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7.1.

3 Meio Antrópico

7.1.3.1. Contexto Regional de Inserção e Situação Político-Administrativa do Empreendimento

Como já mencionado, entende-se como empreendimento, neste caso, o conjunto de intervenções
que se encontram em pauta no âmbito do propósito principal apresentado pelo empreendedor, qual
seja, o da estabilização da barra do Canal de Sernambetiba e sua interligação com o complexo
lagunar de Jacarepaguá e Barra da Tijuca. Neste sentido, têm-se como intervenções pretendidas:
(1) a dragagem da desembocadura do Canal de Sernambetiba e a implantação dos guias-correntes,
(2) a dragagem dos canais das Taxas, Cortado e Portelo, (3) o alargamento dos canais do Cortado e
do Portelo, (4) a interligação desses canais ao Canal de Sernambetiba. Informações detalhadas sobre
as intervenções em pauta encontram-se no Capítulo 4_ Caracterização do Empreendimento.

Assim, observa-se que as intervenções mencionadas estarão ocorrendo diretamente em áreas
localizadas nos bairros (1) do Recreio dos Bandeirantes, (2) de Vargem Grande, (3) de Vargem
Pequena e (4) do Camorim, conforme indica mapa mais adiante. No entanto, considerando a
abrangência da Área de Influência Indireta das intervenções há que se considerar todos os bairros
que integram a AP-4 (Área de Planejamento 4 ) determinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro para
fins de ordenamento territorial.

Divisão Político-Administrativa do Município e os Bairros que integram a AII das Intervenções
em Pauta

De acordo com a atual divisão político-administrativa do Município do Rio de Janeiro, este se
encontra dividido em 5 (cinco) Áreas de Planejamento (APs) e 32 (trinta e duas) Regiões
Administrativas (RAs), nas quais estão inseridos os diferentes bairros da cidade1. A Bacia
Hidrográfica de Jacarepaguá, se encontra basicamente inserida na AP4 (Área de Planejamento 4,
conforme já mencionado), aglomerando três Regiões Administrativas, quais sejam (1) a XVI RA-
Jacarepaguá, (2) a XXIV RA- Barra da Tijuca e (3) a XXXIV RA- Cidade de Deus (conforme
mostra mapa adiante) cujos bairros integrantes estão indicados no quadro abaixo.

1
Plano Diretor Decenal da Cidade do Rio de Janeiro, 1992

141

Situação Político-Administrativa na Área de Influência Indireta
(Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá) - 1999

Área de Planejamento (AP) Região Administrativa (RA) Bairro

Jacarepaguá
Anil
Gardênia Azul
XVI RA – Jacarepaguá Curicica
Freguesia
Pechincha
Taquara
Tanque
Praça Seca (*)
Vila Valqueire (*)
AP 4
Barra da Tijuca
Joá (*)
Itanhangá
XXIV RA – Barra da Tijuca Camorim
Vargem Pequena
Vargem Grande
Recreio dos Bandeirantes
Grumari

XXXIV RA - Cidade de Deus Cidade de Deus
Fonte: Anuário Estatístico da Cidade do Rio de Janeiro / 1998

Nota: Bairros parcialmente inseridos na Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá que compõem outras RAs (Alto
da Boa Vista, integrante da VIII RA-Tijuca e Jardim Sulacap, Realengo e Quintino Bocaiuva, integrantes por
sua vez da XXXIII RA-Realengo). Considerando a pouca relação que se estabelece entre esses bairros e a
AII do empreendimento, considerar-se-á apenas o contorno da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá como
sendo aquele compatível ao da AP4.

142

INSERIR MAPA REGIÕES ADMINISTRATIVAS NA AP-4

143

INSERIR MAPA DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA COM DIVISÃO DOS BAIRROS NA AP-4 144 .

Partindo da escala menor para se chegar à mais ampla.773.V.D. Admite ainda algumas subdivisões geográficas conforme a tradição local.Barra da Tijuca com área de 165. • Barra da Tijuca e Adjacências. Itanhangá. toda a parte sul da Baixada de Jacarepaguá. como visto acima. igual a 293. Camorim e Tijuca.971. O bairro constitui a área que vai do canal da Joatinga. a XVI RA – Jacarepaguá com 126. Os limites da Área de Planejamento 4 são quase coincidentes com a bacia hidrográfica dos cursos d’ água que drenam dos maciços montanhosos para o complexo 2 CASTRO.351. convém atentar conforme consta em recente publicação sobre estudos urbanísticos em referência ao desenvolvimento da Barra da Tijuca 2 que “ quem atravessa o Túnel do Joá é recebido com um grande cartaz que lhe dá as boas-vindas à Barra da Tijuca.57m². ambos junto ao canal da Joatinga mas em margens opostas.83 metros quadrados. tem-se sucessivamente: • Bairro da Barra da Tijuca. Vargem Grande.28m². Inclui três regiões administrativas (2º nível): a XXIV RA . • Baixada de Jacarepaguá.88m² e a XXXIV RA – Cidade de Deus com 1. Camorim. Recreio dos Bandeirantes e Grumari. no terceiro nível da subdivisão territorial municipal conforme estabelecido pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Os outros bairros são: Joá. tendo como limites ao sul o oceano e ao norte a linha do complexo lacunar formado pelas lagoas Jacarepaguá. o que às vezes traz alguma confusão. 2005 Barra da Tijuca 2000/2020 – Consolidação do Desenvolvimento 145 . o qual está inserido na XXIVª Região Administrativa.783. como é o caso do Jardim Oceânico e a Barrinha.496.606. conforme apropriação feita pelo Instituto Pereira Passos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro a partir de restituições aerofotogramétricas.080. a leste até a Avenida Salvador Allende a oeste. VOGEL. Vargem Pequena.205. mas sem referência na classificação oficial. que corresponde à XXIVª Região Administrativa (XXIV RA) no segundo nível da subdivisão territorial municipal e que inclui diversos bairros (3º nível). abrangendo uma área de quase 300 quilômetros quadrados ou 30 mil hectares. sendo um deles denominado Barra da Tijuca. grosso modo. desde a orla litorânea até incluir o complexo lacunar.F. Mas nesse momento está entrando em um território que admite três escalas geográficas de nomeação.C. Engloba portanto. que equivale à Área de Planejamento 4 (AP 4) no primeiro nível da subdivisão municipal.Apenas com o sentido de esclarecer para algumas questões conceituais no que tange ao entendimento sobre os territórios chamados Barra da Tijuca.

na prática faz-se a equivalência entre esta e a Baixada de Jacarepaguá. as informações são sistematizadas com base na Área de Planejamento 4. Entretanto. a Área de Planejamento 4 inclui também Grumari.lacunar e que são lançados no mar através do canal da Joatinga.” 146 . porém. Como. que é outra bacia hidrográfica e se fosse adotado um critério ambiental rigoroso não estaria incluída na Baixada de Jacarepaguá.

feitas por Salvador Correia de Sá. a grande área da qual eram donos. Enquanto vivos. vizinho a grande empreendimento imobiliário localizado na Av. A origem da toponímia Barra da Tijuca associa-se. igualmente a Governador Geral da Cidade. que ao casar com o Governador do Paraguai. recebeu como dote parte dos terrenos do seu pai. barro. permanente ou muito freqüente. Sem dispor de satélites ou mapas aerofotográficos.3. Os limites físicos da doação feita alcançavam. o lado oposto. Martim Correia de Sá. o mar foi recuando. Ficou com Gonçalo a área para os lados do maciço da Pedra Branca e. A primeira citação em documento oficial da Barra da Tijuca. Gonçalo tinha uma filha. os Correia de Sá a começar por Salvador. uns aos outros. para atender às conveniências pessoais de cada qual. Por este caminho. sob forma de sesmarias. Abelardo Bueno). primeiro Governador Geral do Rio de Janeiro. Martim. quando da concessão dessas terras. alagados e brejos. por seu turno. de ondas junto à costa” ou “ a foz de um rio ou riacho”. portanto. a seguinte explicação: barra. mal tratado. escolheram sempre os melhores sítios da cidade para contemplarem-se. o mar penetrava pelo continente adentro formando grandes lagoas. Se na época já existissem a Taquara e a Freguesia. atoleiro. em 1594. que chegou a ser. Martim. desde os contrafortes da Serra da Guaratiba até o arroio Pavuna (hoje um rio poluído. suas herdeiras. “linha de arrebentação. deixando somente um canal de ligação com o mar aberto. com extensas terras. tijuca. como local. era pai de outro Salvador _ o Correia de Sá e Benevides.1. palavra de origem tupi. Com a morte de Gonçalo. subindo pelo maciço da Tijuca. tendo inclusive redividido. em três oportunidades. lama. primeiro Governador da cidade nascido no Brasil. Salvador Correia de Sá deu aos seus filhos as terras da grande Baixada de Jacarepaguá. o equivalente na Freguesia. Vitória. para Martim. barreiro”. aproximadamente. a seus filhos Gonçalo e Martim. a foz da barra. 147 . poder-se-ia dizer que Gonçalo era um homem da Taquara e seu irmão. daí.2. com a formação de duas restingas (a de Itapeba e a de Jacarepaguá). em comum acordo. remonta ao século XVI. entendida segundo dicionários como “entrada de um porto”. acrescida por outra parte dada por seu tio. em uma corruptela de ty-yúc que significa “água podre.7. os irmãos sempre conviveram harmoniosamente. então já Governador da Cidade. Com a elevação paulatina da costa meridional da América do Sul. a mulher Esperança e a filha Vitória venderam a Correia de Sá e Benevides à parte que lhes cabia na herança. Processo Histórico de Ocupação da Região de Inserção do Empreendimento Em passado longínquo. Luiz Cespedes Xeria. brejo.

iniciou uma série de contestações sobre a legalidade da herança recebida pelos Beneditinos. lutando nas esferas judiciais cabíveis. da família Teles Barreto de Menezes. quando foram vendidas por seu abade à “Companhia Engenho Central de Assucar e Álcool da Cana de Jacarepaguá”. em 1667. em ambos os casos. de demandas na justiça. eram também extensas as plantações de cana. cujo nome acabou mudando para Jacarepaguá. de modo desordenado. respectivamente.ficando o sobrinho e primo. sendo por isso o lugar conhecido pelo nome de “planície dos onze engenhos”. que. que impedia a partilha das terras que constituíssem um patrimônio familiar). que as preservou. dono de toda a área. que. foi. disputada pelos descendentes e sucessores. e assim prosseguiu até que a abolição da escravatura acabou tornando difícil a situação econômico-financeira dos monges beneditinos. Neste ponto. produto altamente comercializável àquela época. fato que originou questões de direito à propriedade. no início da colonização pertenceu à família Correia de Sá. exceto àquelas dadas como dote à Vitória. sobre o qual pesam muitas acusações. aos pedaços. Engenho da Taquara. foi 148 . do Rio Grande (antigo Engenho do Pau da Fome. da Vargem Grande. em seguida passou-as ao Banco Crédito Móvel. sendo que. não teve filhos e. A exportação dos produtos obtidos da cana-de-açúcar era normalmente feita por via marítima. Sá e Benevides. pela barra da Lagoa da Tijuca. seu primo. depois da extinção dos morgadios (“lei do morgadio”. As designações que permaneceram atestam este fato – Engenho d`Água. até que concordou em 1678. envolvendo muitos interesses. para produção de açúcar. que dão motivo até hoje. em troca de ser enterrada no Mosteiro de São Bento e de ter missas rezadas em sua memória.Usavam todos como força motriz propulsora os rios que desciam das serras vizinhas. Também nessa época foi fundado o povoado da Porta d`Água. mais precisamente. pelo Canal da Lagoa da Tijuca. com o correr dos anos. Engenho de Fora (no vale do Marangá. do tupi yaka`réù`pá`guá ou “lagoa rasa dos jacarés”. um dos primeiros grandes latifundiários do Brasil. os engenhos. muito religiosa e ligada à Igreja. Nas propriedades primitivas de Correia de Sá e Benevides está a maior parte do bairro da Barra da Tijuca. Do lado de Sá e Benevides. Nas terras do Mosteiro predominavam as lavouras de cana-de-açúcar. cujo total chegava a onze. Engenho da Serra. Assim. deixou tudo que possuía na área para os Beneditinos. mais tarde. além das outras cuja memória já se perdeu: Engenho Velho. da Vargem Pequena e da Restinga. sobretudo na que. depois de receber 5. toda a área da Baixada. hoje Praça Seca) e as fazendas do Camorim. hoje Condomínio Passaredo). Engenho Novo (hoje Colônia Juliano Moreira).000 cruzados (da época) como indenização. na atual Freguesia. quando começaram a vendê-la. com o testamento. ao morrer. Vitória de Sá.

Primeiramente. precursora da contemporânea Air France. Na Barra da Tijuca. nas imediações do Pontal e. portugueses. com as atuais Avenidas das Américas e Avenida Ayrton Senna formando os dois eixos principais. o Plano-Piloto repetia a estruturação em cruz. em 1969 foi elaborado. Com vista a disciplinar uma ocupação que se previa explosiva. para instalar um campo de pouso para seus aviões das Ligneas Letécoère da Compagnie Entreprises Aéronautique.conhecida por Fazenda da Restinga. os franceses por aqui andaram. ponte do Canal da Joatinga). a atual Avenida Ayrton Senna. designadas pelas letras do alfabeto de A até H. na década dos anos 20. 149 . a titulação das terras na Barra da Tijuca deu origem à várias ações judiciais que se arrastavam nos tribunais. O Plano-Piloto – ou Plano Lúcio Costa. elevado e túnel do Joá. para invadir a cidade. Em Brasília. Ao longo do tempo. por vezes escapando dos parâmetros idealizados. o Pontal de Sernambetiba e Jacarepaguá”. porém. A título de curiosidade. a primeira na direção leste-oeste e a segunda na direção norte-sul. o “Plano-Piloto para a Urbanização da Baixada Compreendida entre a Barra da Tijuca. que veio trazer acesso à parte oriental da Baixada de Jacarepaguá. mais tarde. O Plano-Piloto foi concebido à luz das formulações para o espaço de Brasília. redividida em glebas. Vencer obstáculos naturais implicou investimentos vultuosos em infra-estrutura viária (túneis Dois Irmãos e do Pepino. tanto pelo esforço de implantar uma indústria automobilística empreendido pelo Presidente Juscelino Kubitschek – o idealizador da nova capital federal – quanto pela mobilidade adquirida pelos moradores através do transporte individual acessível. que ocupavam a área da lagoa da Tijuca até o mar. no local onde hoje está o aeroporto. que possibilitaram a ligação da Gávea e do Leblon com a Barra da Tijuca. A solução definitiva do poder judiciário para a questão fundiária coincidiu com a abertura da auto-estrada Lagoa-Barra no início da década de 70. numa segunda tentativa de criação da França Antártica. a Barra da Tijuca foi adquirindo identidade própria. Com todas essas linhagens sucessórias. além dos Sá e dos Teles de Menezes. aproximadamente. pacificamente. tornando-a o passo seguinte no prosseguimento do vetor de expansão urbana da Zona Sul do Rio de Janeiro. tendo como limite longitudinal. em 1710. que contava com a consultoria do urbanista para intervir na pormenorização do parcelamento e do uso do solo. como ficou conhecido – era o arcabouço institucional para a ocupação de uma área estabelecida como Zona Especial. relembra-se que. pois está em solo da Barra da Tijuca. erroneamente chamado de Jacarepaguá. pelo urbanista Lúcio Costa. cujo acompanhamento era feito por um órgão de planejamento – SUDEBAR. comandados por Jean François Duclerc. mas de forma pertinente. também projetado por Lúcio Costa. as largas avenidas concretizavam a expressão do novo status da economia brasileira.

Com o avanço progressivo da fronteira do tecido urbano para oeste. preparada para usufruir das conquistas urbanísticas e tecnológicas do século XXI e atraente para uma parcela cada vez maior de habitantes do Rio de Janeiro. de beleza inigualável que se traduz hoje em dia em um dos principais vetores de expansão imobiliária da cidade. a dinâmica da cidade foi se deslocando ao longo do tempo do Flamengo e de Botafogo para Copacabana e depois para Ipanema e Leblon. portanto. Contudo. A transformação de terrenos vazios destinados a residências em quadras fechadas com muitos edifícios justapostos. primeiramente em função da amplitude e generosidade de suas áreas e por servir de alternativa para re-equilibrar as outras partes da cidade. para que possa ser mantida sua concepção original. como transportes e saneamento básico. com seus grandes alagadiços. a pouca declividade do terreno acabava por constituir um obstáculo e formava ecossistema com características peculiares. cabe lembrar que a ocupação da Barra da Tijuca ainda depende da consolidação de investimentos em obras de infra-estrutura urbana. Camorim. Porém. acabava por degradar a condição de habitabilidade nos bairros de urbanização mais antiga. reforçando o processo de deslocamento das pessoas em busca de uma melhor condição de moradia. permitindo reordenar o processo de apropriação e dar alento aos bairros mais antigos para que possa reverter a insidiosa deterioração que os acometeu. de um dos últimos bairros que apresentam condições únicas de modificar o processo de incorporação dos espaços urbanos como foi realizado até então. Tijuca. suas lagoas (Jacarepaguá. é fato que.Conclui-se que o interesse pela Barra da Tijuca remonta a alguns séculos e é de causar admiração que a mesma tenha ficado quase intocada durante trezentos e cinqüenta anos. Trata-se. contudo. Mais recentemente esse caminhamento chegou à São Conrado e à Barra da Tijuca. emolduradas por manguezais e habitat de rica fauna. junto à linha da orla da Baía de Guanabara e do mar. Trata-se. ainda que isso seja justificado por alguns como uma conseqüência direta da topografia que lhe dificultava os acessos. 150 . de espaço único. Lagoinha e Marapendi). esta última projetada para ser uma “cidade” moderna.

das Américas (entre a Lagoa / Canal de Marapendi e o complexo das lagoas de Jacarepaguá. este apresenta-se. as lagoas de Jacarepaguá. quer na sua porção sul do eixo. entremeado com as funções residencial e de comércio e prestação de serviços. temporariamente. em porção onde. pelo fato de haver mais concentração de residências multifamiliares no lado sul (com a presença de várias torres de apartamentos). quer considerando as áreas menos litorâneas.3. continuando a privilegiar o uso residencial na faixa oriental entre o mar e as lagoas.3. Camorim. Contudo. quer considerando a opção da proximidade com o mar ao sul. localizadas em condomínios fechados.1. enquanto no lado norte as residências unifamiliares. dos empreendimentos Downtown e Città America). onde a natureza e as paisagens cênicas tiveram papel fundamental na atração do segmento imobiliário. que é a ocupação mais nobre por estar à beira-mar. onde este se deu primordialmente ao longo da Avenida Sernambetiba (até bem pouco tempo atrás chamada.Barra da Tijuca experimentou na última década em relação ao Município do Rio de Janeiro. com destaque 151 . Os diferentes usos foram assumindo tipologias distintas. A ocupação da faixa intersticial entre essas duas vias vem ocorrendo principalmente ao longo das duas margens do Canal de Marapendi. contudo. com maior concentração de edifícios nas proximidades da ponte Lúcio Costa (incluindo também a ponte Oscar Niemeyer após a duplicação). encontra-se o bairro da Barra da Tijuca (limites já descritos anteriormente). onde as possibilidades de lazer catalisam o interesse humano. respectivamente. diferenciando-se. foi a partir dos acessos viários que a ocupação urbana se deu com mais desenvoltura. à luz dos espaços mais nobres procurados para fins residenciais. convivem ao lado de conjuntos de estabelecimentos varejistas – supermercados principalmente e modelos de shoppings abertos e temáticos (como é o caso. Tijuca e Marapendi. Uso do Solo Em linhas gerais. territorialmente. Camorim e Tijuca). A realização do Censo 2000 evidenciou o ritmo de crescimento singular que a região da . Lúcio Costa) – entre a orla marítima e a Lagoa / Canal de Marapendi. Esta vem sendo a lógica de ocupação da parte mais ao sul da Baixada de Jacarepaguá. em parte. quer na sua porção norte. única alternativa para cruzar o canal entre o início da Avenida das Américas e a Avenida Ayrton Senna. Av. este processo – os maciços da Pedra Branca e da Tijuca.7. pode-se considerar que a ocupação do solo no espaço concernente à Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá foi se configurando a partir dos elementos físico-geográficos marcantes e que balizaram. Quanto ao tipo de uso do solo ao longo da Av. porém belamente emolduradas pela presença das linhas de montanhas e dos espelhos d`água das lagoas.

bem como outras intervenções urbanísticas ao longo desta última. É interessante observar o vetor de expansão residencial que vem ocorrendo de modo mais interiorano neste bairro nos últimos cinco anos. vêm tendo sua venda estimulada à reboque desta proximidade e também por outras promoções mais específicas. (vide ítem Aspectos Demográficos mais adiante). até 152 . cuja mesma lógica regiu a ocupação residencial na vizinha Barra. considerando as restrições impostas. no sentido do Autódromo até o entroncamento com a Av. há uma lógica diferenciada e balizada por alguns elementos físico-geográficos marcantes e que merecem atenção. apresentando o esgarçamento do tecido edificado entre as quadras localizadas no limite entre as avenidas Sernambetiba (cujo nome muda para Estrada do Pontal a partir da Av. Lançamentos imobiliários ainda mais interioranos. das Américas. não se deu de modo expandido nem linear na faixa litorânea. A recente construção de alça viária interligando de modo mais ágil as avenidas Ayrton Senna e Abelardo Bueno. Neste rastro de ocupação deverão surgir mais adiante no tempo outros lançamentos voltados a público-alvo semelhante que deverão ocupar o que atualmente se chama Gleba F (outra península que adentra a Lagoa da Tijuca). vem também servindo de aspecto positivo para a aceleração da ocupação centro-oeste da Baixada de Jacarepaguá. o bairro da Barra da Tijuca em sua porção sudoeste. Esta ocupação. no entanto. das Américas ao sul. cuja localização em terreno marginal ao Canal do Camorim (que interliga as lagoas de Jacarepaguá e Tijuca) vem viabilizando a ocupação em solo até bem pouco tempo classificado como inundável. embora aparentemente se apresente como uma expansão natural do tecido urbano da vizinha Barra da Tijuca. na medida em que passam a surgir novos estímulos de ocupação contíguos ao espelho d´água da Lagoa da Tijuca. em terrenos limítrofes ao bairro da Barra da Tijuca mas já localizados em Jacarepaguá. No que tange à ocupação do território onde se encontra o bairro do Recreio dos Bandeirantes. considerando as características de solos moles e presença de turfas que apresenta.para o bairro que lhe atribui o nome – Barra da Tijuca. Salvador Allende que por sua vez limita. no quadrante nordeste balizado entre a Av. voltados ao segmento de alta renda como pode ser observado nos empreendimentos da Península (outrora Gleba E da Fazenda da Restinga) ou o empreendimento Le Parc na Avenida das Américas. São lançamentos imobiliários de alto padrão habitacional. Gilka Machado) e Américas. como é o caso do empreendimento voltado em um primeiro momento ao evento dos Jogos Pan- Americanos de 2007 (Vila Olímpica Pan 2007). ao encontrar a Av. Parece claro admitir que o principal viés que estimulou e vem estimulando a ocupação residencial no Recreio dos Bandeirantes é a proximidade à faixa litorânea. Ayrton Senna e a Av.

Freguesia.D. São edificações voltadas. áreas que foram recentemente contempladas em termos de acesso mais direto para o litoral com a abertura da Linha Amarela no final da década de 90. onde se dá hoje a grande presença urbana nos bairros da Taquara. respectivamente da Pedra Branca. 3 CASTRO. As demais manchas referentes ao uso residencial ocupam. no Alto da Boa Vista. Salvador Allende e. ao uso residencial unifamiliar. a mancha residencial se espraia território adentro. embora pulverizadas. Sernambetiba.29%).66%. Estudos urbanísticos mais recentes 3 revelam que.55% em Vargem Pequena e 17. Também nesta porção da bacia. quer para uso residencial. 2005 Barra da Tijuca 2000/2020 – Consolidação do Desenvolvimento 153 . Contudo. Anil e Praça Seca. representadas pelos ramos farmacêutico e de alimentos e bebidas cuja expansão do parque vem se dando ao longo dos últimos dez anos.em grande extensão dos bairros de Vargem Grande e Vargem Pequena. embora com valores reduzidos.C. portanto. quer para fins comerciais e de serviços. Sinalizam para ocupação mais intensa a médio prazo. de alto padrão habitacional. as áreas onde são praticadas atividades industriais. outro fator natural vem se apresentando como desestimulador à expansão urbana na porção extrema oeste em função de extensa mancha de área inundável – os Campos de Sernambetiba. em Jacarepaguá e da Tijuca.F. à medida que surjam outros investimentos em infra-estrutura urbana e ofertas qualificadas nas atividades terciárias (comércio e prestação de serviços) em Vargem Pequena. De qualquer modo ainda prevalece a atmosfera domiciliar rururbana.então. e o terceiro foi Recreio dos Bandeirantes com 11.V. a taxa média de crescimento populacional estimada para o período 2000/2020 nestes bairros deva permanecer alta – 13. Curicica. Essa formação também vem freando os investimentos imobiliários que já se fazem visíveis nos terrenos marginais ao longo da Estrada dos Bandeirantes. Gardênia Azul. Ao norte da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá. ultrapassando o bairro da Bara da Tijuca)) junto aos seus terrenos mais lindeiros. pontualmente. na maioria das vezes. das Américas (ultrapassando o entroncamento com a Av. cuja taxa de crescimento populacional aferida no período 2000 / 1991 se revelou a segunda maior dentre os bairros que integram a XXIV RA – Barra da Tijuca (o bairro com maior taxa de crescimento foi Camorim – 20. que chegam a totalizar cerca de 15km². encontram-se. as encostas dos maciços. Pechincha. VOGEL.39% no Camorim. ocupando o vale formado pelos maciços. em função da presença de área considerada de proteção ambiental – APA do Parque Municipal Ecológico de Marapendi Cabe admitir que o alastramento do tecido urbano se deu ao longo da Av. para a ocupação ao longo de quase toda a faixa entre a Lagoa de Marapendi e a Av.

Considerando ainda o uso de serviços. sobressaem os ramos automobilísticos (através das concessionárias de automóveis). além da presença de grupo varejista de supermercado (Makro). Ayrton Senna. esta função encontra-se hoje bastante concentrada no eixo da Avenida Ayrton Senna.Ainda no que tange as áreas com usos comerciais e de serviços. onde. Abelardo Bueno e a Av. vindo a destacar-se mais recentemente a implantação de rede hospitalar (Barra D´Or). 154 . de móveis e decoração (Casa Shopping). cabe sinalizar para a presença do Aeroporto de Jacarepaguá. em trecho entre a Av. cuja presença marcante veio a reboque da abertura e consolidação da Avenida das Américas. das Américas. cujo acesso se dá a partir da Av.

INSERIR MAPA USO DO SOLO NA AII 155 .

Tais eixos atraíram a indústria moderna e os estabelecimentos de armazenagem. manifestavam-se as tendências contraditórias de atração de mão-de-obra e. nos sentidos norte-noroeste e noroeste-oeste. Apenas a título de exemplificação. atual Zona Oeste. os grandes eixos de transporte interurbano partiam de suas proximidades na área ao norte do Maciço da Tijuca. pressupõe-se ampliar o olhar não só para o quadro demográfico da AP-4 (formada pelas Regiões Administrativas de Jacarepaguá. contornando por ambos os lados o Maciço da Tijuca. Assim. À proporção que a faixa industrial avançava para o interior. Formou-se assim a Zona Sul. ao mesmo tempo. no sentido sul-sudoeste a abertura de túneis facilitou o crescimento ao longo da orla.7. bairro aristocrático do tempo do Império.4 Frente ao que foi exposto no item anterior. pretende-se retratar nesta abordagem a dinâmica imobiliária que vem ocorrendo na Área de Influência Indireta das intervenções em pauta (AP-4). desde o século XIX. 156 . já vinham sustentando a formação de núcleos suburbanos mais ou menos isolados.1. Um Olhar sobre a AP. Assim.4. a introdução do bonde elétrico – veículos maiores e mais velozes do que os de tração animal – acelerou o crescimento do cinturão de bairros e de diversos subúrbios. e a cauda. evolução dos aspectos demográficos (enfoque a seguir) à luz da formação urbana nos bairros que integram esta área de planejamento do Município do Rio de Janeiro. Abordagem Geral para Contextualização Foi do centro que a cidade se expandiu. não conseguiu ver a renovação de seu capital imobiliário e declinou no seu status social. Como o porto modernizado localizou-se no interior da baía. Enquanto isso. a cabeceira pela união de bairros mais próximos. As ferrovias. Dinâmica Imobiliária e Ocupação dos Espaços. São Cristóvão. pelos longos eixos de transporte periféricos separados entre si por vazios urbanos. Essa distribuição fez a cidade assumir a forma de um cometa. restingas e vales entalhados. cujo núcleo é representado pelo Centro. colinas e vales entalhados. a oeste. a cidade foi se alargando sobre planícies. no sentido norte-oeste. como entender este tema sob a égide do processo de ocupação das demais áreas da cidade. Barra da Tijuca e Cidade de Deus) . desvalorização da área para funções residenciais da população mais abastada. formando a Zona Norte e a distante Zona Rural. de modo a permitir um melhor entendimento da. A partir do início do século XX. ocupando planícies costeiras. desde a entrada da baía até as praias oceânicas.3. cuja interface com o crescimento na região da Barra da Tijuca merece destaque.

enquanto setores da classe média se retiravam do Centro. De um modo geral. Ao mesmo tempo afugenta a função residencial para alguns setores da população. ali se instalavam os imigrantes estrangeiros pobres. onde o crescimento do comércio no bairro acabou afastando parte da população de classe média alta que caracterizava a ocupação original da área. mas circundado e atravessado por vias perimetrais e transversais. de suas áreas em degradação. que antes se estendia da Praça XV ao Leblon. até bem pouco tempo atrás contemplado com os melhores 157 . nas últimas décadas em Ipanema e Leblon. Por isso. De todo o modo. que os principais lugares centrais e as maiores densidades populacionais continuassem localizados sobre os grandes eixos. Copacabana também passou por mudanças na sua composição social mais recentemente. Exemplo claro foi o que aconteceu em Copacabana. Esse processo influiu na ocupação dos espaços entre os grandes eixos e o entrelaçamento do tecido urbano. percebe-se ainda nitidamente na Cidade do Rio de Janeiro uma hierarquia de espaços. a expansão do espaço urbano carioca não se fez simplesmente por justaposição de novas áreas com novas camadas de população. É a história dessa configuração – bem como a da distribuição dos lugares centrais e dos equipamentos urbanos e a distribuição das características do quadro natural – que moldará as diferentes características da população e das famílias cariocas. onde vive o segmento da população com maior aferição de renda. o desenvolvimento da indústria automobilística contribuiu para o crescimento do transporte urbano rodoviário. mas também com trocas de populações. Neste sentido. seguida de uma fase de diminuição e mudança do perfil social da população. Nada disso impediu. um dos processos da evolução da cidade mostra os lugares centrais se adensando e empurrando as populações residentes para mais longe. pode-se considerar que. Isso acontece porque as atividades de grande centralidade procuram se localizar nas regiões de maior concentração de população de alta renda. contudo. Por exemplo. Foi o que ocorreu também. verifica-se um aumento da população residente em áreas que assumiram elevada concentração de atividades econômicas. sobretudo os de renda mais elevada. É interessante observar que a concentração de atividades econômicas atua de forma contraditória no Rio. como foi o caso da Barra da Tijuca. onde o topo da pirâmide social carioca coincide com a Zona Sul.A partir dos anos 50. e atrai trabalhadores. O transporte rodoviário passou também a servir de suporte para a expansão da cidade sobre novas áreas. Da união desses lugares centrais resultou a criação do que costuma se chamar “Centro Expandido” na cidade do Rio de Janeiro. nas primeiras décadas do século XX. hoje esgarçado para a Barra da Tijuca. Desse modo. a configuração geral da cidade e os deslocamentos populacionais apresentam um formato tentacular.

apresentando concentrações de renda próximas aos índices aferidos pela população dos bairros nobres da Zona Sul.equipamentos de saúde e educação. praias com orlas urbanizadas e demais opções de lazer. 158 . menos degradados ambientalmente pelas grandes massas construídas do mercado imobiliário. a maior ou menor proximidade com a Zona Sul passou a ser um critério universal para a avaliação da qualidade de vida da cidade. a Barra da Tijuca vem exercendo forte poder de atração sobre este segmento carioca que busca residência em espaços mais amplos. generosos. Em decorrência. Atualmente. fatores estes somados à eterna procura por áreas residenciais mais protegidas da violência urbana conforme prometem os condomínios fechados multi e unifamiliares da região. comércio.

760 1.435 10.802.Cidade de Deus 9. em relação ao Município do Rio de Janeiro.249 204.725 XVI RA – Jacarepaguá 106.560.338 1.396 61.Barra da Tijuca 27.325 AP 4 .A Barra da Tijuca como Pólo de Equilíbrio do Rio de Janeiro A realização do Censo de 2000 evidenciou o ritmo de crescimento singular que a Região da Barra da Tijuca experimentou na última década.494 26.Baixada de Jacarepaguá 143.009 Fonte: IBGE – Censos Demográficos 91 / 00 159 . como mostra o quadro abaixo: Evolução dos Domicílios no Rio de Janeiro e na Baixada de Jacarepaguá – AP 4 Domicílios Domicílios Variação RA Nome em 1991 em 2000 2000-1991 XXIV RA .045 139.347 242.097 XXXIV RA .769 54.142 33.147 Cidade do Rio de Janeiro 1.

Nesse mesmo intervalo censitário. no âmbito da Baixada de Jacarepaguá – AP-4. 155 mil no segundo. a Baixada de Jacarepaguá aumentava em 155 mil. a 3%. Inhaúma. as que ficam a oeste na Área de Planejamento 3. numa cidade de 5. Ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo. por incluir também a Rocinha – XXVII RA em 1991. Penha. Méier. Ilha do Governador. apresenta sistematicamente menor nível de renda que a da Baixada de Jacarepaguá. A população da Zona Oeste. cerca de 265 mil pessoas no primeiro caso e. Esse fato torna-se mais relevante se considerado que. mesmo assim de apenas 10 mil pessoas. a um ritmo de 3 mil moradias por ano. de cada cinco habitantes que o Rio de Janeiro ganhou nesse período. somente as correspondentes à AP 5 – Zona Oeste (Bangu. um foi morar na XXIV RA. isto é. Em termos populacionais. Lagoa. Copacabana. Tijuca e Vila Isabel) onde apenas a Lagoa – VI RA teve aumento de população. com o acréscimo se concentrando nas Regiões Administrativas de Anchieta. mais de 40% da população correspondente ao acréscimo municipal se fixou na Área de Planejamento 4. Campo Grande. das quais a quarta parte (25%) foi registrada na Baixada de Jacarepaguá / Área de Planejamento 4 e mais de um décimo (11%) na Barra da Tijuca e adjacências / XXIV Região Administrativa. como visto. Centro. enquanto a AP 3 – Zona Norte e Subúrbios (Ramos. das cinco Áreas de Planejamento que constituem o Município do Rio de Janeiro. em que pese Jacarepaguá – XVI RA ter a seu favor pouco mais de dois terços do estoque de casas em 2000. enquanto a Cidade do Rio de Janeiro ganhava mais 377 mil habitantes. a Barra da Tijuca – XXIV RA respondia por quase 44% do acréscimo observado. assim como os complexos das favelas do Alemão e Jacarezinho) viu sua população se ampliar em 30 mil pessoas. com 175 mil. Anchieta e Pavuna. 76 mil se mudaram para a região da Barra da Tijuca. São Cristóvão e Santa Teresa) e a AP 2 – Zona Sul e Tijuca (Botafogo. Nas demais Áreas de Planejamento. Madureira. Irajá. a Baixada de Jacarepaguá – AP 4 com cerca de 680 mil habitantes correspondia a apenas 11% da população total municipal e a Barra da Tijuca. Realengo. Santa Cruz e Guaratiba) e à Área de Planejamento 4 – Baixada de Jacarepaguá tiveram aumento expressivo de população.No intervalo censitário observado (1991/2000) foram acrescentadas 240 mil novas habitações na Cidade do Rio de Janeiro. ou seja. Ilha do Governador e Pavuna.85 milhões de pessoas no ano 2000. experimentaram diminuição populacional a AP 1 – Centro (Portuária. Rio Comprido. 160 . isto é. no entanto.

embora mantenha expressivo contingente populacional. 161 . Somente as AP 4 e AP 5 garantem o crescimento geral da população municipal. Vê-se claramente que a Área de Planejamento 3 praticamente parou de crescer. enquanto as AP 2 e AP 1 vêm perdendo população.O gráfico a seguir mostra a evolução da população da Cidade do Rio de Janeiro (valores no eixo à direita) e das suas Áreas de Planejamento desde o ano 1960 até o ano 2000.

Evolução da População do Rio de Janeiro e das Áreas de Planejamento – AP’s 7 000 000 habitantes Rio de Janeiro 6 000 000 5 000 000 4 000 000 3 000 000 AP 3 2 000 000 AP 5 AP 2 1 000 000 AP 4 AP 1 1 955 1 960 1 965 1 970 1 975 1 980 1 985 1 990 1 995 2 000 2 005 Fonte: IBGE – Censos Demográficos / Elaboração: Holística 162 .

o urbanista Lucio Costa profetizava: “Deverá fatalmente surgir na Baixada de Jacarepaguá um novo foco metropolitano norte-sul. a dinâmica urbana foi se deslocando ao longo do tempo do Flamengo e de Botafogo para Copacabana e depois para Ipanema e Leblon.. 2005. Barra da Tijuca 2000/2020_Consolidação do Desenvolvimento 163 . a expandir a cidade para oeste.” A vocação do crescimento para a região da Barra da Tijuca é conseqüência da evolução urbana do Rio de Janeiro. Assim.. beneficiado pelo espaço. obrigando a serem furados sucessivos túneis. acompanhando a orla marítima. O que lhe confere condições para ser já não apenas o futuro Centro Metropolitano norte-sul assinalado. com o correr do tempo.. há mais de 35 anos. como já previa o seu idealizador. quais sejam (1) ao norte.n Conforme já mencionado. ou seja. porém bloqueado por várias pontas do cordão de montanhas que se derramam sobre o oceano. estendendo-se paralelamente aos maciços montanhosos. Do outro lado. até encontrar o primeiro 4 Ao norte do Maciço da Tijuca. Meier. e que não será apenas um novo centro relativamente autônomo à maneira de Copacabana e Tijuca. com a vida urbana buscando novos espaços ao longo do vetor sul.D. a fronteira do tecido urbano expande-se para oeste. São os subúrbios que se formam junto às estações e logo adquirem vida própria – Mangueira. Impossibilitada de seguir para leste pela massa d’água da Baía de Guanabara. Olhando para o poente.C. em cujas margens foi fundada a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. . os bairros de urbanização mais antiga foram 4 CASTRO. o centro histórico deixa de ter centralidade. que apontava a Baixada de Jacarepaguá como pólo de equilíbrio entre o pólo de negócios no centro histórico e o pólo industrial em Santa Cruz. Pedro II e da Leopoldina. mas novo pólo de convergência e irradiação.F . pelas disponibilidades de mão-de-obra e por amplas áreas contíguas para residência e recreio. Na sua proposição. pelo acesso às áreas industriais. mas também leste-oeste. ramais ferroviários em 1855 partem das estações centrais de D. o urbanista Lucio Costa. o verdadeiro coração da Guanabara. o centro dessa trajetória é a região da Barra da Tijuca. VOGEL..V. com a perda da condição de capital federal. para terminar em Queimados. dirigindo-se até a Baía de Sepetiba e (2) ao sul. a cidade cresce ao longo de dois vetores que contornam o bloqueio da cadeia de montanhas. Madureira até chegar ao distante Bangu. Hoje a infra-estrutura viária de apoio (Avenida Brasil e Linha Vermelha) dá continuidade a esse crescimento para a Zona Oeste do Rio de Janeiro.Assim observa-se que na caminhada da fronteira urbana da Cidade do Rio de Janeiro para oeste. Favorecidos pelo transporte de cargas e pela disponibilidade de mão- de-obra próxima. é onde surgem também as primeiras grandes indústrias.

pois essa ocupação protegia o seu flanco oeste da cobiça dos invasores. moldada pelo cinturão de montanhas. eram progressivamente ocupadas. que veio trazer acesso efetivo e desimpedido à parte oriental da Baixada de Jacarepaguá. ponte do Canal da Joatinga). Este território permanecia como reserva de expansão urbana com seus 140 quilômetros quadrados urbanizáveis (que correspondem à área abaixo da cota 100 metros. pelo urbanista Lúcio Costa. que possibilitaram a ligação da Gávea e do Leblon com a Barra da Tijuca. que por muitas décadas impediram a definição fundiária dessas terras.Barra no início da década de ‘70. em 1969 foi elaborado. sem contar o espelho d’água das lagoas e outras áreas de preservação natural). elevado e túnel do Joá. Vencer os obstáculos naturais implicou investimentos vultosos em infra-estrutura viária (túneis Dois Irmãos e do Pepino. Com vista a disciplinar uma ocupação que se previa explosiva. cuja origem da titulação remonta à época da fundação da Cidade do Rio de Janeiro. o Maciço da Tijuca formava uma barreira que impedia a continuidade da expansão do tecido urbano ao longo do vetor sul. 164 . O PONTAL DE SERNAMBETIBA E JACAREPAGUÁ». que procurava incorporar o vasto território da Baixada de Jacarepaguá. A solução definitiva do poder judiciário para a questão fundiária coincidiu com a abertura da auto-estrada Lagoa . enquanto áreas mais distantes na Baixada Fluminense por serem servidas por infra-estrutura rodoviária e ferroviária. o «PLANO-PILOTO PARA A URBANIZAÇÃO DA BAIXADA COMPREENDIDA ENTRE A BARRA DA TIJUCA. apesar de distar apenas cerca de 20 quilômetros em linha reta do centro histórico da cidade.sendo degradados na sua condição de habitabilidade. tornando-a o passo seguinte no prosseguimento do vetor da expansão urbana da Zona Sul do Rio de Janeiro. Outra questão que limitou a ocupação da Barra da Tijuca foram pendências judiciais. reforçando o processo de deslocamento das pessoas em busca de uma melhor condição para morar. Entretanto.

