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ANAIS

CONHECE-TE A TI MESMO ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO E DE OPERAÇÕES

Espaço reservado para a comissão organizadora


(não escreva nada nesta área)

Resumo
O artigo propõe uma discussão crítica acerca dos fundamentos epistemológicos, ontológicos e
metodológicos que embasam tanto a teoria quanto a prática das estratégias de produção e de
operações. Para tanto, a partir dos trabalhos de Hayes (2004) e de Slack (2005), são apontadas
lacunas que permeiam esse campo da Administração. Neste ponto contextualiza-se, na
perspectiva da metodologia reflexiva, o papel do pesquisador e as possíveis contribuições do
da crítica para o aperfeiçoamento das pesquisas acadêmicas e gerenciais no âmbito das
estratégias de produção e de operações.
Palavras-chave: Pesquisa. Estratégia de Operações. Pesquisador. Crítica.

Para começar
Existe uma característica peculiar à área de gestão de operações que a posiciona como
uma, digamos assim, entidade híbrida. Um pé na prática acadêmica e outro na prática de
gestão. Não que outras áreas da administração não possuam perspectiva semelhante, mas, de
fato a tenuidade da linha que divide estes dois campos práticos na área de gestão de operações
é evidente. Isto tem suas implicações positivas diretas, por exemplo: uma produção mais
intimamente atrelada à prática de gestão pode oferecer perspectivas imediatas mais palpáveis
para os problemas de gestão de operações. Afinal, se não for para contribuir diretamente com
a evolução, melhoria, aperfeiçoamento e inovação nas práticas de gestão de operações, por
que pesquisar na área?
Este artigo constrói conversões e convergências, na linha de Fachim (2003) entre
formulações discursivas complementares para a área de gestão de operações. Mais
especificamente, delineia a busca de caminhos para o aporte na estratégia de operações das
narrativas/perspectivas em desenvolvimento na estratégia geral. Trata-se de uma construção
justificada a partir da visão de Slack (2005), quando este afirma que se as operações devem
desempenhar um papel sério no auxílio à estratégia competitiva é vital que os conceitos da
estratégia de operações explorem a utilidade de frameworks nucleares (neste caso referindo-se
às RBT – Resource Based Theories) para a corrente principal da gestão estratégica.
Nossa proposta é a construção, articulação, entre conteúdos da estratégia de produção
e de operações e conteúdo da estratégia geral à luz da discussão dos posicionamentos de
pesquisa. Para a construção de uma perspectiva de estratégia de produção e de operações
tomamos por base as proposições de Hayes (2004) e de Slack (2005). Na perspectiva da
estratégia geral trouxemos a tona a discussão dos pressupostos ontológicos e epistemológicos
da área, com especial atenção para a discutibilidade das hipóteses da Vantagem Competitiva,
além da proposta da estratégia enquanto prática.

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O percurso metodológico deste artigo pode ser interpretado na perspectiva da


metodologia reflexiva, ou seja, onde se busca pensar sobre as condições, no contexto teórico,
cultural, político, que direcionam nossa produção de conhecimento (VERGARA, 2005).
Nesse sentido, os resultados espelham uma esboço, uma construção em andamento, que toma
por base resultados de uma pesquisa de mestrado e avança na direção de um projeto de
doutorado
Gestão de operações: economias diferentes, visões diferentes
Começamos aqui a construção das marcas para a conversão entre as abordagens da
estratégia de produção e de operações e os andamentos recentes da estratégia geral,
delimitando alguns aspectos de desafios para a pesquisa na área de gestão de operações a
partir da macro-visão construída por Hayes (2004).
Hayes (2004) faz uma reflexão quanto ao conteúdo de gestão de operações frente às
mudanças de mercado impostas pela “nova economia”. Referindo-se especificamente às
empresas na área de TI, o autor afirma que os princípios tradicionais dos cursos de gestão de
operações não são sólidos o suficiente para que ainda possam ser aplicados às operações da
nova economia.
Para Hayes (2004, p.172), há pressuposições básicas que a maioria de nós tende a
fazer ao iniciar um pensamento em gestão de operações. Pressuposições que estão tão
arraigadas em nossos processos de pensamento que “raramente nos damos conta de como
[elas] influenciam fundamentalmente a maneira como olhamos para o mundo (diz-se que a
última coisa que um peixe descobre é a água) e definimos nosso domínio”. O autor aponta
cinco dessas pressuposições arraigadas. Primeiro, temos a perspectiva de que a unidade
organizacional de análise é a unidade operacional. A segunda pressuposição é a de que a
gestão de operações está basicamente preocupada com ‘produtos’ e ‘processos’ estáveis. A
terceira pressuposição é a de que a atividade dominante do administrador de operações é
controlar o fluxo de materiais (e/ou de informações) através de uma seqüência de etapas no
processo. A quarta pressuposição é a de que uma preocupação maior dos administradores é
reduzir o custo variável de produção. A quinta e última pressuposição é a de que os
concorrentes são os inimigos e a chave para vencê-los está na diferenciação.
Um consideração importante apontada por Hayes (2004, p. 177) é o lugar de
“protagonista” que as configurações de redes inter-produtos, usuários e organizações tem na
nova economia. “A implicação disso tudo é que o papel da área de Produção e Operações não
se encontra mais confinado à gestão da produção [...] através de uma série de passos dentro de
um único-empreendimento”. Logo, cooperação e competição passam a ser duas faces de uma
mesma moeda e compatibilidade assume, tanto quanto diferenciação, papel preponderante no
sucesso de uma empresa.
Dentre os desafios colocados pela nova economia à gestão da produção e de operações
deve-se considerar que, independente do rótulo nova ou velha economia, cada vez mais
empresas tradicionais estão combinando suas atividades tradicionais com as novas
perspectivas da economia digital. Por outro lado, as empresas da nova economia não
prescindem da necessidade de desenvolver habilidades e ferramentas necessárias para
funcionar com eficiência. Estas empresas da nova economia devem, portanto, “dominar as
habilidades ocultas e supostamente obsoletas da gestão de operações da Velha Economia”
(HAYES, 2004, p.183).
Para Hayes (2004, p. 183), nestecontexto, “a tarefa dos administradores[...] não é
simplesmente criar novas teorias, estruturas e ferramentas pra gerenciar as operações da Nova
Economia, mas também aprender como fazê-las crescer, gerenciá-las e equilibrá-las com
operações tradicionais dentro da mesma organização”.

