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Álcool 70% - Desinfecção

Diante deste momento em que as pessoas encontram-se preocupadas com


vírus e infecções por conta da gripe suína, muito tem-se falado sobre
medidas mais rigorosas de higiene e limpeza, como ação preventiva.

O álcool 70% é recomendado como método caseiro para


desinfecção, pois apresenta eficiência relativamente
satisfatória para ações que não exijam alto nível de
desinfecção ou esterilização, e é volátil, não deixando
apenas H2O como resíduo ao ambiente (bem diferente
dos compostos clorados, fenóis e outros).

O álcool comercial 92,8 INPM é muito concentrado para realizar


desinfecção. Ele precisa ser levemente diluído em água para
demorar mais a volatilizar, dando tempo suficiente para que
penetre as paredes celulares dos microrganismos e alcance seu
sítio de ação toxicológica (desnaturando proteínas no citoplasma e
interferindo na reprodução dos microrganismos).

Mas ao invés de comprar álcool 70% industrializado, que é mais


caro e vem em frascos pequeninos, com um litro de álcool etílico
92,8 INPM e água vocês mesmos podem produzir 1 litro de álcool
70.

Como?

Retire 250ml de álcool do frasco (1 copo de requeijão)

Complete o frasco com água

Só isso.
Com o aumento da água (diluição) a concentração do álcool deve
diminuir (regra de três inversamente proporcional):

Concentração do álcool --- Volume de Álcool


92,8% --- 750 ml
x ---- 1000 ml

x = 92,8 * 750 / 1000 = 69,6%


Importante:
 Não seque as mãos ou a superfície após a aplicação, deixe a pele absorver ou o álcool
evaporar.
 Ao aplicar com um pano, passe o pano uma vez por aplicação, em um único sentido,
lentamente e com firmeza. Ir e voltar com o pano contamina novamente a superfície que você
acaba de desinfetar.
 Segundo a ANVISA4, deve-se realizar 3 aplicações de desinfetantes em superfícies
notadamente contaminadas, esperando secar entre uma aplicação e outra.
 E, lembrando: a ANVISA reforça que o álcool a 70% é um desinfetante de ação média, não
indicado para desinfecções em que maior rigor é exigido (ex. instrumentos cirúrgicos,
odontológicos, não substitui anti-sépticos, etc.)

Bibliografia:

1. KALIL , E. de M.; COSTA, A. J. F. da; Desinfecção e esterilização, ACTA ORTOP


BRAS 2 (4) - OUT/DEZ, 1994. Acesso em: 1/8/2009. Disponível em:
http://people.ufpr.br/~microgeral/arquivos/pdf/pdf/Esterilizacao.pdf

2. VENTURELLI, Alessandre Cícero et al. Avaliação microbiológica da contaminação


residual em diferentes tipos de alicates ortodônticos após desinfecção com álcool 70%.
Rev. Dent. Press Ortodon. Ortop. Facial . 2009, vol.14, n.4, pp. 43-52. ISSN 1415-
5419. Acesso em: 1/8/2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S1415-54192009000400005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

3. Fonte não exatamente científica, mas bem interessante => Adaptado de RUTALLA W,
WEBER D. Disinfection of endoscopes: Review of new chemical sterilants used for high
level disinfection. Infect Control Hosp Epidemiol. 1999; 20: 69-76. Acesso em:
1/8/2008. Disponível em: http://www.cih.com.br/desinfetantes.htm#l21.

4. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA. Sistema de Perguntas e


Respostas - FAQ [on line] http://www.anvisa.gov.br/faqdinamica/index.asp?
Secao=Usuario&usersecoes=30&userassunto=51