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Estudo Teológico de Seitas e Religião em I parte e em 04 paginas


Testemunhas de Jeová – Resposta Sobre a Divindade de Jesus – II
Parte I

Abreviaturas usadas neste estudo:


STV - Sociedade Torre de Vigia
TJ - Testemunhas de Jeová
TNM - Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas

Nesta série de artigos respondo às questões levantadas pelo senhor Luiz Carlos (ltoso@novamerica.com.br),
que pediu minha especial atenção na análise do assunto. O senhor Luiz Carlos, obediente ao ensino da STV,
acredita que Jesus não é uma pessoa divina. No primeiro artigo desta série, ficou esclarecido que a TNM,
concordando com a Bíblia Sagrada, dá o título de “Deus Forte” e “Pai Eterno” a Jesus (Is 9.6), embora, em
João 1.1, chame-O de “um deus”. Com relação a esse versículo, o contradizente disse que Jesus era o
“Príncipe, o Filho do Grande Rei, Jeová”.

Lamento que as TJ sejam direcionadas para determinados versículos, decoram esses versículos, porem não
têm a visão do conjunto. Entendo que não possuem liberdade para pesquisar e trocar idéias com seus líderes.
O Filho se iguala ao Pai em muitas e irrefutáveis provas. Jesus é chamado de Rei dos judeus (Mt 2.2; 27.11,
29, 37 - TNM); Rei de Israel (Mc 15.32; Jo 1.49; 12.13 - TNM); Rei a julgar as nações e os homens no
estabelecimento do Reino milenar (Mt 25.34,40 – TNM). Como Rei foi homenageado (Mt 2.2 – TNM);
rejeitado e morto como Rei (Lc 19.14; Mt 27.37 – TNM); Ele é hoje o Rei Sacerdote, segundo a ordem de
Melquisedeque (Hb 5.6; 7.1,17 – TNM); reinará para sempre (Ap 11.15 – TNM). Jesus é Rei dos reis e
Senhor dos senhores (Ap 19.16-TNM).

Jesus confirmou seu reinado eterno: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os
anjos [vejam que Jesus não é um anjo], então se assentará no seu trono glorioso (quem se assenta em trono é
Rei); O Rei dirá então aos à suja direita... Então os justos lhe responderão com as palavras: Senhor... [vejam,
Cristo é Senhor]; E o Rei lhes dirá...” (Mt 25.31, 34, 37, 40 TNM). Não existem dois reinos e dois reis.
Assim, a TNM fala no Reino do Filho (Lc 22.30 – TNM); no Reino do Filho do homem (Mt 13.41 – TNM);
Reino de Jesus Cristo (Ap 1.9 – TNM); Reino de Cristo e de Deus (Ef 5.5 – TNM); Reino de nosso Senhor e
seu Cristo (Ap 12.10 – TNM). Observem que usei apenas o que está escrito na Tradução do Novo Mundo.
Mas não foi dito que a STV distorce a Palavra de Deus? Sim, mas em muitos casos não foi possível fazer
qualquer mudança.

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Examinemos mais uma questão apresentada pelo senhor Luiz Carlos:

“No entanto, alguém talvez pergunte: ‘Em que sentido Jesus é um “Deus Poderoso”? E não disse o apóstolo
João que Jesus é o próprio Deus? ’ Na versão Almeida, revista e atualizada, João 1:1 diz: “No princípio era o
Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Alguns afirmam que “o Verbo” (ou “a Palavra”),
que nasceu na Terra como o bebê Jesus, é o próprio Deus Todo-Poderoso. Será que isso é verdade?”.

“Se esse versículo for interpretado com a intenção de mostrar que Jesus é o próprio Deus Todo-Poderoso, isso
irá contradizer a declaração anterior, “o Verbo estava com Deus”. Se uma pessoa está “com” outra, elas não
podem ser a mesma pessoa. Muitas traduções da Bíblia, portanto, fazem uma distinção para tornar claro que o
Verbo não era o Deus Todo-Poderoso. Por exemplo, algumas traduções da Bíblia dizem o seguinte: “a
Palavra era um deus”, “um deus era a Palavra” e “a Palavra era divina”.

Minhas considerações

É impossível entender a Trindade por meio da lógica humana. Em nossa matemática, um mais um mais um
são três. A doutrina da Trindade nos mostra que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são UM. Se na esfera divina
tudo funcionasse segundo o raciocínio dos homens, não precisaríamos de fé. Bastaríamos fazer cálculos
matemáticos. É hilariante, por exemplo, como as seitas tentam explicar a ressurreição corporal de Jesus.
Como o túmulo está vazio até hoje, dizem que o corpo evaporou-se, sumiu, escafedeu-se. A STV ensina que
Jesus, depois da morte, se materializou diante dos apóstolos (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra,
STV, 1983, p.144-145). Deixemos essa questão pata outra oportunidade. O senhor Luiz Carlos não contesta a
versão Almeida revista/atualizada que diz que o Verbo era Deus. Diz também: “Alguns afirmam que a
Palavra que nasceu na Terra é o próprio Deus Todo-Poderoso”. Alguns afirmam não. Quem o diz é a própria
Tradução do Novo Mundo. Vejam: “De modo que a Palavra se tornou carne e residiu entre nós” (Jo 1.14 –
TNM e Bíblia Sagrada). Não foi possível distorcer essa verdade.

O Verbo “se tornou” ou “se fez” carne [homem]. Em resumo, o Verbo ou Palavra que estava com Deus e era
Deus, isto é o Filho, se fez homem e habitou entre nós. Não foi Deus quem nasceu em Belém, numa
manjedoura. O Filho é eterno, sempre existiu. Analisemos cada frase do versículo de João 1.1:

“No princípio - Entenda-se como antes de todas as coisas. O Filho estava com Deus e era Deus antes que
todas as coisas viessem a existir. A eternidade de Deus é revelada no primeiro versículo da Bíblia: “No
princípio Deus criou os céus e a terra” (Gn 1.1 – TNM).