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Como síntese para o que propõe Hayes (2004, p. 183) no desenvolvimento da pesquisa
em gestão de operações em face dos desafios da nova economia, pode evidenciar que as
teorias existentes precisam ser revisitadas na busca do extrato do que é válido para a “nova”
realidade, “explorando esse novo mundo caso a caso, descobrindo gradualmente onde a teoria
existente ainda fornece diretrizes e desenvolvendo novas teorias onde ela não se aplica”.
Estratégia de operações: ajuste entre as práticas acadêmicas e gerenciais
Procuramos nesta seção delimitar os aspectos específicos do contexto “pesquisa em
estratégia de operações” a partir da construção de Slack (2005).
Slack (2005) toca em pontos de inquietação que devem permear as práticas de
pesquisa da daqueles que percebem as limitações do corpus teórico da estratégia de produção
e de operações fora dos domínios industriais. Na verdade, ao evidenciar a noção de
servitization, Slack (2005) mina inclusive suposições da própria estratégia de manufatura no
contexto contemporâneo.
Sempre no contexto de comparação entre as percepções dos profissionais da área e as
práticas de pesquisa acadêmicas, a discussão proposta por Slack (2005) começa com o
questionamento da importância relativa da estratégia de operações em relação a outros tópicos
da área. A estratégia de operações aparece em primeiro lugar na perspectiva dos acadêmicos.
Para os profissionais da área, entretanto, ocupa apenas o 7º lugar do ranking atrás de tópicos
como: qualidade, cadeia de suprimentos, JIT e produção enxuta, planejamento e controle, e
projeto do processo. Para o autor, isto indica que, mesmo com as limitações de seu método,
devemos também considerar a possibilidade de que as idéias vinculadas às noções atuais de
estratégia de operações ainda sejam mais interessantes intelectualmente do que relevantes na
prática.
Um segundo questionamento de Slack (2005) é quanto ao verdadeiro nível de reflexo
das práticas de operações na estratégia de operações. Qual seria o escopo próprio da
estratégia de operações? Trata-se da ampliação da noção de estratégia de manufatura para a
área de serviços? Ou estamos lidando com uma expansão do escopo da área de produção nas
empresas de manufatura de modo a incluir processos não centrais de produção? Ou ainda, um
terceira possibilidade, podemos tratar de estratégia de operações e processos com a intenção
de abordar toda a organização e não apenas a perspectiva funcional? Enfim, a questão central
é: pode a matéria abarcar um desenvolvimento da função operações tanto no setor de
manufatura quanto no de serviços, e também a gestão dos processos nas funções de operações
e não-operações?
O terceiro ponto abordado por Slack (2005) evidencia a abrangência que área de
serviços tem alcançado mundialmente no campo das atividades econômicas, de longe
superando o setor de manufatura. Ao mesmo tempo, enfatiza nossa forte ligação com o
desenvolvimento da estratégia de manufatura. Não que isso seja negativo. Como aponta o
autor, há várias justificativas plausíveis para dominância da pesquisa em estratégia de
manufatura em detrimento da pesquisa em estratégia de operações. Nesse caso, estamos
rotulando de operações as atividades de produção posicionadas num contexto de serviços.
O suposto descompasso apontado por Slack (2005) entre a pesquisa em estratégia de
operações e as reais necessidades dos profissionais da área complica-se mais ainda quando
assimilamos a noção de que, mesmo no setor de manufatura, a falta de um desenvolvimento
sério em estratégia de serviços está atravancando a contribuição da estratégia de operações no
campo da gestão da produção e operações. Nessa perspectiva o autor desenvolve a noção de
Servitization. Que, segundo autor, ainda precisa ser melhor desenvolvida numa busca de
separar a pesquisa séria do senso comum já estabelecido quanto ao assunto.
Segundo Slack (2005) Servitization é um termo genérico para toda a estratégia que
procura mudar a maneira com que a funcionalidade do produto é entregue a seus mercados. É
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um indicador importante do modo pelo qual muitas indústrias tendem a se desenvolver. A


