDIDAS: de Células Tronco Hematopoiéticas :
1. Precaução empírica: contato+ gotícula • Colher painel viral (imunofluorêscencia
2. Instituir quarto privativo direta encaminhar ao LIM Virologia IMT)
3. Colher: + PCR para influenza
• Manter sempre precaução de contato e gotí-
Para todos os pacientes: PCR para influenza culas. Para suspender precaução, aguardar
Se PCR negativo: suspender precaução de o término do tratamento e colher novamente
gotícula e manter precaução contato o painel viral. Se o resultado permanecer po-
Se PCR positivo: caso confirmado de in- sitivo, colher novamente o painel viral a cada
fluenza, suspender precaução de contato e 7 dias. Suspender a precaução somente
manter precaução de gotículas quando painel viral for negativo.

VÍRUS PRECAUÇÃO DURAÇÃO DA OBSERVAÇÕES


PRECAUÇÃO
Adenovírus Gotícula Duração da doença Excreção viral pode ser prolongada
+ contato em imunossuprimidos
Influenza A, B, C Gotícula Até 7 dias após início dos Crianças e imunossuprimidos: até
sintomas ou 24 horas após 14 dias após início dos sintomas ou
cessar febre, o que ocorrer 24 horas após cessar febre, o que
depois. ocorrer depois
Parainfluenza Contato Duração da doença Excreção viral pode ser prolongada
em imunossuprimidos
Vírus sincicial Contato Duração da doença Excreção viral pode ser prolongada
respiratório em imunossuprimidos
No Transplante de Células Tronco Hematopoiéticas:
Manter sempre precaução de contato e gotículas. Para suspender precaução, aguardar o término do tratamento e colher
novamente o painel viral. Se o resultado permanecer positivo, colher novamente o painel viral a cada 7 dias.
Suspender a precaução somente quando painel viral for negativo.
SUMÁRIO
Observações: • Para pacientes em ventilação mecânica:
• Visitantes e profissionais da saúde com sin- utilizar sistema fechado de aspiração
tomas de gripe não devem vir ao Hospital • Para procedimentos que geram aerossol:
utilizar máscara N95
|
PREVENÇÃO DE IRAS

GERAM AEROSSOL (CLASSIFICAÇÃO OMS) NÃO GERAM AEROSSOL


Intubação e procedimentos relacionados (ex: Ventilação mecânica; Aspiração de secreção
ventilação manual; Aspiração traqueal; Ressuscitação respiratória em sistema fechado; Ventilação
cardiopulmonar; Broncoscopia; Coleta de secreções do trato não invasiva por pressão positiva (BiPAP);
respiratório; Autópsia Aspiração nasofaringea

Hospital das Clínicas FMUSP 148


Precauções para isolamento

Relação das infecções, condições e microrganismos que exigem a aplicação de precauções


para isolamento

INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO


MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES
TIPO PERÍODO TIPO PERÍODO
ABSCESSO: CANCRO MOLE (Chlamydia P
•• Drenando: sem curativo ou C DS trachomatis): conjuntivite,
com curativo não contido genital e respiratória
•• Drenando com curativo P CISTICERCOSE P
oclusivo contido Clostridium botulinum P
AIDS (ver HIV) Clostridium difficile C DD
ACTINOMICOSE P Clostridium perfringens: P
ADENOVÍRUS, infecção por: Rg +C DD Intoxicação alimentar e
lactante e pré-escolar gangrena gasosa
AMEBÍASE P CÓLERA C
ANGINA DE VINCENT P COLITE ASSOCIADA A C PP
ANTRAX: cutâneo e pulmonar P ANTIBIÓTICO
ASCARIDÍASE P CONJUNTIVITE:
ASPERGILOSE P •• Bacteriana aguda e P
BACTÉRIAS gonocócica
MULTIRRESISTENTES •• Viral aguda (hemorrágica C DD
(ver tabela bactérias aguda)
multirresistentes): COQUELUCHE Rg TE 5 dias
•• Colonização/infecção: C* CREUTZFELDT-JACOB, doença P
solicitar avaliação da CCIH CRIPTOCOCOSE P
BABESIOSE P CITOMEGALOVIROSE: P
BOTULISMO P Neonatal ou em
BRONQUIOLITE: ver infecções imunossuprimido SUMÁRIO
respiratórias em lactentes e DENGUE P
pré-escolares DERMATOFITOSE P
BRUCELOSE P DIARREIA: ver gastroenterite
CANDIDÍASE: todas as formas P DIFTERIA:
|

CAXUMBA Rg TU 9 dias •• Cutânea C TA + 2CN**


PREVENÇÃO DE IRAS

CELULITE: drenagem não C DD •• Faríngea Rg TA + 2CN**


controlada DOENÇA DE MÃO, PÉ E BOCA:
ver enterovirose
DONOVANOSE (granuloma P
inguinal)

Hospital das Clínicas FMUSP 149


Precauções para isolamento

Relação das infecções, condições e microrganismos que exigem a aplicação de precauções


para isolamento (continuação)

INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO


MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES
TIPO PERÍODO TIPO PERÍODO
ENCEFALITE: ver agente - com secreção não contida C
específico - com secreção contida P
ENDOMETRITE P •• Endometrite (sepsis P
ENTEROBÍASE P puerperal)
ENTEROCOLITE (Clostridium C DD •• Faringite: lactante e Rg TE 24 h
difficile) pré-escolar
ENTEROCOLITE P •• Pneumonia: lactante e Rg TE 24 h
NECROTIZANTE pré-escolar
ENTEROVIROSE (coxackie e •• Escarlatina: lactante e Rg TE 24 h
echovirus) pré-escolar
•• Adulto P ESTREPTOCOCCIA:
•• Lactante e pré-escolar C DD Streptococcus Grupo B
EPIGLOTITE Rg TE 24h •• Neonatal P
ERITEMA INFECCIOSO: ver ESTREPTOCOCCIA: P
parvovírus B19 Streptococcus Grupo não
ESCABIOSE C TE 24h A não B
ESPOROTRICOSE P ESTREPTOCOCOS
ESQUISTOSSOMOSE P MULTRRESISTENTES
ESTAFILOCOCCIA: (pneumococo e
S. aureus enterococo): ver bactérias
Pele, ferida e queimadura: multirresistentes.
- com secreção não contida C ESTRONGILOIDÍASE P
- com secreção contida P EXANTEMA SÚBITO P SUMÁRIO
•• Enterocolite P1 FEBRE AMARELA P
•• Multirresistente: ver FEBRE POR ARRANHADURA P
bactérias multirresistentes DO GATO
•• Pneumonia P FEBRE POR MORDEDURA P
|

•• Síndrome da pele P DO RATO (Streptobacillus


PREVENÇÃO DE IRAS

escaldada moniliformis ou Spirilum


•• Síndrome do choque tóxico P minus)
ESTREPTOCOCCIA: FEBRE RECORRENTE P
Streptococcus Grupo A FEBRE REUMÁTICA P
•• Pele, ferida e queimadura:

Hospital das Clínicas FMUSP 150


Precauções para isolamento

Relação das infecções, condições e microrganismos que exigem a aplicação de precauções


para isolamento (continuação)

INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO


MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES
TIPO PERÍODO TIPO PERÍODO
FEBRE TIFOIDE: ver HEPATITE VIRAL:
gastroenterite •• Vírus A: P
FURUNCULOSE C DD - uso de fralda ou incontinente C2 DD
ESTAFILOCÓCICA: lactantes e •• Vírus B (HBs Ag positivo),
pré-escolares vírus C e outros:
GANGRENA GASOSA P - sem sangramento P
GASTROENTERITE: - com sangramento, não C
•• Campylobacter spp, C contido
Cholera spp, Criptosporidium •• Vírus E P
spp HERPANGINA: ver enterovirose
•• Clostridium difficile C DD HERPES SIMPLES:
•• Escherichia coli: •• Encefalite
- êntero-hemorrágica •• Neonatal P
0157:4H e outras espécies: •• Mucocutânea disseminada C3 DD
- diarreia não contida C ou primária e grave
- diarreia contida P •• Mucocutânea, recorrente C
•• Giardia lamblia P (pele, oral e genital)
•• Rotavirus C HERPES-ZÓSTER: P
•• Salmonella spp (inclusive P1 •• Localizado em
S. typhi) imunossuprimido
•• Shigella spp P1 •• Disseminado (mais de 1 Ra + DD(LC)
•• Vibrio parahaemolyticus P dermátomo) C***
•• Viral: outros vírus •• Localizado em Ra + DD(LC) SUMÁRIO
- diarreia não contida C imunocompetente C***
- diarreia contida P HIDATIDOSE C***
•• Yersinia enterocolitica P HISTOPLASMOSE
GIARDÍASE: ver gastroenterite HIV, infecção por: P
|

GONORREIA P •• Sem sangramento P


PREVENÇÃO DE IRAS

GUILLAIN-BARRÈ, síndrome P •• Com sangramento não


de contido P
HANSENÍASE P IMPETIGO C
HANTAVÍRUS PULMONAR P
Helicobacter pylori P

Hospital das Clínicas FMUSP 151


Precauções para isolamento

Relação das infecções, condições e microrganismos que exigem a aplicação de precauções


para isolamento (continuação)

INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO


MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES
TIPO PERÍODO TIPO PERÍODO
INFECÇÃO DE CAVIDADE P •• Haemophilus influenzae Rg TE 24 h
FECHADA (suspeita ou confirmada)
INFECÇÃO DO TRATO P •• Listeria monocytogenes P
URINÁRIO •• Neisseria meningitidis Rg TE 24 h
INFECÇÃO DO TRATO C (suspeita ou confirmada)
RESPIRATÓRIO EM LACTANTES •• Pneumocócica P
E PRÉ-ESCOLARES OU •• Tuberculosa P4
BRONQUIOLITE: Vírus •• Outra bactéria não citada P
sincial respiratório e vírus acima
parainfluenzae MENINGOCOCEMIA Rg TE 24 h
INFLUENZA: A, B, C (inclui Rg DD MICRORGANISMOS
H1N1) MULTIRRESISTENTES (ver
INTOXICAÇÃO ALIMENTAR P bactérias multirresistentes)
POR: C. botulium, C. MOLUSCO CONTAGIOSO P
perfringens, C. welchii e MONONUCLEOSE INFECCIOSA P
estafilocócica MUCORMICOSE P
KAWASAKI, síndrome de P MICOBACTERIOSE ATÍPICA P
LEGIONELOSE P (não M. tuberculosis):
LEPTOSPIROSE P pulmonar e cutânea
LISTERIOSE P NOCARDIOSE P
LYME, doença de P OXIÚROS, infecção por P
LINFOGRANULOMA VENÉREO P PARACOCCIDIOIDOMICOSE P
MALÁRIA P (P. brasiliensis): pulmonar SUMÁRIO
MELIOIDOSE P ou cutâneo
INFECÇÃO DE FERIDA P PARVOVÍRUS B19:
CIRÚRGICA •• Doença crônica em Rg DI
MENINGITE: imunossuprimido
|

•• Asséptica (não bacteriana P •• Crise aplástica transitória Rg 7 dias


PREVENÇÃO DE IRAS

e não viral) ou de células vermelhas


•• Bacteriana gram-negativos P PEDICULOSE C TE 24 h
entéricos, em neonatos PERTUSSIS (COQUELUCHE) Rg TE 5 dias
•• Fúngica P PESTE:
•• Bubônica P

Hospital das Clínicas FMUSP 152


Precauções para isolamento

Relação das infecções, condições e microrganismos que exigem a aplicação de precauções


para isolamento (continuação)

INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO


MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES
TIPO PERÍODO TIPO PERÍODO
•• Pneumônica Rg TE 3 dias - lactantes e pré escolar C
PLEURODÍNEA: ver POLIOMIELITE P
enterovirose PSITACOSE (ORNITOSE) P
PNEUMONIA: RAIVA C
•• Adenovírus Rg + C DD REYE, síndrome de P
Burkholderia cepacia em RITTER (síndrome da pele P
fibrose cística incluindo escaldada estafilocócica)
•• Colonização do trato P5 RIQUETSIOSE P
respiratório RUBÉOLA: Rg IR 7 dias
•• Chlamydia P •• Congênita C7
•• Fúngica P SALMONELOSE: ver
•• Haemophilus influenzae: gastroenterite
- adulto P SARAMPO Ra 4 dias após
- lactantes e crianças de Rg TE 24 h o término
qualquer idade do rash
•• Legionella spp P SHIGELOSE: ver gastroenterite
•• Meningocócica Rg TE 24 h SÍFILIS:
•• Mycoplasma (pneumonia Rg DD •• Pele e membrana mucosa P
atípica primária) (incluindo congênita,
•• Outras bactérias não P primária e secundária)
listadas (incluindo gram- •• Lactante (terciária) e soro P
negativos) positivo sem lesões
•• Pneumocócica P SÍNDROME DA P SUMÁRIO
•• Pneumocystis carinii P6 PELE ESCALDADA
•• Pseudomonas cepacia: ver
pneumonia por Burkholderia TENÍASE P
cepacia TÉTANO P
|

•• Staphylococcus aureu P TINEA P


PREVENÇÃO DE IRAS

•• Streptococcus, grupo A: TOXOPLASMOSE P


- adultos P TRACOMA AGUDO P
- lactantes e pré-escolares Rg TE 24 h TRICOMONÍASE P
•• Viral: TRICURÍASE P
- adultos P TRIQUINOSE P

Hospital das Clínicas FMUSP 153


Precauções para isolamento

Relação das infecções, condições e microrganismos que exigem a aplicação de precauções


para isolamento (continuação)

INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO INFECÇÃO/CONDIÇÃO/ RECOMENDAÇÃO


MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES MICRORGANISMO DE PRECAUÇÕES
TIPO PERÍODO TIPO PERÍODO
TUBERCULOSE: TULAREMIA: lesão drenando P
•• Extrapulmonar com lesão P + Ra ou pulmonar
drenando TIFO: endêmico e epidêmico P
•• Extrapulmonar,meningite P (não é por Salmonella spp)
e outras sem drenagem VARICELA Ra+C
•• Pulmonar (suspeita ou Ra TE + MC ZIGOMICOSE (ficomicose / LC 100%
confirmada) mucormicose)
•• Laríngea (suspeita ou Ra TE + MC DOENÇAS EMERGENTES:
confirmada) ANTRAX Rg+C
•• Mantoux: reator (> 5 mm) INFLUENZA H1N1 Rg + P
sem evidência de doença SARS Ra+C
•• Pulmonar ou laríngea atual P VARIOLA Ra+C***

P: Padrão 1: Usar precauções de contato para criança em uso de fraldas ou


C: Contato incontinente < 6 anos durante a doença
Rg: Respiratória para gotículas 2: Manter precauções em < 3 anos durante toda a hospitalização e
em > 3 anos até 2 sem do início dos sintomas.
Ra: Respiratória para aerossóis 3: Para recém-nascido via vaginal ou cesariana de mãe com
DD: Durante a doença infecção ativa e ruptura de membranas por mais de 4 a 6h.
DS: Duração da secreção 4: Investigar tuberculose pulmonar ativa.
PN: Pesquisa negativas 5: Evitar contato de pacientes com fibrose cística não colonizados ou
DI: Durante a internação infectados com B. cepacia com esse paciente.
LC: Até todas as lesões ficarem crostosas 6: Evitar colocar no mesmo quarto com paciente imunossuprimido.
IR: Início do rash 7: Manter precauções até 1 ano de idade (a menos que cultura viral
MC: Melhora clínica de urina e nasofaringe sejam negativos após 3 meses de idade).
TA: Terapêutica antibacteriana
TE: Terapêutica eficaz SUMÁRIO
TU: Tumefação

* A definir por CCIH de cada Instituto.


** Até 2 culturas negativas em dias diferentes.
*** Evitar ingresso no quarto de susceptíveis.
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PREVENÇÃO DE IRAS

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Prevenção de infecções do trato urinário

RECOMENDAÇÕES PARA A PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO

CATETER VESICAL DE DEMORA (CVD) CUIDADOS NA MANUTENÇÃO


• Durante o banho higienizar a região peri-
CUIDADOS NA INSTALAÇÃO neal, com água e sabão, incluindo a jun-
1. Higienizar as mãos com água e sabão ou ção do cateter-meato uretral.
solução alcoólica. • Higienizar as mãos antes e após o manuseio
2. Lavar minuciosamente a área perineal e da cateter vesical, do tubo e do saco coletor.
genital do paciente, com água e sabão, • Manter o fluxo da urina, favorecendo a
utilizando luvas de procedimento. drenagem contínua por gravidade.
3. HIgienizar as mãos. • Esvaziar o saco coletor quando necessá-
4. Calçar luvas estéreis. rio, não permitindo que ultrapasse o limi-
5. Utilizar campo estéril grande, de pelo me- te de segurança recomendado, evitando
nos 0,75 m x 0,75 m manipulações desnecessárias. Utilizar a
6. Insuflar o balão para verificação de seu rotina técnica descrita a seguir.
bom funcionamento. 1. Higienizar as mãos e calçar luvas de procedimento.
7. Realizar a antissepsia do meato urinario 2. Retirar o tubo de drenagem do seu protetor,
e area adjacente com solucao de PVPI posicionando-o para o recipiente que irá
topico 10% ou clorexidina tópica a 1%. receber a urina, evitando o contato entre as
8. Aplicar vaselina líquida estéril ou gel anes- superfícies durante todo o procedimento.
tésico estéril de uso único sobre a su- 3. Abrir o clamp do tubo de drenagem.
perfície da cateter vesical, lubrificando-o 4. Acompanhar o esvaziamento espontâneo
amplamente. da urina do saco coletor no cálice de uso
9. Proceder à instalação da cateter vesical com individualizado. Se o cálice for de uso co-
técnica asséptica utilizando sistema de letivo, lavá-lo com água e sabão quando
drenagem fechado estéril. O cateter vesical mudar de um paciente para o outro.
deve estar conectado ao sistema coletor 5. Fechar o clamp do tubo de drenagem.
antes da inserção. Observar o adequado 6. Colocar o tubo de drenagem no seu protetor.
posicionamento da cateter vesical na bexiga 7. Desprezar a urina no vaso sanitário. SUMÁRIO
(após a saída da urina, introduzir aproxima- 8. Retirar e desprezar a luva de procedimen-
damente mais três centímetros). tos no lixo.
10. Fixar a cateter vesical no hipogástrio para 9. Higienizar as mãos.
o sexo masculino e na face anterior da raiz Obs.: Todos os passos desta técnica devem ser
|

da coxa para o sexo feminino. repetidos no esvaziamento de urina para


PREVENÇÃO DE IRAS

11. Fixar o saco coletor no extremo oposto à cada paciente. Não realizar o esvaziamento
cabeceira, mantendo-o sempre abaixo do simultâneo de urina de vários sacos coleto-
nível da pelve. res. O frasco para coleta de urina deve ser
12. Higienizar as mãos com água e sabão ou de uso individual ou deve ser lavado antes
solução alcoólica. de ser usado para outro paciente.

Hospital das Clínicas FMUSP 155


Prevenção de infecções do trato urinário

INDICAÇÕES DE TROCA DA CVD RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS


Trocar todo o sistema (cateter vesical e • O uso de germicidas/antibacterianos por
saco coletor) se: irrigação vesical ou aplicados diretamente
• Houver obstrução da luz; no saco coletor é contraindicado. Apenas
• Houver evidência de incrustações na su- é aceito o uso de anfotericina B quando
perfície interna da cateter vesical; se opta por tratar topicamente ITU por
• Houver contaminação da cateter vesical Candida spp.
na instalação ou no manuseio; • Não realizar a técnica de exercício vesical
• A urina no saco coletor estiver com aspec- para retirada da cateter vesical.
to purulento.
• Houver desconexão acidental. CATETERISMO VESICAL INTERMITENTE
HOSPITALAR
TÉCNICA DE COLETA DE URINA EM PACIENTES A técnica para a realização do cateterismo
COM CVD vesical compreende a sequência descrita a
1. Higienizar as mãos. seguir.
2. Clampear o tubo de extensão logo abaixo do 1. Separar o material para o cateterismo vesi-
adaptador próprio para coleta de material. cal intermitente: lubrificante esteril, solu-
3. Desinfetar o local de coleta com álcool a cao PVPI topico 10% ou clorexidina topica
70%. 1% cateter vesical esteril, saco coletor de
4. Aspirar a urina usando agulha e seringa urina, luva de procedimento esteril, kit de
estéreis. cateterismo contendo 1 pacote de gaze, 1
5. Passar a amostra de urina da seringa para pinca, cupula e bolas de algodao
o frasco estéril. 2. Higienizar as mãos.
6. Encaminhar rapidamente ao laboratório. 3. Lavar a região perineal e genital do pacien-
Caso isto não seja possível, manter a uri- te com água e sabão.
na sob refrigeração até 1 hora após sua 4. Higienizar as mãos.
coleta. 5. Abrir o kit de cateterismo e umedecer as
Obs.: Não encaminhar ponta de cateter ve- bolas de algodao com a solucao PVPI
sical para cultura, pois não há utilidade. topico 10% ou clorexidina topica a 1% SUMÁRIO
6. Colocar o lubrificante na gaze.
INDICAÇÕES DE COLETA DE UROCULTURA EM 7. Abrir o pacote que contém a cateter vesical
PACIENTE COM CVD estéril.
• Quando houver suspeita de infecção do 8. Calçar as luvas de procedimento estéril.
|

trato urinário. 9. Fazer antissepsia da glande e meato ure-


PREVENÇÃO DE IRAS

• Não é indicada a coleta de urina rotineira- tral com a pinça e as bolas de algodão.
mente, mesmo para pacientes que utilizam 10. Verificar se o dispositivo do cateter en-
CVD por períodos prolongados. contra-se fechado.
11. Posicionar o cateter e aplicar o lubrifican-
te na cateter vesical.