“No princípio era o Verbo” – No princípio era o Verbo ou era Deus? Era o Verbo [Palavra] e era Deus,
porque há em Deus uma pluralidade de pessoas. Vejam: “Façamos [nós faremos] o homem...” (Gn 1.26 –
TNM); “Vamos! Desçamos e confundamos o seu idioma [nós iremos descer e confundir]...” (11.7 - TNM).
Entendam que a revelação de Deus na Bíblia é progressiva.
“E o Verbo estava com Deus” – O consulente mostrou-se confuso, mas sem razão. Ele diz que se uma pessoa
está com outra pessoa as duas não podem ser uma só. Tem razão. O Pai é uma pessoa; o Filho é uma pessoa; o
Espírito Santo é uma pessoa. Por isso, Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30-TNM). Duas pessoas
distintas, um só Deus. Poderia até ter dito: Eu, o Pai e o Espírito somos um. Jesus revelou essa trindade divina
na forma batismal: “Ide, portanto, e fazei pessoas de todas nas nações, batizando-as em o nome do Pai, e do
Filho, e do espírito santo” (Mt 28.19-TNM). O versículo diz que o Verbo sempre esteve em Deus, sempre
existiu como Deus. Se o consulente acha estranha a declaração do apóstolo quando disse que “O Verbo estava
com Deus”, para logo em seguida dizer que o “Verbo era Deus”, o que dirá da afirmação de Jesus, “Eu e o Pai
somos um”? Dirá o consulente que Jesus disse uma aberração?
“E o Verbo era Deus” – Se havia alguma dúvida quanto ao enunciado anterior, aqui o apóstolo completa de
forma inequívoca a revelação da divindade do Verbo. O consulente afirma que “algumas traduções da Bíblia
dizem o seguinte: “a Palavra era um deus”, “um deus era a Palavra” e “a Palavra era divina”. Uma afirmação
no mínimo estranha. Quem forjou “era [um] deus” foi a Tradução do Novo Mundo. A STV declara que
copiou a versão do espírita ex-católico Johannes Greber: “Essa tradução [a de Johannes Greber] foi usada
ocasionalmente em apoio de versões de Mateus 27.52, 53 e João 1.1, conforme vertidos na TNM... A
Sentinela julgou impróprio fazer uso de uma tradução que tem tal estreito vínculo com o Espiritismo” (A

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Sentinela, 1.-10-1983, p.31). Julgou impróprio, porém continua se utilizando da tradução espírita. Na verdade,
a TNM possui tantas emendas, subtrações, adições e colchetes, que se assemelha a uma colcha de retalhos.
Em “o Verbo era [um] deus”, a TNM comete equívocos dos mais lamentáveis. Está cada vez mais difícil
corrigir tais senões. O Grupo cairia num descrédito ainda maior. Diz que no princípio o Verbo estava com
Deus (grego “theos”), e o Verbo era deus (“theos”), porém assinala o segundo “theos” com leras minúsculas,
precedido de um artigo indefinido (“um”), inexistente no original. O apóstolo teria dito: “No princípio era o
Verbo, e o Verbo estava com theos, e o Verbo era um theos”. Isto é, desde o princípio o Deus Todo-Poderoso
estava acompanhado de um deus pequeno, porém poderoso, sem o qual nada podia fazer. O consulente afirma
que “algumas traduções dizem” assim. Vejamos quais: THE NEW WORLD TRANSLATION OF THE
HOLY SCRIPTURES (A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas): e a Palavra era um deus.
ENPHATIC DIAGLOT (tradução interlinear do grego): e um deus era a Palavra. THE KINGDOM
INTERLINEAR OF THE SCRIPTURES (Tradução do Reino, Interlinear, das Escrituras Gregas): e deus era a
Palavra. THE KINGDOM INTERLINEAR (A Interlinear do Reino): e a Palavra era um deus.
Como se vê, são versões e traduções distribuídas e promovidas pela própria Sociedade Torre de Vigia.
“Ele estava no princípio com Deus” – Isto é, antes da criação de todas as coisas, o Filho (Verbo, Palavra,
Logos) existia em Deus, era Deus. Jesus usou o nome divino ‘EU SOU’, o mesmo usado por Jeová (Ex 3.14;
Jo 8.58 – TNM). E Isaías disse que o Filho era o “Deus Forte” e “Pai Eterno” – TNM). “Todas as coisas
vieram à existência por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência” (Jo 1.3 –
TNM). Esse versículo é um xeque-mate na crença de que o Verbo é um deus pequeno. A passagem da TNM
diz que sem o Verbo - o que se fez homem e habitou entre nós – a Criação (Universo, Terra, mares, anjos,
homens e animais) não existiria. Pergunto a Luiz Carlos se há ainda alguma dúvida. O Filho é ou não é o
Criador de todas as coisas? A Bíblia diz, e a TNM confirma, que todas as coisas foram criadas pelo Verbo. A
Bíblia diz, e a TNM confirma, que Jeová criou todas as coisas (Gn 1.1-26). Então, quem é o Criador? Jesus ou
Jeová? Voltemos para João 1.1: No ‘’No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era
Deus”. Não se esqueça da palavra de Jesus: “EU E O PAI SOMOS UM” (Jo 10.30-TNM). Acredito que agora
as coisas ficaram mais claras, não só para o consulente, mas para outros seguidores da STV. O ensino da
STV é mais ou menos assim: Jeová, Deus Todo-Poderoso, criou um Deus Poderoso, a quem incumbiu de
criar todas as coisas (Jo 1.3-TNM). O Deus menor, na qualidade de agente do Deus Todo-Poderoso, é ainda
responsável pela salvação das pessoas (Lc 19.10-TNM). Uma das condições para ganhar a vida eterna é crer
no Deus pequeno (At 16.31-TNM). O Deus pequeno tem poder para mandar os desobedientes para o inferno
(Mt 25.41-TNM). O poder do Deus pequeno é muito grande; até é chamado de Deus Forte e Pai Eterno (Is
9.6-TNM). Sua alta influência junto a Jeová é medida pela seguinte condição: quem não tem o Deus pequeno
não tem a vida eterna (1 Jo 5.12-TNM). O intercâmbio e mútua confiança entre os dois são formidáveis; tudo
o que pertence a um, pertence ao outro. São sócios solidários (Jo 16.15-TNM). O poder do Deus pequeno é
menor, mas tudo o que um faz o outro faz igualmente (Jo 5.19–TNM).
A TNM declara que o “deus” pequeno criou tudo, porque tudo dependeu dele, pois “à parte dele nem mesmo
uma só coisa veio à existência”. Imaginemos que tudo aconteceu assim, como deseja a elite governante da
Sociedade Torre de Vigia. Mas se tudo aconteceu assim mesmo, o primeiro versículo da Bíblia/TNM está
completamente destoante. Vejam: “NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA” (Gn 1.1).
Pergunto ao estimado consulente se agora deu para enxergar a luz no fim do túnel. As Testemunhas de Jeová,
como todas as pessoas, foram criadas com liberdade para conhecerem a verdade, pesquisar opiniões
divergentes, fazer consultas freqüentes e principalmente meditar. Se necessário, podem discordar de seus
líderes. Estes também estão sujeitos a erros (V. “Devo Confiar na Doutrina da Minha Igreja?”). Com o
advento da rede de computadores, todos podem pesquisar com rapidez e tirar suas próprias conclusões, longe
dos olhares atentos dos monitores. Não fiquem só lendo revistinhas. Jeová recomenda a leitura das Escrituras
Sagradas. Ler e meditar: “Mas, seu agrado é na lei de Jeová, e na sua lei lê dia e noite em voz baixa” (Sl 1.2 –
TNM). “Em voz baixa” é por conta da STV. Finalmente, as Testemunhas de Jeová, bem como todos os
cristãos, devem seguir o exemplo dos bereanos: “Ora, estes últimos [os de Beréia] eram de mentalidade mais
nobre do que os de Tessalônica, pois recebiam a palavra com o maior anelo mental, examinando
cuidadosamente as Escrituras, cada dia, quanto a se estas coisas eram assim. Portanto, muitos deles se
tornaram crentes...” (Atos 17.11-12-TNM). Portanto, a Sociedade Torre de Vigia recomenda aos seus
liderados que examinem a TNM para terem certeza de que o ensino através das revistas está correto. Leiam
também outras versões da Bíblia. Como já foi divulgado, a TNM contém muitas distorções