Servitization tem duas dimensões distintas - elasticidade e amplitude. Elasticidade significa a
extensão com que uma empresa avança na suply chain. E a amplitude significa o número de
componentes de serviço oferecidos aos clientes em cada estágio da cadeia.
É Importante destacar que para Slack (2005) também deve haver reflexão adicional
sobre insights comparativos gerados por construtos já existentes no campo da estratégia de
operações. Para o autor, é relevante questionar a profundidade das reflexões nas conceituações
e motivações subjacentes de modelos importantes da estratégia de operações, como, por
exemplo, o modelo de critérios competitivos qualificadores e ganhadores de pedidos.
Para Slack (2005) os pilares teóricos do campo da gestão e estratégia de operações são
um tanto diferentes de outros temas acadêmicos da administração, são mais truncados, uma
mistura de imputs acadêmicos bem diferentes e alguns campos de aplicação práticos. Mesmo
assim, o autor o considerada que o inabalável foco prático da gestão e estratégia de operações
acadêmica pode ser posto em xeque frente às reais práticas empresariais de operações da
atualidade.
Slack (2005) questiona ainda se a disciplina de estratégia de operações, com sua
influência do mundo da prática gerencial, poderia erguer-se ao nível de abstração requerido a
qualquer área de estudo que se pretende verdadeiramente estratégica. Nesse caso, a função de
operações deveria ser idealmente estabelecida para explorar a experiência operacional
cotidiana a partir também do entendimento que no processo estratégico podem surgir as
estratégias emergentes propostas por Mintzberg e Waters (1985). Neste caso o posicionamento
da estratégia de operações é o de compatibilizar as perspectivas “de cima para baixo” e “de
baixo para cima” na estratégia.
Podemos ver em Slack (2005) que essas perspectivas de cima para baixo, de baixo
para cima, de dentro-para-fora e de-fora-para-dentro são confundidas e misturas por alguns de
nós que pesquisam na estratégia de produção e de operações. O autor abre uma porta para
reconhecermos que provavelmente existe uma falsa dicotomia entre as perspectivas de
dentro-para-fora e de-fora-para-dentro na estratégia de operações, já que a maioria do que é
produzido na área reconhece em algum âmbito ambas as perspectivas, mesmo que um
trabalho tenda a ser baseado em uma ou outra.
Por fim, ainda que apontando nossa dívida e vinculação explícita com a estratégia de
manufatura, Slack (2005) reconhece que atualmente a estratégia de operações representa um
corpo de conhecimento ao mesmo tempo intelectualmente estimulante e útil à pratica. Porém,
mais significativo que isto é a proposta que temos que olhar para frente e ver que a estratégia
de operações contém ainda muito potencial a ser explorado, podendo contribuir muito mais
para tanto para o desenvolvimento teórico quanto para o desenvolvimento prático da gestão da
produção e de operações.
A pesquisa e o papel do pesquisador
A partir das constatações do perfil da pesquisa em Estratégia de Produção e
Operações, como podemos enxergar nossa missão de pesquisadores na área? Nesta seção,
reconstruímos, a partir de Demo (1999), uma visão sobre a pesquisa e do papel do
pesquisador. Esta reconstrução serve como base e ao mesmo tempo justifica a reflexão
proposta neste artigo.
Na ótica de Demo (1999, p.12) podemos enxergar o processo de pesquisa como um
espaço de ritos especiais com acesso restrito. Ritos ligados à trajetória acadêmica, “domínio
de sofisticações técnicas, sobretudo de manejo estatístico e informático”, além de destaque
privilegiado no espaço acadêmico. Apontamos assim, para o fato de que a pesquisa é

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conduzida também por atores sociais. O que quer dizer que temos pesquisadores também
enquanto fenômenos políticos.
A pesquisa enquanto produto de atores sociais implica em pesquisa com caráter
político. Por mais que o trabalho seja dotado de sofisticação técnica e se pretenda neutro não
prescinde da atividade política. A pesquisa “não se reduz a fenômeno político, mas nunca o
desfaz de todo. Por isso vale dizer: sabemos mais o que interessa. O que explica, em parte, por
que conhecemos muito mais como não mudar” (DEMO, 1999 p.14).
Com Demo (1999, p. 19) podemos partir para uma compreensão do caráter arbitrário e
do papel social da ciência. O papel de construção discursiva da ciência. Pois, ciência vive do
eterno desafio de “descobrir realidade que, sempre de novo, ao mesmo tempo se descobre e se
esconde”. Isto é essencialmente uma característica da realidade social. “O que se vê, de modo
geral, não é, nem de longe, a parte principal e, na conseqüência, o que está nos dados muitas
vezes é a manifestação secundária, ocasional, superficial”.
O pesquisador, na dimensão revelada por Demo (1999, p.20), é aquele que não
somente sabe acumular dados mensurados, mas, sobretudo “quem nunca desiste de questionar
a realidade, sabendo que qualquer conhecimento é apenas recorte”.
Cabe ao pesquisador reconhecer que há horizontes não-empíricos, que fazem parte da
realidade. E que há vertentes acadêmico-filosóficas que consideram fundamental que a
ciência tente captar esses horizontes. Assim, como também, que buscar não reduzir a
realidade ao tamanho do que se consegue captar (DEMO, 1999).
A construção de Demo (1999) propõe práticas de pesquisa com três horizontes
principais. O horizonte teórico, o horizonte metodológico e o horizonte prático.
A pesquisa teórica é indispensável para formulação de frameworks, para a lapidação
conceitual, para o domínio de perspectivas explicativas na história da ciência e para a
capacidade de criação discursiva e analítica. “[Diferente do] ‘teoricismo´, que faz teoria pela
teoria e vive da mera especulação, teoria faz parte inevitável de qualquer projeto de captação
da realidade, a começar pelo desafio de definir o que seja ‘real’ (DEMO, 1999 p. 21).
Segundo Demo (1999) para se captar uma “realidade” é preciso primeiro concepção
teórica dela. Isto, é óbvio, pode ser diferente para cada um, dependendo do que se define por
ciência, por método, ou do ponto de partida, ponto de vista, ideologia subjacente e
circunstâncias sociais envolvidas no processo. A realidade conhecida é sempre aquela
interpretada. O dado, muito mais do que achado, é resultado teórico. Porque para achar temos
antes que decidir o que achar e como achar.
A teoria, compreendemos com Demo (1999 p. 22), é “a retaguarda criativa do
intérprete inspirado”. Nesse caso, o domínio teórico significa “a construção [...] da capacidade
de relacionar alternativas explicativas, de conhecer seus vazios e virtudes, sua história, sua
consistência, suas potencialidades, de cultivar a polêmica dialogal construtiva, de especular
chance, possíveis caminhos outros ainda não devassados”.
Mergulhar neste primeiro horizonte de pesquisa, o horizonte teórico, é por
conseguinte também buscar luz para enxergar um segundo horizonte.
O segundo horizonte de pesquisa, a pesquisa metodológica, segundo Demo (1999, p.
24), pode soar estranha para alguns. Porque “predomina a expectativa de que método se
aprende, não se cria”. Mas o autor nos lembra que se teoria coloca a discussão sobre
concepções de realidade, método coloca a discussão sobre concepções de ciência. “Método é
instrumento, caminho, procedimento, e por isso nunca vem antes da concepção de realidade.
Para se colocar como captar é mister ter-se idéia do que captar”.
Demo (1999, p. 25) enfatiza que “é preciso lembrar que a distinção entre ciência e
outros saberes está no método. [...] Ciência é assumida como conhecimento metódico,

