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SERGIPE–BR | EDIÇÃO 1822 | ANO 35 | 12/3/2018

A NOVA ERA DA NOTÍCIA

‘‘A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM’’

CPI
DO LIXO
É VIAGEM AO
TÚNEL DO TEMPO
Decisão para Câmara de Aracaju instaurar CPI do Lixo atende
demanda de 2001, quando pedido de investigação similar foi feito
por Mendonça Prado contra licitação vencida pela Torre
ACESSE P. 14

ARACAJU, 163 ANOS


TRAÇOS DE MODERNIDADE E OPÇÕES
PELA EXCLUSÃO NA CAPITAL SERGIPANA,
DA FUNDAÇÃO ATÉ AOS DIAS ATUAIS
ACESSE P. 21
ACESSE P. 66

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A NOVA ERA DA NOTÍCIA

EDIÇÃO 1822 | SERGIPE–BR | ANO 35 | 12/3/2018


t
ÍNDICE CADERNO 1 CLIQUE E ACESSE

OPINIÃO
EDITORIAL – A história se repete 6
CHARGE | 8
CINFORMANDO | Anderson Christian –
A cruz e a espada 9

POLÍTICA
CPI do Lixo: um “museu
de grandes novidades” 14

ESPECIAL ARACAJU
Do Santo Antônio ao 17 de Março 21

GERAL
O lugar de fala no debate racial 40
Irresponsabilidade que mata nas ruas 45

Alunos da rede pública e o drama do


término do ano letivo nas escolas 50

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Papo reto: câncer colorretal pode ser fatal 58

PRÓ-SOLUÇÃO – Leitora denuncia cobrança


de taxa indevida pelo Corpo de Bombeiros 63

CULTURA
Fora de cena há 20 anos, Tim Maia
continua sendo um dos artistas
mais respeitados do país 67

ESPORTES
100%: Itabaiana lidera hexagonal 75

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E ACESSE
t
CLIQUE
ÍNDICE
GERAL

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| OPINIÃO

EDITORIAL
1/2

A HISTÓRIA SE REPETE
Na semana do aniversário de 163 anos de
Aracaju, o CINFORM se debruçou sobre dois
temas que possuem características cíclicas, ou
seja, o tempo passa, mas se repetem, deixando
um gosto amargo nas comemorações.

A primeira delas é a fundação em si. Ao


contrário do que o senso comum estabelece,
não foi na Colina de Santo Antônio que a cidade
nasceu. A Praça General Valadão é o marco zero.
A partir dele nasceu o chamado “Quadrado de
Pirro”, em alusão ao engenheiro Sebastião Pirro,
que definiu a geometria inicial da cidade. Só que o
hoje conhecido Santo Antônio já existia, mas era
“excluído” da cidade dita oficial.

E eis a repetição da história: o que deveria


ter sido o primeiro bairro da cidade, o Santo
Antônio, passou bom tempo relegado ao

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| OPINIÃO | EDITORIAL
2/2

segundo plano. Algo que, na atualidade,


ocorre com o mais recente bairro de Aracaju,
o 17 de Março. Idealizado pelo prefeito
Edvaldo Nogueira para servir de modelo – na
gestão passada do administrador –, o local
segue em dívida com em relação a serviços
públicos de qualidade e eficiência. E mais:
concentra a maior ocupação popular em
voga na cidade, o Mangabeiras, com seus
quase 2000 barracos. Exclusão no passado e
no presente, portanto.

A outra repetição histórica se dá em relação à


CPI do Lixo, que a Câmara de Aracaju teima em
relegar a um último plano. Reportagem desta
edição comprova: em 2001 uma mesmíssima
licitação, com a mesmíssima empresa sendo
vencedora, a Torre, também foi alvo de pedido
de CPI. Sabe o que aconteceu naquela época?
Nada. Tomara que, nesse ponto, a história não se
repita e os vereadores aracajuanos presenteiem
a cidade lançando luz sobre o que realmente
ocorre em tão controversas licitações. Aí sim
poderemos dizer: parabéns, Aracaju!

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| OPINIÃO

CHARGE | Percles

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| OPINIÃO
1/4

Anderson Christian
CINFORMANDO

A cruz e
a espada
Em 2016, durante palestra proferida
em Aracaju, o ministro do STF, Dias
Tófoli, foi emblemático ao exemplificar
a atividade administrativa à frente do
Executivo no país: “se Madre Tereza de
Calcutá estivesse viva e se candidatasse a
prefeita de alguma cidade e vencesse, em
seis meses de mandato teria pelo menos
uns 50 processos”. Palavras dele, que não
deixou de enaltecer os mecanismos de
controle das gestões, mas que considera
que falta modernizar a legislação para que
as administrações possam funcionar sem
tantas pendengas judiciais.

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| OPINIÃO | CINFORMANDO
2/4

Analisando por esse prisma, a coluna fica


ensimesmada com tanta gente propalando
ética, moralidade na gestão pública, mas sem
tecer uma vírgula de comentário sobre o quão
complexa é a administração pública brasileira.
Não se trata de ser apenas honesto – isso é
obrigação, ora bolas. Mas se trata de cobrar
competência – o que é algo bem diferente de
carisma, por exemplo.

Se as próximas eleições forem pautadas


apenas pela tal moralidade, obviamente se
deveria excluir 11 entre 10 pessoas que já
ocuparam cargos públicos. E não por elas
serem “imorais” no tanger da coisa pública.
Mas é que diante de tantas regras, muitas
delas incompreensíveis aos pobres mortais,
quase todo mundo que já administrou já teve
um processinho aqui, outro ali. Portanto, se
queremos mesmo eleger pessoas que possam
fazer mais e melhor, que tal termos uma eleição
em que se discuta, a sério, os mecanismos
administrativos, quase todos eles ultrapassados
e caindo aos pedaços? Seria um bom começo.

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| OPINIÃO | CINFORMANDO
3/4

Merecido
Belo o espaço em homenagem a Marcelo Déda,
no Parque da Sementeira. Pena que levou
quatro anos para a homenagem se concretizar.

Assopra velas
Aproveitando o próprio aniversário, Luciano
Bispo (MDB) realizou festa de apoio à pré de
Belivaldo Chagas ao Governo. E o presente para
Luciano? A candidatura de vice o deixaria feliz!

Digitalmente correto
Acertada demais criação da Comissão de Direitos
Digitais, Inovação e Tecnologia da OAB/SE. Milla
Cerqueira, nossa colunista, é a presidente.

Um saco I
Estranhamente há um grupo que apoia a pré
de Belivaldo que passa mais tempo discutindo
as candidaturas da oposição. Perdem
precioso tempo...

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| OPINIÃO | CINFORMANDO
4/4

Um saco II
Tentar adivinhar posicionamento de Jackson
Barreto – se fica, se sai – tem feito muita gente
pagar mico nos últimos tempos.

Tá no direito
É normal Valadares Filho (PSB) se cacifar para
disputa do Governo Estadual. Afinal, quem está na
política e não quer governar o Estado que vive?

Céu de brigadeiro
André Moura (PSC) anda passando por cima
das críticas, feito trator, por uma razão bem
simples: o homem não pára de trabalhar. Daí
não tem tempo pra futricas.

Sumido
Não é opinião, é constatação: Edvaldo
Nogueira (PCdoB), em que pese o fato de até
estar “arrumando a casa”, não tem dado as
caras em sua administração.

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POLÍTICA
1/7
VIEIRA NETO

CPI do Lixo: um
“museu de grandes
novidades”
JULIA FREITAS | redacao@cinform.com.br

A Câmara Municipal de Aracaju instaura


a CPI do Lixo para investigar irregularidades
na contratação da empresa Torre
Empreendimentos Rural e Construção Ltda. A
notícia parece nova, mas ela é de 17 de maio de
2001, quando o então presidente da Câmara,
Sérgio Goes, aprovou a instauração da CPI.

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| POLÍTICA
2/7
ARQUIVO CINFORM ARNON GONÇALVES

A criação da
Comissão Parlamentar
de Inquérito – CPI
– atendia a um
requerimento do
vereador Mendonça
Prado. Dentre os
objetivos da comissão,
estava a apuração de
possíveis irregularidades
no processo licitatório Ata da primeira sessão
que sagrou a empresa da CPI de 2001
Torre como vencedora
na concorrência pública nº 01/2000.

O requerimento nº 136 de 2001 foi atendido


pela mesa diretora e os vereadores Joaldo
Barreto, Kennedy Fonseca, Marcélio Bomfim,
Antônio José de Gois (“Goisinho”) e Evando
Franca, foram os escolhidos para compor a CPI.

NOVA CPI
No final de fevereiro deste ano, 17 anos depois
daquela CPI, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de

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| POLÍTICA
3/7
REPRODUÇÃO

Mendonça Prado requereu uma CPI do Lixo em 2001

Justiça de Sergipe (TJ-SE) determinou que os


contratos entre a empresa de coleta de lixo
e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos
(Emsurb), sejam novamente investigados pelos
vereadores aracajuanos. A mesa diretora da
Câmara recorreu ao TJ pedindo a suspensão
do mandado de segurança impetrado pela
oposição para que a investigação iniciasse, mas
o recurso foi negado de forma unanime pelos

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| POLÍTICA
4/7

desembargadores.

Em março de 2017, os vereadores rejeitaram


por 16 votos a sete o pedido de abertura da CPI
que investigaria contratos com empresas de
coleta de lixo na capital entre 2010 e 2016. Foi
então que os vereadores Cabo Amintas (PTB),
Emília Corrêa (PEN), Lucas Aribé (PSB) e o
autor do requerimento, vereador Elber Batalha
(PSB), entraram na Justiça alegando que não
era necessária a aprovação em plenário para a
instauração da CPI.

Na decisão, os desembargadores do TJ
reconheceram que bastam apenas a assinatura
de 1/3 de aprovação dos vereadores (no
caso, oito vereadores), um objeto e um prazo
definido. Elber Batalha comemorou a vitória no
tribunal e disse que, com a nova interpretação
do Regimento Interno da Câmara, a ocorrência
de CPIs deve aumentar.

O líder da oposição na Câmara, vereador


Cabo Amintas, espera que a comissão seja

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| POLÍTICA
5/7
REPRODUÇÃO

Em artigo no CINFORM, publicado em 11 de junho de 2001, Cezar


Britto, ex-presidente da OAB nacional, já falava da CPI do Lixo

transparente e que os cinco vereadores


escolhidos para compor a CPI tenham
compromisso com o povo. “A gente espera que
os indicados sejam pessoas que realmente
tenham compromisso com o povo e não sejam
aqueles que estão sob suspeita”, afirma. O
vereador Iran Barbosa (PT) acredita que a

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| POLÍTICA
6/7

CPI do Lixo é uma reivindicação da população


aracajuana e reiterou durante a sessão de
quinta-feira (8), na Câmara, que a Comissão
Parlamentar de Inquérito “é um instrumento
legítimo de trabalho do Legislativo”.

OPERAÇÃO BABEL
O Departamento de Repressão Contra a
Ordem Tributária e Administração Pública
(Deotap) deflagrou a “Operação Babel” em
março do ano passado. O Deotap cumpriu
mandados de busca e apreensão na Emsurb
e na empresa Torre, onde foram recolhidos
documentos, computadores e celulares.
O objetivo era investigar as denúncias de
corrupção na contratação de empresas para

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| POLÍTICA
7/7

a limpeza urbana da cidade, além de fraude


na pesagem do lixo e faturamento.

Após o fim do inquérito policial, 14 pessoas


foram indiciadas pelos crimes de estelionato,
formação de quadrilha e fraude em licitação
pública. Dentre eles, José de Araújo Mendonça
Sobrinho, o Mendonça Prado, então
presidente afastado da Emsurb.

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| ESPECIAL ARACAJU
1/16

DO SANTO ANTÔNIO
AO 17 DE MARÇO
REPRODUÇÃO

UM ESBOÇO DE
BIOGRAFIA
NÃO AUTORIZADA
DE ARACAJU

HENRIQUE MAYNART | redacao@cinform.com.br

Cajueiros dos papagaios em nome tupi,


cidade-porto. Há exatos 162 anos e 360 dias,
data de publicação desta reportagem, a nova
capital do estado desembarcava na banda

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| ESPECIAL ARACAJU
2/16

direita do Rio Sergipe


para escoar o açúcar do
Cotinguiba em direção ao
mundo, mirando as ondas
do mar. Os dados do IBGE

ARQUIVO PESSOAL
apontam que cerca de 650
mil pessoas habitam o
território da sobrevivência
em exatos 3.140 Professor Antônio
quilômetros quadrados, Lindivaldo de Souza.
formando uma perna de
bailarina entre o Rio Vaza Barris, o Rio Sergipe
e o mar aberto da Boca da Barra. Centenária,
moderna e excludente, Aracaju baila no tablado
da topografia oficial de Sergipe.

Dentre os 39 bairros de Aracaju,


abordaremos a história, os dilemas e
possibilidades do Santo Antônio e 17 de Março,
o primeiro e o último, o Norte e o Sul, o início, o
fim e o meio da capital sergipana.

ARACAJU NÃO NASCEU DA COLINA


O Santo Antônio surge antes de Aracaju,

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| ESPECIAL ARACAJU
3/16

mas a colina não cabia nos planos da capital.


O povoado de Santo Antônio do Cotinguiba
estava sob tutela da freguesia de Nossa
Senhora do Perpétuo Socorro, atual município
de Socorro, até meados da segunda metade
do século XIX. Registros do século XVIII já
faziam referência ao povoado. Planejada para
servir de escoamento à produção açucareira
do Vale do Cotinguiba, Aracaju foi projetada
para a planície, seu marco zero se encontra na
Praça General Valadão. Tanto é que a Estrada
Nova que ligaria a sede ao povoado, que
atualmente é a Avenida João Ribeiro, só ficaria
pronta dois anos depois. “Mesmo ladrilhando
a Estrada Nova, a comunicação do bairro com
a região central da cidade só se dará a partir
de 1915, com a chegada dos bondes”, afirma o
historiador Antônio Lindivaldo de Souza.

Em 1862 é construído o primeiro cemitério


da cidade, que viria a se chamar Santa Isabel
em 1921, em homenagem à morte da ex-
monarca. A Capela do Santo Antônio seria
elevada à condição de paróquia em 1915. Assim

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| ESPECIAL ARACAJU

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| ESPECIAL ARACAJU
4/16

como os demais bairros da Zona Norte e Oeste


de Aracaju, o Santo Antônio serviria de abrigo
aos refugiados do progresso, aos que não
caberiam no Quadrado de Pirro.

Para o comunicador popular Osvaldo


Neto, estudioso do bairro, a divisão social
do Santo Antônio se dá entre os negros
fugidos, povos remanescentes, operários e
os casarões das famílias mais abastadas de
Aracaju nas margens das avenidas. “Ao lado
oeste moravam aqueles que fugiam da seca
do Alto Sertão Sergipano. Já no lado leste, na
fronteira com o Bairro Industrial, próximo a
Mata dos Caboclos, a Matinha e as nascentes
do Mané Preto, habitavam os negros libertos,
os operários das fábricas do Bairro Industrial e
descendentes de índios”, afirma.

Rua Muribeca, nº 4. O Grupo de Teatro


Imbuaça chegou ao bairro em 1980, dois anos
depois da fundação do grupo. Na segunda
metade dos anos 80 eles se instalam na sede
do Diretório Central dos Estudantes da UFS,

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| ESPECIAL ARACAJU
5/16

retornando definitivamente ao bairro em 1991.


O bairro de pouco mais de 12 mil habitantes
está mesclado à história do grupo. O projeto
Mané Preto, que oferece oficinais de música,
dança e teatro para a comunidade, é um dos
cordões umbilicais do grupo ao bairro. “Nós
abrigamos peças e ações culturais em nossa
sede, além de atender 25 jovens por ano no
Mané Preto. Estamos com este trabalho há
décadas”, afirma Lindolfo Amaral, integrante
do grupo. O Imbuaça também ajuda na
organização da fogueira de Santo Antônio,
todo 13 de junho.