O apartamento de dois quartos valorizou-se em média 39% e o de três quartos. No ISS. pois 31. à frente de Lagoa (que inclui Ipanema e Leblon.3% em Jacarepaguá.Destaca-se que a área licenciada no ano de 1998 para comércio e serviços na XXIV Região Administrativa era 44% da mesma área para a totalidade do território municipal.30% Fonte: ADEMI – Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário/2004 Também o metro quadrado construído na região da Barra da Tijuca foi o que mais ampliou seu valor nos anos de 1997 a 1999. Centro (com 13.67%) e Botafogo (10.07%) – sendo que apenas estas regiões administrativas têm participação superior a 10% no total municipal. quase a metade do que foi licenciado para esse uso em toda a cidade estava na região da Barra da Tijuca. em 1998 a AP-4 foi "campeã".48% do total). no IPTU e no ICMS de 165 . enquanto Jacarepaguá foi 92. representaram 42.81% 74. a Barra da Tijuca.948 6.944 4. Ou seja.114 AP 4 / Rio de Janeiro 56.726 2. 45.038 3. e 32.102 4.564 1.851 Rio de Janeiro 3.584 901 Recreio dos Bandeirantes 78 721 788 429 Vargem Grande 460 102 248 207 Vargem Pequena 440 36 Jacarepaguá 470 170 1. Só a Barra da Tijuca foi palco de 29.31% do total arrecadado no município.com os lançamentos imobiliários na Baixada de Jacarepaguá sendo até três quartas partes (75%) de todos os efetivados no Rio de Janeiro. mostrando bem a sua proeminência nas atividades comerciais e de serviços em relação ao Município do Rio de Janeiro.74% da área dos "habite-se" residenciais no Rio de Janeiro em 1998.90% das comerciais. como mostra o quadro a seguir.57% 75.624 2. somadas.74% da área com "habite-se" residencial.1% das unidades residenciais vendidas ficavam na Barra da Tijuca e 19.17% da industrial de todas as licenças para construção na cidade do Rio de Janeiro.951 1. Esta situação permaneceu no início do século XXI. Isto é. metade das vendas imobiliárias da Cidade do Rio de Janeiro se dava na Área de Planejamento 4 – Baixada de Jacarepaguá.Importa salientar que as Regiões Administrativas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá. Por outro lado. vinha em 1º lugar em 1998 nos valores emitidos de IPTU. Lançamentos Imobiliários no Rio de Janeiro – Unidades Bairros 2001 2002 2003 2004 Barra da Tijuca 718 1.17% das industriais. Assim.278 Baixada de Jacarepaguá .78% 69.AP 4 1. em 1999.08% da comercial e 92. pois representou 42.83% do número total.74% das licenças residenciais e 43. uma média de 17% no mesmo período. com 17. com 15. valorizada pela proximidade da orla litorânea.

Vargem Pequena e Camorim. atualmente predominam as ofertas em termos de construções multifamiliares. estando no 1º lugar do ranking municipal com 22.39%). embora o Recreio tenha se apresentado no início de sua ocupação como um bairro mais voltado ao padrão residencial unifamiliar. de modo geral. Os dados confirmam o intenso crescimento da ocupação no Recreio dos Bandeirantes nos últimos anos De um total de 14. que desponta no setor secundário. Como esperado. vindo à frente de São Cristóvão (20.023 novas licenças concedidas no Recreio. enquanto na Barra da Tijuca este percentual foi de 17%. sendo a arrecadação dos dois últimos tributos 3 e 2 vezes maior na Barra. Observa-se também que. é interessante observar os últimos dados disponibilizados pelo IPP referente ao ano de 2004 sobre o número de novas licenças concedidas pelas Gerências de Licenciamento e Fiscalização (ou pelas suas respectivas Diretorias Regionais de Licenciamento e Fiscalização).Também cabe ressaltar o crescimento do número de novas edificações licenciadas no Recreio para uso comercial (26%). As Novas Licenças de Construção Concedidas na AP-4 em 2004 Ainda no que tange à abordagem sobre a dinâmica imobiliária na AP-4.2%) e de Pavuna (8. Também o número de licenças concedidas na Barra. o que bem mostra suas características voltada aos setores terciário e quaternário da economia.9% da arrecadação nesse imposto. Cabe informar que os dados das licenças apresentados pela DRLF do Recreio dos Bandeirantes inclui as licenças também concedidas nos bairros de Grumari. onde as amplas casas permitiam o resgate do bem viver do carioca com mais espaço e privacidade. no ICMS Industrial a situação se inverte a favor de Jacarepaguá. seguido de Jacarepaguá ( 22%) e da Barra da Tijuca (14%).Comércio e Serviços a região da Barra da Tijuca estava à frente de Jacarepaguá. 166 . uma vez que de um total de 4. embora o amplo destaque seja para o Recreio. 2. que já representam quase 93% das edificações licenciadas para fins residenciais naquele bairro. os dados revelam a forte presença das edificações para fins residenciais. cerca de 27% ocorreram no bairro do Recreio. Por outro lado. foi menor se comparado com o do Recreio. Vargem Grande.975 (74%) foram para este propósito.786 novas unidades licenciadas no Município do Rio de Janeiro.

103 118 9 .975 41 178 2. 40 . 16 . Total Total Uni Bi Multi Mista Centro 29 . 167 . as facilidades de lazer e de consumo com oportunidades variadas que vem atraindo as pessoas. 2 430 Ilha Gov. 2 235 Ramos 185 3 . 243 . questiona-se o motivo pelo qual as pessoas escolhem esta região tanto para morar como para trabalhar. 5 510 Méier 754 3 2 749 . 2 4.034 7 344 669 14 23 .897 518 2.058 Jacarepaguá 3.622 325 882 10. 2 258 Tijuca 286 6 . 208 . 4 2. por Utilização do Imóvel. 115 125 5 .065 C. os espaços abertos. 2 211 TOTAL 12. 366 . 2 371 Madureira 224 3 . serem pessoas que estão em busca de uma vida com maior qualidade. do ponto de vista da demanda. 182 . 1 184 Irajá 1.695 92 60 1.786 Fonte: IPP_ Armazém de Dados / 2005 Assim.046 . 5 1. 181 99 83 .953 60 193 3 6 3. Cruz 209 1 . cuja ocupação está saturada.756 . 5 66 Sta. Tijuca 1.117 3 44 14.Novas Unidades Licenciadas. São. 179 5 . do lado da demanda. 405 88 3 . como já mencionado anteriormente. 77 . Serv. as vias amplas.023 Bangu 21 5 .291 Lagoa 251 11 . 1 1. 1. portanto. Entende-se. 174 .271 Recreio 2.543 . Grande 1. 4 . 209 .209 89 288 832 . 4 11 14 18 . segundo as GLF ou DLF / 2004 GLF/DLF Residencial Comerc Indust.069 50 6 2. 7 . 1 48 Botafogo 502 9 . considerando a região da Barra da Tijuca (XXIV RA). que não existe mais nos outros bairros da cidade. 4 765 B.

fazendo contraponto na horizontal com seus reflexos nas águas das lagoas. como resgata também Castro. onde reina o sol e a gente se impregna desse alto astral” (Castro. onde cita . Aliás. Grumari. Vargem Pequena. cujos contornos se combinam com o rendilhado das praias. uma vez que“ tem ainda a qualidade de vida derivada da beleza natural da silhueta das encostas e dos cumes das montanhas na vertical.. Itanhangá e Joá também tem seu encanto próprio. Vargem Grande.“Talvez não exista no mundo uma região como a do Rio de Janeiro. tudo destacado por uma luminosidade abundante... nele se jogam os regatos que descem das montanhas cujos rochedos e florestas se refletem em suas águas”.Do lado da oferta. dentro deste contexto regional o bairro da Barra da Tijuca se destaca como citam estudiosos sobre a área. É claro que os demais bairros que integram esta região – Recreio dos Bandeirantes. com paisagens e belezas tão variadas.1996) . embora. existe um grande lago chamado Jacarepaguá. atualmente. somado ao recortado dos prédios.. “são maravilhas já decantadas em 1835 por Johann Moritz Rugendas na sua Viagem Pitoresca Através do Brasil.Ao pé da Tijuca. nada se compare a mescla do ambiente natural e edificado na Barra da Tijuca 168 .V. do lado sul.

(1) a população total residente. quais sejam.5. AP-4 O quadro demográfico será abordado considerando indicadores expressivos. De acordo com os últimos dados censitários de 2000. até aquele ano. (2) as taxas se crescimento populacional estimadas até 2020. o conjunto dos bairros que compõem a Área de Planejamento 4 do Município do Rio de Janeiro totalizava. balizado pelos elementos físico-geográficos que determinaram (e ainda determinam) a ocupação da Baixada de Jacarepaguá. considerando a relação habitante / ha e (4) a renda média do chefe de domicílio. Assim. (3) a densidade demográfica. Quadro Demográfico Geral. publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Uma análise entre gráficos montados com os dados demográficos da Baixada de Jacarepaguá e aqueles referentes ao Município do Rio de Janeiro permite observar que até 1970 há certo paralelismo nas curvas. 682. a população foi desenhando sua ocupação a reboque dos principais eixos viários que garantem acessibilidade à esta região da cidade.3.1. conforme a comparação mostrada a seguir sobre a evolução da população do Rio de Janeiro e da Baixada de Jacarepaguá. respectivamente) e pelas lagoas e canais que compõem os corpos de acumulação hídrica desta região de baixada. considerando sua autonomia financeira mediante a faixa de salário mínimo auferida e (5) a presença de ocupações subnormais.7.64% da população total do município) distribuídos sobre o território. o que mostra taxas de crescimento semelhantes entre a Cidade do Rio de Janeiro e a Baixada de Jacarepaguá – AP4. 169 . entre os condicionamentos postos entre os maciços da Tijuca e da Pedra Branca (nas porções leste e oeste da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá.051 habitantes (o que representava 11.

Evolução da População do Rio de Janeiro e da Baixada de Jacarepaguá – AP 4 7 000 000 700 000 habitantes 6 000 000 600 000 Cidade do Rio de Janeiro 5 000 000 500 000 4 000 000 400 000 3 000 000 300 000 2 000 000 200 000 Baixada de Jacarepaguá – AP 4 1 000 000 100 000 1 950 1 960 1 970 1 980 1 991 2 000 Fonte: IBGE – Censos Demográficos / Elaboração: Holística Nota: A curva da AP-4 está representada em escala vertical dez vezes maior que a do Rio de Janeiro para facilitar a comparação. A tabela a seguir auxilia na compreensão. conforme mostrado pelo número de habitantes tanto à esquerda quanto à direita do gráfico. 170 .

307.090. pois passou de 5% em 1960 para mais do que o dobro (11.00% taxa a.75% Fonte:IBGE – Censos Demográficos 1991 /2000 – Cálculos: Holística Nota: A contagem populacional de 1996 foi eliminada para evitar distorções estatísticas Convém também lembrar que.163 166.92% 393.251.349 7.918 241.790 526.904 682.67% 3. estando hoje praticamente estabilizadas ou até indicando uma sutil retomada do crescimento.302 9.76% 147. o Rio de Janeiro passa a ter taxas de crescimento declinantes. o que garante à AP-4 uma participação crescente na população da cidade.65% 1980 5. Ao mesmo tempo.04% 1970 4. 171 .a.54% 3. XXIVª RA – Barra da Tijuca e XXXIVª RA – Cidade de Deus.Evolução da População do Rio de Janeiro e da Baixada de Jacarepaguá – AP 4 Anos Rio de Janeiro Área Planejamento 4 AP 4 / Rio Taxas Anuais (hab) (%) (hab) (%) (hab) (%) 1960 3. 70/60 2. sustentado a altas taxas geométricas anuais.90% 2000 5. 91/80 0. considerando ainda dois outros marcos intermediários (2007 – ano da realização dos jogos pan-americanos e 2012) como indica o quadro a seguir. a partir da década de 70 do século passado.99% 219.50% 1991 5.017 5.64% taxa a.723 356. Para a Baixada de Jacarepaguá – AP-4 fez-se projeções diferenciadas. 80/70 1.051 11.74% 2.a.60% taxa a.61% 535.a. a Área de Planejamento 4 tem crescimento marcante.a. que foram na média 5 vezes superiores às do município no intervalo censitário de 1980/1991 e 4 vezes maiores no de 1991/2000. no qual são apresentadas três hipóteses de crescimento para as populações abrangidas pelas Regiões Administrativas XVIª RA – Jacarepaguá.67% taxa a.82% 3. ajustada para o ano de horizonte de 2020. 00/91 0.6%) no ano 2000.480. usando-se como base a taxa de crescimento do intervalo censitário de 1991/2000.857.672 5.

Crescimento Demográfico por RAs para a Baixada de Jacarepaguá – AP 4 2000 / 2020

Hipótese 1 2000 2007 2012 2020
XVIª RA 469.682 529.093 567.638 622.217
XXIVª RA 174.353 266.106 355.936 549.633
XXXIVª RA 38.016 39.213 40.090 41.536
Total AP 4 682.051 834.412 963.664 1.213.386
Hipótese 2 2000 2007 2012 2020
XVIª RA 469.682 513.716 546.434 599.016
XXIVª RA 174.353 258.229 337.776 507.520
XXXIVª RA 38.016 35.773 34.198 31.636
Total AP 4 682.051 807.718 918.408 1.138.172
Hipótese 3 2000 2007 2012 2020
XVIª RA 469.682 513.169 543.934 590.448
XXIVª RA 174.353 257.921 336.150 500.314
XXXIVª RA 38.016 35.738 34.046 31.186
Total AP 4 682.051 806.828 914.130 1.121.948

Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2000 / Cálculos Estimativos: Holística

Como se pode ver no quadro, há uma gradação nas hipóteses aventadas, sendo a hipótese 1 a do
crescimento mais alto, a 3 a do mais baixo e a hipótese 2 é a intermediária, por isso mesmo tendo
sido a escolhida para a elaboração das projeções discriminadas por bairros mais adiante.

172

Projeção do Crescimento Demográfico por RAs na AP 4 – Hipótese 2
1.200.000
Baixada de Jacarepaguá AP 4

1.000.000

800.000

Jacarepaguá XVIª RA
600.000

XXIVª RA
400.000

Barra da Tijuca

200.000

Cidade de Deus
XXXIVª RA
0
1995 2000 2005 2010 2015 2020 2025

Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2000 / Cálculos Estimativos: Holística

No gráfico acima, vê-se claramente que a XXIVª RA – Barra da Tijuca é que influencia o
crescimento de toda a AP 4 – Baixada de Jacarepaguá. A XVIª RA – Jacarepaguá tem crescimento
declinante e considera-se que a XXXIVª RA – Cidade de Deus praticamente apenas mantém estável
a sua população. A continuar a situação indicada, ainda na década de 2020 a ocupação da Região
Administrativa da Barra da Tijuca, que inclui o espaço do Recreio dos Bandeirantes e das Vargens
Pequena e Grande, fará com que a sua população se equivalha a da Região Administrativa de
Jacarepaguá, tendo em vista o forte dinamismo da primeira em detrimento da tendência
estabilizadora da outra.

173

População por Bairros na Baixada de Jacarepaguá – AP 4 até 2020

1991 2000 Taxa Taxa
Projeção Projeção Projeção
Bairro Pessoas Pessoas Média (*) Média (*)
2007 2012 2020
residentes residentes 2000/1991 2020/2000
Pechincha 28.816 31.615 1,04% 32.252 32.715 33.469 0,29%
Taquara 88.576 93.741 0,63% 94.609 95.233 96.241 0,13%
Tanque 29.934 32.462 0,90% 32.816 33.071 33.483 0,15%
Vila Valqueire 28.050 31.717 1,37% 33.710 35.210 37.750 0,87%
Praça Seca 54.358 59.657 1,04% 60.874 61.758 63.200 0,29%
Freguesia 48.970 54.010 1,09% 56.298 57.991 60.807 0,59%
Anil 17.626 21.551 2,26% 28.858 32.401 38.150 2,90%
Gardênia Azul 9.844 19.268 7,75% 29.804 38.487 49.700 4,85%
Curicica 20.699 24.839 2,05% 27.183 28.991 32.139 1,30%
Jacarepaguá 62.991 100.822 5,37% 117.313 130.576 154.077 2,14%
Subtotal XVIª
RA Jacarepaguá 389.864 469.682 2,09% 513.716 546.434 599.016 1,22%
Joá 823 971 1,85% 1.104 1.211 1.402 1,85%
Itanhangá 9.356 21.813 9,86% 30.412 32.540 39.994 3,08%
Barra da Tijuca 63.492 92.233 4,24% 113.541 125.611 135.872 1,96%
Recreio
Bandeirantes 14.344 37.572 11,29% 64.382 94.616 134.485 6,58%
Grumari 117 136 1,69% 153 166 190 1,69%
Vargem Grande 6.558 9.306 3,97% 13.961 18.652 29.650 5,97%
Vargem Pequena 3.394 11.536 14,56% 31.750 58.923 146.531 13,55%
Camorim 145 786 20,66% 2.927 6.057 19.396 17,39%
Subtotal XXIVª
RA_Barra da.
Tijuca 98.229 174.353 6,58% 258.229 337.776 507.520 5,49%
Cidade de Deus 38.209 38.016 -0,06% 35.773 34.198 31.636 -0,91%
Subtotal XXXIVª
RA_Cidade de
Deus 38.209 38.016 -0,06% 35.773 34.198 31.636 -0,91%
Total da AP 4 526.302 682.051 2,92% 807.718 918.408 1.138.172 2,59%
Nota: taxa média anual de crescimento geométrico
Fonte: IBGE – Censos Demográficos 1991 / 2000 _ Cálculos Estimativos: Holística

Da análise do quadro acima pode ser observado que, embora a população da Região Administrativa
de Jacarepaguá – XVIª RA seja quase 4 vezes a da Barra da Tijuca – XXIVª RA, esta última vêm
crescendo a uma taxa geométrica 3 vezes maior. Do mesmo modo, bairros que tinham pouca
expressão em 1991 como Recreio dos Bandeirantes e Vargem Pequena tiveram incrementos
consideráveis na sua população (162% e 240% respectivamente) e despontam como os novos
endereços preferenciais da Região da Barra da Tijuca. Por outro lado, o próprio bairro da Barra da
174

porém ainda dentro do raio da grande atração que os empreendimentos dos Jogos Pan-Americanos forçosamente exercerão. Santa Tereza. nessa vizinhança. na ocasião do Censo de 2000.92% a.). tem apresentado crescimento a uma taxa média menor (4. ou sub-normais no jargão dos programas habitacionais. por sua vez. Isso tudo só faz confirmar a idéia difundida de que “o Rio de Janeiro cresce para a Barra da Tijuca”. como também no caso da cidade informal das favelas do complexo do Rio das Pedras e Areal.6% em 1991 e acrescentou dois centésimos em 2000.6%. a maior fixação das pessoas se dará em áreas de moradias precárias. está crescendo 4 vezes mais rápido que o Município do Rio de Janeiro (0. ao passo que a densidade bruta ou global 175 . que dá o nome à região administrativa. a qual puxa para cima também a taxa média da Baixada de Jacarepaguá – AP 4 (2.74% a.58% a. o que corresponde a 682 mil moradores distribuídos em pouco menos de 10 mil hectares urbanizáveis. cujo tecido urbano se espraia ao norte do terreno da Vila Pan-Americana. que em 2000 praticamente não tinha ocupação alguma. chegando a 11.45 habitantes por hectare. Portuária. Vêm seguidamente perdendo população algumas regiões administrativas tanto na Zona Central – Centro. A Densidade Demográfica na Baixada de Jacarepaguá Outro fato a comentar é a densidade demográfica na Baixada de Jacarepaguá. quando então chegarão os proprietários das moradias após os jogos. pois experimentaram maior incremento populacional nos últimos anos as Regiões de Bangu e Realengo. que era de 9.Tijuca. Como resultado.a. o crescimento se dá para toda a Zona Oeste da cidade.a. mais distantes e de acesso indireto. Esta. assim permanecendo até 2007. Freguesia e Anil.24% ao ano) do que a média da XXIVª RA (6. observe-se que haverá grande dinamismo demográfico no quadrante nordeste (NE) além da linha da Lagoa do Camorim e portanto fora da Área de Influência Direta do presente trabalho mas ainda dentro da Área de Influência Indireta. Na verdade. de Jacarepaguá e Cidade de Deus e de Campo Grande.). tanto no caso da cidade formal dos bairros de Gardênia Azul.). que foi a maior dentre as regiões administrativas do Rio de Janeiro no intervalo censitário de 1991 a 2000. Rio Comprido e São Cristóvão – quanto na Zona Sul tais como Copacabana (que baixou de 240 mil habitantes em 1960 para 160 mil em 2000) e Botafogo. Em termos de crescimento populacional. Porém. aumenta a participação da população da AP 4 na do município. levando-se em conta a construção da Vila Pan-Americana e suas adjacências imediatas. a densidade urbana média na Baixada de Jacarepaguá / Área de Planejamento 4 era de 73. Segundo dados do Instituto Pereira Passos.a. como indicado no quadro a seguir. o que reforça o sentido do vetor de crescimento urbano para oeste. considerando somente a área urbanizada.

40 70.629.65% 31.71 4.67 5.830.57 62.36% 469.462 119.741 95.98 Vila Valqueire 4.351. mangues.29 74.339.57 Curicica 3.63% 32.353 37.57 98.268 212.24% 786 20.59% 38.536 38.16 Camorim 8.58 73.68% 11.75 Recreio dos Bandeirantes 30.205.689.era de 23 hab/ha. campo antrópico e solos expostos).71 91.197.94% 971 7. pois os demais já foram urbanizados praticamente em 50% ou mais de sua Área Total.859. A densidade global é calculada sobre a superfície total do bairro.410.83 28.423.551 91.18% 24. praias e lagoas) mais as áreas urbanizadas (áreas urbanas e urbanas não consolidadas.83 13.21 315.796.61% 682. conforme dados de 2003.205.822 77. da região administrativa ou do município e portanto nela são computadas as áreas naturais (florestas.64 74.839 101.22 Fonte: IBGE – Censos Demográficos e IPP– Instituto Pereira Passos / Cálculos: Holística Nota: (*) As áreas urbanizadas correspondem à soma da área urbana e da área urbana não consolidada.92 0.85 Jacarepaguá 75.813 52.826.68 Praça Seca 6.55 20.18 0.905.39 37.150.977.40% 93. Na XVI RA.24 48.34 17.624.64 7.53 Joá 1.79 315.54 19.46% 38.971.438.72 16.46 65. Densidade Demográfica Áreas* RAs e Bairros Área Total (m²) Urbanizadas População Densidade Densidade % sobre ano 2000 Urbana Global Total Geral Área Total (hab) (hab/ha) (hab/ha) XVI RA Jacarepaguá 126.218.13 61. 176 .380.62 111.45 23.28 AP 4 Baixada de Jacarepaguá 293.629.91 37.03 51.61% 37.37% 19.572 32.56% 59.990.52% 9.87 74.657 146.51 Barra da Tijuca 48. os bairros de Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes quase se equivalem em termos de Área Urbanizada.89 Grumari 9.565.57 98. o que reduz sobremaneira a continuidade da sua ocupação.016 320.655.16% 92.691. restingas.89 58.30 Taquara 13.09% 100.56% 21.499.99 XXXIV RA Cidade de Deus 1.78 Tanque 5.682 104.773.26 Vargem Grande 39.00 0.00 Itanhangá 13.30 Pechincha 2. Na XXIV RA.615 147.28 Cidade de Deus 1.598.496.783.88 35.10 Anil 3.33 73. com aproximadamente 40% da Área Total para cada um.86 41.294.717 113.567.49 2.396.010 91.500.051 73.42 155. somente o bairro de Jacarepaguá ainda poderia receber maiores contingentes de população.67 75.382.06 17.915.232.59 12.00% 136 0.016 319.77% 31.773.36 Vargem Pequena 14.206.64 67.51 31.606.233 46.17 10.46 57.726.95 Gardênia Azul 1.28 31.080.26% 174.95 74.35% 21.236.297.38 Freguesia 10.306 13.068.94 XXIV RA Barra da Tijuca 165.07% 54. enquanto a urbana o é somente sobre a soma das áreas urbanas e urbanas não consolidadas.

exigindo extensa rede de canais para seu eventual aproveitamento para urbanização. mosaico residencial que encontra variações de 60 a 300 hab/ha. na ocasião do censo. pela aglomeração óbvia que o morar em favela produz. 177 . a V RA – Copacabana aparecia logo atrás em 3º lugar. com 386 hab/ha. Como comparação.000 hab/ha cuja principal incidência em termos da XVI RA se dá no complexo de favelas do Rio das Pedras. e pouco mais de 10 hab/ha se considerada a densidade global. o mais ocupado em termos de população total. em boa parte do lado ocidental do Recreio dos Bandeirantes e portanto da Barra da Tijuca – XXIV RA. de drenagem complexa. Entretanto. os terrenos são em solos encharcados. a densidade urbana média para a XXIV RA é de cerca de 40 hab/ha. assim. se consideradas apenas as áreas urbanizadas. ainda persiste a existência de amplos vazios urbanos. com predominância da região administrativa de Jacarepaguá sobre o contexto da ocupação mais rarefeita da região administrativa da Barra da Tijuca. O segundo lugar era da XXVIII RA – Jacarezinho pelos mesmos motivos. onde os eixos viários exercem papel catalisador. com índices mais expressivos em sua porção centro-norte que corresponde à XVI RA – Jacarepaguá. Mesmo no bairro da Barra da Tijuca. com 1. como abordado no início desta análise temática. A densidade urbana chegava a menos de 50 habitantes por hectare no ano 2000. Este cenário se destaca frente a situação na Área de Influência Indireta do empreendimento. a maior densidade urbana carioca correspondia à XXVII Região Administrativa – Rocinha.A menor densidade nos bairros da XXIV RA Barra de Tijuca em relação à XVI RA Jacarepaguá mostra bem as possibilidades de ocupação ainda em aberto na primeira.236 habitantes por hectare. O mapa Densidade Demográfica a seguir espacializa estas informações. Observa-se. cuja ocupação foi se intensificando favorecida pela penetração dos principais eixos arteriais – Estrada dos Bandeirantes e Estrada de Jacarepaguá e a trama de coletoras à estas interligadas. em contexto de proporções crescentes. As altas densidades urbana e global da Cidade de Deus – XXXIV RA com mais de 300 hab/ha remete à sua história de formação de conjuntos populares como reposição a favelas reassentadas das margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. já chegando a atingir o patamar dos 1. Leve-se em conta que. a densidade demográfica na Baixada de Jacarepaguá concentra-se. Seguindo a lógica que permeia a ocupação residencial do solo urbano. com 382 hab/ha. Deste modo. o que também explica a menor densidade da Vargem Grande.

INSERIR MAPA DENSIDADE DEMOGRÁFICA NA AII 178 .

O primeiro bairro fora da Zona Sul a aparecer é o Jardim Guanabara. de acordo com recentes levantamentos realizados pelo IPEA e pela Prefeitura do Rio de Janeiro. 179 . todos são bairros da Zona Sul. Por estas duas propriedades. registram.Renda Média Auferida e Condição de Vida da População Residente na AII: Abordagem Geral Considerando que a renda é um meio e não um fim. segundo os levantamentos realizados pelo IBGE. Apenas com o objetivo de contextualizar a análise. quando a perspectiva dos meios é adotada. Nas demais RAs que compõem a AP4 – Jacarepaguá e Cidade de Deus. Jardim Botânico. seguindo-se a ele Grajaú e Maracanã. Copacabana e Leme – e completam a lista dos 10 bairros com maior renda per capita da cidade. percebe-se uma forte concentração de chefes de domicílio que auferem uma renda média mensal que oscila de 5 a 10 e de 10 a 20 salários mínimos (SM). Entre os 20 bairros com maior renda per capita. como a renda é seguramente o recurso mais importante com o qual uma família pode contar para a satisfação de suas necessidades. e seis dos sete bairros que compõem a Região Administrativa da Lagoa (Lagoa. que aparece na 21° posição. Gávea. Mapa mais adiante também espacializa o cenário da renda média mensal na AII. a residência de um segmento da população com menor renda mensal. oscilando entre 2 a 5 SM e entre 1 a 2 SM. a renda – quando adequadamente mensurada – passa a ser um indicador sintético suficiente para caracterizar os meios disponíveis. Leblon e Ipanema). à exceção evidentemente do Vidigal. e caso existam mercados para todos os bens e serviços que influenciam as condições de vida. na Ilha do Governador. o acesso à renda torna-se um ingrediente vital à avaliação das condições de vida. Três outros bairros da Zona Sul se seguem a esses – Humaitá. São Conrado. dados levantados pelo IPP em 2000. conforme mostra o quadro apresentado adiante. onde se encontram as ocupações mais rarefeitas nos bairros de Vargem Pequena e Vargem Grande. os sete bairros cariocas com maior renda per capita são a Barra da Tijuca. Entretanto. de acordo com últimos levantamentos do Censo 2000 do IBGE e do IPP. revelam grande disparidade na composição da renda média mensal em relação à RA da Barra da Tijuca. ela torna-se necessária à avaliação das condições de vida. As porções mais “rurais” do território. Em termos de autonomia financeira nos bairros que integram a RA da Barra da Tijuca.

no qual se apresentam tanto as relações de proporção das pessoas responsáveis pelo domicílio com a faixa de rendimento mais alto.25 4.89 6.48 9.99 3.21 5.36 Vargem Pequena 3 211 494 1 720 456 55 486 1.73 Camorim 217 45 111 32 4 25 1.Domicílios particulares permanentes.20 16.59 9.73 Barra da Tijuca 30 612 143 2 152 10 037 17 139 1 141 55. por classes de rendimento nominal mensal da pessoa responsável pelo domicílio.2000 Domicílios particulares permanentes Regiões Classes de rendimento nominal mensal da pessoa responsável Administrativas Total pelo domicílio (1) Até 1 Mais Mais Mais Sem Mais Sem e Bairros SM de 1 a de 5 a de 20 renda de 20 renda 5 SM 20 SM SM (2) sobre sobre Total Total (%) (%) Rio de Janeiro 1 802 347 166 464 734 751 598 788 158 823 143 521 8.88 Freguesia (Jacarepaguá) 16 361 840 4 779 7 613 2 284 845 13.35 Tanque 9 536 775 4 015 3 705 378 663 3.00 Itanhangá 6 295 425 3 751 936 621 562 9.95 Taquara 27 605 1 905 10 835 11 509 1 727 1 629 6.86 8.50 Praça Seca 17 913 1 535 6 866 7 190 827 1 495 4.77 Vargem Grande 2 533 340 1 373 492 91 237 3.81 7.77 Curicica 7 088 628 3 506 2 332 134 488 1.71 15. acima de 20 salários mínimos.62 8.52 Grumari 25 4 13 2 1 5 4.76 Recreio dos Bandeirantes 11 335 494 3 510 3 364 3 313 654 29.84 11.70 5.20 16.14 XXXIV Cidade de Deus 10 760 1 793 5 884 1 328 21 1 734 0.96 5.26 5.06 7. em relação ao número total de domicílios (penúltima coluna) quanto a das pessoas sem renda (última 180 . Fonte: IBGE_Censo Demográfico/2000 Da análise do quadro acima. segundo as Áreas de Planejamento.16 Gardênia Azul 5 477 716 3 312 852 81 516 1.18 5.75 7.79 10.31 XVI Jacarepaguá 139 142 10 678 57 223 51 760 9 397 10 084 6.72 Pechincha 9 936 445 2 872 5 054 1 118 447 11.93 Joá 266 4 37 71 144 10 54. Regiões Administrativas e Bairros .96 6.12 Notas: (1) SM= Salário mínimo utilizado: R$ 151.25 Anil 6 340 340 1 937 2 638 1 059 366 16.00 20.12 Cidade de Deus 10 760 1 793 5 884 1 328 21 1 734 0.96 Área de Planejamento 4 204 396 14 420 75 774 68 478 30 786 14 938 15.00.90 Vila Valqueire 9 520 468 2 627 4 969 969 487 10.42 Jacarepaguá 29 366 3 026 16 474 5 898 820 3 148 2.23 5.12 XXIV Barra da Tijuca 54 494 1 949 12 667 15 390 21 368 3 120 39.14 3.

e do Recreio dos Bandeirantes (com 5.73%) e a dos com renda superior a 20 SM é a maior (55.coluna). Pode causar dúvidas a posição do bairro de Itanhangá nesses indicadores. que têm 5. Do mesmo modo.3%).21% dos domicílios têm o responsável com renda superior a 20 SM mensais. pois a proporção de domicílios nos quais o responsável declara não auferir renda é de 5. pois a faixa dos sem renda está em 16.16% e 13. 06% e Rio com 8. a menor proporção de toda a AP 4 depois da Cidade de Deus). em 4 o responsável ganhava mais de R$3020.12% e somente 0. a RA da Cidade de Deus é que tem perfil de menor renda nesses indicadores.31% e Rio com 7.50% e 11. Logo atrás vêm os bairros do Joá (com 3. Por último. de cada 10 famílias da XXIVª RA.79% com mais de 20 SM.77% das famílias sem renda e 16. O bairro que mais se destaca nessa região administrativa é o Anil. percebe-se com estes dois indicadores a grande disparidade de renda dos bairros entre si.73% (quase um terço da proporção encontrada na região administrativa da Cidade de Deus) enquanto 39. à época do censo.00 por mês. com quase o dobro da proporção de pessoas responsáveis (AP 4 com 15. na RA de Jacarepaguá o bairro que tem a pior situação nos mesmos indicadores é o de Jacarepaguá.96% nos indicadores referidos – sem renda e com alta renda respectivamente) e a Pechincha (com 4.77% e 29.76% e 54.25% dos domicílios com responsáveis declarando não ter renda alguma e 6.96%). 181 . no que tange à faixa dos sem renda a proporção é parecida (AP 4 com 7.72% dos domicílios com o responsável sem renda declarada) e menor índice de riqueza (apenas 2.81%).20% dos responsáveis pelo domicílio se incluem na faixa de mais de 20 SM mensais. com o maior índice de pobreza (10. porém faz-se mister lembrar que hoje existem várias favelas que nele se localizam. Para tanto muito contribui o bairro da Barra da Tijuca – que é o que apresenta maior renda per capita na cidade do Rio de Janeiro. Por outro lado.75% que auferem mais de 20 salários mínimos mensais. com 7. Enquanto a AP 4 tem comportamento melhor em relação ao município do Rio de Janeiro no que se refere à faixa superior de mais de 20 SM de renda mensal.14% nos indicadores referidos). A ele se seguem a Freguesia (com 5. conforme apontado anteriormente – cuja proporção de responsáveis sem renda é a menor de todos os bairros (3. ou seja. A RA de Jacarepaguá está em situação intermediária.25%). próxima à média municipal. porém muito próximo. a RA da Barra da Tijuca faz jus à posição de tem população com alta renda. com relação às RAs e à Baixada de Jacarepaguá – AP 4.70% recebendo mais de 20 SM mensais.99%).

No que diz respeito à situação distributiva da renda dentre todas as outras RAs no Rio de Janeiro. cujos melhores resultados são os que mais se aproximam de zero (0. A XVIª RA – Jacarepaguá aparece no quinto lugar entre as piores na situação distributiva. como mostrado no quadro adiante. como visto anteriormente com relação aos níveis de renda. porém hoje está ligeiramente acima. medida estatística utilizada para este tipo de comparação.60 em 1990. no meio dos anos 90 caiu para 0. variando de 0 a 1. porém neste caso parece tratar-se de distribuição homogênea da “pobreza”. o qual foi de 0.56.58 e em 2001 atingiu 0. 182 . Entretanto. ao passo que a Cidade de Deus – XXIVª RA está no 8º lugar entre as dez melhores regiões administrativas de acordo com este indicador. também a região administrativa da Barra da Tijuca – XXIVª RA é a que mostra maior disparidade. pois aparece em último lugar no Índice de Gini.00). já esteve abaixo do índice nacional.

Distribuição de Renda de acordo com o Índice de Gini para as Regiões Administrativas do
Rio - 2000

Região (RA) Ìndice de Gini Região (RA) Índice de Gini
Barra 0,59 Realengo 0,49
Lagoa 0,55 Santa Cruz 0,49
Santa Teresa 0,55 Irajá 0,48
Ilha 0,54 Inhaúma 0,48
Jacarepaguá 0,53 Madureira 0,48
Rio Comprldo 0,53 Bangu 0,48
Copacabana 0,52 Anchieta 0,47
Tijuca 0,51 Pavuna 0,47
Penha 0,51 Cidade de Deus 0,46
Campo Grande 0,51 Centro 0,45
Guaratiba 0,51 Portuária 0,45
Méier 0,50 Rocinha 0,45
Ramos 0,50 Morro do Alemão 0,44
Botafogo 0,49 Paquetá 0,43
Vita Isabel 0,49 Maré 0,42
São Cristóvão 0,49 Jacarezinho 0,41
Brasil – 1990 0,60 Brasil 2001 0,56
Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados do Censo Demográfico 2000 / IBGE

183

INSERIR MAPA RENDA MÉDIA MENSAL NA AII

184

Ocupações Subnormais Presentes na Área de Influência Indireta do Empreendimento

No Brasil, adotam-se várias formas para se fazer referência ao fenômeno da subnormalidade
habitacional. As diferenças regionais e a ênfase que se queira dar a um dos aspectos envolvidos na
questão (legalidade fundiária, posturas municipais, estrutura física da moradia, forma e localidade
do assentamento e outros) dão origem a essa diversidade. Assim podem ser destacadas: (1) barraco,
mocambo ou palafita, cuja ênfase é quanto à estrutura física da moradia, em geral construída com
materiais improvisados ou não duráveis; (2) baixada, alagados, invasão, loteamento clandestino,
favela e assentamentos populares, que têm como foco o sítio e a forma ilegal como se deu a
ocupação.

Essas modalidades de ocupação do território e as alternativas construtivas a elas associadas, são as
formas pelas quais as populações mais pobres têm conseguido resolver, ainda que em geral
precariamente, suas necessidades de abrigo e de acessibilidade aos centros de produção para
alocação de sua mão-de-obra. No que diz respeito à região de interesse dos estudos, a ocupação do
solo na Baixada de Jacarepaguá gerou uma estratificação em faixas sucessivas a partir da orla
marítima, em função do poder aquisitivo combinado com o custo dos terrenos. Esse fato fez com
que as áreas com situação mais privilegiada — primeiramente junto ao oceano, depois entre o mar e
as lagoas — fossem ocupadas com habitações voltadas aos estratos sociais de maior renda,
enquanto que na estreita faixa de terra que vai da margem norte da Lagoa da Tijuca até a base do
maciço de mesmo nome, e ao longo dos principais canais e rios, foram se localizando invasões e
assentamentos irregulares, uma vez que inexistem basicamente, até então, alternativas de oferta de
habitação popular, em função da ausência há longas décadas de política habitacional para camadas
mais carentes.

Com isso a população favelizada na Baixada de Jacarepaguá quase triplicou em dez anos, pois era
de 27 mil pessoas em 1980 e passou para 72 mil em 1991. Na contagem populacional de 1996 era
de 86 mil pessoas, aumentando de novo 20% em cinco anos. Este cenário chegava a cerca de 144
mil pessoas em 2000, de acordo com últimos dados censitários contabilizados pelo IBGE, conforme
se pode ver no quadro adiante, o que significa que a população em favelas na AP-4 simplesmente
dobrou no período inter-censitário de 1991 a 2000 (ou seja cresce a uma taxa geométrica anual igual
a 8%), o que é muito alto em termos de crescimento demográfico. Para se ter idéia, essa taxa é 11
vezes a experimentada pela população de toda a Cidade do Rio de Janeiro no mesmo período
(0,74%). Considerando ainda que a população total residente na AP-4 recenseada em 2000 era de

185

89 Camorim 0 0 - Grumari 0 0 - Itanhangá 14.261 3.504 2.339 3.236 3.47 Curicica 3.989 3.52 Barra da Tijuca 1.55 Vargem Grande 3.39 Pechincha 1.705 3.107 8.467 3.74 Vila Valqueire 1.839 514 3.63 Praça Seca 16.448 31. o contingente de pessoas residentes em ocupações subnormais representava até aquele ano cerca de 22%.695 3.201 844 3.770 3.66 XXIVRA Barra da Tijuca 31.051 habitantes.870 4.069 275 3.022 2.58 XXXIVRA Cidade de Deus 1.242 342 3.52 Fonte: IBGE / 2000 186 .65 Gardênia Azul 8.033 3.80 Jacarepaguá 62.549 2.674 18.922 554 3.85 XVI RA Jacarepaguá 111.58 AP4 Baixada de Jacarepaguá 144. o que certamente é um índice preocupante.106 3.044 4.2000 Relação Total Bairro Total Pessoas Pessoas/ Domicílios Domicílio Anil 1.79 Taquara 8.74 Freguesia 3.284 3.42 Joá 0 0 - Recreio dos Bandeirantes 8.682.515 393 3.População Residente em Comunidades Subnormais .55 Cidade de Deus 1.394 40. AP-4 .201 857 3.770 1.905 1.59 Tanque 3.89 Vargem Pequena 4.839 514 3.067 789 3.