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cuidadoso, testado, e se possível verdadeiro”. Assim, a metodologia permite o lugar da


pretensão científica e o domínio da metodologia “define na prática quem é ou não cientista”.
Porém, a completude destes dois horizontes de pesquisa, o teórico e metodológico,
requer um terceiro horizonte para nos guiar.
No terceiro horizonte da pesquisa, a prática, segundo Demo (1999, p. 26-27), em sua
maioria as ciências sociais tornaram-se ou um produto tipicamente teórico, ou cópia teórica. O
que teve “repercussões drásticas, como o descrédito crescente das ciências sociais, cada vez
mais vistas como imponentes frente aos problemas que apenas estudam”. Mas, mesmo assim,
“não vale sacralizar a prática. Teoria e prática detêm a mesma relevância científica e
constituem no fundo uma só. Uma não substitui a outra e cada qual tem sua lógica própria”.
Para Demo (1999) a distância para com a prática em algumas áreas é compreensível.
Principalmente pelo temor do confronto, que condiciona às mudanças na teoria. Trata-se de
entender que a discussão crítica é importante no combate à petrificação das teorias, mas o
confronto com a prática é mais ainda. O contato com prática evidencia a pequenez de toda
construção teórica. Por isso, segundo Demo (1999, p. 27) “o que mais fomenta instabilidade
teórica e obriga a buscar alternativas é o confronto prático”.
Os diferentes horizontes de pesquisa levam, como afirma Demo (1999, p.29), a
reconhecer que “o critério mais pertinente, criativo, formal e politicamente, da cientificidade é
a discutibilidade: somente o que é discutível, na teoria e na prática, pode ser aceito como
científico”. Portanto, na nossa prática acadêmica podemos almejar uma completude que se
inicie em discussão teórica e metodológica, mas que invariavelmente procure contribuir para
em algum momento alcançar o horizonte da prática.
Paradigmas e racionalidade moderna na Administração
Vimos que deveríamos ter pelo menos três horizonte a considerar em nossas práticas
de pesquisa, mas de fato, como as práticas de construção do conhecimento vem se
desenvolvendo em nosso meio?
Há de modo geral no conhecimento científico há a noção de paradigmas. Pode-se dizer
que é uma questão desenvolvida a partir de Khun (1994). Mas de forma particular à
Administração, a proposta de Burrell e Morgan (apud BURRELL, 1999) oferece uma via para
a compreensão dos paradigmas sociológicos nos estudos organizacionais.
Em Burrell (1999) compreendemos que os paradigmas podem ser entendidos como
uma forma de ver o mundo e definir como este deveria ser estudado. Um ponto de vista
acordado e profundamente assentado que é compartilhado por um grupo de cientistas com
uma linguagem conceitual comun, na busca de um edifício conceitual comum e com uma
postura política muito defensiva em relação aos de fora.
Segundo Burrell (1999, p. 447 ), o estabelecimento dos paradigmas organizacionais foi
um tipo de “delimitação procusteana”, articulada numa tentativa de estabilização do campo.
A expressão é inspirada na mitologia grega. Procusto era um salteador sanguinário que
deitava suas vítimas sobre um leito de ferro para sacrificá-las, se as vítmas fossem menores
que o leito eram estiradas com cordas e roldanas, se fossem maiores a parte que sobrava lhes
era extirpada. Usa-se o termo “Leito de Procusto” para qualquer tipo de padrão que seja
aplicado à força, sem respeito por diferenças individuais ou circunstâncias especiais.
Burrell (1999, p. 450) destaca que a noção de paradigmas organizacionais forneceu
condições para que alguns analistas abraçassem outros quadros de referência, porém, o
problema de incompatibilidade entre os paradigmas é central dentre os problemas dos
paradigmas organizacionais. Por um lado há aqueles que criticam a incompatibilidade e
advogam formas de estabelecer Conversões entre os diferentes paradigmas, por outro há
aqueles que defendem que a incompatibilidade está não só na epistemologia, mas também na
política.
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Neste sentido, a discussão sobre paradigmas do conhecimento gira também em torno