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APOSTILA Nº. 38/300.000 MIL CURSOS GRATIS.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .

INTRODUÇÃO. 03
I, A FONTE DE INFORMAÇÕES SOBRE o diabo. 03
II, A REALIDADE DA EXISTÊNCIA do diabo. 04
III, A NATUREZA do diabo. 04
III, 1, O diabo, É UMA PESSOA. 04
III, 1, A, O diabo, E O SEU PODER DE PENSAR. 05
III, 1, B, O diabo, E O SEU PODER DE SENTIR. 05
III, 1, C, O diabo, E O SEU PODER DE QUERER. 05
III, 1, D, O diabo, E O SEU PODER DE CONSCIÊNCIA PRÓPRIA. 05
III, 1, E, O diabo, E O SEU PODER DE DIREÇÃO PRÓPRIA. 05
III, 2, O diabo, É UM ESPÍRITO, PORÉM, DECAÍDO E IMUNDO. 05
IV, NOMES do diabo. 06
IV, 1, diabo e satanás. 07
V, ENDEREÇOS do diabo. 07
V, 1, O ENDEREÇO do diabo, ANTES DE SER diabo. 07
V, 2, O ENDEREÇO do diabo, APÓS A SUA REBELIÃO, ATÉ O MILÊNIO DE PAZ MUNDIAL. 08
V, 4, O ENDEREÇO do diabo, APÓS O MILÊNIO DE PAZ MUNDIAL, E ANTES DA CONSUMAÇÃO
DE TODOS OS ACONTECIMENTOS ESCATOLÓGICOS DA HISTÓRIA HUMANA. 09
V, 5, O ENDEREÇO do diabo, APÓS A CONSUMAÇÃO DE TODOS OS
ACONTECIMENTOS ESCATOLÓGICOS. 09
VI, O deus DESTE SÉCULO. 09
VII, O EXÉRCITO do diabo. 10
VIII, O diabo E SEUS MINISTROS. 11
IX, O PODER do diabo. 11
X, OS FILHOS do diabo. 12
XI, AS OBRAS do diabo. 12
XII, AÇÃO DIRETA do diabo, CONTRA OS HOMENS. 12
XII, 1, A OPRESSÃO diabólica. 13
XII, 2, A TENTAÇÃO diabólica. 14
XII, 3, A OBSESSÃO diabólica. 15
XII, 4, A POSSESSÃO diabólica, ou demoníaca. 16
XII, 4, A, O CRENTE E A POSSESSÃO diabólica. 17
XII, 4, B, A EXPULSÃO DE demônios. 17
XII, 5, PRODÍGIOS ENGANADORES. 18
XII, 6, A FEITIÇARIA. 19
XII, 6, A, MILAGRES LIGADOS AO USO DE OBJETOS, NA BÍBLIA SAGRADA. 20
XII, 7, A IDOLATRIA. 21
XII, 8, A BUSCA DE PACTUANTES. 21
XII, 9, OUTRAS FORMAS do diabo DOMINAR O SER HUMANO. 22
XIII, O CRISTÃO E o diabo. 22
XIII, 1, O CRENTE E A EXALTAÇÃO ao diabo. 24
XIII, 2, O CRENTE PODE SERVIR ao diabo¨? 25
XIV, O TRABALHO MALÉFICO do diabo, DENTRO DAS IGREJAS DE JESUS CRISTO. 26
XV, O FINAL do diabo. 27
XV, 1, O INFERNO. 27
CONCLUSÃO. 28