Isto é.394 pessoas residentes em favelas na AP-4.874 domicílios. cabe comentar que. a ocupação dos domicílios pelas famílias tem mostrado um índice de 3. já apresentava até aquele ano 5. representando 77% do contingente totalizado.Barra da Tijuca a população residente em ocupações subnormais somava 31. correspondem a quase metade (45%) das pessoas residindo nas aglomerações sub-nomais da XXIV RA – Barra da Tijuca. Na XXIV RA .034 habitantes em 12. representando 17. que correspondem à população que se estabeleceu ao norte da Lagoa da Tijuca por não ter condições de morar mais perto das áreas mais bem estruturadas e urbanizadas. 187 . era praticamente a metade (45.Por sua vez. totalizando 18.. as favelas que estão no bairro do Itanhangá. Dados do censo de 2000 apontavam para esse complexo de favelas uma população total de 42. de acordo com levantamentos realizados pelo IBGE em 1991.052 edificações.5 pessoas por moradia na AP 4. média que se desloca para próximo de 4 pessoas por moradia nos bairros mais populosos e de ocupação mais antiga da XVI RA – Jacarepaguá. a grande maioria está localizada na XVI RA .357 hab.8% do total dessa região administrativa. enquanto as do Recreio dos Bandeirantes equivalem a 25% das pessoas. Nesta região a comunidade com maior número de domicílios é a Comunidade de Rio das Pedras que.448 hab).Observa-se na tabela acima que das 144.107 hab. Por último.57%) dos habitantes do bairro da Barra da Tijuca nesse ano.Jacarepaguá (111. apesar do dinamismo da Baixada de Jacarepaguá em termos de crescimento populacional.

INSERIR MAPA OCUPAÇÕES SUBNORMAIS NA AII. 188 .

cujo predomínio recai sobre as atividades de comércio e prestação de serviços (incluindo a presença de grandes grupos coorporativos) e aquelas relacionadas ao entretenimento de modo geral e. Atividades Econômicas Dominantes O entendimento das atividades econômicas pressupõe identificar as principais atividades que vem sendo exercidas no setor primário (agropecuário. Sob o ponto de vista histórico esta região. esportivas e de lazer) que regem a economia municipal. os setores terciário e quaternário ao sul da Baixada de Jacarepaguá onde estão localizados os bairros litorâneos da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes. o aproveitamento também dos atrativos naturais da região. 189 .1. as atividades industriais que vem tendo papel preponderante. na década de 1950. onde o bairro da Barra da Tijuca vem merecendo atenção de grupos nacionais e internacionais. mediante o interesse de investidores em resorts para fins ecoturísticos em áreas de proteção ambiental. que durante o Governo Carlos Lacerda. secundário (transformação e construção civil). Taquara e outros. de maquinários e equipamentos. quais sejam.7. No entanto. a falta de dragagens permanentes nos canais da região (Cortado. atividades agropecuárias com destaque para as culturas de repolho. ao norte em sua porção mais interiorana. terciário (comércio e prestação de serviços) e quaternário (atividades turístico- hoteleiras e de entretenimento de modo geral.3. aipim e batata-doce que chegavam a abastecer o mercado de Madureira. buscavam auxiliar a então Secretaria de Agricultura no fornecimento de leite à população. extrativista e pesca). Vargem Pequena e parte do Recreio dos Bandeirantes) foi palco de propriedades que exerciam. principalmente a porção onde ainda hoje prevalece aspecto rural de ocupação (Vargem Grande. principalmente na Cidade do Rio de Janeiro. A separação das atividades terciárias das quaternárias se dá em função da valorização das funções de entretenimento ao longo da última década. em futuro próximo. com destaque para o atendimento ao turismo coorporativo. considerando as práticas culturais. no âmbito da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá dois setores econômicos apresentam destaque atualmente. incluindo a expansão do segmento hoteleiro o Brasil. Algumas fazendas serviam também como granjas-leiteiras. de bebidas e de produções gráficas com maior concentração no prolongamento da Estrada dos Bandeirantes e demais tramas viárias que acabam dando acesso aos bairros de Curicica.6. Introdução De modo geral. muitas vezes desabastecida. Sinaliza-se. registrando o aumento do número de estabelecimentos nos ramos farmacêutico.

atividades que requerem maior conhecimento. as experiências individuais na busca de novas aventuras. sejam dos bytes relativos às movimentações financeiras entre os mercados internacionais. terceirizam atividades que antes executavam diretamente e procuram empresas menores ou profissionais independentes para gerenciar ou controlar a produção das suas subcontratadas: com isso quarteirizando atividades. estão cada vez mais se consolidando as atividades econômicas ditas superiores. tanto no sentido do esforço cerebral quanto no da acumulação da informação. não só facilitando o número imenso de trocas entre pessoas ou empresas 190 . No outro extremo dessa tendência. portanto. Com isso. Com as mudanças ocorridas no modo de produção pelo advento do computador. A vocação urbana mais tradicional das metrópoles é a da prestação de serviços. São as idéias inovadoras nos vários campos do conhecimento humano. Estas atividades implicam trocas muito rápidas de grandes volumes de dados. Existe mais trabalho de escritório do que nas linhas de produção das fábricas. acabando por inviabilizar as práticas primárias.cérebro eletrônico não consegue competir. São. existem mais negociações e comunicações do que operações de máquinas. Segundo relatos de antigos produtores “ a “indústria das enchentes”favoreceu outros ramos de atividade. paisagens ou sensações desconhecidas. as atividades superiores representam também a consolidação da produção única do pensamento . existem mais empregos para pessoas com educação mais aperfeiçoada e treinamento mais ampliado. que corresponde ao seu destino como a cidade do futuro na metrópole do Rio de Janeiro. a tendência das metrópoles nos países mais avançados é de se tornarem cidades promotoras da inteligência. sejam da transmissão das informações e notícias vindas de todo o mundo. As grandes empresas descentralizam serviços.Portelo. Urubu e Sernambetiba) contribuiu para o formação de enchentes frequentes. seja da interatividade pelos cabos. maior responsabilidade e maior uso da inteligência.cérebro humano onde o computador . as manifestações artísticas e culturais mais variadas no ramo do entretenimento. A Relevância dos Setores Terciário e Quaternário na Atualidade O grande desafio da Barra da Tijuca a ser enfrentado no início do século XXI é a sua consolidação como pólo gerador de empregos qualificados. sejam dos resultados de novos métodos e produtos entre núcleos de pesquisa e desenvolvimento em diferentes lugares.

de mercado financeiro através das operações dos bancos e das instituições existentes ou atraídas. 5 Nessa visão. seja pela qualificação dos serviços que dispõe. Retoma-se assim o conjunto de propostas urbanísticas que previa a polinucleação do espaço urbano do Rio de Janeiro com três centros bem caracterizados: (1) na extremidade leste da cidade: o centro histórico de negócios e também centro comercial. É dentro deste contexto que se observa atualmente na região de interesse a abundância de estabelecimentos varejistas e atacadistas (supermercados e hipermercados). de comércio internacional através do fluxo de informações. por excelência. shopping centers. principalmente. e de promoção do conhecimento aplicado através das universidades e centros de pesquisa e desenvolvimento. as ligações rodo-ferroviárias e atuando como retaguarda para o Porto de Sepetiba. Essa é. desenvolvendo também atividades ligadas à formação tecnológica e à informática como suporte às trocas e transações de informações gerenciais. a Cidade do Rio de Janeiro fará valer suas excepcionais condições de beleza cênica através do turismo. tanto do pequeno varejo como do comércio internacional. além da presença expressiva dos principais bancos públicos e privados que operam no país. a Barra da Tijuca tem o potencial de tornar-se o Centro da Inteligência na Metrópole do Rio de Janeiro. seja pela tranqüilidade favorecida pela sua esplêndida paisagem. altamente articuladas entre si. o segmento empresarial com a implantação de grande corporações de negócios (business corporation). 5 Barra da Tijuca 2000/2020: Consolidação do Desenvolvimento. potencializando sua vocação voltada às atividades econômicas superiores. seja enfim por sua própria organização espacial que permite a localização de extensas áreas edificadas. seja pelos seus acessos e pela sua centralidade metropolitana. decor-shoppings .numa sociedade globalizada.2005 191 . malls e diversos building offices que vem juntamente com salas de cinemas multiplex consolidando a Barra da Tijuca como grande pólo de lazer e de serviços. como também permitindo o maior domínio do conhecimento na era da informação voltado ao aprimoramento do ser humano. Para tanto. cuja expansão do tecido residencial acabou por atrair também não só os profissionais liberais mas. (3) na posição central da Baixada de Jacarepaguá: o centro metropolitano administrativo-financeiro e de serviços avançados. (2) na extremidade oeste do espaço municipal: o centro industrial utilizando a base instalada em Santa Cruz. seja pelo espírito aberto às novas experiências de seus habitantes. a vocação da Barra da Tijuca como pólo de equilíbrio dentro da metrópole fluminense.

onde a presença de shopping centers atende população que reside principalmente nos bairros limítrofes nas Zonas Oeste e Norte. primeiramente e mais recentemente o Recreio dos Bandeirantes. os shopping centers na Barra da Tijuca (principalmente o Barra Shopping) exercem forte poder de atração favorecido pela proximidade à Linha Amarela. no prolongamento da Av. rente ao crescimento da demanda residencial. bem como de bairros das Zonas Norte e Oeste. onde a Barra. Taquara e Freguesia. fora as que estão surgindo em área de expansão. de um centro gastronômico com repercussão turística dentre os atrativos da Cidade do Rio de Janeiro. com destaque para as grandes redes de supermercados. em futuro próximo. a chegada dos supermercados Zona Sul e Prezunic que já expandiram suas lojas para o Recreio. o Grupo Sendas instalou no final de 1996 um hipermercado Bon Marché. mais recentemente. agora operando sob bandeira Extra. enquanto o Grupo Pão de Açúcar adquiriu em seguida os supermercados Paes Mendonça e Freeway. 192 . Há que se mencionar ainda o Carrefour e. A presença de opções variadas em termos de programações gastronômicas enriquece em paralelo esta oferta terciária.Como já mencionado a presença marcante da função comercial e de prestação de serviços veio a reboque da abertura e consolidação das Avenidas das Américas e Ayrton Senna. apresentam-se bem servidos contando com a presença de grupos renomados. segmentos estes que buscam público-alvo mais qualificado com maior poder aquisitivo. próximo ao DownTown. como ao comércio no ramo da decoração de interiores. onde atualmente circulam mensalmente mais de um milhão de pessoas nas suas 300 lojas. cuja notoriedade e procura já evidencia uma tendência na consolidação. Contudo. Demais áreas voltadas ao comércio e prestação de serviços compõem o cenário das ofertas terciárias no âmbito da Baixada de Jacarepaguá nos bairros de Jacarepaguá. Apenas para ilustrar o rápido crescimento dessas atividades cabe lembrar que no início da Avenida das Américas. Cabe citar também o empreendimento Via Parque Shopping. Curicica. Destaque também deve ser dado a presença de grandes concessionárias de veículos e a presença dos shoppings e malls voltados não só ao comércio das principais griffes nacionais e internacionais da indústria da moda. Essa atração atinge também parcela significativa da população da Zona Sul da cidade. Também para o Recreio vem sendo observado o crescimento de estabelecimentos para este fim ao longo da Avenida das Américas. Ayrton Senna que lhe dá acesso. ao longo das quais este uso encontra-se hoje bastante concentrado. Importa registrar o aparecimento de novos estabelecimentos em Vargem Grande e Vargem Pequena. Já no sentido norte da Baixada de Jacarepaguá as ofertas também se apresentam próximo ao eixo da Linha Amarela e da Estrada de Jacarepaguá.

vem atribuindo aos poucos à Barra da Tijuca um marco referencial não só de entretenimento. com a presença de 12 salas de cinemas multiplex e seus bares com música ao vivo. a implantação do Downtown. Ao lado do Downtown. o Rio DesignCenter incorporou-se ao leque dos decorshoppings. Ayrton Senna. ocupando apenas 12% da área total com sete unidades de seis pavimentos. o Centro Empresarial Barrashopping. que acrescentou mais lojas à essa área da Barra da Tijuca. No lado oposto do Barrashopping. o grupo Agenco / Opportunity construiu o Centro Empresarial Mário Henrique Simonsen. porém mais protegido e com maior privacidade. que registram a presença de cerca de 30 mil visitantes por final de semana.sem mencionar os dois prédios comerciais com 200 salas. O Recreio Shopping Center. no Recreio dos Bandeirantes. localizado na Av. o CasaShopping. às margens da Lagoa da Tijuca. resgatando as pequenas salas de projeção voltadas aos cinemas de arte. opção descartada por falta de viabilidade financeira. foi edificado o Barra Plaza. Logo adiante. o centro comercial Città America investiu US$ 80 milhões para reunir 640 lojas e 780 salas de escritórios comerciais. com várias lojas das mais variadas marcas para fornecimento de materiais. foi inaugurado no final de 2000. incluindo um centro de convenções para 600 pessoas. Na seqüência da Avenida das Américas. tem mais de 500 pontos comerciais (sem considerar também a área mais recente de expansão junto ao New York City Center. inaugurado em novembro de 1996.Cabe também mencionar o empreendimento Barra World com suas lojas e estabelecimentos envoltos em proposta temática. com 340 lojas. com forte alusão ao comércio de rua. também no Recreio Mais ao norte. na Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá. Conta também com supermercado do Grupo Sendas.600 vagas na garagem. recebendo mais de três milhões de pessoas mensalmente. cuja previsão era a de ser interligado por monorail ao shopping center. que juntos. cumpriu seu papel neste tipo de empreendimento na Barra. as quais triplicam na época natalina. onde só o BarraShopping. segundo dados dos empreendedores. como de oferta de lojas comerciais e demais prestadores de serviços e profissionais liberais. bem como contemplando o bairro com bons restaurantes e opções gastronômicas mais sofisticadas. três cinemas e área de alimentação com 193 . em um terreno de 78 mil metros quadrados. um business center para 100 pessoas e 1. Com funções específicas voltadas ao mercado de decoração. próximo à Linha Amarela em Jacarepaguá. considerado o maior da América Latina. móveis e projetos em geral. dispondo de dez salas de cinemas. próximo ao Carrefour e ao Makro. além de atrações como o Hard Rock Café e o parque infantil da Turma da Mônica. destaca-se o RioShopping. inaugurado no final dos anos 90 lançando complexo de cinemas com 18 salas de projeção. veio para atender a demanda da população residente no bairro. modelo de shopping aberto. recentemente beneficiadas também por equipamentos mais modernos tais como as salas multiplex. Mais recentemente. peças de arte. com investimentos de US$ 15 milhões na altura do quilômetro 19 da Avenida das Américas. Na Avenida Ayrton Senna.

integrado ao Bosque da Freguesia.000 Via Parque Shopping 50. o Rio Centro tem tudo para consolidar-se como importante instrumento alavancador do turismo de negócios na Cidade do Rio de Janeiro. Há que se considerar. Nota: (x) não informado. considerada um dos principais portões de entrada turística no país. conforme controle dos empreendedores.000 Città America (incluindo Parque da Mônica) 30. os efeitos negativos da sazonalidade turística tão marcada pelo Carnaval carioca. de certo modo. tais como investimentos em sistema viário/ transportes e 194 . revertendo. levantados ao final de 2001. congressos. deve-se ressaltar para a presença contígua à Barra da Tijuca de um dos maiores centros de convenções da América Latina – o Rio Centro.000 Rio Design Center 15.000 BarraShopping 120. conferências e exposições diversas. A tabela a seguir indica alguns dados estimativos. contudo. os principais hotéis da cidade acabaram por minimizar seus prejuízos nas épocas de baixas reservas. a Cidade do Rio de Janeiro vem se candidatando como opção para sediar grandes eventos programados.000 Downtown 30. Desse modo. Com eventos programados basicamente fora das grandes temporadas. Freqüência aos Principais Empreendimentos Comerciais da Barra da Tijuca.24 lojas. A Importância da Barra da Tijuca no Crescimento do Turismo Coorporativo e do Ecoturismo No que tange especificamente às atividades quaternárias.000 Recreio Shopping X Barra World X Fonte: Holística Consultoria / 2001. as dificuldades que vem impedindo o crescimento ainda maior deste setor. em um investimento total de US$ 60 milhões. Implantado em Jacarepaguá para sediar importantes calendários de eventos como feiras. no que concerne a falta de infra-estrutura física e social urbanas que permitam dar suporte às atividades hoteleiras na Barra da Tijuca.2001 Empreendimento Público (aproximado) (pessoas / dia) RioShopping 20.

dentro do empreendimento Città Améric mas que enfrentou dificuldades de viabilidade financeira. nesta análise. A tabela abaixo. Assim. Via Parque). lembra-se o Parque Terra Encantada. principalmente. cabe chamar a atenção para o forte apelo que a região apresentou durante os anos 90 para a implantação de parques aquáticos e de entretenimento de modo geral. Os parques aquáticos (muitos com investimentos de grupos internacionais em parceria com empresas brasileiras) também marcaram época. A descrição mais detalhada deste empreendimento encontra-se na abordagem da Área de Influência Direta (AID) mais adiante. Apesar do entusiasmo despertado nos investidores em empreendimentos temáticos. Posadas e outros que olham com interesse para as áreas de proteção ambiental. enquanto outros vêm manifestando interesse. De qualquer modo de acordo com informações de moradores de Vargem Grande e Vargem Pequena está em pauta na região mais um empreendimento temático – Parque Fazenda Recreio. não foram considerados os investimentos já realizados e em andamento em apart-hotéis na região. considerando a indisponibilidade de informações sobre os processos judiciais em trâmite hoje entre os investidores e o poder público municipal. como os grupos Four Seasons.saneamento básico. Windsor e Transamérica realizaram investimentos nos últimos anos. hoje mais prejudicados por dificuldades econômicas como Wet n`Wild e o Water Planet (este último reaberto recentemente apenas para tentar aproveitar a época da temporada do verão de 2005). Grandes grupos internacionais como Meliá. Mais associados aos atrativos naturais com investimentos de pequeno porte em caráter rural citam-se o Bwana Park e a Fazenda Alegria em Vargem Pequena. principalmente nos bairros de Vargem Grande e Vargem Pequena. que também passaram por dificuldades. assim como o Parque da Mônica que no final da década de 90 surgiu como opção voltada apenas à faixa etária infantil. marca de renome 195 . Com proposta mais abrangente na área gastronômica e musical o Hard Rock Café. Ainda no que diz respeito às atividades turísticas e temáticas do setor quaternário. que deverá traduzir-se em parque com proposta ecoturística voltada basicamente ao público infantil. Sheraton. localizado em área entre os canais do Cortado e do Portelo em propriedade particular. indica para alguns números estimados. outro empreendimento com dificuldades financeiras e já em estado de falência. a Barra da Tijuca vem lentamente sendo provisionada com a instalação de algumas redes hoteleiras. de acordo com levantamentos realizados em final de 2002. tendo inclusive interrompido atividades. Cabe mencionar que. no bairro da Barra da Tijuca (na Av.

internacional.300 veículos. garantido por poços artesianos. Operando com os mais modernos equipamentos disponíveis no mercado.000 m2.000 000 de litros de água. • Wet n`Wild (fechado quando do levantamento de dados) O Wet n`Wild Rio.000 m2 o Rio Water Planet possui uma infra-estrutura de nível internacional.000 pessoas com estacionamento para 1. as dependências deste Parque também serão utilizadas para competições durante os Jogos Pan-Americanos – Canoagem e Slalom. com investimento de US$ 150 milhões em terreno de 300 mil metros quadrados na Avenida Ayrton Senna. De acordo com informações da Prefeitura do Rio de Janeiro. filtrada e reciclada 24 horas por dia. apresentando capacidade para 5. abriga em todo o complexo 12. o Parque vem se consolidando como forte atrativo turístico para o segmento interno.000 habitantes. O Complexo Aquático. movimenta 10 milhões de litros de água.000 visitantes e estacionamento programado para o parqueamento de 2. • Terra Encantada: Inaugurado no início de 1998. promovendo o receptivo de visitantes provenientes não só do estado do Rio de Janeiro como de São Paulo. escavados a grandes profundidades. Suficiente para encher duas mil piscinas olímpicas. Com atrações como o Twister. alguns dados mais específicos sobre os parques temáticos que marcaram presença na região. o Water Planet também vem se consolidando como pólo de entretenimento na região. além de outras opções para os “amantes da boa adrenalina”. tem seu suprimento independente de fornecimento externo. De acordo com informações gerenciais. é o resultado de uma associação entre a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) e a Organização Suarez. Com capacidade para receber cerca de 9. além de lojas comerciais contando com a presença de grandes redes de fast food e outras 196 . a água passa primeiramente por sistema de tratamento próprio (ETA) para a retirada de todas as impurezas. que incorpora o que existe de mais atualizado em tecnologia do gênero. sendo posteriormente clorada e distribuída por todo o Parque. Minas Gerais e Espírito Santo. em média 180 metros. equivalente ao consumo de uma cidade de 50.500 veículos. além de sofrer monitoramento contínuo através de sensores eletrônicos para a dosagem de cloro e medição do PH. • Rio Water Planet: Com 180. réplica de última geração do parque do mesmo nome existente nos Estados Unidos. tratada. implantado em uma área de 110. o Parque Temático Terra Encantada foi projetado para oferecer diversas atrações em brinquedos para várias faixas etárias. Com captação através de poços artesianos profundos. vem resistindo no âmbito das casas temáticas. em pleno coração da Barra da Tijuca. A seguir. pode-se despencar de togoáguas de até 22 metros de altura. o Kamikaze e o Yahoo.

oferece também o estabelecimento Garden Hall . não apresentou o sucesso esperado. buscando alternativas para sua utilização. Com capacidade para receber ao redor de 30 mil pessoas nos dias mais movimentados. São estes: • Claro Hall (antigos ATL Hall e Metropolitan): Consolidou-se na Barra da Tijuca como um dos mais amplos espaços para a promoção de espetáculos na maior casa do gênero do Rio de Janeiro. Ainda no que diz respeito ao ramo do entretenimento cabem citar as casas para shows e os amplos espaços que vem servindo a realização de mega-eventos na região da Barra da Tijuca e que se destacam pelo grande número de pessoas que conseguem conglomerar.a Av. softbal. originalmente implantado em São Paulo.opções gastronômicas mais típicas do cardápio carioca. Nele a turma de Maurício de Souza – Mônica. contudo. ocupa uma área de 870. • Parque da Mônica: Inaugurado em novembro de 2000. estudiosos da área de viabilidade financeira atribuem as dificuldades vividas pelos empreendedores à falta de demanda real para fazer frente aos investimentos alocados. denominada Ilha Pura. mas de várias partes do mundo. Cebolinha. de acordo com previsão da Prefeitura algumas modalidades esportivas durante os Jogos Pan-Americanos. foi locado amplo espaço para a prática religiosa de grupo evangélico. Recentemente. na sua configuração mais densa. Planejado inicialmente sob a égide do modelo de entretenimento americano. no entanto. o empreendimento. O Parque. das Américas na Barra. sediará.000 m2 dentro do empreendimento Città América. tendo tido inclusive vários contratos rescindidos e grandes prejuízos acumulados. junto ao Rio Centro. em menor escala. Cascão & Cia – sai das revistinhas e viram personagens em uma área de 10. • “Cidade do Rock” Localizada em terreno de propriedade da Caravalho Hosken S. Conforme já mencionado.000 m2 cedida à empresa ArtPlan para a promoção de mega- eventos musicais iniciados com o Rock in Rio. já na sua terceira edição e que vem atraindo grande quantidade de pessoas procedentes não só de todo o Brasil. dentre elas o beisebol. vêm tentando superar as dificuldades financeiras. que tem capacidade para atrair até 9 mil pessoas. traduz-se em recente diversão para a faixa infantil em filial carioca do Parque da Mônica. Atualmente o Recreio dos Bandeirantes oferece outra casa para shows – Ribalta – porém prejudicada ainda pela sua localização mais distante daquelas que ditam este mercado no bairro da Barra da Tijuca que.A. arco e tiro em instalações cujos investimentos serão realizados pela Prefeitura O quadro abaixo informa sobre 197 . além daquelas originalmente propostas.

se considerada as práticas agrícolas ainda encontradas nos bairros de Vargem Grande. Contudo. ano em que foi constituído grupo de trabalho pela Prefeitura para elaborar o Projeto de Estruturação Urbana de Vargem Grande _ PEU das Vargens. Predominância na Atração do Público de Empreendimentos de Entretenimento e Lazer Predominância em Atração de Público: Público Na Baixada de Jacarepaguá Em pessoas . O Autódromo Nelson Piquet vem sediando a realização de corridas de grandes prêmios automobilísticos e de motocicletas.000 Rio Centro 30. organizadores e entourage. além de 5 mil pessoas entre participantes.000 Autódromo 60.000 Claro / ATL Hall 10. para alguns empreendimentos presentes na Área de Influência do empreendimento. incluindo a parte oeste das franjas do Maciço da Pedra Branca. a legislação municipal considerava como área agrícola basicamente toda a extensão da microbacia dos Campos de Sernambetiba. como é o caso do Autódromo Nelson Piquet que foi considerado recentemente pelos avaliadores esportivos como um dos únicos no contexto internacional capaz de permitir ampla visualização por parte dos espectadores de todo o circuito de corrida.freqüência max. diferentemente do empreendimento paulista hoje monopolista do evento.000 “Cidade do Rock” 200. Vargem Pequena e parte do Recreio dos Bandeirantes.alguns dados em termos de visitas públicas. às quais podem comparecer até 100 mil pessoas.000 Terra Encantada 30.000 Water Planet 5. estas atividades inerentes a este setor têm caráter mais de subsistência.diária estimada Wet`n Wild 9. O Setor Primário na AII Como já mencionado na abordagem inicial introdutória. a pressão imobiliária para promover a expansão urbana nesta área conduziu a mudanças na legislação do uso e ocupação do solo as quais já foram 198 . Até 2001.000 Fonte: Holística Consultoria /2001 A realização dos Jogos Pan-Americanos também dinamizará alguns estabelecimentos com propósito turístico-esportivo.

no entanto. Os pescadores também exercem suas atividades no Rio das Pedras e na Lagoa da Tijuquinha e também próximo ao Hospital Rio Mar e próximo aos condomínios Para a associação dos pescadores da APESBAGUA a interligação dos canais das Taxas. localizada entre os canais do Cortado e do Portelo (vide caracterização das atividades na abordagem da AID). carteira de registro e outros. quais sejam (1) ASPEBAGUÁ. Cabe lembrar a Fazenda Parque Recreio (também de propriedade do Sr. Paquale Mauro). O peixe com maior valor comercial é o robalo (R$ 8. 199 . desestimulando a retomada dessas atividades praticadas em moldes de subsistência faz tempo. localizada próxima a Lagoinha e (3) a APELABATA (filiada a Colônia Z-13). podendo contar com cerca de 15 barcos que navegam nas lagoas entre 2:00h e 4:00h da madrugada. Dependendo do dia da semana são vendidos ou para a CEASA (com a qual mantém associação) ou diretamente em restaurantes e pessoas físicas. ainda é possível encontrar usos pecuários extensivos como a área onde existe criação de búfalos em propriedade particular na Fazenda Calábria (propriedade Sr. A lagoa tem peixe de água doce e salgada uma vez que é uma lagoa salobra. localizada na margem leste da Lagoa de Jacarepaguá na foz do rio Marinho (cruzamento sob a Av. onde existe a previsão de ser implantado parque temático ecoturístico para público infantil. De acordo com a APESBAGUA _ Associação de Pescadores da Baixada de Jacarepaguá de Rios e Lagoas Adjacentes. A pesca é sempre praticada nas lagoas. junto ao Canal da Joatinga. o que favorece a pesca da tilápia. traira e siri. As Atividades Pesqueiras Na Bacia Hidrográfica estão presentes três colônias de pescadores.aprovadas em primeira votação na Câmara dos Vereadores (no início de 2005). esta última acontecendo com menor freqüência apenas no verão A colônia existe a pelo menos 10 anos tendo atualmente cerca de 350 filiados oferecendo vários benefícios tais como aposentadoria aos 65 anos. Como material de pesca os pescadores utilizam a rede de espera e a tarrafa.00 /kg (qualquer um). Salvador Allende). Em algumas áreas. o que não acontece com a pesca no mar.00/kg). Cortado e Portelo ao Canal de Sernambetiba seria melhoraria as atividades pesqueiras na região hoje bastante prejudicadas. já mencionada. a atividade pesqueira chega a totalizar cerca de 5 toneladas /mês de pescado com destaque para a tilápia e tainha seguida do robalo. curvinata (curvina pequena). enquanto os demais são vendidos a R$ 2. tainha e robalo que podem existir em ambos ambientes. (2) a Colônia ASPERBAN. Paquale Mauro).

cherelete. robalo e badejo (os dois últimos em menor quantidade). Muitos abandonaram as atividades em função da grande diminuição do pescado nos últimos anos. A Associação existe há 2 anos e meio. peixes e. pampo. levando areia e. junto. As espécies mais pescadas são robalo. Ayrton Senna) e diretamente para pessoas físicas que os procuram Os pescadores tem pescado mais no litoral em São Conrado.00. cherelete e anchova Dentre estes cobram R$ 5.00 /kg na venda da carapeba e do cherelete. contando com 14 barcos. principalmente camarões. mas normalmente tem sido de 15kg / dia em um barco com dois pescadores. Frente à esta situação. filiados à Colônia Z-13. mas que só pescam em água salgada e na orla do Recreio dos Bandeirantes. embora seja raro. Quanto aos instrumentos de pesca utilizados mencionam a rede de espera. consideram a poluição das lagoas problema desprezível nesta área em que praticam a pesca. De acordo com informações dos pescadores são pescados 9 toneladas de pescado / mês com destaque para as curvinas. tendo iniciado suas atividades com 27 associados sendo que agora são apenas 14. com isso. enquanto as espécies mais baratas não ultrapassam R$2. Quanto aos equipamentos que utilizam para a pesca destaca-se a rede de espera. A Associação existe desde 1991.00/kg. interferem negativamente na fauna e na flora.00 / kg na venda do pampo e da anchova e R$ 15. às vezes vendem para os restaurantes. Os pescadores que exercem mais as suas atividades junto ao 200 . Assim arrastam tudo que encontram. Como benefícios a Associação oferece aposentadoria após 65 anos. localizada junto ao quebra-mar. As espécies com maior valor comercial são o linguado e o robalo que oscila em R$ 20. Dependendo da situação climática pescam de manhã e a tarde. Normalmente vendem para pessoas físicas que os procuram mas. todas as larvas. contando com 14 barcos com motor. dentre outros. emora todas sejam típicas de águas salgadas. embora não seja reconhecida. tendo 70 asssociados que dispõem de vários benefícios tais como aposentadoria após os 65 anos de idade. cação.A associação vende para o Mercado Produtor na Barra da Tijuca (na Av.00 o robalo e o linguado (quando aparece) pois são peixes mais nobres. anchova. De acordo com informações obtidas junto aos pescadores a quantidade de pescado por dia varia muito. R$ 8. Segundo relatos dos pescadores o que mais prejudica esta Associação são os grandes barcos de pesca conhecidos como “ barcos de arraste” que são muito grandes e navegam basicamente a noite por contarem com boa iluminação. carapeba. linguado. Barra da Tijuca (junto ao quebra-mar e Recreio dos Bandeirante depois de passar pelas Ilhas Cagarras). carteira de registro. Outra colônia que também atua basicamente em água salgada é a APELABATA_ Associação de Pescadores Livres e Amigos da Barra da Tijuca e Adjacências.Outra colônia atuante na área é a Colônia ASPERBAN _ Associação de Pescadores do Recreio dos Bandeirantes. pescadinhas. Atualmente tem pescado também junto ao futuro Emissário Submarino da Barra.

além do pescado amarelo. Assim como os pescadores da ASPEBAGUÁ. caso as lagoas consigam ficar limpas. a poluição que vem das lagoas. também no Recreio próximo à Av. Outras explorações também estão presentes tais como a extração de (1) areia . além. 808. sacelha. jazida com autorização para operação da FEEMA (Proc. o material pétrio para implantação dos guias-correntes deverá ser fornecido pela IBRATA. (4) brita.148/98 _ LO nº 347/98) e do DNPM (Proc. tainha. (2) argila. mais presentes hoje em dia ao norte da Bacia Hidrográfica de Jacarepauá nos bairros da Taquara. principalmente na Lagoa de Marapendi. tendo sido desativadas na sua maioria aquela existentes no Recreio dos Bandeirantes e em Vargem Grande. entendem que as intervenções pretendidas trarão grandes benefícios para a pesca na região. próxima à Av. caraúna. localizada no Recreio dos Bandeirantes. De acordo com o empreendedor. já tenham sido desativadas (inclusive duas que ficavam dentro dos Campos de Sernambetiba. camarão e outros que hoje em dia não existem mais. nos bairros do Itanhangá e Alto da Boa Vista e um local de extração em Jacarepaguá. é claro. carapeba.641/75 e 808. principalmente as saibreiras. das Américas. merecendo destaque a IBRATA Mineração Ltda localizada em Vargem Pequena (conforme será melhor detalhado na abordagem da AID).415/75) 201 . estando as demais em Jacarepaguá. cujos principais locais com extração localizam-se próximo às franjas do Maciço da Tijuca. 201. (5) granito. o que voltará a favorecer o aparecimento de robalo e linguado em maior escala. Tanque e Praça Seca. das Américas. cherelete.quebra-mar reclamam dos famosos barcos “pau-brocks” que depredam a fauna e a flora. Quantidade e Tipo de Pescado na AII _ 2005 Associação Associados Barcos Pescado Qt (t) Local (água) ASPEBAGUÁ 350 15 5 Doce/salobra ASPERBAN 14 14 15 salgada APELABATA 70 14 9 salgada Fonte: COHIDRO _ Pesquisa de Campo / 05 junto às Associações de Pescadores Exploração Mineral: Ainda registra-se a presença de atividades de exploração mineral dentro da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá embora muitas das unidades de exploração. (3) saibro. carapicu.

INSERIR MAPA ATIVIDADES ECONOMICAS SETOR TERCIÁRIO 202 .

INSERIR MAPA ATIVIDADES ECONÔMICAS SETOR QUATERNÁRIO 203 .

INSERIR MAPA ATIVIDADES ECONOMICAS SETOR SECUNDARIO 204 .

INSERIR MAPA ATIVIDADES ECONOMICAS SETOR PRIMÁRIA 205 .

Freguesia e Gardênia Azul. localizada em Jacarepaguá. Roche.A Presença do Setor Secundário na Baixada de Jacarepaguá: Importantes Pólos Indutores de Geração de Emprego e Renda na Região Conforme descrito acima a Baixada de Jacarepaguá vem concentrando nos bairros de Jacarepaguá. dos quais 150 mil estão edificados. um centro de produção de aplicativos (software) educativos. com investimento de US$ 30 milhões.Serviço Nacional do Comércio erige na Avenida Ayrton Senna (junto ao que seria o pólo de ótica). Tanque. Cidade de Deus. e (2) o Pólo de Cine-Vídeo.000 pessoas. de acordo com dados informados pela Empresa. Parece pertinente também considerar na região a presença de atividades ligadas à indústria televisiva e cinematográfica representadas pela (1) PROJAC – Centro de Produção de Cenários e Filmagens televisivas da Rede Globo. De acordo com informações na região deverá ser inaugurado em futuro próximo o estúdio para produções televisivas e cinematográficas do grupo Renato Aragão em Vargem Pequena.A tabela mais adiante sintetiza o poder de atração dos pólos mencionados. Com destaque cabe mencionar que os investimentos da Smithkline Beecham chegaram a U$ 70 milhões para a implantação do novo laboratório farmacêutico traduzindo-se no maior investimento da empresa em termos mundiais. Smithkline Beecham e Glaxo Wellcome. que comporta 4 mil funcionários — na qual foram investidos US$ 120 milhões em 1. totalizando investimento de US$ 110 milhões em terreno de 100 mil metros quadrados no bairro do Camorim. na Estrada dos Bandeirantes. com espaço também para oferecimento de cursos e exposições que podem congregar de 1. importantes representantes da indústria farmacêutica. Algumas outras plantas industriais marcam presença na região. Shering Plough. em terreno que soma 100 mil metros quadrados. na Barra da Tijuca.000 a 2. inaugurada no início de 1996). visando ao auxílio do ensino através de programas de computador. principalmente.3 milhão de m2. Merck. como os grupos Aché. Na Baixada de Jacarepaguá destaca- se a presença da AmBev (unidade da Antártica) que se transformou em centro de produção de cerveja na região onde. a média produzida era de 1. O SENAC . Também de modo expressivo cita-se o grupo farmacêutico inglês Glaxo-Wellcome que construiu sua segunda fábrica no Estado do Rio de Janeiro. Curicica. 206 . o grupo americano Block Drug investiu US$ 30 milhões na construção de uma nova fábrica de produtos dentários da Stafford-Miller.25 bilhões de litros / ano de cerveja e 500 milhões de litros de refrigerantes. até início do ano 2000 (sem considerar a produção da unidade da Brahma de Campo Grande. Com investimentos em equipamentos de informática a Cobra Computadores encontra-se presente no bairro de Jacarepaguá. Ainda em Jacarepaguá.

i.e. cuja dinamização de ambas as atividades (portuária e químico-industrial) poderá significar movimento de conurbação para alguns segmentos operacionais de mão-de-obra mais qualificada. A tabela a seguir sintetiza as principais informações sobre as alocações no setor secundário na Baixada de Jacarepaguá. Pólos Atratores – Principais Investimentos Predominância de Geração de Emprego: Investimento Na Área de Influencia da Baixada de Em milhões de dólares (U$) Jacarepaguá (externa a AII) Pólo Gás-Químico de Duque de Caxias 800 Porto de Sepetiba 360 Na Baixada de Jacarepaguá Em milhões de dólares Fábrica da Glaxo-Wellcome 110 Expansão da Fábrica da Antártica 90 Fábrica da Smith-Kline Beecham 70 Fábrica da Stafford-Miller 30 Centro de Tecnologia Educacional do SENAC 30 Fonte: Barra da Tijuca – Trajetória para o Ano 2002 – Holística Consultoria / 2002 207 . Esta lógica também aplica-se sobre o mercado gerador de oportunidades nas frentes do segmento farmacêutico.Convém mencionar os investimentos que vem sendo realizados no Porto de Sepetiba. que expande-se pela região de entorno ao empreendimento.. definindo perfil pendular casa-trabalho para o novo morador da Barra da Tijuca em futuro próximo. embora fora da área de influência indireta em estudo. porém facilmente atingível a partir da Barra da Tijuca. principalmente. através das Linhas Amarela e Vermelha Convém mencionar os investimentos que vem sendo realizados no Porto de Sepetiba (já na casa dos U$ 360 milhões) e que futuramente deverão se concretizar junto ao Pólo-Gás Químico no vizinho município de Duque de Caxias.

correspondendo. as principais linhas de desejo que determinam os movimentos mais intensos de entrada e saída desta região. onde os maciços montanhosos da Tijuca e da Pedra Branca acabam por confinar os terrenos que vão do sopé das montanhas até o mar. o problema de acesso à Baixada de Jacarepaguá parecia definitivamente resolvido. Ressalta-se que na área de captação da Baixada de Jacarepaguá residem atualmente cerca de 680. (3) as linhas de desejo da população da AP-4 e (4) uma análise do sistema viário estrutural.400 veículos por hora nos horários de pico. Considerando a proporção de que 70% das pessoas utilizam veículos individuais e 30% veículos coletivos. grosso modo. Este corredor liga a Baixada de Jacarepaguá com a porção ao norte do território. (2) a hierarquização do sistema viário na região. o que representa pelo menos a necessidade de dez faixas de 208 . o crescimento exponencial da frota de veículos em circulação veio a modificar esse conceito. têm-se ao redor 3. considerando os resultados demográficos apresentados pelo IBGE para 2000.000 mil pessoas.Barra.3. passando atualmente pela Praça Seca.000 veículos por hora nos horários de pico para cada 100 mil habitantes. de modo geral. Entretanto. formando quase que um espaço fechado.1. que é a garganta existente entre os maciços. na década de ‘70. O retrospecto histórico mostra que o acesso terrestre originalmente só se fazia pelo vale do Marangá. sempre criou dificuldades de acesso a essa região. A demanda potencial de tráfego em um sentido (entrada.2 passageiros por veículo particular). Com a construção da auto-estrada Lagoa . INFRA-ESTRUTURA FÍSICA E SOCIAL • Infra-Estrutura Física: Sistema Viário e Transportes na Região de Inserção das Intervenções A abordagem sobre sistema viário e transporte exige uma leitura mais abrangente que não permite ser analisada à luz apenas do recorte físico-territorial da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá (AP-4) mas sim buscando entender. possibilitando a única ligação no nível do mar. como é característica da Barra da Tijuca (sendo a média de ocupação de 1. • Informações Gerais para Contextualização O contexto físico-geográfico de inserção da Baixada de Jacarepaguá. de maneira a permitir uma caracterização mais ampla as informações sobre o sistema viário e de transportes na AII estará contemplando (1) informações gerais para contextualização.7. Assim. por exemplo) é da ordem de 20.7. ao trajeto da Avenida Cândido Benício.

atendendo a uma demanda reprimida estagnada por quase doze anos até então. quanto em relação ao transporte de cargas (abastecimento e construção civil. superior ao dobro do medido para os estudos da Linha Amarela. pois as condições de crescimento urbano se aceleraram a partir do cenário de estabilização econômica.rolamento de via expressa com capacidade de 2. Esses pontos são: Avenida das Américas na Ponte da Joatinga . Avenida Cândido Benício . hoje a maior reserva de expansão urbana do Rio de Janeiro.000 veículos por hora nos horários de pico. (1) o aumento dos investimentos no mercado imobiliário. em mão inglesa. tanto em relação ao transporte individual.4 faixas de rolamento. Essa demanda potencial atingiu novo patamar a partir de 1994. tem-se que a demanda potencial de tráfego é da ordem de 6.2 faixas.elevado das Bandeiras. levando um maior número de pessoas a procurar os serviços que a Barra da Tijuca oferece e que também estão sendo progressivamente ampliados. nos horários de pico da saída matinal na ponte da Joatinga .000 veículos por faixa. pois a frota de veículos cresceu rapidamente com a estabilidade alcançada pela nova moeda no Brasil – o Real . Isto torna esse trecho muito vulnerável a qualquer anormalidade. o patamar atingido ficou estável com as sucessivas crises econômicas no final da década de ‘90 devidas à inserção do Brasil no processo de globalização. Linha Amarela – 6 faixas de rolamento. (2) o aumento da taxa de motorização. Dentre esses. com a maior oferta de unidades habitacionais levando um maior número de pessoas a morar nessa região. Por outro lado. inclusive a desvalorização da moeda. e não resistirá ao aumento da demanda por muito tempo no ritmo de crescimento da Baixada de Jacarepaguá. acima da capacidade das 2 faixas da via. a oferta atual de vias de acesso está limitada a um total de vinte faixas nos pontos de estrangulamento.4 faixas. seja por um acidente de trânsito maior ou um simples carro enguiçado. que reduziram os efeitos anteriormente apontados. pois admitindo que 33% do tráfego saia por ela para a Zona Sul. ou vinte faixas considerando os dois sentidos (entrada e saída ou fluxo e contra-fluxo. é apenas paliativa pois o tráfego fica no limite da oferta. Estrada dos Três Rios (Grajaú .2 faixas. Mesmo a solução de utilizar mais uma faixa de rolamento. Passou a haver uma forte expansão dos movimentos de entrada e saída na Baixada de Jacarepaguá. Melhor solução é utilizar mais duas faixas de rolamento na ponte da Joatinga / elevado 209 .Jacarepaguá) . Elevação da renda média familiar e conseqüente tendência ao consumo e ao lazer. Estrada de Furnas . o maior problema está na Ponte da Joatinga. por exemplo). em terminologia específica). podendo citar. considerando os dois sentidos (entrada e saída). com maior número de pessoas dispondo de meio de transporte próprio e com disponibilidade financeira para maiores gastos com combustível. Ao mesmo tempo.