também da legitimidade/legitimação das práticas de pesquisa. De forma simplificada pode-se
afirmar que em vários campos acadêmicos discute-se uma possível/necessária superação de
uma espécie de meta-paradigma contemporâneo, a racionalidade moderna. E o que seria essa
racionalidade moderna?
A racionalidade moderna, de um modo geral, pode ser entendida como o
estabelecimento da hegemonia do discurso científico moderno sobre as demais formas de
conhecimento. Disso tratam Koike e Mattos (2000), os trabalhos classificados como de
consciência pós-metafísica (MATTOS, 2002) ou consciência pós-moderna (MATTOS, 2003)
e Guerreiro Ramos (1989), de forma particular à temática de organizações.
Esta racionalidade moderna tem sua referência principal na filosofia cartesiana. O que
a move é a crença na capacidade do sujeito de melhor encontrar objetivamente as respostas
para todos os problemas da humanidade por meio do método científico. Assim, a modernidade
é profundamente marcada e até mesmo se confunde com a hegemonia do discurso científico.
A Administração enquanto ciência é uma clara demonstração do espírito de um tempo
e espaço marcados pela crença no meta-paradigma científico moderno. A Administração
Científica, sem querer diminuir toda a sua relevância prática e seu potencial teórico, pode-se
dizer que nasceu de nossa noção limitada, imatura, de ciência. Fato não só na nossa área, mas
também nas demais Ciências Sociais, como podemos notar em Capra (1992).
Na Administração, suposta ciência, tão nova e ainda em amadurecimento, há tentativas
de transições de paradigmas iluminadas por noções diversas de outras Ciências Sociais que já
vem questionando seus construtos discursivos e desenvolvendo um auto-conhecimento há
mais tempo. Mas, em sua maioria naturalmente, a pesquisa está em grande medida
direcionada pelo que Alvesson e Deetz (1999) classificam como consenso com um discurso
social hegemônico. Dessa forma, a produção de abordagens em busca de rompimentos
paradigmático, que podem ser rotuladas também de abordagens críticas, está limitada a uma
minoria.
A minoria “crítica” como apontam Vergara e Peci (2003), ao optar por metodologias
diferentes das tradicionais, acaba precisando dedicar mais espaço à argumentação sobre
aspectos epistemológicos e até ontológicos da pesquisa. De certa maneira tentando legitimar a
nova opção frente ao que já está consolidado e aceito no campo científico. Espaço
caracterizado também, obviamente, pela existência de relações de poder.
Não podemos deixar de concordar com Vergara e Peci (2003, p. 25) que os métodos
optativos requerem um processo “prévio e doloroso de desconstrução de esquemas
epistemológicos e ontológicos que orientam as escolhas metodológicas do pesquisador e,
paralelamente, a reconstrução de novos referenciais que orientarão futuras pesquisas”. Porém,
acreditamos também que é neste percurso que são moldadas importantes peças, de um grande
quebra-cabeças teórico-metodológico-prático que envolve nossa produção.
Pós-modernismo, teoria crítica e construção metodológica
O processo de descontrução epistemológica e ontológica das perspectivas “críticas,
mesmo enquanto minoria, ocupou um espaço próprio, de destaque, na pesquisa em
Administração nos últimos anos. Vemos isso como um leito de procusto da prática acadêmica,
mas não podemos deixar de registrar este momento como importante. Trata-se, genericamente
falando, da propagação, sob os rótulo de pós-modernismo e teoria crítica, de complexos
campos de proposiçoes discursivas.
Pós-modernismo e teoria crítica, segundo Alvesson e Deetz (1999) incluem foco na
natureza construída das pessoas e da realidade. Enfatizam a linguagem como um sistema de
distinções que são centrais no processo de construção social desta realidade. Argumentam
contra as meta-narrativas e os sistemas teóricos de larga escala. Tratam das relações entre
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poder e conhecimento e do papel das exigências técnicas nos sistemas de dominação.


Afirmam o caráter fluido e hiper-real do mundo contemporâneo. E a pontam nesses processos
o papel ocupado pelos dos meios de comunicação de massa pelas tecnologias de
informação.São discursos que evidenciam a narrativa/ficção/retórica como central para o
processo de pesquisa.
Para Wood Jr (1999), as abordagens pós-modernas e a teoria crítica são “frutas
maduras num supermercado de idéias mofadas”. Mesmo assim, podem oferecer perspectivas
de novas visões para a pesquisa em Administração.
Essas abordagens construiram um espaço privilegiado no que se denomina
internacionalmente Critical Management Studies e aquí entre nós Estudos Críticos em
Administração (PAES DE PAULA; ALCADIPANI, 2004).
Nos Estudos Críticos em Administração, enxergamos a Escola de Frankfurt e o pós-
modernismo (ou pós-estruturalismo para Paes de Paula e Alcadipani (2004)) com as bases
teóricas preponderantes.
Segundo Alvesson e Deetz (1999, p. 228), há pelo menos duas razões para abraçarmos
essas perspectivas críticas. Primeiro, a ação limitadora dos pressupostos da ciência moderna
embutidos nas organizações. Depois, o caráter bastante dogmático e excludente da tradição
dominante de pesquisa. Tal realidade “deve-se em parte ao declínio e à desilusão daquilo que
pode ser genericamente referido como pressupostos modernistas, tanto pelos teóricos quanto
pelos profissionais das organizações”.
Para Alcadipani e Davel (2003), a década de 1990 marca a emergência de um
movimento de Estudos Críticos em Administração no contexto anglo-saxão. Abordagem se
distingue de outras abordagens críticas pela originalidade de sua proposta. M as, segundo Paula
e Alcadipani (2004), observando a produção em Estudos Organizacionais no Brasil, é possível
notar que a perspectiva crítica antecede o movimento europeu e estadunidense. Os trabalhos de
Alberto Guerreiro Ramos e Maurício Tragtenberg carregam uma forte identidade crítica,
questionando a Teoria Organizacional convencional e o status quo. Não deixando de
mencionar, Fernando C. Prestes Motta, que tem, impresso em seus trabalhos, a marca de
questionamentos que contribuíram e ainda contribuem para o estabelecimento de uma
perspectiva “crítica” nacional.
Em Alvesson e Deetz (1999, p. 230), a proposta é situar a teoria crítica e o pós-
modernismo na história das idéias. Para estes autores histórias como essas são tipos de ficção
que freqüentemente servem a propósitos sociais presentes. São reconstruções que dão uma
forma particular de pensar sobre o presente que podem ser semelhantes em contraste com
outras abordagens organizacionais e diferentes entre si. É o que propõem com a grade
apresentada na figura 1, onde a dimensão consenso-dissenso representa a relação entre as
práticas de pesquisa e os discursos sociais hegemônicos.
Relação com o discurso
social dominante

Dissenso

Estudos dia lógic os Estudos críticos


Pós-moderno, Moderno ta rdio,
desconstitucionista reformista

Origem dos conceit os Loc al/ emergente Elite/ a priori


e problemas

Estudos interpretacionista s Estudos normativos


Pré-moderno, tradicional Moderno, progressista

Consenso

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Figura 1 - Dimensões contrastantes da meta-teoria de práticas representacionais