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BIBLIOGRAFIA. 29
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
INTRODUÇÃO.
Pode alguém achar que o estudo doutrinário sobre o diabo, não seja
importante para o crente em JESUS CRISTO.
Porém, se alguém tem esta opinião, é só estudar a DOUTRINA CRISTÃ acerca
do diabo para concluir que tal estudo o ajudará, e muito, na vida CRISTÃ.
Sabemos, com absoluta certeza, que o diabo, além de ser o inimigo
número um de DEUS, também é o maior inimigo do ser humano, porém, de
um modo todo especial, do salvo por JESUS CRISTO.
Assim sendo, temos a necessidade e a obrigatoriedade de conhecer o
diabo, para que, através do nosso conhecimento acerca dele, o possamos
vencer, e desta forma, honrarmos e glorificarmos a DEUS.
Estudando, sobre este nefasto personagem, principalmente, sobre suas
artimanhas e atividades estaremos, como um soldado ou exército,
conhecedor das posições, estratégias e armas do inimigo, intensamente,
munidos e com muito mais possibilidades de vitória, sobre ele.
Estudemos sem receio, já que tudo o que aqui é tratado é BÍBLICO e com
toda a certeza cooperará, e muito, para crescimento espiritual.
I, A FONTE DE INFORMAÇÕES SOBRE o diabo.
Para iniciarmos o estudo sobre tão tétrica personalidade, é necessário
que saibamos onde conseguir informes totalmente confiáveis sobre o diabo.
Pode, à primeira vista, parecer um contra-senso, entretanto, não há
outra forma de nos inteirarmos corretamente sobre a pessoa do diabo, a
não ser na BÍBLIA SAGRADA.
Nela, dispomos, de todo o material necessário sobre o maior inimigo de
DEUS e dos homens.
De nada adiantaria, buscar informações em outra literatura, ou em
algum outro local, nem mesmo, em seus seguidores, visto que, para
desgraça sua, estão presos à sua vontade, 2ªTim¨2:23-26.
Desta forma, sem que o saibam, têm informações erradas e ou distorcidas
sobre o diabo, por isso, suas informações, não são dignas de crédito.
O que podemos conseguir dos seus seguidores é confirmar com exatidão
os ensinamentos da BÍBLIA SAGRADA sobre tão nefasta personalidade,
através de seus ensinamentos e suas práticas, as quais, são contrárias
aos ensinamentos da PALAVRA DE DEUS.
Procuremos, portanto, nos inteirar acerca do que a BÍBLIA SAGRADA nos
ensina sobre o diabo, para aprendermos a lidar com ele e a nos
defendermos do mesmo.
II, A REALIDADE DA EXISTÊNCIA do diabo.
O diabo é um ser real ou seja é um ser que existe.
Se o diabo não existisse, a BÍBLIA SAGRADA, não faria tantas
referências à sua pessoa.
Vejamos algumas.
Mat¨4:1-11, 13:38-39, 25:41; Luc¨4:1-13; João¨8:44, 13:2; At¨10:38,
13:10; Ef¨4:27, 6:11; 1ªTim¨3:6-7; 2ªTim¨2:26; Heb¨2:14; Tiago¨4:7;
1ªPed¨5:8; 1ªJoão¨3:8, 10; Jud¨9; Apoc¨12:9, 20:2, 10.
Além de conhecido como diabo, também é conhecido como satanás.
A seguir, alguma passagens em que é chamado por satanás.
1ºCrô¨21:1; Jó¨1:12; Sal¨109:6; Zac¨3:2; Mat¨4:10; At¨5:3; 1ªCor¨7:5;
1ªTim¨5:15; Apoc¨20:2
III, A NATUREZA do diabo.
O diabo é um ser angelical, ou seja; é um anjo, 2ªCor¨11:14;
Ef¨6:11-12; 2ªPed¨2:4; Jud¨6.
Ao ser criado por DEUS, foi criado, como querubim, Ez¨28:11-19¨(14,16).
Porém é um anjo decaído, isto é, um anjo que caiu em virtude da sua

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desobediência a DEUS, Ez¨28:11-19¨(15-19).
O diabo é, por isso, um anjo (era querubim) que desobedeceu a DEUS,
tornando-se seu adversário, ou seja, contra DEUS ou ANTI-DEUS, desta
forma, DEUS o precipitou, condenado para todo o sempre, Ez¨28:16-19.
Esta degradação do diabo aconteceu, porque DEUS não dá a sua glória a
quem quer que seja, Is¨42:8, 48:11.
III, 1, O diabo, É UMA PESSOA.
O que caracteriza uma pessoa não é, como podem pensar alguns, um
corpo, como o corpo do ser humano.
Uma pessoa possui três características essenciais, quais sejam.
01, INTELIGÊNCIA.
02, AFEIÇÃO.
03, VONTADE.
Estas três características constitutivas de um ser pessoal lhe dão
alguns poderes, os quais alistamos a seguir:
A, PODER DE PENSAR.
B, PODER DE SENTIR.
C, PODER DE QUERER.
D, PODER DE CONSCIÊNCIA PRÓPRIA, OU SEJA, O PODER DE PENSAR EM SI MESMO.
E, PODER DE DIRIGIR-SE A SI MESMO.
Confirmemos, à luz da BÍBLIA, todos estes poderes dos quais o diabo é
possuidor, tanto quanto qualquer pessoa.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
III, 1, A, O diabo, E O SEU PODER DE PENSAR.
Só quem pensa, ou raciocina, pode, entre outras coisas, dialogar e mentir:
01, Em Jó¨1:6-12, 2:1-6, o diabo (satanás) dialoga com DEUS.
02, Em João¨8:44, JESUS CRISTO, diz que o diabo é mentiroso e pai da
mentira.
III, 1, B, O diabo, E O SEU PODER DE SENTIR.
Só quem sente, pode sentir:
01, Orgulho, Is¨14:13-14;.
02, Insatisfação, Mat¨12:43-44.
03, Desejo, João¨8:44.
III, 1, C, O diabo, E O SEU PODER DE QUERER.
Só quem tem o poder de querer, pode deliberar:
01, Sobre o que fará, Is¨14:13-14.
02, Sobre onde irá, Luc¨11:24-26.
III, 1, D, O diabo, E O SEU PODER DE CONSCIÊNCIA PRÓPRIA.
Só quem tem consciência própria, pode referir-se a si mesmo:
01, Eu subirei ao Céu, Is¨14:13-14.
02, Eu tornarei para minha casa, Luc¨11:24-26.
III, 1, E, O diabo, E O SEU PODER DE DIREÇÃO PRÓPRIA.
Só quem tem o poder de dirigir-se a si mesmo, pode ir aonde deseja:
01, Então vai, Luc¨11:24-26.
02, Anda em derredor de alguém, 1ªPed¨5:8.
Concluímos, portanto, que o diabo é uma personalidade pessoal, ou
seja, é uma pessoa, pois é detentor de todos estes poderes.
Por isto DEUS conversa com o diabo, tratando-o, sem nenhum
subterfúgio, como um ser pessoal, Jó¨1:7-12, 2:1-7.
III, 2, O diabo, É UM ESPÍRITO, PORÉM, DECAÍDO E IMUNDO.
Já vimos no início deste capítulo, que o diabo é um anjo, ou seja, um
ser angelical e espiritual.
Ao ser criado por DEUS, o diabo era um ser espiritual e angelical
(QUERUBIM) perfeito em todos os aspectos, Ez¨28:12-19¨(12-15).
Porém, como já vimos, desde o momento da sua queda, com a conseqüente
condenação e degradação, o que fora QUERUBIM perfeito, deixou de o ser