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Prevenção de infecções do trato urinário

12. Introduzir o cateter no meato uretral, 5. Introduzir o cateter no meato uretral, atin-
atingindo aproximadamente 30 cm em gindo aproximadamente 30 cm em ho-
homens e 20 cm em mulheres. mens e 20 cm em mulheres.
13. Posicionar o saco coletor de urina no pê- 6. Posicionar o recipiente coletor de urina no
nis, evitando o garroteamento do mesmo pênis, evitando o garroteamento do mes-
em sua porção proximal. mo em sua porção proximal.
14. Abrir o dispositivo do cateter e observar 7. Abrir o dispositivo do cateter e observar
o conteúdo urinário no saco coletor por o conteúdo urinário no saco coletor por
aproximadamente 10 a 15m ou até cessar aproximadamente 10 a 15m ou até cessar
a drenagem. a drenagem.
15. Retirar o cateter lentamente quando ces- 8. Retirar o cateter lentamente quando ces-
sar a excreção de urina. sar a saída da urina.
Obs.: A frequência da cateterização não deve-
CATETERISMO VESICAL INTERMITENTE rá ultrapassar o intervalo de seish
DOMICILIAR
Separar o material para o autocateterismo CUIDADOS COM O CATETER APÓS O USO
vesical intermitente: sabão, lubrificante es- • Lavar o cateter com água e sabão.
téril, solução PVPI topico 10%, pacote de • Aplicar jatos de água na parte interna do
gaze, cateter vesical estéril e saco coletor cateter com auxílio de uma seringa de
de urina. 20 ml.
A técnica para a realização do autocate- • Injetar 20 ml de ar para remover o exces-
terismo vesical compreende a sequência so de água.
descrita a seguir, que deve ser transmitida • Armazenar o cateter em recipiente limpo
ao paciente. e fechado.
1. Higienizar as mãos com água e sabão. • Trocar de cateter quando ele perder o
2. Lavar a região perineal e genital com água aspecto de novo, ou seja, quando houver
e sabão. alteração da cor e/ou da flexibilidade e/ou
3. Verificar se o dispositivo do cateter encon- se estiver áspero e/ou quando a extremi-
tra-se fechado. dade estiver pontiaguda. SUMÁRIO
4. Passar gel lubrificante na ponta do cateter.
|
PREVENÇÃO DE IRAS

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Prevenção de infecções do trato urinário

PREVENÇÃO DE INFECÇÃO ASSOCIADA A CATETERES INTRAVASCULARES

CATETER VENOSO CENTRAL onatos e pacientes pediátricos, também


poderão ser escolhidas veias da cabeça
CONSIDERAÇÕES GERAIS e do pescoço.
• Remover prontamente cateteres cuja per- • Inserir CVC o mais distalmente possível de
manência não seja mais necessária ferimentos abertos.
• Remover o mais brevemente possível (não • Evitar o uso de via jugular quando há tra-
passar de 48h) dispositivos inseridos em queostomia.
situações de emergência, nas quais a • Para cateteres de hemodiálise ou plas-
técnica asséptica possa ter sido compro- maférese: jugular ou femoral (melhor do
metida. que subclávia): evitar risco de estenose
• Realizar dissecção venosa em membros venosa.
superiores somente em situações espe-
ciais, como coagulopatias em recém- TÉCNICA DE INSERÇÃO DE CVC
-nascidos, malformação anatômica, peso • Higienizar as mãos e calçar luvas de pro-
abaixo de 2000g. cedimento, máscara e gorro.
• A inserção do CVC deve ser realizada por • Fazer a degermação da pele do pacien-
profissionais treinados ou acompanhada te com clorexidina degermante a 2% em
por um mais experiente. área ampliada. Remover o excesso com
• Recomenda-se que a passagem de CVC gaze estéril e SF 0,9%.
seja guiada por ultrassonografia para di- • Realizar escovação das mãos com clore-
minuir complicações mecânicas. xidina degermante. Secar com compressa
• Fixar o CVC com a “presilha” própria do estéril.
cateter. • Usar paramentação completa: avental de
manga longa estéril, luvas estereis e ocu-
ESCOLHA DO SÍTIO DE INSERÇÃO DE CVC los de protecao
• Do ponto de vista infeccioso, dar prefe- • Fazer a seguir antissepsia em campo am-
rência a: pliado com clorexidina alcoólica a 0,5%, SUMÁRIO
1. Veia subclávia. com movimentos circulares unidirecionais.
2. Veia jugular. • Posicionar campos estéreis de forma a
3. Veia femoral. cobrir toda a área a ser puncionada (“bar-
• Em recém-nascidos: ao nascimento pode reira máxima”).
|

ser utilizado veia umbilical. Se a previsão • Realizar a punção e fixar o cateter de


PREVENÇÃO DE IRAS

de terapia endovenosa for maior que 6 dias, acordo com a técnica recomendada.
utilizar PICC. • Limpar o local com SF 0,9% removendo o
• Para PICC: primeiramente fossa antecu- sangue, secar com gaze esteril, em seguida
bital, seguido de basílica, mediana cubi- fazer antissepsia com clorexidina a 0,5% e
tal, cefálica e braquial. No caso de ne- cobrir com gaze estéril e micropore.

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Prevenção de infecção associada a cateteres vasculares

• Higienizar as mãos. do problema.


• Realizar o pedido de radiografia de tórax • Trocar a cada 7 dias se utilizar filme trans-
para avaliar o local de inserção do cateter. parente estéril ou a cada 24h se utilizar
gaze estéril e fita microporosa.
CUIDADOS NA MANUTENÇÃO DE CVC - • Realizar troca sempre que o curativo se
CONSIDERAÇÕES GERAIS apresentar úmido, sujo ou solto e prefe-
• Designar preferencialmente enfermeiro rencialmente após o banho.
para os cuidados com os dispositivos en- • Observar diariamente o sítio de inserção à
dovenosos centrais em unidades de tera- procura de sinais flogísticos.
pia intensiva. • Cateter umbilical: não realizar “ponte”
• Não molhar nem submergir os dispositivos para fixação. Manter a fralda sempre abai-
intravasculares. Para o banho do paciente, xo do coto cateterizado (a fralda não deve
protegê-los (cateter + conexões), utilizando cobrir a inserção do CVC).
coberturas impermeáveis (plástico).
• Caso aconteça a saída de parte do cateter, TÉCNICA DE TROCA DE CURATIVO
este não deverá mais ser reposicionado. • Higienizar as mãos e calçar luvas estéreis
• Não utilizar pastas nem cremes de antibi- (ou luvas de procedimento caso sejam
ótico no sítio de inserção. utilizadas pinças estéreis). Realizar ins-
peção do local de inserção, buscando
TÉCNICA DE MANIPULAÇÃO DO CVC sinais e de flebite, infecção ou outras
• Higienizar as mãos antes e após manipu- complicações.
lar o cateter. • Limpar o sítio de inserção e o cateter com
• Fazer a desinfecção da conexão com clo- gaze embebida em SF a 0,9%.
rexidina alcoólica a 0,5% ou álcool a 70% • Após a limpeza, realizar antissepsia com
antes de qualquer manipulação. clorexidina alcoólica a 0,5% numa área
• Obs.: usar preferencialmente conector de até 5 cm da inserção, com movimentos
sem agulha para sistema fechado de in- circulares unidirecionais.
fusão. • Cobrir com filme transparente. Se o pa-
ciente for muito sudoreico ou se houver SUMÁRIO
CURATIVO DE CVC - RECOMENDAÇÕES sangramento ou exsudação, realizar cura-
• Utilizar gaze estéril e fita microporosa nas tivo com gaze estéril e fita microporosa.
primeiras 24h da passagem do cateter. • Higienizar as mãos.
• Após esse período, utilizar preferencial-
|

mente filme transparente estéril. Se o INDICAÇÕES DE TROCA DE CVC


PREVENÇÃO DE IRAS

paciente for muito sudoreico, ponto de • Não se deve realizar a troca rotineira de
inserção com sangramento, ou próximo CVCs, mas não se recomenda o uso do mes-
a locais úmidos (drenos, feridas ou tra- mo cateter por tempo superior a 30 dias.
queostomias) realizar curativo com gaze • Trocar por fio guia quando houver mau
estéril e fita microporosa até a resolução funcionamento do cateter.

Hospital das Clínicas FMUSP 159


Prevenção de infecção associada a cateteres vasculares

• Não remover CVC ou PICC com base ape- bros inferiores, mudar o sítio de punção
nas em febre. Na suspeita de infecção para o membro superior o mais breve
relacionada a cateter, preferencialmente possível.
trocar o sítio de inserção. Em pacientes • No caso de neonatos e crianças, outros
com dificuldades de acesso venoso ou sítios de inserção poderão ser utilizados:
com alto risco de complicações, pode-se veias da cabeça, do pescoço e da extre-
realizar a troca por fio guia. Nesses casos, midade inferior.
enviar a ponta para cultura e, se esta for
positiva, trocar o sítio de inserção. TÉCNICA DE INSERÇÃO DE CATETER PERIFÉRICO
• Se houver sinais de ICS, insuficiência • Higienizar as mãos.
vascular ou trombose, remover cateteres • Calçar luvas de procedimento.
de artéria umbilical e não substituir no • Posicionar o garrote.
mesmo sítio. • Fazer a antissepsia com clorexidina alcoó-
• Trocar de sítio sempre que houver secre- lica a 0,5% ou álcool a 70% na área onde
ção purulenta no local de inserção. será inserido o dispositivo utilizando movi-
• Para Swan-Ganz, o tempo de uso não mentos circulares e unidirecionais numa
deve exceder 5 dias. Retirar o introdutor área de até 5 cm da inserção.
no momento da retirada do cateter. • Puncionar a veia, sem tocar no local.
• O cateter arterial umbilical deverá perma- • Realizar a fixação do dispositivo utilizando
necer por no máximo até 5 dias após a a cobertura adesiva estéril.
sua inserção. • Higienizar as mãos.
• O cateter venoso umbilical deverá perma-
necer por no máximo até 14 dias após a MANUTENÇÃO DOS CATETERES
sua inserção. • Não molhar nem submergir os dispositi-
vos intravasculares. Para o banho de chu-
CATETER PERIFÉRICO veiro, protegê-los, assim como os acessó-
rios, utilizando coberturas impermeáveis
INSERÇÃO - CONSIDERAÇÕES GERAIS (plástico).
• Utilizar dispositivos agulhados (butterfly) • Fazer a desinfecção dos conectores com SUMÁRIO
somente para coleta de sangue ou para clorexidina alcoólica a 0,5% ou álcool a
infusão de pequenas doses de medica- 70% antes de cada acesso.
mentos e retirá-los em até 4h.
TROCA DE EQUIPOS E CONECTORES
|

ESCOLHA DO SÍTIO Trocar os conectores a cada 4 dias.


PREVENÇÃO DE IRAS

• Em adultos, preferir membros superiores, Trocar equipos e circuitos de infusão con-


iniciando a punção pelo dorso da mão, tínua a cada 4 dias.
depois pelo punho, antebraço e braço. • Se houver infusão de lípides, sangue ou
• Evitar áreas de flexão. derivados, trocar a cada bolsa.
• Quando a punção for realizada nos mem- • Se houver infusão de NPT, trocar a cada frasco.

Hospital das Clínicas FMUSP 160


Prevenção de infecção associada a cateteres vasculares

• Trocar equipos e circuitos de infusão in- quer sinal de flebite, inclusive queixa de
termitente (bureta) a cada 24h; dor do paciente.
• Trocar equipo utilizado para administrar o • Em situações em que o acesso periférico
propofol a cada 12h. é limitado, a decisão de deixar o cateter
• Lavar o cateter com soro fisiológico após por mais de 96h dependerá da avaliação
cada infusão ou coleta de sangue. das condições do sítio de punção, da inte-
• Não administrar as seguintes soluções em gridade da pele, da duração e do tipo de
cateteres periféricos: drogas vesicantes terapia prescrita.
(antineoplásicos, por exemplo), nutrição • Não há frequência de troca de cateteres
parenteral, soluções com pH menor que em neonatos e crianças. Atentar para
5 ou maior que 9 e solução com osmolari- flebites.
dade maior que 500 mOsm/l.
CATETER ARTERIAL
TROCA DE CURATIVO • Retirar cateter arterial assim que possível.
• Utilizar preferencialmente cobertura com Não substituir rotineiramente cateteres ar-
filme transparente estéril, com o objetivo teriais com o objetivo de prevenir infecções.
de melhor visualização do sítio de inser- • Recomenda-se utilizar os seguintes sítios
ção. Se não for possível, fixar gaze estéril de inserção: a artéria radial, a pediosa e
e fita microporosa estéril. por último femoral.
• Não há necessidade de trocas rotineiras • Seguir técnica de inserção de CVC (página
do curativo. Inspecionar o local e o trajeto 158).
da veia diariamente. Se a cobertura for o • Usar transdutores descartáveis.
filme transparente, trocar a cada 7 dias ou • Manter todos os componentes do sistema
quando o curativo estiver úmido ou solto. de monitorização da pressão, incluindo os
• Se o paciente for muito sudoreico ou se dispositivos de calibração e flush da solu-
houver sangramento, exsudação ou pró- ção estéreis.
ximo a locais úmidos (drenos, feridas ou • Diminuir ao máximo o número de mani-
traqueostomias), realizar curativo com pulações no sistema. É preferível o sis-
gaze estéril e fita microporosa até a reso- tema de infusão contínua do que o uso SUMÁRIO
lução do problema. intermitente.
• Para cateteres periféricos, realizar a cada • Não administrar soluções no circuito de
plantão a avaliação do sítio de inserção, monitorização.
buscando sinais e sintomas de flebite e • Não é recomendado o uso de jelco para
|

outras complicações inserção de cateter arterial. Utilizar cateter


PREVENÇÃO DE IRAS

próprio para inserção.


TROCA DE CATETER PERIFÉRICO
• Em adultos, trocar os cateteres venosos
periféricos a cada 96h para reduzir o risco
de infecção e flebite. Atentar para qual-

Hospital das Clínicas FMUSP 161


Prevenção de infecção associada a cateteres vasculares

CATETER DE LONGA PERMANÊNCIA que 12h, manter bloqueado com solução


de heparina 100 UI/ml.
CATETER TOTALMENTE IMPLANTADO (PORT-A- Para Port-a-cath®:
-CATH®) E CATETER TUNELIZADO (HICKMAN®, • Fazer antissepsia com clorexidina alcoóli-
BROVIAC®, PERMICATH®) ca a 0,5% e esperar secar antes de fazer
Inserir no centro cirúrgico. O profissional que a punção do reservatório.
irá inserir o cateter deve realizar escovação • Trocar a punção a cada 7 dias, sempre no
das mãos com clorexidina degermante a 2% momento da troca do curativo.
(PARA A TÉCNICA DE PASSAGEM, VER INSERÇÃO DE CVC). • Proteger o curativo (a agulha Hubber) e as
conexões durante o banho.
TROCA DO CURATIVO
• Fazer antissepsia no local de punção com
clorexidina alcoólica a 0,5% a cada troca
de curativo.
• Port-a-cath®: realizar curativo somente
quando o cateter estiver puncionado.
• Hickman®, Broviac®, Permicath®: manter
a proteção no local de inserção até a reti-
rada do ponto.
• Realizar cobertura com filme transparen-
te. Se o paciente for muito sudoreico ou
se houver sangramento, exsudação ou
próximo a locais úmidos (drenos, feridas
ou traqueostomias) realizar curativo com
gaze estéril e fita microporosa até a reso-
lução do problema.

MANUTENÇÃO E PUNÇÃO DE CATETER TOTALMEN-


TE IMPLANTADO SUMÁRIO
• Usar conector para sistema fechado de
infusão.
• Fazer desinfecção dos conectores do sistema
de infusão com clorexidina alcoólica a 0,5%
|

ou álcool a 70%, antes de cada acesso.


PREVENÇÃO DE IRAS

• Proteger as conexões com plástico duran-


te o banho.
• Lavar o cateter com soro fisiológico após
cada infusão ou coleta de sangue.
• Quando fechado por períodos maiores

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Prevenção de infecção respiratória

PREVENÇÃO DE INFECÇÃO RESPIRATÓRIA

A pneumonia está entre as IRAS mais • Não administrar antimicrobianos rotinei-


freqüentes, principalmente em pacientes ramente para prevenção de pneumonia.
internados em unidades de terapia inten-
siva. A aplicação de normas bem estabe- INTUBAÇÃO
lecidas para a prevenção das infecções • Usar luvas estéreis, máscara, óculos de
respiratórias é fundamental para modifi- proteção e avental de manga longa.
car essa realidade. • Evitar a contaminação da cânula antes da
introdução na orofaringe.
MEDIDAS PREVENTIVAS - CONDUTAS GERAIS
• Higienizar as mãos antes e após o contato TRAQUEOSTOMIA
com o paciente entubado ou traqueos- • A traqueostomia convencional deve ser
tomizado e com secreções respiratórias, realizada em sala de cirurgia, exceto nos
mesmo que tenham sido usadas luvas. casos de urgência.
• Elevar a cabeceira da cama do paciente • A traqueostomia percutânea pode ser rea-
de 30° a 45° para evitar aspiração do lizada à beira do leito. Para esse procedi-
conteúdo gástrico, caso não exista con- mento, o operador deve utilizar paramen-
traindicação. tação completa, colocar campos estéreis
• Verificar a posição da sonda gástrica ou cobrindo todo o paciente e preparar a pele
enteral antes de infundir a dieta. deste ou clorexidina degermante seguida
• Aspirar adequadamente as secreções aci- de clorexidina alcoólico.
ma da região glótica antes de manipular o • Utilizar luvas estéreis para trocar a cânula
cuff da cânula endotraqueal. de traqueostomia.
• Controlar a medida da pressão do cuff • O curativo da traqueostomia deve ser troca-
(aproximadamente 25cm/H2O) a cada 12h. do diariamente e/ou quando úmido ou sujo.
• Ajustar volume da dieta enteral, com base
no volume gástrico residual. ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES RESPIRATÓRIAS EM
• No pós-operatório, estimular a respiração PACIENTES ENTUBADOS SUMÁRIO
profunda e a deambulação o quanto antes • Usar luvas estéreis, máscara cirúrgica, ócu-
possível. los de proteção e avental de manga longa.
• Não realizar rotineiramente culturas de vi- • Utilizar sonda de aspiração estéril de uso
gilância (secreção traqueal, equipamentos único.
|

etc.) em pacientes em ventilação mecânica • Aspirar sempre que houver necessidade e


PREVENÇÃO DE IRAS

ou comatosos ou traqueostomizados. não em intervalos pré-fixados.


