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Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa » Política Externa 19/08/17 14)41

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Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa EDIÇÃO ATUAL - VOL. 24 Nº 1 E 2

por Guilherme Oliveira Martins em 10/06/2010 jul/dez - 2015
O Acordo de Viena sobre o
projeto nuclear iraniano
0 comentários Curtir 0 evitou as consequências
trágicas da hipótese de o
Tweetar
Irã, país inserido na região
mais tensa do mundo, obter
A crise econômica na Europa, que se desenrolava quando este artigo foi redigido, armamento nuclear.
representa um novo e dramático desafio para o projeto da União Europeia e,
especificamente, para os efeitos do Tratado de Lisboa, que deu à União Europeia ADQUIRA ESTA EDIÇÃO

instituições e métodos de trabalho para que esta pudesse se sair bem dos problemas da
veja as edições anteriores da revista
globalização da economia. O Tratado clarifi cou e tirou o tom dramático do prematuro e
indevido debate constitucional, que foi o principal assunto político dos europeus nos assine o acervo Política Externa

últimos anos da primeira década do século. O Tratado abre novas possibilidades para a
governança econômica da UE. A coordenação de políticas econômicas nacionais está
sendo testada nos difíceis eventos deste primeiro semestre de 2010.
ÍNDICES REMISSIVOS

Índice de Autores - a partir do vol. 21 n.3
The economic crisis in Europe this year represents a new and dramatic challenge to the
project of the European Union and specifically to the effects of the Treaty of Lisbon, which Índice de Autores - vol. 01 n.1 ao vol. 21 n.2 (PDF)

provided the EU with institutions and working methods to tackle with the problems of Índice de Assuntos - vol. 01 n.1 ao vol. 21 n.2 (PDF)
globalization. The Treaty clarified and dedramatized the premature and unfit Índice Onomástico - vol. 01 n.1 ao vol. 21 n.2 (PDF)
constitutional debate that was the main political issues for the Europeans during the late
Índice Geográfico - vol. 01 n.1 ao vol. 21 n.2 (PDF)
years of the first decade of this century. The Treaty opens new possibilities for the
“economic governance of the UE”, the coordination national economic policies that is
being tested during the difficult events of the first semester of 2010. The EU and the
Treaty of Lisbon will show they are able to answer to these challenges and will do so MAIS POLÍTICA EXTERNA
acting in two concomitant scenarios: the economic and the politic.
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A questão europeia tem a ver com a procura de um equilíbrio de poderes e de uma
legitimidade política que permitam superar os egoísmos nacionais, sem esquecer as
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diferenças, e encontrando uma defesa adequada dos interesses e valores comuns numa
perspectiva aberta e universalista. Ortega y Gasset falou, por isso, da «superação
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europeia» como um caminho de maturidade política, social, econômica e cultural a partir
da lição dos terríveis anos da guerra e da barbárie. E esse caminho, para Ortega, deveria
preservar a pluralidade atual. Ao procurar-se uma saída para o «impasse europeu»
pretende-se, no fundo, não buscar soluções acabadas, mas instituições estáveis que
forneçam a coesão social, a cidadania ativa e uma cultura de paz.
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O Tratado de Lisboa, o Tratado Reformador da União Europeia, corresponde a uma
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decisão comum de ultrapassar o impasse em que as instituições comunitárias europeias acontecimentos da Política Externa em sua
se encontraram depois do bloqueamento do processo relativo às ratificações pelos caixa postal. Cadastre-se gratuitamente.
Estados-membros do Tratado Constitucional saído da Conferência Intergovernamental
(CIG), que foi precedida pela Convenção para o Futuro da Europa, na sequência do SEU E-MAIL ASSINAR
mandato do Conselho Europeu de Laeken (2001). Esse bloqueamento consumado pela
vitória do não nos referendos francês e holandês (maio e junho de 2005) veio criar uma

http://politicaexterna.com.br/1164/os-novissimos-desafios-tratado-de-lisboa/ Página 1 de 10