Ele lamenta o encolhimento de atividades


culturais como a centenária Rua de São João,
que vem perdendo espaço nos últimos anos,
além do fechamento dos cinemas da década
de 70. “O Cinema Atalaia e o Cinema São
Francisco fazem muita falta na comunidade. A
Rua São João diminuiu bastante o movimento
nos últimos anos em virtude dos megaeventos
que ocorrem na cidade durante os festejos
juninos”, afirmou.

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| ESPECIAL ARACAJU
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REPRODUÇÃO

Praça da Cadeia, hoje General Valadão. A antiga


abriga atualmente a Secretaria Estadual de Saúde.

PONTO DE PARTIDA
Uma alfândega, uma cadeia, uma mesa
de rendas e um quartel. Este é o marco zero
projetado pelo engenheiro militar Sebastião
Pirro, sob influência direta das reformas
urbanas em curso nas cidades europeias no
século XIX, como a reforma de Paris. A largada
da capital sergipana não partia mais da cruz
e da igreja, assim como as cidades erguidas
nos tempos da colônia como São Cristóvão
e Laranjeiras, mas partia do comércio, das
finanças, do exército e do cárcere.

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| ESPECIAL ARACAJU
7/16

“Cidades planejadas no mesmo período,


como Teresina, traziam a cruz como ponto de
partida, mas Aracaju trazia os símbolos do que
representavam o progresso na época, dando à
nossa cidade características modernas”, afirma
Lindivaldo.

A partir da “Praça da Cadeia”, como era


chamada a General Valadão, foi organizado
o Quadrado de Pirro, que consistia em uma
área de 1.188 metros divididos em 32 quadras
simétricas, com ruas de 13 metros, avenidas de
20 a 25 metros, em três direções: norte, sul e
oeste. Em suma, o Centro Histórico de Aracaju.
A prática de aterramentos já era constante
naquele período, sinal que o projeto de cidade
não levava em conta os biomas presentes no
território. Em artigo publicado em 2003, o
professor Lindivaldo afirma: “Aterrou vales e
elevou-se nos montes de areia. Grandes somas
de dinheiro foram gastas com aterro e esgoto
de terrenos baixos e úmidos, para que o projeto
mantivesse a reta.” O caso do aterramento da
Coroa do meio, nos anos 80, e do Jardins, no

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EXPRESSÃO SERGIPANA

6/6

Quadrado de Pirro: ‘‘peças’’ armadas em tabuleiro de xadrez

final dos anos 90, ilustram este histórico.

CIDADE FORA DO QUADRADO


Entre 1900 e 1920, a população de Aracaju
é duplicada. Chegavam à capital os refugiados
da seca, da ausência de recursos. Para evitar
que a “cidade planejada” fosse contaminada
pela elevação populacional, o Legislativo
Sergipano aprovou os chamados “Códigos de
Postura”, que consistiam em um conjunto de
regras a serem seguidas por quem quisesse
residir na área do Quadrado de Pirro. Prevendo
requisitos de fachada e construção, como a
exigência de casas de alvenaria, os Códigos
de Postura aprovados em 1910, 1912 e 1926

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| ESPECIAL ARACAJU
9/16

constituíram uma “limpeza social”, de acordo


com Osvaldo Neto.

“E quem é que tinha condição de construir


casa de alvenaria naquela época sem ajuda
do Estado? Os Códigos de Postura serviram
pra expulsar a população mais pobre da área
privilegiada”, ratifica Osvaldo.

Excluída do quadrado, restava ao setor mais


espoliado da população o que o historiador
Fernando Figueiredo Porto nominou de regiões
do “arrebalde”. O “arrebalde” compreendia as
regiões do Morro do Bomfim – na Rodoviária
Velha -, no Carro Quebrado, atual São José,
no Aribé, atual Siqueira Campos, no Santo
Antônio, e demais territórios da Zona Norte e
Oeste, a coxa da bailarina de Aracaju. O Morro
do Bomfim era o ponto mais próximo da região
central de Aracaju a acolher os refugiados do
Código de Postura. Após ampla campanha,
sob alegação de combate à prostituição e à
delinquência, o Morro do Bonfim sofreu um
despejo em meados da década de 50, no

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| ESPECIAL ARACAJU
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governo de Leandro Maciel, que desocupou


cerca de 1200 casas. Seus refugiados subiram
o morro em direção aos bairros Cirurgia,
Getúlio Vargas, Siqueira Campos, Cidade Nova,
dentre outros.

NAS COSTAS DO NOVO BAIRRO


Um pulo de 60 anos no tempo. Aracaju, 17
de março de 2012. O então prefeito Edvaldo
Nogueira (PCdoB) inaugura o mais novo
bairro da cidade nas imediações do Santa
Maria, na Zona Sul. Cerca de 3.500 unidades
habitacionais construídas em parceria
com o Governo Federal. Sem creche, sem
esgotamento e macrodrenagem, sem Unidade
de Saúde, sem escola e com pavimentação
parcial. De acordo com Karina Drumond,
diretora do Conselho das Associações de
Moradores dos Bairros Aeroporto, Jabotiana
e Zona de expansão de Aracaju (Combaze) o
bairro não foi entregue nas condições ideais.

“Foi legalmente autorizado, mas não atendia


a exigência do governo e a segunda etapa não

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| ESPECIAL ARACAJU
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tinha esgotamento, drenagem e água. Até


hoje a segunda etapa do 17 de Março não tem
esgotamento”, denuncia.

José Firmo, integrante do Fórum em Defesa


da Grande Aracaju, atenta para os impactos
socioambientais da construção do bairro. “O
17 de Março foi construído numa região frágil,
porque é uma região de nascente, o que é
preocupante. Aquele não seria o local ideal
para construir um bairro.”

A Escola Municipal de Ensino Infantil Dr.


José Calumby Filho foi inaugurada em junho
de 2016. De acordo com informações da
Secretaria Municipal de Educação (Semed),
a creche atende 200 crianças no bairro. O
morador do bairro 17 de Março e militante
do Movimento de Luta Por Moradia Erílio
Bispo, rebate este dado. “Hoje nós temos no
máximo 180 crianças atendidas na creche,
que é um número grande, mas que ainda não
atende a demanda”. O bairro não conta com
uma Unidade de Saúde até então. A comunidade

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| ESPECIAL ARACAJU
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é atendida nas unidades do Santa Maria e


Santa Tereza. “Tivemos que ir á Justiça em 2015
pra garantir que o poder público municipal se
comprometesse em construir uma Unidade de
Saúde no bairro”, alega Karina Drummond. A
Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS)
comunicou à reportagem que já estão em curso
as obras da Unidade de Saúde, orçadas no valor
de R$ 1.500.841,74, sendo que R$ 700 mil deste
montante vindos do Ministério da Saúde.

MÃO DE OBRA LOCAL


“E quem é que trabalha nas obras do bairro?
As construtoras e empresas já chegam com
equipe formada, elas não aproveitam a mão
de obra da comunidade, com tanta gente
desempregada no bairro querendo trabalhar,
querendo oportunidade. A gente acha isso
errado”, afirma Erílio Bispo.

A assessoria da SMS afirma que o projeto


da maternidade do bairro está sob análise da
Emurb. A previsão da abertura de licitação é
para fevereiro de 2019, se todos os trâmites

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| ESPECIAL ARACAJU
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ARQUIVO PESSOAL

seguirem sem
contratempos.

Erílio
também
demonstra
preocupação
com as obras
do Canal do
Santa Maria.
“A gente vê a
obra andando
em ritmo de
tartaruga e fica
preocupado,
porque está Cratera na estrada entre o 17 de Março
chegando e o Santa Maria assusta moradores
a época de
chuva e ninguém quer ficar debaixo de lama”,
lamenta. Ele também ressalta a imensa cratera
formada no trecho de ligação do 17 de Março
ao Santa Maria, construído há poucos meses.
“Mal ficou pronto o trecho de ligação, houve
um acidente e uma cratera grande ameaça

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| ESPECIAL ARACAJU
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FORUM EM DEFESA DA GRANDE ARACAJU

Ocupação Recanto da Mangabeira

as pessoas que passam por lá, os carros, os


ônibus”, afirma Erílio.

DO BOMFIM À MANGABEIRA
A mangaba, fruto símbolo de Sergipe, dá
nome a uma ocupação de 2 mil barracos de
lona que se encontra nas imediações do 17
de Março. “Assim como o Morro do Bonfim,
lá na década de 50, a ocupação Recanto da
Mangabeira não precisa de remoção e sim de
políticas públicas de acolhimento”, afirma José
Firmo, do Fórum em Defesa da Grande Aracaju.
“Nós clamamos ao poder público que olhe para
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| ESPECIAL ARACAJU
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aquela comunidade e que uma solução seja


encontrada por ali”, apela Karina, do Combaze.

Além das Mangabeiras, o bairro conta com


a ocupação 17 de Dezembro, que conta com
43 famílias, e a ocupação Terra Prometida,
que conta com 148 famílias, de acordo com
informações do movimento Luta Popular. Estas
ocupações tiveram suas reintegrações de
posse suspensas por 30 dias para negociação
do cadastro do auxílio-moradia.

CÓDIGOS DE POSTURA A PLANO DIRETOR


Diferente dos Códigos de Postura do
início do século XX, que eram organizados
expressamente para manter a parte indesejada
da cidade fora do quadrado planejado, o
Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano
(PDDU) é um instrumento legal que deve
planejar e ordenar o crescimento urbano para
garantir o direito à cidade. O último PDDU da
capital é do ano 2000, outro Plano deveria
ter sido encaminhado e votado na Câmara de
Vereadores de Aracaju em 2010.

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| ESPECIAL ARACAJU
16/16

“Estamos com oito anos de carência, é um


absurdo”, lamenta José Firmo. Uma versão
do Plano fora aprovada em 2012, mas o
projeto foi suspenso pela Justiça. Em 2015
o prefeito João Alves chegou a organizar
as audiências e consultas nos territórios,
mas não apresentou nenhum projeto ao
Legislativo Municipal. “Precisamos de um
Plano Diretor que atenda aos interesses
dos mais pobres, que proteja os biomas
como o manguezal, as lagoas naturais, as
dunas, que não atenda exclusivamente aos
interesses da especulação imobiliária. É lei,
o município é obrigado a ter”, ratifica Firmo.

APELO PARA DIAS MELHORES


Centenária, moderna e excludente, Aracaju
precisa acolher os povos do arrebalde, das
ocupações populares e remanescentes.
Que a diversidade, a dignidade e a fartura
cheguem aos que não couberam, não cabem
e não caberão nos Quadrados de Pirro que
rondam a perna de bailarina na borda direita
do Rio Sergipe.

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| ESPECIAL ARACAJU

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GERAL
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O lugar de fala
no debate racial
Quando e como o privilegiado
pode falar sobre racismo

JULIAN PAIXÃO | redacao@cinform.com.br


Falar de racismo em um país que viveu mais
de 300 anos de escravidão não é fácil. O tema
ainda é ignorado por muitos, mesmo com os
altos índices de violência contra negros.

Segundo o Atlas da Violência de 2017, de


cada 100 pessoas que sofrem homicídio no país
71 são negras. O Atlas também destaca que,
entre 2015 e 2005, a variação de homicídios de
indivíduos negros em relação aos indivíduos não
negros aumentou 171,9 em Sergipe.

Um dos maiores problemas na discussão


do tema é “o lugar de fala”, já que todos
devem falar sobre o tema, porém sob um

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| GERAL
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olhar distinto. A autora Djamila Ribeiro


destaca como deve ser “falar a partir do lugar
que você pertence”.

A professora universitária Andreia Depieri,


que participa da Comissão de Direitos
Humanos na UFS, destaca que todos podem
e devem falar sobre racismo. Andreia destaca
que, mesmo branca, ela pode falar sobre o
tema, já que estuda sistema de justiça criminal,
cujo funcionamento tem um efeito perverso
sobre a população negra.

“Todo mundo tem que ter empatia pela


causa da humanidade, e isso inclui a questão
de ser contra o racismo e a xenofobia, que é um
princípio ético. Todo mundo deve falar e defender,
mas não significa falar no lugar de”, comentou.

PRIVILÉGIOS
Marina Ribeiro, membro do Coletivo de
Mulheres Negras Rejane Maria, comenta que
pessoas brancas podem sim falar sobre o
racismo, já que o racismo não é um problema

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exclusivo da população

DIVULGACAO
negra, porém é necessário
cuidado no discurso.

“Quando uma pessoa


branca vai falar sobre
racismo, ela tem que
entender que ela está falando
como uma pessoa branca, Marina Ribeiro faz parte da
Auto-Organização de Mulheres
pessoa que historicamente Negras Rejane Maria e do
está em um lugar privilegiado Grupo Abaô de Capoeira Angola
em relação à história
da população negra. Ela não pode falar da
experiência que um negro passa por ser negro.
Como mulher negra eu tenho autonomia para
falar, não por experiência individual, mas coletiva.
Pessoas negras têm experiências parecidas por
serem negras e uma branca nunca vais saber por
estar em um patamar diferente”, explica.

PESQUISA
Para discutir o tema o CINFORM
realizou uma enquete em seu Instagram
questionando: “Pessoas brancas podem

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| GERAL
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discutir o racismo? ”, 85% afirmaram que


que sim e 15% negaram que a discussão
pode ser realizada por brancos.

O publicitário Caio Vinícius explica que é


preciso que as pessoas brancas se envolvam
na discussão. “A culpa do racismo existir é

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| GERAL
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dos brancos, logo eles

DIVULGACAO
têm que discutir sim.
Porém, de um ponto
de vista diferente da
população Negra, que
deve ser a protagonista”,
destaca.

O geólogo Flávio
Braga vê a importância
Caio Vinicius, publicitário
da propagação da
informação. “Só acho que não cabe ao branco
dizer quando é ou não racismo, isso cabe a
quem está inserido na
DIVULGACAO

minoria. Então se for


uma discussão sobre
características do
racismo, deixemos a
quem passa por isso.
Mas o assunto de
forma ampla deve ser
discutido por todos,
assim a informação é
repassada”, declara. Flávio Braga, geólogo

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VIEIRA NETO

Uma placa de sinalização de trânsito foi


colocada no poste instalado em local irregular

Irresponsabilidade
que mata nas ruas
Duas pessoas já morreram eletrocutadas
este ano pelo descaso na manutenção
com a rede elétrica

Postes de energia instalados de forma


irregular e fios de alta tensão caídos colocam

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| GERAL
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em risco VIEIRA NETO

a vida da
população
sergipana.
O CINFORM
flagrou fios
caídos em
diversas
regiões de
Aracaju,
fios do
mesmo
tipo que
causaram
a morte
de Jailton
Veríssimo
Cardoso
CINFORM flagra fios
Júnior elétricos caídos em Arcaju
(39), em
fevereiro deste ano, e de Erica Soares dos
Santos (22), em janeiro. Além disso, postes
colocados em vias públicas colocam em risco
motoristas e pedestres.

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Erica Soares dos Santos participava de


um passeio na Lagoa Redonda, em Pirambu,
quando pisou em um cabo de energia que
estava encoberto pela areia e recebeu
uma forte descarga elétrica. Poucos dias
depois o dono do Bar do Galego, na Barra
dos Coqueiros, tentou tirar os fios de alta
tensão que caíram sobre o seu carro, quando
também recebeu uma descarga. Ambos
morreram no local.

Os dois casos levantaram uma preocupação


na população sobre os fios de energia caídos
nas ruas. A estudante Joana Albuquerque
conta que após as mortes registradas este
ano ela ficou com mais medo dos fios caídos.
“Sempre que eu vejo fios na rua fico com
medo de levar um choque ou até mesmo
morrer, principalmente depois que essas
mortes foram registradas. Ainda mais quando
chove”, comenta.