Do mesmo modo que ocorreu com a experiência com a Linha Vermelha.das Bandeiras. já terminou como mostram os engarrafamentos nas horas de pico e. seja pelo projeto que tem sido ainda discutido perfurando um outro túnel no Morro dos Irmãos. isto é. como cogitam fazer as autoridades municipais. também. este corredor também deve ser preparado para suportar o acréscimo de tráfego que lhe cabe com as correspondentes obras. permitindo o acesso de grande contingente de mão-de-obra. Nesse sentido. hoje também bastante presente nas frentes de construção civil no Recreio dos Bandeirantes. quase metade do fluxo de saída da Baixada de Jacarepaguá se dirigia a este corredor. para motorista e passageiros. pois os da Barra da Tijuca continuam a privilegiar a circulação ao longo da orla marítima. Cidade de Deus e Rio das Pedras. usando os acostamentos de modo a se ter três faixas com o mesmo sentido do tráfego. Norte e Sul. inclusive tendo captado parte do fluxo que para lá se orientava via Auto-estrada Lagoa – Barra e Túnel Rebouças. chegam à região da Barra da Tijuca várias linhas de ônibus provenientes de bairros dos subúrbios mais distantes e das Zonas Oeste. levando em conta a ocupação dos terrenos vazios ainda oferecidos pela Barra da Tijuca e a ampliação da frota de automóveis. como é o caso das comunidades da Rocinha. tendo em vista as tendências de crescimento observadas. Antes da Linha Amarela. os de Jacarepaguá. A implantação da Linha Amarela melhorou substancialmente o fluxo de veículos que se dirige da Baixada de Jacarepaguá para a Zona Norte. principalmente daquele residente em comunidades subnormais. o alívio experimentado só foi efetivo por poucos anos. Se forem considerados cenários à médio e longo prazos. muitas vezes alocado na construção civil. tida como mais natural e como percorrendo uma paisagem cenicamente mais atraente. a Linha Amarela passou também a ser uma opção consistente para a ligação Baixada de Jacarepaguá – Centro do Rio de Janeiro. seja pela ampliação da pista da Avenida Niemeyer. No que diz respeito à questão de transportes. Esse cenário. ligando o Leblon a São Conrado. foi exatamente pela intenção em residir em 210 . apresentou uma situação de atendimento à curto prazo. Aliás. além de a Linha Amarela favorecer basicamente a demanda dos habitantes da parte norte dessa região. entretanto. Ou seja. lateralmente ou em lajes sobrepostas. o tráfego de entrada e saída para a Baixada de Jacarepaguá exigirá que continuem sendo realizados expressivos investimentos em infra- estrutura viária. nos finais de semana. Com a melhoria dos seus acessos à Avenida Brasil e à Linha Vermelha no final de 1999.

possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade. apresenta-se a seguir mapa indicativo da hierarquização viária. cuja área reservada para tal intervenção viária já foi também parcialmente invadida por favelas. possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade. Grumari. fica estabelecida a seguinte classificação e função: • Vias Especiais – àquelas expressas. com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais. basicamente no entroncamento viário entre as Avenidas das Américas e Ayrton Senna Quanto aos deslocamentos internos no bairro da Barra da Tijuca. Portanto. 211 . quais sejam: ¾ Via Arterial . Como local de convergência de parada final das linhas de ônibus que acessam à região ganha destaque o Terminal Rodoviário da Alvorada. que sirvam de ligação entre os bairros de interesse da área de estudo com o restante da cidade. considerando o contexto de inserção da Área de Influência Indireta dos locais onde deverão existir intervenções. • Hierarquização do Sistema Viário na AII: Frente ao contexto analisado. investimentos em transportes de massa poderiam estar evitando tais situações indesejáveis na cidade. O acesso aos bairros do Recreio dos Bandeirantes. Vargem Grande e Vargem Pequena é feito basicamente através dos transportes particulares.destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha a necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais. destinadas apenas ao acesso local ou a áreas restritas.caracterizada por interseções em nível. localizado no Trevo das Palmeiras. garantindo acesso aos principais centros de circulação (shoppings). ¾ Via Coletora . Para a caracterização das vias inseridas na atual área de estudo considerou-se. frente aos estudos em pauta. com controle total de acesso. em termos funcionais. embora saiba-se da predominância do uso de transporte individual. Provavelmente. os moradores vem sendo contemplados por linhas de ônibus que circulam pelos principais eixos viários intra-urbanos. monopolizados pelas vans. critérios para a configuração hierárquica segundo as definições contidas no Código de Trânsito Brasileiro (Anexo I – Dos Conceitos e Definições).locais mais próximos aos postos de trabalho que acentuaram-se as ocupações informais naquele bairro como já analisado. geralmente controlada por semáforo. ¾ Via Local _ caracterizada por interseções em nível e não semaforizadas. embora a Prefeitura tenha projeto para implantar a Via 4.

de ligação entre as vias arteriais. • Vias Arteriais Secundárias – àquelas vias principais que sirvam internamente à área de estudo. para ligação entre os bairros de interesse. comércio e serviço local. internamente aos bairros. • Vias Coletoras _ àquelas vias secundárias que sirvam.àquelas vias principais que sirvam.• Vias Arteriais Principais . • Vias Locais _ as demais vias que sirvam para deslocamentos localizados de acessos a residências. 212 . de ligação entre os bairros de interesse da área de estudo com o restante da cidade.

INSERIR MAPA SISTEMA VIÁRIO AII (HIERARQUIZAÇÃO VIÁRIA) 213 .

Estrada dos Bandeirantes. Avenida Engênio. Souza Filho. Estrada Gabinal. Estrada do Picapau. Vias Coletoras: Podendo serem citadas. Estrada do Joá. Estrada Calmette. Estrada do Guerengue. Avenida Guiomar Novaes. por classificação. Avenida Arquit Affonso Reidy. Rua Estrela Dalva. Estrada Rio Morto. Avenida Nelson Mufarrej. Avenida Embaixador Abelardo Bueno. Estrada Mal. Avenida Guignard. Felicissimo Cardoso. Estrada Rodrigues Caldas. Estrada Pontal. Rua Tirol. Avenida Afonso Arinos de Melo Franco. Avenida Armando Lombardi. Estrada da Ligacao. Avenida Alfredo Balthazar Silveira. Avenida Pref Dulcidio Cardoso. Des. Túnel de São Conrado. Avenida das Américas. Avenida Cel Muniz de Aragão. Estrada Pontal (parte). Estrada Tres Rios. Estrada do Outeiro Santo. Estrada Mapua. Avenida AW PLT 5222143. a partir das classes relacionadas anteriormente. Avenida Glaucio Gil. Vias Arteriais Secundárias e Vias Coletoras as seguintes vias. Avenida Gilberto Amado. Estrada Capenha. Estrada do Itanhanga. quais sejam: Vias Especiais: São consideradas como Vias Especiais. Avenida Grande Canal. Ponte Lucio Costa.Assim. Estrada Barra da Tijuca. Estrada Joá. Vias Arteriais Principais. Avenida Ayrton Senna. Miguel Salazar M. Estrada Arroio Pavuna. Avenida Juan Manuel Fangio. Avenida Érico Verissimo. Avenida Antonieta Campos da Paz. Praça da 214 . Estrada da Curicica. Elevado das Bandeiras. foram consideradas como Vias Especiais. Avenida Assis Chateaubriand. Avenida Gilka Machado. Avenida Olof Palme. Avenida Rodolfo Amoedo. Avenida Mal Henrique Lott. Auto-Estrada Lagoa – Barra. Estrada Tres Rios. Estrada Pau Ferro. Túnel do Joá. Avenida Eugenio Lyra Neto. Avenida Benvindo de Novaes. Prc. Morais. Avenida Salvador Allende.Sernambetiba). Avenida Alda Garrido. Avenida Gal. Rua Maria Luiza Pitanga. Estrada Tindiba. Avenida Nelson Cardoso. Avenida Lúcio Costa (antiga Av. Estrada Jacarepagua. Avenida Ministro Ivan Lins Vias Arteriais Secundárias: As Vias Arteriais Secundárias dentro do contexto em estudo são. Vias Arteriais Principais: Como Vias Arteriais Principais tem-se. Araujo Jorge. Avenida Olegario Maciel. Estrada Engenho d’Água. Rua Dom Rosalvo Costa Rego. Linha Amarela. Estrada Vereador Alceu Carvalho. Estrada dos Bandeirantes.

(1) Linha Amarela. Rua Andre Rocha. assim. a análise deste Sistema Estrutural. Rua Mirataia. sendo estas. das Américas e (4) Auto Estrada Lagoa-Barra. (2) Av. A seguir procede-se. Rua Canal do Pitangueiras. (3) Av. Rua Prof Henrique Costa. Rua Edgard Cavalheiro. com função predominante de permitir acessibilidade ao comércio e residências a elas lindeiras e/ou ligando vias coletoras. Dando continuidade mais avançada a análise temática sobre o sistema viário na área de interesse da Baixada de Jacarepaguá. Rua Prof Rocha Lagoa. Rua Mal Jose Bevilaqua. Rua Sessenta e Oito PAL 21403. Rua Candido Benicio. Rua Ipadu. Rua da Ventura. As demais são vias consideradas locais. de suma importância para este diagnóstico temático. Rua Tirol (parte). Rua Cel Ribeiro Gomes. entender-se-ão as vias até então consideradas como Vias Especiais e Arteriais Principais como passando a serem entendidas como integrantes características do Sistema Viário Estrutural da Área de Influência Indireta do empreendimento. Rua Edgard Werneck. Rua Jackson de Figueiredo. Praça Viriato Silva. Rua Heloisa Alberto Torres. 215 . Rua Marquês de Jacarepaguá. Ayrton Senna. Rua Jose Eusebio. Rua da Reverencia.Taquara. Rua Cel. Eurico de S. Gomes Filho.

• Linhas de Desejo da População da AP-4

A partir dos dados constantes do Anuário Estatístico do IPLAN-RIO relativos aos dados básicos da
Área de Planejamento AP-4, detalhado por bairro segundo as Regiões Administrativas que a
compõem são importantes variáveis para a estimativa de viagens produzidas por seus respectivos
habitantes.

Dessa forma, aplicando a metodologia já mencionada no tocante ao Índice de Mobilidade, o número
de viagens produzidas resultantes por bairro que compõe as regiões Administrativas da Barra da
Tijuca e de Jacarepaguá, que por sua vez formam a Área de Planejamento AP-4 é mostrada a seguir.

216

Essas viagens produzidas nas regiões Administrativas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá são
distribuídas segundo linhas de desejo obtidas a partir dos dados da maior pesquisa dos últimos
tempos realizadas pelo DETRAN/RJ com a SUBSECRETARIA de INFRA-ESTRUTURA do
Governo do Estado do Rio de Janeiro, são visualizadas nas respectivas figuras na seqüência.

217

LINHAS DE DESEJO TRANSPORTE INDIVIDUAL: ORIGEM, MORADORES DA BARRA JACAREPAGUÁ.

LINHA DE DESEJO DE CARRO DE PASSEIO A PARTIR DE
BARRA DA TIJUCA
3,93%
0,40% 1,8%

0,73%
1,45%

6,16% 1,4%
0,67%
0,45%

4,26% 1,40%
0,53% 0,73%
13,52%
1,40%

6,66%
6,73% 3,20%

2,86%
0,13%
35,40%
6,93%

218

1 9 % 4 .2 7 % 3 .5 0 % 1 .5 2 % 1 .3 3 % 2 .4 5 % 1 .4 2 % 219 .8 9 % 0 .8 % 0 .1 6 % 7 .4 6 % 6 .7 3 % 1 .4 1 % 1 .0 1 % 2 8 .4 8 % 3 .6 2 % 1 .0 5 % 3 .1 2 % 9 .4 9 % 0 .0 7 % 1 4 .9 7 % 0 .3 4 % 0 . 2 .

da Zona Sul para a Barra o movimento daqueles com origem nessa Zona Sul com destino a Barra é de 25.8 mil viagens por dia.50% TIJUCA 1. enquanto as atraídas.As viagens geradas pelos moradores da Barra atingem 320. portanto oriundas de outras regiões chegam a mais 358.73% 8. cuja principal saída é o Viaduto da Joatinga com apenas 2 faixas de tráfego por sentido.78% o movimento dos usuários advindos do Centro como origem da primeira viagem em direção a Barra no período de pico matinal entre 7 e 9 horas. 220 .93% 6.Essas mesmas linhas de desejo devidamente agrupadas por corredores no período de pico de 7 às 9 horas no que tangem aos moradores da Barra da Tijuca em sua primeira viagem são mostrada na figura: LINHAS DE DESEJO DA BARRA PARA OUTRAS REGIÕES Z.4% 0.45% Z.07% GUARATIBA BARRA 16.SUL CENTRO 35.8 mil viagens por dia das quais 115 mil são viagens internas na própria RA da Barra e 205.45% portanto maior participação que aqueles que se destinam ao Centro da Cidade. Já no sentido contrário.8 mil apresentam destino fora da Barra.OESTE 24. com 16.13% 13.52% das viagens produzidas na RA da Barra da Tijuca. ou seja.37% e de apenas 0.52% Observa-se que no corredor Centro/Sul no pico horário matinal (7 às 9 horas) o destaque é a Zona Sul. que é de 13. como pode ser visto a seguir.NORTE JACAREPAGUÁ Z.

com destino a Região Administrativa de Jacarepaguá. que enquanto as viagens geradas diariamente pelos moradores de Jacarepaguá montam 508. aqui determinados probabilisticamente a partir das contagens automáticas e seletivas realizadas pela CET-RIO são mostrados nas próximas figuras na região de interesse. 221 .NORTE 6.07% 14.79% BARRA Z. LINHAS DE DESEJO DE JACAREPAGUÁ PARA OUTRAS REGIÕES 26. conhecido pela sigla TMDA.32% BARRA Z.7% GUARATIBA 9. LINHAS DE DESEJO DAS OUTRAS REGIÕES PARA JACAREPAGUÁ 43. resultantes representativas das Linhas de Desejo da População. Cabe observar.13% Z.SUL CENTRO Os níveis de Tráfego Médio Diário Anual.OESTE JACAREPAGUÁ 28.18% 13.SUL CENTRO Na figura abaixo as linhas de desejo agrupadas por corredor advindas de outras regiões.87% 13.39% 13.81% 7. por outro lado as que são atraídas de outras regiões para Jacarepaguá atingem apenas 146.57% Z.33% 0.19% 1.OESTE JACAREPAGUÁ TIJUCA 0.8 mil viagens por dia.74% TIJUCA 9. fornece-se as linhas de desejo dos moradores da Região Administrativa de Jacarepaguá agrupadas por corredor.14% Z.46% GUARATIBA 7.Da mesma forma.NORTE Z.9 mil.

985 MAC MACDOWELL DOWELL 222 .000 116.958 117.NÍVEIS DE TMDA – TRÁFEGO MÉDIO DIÁRIO ANUAL: AMBOS OS SENTIDOS 93.750 17.560 118.750 116.417 TMDA: TMDA: TRÁFEGO TRÁFEGOMÉDIO MÉDIODIÁRIO DIÁRIOANUAL ANUAL 118.560 117.000 158.958 158.417 93.

554 223 .SERRA DA GROTA FUNDA : TMDA EM AMBOS SENTIDOS 17.

AMÉRICAS NR AD Ç O AS N LAGOA O L O fato concreto é que o tráfego da AP4 enfrenta sérios problemas não apenas para sair para outras regiões da Cidade. BRASIL A R EL A GROTA FUNADA A M L. A título de exemplo as velocidades pesquisadas nas rotas entre o Cebolão e o Centro. 224 . AV. AMÉRICAS AV.Viário Estrutural O diagnóstico será abordado segundo o quadrante Oeste/Norte e em seguida no sentido Leste segundo o esquema da figura abaixo. ª SENNA TÚ TO SERLA N AL EL R EB SÃ O OU CO AV. • Análise do Sistema. como para acessar seus próprios bairros em face das restrições de capacidade de escoamento que se apresentam em todas entradas e saídas. AV. Os níveis de congestionamento (NÍVEL F) variam de 393 horas por ano na Serra da Grota Funda a 1410 horas por ano na Auto-Estrada Lagoa Barra no segmento envolvendo o Túnel ZUZU ANGEL no sentido BARRA/LAGOA.

80 60 LAGOA/T.CONRADO/TUNEL 45 20 CEBOLÃO/SC 60 60 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 VELOCIDADE (km/h) 80 min ANO:2002 ANO: 1997 56 min MAC DOWELL 225 .VARGAS/CANDELARIA 16 16 ESTÁCIO/P. Vagas 20 51 Av.VARGAS 12 8 VIADUTO P./ESTÁCIO 60 45 VIAS T.REBOUÇAS/VIADUTO P.F.REBOUÇAS 14 9 TUNEL/LAGOA 89 20 S.PARA O NORTE PARA O LESTE: VELOCIDADE MÉDIA NAS VIAS CEBOLÃO/CANDELÁRIA Entre: 7 e 8 horas 26 Pres.F. Brasil VIAS 26 38 Linha Amarela 47 57 Ayrton Senna 33 0 10 20 30 40 50 60 VELOCIDADE (km/h) ANO:2002 ANO: 1997 VELOCIDADE MÉDIA NAS VIAS CEBOLÃO/CANDELÁRIA Entre: 7 e 8 horas P.

LOCALIZAÇÃO DA SERRA DA GROTA FUNDA 226 . quanto ao uso desse segmento de serra na hipótese de ocorrer intensificação de tráfego de caminhões. nessa situação. quanto no sentido Santa Cruz e. Na Serra da Grota Funda a estrada se apresenta com rampa forte de 6% e seqüência de curvas horizontais no seu traçado tanto no sentido Barra. a seção transversal possui 3 faixas das quais duas no sentido de subida e uma no sentido de descida.Serra da Grota Funda Trata-se de trecho em via singela.

531 15/02/05 .terça-feira Estrada da Grota Funda A participação de veículos pesados chega a 14% do tráfego cujo Tráfego Médio Diário Anual determinado probabilisticamente pelo Autor é de 17. cujo posto de contagem foi localizado no lado de Santa Cruz no sentido BARRA. DA GROTA FUNDA Barra Referência: 1 na Ilha de Guaratiba Posto de 9. 227 . ESTRADA DA GROTA FUNDA ESTRADA DA GROTA FUNDA SENTIDO SANTA CRUZ SENTIDO BARRA BUS CAM BUS CAM 8% 6% 8% 5% AUTO AUTO 86% 87% O croqui fornecido a seguir ilustra a situação e na seqüência o resultado da distribuição horária obtida na mencionada pesquisa em cada sentido.115 Gasolina (movimento 1) 2 8.Determinação do TDMA O volume de tráfego médio diário é mostrado por sentido no croqui fornecido a seguir de pesquisa realizada em Fevereiro de 2005: Local: Santa Cruz ESTR. As composições por sentido podem ser vistas na figura.754 ao nível de 2005.

Essa redução de capacidade de escoamento da via singela em relação ao nível de desbalanceamento dos fluxos é ilustrada no gráfico abaixo obtido através da aplicação da técnica de regressão polinomial aos dados do HCM/1994. ESTRADA DA GROTA FUNDA DISTRIBUIÇÃO DO VOLUME HORÁRIO DE CAMINHÕES BARRA ESTRADA DA GROTA FUNDA (2005) SANTA CRUZ 1200 991 2 FAIXAS NA SUBIDA 1000 RA % MP A6 P821 A6 1 FAIXA NA DESCIDA 800 M % RA veículos/hora 600 400 200 0 00:01 01:02 02:03 03:04 04:05 05:06 06:07 07:08 08:09 09:10 10:11 11:12 12:13 13:14 14:15 15:16 16:17 17:18 18:19 19:20 20:21 21:22 22:23 23:24 horário SENTIDO BARRA SENTIDO SANTA CRUZ Constata-se que os volumes de tráfego nos dois sentidos se aproxima de uma condição ideal sob o ponto de vista do maior escoamento de tráfego total nos dois sentidos em se tratando de via singela. pois a medida que cresce este desbalanceamento entre os sentidos acarreta redução da capacidade de escoamento em relação a condição ideal de equilíbrio. 228 .

9 pgb 0.7% do tráfego total.97 FATOR DE REDUÇÃO DE CAPACIDADE 0. portanto aquele deslocado nas duas faixas de subida atingiu 54. FATOR DE REDUÇÃO: CAPACIDADE VIA SINGELA 1 1 0. Com parâmetros: −3 β1 = 6.85 0.75 0.88 0. t 100 FATOR DIRECIONAL DO TRÁFEGO Original data Smoothed data Voltando ao gráfico da distribuição dos volumes horários obtidos na mencionada pesquisa constata- se que em uma única faixa (descida) foi registrado o volume horário de 821 veículos e na hora seguinte ocorreu queda brusca de tráfego voltando ao mesmo nível uma hora mais tarde caracterizando o escoamento máximo nesse trecho da Serra.94 0.7 0.82 0.81 0. • SENTIDO SANTA CRUZ 200000 ⌠ α1− 1 − β1⋅ x ⎮ β1⋅ ( β1⋅ x) ⋅e 8760 TMA := ⎮ ⋅ x dx⋅ ⎮ Γ ( α1) 365 ⌡ 0 TMA = 8583 <-.78 0.76 0.73 .79 0.7 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 50 K.84 0.91 0. Antes da queda o número máximo de veículos por hora atingiu 1821 em ambos os sentidos.746 × 10 α1 = 2. enquanto no sentido mais carregado.71 0.87 fit( t ) 0.99 0.96 0. Aplicando o procedimento probabilístico desenvolvido por MAC DOWELL determinou-se o TMDA por sentido na Serra da Grota Funda.TRÁFEGO MÉDIO DIÁRIO ANUAL esperado em 2005 SENTIDO SANTA CRUZ.413 229 .93 0.

que se apresentam com pouco mais de 3 m de largura cada. • SENTIDO BARRA 200000 ⌠ α1− 1 − β1⋅ x ⎮ β1⋅ ( β1⋅ x) ⋅e 8760 TMA := ⎮ ⋅ x dx⋅ ⎮ Γ ( α1) 365 ⌡ 0 TMA = 9171 <-. Inclusive. mesmo considerando as duas faixas de rolamento nas rampas.754 veículos. responsável pela implantação do Túnel da Grota Funda. pela então Concessionária Serra Azul 6.778 O TMDA envolvendo os dois sentidos é de 17. por ocasião da pesquisa realizada durante uma semana em JUN/2000. Isso é confirmado. adiando dessa forma a construção desse importante Túnel.654 × 10 α1 = 1. alto em se tratando de via singela. 6 CONCESSIONÁRIA SERRA AZUL. 2000.TRÁFEGO MÉDIO DIÁRIO ANUAL esperado em 2005 SENTIDO BARRA. o nível de horas congestionadas como será visto mais adiante levou a Prefeitura conceder à iniciativa privada a concessão da nova alternativa via a implantação do Túnel da Grota Funda. ESTUDO DE TRÁFEGO VISANDO A CONCESSÃO DO TÚNEL DA GROTA FUNFA. mas cujo contrato foi encerrado. Com parâmetros: −3 β1 = 4. 230 . próximo daquele obtido na referida pesquisa feita em 2005 que é de 17. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. cujo coeficiente de variação do tráfego médio diário durante a semana foi de apenas 4%.646.

antigo DNER). 231 . IMPACTO DO SISTEMA DE TRASNPORTE GERADO COM A IMPLANTAÇÃO DO CTR-RIO E DE SUAS 7 ETRs. MAC/02 : VOLUME VERSUS VELOCIDADE 80 80 VELOCIDADE MEDIA DO FLUXO DE VEÍCULOS 72 64 56 48 velpi 40 32 24 16 8 0 0 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 0 Vpi 1820.909 VOLUME HORÁRIO A capacidade de escoamento nessas condições é de 1821 veículos reais por hora em ambos os sentidos. O tráfego de caminhões que se desloca diariamente em 2005 nesse trecho crítico de interesse do estudo é de 529 caminhões por dia no sentido de Santa Cruz e de 444 no sentido da Barra. MAR/2005. COMLURB & PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. FERNANDO. portanto no sentido Santa Cruz em uma faixa de tráfego disponível de acordo com os resultados da pesquisa de contagem seletiva de tráfego executada em FEV/2005 constante do PARECER TÉCNICO do Prof.A Capacidade de Escoamento A função representada graficamente que relaciona probabilisticamente o comportamento físico da velocidade do fluxo de veículos em relação ao nível de volume horário de tráfego na Serra da Grota Funda com largura de faixa de 3 m cada e com 14% de tráfego pesado. Mac Dowell 7. 7 MAC DOWELL. é a seguinte. onde o fator de equivalência adotado é de 4. GRUPO JULIO SIMÕES.5 (determinado pelo Autor com base nas pesquisas realizadas na BR-116-SP na Serra do Cafezal através do Convênio IME/DNIT. No que tange ao volume horário de pico no dos caminhões atinge no sentido Barra em aclive 47 com duas faixas de tráfego e 56 em declive na serra.

232 . assim determinadas. ⎡ ⌠ CAP ( p ) ⎤ ⎢ ⎮ − β ⎥ α −1 ⋅x ⎢ ⎮ β ⎛ β ⋅x⎞ kk1 ( p ) ⎥ ⎢ ⎮ ⋅ ⎜ ⎟ ⋅ e ⎥ kk1 ( p ) ⎝ kk1 ( p ) ⎠ NHC ( p ) := ⎢ 1 − ⎮ dx ⎥ ⋅ 8760 ⎢ ⎮ Γ (α ) ⎥ ⌡ ⎣ 0 ⎦ NHC ( 0 ) = 392.Na próxima figura mostra-se a distribuição horária dos volumes de caminhões durante 24 horas do dia que trafegam na Serra da Grota Funda por sentido.horas por ano com tráfego congestionado na SITUAÇÃO ATUAL.764 <-. lembrando que a pesquisa foi feita no pé da serra no lado de “Santa Cruz” para a Barra (vide croqui fornecido anteriormente) DISTRIBUIÇÃO DO VOLUME HORÁRIO DE CAMINHÕES ESTRADA DA GROTA FUNDA (2005) 60 56 50 47 40 veículos/hora 30 20 10 0 00:01 01:02 02:03 03:04 04:05 05:06 06:07 07:08 08:09 09:10 10:11 11:12 12:13 13:14 14:15 15:16 16:17 17:18 18:19 19:20 20:21 21:22 22:23 23:24 horário SENTIDO BARRA SENTIDO SANTA CRUZ Conclui-se que na Serra da Grota Funda por sentido o tráfego apresenta atualmente 393 horas de congestionamento por ano.

Avenida das Américas Entre o Cebolão e o Recreio dos Bandeirantes Após o Cebolão no sentido RECREIO são fornecidos a seguir os volumes horários no pico registrados entre 18 e 19 horas constantes do croqui: Av. 233 . das Américas 2 2249 2060 4 2 1830 3 Volume de Tráfego Av. General Olinto Pillar 1 1828 SÃO CONRADO RECREIO CEBOLÃO Av. como mostram as fotos obtidas no "site" da Secretaria Municipal de Obras e de Serviços Públicos. General Olinto Pillar 5ª Feira(08/11/01) 17:00 às 18:00 A Prefeitura investiu nessa área no sentido de melhorar as condições operacionais.

das Américas entre o Cebolão e o RECREIO A próxima foto registra o acúmulo de veículos na baia de 150 m de extensão para o retorno ou travessia da AV. AV. porque também é entrada na pista lateral como pode ser visto na seqüência. das Américas. reduzindo sua capacidade de escoamento e ampliando os riscos de acidente. com nítida invasão da faixa da via lateral. DAS AMÉRICAS 234 . Av.

portanto armazenados aguardando a vez para atravessar a AV. substituindo pelos utilizados nos trechos da própria AV. portanto de entrada no “S” e ainda apresenta como na fotografia anterior acumulo de veículos parados. Essa situação é perfeitamente corrigível com adequado ciclo de sinal a ser implantado nessa e nas outras travessias. principalmente quando o denominador é universalizado previamente como resultado de aplicação. que não representará a realidade imaginada e. 8 TRB. sob o impacto do tráfego numa área urbana. por exemplo. das Américas na Barra que se apresentam com mais de 92 m. portanto mais compatível com a velocidade com que os veículos trocam de pistas. do HCM/2000 8 e na prática se constata através de contagens a passagem de volume horário. “superior a capacidade de escoamento” previamente fixada. portanto não são suficientes para alicerçar qualquer conclusão. INDUÇÃO A ACIDENTE 150 m “S” com apenas 50 m FAIXA DE ENTRADA E DE ARMAZENAMENTO: Incompatível FUNÇÕES ANTAGANÔNICAS Com a velocidade! O fato importante é que o “S” em planta se apresenta com raio de curva incompatível com a velocidade da faixa da via principaL. Se o erro conceitual nasce na origem. das Américas. 235 . de pouco adianta a sua classificação quanto a determinação do tempo perdido em interseções críticas. bem como mudar a geometria desses “S”. a Engenharia de Tráfego em rodovias ou em vias urbanas críticas não se resume apenas na avaliação da relação volume/capacidade. contudo pesquisar a constatação prática ocorrida na própria via. sem. TRANSPORTATION RESEARCH BOARD. “Lamentavelmente”. HIGHWAY CAPACITY MANUAL – HCM 2000.

O objetivo acima definido é exatamente para se obter os maiores volumes horários possíveis e o ciclo correspondente de tal forma que não sejam ultrapassados os mencionados armazenamentos. mais de 90% dos pedestres o farão arriscando seu nível de segurança.É importante ressaltar. ou seja. pela impaciência dos pedestres. portanto. tendo em vista a aleatoriedade de suas variáveis envolvidas. Vale dizer. enquanto espera a vez para iniciar essa travessia. o tempo de impaciência do carioca para atravessar uma via começa a partir de 60 segundos (1 minuto). que ciclos muito longos apresentam em seu bojo grande período de tempo verde para a passagem dos veículos e. Um simples erro de avaliação ou de operação num sistema viário urbano pára-se uma cidade. Esse tempo se baseia na pesquisa realizada no Rio de Janeiro e coordenada pela Prof. que não devem ter suas respectivas áreas de armazenamento ultrapassadas sob pena de trancar as interseções adjacentes ampliando sua a área de impacto ambiental. o ciclo de sinal ainda precisa satisfazer a mais duas condicionantes relacionadas aos pedestres. a capacidade de escoamento do tráfego mantendo-se o mesmo ciclo de sinal. portanto. apesar dos princípios serem semelhantes àqueles utilizados na Engenharia Hidráulica. que em via urbana dotada de sinal luminoso. o uso conceitual isolado da relação matemática entre o “volume de tráfego e a capacidade de escoamento” é inadequado quando se avalia uma interseção urbana dotada de semáforo. se não levar em consideração a disponibilidade de armazenamentos a montante dos semáforos em cada via. quanto maior for o tempo destinado ao verde efetivo nessa via principal. A Engenharia de Tráfego é uma ciência complexa alicerçada em base físico-matemática e nas técnicas da teoria das probabilidades. que ainda a torna mais complexa que a ciência que rege o escoamento de água (mais disciplinada) em uma rede de distribuição. como a do tempo mínimo necessário à travessia da Avenida e finalmente a relativa ao tempo de impaciência do pedestre. Entretanto. mais próxima será a sua capacidade de escoamento a de uma rodovia com o mesmo número de faixas de tráfego sem restrição de escoamento do fluxo causada pelo semáforo. será tanto maior. longo tempo fechado para os pedestres atravessarem a via principal ensejando maior incidência de atropelamento. Alem dessas condicionantes. Até porque. destacando as comportamentais como as relacionadas aos motoristas e aos pedestres. Por outro lado. 236 . o que limita a capacidade física de escoamento do tráfego numa interseção semaforizada são as respectivas áreas de armazenamento disponibilizadas tanto na via principal quanto na via secundária.

A maior pesquisa 10 realizada no gênero ocorreu em Tóquio. COPPE. cujos dados permitiram ao Prof. essa por sua vez relacionada a sua idade. essa velocidade corresponde ao valor modal da distribuição de probabilidade e por segurança ao que foi exposto recomenda-se sempre que possível a velocidade 0. FRANÇA.5 3 0 0 1 2 3 4 0 v1 3 VELOCIDADE DOS PEDESTRES (m/s) 0 Xi 4 VELOCIDADE Dos PEDESTRES (m/s) XX 1 hh 95 Figura: Distribuição de Velocidade dos Pedestres nas Travessias Urbanas 9 MARILITA. depende da extensão a ser vencida. portanto bem abaixo do que hoje normalmente tem-se utilizado. foi possível aqui estabelecer a distribuição de probabilidade das velocidades dos pedestres.367 m/s ou 1. que corresponde à probabilidade de atendimento de 95% dos pedestres (pessoas idosas.32 km/h. apresentados os resultados pelas autoridades responsáveis pelo tráfego rodoviário daquela cidade.367m/s ou 1. BEHAVIOR AND SAFETY OF ENDERLY PEDESTRIANS IN A CROSSING SECTION. Apesar do HCM/2000 estabelecer como velocidade “defaut” para o pedestre de 1.32 km/h. estabelecer matematicamente a distribuição acumulada de probabilidade dos tempos de impaciência. ANAIS DO CONGRESSO DA WCTR. e fundamentalmente da velocidade com a qual se desloca o pedestre. 10 SHIMIZU.2 m/s ou 4.32 km/h.5 2 2. pelotões de estudantes e assim por diante) sem a necessidade de forçar a marcha.359 70 100 100 60 80 probabilidade de velocidade maior 50 probabilidade (%) 40 60 P ( v1) ph i 30 40 20 20 10 0 0 0 0 0.Marilita 9da COPPE. DISTRIBUIÇÃO DAS VELOCIDADES : PED. PROBABILIDADE: VELOCIDADE MAIOR QUE 60. 1992. KOSHIRO & KIMURA. devendo a mesma não ser superior a 0. Mac Dowell do IME. 237 . PESQUISA COMPORTAMENTAL DO TEMPO DE ESPERA E NÍVEL DE RISCO ESTABELECIDO PELO PEDESTRE. adultas com crianças. Da mesma forma. portanto de espera para atravessar ruas ou avenidas. o tempo de travessia. YOSHIOKA. LYON.5 1 1.

Mac Dowell. através de contadores automáticos aplicados simultaneamente na interseção semaforizada no pico matinal. ABELARDO 5ª Feira(28/02/03) BUENO 08:00 às 09:00 475 AV. AYRTON 2 2465 SENNA 3 4269 CIDADE DE DEUS RETORNO 3 4 A próxima figura ilustra para outra 5a Feira. validada no relatório técnico da Linha Amarela 11 em face da riqueza de informações estatísticas de tráfego. PARECER TÉCNICO CONCLUSIVO. BARRA DA TIJUCA Volume de Tráfego AV. AYRTON SENNA por sentido nessa interseção crítica. AYRTON 3 AV. 11 MAC DOWELL. 238 . SANTOS DUMONT AV. onde se pode observar os picos horários registrados correspondentes. AYRTON SENNA SENNA 18 04 1 PTE. No croqui apresentado a seguir. devido ao fato de ser uma rodovia concedida. Ayrton Senna. REAVALIAÇÃO DA CONCESSÃO DA LINHA AMARELA. aplicando a metodologia de autoria do Prof. se mostra para um dos dias contados pela CET-RIO. OUT/2003. os volumes horários registrados. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. dia 21/02/02 as distribuições dos volumes horários de tráfego na AV. na AV. entre 8 e 9 horas. FERNANDO. SECRETARIA MUNICIPAL DE TRANSPORTES.Avenida Ayrton Senna A contagem volumétrica horária de tráfego realizada pela CET-RIO nas 24 horas do dia é suficiente para determinar o Tráfego Médio Diário Anual.

conforme são mostrados a seguir como resultado do levantamento realizado in loco em AGO/03. Ayrton Senna. Isabel Domingues. O Tráfego Médio Diário Anual no ano de 2002 determinado probabilisticamente atingiu 118. Abelardo Bueno e Av.331 <-. Emb. O volume máximo de tráfego registrado ocorre entre 8 e 9 horas no sentido Barra com 5.396 veículos registrados. o número de horas congestionadas por ano na AV. Ayrton Senna é de 659 horas no sentido da Barra da Tijuca e de 659 horas no sentido Fundão.740 no sentido inverso. Constata-se que exatamente entre 18 e 19 horas os volumes em ambos os sentidos se apresentaram absolutamente equilibrados.219 veículos por hora entre 18 e 19 horas. CONTAGEM VOLUMÉTRICA DE VEÍCULOS POR SENTIDO Local: Av. dos quais 60. comparativamente ao sentido inverso. Por outro lado. ⎡ ⎡ ⌠ max( P1) ⎤⎤ ⎢⎢ ⎮ −β ⎥⎥ α −1 ⋅x ⎢⎢ ⎮ β ⎛β ⎞ k ⎥⎥ ⎢⎢ ⎮ ⋅ ⎜ ⋅ x⎟ ⋅e ⎥⎥ k ⎝k ⎠ ph := ⎢ ⎢ 1 − ⎮ dx⎥ ⎥ ⋅ C ⎢⎢ ⎮ Γ (α ) ⎥⎥ ⌡ ⎣⎣ 0 ⎦⎦ ph = 659. essas assim determinadas. os ciclos de sinais utilizados pela CET-RIO basicamente não variam nessa via. no sentido da Barra.( 5ª Feira 21/02/02) 6000 5396 5219 5000 4000 VOLUME 3000 2000 1000 0 0-1 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-8 8-9 9-10 10-11 11-12 12-13 13-14 14-15 15-16 16-17 17-18 18-19 19-20 20-21 21-22 22-23 23-00 HORA À HORA Sentido Barra Sentido Linha Amarela Verifica-se que ocorre quase um patamar de volumes horários de tráfego.820 no sentido Barra/Fundão e de 57. enquanto no sentido contrário 5.número de horas por ano com tráfego congestiionado Por outro lado.560 veículos. entre Av. 239 .

CONTAGEM VOLUMÉTRICA DE VEÍCULOS POR SENTIDO Local: RETORNO) 800 749 700 600 500 VOLUME 400 300 200 100 0 0-1 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-8 8-9 9-10 10-11 11-12 12-13 13-14 14-15 15-16 16-17 17-18 18-19 19-20 20-21 21-22 22-23 23-00 HORA À HORA 21/2/2002 28/2/2002 1/3/2002 Como a área de armazenamento no local não deve ser superior a 30 veículos e mantendo as mesmas condições expostas anteriormente. conforme pode ser visto no gráfico de distribuição dos volumes horários contados pela CET-RIO aqui mostrados para três dias diferentes devidamente identificados na figura que se segue.Esse ciclo de sinal atuante no período de pico matinal dá vazão por sentido a 1. permite que no chamado contorno pode atender até 1200 veículos por hora. Ayrton Senna. esse volume é muito superior ao volume horário real que atravessa essa Avenida (vide croqui) nesse horário. esse volume horário de tráfego no contorno não deve ser superior 240 . mesmo para o maior volume horário registrado que foi de 749 e mesmo assim só ocorreu entre as 14 e 15 horas. Entretanto.798 veículos por hora e por faixa e por sentido na AV.