que depois se procurou desmontar. com o alargamento a 27 membros. A vitória do não no referendo irlandês. quando hoje. a 12 de Junho de 2008. o certo é que se criou erroneamente essa ideia. Procurou-se superar o impasse institucional através de alterações cirúrgicas que pretendem. as alterações que agora são concretizadas correspondem a mudanças semelhantes às que foram adotadas noutros momentos cruciais na vida da União e até de alcance mais limitado do que aconteceu. e depois alterado e consolidado pela Conferência Intergovernamental sob a forma de Tratado Constitucional. Tratou-se. o termos ficado aquém do desejável. de ratificação e de entrada em vigor deveria subordinar​se de forma claríssima ao Direito dos Tratados —.Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa » Política Externa 19/08/17 14)41 grave situação de impasse na União Europeia. a um tempo. mas insuscetíveis de obter sucesso perante a opinião pública. o novo referendo realizado na Irlanda. apesar da assinatura formal do Tratado Reformador Europeu em Lisboa. tanto mais evidente quanto é certo que. no Tratado de Lisboa. No entanto. Procurando ir ao encontro da opinião dos cidadãos e compreender as desconfianças em relação a passos demasiado rápidos. há cinquenta anos. permitiu desbloquear a situação. não podia ser confundido com uma Constituição política idêntica à dos Estados soberanos — uma vez que o método de aprovação. era insustentável manter uma União Europeia com instituições construídas para uma pequena comunidade de seis membros. se tornou gritante a desadequação entre a estrutura de decisão herdada da pequena Europa dos anos 50 e as atuais necessidades.br/1164/os-novissimos-desafios-tratado-de-lisboa/ Página 2 de 10 . bem como para equilibrar a sua influência e peso econômicos com a capacidade política — tornou-se indispensável criar um sistema de instituições que permitisse. viria a adiar. mas também para a situação geo- estratégica do Mundo. seria evitável. De qualquer modo. com vinte e sete membros e perante a alteração de circunstâncias de 1989. por exemplo. reforçar a legitimidade supranacional e garantir uma maior eficiência institucional. em virtude de prevalecerem os fatores de fragmentação sobre a coesão e a defesa dos interesses vitais comuns. apenas poderá ter efeitos negativos não só para o velho Continente. que teve lugar a 1 de Dezembro de 2009. contudo. de modo a responder adequadamente às novas circunstâncias. em Amesterdão (1997) ou até em Nice (2000). mais importante do que o apego a aspectos puramente formais ou do que a insistência em soluções aparentemente corretas. mesmo com sacrifício da simplificação e da clareza para os cidadãos. Daí que. sobretudo ligados à eficiência no funcionamento das instituições. Os textos fundamentais mantêm a natureza inequívoca de Tratados internacionais. se tornou indispensável criar condições para que o interesse comum europeu e a vontade dos cidadãos pudessem ser http://politicaexterna. Mesmo assim. A eternização das indefinições. houve que dar sinais de pragmatismo e de moderação. mas continuam a ser demasiado herméticos e teria sido bem melhor adotar uma redação mais escorreita e clara. de avançar em pontos. qualquer que seja o seu estado.com. mais uma vez. Se é verdade que o texto saído da Convenção para o Futuro da Europa. especialmente no tocante à dimensão e às novas fronteiras da nova União Europeia. Com o Tratado de Lisboa não há mudança de paradigma relativamente aos instrumentos comunitários que se sucederam aos Tratados fundadores das instituições comunitárias. no Ato Único (1986). a 13 de Dezembro de 2007. através de um compromisso adotado no Conselho Europeu de Outubro de 2008 que permitiu retornar à consagração de um comissário por Estado-membro a partir da entrada em vigor do novo Tratado de Lisboa. do pós- Guerra Fria e de uma economia globalizada. se tenha tornado necessária a criação de condições concretas para que. após as necessárias ratificações de todos os Estados-membros. e a verdade é que o essencial da ideia de «paz europeia» foi preservado no novo Tratado. como a que constava do Tratado Constitucional. Assim. com realismo. afinal. A vida política e a história das instituições fazem-se sempre de avanços e recuos. no essencial. representar os cidadãos e os Estados e assegurar a eficácia e a oportunidade das decisões relevantes para a defesa e salvaguarda dos valores e interesses comuns. Para garantir que a União Europeia possa ter voz ativa na cena internacional — como potência cívica e fator de equilíbrio e de paz. em Maastricht (1992). a 2 de Outubro de 2009. a efetivação do Tratado de Lisboa. deixa agora de poder invocar-se a dúvida daqueles que acenavam com o falso fantasma de uma «Constituição de Estado». Com efeito. Perguntar-se-á se. a reforma das instituições europeias se pudesse traduzir em mais eficácia e maior influência global. não terminou então a atribulada saga que conduziria à sua entrada em vigor.