EXPLICAÇÕES
Através de sua assessoria de

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comunicação, a Energisa, empresa


responsável pelo fornecimento de energia
na maior parte do estado – inclusive na
capital –, informou ao CINFORM que
manutenções são realizadas em toda a
rede, mas que, por ser uma rede aérea, ela
está “sujeita a uma série de interferências,
a exemplo de chuvas, animais, colisões de
veículos em postes, raios, ventos fortes,
objetos estranhos, vandalismo, pipas, etc.”.

Um risco aos que transitam por algumas


vias, sejam pedestres ou motoristas, são os
postes colocados fora das calçadas. Além do
desabamento do próprio poste devido a uma
colisão, outro risco aos que trafegam pelo local
em que um poste está instalado em locais
irregulares é o de um acidente, quando um
veículo tenta desviar desses postes. A equipe
do CINFORM flagrou um desses postes ao
lado de uma grande loja de departamentos na
Avenida Quirino, em Aracaju.

Segundo a Energisa, “caso em que haja

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alteração no arruamento, os postes devem


ser realocados”. Mas o que vemos ali é que
a via, muito utilizada por moradores dos
condomínios próximos, caminhoneiros de
uma distribuidora de hortifruti e da própria
loja, foi até mesmo asfaltada, mas o poste
segue no mesmo lugar, dividindo a via com os
motoristas.

Para o caminhoneiro catarinense Vilson


Cardoso Junior, que costuma fazer entregas
em Aracaju, os postes em locais irregulares
oferecem risco a todos, principalmente
quando são áreas em que caminhões precisam
trafegar. Por se tratarem de veículos pesados,
as manobras são mais difíceis.

“Esses postes atrapalham muito, não só eu


como os outros motoristas. Se a gente está
manobrando um caminhão, nós atrapalhamos
o trânsito por causa do tamanho dele. Ele
não é feito para rodar no Centro. Então se os
postes estivessem nos locais certos, eles não
atrapalhariam tanto”, comenta.

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| GERAL

1/8
ARQUIVO PESSOAL

Foto da estudante Ana Clara Silva de Oliveira em sua sala de aula

Rede pública e o
drama do término
do ano letivo
Seed e Sintese justificam
o calendário das aulas

THAYNÁ FERREIRA | redacao@cinform.com.br

Garantir a tão sonhada vaga na universidade


é uma tarefa difícil para os alunos da rede
pública de ensino em Sergipe. Com o atraso
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no término do ano letivo, eles acabam sendo


prejudicados no Exame Nacional do Ensino
Médio – Enem – por não estudarem todo o
conteúdo necessário para realizar a prova
e não conseguirem a documentação que
comprova a conclusão do ensino médio.

Muitos até são forçados a concluir o ensino


médio através de supletivo. Pedro D’Andrade
é um exemplo. Ele passou em Jornalismo na
Universidade Federal de Sergipe – UFS – porém,
a sua escola ainda não encerrou o ano letivo. O
jovem foi encaminhado para fazer uma prova na
Secretaria de Estado da Educação – Seed.

“O Enem cada vez mais deixa de ser um


exame voltado para os estudantes da rede
pública, devido à complexidade dos temas
cobrados. E com o atraso, além de não ter visto
o conteúdo necessário, faltou até o básico.
Como a minha escola ainda não encerrou o ano
letivo, me encaminharam para fazer uma prova
na Secretaria de Educação. De lá, consegui o
certificado de conclusão”, relata o jovem.

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| GERAL
3/8

A situação ficou crítica para a estudante Ana


Clara Silva de Oliveira. Ela passou em Pedagogia
na Uninassau, através do Programa Universidade
para Todos – Prouni – mas não poderá cursar
porque não conseguiu a declaração de
concluinte do ensino médio. A jovem conta que
teve dificuldade no momento do Enem, mesmo
recebendo o apoio de alguns professores.

“Meus professores tentaram adiantar as


matérias ao máximo, mas chegamos no Enem
sem ter estudado todo o conteúdo, o que de
fato nos prejudica. Eu consegui ser aprovada
através do Prouni mas perdi a bolsa, pois as
aulas ainda não acabaram e a escola não quis
me dar uma declaração que comprovasse isso.
Alegaram que eu não tinha concluído o ensino
médio, pois ainda estava estudando. Vou ver se
consigo outras oportunidades, estou na lista
de espera do Sistema de Seleção Unificada, o
Sisu, possa ser que eu consiga”, acredita.

Raquel Andrade de Souza não conseguiu


alcançar a nota desejada para o curso de

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| GERAL
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Design de Interiores. A jovem se sentiu


prejudicada por não ter recebido todo o
conteúdo necessário para garantir a vaga.
“O professor não tem tempo suficiente para
passar o conteúdo completo que deve ser
aplicado, mas por outro lado eu procurei
estudar a partir do Pré-Seed, que é um
estudo preparatório para o nível superior
disponibilizado pelo governo, foi uma grande
ajuda. Mas se for relacionado somente à
escola, sim, me senti prejudicada”, declara.

SEED
De acordo com a diretora de Educação da
Seed, Gabriela Zelice, nenhuma escola, seja
ela pública ou privada, termina o conteúdo no
período em que o Enem acontece. Já sobre
a emissão do certificado que comprove a
conclusão do ensino médio, a diretora informa
que a prática é ilegal, e que só pode emitir
quando o aluno concluir o ensino médio. “O
conteúdo do Enem tem uma matriz específica
e bem ampla, não são conteúdos sequenciais,
por isso nenhuma escola termina os assuntos

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| GERAL
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| GERAL
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no período que o exame acontece. Em relação


ao documento, nós não podemos emitir o
certificado de conclusão de ensino médio para
o aluno que ainda está cursando, isso é contra
a legislação”, explica.

Gabriela informa que em todos os casos, a


Seed conversa com as universidades sobre o
prazo de matrícula, a fim de aguardar. Ainda
segundo ela, não há nenhuma notícia de aluno
que saiu prejudicado por falta de assistência
da Secretaria. A diretora conclui dizendo que
o que compromete o calendário letivo é a
paralisação dos professores.

SINTESE
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação
Básica do Estado de Sergipe – Sintese – respeita
a autonomia das escolas. O que vem interferindo
no ano letivo dos alunos são algumas questões,
a exemplo da reforma de algumas unidades
de ensino e os sábados letivos. Para o vice-
presidente do sindicato Roberto Silva, o aluno
tem direito a ter 200 dias letivos, o professor

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| GERAL
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deve assegurar isso. “É um compromisso que


o professor precisa ter mesmo participando
de movimentos, tem que assegurar as aulas”,
afirma.

O diretor de Comunicação do Sintese


Joel Almeida, informa que quem elabora
o calendário escolar é a própria escola.
Na rede estadual existem calendários
diferenciados, isto é, há escolas cujo ano
letivo encerra em dezembro e que já está
iniciando o ano de 2018 este mês. No
entanto existem escolas, boa parte delas
de ensino médio, que só encerram o ano de
2017 na primeira semana de março. “Há uma
tentativa da Seed de mudar o calendário das
escolas. Acho que isso pode acontecer com
um número razoável de escolas. Mas isso leva
tempo devido aos calendários. Há escolas que
passam muitos meses fechadas por motivo de
reforma. Atrasa tudo. Não dá para entrar em
um calendário único, a não ser que não cumpra
os 200 dias letivos”, esclarece o diretor.
Em relação aos alunos que saíram prejudicados

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| GERAL
8/8

no Enem devido ao atraso no término do ano


letivo, o diretor afirma que não vê, por parte das
escolas, nenhuma ação contrária no sentido de
que os alunos progridam nos seus estudos. Ele
acredita que se isso está ocorrendo, pode ter sido
por interferência da Seed.

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| GERAL
1/5

PAPO RETO:
câncer colorretal
pode ser fatal
A doença acomete
ambos os sexos

O mês de março é voltado à campanha de


prevenção do câncer colorretal, uma doença
maligna que atinge tanto o intestino grosso
quanto o reto. A cor escolhida para simbolizar a
causa é o azul marinho.

O câncer colorretal é uma patologia muito


frequente e está diretamente relacionado a
algumas situações do dia a dia. A estimativa
do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é
que, em 2018, 36.360 novos casos sejam
diagnosticados. Sendo 17.380 homens e
18.980 mulheres. Ele é o segundo tipo de
câncer mais comum entre as mulheres e o
terceiro entre os homens.

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| GERAL
2/5

CAUSAS
O coloproctologista Mário Augusto do
Nascimento Vidal explica que algumas
doenças podem ser diagnosticadas mesmo a
apresentação de sintomas. Elas são os pólipos
colorretais – lesões na superfície interna do
tubo digestivo –, que podem ser transmitidos
de maneira genética. O médico explica
também que há outros fatores de risco que
podem interferir no surgimento da doença.

“A obesidade é considerada um fator


de risco. A dieta rica em enlatados,
embutidos, com pouca fibra e pouca água.
E logicamente de maneira indireta, que
são as atividades físicas não praticadas,
trazendo um sedentarismo e, com isso, um
mau funcionamento do intestino. Outro fator
que muitas pessoas não levam em conta é o
tabaco. Além de ser ruim para o pulmão, ele
também é prejudicial para o intestino, assim
como a parte da bexiga. O uso abusivo de
corticoides, que é anti-inflamatório, também
leva ao surgimento do câncer”, informa.

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| GERAL
3/5

SINTOMAS
Mário informa que, nas mulheres, as terapias
de reposição de hormônio são benéficas do
ponto de vista de redução de danos para o
aparecimento do câncer colorretal. O sintoma
do câncer pode ser muito pequeno ou aparecer
em apenas em estágio avançado.

“O paciente pode ser oligossintomático,


que produz poucos sintomas, ou apresentar
algumas alterações na função intestinal. De
repente ele passa a evacuar mais vezes, de
repente menos vezes, isso de uma maneira
persistente. Depois de quatro semanas, já
implica obrigatoriamente na investigação pelo
especialista”, explica.

A modificação na forma das fezes, o tipo


das fezes e a mudança no período de evacuar
são fatores importantes. O coloproctologista
informa que muitas pessoas são levadas
à automedicação e acabam realizando o
diagnóstico errado. “Muitas pessoas têm
sintomas de sangramentos ou mucos, uma

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| GERAL
4/5
PIXABAY

dificuldade de
expulsão das fezes,
uma sensação de
sempre querer
defecar, com isso
são levadas à
automedicação,
com o diagnóstico
errado de
hemorroidas. Pode O câncer atinge o
ser engano e a intestino grosso e reto

pessoa pode ser


portadora de um câncer colorretal ou um pólipo
colorretal, que já é uma doença pré-neoplásica,
onde o diagnóstico precoce pode mudar muito a
vida do paciente”, alerta.

Ainda segundo o médico, muitos pacientes


se automedicam acreditando que possuem
hemorroida, quando na verdade pode ser algo
mais grave e que só pode ser diagnosticado
por um especialista. “Nem tudo que sangra é
hemorroida, não se deixe convencer. Vemos
muitas propagandas de pomadas para

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| GERAL
5/5

hemorroidas, mas só o médico pode definir


o que se trata”, alerta. Outros sintomas que
podem indicar o câncer são a perda de peso e
a diminuição do apetite. Sintomas gerais que
se agravam com o avanço da doença.

CÂNCER DE ÂNUS
Outro tipo de câncer que ainda é
considerado um tabu na sociedade,
principalmente entre os homens, é o câncer
reto anal – câncer de ânus. Há uma causa
deste câncer, que segundo o coloproctologista
é pouco falada. Mário relata que as pessoas
falam muito do câncer de colo de útero pelo
vírus do papiloma humano (HPV) e dão pouco
valor ao câncer de ânus, que é provocado pelo
mesmo vírus.

“É a mesma doença que acomete o colo


de útero e quando não diagnosticado, pouco
diagnosticado ou malconduzido, pode levar
ao câncer de ânus. Assim como o câncer de
pênis”, pontua.

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| GERAL

1/4
VIEIRA NETO

LEITORA DENUNCIA
COBRANÇA DE TAXA
INDEVIDA PELO CORPO
DE BOMBEIROS
O Pró-Solução é um canal criado pelo
CINFORM para ouvir as reclamações da
população e cobrar respostas do poder

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| GERAL
2/4

público. Esta semana, recebemos inúmeras


reclamações a respeito dos serviços prestados
pelo Corpo de Bombeiros de Sergipe. Segundo
os nossos leitores, taxas estão sendo cobradas
de forma indevida e a falta de fiscalização em
alguns imóveis põe em risco a população.

A leitora Olga Milstein conta que desde


dezembro de 2017 tenta receber o reembolso
de uma taxa de análise para aprovação de
projeto no valor de R$ 792,29. Após a primeira
vistoria feita pelos bombeiros, em agosto de
2017, Olga realizou as adaptações solicitadas,
mas durante a segunda vistoria foi pedida uma
análise do imóvel e o pagamento de uma taxa.

“Na segunda vistoria para constatar o


pedido atendido, pediram uma análise porque
eles decidiram fazer uma regularização.
Paguei a taxa que pediram e, após paga,
disseram que para aquele tipo de análise não
havia taxa”, denuncia. Apesar da regularização
já ter sido concedida pelo Corpo de Bombeiros,
Olga ainda tenta recuperar o dinheiro pago. Ela

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| GERAL
3/4

conta que já encaminhou ofícios ao Corpo de


Bombeiros, mas que o “empenho” ainda está
na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Procurada pela reportagem do CINFORM, a


assessoria do Corpo de Bombeiros esclareceu
que os valores das taxas cobradas têm como
base as Leis Estaduais nº 2.778/1989 e nº
4.183/1999. Segundo essas leis, há isenção
da taxa de vistoria e de Análise de Projetos
de Segurança Contra Incêndio e Pânico para
determinadas pessoas físicas e jurídicas, como
Microempreendedor Individual (MEI), templos
religiosos, partidos políticos e construções
com área menor que 750 metros quadrados.

A leitora protocolou a denúncia no Ministério


Público Estadual (MPE), que informou que a sua
Ouvidoria já está fazendo a análise do caso. Ainda
segundo a assessoria do MPE, os cidadãos podem
encaminhar denúncias com esta através do site.

RISCO DE INCÊNDIO
Uma leitora, que preferiu não se identificar,

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| GERAL
4/4

entrou em contato com a nossa reportagem


para denunciar que vários prédios antigos da
região central de Aracaju e do bairro São José
estão com a fiação exposta e antiga, além de
quadros de luz expostos. O que pode causar
um curto-circuito e até mesmo um incêndio.

DENÚNCIAS
Para relatar alguma irregularidade ao
CINFORM, basta enviar um e-mail para o
endereço: redacao@cinform.com.br. Os relatos
devem ser identificados com nome, sobrenome
e contato.

ATENÇÃO
PARA NAVEGAR PELOS LINKS E HIPERLINKS E
DESFRUTAR DOS RECURSOS DO ÍNDICE DE
PÁGINAS, BAIXE O LEITOR DE PDF GRATUITO,
ADOBE READER, NA SUA LOJA DE APLICATIVOS

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CULTURA
1/8

Fora de cena há
20 anos, Tim Maia
continua sendo um
dos artistas mais
respeitados do país
Músico ainda é a voz mais forte
do soul e do funk do Brasil

FREDSON NAVARRO | cultura@cinform.com.br

O cantor e compositor Tim Maia conquistou


uma carreira vitoriosa, fez sucesso durante
quatro décadas e aos 55 anos saiu de cena.
Morreu vítima de edema pulmonar no dia 15
de março de 1998, mas até hoje permanece
lendário, mitológico e memorável como a voz
mais forte e bem-sucedida do soul e do funk
do Brasil. Muitos artistas seguem a receita
deste músico carioca que traduziu o soul e o

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| CULTURA
2/8

funk norte-americanos

DIVULGACAO
para o idioma da música
brasileira e o têm
como maior referência.
Suas canções ficaram
eternizadas e continuam
inseridas nos repertórios
de quase todos os artistas
nacionais.