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pelo PODER, GLÓRIA, MAJESTADE E JUSTIÇA DE DEUS, Ez¨28:11-19¨(16-19).
Entretanto, apesar de decaído, continuou sendo um ser espiritual,
como antes o era.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
Porém, após sua queda, já que o diabo é o príncipe (principal) dos
demônios Mat¨9:34, 12:24; Mar¨3:22; Luc¨11:15, Deus o fez espírito
imundo, Mat¨12:43; Mar¨5:2; Luc¨4:33.
Após sua condenação, é que passou a ser diabo, nome que significa,
acusador, caluniador.
Este seu atributo de acusador pode, muito bem, ser visto em
Jó¨1:9-11, 2:4-5.
Portanto o surgimento do diabo, como espírito decaído e imundo,
aconteceu, apenas e tão-somente, após a sua desobediência a DEUS, com
sua conseqüente condenação.
Assim sendo, DEUS não criou o diabo para se lhe opor, transformou,
isto sim, um querubim que se lhe opôs num espírito imundo, derrotado e
condenado para todo o sempre.
IV, NOMES do diabo.
O diabo, é conhecido por vários nomes.
Muitos deles são extraídos da cultura popular, vejamos alguns destes:
Arrenegado, beiçudo, bode, bode-sujo, cafuçu, cafute, cambito,
canheta, canhoto, cão, capeta, capiroto, coisa-ruim, cujo, demo,
dianho, excomungado, fute, gadelha, labrego, mafarrico, maldito,
malvado, mofino, não-sei-que-diga, pedro-botelho, porco, rabudo,
sarnento, sujo, tinhoso, zarapelho, etc., etc., etc.
Estes são, parte dos seus nomes, conhecidos apenas no Brasil.
Por quantos mais, não será conhecido no mundo inteiro¨?
Entretanto, os mais importantes, são os nomes que a BÍBLIA SAGRADA lhe dá;.
Vejamos:
01, abadom, Apoc¨9:11.
02, apoliom, Apoc¨9:11.
03, belzebu, Mat¨12:24; Mar¨3:22; Luc¨11:15.
04, deus deste século, 2ªCor¨4:4.
05, diabo, Mat¨4:1-11, 25:41; Luc¨4:1-13, 8:12; João¨8:44, etc.
06, dragão, Apoc¨12:9, 13:2, 20:2.
07, homicida, João¨8:44.
08, pai da mentira, João¨8:44.
09, príncipe das potestades do ar, Ef¨2:2.
10, príncipe deste mundo, João¨14:30.
11, príncipe dos demônios, Mat¨9:34; Mar¨3:22; Luc¨11:15.
12, satanás, Jó¨1:6-12, 2:1-7; Zac¨3:1-2; Mat¨4:10, 12:26, etc.
13, serpente, 2ªCor¨11:3; Apoc¨12:9, 20:2.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
IV, 1, diabo e satanás.
diabo e satanás, são dois títulos, ou dois atributos da mesma pessoa,
Apoc¨12:9.
diabo, vem do grego diabolos, e significa; caluniador.
satanás, vem do hebreu satan, e significa; adversário.
V, ENDEREÇOS do diabo.
A idéia, corrente, de que a residência atual e fixa do diabo é o inferno,
onde tem, como que, seu quartel general e de onde comanda as suas hostes
malignas, está destituída de fundamento BÍBLICO, visto que à luz da BÍBLIA
SAGRADA o diabo só será colocado ali, para de lá jamais sair, quando toda a
obra de DEUS estiver concluída, na história e vida do ser humano.
Os endereços do diabo, podem ser contados em pelo menos, cinco etapas,
quais sejam:

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1, ANTES DE SER DIABO; OU SEJA, DESDE SUA CRIAÇÃO ATÉ A SUA REBELIÃO.
2, APÓS A SUA REBELIÃO, ATÉ O MILÊNIO DE PAZ MUNDIAL.
3, DURANTE O MILÊNIO DE PAZ MUNDIAL, MANTIDA POR JESUS CRISTO.
4, APÓS O MILÊNIO DE PAZ E ANTES DA CONSUMAÇÃO DE TODOS OS
ACONTECIMENTOS ESCATOLÓGICOS DA HISTÓRIA HUMANA.
5, APÓS A CONSUMAÇÃO DE TODOS OS ACONTECIMENTOS ESCATOLÓGICOS.
Vejamos, cada uma destas etapas, com seus respectivos endereços.
V, 1, O ENDEREÇO do diabo, ANTES DE SER diabo.
Desde sua criação até sua rebelião, o ser que agora é o diabo, mas que
ainda não o era, tinha seu lugar de atuação, ou endereço, num lugar
todo especial, é o que podemos ver em Ez¨28:11-15.
Nesta passagem, a lamentação direta é contra o rei de Tiro, porém
este, jamais esteve no Éden, o jardim de DEUS, daí entendermos que
esta passagem BÍBLICA, indubitavelmente, se refere ao diabo.
Portanto, o endereço do diabo, antes da sua rebelião contra DEUS era o
Éden, jardim de DEUS.
Ez¨28:13 fala que esteve no Éden, jardim de Deus.
Ez¨28-14 fala que estava no monte santo de DEUS, e que no meio das
pedras afogueadas andava.
Pela descrição do ÉDEN de Ezequiel, constatamos, que era um ÉDEN
constituído de pedras preciosas e ouro, ao passo que o ÉDEN de Adão e
Eva, era um ÉDEN onde sobressaía o reino vegetal.
A tentação de Adão e Eva, aconteceu neste segundo ÉDEN, Gên¨3:1-24.
Não teria o diabo feito esta visita à sua antiga sede (já um tanto
quanto modificada e preparada para receber o ser humano) para tentar
destronar o homem, do local que antes lhe servira de base¨?
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
V, 2, O ENDEREÇO do diabo, APÓS A SUA REBELIÃO, ATÉ O MILÊNIO DE
PAZ MUNDIAL.
O endereço mais comum, ou o local onde, na BÍBLIA SAGRADA, o encontramos
mais em evidência, durante este período, é a atmosfera, Ef¨2:1-2.
Em Ef¨6:11-12 vemos que atua no lugares celestiais.
Na explicação da parábola do semeador, JESUS CRISTO se refere às aves
do céu, como sendo o maligno, Mat¨13:1-23¨(4, 19) e ao próprio satanás
em Mar¨4:1-20¨(4, 15).
Comparemos, Apoc¨12:7-9, com 1ªTess¨4:16-17.
O primeiro texto nos fala de uma batalha em que Miguel e os seus anjos
batalhavam no céu contra o dragão (diabo) e seus anjos.
Todos os adversários de MIGUEL e seus anjos, ou seja, o diabo e seus
anjos, foram precipitados na Terra, Apoc¨12:7-9.
O segundo texto, nos ensina que, o SENHOR JESUS CRISTO virá buscar sua
IGREJA, quando, ressuscitará os crentes mortos e arrebatará os crentes
vivos, e ajuntará a todos nas nuvens, ou seja nos ares, para estarmos
para sempre com o SENHOR, 1ªTess¨4:16-17.
Não estaria Miguel e os seus anjos limpando os ares, para receber a
gloriosa IGREJA do SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO¨?
Não ficaria desta forma, a Terra, livre para a maior liberação do
poder das trevas, quando da grande tribulação, Apoc¨7:14, ou grande
aflição¨? Mat¨24:1-25:46 (4:21).
Se olharmos atentamente, para Gên¨1:1-31, a quase tudo o que foi criado, a
PALAVRA DE DEUS nos diz: “e viu DEUS que era bom”, Vs¨4, 10, 12, 18, 21, 25.
É bem verdade que no Versículo¨31 há uma observação, um tanto quanto, mais
completa, “DEUS viu tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”.
Porém, quando da criação da expansão entre as águas de baixo e as de
cima, a BÍBLIA não faz a mesma declaração, Vs¨6-8.
Com esta omissão, não estaria DEUS lembrando (antecipadamente) dos