• Finalizar a higiene oral com solução de • Aspirar os pacientes entubados na se-
clorexidina aquosa a 0,12% a 0,2% em guinte ordem: traquéia, nariz e por último
pacientes comatosos, traqueostomizados a boca.
e em venticação mecânica. • O calibre da sonda de aspiração não deve

Hospital das Clínicas FMUSP 163


Prevenção de infecção respiratória

ser superior à metade do diâmetro do ca- CUIDADOS COM EQUIPAMENTOS


libre da cânula endotraqueal. O cuff deve RESPIRATÓRIOS E ACESSÓRIOS
ser testado antes do procedimento.
• Quando houver necessidade de aspirar a OBJETIVOS
boca do paciente entubado, realizar esse Realizar a limpeza, seguida de desinfec-
procedimento após a aspiração traqueal ção ou esterilização adequada, dos equi-
e nariz. pamentos de assistência respiratória e
• Usar soro fisiológico estéril para fluidificar seus acessórios.
a secreção espessa (1 a 2 ml no caso de
crianças e 3 a 5 ml no caso de adultos). MEDIDAS GERAIS
• Trocar sistema fechado de aspiração (tra- • Higienizar as mãos antes e depois do
checare) quando visivelmente sujo ou contato com os equipamentos e seus
com mau funcionamento. acessórios.
• Os sistemas fechados de aspiração não de- • Realizar limpeza mecânica do equipa-
monstraram, até o momento, diminuição mento com tecido macio e água e sabão.
na incidência de pneumonia hospitalar. • Realizar limpeza e desinfecção ou este-
rilização dos acessórios de assistência
RESPIRADORES respiratória conforme recomendação na
• As peças de extensão, conectores avulsos tabela a seguir.
e circuitos devem ser trocados quando se • Trocar todos os circuitos e/ou material de
passa de um paciente para outro e devem assistência ventilatória entre os pacientes
ser submetidas à desinfecção de alto nível e sempre que visivelmente sujo ou dani-
ou esterilização. ficado. Quando em uso intermitente, no
• Os circuitos respiratórios não devem ser mesmo paciente, guardar seco e protegi-
trocados rotineiramente. Trocar somente do em saco plástico limpo.
quando visivelmente sujo ou com mau • Usar água estéril, de uso individual, nos
funcionamento. umidificadores e nebulizadores. Trocar
• Até o momento, o uso de filtros não pelo menos uma vez ao dia, desprezan-
mostrou redução na incidência de pneu- do o resíduo. Manter seco e protegido em SUMÁRIO
monias hospitalares, portanto não estão saco plástico limpo.
recomendados para esse fim. Se forem • Usar EPIs para manipular secreções respi-
utilizados, não há necessidade de troca ratórias ou objetos contaminados com se-
rotineira. creções respiratórias de qualquer paciente.
|

• O condensado que acumula no circuito • Antes de submeter os equipamentos ao


PREVENÇÃO DE IRAS

deve ser desprezado, a fim de evitar que reprocessamento, consultar as recomen-


retorne ao paciente ou ao umidificador. dações do fabricante.
• A máquina interna dos ventiladores e res-
piradores não deve ser esterilizada ou de-
sinfetada rotineiramente entre pacientes.

Hospital das Clínicas FMUSP 164


Prevenção de infecção respiratória

MATERIAL TRATAMENTO TIPO FREQUENCIA DE TROCA


E OBSERVAÇÕES
Ressucitador manual Desinfecção ou Termodesinfecção ou VBTF Entre pacientes e sempre
(Ambu): Esterilização ou Óxido de Etileno ou que sujo. Manter protegido
- máscara autoclave em saco plástico quando em
- reservatório uso intermintente
BIPAP: circuito (uso Desinfecção ou Termodesinfecção ou Óxido de Entre pacientes e sempre
permanente) + válvula Esterilização etileno ou VBTF ou autoclave que sujo
exalatória + linha
proximal
BIPAP: máscara com Esterilização Óxido de etileno Entre pacientes e sempre
bojo insuflável (uso que sujo
permanente)
BIPAP: máscara com Desinfecção ou Termodesinfecção Entre pacientes e sempre
membrana de silicone, Esterilização que sujo
(uso permanente)
Kit CPAP: Desinfecção ou Termodesinfecção ou VBTF Entre pacientes e sempre
- Máscara inflável Esterilização ou Óxido de etileno que sujo
- Conectores
- Válvula exalatória
Cabo de laringoscópio Desinfecção Limpeza com água e sabão Entre pacientes e sempre
seguido de fricção com que sujo
álcool 70%
Cânula de Guedel Desinfecção ou Termodesinfecção ou VBTF ou Entre pacientes e sempre
Esterilização Óxido de Etileno ou autoclave que sujo
Capnógrafo (adaptador Desinfecção ou Termodesinfecção ou Óxido Entre pacientes, sempre que
com sensor) Esterilização de Etileno ou VBTF sujo e ao trocar o circuito

Respirador (Circuito) Desinfecção ou Termodesinfecção ou VBTF ou Entre pacientes e sempre SUMÁRIO


Esterilização Óxido de etileno ou autoclave que sujo

Circuito Respirador Desinfecção ou Termodesinfecção ou VBTF ou Trocar o filtro antibacteriano


(Centro Cirúrgico/ Esterilização Óxido de etileno ou autoclave e viral entre pacientes e todo
|

anestesia) o circuito a cada 24 h


PREVENÇÃO DE IRAS

Extensão de aspirador Descartável Não se aplica Entre pacientes e sempre


que sujo
Fio guia (mandril) Desinfecção ou Termodesinfecção, óxido de Após cada uso
Esterilização etileno ou autoclave

Hospital das Clínicas FMUSP 165


Prevenção de infecção respiratória

MATERIAL TRATAMENTO TIPO FREQUENCIA DE TROCA


E OBSERVAÇÕES
Frasco de vidro para Desinfecção Termodesinfecção Entre pacientes e 1 vez por
aspiração (secreção dia ou quando cheio
respiratória)
Frasco para Descartável Não se aplica Entre pacientes e sempre
aspiração de que cheio 1 vez por dia ou
plástico (secreção quando cheio
respiratória)
Inalador: copo, Desinfecção Termodesinfecção •• Entre pacientes e sempre
máscara e extensão que sujo ou seml
•• Após cada uso, secar e
guardar em saco plástico limpo
Lâmina de Desinfecção ou Termodesinfecção ou autoclave •• Após cada uso
laringoscópio Esterilização •• Manter protegido em saco
plástico
Máscara “total Esterilização Plasma de peróxido de hidrogênio Entre pacientes ou sempre
face” (consultar fabricante sobre que sujo
opção de outro método
Máscara de venturi Desinfecção ou Termodesinfecção VBTF ou Óxido Entre pacientes ou sempre
Esterilização de etileno que sujo
Máscara para Desinfecção ou Termodesinfecção ou VBTF ou Entre pacientes ou sempre
traqueostomia (uso Esterilização autoclave ou óxido de etileno que sujo
permanente)
Medidor de pressão Desinfecção Limpeza com água e sabão seguido Entre pacientes e sempre
do “Cuff” de fricção com álcool 70% que sujo

Monitores e seus Desinfecção Fricção com álcool 70% ou Entre pacientes e sempre
acessórios conforme recomendação do que sujo SUMÁRIO
fabricante
Nebulizador: copo, Desinfecção ou Termodesinfecção ou VBTF ou •• Entre pacientes e sempre
máscara e extensão Esterilização autoclave ou óxido de etileno que sujo ou seml
•• Trocar a água diariamente,
|

desprezar resíduo antes


PREVENÇÃO DE IRAS

Oxímetro e Desinfecção Fricção com álcool 70% ou Entre pacientes e sempre


acessórios conforme recomendação do que sujo
fabricante

Hospital das Clínicas FMUSP 166


Prevenção de infecção respiratória

MATERIAL TRATAMENTO TIPO FREQUENCIA DE TROCA E


OBSERVAÇÕES
Peak flow Descartável Não se aplica Trocar bocal e filtro entre
(bocal e filtro) pacientes
Esterilização VBTF ou óxido de etileno Entre pacientes e e sempre
(equipamento) que sujo
Umificador (de Desinfecção ou Termodesinfecção ou VBTF •• Entre pacientes e sempre que
parede) Esterilização Óxido de Etileno sujo ou seml
•• Trocar a água diariamente,
desprezar resíduo antes
Tenda de oxigênio Desinfecção ou Limpeza com água e sabão Entre pacientes e sempre que
Esterilização seguido de fricção com álcool sujo
70%
Capacete de Esterilização VBTF ou óxido de etileno
oxigênio
Touca de tecido Limpeza Limpeza com água e sabão Entre pacientes e sempre que
(CPAP ou BIPAP) sujo encaminhar a lavanderia

Trocador de Esterilização Óxido de etileno Entre pacientes e sempre que


umidade e calor sujo
Válvula Desinfecção ou Termodesinfecção ou VBTF •• Entre pacientes
unidirecional Esterilização ou óxido de etileno •• Na troca do circuito
respiratório
•• Sempre que sujo
Ventilômetro Desinfecção Álcool 70% Entre pacientes
VBTF: Vapor de baixa temperatura e formaldeído.

PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DO SÍTIO CIRÚRGICO


SUMÁRIO
MEDIDAS PREVENTIVAS • Descontinuar o uso ou reduzir a dose de
Tratar qualquer infecção que o paciente esteroides.
manifeste antes do procedimento cirúrgico, • Melhorar o estado nutricional do paciente.
a não ser que a cirurgia seja parte integran- • Diminuir ao máximo o tempo de interna-
|

te do tratamento. ção pré-operatória.


PREVENÇÃO DE IRAS

• Instruir o paciente a parar de fumar um • Examinar minuciosamente o paciente no


mês antes da cirurgia. pré-operatório, atentando para lesões de
• Compensar as doenças de base (p. ex., pele que inviabilizem a cirurgia.
diabetes).
• Reduzir o excesso de peso do paciente.

Hospital das Clínicas FMUSP 167


Prevenção de infecção do sítio cirúrgico

PRÉ-OPERATÓRIO Obs.:
•• Em cirurgias oftálmicas, utiizar solução
TRICOTOMIA de PVPI tópico a 5%.
• Realizar apenas se houver interferência •• Em cirurgias de face (pele integra),
do pelo com o procedimento cirúrgico e/ •• usar clorexidina alcoolica a 0,5% ou
ou cuidado da ferida no pós-operatório. PVPI alcoolico a 10%. Proteger os olhos.
• A área de remoção deverá ser determi- •• Em cirurgias ginecológicas: PVPI ou clo-
nada pelo médico cirurgião e ter a menor rexidina tópica podem ser utilizados.
extensão possível. •• Em cirurgias laparoscópicas, a mesma
• Realizar o procedimento imediatamente recomendação quanto à tricotomia, de-
antes do encaminhamento do paciente ao germação e antissepsia deve ser seguida.
centro cirúrgico. * A clorexidina alcoólica é mais eficiente na redução da mi-
• Cortar os pelos sem lesar a pele e sem crobiota da pele e possui maior ação residual do que o PVPI.
umedecê-lo. A remoção dos resíduos de-
verá ser realizada com solução fisiológica PREPARO DA EQUIPE CIRÚRGICA
recentemente aberta.
• Utilizar tricotomizador elétrico. DEGERMAÇÃO DAS MÃOS
• Manter as unhas curtas e retirar joias das
BANHO PRÉ-OPERATÓRIO mãos e antebraços.
Nas cirurgias eletivas, deve ser realizado o ba- • Utilizar solução antisséptica degermante,
nho de corpo inteiro na noite anterior e/ou no escova estéril com cerdas macias e de
dia da cirurgia com antisséptico degermante uso individualizado. Descartar após o uso.
ou sabonete líquido, mesmo que a área ci- • Escovar meticulosamente as mãos e ante-
rúrgica seja pequena – p. ex., blefaroplastia, braços, com ênfase nos espaços interdigi-
rinoplastia etc. tais e leitos subungueais por 5m.
• Após a escovação, manter os braços em
CENTRO CIRÚRGICO flexão com as mãos para cima.
• Enxugar as mãos e antebraços com com-
DEGERMAÇÃO DA PELE DO PACIENTE pressas esterilizadas. SUMÁRIO
• Utilizar solução antisséptica degermante.
• O excesso de degermante poderá ser re- PARAMENTAÇÃO DA EQUIPE
movido com solução fisiológica e com- Todos os profissionais que estiverem na
pressa estéril. sala cirúrgica devem seguir as recomenda-
|

• A seguir utilizar solução antisséptica* alco- ções listadas a seguir.


PREVENÇÃO DE IRAS

ólica (PVPI ou clorexidina). • Utilizar gorro que cubra todo o cabelo.


• A aplicação deverá ser do centro para a • Utilizar máscara que cubra totalmente a
periferia, com secagem espontânea. boca, o nariz e os pelos da face ao entrar
• Não há restrição quanto ao uso sequen- na sala, desde o início da cirurgia ou se
cial de PVPI e Clorexidina instrumentais estéreis estiverem expostos.

Hospital das Clínicas FMUSP 168


Prevenção de infecção do sítio cirúrgico

• Utilizar sapatos fechados e limpos. Apesar central deverá utilizar paramentação com-
de não haver evidência de que o uso do pleta, realizar a degermação e antissepsia
propé reduza os índices de infecção do sítio da pele do paciente e cobri-lo com campos
cirúrgico, este deverá ser mantido com a fi- cirúrgicos estéreis antes da punção.
nalidade de proteger o calçado de respingos
com sangue, secreções e excreções. CUIDADOS COM MATERIAL UTILIZADO NO CENTRO
• Usar avental e luvas estéreis (a equipe CIRÚRGICO
que estiver no ato operatório). • Todo instrumental utilizado na cirurgia
• Utilizar aventais impermeáveis quando deve ser esterilizado.
a cirurgia oferecer risco de exposição a • Não utilizar rotineiramente métodos de es-
grande quantidade de sangue e fluidos terilização rápida (tipo flash). A utilização
corporais. do ciclo flash das autoclaves só pode ocor-
rer em casos de urgência, como em conta-
OUTRAS ORIENTAÇÕES minação acidental de instrumental cirúrgi-
• Utilizar óculos ou similares para a prote- co do procedimento em curso, e quando
ção individual da mucosa ocular. não houver a possibilidade de substituição.
• O avental e as luvas deverão ser trocados • Atentar para o prazo de validade de este-
se ocorrer contaminação durante o ato rilização do produto e para as condições
operatório. das embalagens e artigos cirúrgicos;
• Se ocorrer dano às luvas, estas deverão
ser trocadas. PREPARO E MANUTENÇÃO DA SALA DE CIRURGIA
• A roupa privativa é de uso exclusivo, sen- • Realizar a limpeza concorrente entre
do proibida sua utilização fora do centro cirurgias e terminal diária seguindo as
cirúrgico. recomendações do serviço de higiene e
• Realizar troca de luvas antes do implante de limpeza do hospital.
próteses ou enxertos, antes do fechamento • A sala operatória deverá ficar fechada du-
da pele e do fechamento subcutâneo em ci- rante a cirurgia, com o objetivo de manter:
rurgias infectadas e antes do segundo tempo •• as condições de ventilação e de trocas
de cirurgias artroscópicas e urológicas. de ar dentro das normas estipuladas; SUMÁRIO
• O uso de dois pares de luvas (luva dupla) •• a umidade e a temperatura adequadas;
pode ser uma opção para reduzir o risco •• a pressão positiva em relação aos cor-
ocupacional por acidentes com sangue e redores;
fluidos corpóreos. •• o número mínimo de pessoas;
|

• A paramentação básica de outros profis- •• apenas o material necessário para cada


PREVENÇÃO DE IRAS

sionais na sala operatória deverá incluir cirurgia.


o uso de gorro, máscara, roupa privativa • Não fechar a sala nem realizar limpeza
e equipamento de proteção individual especial após cirurgias contaminadas ou
quando necessário. infectadas.
• O anestesista que for inserir cateter venoso

Hospital das Clínicas FMUSP 169


Prevenção de infecção do sítio cirúrgico

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PROFILAXIA local com solução fisiológica*, realizando


ANTIMICROBIANA movimentos delicados do centro para a
Nos procedimentos cirúrgicos em que se periferia, utilizando luvas estéreis ou pin-
indicar profilaxia antimicrobiana, esta deve- ças estéreis. Cobrir a ferida.
rá ser realizada da seguinte forma: • Não utilizar antisséptico para a realização
Escolha da droga: específica para cada proce- dos curativos.
dimento, evitando utilizar drogas reserva- • Trocar o curativo quando sujo ou úmido.
das para o tratamento de IRAS ou com • Proteger o curativo no momento do banho e
grande toxicidade. realizar novo curativo imediatamente após.
Via: sempre endovenosa. • Higienizar as mãos após a realização do
Momento de início: durante a indução anesté- curativo.
sica (exceto em obstetrícia, quando a pro- • Em feridas infectadas consultar o grupo
filaxia é indicada após o clampeamento de curativo de seu Instituto, pois há op-
do cordão umbilical). ções de curativos especiais.
Doses suplementares: serão administradas • A retirada dos pontos deverá seguir a
quando necessárias, durante a cirurgia orientação do cirurgião.
ou após o fechamento da incisão. • Não há consenso quanto à necessidade de
Duração: não superior a 24h (a concentração o curativo permanecer ocluído após 24h.
tecidual do antimicrobiano durante o ato * A solução fisiológica deverá ser aberta no momento
cirúrgico é considerada suficiente). de realizar o curativo e desprezada logo após o uso.
Responsabilidade da administração: anestesista.
(VER PADRONIZAÇÃO DE ANTIBIOTICOPROFILAXIA) RECOMENDAÇÕES PARA O USO DE
ANTISSÉPTICOS
CUIDADOS COM A FERIDA
OPERATÓRIA SOLUÇÃO DEGERMANTE (CLOREXIDINA A 2% OU
PVPI A 10%)
RECOMENDAÇÕES GERAIS • Preparo das mãos do profissional de saú-
• Manter curativo fechado nas primeiras de, antes da realização de procedimentos
24h (gaze com micropore ou curativo ab- invasivos, p. ex., cirurgias, instalação de SUMÁRIO
sorvente). cateteres vasculares e urinários.
• Para retirar o curativo: higienizar as mãos • Degermação das mãos do profissional
e calçar luvas de procedimento. de saúde após cuidar do paciente colo-
• Retirar o curativo umedecendo com solu- nizado ou infectado por patógenos multi-
|

ção fisiológica*. resistentes, ex. Acinetobacter baumannii


PREVENÇÃO DE IRAS

• Se a ferida apresentar-se limpa e seca, e Pseudomonas aeruginosa resistentes a


deixá-la descoberta (não há necessidade imipenen, cefalosporinas e quinolonas,
de realizar curativo). Staphylococus aureus sensível somente a
• Se a ferida apresentar secreção hemáti- vancomicina.
ca ou sero-hemática, realizar limpeza do • Degermação da pele do paciente, antes

Hospital das Clínicas FMUSP 170


Prevenção de infecção do sítio cirúrgico

de procedimentos invasivos (p. ex, cirur- SOLUÇÃO DE CLOREXIDINA TÓPICA OU AQUOSA 1%


gia, cateter venoso central). Após a deger- • Preparo de mucosas para realização de
mação realizar antissepsia com solução procedimentos cirúrgicos (ex. cirurgia de
alcoólica. buco maxilo)
• Em procedimentos odontológicos
SOLUÇÃO ALCOÓLICA (CLOREXIDINA A 0,5% OU • Na inserção do cateter vesical de demora
PVPI A 10%) Obs.:
• Preparo pré-operatório da pele do pacien- •• Não usar para preparo de pele do pa-
te após degermação. ciente cirúrgico.
• Preparo da pele do paciente para realiza- •• Não usar para degermação/antissepsia
ção de procedimentos invasivos percutâ- das mãos de profissionais de saúde.
neos, ex. biópsias, instalação de cateteres •• Não usar para curativo da ferida cirúrgi-
vasculares, diálise etc. ca ou de lesões de pele e mucosa.
• Preparo da pele do paciente antes da co-
leta de material biológico para a realização CONSIDERAÇÕES GERAIS
de exames microbiológicos. Em recém-nascidos, utilizar solução de
• Realização de curativo de local de inser- clorexidina para procedimentos invasivos,
ção de cateteres vasculares. incluindo cirurgia.
Obs.:
•• Não usar em mucosas.
•• Não usar para a degermação/antissep-
sia das mãos do profissional de saúde.
•• Não usar para curativos de ferida cirúr-
gica, úlceras de decúbito e outras lesões
na pele etc.

SUMÁRIO
|
PREVENÇÃO DE IRAS

Hospital das Clínicas FMUSP 171


Recomendações para uso de antissépticos

RECOMENDAÇÕES PARA USO DE ANTISSÉPTICOS

PROCEDIMENTO ANTISSÉPTICO ALTERNATIVA


DE ESCOLHA
Higienização •• Procedimentos invasivos Clorexidina PVPI degermante 10%
das mãos degermante a 2%
•• Cuidados com pacientes Clorexidina Álcool gel a 70%
em isolamento degermante a 2%
•• Cuidados com pacientes Não recomendado Água e sabão ou álcool gel a
em geral 70%
Cateter venoso •• Inserção e curativo Clorexidina alcoólica
central e a 0,5%
periférico •• Manipulação Álcool a 70% Clorexidina alcoólica a 0,5%
Cateter vesical •• Inserção PVPI topico 10% Clorexidina tópica 1%

•• Manipulação Não indicado o uso Não indicado o uso de


de antisséptico antisséptico
Cirurgia •• Banho pré-operatório Clorexidina Água e sabão
degermante a 2%
•• Escovação cirúrgica das Clorexidina PVPI degermante a 10%
mãos degermante a 2%
•• Degermação da pele do Clorexidina PVPI degermante a 10%
paciente degermante a 2%
•• Curativo de ferida Não recomendado Não recomendado
cirúrgica
Tipos de •• Oftálmica PVPI a 5%
cirurgia •• Ginecológica PVPI a 10%
•• Otorrino PVPI a 10%
•• Buço maxilo Clorexidina a1% SUMÁRIO
•• Face (pele íntegra). Obs.: Clorexidina alcoólica
proteger olhos a 0,5%
|
PREVENÇÃO DE IRAS

Hospital das Clínicas FMUSP 172


Otorrinolaringologia - nasofibroscópios e laringofibroscópios

OTORRINOLARINGOLOGIA - nasofibroscópios e laringofibroscópios revisado: fev/2013

Esse processamento somente pode ser


realizado para instrumental sem lumen.