Lázaro Cruz recorda início


Tim é o responsável da carreira do cantor
pela introdução do estilo
soul na Música Popular Brasileira, reconhecido
mundialmente como um dos maiores ícones
da música no Brasil. Suas músicas eram
marcadas pela rouquidão de sua voz, sempre
grave e carregada, conquistando grande
vendagem e consagrando muitos sucessos.
Sua arte começou ainda na adolescência,
quando ‘brincava’ de fazer música com Jorge
Ben Jor e Erasmo Carlos. Aos 15 anos fundou o
grupo The Sputniks, junto com Roberto Carlos.

Em 1959, emigrou para os Estados Unidos,

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| CULTURA
3/8

onde teve seus primeiros contatos com o soul.


Ele se encontrou quando foi na fonte da música
negra-americana, bebendo do soul, do funk que
emergiu nos anos 1960 e do R&B propagado
pelo som da (gravadora) Motown. Na volta ao
Brasil, Tim se revelou um gênio ao misturar
tudo isso com os ritmos brasileiros. Juntou soul
com samba, soul com baião, soul com xaxado.
No início da década de 70 gravou seu primeiro
disco, intitulado Tim Maia, que, rapidamente,
tornou-se um sucesso país afora com músicas
como “Azul da Cor do Mar” e “Primavera”. Mais
tarde, o artista ainda misturou soul e funk com
a batida da disco music, fusão que deu o tom
festivo do álbum Tim Maia Disco Club (1978).

MODERNA MÚSICA NEGRA


“Além da voz potente e marcante, capaz de
atingir notas graves e agudas, com falsetes,
do groove e do swing de suas batidas que
oscilavam entre baladas e sons frenéticos,
do teor profundo ou extasiado de suas
composições, Tim Maia ficou marcado por ser
um dos principais responsáveis por inaugurar

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| CULTURA
4/8

o que ficou conhecido como a moderna música


negra brasileira”, explica o pesquisador de
Núcleo de Estudos Culturais da Universidade
Federal de Sergipe, Lázaro Cruz.

Lázaro recorda que o primeiro LP de


Tim trazia faixas bem dançantes e bem
arranjadas “como ‘Cristina’, e ‘Jurema’,
além de incluir também um grande teor
melancólico em ‘Você Fingiu’ e a clássica
‘Azul da Cor do Mar’, serviu para consolidar
a então novata cena de soul music
brasileira. Juntamente com Cassiano, Banda
Black Rio e Hyldon, Tim construiu um novo
espaço para o negro na música brasileira,
dissociando-o do samba”.

HITS ETERNIZADOS
O músico sergipano que é baterista da
banda Soul Caravan, Rafael Junior, disse
que Tim inseriu a soul music americana no
contexto da música brasileira, misturando a
‘importação’ com um tempero local.

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| CULTURA
5/8

“Não era apenas uma


cópia. Como amante

DIVULGACAO
de soul e black music,
o Tim não pode faltar
na minha coleção
de discos, junto com
outros baluartes do soul
brasileiro como Hyldon
e Cassiano, que eram
menos conhecidos mas
Alex Santana também
igualmente importantes. homenageia Tim Maia
Beberam da mesma
fonte. As canções de Tim Maia habitam o
imaginário popular e não podem faltar e estão
no repertório da Soul Caravan, o grupo que
se dedica à música negra dançante que todos
conhecem como funk-soul”, orgulha-se.

JUNÇÃO MUSICAL
O cantor Alex Santana também reserva um
espaço do repertório dos seus shows para
inserir canções de Tim Maia. “Me pediram
para montar um show em homenagem ao
Tim Maia e foi um grande desafio para mim.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 71


| CULTURA
6/8

Estudei a sua obra, fiz

DIVULGACAO
o show e foi sucesso.
O público pediu mais e
ficou impossível tirar as
suas músicas do show.
Mas antes eu já fazia
shows com canções
do Jorge Ben Jor, mas
fiquei muito fã do Tim
e sinto um grande
Rodrigo Bavaria faz
prazer em tocar as suas cover de Tim Maia
músicas. O Show é fácil,
cheio e hits e a cada dia descubro outro
sucesso dele e incluo no repertório”.

Alex reforça que Tim conseguiu unir a


música brasileira com a música de diversos
lugares do mundo. “Essa junção musical que
ele fez deu certo. Quem faz funk ou soul tem
uma influência de Tim Maia de alguma forma”.

COVER SERGIPANO
O sergipano Rodrigo Bavaria se apresenta
como cover de Tim Mais e faz sucesso. “O

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 72


| CULTURA
7/8

grande Sebastiao Rodrigues Maia foi uma figura


muito importante para o MPB. Sou um grande
fã e admirador dele e minha carreira como
artista começou com total influência de Tim. Foi
minha primeira experiência cantando e fazendo
apresentações quando eu nem imaginava que
poderia me tornar um cantor. Suas músicas são
universais e agradam diferentes gerações. É
muito raro tocar uma canção desse e as pessoas
não cantarem e dançarem juntos”, garante.
Rodrigo recorda como começou a ser cover do
Tim Maia. “Foi uma decisão em conjunto com
mais três amigos. Estávamos com um projeto de
uma banda para tocar funk/ soul/ black music e
nos deparamos com os discos do síndico. Nós já
conhecíamos os grandes sucessos, mas outras
canções não tão conhecidas nos encantaram
também, cheias de swing, com aquela voz
poderosa e a força dos ataques dos metais. Foi
unânime a decisão de fazer essa homenagem a
esse ícone da música”.

MUSICAL
O cantor e ator Tiago Abravanel protagonizou

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 73


| CULTURA
8/8
8/10
DIVULGACAO

Tiago
Abravanel fez
sucesso com
interpretação
de Tim Maia
no teatro

‘Vale Tudo, o Musical’, de Nelson Mota, e ganhou


destaque pela interpretação no teatro em 2012.
“Estudei e mergulhei na música dele graças aos
amigos com quem Tim dividiu o palco, como
Roberto Carlos e Ivete Sangalo. Sem dúvida foi
o divisor de águas na minha pequena carreira.
Eu sou eternamente grato por tudo o que ele
me proporcionou e viver esse personagem foi
um desafio gigante. E pessoalmente falando me
trouxe o presente de me encontrar dentro da
música, de acreditar que é possível fazer e viver
dela”, vibra.No fim de 2017, Tiago gravou uma nova
versão de ‘Não Quero Dinheiro’ e fez uma nova
roupagem da faixa eternizada na voz do ‘síndico’.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 74


ESPORTE
1/2

Sergipe visitou
o Boca e trouxe
vitória por 3 a 0
FSF

100%: Itabaiana
lidera hexagonal
Sergipão 2018 está em sua fase semifinal e os
dois melhores classificados disputarão o título

Com a vitória do Sergipe por 3 a 0 sobre o


Boca Junior, em Estância, a segunda rodada do
hexagonal do Sergipão 2018 foi praticamente
fechada, faltando apenas o jogo entre Olímpico
e Confiança, que acontece na próxima quinta,
15, em Itabaianinha.

Mas com a vitória sobre o Lagarto por 2 a 0,


o Itabaiana, que jogou fora de seus domínios
no último sábado, 10, não pode ser mais
alcançado quando a segunda rodada terminar,

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 75


| ESPORTE
2/2

uma vez que o time agresteiro é o único com


duas vitórias em duas partidas na atual fase
do campeonato. Dessa forma, com 6 pontos,
o Itabaiana lidera a competição, seguido por
Sergipe, que tem 4. Olímpico e Confiança, que
ainda se enfrentam, têm 1 ponto cada, igual ao
Lagarto, que tem um jogo a mais. Por último
está o Boca Junior, que ainda não pontuou no
hexagonal.

E a terceira rodada promete: o Boca Junior,


tentando se reabilitar, recebe o Lagarto no
sábado, 17, às 15h35. O Itabaiana enfrenta em
casa o Olímpico, no domingo, 18, às 17h. E a
grande partida da terceira rodada será mesmo
o confronto entre Confiança e Sergipe, na
Arena Baistão, também no domingo, às 17h. A
depender dos demais resultados pode ser uma
partida que valerá a liderança da competição,
lembrando que os dois melhores classificados
disputarão o título do campeonato sergipano
em seu centenário.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 76


ANDERSON CHRISTIAN EDIÇÃO 1822

LITERALMENTE DA
BEIRA DA ESTRADA
ALGUMAS HISTÓRIAS DE GENTE QUE CRIOU
A FAMÍLIA VENDENDO PRODUTOS ÀS MARGENS
DAS RODOVIAS ESTADUAIS

Retratação de Diego Rios em relação ao Vereador Sérgio Vieira P. 103


|

ÍNDICE
CLIQUE E ACESSE

INTERIOR | Anderson Christian –


Culpar a quem? 80

POLÍTICA
Vereadores de Riachão devem pedir
impeachment de Gerana Costa 85
“Itabaiana pode eleger três deputados
estaduais”, garante Talysson 89

GERAL
Comércio a céu aberto 94
Rodovia do Choque:
problema sem solução 100

Allisson Bonfim Diretor Comercial


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| | OPINIÃO
1/4

Anderson Christian
INTERIOR

Culpar a quem?
Aproveitando gancho do deputado Jairo
de Glória (PRB), que lançou em suas redes
sociais um vídeo questionando o fato de
uma obra de ginásio esportivo, no povoado
Umbuzeiro do Matuto, estar parada, sem
que o aparelho esportivo fique pronto
e à disposição da população, traz uma
constatação: não se pune quem pune a
população com descaso.

No caso do ginásio, em Poço Redondo,


o que se verifica é que a empresa
vencedora da licitação abandonou a obra
e, infelizmente, tudo fica por isso mesmo.
O prefeito reclama, o deputado reclama, as

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 80


| | OPINIÃO | INTERIOR
2/4

reclamações vão a Ministério Público, que


oferta à Justiça a denúncia, o processo, se
instaurado, leva anos e anos com os réus
recorrendo e o ginásio segue lá, parado, sem
servir para nada – a não ser que alguém
considere o consumo de drogas uma obra
inacabada como sendo algo digno de nota...

Mas o caso relatado se trata apenas


de um exemplo. São muitas as obras que
não terminam por razões diversas. Mas o
cerne da questão, que é o gasto de dinheiro
público em algo não finalizado, sempre
fica meio que perdido. A sensação é que a
população nem se indigna mais. E isso, em
tempos de internet ao alcance de todos, é
um grande absurdo. Quando os cidadãos se
derem conta do poder que possuem, fizerem
vídeos e mais vídeos de obras abandonadas,
quem sabe as nossas autoridades se darão
ao trabalho de não apenas identificar os
culpados, mas também forçar a conclusão
delas, de forma a garantir que a população,
finalmente, seja a grande beneficiada.

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| | OPINIÃO | INTERIOR

Pauliceia
Chegou de São Paulo com boas novas na
bagagem o prefeito de Lagarto, Valmir Monteiro
(PSC): empresas da área de saúde foram
contatadas para se instalar no município.

Brincar com fogo


A prisão de Gildeon Ferreira, ex-prefeito do Geru,
mostra o quanto a sensação de impunidade
grassa. Ele foi preso “apenas” por não cumprir
condenação imposta pela Justiça.

Presente
Anderson de Zé das Canas (MDB), em virtude de
fortes chuvas em Frei Paulo, visitou comunidades
atingidas. Fez o que muito prefeito nem faz!

Soma
Jeane da Farmácia (PR), líder em Aparecida,
confirmou: apoia Talysson de Valmir, também do
PR, na busca de vaga na Alese.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 82


| | OPINIÃO | INTERIOR

Tchau!
Os boatos são fortes em Lagarto: Fábio Reis,
atualmente no MDB, pode sim mudar de partido
para as eleições de 2018.

Olá!
Possibilidade de migração de Sukita do governo
para oposição deixará a política de Capela
“doidinha”, pois ninguém sabe o que fará o ex-
prefeito Ezequiel Leite (PR).

Aracajuana
A freipaulistana Josefa Ayris de Goes, que foi
secretária de Assistência Social de Aracaju, na
gestão Welington Paixão, recebe Título de Cidadã
Aracajuana nesta terça, 13.

Sem rumo
Jeferson Santana (MDB) até tenta, mas esse seu
segundo mandato como prefeito de Maruim só
tem uma classificação: desastroso.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 83


|

POLÍTICA
DIVULGAÇÃO

1/4

A prefeita é do partido Avante, que antes recebia o nome de PTdoB

Vereadores de
Riachão devem pedir
impeachment de
Gerana Costa
Recentemente os mesmos
solicitaram uma CPI para investigá-la

Os vereadores da oposição de Riachão do


Dantas: Genaro de Bodó, Tarcísio Almeida

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| | POLÍTICA
2/4

e Ninito do Curralinho, devem solicitar nos


próximos dias o impeachment da prefeita do
município, Gerana Costa. Ela foi acusada de
cometer irregularidades na sua administração.

Os parlamentares preferiram não detalhar o


caso, para que não interfira nas investigações.
Tarcísio Almeida (MDB) explica que nos
próximos dias o pedido do impeachment deve
ser apresentado. “Eu sugeri que abrisse uma
CPI, mas na realidade vamos dar entrada com
um advogado pedindo o impeachment da
prefeita. Nos próximos dias será feito o pedido.
Preferimos não falar mais detalhes de início,
para que não atrapalhe o processo. O pedido
dará certo, com certeza”, esclarece.

Genaro de Bodó (PSB) informa que o pedido


de impeachment contará com o apoio dos
vereadores da oposição. “Temos em mente
outro procedimento, não mais a CPI, mas
sim o impeachment. Nos reunimos os sete
vereadores da oposição e vamos dar início. É
algo que já tem sido discutido”, diz.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 86


| | POLÍTICA
3/4

Ninito Curralinho (PTC) declara que há


provas concretas que acusam a prefeita. Ele
afirma que a solicitação do pedido foi adiada em
virtude de um acidente ocorrido no município
na semana passada, mas será retomada nos
próximos dias. “Temos provas suficientes para
colocar as coisas para frente. Com o acidente
que ocorreu recentemente aqui na cidade, onde
um ônibus que transportavam idosas caiu em
uma ribanceira, o foco foi para isso. Mas essa
semana acredito que daremos início ao pedido
de impeachment”, afirma.

A reportagem do CINFORM tentou falar com


a prefeita Genara Costa, mas a mesma não
atendeu os telefonemas.

CPI
No mês passado, os vereadores solicitaram
a abertura de uma Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI), para investigar os pagamentos
realizados pela prefeita a uma empresa
transportadora de carne abatida. Segundo
eles, o valor pago no veículo não corresponde

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 87


| | POLÍTICA
4/4

aos dados fornecidos pela Secretaria de


Transporte do Município.

Os vereadores acusam a administração de


ter utilizado um carro que custou um valor
significativamente inferior ao que foi informado.
Eles denunciam também que o número de carros
locados tem aumentado, enquanto a frota efetiva
está sendo sucateada. Outra denúncia realizada
pelos vereadores foi o sumiço de um caminhão
de lixo adquirido na última gestão que, segundo
eles, desapareceu da cidade há mais ou menos
uns oito meses. A prefeitura informa que o
caminhão chegou da revisão e voltou porque não
estava em condições.

ATENÇÃO
PARA NAVEGAR PELOS LINKS E HIPERLINKS E
DESFRUTAR DOS RECURSOS DO ÍNDICE DE
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| | POLÍTICA
1/5

“Itabaiana
pode eleger
três deputados
estaduais”,
garante Talysson
Filho do prefeito do município é pré-
candidato, deve disputar votos com Maria
Mendonça e Luciano Bispo

Talysson de Valmir de Francisquinho é


um jovem de 26 anos que pode surpreender
nas eleições estaduais deste ano. O filho do
prefeito de Itabaiana pretende disputar uma
cadeira na Assembleia Legislativa de Sergipe
e deve disputar votos com os deputados
estaduais Luciano Bispo (MDB) e Maria
Mendonça (PP), mas garante que os eleitores
da região podem eleger três deputados.
Talysson chegou a lançar uma pré-candidatura
a deputado estadual no ano passado, mas

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| | POLÍTICA
2/5
DIVULGAÇAO

Jovem participa ativamente das campanhas de Valmir desde 2012

desistiu e está se dedicando ao novo projeto.