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tempos futuros, nos quais, o diabo imperaria nos ares¨? Ef¨6:12.
Ainda que o endereço mais comum do diabo, seja a atmosfera, podemos
ver que ele também trabalha na Terra.
Leiamos, os dois diálogos entre DEUS e o diabo, relatados no livro de
Jó, primeiro diálogo, Jó¨1:6-12¨(7), segundo diálogo, Jó¨2:1-7¨(2).
Da primeira passagem, destacamos o versículo 7 e da segunda, o
versículo 2, os quais narram que satanás respondeu a DEUS
semelhantemente; “De rodear a Terra e passear por ela”.
Além disto, a BÍBLIA SAGRADA diz que todo o mundo está no maligno,
1ªJoão¨5:19, se bem que, todo o mundo, aqui, se refere mais aos
incrédulos do que à Terra, propriamente dita.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
V, 3, O ENDEREÇO do diabo, DURANTE O MILÊNIO DE PAZ MUNDIAL,
MANTIDA POR JESUS CRISTO.
Durante o milênio de paz mundial, o diabo, estará preso no abismo, sem
que tenha alguma possibilidade, nem mesmo a mais remota, de perturbar
a quem quer que seja, Apoc¨20:1-3.
V, 4, O ENDEREÇO do diabo, APÓS O MILÊNIO DE PAZ MUNDIAL, E ANTES DA
CONSUMAÇÃO DE TODOS OS ACONTECIMENTOS ESCATOLÓGICOS DA HISTÓRIA
HUMANA.
Este será um curto período no qual o diabo será solto, por um pouco de
tempo, para tentar enganar todas as nações da Terra.
Estará, portanto, na Terra durante um curto espaço de tempo, tentando
enganar todas os povos da Terra, para as ajuntar em batalha contra o
povo de Deus, Apoc¨20:7-10.
V, 5, O ENDEREÇO do diabo, APÓS A CONSUMAÇÃO DE TODOS OS
ACONTECIMENTOS ESCATOLÓGICOS.
Após todos os acontecimentos escatológicos, a BÍBLIA SAGRADA, nos diz:
“E o diabo que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre,
onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão
atormentados para todo o sempre”, Apoc¨20:10.
Ali permanecerá, portanto, para todo o sempre, para jamais, em hipótese
alguma, de lá ter permissão para sair, nem sequer por um momento.
Tal permanência no lago de fogo e enxofre, será acompanhada de castigo
e sofrimento interminável, ou seja, eterno.
Estas são, pelo menos, as cinco etapas ou endereços do diabo, ao longo
da sua existência, desde a sua criação, até, e por toda a eternidade.
VI, o deus DESTE SÉCULO.
Este título, deu-o o apóstolo Paulo, em 2ªCor¨4:4, “Nos quais o DEUS deste
século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça
a LUZ DO EVANGELHO DA GLÓRIA DE CRISTO, que é a imagem de DEUS”.
Neste texto, a palavra século, não significa o espaço de cem anos,
porém é sinônimo da religiosidade dos homens, ao longo do tempo.
Como deus deste século seu maior desejo é ser adorado, e isto, em
conseqüência de julgar-se credenciado para tanto.
Seu desejo de ser semelhante ao ALTÍSSIMO, Is¨14:12-15, não era outra
coisa, senão uma obstinação de receber culto como DEUS recebia de
todas as legiões angelicais.
Pouco depois, em parte, acabou conseguindo, porém, apenas dos anjos
que o seguiram em sua rebeldia contra DEUS.
Ez¨28:11-19, fala sobre a sua condenação e em Apoc¨12:3-4, podemos
entender que, quando da sua rebelião contra DEUS, levou a terça parte
dos anjos após si.
Ao enganar Adão e Eva seu desejo era receber adoração.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
Os povos desconhecedores da PALAVRA DE DEUS adoravam e ainda adoram