que correspondam aos desafios contemporâneos. tendo ambos o mesmo valor jurídico.com. que mudou alguma coisa para que tudo ficado na mesma quanto ao Tratado Constitucional. designadamente nas opiniões públicas dos países fundadores. temos um caldo de cultura que exige uma atitude de grande realismo. inequivocamente (como. no medo do salto no abismo e de se estarem a enfraquecer as soberanias nacionais. aliás. de desenvolvimento sustentável e de diversidade cultural. No entanto. São. E eis que. diferente da dos Estados. e não sendo legítima a confusão com a ideia de «Constituição de Estado». Se a «superação europeia» tem de ser gradual. consagrando um sistema supranacional e complexo de partilha de soberanias — a res publica europea afirma-se como União de Estados e povos livres e soberanos. Mais importante do que todos os nominalismos. o fundamental é agilizar e reforçar as instituições europeias de modo a responderem aos problemas da sociedade contemporânea e do continente europeu. Não há dúvidas: estamos diante de um Tratado. fica a necessidade de preservar o essencial do projeto europeu como fator de paz e de segurança. é adotada uma fórmula pacificadora e consensual que refere o «património cultural. a igualdade e o Estado de Direito». que fizeram eco de sentimentos contraditórios — ora num reflexo de proteccionismo (em especial relativamente à Política Agrícola Comum). desaparecidos muitos dos velhos argumentos formais. o modelo «constitucional» europeu continua a basear se numa «Constituição material» de natureza própria. a partir da soberania originária dos membros e com respeito do princípio http://politicaexterna.Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa » Política Externa 19/08/17 14)41 efetivamente defendidos e garantidos. adota a via da clarificação e da desdramatização do debate constitucional. religioso e humanista da Europa. que se revelou prematuro e desajustado. bem como a liberdade. já estávamos anteriormente) subordinado ao método europeu tradicional e de acordo com o princípio segundo o qual a soberania prevalecente e originária é a dos Estados-membros. assim. Perante os fantasmas que a história europeia alberga. temos de a fazer equilibrando audácia e prudência. sucedendo a União Europeia às Comunidades Europeias. a principal das quais teve a ver com o mal-estar social e econômico sentido na Europa. tal como ocorreu. com Lampedusa.br/1164/os-novissimos-desafios-tratado-de-lisboa/ Página 3 de 10 . no sentido da Europa mais social e mais federal. de que emanam os valores universais que são direitos invioláveis e inalienáveis da pessoa humana. necessários cidadãos convencidos e mobilizados. aparecem novas justificações bem semelhantes às da fábula do lobo e do cordeiro de Esopo. O ceticismo vem dizer-nos. depois de um século de barbárie e em face do peso dos egoísmos nacionais e tribais. Quanto aos fundamentos. sem sofismas nem simulações. a verdade é que tal só se tornou possível graças à capacidade dos Estados e dos cidadãos para definirem um núcleo fundamental de interesses e valores comuns. em 1948. de um ao outro dos argumentos. com a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço). O passo que se pretendeu dar revelou-se prematuro por razões diversas. Por mais que se tenha dito que o «Tratado Constitucional» era a concretização de algo que já existia (como reconheceu expressamente o Tribunal de Justiça no início dos anos 90). enquanto no terreno oposto vem afirmar-se que faltou audácia para dar novos passos. Mas o que nos traz este «Tratado de Lisboa»? Antes do mais. a democracia. e em 1950 na declaração Schuman ou no primeiro Tratado de Roma. Daí que o Tratado de Lisboa seja uma saída inteligente. A União funda-se em dois Tratados — o da União Europeia e o que respeita ao funcionamento da mesma. o certo é que todas as explicações racionais se revelaram inúteis perante a obstinação dos defensores dos argumentos baseados na força inexorável das aparências. A lógica é exatamente a mesma que se seguiu desde 1957 (e até antes. havia que encontrar um consenso fundamental que pudesse solucionar os problemas mais graves que bloqueavam a decisão e tornavam a União incapaz de responder aos novos desafios. no Congresso Europeu de Haia. o ceticismo tradicional da opinião do Reino Unido e as reticências nacionais em alguns dos Estados de recente adesão (como a Polônia e a República Checa). Se somarmos a estas dúvidas e perplexidades. os pais fundadores das Comunidades Europeias lançaram as bases de uma nova realidade em que a lógica nacional foi completada por uma partilha de poderes e de soberanias. com instituições próprias. E a verdade é que esse princípio é hoje mais claro do que alguma vez o foi. Se. Em suma. ora num desejo de maior audácia em matéria de políticas sociais e de coesão. no contexto de um sistema de polaridades difusas e de uma identidade plural e complexa.