LIMPEZA
• Na sala de exames, realizar a limpeza com lha descartável de tecido não tecido limpa
gaze na parte externa do aparelho até a • Deve-se friccionar toda a superfície da
parte distal retirando todas as secreções ótica durante 30 segundos, em todos os
• Encaminhar o aparelho para a sala de re- sentidos, de proximal para distal em movi-
processamento mentos horários e anti-horários e na ponta
• Calçar luvas, óculos de proteção e más- da ótica durante 30 segundos por 3 vezes
cara para realizar a limpeza e desinfecção consecutivas, com intervalos de 10 se-
do instrumental gundos entre as aplicações, esperando-se
• Imergir o aparelho na solução de deter- assim a evaporação do álcool entre cada
gente enzimático e manter por tempo re- aplicação
comendado pelo fabricante • Armazenar o equipamento limpo e desin-
• Retirar o equipamento da imersão e fetado em um recipiente de plástico duro,
apoia-lo sobre a bancada da pia onde será limpo e igualmente desinfetado com ácool
realizada a limpeza 70%, caso os materiais não sejam utiliza-
• Friccionar a superfície externa de cada dos imediatamente
instrumento com auxílio de uma escova • Após a realização da limpeza e desinfec-
de cerdas firmes e macias, várias vezes, ção da ótica, deve-se proceder a limpeza
até a eliminação de sujidade visível e desinfecção da porção terminal do cabo
• Enxaguar abundantemente a ótica em de fibra ótica em contato com a ótica,
água corrente filtrada (água que passou assim como da microcâmera e do seu
por filtro de polipropileno com grau de re- cabo com compressa de algodão, gaze
tenção entre 5 a 10 micras) para retirada ou toalha de tecido não tecido descartável
total de resíduos de sujidade e detergente embebido em álcool 70% SUMÁRIO
• Secar as superfícies externas dos mate- • Utilizar EPIs para manipulação de produ-
riais com auxílio de compressas de algo- tos químicos como: protetor de corpo im-
dão limpas e macias, papel toalha macio, permeável, luvas do tipo e comprimento
gaze ou utilizando-se toalha de tecido adequados, máscara cirúrgica, óculos de
|

não tecido proteção e sapato impermeável


PREVENÇÃO DE IRAS

Observação: Manter a escova de lavagem do instrumental


DESINFECÇÃO limpa e seca, trocando-a no mínimo semanalmente. Trocar
• Proceder à desinfecção de nível interme- diariamente a solução de detergente enzimático e quando
saturado e presença de sujidade.
diário com álcool 70% através de fricção
com compressa de algodão, gaze ou toa-

Hospital das Clínicas FMUSP 173


Priônicas

PRIÔNICAS revisado: mai/2014

1. DOENÇA DE CREUTZFELDT JACOB DEFINIDA: 4. VARIANTE DA DOENÇA DE CREUTZFELDT JACOB


• Confirmado por técnica neuropatológica pa- (VDCJ):
drão - biópsia de cérebro ou necrópsia e/ou
• Teste Imunocitoquímico ou Western Blot Caso confirmado: confirmação neuropatológica
da PrP protease-resistente e/ou presença
de fibrila associada a scrapies. Suspeito: grupos de sinais, sintomas e evolu-
ção que devem ser considerados para a
2. DOENÇA DE CREUTZFELDT JACOB PROVÁVEL: classificação do caso.
• Demência progressiva; e
• Pelo menos duas das quatro característi- MEDIDAS DE CONTROLE
cas clínicas: Para casos suspeitos e confirmados: pre-
•• Mioclonia; caução padrão.
•• Distúrbio visual ou cerebelar;
Obs: Contato clínico, social e investigações clínicas não
•• Disfunção piramidal ou extrapiramidal; invasivas, testes diagnósticos e intervenções envolvendo
• Mutismo acinético, e tecidos não infectivos com pacientes de EET não
representam risco para trabalhadores de saúde, parentes
• EEG característico durante a doença de ou comunidade.
qualquer duração e/ou
• Líquor positivo para a proteína 14-3-3 e/ou
• Ressonância magnética de crânio sugestiva e
• Duração clínica até o óbito < 2 anos;
• Investigação de rotina mostrando que não há
a possibilidade de um diagnóstico alternativo.

3. DOENÇA DE CREUTZFELDT JACOB POSSÍVEL:


• Demência progressiva; e
• Pelo menos duas das quatro característi-
cas clínicas: SUMÁRIO
•• Mioclonia;
•• Distúrbio visual ou cerebelar;
•• Disfunção piramidal/extrapiramidal;
•• Mutismo acinético, e
|

• EEG não realizado ou não característico;


PREVENÇÃO DE IRAS

• Duração da doença até o óbito menor que


2 anos.

Hospital das Clínicas FMUSP 174


Priônicas

PROCESSAMENTO DOS ARTIGOS


Artigos não críticos: reprocessamento habitual
Artigos críticos ou semi-críticos: seguir a tabela abaixo:

RISCO TECIDOS REPROCESSAMENTO DE ARTIGOS CRÍTICOS


OU SEMI-CRÍTICOS
Alto risco Cérebro (incluindo dura 1.Preferencialmente descartar
mater), cérebro, medula 2.Opções de reprocessamento*
espinal e retina Artigos termoresistentes: esterilização em autoclave
gravitacional a 132º C por uma hora (tempo de exposição).
Artigos termoresistentes:
. Imersão em NaOH 2N ou hipoclorito de sódio 5% por 1 hora
. Imersão em hidróxido de sódio (NaOH) 1N por 1 hora Habitual
Baixo risco Fluido cerebrospinal/líquor Habitual
e órgãos distantesdo SNC
como pulmões, fígado, rim,
baço, linfonodos e placenta

Sem risco coração, músculos,nervos Habitual


periféricos, tecido adiposo,
gengiva, intestino, glândula
adrenal, tireóide, próstata,
testículos ou em secreções
ou excreções como urina,
fezes, saliva, muco,
sêmen, leite, lágrima, suor,
exsudato de soro.
*Etapas do processamento dos artigos utilizados em tecidos de alto risco
SUMÁRIO
|
PREVENÇÃO DE IRAS

Hospital das Clínicas FMUSP 175


Doenças priônicas

• Manter os artigos úmidos e lavar o mais rápido sexta das 7:00h às 17:00h, telefone 2661-
possível com detergente de ação enzimática 7521.
• Não misturar materiais potencialmente con-
taminados com outros materiais que pos- REFERÊNCIAS LABORATORIAIS
sam vir a ser utilizados 1) Pesquisa de Proteína 14-3-3 no Líquor
• Descartar os que não puderem ser limpos Dr. Hélio Rodrigues Gomes
• Instrumentos sensíveis tais como fibroscópios, Laboratório de Investigação em Neurologia
microscópios e dispositivos para monitoração FMUSP (LIM 15):
intracardíaca deverão, na medida do possível, Av. Dr. Arnaldo, 455 – 4º andar, sala 4110,
ser encapados ou envolvidos em material im- São Paulo/SP
permeável e descartável antes do uso. As par- Tel: 3061-8311 (CIN) c/ Darci, Dr. Hélio
tes que entrarem em contato com tecido com (hgomes@hc.fm.usp.br)
alto risco de infectividade, deverão passar por ou Luis ( Lucas@lim15.fm.usp.br )
um dos processos descritos acima.
2) Pesquisa genética da PRNP (polimorfismos)- Dra Vilma
LIMPEZA DE SUPERFÍCIES Martins
( CENTRO CIRÚRGICO) Dra. Vilma Martins/ Dra. Michele Landeberger
• Cobrir a mesa com plástico não permeável e - CIPE - Centro Internacional de Pesquisa
despreza-lo após o uso e Ensino
• Realizar limpeza mecânica rigorosa seguida de Hospital AC Camargo
desinfecção com hipoclorito a 1% Rua Taguá 440 – Térreo, Liberdade, São Paulo/SP
Tel: 2189-5000 ramal. 2977
DESCARTE DE RESÍDUOS: E-mail: mlandemberger@yahoo.com
• Em saco branco com sinalização vermelha Obs: A amostra de sangue deverá ser encami-
(grupo A1) nhada juntamente com uma cópia da Ficha de
• Comunicar imediatamente ao serviço de ges- Notificação e o Termo de Consentimento Pós-
tão de resíduos/limpeza para que possa provi- -iInformado. Informações referentes à coleta e
denciar o lixo branco com sinalização vermelha transporte do sangue ou sobre o exame deve-
(grupo A1). rão ser solicitadas diretamente ao CIPE. SUMÁRIO

NOTIFICAÇÃO 3) Exame Neuropatológico: conteúdo cerebral a partir


• Notificar todo paciente com suspeita diagnósti- de necropsia. (A biópsia in vivo não é recomen-
ca de doença priônica dada, somente em casos específicos)
|

• Acessar a “Ficha de Notificação de Doenças Dr. Sérgio Rosemberg


PREVENÇÃO DE IRAS

Priônicas”, disponível na INTRANET (ht- Disciplina de Neuropatologia e Laboratório


tp://www.phcnet.usp.br/portal/doc.php?p_ de Neuropatologia – FMUSP
ndoc=2205) . Encaminhar a ficha preen- Av. Dr. Arnaldo, 455 – 1º andar, São Paulo/SP
chida à Vigilância Epidemiológica no Prédio Tel. 3061-7240 (horário: manhã)
da Administração - 6º andar, de segunda a E-mail: srosem@uol.com.br

Hospital das Clínicas FMUSP 176


Radiologia Intervencionista

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA revisado: mai/2013

ANTIBIOTICOPROFILAXIA: VER PAGINA 131 TRANSDUTORES


• Os que entram em contato com pele íntegra
USO DE GEL E PROTETOR (ESTÉRIL X NÃO ESTÉRIL) OU endocavitários SEM realização de biós-
• Recomenda-se o uso de Gel e Protetor Estéril pia: Proteger o transdutor com filme plástico.
nas seguintes situações: Após o procedimento, retirar todo o gel com
•• Procedimentos invasivos auxilio de papel toalha e limpar com quater-
•• Neonatos nário de amônia/biguanida.
•• Procedimentos que envolvam sítios es- • Quando há realização de biópsia: desin-
téreis ou pele não-íntegra fecção de alto nível( ex: imersão em ácido
•• Nas incisões cirúrgicas (nas primeiras peracético)
48 h de pós-operatório)
•• Pacientes em terapia imunossupresso- PARAMENTAÇÃO
ra ou em imunodeprimidos Recomendamos paramentação completa do
• Recomenda-se o uso de Gel e Protetor Não profissional (gorro, máscara, avental estéril
Estéril nas seguintes situações: de manga longa, luvas estéreis), exceto para
•• Pele íntegra PAAF e biópsia de próstata ( nestes procedi-
•• Preferencialmente de uso único mentos utilizar luva estéril, máscara e gorro)
•• Para pacientes em isolamento de con-
tato, usar gel de uso único ou manter reci-
piente exclusivo e descartar após
•• Endocavitário: proteger o transdutor
com preservativo
Observações: Para mais detalhes no manual pratico de
procedimentos (capitulo biopsias e punções)

TUBERCULOSE - biossegurança e precaução respiratória


SUMÁRIO
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA • As máscaras N95 (PFF2) podem ser reu-
• Profissionais de Saúde devem utilizar más- tilizadas por períodos longos pelo mesmo
cara N95 (equivalente PFF2) ao entrar em profissional enquanto apresentar-se íntegra,
contato com pacientes com suspeita ou con- seca, limpa e com boa vedação;
|

firmação de Tuberculose bacilífera, ou em • As máscaras cirúrgicas comuns não oferecem


PREVENÇÃO DE IRAS

ambientes com alto risco de gerar aerossóis proteção adequada quando utilizadas pelos
(Exemplo: salas de broncoscopia, inalação profissionais, ficando seu uso restrito na con-
com pentamidina, salas de autópsia, mani- tenção das partículas no momento em que são
pulação de material biológico potencialmen- geradas. Assim, são indicadas para os pacien-
te contaminado); tes bacilíferos fora dos locais de isolamento;

Hospital das Clínicas FMUSP 177


Tuberculose - biossegurança e precaução respiratória

PACIENTES INTERNADOS MANTÊ-LOS EM PRECAU- TRANSPORTE DE PACIENTE


ÇÃO RESPIRATÓRIA PARA AEROSSÓIS • O paciente deve utilizar máscara cirúrgica;
• Quarto individual; • Minimizar número de transportes;
• Pressão negativa em relação às áreas ad- • Agendar exames preferencialmente ao
jacentes; final do turno;
• A exaustão do ar deve ser feita para am- • O paciente não deve ficar na sala de es-
biente externo (longe de calçadas, janelas pera antes ou após a realização do exame.
que podem ser abertas, pessoas, animais
e correntes de ar). Se o ar for recirculado CONDUTA NO SEGUIMENTO DOS SERVIDORES
deve ser filtrado através de filtro HEPA; COM EXPOSIÇÃO DESPROTEGIDA A PACIENTES BACI-
• No caso do paciente necessitar ser trans- LÍFEROS
portado, este deve utilizar máscara cirúr- As Subcomissões de Controle de Infecção
gica cobrindo boca e nariz; Hospitalar (SCCIH), deverão definir os con-
• Não havendo a disponibilidade de quarto tactantes a serem avaliados pelo SAMSS.
com pressão negativa, colocar em quarto O SAMMS convocará os contactantes para
individual com portas fechadas e desligar avaliação clínica dirigida a sintomas respira-
o ar condicionado. tórios, e solicitação do teste tuberculínico na-
queles com resultado ignorado.
PACIENTES AMBULATORIAIS Dependendo da avaliação, solicitar radio-
• Agendar as consultas ao longo do turno, grafia de tórax e/ou pesquisa e cultura para
priorizando o atendimento de pacientes micobactéria com teste de sensibilidade.
bacilíferos e suspeitos; Os comunicantes com PPD fortemente
• Agendar as consultas de pacientes bacilí- positivo, caso se afaste a possibilidade de TB
feros emh de menor fluxo; ativa, serão encaminhados ao ambulatório de
• Oferecer máscara cirúrgica para pacien- tuberculose para avaliação de profilaxia.
tes bacilíferos ou suspeitos; Os comunicantes com PPD negativo deve-
• Somente utilizar ar condicionado desde rão ser re-testados doze sem após a exposição.
que instalados exaustores ou filtros HEPA. Em se comprovando a viragem tuberculí-
nica, afastar TB ativa e, na ausência desta, SUMÁRIO
DURANTE A CONSULTA encaminhar ao ambulatório de tuberculose
• Manter as janelas abertas para ambiente para avaliação de profilaxia.
externo quando possível; Os pacientes com diagnóstico de TB deverão
• Direcionar o fluxo de ar para a janela (ou ser encaminhados para acompanhamento no
|

porta) da sala de atendimento utilizando ambulatório de Tuberculose ou Pneumologia.


PREVENÇÃO DE IRAS

ventilador de pé, de modo que o ar forme Afastar o funcionário com suspeita de TB


uma “barreira” entre o médico e o paciente; pulmonar ou laríngea, até que este não ofe-
• Exaustores podem ser utilizados desde reça risco de contágio (3 baciloscopias nega-
que a porta seja mantida fechada. tivas com 24h de intervalo, colhidas após 15
dias de tratamento.

Hospital das Clínicas FMUSP 178


Tuberculose - biossegurança e precaução respiratória

Notificar os casos suspeitos ou confirmados As empresas terceirizadas que prestam ser-


ao Serviço de Epidemiologia Hospitalar (EPH) viço ao Complexo HC deverão se adequar às
assim que atendidos no SAMMS. O Serviço normas de controle descritos acima.
de Epidemiologia notificará às Subcomissões
de Controle de Infecção Hospitalar (SCCIH).

VACINAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Todos os adultos devem receber as vaci- 1. Esquema completo de 3 doses da vacina


nas recomendadas para sua faixa etária. dupla adulto (dT) é necessário para al-
A imunização dos profissionais de saúde cançar nível adequado de proteção contra
tem como objetivo a proteção individual do tétano e difteria em pessoas presumivel-
trabalhador contra doenças às quais esses mente não vacinadas no passado. Indiví-
indivíduos estão mais expostos, em decor- duos vacinados na infância e que recebe-
rência de sua profissão. A imunização dos ram última dose há e 10 anos, uma dose
trabalhadores de instituições de saúde visa, da vacina é suficiente para alcançar títulos
também, a prevenção da transmissão no- de anticorpos protetores contra ambas as
socomial dessas doenças, particularmente doenças. Indivíduos com esquema inicial
para pacientes com risco aumentado de incompleto devem receber número de
doenças graves e/ ou suas complicações. doses necessárias para completar o es-
quema básico, não havendo necessidade
Esquema básico de vacinação para de re-iniciar o esquema. O uso de doses
profissionais de saúde adicionais pode aumentar a reatogenicida-
de, sem acrescentar qualquer vantagem.
VACINA ESQUEMA REFORÇO 2. Recomendada para todos os trabalhadores
BÁSICO de uma instituição de saúde, independen-
dT (dupla adulto, 3 doses, intervalos 1 dose a te de sua ocupação e de terem ou não
(contra difteria e de 2 meses cada 10 contacto direto com pacientes. SUMÁRIO
tétano) 1 anos 3. São consideradas evidências aceitáveis
SCR (tríplice viral, 1 dose Não de imunidade contra sarampo, caxumba
contra sarampo, e rubéola: teste sorológico positivo para
caxumba e anticorpos específicos, documentação de
|

rubéola) 2, 3, 4 vacinação prévia adequada e história de


PREVENÇÃO DE IRAS

Varicela 2, 4, 5 2 doses, intervalo Não doença diagnosticada por médico. Rela-


de 2 meses to de vacinação prévia sem documento
Influenza 2, 6 1 dose Anual comprobatório e história auto-referida de
Hepatite B 6, 7 3 doses (0, 1 e 6 Não 8 doença não são critérios confiáveis para
meses)

Hospital das Clínicas FMUSP 179


Vacinação de profissionais de saúde

predizer imunidade. Não há necessidade Os profissionais de saúde podem ser va-


de triagem sorológica pré-vacinação. Pelo cinados sem serem submetidos à triagem
contrário, triagem sorológica pode consti- sorológica prévia. Mas, por conta de seu
tuir uma barreira à imunização adequada. risco ocupacional e considerando que con-
Da mesma forma, não há necessidade de dutas clínicas subseqüentes, em caso de
comprovação sorológica para aqueles que exposição a sangue ou outros fluidos, se-
apresentarem outra evidência de imuni- rão dependentes do conhecimento de seu
dade (vacinação adequada ou doença “status” sorológico, profissionais de saúde
passada adequadamente diagnosticada). devem realizar teste sorológico - pesquisa
O esquema recomendado é de dose única de anticorpos contra o AgHBs (anti-HBs),
no momento de admissão ao trabalho, ou 30 a 60 dias após a última dose da vacina.
durante o curso, no caso de estudantes. Títulos de anticorpos anti-HBs iguais ou
4. A vacina é contra indicada para imunode- maiores que 10 mUI/ml são considerados
primidos e gestantes, por ser de vírus vivos protetores.
atenuados. Re-vacinação, com três doses adicionais da
5. Todos os profissionais de saúde suscetíveis vacina, é recomendada para os que não
devem ser vacinados contra varicela. Ao responderam ao esquema básico. Não
contrário do que ocorre com o sarampo, a há evidências de que doses adicionais da
história clínica positiva de varicela (ou her- vacina sejam capazes de induzir resposta
pes zoster) prévia é confiável na avaliação humoral em pessoas saudáveis que não
de imunidade contra a doença. Entretanto, responderam após o segundo esquema
a maioria dos adultos com história negativa vacinal completo (seis doses). Profissionais
ou incerta também são soropositivos para o da saúde que não apresentaram resposta
vírus da varicela-zoster (VVZ). É recomen- humoral após o segundo esquema vacinal
dada a triagem sorológica dos profissionais devem ser considerados suscetíveis à he-
com história clínica de varicela negativa ou patite B, devendo receber profilaxia especí-
incerta, exceto se houver contra-indicação fica em caso de acidente ocupacional com
à vacina. A realização de teste sorológico exposição a sangue de pacientes AgHBs
pós-vacinação não é necessária (ver FLU- positivo (ver FLUXOGRAMA DE IMUNIZAÇÃO CONTRA SUMÁRIO
XOGRAMA PARA IMUNIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE HEPATITE B PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE na página
CONTRA VARICELA na página seguinte). seguinte).
6. Gestação e lactação não constituem contra- 8. O desenvolvimento de resposta humoral
-indicações à vacinação. protetora após a vacinação (anti-HBs e 10
|

7. Todos os profissionais cujas atividades en- mUI/ml) é associado à imunidade de me-


PREVENÇÃO DE IRAS

volvam contacto regular com pacientes ou mória de longa duração, que persiste mes-
com sangue e outros fluidos devem ser va- mo quando os títulos de anticorpos caem
cinados contra hepatite B. Estudantes da para níveis indetectáveis, não havendo,
área da saúde devem ser vacinados antes portanto, necessidade de doses de reforço
do início de seu treinamento. da vacina para pessoas saudáveis.