“Tínhamos o sonho de Itabaiana e o Agreste


voltarem a ter um representante na Câmara
Federal, o que não acontece há alguns anos
[Eduardo Amorim e José Carlos Machado
foram deputados entre 2006 e 2010]. Depois
retiramos o nosso nome por entendermos
que não poderíamos caminhar sem haver uma
definição das candidaturas majoritárias do
agrupamento de oposição. Com o rompimento
que aconteceu em Itabaiana, após vereadores
ligados à deputada Maria votarem na chapa
que fazia oposição ao meu pai na eleição da
Câmara do município, começou um clamor

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 90


| | POLÍTICA
3/5

do nosso grupo para que eu colocasse meu


nome à disposição para concorrer a uma vaga
na Alese e desenvolver um trabalho na mesma
linha de fazer política que o meu pai tem
seguido” explica.

Filiado ao PR desde 2011, Talysson disse


que pretende seguir os passos do seu pai na
política. “Tenho a convicção de que o povo
sergipano está cansado de tantas promessas.
Meu pai tem mostrado uma forma diferente
de lidar com o que é público, tanto é que
ele é o gestor mais bem avaliado da história
da cidade, sendo também o cidadão que
mais recebeu votos em todos os tempos em
Itabaiana. Sergipe tem entendido que merece
um pré-candidato que siga o mesmo perfil de
trabalhar, trabalhar e trabalhar”.

ADVERSÁRIOS
Questionado sobre a possibilidade de haver
um entendimento político e reconciliação
entre seu pai e a deputada Maria Mendonça,
que eram aliados históricos, e de Valmir

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 91


| | POLÍTICA
4/5
DIVULGAÇAO

de Francisquinho
desistir de lançar a
candidatura do filho
e apoiar mais uma
vez sua ex-aliada,
Talysson foi direto:
“Não existe essa
possibilidade”.

Mas o pré-
candidato garantiu
que é possível que “Sergipe está afundado
o município eleja em dívidas por conta da
negligência dos deputados”
três deputados
estaduais. “Quanto
mais representatividade quem ganha é o povo.
Em outros momentos, quando o eleitorado era
menor, Itabaiana já teve três agrupamentos
políticos nas ruas pedindo votos para
deputado estadual e os três obtiveram êxito.
Em 2002 Arnaldo Bispo, Maria Mendonça e
Zé Milton foram eleitos em um cenário com
pouco mais de 40 mil eleitores. Hoje, temos
aproximadamente 65 mil”, reforça.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 92


| | POLÍTICA
5/5

PLANOS PARA O FUTURO


Talysson disse que seu desejo de entrar na
política existe desde quando ele era criança.
“Cresci acompanhando e admirando meu pai e,
desde pequeno, sempre participei ativamente
das campanhas dele. Nas eleições de 2012,
2014 e 2016 eu estive coordenando junto a ele
e quando o exemplo é bom, deve ser seguido.
Muitos políticos de Sergipe seguem o exemplo
do meu pai, eu que sou filho, serei o primeiro a
seguir os passos dele”, orgulha-se.

O jovem faz uma avaliação do cenário político


e econômico do estado e faz planos. “Hoje
Sergipe está afundado em dívidas por conta
da negligência da maioria dos deputados.
Fiscalizar e ver para onde os recursos estão
indo, principalmente os de empréstimos, é
algo que deve ser feito diariamente por cada
parlamentar. Nenhum deputado é obrigado
a votar a favor de empréstimo nenhum, mas
a partir do momento que vota assume um
compromisso, está obrigado a fiscalizar e
também prestar contas”, finaliza.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 93


|

GERAL
1/5
ANDERSON CHRISTIAN

Na simplicidade de Emília, dez filhos


criados com vendas na rodovia

COMÉRCIO A
CÉU ABERTO
Vendas de produtos em estradas
sergipanas é uma tradição e movimenta
economia de municípios

A expressão “beira de estrada”, geralmente,


é usada para classificar algo de pouco valor.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 94


| | GERAL
2/5

Além do preconceito explícito, a utilização


de forma pejorativa desse termo se constitui
em uma grande ignorância, uma vez que, ao
longo das margens das rodovias estaduais, a
depender da região, produtos agrícolas, em
sua maioria, da fruticultura, do extrativismo
e mesmo da pesca são de qualidade e, para
completar, ajudam no sustento de milhares de
famílias sergipanas.

Um exemplo flagrado pela reportagem do


CINFORM foi a comercialização de produtos
às margens da SE-100, a rodovia Cesar Franco,
que liga as cidades de Barra dos Coqueiros a
Pirambu. Mãe de dez filhos, Maria Emília é um
exemplo vivo de que esse tipo de comércio tem
pujança e importância.

“Vendo na estrada desde que me entendo


por gente. Vendo caranguejo, mangaba, ostra.
E tudo o que ganho aqui vai para cuidar da
família”, diz Emília, que trabalha em um barraco
construído em frente a sua casa. “Construímos
com o dinheiro daqui”, festeja.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 95


| | GERAL
3/55/6
ANDERSON CHRISTIAN

José Andrade: de pais para o filho, a tradição segue em frente

TRADIÇÃO FAMILIAR
Já José Andrade revela uma outra faceta do
comércio. “Meu pai e minha mãe tiveram quatro
filhos. E criaram a gente vendendo mangaba.
Hoje, minhas irmãs me repassam a produção de
mangaba no terreno da nossa família e eu faço
a venda. Meus pais se aposentaram. Quando eu
me aposentar, meu filho pode seguir o negócio”,
historia Andrade. “A gente não fica rico. Mas
também não fica pobre, pois é trabalho honesto
e certo”, divert-se.

Nadir Bispo é outra vendedora de mangaba


que se orgulha da vida que leva. “São 30 anos

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 96


| | GERAL
4/5
6/6
ANDERSON CHRISTIAN

Nádia tem nada menos do que 30 anos


comercializando à beira da estrada

fazendo isso. E o dinheiro dá para comprar um


chinelo pra um menino, um livro pra outro. E
o principal, dá para garantir o pão”. Ela explica
como funciona a produção. “Meu marido
cuida de um terreno aqui que, lá no fundo, tem
mangaba. E a gente tem um terreno nosso
cheio de mangabeiras. Não falta nunca, graças
a Deus”.

Enquanto isso, recém separada e com três


filhos para criar, Jô da Silva é a disposição em
pessoa. “Faço malhada, trabalho no sítio com
meu pai e venho vender aqui também”, diz a
orgulhosa dona de uma pequena quitanda,

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 97


| | GERAL
5/5
5/6
ANDERSON CHRISTIAN

Jô da Silva é mãe, dona de casa, lavradora


e vendedora, tudo com a maior disposição

com jenipapo, macaxeira, acerola, seriguela


e, claro, muita mangaba. E ainda dá tempo
de outros afazeres. “O senhor me desculpe a
pressa, mas é que eu tô com comida no fogo”,
diz Jô, correndo para a cozinha para garantir o
almoço dos filhos.

Diante de tantas histórias de vida que


se confundem com a atividade econômica
realizada à margens de rodovias, talvez seja
melhor repensar a forma como se usa a
expressão “de beira de estrada”...

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 98


|

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 99


| | GERAL
1/3
GOOGLE MAPS

Moradores ainda seguirão com postes apagados na Colônia 13

Rodovia do Choque:
problema sem
solução
Trecho duplicado, que atravessa Colônia 13,
não será aceito pela prefeitura. “O governo
estadual que resolva o problema que ele
mesmo causou”, diz prefeito

Após reportagem publicada na edição 1821


do CINFORM, demonstrando que moradores
da Colônia 13, em Lagarto, corriam risco de
vida por conta de postes eletrocutados na

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 100


| | GERAL
2/3
ARQUIVO CINFORM/ARTHUR LEITE

av. Santa Luzia, que é um


trecho da Rodovia Antônio
Martins de Menezes, a SE
270 – que, ao que tudo
indica, matou um cavalo
com forte descarga elétrica
–, o governo do Estado
resolveu agir, finalmente.
Valmir Monteiro diz que
“Recebemos um ofício governo tem que resolver
os problemas
do governo dizendo que irá
repassar para a prefeitura o local. Agora vamos
esperar um posicionamento da prefeitura”,
Aroldo Costa Monteiro, presidente da Cercos,
cooperativa que distribui energia na localidade.
Além disso, uma dívida de aproximadamente
R$ 90 mil, por conta de atrasos no pagamento
pela energia fornecida pela Cercos, pode ser
equacionada. “Já conversamos com o secretário
de Infraestrutura (Valmor Barbosa) e temos
nova reunião essa semana para que eles digam
como vão pagar”. E esse encaminhamento na
busca de resolver o problema na Colônia 13 se
faz urgente: para que os postes não causem

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 101


| | GERAL
3/3

eventuais choques em pessoas ou animais, a


Cercos se viu obrigada a desliga-los. Só que, por
outro lado, isso causa o transtorno da avenida
estar, em grande parte, às escuras.

NÃO QUER
Mas há um empecilho na atitude do governo:
a prefeitura de Lagarto não deve aceitar
assumir o local. “Me lembro na época da
inauguração, quando nós ajudamos no que
era possível, pois eu estava prefeito em meu
primeiro mandato. E quando fui propor para
que ficasse registrado esse apoio que demos,
recebi a resposta de que a obra só levaria
o nome do governo e pronto”, revela Valmir
Monteiro (PSC), prefeito de Lagarto.

“Se não podia na época, porque agora


querem passar para a prefeitura? Agora, depois
de deixarem lá tudo largado, se deteriorando
e sem manutenção, querem passar para a
prefeitura? Não aceitarei, não. O governo que
resolva o problema que ele mesmo causou”,
finaliza Valmir Monteiro.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 102


| | GERAL
1/2

Processo nº: 201774000896


Natureza: Representação Criminal – Queixa-Crime
Querelante: Cecílio Sérgio Vieira Gomes
Advogados(a) Romeu Gomes de Aguiar Neto –OAB/SE 2867
Querelado(a) Diego Rios Sátrios de Moraes
Advogado(a) Cristobaldo Alves dos Santos – OAB/SE 2007
Data e horário: 01 de março de 2018, às 11:00 horas
Promotora de Justiça: Joelma Soares Macêdo de Santana
Juiz de Direito: Roberto Flávio Conrado de Almeida

TERMO DE AUDIÊNCIA
Ao pregão responderam: Ausente, justificadamente, a
representante do Ministério Público, que encontra-se
acumulando com outra Comarca, conforme ofício e por-
taria retros. Presentes o querelante Cecílio Sérgio Vieira
Gomes, acompanhado do Advogado Romeu Gomes de
Aguiar Neto, OAB/SE 2867 e o querelado Diego Rios
Sátrio de Moraes, acompanhado do Advogado Cristob-
aldo Alves dos Santos, OAB/SE 2007. Aberta a audiên-
cia, tentada conciliação, o querelado retratou-se nos se-
guintes termos: ‘’Que se retrata da publicação postada
no jornal CINFORM de 05 a 11 de junho de 2017, refer-
ente ao Vereador Sérgio Vieira do município de Maruim/
SE, no tocante ao suposto envolvimento dele em coop-
erativa clandestina de táxi; doação de terrenos perten-

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 103


| | GERAL
2/2

centes à União e compra de votos na eleição de 2016’’.


O querelado compromete-se a publicar o presente termo
de audiência no CINFORM/CADERNO MUNICÍPIOS, com
uma chamada na capa da página do referido caderno,
com os seguintes dizeres: ‘’Retratação de Diego Rios em
relação ao vereador Sérgio Vieira’’, no prazo de 30 (trin-
ta) dias, a contar desta data. A aceitação da retratação
por parte do querelante implicará na renúncia ao direito
de queixa, bem como a qualquer indenização de nature-
za cível acerca dos fatos constantes da Queixa-Crime.
Ouvido o querelante, este concorda com os termos da re-
tratação acima descrita. Pelo MM. Juiz foi dito:
‘’Diante da retratação aceita pelo querelante, extingo a
punibilidade do querelado, nos termos do art. 107, incisos
V e VI, do Código Penal, homologo a presente composição
civil, nos termos do art. 74 da Lei 9.099/95 e, determi-
no o arquivamento do feito, nos moldes do art. 522, do
CPP. Presentes intimados. Intima-se a representante do
Ministério Público e arquivem-se’’. Nada mais, determinou
que se encerrasse o presente termo que lido e achado con-
forme segue por mim assiando. Eu, _ _ _ _ _, Técnico (a)
Judiciário (a) a seu cargo, que digitei e subscrevi.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 104


Emprego
EDIÇÃO 1822

FAÇA SEU DINHEIRO


TRABALHAR PRA VOCÊ

Saber investir corretamente


pode ser a diferença entre ter ou
não sucesso na vida financeira
Emprego

ÍNDICE
CLIQUE E ACESSE

Faça o seu dinheiro trabalhar


por você: invista! 107
Milla Cerqueira - DIREITO E STARTUP -
Comunicação na Era Pós Digital 115
NOTAS 118
Classificados CINFORM 120

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Emprego
2/9

Faça o seu dinheiro


trabalhar por você:
invista!
Conheça as maneiras de
lucrar guardando dinheiro

JULIA FREITAS E JULIANA PAIXÃO | redacao@cinform.com.br

Juntar dinheiro é a promessa de fim de


ano que boa parte dos brasileiros faz. Porém,
cumpri-la já é uma tarefa um pouco mais difícil.
A falta de educação financeira no país faz com
que muitas pessoas não saibam que dinheiro
pode produzir mais dinheiro. Nessa edição
do CINFORM você vai aprender como fazê-lo
trabalhar a seu favor.

As formas de investimento são variadas, o


economista Luís Moura explica que é possível
escolher a melhor de acordo com o perfil
do investidor. “A decisão de investimento
depende de muitas variáveis: o quanto a

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 107


Emprego
3/9

pessoa quer investir, qual o

VIEIRA NETO
perfil da pessoa e ainda ter
um conhecimento mínimo
do que ele pode ganhar em
cada aplicação financeira. O
melhor parâmetro para isso é
através da inflação, qualquer
investimento que você vá
fazer o ganho deve ser maior Luís Moura, economista
que a inflação porque senão
você estará perdendo dinheiro”, comenta.

COMO INVESTIR
Em um país como o Brasil, em que as taxas
de juros são altas, investir em títulos que os
rendimentos são acrescidos por juros pode
ser uma ótima saída para quem tem algum
dinheiro parado e quer ter rendimentos
maiores do que o oferecido pela Poupança.

Ao contrário da Bolsa de Valores, onde


há influência de inúmeros fatores na queda
ou subida dos papéis, bancos e financeiras
oferecem algumas opções de investimento

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Emprego
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com baixo risco e, até mesmo, com


remunerações isentas do Imposto de Renda
(IRPF). Quando um investidor decide comprar
títulos públicos, ele está emprestando
dinheiro para o governo para que ele
financie atividades específicas (construção
civil, atividade agropecuária etc.) ou áreas
essenciais, como a educação.

Preferida pela grande maioria dos


brasileiros, 76% em 2016, segundo uma
pesquisa da Federação do Comércio do
Estado do Rio de Janeiro, a Poupança
tem um rendimento muito baixo quando
comparado aos demais investimentos. Sua
variação é de 0,5% mais a Taxa Referencial
(TR), que é calculada a partir da captação
do Certificado de Depósito Bancário (CDB)
das 30 principais instituições financeiras
do país. Em 2017, foi registrado o melhor
rendimento em 11 anos da Poupança, 3,88%
ao ano, já descontada a inflação. Outra opção
de investimento é o Tesouro Direto. Com um
investimento mínimo de R$ 30,00, o investidor

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Emprego
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pode optar entre duas formas

DIVULGAÇÃO
de compra desses títulos que
podem render até 9,69% ao
ano. Ele pode participar de
um fundo que já invista no
Tesouro Nacional em que
a compra é feita por um
administrador profissional, ou
ele pode optar por comprar Tanise Carvalho
conheceu outras
diretamente na Secretaria do formas pela internet
Tesouro pela Internet.