o referido princípio da atribuição conduz a que a União atue unicamente dentro dos limites das competências que os Estados lhe tenham atribuído nos Tratados para atingir os objetivos nestes fixados. designadamente quanto à designação do Presidente da Comissão e quanto ao Orçamento da União. relançando um projeto europeu aberto. que mergulha as suas raízes na iniciativa de paz e de desenvolvimento dos pais fundadores e que só poderá ser confirmada com medidas e políticas concretas. de modo a que a União Europeia se possa tornar uma potência civil e um fator de paz. Quanto à Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (de 7 de Dezembro de 2000). Os poderes que não sejam atribuídos à União Europeia nos Tratados pertencem aos Estados-membros. é preciso reconhecê-lo. Aliás. Há nos Tratados um elenco de competências da União expressamente identificadas como competências exclusivas.br/1164/os-novissimos-desafios-tratado-de-lisboa/ Página 4 de 10 . «de forma alguma o disposto na Carta pode alargar as competências da União. Nesse sentido. a que se junta uma competência sui generis que é a Política Externa e de Segurança Comum. expressamente pelo princípio da atribuição e o exercício das competências baseia-se nos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade. trazer um suplemento de alma que permita compreendermos (Estados e cidadãos) que a União é indispensável a fim de se ultrapassar o mal-estar. f) a clarificação da utilização das minorias de bloqueio (evitando o prejuízo do interesse comum). diferente do «catálogo de competências». a atribuição expressa de personalidade jurídica à União Europeia. por tudo isto. liberdades e princípios constantes da Carta devem ser interpretados segundo as http://politicaexterna.Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa » Política Externa 19/08/17 14)41 da subsidiariedade. c) a consagração de uma presidência estável do Conselho Europeu. A Europa tem. a descrença e uma grave crise moral de indiferença e de desconfiança. de assumir um papel ativo num mundo de perigos e incertezas — o que. segundo uma proporcionalidade regressiva (apesar do ligeiro entorse obtido pela Itália. e j) por fim. a consagração do reforço dos poderes dos Parlamentos nacionais na concretização do princípio da subsidiariedade. Todas as competências que não sejam atribuídas à União pelos Tratados pertencem aos Estados-membros. competências partilhadas e competências subsidiárias. Prevaleceu. se não faz parte dos Tratados diretamente. b) a clarificação das competências próprias da União por referência aos Estados e aos poderes partilhados entre estes e aquela. exige trabalho e imaginação. nesta. de desenvolvimento humano e de estabilidade. é incluída como anexo tendo «o mesmo valor jurídico que os Tratados». pluralista e cosmopolita com vontade e idealismo. i) a redução da dimensão do Parlamento Europeu. No entanto. o que aconteceu em Lisboa. que não lhes estejam explicitamente atribuídos. que terá o mesmo número de deputados que o Reino Unido). adotada como regra. uma cláusula de poderes implícitos ou de flexibilidade. foi o regresso a uma exigência antiga. tal como definidas nos Tratados». a ideia de que as competências são atribuídas pelos Estados à União e prevê-se a possibilidade da devolução de competências da União em benefício dos Estados-membros. Clarifica-se. Mas quais são os elementos novos que se destacam no novo Tratado? Enumeremo los de modo sucinto: a) antes do mais. Ora. havia que encarar as dificuldades frontalmente. que presidirá ao Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros — tendo assento no Conselho Europeu e na Comissão e. com as adaptações que lhe foram introduzidas em 12 de Dezembro de 2007. g) o reforço da co-decisão. Subsiste. assim. em 2007. O novo Tratado de Lisboa pode. procurando alijar a carga dos falsos argumentos e pretextos. contudo. h) o importante alargamento do papel do Parlamento Europeu. ainda. O tema foi controverso até ao fim. na medida estritamente necessária para garantir a prossecução de fins da União. segundo o qual a resolução dos problemas europeus deve ocorrer o mais próximo possível das pessoas e dos cidadãos. mas deve assinalar-se que na relação entre a União e os cidadãos estamos perante um passo muito significativo no sentido da criação de uma União de Direito. Os direitos. assim. bem como uma forte determinação na realização dos objetivos comuns. que passará a contar com 751 membros (em vez de 785). podendo os órgãos da UE assumir poderes. Saliente-se a clarificação da matéria das competências. A delimitação das competências rege-se. como vice-presidente. d) a criação da figura do Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.com. uma solução compromissória. assim. e) a consolidação e o alargamento (apesar da timidez) das decisões adotadas por maioria qualificada — novos domínios passarão da unanimidade à maioria qualificada. pelo Parlamento Europeu em Estrasburgo.