Hospital das Clínicas FMUSP 180


Vacinação de profissionais de saúde

Fluxograma para imunização de profissionais de saúde contra varicela

História prévia de varicela (ou herpes zoster)

Sim Não ou desconhecida

ENCERRAR. Não há necessidade de VACINAR: 2 doses com intervalo 2 meses. Não há


vacinação, nem de comprovação sorológica necessidade de teste sorológico pós vacinação

Fluxograma de imunização contra hepatite B para profissionais de saúde. Modificado de Poland (1998)

Vacina contra hepatite B 3 doses (20 μg)

Teste sorológico (anti-HBs)

< 10 mUI/ml ≥ 10 mUI/ml Encerrar

Não O teste foi realizado 1 a 6 meses após a última dose? Sim

Aplicar 1 dose da vacina (20μg) e repetir o Administrar 2º


anti-HBs 4 a 12 sem após esquema (3 doses
de 40 μg)
≥ 10 mUI/ml < 10 mUI/ml Completar
2º esquema SUMÁRIO

Encerrar
Repetir o anti-HBs após 4 a 12 sem
|

≥ 10 mUI/ml < 10 mUI/ml


PREVENÇÃO DE IRAS

Encerrar Verdadeiro não respondedor

Hospital das Clínicas FMUSP 181


USO DE ANTIMICROBIANOS
Aminoglicosídeos

AMINOGLICOSÍDEOS revisado: nov/2013

Dose baseada no peso corporal ajustado • Mulher: 45 Kg + 2,3Kg por polegada (2,5
(PCA) cm) de altura acima de 1,52m
PCA= PCI + [ 0,4 x (PCT – PCI)] • Monitoramento da terapêutica indicada:
iremos solicitar padronização da dosagem
PESO CORPORAL IDEAL (PCI): do nível sérico
• Homem: 50 Kg + 2,3Kg por polegada (2,5
cm) de altura acima de 1,52m

Sugestão de doses (mg/kg)

CL CREAT >80 60-80 40-60 30-40 20-30 10-20 <10


24/24h 48/48h 72/72h
Amicacina 15 12 7,5 4 7,5 4 3
Gentamicina 5,1 4 3,5 2,5 4 3 2

Aminoglicosídeos em pacientes submeti- a dose seja realizada pré-diálise (menor


dos à terapia substitutiva renal: risco de toxicidade). Entretanto, não há
• Filtros retiram aminoglicosídeos a 10- estudos clínicos. Recomendamos 6 mg/
40mL/ min, o que equivale a meia vida kg após sessão de SLED
de 6-20h • Em hemofiltração, o clearance é próximo
• Em SLEDD: dois estudos de farmacoci- ao normal: utilizar dose plena
nética/farmacodinâmica sugerem que

SUMÁRIO
|
USO DE ANTIMICROBIANOS

Hospital das Clínicas FMUSP 183


Anfotericina

ANFOTERICINA revisado: mar/2011

A administração de anfotericina B deve ser ções clínicas permitirem);


precedida de sintomáticos (pré-medicação) • Adicionar, se necessário, anti-histamínico
para minimizar os efeitos colaterais: difenidramina (ex.: Benadryl® 1/2 amp
• Hidrocortisona 25-50 mg + dipirona 1 g IV IV);
30m antes da infusão; • Se os tremores não forem controlados,
• SF 0,9% 500 mL 1 hora antes e 1 hora utilizar solução decimal de dolantina IV.
após o término da infusão (se as condi-

DAPTOMICINA revisado: nov/2012

Antimicrobiano lipopeptídeo com ação bem toleradas mas o benefício não está claro
contra Gram-positivos. • Endocardite infecciosa lado esquerdo
• Uso aceitável em osteomielite (experiên-
USO APROVADO PELO FDA: cia principal em pé diabético) 8 mg/kg
• 4 mg/kg para infecções de pele e partes apenas 40% cura em em artrite séptica
moles • Na presença de dispositivos implantáveis
• 6 mg/kg para bacteremia por S aureus ou – boa resposta depende da retirada do
endocardite lado direito dispositivo cardiovascular ou ortopédico
• Pode ser usada em “lock” de CVC se in-
EXPERIÊNCIA MODERADA, AINDA SEM APROVAÇÃO FDA: fecção por Staphylococcus coagulase ne-
• Doses mais elevadas de 8-10 mg/kg foram gativo (há alternativas mais econômicas)

Dose na insuficiência renal:

FUNÇÃO RENAL DOSE DOSE SUMÁRIO


Clearance > 30 ml/min usual
Clearance < 30 ml/min 4-6 mg/kg q48h
|

Hemodiálise Intermitente c intervalo 48 h 4-6 mg/kg durante ou após diálise


USO DE ANTIMICROBIANOS

Intermitente c intervalo 72 h 6-9 mg/kg durante ou após diálise


Contínua 8mg/kg q 48h ou 4 mg/kg q 24 h
Diálise Peritoneal 4-6 mg/kg q 48h

Efeitos colaterais;
• e levação da CPK
• pneumonite eosinofílica (incomum)

Hospital das Clínicas FMUSP 184


Polimixina

POLIMIXINA revisado: nov/2012

ORIENTAÇÕES PARA O USO DE POLIMIXINAS Colomycin®: cada frasco contém 1 milhão de UI de


COLISTINA (POLIMIXINA E) colistimetato (33,3 mg de colistina base)
Dose de ataque: 6-9 milhões de UI, sugerido por Colis-Tek®: cada frasco contém 150 mg de colisti-
alguns especialistas, baseado em estudos de na base (4,5 milhões de UI de colistimetato)
PK/PD. Próxima dose depois de 8-12h.
1. Administrar em infusão lenta (1 a 2 horas)
2. Apresentações no Hospital  das Clínicas:

FUNÇÃO RENAL DOSE DE COLISTINA BASE DOSE APROXIMADA DE COLISTIMETATO


(CLCR) PARA ADULTO DE 80KG
Normal 2,5 -5 mg/Kg/dia ÷ a cada 8h 6-9 milhões de UI/dia ÷ a cada 8h
50-90 ml/min 2,5 - 3,8 mg/Kg/dia ÷ a cada 8-12 h 6-8 milhões de UI/dia ÷ a cada 8-12 h
10-50 ml/min ou CRRT 1,5-2,5 mg/kg/dia ÷ a cada 12h 4-6 milhões de UI/dia ÷ a cada 12 h
< 10 ml/min 1mg/kg/dia ÷ a cada 12h 4 milhões UI /dia ÷ a cada 12 h
• Dose máxima diária: 300 mg de colistina base (equivalente a 9 milhões de UI de colistimetato)
• Em pacientes submetidos a diálise, administrar a dose do dia após o término da sessão.

POLIMIXINA B revisado: nov/2012

• Não há estudos avaliando dose de ataque FUNÇÃO RENAL (CLCR) DOSE


• Poucos estudos de farmacocinética/ far- Normal 25.000 UI/kg/dia
macodinâmica sugerem que não há ne- ÷ a cada 12 h
cessidade de correção em pacientes com < 50 ml/min 15.000 UI/kg/dia
insuficiência renal CRRT ÷ a cada 12 h
• Dose máxima diária: 2.000.000 UI

SUMÁRIO
• Em pacientes submetidos a diálise, administrar a dose do dia após o término da sessão.
• Polimixina B cada frasco contém 500.000 UI (Eurofarma) |
USO DE ANTIMICROBIANOS

Hospital das Clínicas FMUSP 185


Vancomicina

VANCOMICINA revisado: mar/2011

• Principal ATM utilizado para infecção para • Considerar maior risco de ocorrer síndrome
MRSA por via parenteral. do homem vermelho e anafilaxia com doses
• A taxa de morte bacteriana com vancomi- maiores de vancomicina. Infundir em 2h e
cina é menor do que com os β-lactâmicos realizar anti histamínico antes da infusão.
in vitro, em especial quando há inóculos • Nível de vale é o que tem maior acurácia
maiores. A resposta é inferior ao tratamento para monitorar a vancocinemia. Deve ser ob-
por β-lactâmicos no caso de bacteremia ou tido antes da quarta ou quinta dose. O nível
endocardite por MSSA. de pico não deve ser monitorado.
• Penetração tecidual variável e depende no • Para infecções graves como bacteremia,
nível de inflamação. Tem baixa penetração endocardite bacteriana, osteomielite, menin-
óssea, epitélio pulmonar e liquor. gite, pneumonia e infecção grave de pele e
• Classe C para gestantes. partes moles (fasciíte necrotizante), manter
• O nível sérico (vale) deve ser monitorado. nível basal de 15 a 20 mg/ml.
• A dose deve ser calculada de acordo com o • Para pacientes com infecção não grave (pele
peso atual: 15-20 mg/kg a cada 8-12h. Não e partes moles), com função renal normal,
ultrapassar 2 g por dose. não obesos, recomenda-se uma dose habi-
• No caso de pacientes graves (sépticos, me- tual de 1 g q 12h EV. Não há necessidade
ningite, pneumonia ou endocardite) com de monitorar o nível sérico da vancomicina.
suspeita de MRSA, fazer dose de ataque de • Infusão contínua não é recomendada.
25 a 30 mg/kg (peso atual).

VANCOMICINA E MONITORIZAÇÃO DO NÍVEL SÉRICO revisado: ago/2012

Dose de ataque (independente da função renal)


• Calculada pelo peso atual do paciente

SUMÁRIO
•• 15-20 mg/ kg
•• Se paciente grave: 25-30 mg/kg
• Não exceder 2g/dose
|

Dose de manutenção:
USO DE ANTIMICROBIANOS

FUNÇÃO RENAL DOSE DE VANCOMICINA


Normal 30 mg/kg/dia fracionados 12/12h
Clearance < 50 ml/h 15-20 mg/kg/dia fracionados 12/12h
Hemodiálise intermitente 500 a 1000mg ou 5 a 10 mg/kg após cada sessão de diálise (estimada
em 3x/semana) ou segundo vancocinemia
Hemodiálise – métodos contínuos 1 g a cada 24h, a depender da vancocinemia
Diálise peritoneal 500 a 1000mg a cada 48h ou 72h.

Hospital das Clínicas FMUSP 186


Vancomicina e monitorização do nível sérico

COLETA DE VANCOCINEMIA E AJUSTE DE DOSE: da 4ª ou 5ª dose (vale), dependendo do


OBJETIVO: Nível sérico adequado para eficácia tempo para retorno do resultado
terapêutica = 15-20 mg/L (para infecções
pele/partes moles ou não graves o nível COLETAS SUBSEQUENTES: ver tabela
sérico pode estar ente 10-15 mg/L)
Coletar 3 ml de sangue em tubo sem anticoagulante com
ou sem gel – “tampa vermelha ou laranja” ). Conservação
PRIMEIRA COLETA: 1-2 horas antes da infusão pré-analítica: temperatura ambiente.

Ajuste da dose de Vancomicina baseado na vancocinemia e frequência de monitorização:

CONCENTRAÇÃO AJUSTE DE DOSE RECOMENDADA COLETA DE


SÉRICA – VALE VANCOCINEMIA
< 15 mg/L Aumentar dose em 50% Coletar vancocinemia 48 horas
após o ajuste posológico.
15-20 mg/L Sem alterações na posologia
20-30 mg/L Diminuir a dose em 25%-50% Coletar vancocinemia 48 horas
após o ajuste posológico.
> 30 mg/L Suspender a próxima dose Coletar vancocinemia 48 horas
e reduzir doses subsequentes em 50%. apos o ajuste posologico

DIÁLISE INTERMITENTE: FREQUÊNCIA DE MONITORIZAÇÃO DE VANCOCINEMIA:


• Se o nível pós-hemodiálise estiver abaixo Após nível sérico estável (duas vancocine-
do nível sérico alvo, administrar 1 g após mias seguidas entre 15 a 20 mg/L):
diálise. • Pacientes com função renal normal e
• Se o nível pós-hemodiálise estiver ≥15 hemodinamicamente estáveis: monitorar
mg/L, não suplementar uma vez por semana.
• Pacientes com função renal instável ou

SUMÁRIO
DIÁLISE CONTÍNUA hemodinamicamente instáveis: monitorar
• Vancomicina 1 g uma vez ao dia, com coleta a cada dois dias
diária de vancocinemia e ajuste se necessário
|

Tempo e Concentração de Infusão


USO DE ANTIMICROBIANOS

DOSE VOLUME VOLUME MÍNIMO (CVC TEMPO DE INFUSÃO


CALCULADA (EM ML ) OU RESTRIÇÃO HÍDRICA) (APROXIM ≤ 15 MG/ML)
500 a 1000 mg 100 - 250 500 a 1000 mg 60
1250 a 1500 mg 150 - 250 1250 a 1500 mg 90
1750 a 2000 mg 200 - 350 1750 a 2000 mg 120
Pode ser diluída em SF0,9%, SG 5 e 10%, ringer lacatato

Hospital das Clínicas FMUSP 187


Insuficiência hepática

PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA revisado: out/2006

ANTIBIÓTICOS METABOLIZADOS NO FÍGADO, SEM • Clindamicina


NECESSIDADE DE AJUSTE NO HEPATOPATA GRAVE •• diminuir 30%
• Amoxicilina-clavulanato • Cloranfenicol
• Azitromicina • Itraconazol
• Aztreonan • Metronidazol
• Cefalotina •• diminuir 50%
• Cefotaxima • Voriconazol
• Ceftriaxone •• 6 mg/kg q 12h 2 dias
• Claritromicina •• 2 mg/kg q 12hs
• Fluconazol •• Sem dados na doença grave
• Levofloxacino
• Moxifloxacino ANTIBIÓTICOS METABOLIZADOS NO FÍGADO COM CON-
• Oxacilina TRAINDICAÇÃO RELATIVA NO HEPATOPATA GRAVE
• Cetoconazol
ANTIBIÓTICOS METABOLIZADOS NO FÍGADO, COM • Eritromicina
NECESSIDADE DE AJUSTE NO HEPATOPATA GRAVE • Sulfonamidas
• Caspofungina • Tetraciclinas
•• 35 mg/dia na doença hepática moderada
•• sem dados na doença hepática grave 

SUMÁRIO
|
USO DE ANTIMICROBIANOS

Hospital das Clínicas FMUSP 188


Insuficiência renal

PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL revisado: out/2006

CONSIDERAÇÕES GERAIS outras drogas nefrotóxicas.


• A creatinina plasmática (Cr) é um mau • Diminui o risco de nefrotoxicidade: dose única
marcador da filtração glomerular (FG). diária (não indicada para neutropênicos,
Geralmente a Cr eleva-se quando a FG já nem endocardite).
está comprometida em pelo menos 50%.
• Utilizar fórmulas de estimativa da FG, VANCOMICINA
como a equação de Cockroft, que leva em • Nefrotoxicidade questionável, mas prová-
consideração sexo, peso e idade. vel, principalmente quando combinada a
outros agentes nefrotóxicos, em particular
(140 – idade) x peso a aminoglicosídeos.
Cl Cr (ml/m) =
creatinina sérica (mg/dl) x 72 • Nefrotoxicidade associada a nível sérico
maior que 20 mg/ml.
Mulheres: multiplicar por 0,85
• Cálculo (empírico) de intervalo conforme
tabela – preferencialmente utilizar moni-
• Existem grupos de risco para nefrotoxici- torização sérica:
dade para os quais a monitorização crite-
riosa da função renal, a correção de doses CLEARANCE (ml/m) INTERVALO (dias)
e a aplicação de medidas preventivas es- 120 0,5
tão indicadas. 100 0,6
80 0,75
GRUPOS DE RISCO 60 1
•• idade maior que 65 anos 40 1,5
•• desnutridos 30 2
•• pacientes hipovolêmicos ou hemodina- 20 2,5
micamente instáveis 10 4

SUMÁRIO
•• disfunção renal prévia: Cr basal maior 5 6
que 1,4 mg/dl ou FG calculada < 60 ml/m. 0 12
•• diabéticos, hepatopatas, nefróticos,
cardiopatas, oncológicos IMIPENEM
|

•• associação com drogas nefrotóxicas • Não é nefrotóxico, mas considerar o risco


USO DE ANTIMICROBIANOS

de convulsão quando a FG estiver dimi-


NEFROTOXICIDADE nuída.

AMINOGLICOSÍDEOS ANFOTERICINA B
• Nefrotoxicidade: neomicina > gentamicina = • Maior risco: dose acumulada maior que 3 g
tobramicina > amicacina > estreptomicina. (até 80%), disfunção renal prévia.
• Maior risco: associação com diuréticos e • Diminuem o risco de nefrotoxicidade: hi-

Hospital das Clínicas FMUSP 189


Função renal alterada

dratação com salina antes da infusão, in- ACICLOVIR


fusão lenta em 4-6h ou contínua em 24h. • Maior risco: disfunção renal prévia, altas
• Indicações de formulações lipídicas: rea- doses, infusão rápida.
ção à infusão não controlada (esgotadas
as medidas de controle), disfunção renal NEFRITE INTERSTICIAL ALÉRGICA (NIA)
(Clearance<50) ou dobrar a creatina inicial. • Drogas classicamente associadas com a NIA:
• Distúrbios eletrolíticos que podem pre- rifampicina (principalmente com uso
ceder ou acompanhar a queda da FG: intermitente), oxacilina, ampicilina, cefa-
hipomagnesemia, hipocalemia e acidose losporinas, sulfametoxazol-trimetoprim,
metabólica (renal). vancomicina e quinolonas.
• Suspeita: “rash” cutâneo, febre e eosino-
SULFAS filia acompanhando a diminuição da FG
• Risco de precipitação de cristais. (somente em 30% dos casos todos esses
aspectos clínicos estão presentes).
TRIMETOPRIM
• Risco de hipercalemia.

CEFEPIME
• Risco de alterações de consciência e crise
convulsivas (mesmo subclínicas) em pa-
cientes com FG diminuída.