4 .10 4 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 180 190 200 210 220 230 240 250 260 270 280 290 300 70 CC 300 CICLO SEMAFÓRICO (SEGUNDOS) 241 .10 4 4 7. sobre o ponto de vista ambiental. e a quantidade de particulados. S) 1 .10 5 8 .105 PRODUTO(ATRSO MÉDIO PELO VOLUME HORÁRIO) 1. a soma dos mencionados produtos correspondente a variação da duração do ciclo semafórico.36×10 6 . da mesma forma. DV1 .10 5 T ( CC .2 . sobre pena de interferir na fluidez do tráfego da via principal.VOLUME HORÁRIO NO SENTIDO BARRA POR FAIXA VARIAÇÃO DOS ATRASOS TOTAIS: INTERSEÇÃO 1600001. DV2 . Na próxima figura ilustra para os mesmos volumes horários na interseção no sentido BARRA. para os mesmos volumes registrados.6 . resultando em redução de 7. aonde se pode observar que essa soma passa pelo valor mínimo para o ciclo de 94 segundos. Por outro lado.4% na emissão de CO e de CO2 em relação à situação atual.a 844 veículos por hora que corresponde à probabilidade de 90% de não ser ultrapassada a capacidade física de armazenamento. quanto menor for o a soma dos produtos em cada sentido do tempo médio de atraso por veículo pelo volume horário de tráfego por hora escoado na interseção.10 5 1. tanto menor será também a emissão de Dióxido de Carbono (CO2).VOLUME HORÁRIO NO RETORNO DV2 = 1798 <-. variando o ciclo de sinal tem-se: DV1 = 844 <-. tanto menor será a emissão de CO (Monóxido de Carbono) enviado a atmosfera e ao próprio interior dos veículos. Logo. nas contagens da CET-RIO sob o ponto de vista ambiental o ciclo deve ser de 94 segundos contra o atual ciclo de 123 segundos. para escoar os mesmos volumes horários de tráfego registrados. Assim.

Ayrton Senna. mesmo completa não irá eliminar os congestionamentos provocados no acesso à AV. 242 .5%. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. ESTUDO VISANDO A CONCESSÃO. Já o pico horário no sentido Barra era de 2602 veículos por hora contra os atuais 5396. Gerimário Dantas.560. substituindo-a pela rótula mostrada a seguir e que já está em construção. bastando para isto ampliá-lo através de projeto que contemple a 12 MAC DOWELL. Em outras palavras.4% ao ano. Embaixador Bueno ter sido feita parcialmente eliminando o principal ponto crítico da AV. a relação entre o volume horário de pico dividido pelo tráfego médio diário será menor. MARÇO/1994. portanto inferior a registrada para o volume de tráfego médio diário. contra os atuais 118. em vista à restrição de capacidade de escoamento no horário de pico. ou seja. LINHA AMARELA. Em face ao exposto. apresentando taxa geométrica de crescimento anual de 8. como era de se esperar. Em que pese a Rótula da AV. ou seja. Ayrton Senna (antiga Alvorada) o Tráfego Médio Diário nos dois sentidos era de 52.É importante ressaltar que em 1993. Ayrton Senna na altura da Cidade de Deus. em face da implantação da Linha Amarela. portanto há 10 anos atrás nessa mesma AV. Ayrton Senna com a AV. a Prefeitura eliminará essa interseção crítica. à medida que se aumenta o volume horário de tráfego diário nessa via. tanto maior será o achatamento do pico. que chega paralisar o tráfego da Linha Amarela no sentido Fundão/Barra não incomum até altura da AV. apresentou extraordinária taxa média anual de crescimento do tráfego de 9.830 12.

canalização do tráfego para a entrada na Ayrton Senna. Observa-se na foto apresentada a seguir que a Ayrtotn Senna após esse problema apontado flui graças a alça concluída da mencionada rótula. Ayrton Se 243 . nna AV.

onde se pode observar.01 01 .19 19 .08 08 . permitiu a elaboração do carregamento de tráfego na Linha Amarela entre a Praça de Pedágio e a Linha Vermelha aqui exemplificada para o horário de pico entre 7 e 8 horas no sentido mais crítico.10 10 . Distribuição Horária por Sentido na Praça de Pedágio DISTRIBUIÇÃO DOS VOLUMES HORÁRIOS NA PRAÇA DE PEDÁGIO a 5 feira.23 23 .15 15 . durante 24 horas do dia registrada na Praça de Pedágio.24 BARRA/FUNDÃO FUNDÃO/BARRA Carregamento do Tráfego na Linha Amarela A conjunção dos novos dados de contagem em 2004 em cada acesso e a última e fundamental pesquisa de O/D de placas.16 16 .04 04 .18 18 .201 4000 VEÍCULOS POR HORA 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 00 .Linha Amarela Inicialmente ilustra-se a distribuição horária do fluxo de veículos por sentido.05 05 .12 12 .02 02 .06 06 . dia 25/11/2004 5000 4509 4500 4.17 17 . que o pico horário no sentido Barra/Fundão ocorre entre as 7 e 8 horas e no sentido inverso entre as 18 e 19 horas.11 11 .09 09 .22 22 .13 13 . Barra/Fundão e no sentido Fundão/Barra 244 .03 03 .21 21 .07 07 .20 20 .14 14 .

25 m cada uma de suas 4 faixas. medida topograficamente em 2005. 245 . quais sejam entre o acesso A7 e a saída S8 e o outro entre o acesso A8 e a saída S9A. largura de faixa de 3. T R Á F E G O E N T R E A S S A ID A S CARREGAM ENTOS: TO TAL E APENAS PAGANTES S E N T ID O : B A R R A /F U N D Ã O T R E C H O : P R A Ç A D E P E D Á G IO E A L IN H A V E R M E L H A CARREGAMENTO: LA (7 as 8h) 8000 8000 TOTAL 7000 C A P A C ID A D E 6000 pg 5000 PED volume/hora Z1 ( t ) 4000 Z2 ( t ) S2 CAP ( t )3000 S3 S7 S4 S4A S8 S5 S9A 2000 S6 S9B LV 1000 0 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 0 K1 .12%. Brasil). t 11 MARCO QUILOMÉTRICO CONTÍNUO Original data APENAS PAGANTES Smoothed data trace 3 trace 4 Observa-se que as linhas de desejo indicam que o trecho mais carregado da Linha Amarela encontra-se entre a saída S7 e a saída S9A (para a AV. Esses segmentos são distintos. enquanto o segmento A7/S8 com rampa de 2. aqui cognominados respectivamente de Segmento A7/S8 e de Segmento A8/S9A. que vale dizer que existem dois segmentos críticos bem distintos dos demais.8% de caminhões. dos quais 3.6%.11 m e ambos os segmentos com o percentual de veículos pesados no entorno de 6.5% obtida da mesma forma e suas 4 faixas de 3. Tais segmentos podem ser apreciados na foto satélite fornecida a seguir.Sentido Barra / Fundão. por terem capacidade de escoamento diferentes em face do segmento A8/S9A se apresentar com rampa de 5.

BR BARRA FUNDÃO TRECHOS CRÍTICOS: sentido BARRA/FUNDÃO LA 1 LA 2 A7 S9A S8 A8 É importante salientar. que no segmento A7/S8 a rampa se apresenta com 2. AV. portanto a mesma inclinação do vão central da Ponte Rio-Niterói mostrada na foto a seguir 5 % 2.5% no Viaduto Sampaio Correia. PA M RA 246 .

5%. o A7/S8 com rampa de 2. Essa rampa de 5. em 15%. As funções oriundas dos respectivos relacionamentos probabilísticos entre a Velocidade do fluxo e o Volume horário de tráfego por sentido estão representadas em figura mais adiante. o carregamento no sentido inverso. portanto o dobro da inclinação mostrada na foto do vão central da PONTE RIO- NITERÓI. a inclinação da rampa se apresenta com o dobro da inclinação da do segmento A7/S8. onde (VEL) no sentido Fundão/Barra e (Vel) e no sentido Barra/Fundão no Viaduto Sampaio Correia. mas com a vantagem que nesse sentido se encontra em contra rampa (declive). Sentido Fundão / Barra Da mesma forma como ocorre no sentido Barra / Fundão. com maior capacidade de escoamento em relação ao sentido inverso. CARREGAMENT O DA LINHA AM ARELA: PICO HORÁRIO 18 ÀS 19 HORAS SENTIDO: FUNDÃO/BARRA 8000 7165 6803 7000 6484 6239 5701 6000 5264 VEÍCULOS/HORA 4755 4631 5000 4509 4000 3000 2000 1000 0 S9D-S8 S8-S7 S7-S6 S6-S5 S5-S4 S4-S3 S3-S2 S2-PED PED 247 .12% restringe a capacidade de escoamento em relação ao segmento precedente. segmento A7/S8. também se concentra no Viaduto Sampaio Correia entre as saídas S7 e S6 neste sentido.Já no segmento A8/S9A.A seguir o carregamento na mesma 5a Feira de NOV/04. Fundão / Barra.

VV1) .2% maior na região do fluxo estável e este segmento relativo ao Viaduto Sampaio Correia não se apresenta restritiva ao segmento a montante. a partir dos dados da pesquisa de 2004.3% ao que ocorre no sentido inverso. onde se pode observar. VOLUME VERSUS VELOCIDADE LINHA AMARELA 110 110 VELOCIDADE DO FLUXO DE VEÍCULOS (km/h) 100 90 80 70 Vel1( D . VVV) 50 40 30 REGIÃO INSTÁVEL 20 10 0 0 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 0 Vol( D . mas com vantagem fundamental é que a velocidade é 10. A seguir as distribuições probabilísticas das velocidades. não só apresenta menor velocidade do fluxo. VOL( D . que a distribuição das velocidades no sentido Barra-Fundão nesse segmento A7/S8. mas menor dispersão de velocidade em relação ao seu par no sentido contrário onde à velocidade média é maior da mesma forma maior é a dispersão das velocidades registradas que confirma a maior capacidade de escoamento neste sentido Fundão/Barra. não apenas é superior em cerca de 3. do tipo GAMMA. VV1) 60 REGIÃO ESTÁVEL VEL( D . VVV) 8000 VOLUME HORÁRIO (veiculos/hora) A capacidade no sentido Fundão/Barra. 248 . obtidas para o mesmo nível de fluxo de tráfego registrado de 7232 veículos por hora em cada sentido.

coeficiente de variação das velocidades D = 154.volume horário de tráfego Vv = 46.561 Vsd1 = 12.densidade (veic/km) 249 . VELOC. SEGUNDO VOL/h 6 5.862 <-.106 D1 = 136.328 VOLUME HORÁRIO 7. PROB.842 <-.141% CV1 = 24.desvio padrão das velocidades (km/h) CV = 16.81 <-.844 VV1 = 52.242% <-.velocidade média (km/h) Vsd = 7.232 VEÍC/ h SENTIDO: BARRA Æ FUNDÃO 5 OCORRÊNCIA (%) 4 Fr( V) 3 Fr1( V) SENTIDO: FUNDÃO Æ BARRA 2 1 0 0 20 30 40 50 60 70 80 90 100 20 V 100 VELOCIDADE (km/h) Os resultados: SENTIDO FUNDÃO SENTIDO BARRA IDENTIDADE TH = 7219 TH1 = 7232 <-. DISTRIB.

CONJUNTO DOS SEGMENTOS CRÍTICOS IDENTIFICADOS POR SENTIDO BARRA FUNDÃO VIADUTO SAMPAIO CORREIA S7 A9D A7 A8 S8 S8 A8 250 .

822 50. Por ser uma rodovia concedida apresenta uma excelente organização de dados estatísticos permanentemente atualizados.446 54. PRAÇA DE PEDÁGIO FONTE: DADOS PRIMÁRIOS LAMSA ELABORAÇÃO: MAC DOWELL/05 O TMDA (tráfego médio diário anual) no ano de 2002 foi de 88 mil veículos em ambos os sentidos. SEMANA 22 A 28 NOV/2004 TMD: 16/09/02 A 22/09/02 SENTIDO DIA DIA TOTAL BARRA/FUNDÃO FUNDÃO/BARRA TOTAL B/F F/B SEG 51. PRAÇA DE PEDÁGIO: TRÁFEGO MÉDIO DIÁRIO.000 veículos por hora em sua seção de 3 faixas de tráfego por sentido da pista principal e mais uma faixa para o tráfego vindo do acesso A7 que se entrelaça criticamente com o tráfego da via principal. onde o volume médio diário anual nesses segmentos críticos contínuos é mais que o dobro do tráfego que passa pela Praça de Pedágio.751 SEG 46. como é ilustrado nos respectivos quadros.143 DOM 33.595 95.417 veículos que corresponde a uma taxa média anual de crescimento geométrica de 3% entre 2002 e 2004.607 QUI 55.162 101. 251 . o pico de tráfego diário ocorre na sexta feira. contra 4201 e 4505 veículos por hora respectivamente no ano de 2004.988 109.046 44750 90.011 49.268 57.579 TMD 51.446 108.614 53.661 100. apresentando pico horário entre 7 e 8 horas de 4. onde a CET-RIO no trecho mais carregado cuja extensão não chega a 2 km.006 QUA 54.953 33.602 QUI 49958 48750 98.No que tange a variação semanal do tráfego médio diário em set/02 e nov/04 na Praça de Pedágio. se tornando assim um ponto crítico.892 QUA 48406 47201 95.511 TER 47266 45740 93.400 entre 18 e 19 horas.241 DOM 29751 28828 58.708 SEX 60.589 50.461 117.796 TER 52.979 SAB 42753 42390 85. foi registrado o volume horário de 7.288 67.689 103. Apesar da Linha AMARELA não apresentar congestionamentos importantes entre a Barra e a Praça de Pedágio nesse sentido.384 47.190 veículos e de 4.672 FONTE: LAMSA. tal não ocorre no trecho entre essa mesma Praça de Pedágio e a Linha Vermelha. que permite afirmar que em 2004 o TMDA atingiu na Praça de Pedágio 93.729 SEX 54495 51881 106.376 SAB 48. que chega refletir o congestionamento nos trechos a montante conforme mostra o flagrante fotográfico das câmaras da LAMSA.

Por outro lado. enquanto o da Ponte Rio Niterói apresentou queda de 1.2% e o tráfego dessa categoria na Linha Amarela aumentou 4.9%. a frota registrada de automóveis na Cidade do Rio de Janeiro foi ampliada em 6. em 2004 em relação ao ano de 2002.24% entre esses dois anos dá uma idéia da complexidade da dinâmica comportamental do tráfego. 252 .

Avenida das Américas Entre o Cebolão e o Canal de Marapendi e entre o Cebolão e o Recreio dos Bandeirantes No croqui apresentado a seguir. das Américas 2658 3 Volume de Tráfego 4ª Feira(09/04/03) 18:00 às 19:00 Essa interseção crítica na vizinhança do Barra Shopping com a AV. se mostra o resultado dos volumes horários obtidos através dos contadores da CET-RIO. das Américas 2 2532 RECREIO 3217 4 Av. qual seja São Conrado. 253 . Av. Luis Carlos Prestes 1370 5 1904 7 385 1 6 2354 SÃO CONRADO CEBOLÃO Av. das Américas. entre 7 e 8 horas com 5. Na próxima figura encontram-se ilustradas as distribuições horárias dos volumes de tráfego por sentido na AV. correspondente ao pico horário entre 18 e 19 horas.584 veículos e de 5875 veículos entre 18 e 19 horas. obtidas através dos contadores automáticos da CET-RIO no dia 09/04/02. aplicados simultaneamente na interseção semaforizada indicada no croqui. 4a Feira. foram registrados os maiores picos horários no mesmo sentido. das Américas.

entre Rua Maria Philomena Lages e Av. da mesma forma como foi mostrado para a AV. o CICLO AMBIENTAL. conforme são mostrados a seguir obtidos através de medições expeditas realizadas in loco em AGO/03.290 no sentido Barra/São Conrado e de 59.060 veículos. das Américas 3979. os ciclos de sinais utilizados pela CET-RIO apresentam pequena variação entre o pico matinal e o pico noturno. ou seja. Por outro lado. para o mesmo escoamento dos volume horários de tráfego. deveria entre 18 e 19 horas ser de 155 segundos contra o atual ciclo de 120 segundos. dos quais 68. Entretanto. aquele que corresponde à minimização das emissões de CO e de CO2.770 no sentido inverso. CONTAGEM VOLUMÉTRICA DE VEÍCULOS POR SENTIDO (Local: Av.) ( 4ª feira 09/04/02) 7000 5875 6000 5584 5000 4000 VOLUME 3000 2000 1000 0 0-1 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-8 8-9 9-10 10-11 11-12 12-13 13-14 14-15 15-16 16-17 17-18 18-19 19-20 20-21 21-22 22-23 23-00 HORA À HORA Sentido Recreio Sentido São Conrrado Já o Tráfego Médio Diário Anual no ano de 2002. Ayrton Senna. aplicando o procedimento já mencionado atingiu 128. Gen. Felicíssimo Cardoso. A seguir o gráfico que indica para cada ciclo a variação dos atrasos totais na interseção em pauta para os mesmos volumes registrados nas contagens automáticas. a saber: 254 .

das Américas.VOLUME HORÁRIO NO SENTIDO SÃO CONRADO POR FAIXA Esse ciclo determinado de 155 segundos reduz as emissões desses gases (CO e CO2) em 14%. DV1 = 685 <-. VARIAÇÃO DOS ATRASOS TOTAIS: INTERSEÇÃO 2⋅ 10 2 .10 5 T ( CC .10 4 100 150 200 250 300 350 400 100 CC 400 CICLO SEMAFÓRICO (SEGUNDOS) A seguir fornece-se a distribuição do volume horário de tráfego (fluxo 5 do croqui) que atravessa a AV.VOLUME HORÁRIO NO ADVINDO DO BARRA SHOPPING.10 5 5 PRODUTO(ATRSO MÉDIO PELO VOLUME HORÁRIO) 1. obtida através das contagens automáticas realizadas pela CET-RIO. 255 . S) 1 . POR FAIXA DV2 = 1072 <-.5 . DV2 .10 5 4 5⋅ 10 5 . entre 18 e 19 horas. quando foi registrado o pico horário. DV1 .

que apresenta 90% de probabilidade de armazenar até 42 veículos por faixa. que comparado ao de 128. o tráfego total da AV das Américas era de 99. Cabe registrar. BARRA SHOPPING ( 2ª feira 18/11/02) 1600 1370 1400 1200 1000 VOLUME 800 600 400 200 0 0-1 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-8 8-9 9-10 10-11 11-12 12-13 13-14 14-15 15-16 16-17 17-18 18-19 19-20 20-21 21-22 22-23 23-00 HORA À HORA SHOPPING O que fica claro é que o volume de tráfego nas transversais à AVENIDA das Américas apresenta dificuldade em face da fila excessiva que é decorrente da sinalização semafórica. CONTAGEM VOLUMÉTRICA DE VEÍCULOS (Local: Av.060 em 2002. que serão objeto do próximo relatório. Entre o Cebolão e o Recreio dos Bandeirantes: Após o Cebolão no sentido Recreio são fornecidos a seguir os volumes horários no pico registrados entre 18 e 19 horas constantes do croqui: 256 .640 veículos. das Américas onde se deve considerar não apenas o tempo de impaciência. que por sua vez define a sua velocidade. mas do tempo que precisa para atravessá-la. em função da distribuição da idade dos pedestres. das Américas 3979. apresentou nesse período taxa geométrica de crescimento de 3.2% ao ano. que em 1994. Nas baias dos retornos acumulam veículos acima da capacidade de armazenamento ensejando modificações. da mesma forma no tocante a travessia dos pedestres na AV.

como mostram as fotos obtidas no "site" da Secretaria Municipal de Obras e de Serviços Públicos.das Américas entre o Cebolão e o RECREIO 257 . General Olinto Pillar 5ª Feira(08/11/01) 17:00 às 18:00 A Prefeitura vem investindo nessa área no sentido de melhorar as condições operacionais. Av. Av. das Américas 2 2249 2060 4 2 1830 3 Volume de Tráfego Av. General Olinto Pillar 1 1828 SÃO CONRADO RECREIO CEBOLÃO Av.

se mostra o resultado dos volumes horários obtidos através dos contadores automáticos da CET-RIO aplicados simultaneamente indicados no croqui. correspondentes ao pico horário entre 17 e 18 horas.Auto-Estrada Lagoa-Barra Saída e Entrada na Barra No croqui apresentado a seguir. 5a Feira. 258 . Estrada Lagoa Barra 2886 4 BARRA DA TIJUCA 3944 3 2 104 Estrada do Joá 897 1 Volume de Tráfego 6ª Feira(30/08/02) 17:00 às 18:00 Na próxima figura encontram-se ilustradas as distribuições horárias dos volumes de tráfego por sentido no viaduto do JOA de acesso à Barra. obtidas através dos mencionados contadores no dia 08/11/01.

portanto apresentou taxa geométrica de crescimento de apenas 2.A seguir. No tocante ao volume máximo de tráfego registrado no pico matinal ocorreu entre 7 e 8 horas no sentido Barra/Gávea. enquanto no sentido contrário ou seja em direção à Barra foi de 4.08/11/01). CONTAGEM VOLUMÉTRICA DE VEÍCULOS POR SENTIDO Local: VIADUTO DO JOÁ (5ª FEIRA . que em 1993 esse volume de tráfego médio diário já era de 94.072.750 veículos.7% ao ano. dos quais 59.300 no sentido inverso.000 veículos por hora. com 4. os volumes relativos ao TMDA na saída da BARRA até o Túnel ZUZU ANGEL.450 no sentido Gávea/Barra e de 57.015 veículos entre 18 e 19 horas e 20 e 21 horas mostrando o nível de congestionamento nesse sentido. 259 . 4500 4000 4000 4015 3500 3329 3000 VOLUME 2500 2000 1500 1000 500 0 0-1 1-2 2-3 3-4 4-5 5-6 6-7 7-8 8-9 9-10 10-11 11-12 12-13 13-14 14-15 15-16 16-17 17-18 18-19 19-20 20-21 21-22 22-23 23-00 HORA À HORA Sentido Barra Sentido Gávea O Tráfego Médio Diário Anual no ano de 2001 determinado probabilisticamente atingiu 116. em face da capacidade de escoamento. Cabe ressaltar. diferentemente ao que ocorre nas demais vias da Barra que o pico se situa entre 8 e 9 horas.

99.922 116. 260 .750 veículos por dia são feitas por apenas duas faixas de tráfego por sentido.750 30.000 A saída e entrada na Barra dos 116.

324 102.50% Tijuca 3.46% Lagoa 6.27% Outros Bairros 4. que faz desse acesso ou saída da Barra.834 As principais linhas de desejo da Barra e de Jacarepaguá obtidas a partir da maior pesquisa já realizada no Rio de Janeiro entre 1996 e 1997.780 62.97% Centro 9.262 136.36% Botafogo 6.05% Lagoa 3. que do tráfego total que utiliza a Linha Amarela.80% Centro 13.O número de horas congestionadas em NÍVEL F na saída da Barra da Tijuca via AUTO-ESTRADA LAGOA-BARRA é de 527 horas de puro congestionamento por ano e no sentido contrário de 844 horas por ano.344 160.49% Santa Cruz 0.40% Copacabana 2. VEÍCULOS GERADOS/HORA FROTA POPULAÇÃO REGIÃO ADMINISTRATIVA TOTAL SAIDA AUTOMÓVEIS HABITANTES JACAREPAGUÁ 12.83% Botafogo 3. conforme podem ser vistas no próximo quadro.44% Anchieta 0.628 173.12% 261 .95% Jacarepagua 28.744 LAGOA 8.85% Pavuna 0.328 8.65% Inhauma 1.22% Guaratiba 0.04% Rio Comprido 1. por onde 6274 veículos por hora tentam sair pelo viaduto da Joatinga/Joá com destino principalmente para a Zona Sul e Centro. razão pela qual a Prefeitura realizou o projeto de ampliação de capacidade dessa via conforme a figura.36% Bangu 4.04% Outros Bairros 2.22% Pavuna 0.09% Campo Grande 0.47% Meier 4.49% Guaratiba 0.623 6.820 506.96% Ilha Do Governador 2. podem ser vistas a seguir por ordem de importância.32% Jacarepagua 6.182 4.31% Penha 1.44% Portuaria 0.09% Campo Grande 1. referenciada anteriormente.92% Penha 1.65% Rio Comprido 1.51% Barra Da Tijuca 14. só comparável à pesquisa semelhante realizada em 1976 pelo Metrô do Rio de Janeiro.46% Sao Cristovao 1. que representa 6160 veículos por dia em ambos os sentidos. para diversos destinos. onde foram entrevistados 100 mil usuários de automóveis.36% Santa Teresa 0.83% Tijuca 3.44% Copacabana 0.769 147. sem deixar lugar à dúvida que se trata de um dos pontos mais crítico.34% Madureira 1.31% Ramos 1.09% Inhauma 0. bem como as respectivas frotas e número de habitantes espelham a importância dessas Regiões comparativamente as RA da Lagoa e Copacabana.09% Bangu 0. 7% foram desviados da Auto Estrada Lagoa-Barra.31% Sao Cristovao 1.834 COPACABANA 5.74% Vila Isabel 2.37% Ilha Do Governador 3.46% Vila Isabel 1. As gerações de tráfego de veículos leves no pico horário entre 8 e 9 horas que saem das RAs da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá.31% Ramos 1. TRÁFEGO DE AUTOMÓVEL TRÁFEGO DE AUTOMÓVEL BARRA PARA: GERAÇÃO JACAREPAGUÁ PARA: GERAÇÃO Barra Da Tijuca 35.46% Iraja 1.075 174.706 BARRA DA TIJUCA 11.53% Iraja 1.351 7.49% Portuaria 0.22% Santa Cruz 0. Cabe registrar.75% Madureira 6.75% Meier 5.

262 .Vale dizer. 32.8% ou 4185 veículos por hora se dirigem para o Viaduto do Joá com origem na RA da Barra da Tijuca. mas só passam 4000. acrescido ainda de 2062 veículos por hora com origem na RA de Jacarepaguá. totalizando 6247 veículos por hora. que explicam os constantes congestionamentos. que no sentido Barra Zona Sul.

nos intervalos horários. Bartolomeu Mitre onde se observa a dificuldade de acesso a rua Jardim Botânico ocasionada pela interdição da saída do Túnel ZUZU ANGEL. que ampliou o tráfego na congestionada AV.Borges de Medeiros na Lagoa. isto é em NÍVEL F no sentido BARRA/LAGOA. mensais e anuais e hoje em dia ainda apresenta uma outra variação não 263 . diários.418 × 10 ⎢ ⎮ Γ ( α1) ⎥ ⌡ ⎣ 0 ⎦ O volume de tráfego apresenta variações permanentes que ocorrem nos sub-intervalos da hora. no Leblon a Bartolomeu Mitre e na Lagoa a Mario Ribeiro. Av.TÚNEL ZUZU ANGEL É o segmento mais crítico da Auto-Estrada Lagoa Barra no sentido BARRA/LAGOA em face da seqüência de interseções semaforizadas entre a Auto-Estrada Lagoa Barra ressaltando na Gávea Avenida Visconde de Albuquerque. Bartolomeu Mitre Assim em virtude dessas interseções ocorrem por ano 1418 horas de puro congestionamento. A foto fornecida a seguir ilustra a interseção da AUTO-ESTRADA LAGOA/BARRA com a AV. ⎡ ⌠ max( P1) ⎤ ⎢ ⎮ β1⋅ ( β1⋅ x) α1− 1 − β1⋅ x ⎥ ⋅e 3 ⎢1 − ⎮ dx⎥ ⋅ 8760 = 1.

comum na bibliografia corrente que é aquela motivada pela insegurança dos usuários nos períodos noturnos e da madrugada. HORÁRIA:TÚNEL ZUZU ANGEL 4200 4000 VOLUME HORÁRIO BARRA/LAGOA 3000 P1 j 2000 P2 j 1000 43 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 0 j 23 HORAS DO DIA (5 FEIRA 08/03 E 08/00)) 264 . razão pela qual lançou-se mão das técnicas que envolvem as distribuições de probabilidade. comparativamente a de 2003 constante do PDTU. com nítida concentração de tráfego mais cedo em 2003 (P1) em relação a 2000 (P2). da mesma forma o esvaziamento no período noturno e na madrugada em 2003 em face da variável insegurança. Observa-se na próxima figura as respectivas representações das distribuições dos volumes horários de tráfego em 2000 obtida a partir dos dados coletados pela CET-RIO. Localização da Contagem: São Conrado 2 TÚNEL ZUZU ANGEL 1 Administração Lagoa DISTRIB.

Borges de Medeiros. portanto semelhante a uma rodovia com duas faixas de tráfego por sentido.SEGMENTO DA LAGOA ATÉ O TÚNEL REBOUÇAS Os níveis de tráfego médio diário anual (TMDA) podem ser apreciados a seguir em ambos os sentidos. DC.886 36.922 83. Borges de Medeiros na situação atual. Borges de Medeiros pode ser determinada probabilisticamente. WASHINGTON. O procedimento desenvolvido para a determinação da capacidade prática de uma rodovia rural14 com a mesma seção da AV. Em seguida passa-se a determinação da capacidade de escoamento da AV.342 99. como se a mesma não tivesse sinal. 265 . NATIONAL RESEARCH COUNCIL. HIGHWAY CAPACITY MANUAL-HCM/2000. 75. com sinalização semafórica e nesse caso a capacidade de escoamento varia em função da relação entre o tempo de verde efetivo disponível e o ciclo de sinal utilizado.584 MAC DOWELL CAPACIDADE DE ESCOAMENTO E A CONSEQUENTE VARIAÇÃO DA VELOCIDADE EM RELAÇÃO A VARIAÇÃO DO VOLUME HORÁRIO O primeiro passo para o entendimento do procedimento 13 é a determinação da capacidade física de escoamento da AV. 2000. a partir 13 TRB-TRANSPORTATION RESEARCH BOARD.

LINHA VERMELHA entre outras.241 <-. Para cada volume horário com o mesmo percentual de veículos pesados e respectivos desvios padrão das velocidades observadas. BR-101 (CURITIBA/FLORIANÓPOLIS) E BR-101 (FLORIANÓPOLIS/OSÓRIO). 14 MAC DOWELL. DA DUPLICAÇÃO DA BR-116 (SÃO PAULO/CURITIBA). entretanto. seletiva. em face da comprovação prática utilizando este procedimento.241 DESVIO PADRÃO DAS VELOCIDADES 15 Vsd ( vol1) 10 5 0 0 0 1000 2000 3000 4000 5000 0 vol1 5000 VOLUME HORÁRIO Figura: Velocidade e Volume Horário segundo a Densidade de Veículos por km Observa-se. determina-se a função acumulada de probabilidade do tipo ERLANG. MODELO SISTÊMICO DE ENGENHARIA FINANCEIRA. BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO-BID. 266 . observada em pesquisas realizadas vias altamente congestionadas tais como a PONTE RIO/NITERÓI. que a partir do volume horário 2426 veículos por hora os desvios padrão das velocidades decaem rapidamente tendendo a zero.1 km/h. FERNANDO. Recomenda-se. (km/h) DESVIO PADRÃO DAS VELOCIDADES 20 17. quando nessa ocasião as velocidades de todos os veículos apresentam desvio padrão nulo caracterizando a capacidade de escoamento dessa via e o limite da área de estabilidade do fluxo. 1995 / 2002.016 s = 17.de dados simultâneos pesquisados no campo. cuja expressão matemática. velocidade e correspondente desvio padrão tudo referenciado ao mesmo período de tempo. a utilização do valor do desvio padrão correspondente à capacidade de escoamento seja numericamente igual a 0. seus parâmetros e o gráfico são fornecidos a seguir relativa a condição de rodovia. INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA.DP das veloc. ⎡⎢ ⎡⎢⌠ vol ⎤⎤ Vsd( vol) := ⎢1 − ⎢⎮ ⎛ ββ α a ⋅ x α a−1 ⋅ e − ββ ⋅x 1 ⎞ dx⎥⎥ ⋅ s ⎮ ⎜ ⋅ ⎟ ⎥⎥ ⎢ ⎢⌡0 ⎝ ( αa − 1)! ⎠ ⎥⎥ ⎣ ⎣ ⎦⎦ Parâmetros determinados: αa = 52 ββ = 0. DNER/DNIT. através de contagens volumétrica.

aonde se destaca a velocidade do fluxo correspondente à capacidade 267 . a capacidade da rodovia (sem semáforo) semelhante a Avenida é de 4493 veículos por hora (capF) com 5% de veículo pesado (aqui não se trata de capacidade de veículos equivalentes e sim capacidade real) Para se determinar as curvas probabilísticas relativas à velocidade e ao volume horário em função da densidade (veic/km) respectivamente resolve-se o sistema de equações através do MATHCAD 12. enquanto o volume horário do fluxo de tráfego passa por um valor máximo.Dessa forma. quanto para a AV. encontra-se representada graficamente na figura. Borges de Medeiros. BORGES DE MEDEIROS 3000 AV. que corresponde à densidade de veículos. ambas em função da densidade (veic/km).60 m cada.Rebouças/Leblon. correspondente ao ciclo de sinal de 136 segundos. Já a função de probabilidade resultante que relaciona o volume horário e a velocidade do tráfego correlativa. BORGES DE Volf( d) Velf ( d) 50 2500 MEDEIROS Vel ( d) Vol( d) 40 2000 1500 30 1000 20 500 0 10 0 0 0 40 80 120 160 200 240 280 320 360 400 0 0 0 40 80 120 160 200 240 280 320 360 400 0 d 400 0 d 400 DENSIDADE (veículo/km) DENSIDADE (VEÍCULO/km) D : 200 Figura: Velocidade e Volume Horário segundo a Densidade de Veículos por km Observa-se. no sentido T. tanto menor será a velocidade do fluxo. essa semaforizada na interseção com a Rua Saturnino de Brito. Na próxima figura são mostradas as funções probabilísticas obtidas que relacionam probabilisticamente a velocidade e o volume horário. VELOCIDADE E VOLUME HORÁRIO VERSUS DENSIDADE: SEM RESTRIÇÃO E AV. tanto para a rodovia com duas faixas de 3. que quanto maior for a densidade de veículos por km na via. Borges de Medeiros. para a situação sem restrição e para a AV.BORGES DE MEDEIROS CICLO 136 s VELOCIDADE VERSUS DENSIDADE 100 VOLUME HORÁRIO VERSUS DENSIDADE 100 5000 90 5000 SEM RESTRIÇÃO 4500 SEM RESTRIÇÃO VOLUME HORÁRIO (VEÍC/h) 80 4000 70 3500 VELOCIDADE (km/h) 60 AV. cujo procedimento é mostrado mais adiante. que caracteriza a capacidade de escoamento mostrada na mencionada Figura para cada uma das situações indicadas no respectivo gráfico.

máxima de escoamento em função por sua vez do tempo de verde na AV. VELOCIDADE DO FLUXO VERSUS VOLUME HORÁRIO: RODOVIA EM VIA DUPLA E AV. Borges de Medeiros. BORGES DE MEDEIROS SEMAFORIZADA MAC/02 : VOLUME VERSUS VELOCIDADE 100 100 VELOCIDADE MEDIA DO FLUXO DE VEÍCULOS 90 80 70 60 Velf ( d) 50 Vel ( d) 40 FLUXO ESTÁVEL 30 20 FLUXO INSTÁVEL 10 CAPACIDADE DE ESCOAMENTO 0 DA AV. BORGES DE MEDEIROS X RUA SATURNINO DE BRITO EM JUN/2003. Cabe observar. ciclo 136s. para coibir velocidade acima desse limite. para o ciclo medido de 136 15 segundos. Borges de Medeiros. ou ainda na seqüência de uma onda verde projetada de tal forma que o veículo ao trafegar entre sinais consecutivos com velocidade maior que a estabelecida no projeto da onda verde o mesmo encontrará o sinal fechado na interseção à jusante. principalmente quando o nível de volume horário na via não restringe fisicamente a velocidade do fluxo. ou alternativamente se o volume horário de tráfego for maior que o correspondente à velocidade de projeto da onda o fluxo 15 CICLO MEDIDO NA INTERSEÇÃO AV. 268 . bem como são indicadas as áreas características de escoamento estável e instável do fluxo de tráfego. Vol ( d) 4500 VOLUME HORÁRIO Figura: Velocidade versus Volume Horário na Av. seja por pardais ou radares eletrônicos. que o limite de velocidade na Avenida é fixada pela Autoridade de tráfego em função das suas características geométricas e deve ser claramente indicada ao o usuário na via e controlada. BORGES DE MEDEIROS 0 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 0 Volf ( d) .

BORGES DE MEDEITOS 2787 2573 T. bem como as capacidades físicas de armazenamento a montante dos semáforos e na sequência os tempos do ciclo medidos nessa mesma oportunidade..REBOUÇAS PIRAQUE AV. BORGES DE MEDIROS TRÁFEGO HORÁRIO 6a Feira (pico:16h-17h -2003): AV. Nessa interseção ocorrem 893 horas de congestionamento por ano no sentido Leblon/Túnel Rebouças.84 ⎢ ⎮ Γ ( α1) ⎥ ⌡ ⎣ 0 ⎦ 269 . Borges de Medeiros com a Rua Saturnino de Brito.Em 2003 a CET-RIO realizou contagens volumétricas horárias simultâneas durante uma semana na interseção da AV.não se beneficiará desse tipo de solução. 6a feira. ⎡ ⌠ max( P1) ⎤ ⎢ ⎮ β1⋅ ( β1⋅ x) α1− 1 − β1⋅ x ⎥ ⋅e ⎢1 − ⎮ dx⎥ ⋅ 8760 = 892. BORGES DE MEDEIROS X SATURNINO DE BRITO SATURNINO DE BRITO 434 30 CARROS 260 174 LEBLON 2207 2381 14 CARROSS 260 AV. BORGES DE MEDEIROS Figura: Croqui do Volume de Tráfego Horário e dos Armazenamentos Críticos A seguir o ciclo medido no campo (JUN/03) de 136 s. MAIOR VOLUME HORÁRIO REGISTRADO DURANTE NO SEMANA SENTIDO REBOUÇAS/LEBLON NA AV. No croqui da figura encontram-se as indicações dos volumes horários registrados correspondentes ao horário mencionado. cujo maior volume horário registrado nessa avenida no sentido Túnel Rebouças/Leblon aqui exemplificado ocorreu entre 16 e 17 horas do dia 6/06/03.

São José e Covanca e.3 km2. A bacia é formada pelos rios que descem das vertentes dos maciços mencionados e do escudo rochoso situado ao norte da baixada. nas proximidades do Autódromo do Rio de Janeiro. tendo como ponto de drenagem inicial o complexo lacunar composto pelas lagoas da Tijuca. desde o final da primeira. com uma extensão de cerca de 13 quilômetros. Os divisores de águas da bacia são constituídos pelas cristas da Pedra da Gávea. e morros do Catonho. Camorim. no Canal da Joatinga. • Saneamento Básico Introdução: Cenário Geral para Contextualização dos Principais Problemas Ambientais da Região Associados ao Saneamento Básico A Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá está totalmente inserida no Município do Rio de Janeiro. 270 . 628. até então. e.7%) referem-se às superfícies drenadas pelos rios mencionados. Marapendi e Lagoinha. Serra do Engenho Velho. Recentemente. O sistema formado pelas lagoas de Jacarepaguá. Camorim e Tijuca tem um espelho d’água de cerca de 9. pelo Maciço da Pedra Branca.051 hab. problema agravado pelo lançamento indiscriminado de dejetos inorgânicos (lixo). Maciço da Tijuca. apontou como mais críticas as seguintes áreas. até a ligação da última com o mar. abrangendo 300 km2 de superfície. o Oceano Atlântico. acabando por configurar diversas áreas de risco considerando a presença de população residente em construções irregulares nas faixas marginais das lagoas e rios. sendo esta barra uma das duas ligações do sistema com o oceano. Mesa do Imperador. cerca de 176 km2 (58. de acordo com últimos levantamentos censitários realizados pelo IBGE encontravam-se residindo. Jacarepaguá. onde. ainda. do Monte Alto. posteriormente. a SERLA. editada pelo Projeto PLANAGUA SEMARS / GTZ). a segunda ligação se faz pelo Canal de Sernambetiba que é objeto maior de interesse neste estudo. Diversos corpos hídricos da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá vêm merecendo a atenção do poder público em função da ocorrência de transbordamentos e inundações. conforme indica quadro abaixo.Fundação Secretaria Estadual de Rios e Lagoas (em publicação da série SEMADS / 2001. Da área total da bacia.