de 18 e 19 de Outubro de 2007.br/1164/os-novissimos-desafios-tratado-de-lisboa/ Página 5 de 10 . exceto na medida em que estes países tenham previsto tais direitos na respectiva legislação nacional. Se a proposta legislativa for posta em causa pela maioria simples dos votos atribuídos aos Parlamentos nacionais e se a Comissão decidir manter o seu projeto. Em consequência. que não aceitou perder poder de voto no Parlamento Europeu. http://politicaexterna.com. consolidando a proposta da Presidência portuguesa sancionada pela Conferência Intergovernamental. em parecer fundamentado. Houve dificuldades de última hora que tiveram de ser superadas. porém. Refira-se ainda que na sequência da atribuição de personalidade jurídica à União. Entretanto. repartidos em função do sistema parlamentar nacional. e da Itália. com maior ambição. o autor do projeto poderá decidir: mantê-lo. houve que executar. que solicitou a reafirmação e a continuidade do «compromisso de Ioannina».Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa » Política Externa 19/08/17 14)41 disposições da própria Carta (Título VII). Consagra-se. Trata-se. esta pode aderir à Convenção Europeia para a Proteção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais. o que foi confirmado no novo Tratado. Note-se que a Convenção para o Futuro da Europa deu uma especial ênfase a este tema. segurança e justiça ou de revisão dos Tratados. Estes dois pontos deram lugar a respostas positivas. o papel dos Parlamentos nacionais clarificado e acrescido. Caberá agora aos Estados e aos cidadãos europeus definirem. mas sim unificação terminológica e institucional. devendo falar-se de «método da União» em vez do tradicional «método comunitário» — o que não significa uma alteração de fundo. Se os Parlamentos nacionais não fazem parte do quadro institucional da União. com a legitimidade originária sediada nos Estados-membros. Clarifica- se. no fundo. Assim se afirma que do Direito da União fazem parte. que o novo Tratado de Lisboa preservou. será desencadeado um processo específico. às relações entre a União e os cidadãos. A Comissão deverá justificar. deste modo. que concretizou e aperfeiçoou os direitos e obrigações dos parlamentares nacionais no quadro da União Europeia — quer no tocante à informação. as Câmaras legislativas nacionais devem assumir uma importância significativa no equilíbrio institucional e na formação da vontade europeia. do equilíbrio e de uma legitimidade complexa que assenta na dignidade da pessoa humana e concilia a representação e a participação de Estados e cidadãos. nas oito semanas que se seguem à transmissão de uma proposta legislativa. no bicameralismo. para evitar dúvidas. Se o parecer fundamentado representar pelo menos um terço dos votos atribuídos aos Parlamentos nacionais (cada um dispõe de dois votos. os interesses comuns e os poderes para a sua defesa e salvaguarda. enviar um parecer fundamentado. O controle da subsidiariedade pelos Parlamentos nacionais foi uma das mais importantes inovações do Tratado Constitucional. o mandato definido durante a Presidência alemã com vista a desbloquear o impasse existente. de uma cautela relativamente às objeções colocadas pelo Reino Unido (e depois pela Polônia) sobre os efeitos da aplicação da Carta que devem referir-se. Esse papel foi reconhecido e reforçado pelo Tratado de Lisboa. tal como o garante a Convenção Europeia e tal como resultam das tradições constitucionais comuns aos Estados-membros. a Comissão) deverá realizar a reapreciação do texto. tendo em conta as anotações que se reportam às fontes dessas disposições. o autor da proposta (normalmente. os direitos fundamentais. o certo é que contribuem ativamente para o seu bom funcionamento. em nome da paz. a designação «Comunidade Europeia» dá lugar à fórmula «União Europeia». o que representa uma nova oportunidade para a afirmação da União Europeia. o caráter supranacional da democracia europeia. em especial no caso da Polônia. pelas duas Câmaras. Mas. ou pela Câmara singular). a subsidiariedade reforçada. com sucesso. Uma vez que a legitimidade em que se baseia a União Europeia é dupla. uma maior eficácia nas decisões para defesa de interesses comuns. na sequência da Conferência Intergovernamental convocada em Junho de 2007. enquanto princípios gerais. o que permitiu que o Conselho Europeu de Lisboa tivesse fixado o texto do Tratado. decisão que não altera as competências da União definidas nos Tratados. No Conselho Europeu Informal de Lisboa. dos Estados e dos cidadãos. quer em relação ao controlo da subsidiariedade e aos mecanismos de avaliação no quadro do espaço da liberdade. o Reino Unido e a Polônia declaram que nenhuma disposição do Título IV da Carta cria direitos suscetíveis de serem invocados perante os respectivos tribunais e que se lhes apliquem. o mecanismo de «alerta precoce» — que estipula o poder de qualquer Parlamento nacional. insista-se. modificá- lo ou retirá-lo. expondo as razões pelas quais considera que a proposta não é conforme com o princípio da subsidiariedade.