SUMÁRIO
|
USO DE ANTIMICROBIANOS

Hospital das Clínicas FMUSP 190


Insuficiência renal

DOSES PARA INSUFICIÊNCIA RENAL

ANTIBIÓTICO DOSE PARA INSUFICIÊNCIA RENAL DIÁLISE


FUNÇÃO RENAL CLEARANCE DE CREATININA (ClCr), mL/min
NORMAL >50-90 10-50 <10
AMINOGLICOS
Amicacina 7,5 mg/kg q 12h 7,5 mg/kg 7,5 mg/kg 7,5 mg/kg HEMO: ½ da dose normal
ou 15 mg/kg 1 q 12h ou q24h q48 CAPD: 15-10 mg/litro de
x/dia 15 mg/kg 1 dialisado perdido por dia
x/dia
Gentamicina e 1,7 mg/kg q8h 100% da dose 100% q12- 100% q48h HEMO: ½ da dose normal
Tobramicina 24h
Gentamicina 5,1 mg/kg uma 60-80: 4 mg/ 30-40: 2,5 2 mg/kg q
e Tobramicina vez ao dia kg q24h 40- mg/kg q24h 72h e após
- dose única 60: 3,5 mg/kg 20-30: 4 mg/ diálise
diaria q24h kg q 48h
10-20: 3 mg/
kg q 48h
Estreptomicina 15 mg/kg (max 60-80: 12 30-40: 4 mg/ 3 mg/kg q HEMO: ½ da dose normal,
de 1,0 gm) q24h mg/kg q24h kg q24h 20- 72h e após após diálise CAPD: 20-40
40-60: 7,5 30: 7,5 mg/kg diálise mg/litro de dialisado perdido
mg/kgq 24h q 48h por dia
10-20: 4 mg/
kg q 48h
CARBAPENENS
Ertapenem 1 g q24h 1g q24h ClCr ≤30: 500 500 mg q24h HEMO: Dose igual a ClCr <10
mg q24h

SUMÁRIO
Imipenem 500 mg q6h 250-500 mg 250 mg 125-250 mg HEMO: Dose AD CAPD: Dose
q6h a 8h q6-12h q12h para ClCr <10
Meropenem 1 g q8h 1g q8h 1 g q12h 500 mg q24h HEMO: Dose AD
CAPD: Dose para ClCr <10
|

CEFALOSPORINAS
USO DE ANTIMICROBIANOS

Cefazolina 1-2 g q8h 1-2 g q8h 1-2 g q12h 1-2 g q24h HEMO: Extra 0,5-1g pós
diálise
CAPD: 500 mg q12h
Cefepime 2 g q8h 2 g q8h 2 g q12–24h 1 g q24h HEMO: Extra 1g pós diálise
CAPD: 1–2 g q48h
Cefotaxime 2 g q8h 2g q8–12h 2g q12–24h 2g q24h-48h HEMO: Extra 1g pós diálise
CAPD: 0,5 a 1 g q24h

Hospital das Clínicas FMUSP 191


Insuficiência renal

ANTIBIÓTICO DOSE PARA INSUFICIÊNCIA RENAL DIÁLISE


FUNÇÃO RENAL CLEARANCE DE CREATININA (ClCr), mL/min
NORMAL >50-90 10-50 <10
Ceftazidime 2 g q8h 2g q8–12h 2g q12–24h 2g q24-48h HEMO: Extra 1 g pós diálise
CAPD: 500 mg q24h

Cefuroxime 0,75–1,5 g q8h 0,75-1,5g q8h 0,75-1,5g 0,75-1,5g HEMO: Dose pós diálise
q8–12h q24h CAPD: Dose para ClCr <10
QUINOLONAS
Ciprofloxacino 500mg VO q 12h 100% 200 mg IV 50% HEMO: 250 mg VO ou 200 mg
ou 400 mg IV q12 h IV q12h CAPD: 250 mg VO
q 12h ou 200 mg IV q8h
Levofloxacino 500-750 mg 500- 750 mg 20-49: 500- <20: 500- HEMO/CAPD: Dose for ClCr
VO/IV q24h q24h 750 q48h 750 mg <20
depois 500mg
q 48h
Moxifloxacino 400 mg q24h não é necessário correção de dose
MACROLÍDEOS
Claritromicina 500 mg q12h 500 mg q12h 250mg q8h 250 mg q 12h HEMO: Dose pós diálise
CAPD: Dose normal
Azitromicina 500 mg q24h 500 mg q24h 500 mg q24h 500 mg q24h
Eritromicina 500 mg q6h 500 mg q6h 500 mg q6h 500 mg q12h HEMO/CAPD/CRRT: Dose normal
POLIMIXINAS
Colistina 2,5 -5 mg/Kg/ 1,5 a 2,5 mg/ 1,5 a 2,5 mg/ 1mg/kg/dia ÷ Dose máxima diária: 300 mg
em mg de dia ÷ a cada 8h Kg a cada kg a cada a cada 12h de colistina base
colistina 24 h 24h HEMO: administrar a dose do
dia após o término da sessão

SUMÁRIO
Colistina 6-9 milhões 4-6 milhões 3-4 milhões 4 milhões UI / A correção é controversa.
em MU de de UI/dia ÷ a de UI/dia ÷ a de UI a cada dia ÷ a cada Estudos de farmacocinética
colistimetato cada 8h cada 12 h 24 horas 12 h com pequeno número de
pacientes sugerem que a droga
|

não é eliminada por via renal


USO DE ANTIMICROBIANOS

Polimixina B 25.000 UI/kg/dia 15.000 UI/kg/ 30-80: Ataque 15.000 UI/kg/ A correção é controversa.
÷ a cada 12 h dia ÷ a cada 25.000 UI/Kg/ dia ÷ a cada Estudos de farmacocinética
12 h dia seguido 12 h sugerem que a droga não é
de 10.000 a eliminada por via renal
15.000 UI/Kg/
dia (÷ em 2
doses)

Hospital das Clínicas FMUSP 192


Insuficiência renal

ANTIBIÓTICO DOSE PARA INSUFICIÊNCIA RENAL DIÁLISE


FUNÇÃO RENAL CLEARANCE DE CREATININA (ClCr), mL/min
NORMAL >50-90 10-50 <10
OUTROS ANTIBIÓTICOS
Daptomicina 4–6 mg/kg/dia 4-6 mg/kg/dia ClCr <30: 4-6 ClCr <30: 4–6 HEMO e CAPD: 4–6 mg/kg
mg/kg q48h mg/kg q48h q48h após diálise
CRRT: 8 mg/ CRRT: 8 mg/
kg q 48h kg q 48h
Linezolida 600 mg VO/IV 600 mg q12h 600 mg q12h 600 mg q12h HEMO, CAPD & CRRT: Não
q12h ajustar. Administrar após
diálise
Metronidazol 500 mg 8/8h 500 mg 8/8h 500 mg 8/8h 250 mg 8/8h
Nitrofurantoina 50–100 mg/dia 100% Evitar Evitar
Teicoplanina 6 mg/kg/dia q24h q48h q72h HEMO: Dose para ClCr <10
6mg/kg/dia 6mg/kg/dia 6mg/kg/dia CAPD: Dose para ClCr <10
Sulfametoxazol- 5–20 mg/kg/dia 5–20 mg/kg/ 30–50: 5–7,5 Não recomen- Não recomendado, se
trimetoprim dividido q6-12h dia dividido mg/kg q8h dado, se utilizado: 5-10 mg/kg q 24h
baseado no TMP q6-12h 10–29: 5–10 utilizado: 5-10
mg/kg q12h mg/kg q 24h
Vancomicina 1 g q12h 1 g q12h 1 g q24-96h 1 g q4-7 dias HEMO/CAPD: Dose para
CRRT: 1 g q ClCr <10
24-96h
Pentamidina 4 mg/kg/dia 4 mg/kg/dia 10-30: 4 mg/ 4 mg/ Kg HEMO: igual a ClCr <10 nos
kg q 36 h q 48h dias de diálise, após a sessão.
CAPD: Dose para ClCr<10
PENICILINAS
Amoxicilina 500 mg q8h 500 mg q8h 500 mg q8-12h 500 mg q 24h HEMO: Dose AD

SUMÁRIO
Ampicilina 250 mg-500 250 mg-500 250 mg-500 250 mg-500 CAPD: 250 mg q12h
mg q6h mg q6h mg q6-12h mg q12-24h
Amoxicilina- 500/125 mg q8h 500/125 mg 250–500 mg 250–500 mg HEMO: Mesma dose de ClCr
clavulanato q8h q12h q24h <10;
|
USO DE ANTIMICROBIANOS

Ampicilina- 2/1g q6h 2/1g q6h HEMO: Dose AD


2/1g q8–12h 2/1 g q24h
sulbactam CAPD: 2/1 g q24h
Penicilina G 0,5–4 MU q4h 100% 75% 20–50% HEMO: Dose AD
CAPD: Mesma dose de ClCr <10
Piperacilina- 4/0,5g q6-8h 4/0,5g q6-8h 2/0,25g q6h 2/ 0,25 g q8h HEMO: Dose para ClCr <10 +
tazobactam <20: q8h CRRT: 4,5 0,75 gm AD
q 48h CAPD: 4/0,5g q 12h

Hospital das Clínicas FMUSP 193


Insuficiência renal

ANTIBIÓTICO DOSE PARA INSUFICIÊNCIA RENAL DIÁLISE


FUNÇÃO RENAL CLEARANCE DE CREATININA (ClCr), mL/min
NORMAL >50-90 10-50 <10
Ticarcilina- 3/0,1g q4h 3/ 0,1g q4h HEMO: Dose extra de
3/0,1g q8-12h 2,0 g q12h
clavulanato 3/0,1g após diálse
CAPD: 3/ 0,1g q12h
Tetraciclina 250–500 mg 250–500 mg 250–500 mg 250–500 mg HEMO: sem dose extra
q6h q8–12h q12–24h q24h
ANTIFÚNGICOS
Anfotericina B 0,4-1,0 mg/kg/dia q24h q24h q24h
Anfotericina B 3-5 mg/kg/dia q24h q24h
formulações
lipidicas
Fluconazol 200–800 mg 100% 50% 50% HEMO:dose após sessão
q24h CAPD: Dose for ClCr <10
Itraconazol 100–200 mg 100% 100% 50% HEMO/CAPD: solução oral 100
q12h mg q12-24h
Terbinafina 250 mg q 24h q24h Evitar Evitar Evitar
Voriconazol Ataque de 6 mg/ Ataque de 6 SE ClCr <50 SE ClCr <50 CRRT: 4 mg/kg po q12h
kg IV q12h por 2 mg/kg IV q12h mL/min: mL/min:
doses e depois por 2 doses e não utilizar não utilizar
4 mg/kg/dia depois 4 mg/ formulação IV formulação IV
q 12h kg/dia q 12h (ciclodextrina) (ciclodextrina)
Caspofungina 70 mg de sem ajuste sem ajuste sem ajuste
ataque seguido
de 50 mg q24h
Anidulafungina 100-200 mg de sem ajuste sem ajuste sem ajuste

SUMÁRIO
ataque seguido
de 50-100 mg
q 24h
Micafungina 100-150 mg sem ajuste sem ajuste sem ajuste
|

q 24h
USO DE ANTIMICROBIANOS

ANTITUBERCULOSE
Isoniazida 5mg/kg q 24h Sem ajuste Sem ajuste Sem ajuste HD- 5mg/kg após sessão
(máx 300mg/dia) DP- sem ajuste
Etionamida 750mg/dia Sem ajuste Sem ajuste 50% Sem dados disponíveis
dividido q 8-12h
Pirazinamida 25mg/kg q 24h Sem ajuste Sem ajuste 15-20mg/kg HD- 12mg/kg/dose
q24h DP- sem dados

Hospital das Clínicas FMUSP 194


Insuficiência renal

ANTIBIÓTICO DOSE PARA INSUFICIÊNCIA RENAL DIÁLISE


FUNÇÃO RENAL CLEARANCE DE CREATININA (ClCr), mL/min
NORMAL >50-90 10-50 <10
Rifampicina 600 mg q 24h Sem ajuste Sem ajuste Sem ajuste HD e DP: sem ajuste
Etambutol 15mg/kg q 24h Sem ajuste 15mg/Kg 15mg/Kg HD-15mg/kg após
q24-36 h q48h procedimento
DP- 15mg/kg q48h
ANTIVIRAIS
Aciclovir 5–12,4 mg/ Sem ajuste 100% 50% q24h HEMO: Dose após sessão
kg q8h q12–24h CAPD: Dose para ClCr <10
Adefovir 10 mg VO q24h Sem ajuste 10 mg 10 mg q72h HEMO: 10 mg por semana,
q48–72h após sessão CAPD: ?
Amantadina 100 mg VO Sem ajuste q 24-48h q 7 dias HEMO/CAPD: Dose para
q 12h ClCr<10
Cidofovir: posologia complexa, consultar bula
Indução 5 mg/kg uma 5 mg/kg Contra indicado Contra indicado Contraindicado em pacientes
vez por semana uma vez por em pacientes em pacientes com ClCr ≤ 55 mL/min
por 2 semanas semana com ClCr ≤ 55 com ClCr ≤ 55
mL/min mL/min
Manutenção 5 mg/kg a cada 5 mg/kg Contra indicado Contra indicado Contraindicado em pacientes
2 semanas uma vez por em pacientes em pacientes com ClCr ≤ 55 mL/min
semana com ClCr ≤ 55 com ClCr ≤ 55
mL/min mL/min
Ganciclovir 5 mg/kg q12h IV 5 mg/kg 1,25–2,5 mg/ 1,25 mg/kg 3x HEMO: Dose pós sessão
indução q12h IV kg q24h por sem CAPD: Dose para ClCr <10
Ganciclovir 5 mg/kg q24h IV 2,5–5,0 mg/ 0,6–1,25 mg/ 0,625 mg/kg HEMO: 0,6 mg/kg pós sessão
manutenção kg q24h kg q24h 3x por sem CAPD: Dose para ClCr <10

SUMÁRIO
Oseltamivir 75 mg VO q 12h 75 mg q12h 30-50: 75 mg Sem dados HEMO: 30 mg em dias sem
q 12h <30: 75 diálise CAPD: 30 mg 1 vez por
mg q 24h semana
Valaciclovir 1g q8h 1g q8h 1 g q12-24h 500 mg q24h HEMO: Dose após sessão
|

CAPD: Dose para ClCr <10


USO DE ANTIMICROBIANOS

Valganciclovir 900 mg q 12h 900 mg q12h 450mg q24h Ver bula


a 450mg
em dias
alternados

Hospital das Clínicas FMUSP 195


Terapia de substituição renal

DOSE DE ANTIBIÓTICOS EM PACIENTES SUBMETIDOS À TERAPIA DE


SUBSTITUIÇÃO RENAL (TSR) revisado:mai/2011

•A dose de antibióticos em pacientes com ligação protéica e volume de distribuição).


Insuficiência Renal em diálise depende de •Não existe consenso na literatura, os
inúmeras variáveis, entre elas: o tipo de trabalhos são escassos e realizados com
procedimento realizado (contínuo x inter- pequeno número de pacientes.
mitente), fluxo da diálise e das caracterís- Recomendações para Terapia Contínua
ticas do antibiótico (tamanho da molécula, de Substituição Renal (CRRT):

ANTIBIÓTICO DOSE *, **
Amicacina 7,5 mg/kg 24-72h
Ciprofloxacino 400 mg de 24/24h
Daptomicina 8mg/kg q 48h
Levofloxacino 500mg q 48h
Meropenem 1-2g q 12h
Piperacilina-Tazobactam 4,5g q8
Vancomicina 1g q 24-96h/ idealmente: dosagem de vancocinemia
*Baseado em dialisado/efluente de 2L/h .
**Aronoff et al: Drug prescribing in renal failure: dosing guidelines for adults and children 5th edn (Am Col of Phys, 2007).

RECOMENDAÇÕES PARA DIÁLISE ESTENDIDA DE BAIXA-EFICIÊNCIA (SLED):


ANTIBIÓTICO DOSE
Anidulafungina Não é necessário ajustar
Gentamicina Dose inicial de 6 mg/kg q 48 h.
Tobramicina Dosar nível sérico durante e após sessão
Infundir em 30 minutos, 1 hora antes da sessão

SUMÁRIO
Amicacina 15-25 mg/kg q 48h
Dosar nível sérico durante e após sessão
Daptomicina Dose q 24h em SLED q 48h se sem SLED
Ertapenem Não é necessário ajustar
|

Meropenem 500-1000 mg q 8h
USO DE ANTIMICROBIANOS

Vancomicina Dose a 12-18h


idealmente: dosagem de vancocinemia
Linezolida Não é necessário ajustar
Considerar dose suplementar ou q 8h se SLED contínua
Moxifloxacino Não é necessário ajustar
Para outros ATMs: não há consenso, recomendamos dose para função renal normal de ATMs pouco tóxicos, atentando para
efeitos adversos.

Hospital das Clínicas FMUSP 196


Função renal normal

PACIENTES COM FUNÇÃO RENAL NORMAL

ANTIMICROBIANO DOSE DOSE INTERVALO


PEDIÁTRICA (DOSE/KG/DIA) ADULTO (DOSE/DIA)
Ácido Nalidíxico 33-55 mg 2-4 g 6h
Amicacina 15 mg 15 mg/kg/dia d.u. diária
Amoxicilina + Ácido Clavulânico 20-50 mg de Amoxacilina 0,75-1,5 g 8-12h
Ampicilina IV 100-400 mg 2-12 g 6h
Ampicilina VO 50-100 mg 1-2 g 6h
Ampicilina + Sulbactam 100-400 mg de Ampicilina 6-12 g 6h
Anfotericina B* 0,5-1,5 mg idem 24h
Anfotericina B* Coloidal 3-5 mg idem 24h
Anfotericina B* Lipossomal 3-5 mg idem 24h
Azitromicina 5-10 mg 250-500 mg 24h
Aztreonam 75-150 mg 3-8 g 6-8h
Cefaclor 40 mg 0,75-1,5 g 8h
Cefadroxila 30 mg 1-2 g 12h
Cefalexina 25-100 mg 1-4 g 6h
Cefalotina 50-125 mg 2-12 g 6h
Cefazolina 50-100 mg 2-6 g 8h
Cefepima 100-150 mg 2-4 g 8-12h
Cefotaxima 100-200 mg 2-12 g 6h
Cefoxitina 100-150 mg 4-12 g 6h
Ceftazidima 100-150 mg 2-6 g 8h
Ceftriaxona 50-100 mg 1-4 g 12-24h
Cefuroxima IV 75-150 mg 2,25-4,5 g 8-12h
Cefuroxima VO 20-30 mg 0,5-1 g 8-12h

SUMÁRIO
Cetoconazol 5-10 mg 200-400 mg 12-24h
Ciprofloxacino IV 10-20 mg 400-800 mg 12h
Ciprofloxacino VO 20-30 mg 1 - 1,5 g 12h
Claritromicina 15 mg 0,5-1 g 12h
|

Clindamicina IV 20-40 mg 1,8 - 2,7 g 6-8h


USO DE ANTIMICROBIANOS

Clindamicina VO 20-30 mg 0,6 -1,8 g 6h


Cloranfenicol 50-100 mg 2-4 g 6h
Colistina 2,5 mg 4-6 milhões UI 8-12h
ou 3 a 5 mg/kg/
dia dose max:
300 mg**
Doxiciclina 2,5-5 mg 100-300 mg 12-24h

Hospital das Clínicas FMUSP 197


Função renal normal

PACIENTES COM FUNÇÃO RENAL NORMAL

ANTIMICROBIANO DOSE DOSE INTERVALO


PEDIÁTRICA (DOSE/KG/DIA) ADULTO (DOSE/DIA)
Eritromicina 30-50 mg 1-4g 6h
Fluconazol 3-10 mg 100-400 mg 24h
Gentamicina 7,5 mg 3-5 mg/Kg/dia d.u. diária
Griseofulvina 10-15 mg 0,5-1 g 12h
Imipenem + Cilastatina 50-100 mg 2-3 g 6-8h
Itraconazol 3-6 mg 200-400 mg 12-24h
Meropenem 60-120 mg 1,5-6 g 8h
Metronidazol 30-50 mg 1,5 - 2 g 6-8h
Nitrofurantoína 5-7 mg 400 mg 6h
Oxacilina 100-300 mg 6-12 g 4-6h
Penicilina G benzatina 25.000-50.000 UI 1.200.000 UI dose única
Penicilina G cristalina 100.000-400.000 UI 4-30 milhões UI 4-6h
Penicilina G procaína 50.000 UI 0,6-4,8 milhões UI 12-24h
Penicilina V 25-50 mg 0,75-2 g 6-8h
Piperacilina + Tazobactam 150-400 mg de Piperacilina 12 g 6h
Sulfametoxazol + Trimetoprim 20-40 mg de Sulfametoxazol 400-800 mg 12h
Teicoplanina 10-20 mg 400-800mg 12-24h
Tetraciclina 25-50 mg 1-2 g 6h
Terbinafina <20 Kg : 125 mg 500 mg 24h
20-40 Kg : 250 mg
>40 Kg : 500 mg
Ticarcilina + Ácido Clavulânico 200-400 mg de Ticarcilina 4-16 g 6h
Vancomicina 40-60 mg 2g 6 - 12h

** checar apresentações pois há grande variedade entre marcas. Olhar pagina 185 para detalhes SUMÁRIO
* A administração de todas as formulações de anfotericina B deve ser precedida de pré-medicação para
minimizar os efeitos colaterais:
•• Hidrocortisona 25 - 50 mg + Dipirona 1g IV 30 min. antes da infusão;
•• SF 0,9% 500 mL 1h antes e 1h após o término da infusão (se condições clínicas permitirem);
|

•• Adicionar, se necessário, anti-histamínico (difenidramina (Benadryl®) 1/2 amp IV);


USO DE ANTIMICROBIANOS

•• Se os tremores não forem controlados, utilizar solução decimal de dolantina IV.