Rios que Apresentam maior Criticidade por População Ribeirinha Atingida – 2001

Rio Bairro / Localidade População Atingida (hab)
Banca da Velha rua Camatiá 3.000
Guerenguê Curicica 12.000
Covanca Jacarepaguá 2.000
Panela Jacarepaguá 5.000
Orfanato Jacarepaguá 2.000
Tindiba Jacarepaguá 2.000
Caçambê Jacarepaguá 2.000
Anil Jacarepaguá 8.000
Rio das Pedras Jacarepaguá 10.000
Cachoeira Itanhangá 4.000
Pavuninha Jacarepaguá 10.000
São Francisco Jacarepaguá 1.000
Grande Jacarepaguá 10.000
Sangrador Jacarepaguá 10.000
Fonte: SEMADS/2001

A Lagoa de Jacarepaguá possui a maior área drenante da região, onde os índices de oxigênio são
baixos por falta de circulação das águas e onde proliferam algas Microcystis, que liberam
microcistina, potencialmente causadora do câncer no fígado, segundo especialistas do Núcleo de
Pesquisas de Produtos Naturais da UFRJ. A Lagoa da Tijuca possui o maior espelho d’água, mas
uma pequena área drenante. Nela, registram-se os maiores índices de coliformes fecais de todo o
conjunto lacunar e cerca de 30% de seu espelho d’água assoreado. Já a Lagoa do Camorim que as
interliga traduzindo-se mais em canal – praticamente sem oxigênio - tem uma característica inversa
à da Tijuca, possuindo um pequeno espelho d’água que, normalmente, é repartido entre as áreas das
lagoas da Tijuca e Jacarepaguá, mas apresentando uma grande área drenante extensa.

A Lagoa de Marapendí situa-se entre uma estreita faixa de praia e as lagoas mais interiores (Tijuca,
Camorim e Jacarepaguá). Possui cerca de 10 km de comprimento e 350 m de largura, em média.
Tem, portanto, o formato alongado, dividida em sete compartimentos semelhantes a bolsões que
reduzem a sua capacidade de renovação da água. Está ligada à Lagoinha pelo Canal das Taxas, o
qual se encontra assoreado em alguns trechos e totalmente coberto por macrófitas aquáticas, o que
causa uma troca precária de água entre as duas lagoas por esta ligação.

Na extremidade oposta ao Canal das Taxas, a Lagoinha recebe uma pequena contribuição hídrica
devido ao avançado processo de assoreamento desta ligação. Tanto a Lagoa de Marapendi quanto a
Lagoinha estão associadas a parques ecológicos municipais, já que a primeira está, a partir do
segundo bolsão, dentro da Reserva Biológica de Marapendi e, na sua parte final, já no Recreio dos

271

Bandeirantes, dentro da área do Parque Zoo-Botânico. A Lagoinha, por sua vez, situa-se no Parque
Chico Mendes. A grande importância da Lagoinha está no fato de ser área de pouso para aves
migratórias.

A interação do sistema lacunar com o mar, adjacente, faz-se através dos canais de ligação já citados
- da Joatinga e da Sernambetiba. As trocas de água entre os dois sistemas, mediante a ação do
regime de marés, não é suficiente para renovar grande parte das águas das lagoas, até por que os
canais das Taxas, Cortado e Portelo não estão ligados ao Canal de Sernambetiba. O Canal de
Sernambetiba, atualmente fechado por assoreamento atenua a ação da maré, praticamente
impedindo a sua penetração e não renovando as suas águas. Este canal tem um papel fundamental
para o escoamento das águas provenientes do Maciço da Pedra Branca e a drenagem de toda a parte
oeste da Baixada de Jacarepaguá. O assoreamento da sua barra, se por um lado melhora as
condições de balneabilidade das praias adjacentes, por outro contribui para provocar inundações de
suas margens e piorar sobremaneira a qualidade de suas águas.

O Canal da Joatinga tem um papel fundamental nas trocas entre as lagoas da Tijuca e Marapendi e o
mar. Devido ao grande volume de água que passa pelo canal a cada ciclo de maré, é certo que a
água proveniente das lagoas atinja a região litorânea adjacente, alterando as condições naturais e
prejudicando a balneabilidade das mesmas. Em função disto, a Praia da Barra da Tijuca é a mais
prejudicada.

Portanto, o complexo lacunar da Baixada de Jacarepaguá desempenha uma função de filtro,
recebendo a drenagem das vertentes dos maciços montanhosos e das que atravessam as partes
baixas, cortando áreas de ocupação intensiva, o que tem comprometido seriamente a qualidade das
águas destas lagoas. Além das águas pluviais, dos esgotos domésticos e de resíduos sólidos, existem
lançamentos de despejos das zonas industriais de Camorim, Curicica, Jacarepaguá e Taquara,cujos
parques aumentaram muito nos últimos anos conforme já mencionado, mantendo a situação de
qualidade da água como crítica na quase totalidade dos corpos d’água, hoje praticamente valas de
esgoto a céu aberto.

As lagoas de Jacarepaguá, Camorim e Tijuca formam uma única massa líquida, sem obstáculos
naturais que as separem claramente. Na verdade, a Lagoa de Camorim é praticamente o canal de
ligação entre as lagoas de Jacarepaguá, a oeste e a da Tijuca, a leste. No seu trecho a leste, a Lagoa
da Tijuca recebe as águas da Lagoa de Marapendi através do Canal de Marapendi. As águas, então,
se dirigem em conjunto para a sua barra no litoral pelo Canal da Joatinga. No sentido inverso dá-se

272

a penetração das águas do mar, sendo que a atenuação da maré é tal que já atinge valores
desprezíveis na altura da Lagoa de Camorim. Porém, a troca hídrica entre as lagoas está cada vez
mais dificultada pelo assoreamento, pois em certos pontos a lâmina d’água tem apenas poucos
centímetros.

Esgotamento Sanitário na Baixada de Jacarepaguá: Um dos Problemas mais Críticos

Como é de conhecimento público a região de ocupação da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá ainda
não é provida de rede coletora na sua totalidade, sendo esta solução necessária juntamente com o
tratamento dos efluentes e seu afastamento das lagoas, que não poderão receber esgotos, mesmo
tratados. A maioria dos corpos receptores dos rios, do mesmo modo que o conjunto de lagoas, são
poluídos pelos efluentes sanitários, quer por lançamento direto ou através das redes de águas
pluviais, que se tornaram redes de esgotos. Apenas uma pequena parcela de efluentes recebe
tratamento, sendo que uma parte em unidades operadas pela Prefeitura (SMO - Secretaria Municipal
de Obras e SMH - Secretaria Municipal de Habitação) e a outra em instalações particulares
(condomínios residenciais e comerciais, hipermercados, shoppings e conjuntos habitacionais),
devidamente aprovadas pelos órgãos governamentais competentes de saneamento e de controle
ambiental.

Segundo cálculos recentes, o complexo lacunar recebe cerca de 3.200 litros de esgoto por segundo
(3,2 m³/s), o equivalente a aproximadamente 220 piscinas olímpicas por dia. A região de
Jacarepaguá contribui com 70%, enquanto que a Barra da Tijuca e o Recreio contribuem com 30%.
Quanto à carga orgânica em DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) Jacarepaguá produz 54 t/dia
(lançando 38 t/dia), enquanto Barra / Recreio produzem 22 t/dia (lançando 7 t/dia). Assim, o total
lançado no sistema lacunar existente é de 45 t/dia em carga orgânica de DBO. Ainda, são lançados
no sistema, 1.300 t/dia de lodo de esgoto e 80 t/dia de lixo (que causam assoreamento). Com isso,
na pior situação — a do Canal de Marapendi — a concentração de coliformes fecais é dez vezes
maior que a permitida pelo órgão ambiental estadual.

Enfim, pode-se considerar que apesar da beleza paisagística do complexo lacunar da região todo o
sistema apresenta-se fragilizado pela poluição dos esgotos domésticos, que atinge a orla marítima
da região da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. Aproximadamente 630.000 mil habitantes
que residem nos bairros integrantes da Baixada de Jacarepaguá contribuem com cerca de 45 mil
kg/DBO/dia de esgotos, comprometendo os ambientes naturais da região. O complexo lacunar da

273

considerando os tributários ao complexo lacunar da região. considerava as condições lacunares da região como anoxibióticas. já no final da década de 80 por monitoramentos. considerando a rapidez com que se deu a urbanização da região. Também o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis). um acelerado processo de descaracterização ambiental. de alta previsibilidade. mortandade de peixes. entre outros. há algum tempo. os quais são oriundos dos mais variados tipos de resíduos sólidos e efluentes (domésticos e industriais). A FEEMA. o Município do Rio de Janeiro vem. 274 . assim. a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e a FEEMA declararam todo o sistema lacunar impróprio para banho e atividades de pesca. em conjunto com a SMAC. proliferação de vetores de doenças hídricas. conforme indica croquis abaixo. biológicos e bacteriológicos. em sua maioria ainda sem tratamento. Mais recentemente. Como medida de controle e acompanhamento. procedendo a extensivos levantamentos da qualidade destas águas por monitoramentos constantes nas lagoas do complexo lacunar de Jacarepaguá.baixada de Jacarepaguá vem sofrendo. desaconselhou o consumo do pescado oriundo da Lagoa de Jacarepaguá. apresentando os pontos de coleta para análises de parâmetros físico-químicos. O quadro a seguir indica para os principais corpos hídricos receptores. tais como eutrofização. Os resultados vem permitindo à SMAC considerá-las impróprias para a recreação de contato primário. Esta crescente ocupação do solo vem agravando a intensidade da entrada de nutrientes no sistema aquático. fenômeno negativo. contaminação bacteriana. aquicultura para alimentação humana e proteção de comunidades aquáticas. em 2000. com liberação de gases tóxicos. Estes sinais de degradação vem sendo bastante estudados conforme diversos dados disponíveis para consulta no que concerne às abordagens do meio físico. blooms fitotóxicos.

infelizmente. Leandro. que deverá receber os esgotos da Barra da Tijuca. Muzema. por parte do Município através da RioÁguas e. Quitite e Papagaio. Jacarepaguá 3. Tijuca. Monjolo. Panela. acabam sendo escoados para as lagoas. córrego Engenho Novo.5 Rio das Piabas e canal das Taxas Lagoinha 0. São Francisco. Vargem Pequena e Canudo. Tijuca 4. Sangrador. riacho Palmital Rios das Pedras. Pechincha. por parte dos condomínios e empreendimentos diversos na região. da Cachoeira.7 Covanca. Grande. Pavuninha. córrego Santo Antonio Marapendi 3. Ayrton Senna. uma vez que o Emissário Submarino da Barra da Tijuca ainda não entrou em operação. do Marinho.7 102. de modo particular. a qual estará ligada às instalações do 275 . Camorim. arroio Pavuna. Retiro. Ubaetá. no entanto. ainda despejam seus resíduos em canais ou redes de águas pluviais que. Gávea Pequena e Jacaré.Principais Corpos Hídricos Receptores e Corpos d’Água Contribuintes na AII Área Área Drenagem Lagoa (km2) (km2) Cursos d’Água Contribuintes Rios Guerenguê. Tindiba. Areal. Carioca. Calembá.7 Canal das Taxas Fonte: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/2001 Estações de Tratamento de Esgoto na AII (ETEs) A implantação de Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) na Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá vem se dando por parte do Estado do Rio de Janeiro através da CEDAE. Firmino. Anil. canais do Cortado e do Portela Rios Banca da Velha. A principal ETE a ser colocada em operação pela CEDAE está sendo implementada na Av. da Camorim 0.8 Passarinhos. Caçambé. arroio Fundo. da Barra. Pequeno.8 91.8 26 Itanhangá. Cancela. Todas.

recebendo 12 l/seg despejando.comunidade Muzema (Itanhangá) – lodos ativados por bateladas. Ayrton Senna. sendo que destas apenas 22 tiveram seus afluentes analisados) localizados no entorno da Lagoa de Marapendi com o objetivo de identificar o potencial de contaminação orgânica que existia então na época efetuada por estas ocupações. A Rio Águas também está implantando outra ETE em Vargem Pequena localizada próxima ao entroncamento da Estrada dos Bandeirantes com a Av. malls. sendo que uma se localiza no Recreio dos Bandeirantes. através de coleta e análise de amostras dos efluentes encaminhados para este corpo lagunar. Em 1999. O objeto do contrato era a aquisição de informações a respeito das condições dos sistemas de tratamento instalados naqueles condomínios. operadas e mantidas pelos condomínios residenciais e estabelecimentos comerciais e de entretenimento em geral (shoppings. (4) . Vereador Alceu de Carvalho sem previsão para operação. na seqüência. Quanto as ETEs de competência do Município do Rio de Janeiro. (9) . (6) comunidade Mato Alto (Jacarepaguá) – lodos ativados por bateladas.Emissário Submarino localizado na Praia da Barra da Tijuca também na altura da Av.filtro anaeróbio.comunidade Vila da Paz (Itanhangá) – lodos ativados por bateladas. no Canal das Taxas. De acordo com estimativas da CEDAE. hipermercados e outros). (5) .O Poder Público Municipal também está presente (1) no loteamento Novo Palmares (Vargem Grande) – lodos ativados por bateladas. estações de tratamento em nível secundário e sistemas fossa séptica . considerando-se. De acordo com informações recentes da Prefeitura esta estação deverá ampliar sua capacidade para receber 24 l/seg em futuro próximo.loteamento Novo Horizonte II (Vargem Grande) – lodos ativados contínuos.loteamento Novo Horizonte I (Vargem Grande) – lodos ativados contínuos. nestes casos. A escolha da Lagoa de Marapendi como objeto de análise se deu pela sua localização em área de crescente ocupação urbana em local nobre. (8) . a SMAC _ Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou em conjunto com a Coordenadoria de Despoluição dos Recursos Ambientais um levantamento junto a alguns condomínios (a campanha de observação de campo totalizou 53 unidades vistoriadas. construídas.comunidade Tijuquinha (Itanhangá) – lodos ativados por bateladas. existiam até o início dos anos 2000 cerca de 300 unidades de tratamento de esgotos particulares no âmbito da Bacia Hidrográfica da AII. (7) . o que faz com que empreendimentos situados ao seu redor sejam obrigados a tratar seu esgoto para posteriormente. próximo a Lagoinha.conjunto Habitacional Cunha Pedrosa (Cidade de Deus) – lodos ativados por bateladas. mais próximo da faixa litorânea e que não possui um sistema de esgotamento sanitário eficiente. (2) comunidade Santa Maria (Jacarepaguá) – lodos ativados por bateladas. estas são de responsabilidade da Fundação RioAguas. (3) . 276 .

No desenvolvimento dos trabalhos foram consideradas as alterações das condições naturais causadas pelo crescimento urbano ocorrido sem a implantação de sistema de tratamento adequado. consubstanciando-se no Programa de Análises Laboratoriais para Monitoramento do Sistema Composto por Estações de Tratamento de Esgotos no Entorno da Lagoa de Marapendi (também conhecido como Programa S. de Itauna 259 17 93 430 120 72 Estrela do 310 16 95 440 80 82 Mar Mirante C.1999 Condomínio DBO a DBO b Remoção DQO a DQO b Remoção (%) P. proposto pela CEDAE. a solução definitiva para o esgotamento desta região é a implantação do Emissário Submarino. Programa S. A tabela abaixo indica para os resultados apresentados pela TECMA. empresa contratada pela Prefeitura para a realização de coletas de amostras de esgotos e realização das análises laboratoriais.O. DQO. Os parâmetros selecionados para análise em cada ETE foram: (1) nos afluentes DBO e DQO e (2) nos afluentes DBO. O contrato foi parte de trabalho realizado pela equipe da Coordenadoria no sentido de apoiar ações do ETR-4 quanto às medidas de controle relacionadas ao funcionamento das ETEs. 287 14 95 600 60 90 Barra Barra Mares 120 24 80 500 40 92 Charles de 111 6 94 230 60 74 Gaule Alfabarra I 184 65 65 240 100 58 277 .S Marapendi – Resultados das Analises Laboratoriais . Detergentes e Resíduos não filtráveis totais e vazão. mas cujo término das obras e conseqüente operação vem sendo adiada ao longo dos anos. A falta de consciência de proprietários aliada aos altos custos de manutenção e operação destas unidades de tratamento vem fazendo com que a qualidade dos efluentes lançados na lagoa não seja adequada à sua capacidade de depuração.lançá-lo nesta lagoa ou no canal que faz sua ligação com o mar. Como é de conhecimento público.O.S Marapendi). A campanha de observação de campo foi realizada no período compreendido entre maio e outubro de 1999. Resíduos Sedimentáveis. Como produto final foi disponibilizado Relatório contendo o resultado das análises efetuadas em cada ETE indicada pela SMAC.

aproximadamente 100 possuíam estação de tratamento de esgoto e o restante sistema fossa-filtro anaeróbico. Das que possuíam ETE. O levantamento indicou a existência de cerca de 20 grandes 278 . II Casa Blanca 374 146 61 595 290 51 Califórnia 364 155 57 590 380 41 Barra Sul 201 4 98 380 10 97 Varanda das 328 62 81 420 220 47 Rosas Barra Golden 200 58 71 633 330 48 Fonte: TECMA_ Tecnologia em Meio Ambiente De acordo com resultados emitidos pela TECMA. Eram cerca de 150 empreendimentos multifamiliares e comerciais implantados o entorno da lagoa. Residence Rosa dos 140 135 4 270 230 18 Ventos Barra Golden 170 165 3 390 340 13 Green I Barra Golden 169 140 17 520 330 36 Green. 48 foram visitadas e 22 tiveram seus esgotos coletados e encaminhados para análise laboratorial. a campanha de coleta e análise laboratorial dos esgotos dos maiores empreendimentos cadastrados nessa região foi realizada entre julho e setembro de 1999.Alfabarra II 329 16 95 427 80 81 Atlântico Sul 205 9 96 560 30 95 Riviera del 136 8 94 267 20 92 Fiori III Riviera del 183 30 84 307 260 15 Fiori V Four Seasons 319 19 94 400 190 52 Nova 362 46 87 520 140 73 Ipanema Pontões da 96 5 95 340 50 85 Barra Barra Palace 96 45 53 183 71 61 H. Destes. representando cerca de 53% da vazão total que a lagoa recebia então na época.

Com isso. o assentamento de redes e troncos coletores. ao lado de outras medidas importantes. Revelaram também que 46% dos condomínios apresentavam índice de eficiência do tratamento medida em função da redução de DBO maior do que 90% (considerado muito bom). mediante o sucesso na implantação deste sistema.5 km. No que tange a espacialização das áreas atendidas por rede de esgotamento sanitário. ficará garantida a balneabilidade nas praias. que inclui ligações prediais. ao lado de outras medidas. uma rede de captação de esgotos sanitários padrão. sendo os esgotos geralmente encaminhados aos corpos hídricos da região por pequenas redes localizadas mas que não compõem. 5% considerado regular (entre 70% a 80%) . dentro da boa técnica da engenharia sanitária e ambiental. travessias especiais. Mirantes e Centro da Barra. efetivamente. 17% apresentavam índice entre 80% e 90% (considerado bom). acabando por ocorrer os despejos indevidos. Conforme revelaram dados analisados na época. com quase 2. quando estiver operando o sistema de esgotamento sanitário da Barra da Tijuca.0 toneladas que deixam de ser lançadas diariamente nas águas da lagoa. uma estação de tratamento de esgotos na Avenida Ayrton Senna e o emissário – Emissário da Barra da Tijuca – que terá uma parte terrestre. Jacarepaguá e Recreio. com 5. representando 2. 17% ruim (entre 50 % e 70%) e 15% considerado péssimo (menor do que 50%). 279 . Futuro Sistema de Esgotamento Sanitário da Barra da Tijuca: ETE e Emissário Submarino A recuperação ambiental do complexo lacunar da baixada de Jacarepaguá poderá ser alcançada. Com isso a vazão de efluente para a lagoa já era prevista em ser aumentada em aproximadamente 30% em um período de 3 anos (prazo na época estimado para término das obras então iniciadas) alcançando valores da ordem de 360 l / seg. e outra marítima. a construção de estações elevatórias.empreendimentos em fase de implantação. Estas informações em mapa permitem observar que parcela significativa dos domicílios presentes na área não se encontra atendida por provisionamento público em rede. Os resultados analisados evidenciaram que cerca de 68% da carga orgânica é removida. Mapeamento mais adiante espacializa informações descritas. enquanto os três piores foram Barra Golden Green e Rosa dos Ventos. incluindo o Recreio dos Bandeirantes. hoje bastante prejudicada. estas também são fruto de dados levantados pelo IBGE.0 km. os condomínios com os melhores resultados haviam sido Barra Sul. Atlântico Sul. por ocasião da elaboração do Censo / 2000.

uma vez que ainda poderá haver contribuintes isolados (e. no Lote 3 (redes coletoras e elevatórias) a cargo do consórcio formado pelas construtoras Ivai-Sanesc-Banenge.2 milhões de habitantes.. médio e longo prazos. sofreram solução de descontinuidade. Esta poluição poderá ocorrer diretamente aos corpos hídricos ou através de percolação no terreno com o uso de fossas construídas irregularmente ou por lançamento direto e infiltração sem tratamento. tendo se arrastado desde 1979. deverá sempre ser considerada a possibilidade de o esgoto tratado não corresponder a 100% do total de esgoto gerado.Esta importante obra de saneamento está projetada para atender. (6) 31 travessias especiais e (7) 216. conforme será abordado durante a fase seguinte dos estudos (Análise dos Impactos Ambientais e Prognóstico das Condições Emergentes com e sem as intervenções em pauta).8 m3/s e.A e.3 m³/s. na segunda fase. no Lote 1 (Estação de Tratamento de Esgotos) a cargo da Construtora OAS Ltda. em três frentes distintas: na Barra da Tijuca. (5) 7 estações elevatórias. Foram reiniciadas em outubro de 2003 mas a previsão de término e entrada em operação foi novamente postergada de novembro de 2005 para janeiro de 2006 segundo informações da CEDAE. quais sejam. (4) 286 km de coletores tronco e redes de esgoto. e no Lote 2 (Emissário Submarino) a cargo do Consórcio Nova Barra. de acordo com dados das empresas diretamente envolvidas com a empreitada. constam como obras projetadas para o esgotamento sanitário da região as seguintes intervenções.A.265 m de interceptor. Resumidamente. em todas as suas frentes.152 m de emissário terrestre. e Carioca Christiani Nielsen Engenharia S. 280 . a uma população de 700 mil habitantes.900 ligações domiciliares Da mesma forma que o uso da água. a uma população de 1. formado pelas Construtora Norberto Odebrecht S. Por razões diversas as obras. Cabe lembrar que. (1) 5.000 m de emissário submarino em tubos de PEAD. (3) 1. com capacidade para 5. embora se considere a possibilidade de implementação de Estação de Tratamento de Esgotos (ETEs) para atendimento a todas as comunidades. na primeira fase. A licitação das obras esteve bloqueada por pendências judiciais. em Jacarepaguá. com capacidade para trabalhar 2. (2) 2. como contribuintes diretas dos corpos hídricos na Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá. quando serão estudadas as projeções de crescimento da população e o incremento desta contribuição nos corpos receptores ou em ETEs. sendo estas finalmente iniciadas em 2001. neste caso irregulares) durante algum período de tempo. os esgotos sanitários devem ter seu planejamento executado em função da sua quantificação visando horizontes de curto.

ESGOTAMENTO SANITÁRIO 281 .INSERIR MAPA AII .

Quanto aos reservatórios existentes no contexto desta bacia.5 l/s. em Jacarepaguá. tendo como área de influência o bairro do Tanque e parte da Taquara. Antes da Barrinha. através da avenida Geremário Dantas. com vazão média de 50 l/s e área de influência chegando a parte da Boiúna.5 l/s. passando pela rua André Rocha. cuja área de influência estende-se ao Joá e Joatinga e (3) reservatório do Valqueire.750 mm de diâmetro para o Reservatório Reunião. A primeira. (2) reservatório da Joatinga. para atender o Jardim Oceânico. pelo Túnel Guandu Novo. com vazão média de 120l/s. agora com 500 mm de diâmetro. (2) a represa do Rio Grande. na ponte sobre a Lagoa da Tijuca. Curicica e avenida Salvador Allende. chega à caixa de Urucuia. proveniente do Reservatório de Guandu Novo é transportada através de túnel. segue pela Estrada de Jacarepaguá até a Barrinha. Registra-se também a existência de uma elevatória. localizada em Vargem Grande. tendo como área de influência parte de Curicica e de Vargem Pequena. em linha de 1. com diâmetros variados de 250 mm. passando pelo Tanque. quais sejam. de acordo com o previsto no Plano Diretor de Abastecimento de Água (CEDAE). tendo como área de influência parte da comunidade Inácio Dias. (2) a represa do Camorim. (1) reservatório da Reunião. Considerando a espacialização da rede de abastecimento da região pela CEDAE. na Praça Seca. localizada no bairro que lhe atribui o nome e (3) a represa do Rio Grande. O volume de água distribuída atualmente na Baixada de Jacarepaguá é de 3. (1) a represa do Sacarrão. Daí sai uma primeira rede de abastecimento. localizada no bairro do Itanhangá e três represas.Abastecimento de Água na Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá: Os Mananciais que Abastecem a Região A Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá conta com cinco mananciais para abastecimento da região. e uma segunda. embora não apareça no contexto da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá. (4) a represa de Três Rios / Ciganos. Pechincha e Freguesia. sendo que a perda ocasionada por “espetos” (roubos) e vazamentos chega a 30%. O mapa mais adiante espacializa estas informações. que apresenta vazão média de 5. Para a área de influência da cada reservatório é obedecido o planejamento da rede tronco. encontram-se as seguintes unidades. 300 mm. há uma derivação desta rede. sabe-se que a água que vem da Estação de Tratamento do Guandu. Tijucamar. 400 mm e 500 mm. com vazão média de 20 l/s. a partir da Freguesia.6 m3/s. Daí segue. (1) a represa do Camorim. com vazão média de 2. em Vila Valqueire. quais sejam. de 900 mm de diâmetro. este fora de carga quando da realização deste diagnóstico. tendo Vargem Grande como área de influência. tendo como área de influência parte da Freguesia (Jacarepaguá) e (5) a represa da Covanca. de 700 mm de diâmetro. 282 . Pai da Fome e do Rio Grande. (3) represa do Sacarrão. A água.

Avenida Lúcio Costa (antiga av. conforme dados absolutos apresentados adiante. traduzem-se em distritos de água e esgoto pela CEDAE. A segunda. Embora sem informações mais recentes por parte da CEDAE. No que tange ao número de ligações por categoria e volume faturado considerando as regiões administrativas de Jacarepaguá e Barra da Tijuca que. tem uma derivação na estrada do Guerenguê. A rede que vem da rua André Rocha tem uma derivação ao atravessar a Estrada dos Bandeirantes que tem uma outra derivação que segue a Estrada dos Bandeirantes (400 mm de diâmetro) para atender as regiões de Camorim. permitem inferir que estes percentuais também tenham sido acrescidos.200 mm) e chega à Avenida Ayrton Senna (diâmetro de 1. um trecho segue em 900 mm até encontrar a Avenida Sernambetiba e outro trecho segue pela Avenida das Américas (400 mm de diâmetro) até o Recreio. computando cerca de 11% do volume faturado.Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso. através do Anuário Estatístico da Cidade. até aquele período. dentro da AP-4. Daí. Vargem Pequena e Vargem Grande. Sernambetiba) e Avenida das Américas. passa pela Cidade de Deus (diâmetro de 1. sabe-se que o grande crescimento demográfico ocorrido na AP-4 . dados de meados da década de 90 (1995) divulgados pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. revelam que.000 mm) até o Trevo das Palmeiras (Cebolão). 283 . esta área representava cerca de 10 % das ligações do município como um todo.

14 16.183.A.000 hab / há. Situação de Abastecimento de Água . Concessionárias Águas do Imperador S.Ligações por Categoria Principal e Volume Faturado por Distrito de Água/Esgoto CEDAE / 1995 Distrito Ligações Categoria % Vol. em algumas localidades já ultrapassado este índice.Região Metropolitana e Estado do RJ / 2001 Região Manancial Vazão Mínima Vazão Distribuída Capacidade de (l/s) (l/s) Atendimento (1) Estado .90 13. Nestas áreas.425. 284 . Apesar do grande crescimento demográfico observado na AP-4 nos últimos anos. Concessionária de Serviços Públicos de Água e Esgotos . permitem observar.677 Fonte: Anuário Estatístico da Cidade do Rio de Janeiro / 1998 .000 São Paulo 150 900 216.000 Nota: (1) Capacidade = vazão X segundos/dia (utilizado o índice per capita de 300 l/dia para a região Metropolitana e 200 l/d para as demais regiões. na maioria das vezes de captação individual ou auxílio de carros-pipa. em termos de volume.5 1. Concessionária Águas do Paraíba S. os limites de fornecimento de água não só para a Região Metropolitana.A. 61.011 Rio Guandu 130. Fonte: CEDAE. 55.322.200. mas para todo o Estado do RJ.5 44. .961 Barra da Tijuca 8.015 Domicilia 89.055 Total 61.000 1. segundo dados secundários. de 80 a 100% dos domicílios encontram-se atendidos.264 Domiciliar 93. dados da CEDAE referentes a 2001. O mapa mais adiante espacializa no contexto da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá as áreas em termos de percentual de domicílios atendidos por rede de abastecimento de água. estas informações permitem ratificar o provisionamento em termos de abastecimento de água por rede pública para as áreas onde se encontram as principais manchas de densidades demográficas que já registraram.016 Município 649. conforme último levantamento censitário realizado pelo IBGE para o Censo / 2000.103 Metropolitana . até 1. conforme revelou análise demográfica anterior.600.208.PROLAGOS e Concessionária Águas de Niterói S.748. também de acordo com o último censo do IBGE.A. 5.287 Domiciliar 4.000 Represa de Lajes . Faturado Água/Esgoto Principal (m3) Jacarepaguá 53. .023 Domiciliar 83.278.000 40.CEDAE /95 Considerando o sistema de abastecimento de água para toda a Região Metropolitana do RJ.0 3.000 9. ficando os demais dependendo.762.046.

com a distribuição da água tratada a ser fornecida em bloco pela CEDAE. 285 .No que tange ao abastecimento de água na região convém enfatizar que este serviço também deverá ser equacionado adequadamente no futuro. além da construção de reservatórios e linhas-tronco.

INSERIR MAPA AII .ABASTECIMENTO DE ÁGUA 286 .

saneamento e meio ambiente. papel. entre outras. à medida que existem soluções já voltadas ao seu adequado tratamento. neste caso. muita vezes lançados a ermo. a ausência de beleza cênica pelo amontoamento de lixo. mau-cheiro. moscas e mosquitos). baratas. das mais variadas fontes e tipologias. considerando seu fator maior de contaminação. Desta forma. em um aterro sanitário. em locais abertos. por vezes. com a possibilidade de causar inundações. nas praças públicas. vidros. obviamente variável. óleos. estabelecer qual a relação ideal entre o custo destes tratamentos e o retorno – inclusive ambiental – que estas operações podem gerar. É sabido que qualquer curso d’água deve permanecer livre e desimpedido. que se instalam às margens e. Este fato. como aqueles de origem hospitalar e industrial que. fato este que gera uma série de desconfortos e riscos pela poluição provocada. 287 . procriação indevida de animais domésticos (principalmente de porcos) e alterações na biótica aquática. madeira. metais. mesmo que de forma inadequada. refino. reciclagem. de forma a permitir o fluxo natural da água. disseminação de doenças de veiculação hídrica. em épocas de grandes chuvas. em residências sob a forma de palafitas. considerando as possibilidades de reuso. para uso do homem (ex. que lançam naturalmente os resíduos nos corpos hídricos. plásticos.Coleta de Resíduos Sólidos O maior problema no que se refere ao destino de resíduos sólidos na Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá é a geração de dejetos urbanos e de origem doméstica. proliferação de vetores (ratos. sob novas formas. por vezes. como sendo um dos fatores mais agravantes da má qualidade da maioria dos corpos hídricos da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá. com freqüência. quando a vazão será. sobretudo. quais sejam. de ordem financeira. deve ser atentado quando da análise das condições em que se encontram as populações ribeirinhas. reduzindo a capacidade de escoamento das vazões. dentro das calhas dos corpos d’água. acabam sendo dispostos. deve-se considerar a disposição inadequada dos resíduos sólidos. nos rios e canais. papelão. problema este que ainda persiste. a solução para os despejos indevidos de resíduos sólidos vem sendo. ao contrário de outros resíduos de origem variada. cabendo apenas. Na verdade. entre outros). todas com alternativas já desenvolvidas e possíveis e que se apresentam à disposição de empresas e autoridades da área de saúde. bastando para tal a disponiblização de recursos para a implantação de projetos específicos visando o tratamento adequado dos resíduos e visando o retorno dos materiais. geralmente de baixa renda. independente da sua vazão em considerando as épocas do ano de seca e de chuvas.

para o Aterro Sanitário de Gramacho. Pasquale Mauro. Também adotando mesma metodologia utilizada para espacialização das áreas atendidas por rede de abastecimento de água e esgotamento sanitário. portanto. localizado no Município de Duque de Caxias. Cabe salientar para o atendimento também observado junto às comunidades de baixa renda. objeto de aterro. a COMLURB não faz uso de lixões na área em análise. Trata-se de local onde se encontra a Fazenda Calábria de propriedade do Sr. sendo os resíduos da região transportados. chegando algumas áreas a registrar quase 100% de unidades atendidas. Nos anos 80 a CEDAE firmou um acordo com o proprietário para que a área servisse como aterro técnico sanitário a ser composto por barro e lixo. A Unidade de Transferência mais próximas dos locais onde estão previstas intervenções da SERLA é a Unidade de Transferência de Vargem Pequena. segundo depoimentos do proprietário o depósito era basicamente de lixo. Segundo depoimentos de antigos moradores e proprietários de terrenos em Vargem Grande. Vargem Pequena e Recreio dos Bandeirantes. da onde. quando da implantação de sistema de coleta e de disposição de resíduos sólidos em todo o Município do Rio de Janeiro. recorreu-se aos dados censitários do IBGE. segue para o CTR de Gericino (Centro de Transferência de Resíduos) e de lá para Gramacho. os quais revelam que.independente da vontade e ação do poder público. a área localizada entre os canais do Portelo e do Cortado já foi outrora utilizada para depósito de lixo tendo sido. Atualmente. até o início dos anos 2000. após realizados os procedimentos de separação de resíduos sólidos por parte dos catadores. a maior extensão da área ocupada na bacia hidrográfica de Jacarepaguá apresentava cerca de mais de 60% dos domicílios atendidos por serviços de coleta. não tendo se configurado em aterro técnico. Contudo. 288 . a partir das Estações de Transferências.

INSERIR MAPA AII LIXO 289 .

Os demais setores são atendidos três vezes por semana. Tijuquinha e Coroado. seguido dos postos da Barra da Tijuca e Recreio (311 t lixo/dia) e de Jacarepaguá (305 t lixo/dia). Sendo assim. pequenos comércios e varrição das vias públicas. Apenas algumas comunidades são contempladas todos os dias. que são de competência da Companhia de Lixo Urbano do Rio de Janeiro. de acordo com informações da COMLURB. registradas nos últimos doze meses (setembro/2002 a agosto/2003). público. a média de volume de lixo/dia no sistema lacunar da região ainda vem sendo de 2. conforme levantamentos também da COMLURB. sendo que. os que apresentam numeração par são atendidos às segundas. industrial e hospitalar. Entretanto. Quanto a média de coleta de lixo/dia. No que diz respeito a tipologia do lixo produzido na AII. 290 . comercial. quartas e sextas-feiras e os com numeração ímpar às terças.0 t lixo/dia). no caso da Barra. O quadro a seguir informa sobre as áreas de abrangência destes postos de coleta (também chamados de distritos de coleta pela COMLURB). (2) complexos da Vila Amizade. quintas e sábados. Beira Rio. No entanto. (1) complexo Rio das Pedras e parte da Cidade de Deus. quais sejam. referem-se apenas aos resíduos domiciliar e público.A frequência de coleta não ocorre diariamente na região da baixada de Jacarepaguá. sob sistema intercalado pela divisão dos bairros em setores numerados. estes são do tipo domiciliar. É o que acontece nos bairros da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá.45 t/dia. proveniente de domicílios. observa-se destaque no posto da Freguesia (317. os dados apresentados no item anterior. apesar dos serviços públicos prestados às comunidades. o volume de lixo coletado é da ordem de 933 t/dia. conforme dados da COMLURB.

291 . Jacarepaguá (parte). Jacarepaguá e outros bairros integrantes da Baixada de Jacarepaguá. de 01/11/93. etc. grandes escolas. ao lado do Canal do Cortado no Recreio dos Bandeirantes. Taquara. Tanque. grandes condomínios fechados. • Energia Elétrica O fornecimento de energia elétrica para a região em foco é de competência da LIGHT A espacialização de dados fornecidos pelo Anuário Estatístico da Cidade do Rio de Janeiro /98 revelam a presença de unidade transformadora de transmissão de Furnas localizada no bairro de Jacarepaguá que repassa energia através de linha de transmissão de 138 kv até a unidade distribuidora e transformadora da LIGHT localizada no bairro da Barra da Tijuca antes do entroncamento da Av. Nestes casos. Edgar Werneck). como é o caso dos shopping centers. que considera como grandes geradores os estabelecimentos que mantém produção diária maior do que 100 litros. a coleta é feita de modo tercerizado. Gabinal. sob a responsabilidade da COMLURB. A Subestação mais perto dos locais onde estão previstas as intervenções em pauta é a SE Itapeba. que também é responsável pelo planejamento e fiscalização dos serviços. Itanhangá e Joá LG24R – Recreio dos Recreio dos Bandeirantes. Em alguns pontos específicos.Freguesia Freguesia. supermercados. Célia Ribeiro. Pechincha. toda a frota de veículos da AP-4 é terceirizada por contratos de locação de veículos. citam-se (1) ao lado da Concessionária de Veículos EUROBARRA. De acordo com informações da LIGHT a principal classe de consumo na Baixada de Jacarepaguá é residencial. que se diferenciam dos demais pelo grande volume de lixo produzido. Gardênia Azul. (2) debaixo do viaduto da Linha Amarela (avenida Ayrton Senna. Quanto aos principais pontos com despejos indevidos observados na AII.Área de Abrangência dos Postos de Coleta Distritos de Coleta Área de Abrangência LG16F . 09/93. Grumari. Cidade de Deus e Curicica LG16J – Jacarepaguá Jacarepaguá (parte). Praça Seca e Vila Valqueire LG24B – Barra da Tijuca Barra da Tijuca. principais coletoras particulares atuantes na Barra da Tijuca. Camorim.COMLURB Quanto ao atendimento. Vargem Grande e Bandeirantes Vargem Pequena Fonte: Companhia Municipal de Limpeza Urbana. das Américas com a Av Salvador Allende. a exemplo da KOLETA e da LOCANTY. Anil. segundo a Resolução n. localizada na Av. a coleta é feita por empresas particulares. Os garis das guarnições são da COMLURB.

INSERIR MAPA ELÉTRICA AII 292 .

Estas atividades implicam trocas muito rápidas de grandes volumes de dados. As grandes empresas descentralizam serviços. por excelência. Com isso. sejam dos resultados de novos métodos e produtos entre núcleos de pesquisa e desenvolvimento em diferentes lugares. maior responsabilidade e maior uso da inteligência. Existe mais trabalho de escritório do que nas linhas de produção das fábricas. atividades que requerem maior conhecimento. São as idéias inovadoras nos vários campos do conhecimento humano. São. terceirizam atividades que antes executavam diretamente e procuram empresas menores ou profissionais independentes para gerenciar ou controlar a produção das suas subcontratadas: com isso quarteirizam atividades. que corresponde ao seu destino como a cidade do futuro na metrópole do Rio de Janeiro. existem mais negociações e comunicações do que operações de máquinas. • Telecomunicações / Telefonia O grande desafio da Barra da Tijuca a ser enfrentado no início do século XXI é a sua consolidação como pólo gerador de empregos qualificados. não só facilitando o número imenso de trocas entre pessoas ou empresas numa sociedade globalizada. A vocação urbana mais tradicional das metrópoles é a da prestação de serviços. a vocação da Barra da Tijuca como pólo de equilíbrio dentro da metrópole fluminense. as manifestações artísticas e culturais mais variadas no ramo do entretenimento. sejam da transmissão das informações e notícias vindas de todo o mundo. as experiências individuais na busca de novas aventuras. paisagens ou sensações desconhecidas.cérebro eletrônico não consegue competir. tanto no sentido do esforço cerebral quanto no da acumulação da informação. sejam dos bytes relativos às movimentações financeiras entre os mercados internacionais. estão cada vez mais se consolidando as atividades econômicas ditas superiores. portanto. as atividades superiores representam também a consolidação da produção única do pensamento . existem mais emprego para pessoas com educação mais aperfeiçoada e treinamento mais ampliado. Para tanto. No outro extremo dessa tendência. a tendência das metrópoles nos países mais avançados é de se tornarem cidades promotoras da inteligência.cérebro humano onde o computador . Com as mudanças ocorridas no modo de produção pelo advento do computador. como também permitindo o maior domínio do conhecimento na era da informação voltado ao aprimoramento do ser humano. seja da interatividade pelos cabos. Essa é. a cidade do Rio de Janeiro fará valer 293 .

seja pela tranqüilidade favorecida pela sua esplêndida paisagem. seja pelo espírito aberto às novas experiências de seus habitantes. de comércio internacional através do fluxo de informações. um outro fator de infra- estrutura que pode se tornar impeditivo ao desenvolvimento é a capacidade do sistema de telecomunicações. com a instalação de novas centrais. Nessa visão. as ligações rodoferroviárias e atuando como retaguarda para o Porto de Sepetiba. profissionais e comerciais dependem cada vez mais de ligações telefônicas. subdividindo as estações existentes e ampliando a rede local. dos modens ligando computadores. utilizando a base instalada em Santa Cruz. seja enfim por sua própria organização espacial que permite a localização de extensas áreas edificadas. a Barra da Tijuca tem o potencial de tornar-se o Centro da Inteligência na Metrópole do Rio de Janeiro. • na posição central da Baixada de Jacarepaguá: o centro metropolitano administrativo-financeiro e de serviços avançados. altamente articuladas entre si. existentes nos bairros da região. tanto do pequeno varejo como do comércio internacional. potencializando sua vocação voltada às atividades econômicas superiores. Pressupõem. em uma região que se moderniza aceleradamente. Porém. seja pelos seus acessos e pela sua centralidade metropolitana. Com a privatização das concessionárias de serviços telefônicos. seja pela qualificação dos serviços que dispõe. de mercado financeiro através das operações dos bancos e das instituições existentes ou atraídas. até então reprimida. a Baixada de Jacarepaguá teve um ajuste na sua capacidade de processar ligações. • na extremidade oeste do espaço municipal: o centro industrial. Retoma-se assim o conjunto de propostas urbanísticas que previa a polinucleação do espaço urbano do Rio de Janeiro com três centros bem caracterizados 16 • na extremidade leste da cidade: o centro histórico de negócios e também centro comercial. Apesar de eliminada boa parte da demanda. desenvolvendo também atividades ligadas à formação tecnológica e à informática como suporte às trocas e transações de informações gerenciais. uma vez que as relações pessoais. que exista uma rede de infra-estrutura que torne essa comunicação instantânea e de boa qualidade. a instalação de novos terminais pressupõe também o correspondente 16 Barra da Tijuca 2000/2020 – Consolidação do Desenvolvimento 294 . Dentro deste contexto. e destes acessando a rede mundial no hiper-espaço. de transações através de fax (fac-símile). portanto.suas excepcionais condições de beleza cênica através do turismo. esta ainda não dispõe totalmente de serviços rápidos e totalmente confiáveis. e de promoção do conhecimento aplicado através das universidades e centros de pesquisa e desenvolvimento.