No Tesouro Direto existem investimentos


de médio e longo prazo. Então, para ajudar o
futuro investidor a descobrir qual o seu perfil
e qual tipo de investimento é mais indicado
para ele, foi criada a ferramenta “Orientador
Financeiro”. Com a resposta de algumas
perguntas, a ferramenta indica opções de
investimento alinhadas com os objetivos
financeiros do investidor.

A desenvolvedora de software Tanise


Carvalho investe no Tesouro Direto há algum

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Emprego
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tempo. Decepcionada com os rendimentos


da Poupança, ela conheceu outras formas de
investimento através da internet. “Eu colocava
meu dinheiro na poupança, mas achava muito
frustrante ver ele lá parado sabendo que
existiam outras opções com liquidez diária.
Mesmo o rendimento do Tesouro Direto sendo
baixo, ainda é maior que a poupança e uma
excelente opção para quem não tem tempo
de ficar estudando e controlando outros
investimentos de alto risco”, comenta.

Segundo Luís Moura, o único risco do


Tesouro Direto é caso a inflação sofra um
aumento que fará com que o rendimento seja
menor. “Se tudo correr bem e você comprar
um título no Tesouro Direto, ao final de doze
meses você terá ganho a diferença entre a

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Emprego
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Taxa Selic e a inflação. Como esse tipo de


investimento é um título de garantia, ou seja,
você não vai perder porque o Tesouro vai
honrar esse título. O maior risco é a inflação
crescer e essa diferença diminuir”, explica.

OUTRAS FORMAS DE INVESTIR


Ainda há investimentos que podem ser feitos
diretamente nas agências bancárias, como a
Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Esse tipo
de título tem como garantias as hipotecas e
alienação fiduciária de um imóvel. Ao comprar
esse título, o investidor recebe juros por
estar emprestando
dinheiro aos bancos.
PAI ANTHONY
DE OXALÁ
Desde 2004 este
Trabalhos e consultas, búzios,
tipo de investimento amarração amorosa, afastamento
é isento do Imposto de pessoas indesejadas, limpeza de
residência e comércio, problemas na
de Renda, no entanto, justiça. A FÉ É A CAPACIDADE DE
TRANSPORTAR O IMPOSSÍVEL
ele tem um prazo PARA SE CONSTRUIR O
POSSÍVEL. Whatsapp: (79) 9158-
mínimo de dois 7865/99946-6207 98151-
meses e o máximo 2050/98849-1699 Facebook
@Anthonysantos555
de 25. Outra forma

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Emprego
8/9

de investimento

DIVULGAÇÃO
oferecida pelos bancos
é a Letra de Crédito do
Agronegócio (LCA). Esse
tipo de investimento
ajuda os bancos a
financiar a atividade
agropecuária nacional,
com o financiamento
de máquinas agrícolas.
Gabriel Veras trocou a Bolsa de
Mas para fazer esse Valores pelos títulos de renda fixa
tipo de investimento,
é necessário desembolsar um valor mínimo
de R$ 10 mil e verificar a disponibilidade
de direitos e créditos relacionados a essa
atividade no banco.

Gabriel Veras começou a investir na bolsa


de valores porque estava com dinheiro
parado e tempo de sobra, mas decidiu migrar
para os títulos de renda fixa porque a rotina
da bolsa era muito cansativa. “Fui para
renda fixa porque cansei de trabalhar com
a bolsa. Era preciso ficar de olho nas ações,

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Emprego
9/9

da hora que abre até o fechamento da bolsa.


Já no caso de investimentos simples, como
o LCI e o LCA, você não tem dor de cabeça,
não precisa ter nenhum conhecimento na
área, o risco é mínimo e o lucro garantido”,
comenta. Tanto a Poupança quanto o LCI
e o LCA são isentos de Imposto de Renda,
mas o investidor precisa estar atento aos
prazos mínimos e máximos para retirada
dos rendimentos de cada um desses
investimentos.

INVESTIR É DIFÍCIL
O economista, Luis Moura, comenta que o
brasileiro investe pouco e explica o porquê.
“As pessoas no Brasil não investem muito,
primeiro porque ganham muito pouco, em
média dois salários mínimos, e sobra muito
pouco para fazer qualquer tipo de reserva.
Quando sobra dinheiro é usado para pagar
dívidas. O investimento do brasileiro é o
FGTS, que ele é doido para mexer, mas só
pode retirar quando for demitido ou quando
for comprar um imóvel”, destaca.

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Emprego
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MILLA CERQUEIRA
DIREITO & STARTUP

Comunicação na
Era Pós Digital
Elon Musk, empresário visionário, co-fundador
do PayPal, CEO da SpaceX e Tesla Motors,
descreve seu primeiro erro de liderança como
uma falha de comunicação. Ele aprendeu uma
lição importante: “A primeira suposição que
fazemos é que outras pessoas se comportarão
como nós. Mas isso não é verdade. Mesmo
que eles se comportem como você, elas não
terão necessariamente a mesma informação e
conteúdo que você tem em mente”, disse Musk.

Os dias de contar histórias através de


pinturas rupestres acabou há muito tempo.

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Emprego DIREITO & STARTUP
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À medida que mais e mais empresas contam


com a tecnologia, comunicar-se através do tele
trabalho, sistemas de suporte ao cliente on-line
e treinamento via Webinars, virou rotina.

A reflexão a ser feita é: Nos negócios ou


na vida pessoal, como melhorar e adequar a
sua capacidade de comunicação nessa nova
Era? Vejamos:

O que a comunicação parece na vida


cotidiana? Uma pessoa usa palavras, linguagem
corporal e pistas não verbais para que as
pessoas conheçam os seus pensamentos
e sentimentos. É um conjunto de fatores e
há uma razão pela qual fazemos isso todos
os dias: a comunicação é um componente
valioso e necessário para construir e manter
relacionamentos interpessoais.

Os especialistas em mídia social fazem um


bom trabalho explicando a importância da
escuta ativa. Os ouvintes ativos são atentos
e empáticos, o que leva a uma conversa mais

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Emprego DIREITO & STARTUP
3/3

significativa. No mundo dos negócios, é possível


fazer isso convidando os clientes a interagir e
comentar através do envio de feedbacks.

Bem, os tempos estão mudando. À medida


que a tecnologia se desenvolve e os estilos de
comunicação convergem, as linhas divisórias
entre a comunicação digital e a comunicação
tradicional estão se dissolvendo, isto é,
tornando-se uma unidade. É fácil sentir-se
incomodado com vasta interação digital. Afinal,
quem quer conversar com um robô? Mas dê
um passo para trás e lembre-se de que há outra
pessoa do outro lado da web.

O desafio da boa comunicação proposto


por Elon Musk é: colocar-se no lugar do outro
e pensar como isso soa para ele, tentando
compreender o que ele sabe, em qualquer que
seja a forma de comunicação.

lMilla Cerqueira Fonseca é advogada,


palestrante e consultora.

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Emprego
CÂMARA DE FEIRA TEM CONCURSO 1/2
ASCOM
PF

A Câmara de Feira de Santana, na Bahia, tem


concurso para 37 vagas de nível médio e superior.
Analista de Sistemas em Rede (2); Auxiliar
Legislativo II - Administrativo (15); Contador (2);
Fotógrafo Legislativo (1); Intérprete de Libras
(2); Motorista (5); Procurador Jurídico Adjunto
(1); Redator de Debates (5); Redator de Notícias
(2); e Técnico de Suporte em Informática (2)
compõem as vagas, com carga horária de 30h
semanais e o salário entre R$ 1.049,14 e R$
2.640,63. Inscrições no site www.ibfc.org.br até
9 de abril. O valor da inscrição é de R$ 44,00,
médio, e R$ 74,00, nível superior.

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Emprego
UFAL TEM QUATRO VAGAS 2/2
UFAL

A Universidade Federal de Alagoas – UFAL –


está com processo seletivo para contratação
temporária por tempo determinado de Técnico
Especializado em Linguagem de Sinais Libras,
com quatro vagas para os Campi A.C. Simões
Maceió e Sertão Sede - Delmiro Gouveia, no
regime de trabalho de 40 horas semanais com
remuneração equivalente a R$ 4.180,66. As
inscrições serão recebidas através do endereço
eletrônico www.copeve.ufal.br/sistema até o dia
20, com taxa no valor de R$ 90,00.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 119


Emprego
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REPRESENTANTES DO
PRECISA-SE RAMO DE CONSTRUÇÃO CIVIL
Empresa de Salvador contrata repre-
sentantes do ramo da construção civil,
WEB DESIGNER ambos os sexos, para atuar em Aracaju.
Profissional com conhecimentos em Ajuda de custo + benefícios. Currículo
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Admite-se designer gráfico, prefer-
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Ambos os sexos. Vendas por telefone. Publicidade e Propaganda, Designer
Seleção: Segunda, 12/03/2018, a Gráfico e similares, com bom conhe-
partir de 13h. Local: Rua Laranjeiras, cimento em Corel Draw. Ambos os
655, Centro, Aracaju - Prédio ao lado sexos. Tratar com Wilson. Enviar cur-
da TNT Suplementos. Comparecer rículo para crakes10@terra.com.br
com currículo impresso. Tel: (79) 98101-8640.

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ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 120


EDIÇÃO 1822

POSTAR FOTOS DE COMIDA


no Instagram pode te fazer comer mais

O
COMEÇO
DO FIM
Alguns food trucks agora vão(?) rodar em 18
praças da cidade por força de lei. Só
esqueceram de consultar os consumidores

Praça Camerino, 21h


ÍNDICE
CLIQUE E ACESSE

MURAL 123
ENTRADAS 124
O começo do fim 131
Deu ruim 143

Allisson Bonfim Diretor Comercial


allisson@cinform.com.br – Fone: (79) 2105-4555

comercial@publimidia.com.br – (79) 3217–2855

Representante comercial – Clique e fale agora

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ANNE PACHECO

O poder público
acabou com as feirinhas
e agora vai acabar com
o foodtrucks. Eu me
pergunto: será que é
um acaso ou alguém
maior vai ganhar
dinheiro com isso?”

CÉSAR SOUTELLO, proprietário do Oliva


Bartrô, Umami e WiPoke, e chef de cozinha,
deixando uma questão no ar acerca da polêmica
dos food trucks, matéria principal desta edição.

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1/6

Entradas
TAC

MASSAPÊ
A cozinha regional que você aprendeu a
gostar no RioMar, agora tá no Boulevard – o
famoso prédio do MPF perto do Master –, e
amigo, tem uma rabaaaada deliciosa aos
sábados por R$ 19,90. l

VAI BEM, OBRIGADO


Boatos correram tal qual o Usain Bolt das
cozinhas essa semana dando conta que o curso
de Gastronomia da Unit iria fechar. Ledo engano.
Nesse semestre entraram 47 novos alunos na
turma da manhã, e outros 40 à noite. Estão,
inclusive, contratando novos professores. l

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ENTRADAS
2/6
TRAZ A CONTA

LOCUS
Quando vi o Locus pensei logo: ‘mais uma
hamburgueria, bora lá’. Mas que nada. A
valorização da carne tá a frente de tudo. É pão
+ carne + queijo + f*#@-se. Gostei. Fica na
Av Pedro Paes Azevedo com rua Manoel
Espírito Santo, 445 - Grageru. l

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ENTRADAS
3/6
TRAZ A CONTA

M PASTELARIA
No Food Park Carrara, na Atalaia, um belo pastel
de se ver e comer. É da M Pastelaria. Formato
e apresentação impecáveis. De camarão, R$ 9.
No detalhe, Rodrigo Sprite postando foto pro
povo achar que ele tá na academia. Onde fica
a M Pastelaria? Sabe a rua Niceu Dantas, fundo
da Passarela do Caranguejo? Pronto. Passou
a Forno à Lenha, vá encostando à esquerda
que vai ver o Food Park Carrara. É aqui. l

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ENTRADAS
4/6
ANTONIO FREEZS

AULA LOW CARB


Já teve semana passada e nessa tem de novo:
Aula de Low Carb. Teve Espaguete de vegetais
com mariscos, vieras e lula, teve blend de angus
(patinho e peito) com aspargos gelados, demi
glacê com shimeji e queijo matriarca cobrindo o
hambúrguer… quiser ir na próxima já deixe o
nome aí no 3041-4843 ou 9.9957-8822. l

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ENTRADAS
5/6
REPRO INSTAGRAM

A FÁBRICA
Responde por Fábrica de Massas o novo
empreendimento do chef Lucas Montes. “Pra
comer lá ou pra levar pra fazer em casa?” As duas
coisas. Fica vizinho ao Juca’s, na Rua Ananias
Azevedo, 420 – 13 de Julho. l

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ENTRADAS
6/6

DESCANSO PRA PIMENTA BIQUINHO


É gostosinha, é?! Mas abusaram da bichinha tal
qual da música ‘que tiro foi esse’. Em todos os
pratos, tava lá ela enfeitando. De cuscuz à risoto.
Aí a gente fez o quê? Enquete! Num tá na hora
de dar um descanso a biquinho, não? Dos 1540
que responderam, 66% disseram que SIM. Tá
bom, né?! Já tá bom. l

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1/12
TAC

“AQUI CÊS NUM FICAM MAIS”

O começo
do fim
consumidor. É com esse personagem
O da cadeia gastronômica que o TAC
se preocupa. Então, vamos pular os
pormenores jurídicos pra não tomar o tempo de
ninguém e ir pro que interessa: a Alda Teixeira não
será mais a praça de alimentação a céu aberto que
era. Os food trucks vão ter que circular por praças
da cidade – dois caminhões em cada uma das
18. As marcações, que você já pode ver em
vagas e placas, mostram a disponibilidade do
espaço aberto das 8h às 22h.

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2/12
HEITOR FABIO

PARQUE DA SEMENTEIRA

Cê vai sair do Salgado Filho pra ir no Lamarão


com a gasolina a R$ 4 pra comer o burger?
Teria um Target Burger, com seu Dart de R$ 20,
condições de parar no Santa Lúcia, ao lado de
X-Salada com hambúrguer Perdigão já tradicional
no bairro e que custa R$ 10?

A priori podemos pensar: ‘é um problema


dele’. Mas e se os food trucks não se interessarem

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 132


3/12
HEITOR FABIO

PRAÇA DO SOL NASCENTE

por esse novo modelo imposto, a tendência não


seria o desaparecimento? É aí que chegamos à
pergunta crucial pra o desenrolar do assunto:
você, consumidor, que pensaria em fazer um
lanche lá pelas 20h, 21h… nesses novos pontos?

LOCAIS ‘‘APTOS’’
As praças ‘preparadas’ para receber as
operações são as seguintes:

uPraça Olivera Belo, na cidade dos Funcionários


uPraça Dr Pedro Garcia Moreno, a do Bomprecinho
uEstacionamento do Parque da Sementeira

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4/12

uPraça T.D. Fontes (nem o Google sabe onde é)


uPraça Teodoro O. Montes (nem o Google sabe
onde é)
uPraça da Juventude, no Augusto Franco
uPraça Luciano Barreto Jr, Garcia
uPraça Zilda Arns, Jardins
uPraça Alda Teixeira, Garcia
uPraça Ilsete Fernandes Azevedo, no Santa Lúcia
uPraça da Igreja Sagrada Família, no Sol Nascente
uPraça Antonio Teixeira, no Fundo do Mercantil
Rodrigues
uPraça da Alameda das Árvores, no Grageru
uPraça Cristina Souza, no Lamarão
uPraça Gualdalupe Mendonça, a praça do Colégio
Módulo
uPraça próxima ao Rio Poxim
uPraça Tobias Barreto, a praça da Igreja São José, no
São José
uPraça Camerino, Centro

Os food trucks ainda não sabe se vão.