Hospital das Clínicas FMUSP 198


Gestantes

DOSES DE ANTIMICROBIANOS EM GESTANTES - DOSES revisado: ago/2006

* Categoria A: Estudos controlados em gestantes não animais; só usar se o benefício justificar o risco.
apresentaram risco fetal; portanto uso seguro. Categoria D: Há evidencia de risco fetal em humanos; só
Categoria B: Estudos feitos em animais não usar se o benefício eventualmente justifica o risco.
demonstraram risco, porém não há estudos em humanos Categoria X: Há demonstração em estudos animais e
ou animais reprodutivos controlados demonstrando efeitos humanos de elevado risco de anormalidades fetais; droga
adversos; usar com cautela. contra-indicada.
Categoria C: Estudos em animais mostrando efeitos ** S: compatível com amamentação
adversos (teratogênico, embriocida etc.) e não há estudos E: evitar durante amamentação
em humanos ou não há estudos controlados em humanos e ND : sem dados disponíveis

Uso de antibióticos gestantes, antibióticos

ANTIBIÓTICOS USO NA USO NA COMENTÁRIOS


GESTAÇÃO LACTAÇÃO
(CAT. FDA*) (OMS)**
Aminoglicosídeos D S •• Se uso inevitável, preferencial gentamicina pois
Amicacina, há mais estudos de seu uso durante a gestação, sem
gentamicina, relatos de teratogenicidade
netilmicina, •• Compatível com aleitamento materno
tobramicina,
estreptomicina
β-lactâmicos B S •• Reação alérgica é o principal problema: indução de
Penicilinas, parto prematuro por liberação de histamina
penicilina com •• Pequena excreção no leite materno: possíveis efeitos
inibidor de para o neonato como modificação na flora intestinal e
β-lactamase, reações alérgicas
cefalosporinas, •• Ticarcilina: pode ser teratogênica para roedores,
aztreonam devendo ser evitada em gestantes

SUMÁRIO
•• Piperacilina: usada entre 24 e 35 sem em ruptura
prematura de membranas: não foram observados efeitos
adversos maternos ou fetais. Pouco excretada no leite e
considerada compatível com a amamentação
|

•• Em estudo com grande número de pacientes, o uso


USO DE ANTIMICROBIANOS

de amoxacilina-clavulato foi associado a uma taxa


significativamente alta de enterocolite necrotizante
neonatal
•• Aztreonam: estudos inconclusivos no 1º trimestre da
gestação: potencial teratogênico não estabelecido

Hospital das Clínicas FMUSP 199


Gestantes

Uso de antibióticos (continuação)

ANTIBIÓTICOS USO NA USO NA COMENTÁRIOS


GESTAÇÃO LACTAÇÃO
(CAT. FDA*) (OMS)**
Imipenem- C ND •• Carbapenens: estudos animais não demonstraram
cilastatina teratogenicidade, mas aumento de abortos espontâneos
•• Não encontramos na literatura estudos que expliquem a
diferença na categorização entre meropenem e imipenem

Meropenem B ND
Cloranfenicol C E •• Síndrome do bebê cinzento: fígado do RN não faz a
conjugação da droga: altas concentrações de droga livre
Clindamicina B E
Linezolida C ND
•• Macrolídeo B S Eritomicicina
Eritromicina, •• Não utilizar a formulação estolato devido ao risco de
azitromicina hepatotoxicidade
•• Compatível com amamentação
Espiramicina C E •• Difusão pela placenta é incomum, entretanto se
concentra na placenta e alcança concentrações suficientes
para diminuir a transmissão de toxoplasmose
•• Não trata o feto infectado
•• Ausência de relatos de alterações fetais
•• Excretado no leite materno em concentrações
bacteriostáticas
Claritromicina C E •• Poucos estudos e resultados contraditórios:

SUMÁRIO
•• Passagem pela placenta em grandes quantidades
•• Base fraca, com concentração no leite materno, podendo
ter efeitos no TGI do RN
Metronidazol B E Incompatível com aleitamento materno
|

Nitrofurantoína B S •• Ausência de relatos de efeitos teratogênicos


USO DE ANTIMICROBIANOS

•• Seguro mesmo no 1º trimestre


•• Evitar uso próximo ao parto (risco de anemia hemolítica
em RN com deficiência de G6PD)
•• Compatível com a lactação, mas a OMS recomenda
evitar uso no 1º mês de lactação, em prematuros,
deficiência de G6PD e icterícia
Polimixinas C ND

Hospital das Clínicas FMUSP 200


Gestantes

Uso de antibióticos (continuação)

ANTIBIÓTICOS USO NA USO NA COMENTÁRIOS


GESTAÇÃO LACTAÇÃO
(CAT. FDA*) (OMS)**
•• Quinolonas C E •• Alta concentração em líquido amniótico e sangue do
Ciprofloxacino, cordão umbilical
ofloxacino, •• Segurança do uso na gravidez é controverso:
levofloxacino, Estudos em animais: desenvolvimento de artropatias e
moxifloxacino, alterações ósseas e de peso em roedores
norfloxacino Estudos em humanos: não houve demonstração de al-
terações articulares; estudos incluindo RN de mulheres
expostas no 1º trimestre não mostraram aumento no risco
de malformações
•• Concentrações menores passam para o leite materno.
Ofloxacino e norfloxacino: menor concentração no leite
materno
Ácido nalidíxico - E •• Não passa a placenta
•• Sem efeitos teratogênicos (animais/humanos)
•• Ação sobre ácidos nucleicos: evitar 1º trimestre da
gestação
•• Não é recomendado na lactação
•• Indução de anemia hemolítica e depressão medular
•• Evitar em RN com deficiência de G6PD
Sulfonamidas/ C VER •• Pode competir com a bilirrubina nos sítios de ligação
trimetropin COMENTÁRIOS de albumina, quando administrado no final da gestação:
aumenta o risco de kernicterus

SUMÁRIO
•• Pode causar anemia no RN devido à deficiência de G6PD
•• Sulfadiazina: evitar na amamentação, especialmente
em < 1mês
•• Cotrimoxazol: compatível, evitar em prematuros e em < 1
|

mês e deficiência de G6PD


USO DE ANTIMICROBIANOS

Tetraciclinas D -
Teicoplanina B - Droga não aprovada pelo FDA
Vancomicina C ND •• Potencial risco para ototoxicidade e nefrotoxicidade fetal
•• Síndrome do homem vermelho: grande liberação de
histamina pode levar a contração uterina intensa podendo
levar a parto prematuro

Hospital das Clínicas FMUSP 201


Gestantes

Uso de antifúngicos gestantes, antifúngicos

ANTIFÚNGICOS USO NA USO NA COMENTÁRIOS


GESTAÇÃO LACTAÇÃO
(CAT. FDA*) (OMS)**
Anfotericina B ND •• Não há relato de toxicidade durante a gravidez.
B deoxicolato •• Poucos dados sobre uso na lactação.
e formulações •• As formulações lipídicas têm menor tamanho e altas
lipídicas maiores concentrações sanguíneas são detectadas,
podem ser fatores de passagem para o leite materno
e para o feto.
Caspofungina C ND •• Não há estudos adequados em mulheres grávidas
•• Evidências de embriotoxicidade em animais
(ossificação incompleta do crânio, aumento da
reabsorção óssea)
•• Apresenta difusão placentária em animais
•• Excreção pelo leite
Fluconazol, C Fluconazol •• Não devem ser usados na gestação: evidências de
itraconazol, compatível teratogenicidade. Sérios riscos de malformações com
cetoconazol voriconazol e cetoconazol
Voriconazol D ND
Flucitosina C ND
Terbinafina B E

Uso de antiparasitários gestantes, antiparasitários

ANTIPARASITÁRIOS USO NA USO NA COMENTÁRIOS

SUMÁRIO
GESTAÇÃO LACTAÇÃO
(CAT. FDA*) (OMS)**
Albendazol C S
Atovaquone C -
|

Cloroquina C S
USO DE ANTIMICROBIANOS

Ivermectina C -
Mebendazol C S
Mefloquina C E
Pentamidina C ND
Pirimetamina C -
Praziquantel B S
Quinidina C -

Hospital das Clínicas FMUSP 202


Gestantes

Uso de antiparasitários (continuação)

ANTIPARASITÁRIOS USO NA USO NA COMENTÁRIOS


GESTAÇÃO LACTAÇÃO
(CAT. FDA*) (OMS)**
Quinino X S Monitorar em hemólise, icterícia especialmente em
prematuros e em < 1 mês

Uso de antivirais gestantes, antivirais

ANTIVIRAIS USO NA USO NA COMENTÁRIOS


GESTAÇÃO LACTAÇÃO
(CAT. FDA*) (OMS)**
Aciclovir, B Aciclovir •• Uso de aciclovir é preferido, pois há mais estudos quanto
fanciclovir, compatível a sua segurança na gestação.
valaciclovir
Amantadina e C - •• Nenhum estudo humano adequado foi realizado
rimantadina •• Crianças expostas apresentaram alterações cardiovasculares
Cidofovir C -
Foscarnet C - •• Apenas 1 relato de caso do uso de foscarnet como
tratamento em uma gestante na 32a sem de gestação não
resultou em alterações para o RN
•• Uso na gestação deve ser reservado para infecções com
ameaça à vida materna, em que o foscarnet é a única opção
Ganciclovir C -
Interferon C - Há poucos relatos com relação a gestações de sucesso em
mulheres que foram tratadas com IFN no tratamento de LMC e

SUMÁRIO
HCV durante a gestação
Oseltamivir C - •• Estudos animais demonstram alterações esqueléticas
mínimas em roedores de ambas as medicações
•• Nenhum estudo humano adequado foi realizado
|

Zanamivir B -
USO DE ANTIMICROBIANOS

Ribavirina X -

Hospital das Clínicas FMUSP 203


Obesos

DOSES DE ANTIMICROBIANOS EM OBESOS revisado: fev/2011

CONSIDERAÇÕES GERAIS • Dose inicial 10-15 mg/kg.


• Máximo de 2 g por dose.
CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIMICROBIANOS • Monitorar a concentração sérica do vale.
• Antimicrobianos hidrofílicos: a concen-
tração sérica destes diminui. Exemplos: AMINOGLICOSÍDEOS
β-lactâmicos, glicopeptídeos, aminoglico- • Dose baseada no peso corporal ajustado
sídeos, polimixinas e fosfomicina. (PCA)
• Antimicrobianos lipofílicos: a alteração PCA = PCI + [0,4 x (PCT – PCI)]
da concentração sérica depende do grau
de ligação proteica, da ligação no tecido • Peso corporal ideal (PCI):
adiposo e magro, do fluxo sanguíneo ao •• Homem: 50 kg + 2,3 kg por polegada
tecido adiposo e da atividade metabólica (2,5 cm) de altura acima de 1,52 m.
do tecido adiposo. Exemplos: fluoroquino- •• Mulher: 45 kg + 2,3 kg por polegada
lonas, macrolídeos, lincosaminas, tetraci- (2,5 cm) de altura acima de 1,52 m.
clinas, tigeciclina, cotrimoxazol, rifampici- • Dose única diária não avaliada.
na e cloranfenicol. • Monitoramento da dose terapêutica in-
Pacientes obesos tendem a ter clearance de dicada. (No HC-FMUSP está disponível
creatinina aumentado. apenas a dosagem de amicacina.)
Os antimicrobianos mais estudados em obe-
sos são vancomicina e aminoglicosídeos. β-LACTÂMICOS
• Utilizar doses máximas.
VANCOMICINA
• Calcular a dose baseada no peso corporal OUTROS ANTIMICROBIANOS
total (PCT). • Não há estudos.

INFUSÃO CONTÍNUA DE ANTIMICROBIANOS revisado: fev/2010 SUMÁRIO

• Os estudos de farmacocinética/farmaco- ção tecidual das drogas.


|

dinâmica mostram vantagem teórica no • Dificuldades: falta de bombas de infusão,


USO DE ANTIMICROBIANOS

uso de esquema de infusão contínua ou dificuldade de manter acesso venoso ex-


prolongada de β-lactâmicos e vancomi- clusivo.
cina. Conclusão: ainda não há uma recomenda-
• No entanto, não há evidência de superio- ção para uso sistemático dos esquemas de
ridade clínica até o momento. infusão contínua ou prolongada de antimi-
• Faltam estudos que avaliem a concentra- crobianos.

Hospital das Clínicas FMUSP 204


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS elaborada por Suzana Zaba Walczak

Bolus: é a administração intravenosa realizada em tempo porém para infusões em tempo superior a 10m recomenda-se
menor ou igual a 1 minuto.Geralmente com o uso de seringa. a utilização de bureta.
Infusão Intermitente: não contínua, por exemplo de 6 em Infusão lenta: é a administração intravenosa realizada entre
6h. Para esse tipo de terapia é importante a preocupação com 30 e 60m.
a manutenção da permeabilidade do cateter, que permanecerá Infusão contínua: é a administração realizada em tempo
com dispositivo de tampinha nos intervalos da medicação. superior a 60m, ininterruptamente.
Infusão rápida: é a administração intravenosa realizada
entre 1 e 30m. Algumas podem ser realizadas com seringa,

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Aciclovir 10ml de água 12h em 50 a 100ml, 12h em Infusão contínua < 7mg/ml
frasco/ampola destilada estéril temp. SG 5%, temp. 1h ou mais diminui
Obs: não amb. Sob SF 0,9% amb. Sob para preservar risco de
utilizar água refrigeração Ringer refrigeração danos renais flebite
bacteriostática, pode preci- solução e pode preci- com adequada 10mg/ml
pois poderá levar pitar, mas se lactato pitar, mas se hidratação quando há
a precipitação da dissolve em dissolve em restrição
solução temp. amb. temp. amb. hídrica
Amicacina Não requer Não requer Com 100 24h em IM glúteos ou 0,25-5mg/
500mg solução ou 200 ml temp. amb. parte lateral da ml
injetável de glicose 2 dias sob coxa
SG 5%, refrigeração IV infusão lenta
SF 0,9%. 30 a 60 m em
Ringer adultos ou
lactato crianças; 1 a 2h em

SUMÁRIO
recém-nascidos
Ampicilina 1g IM 3,5ml de 1h em Não requer Não requer IM
frasco/ampola água destilada temp. amb. profundamente
estéril 4h sob no glúteo
|

IV 10ml de refrigeração 100ml* SF 0,9% IV infusão rápida ≤30mg/ml


USO DE ANTIMICROBIANOS

água destilada SF 0,9% - 8h em 5min para doses


estéril ou Glicose temp.amb. até 500mg e 10 a
bacteriostática pode ser e 48h sob 15min para doses
utilizada, mas refrigeração que excedam
inativa-se SG 5% - 4h 100mg/ml
rapidamente temp. amb. IV infusão contínua
à temp.amb de 4 a 8h

Hospital das Clínicas FMUSP 205


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Ampicilina IM 6,4ml de 8h em Não requer Não requer Infusão rápida


sódica + água estéril com temp. amb. ≥ 3min
sulbactam lidocaína a 0,5% ou 48h sob
frasco/ampola ou 2% refrigeração
(2g + 1g) IV 6,4ml de água 50 a 100ml 8h em Bolus 3min
destilada estéril SF 0,9% temp. amb. Infusão rápida
ou 48h sob entre 15 e
refrigeração 30min
50 a 100ml 4h em
SG 5% temp.amb.
ou 4h sob
refrigeração

Anidulafungina 30 ml diluente Máx: TR 1h SF 0,9% TR: 24h > 90 min, 0,77 mg/ml
100 mg próprio SG 5% ≤ 1,1 mg/ml
frasco-ampola

Anfotericina B 10ml de água 24h em Com 250 a 24h em Infusão ≤ 2,5mg/ml


frasco/ampola destilada temp. amb. 500ml de temp. amb. contínua entre em cateter
estéril, não ou 7 SG 5% 2 dias sob 2 e 6h central
bacteriostática dias sob Não usar SF refrigeração ≤ 0,1mg/ml
refrigeração 0,9% (causa em veia

SUMÁRIO
precipitação) periférica

Anfotericina B 20ml de água 24h em Com 250 a 24h em Se exceder 2h de


complexo destilada estéril temp. amb. 500ml de temp. amb. infusão, agitar
|

lipídico frasco/ ou 7 SG 5% ou 48h sob a bolsa


USO DE ANTIMICROBIANOS

ampola dias sob Não usar SF refrigeração


refrigeração 0,9% (causa
precipitação)

Hospital das Clínicas FMUSP 206


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Anfotericina 10ml de água 24h em Com 250 6h em Infusão controlada 0,2 a


B lipossomal destilada estéril temp. amb. a 500ml temp. amb. em 120min, pode 2mg/ml
frasco/ampola ou 7 de SG 5%, 11 dias sob ser diminuída
dias sob não usar SF refrigeração se tolerada para
refrigeração 0,9% (causa 60min
precipitação)

Azitromicina 4,8ml de água 24h em Com 250 24h em Outros 1mg/ml ou


frasco/ampola destilada estéril temp. amb. a 500ml temp. amb. medicamentos 2mg/ml
(concentração de: SG 5%, ou 7 não devem 1mg/ml:
final de 100mg/ Ringer dias sob ser infundidos infundir 3h
ml) Lactato, SF refrigeração simultaneamente 2mg/ml:
0,9% infundir 1h
500mg:
infundir
≥ 1h

Benzilpenicilina 4ml de lidocaína 24h em Não requer Não requer Obter 300.000
benzatina e a 1% temp. amb. UI/ml
Procaína Não administrar
frasco/ampola IV

SUMÁRIO
Benzilpenicilina IM – 3ml de Não requer Não requer 24h em Aplicar em
benzatina água destilada temp. amb. glúteos ou parte
frasco/ampola estéril 7 dias sob lateral da coxa
refrigeração Não administrar
|

IV ou SC
USO DE ANTIMICROBIANOS

Hospital das Clínicas FMUSP 207


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Benzilpenicilina 5ml de de água 7 dias sob 50 a 100ml Uso IM glúteos ou parte


potássica destilada estéril refrigeração de: SF 0,9%, imediato lateral da coxa (até
cristalina SG 5% ou SG 5%. temp.amb. 100.000 UI/ml)
frasco/ampola SF 0,9% 10 milhões ou 24h sob infusão IV
de UI diluir refrigeração contínua (24h) 10
entre 1 a 2 milhões de UI
litros infusão IV
Ringer contínua
Lactato 1 a 2h. Pode ser
dada ainda por
infusão intratecal,
intraarticular,
intrapleural
Caspofungina 10ml de SF 1h em 100ml 24h em Infusão lenta 0,2 a
solução 0,9% ou água temp. amb. SF 0,9% temp.amb. em 1h 5mg/ml
injetável destilada estéril Não usar ou 48h sob
SG 5% refrigeração

Cefazolina 1g IM 2,5ml de 24h em Não requer Cor amarelada, IM em glúteos


frasco/ampola lidocaína temp. pode ocorrer e ou parte lateral
a 1% sem amb. ou 10 não significa da coxa
vasoconstritor dias sob perda de

SUMÁRIO
refrigeração potencia

IV 10ml de 50 a 100ml 24h em Cor amarelada 10 a


água destilada Glicose 5% temp. amb. Bolus após 20mg/ml
|

estéril água SF 0,9% ou 96h sob reconstituição:


USO DE ANTIMICROBIANOS

bacteriostática Ringer refrigeração de 3 a 5 min


SF 0,9% solução e Infusão IV
lactato intermitente: 30
a 60min

Hospital das Clínicas FMUSP 208


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Cefepime IM 2,4ml de 24h em Não requer Não requer


frasco/ampola solução de temp.amb.
lidocaína a 1% ou 7
IV 10ml de água dias sob 50 a 100ml 24h em Bolus: 3 a 5min 1 a
destilada estéril refrigeração Ringer lac- temp.amb. Infusão IV 40mg/ml
e bacteriostática tato com SG 7 dias sob intermitente:
5% e 10% refrigeração por aproxima-
SF 0,9% damente 30min
Cefotaxima IM 3ml de água 24h em IM: aplicar entre
sódica frasco/ destilada estéril temp.amb. 3 a 5min
ampola ou lidocaína ou 7
a 1% sem dias sob
vasoconstritor refrigeração

Cefotaxima IV 10ml de água 24h em 50 a 100ml SG 5% e SF IV infusão


sódica frasco/ destilada estéril temp. amb. SG 5% e 0,9% 24h rápida 3 a
ampola (cont.) ou 7 10%, temp. amb. 5min, infusão IV
dias sob SF 0,9% e 5 dias sob intermitente: 15
refrigeração refrigeração a 30 min
ou 13 sem Demais uso Não administrar
no freezer imediato com
aminoglicosídeo

SUMÁRIO
na mesma bolsa
Cefoxitina IM 2ml de água 24h em
sódica frasco/ destilada estéril temperatura
ampola ou lidocaína ambiente
|

a 1% sem ou 48h sob


USO DE ANTIMICROBIANOS

vasoconstritor refrigeração
IV entre 10 e 50 a 100ml 24h em Bolus infusão Concentração
20ml de água SG 5% e temp. amb. entre 3 a 5min final não
destilada estéril 10%, ou1 Infusão IV exceder
Ringer sem sob intermitente e 40mg/ml
Lactato, refrigeração continua: 30 e
SF 0,9% 60 min

Hospital das Clínicas FMUSP 209


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Ceftazidima IM entre 1,5 e 24h em IM glúteos ou


frasco/ampola 3ml de água temp. amb. parte lateral da
bacteriostática ou 7 coxa
com lidocaína dias sob
a 1% refrigeração
IV entre 5 a 50 a 100ml 24h em Bolus entre 3 a 1 a
10ml de água SG 5%, temp. amb. 5 min, Infusão 40mg/ml
destilada estéril Ringer 10 dias sob IV intermitente:
solução e refrigeração 30 a 60 min
lactato e Não administrar
SF 0,9% com aminoglico-
sídeo na mesma
bolsa
Ceftriaxona 10ml de água 3 dias em 50 a 100ml Contendo Bolus 2 a 4min 10 a
sódica frasco/ destilada estéril temp. amb. em Ringer 100mg/ml Infusão IV 40mg/ml
ampola dias sob solução e é estável 6h intermitente:
refrigeração lactato em temp. 15 a 30min
SG 5% e amb. e 1 Não administrar
10% dia sob com
SF 0,9% refrigeração aminoglicosídeo
na mesma bolsa
Ceftriaxona + 3,6ml da solução Não requer Não requer Não requer Administrar em 100mg/ml