O Tratado de Lisboa reforça. precisou que esta disposição não deveria em nenhum caso impor novas obrigações aos Parlamentos nacionais. a soberania originária dos Estados-membros e abre a porta ao aperfeiçoamento no relacionamento entre o Parlamento Europeu e os Parlamentos nacionais.br/1164/os-novissimos-desafios-tratado-de-lisboa/ Página 6 de 10 . deverão decidir levar por diante ou não o procedimento legislativo. Este parecer deverá ser acompanhado da indicação das razões invocadas pelos Parlamentos nacionais. quando tal esteja previsto num ato legislativo da União. um sistema complexo de decisão constitucional em que o Estado-nação surge como mediador entre as instituições supranacionais da “democracia europeia” e as instâncias infra-estaduais. a União dispõe de competência para desenvolver ações. substitui as seis semanas previstas no Tratado Constitucional. ainda que o exercício desses poderes não http://politicaexterna. só a União pode legislar e adotar atos juridicamente vinculativos. permitindo um «consentimento complexo» que não deixa de fora os legítimos representantes dos cidadãos nos Parlamentos nacionais. por solicitação do Reino Unido. O prazo de oito semanas. ao «cartão amarelo» juntou-se o chamado «cartão laranja» no Tratado de Lisboa. deste modo. a nova cidadania europeia baseia-se na confluência entre as legitimidades dos Estados e dos povos. ou seja suscetível de afectar as regras comuns ou de alterar o alcance das mesmas. pois. Estabelece-se. a subsidiariedade assume uma importância acrescida como fator. Já a competência partilhada entre a União e os Estados​membros ocorre quando não se esteja nas áreas da competência exclusiva ou das ações de apoio. defesa do consumidor. nomeadamente para definir e executar programas. na imagem tantas vezes usada por Celso Lafer. para as quais o respeito do princípio do consentimento é uma pedra angular da legitimidade democrática. houve uma aproximação relativamente à iniciativa tomada durante a Convenção por um conjunto de membros. já consagrado no âmbito do controlo previsto no Tratado Constitucional. agricultura e pescas. e problemas comuns de segurança em matéria de saúde pública segundo aquilo que o Tratado definir. conservação dos recursos biológicos do mar. a ideia de uma «União de direito» ou de uma «democracia supranacional» obriga à consagração de uma legitimidade efetiva na qual se sintam representados Estados e cidadãos — em lugar da criação de «fatos consumados» que atinjam a esfera dos cidadãos sem o seu consentimento adequado. no que se refere aos aspectos definidos no Tratado. Num tempo em que a vida política e institucional contemporânea é marcada pela coexistência de fatores centrífugos e centrípetos. transportes. O mecanismo de «alerta precoce» estava. energia. seja necessário para lhe dar possibilidade de exercer a sua competência interna. Sem se prever o «cartão vermelho» (retirada obrigatória da proposta pela Comissão). para o caso de a proposta ser contestada por uma maioria simples de Parlamentos nacionais. a política social. uma refundação. Neste âmbito. a um tempo. mas sim uma reforma que marcou bem a soberania originária dos Estados- membros e a dupla legitimidade (de Estados e de povos ou cidadãos) de uma União que se identifica pela congregação de Estados e povos livres e soberanos. e política comercial comum). Não houve. Daí que os Tratados atribuam à União competência exclusiva em domínios muito específicos (união aduaneira. O novo Tratado de Lisboa. Essa dupla legitimidade centrada nos Estados e nos cidadãos. e os Estados-membros só poderão fazê-lo quando e se habilitados pela União ou a fim de dar execução aos atos da União. do desenvolvimento tecnológico e do espaço. no tocante ao Parlamento Europeu. como se disse. espaço de liberdade. é. Só assim poderá limitar-se o risco de erosão das tradicionais competências dos Parlamentos nacionais em benefício dos executivos europeu e nacionais. assim. ambiente.com. que deveria dar lugar à criação de um Senado paritário. junto do órgão com competência legislativa. Estão neste caso: o mercado interno. de legitimação constitucional e de decisão política. no âmbito da política comum de pescas. estabelecimento de regras de concorrência necessárias ao funcionamento do mercado interno. agora consagrado. A União tem ainda competência exclusiva para celebrar acordos internacionais. E esta questão é especialmente importante quando falamos de competências orçamentais ou tributárias.Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa » Política Externa 19/08/17 14)41 como respeitou o princípio da subsidiariedade. contudo. deste modo. 55% dos respectivos membros e. encabeçados por Gisela Stuart. No caso do Conselho. No campo específico da investigação. segurança e justiça. com exceção dos recursos biológicos do mar. Com efeito. seguindo muitas das soluções do Tratado Constitucional. clarificada. clarificou a continuidade no tocante à natureza da União Europeia. redes transeuropeias. coesão econômica. Assim. política monetária para os Estados-membros cuja moeda seja o euro. A CIG de 2007. social e territorial. uma maioria.

uma oportunidade. O Tratado de Lisboa é. dos Governos. que deve corresponder à coordenação das políticas econômicas nacionais e ao aperfeiçoamento das políticas comuns. para que o Euro possa afirmar-se não apenas através da ação estabilizadora do Banco Central Europeu. A crise atual agrava esse “descompasso”. temperados pela audácia e pela ambição. No entanto. da inovação e da coesão? O Tratado de Lisboa pode fornecer os instrumentos fundamentais. deste modo. as legitimidades da União e dos Estados. a ter de assumir uma leitura exigente dos poderes soberanos dos Estados e das competências da União. na criação de um espaço de paz e no desenvolvimento sustentável. cabe perguntar se o Tratado de Lisboa pode ajudar a União Europeia no atual momento. Continuamos. do emprego. Perante a crise econômica e financeira global e diante das ameaças sofridas pelo Euro. se preveja o recurso ao método convencional. sem prejuízo dos poderes próprios dos Estados. Bobbio fala do “descompasso entre a norma e a realidade social”. de pouco valerá se não houver uma vontade comum determinada e se as duas legitimidades — dos Estados e dos cidadãos — não se articularem intimamente. pela ligação entre inovação e competitividade. Usando a dualidade nomia / anomia. dos egoísmos nacionais e da incapacidade da coordenação racionalizadora. assim. a União dispõe de poderes para desenvolver ações de apoio. designadamente perante a fragilidade de algumas economias europeias. a União Europeia dispõe ainda de competências para desenvolver ações numa política comum. Não basta haver um mercado interno. da formação profissional. a coesão e a justiça distributiva) constitui o principal desafio lançado pelo Tratado de Lisboa. mas falta a coordenação econômica. de que Bobbio fala.br/1164/os-novissimos-desafios-tratado-de-lisboa/ Página 7 de 10 . mas também através de políticas econômicas e da articulação de políticas de desenvolvimento.. em que o Euro é afectado pela crise financeira internacional e pelas repercussões desta na confiança nos mercados. estará a União Europeia habilitada a responder aos novos desafios da reconstrução econômica e da inovação. Na cooperação para o desenvolvimento e de ajuda humanitária. assente nas diferenças. da educação. bem como da criação de rendimentos sustentáveis e do incentivo à inovação. da qualificação. clarificando-as. pois. ao conhecimento e à aprendizagem. Os novos Tratados definem um caminho gradualista. O Tratado de Lisboa constitui ainda um passo importante na construção da União Europeia. a confiança e a eficiência. Do que fica dito resulta que há novas possibilidades abertas. é fundamental considerar o que se chamou «Estratégia de Lisboa» e agora “Objetivo Europa 2020”. A terminar. Para tanto. Se é certo que os http://politicaexterna. o que abre a possibilidade efetiva de participação alargada dos Parlamentos. A resposta exige a compreensão da ligação necessária entre a norma e a realidade social e econômica. da cultura. Daí que. do turismo. da juventude e do desporto. a inovação e a competitividade. do Parlamento Europeu e dos parceiros sociais. no processo ordinário de revisão dos Tratados. e o processo de revisão dos Tratados é bastante aberto e exigente. Os pequenos passos voltam à ordem do dia. decidir. devemos dizer que a construção europeia tem ingredientes democráticos e de reconhecimento dos direitos humanos que devem ser aprofundados. para além da política externa e de segurança comum e da política monetária: falamos do «governo econômico da União». Qualquer Estado​membro poderá. não é suficiente falar de coesão econômica e social. de proteção civil e de cooperação administrativa. assim. pelo que é indispensável haver vontade organizadora que ligue a liberdade e a justiça. o “governo econômico da União”. mas que coexistem com os elementos anômicos.com. e Celso Lafer tem glosado. O método da União deve ser preservado e aprofundado. que tem de ser aproveitada sem a tentação do imobilismo nem do messianismo. em conformidade com as respectivas normas constitucionais. de modo a que não haja nem rigidez fixista das instituições nem indefinição e instabilidade. O melhor funcionamento das instituições da União Europeia revela-se obrigatório em nome de uma melhor ordem jurídico-econômica. entre coesão e emprego qualificado — o que a recente crise financeira colocou ainda mais na ordem do dia. coordenação ou complemento da ação dos Estados-membros. O Tratado de Lisboa reforça. não basta consagrar-se uma ordem jurídica de concorrência. da indústria. a autonomia e a coesão. a ideia de «governo econômico» (capaz de incentivar o investimento reprodutivo e o emprego. retirar-se da União. No âmbito da proteção e melhoria da saúde humana. da competitividade. A “identidade complexa e plural” e a “legitimidade múltipla” constituem elementos essenciais da democracia supranacional europeia.Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa » Política Externa 19/08/17 14)41 impeça os Estados de exercerem os seus.