(2) Hospital Rio Mar.200 atendimentos / dia entre consultas e emergências. curativo ou preventivo. cujos estabelecimentos encontram-se equipados com o que há de mais moderno no setor para atendimento humano. também entre consultas e emergências. o que evita sobrecargas em um sistema viário já a beira do colapso. com 60 leitos e média de 295 . localizado na Av. Como principais hospitais de referência. tem como objetivo principal identificar a assistência urbana no que tange a rede (1) de saúde. que prevalece na região. com 154 leitos. Em termos de atendimento público cita- se a presença do Hospital Municipal Lourenço Jorge. desde que se possa resolver por telefone o que normalmente obrigaria a presença do usuário. O bairro da Barra da Tijuca está também contemplado por instalações médicas específicas para atendimentos cardio-vasculares. Cabe lembrar que as telecomunicações são fundamentais para se evitar muitos deslocamentos físicos. de modo a permitir observar os locais de maior referência no afluxo de pessoas demandantes destes serviços / atividades. entre unidades particulares. com capacidade instalada de 147 leitos e totalizando 1. perfazendo uma média de 320 atendimentos / dia entre consultas e emergências. de esporte e lazer.incremento na montagem de outras centrais de comutação digital. no Jardim Oceânico. quer à nível emergencial. • Saúde As informações no âmbito da saúde foram direcionadas de modo a ermitir a caracterização do (1) contexto institucional de saúde na AII e (2) o aspecto epidemiológico. com uma média de 90 atendimentos / dia. (2) de educação. o bairro da Barra da Tijuca conta hoje com o (1) Hospital Barra D`Or. O atendimento é basicamente provido pela rede particular de assistência médico- hospitalar. Algumas clínicas de atendimento mais emergenciais também compõem a rede de assistência particular – Clínica Médica São Bernardo. Contexto Institucional da Saúde na Área de Influência Indireta do Empreendimento: Principais Hospitais e Centros de Saúde de Referência O bairro da Barra da Tijuca exerce hoje papel relevante na prestação de serviços no âmbito da saúde na Área de Influência Indireta das intervenções em pauta. a interligação física por rede de fibra ótica e a possibilidade de utilização de sistemas de transmissão à distância de alto alcance. onde o Cardio Barra passou a ser estabelecimento de referência. Ayrton Senna. (3) de segurança pública e (4) de oferta em termos de espaços culturais. • Infra-Estrutura Social A abordagem da infra-estrutura social na região em foco. onde oferece 85 leitos para internação.

Estes contam apenas com uma Unidade Auxiliar de Cuidados – UAC (UAC Posto de Saúde Vargem Grande).Há um projeto de construção. Inaugurado em janeiro de 2002. Alguns condomínios fechados encontram-se também provisionados com pronto-socorros próprios. com um custo social e humano elevado. Também convém ressaltar para a presença do Centro de Reabilitação Infantil Sarah Kubitschek – SARAH Rio de Janeiro. Em 2002. localizado próximo da auto-estrada Grajaú-Jacarepaguá. viabilizando esportes como vela e canoagem. com acesso pela Avenida Salvador Allende. realizou 30. Recreio dos Bandeirantes e Grumari) apresentam. Atende crianças e adolescentes de zero a 16 anos. sinalizando para as carências que os bairros mais à oeste da XXIV RA (Vargem Grande. Com destaque cita-se o Hospital Cardoso Fontes. de um grande hospital dedicado a adultos e crianças. A média diária foi de 119 atendimentos. basicamente na Barra da Tijuca. semelhante ao Sarah Brasília. além de todas as atividades de diagnóstico e reabilitação como nos demais hospitais SARAH. como é o caso do Condomínio Mandala (Mandala Pronto-Socorro e Urgência Médica). Surgiu da necessidade de expansão da Rede para a região sudeste. A tabela a seguir e o mapa 296 . Considerando a Baixada de Jacarepaguá como um todo. encontra-se espacializada em mapa mais adiante. nas proximidades do Centro de Reabilitação. O Centro de Reabilitação situa-se na lagoa de Jacarepaguá. o SARAH-Rio é um Centro de Reabilitação Infantil. na medida em que muitas crianças tinham que se deslocar até Brasília para tratamento especializado. Vargem Pequena.317 procedimentos de assistência médica e reabilitação. estando quatro em Jacarepaguá e uma no bairro do Tanque. o que permitiu que o projeto tirasse o melhor proveito da natureza. Já na porção centro-norte da Baixada de Jacarepaguá. a Clínica Médica Jardim Oceânico e a Clínica Geriátrica da Barra com atendimentos direcionados à faixa etária acima dos 65 anos. foram identificados quatorze centros de saúde de referência. localizado na Ilha da Pombeba. outras cinco unidades de saúde buscam garantir o atendimento. circunscrita a Lagoa de Jacarepaguá. A concentração desses atendimentos. sendo que nove destes encontram-se localizados na Barra da Tijuca e no caminho do Recreio dos Bandeirantes (Hospital Rio Mar já mencionado).040 atendimentos a pacientes.200 atendimentos / dia. Realizou 152. Os casos que eventualmente necessitam de procedimentos cirúrgicos são referidos para outras unidades da Rede. Cabe mencionar o Centro Médico Barra Shopping que embora ofereça internações apenas por pequenos espaços de tempo (como é o caso da rede Day Hospital) tornou-se referência para a realização de consultas e diagnósticos por imagem de grande resolução com grandes especialistas.

Infra-Estrutura de Saúde mais adiante. Barra`Or e Rio Mar. . permitem melhor visualização. dando destaque aos Hospitais Lourenço Jorge. 297 .

por Esfera de Competência. Leitos. 100 X X de Deus Land Todas as Hospital RioMar Recr. Oceânico B. Bernardo B. Tijuca Particular . pirose. Nota(1) X = dado não disponível= não existe (2) Ainda não incluídos dados das unidades de saúde em Jacarepaguá 298 . Leptospiros Municipal 140 500 Fontes aguá Cardiologia. Ambulatório Dengue e Hepatite Clínica Geral.Estabelecimentos de Saúde. da Todas as Hospital Barra D’Or Particular 200 340 Leptos- Tijuca especialidades pirose Diarréia. 110 X x Pedras Cárdio Barra B. Diarréia. . Cirurgias em Geral Meningite Centro Médico B.500 Bucomoscirofacial. Tijuca Particular X - Shop. Meningite. PS. Tijuca Particular 60 200 - as especialidades Clínica J. Casos de Estabelecimento Compe. Atendimento . Tijuca Particular emergencial. x X x Rio das Clínica Geriátrica Municipal . Hospital Cardoso Jacarép Pediatria. Grande (3) V. - curativo UAC V. Fonte: Pesquisas de campo realizadas em 2003 por ocasião de estudos urbanísticos ara o PAN / 07. Especialidades e Casos Epidemiológicos no Contexto da AII – 2003 Atendi. Especialidades Bairro Leitos mentos / Epidemio / Tipo tência Ofertadas dia logia Meningite. da Municipal 160 1. Geral. Médico Barra B. Hospital Lourenço B. da Consultas em todas Particular . B. Particular 85 90 - Especialidades Consultas em todas Clínica S. Gg Municipal X - C. - Richet Barra Tijuca as especialidades Unidade Integrada Cidade de Saúde Hamilton Municipal .Socorro B. Ortopedia. e. Leptos- Jorge Tijuca Clínica Média. Cirurgia Varicela. Tijuca Particular 25 30 X X Atendimento Mandala P.

nível considerado de alto risco por especialistas. por ter sido incluído na lista de bairros infestados no grupo de risco em que estão presentes áreas como a da Leopoldina. No último levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde.Contexto Epidemiológico A análise do contexto epidemiológico na Área de Influência Indireta em questão busca identificar as principais ocorrências de doenças (novas ou recorrentes) que possam significar situações mais críticas sobre o ponto de vista de saúde pública nos bairros integrantes da Baixada de Jacarepaguá. embora constem notificações tais como meningite. Flamengo e Urca também têm apresentado infestação superior ao limite permitido pela OMS. ficam imunes. A Secretaria Municipal de Saúde vem alertando para o risco de uma nova epidemia de dengue por causa da desmobilização da população no que diz respeito ao combate ao mosquito transmissor. existem 21 (vinte e um) bairros com índice de infestação superior a 5%. A proteção porém não é suficiente para evitar o vírus 4. O Anil. 299 . de modo geral. O risco para a população carioca. as pessoas já infectadas por eles uma vez. o vírus já está em nossas fronteiras. É o dobro do permitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). já identificado na Bolívia e no Caribe. Caso isso aconteça. Portanto. alertam os técnicos da Prefeitura “ provavelmente teremos uma e uma epidemia explosiva em 2005” Os três outros tipos de vírus de dengue já foram identificados no Rio e. segundo especialistas da Secretaria Municipal de Saúde é ainda maior pela proximidade geográfica do vírus 4 da dengue. Segundo dados coletados de maio a agosto deste ano (2003). Gávea. pelo excesso de casas com áreas sombreadas e contíguas às linhas ribeirinhas onde predomina água parada e poluída. Segundo especialistas. existem chances elevadíssimas e o problema chegar ao Rio de Janeiro neste próximo verão de 2005. leptospirose. índice justificado. um dos bairros integrantes da Baixada de Jacarepaguá foi o único a ficar na zona alarmante entre 12% e 25%. São Conrado teve resultado também surpreendente. Apenas a título de complementação de dados. diarréia. em parte. em países com os quais o Brasil tem todas as relações abertas. como Leblon. varicela e hepatite. o índice de infestação do município vem se mantendo alto como no mesmo período do ano passado – na faixa de 2%. também segundo especialistas. a dengue vem sendo certamente o alvo de atenção dos órgãos de saúde de competência quer municipal ou estadual. Levantamentos realizados em 2003 nos hospitais e demais unidades de saúde da região em foco revelam que. Outros bairros da Zona Sul.

a Barra da Tijuca e o Pechincha são os menos infectados (índices próximo a zero). no que tange aos bairros integrantes da AP4. É também oportuno observar tabela apresentada abaixo com as notificações e atendimentos que ocorreram no Hospital Municipal Lourenço Jorge.De acordo com levantamentos do índice de infestação predial do Aedes Aegypti por bairro existe grande preocupação.248 490 316 2.2003 Junho de Julho de 1997 1998 1999 2000 2001 2002 1996 2003 50 2 1. O mapa a seguir espacializa estas informações. com destaque para o ano de 2002. Contudo. único estabelecimento público de referência na Barra. onde os registros vem sendo crescentemente ao longo do período junho de 1996 a julho de 2003.269 127 Fonte: Hospital Lourenço Jorge – 2003/04 300 .079 16. Dentre os demais bairros. Jacarepaguá apresentou índice com variação de 1 a 5%. primeiramente e no Tanque na sequência. Casos de Epidemia de Dengue registrados no Hospital Lourenço Jorge . no Anil.

INSERIR MAPA DENGUE 301 .

onde foram surgindo novos estabelecimentos para atendimento de demanda residencial crescente na área. a vinda de colégios de renome da Zona Sul do Rio de Janeiro para a Barra da Tijuca acabou por concentrar o maior número de matriculas. sem considerar a pulverização de creches e maternais na busca do segmento de pré-alfabetização. A região da Baixada de Jacarepaguá passou a observar maior aumento do número de estabelecimentos na década de 90 e durante o início dos anos 2000 com destaque para o bairro do Recreio dos Bandeirantes. por exemplo. mesmo de alunos residentes em Jacarepaguá e do Recreio. 302 . • Educação Rede Educacional na AII O intenso crescimento demográfico. principalmente no bairro da Barra da Tijuca. acabou por atrair também escolas e universidades de renome para atendimento à população em faixa etária escolar desde o 1° ao 3° grau. Contudo.

PV Anglo Colégio Barra 750 EF. 20% - M MVI Colégio Barra X EI.EM 45% 45% . Proced. Santa Colégio Barra 1. Proced Barra Recreio Jacarep Outros . 10% Agostinho PH Colégio Barra 1.E 80% 10% 10% - M.200 EI. - M Miguel Colégio Barra 1.E 80% .EF.EF.100 S 40% 40% 10% 10% Almeida Gama Filho Universidade Barra 2.E 70% 20% 10% - Almeida M Saint John Colégio Barra 1.EM 60% 30% .450 (*) S 40% 40% 15% 5% Sá Veiga de Universidade Barra 1.E 80% 15% 5% - Mônica M.030 EI. 50% 30% Branco Nota: (*) distribuídos em 4 Campi Fonte: EIA/ Rima _ Vila Jogos PanAmericanos / 07 303 .000 EI. 10% M. PV 90% 10% .500 S 20% 20% 20% 40% Castelo Universidade Barra 800 S 20% . M.EF.S CEL Colégio Barra 500 EI.EF. Tipo Bairro Matrícula Séries Proced.EF.EF. Veiga de Colégio Barra 1.Estabelecimentos Particulares de Ensino na Barra da Tijuca .PV Pinheiro Colégio Barra 370 EI.E 50% 50% .000 EI.2002 Estabelec.PV GPI Colégio Barra 187 EM.E 60% 40% .500 EF. - Estácio de Universidade Barra 8. Proced. - Guimar. 10% Americ.EF.E 45% 45% .200 PV 70% 10% 20% - Couto/ Bahiense Santo Colégio Barra 2.

Com um total de aproximadamente 9. respectivamente). 304 .A tabela a seguir indica a distribuição de alunos por estabelecimentos municipais na AII.300 alunos matriculados nos estabelecimentos do município.Quanto à assistência da esfera pública (tanto municipal quanto estadual) esta se encontra presente em vários estabelecimentos de ensino em quase toda a AP-4. as escolas da Prefeitura vem tentando suprir basicamente o atendimento educacional de crianças com famílias de baixa renda. subsidiando os ensinos de 1o e 2o grau (fundamental e médio. na maioria das vezes residentes nas ocupações subnormais presentes na região (vide item Aspectos Demográficos – Ocupações Subnormais). de acordo com dados referentes ao ano de 2000.

S Municipal Barra da Tijuca EI a 4ª 418 Olegário Doming.Estabelecimentos Municipais de Ensino presentes na XXIV RA – Barra da Tijuca . - Margaret Mee Municipal R. - Comunidade de Municipal Vargem Grande . 305 . - São Sebastião Municipal Vargem Pequena .Leme Municipal R. Carvalho Municipal R..Einstein Municipal Barra da Tijuca EI a 8ª 805 Almeida Garret Municipal Barra da Tijuca EI a 4ª 646 Rep da Colômbia Municipal Barra da Tijuca EI a 4ª 773 Golda Meir Municipal Barra da Tijuca EI a 4ª 951 Dom Pedro I Municipal Barra da Tijuca 5ª a 8ª 634 Frederico Trotta Municipal Barra da Tijuca 5ª a 8ª 937 Vice Alm. Costa Municipal Vargem Grande . Bandeirantes . - Perola Byngton Municipal Vargem Grande .99 Estabelecimento Competência Bairro Série Matrículas Prof. - Fonte: SME – Secretaria Municipal de Educação / 1999. Bandeirantes . Dídia M. F Municipal Barra da Tijuca EI a 4ª 484 Vice Al. Margarida Faria Municipal Barra da Tijuca EI a 1ª 373 Prof Zuleica N. Municipal Barra da Tijuca 5ª a 8ª 549 Prof. Bandeirantes . Nota: (-) = Dados não disponibilizados para consulta. Alb. - Alvaro Sodré Municipal Vargem Grande . Municipal Vargem Pequena . A.Álvaro A Municipal Barra da Tijuca 1ª a 4ª 548 Sérgio Buarque H Municipal Barra da Tijuca 5ª a 8ª 501 Paulo Castro M. - Vargem Grande Jurandyr P. - Teófilo M. - Carlos D.Silva Municipal Barra da Tijuca EI a 4ª 418 Tristão de Ataíde Municipal Barra da Tijuca EI a 4ª 875 Jacson Figueiredo Municipal Barra da Tijuca EI a 3ª 296 Rodrigues Alves Municipal Barra da Tijuca 5ª a 8ª 458 P. Não foram disponibilizados dados da Secretaria Estadual de Ensino.

346 Abranches 3ª. 7ª. CP1. 6ª. CP1. 3ª. CP2. 7ª. CE Alphonsus de Escola Municipal Cidade de Deus 559 EF. CP2. 6ª. Escola Municipal Cidade de Deus 730 de Carvalho 3ª. 3ª. CP1. CP1. CP1.106 5ª. CP2. 8ª Otávio H.Estabelecimentos de Ensino na XVI RA Jacarepaguá e XXXIV RA Cidade de Deus --2000 Estabelecimento Tipo Bairro Matrícula Séries Marechal Canrobert Escola Municipal Anil 727 5ª. 8ª Pereira da Costa CP1. EF. 7ª. CP2. 7ª. 3ª. Helena Lopes EI. CE. EF. CP2. 4ª. 4ª. CE Colégio Particular Barra da Tijuca 500 EI. Escola Municipal Anil 356 Ruschi 4ª Prof. 4ª EF. EF. 8ª Naturalista Augusto EF. CP1. 6ª. Escola Municipal Gardênia Azul 1. CP2.841 Collor 3ª.104 EF. 3ª. Guimaraen 4ª Escola Municipal Cidade de Deus 1. 4ª Compositor Luiz EF. 5ª. CP1. CP1.160 5ª. CP1. Victor Hugo Escola Municipal Anil 1. CP2. 7ª. CP2. 8ª CIEP João Batista Escola Municipal Cidade de Deus 590 EF. 3ª. 5ª. Leila Barcellos EI. Pedro Aleixo 4ª. Escola Municipal Rio das Pedras 1. Escola Municipal Frequesia 1158 Gonzaga 4ª Rio das Pedras Escola Municipal Rio das Pedras 1. Augusto Magne Escola Municipal Cidade de Deus 536 4ª Prof.enrique de Creche Municipal Rio das Pedras 138 Oliveira Gardência Azul Creche Municipal Gardênia Azul 104 Rio Novo – Rio das Creche Municipal Rio das Pedras 81 Flores Luzes do Amanhã Creche Municipal Cidade de Deus 91 Margarida Gabinal Creche Municipal Cidade de Deus 90 Sempre Vida Josué Creche Municipal Cidade de Deus 38 Fonte: EIArima_ Vila PanAmericana / 07 Nota: EI = Ensino Infantil | EF = Ensino Fundamental | CP1 = Classe de Progressão 1 | CP2 = Classe de Progressão 2 | CE = Classe Especial 306 . dos Santos 4ª. 3ª. EF. 8ª CIEP Lindolpho EI. CEC 6ª. CP2.6ª. 3ª. 4ª. 3ª.

Os conjuntos multiplex de cinemas. • Atividades Culturais. traduzem-se hoje em dia em uma das atrações mais procuradas pela classe média tanto residente nos bairros que integram a XXIV RA – Barra da Tijuca como também de pessoas que vem de outros bairros. principalmente da Zona Sul. Bandeirantes 1.154 Fonte: EIA / Rima_ Vila dos Jogos PanAmericanos / 07 307 . de Esporte e Lazer No que diz respeito as principais ofertas em termos de atividades culturais. teatros. casas de espetáculos e casas de cultura (modalidade típica do bairro inaugurada com a Universidade Estácio de Sá). Rio Design Center 3 Barra da Tiuca 353 Recreio Shopping 4 R. entendidas estas enquanto ofertas de cinemas.517 Estação Barra Point 2 Barra da Tijuca 330 Est. Cinemas existentes na Região da Barra da Tijuca – 2002 Estabelecimento Salas Bairro Capacidade (lugares) Via Parque 6 Barra da Tijuca 1. Demais casas de espetáculos localizadas em malls (shoppings menores) também atraem público de fora do bairro quando em época de boa temporada.990 Cinemark Downtown 12 Barra da Tijuca 2. grandes salas de projeção em formato stadio.330 UCI NY City Center 18 Barra da Tijuca 4. de esporte e lazer na Área de Influência Indireta das intervenções pretendidas. Por todos os motivos já expostos. a Barra da Tijuca vem se consolidando em uma das áreas da cidade mais bem servidas em termos de atividades culturais. certamente o bairro da Barra da Tijuca se destaca.

no contexto litorâneo apresentado. Convém lembrar. as praias ganham foro mais selvagem considerando a proteção dada pela APA da Prainha. das Américas. principalmente pelo acesso da Linha Amarela que facilitou a vinda de pessoas da Zona Norte.550 Fonte: EIA/ Rima_Vila Olímpica Jogos PanAmericanos /07 Nota: (*) Antigo Metropolitan Quanto aos adeptos das atividades esportivas . 308 . a Praia do Abricó. onde a proximidade da orla imprime forte tendência. Casas de Culturas e de Espetáculos na Região da Barra da Tijuca – 2002 Estabelecimento Salas Bairro Capacidade Teatro de Lona 1 Barra da Tijuca 900 Teatro Barra Shopping 1 Barra da Tijuca 236 Teatro. de modo geral. cuja faixa de areia mais encaixada atribui à praia de mesmo nome paisagem especial.000 Ribalta 1 R. a Praia Funda. Grandes Atores 1 Barra da Tijuca 404 Teatro Grandes Atores 1 Barra da Tijuca 408 Casa Cultura . entre o Morro do Pontal de Sernambetiba e a Pedra de Tapoã e. no prolongamento para oeste a Praia da Macumba que vai até a desembocadura do Canal de Sernambetiba. aproximadamente. Do entroncamento da Av. Assim. A Praia da Barra da Tijuca ainda é aquela com maior capacidade de atração de fluxo de pessoas. os locais mais próximos ao Canal da Joatinga apresentam índices de grande criticidade. Certamente. conforme afere periodicamente a FEEMA. Já em Grumari. Na seqüência. Bandeirantes 3. as praias mais protegidas atualmente vêm merecendo atenção por parte de diferentes ONGs que defendem a manutenção do seu estado de conservação. principalmente em períodos com chuva. a faixa litorânea passa a ser chamada de Praia do Recreio dos Bandeirantes até o Morro do Pontal de Sernambetiba.Teatros. Salvador Allende com a Av. estes encontram nas praias o lugar ideal para a prática de diversas atividades aquáticas ou na areia. a Praia do Meio e a Praia do Perigoso também acabam mais protegidas pela presença do Parque Natural Municipal de Grumari. a Praia do Inferno. No sentido oeste outras praias ganham destaque _ Praia do Pontal.Estácio Sá 1 Barra da Tijuca 100 Claro / ATL Hall (*) 1 Barra da Tijuca 4. encerrando-se na Pedra da Tartaruga. proeminente costão rochoso que se destaca na paisagem mar a dentro. que tratam-se de trechos com índice de balneabilidade diferenciado.

recurso este que impediria de vez qualquer prática construtiva. Cabe mencionar o Clube Ginástico Português. além de um campo de golf. os hotéis seriam erguidos sobre pilotis. As novas regras atraíram investidores. este último de menor porte. como uma pirâmide. grandes áreas de lazer. eliminando a implantação dos ecoresorts. cujo padrão de ocupação dos lotes. Segundo especialistas na área “ com o turista paulista vem o turista estrangeiro”. A situação encontra-se . basicamente. Recentes mudanças na lei que determinava sobre os parâmetros urbanísticos a serem seguidos para construções naquela unidade de conservação ambiental vem causando polêmica. ainda indefinida. São estes: (1) Marina Barra Clube. alguns estabelecimentos também aparecem como alternativa para aqueles que procuram atividades mais monitoradas e protegidas. na seqüência. As práticas aquático-esportivas também poderiam ser viáveis nas lagoas não fosse o alto índice de poluição existente nos corpos lagunares fruto do despejos de esgotos indevidos. foi à Justiça contra a lei.Insatisfeitos. De acordo com depoimentos dos investidores interessados estes pretendiam revitalizar a restinga. assim. a nova legislação permitiria que cinco hotéis em dois ecoresorts com dois mil quartos fossem erguidos na reserva. além de atrair o fluxo de interesse do segmento de alta renda de São Paulo. Um grupo português informou à mídia que pretendia fazer o replantio de espécies da restinga na reserva e preparar a infra-estrutura para os hotéis. (2) Nevada Praia Clube e (3) Fazenda Clube Marapendi. a APA de Marapendi deverá ser tombada. uma vez que antes os prédios teriam ed ser construídos em degraus. A nova lei permitiria hotéis em terrenos de 40 mil metros quadrados.Contudo. conforme decisão do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Othon e Grupo Posadas já demonstraram interesse também. existem na Barra da Tijuca.Atenção especial vem sendo dada ao trecho litorâneo compreendido na APA do Parque Municipal Ecológico de Marapendi. presidentes de associações de moradores e de defesa da APA informaram que acionariam o Ministério Público. nos moldes do Aterro do Flamengo. Redes como Four Seasons. Os empreendimentos permitiriam com que o Rio de Janeiro disputasse o mercado ecoturístico com a Bahia. três clubes que. atualmente. na Barra da Tijuca. Para preservar a restinga. não contempla. De acordo com informes recentes. o que era proibido anteriormente. atendem aos moradores do Jardim Oceânico. Na sessão do dia 30/08/05 os vereadores derrubaram o veto do Prefeito que. Apesar das boas opções encontradas nos espaços públicos e da lógica dos clubes particulares implementados nos condomínios fechados. sendo o gabarito máximo de três andares tendo sido a área de edificação aumentada em relação à legislação anterior. já 309 . contudo os vereadores haviam permitido que os vãos fossem fechados. Embora seletos na aceitação de associados. que está degradada e oferecer um parque público de 200 mil metros quadrados com acesso à Lagoa de Marapendi.

(2) Barra Tennis Clube. 310 . abertos à associados. Outros estabelecimentos voltados O Recreio dos Bandeirantes também atraiu na década de 90 o interesse de clubes de futebol como o Vasco da Gama que além de campo de futebol construiu sede social na região assim como o Centro de Treinamento Zico. como é o caso do (1)Itanhangá Golf Club.Como local também destinado à prática esportiva relembra-se a presença do Autódromo Nelson Piquet. estes apresentam práticas esportivas específicas. Quanto aos demais clubes.localizado no Recreio dos Bandeirantes. (3) Clube Rio Mar Raquete. este voltado ao treinamento de aperfeiçoamento de atletas mirins. (4) Aeroclube do Brasil e (5) Clube Esportivo de Ultraleve Céu.

• Segurança Pública A criminalidade e a violência certamente não são fenômenos apenas cariocas. Os bairros integrantes da AP-4. O rápido crescimento demográfico. o Estado. instalada em comunidades carentes. Imagens disseminaram-se. como é o caso do Downtown. seu estilo de vida acabou por imprimir na cidade do Rio de Janeiro um dos modelos mais bem acabados do processo de guetificação. das Américas. em especial a Barra da Tijuca. seqüestros. assaltos. imprime à Barra da Tijuca uma característica de fácil observação dos comportamentos 311 . acabou também por colocá-lo no “cardápio” dos cenários adequados para a prática de atos de violência urbana. mas. principalmente neste bairro. O casamento entre o tráfico de drogas e de armas ocorrido em fins da década de 80 foi responsável por uma profunda mudança no patamar e na dinâmica da criminalidade local. o País e os circuitos transnacionais. com a atração da classe média e alta. sequestros e latrocínios. onde os shoppings passaram a serem vistos como os locais mais seguros para o exercício das compras. roubos e furtos de veículos e / ou de seus acessórios ganharam destaque. forneceu também uma nova e assustadora visão das favelas cariocas como baronatos de traficantes armados. sitiados de maneira a minimizar os efeitos da violência urbana. sua evolução mais recente e seus impactos sociais na cidade e nos diferentes bairros que a compõe. muito pelo contrário. sob a forma de balas perdidas. Politicamente manipulada e intensamente dramatizada pela mídia essa visão obscureceu . “arrastões”. A ponta mais visível deste mercado clandestino. guerreando entre si pelo controle da venda de drogas. onde assaltos. os trágicos impactos da nova economia política do crime sobre a própria população residente nas áreas submetidas à tirania do tráfico e enfatizou sobretudo seus transbordamentos para o “lado nobre” do Rio de Janeiro. com os “cidadãos de bem” tendo que viver cada vez mais cercados. se a rigor não se pode desvinculá-los de contextos geográficos mais amplos – a região metropolitana. de maneira a tentar devolver ao cidadão carioca a possibilidade de moradia em lugar tranqüilo totalmente seguro. imersos em verdadeiros aparatos de segurança particular. Essa “linguagem” ganhou espaço na Barra da Tijuca. onde a exclusão social se materializa nos grandes condomínios fechados. há alguns elementos que particularizam suas manifestações. localizado na Av. em um primeiro momento. porém protegido sob a égide da segurança em área controlada. mais recentemente. alocada principalmente nas frentes da construção civil e nos trabalhos domésticos. não foge à este conceito. onde. fora do alcance da lei. Parece pertinente admitir que sua condição como localidade com forte atração de mão-de-obra braçal. buscou-se resgatar a idéia do “comércio de rua”. Este conceito arrastou-se para os lugares públicos. com seu partido arquitetônico marcante na paisagem.

principalmente junto às residências localizadas no Jardim Oceânico. onde o uso de drogas ainda é bastante intenso. A Barra da Tijuca conta atualmente com uma Delegacia Policial – 16o DP. um forte motivo para a prática de roubo de veículos na Barra. Estas informações encontram-se espacializadas no Mapa Infra-Estrutura Social. Autoridades policiais atribuem também à facilidade de saída do bairro através da Linha Amarela para acesso aos nichos preferenciais para desmontes de veículos e/ou venda de acessórios. de acordo com registros de análise. onde a segurança restringe-se muitas vezes à presença de porteiros ou elementos contratados por um conjunto de moradores de vários prédios vizinhos para ocuparem guaritas implantadas em determinadas ruas. também exerce papel relevante nas ações de salvamento junto à orla da Barra da Tijuca. pertencentes à classe média alta. até algum tempo atrás como pedintes. Cabe sinalizar também para o grande aumento do número de “crianças de rua” que passaram a ocupar os sinais de trânsito do bairro. hoje cena esta mais atenuada pela prática circense que vem utilizando. com uma média de 40 a 50 ocorrências / dia. principalmente junto aos condomínios fechados. na maioria das vezes fruto de conflitos entre jovens residentes no bairro. 312 . localizado próximo à Av. Contudo. Ayrton Senna na Barra e no bairro do Recreio dos Bandeirantes. a partir do intenso policiamento que vem ocorrendo pela Polícia Militar nos principais entroncamentos viários do bairro. estas são cobertas pelo Corpo de Bombeiros. o que. para a polícia. localizada no Jardim Oceânico. No que tange às demais ações de defesa civil na região. assaltos em sinais de trânsito e lesões corporais. O Grupamento Marítimo de Apoio – GMAR. assaltos nestes cruzamentos ainda ocorrem.e hábitos diários praticados por seus moradores. vem sendo objeto de averiguação constante. embora com menor frequencia. na Estrada do Pontal. principalmente relacionadas a roubo e furto em residências e garagens de modo geral.

INSERIR MAPA INFRA-ESTRUTURA SOCIAL 313 .

(3) conservar recursos genéticos. O enquadramento das áreas protegidas com base nos objetivos de conservação define as categorias das UCAs. primatas e peixes de água doce. (2) oferecer educação ambiental. (6) proteger sítios históricos entre outros. os Monumentos Naturais. por seus atributos ecológicos. capital do novo Estado do Rio) conseguiu proteger grande parte de seu patrimônio.8. através da criação de várias Unidades nos diversos níveis de governo. por ter sido palco de várias transformações de caráter político-administrativo (foi capital federal. apresentam um estatuto especial de uso e ocupação do solo e de manejo de seus ecossistemas naturais.3. mamíferos. tais como (1) manter a diversidade. Também pode ser destacada pelo grande número de espécies de aves. os Jardins Zoológicos e os Hortos Florestais. São vários os diplomas legais que trazem esta definição.(4) favorecer a pesquisa científica. os Jardins Botânicos. Estado da Guanabara e. cerca de 50% de todas já descritas. Sua flora é a mais rica do planeta e sua fauna é considerada a mais importante em relação aos vertebrados terrestres. ÁREAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO Estarão sendo contempladas neste item as Unidades de Conservação Ambiental inseridas parcialmente e / ou integralmente na Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá. um deles a Resolução CONAMA 011/87.7. O Plano Diretor Decenal da Cidade. em função da multiplicidade dos objetivos de conservação. Estaduais e Municipais. No Brasil é encontrada a maior diversidade de espécies do mundo.1. répteis e anfíbios. declara como Unidades de Conservação: As Estações Ecológicas. Estaduais e Municipais. as Áreas de Proteção Ambiental. os Parques Nacionais. as Reservas Ecológicas. A cidade do Rio de Janeiro. As UCAs podem ser classificadas por diversas categorias de manejo. as Reservas Biológicas. definiu oito categorias de UCAs. as Florestas Nacionais . sendo estas: a) Área de Proteção Ambiental – APA 314 . (5) proporcionar recreação e lazer. • Unidades de Conservação Ambiental – UCAs – Patrimônio Natural As Unidades de Conservação Ambiental são áreas que. bem como os patrimônios históricos e arqueológicos tombados e / ou em fase de pré-tombamento pelas diferentes esferas de competência de governo. por último município. a Lei Complementar de 16/92.

gerando impactos ambientais negativos no ecossistema e portanto necessitando do Poder Público ações localizadas. que apresenta relevante interesse cultural e características paisagísticas notáveis. Já foram criadas duas delas: APARU do Alto da Boa Vista e APARU do Jequiá. dotada de características ecológicas e paisagísticas notáveis. d) Área de Relevante Interesse Ecológico – ARIE De domínio público ou privado com características naturais extraordinárias e que abriga remanescentes raros da biota regional a ser protegida ou recuperada. c) Área de Proteção do Ambiente Cultural – APAC De domínio público ou privado. Esta categoria foi criada pelo Plano Diretor e só existe no município do Rio. b) Áreas de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana – APARU De domínio público ou privado. e) Reserva Biológica Área de domínio público. nas quais serão limitados ou proibidos o uso e ocupação do solo e atividades potencialmente poluidoras ou degradantes do meio ambiente. apresenta as características descritas anteriormente e depende de ações do Poder Público para regulação do uso e ocupação do solo e restauração de suas condições ecológicas e urbanas. Têm em comum a existência de comunidades de baixa renda em ocupações irregulares. tem a tutela destas Unidades. cuja ocupação deve ser compatível com a valorização e proteção da sua paisagem e do seu ambiente urbano e com a preservação e recuperação de seus conjuntos urbanos. na Ilha do Governador. através do Departamento Geral do Patrimônio Cultural (DGPC). destinada à preservação de ecossistemas naturais. A Secretaria Municipal de Cultural.De domínio público ou privado. 315 . visando à melhoria de suas condições ambientais.

(1) Igreja de Nossa Senhora da Pena. Nos últimos anos. 316 . g) Parque Área de domínio público.(Decreto Municipal no. fruto dos investimentos públicos e privados realizados.830. está se desenvolvendo uma iniciativa pioneira de recuperação ambiental no país. de um ecossistema antropomorfizado. englobando ainda o Bosque da Freguesia (parque municipal aberto à visitação pública contemplado mais adiante). na qual ficam vedadas a exploração da vegetação nativa. Anil e Gardênia Azul. cuja tutela é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMAC. A região tem também seus centros dinâmicos. como o Largo da Freguesia e arredores. Na APA da Freguesia. fazendo-as migrar para a área urbanizada.f) Estações Ecológicas Área de domínio público cujo ecossistema é objeto de conservação para a realização de estudos e pesquisas. encontram-se parcialmente ou integralmente inseridas nos limites da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá as seguintes Unidades de Conservação Ambiental: ¾ APA do Bairro da Freguesia . podendo ser criada no interior de outras Unidades de Conservação. Para tanto há que se realizar o reflorestamento do Bosque da Freguesia e das encostas da APA. além da arborização de ruas e praças com espécies vegetais de interesse para a avifauna. O objetivo do Projeto é atrair algumas espécies da fauna das matas vizinhas de Jacarepaguá. localizadas em lotes de dimensões generosas e farta arborização. a região tem sido beneficiada pela melhoria de infra-estrutura e pela expansão e diversificação do comércio. Apresenta como bens de valor cultural. A área apresenta características peculiares que evocam a lembrança das chácaras que outrora existiram no bairro. Frente a estes conceitos legais. (2)Igreja e Seminário de Nossa Senhora do Loreto e (3) Casa da Fazenda do antigo Engenho d`Água. Ainda hoje predominam as residências unifamiliares. destinada à visitação pública e ao lazer. onde se concentra a atividade comercial. Trata-se. área que se consolida como importante pólo econômico de Jacarepaguá. dunas e remanescentes da Mata Atlântica. e qualquer forma de utilização dos recursos naturais. principalmente da avifauna. portanto. a Área de Proteção Ambiental da Freguesia abrange parte dos bairros da Freguesia. h) Área de Preservação Permanente – APP De domínio público ou privado para a proteção de mananciais. podendo compreender Área de Relevante Interesse Ecológico ou Área de Preservação. de 11/12/92) Com uma área total de 366 há. que é o Projeto Corredor Verde. 11.

entre seus filhos. sendo atualmente ocupado por edificação erguida em meados do séc. e a Avenida Geremário Dantas. Durante o séc. Um dos principais engenhos da região. A sesmaria de Salvador Correia de Sá e Benevides foi então desmembrada para a formação de engenhos. Essa última foi erguida no séc. No fim do séc. novas mudanças ocorreram. o declínio do plantio de cana-de-açúcar provocou o desmembramento das fazendas em propriedades menores. A partir de meados do séc. a partir da qual pode-se ter acesso ao outeiro onde se localiza a Igreja de N. a região passou a atrair um contingente maior de novos moradores. Parte dela. 317 . XIX. do Loreto. a freguesia de Nossa Senhora do Loreto. Em função do desenvolvimento da região. O Rio Sangrador que corta a região foi muito utilizado para o escoamento da produção agrícola. com a criação de gado. A partir de 1940. foi herdada por Salvador Correia de Sá e Benevides. de 11/12/92). S. A partir dos anos 70. O local onde estava sediada a antiga Casa da Fazenda foi preservado. considerado um homem desbravador. XVII. XIX. ¾ Bosque da Freguesia .(Decreto Municipal n° 11. XVII. Esse processo se acelerou com o fim da escravatura. compreendida pelo que é hoje a Barra da Tijuca e a maior parcela de Jacarepaguá. XVIII. pois tinha o seu curso navegável. São dessa época a Estrada de Jacarepaguá. promovendo a remoção de toda vegetação nativa. e desempenhou esse papel até o final do séc. Durante os anos 60. nas quais eram conjugadas diversas plantações. XVIII e início do séc. vias que até hoje se contituem em importantes eixos de circulação do bairro. seu neto. inclusive a do anil.830. ficou com o próprio Salvador Correia de Sá. foi criada. diversos loteamentos urbanos modificaram a fisionomia rural da área. S. implantada no topo de uma pequena elevação. quando as terras da Baixada de Jacarepaguá foram repartidas pelo governador da cidade. com a melhoria dos acessos pela Barra da Tijuca e pela Estrada Grajaú-Jacarepaguá (Av. foi se intensificando o parcelamento das antigas fazendas em chácaras. da Pena. com a instalação de indústrias e de conjuntos habitacionais. Menezes Cortes). a cultura do açúcar se espalhou pela planície de Jacarepaguá. Nessa ocasião foi construída a Igreja Matriz de N. em 1661. a história da área remonta a 1594. Salvador Correia de Sá.Breve Histórico: Conforme já abordado no início deste diagnóstico. antiga Estrada da Freguesia. o Engenho d`Água. XIX com a chegada dos bondes à região estabelecendo a ligação com Cascadura. tendo sido posteriormente reconstruída.

compreende a Lagoa e o Canal de Marapendi. parte remanescente da propriedade. além de terrenos particulares. o Parque Municipal Ecológico de Marapendi que envolve as faixas marginais de Lagoa. No início dos anos 90. durante décadas. A antiga sede da Fazenda.718 km2. que se deslocam em bandos e podem ser apreciadas principalmente ao alvorecer e ao crepúsculo. A APA engloba. o terreno foi vendido. de domínio municipal. a maior parte dessa região integrava as propriedades de D. Abrange uma área de 9. de 15/08/91) Com cerca de 971 há.Com uma área de 31 há. Após a morte de seus antigos proprietários. com a finalidade de proteger sua cobertura vegetal. XIX. localizado no centro da APA da Freguesia. A Lagoa de Marpendi. sendo adquirido por diversas empresas. datada do séc.500 km2 e apresenta um desenho sinuoso emoldurado por vegetação típica de restinga. Vitória de Sá e Benevides. cordão arenoso com cerca de 2 km de extensão compreendido entre a avenida litorânea e o mar. a área integrava a propriedade do empresário Joaquim Catramby. no trecho que se estende da Avenida Ayrton Senna à Avenida Pedro Moura. Breve Histórico: No início deste século. sob tutela da Fundação de Parques e Jardins – FPJ. XVII. em 1992. compreendida entre dois 318 . A criação da APA consolidou uma antiga idéia de proteger a ambiência da Lagoa. foi demolida em 1988. como o biguá e o irerê. A fazenda dedicou-se. um movimento de moradores e ambientalistas conseguiu a transformação dessa área verde em parque público. nas quais se inclui a faixa de areia entre a lagoa e o oceano. cujas primeiras iniciativas datam do final da década de 50. e a Reserva Integral de Praia. situada na Baixada de Jacarepaguá. ¾ APA do Parque Municipal Ecológico de Marapendi – (Decreto Municipal n° 10. além das áreas de entorno. o Bosque representa a única área remanescente das antigas chácaras da região que é destinada ao uso público.368. O bosque. neta do antigo Governador da cidade. Breve Histórico: Até o final do séc. O espelho d`água da Lagoa cobre cerca de 3. à produção agrícola e à criação de animais. constituía o seu pomar e manteve as características originais. Trata-se de ecossistema de Mata Atlântica de baixada e antropomorfizado. Sua cobertura vegetal é intensa e variada. O encanto da região reside na proximidade dos dois ambientes aquáticos – a lagoa e o mar – que podem ser observados de diversos pontos da Avenida Sernambetiba. A área é habitada por grande variedade de aves. sendo possível encontrar inúmeras espécies frutíferas do antigo pomar. O Bosque foi tombado pelo município.