SUMÁRIO
lidocaína a 1% de lidocaína glúteos ou parte
frasco/ampola a 1% lateral da coxa
Cefuroxima IM 3ml de água 24h em Não requer Não requer IM Glúteos ou
sódica 750mg destilada estéril temp.amb. parte lateral da
|

frasco/ampola ou lidocaína a 1% 48h sob coxa


USO DE ANTIMICROBIANOS

IV 8ml de água refrigeração 50 a 100 ml Estável 24h Bolus de 3 a 1a


destilada estéril SG5%e10%, temp. amb. 5min 30mg/ml
Bolsa 100 ml SF 0,9%, ou 7 Infusão IV
glicose a dias sob intermitente: ou
10%, Ringer refrigeração lenta de 15 a
simples e 60 min
lactato

Hospital das Clínicas FMUSP 210


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Cidofovir Não requer Não requer 100 ml 24h em IV infusão lenta 5mg/kg
solução injetável SF 0,9% temp.amb. 1 hora (deve ser (recomendada)
administrado com 3 mg/kg
probenicida) (insuficiência
renal – ajuste)

Ciprofloxacino Bolsas de 100ml Não requer 200mg – Diluição de IV Infusão Concentração


solução injetável disponíveis para 100ml de 0,5 a contínua em não ultrapas-
uso SG 5% 2mg/ml 60min, redução sar 2mg/ml
Ciprofloxacino Frasco/ampola Não requer 50 a 100ml estável, 3 de riscos de Concentração
frasco/ampola de 20 e 40 ml SF 0,9%, SG dias em irritação venosa 0,5 a 2mg/ml
(para diluição) 5%, Ringer temp. amb.
lactato

Claritromicina 10ml de água 24h em 100 a 24h em Não deve ser 2 mg/ml
frasco/ampola destilada estéril temp.amb. 250ml temp. amb. administrado
ou 48h sob SG 5% ou 48h sob IM IV Infusão
refrigeração SF a 0,9% refrigeração contínua em
60 min

Clindamicina Não requer Não requer 100ml 7 dias em Não administrar IM não mais
solução injetável SG 5% e temp.amb. IV em bolus de 600mg

SUMÁRIO
10% Infusão IV IV não
SF a 0,9% intermitente: ultrapassar
(mínimo de 20 a 60min concentração
50ml) de 30mg/ml
|

(18mg/ml)
USO DE ANTIMICROBIANOS

Cloranfenicol 10ml de água 30 dias em 100ml de 30 dias em Infusão IV Não exceder


sódio succinato destilada estéril temp.amb. SG 5% temp.amb. intermitente 100mg/ml
frasco/ampola ou SG 5% SF a 0,9% (mudança de colo-
ração não significa
perda de eficácia)

Hospital das Clínicas FMUSP 211


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Colistimetato IM/IV 2ml de Não requer 50 a 100ml 24h IM glúteos ou IM/IV 2,5
sódico água destilada SG 5% e parte lateral da a 5,0mg/
1.000.000 UI estéril 10% coxa kg/dia
frasco/ampola Inalatório Ringer IV infusão rápida Inalatório
3 a 4ml de SF Ringer de 3 a 10min 50 a 75mg
0,9% lactato Infusão IV
SF 0,9% intermitente:
30 m (cateter
central)
Ertapenem IM 3,2ml de IM 1h IV 50ml de IV 6h em IM glúteos ou ≤ 20mg/ml
sódico frasco/ lidocaína a 1% SF 0,9% temp. amb. parte lateral da
ampola sem epinefrina ou 24h sob coxa
IV 10ml de água refrigeração IV Infusão lenta
destilada estéril (usar até 4h em 30 min
SF 0,9% após retirada)
ou água Não freezer
bacteriostática
Estreptomicina 5ml de água 2-4 sem sob 100ml 24h em IM glúteos ou
frasco/ampola destilada estéril refrigeração SF 0,9% temp. amb. parte lateral da
escurecida coxa
não perde a IV Infusão lenta
potência de 30 a 60 min

Foscarnet Não requer Não requer 50 a 100ml 24h em Não administrar ≤ 12 mg/ml SUMÁRIO
solução injetável (guardar em temp. SG 5% temp. amb. em bolus ou veia
amb.) SF 0,9% ou 30 injeção rápida periférica
|

dias sob ≤ 24 mg/ml


USO DE ANTIMICROBIANOS

refrigeração veia central


Fluconazol Pronto para uso Não requer 50 a 100ml 14 dias em IV Infusão não exceder
solução injetável obs.: quando não 48h SF 0,9% temp. amb. contínua 60 a concentração
em bolsas SF 0,9% 120min de
(100ml) Não usar se 200mg/ml
precipitado

Hospital das Clínicas FMUSP 212


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Ganciclovir 10ml de água 12h em 100ml de: 5 dias Para infusão o 10 mg/ml
frasco/ampola destilada temp.amb. SG 5% em temp. usar filtro
estéril não ou 60 dias SF 0,9% amb. ou Precauções de
bacteriostática em freezer refrigeração quimioterapia
(concentração final Não Não Infusão contínua
de 50mg/ml) recomendado pode ser em 60 min, não
refrigeração congelado administrar IM,
SC, rapidamente
ou em bolus

Gentamicina Não requer Não requer Diluição 24h em IM diretamente IV ≤ 1mg/


solução injetável entre 50 e temp.amb. IV Infusão ml
200ml de ou 96h sob lenta entre 30 e
SG 5% e refrigeração 120min
10%
Emulsão lipí-
dica a 10%,
SF 0,9%
Imipenem + IM 2 a 3ml com 1h em Não requer Não requer IM em glúteos
cilastatina lidocaína a 1% temp. amb. ou parte lateral
sódica (sem epinefrina) da coxa
– formulação

SUMÁRIO
intramuscular
frasco/ampola
Imipenem + IV diretamente 10h em IV 100ml Em SF 0,9% IV Infusão lenta Não exceder
cilastatina na bolsa (100 temp.amb. SG 5% e a 4h em de 20 a 60min 5mg/ml
|

sódica – ml) ou 48h sob 10% temp. amb.


USO DE ANTIMICROBIANOS

formulação refrigeração SF 0,9% ou 48h sob


intravenosa refrigeração
frasco/ampola Em glicose
4h temp.
amb. ou
24h sob
refrigeração

Hospital das Clínicas FMUSP 213


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Levofloxacino Em bolsas – não Não requer Em bolsas 3h após a IV infusão


solução injetável requer 80ml de perfuração contínua 60 m
Frasco/ampola SF 0,9%, do tampa de (infusão em bolus
– 500mg em SG 5% borracha risco de hipotensão)
20ml Não administrar em
cateter em que se
administrou mistu-
ras contendo mag-
nésio, cálcio (cáti-
ons multivalentes)
Linezolida Não requer Não requer 50 a IV infusão
solução injetável 100ml contínua entre
SF 0,9%, 30 a 120min
SG 5%, Protegido da luz.
Ringer Não misturar com
lactato outra medicação.
Cor amarelada
não diminuição da
potência.
Meropenem 500mg – 10ml 2h em 50 a Em SF 0,9% IV bolus 3 a 50 mg/ml
frasco/ampola de água temp.amb. 250ml 2h em temp. 5min (volume de
destilada estéril 12h SF 0,9% amb. ou 5 a 20ml)

SUMÁRIO
1g – 20ml de refrigeração SG 5% 18h sob IV Infusão rápida
água destilada refrigeração 15 a 30min
estéril Obs.: pode ou 24h em
ser recontituído minibag
|

diretamente 100 Em SG 5%
USO DE ANTIMICROBIANOS

ml de SF 0,9%, 1h em temp.
SG 5% amb. ou
18h sob
refrigeração
ou 6h em
minibag

Hospital das Clínicas FMUSP 214


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Metronidazol Não requer Não requer 50 a 100ml 24h em IV Infusão


solução injetável SG 5% temp. amb. contínua (24h)
SF 0,9% Pode precipitar Infusão intermi-
se refrigerado tente em 1h
Moxifloxacino Não requer Não requer Não requer Não requer IV Infusão
solução injetável contínua em
60min Não infudir
rapidamente ou
em bolus
Ofloxacino Não requer Não requer SG 5%, 72h em IV Infusão
solução injetável SF 0,9%, temp. amb. lenta em
Manitol ou 14 60min. Infundir
20% dias sob separadamente.
refrigeração Não usar linhas
ou 6 meses pelas quais tenham
em freezer sido administrados
sais de magnésio
ou cálcio
Oxacilina IM 2,8ml de 3 dias em Não requer Não requer IM glúteos ou
frasco/ampola água destilada temp. amb. parte lateral da
estéril ou 7 coxa profundo
SF 0,9% dias sob

SUMÁRIO
IV 5ml de água refrigeração 50 a 100ml IV Infusão
24h em
destilada estéril SF 0,9% rápida 10 m IV
temp. amb.
SG 5% ou 7
Infusão lenta
dias sob
30min
|

IV infusão
refrigeração
USO DE ANTIMICROBIANOS

continua 120
a180 min
Pentamidina IM 3ml de água 48h em 50 a 250ml 24h em IV Infusão lenta 1 a
frasco/ampola destilada estéril temp.amb. de SG 5% temp. amb. em 60min 2,5mg/ml
IV 3 a 5ml de Não requer Não usar SF Não deve ser
água destilada proteção 0,9% (causa administrada em
estéril SG 5% da luz precipitação) infusão rápida

Hospital das Clínicas FMUSP 215


Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Piperaciclina 20ml de água 24h em 50ml a Uso IV Infusão


+ tazobactam destilada estéril temp. amb. 150ml de imediato em intermitente
frasco/ampola ou 48h sob SG 5% temp. amb. e rápida por
refrigeração SF 0,9% 24h sob 30min
ou SG 5% refrigeração
ou SF 0,9%
(30 dias em
freezer)

Polimixina B IM 2ml de água 72h sob 300 a Uso IM glúteos ou


frasco/ampola destilada estéril refrigeração 500ml de imediato parte lateral da
SF 0,9%, ou a - não SG 5% 72h sob coxa
1% com solução manter em refrigeração IV infusão
de procamina temp.amb. contínua entre
IV 10ml de água 60 a 90min
destilada estéril (gotejamento)
SF 0,9%
Intratecal 10 ml
de SF 0,9%

Sulfametoxazol Não requer Não requer 125 a 250ml 6h em 125ml Infusão: cada Não usar IM
+ trimetropina SF 0,9% ou 4h em 5ml devem ser

SUMÁRIO
solução injetável SG 5% 100ml ou 2h diluídos em 75,
em 75ml 100 ou 125ml
Uso imediato. IV Infusão
Não refrigerar. contínua 60 a
|

90min (pode ser


USO DE ANTIMICROBIANOS

em cateter central)
Não absorção em
bags

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Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

Teicoplanina IM 3ml de 24h sob Não requer IM glúteos ou


frasco/ampola lidocaína a 1% refrigeração parte lateral da
sem epinefrina coxa
IV 10ml de água 50 a 100ml IV em bolus ou
destilada estéril SG 5%, infusão lenta
SF 0,9%, em 30min
Água estéril
para injeção,
Ringer
lactato
Tircacilina Frasco/ampola 6h em 50 a 100ml Em SF 0,9% Infusão lenta
+ ácido 13ml de água temp.amb. de: SG 5% 24h em em 30min
clavulânico destilada estéril ou 72h sob SF 0,9% temp.amb.
frasco/ampola SF 0,9% refrigeração (obter ou 7
Bolsas 50 a concentração dias sob
100ml de SF de 10 a refrigeração
0,9%, SG 5% ou 100mg/ml) Em SG
Ringer lactato 5% 24h
em temp.
amb. ou 3
dias sob
refrigeração

SUMÁRIO
Tigeciclina 50 ml Uso Não requer Não requer Infusão lenta
solução injetável SG 5% imediato entre 30 a
Ringer lactato 60min
Tobramicina IM 2ml de 24h em Não requer Não requer IM Glúteos ou 6mg/ml
|

frasco/ampola lidocaína a 1% temp.amb. parte lateral da


USO DE ANTIMICROBIANOS

sem epinefrina 96h sob coxa


ou água refrigeração
destilada estéril

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Tabela de diluições de antimicrobianos

TABELA DE DILUIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS (continuação)

PRODUTO/FORMA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE OBSERVAÇÕES


FARMACÊUTICA RECONSTITUIÇÃO ESTABILIDADE DILUIÇÃO ESTABILIDADE TEMPO DE INFUSÃO CONCENTRAÇÃO

IV 3 ml de água 24h em 50 a 100ml 48h em IV infusão 6mg/ml


destilada estéril temp.amb. de SG 5% a temp. amb. lenta entre 20
96h sob 10% ou a 60min (não
refrigeração Ringer refrigeração deve ser abaixo
Ringer de 20min). Não
Lactato há absorção no
SF 0,9% plástico das bags
Administrar 1h
após penicilinas ou
cefalosporinas.
Em crianças, o
volume deve ser
proporcional ao
peso.
Vancomicina 10ml de água 14 dias 500mg em 24h em IV Infusão IM não usar
500 mg frasco/ destilada estéril em temp. 100ml temp. amb. intermitente ≤ 5mg/ml
ampola amb. ou 1.000mg ou 14 em 60min (acima
refrigeração em até dias sob (extravasamento pode causar
200ml de: refrigeração irritação local ou tromboflebite)
SG 5% e Obs.: em tromboflebites ou
10% ringer lactato, necrose) ou
SF 0,9% soluções gli- IV Infusão

SUMÁRIO
cofisiológicas contínua (volume
96h sob para 24h)
refrigeração
Voriconazol 19 ml de água 24h sob Não requer Não requer Infusão contínua 3,5 a
|

frasco/ampola destilada estéril refrigeração entre 1 a 2h 5mg/ml


USO DE ANTIMICROBIANOS

(10mg/ml) (não exceder


3mg/kg/h)
Zidovudina Não requer Não requer 50 a 100ml 24h em Infusão ≤4mg/ml
solução injetável SG 5% ou temp.amb. lenta 1h
SF 0,9% ou 48h sob
refrigeração
temp.amb.: temperatura ambiente.

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Hospital das Clínicas FMUSP
ÍNDICE REMISSIVO | SUMÁRIO

219
ÍNDICE REMISSIVO
A D
Abdome agudo inflamatório 16 Daptomicina 184
Abscesso Cerebral 18 Derivação ventrículo peritoneal 47
Abortamento 62 Dermatofitose 38
Abortamento eletivo 108 Dialise peritoneal 79
Abortamento espontâneo 108 Diarreia aguda 39
Acidente ocupacional com risco biológico 121 Dientamebíase 71
Aminiglicosídeos 183 Dientamoeba fragilis 71
Anfotericina 184 Diluições de antimicrobianos 205
Ascaris lumbricoides 72 DIP 44
Aspergilose invasiva 18 Diverticulite 16
B Doença inflamatória pélvica 44
Bactérias multirresistentes 20 E
Bactérias produtoras de β-lactamase de E. coli 51, 97
espectro estendido (ESBL) 22 Eikenella 42
Bacteriúria assintomática 95 Encephalitozoon intestinalis 71
Bacteroides spp 44 Endocardite bacteriana 125
Balantidíase 71 Endocardite em valva protética 43
Balantidium coli 71 Endocardite, tratamento empírico 40
Blastocistose 71 Endoftalmite endógena 63
Blastocystis hominis 71 Entamoeba histolytica 69
Burkholderia cepacia 22 Enterobactérias produtoras de
C carbapenemase 23
Cabeça e pescoço, cirurgia 103 Enterobius vermicularis 73
Campylobacter 151 Enterococcus 16, 20
Candidíase oral 25 Enterococcus faecalis 16, 20, 29
Candidíase vaginal 26 Enterococcus faecium 40, 41, 42
Candidúria 94 Enterococcus spp 40, 41, 42
Candidúria assintomática 93 Epididimite 97
Cardiovascular, cirurgia 103 Escore de gravidade p/ PAC 82
SUMÁRIO

Celulite 74, 149 Esôfago 104


Celulite e fasciíte necrotizante 74 G
Ciclosporíase 101 Galactomanana 19, 56
|

Circulação extra-corpórea (CEC) 103 Gastrostomia 104


ÍNDICE REMISSIVO

Cirróticos 122 Gestantes, antibióticos 199


Cirurgia bariátrica 102 Gestantes, antifúngicos 202
Cirurgia ginecológica 106 Gestantes, antiparasitários 202
Colangite 126 Gestantes, antivirais 203
Colistina (Polimixina E) 185 Gestantes, doses 199

Hospital das Clínicas FMUSP 220


H Meningites em pediatria 51
Hacek 42 M. homini 44
H. aphrophilis 42 Microrganismos multirresistentes 138
Hemodiálise 45 Microsporíase 71
Hemodiálise, infecções relacionadas a Mordeduras humanas e de animais
cateter venoso central (CVC) 45 domésticos 129
Hepatectomia 106 N
Hérnia 106 Necator americanus 71
Herpes genital 47 Neurológica, cirurgia 107
Herpes labial 47 Neutropenia 55, 93, 127
I Neutropenia febril em pediatria 58
Imunobiológicos 127 O
Infecção de membrana ovular 62 Obesos 204
Infecção do trato urinário alto 96 Obstetrícia 61, 108
Infecção do trato urinário baixo 95 Orquite bacteriana 97
Infecção do trato urinário (ITU) 95 Otorrinolaringologia 66, 67, 110, 173
Infecção em pacientes com cateter P
urinário 96 Paliativos 68
Infecção em pé diabético 76 Pancreatite aguda 17, 127
Infecção puerperal 62 Parasitoses intestinais 69
Infusão contínua 204 Partes moles 74
Instalação de marca-passo 103 Parto cesárea 61, 108
Insuficiência hepática 188 Parto fórcipe 108
Isolamento 143 Parto vaginal 106
Isospora belli 70 Peptococcus spp 44
Isosporíase 70 Peptostreptococcus spp 44
K Peritonite 79, 16
Kingella 42 Peritonite bacteriana espontânea 80, 130
Kpc 23 Pielonefrite aguda 96
L Plástica, cirurgia 111
SUMÁRIO

Laminectomia 107 Pneumonia comunitária em pediatria 83


Leishmaniose tegumentar americana 49 Pneumonia relacionada à assistência à
Leishmaniose tegumentar visceral 49 saúde (inclui PAV) 81
|

Leishmaniose visceral 49 Polimixina 185


ÍNDICE REMISSIVO

M Precauções adicionais 145


Mama, cirurgia 107 Precauções empíricas 147
MASCC 54 Precauções de contato 145
Mastites 62 Precauções padrão 143
Meningites em adultos 51, 47 Precauções respiratórias para

Hospital das Clínicas FMUSP 221


Aerossóis 143, 148, 178 Streptococcus pneumoniae 43, 81
Pré-medicação para anfotericina B 184 T
Prevenção de infecção associada a TCTH alogênico 18
cateteres intravasculares 158, 160 Teníase 73
Prevenção de infecção do sítio cirúrgico 167 Tétano 133
Prevenção de infecção respiratória 163 Tórax, cirurgia 113
Prevenção de infecções do trato urinário Transplantados de medula óssea 20, 55, 99
96, 155 Tratamento de infecção do trato urinário
Prions 174 recorrente 96
Procedimentos que requerem profilaxia Trato gastrointestinal, cirurgia 124
de endocardite bacteriana 40, 124 Tricuríase 73
Profilaxia de fungos 126 Tuberculose 90, 127
Profilaxia de HIV 50 U
Profilaxia de infecção por estreptococo do Urologia 113
grupo B (EGB) 132 Uso de antissépticos 170
Profilaxia de infecção por HBV 122 U. Urealyticum 44
Profilaxia pós-exposição ao vírus Varicela- V
zóster 98, 128, 134 Vancomicina 154
Q Varicela-zóster 134
Queimados 88 Virus respiratórios 147
R Vírus sincicial respiratório 148
Radiologia Intervencionista 131 Y
Ribavirina aerossol 98 Yersinia sp 39, 151
S
S. agalactia 44
Salmonella não typhi 38
Schistosoma mansoni 73
Sífilis 89
Shigella sp 39
Sinal do halo 18
SUMÁRIO

Síndrome da algia pélvica crônica 97


Síndrome do homem vermelho 21, 186
Sinusite 67
|

T.Solium e T.Saginata 73
ÍNDICE REMISSIVO

Staphylococcus spp 29, 42


Streptococcus do grupo B no recém
nascido 132
Streptococcus do grupo viridans 40
Streptococcus dos grupos A, B, C e G 43

Hospital das Clínicas FMUSP 222