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deuses, porém, como nos diz o Sal¨96:5, tais deuses eram e continuam
sendo ídolos.
Por isso, quem os adora ou lhes presta culto é praticante da
idolatria, ou seja é idólatra.
O povo eleito (Israel), apesar de conhecer a PALAVRA DE DEUS e das
constantes advertências, infelizmente, também cultuou ao diabo,
através da idolatria, Deut¨32:17; 2ºReis¨17:7-20; 2ºCrô¨11:15.
O diabo, por seu atrevimento, desejou, e intentou, receber adoração,
até do próprio JESUS CRISTO, Mat¨4:8-10; Luc¨4:5-8.
O diabo, infelizmente, age até mesmo no meio do povo de DEUS, Mat¨13:24-30.
Muitas pessoas vendo o que JESUS CRISTO fazia criam nele, porém JESUS
não confiava neles, porque sabia o que tinham em seu coração e a quem
pertenciam, João¨2:23-25.
O diabo que era conhecedor da missão de JESUS CRISTO utilizou-se de
testemunhas falsas, dos escribas, dos fariseus, dos anciãos, dos
principais sacerdotes, do sumo sacerdote e dos membros do sinédrio,
Mar¨14:53-64, 15:1-3; João¨11:46-57, e até de um dos apóstolos,
Mat¨26:47-50, para tramarem planos malignos contra JESUS.
O diabo atrai adoradores, através da promoção de espetáculos
atraentes, maravilhosos e prodigiosos, 2ªTess¨2:9.
O diabo, para ser adorado, usa do artifício do engano, o qual é muito forte
pois tem o poder, até, de transformar-se em anjo de luz, 2ªCor¨11:13-15 (14).
Porém, JESUS CRISTO nos alerta claramente, sobre as artimanhas do
diabo, as quais são, realmente, muito fortes para a pessoa menos
avisada, Mat¨24:4-5, 24.
VII, O EXÉRCITO do diabo.
A obra maligna do diabo é, infelizmente, muito extensa, entretanto, a
mesma, não é realizada somente por ele.
Para a realização de toda a sua nefasta obra, o diabo vale-se de um
numeroso exército de anjos (os demônios), todos seus seguidores.
Por isso, a BÍBLIA SAGRADA, reconhece o diabo, como belzebu o príncipe
dos demônios, Mat¨9:34, 12:24-28; Mar¨3:22-26; Luc¨11:14-20.
Tal exército diabólico, é confirmado nas próximas passagens BÍBLICAS,
Mat¨12:43-45; Mar¨5:1-20 (9), 9:29; Luc¨8:30; Apoc¨12:7.
Segundo a carta de Paulo aos Efésios 6:11-12, há uma hierarquia
diabólica, ou, demoníaca no reino das trevas, composta, por:
01, PRINCIPADOS.
02, POTESTADES.
03, PRÍNCIPES DAS TREVAS DESTE SÉCULO.
04, HOSTES ESPIRITUAIS DA MALDADE NOS LUGARES CELESTIAIS.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
VIII, O diabo E SEUS MINISTROS.
Em 2ªCor¨11:13-15, Paulo escreve clara e abertamente sobre a
existência dos ministros do diabo (satanás).
É bem verdade, que o diabo tem um enorme exército de ministros declarados,
colocados e incorporados, em determinadas religiões e suas seitas
religiosas, que abertamente, sem nenhum subterfúgio, a ele devotam adoração.
Entretanto, estes não são os mais perigosos, visto que a imensa
maioria das pessoas, por aversão, foge a tais tipos de adoração, já
que, os mesmos, declaradamente, adoram ao diabo.
Por isso, conscientemente, muito poucas pessoas o admitem em suas
vidas, visto que, o seu intelecto se recusa a tal admissão.
Os ministros mais perigosos do diabo, são aqueles que se acobertam, ou
se escondem, atrás de uma aparente, ou meia verdade, dando-lhes um tom
de autenticidade, a qual é muito difícil de distinguir, pelas pessoas
menos avisadas e por isso mesmo, desprevenidas, quanto ao engano em

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que podem cair, ou em que já estão incorrendo.
Paulo é muito claro ao falar sobre eles em 2ªCor¨11:13-15.
Em 2ªTess¨2:1-17 (2-11), também podemos notar, sem nenhuma dificuldade, a
preocupação de Paulo, quanto à prodigiosa operação do erro.
JESUS CRISTO também falou em falsos cristos e falsos profetas,
Mat¨24:23-25.
Portanto, busquemos conhecer a verdade, quanto mais melhor, para nossa
tranqüilidade e para a glória de DEUS.
Os ministros do diabo, declarados ou não, juntamente com todos os seus
seguidores, formam, como que uma paródia do corpo de JESUS CRISTO.
Não podemos afirmar que esta é uma declaração BÍBLICA, entretanto, se
compararmos as obras de DEUS, através de sua IGREJA, com as obras do
diabo, através de seus seguidores, não podemos nos furtar a esta
constatação, a qual, podemos transformar em declaração.
O diabo, juntamente com todos os seus seguidores, formam um corpo, o
qual, podemos afirmar, sem medo de errar que, é o corpo do diabo.
IX, O PODER do diabo.
O diabo não é todo poderoso, entretanto, quando há a permissão de
DEUS, o diabo coloca em ação todo o seu poder, manifestando toda a sua
maldade, crueldade e ódio.
2ªTess¨2:8-9 nos fala desse poder.
No livro de Jó, encontramos o relato de uma história muito conhecida, na
qual, o diabo demonstra todo o seu ódio para com DEUS, bem como, para com
o ser humano, representado nesta história pela pessoa de Jó, Jó¨1:1-2:13.
Portanto, pelo que podemos verificar, ainda que o diabo seja o maior inimigo
de DEUS e seja detentor de um determinado poder, este poder, jamais pode ser
colocado em ação, a não ser com o consentimento do TODO-PODEROSO.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
X, OS FILHOS do diabo.
Infelizmente, o diabo, também tem filhos.
Quem são os filhos do diabo¨?
À luz de João¨1:12, os filhos do diabo, são todos os seres humanos que
ainda não aceitaram a JESUS CRISTO, como único e suficiente SALVADOR.
João¨8:12-59¨(39-45), nos fala claramente, sem rodeios que, quem não
ama a JESUS CRISTO é filho do diabo (Vs¨42-44).
XI, AS OBRAS do diabo.
O ladrão registrado em João¨10:10, cujas obras são roubar, matar e
destruir, pode, muito bem ser aplicado ao diabo, em contraposição à
obra de CRISTO, a qual, é DAR VIDA E VIDA COM ABUNDÂNCIA.
Entretanto, a BÍBLIA SAGRADA tem mais uma grande lista de obras atribuídas
ao diabo e seu exército, vejamos uma lista, incluindo as já citados:
01, Roubar, João¨10:10.
02, Matar, Jó¨1:13-19; João¨8:44, 10:10.
03, Destruir, João¨10:10.
04, Incitação à desobediência a DEUS, 1ºCrô¨21:1-8.
05, Instigação à adivinhação, Deut¨18:10-12; At¨16:16-18.
06, Instigação ao erro, Is¨19:14.
07, Instigação ao ódio, 1ºSam¨18:10-12, 19:9-10.
08, Atormentar, 1ºSam¨16:14-15.
09, Mentira, II¨Crôn¨18:19-27; João¨8:44.
10, Facção, Tiago¨3:13-16.
11, Indução à apostasia, 1ªTim¨4:1.
12, Promoção da idolatria, Osé¨4:12, 5:4.
13, Possessão diabólica, Mar¨9:17-27.
14, Tentação ao pecado, Gên¨3:1-24¨(1-7); Mat¨4:1-11.
15, Causador de várias enfermidades, Jó¨2:1-10¨(7); Mat¨15:21-28;