Mas os clientes já, e respondem a questão.
“Os foods deram vida àquela praça (Alda
Teixeira). Consultaram os consumidores?”

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 134


5/12

questiona David Bomfa.

‘Eles’ eu não sei, mas a gente


vai consultar agora

Para Isabella Veiga, “a ideia de food truck é


rodar pela cidade mesmo, se for para ficar parado
não é food truck”. Extremamente lógico, mas não
disse se vai.

Mas pra Kelle Jamile a coisa já passa a beirar


o absurdo. “As praças são totalmente sem
segurança”. Kelle já não vai.

Para Marluany Guimarães há democratização


no projeto, mas ela mesmo levanta um problema:
“é o mesmo de sempre: a intenção é boa, mas o
Estado não dá infraestrutura (segurança, limpeza...)
para realizar o projeto com excelência e que
agrade a população!”. Segurança de novo. Essa já
deixou condicionado.

Para o jornalista Jhônatas Santos, “o iFood vai


comemorar.” Ou seja… mais um que não vai.

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6/12
HEITOR FABIO

OUTRO PONTO DE PARADA NO SOL NASCENTE

“Uma bosta”. É o que pensa o jovem Ryan


Macedo. Esse já não vai também.

Para o jornalista sangue nos zói Delano


Mendes (abraço, Delano!) “só porque os
promotores que moram no Garcia não quiseram
saber de barulho e trânsito por lá. Essa ideia
estúpida irá acabar com o negócio. Os food
trucks procurarão terrenos privados se quiserem
sobreviver, o que já ocorre num próximo à
Alda Teixeira. Acho que o MP preferia a época
em que a praça era ocupada por viciados em

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 136


7/12
HEITOR FABIO

FUNDO DO MERCANTIL RODRIGUES

crack!” – esse não deve ir atrás dos trucks por aí,


mesmo porque acredita é no fim do modelo.

“Muita gente já fica com medo de


estacionar longe na Alda Teixeira por conta
dos assaltos (e tem policiamento) imagina só
numa praça mal iluminada e sem segurança
publica” comenta o patissier Robson
Dias. E completa, “food truck é pra rodar
a cidade desde que haja segurança pros
empreendedores e clientes”. Então é mais um
que não vai também.

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8/12

O cozinheiro Cleiton Camargo acha que é uma


“puta sacanagem com os truckers”. E toca na
ferida: “a idéia seria boa se houvesse segurança,
se aumentassem o número de opções por praça
e estimulasse o comércio de comida local a
participar.”

“Vai ser uma merda. As praças mal iluminadas,


sem estrutura, sem segurança, sem habitação. Não
sei quem foi o maluco que pensou nessa ideia. Se
o intuito foi promover o movimento nessas praças,
parabéns! Como diria Faustão: ERROU”, diz Pedro
Neto, que pelo jeito… não vai também.

A empresária Cris Salustino defende um ponto


importante e já fala no pretérito: “o interessante
da Praça Alda Teixeira eram as opções, você vai em
família ou grupo de amigos e, democraticamente,
cada um pode comer o que deseja. A tendência
é diminuir o fluxo e acabar com todos os
empreendedores, porque além disso é cobrada
uma taxa”.

Para Mariah Souza, “Não há nada melhor do

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 138


9/12

que expandir os horizontes! Bom pra eles, ótimo


para os novos clientes!”. Essa parece que vai, mas
na verdade tá torcendo pra que outros vão.

“Na teoria é correto porque toda cidade


seria contemplada... na prática o Estado
não vai conseguir dar segurança em todas
as praças da cidade!”, diz Jr Rito. Não
vai mesmo, não. A Força Nacional taí e a
violência continua.

“Falta do que fazer!”. Calma, Paulo. “Prefeitura


vai se preocupar com os buracos das ruas e
limpeza. Deixa o povo trabalhar. Uma porrada
de praça sem segurança, quem vai?” é o que
pergunta Paulo Silva, que ‘pelo jeito’, não vai.

Eduardo Lopes chama um parabéns pra você:


“Parabéns à prefeitura que numa tacada só vai
conseguir devolver a insegurança às praças e
inviabilizar vários negócios”. Esse também não é
dos que parecem que irão.

“Achei ótimo. Mobilidade urbana agradece!

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 139


10/12
HEITOR FABIO

PRAÇA DO FAROL, NA FAROLÂNDIA

Aqui na alameda fica um inferno. Param do jeito


que querem, povo passando no meio da rua.
Absurdo”, Sophia Valeriano. Que gostou, mas
também não disse se vai onde o truck for.

“Food trucks existem pra isso, mudar de


local.. Só acho que as praças de nossa cidade
estão em situações precárias, além da falta de
segurança tendo apenas 2, pois policiamento
não há.”, de Brena Gentil. Gostou da ideia, mas
- pelo jeito - não vai também.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 140


11/12

“Acho excelente porque gera a rotatividade.


Vai fazer com que outros bairros tenham acesso
às delícias dos food trucks. É importante que o
povo ocupe os espaços públicos. Isso melhora
a segurança e fomenta a cidadania. Excelente
iniciativa!”, diz Alex Fiel.

“Quando a Índia era colônia do Reino Unido


houve um episódio em que o governo resolveu
oferecer recompensas a quem matasse najas
para tentar controlar a população deste réptil.
Logo, percebendo que poderiam lucrar com
isso, alguns empreendedores passaram a criar as
cobras. Os britânicos descobriram a malandragem
e cancelaram o ‘Bolsa Naja’. Com as cobras sem

ATENÇÃO
PARA NAVEGAR PELOS LINKS E HIPERLINKS E
DESFRUTAR DOS RECURSOS DO ÍNDICE DE
PÁGINAS, BAIXE O LEITOR DE PDF GRATUITO,
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ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 141


12/12

utilidade, os criadores jogaram-nas no mato e o


resultado disso foi que o governo gastou dinheiro
e multiplicou o problema.”, diz Lucas Poderoso, já
em compasso de espera.

O advogado Leonardo Eisenlohr diz que não


irá por ausência de infraestrutura: “questão de
segurança é questão de fluxo comercial e outros
fatores agregados, como vigilância. Por outro
lado, dá oportunidade a outros food trucks
pisarem em solos mais férteis, regiões mais
nobres. Se eles são móveis penso que devem
rodar, o pessoal desse bairro deveria cobrar
o vereador e o prefeito trimilique. O Estado
intervencionista por costume faz merda, mas
ainda acho q espaço da praça Alda Teixeira não
pode ser cativo de ninguém…”

São muitas opiniões, mas o problema da


segurança aparece com frequência, e numa
enquete com 1625 pessoais pra saber se elas iriam
numa dessas praças, 87% disseram que não.

É o começo do fim.

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1/3

Deu ruim
Postar fotos de comida no Instagram pode
te fazer comer mais, alerta influencer

Por Beatriz Marques da Revista Menu

Para quem é viciado em redes sociais, passar


uma refeição sem postar uma foto parece uma
tortura. Uma rápida busca no Instagram, e lá
estão elas: as comidas mais saborosas e lindas
que você já viu.

Porém, este hábito pode te induzir a comer


mais do que deveria. O motivo? A foto precisa
estar bonita, nem que para isso as porções
sejam reforçadas. Amanda Meixner, influencer
de saúde americana, alertou sobre o risco
de acabar exagerando na refeição em busca
do “prato perfeito” para o Instagram. Ela
exemplificou sua teoria postando uma porção
“correta”, e um pouco “sem graça”, e a porção
que iria para a rede social, bonita – e que tem
muito mais calorias.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 143


2/3
REPRO INSTAGRAM

Enquanto a primeira tem 320 calorias, a


segunda vem com 716. “Quando você tenta
tornar seu alimento mais bonito e apetitoso,
mas na verdade está bem acima da porção
que você geralmente come”, escreveu.

Além do que você posta, o que você vê


no Instagram também pode te engordar.
Um estudo publicado no periódico Brain and
Congnition, em 2015, sugere que visualizar
imagens bonitas de comidas pode te deixar
com mais fome.

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3/3
REPRO INSTAGRAM

Para os pesquisadores, ver postagens


conhecidas como Food Porn (“pornô de comida”,
em tradução livre) faz com que você compare sua
própria alimentação (que certamente é mais “sem
graça” que um hambúrguer com muito cheddar)
e, claro, isso vai te frustar. O resultado é simples:
além de pensar em comer toda vez que se
deparar com uma comida deliciosa no Instagram,
você vai desejá-la bem mais do que uma comida
saudável -- não tão impactante e glamourosa.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 145


EDIÇÃO 1822

decorama
por Simone Donald

IMÓVES, ARQUITETURA E DECORAÇÃO

O poder e
a leveza do
branco
NO PROJETO DA ARQUITETA ANDRÊA GALINDO

Asd-Ana Stella
Cl Arquitetos
Gleuse Arquiteta
Tahinara Sanferry
Libório Gândara
Mayara Cunha
Renata Rollemberg
Vinicius Rodrigues
decorama

ÍNDICE
CLIQUE E ACESSE

EDITORIAL – Espaços incríveis


made in Sergipe 148
Classificados CINFORM 159

Allisson Bonfim Diretor Comercial


allisson@cinform.com.br – Fone: (79) 2105-4555

comercial@publimidia.com.br – (79) 3217–2855

Representante comercial – Clique e fale agora

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 147


decorama

2/10

SIMONE DONALD
simonedonald@cinform.com.br

Espaços incríveis
made in Sergipe

A
h, eu sei, a cada semana você tem
se deslumbrado com os espaços
sensacionais que trazemos no
Decorama, e muitas vezes fica sem acreditar
que é tudo “made in Sergipe”. Pois é, além de
te ajudar com propostas inspiradoras, ideias
e atmosferas diversas, ainda cumprimos um
outro papel não menos importante: fortalecer
o mercado, valorizando o potencial e o
trabalho dos profissionais, espalhando para

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decorama

3/10

um número sem fim de pessoas tudo o que


acontece no segmento, e o que está sendo
produzido em Sergipe.

E o que está sendo


produzido é de extrema
excelência.
Quanto talento, quantos artistas
coadunando racionalidade, funcionalidade
e beleza nos espaços. A cada proposta
que escolhemos com esmero para você,
ficamos deslumbrados e felizes por ver
que a Arquitetura sergipana é universal,
contemporânea, sem perder traços da
identidade local.

Dito isto, vamos ao que interessa: passear


por novos ambientes, lindos que te esperam.
Você já sabe, o Decorama te dá o mapa da
mina, um cardápio com possibilidades mil,
onde novos e consagrados nomes passam por
aqui. É só você escolher.

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decorama

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 150


decorama

4/10

GLEUSE ARQUITETA

Layout equilibrado, detalhadamente pensado


e escolhas certeiras no mobiliário

Um bom
profissional
pode fazer
milagres.
A proposta
do quarto é
leve e fofa

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 151


decorama

5/10

TAHIANARA SANFERRY ARQUITETOS

Layout equilibrado, detalhadamente pensado e escolhas


certeiras no mobiliário do quarto com atmosfera elegante

Minimal e
elegante
na medida
exata

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decorama
6/10

TAHIANARA SANFERRY ARQUITETOS

Uma varanda gourmet dos sonhos. Clean,


moderninha e atemporal. Impossível querer sair daqui

Um quarto
lindo, jovem
sem abrir mão
da elegância.
O tom de azul
escolhido
imprime
personalidade
ao espaço

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decorama

7/10

LIBÓRIO GÂNDARA ARQUITETURA

Cozinha cheia de personalidade. Ilha e tom


forte na parede para sair do comum

VINICIUS RODRIGUES ARQUITETOS Atmosfera


classuda e
aconchegante,
com grande
painel de
madeira e
painel em
3D, somados
a mobiliário
contemporâneo,
imprimem
elegância ao
projeto

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 154


decorama

8/10

CL ARQUITETOS

Uma proposta ousada e cheia de personalidade.


Ponto focal de cor no mobiliário black dá a bossa

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decorama
10/13

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 156


decorama
uERRATA
9/10

MAYARA CUNHA

Em uma de nossas edições, apresentamos esse projeto lindo e


fofuxo, com paginação bem diferenciada e moderninha, como
de autoria de outro escritório; contudo, essa belezinha é de
autoria da jovem arquiteta Mayara Cunha

INVENTIVA ARQUITETOS

Cozinha
com
proposta
clean.
Aquele
espaço
compacto,
muito bem
planejado

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 157


decorama
ASD-ANA STELLA ARQUITETURA 12/13
10/10

Amamos a composição do tom


do sofá, a iluminação indireta e a
parede em 3D. Projeto charmoso
do super ASD Arquitetura

RENATA ROLLEMBERG

Um quarto de bebê dos


sonhos. Proposta
perfeitinha da arquiteta
Renata Rollemberg.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 158


decorama

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ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 159


EDIÇÃO 1822

Veículos
PIXABAY

Segmento
automotivo dá
claros sinais de
retomada no
País, mas segue
patinando em
Sergipe

RECUPERAÇÃO ECONÔMICA
AINDA NÃO DEU AS CARAS
Veículos

ÍNDICE
CLIQUE E ACESSE

Até quando? 162


NOTAS 167
Classificados CINFORM 169

Allisson Bonfim Diretor Comercial


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Veículos
2/5

Pop 100 liderou vendas em


Sergipe no mês de fevereiro
HONDA

Até quando?
Números consolidados de fevereiro
são muito bons no mercado nacional
e seguem tímidos no Estado

ANDERSON CHRISTIAN | veiculos@cinform.com.br

Qual a diferença entre Sergipe e o restante


do país em termos econômicos? A resposta
mais óbvia é objetiva: tamanho. Mas mesmo
que possua algo em torno de 1% da população
nacional, seria minimamente lógico que
o estado acompanhasse os movimentos
nacionais. Mas tem um detalhe: economia não é,

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 162


Veículos
3/5

definitivamente, uma ciência exata, em especial


quando se avalia a macroeconomia e os maiores
segmentos que compõem o mercado.

E é esse o caso do setor automotivo.


Enquanto a análise dos dados fornecidos pela
Federação Nacional da Distribuição de Veículos
Automotores – Fenabrave – para o mercado
nacional, em fevereiro, apontou crescimento de
12,26% nas vendas em relação ao mesmo mês
de 2017, somando-se todos os itens avaliados,
em Sergipe, a partir da análise dos mesmos
itens, houve uma retração da ordem de 17,69%
na comparação entre os mesmos dois meses.

Em números absolutos, fevereiro de


2017 teve a
comercialização de
204.938 veículos,
contra 230.060
no mesmo mês
de 2018, isso em
todo o país. Já em
Sergipe, enquanto

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 163


Veículos

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 164


Veículos
4/5
Sprinter
vendeu
mais entre
caminhões,
segundo
Fenabrave
MERCEDEZ-BENZ

2499 unidades foram comercializadas em


fevereiro do ano passado, o número caiu para
2057 veículos vendidos no mesmo mês deste
ano, o que resulta na contração do mercado
sergipano como um todo.

DADOS DETALHADOS
Ainda que o resultado final possa ser
considerado ruim para o mercado sergipano,
quando se fatia os dados da Fenabrave, alguns
indícios positivos aparecem em Sergipe. Um
deles é em relação à venda de caminhões:
em fevereiro de 2017 foram vendidas 23
unidades. Já no mesmo mês de 2018 o total da

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 165


FIAT Veículos
5/5

Nos comerciais leves, Strada se deu bem em fevereiro

comercialização alcançou 66 unidades, o que


representa um crescimento de 186,96% num
segmento que está relacionado diretamente com
o avanço da atividade econômica como um todo.