Edições Cosmos. Ensaios Liberais. Difusão Cultural. Y a-t-il des Limites Materielles à la Révision des Traités Instituant les Communautés Européennes ?. 1996. . Diez-Picazo. 1992. cada vez mais.S. para que haja criação e criatividade.L. No fundo o princípio da subsidiariedade favorece a legitimidade dos Estados e a legitimidade da União.D. Eis por que razão o Tratado de Lisboa.. M. E se falamos no primado da subsidiariedade. sob pena de se tornarem medíocres e menos relevantes. enquanto a “união econômica” pressupõe um “governo econômico” e a coordenação de políticas econômicas. e Simon. o político e o econômico. Ática. Azevedo. J. Economica. Há. virtualidade no Tratado de Lisboa. . Revista de Instituciones Europeas. Lourenço.. referimo-nos a uma rede. argumentos. Edições Siciliano. Eduarda. Jacqué. Leuven. Duarte. para que haja vontade e capacidade de ter protagonismo na balança do mundo.P. debates. coordenada e partilhada. Lisboa. A. Gradiva. iniciativas trans- estaduais. 20 Anos de Integração Europeia (1986 – 2006).. Cerexhe. reflexões e testemunhos. Cruz Vilaça. Para contrariar a crise que afeta o Euro há. G. que obriga a que haja “união política” e “união econômica”.. 2007. Lafer.. Os europeus precisam politicamente uns dos outros e da União Europeia. em simultâneo.M. E.L. A Convenção sobre o Futuro da Europa. é verdade que a clarificação das competências comuns e das legitimidades favorece o reforço da união política e da criação de instituições aptas a gerar uma vontade da União. http://politicaexterna. Kovar. Cahiers de Droit Européen. N. De fato. A Teoria dos Poderes Implícitos e a Delimitação de Competências entre a União Europeia e os Estados-membros. .P. D. que. assim. Lisboa. 1993.. mas também a exemplos concretos (desde o local ao global) que têm de ser aprofundados. A Europa Desencantada – Para uma Mitologia Europeia. E. s. desde que se demonstre que o nível adequado de decisão é um ou outro. Nicolau (org. 2004.. Louis. Cosmos. 2001. a resposta à crise financeira e econômica ou é política ou não funciona.. por sua vez. Longe de apontar para um Super Estado. para que ponhamos em prática instrumentos materiais e imateriais. para fazer circular a riqueza e favorecer o desenvolvimento humano. Lucas Pires. Lisboa.. V. 1997. 1970. O Que é a Europa.. Lisboa.V. Nauwelaers. que tem de ser posta ao serviço de uma economia real e das pessoas. L’Union Economique et Monetaire. Piçarra. Gonçalves Pereira.P. 2004.S. G. Le Droit Européen – Les Institutions. O tabuleiro econômico é também fundamental. C. S. 1991. Constantinesco. As políticas de investimentos deixaram de se poder resumir a cada Estado. Bibliografia Andresen Leitão. posições. que devem ser aproveitadas e desenvolvidas – a começar pelo “governo econômico”.. L. Costa. Direito Internacional Público. A cidadania europeia tem de sustentar mais Europa política e mais Europa econômica (e não meramente monetária). Paris. J. O político. tem de haver. Goucha Soares. que completem as estratégias de estabilidade monetária. A “união política” exige que haja uma voz respeitada e actuante na cena internacional. 1992.P. Reflexiones sobre la Idea de Constitución Europea.d. o que o tratado de Lisboa consagra é uma democracia supranacional complexa. não existirá sem “vontade política”. que agir em dois tabuleiros. deste modo. como instrumento clarificador quanto à defesa de interesses e valores comuns pode ajudar e ser um fator mobilizador das vontades necessárias… Assim haja empenhamento e compromisso.com.br/1164/os-novissimos-desafios-tratado-de-lisboa/ Página 8 de 10 ... A. Alberto. R. Repartição de Competências e Preempção no Direito Comunitário.).P. para além da estabilidade monetária.Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa » Política Externa 19/08/17 14)41 tratados só por si não permitem dar resposta à premência dos problemas. 1993. J. 1992.. Cahiers de Droit Européen. F. Na Convenção Europeia. Paulo. Lisboa. Traité Instituant la CEE – Commentaire article par article.