Fonte: Alvesson e Deetz (1999)
Perspectivas de pesquisa podem ser contrapostas com “base em seu aprofundamento
num conjunto dominante de estruturações do conhecimento, relações sociais e identidade”
que os autores chamam de discurso de consenso. Ao ponto que essas perspectivas trabalham
para desfazer tais estruturações chama-se de discurso de dissenso. Essa dimensão serve para
apontar um modo significativo de pensar sobre como o pós-modernismo e teoria crítica
diferem de outros programas de pesquisa em andamento (ALVESSON; DEETZ, 1999, p.
234).
O consenso-dissenso não deve ser entendido apenas como conformidade e divergência
“mas como a apresentação de unidade ou de diferença, a continuidade ou a ruptura de um
discurso dominante coerente, a confiança ou a dúvida como hipótese básica”. A chave sob a
ótica do dissenso está na natureza construída das pessoas, ordens, e objetos e na necessidade/
possibilidade de contestação da provável dominação presente nos processos políticos no qual
o mundo percebido está baseado. Já o discurso de consenso posiciona a ordem das coisas
como naturais, e mesmo quando as posiciona como construções a ênfase é na natureza
espontânea, orgânica, natural das construções em vez de seu “caráter arbitrário e político”
(ALVESSON; DEETZ, 1999, p. 235).
Ainda com relação à figura 1, segundo Alvesson e Deetz (1999), a dimensão
local/emergente-elite/a priori enfoca a origem dos conceitos e dos problemas a serem
formulados como parte do processo de pesquisa. O contraste entre as duas concepções
apresenta diferenças que servem para mostrar um modo de ver a distinção entre os discursos
pós-moderno e crítico.
Na área da Estratégia geral podemos enxergar processos de descontrução e re-
construção que também podem ser permitidos pelo desenvolvimento de pesquisa
metodológica a partir da compreensão do contexto “práticas em dissenso com o discurso
social hegemônico. É disso que trata a próxima seção.
A busca do auto-conhecimento na Estratégia empresarial
A pesquisa em Estratégia Empresarial passa por uma importante fase. Powell (2001)
questiona a estrutura lógica das proposições sobre vantagem competitiva - VC, enquanto
Whittington (2004) afirma que os pressupostos da área se esgotaram e ou são inconsistentes.
Emerge a perspectiva da estratégia enquanto prática social (CLEGG; CARTER;
KORNBERGER, 2004; JARZABKOWSKY; WILSON, 2004 WHITTINGTON, 2004).
Powell (2001) trata dos porquês da pesquisa em estratégia não poder confiar nas
justificações lógicas e filosóficas convencionais dos estudos em gestão estratégica. Para o
autor, a hipótese central de que a VC produz desempenho superior sustentável encontra pouco
suporte na inferência formal dedutiva ou indutiva. As teorias líderes incorporam barreiras de
refutação que impedem testes empíricos imbuídos de um sentido compreensivo. A maioria dos
estudos infere a existência de VC a partir de observações ex-post do desempenho.
Posteriormente, desenham a conclusão inversa de que criar VC ex-ante produz desempenho
superior sustentável.
O argumento central de Powell (2001, 2002, 2003) é que a hipótese da VC é
axiomática, está imune à refutação empírica, assim como a suposição da concorrência
perfeita. Deixa de ser hipótese testável para assumir o caráter de alguma forma de ideologia
ou mesmo fé. O autor evidencia a tautologia nos pressupostos centrais das teorias que tentam
explicar o desempenho superior (variável dependente) a partir das VC (variável

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independente). O problema é que desenpenho superior e VC são funcionalmente equivalentes


para os estudos em estratégia.
A abordagem Resource Based View - RBV é posta no centro dos questionamentos de
Powell (2001), que afirma que, assim como todas as hipóteses que insistem nas vantagens
específicas da firma, a RBV necessita da suposição de heterogeneidade para explicar
observações empíricas que violam as condições e resultados do equilíbrio competitivo
perfeito. A suposição da heterogeneidade seria uma proposição analítica, tautológica, que não
requerer investigação empírica porque não faz qualquer declaração sobre o estado empírico
das coisas, é por definição verdadeira.
Powell (2002) propõe uma hipótese alternativa que é logicamente possível e, segundo
o autor, nunca foi testada ou mesmo proposta na pesquisa em estratégia. O esquema proposto
pode ser observado na figura 2. A explicação é que os pesquisadores ocasionalmente referem-
se a desempenho inferior apesar das vantagens competitivas (área 1, figura 2-b ), porém a
área 2 (figura 2-b) nunca surge como uma possibilidade empírica, ou seja, que a organização
tenha desempenho superior sem vantagens competitivas.

C: O conjunto de eventos “Tem Vantagens


Competitivas Susten táveis”
C=P
P: O conjunto de eventos “Alcança Desem-
penho Superior Sustentável”

(a)

Area 1: Tem vantagens competitivas,


mas não desempenho su perior

P Area 2: Tem desempenho superior,


C
mas não van tagens competitivas
Area Area 4
3 Area 3: Tem vantagens competitivas
Area 1 Area 2
e desempenho superior

Area 4: Não tem vantagens com petitivas


(b) nem desempenho superior

(a) A hipótese de Equivalência Funcional (b) Uma hipótese Alternativa


Figura 2 - Argumento para a inconsistência científica das hipóteses da VC.
Fonte: Powell, (2002)

As análises quantitativas de regressão múltipla com variáveis dummy de Vasconcelos e


Brito (2003) e Brito e Vasconcelos (2003) procuram responder aos problemas da Vantagem
Competitiva apontados por Powell (2002). Contudo, não se pode afirmar que seus estudos
resolvam a questão das inferências ex-ante a partir de análises ex-post.
Para Whittington (2004), o modernismo manteve a estratégia restrita em termos
epistemológicos, pois considerou a imparcialidade científica superior ao engajamento prático,
o geral superior ao contextual, e o quantitativo superior ao qualitativo. Segundo Clegg, Carter
e Kornberguer (2004) o foco atual é a nova agenda para os estudos em estratégia, que
apresenta dois objetivos:
Tratar a estratégia como uma importante prática social, que exige uma séria análise
sociológica;
Transformar esse conhecimento em uma maneira de melhorar o modo como as
estratégias são conduzidas.