Dentre os veículos mais vendidos no mês


de fevereiro passado, liderança absoluta para
a POP 100, da Honda, com 170 unidades
vendidas. Já entre os caminhões, o Sprinter 415,
da Mercedes-Benz, liderou o ranking com 31
veículos comercializados. Dentre os comerciais
leves, o topo ficou com a Strada, da Fiat, com
33 unidades vendidas. Em relação ao item
Auto, mais um dentre os disponibilizados pela
Fenabrave, a liderança em Sergipe, em fevereiro
de 2018, foi para o Onix, da Chevrolet, com 93
unidades vendidas.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 166


Veículos
1/2
DIVULGAÇÃO

VAI VOAR?
A GFG Style mostrou um carro-conceito
com desenho de Giorgetto Giugiaro e seu filho
Fabrizio. A GFG, sigla formada pelas iniciais
de ambos, é uma empresa de consultoria e
trabalhos de desenho. Chamado de Sibylla,
o carro tem quatro lugares e quatro portas
com soluções peculiares: enquanto sua parte
inferior se abre para frente, os vidros das
traseiras se levantam como “asas de gaivota”
os das dianteiras avançam junto do para-
brisa, em uma bolha que lembra a dos aviões
de caça. Fechadas as portas, a bolha recua ao
lugar original.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 167


Veículos
2/2
TOYOTA

CINCO VEZES ETIOS


O Toyota Etios, para 2019, vem com
controles eletrônicos de estabilidade e tração
e assistente de saída em rampa. A versão
XS foi renomeada X-Plus, enquanto a X-STD,
focada em vendas diretas, estreia. Os sistemas
citados são de série em toda a linha, salvo o
X-STD. O carro recebeu grade e moldura de
faróis na cor preta e, na versão X-Plus, rodas
de alumínio de 15 polegadas e luzes de direção
nos retrovisores. Com a revisão, o Etios 2019
tem cinco versões.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 168


Veículos
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ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 169


EDIÇÃO 1822

DISNEY:
MUNDO
ENCANTADO
RECRIADO
NA ÁSIA

Um dos seis parques


da Disney é desvendado
por nossa reportagem
ÍNDICE
CLIQUE E ACESSE

Fantástico mundo da fantasia


em plena China do século XXI 172
NOTAS 178

Allisson Bonfim Diretor Comercial


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Beleza é o que não 2/7
T falta na Disney chinesa

FOTOS SHIS VITÓRIA

FANTÁSTICO MUNDO
DA FANTASIA EM PLENA
CHINA DO SÉCULO XXI
Complexo Disney em Shangai é
um espetáculo a mais para turistas

SHIS VITÓRIA | redacao@cinform.com.br

O mundo Disney compreende e seis


complexos distintos pelo mundo, ou seja, a
Disneyland na Califórnia, a Walt Disney World na
Flórida, a Disneyland Paris na França, a Tokyo
Disney no Japão, a Hong Kong Disneyland em
Hong Kong e a mais nova unidade localizada na
China que tive a honra de explorar: Shanghai
Disney Resort. O local é o quarto parque
Disney fora dos EUA, sendo o sexto no total

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 172


3/7

T E olha a nossa Shis curtindo de Minie: luxo só!

e o primeiro gigante americano construído na


China comunista, pois Hong Kong, região com
uma imagem de “independente” dos costumes e
regime, já possuía um parque desde 2005.

No país mais populoso do mundo, o


investimento tinha que ser à altura! Cerca
de R$ 17,5 bilhões e com o maior castelo da
Disney do mundo. Composto ainda por dois
hotéis, um centro comercial e um parque
de diversões. Não precisa ser um bom
observador para notar a satisfação não só
do público infantil. Os adultos também são

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 173


4/7

T Espetáculo de luzes acrescenta visualmente

contagiados pelo entusiasmo do mundo da


fantasia. Dica: um dia não é suficiente para
usufruir de todas as opções pela magnitude
do empreendimento. No total, são 47 atrações,
entre brinquedos tradicionais e novidades com
a “cara” do país. Por exemplo, o desfile com os
personagens do filme Mulan é emocionante e o
brinquedo em 4D possibilita o turista a “viajar”
sobrevoando as sete maravilhas do mundo,
como a Muralha da China, o Taj Mahal na Índia,

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5/7

T Tudo limpo, bem cuidado e arrumado: padrão chinês

e as cataratas de Foz do Iguaçu, na fronteira


entre Brasil e Argentina. É espetacular.

Com um número crescente de chineses


dispostos a viajar e a gastar, o lugar é a nova
“galinha dos ovos de ouro” do setor de turismo.

O nível de tecnologia e estrutura do parque


é de impressionar qualquer visitante. Sendo
assim, é quase impossível controlar a ansiedade
até conhecer todas as opções do parque. A
atração inspirada no filme Tron é pura adrelina!
Motos similares à do longa-metragem foram
adaptadas como uma montanha russa. E
mesmo com um clima congelante, as pessoas

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 175


6/7

T Entrada possui imponência do parque como um todo

não se intimidam e aproveitam de todas as


formas possíveis o local.

ALIMENTAÇÃO
Cerca de 70% do que é vendido no parque
tem inspiração asiática, como sopas de noodles
e bolinhos no vapor recheados com carne de
porco e frutos do mar. Insetos e comidas de
rua exóticas nem em sonho por lá! No entanto,
pizzas e hambúrgueres são ofertados para não
perder o contexto ocidental do mundo Disney.

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7/7

MICKEY 9.0
Um dos maiores
ícones da cultura
pop, o Mickey
Mouse, completa
em 2018 os seus 90
anos de existência.
Para celebrar a
data histórica, a
Disney anunciou
comemorações
E é claro: o Mickey também
no mundo todo T está na versão chinesa
ao longo do ano.
E, claro, para encerrar com chave de ouro,
não poderia esquecer de comentar sobre o
espetáculo de encerramento das atividades
do parque. Uma retrospectiva dos maiores
clássicos da Disney é exibida na área do castelo
orquestrado e atrelado aos fogos que promovem
um encantamento no público. Fantástico!
Encerramos, aqui, mais uma edição de nosso
diário de bordo “made in China”.

Até o próximo encontro!


ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 177
RECEBENDO MELHOR 1/2
JACKSON DA ITNET

A feira de Itabaiana é conhecida


nacionalmente e se tornou importante fator
para atração de turistas para a cidade serrana.
Acontecendo às quartas e sábados, cada vez
mais turistas vão para conhecer os aspectos
pitorescos de uma das maiores feiras livres do
país. Agora a chegada dos visitantes ganhou
conforto e qualidade, especialmente para os que
visitam a cidade utilizando ônibus. A prefeitura
inaugurou na última sexta, 9, o Terminal
Rodoviário de Itabaiana, exatamente no mesmo
local em que funcionava antes, anexo à Praça
de Eventos, mas com uma estrutura bem mais
aconchegante e confortável.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 178


VEM POR AÍ! 2/2
JAMISSON SOUZA

Mesmo com polêmicas nas redes sociais –


e talvez até mesmo por conta delas – o Largo
da Gente Sergipana, na Beira Mar, em frente
ao Museu da Gente Sergipana Marcelo Déda,
deve “causar” nos próximos meses, com muita
gente visitando a atração para ver as estátuas
que simbolizam cultura popular e referências
importantes da sergipanidade. A atração estará
disponível para visitação a partir do próximo
sábado, 17, aniversário de Aracaju.

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EDIÇÃO 1822
OLHO VIVO

Rodrigo Sprite
Tatiane Costa

ANDERSON ADLER

Djalma Victor

Onnu Chez
Os chefs Djalma Victor (Restaurante Osso – BH),
Rodrigo Sprite e Tatiane Costa, além de convidados
especiais, pilotam o primeiro festival gastronômico que
unirá sabores e delícias de Sergipe e Minas Gerais
ÍNDICE
CLIQUE E ACESSE

CAPA DA SEMANA 182


REGISTROS 185
CINEMA - Guto Franco 197

Allisson Bonfim Diretor Comercial


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2/4
ANDERSON ADLER

OLHO VIVO

A CAPA DA SEMANA
Os sabores de Minas e Sergipe se misturam
no primeiro festival gastronômico do Onnu
Lounge & Bar.

Todo o clima
contemporâneo da
famosa casa, que atrai
os gourmets e o
público mais bacana
da cidade, ganha um
aliado de peso: o
chef Djalma Victor.
O grande
especialista em
Chef Djalma Victor é destaque no
carnes pilota com sucesso o
Restaurante Osso – Mind The Bones, em BH

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 182


CAPA DA SEMANA
3/4
DIVULGAÇÃO

Entrada fantástica do chef Djalma já vale o Festival: gyosa


de caranguejo, tucupi, camarão defumado e pó de pipoca

Restaurante OssO – Mind The Bones, um


dos mais conceituados de Belo Horizonte.
Rodrigo Sprite promete surpresas com alguns

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CAPA DA SEMANA
4/4
ANDERSON ADLER

Tati Costa pilota a cozinha do Onnu com a criatividade


e o vanguardismo de Rodrigo Sprite, dono da casa

convidados especiais – nomes de peso são


guardados a sete chaves. A primeira edição
do OnnuChez tem menu com oito tempos.
Mais informações ou reservas nos telefones
3027.2486 e 99975.1007.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 184


1/12
MADALENA SÁ

Pedro Henrique:
tardes de sábado
ganha o melhor do
sertane-jo

Pedro Henrique lança novo projeto. Dessa


vez, a grande voz sertaneja anima as tardes
dos sábados, no novo Trezze, ex Chopp 13. Tem
mais novidades naquele espaço, agora as delí-
cias são assinadas pelo chef Saulo Cavalcanti.

ANO 35 - ED. 1822 - 12/3/2018 - 185


REGISTROS
2/12

Leo Freitas, grande parceiro do cantor, estava na


primeira tarde do point, que tem tudo para levar
os baladeiros apaixonados da cidade. l

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REGISTROS
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JORGE LAERTE

Grazielly Moraes foi clicada por Jorge Laerte,


make Amanda Ramos e produção BodySix

Ainda se comenta na cidade o enorme up


grade que o Concurso de Miss Sergipe Be
Emotion deu com o novo coordenador, Luiz

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REGISTROS
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Plinio. Quem esteve por lá viu a seriedade e4/18


organização no certame, bem diferente de
outros anos - quando a disputa era pilotada
sem tanta integridade e lisura. A torcida agora
é pela vencedora de 2018, Grazielly Moraes,
que segue firme com um great team. Vários
profissionais de saúde e estética colaboram
para que a Miss Grazi chegue ainda mais
bonitona ao Miss Brasil. l

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REGISTROS
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ARQUIVO PESSOAL

Só felicidades: Chá
Revelação dos futuros
papais de Liz

No último dia 2, aconteceu o Chá Revelação


para o casal Leonardo Santana e Luciana
Bontempo. Toda família reunida, na maior folia, para
saber o sexo do bebê do estudante de Engenharia
Civil e da enfermeira. É uma menina! Já é muito
amada e tem nome: Liz Bontempo Santana. l

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REGISTROS
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Banda Vem Pro Baile, como o nome anuncia,


tem formato de banda de baile. Fundada em
2015 por músicos experientes no mercado com a
intenção de animar festas e eventos. “Repertorio
eclético, muita alegria e total interação com
público, tornando o evento em algo totalmente
inesquecível”, antecipa Raffael Oliveira,
um dos músicos da VPB. Contrata
e obtenha mais informações
através dos celulares
99996.8445 e 99137.5172
ou através do email
raffaproducoes@
gmail.
com. l

Raffael
Oliveira: à
frente da
Vem Pro
Baile
AÇÃO
DIVULG

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REGISTROS
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MATEUS LOPES

Bruna e André, lindos e


apaixonados: boda ao pôr
do sol em pleno domingo

Linda, plena, envelopada por um Divaldo


Viana, Bruna Cunha disse o romântico sim
para André Moura, em cerimônia religiosa e

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REGISTROS
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festa nos jardins do Villa Antonella, no último


dia 3. O vestido com base em tule francês
e em tramas ganhou aplicações patchwork
com as rendas francesa, arabesco e italiana.
O mix com mais de cinco tipos de rendas
foi arrematado com bordados em pérolas
e vidrilhos. Uma coisa. O cerimonial foi de
Ludmilla Mendonça. l

Os noivos
com os pais
MATEUS LOPES

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REGISTROS
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ANSELMO REZENDE

É arrasar que fala, né?


Perfeita, Moniza Oliveira

Por falar no estilista de alta costura, Dy


Vianna deu seu nome e sobrenome, mais
uma vez. A formanda em Direito Moniza Oliveira
usou vestido em crepe e renda arabesco bordada
em vidrilhos, criação do seu famoso atelier. A
foto entrega: Dy realçou muito bem o corpão da
nova bacharel do pedaço. A montação – cabelos
e make up – foi assinada por Eeve Junior. O
cerimonial da formatura foi de Cristiano Costa. l

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DIVULGAÇÃO REGISTROS

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Assinam a trilha sonora os


músicos Jorge Dü Peixe,
da Banda Nação Zumbi
; Lirinha, ex-cantor do
Cordel do Fogo Encantado;
e Berna Ceppas, que já
compôs para o espetáculo
Ovo do Cirque du Soleil

A Cia de Dança Deborah Colker retorna a


Aracaju com o espetáculo “Cão Sem Plumas”. A
apresentação é imperdível. Acontecerá no Teatro
Tobias Barreto, dia 29, às 21 horas. O espetáculo

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REGISTROS
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DIVULGAÇÃO

Deborah Colker jamais fez algo sequer semelhante nos 23 anos


de sua companhia. Desde 1995, patrocinada pela Petrobras

é uma adaptação do poema homônimo de João


Cabral de Melo Neto, enquanto o autor estava
em Barcelona. Na versão da coreógrafa e diretora
Deborah Colker, os bailarinos, cobertos de lama,
se misturam com a paisagem ribeirinha em
movimentos e passos que lembram os caranguejos
da região pernambucana, terra do poeta. Os
ingressos estão à venda na Bilheteria do TTB ou
no site. Clica aqui. l

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REGISTROS
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DIVULGAÇÃO

Promoção Sonho de Cozinha: na compra de um apê


no Ilumina-re, ganha uma conceituada cozinha Florense
A Construtora Celi lançou uma campanha
imperdível. Na compra de um Iluminare
Residence, você ganha uma cozinha Florense
– uma das melhores marcas do mercado,
conceituada em qualidade e inovação. O
empreendimento fica na Farolândia, a 200 metros
da Avenida Beira Mar. São apartamentos de 89,70
(m²) a 129,36 (m²) de área privativa, 3/4 com suíte,
vagas de garagem, circuito interno de TV, e o
melhor, sem taxa de Laudêmio. Vá conhecer a
cozinha decorada, uma excelente oportunidade
de morar em um Celi. Mais informações no
telefone 3217.9893. l

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CINEMA
Por Guto Franco

Miles Teller e J.K. Simmons: embate ao ritmo do jazz

WHIPLASH: EM BUSCA
DA PERFEIÇÃO
JOGO DE GATO E RATO
DETERMINA O TOM DO FILME
Um jovem músico sonha em ser o melhor
baterista de jazz da sua geração. Para
isso, acredita que precisa impressionar um
renomado professor de música e transforma o

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CINEMA
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seu objetivo em uma obsessão nada saudável.

Que J.K. Simmons está incrível no papel do


professor de cinema é apontar o óbvio, consagrado
por algumas premiações de ator coadjuvante
na época de lançamento do filme como o SAG
e o Oscar. Outra atuação que merecia mais
reconhecimento é a do protagonista, interpretado
por Miles Teller que entrega de maneira visceral
toda a jornada destrutiva que o seu personagem
sente durante o filme.

Damien Chazelle, em seu filme anterior ao


Oscar de Melhor Diretor por “La La Land”,
impõe um ritmo frenético da bateria e mostra
sua paixão ao jazz na obra, em um roteiro
também de sua autoria. Seu próximo filme,
“First Man”, biografia do astronauta Neil
Armstrong ainda em pós-produção, já figura
nas listas de apostas das premiações do ano
que vem. “Whiplash: Em Busca da Perfeição”
está agora disponível no catálogo da Netflix.

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