A salinização da água alterou algumas das características ambientais da lagoa. A criação da Área de Proteção Ambiental veio em resposta ao movimento ambientalista e das associações comunitárias locais. Na década de 70. medida que se efetivou apenas para as áreas onde foram implantados o Parque Ecológico Municipal Chico Mendes e o então Parque Zoobotânico de Marapendi. A concretização dessa proposta somente ocorreu em 1959. de autoria do arquiteto e urbanista Lúcio Costa. de 03/04/78. A primeira proposta de proteção ambiental da riqueza faunística e florística típica de restinga data da década de 30. de origem indígena. A Reserva englobou as faixas marginais das lagoas de Marapendi. Estes mecanismos foram aperfeiçoados após a decretação da APA em 1991. Jacarepaguá e Tijuca.XX. quando o historiador Magalhães Correia sugeriu a criação de uma reserva biológica na região. e mais acentuadamente na década de 80. Essa medida quintuplicou 319 . ¾ Parque Municipal Ecológico de Marapendi (Lei Municipal n° 61. que estabeleceu diretrizes voltadas para a proteção ambiental das margens da lagoa. considerados como de preservação permanente pela legislação ambiental brasileira. preocupados com a proteção das áreas remanescentes dos ecossistemas de restinga e manguezal. da Lagoinha e do Canal das Tachas. retomando parcialmente a idéia de proteção ambiental das faixas marginais das lagoas de Jacarepaguá instituídas pela antiga Reserva Biológica de Jacarepaguá. todas as áreas da reserva foram declaradas de utilidade pública para fins de desapropriação. Sua configuração atual data de 1995. se formou há cerca de 3. Em 1965. ratificando as medidas anteriormente tomadas. foi declarado o Tombamento da Reserva Biológica de Jacarepaguá pelo recém-criado Estado da Guanabara. quando foi instituída a Reserva Biológica de Jacarepaguá. a Baixada de Jacarepaguá era apontada como a última região de nosso litoral cuja paisagem ainda guardava aspectos primitivos. Em 1969 foi elaborado o Plano-Piloto da baixada de Jacarepaguá. permaneceram as condições que a qualificam como um dos mais significativos ecossistemas lagunares do município. responsável pela descaracterização de seus ambientes naturais. O nome Marapendi.000 anos.cordões de restinga. localizada na baixada litorânea de Jacarepaguá. nela ocorreu um intenso processo de urbanização. quando ocorreu uma ampliação de seu território. que foram implantadas por legislação municipal em 1981. executada na primeira metade do séc. Até meados da década de 60. além da Reserva Integral de Praia.203. A área tem como tutela a Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMAC. O Parque é constituído pelas áreas marginais à Lagoa de Marapendi. significa “mar limpo”. e Decreto Municipal n° 14. Após a criação. As águas da Lagoa sempre foram doces até a abertura do Canal de Marapendi para o mar. de 18/09/95). Ainda assim.

Em 1995. ¾ Bosque da Barra (Parque Arruda Câmara) . no final do Recreio dos Bandeirantes. de 03/06/83).a área originalmente destinada ao Parque e lhe conferiu novo significado como reserva natural. infra-estrutura básica que se conserva até hoje. que passou a totalizar 152 há.(Decreto Municipal n° 4. por proposta da Fundação Parques e Jardins. foi criado com a finalidade de preservar uma região ainda com características de vegetação nativa de restinga e constitui uma importante opção de lazer para os moradores da Barra da Tijuca. pertencentes à Fazenda do Camorim. este último permitirá a reintrodução de espécies animais desaparecidas da região. A fauna existente ainda é bem representativa da riqueza zoológica que habitava a região. a Prefeitura tem elaborado projetos voltados para a melhoria da infra- estrutura a ser oferecida aos visitantes e também projetos de recuperação paisagística e florística do Parque. Breve Histórico: O Parque de Marapendi. Vitória de Sá e Benevides até o final do 320 . com cerca de 25 há. Devido a dificuldades administrativas não foram concretizados os objetivos pretendidos. o Bosque da Barra. sua administração foi assumida pela Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro – Rio Zôo. como já mencionado pertence à Fundação Parques e Jardins. mantida a função original e ampliada a área. de forma a melhor responder aos objetivos de sua criação. O ecossistema existente no Parque é similar ao que originalmente dominava toda a Baixada de Jacarepaguá.105. A infra-estrutura atual se concentra em terreno localizado em uma das margens da lagoa. foi instituído pelo município em 1978 com a denominação de Parque Zoobotânico de Marapendi. passando mais tarde a ser administrado pela FPJ – Fundação Parques e Jardins. de propriedade de D. foram construídos a sede do Parque e o laboratório de pesquisa. resguardando e valorizando a paisagem e o ecossistema locais e aumentando seu potencial como espaço de recreação e lazer. Em 1989. Recreio dos Bandeirantes e arredores. Desde 1996. Breve Histórico: Seus solos eram utilizados para cultura de cana-de-açúcar. Na área destinada à sua implantação. foi alterada sua denominação para Parque Municipal Ecológico de Marapendi. como é popularmente conhecido. O Parque está inserido no cordão arenoso que divide as Lagoas de Marapendi e de Jacarepaguá e situado próximo ao enroncamento das Avenidas Ayrton Senna e das Américas. entre as Avenidas Sernambetiba e das Américas. Sua tutela. Com 50 há. com acesso pela Avenida Alfredo Balthazar da Silveira. aproveitando parte da área anteriormente destinada à Reserva Biológica de Jacarepaguá. cuja denominação oficial é Parque Arruda Câmara (em homenagem ao importante médico e botânico brasileiro). Vargem Pequena e Vargem Grande.

respectivamente de autoria dos arquitetos Mario Sophia e Carlos Werneck de Carvalho. os naturalistas do Museu Nacional que reivindicaram a criação de uma reserva biológica na área. A proposta de criação do Bosque é oriunda do Plano-Piloto da Baixada de Jacarepaguá. de 08/05/89) Com área aproximada de 40 há. a área onde atualmente se localiza este Parque integrava a Fazenda do Camorim. Originalmente. Na década de 80. ocasionando grandes perdas nos ecossistemas existentes. objetivando a produção de mudas de espécies nativas da restinga carioca. o Parque Ecológico Municipal Chico Mendes foi criado com o objetivo de preservar a Lagoinha das Tachas e seu entorno. típica de solo encharcado. a região permaneceu sem outro uso intensivo durante quase um século. situado em área de restinga. local de ocorrência de espécies de fauna e flora consideradas raras e ameaçadas de extinção. com bases nos projetos de paisagismo e de arquitetura. quando foram iniciadas as obras para drenagem de áreas alagadas da Baixada. na planície arenosa da Baixada de Jacarepaguá. o que permitiu a regeneração da cobertura vegetal em grandes extensões de terras da baixada. situado no interior do Bosque e cuja produção mensal já alcançou cerda de 25. elaborado pelo arquiteto e urbanista Lúcio Costa em fins dos anos 60. A configuração da região se manteve inalterada até o final dos anos 50. que constitui um dos principais atrativos do Parque. onde se desenvolvia uma espécie rara de árvore – a Pavonia Alnifolia da Família Malvaceae. A partir de 1992.000 mudas. em 1997. do Horto Municipal Carlos Toledo Rizzini.452 . para fins de balneário. Esta ocorrência mobilizou. ¾ Parque Municipal Ecológico Chico Mendes – (Decreto Municipal N° 8. em função da natureza do solo e da dificuldade de acesso. na área que contornava a Lagoinha existia uma mata paludosa. o Bosque passou a desenvolver o projeto Flora do Litoral. A manutenção das condições naturais do sítio permitiu. voltadas para a arborização e o tratamento paisagístico das áreas litorâneas. entre outros aspectos positivos.Séc. após a construção da Auto-Estrada da Lagoa-Barra. a urbanização da restinga foi intensificada. A ocupação urbana da orla da Barra da Tijuca foi iniciada em meados deste século. Breve Histórico: Como grande parte das terras da Baixada de Jacarepaguá.XVIII. sendo que algumas delas levam o visitante até às margens da Lagoinha. a reintrodução de espécies nativas como o jacaré-de –papo amarelo. O Bosque foi implantado em 1982. O desenvolvimento do projeto culminou com a criação. Vargem Pequena e Vargem Grande. desde a década de 30. O Parque possui sede administrativa e trilhas. que propunha a preservação ambiental desse importante remanescente de restinga e a sua transformação em parque municipal. 321 . Após o declínio das fazendas produtoras de açúcar.

passando a oferecer melhores condições de infra-estrutura àqueles que a visitam.700 mudas de arbustos e árvores. ¾ APA da Prainha . a região apresenta peculiaridades que a diferenciam de outras da cidade. devido a um projeto para edificação de hotel no local e implantação de um condomínio residencial. em 1989. o local tornou-se acessível. conhecido como Rio-Orla. que compõem uma bela paisagem natural. Com 951 há. é delimitada pelas vertentes litorâneas dos Morros do Caeté. entre outras.(Lei Municipal n° 944. compreendendo 28 espécies nativas e a remoção do excesso de aguapé. de pequena extensão. localizadas em frente à praia. que interligou as estradas do Pontal e de Grumari. Em 1995. Estado da Guanabara. as áreas de entorno da Lagoinha e do Canal das Tachas. Em 1960. que lutou pela preservação da floresta amazônica. no início dos anos 90. abrangendo as áreas contíguas à praia e às encostas. Vargem Pequena e Vargem Grande. de 30/12/86). A praia. foi decretada a criação do Parque Ecológico Municipal Chico Mendes.(Lei municipal n° 1. é uma Unidade de Conservação Ambiental vizinha à APA da Prainha e abrange parte do contraforte litorâneo do Maciço da Pedra Branca. Posteriormente. Dentro dos seus limites incluem-se as ilhas das Palmas e das Peças. destaca-se o plantio de 5. A criação da Área de Proteção Ambiental tem como objetivo resguardar esse cenário natural e implantar um parque ecológico na região. 322 . Boa Vista e Pedra dos Cabritos. A alteração no sistema de drenagem natural ocasionou o assoreamento paulatino da Lagoinha das Tachas. de 11/01/90) Com uma área de 166 há. Entre as melhorias introduzidas. Em decorrência dessas intervenções e visando resguardar a riqueza dos ecossistemas. Breve Histórico: Integrante também em tempos idos das propriedades rurais das Fazendas do Camorim. com a abertura da Av. Em 1989. A tutela da área é da SMAC. nome dado em homenagem ao líder seringueiro do Acre. foi decretada em 1959 a Reserva Biológica de Jacarepaguá compreendendo. essas áreas foram declaradas como de utilidade pública para fins de desapropriação pelo então Estado da Guanabara. ¾ APA de Grumari . A criação da APA foi motivada pela iminência de descaracterização da área.534. a região foi beneficiada pelo projeto da Prefeitura Municipal. espécie de planta aquática que havia recoberto todo o espelho d`água da Lagoinha. retificação de rios e abertura de canais. o Parque vem sendo beneficiado pela recuperação de sua flora e revitalização das atividades. Somente a partir de 1970. formando um grande anfiteatro natural voltado para o mar. a Prainha permaneceu praticamente intocada até poucas décadas atrás.envolvendo aterros.

compreendendo todas as encostas localizadas acima da cota de nível 100 metros. hotéis e residências. Segundo a legislação ambiental vigente. limitando-se com 323 . ¾ Parque Estadual da Pedra Branca . no Maciço da Pedra Branca.(Lei Estadual n° 2. no final do séc. em face da eventual ocupação da região. é a Unidade de Conservação Ambiental mais extensa da cidade. marcada pela presença de enormes pedras junto à arrebentação das ondas. o Estado do Rio de Janeiro decretou o tombamento da região litorânea. e a parte final da Praia de Grumari.500 há. sendo seus pontos mais extremos os mais procurados pelos visitantes. além das tradicionais culturas de subsistência. que propôs a criação da APA de Grumari. XIX. é permitida a construção de prédios destinados a pousadas. Grumari manteve-se desocupada e preservada por muito tempo. Ao longo do tempo. Grumari foi um importante ponto de escoamento da produção agrícola da região para o Rio de Janeiro. O objetivo da APA é a preservação desses patrimônio ambiental da cidade. local mais protegido do vento sudoeste. Desde 1995.377. que facilitou a ligação litorânea do Recreio dos Bandeirantes com Barra de Guaratiba.A APA de Grumari destaca-se pelo ecossistema de restinga que ainda conserva. com a abertura da Av. Até o ocaso do período monárquico. consagrando os seus valores naturais e paisagísticos. Esse passo foi desdobrado pelo município em 1986. a região abrigava diversas fazendas que se dedicavam ao plantio de café. além de outros usos compatíveis com a vocação da área. Breve Histórico: Registros da história local indicam que. antes da implantação do Ramal Ferroviário de Santa Cruz. O transporte era feito através de pequenas embarcações. considerado pelos estudiosos como um dos mais representativos de todo o Município do Rio de Janeiro. devido à inexistência de infra- estrutura e a dificuldade de acesso ao litoral. Em 1985. Destacam-se a escondida e curiosa Praia do Abricó. Somente a partir de 1970. mandioca e frutos diversos. as lavouras foram sendo substituídas pela monocultura de banana situação que hoje predomina. ocorrida em 1890. que aproveitam a viagem de retorno para trazer produtos manufaturados para seus habitantes. a praia de Grumari começou a ser mais procurada pelos banhistas. desde que não promovam seu desmatamento. Sua tutela é da SMAC. de 28/06/1974) Localizado no centro geográfico do Município do Rio de Janeiro. Estado da Guanabara. cujos limites são mais amplos do que aqueles definidos pelo tombamento estadual. Distribui-se por 12. a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro vem realizando ações que visam conter a degradação e promover a recuperação ambiental da área. A praia tem uma extensão de 4 km.

O fato despertou a atenção das autoridades para a necessidade de povoamento da região. XVII. o potencial hídrico do Maciço sempre foi notável. XVI. aportando em Guaratiba e utilizando a Baixada de Jacarepaguá como passagem. foram adquiridas em 1908 pelo Governo Federal que realizou importantes melhorias na represa do Pau da Fome. além de outras atividades econômicas mais recentes. reconhecido nacional e internacionalmente. apesar dos desmatamentos e das atividades predatórias. Entre elas destacava-se a Fazenda do Engenho Novo. Ambos foram represados no séc. XIX. Dadas às características fisiográficas. As áreas dos mananciais do Rio Grande. Próximo ao Parque. represas e ruínas de sedes de antigas fazendas. várias fazendas prosperaram no Maciço da Pedra Branca. cujo projeto é de autoria do “mestre” em construções de madeira. cortada por um dos maiores aquedutos da cidade. Breve Histórico: A cobertura vegetal da pedra Branca não ficou excluída do processo de devastação da Floresta Atlântica iniciado no período colonial com a extração do pau brasil. o Pico da Pedra Branca. os franceses tentaram dominar o Rio de Janeiro. além do pórtico e da sub-sede do Pau da Fome. No início do séc. A propriedade é atualmente ocupada pela Colônia Juliano Moreira. com 1.XVIII sobre grandes pilares de granito. quando o café tornou-se o principal suporte da economia fluminense. igualmente predatórias. Dois mananciais destacam-se na Pedra Branca: o do Rio Grande e o do Rio Camorim. encontra-se ainda o Museu Nise da Silveira.vários bairros da Zona Oeste e da Baixada de Jacarepaguá. XIX e constituíam as principais fontes de abastecimento da região. Como já registrado. café e pecuária. para o estabelecimento de uma reserva florestal e ampliação do açude e dos sistemas de tratamento e 324 . executada na segunda metade do séc. Na época também foi desapropriada pela União a área do manancial do Camorim. uma instituição pública de saúde.024m de altitude. Durante o séc. ao qual seguiram-se os ciclos da cana-de-açúcar. Foi então aberto o Caminho da Grota Funda. o Parque e o seu entorno dispõem de construções de interesse cultural como o antigo aqueduto. no Maciço da Pedra Branca. com obras do artista Artur do Bispo do Rosário. José Zanini Caldas. a ocupação do Maciço data do final do séc. principal acesso ao Parque. Além do variado patrimônio natural. pertencentes à fazenda do Barão da Taquara. Dentro do Parque situa-se o ponto culminante do município. na Colônia Juliano Moreira. que deu origem à mais importante via de ligação entre as Baixadas de Jacarepaguá e de Sepetiba. propriedade de porte.

Entre as matas selecionadas em todo país. acima da cota de 300m de altitude e. hoje intensamente explorado no Maciço. Caboclos. de 06/07/1961. estabeleceu como Reserva Biológica a área compreendida entre a região de Camorim e Pau da Fome. o Major Archer estudou. Quininha. e viveu até falecer. Na mesma época. de 08/02/1967. localizada no Sopé do Morro do Cabuçu. como pela tecnologia empregada nas benfeitorias. Piraquara e Curicica. o Governo do Estado do Rio de Janeiro vem desenvolvendo o projeto Floresta da Pedra Branca. com o objetivo de realizar a implantação definitiva do Parque e a valorização de suas florestas. Nas primeiras décadas do séc. Guaratiba. O cultivo da laranja. com a denominação de Parque nacional do Rio de Janeiro. ¾ Parque Nacional da Tijuca – (Decreto Federal n° 50. Na década de 30. Umas das fazendas pioneiras na cultura de laranja foi a Fazenda Independência. Em 1988. protegendo as florestas sob jurisdição federal. Esses sistemas são hoje marcos históricos da engenharia hidráulica fluminense. aprendeu e ensinou silvicultura. XIX ao Major Manoel Gomes Archer.distribuição de água. 325 . foram instituídas pelo Governo Federal as florestas protegidas pela União. Em 1963. chegou a ocupar algumas encostas do Maciço da Pedra Branca. Engenho Novo de Guaratiba. contida dentro da área de proteção. A tutela do Parque Estadual da Pedra Branca é da Fundação Instituto Estadual de Florestas. como a construção dos Pórticos do Camorim e do Pau da Fome e a criação de um Horto Florestal na Colônia Juliano Moreira. XX ocorreu uma intensa subdivisão das fazendas e iniciou-se o plantio de banana. tendo sido criado o Parque Nacional da Pedra Branca em 1974. Algumas metas do projeto já foram atingidas. o Maciço da Pedra Branca foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação. Nesta Fazenda. o Município do Rio de Janeiro criou a APA da Pedra Branca. diversas se localizavam no Maciço da Pedra Branca como as do Camorim. Decreto Federal n° 60. tanto pelo porte das obras realizadas. responsável pelo reflorestamento das matas da Tijuca. que pertenceu durante a segunda metade do séc. que se desenvolveu em grande escala no estado do Rio de Janeiro. Desde o início da década de 90. visando a preservação dos mananciais. após a década de 20. Batalha. segundo o historiador Magalhães Corrêa.923. todas com captação d’água para abastecimento da cidade.183. em 1990. apenas se ausentando para reflorestar Petrópolis em 1874. fez como que o poder público instituísse medidas legais para a preservação das matas do Maciço da Pedra Branca e dos seus mananciais. A necessidade de aumentar o volume da água distribuída aos subúrbios cariocas. para dar suporte aos trabalhos de reflorestamento. Magalhães Corrêa já defendia a proteção urgente das florestas da Pedra Branca. em 1905. Rio grande. que altera o nome para Parque Nacional da Tijuca e estabelece as dimensões e demais características atuais). que cresceram intensamente a partir dos anos 50. Colônia.

sem dúvida. É fruto de um longo processo de reflorestamento. Em 25 anos de 326 . a floresta hoje existente não é a original.A exuberância da Mata Atlântica pode ser apreciada no Parque Nacional da Tijuca. A iniciativa de maior repercussão foi. Isto porque. significa picada. além da execução de diversos reservatórios próximos aos mesmos. como objetivo de recuperar os principais mananciais de água que abasteciam a cidade. No início do séc. ambos sob sua responsabilidade administrativa. descortinando-se ora a Lagoa Rodrigo de Freitas e o litoral de Copacabana. Esta iniciativa não surtiu os efeitos desejados e a crise da água agravou-se. ora a Baía de Guanabara e o relevo da Serra do Mar ao fundo. em seus 3.360 há. o governo Real proibiu pela primeira vez a derrubada de mata nos mananciais dos rios Paineiras e Carioca. como objetivo de proteger e recuperar os principais mananciais. o visitante encontra um clima fresco e a possibilidade de inúmeros passeios. As matas primitivas eram cortadas por inúmeros caminhos que ligavam as áreas interioranas da região ao litoral. durante os séculos XVII e XVIII. as nascentes dos rios foram prejudicadas pelo desmatamento e o abastecimento d`água à sede da colônia tornou-se crítico. Ipanema e Leblon. localizados na região e principais responsáveis pelo fornecimento de água à cidade. sendo considerado um dos maiores parques urbanos do mundo. caminho ou estrada que leva ao mar. Somente em meados do séc. Breve Histórico: O nome tijuca. principalmente de café. XIX. onde os caminhos formam verdadeiros túneis verdes e a luz penetra de forma difusa. XIX. além de contribuir para a contenção das encostas do Maciço da Tijuca. Durante os 13 anos de atuação do Major Archer foram plantadas cerca de 80 mil mudas de variadas espécies de árvores exóticas e nativas. Em 1991. sob a condução do Major Manuel Gomes Archer e do administrador Thomas Nogueira da Gama. o Governo Imperial tomou medidas mais drásticas. o reflorestamento da região devastada. em reconhecimento da importância de seu acervo natural para o ecossistema mundial. Em conseqüência. De seus mirantes pode-se ter uma vista privilegiada. Thomas da Gama reflorestou a região de Sumaré e das Paineiras. A empreitada foi iniciada em 1861. tanto da Zona Sul quanto da Zona Norte da cidade. as matas foram praticamente devastadas para dar lugar a diferentes plantações. na qual se localizavam o manancial e o aqueduto do rio Carioca. É o único Parque Nacional do Brasil localizado em área urbana. Enquanto o Major Archer recuperou as matas da região da Tijuca. iniciando a desapropriação de terras particulares. A massa florestada existente no Parque e nas áreas que o circundam desempenha o papel de redutor da poluição e de amenizador do clima da cidade. realizada durante a segunda metade do século XIX. Entretanto. de origem indígena. foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO. Naquele ambiente de floresta.

301.(Decreto Municipal n° 11. já que nela registram-se as temperaturas mais baixas da cidade. O trabalho da dupla durou até 1888. a APARU apresenta um grande e variado acervo. lagos e mirantes. Após o esforço realizado pelo Império no final do séc XIX. pontes. além de ter ampliado e melhorado a rede de trilhas e caminhos de acesso ao Silvestre. A presença do comércio e de serviços é pouco significativa. com a reintrodução de espécies animais que já haviam desaparecido.administração. A área de proteção ambiental abrange todo o bairro do Alto da Boa Vista e parte do bairro do Itanhangá. Predomina na região o uso residencial. o coronel Gaston de Robert d`Escragnolle assumiu a tarefa de cuidar da floresta da Tijuca. com o auxílio do paisagista Roberto Burle Marx. e voltou-se principalmente para o embelezamento da área que recebeu jardins de estilo francês. mudou a feição atual do Parque. às Paineiras e ao Corcovado. de 21/08/1992. Thomas da Gama plantou mais de 20 mil mudas de árvores. concentrando-se no 327 . O Parque Nacional da Tijuca foi criado em 1961. Sendo assim. Sua tutela pertence ao IBAMA . Os últimos melhoramentos no Parque foram realizados na Estrada das Paineiras. sob a forma de monumentos naturais e culturais.Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. a direção do Parque promoveu o repovoamento da fauna das matas. Em 1874. sob o nome de Parque nacional do Rio de janeiro. Pretende também promover a sua revitalização. Na década de 70. Somente em 1944 a atividade de recuperação e manutenção sistemática da cobertura vegetal foi retomada. A paisagem dominante é a de mata. distribuído em seus inúmeros recantos. contribuindo para aumentar o número de visitantes na região durante aquele período. foram plantadas mais de 35 mil mudas no período. alterado pelo Decreto Municipal n° 12. A APARU do Alto da Boa Vista. O objetivo principal da Unidade é o de proteger e recuperar o patrimônio ambiental da área de entorno do Parque. de 30/08/1993). a floresta enfrentou quase meio século de abandono. tanto pela presença da vegetação exuberante quanto pelo clima ameno. Ainda assim. sob a supervisão do industrial Raymundo Ottoni de Castro Maia que. que cobre suas encostas e penetra nas áreas ocupadas.242. chamando a atenção as belas mansões construídas no início desse século. estando em seus limites grande parte do Parque Nacional da Tijuca. tendo como colaborador o botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou. tendo recebido a atual denominação em 1967. mediante o incentivo à prática de novos usos e atividades que sejam complementares àquelas praticadas no Parque Nacional da Tijuca.183 há. ¾ APARU do Alto da Boa Vista . por ocasião da Conferência Nacional das Nações unidas para o meio Ambiente e Desenvolvimento – ECO 92. com 3. situa-se em região considerada privilegiada.

XIX. então. atraindo novos usos. às custas da grande disponibilidade de terras e da fertilidade natural do solo da floresta.entorno da praça Afonso Viseu e no polígono formado pelas ruas Itapirucu. à qual pertencia toda a vertente norte da serra da Tijuca e seus arredores. Neste último período também ocorreram o declínio e a paralisação das atividades industriais no bairro. intensificaram a ocupação do Alto da Boa Vista. estrada de Maracaí e Estrada de Furnas. não só pelos cariocas como pelos turistas. cujo nome acabou denominando o futuro bairro. A ocupação da área ocorreu a partir do início do séc. XIX. que se expandiram na segunda metade do séc. Breve Histórico: Os registros indicam que até o final do séc. destacando-se a Companhia Franco Brasileira de Papel. ingleses e holandeses. A consequ6encia inevitável deste quadro foi a necessidade de reflorestamento. Em menos de 50 anos. a Companhia Industrial de Papel e Cartonagem e o Lanifício Alto da Boa Vista. O plantador pioneiro foi o francês Aymar Marie Jacques Gestas. A região dispunha de jazidas de granito negro de excelente qualidade. que alterou radicalmente a paisagem da região. inclusive atividades fabris. iniciado em meados do séc. devido às boas condições climáticas da região e à recuperação dos mananciais de água. surgiram os primeiros núcleos de população de baixa renda. As primeiras fábricas concentraram-se na Estrada das Furnas. XX. XVIII o atual bairro do Alto da Boa Vista não era ocupado. o Conde Gestas. fruto dos processos de reflorestamento. Nesta época a região era de propriedade da Sesmaria dos Jesuítas. atraídos pelas indústrias. em conseqüência da chegada da Família Real ao Rio de janeiro. que também fugiam do conturbado cenário político europeu. que iniciou o cultivo do café e da cana-de-açúcar em sua Fazenda da Boa Vista. está proibida em todo o Maciço da Tijuca. Abrange toda a orla 328 . tais práticas levaram à destruição da vegetação nativa. em 1897. A cafeicultura disseminou-se. A decadência da cafeicultura e a chegada do bonde. traduz-se em um dos cartões postais da cidade e um local dos mais procurados para o lazer.272. alguns estrangeiros introduziram a produção de café em toda a região. de 06/07/1988) Compreendendo uma área de 248 há. como ficou nacionalmente conhecido. Surgiram então diversos estabelecimentos industriais. Atualmente a extração do granito preto da tijuca. Entre 1926 e 1931. à redução dos mananciais de água e ao esgotamento dos solos. cuja exploração para fins ornamentais foi tão intensa nas últimas décadas que praticamente levou ao esgotamento de suas reservas. ¾ APA da Orla Marítima – (Lei Municipal n° 1. Por volta de 1816. A transferência da corte portuguesa para o Brasil aumentou o fluxo de imigrantes franceses.

de autoria do arquiteto e urbanista Lúcio Costa. Ipanema. além de implantar estacionamentos. Na segunda metade dessa década foi desenvolvido um plano urbanístico para a região. em função das dificuldades de acesso a partir da Zona Sul. numa extensão total de mais de 30 km. ¾ APA da Paisagem – Área do Pontal Não constam informações descritivas disponíveis. 3 e 4). em 1988. Sua área total é de 68. ¾ APA dos Pretos Forros 329 . numa extensão total de mais de 30km. São Conrado e Barra da Tijuca. visando organizar as atividades comerciais que proliferaram ao longo de toda orla. Com a criação da APA. Na ZOC 3 temos uma área non aedificandi. Acerca da orla da Barra da Tijuca. as calçadas e as faixas de areia. a ocupação somente ocorreu em meados da década de 60. a Prefeitura implantou o projeto Rio-Orla. com 18 km de extensão. Abrange uma gleba particular (CATISA). Copacabana. compreendendo as vias. 2. que abriga fragmento de restinga scrub. as calçadas e as faixas de areia. apenas sua localização.Pedra de Itaúna e Morro do Amorim.marítima dos bairros do Leme. Copacabana. possuindo nos arredores duas áreas tombadas . com 2. Nos anos de 1991 e 1992. Breve Histórico: Abrange toda a orla Marítima dos bairros do Leme. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro tem a sua tutela. A gestão da área cabe a SMAC. degradado. A Floresta Paludosa Costeira possui 16ha da ZVS. quiosques de alimentação e postos de salvamento nos locais que ainda não dispunham desses equipamentos. compreendendo as vias. Leblon. ¾ APA das Tabebuias – (Decreto n° 18. que procurou conciliar os novos padrões de ocupação com a preservação ambiental. margeada pela Avenida Salvador Allende e Avenida das Américas. ciclovias. inclusive a ZVS. sendo que 41% foram definidas como Zona de Vida Silvestre – ZVS (≈25.53ha. mas a mesma continua sendo propriedade privada. São Conrado e Barra da Tijuca. comercial e serviços. os outros 59% são Zonas de Uso urbano (ZOC`s 1.27ha).119 de 08/12/99) A APA das Tabebuias é o resultado de uma ação de emergência para preservar o último grande remanescente da Floresta Paludosa Costeira de Caixeta do Município do Rio de Janeiro. Ipanema. Leblon. foi reconhecida a importância de toda a orla litorânea como patrimônio paisagístico e como equipamento de turismo e lazer do Rio de Janeiro. de autoria do engenheiro Sérgio Dias. Está situada entre os bairros da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.57ha. residencial.

de 10 de junho de 1934”. Além das Unidades de Conservação Ambiental citadas. III . existem presentes na Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá alguns patrimônios naturais tombados por lei estadual e municipal que estarão sendo descritos no item seguinte _ Patrimônio Histórico. na largura mínima estabelecida no artigo 14 do Decreto n° 26.Sobre a proteção das margens e leitos de rio.Projeto de Alinhamento de Orla de Lagoa ou Laguna (PAOL). é demarcada pela Superintendência Estadual de Rios e Lagoas - SERLA.. criando o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e regulamentando a Constituição Estadual sendo pertinente atentar para as determinações do Capítulo V – da Proteção dos Corpos d’água e dos Aqüíferos. merecendo destaque: Art. cabe destacar para a demarcação das faixas marginais de proteção de corpos hídricos conforme já mencionado no Capítulo 5 _ Legislação Aplicável e de Pertinência sobre a Área de Influência das Intervenções. obedecidos os princípios contidos no artigo 1° do Decreto-Lei n° 134.Projeto de Faixa Marginal de Proteção (FMP) 330 .239 de 02 de agosto de 1999 a qual Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos. Natural e Arqueológico. A competência estadual resgata a aplicabilidade da Lei 3.Não constam informações descritivas disponíveis. apenas sua localização. Ainda no que diz respeito às áreas protegidas por lei. Faixa Marginal de Proteção (FMP) A Faixa Marginal de Proteção (FMP) nos limites da definição contida no artigo 2° da Lei n° 4. de 16 de junho de 1965 e artigos 2° e 4° da Lei n° 6.938.771 de 15 de setembro de 1965.33. de 31 de agosto de 1981. lagoas e lagunas por: II .643.

INSERIR MAPA ÁREAS ESPECIAI S DE PROTEÇÃO – UNIDADES DE CONSERVAÇÃO 331 .

(4) Quiosque Oxumaré na Barra da Tijuca. Rua vista Nova e a Via 4 PAL 897 do PAL 31. (3) Fonte d`Outono em Jacarepaguá. (5) do Cantagalo. (2) do Urubu. quais sejam (1) sambaqui da Lagoa de Marapendi e (2) sítio do Recreio dos Bandeirantes. por competência tem-se: • De Competência Estadual: (1) Morro do Portela no Recreio dos Bandeirantes. (6) Pedra de Itapoâ próximo ao Canal das Taxas também no Recreio dos Bandeirantes. (3) Igreja Nsa Loreto também na Freguesia. Itanhangá e Gávea. Não existem informações que permitam espacializar esta área. não existem informações precisas sobre sua localização oficial. ZE-5 – Barra da Tijuca. não tendo sido possível. Abelardo Bueno. (5) Casa do Pontal e Coleção de Arte Popular no Recreio dos Bandeirantes. circunscrição da XXIV RA. por obra de vontade humana. (7) Pedra de Itaúna na Barra da Tijuca e (8) Pedra da Gávea no limite Joá. (3) Igreja Nsa da Pena na Freguesia. (2) Represa e Açude do Camorim no bairro do Camorim. Como Sítios Arqueológicos foram identificados dois acervos na AII. • De Competência Municpal:os morros localizados no bairro do recreio dos Bandeirantes (1) do Rangel. quais sejam por competência: • De Competência Federal: (1) Colônia Juliano Moreira em Jacarepaguá. (4) Casa da Fazenda do Engenho d´Água.Patrimônios Históricos. (2) Açude do Pau da Fome no Tanque. através do Tombamento Municipal em 27/03/2001 (Lei n° 3. localizá-los em mapa. (6) Capela Nsra do Monte Serrat • De Competência Municipal: (1) Educandário Nsra da Vitória na Praça Seca. que não as destinadas a lazer. Naturais e Arqueológicos Quanto aos patrimônios históricos foram identificados na Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá os seguintes bens históricos tombados. (4) Capela São Gonçalo do Amarante no Gardênia Azul. Ayrton Senna com a Av. (2) Casa da Fazenda da Taquara. no bairro que lhe atribui o nome. (2) Fazenda Catambry na Freguesia. • De Competência Estadual: (1) Reservatório do Tanque no bairro de mesmo nome. assim. (5) Represa e Açude do Camorim no Camorim. Quanto aos patrimônios naturais. edificações ou alterações de qualquer espécie. Contudo. no bairro Gardênia Azul.202) Fica impedida nesta área a realização de construções. próximo ao entroncamento da Av. (4) do Amorim .418. 332 . permanente ou temporária. Rua João Geraldo Kulman. (6) Área delimitada pelas Avenidas João Paul Satre.

concheiro. de categoria Pré-Colonial. ¾ Sítio do Recreio dos Bandeirantes (Não constam outras descrições no IPHAN) 333 . com exposição à céu aberto.¾ Sambaqui da Lagoa de Marapendi. do tipo berbigueiro.

INSERIR MAPA AII ÁREAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO – PATRIMÔNIOS HISTÓRICO E ARQUEOLÓGICO. 334 .

de utilidade pública (Lei Estadual no. bem como a elaboração de campanhas de conscientização ambiental para a preservação do meio ambiente de modo geral. (5) Amol – Associação de Moradores da Orla da Lagoa. Desde então. (1) ACIBARRA – Associação Comercial e Industrial da Barra da Tijuca.1. Quanto as Organizações não Governamentais (ONG`s) atuantes na região destacam-se: • Ecomarapendi A Associação Projeto Lagoa de Marapendi é uma entidade não governamental. As associações de moradores dos bairros que integram a AID _ XXIV RA Barra da Tijuca serão consideradas em abordagem oportuna. desenvolvendo estudos e ações de informação. (3) Rotary Club da Barra da Tijuca. organismos de governo. Principais Associações Representativas e Organizações não Governamentais Como principais Associações representativas que atuam de um modo geral na Área de Influência Indireta citam-se. a Ecomarapendi vem ampliando sua equipe técnica e suas áreas de atuação.3. (1) Pacto de resgate Ambiental .9. uma vez que. (2) Projeto Limpe sua Barra . a partir da ocupação desenfreada da região. (2) Câmara Comunitária da Barra. Grande Canal 52). A Fundação está sediada na antiga Ilha da Fantasia (Av. Preservar para Usar”. com foco em duas áreas principais. (1) os ecossistemas costeiros e (2) os resíduos sólidos. Foi criada em 1989 com o objetivo de despertar na comunidade o interesse e a responsabilidade pelas questões ambientais. assim como pela busca de soluções para os problemas identificados. (6) APEDEMA – Assembléia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente. quais sejam. (3) apoio para a confecção da Carta Náutica junto ao Crea/RJ. desencadeou uma campanha de recuperação e valorização da área. comunicação e educação ambiental. • Instituto Cultural e Ecológico Lagoa Viva Fundada em 16 de Fevereiro de 2000 tem como objetivos principais a promoção e organização de projetos para a recuperação das lagoas. Atuando em conjunto com a comunidade. (4) Barralerta. utilizando como tema central a Lagoa de Marapendi: “ Usar para Preservar. entre outros.7. universidades e lideranças empresariais. tendo já 27 ações realizadas. de todo o Sistema Lagunar da Barra e Jacarepaguá. desde a época de sua criação. 2815. 3 eventos. sem fins lucrativos. destacando-se. as agressões ambientais sofridas pelo complexo lagunar da Baixada de Jacarepaguá já eram alarmantes. • SAVE – Serviço de Apoio Voluntário à Emergência 335 . de 31/10/97).

tendo somado mais de 100 atendimentos de acidentes automobilísticos realizados no primeiro ano de atuação nessa região. Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá. (4) grandes distâncias a serem vencidas. do Conselho Federal de Medicina e Portaria no. planejado em obediência às determinações da Resolução CFM no. muitas vezes.608. (2) freqüente acontecimento de múltiplas ocorrências. prestando os primeiros socorros e estabelecendo contactos com as autoridades competentes conforme a necessidade. são treinados sistematicamente para estas atividades e submetidos a reciclagens periódicas. de 18 de fevereiro de 1998. nos termos da Lei 9. entre o local do acidente e a ambulância mais próxima. fazendo a proteção do local do acidente (evitando acidentes secundários). médicos e para-médicos. 336 .O SAVE é um projeto sem fins lucrativos. A principal área de atuação é no apoio à vítimas de acidentes automobilísticos. O Projeto SAVE tem por objetivo o apoio às vítimas de situações de emergência e é executado por voluntários que buscavam uma forma direta de ajudar a salvar vidas e diminuir sofrimentos. (3) baixo risco de assalto e outras violências contra os voluntários durante a madrugada devido ao policiamento na região. O atendimento é realizado na Barra da Tijuca. 814/GM de 01 de junho de 2001 do Ministério da Saúde. 1529. devendo ser seguidos os protocolos internacionais de atendimento. Os voluntários. A escolha dessa área de atuação para atendimento deveu-se aos seguintes fatores: (1) alto índice de acidentes. desde o dia 22 de abril de 2000.