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Considerar a estratégia como uma prática social, como algo que as pessoas fazem, tem
um efeito descentralizador sobre as proposições tradicionais da finalidade da estratégia.
Tradicionalmente a estratégia se preocuparia com a performance e a VC das firmas [...]. Uma
sensibilidade à prática[...] deslocaria o nível de análise para uma instância acima e outra
abaixo da firma. (WHITTINGTON, 2004, p. 48)
Whittington (2004, p. 48) explica que num deslocamento do nível de análise para cima
deve-se olhar para estratégia numa perspectiva sociológica, como um “amplo campo de
atividade social cujas práticas são importantes para a sociedade como um todo”. Em sendo
assim, não é tanto o desempenho da firma que importa, mas sim o desempenho da estratégia
como um campo. Já no deslocamento para a instância abaixo da firma deve-se enfocar na
perspectiva gerencialista e tratar dos processos estratégicos gerais das firmas e das atividades
daqueles que praticam a estratégia. Nesse caso, o que importa é a ação dos estrategistas no
desempenho dos seus papéis.
Clegg, Carter e Kornberger (2004, p. 26 -30) destacam que a proposição de estratégia
enquanto prática oferece a perspectiva de evolução de uma prática disciplinarmente normativa
e prescritiva a uma “prática essencialmente empírica em seu foco nos etnométodos do
estrategista do cotidiano e nas utilizações que estes fazem dessas respostas disciplinares de
segunda ordem”. Há que haver, entretanto, um compromisso com o desenvolvimento de
estudos apoiados em conceitos fundamentais para a compreensão da estratégia como prática.
Nesse caso, os contornos-chave de pesquisa incluem foco em pelo menos seis áreas: poder,
identidade profissional, agentes não humanos, ética, linguagens e instituições.
Conversões e convergências: estratégia empresarial, estratégia de produção e de
operações
Agora que já oferecemos subsídios suficientes, podemos construir a partir da visão de
que o pesquisador é aquele que não apenas acumula dados mensurados, mas, principalmente,
nunca desiste de questionar a realidade, pois entende que qualquer conhecimento é apenas
recorte (DEMO, 1996).
Primeiro, retomamos o ponto em que Hayes (2004) afirma que não há solidez
suficiente nos princípios da gestão de operações da atualidade para lidar com os desafios da
nova economia. No que tange especificamente à estratégia de produção e operações,
poderíamos relacionar esta questão às fragilidades das hipóteses da Vantagem Competitiva na
Estratégia Geral? (horizonte teórico da pesquisa). Nesse sentido, buscaríamos meios de
avaliar as práticas de estratégia de produção e de operações (horizonte metodológico da
pesquisa) para definir e testar ferramentas do processo estratégico de produção e de operações
(horizonte prático da pesquisa).
A relação entre os pressupostos de Hayes (2004) e os paradigmas organizacionais é
óbvia. Mas, que frameworks (horizonte teórico) alternativo existem? Como a partir destes
quadros de referências poderíamos ampliar nossos instrumentos de avaliação (horizonte
metodológico) para definir/testar ferramentas adequadas à realidade (horizonte prático)
específica da “nova economia” ?
Uma convergência clara entre a estratégia geral e a estratégia de produção e de
operações é a sobreposição das noções estruturais de redes em Hayes (2004) e a proposta de
estratégia enquanto prática. A questão de que uma sensibilidade à prática deslocaria o nível de
análise para outras instâncias além da firma não só incluem a perspepctiva de Hayes (2004)
como também ampliam esta noção principlamente no direção de uma outra dimensão de
análise, o indivíduo estrategista. O que de fato sabemos sobre a relação entre os procesos de
estratégicos de produção e de operações e os indivíduos estrategistas por trás das definições?
À terceira pressuposição apontada por Hayes, a de que a atividade dominante do
administrador de operações é controlar o fluxo de materiais (e/ou de informações) através de
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uma seqüência de etapas no processo, podemos responder que nesse caso já existe abordagem
pertinente enquanto framework, a Rede de Valor de Opreações - RVO (PAIVA; CARVALHO
JR.; FENSTERSEIFER, 2004). Assim, seria interessante ponderar mais limitações ou
possibilidades (horizonte teórico) da noção de Cadeia de Valor (PORTER, 1995) e verificar
ou não (horizonte metodológico) sua incorporação à proposta de RVO com a finalidade de
testar/ampliar (horizonte prático) a aplicabilidade do construto?
Para a quinta pressupossição apontada por Hayes(2004), a que os concorrentes são os
inimigos e a chave para vencê-los está na diferenciação, há todo um contexto de abordagens
em dissenso (pós modernas e críticas) que poderiam ajudar a compreender (horizonte teórico)
e propor meios de avaliação (horizonte metodológico) para definir procedimentos de
relaciomento (horizonte prático) entre as diversas partes envolvidas no processo. De fato, a
prática atual de interação nos grupos de desenvolvimento de software livre pode oferecer ricos
estudos de casos de cooperação na cadeia produtiva a partir de uma orientação nitidamente
política.
Na verdade, para cada visão proposta por Hayes (2004) podem ser buscadas diferentes
orientações (horizonte teórico) seja nas abordadens de dissenso seja em outras que apontem
desenvolvimento de caminhos (horizonte metodológico) para, mantendo a perspectiva da de
gestão da produção e de operações, colaborar intimamente (horizonte prático) com os
praticantes da área.
Criticas como a de Hayes (2004) e Slack(2005) indicam que a área de gestão da
produção e operações já ingressou na caminho da maturidade, onde a busca do auto-
conhecimento permite desconstruir e reconstruir conhecimento superando as barreiras
paradigmáticas existentes.
Como vimos em Demo (1999) a distância para com a prática em algumas áreas é a
praxe. Não é o caso da estratégia de produção e de operações. Nossa aproximação da prática é
uma característica marcante da área. Contudo, como aponta Slack (2005) nem tudo caminha
como o planejado. Neste caso, precisamos entender, como ilustra Demo (1996), que a
discussão crítica é importante no combate à petrificação das teorias, porém, deve estar
atrelada ao confronto com a prática para evidenciar as limitações de nossas construções
teóricas.
Por exemplo, em que medida realmente podemos nos distanciar dos pressupostos
tayloristas da melhor forma de executar o trabalho? No campo prático, em muitos setores e
atividades, as necessidades de projeto do trabalho apresentam requisitos que comungam em
larga medida com a adoção dos princípios de administração científica (TAYLOR, 1978). Não
podemos negar, entretanto, que o desafio ampliou-se para uma questão paramount: buscar
compreensões (horizonte teórico), meios de desenvolvê-las (horizonte metodológico) e
aplacações para os “trabalhadores do conhecimento”(horizonte prático).
Os dois objetivos da nova agenda da estratégia geral: tratar a estratégia como uma
importante prática social e transformar esse conhecimento em uma maneira de melhorar o
modo como as estratégias são conduzidas, são diretamente convergentes com a orientação
prática que Slack (2005) evidencia precisarmos alcançar.
No contexto do desenvolvimento de colaboração da estratégia de produção e de
operações para a estratégia competitiva temos pela frente o desafio de alcançar um consenso,
ou não, no escopo das estratégias de operações, questão evidenciada por Slack(2005). É fato
que para a estratégia de manufatura o ferramental existente já se mostrou poderoso e
pertinente. Mesmo assim, Slack (2005) revela as alterações que a servitization pode impor
mesmo às empresas que se pensam tipicamente manufatureiras. Quanto às estratégias de
serviços, podem até ser pensadas de forma separada, mas, o desenvolvimento das
mensurações (horizonte metodológico) inevitavelmente terá que pensar em termos de pacotes.
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Um problema central à convergência entre a estratégia empresarial e a estratégia de