A União Monetária e os Processos de Convergência. Das Comunidades à União Europeia.L. 1997. Oliveira Martins. F. ESTA MATÉRIA FAZ PARTE DO VOLUME 19 Nº1 DA REVISTA POLÍTICA EXTERNA Israel e Palestina: a paz é possível O caso de Israel e palestinos. Il Progetto Europeo.. Portugal e a Constituição Europeia (VI Curso Livre de História Contemporânea). in “A União Europeia na Encruzilhada”. 1990. R. F.. Coimbra. Yearbook of European Law.. (coord. A Constituição Econômica Portuguesa – Ensaio Interpretativo. Lisboa. Oliveira Martins. Política e Direito Comunitário. Quetzal. G.. 1994.. The Community System. Quetzal. 1993.Os novíssimos desafios do Tratado de Lisboa » Política Externa 19/08/17 14)41 Mancini. D. 1989. O Enigma Europeu. Lisboa. A. L’Executif Communautaire: Justification du quadripartisme institué par les Traités de Paris et de Rome. J. L. Moura Pinheiro. 2006. Liège. Coimbra. D.br/1164/os-novissimos-desafios-tratado-de-lisboa/ Página 9 de 10 . Cahiers de Droit Européen.. Como fazer isso? VER DETALHES DESTA EDIÇÃO ASSINE O ACERVO http://politicaexterna. Pitta e Cunha. (dir. de.M. 1995. Bologna. Éditions de l’Université de Bruxelles. 2006. Lisboa. 1990. Contributo para o estudo da natureza jurídica do Direito Comunitário Europeu.C.). Coimbra. Démocratie et Construction Européenne. M. Almedina. Presses Universitaires de Liège. aparentemente insolúvel. P.).. Coimbra. PUF. Porto. Sá. The Making of a Constitution for Europe. H. Integração europeia. A. Parlamento Europeu. Edições Colibri. Spinelli. Oliveira Martins. 1978.. G. Telò. Gradiva. Quadros. 2004. Moura Ramos. 1966.. 1975. Études des Sources de Droit Communautaire. 1993.). Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Oliveira Martins. Sousa Franco. Paris..H. Portugal no Centro da Europa – Propostas para uma Reforma do Tratado da União Europeia. pode ser resolvido.. in “Em torno da Revisão do Tratado da União Europeia”.H. 2003. 1994. Coimbra Editora. Rougemont. Salema d’Oliveira Martins. científica). Quadros. (org. Vasconcelos. Is the Treaty of Maastricht an Adequate Constitution for the European Union?. 1995. Lisboa. Gradiva. 1993. M. P. L’Union Politique de l’Europe.com. Estudos de Economia. Portugal no Futuro da Europa.. F.. 28 Siècles de l’Europe. Coimbra Editora. Wincott.. P. A Crise das Fronteiras. Fundação Mário Soares. Europa. 1984. Lisboa. Estado. 2003. The Dual Character of Supranacionalism.. O Novo Tratado Constitucional Europeu. Direito das Comunidades Europeias e Direito Internacional Público. Que Constituição para a União Europeia. Pescatore. 1985. J.. G. Paula (ed. A. Coimbra.C. Public Administration.. G. da Universidade Nova de Lisboa. Bruxelas. Weiler. Administração Pública e União Europeia. Estudos de Direito Comunitário. Almedina. Pescatore. Common Market Law Review.. O Princípio da Subsidiariedade no Tratado da União Europeia: contributo para a revisão do Tratado. 1981. O Princípio da Subsidiariedade em Perspectiva Jurídico Política. I. M. 1997. Christian de Bartillat. G. L’Ordre Juridique des Communautés Européennes. Oliveira Martins. Masclet.

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