produção e operações, principalmente para aqueles que pretendem delinear noções a partir das
visões Resource Based, é a hipótese de equivalência funcional entre vantagem competitiva e
desempenho superior apontada por Powell (2002). Estudos de desenvolvimento neste campo
podem até desconsiderar esta noção. Porém, mais relevante do ponto de vista de aproximação
com a perspectiva dos profissionais da área talvez fosse assimilar esta limitação na busca por
soluções para as estratégias de produção e operações.
Outras convergências certamente ainda podem ser apontadas entre os conteúdos aqui
avaliados. De modo geral, queremos chamar a atenção para a questão de que as áreas e foco
de estudo propostas pela nova agenda de pesquisas em estratégia (CLEGG; CARTER,
KORNBERGER, 2004), podem em sua maioria ser observadas tempos sendo desenvolvidas
já há algum tempo por esse “universo de práticas de pesquisa em dissenso com o discurso
social hegemônico”. O que o leitor vai concluir a partir desta afirmação deixamos a seu
critério.
À guisa de conclusão
Ao fim obrigatório deste percurso textual vamos encerrar com a rememoração das
marcas que objetivamos evidenciar.
Nosso artigo propôs, sob a orientação da metodologia reflexiva (VERGARA, 2005),
elencar algumas Conversões e convergências (FACHIM, 2003) entre os contornos atuais das
práticas de pesquisa nas área de Estratégia Empresarial de Estratégia de Produção e de
Operações.
Para permitir nosso intento, o percurso marcou de início as propostas recentes de
autores da área de Gestão da Produção e de Operações (HAYES, 2004; SLACK, 2005),
destacando pontos frágeis da Estratégia de Produção e de Operações frente aos desafios da
“nova economia” digital e ao relacionamento efetivo da área para com os profissionais do
campo.
A nossa proposta de visão de pesquisa foi calçada em Demo (1996), o que ao mesmo
tempo justificou as abordagens teóricas que buscamos expor como pertinentes para iluminar
as Conversões/ convergências entre os dois níveis de estratégia enfocados.
Mostramos que de certa forma um meta-paradigma do conhecimento moderno se
apresenta como elemento definidor dos nossos percursos de pesquisa. As abordagens
“críticas” são apenas mais uma possibilidade para lidar com esta questão.
De forma ilustrativa, procuramos marcar as três horizontes de pesquisa nos nosso
achados de conversação e convergência entre as questões das duas dimensões de estratégia.
Esperamos com essa contribuição ter evidenciado de forma suficiente a complentaridade
necessária entre as três dimensões da pesquisa e o posicionamento que o pesquisador pode
tomar neste processo.
Por último, buscamos mostrar que os temas essenciais para o desenvolvimento da
nova agenda de estratégia são ao mesmo tempo temas que os estudos “críticos” já vem
desenvolvendo há algum tempo.
Diante do exposto, compreendemos que na estratégia de produção e de operações
muito terrreno pode ser desenvolvido se desenvolvermos mais criteriosamente essa
abordagem reflexiva (horizonte metodológico), porém visando sempre no mesmo ou em outro
momento conexo alcançar o desenvolvimento/ melhoria/ teste de soluções para os
profissionais da área de estratégia de produção e de operações. Explorando nosso auto-
conhecimento para estreitarmos cada vez mais as relações com o mundo da prática.

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