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Luc¨13:10-17.
16, Opressão diabólica, At¨10:38.
17, Enganar, Gên¨3:1-13¨(13); 2ªCor11:3; Apoc¨12:9.
XII, AÇÃO DIRETA do diabo, CONTRA OS HOMENS.
O diabo não se contenta, apenas, com o mal que fez aos seus primeiros
seguidores (os demônios), os quais, ao princípio, ou seja, ao serem
criados, eram todos obedientes a DEUS.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
Por isso, desde praticamente a criação do ser humano, até os dias
atuais e cremos que, enquanto não acontecerem todos os acontecimentos
escatológicos já revelados por DEUS, o diabo continuará agindo
diretamente sobre o ser humano, quer este seja filho de DEUS ou não (a
não ser durante o milênio de paz mundial, Apoc¨20:2-7).
Esta ação diabólica, visa principalmente a desobediência do homem a DEUS.
As investidas do diabo contra o ser humano, constam de várias atividades.
Vejamos as mais comuns:
1, OPRESSÃO DIABÓLICA.
2, TENTAÇÃO DIABÓLICA.
3, OBSESSÃO DIABÓLICA.
4, POSSESSÃO DIABÓLICA.
5, PRODÍGIOS ENGANADORES.
6, A FEITIÇARIA.
7, A IDOLATRIA.
8, A BUSCA DE PACTUANTES.
Veremos agora, cada uma destas em particular.
XII, 1, A OPRESSÃO diabólica.
Segundo o minidicionário Aurélio, opressão, significa:
01, Ato ou efeito de oprimir.
02, Tirania.
03, Sufocação.
Por sua vez, oprimir significa:
01, Sobrecarregar com peso.
02, Apertar, comprimir.
03, Afligir.
04, Tiranizar.
05, Vexar, humilhar.
O conciso dicionário de teologia CRISTÃ, nos diz acerca de opressão:
Controle imoral exercido pelos poderosos sobre as classes
despossuídas. Na teologia liberal, é o pecado em sua dimensão maior.
Infelizmente, o conciso dicionário, não fala sobre a opressão diabólica.
Imaginemos quão terrível, é a opressão diabólica¨!
O diabo com toda a sua perversidade, se compraz em causar males
ao ser humano.
Uma das formas com que leva a efeito a sua perversidade, é a opressão
diabólica.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
O diabo, infelizmente, consegue oprimir muitas pessoas, através da
colocação de enfermidades, as mais diversas, em suas vidas, as quais,
em determinados casos, são um peso enorme e terrível a ser carregado,
visto que, em inúmeros pessoas, nem a medicina consegue recursos
científicos, para solucioná-las, Mar¨5:24-34; Luc¨8:43-48,.
Por isto, a BÍBLIA SAGRADA também chama o diabo (ou os demônios), de:
“espírito de enfermidade Luc¨13:11”.
Na BÍBLIA SAGRADA, encontramos vários casos de opressão diabólica, por
meio de enfermidades, Jó¨2:7-8; Mat¨12:22, 15:21-28; Luc¨13:10-17.
A opressão diabólica pode, também, provocar tristeza, melancolia,

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depressão, sentimento de inferioridade, sentimento de perseguição, fraqueza
física, inimizade, dúvidas, mágoa profunda, é o caso de Jó, o qual, além do
seu grande infortúnio e da sua enorme enfermidade, foi duramente magoado,
por sua mulher, principalmente no aspecto espiritual, Jó¨2:9-10, bem como
pelos seus três amigos, Elifaz, Zofar e Bildade, Jó¨4:1-27:23¨(19:1-29).
A opressão diabólica, pode acontecer na vida de um crente em JESUS
CRISTO, sem que este tenha pecado, para que tal aconteça.
Assim sendo, a opressão diabólica, como no caso de Jó, acontece, como
prova de DEUS, não como castigo.
Visto que o crente em JESUS CRISTO, pode sofrer opressão diabólica,
cabe-lhe, suplicar a misericórdia de DEUS, a fim de livrar-se deste
enorme problema.
Uma das atividades do ministério de JESUS CRISTO foi curar os
oprimidos de diabo, At¨10:38.
XII, 2, A TENTAÇÃO diabólica.
Tentação, segundo o minidicionário Aurélio, é:
01, Ato ou efeito de tentar.
02, Desejo veemente.
03, Pessoa ou coisa que tenta.
04, O diabo.
Por sua vez, tentar, significa:
01, Empregar meios para obter.
02, Buscar, procurar.
03, Pôr em prática, empreender.
04, Arriscar-se.
05, Pôr à prova, experimentar.
06, Procurar seduzir.
07, Causar desejo a.
O conciso dicionário de teologia CRISTÃ, nos diz acerca de tentação:
01, Ato de induzir a pecar ou a condição de ser levado a pecar.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
Na BÍBLIA SAGRADA, o diabo é também conhecido como o tentador,
Mat¨4:1-11; Mar¨4:1-13; 1ªTess¨3:5.
Toda a tentação diabólica é uma chamada ou convite ao pecado, o qual,
quando consumado é, por sua vez, desobediência a DEUS.
Vejamos algumas passagens BÍBLICAS concernentes a tentações diabólicas,
1ºCrô¨21:1-8; Luc¨8:12; At¨5:3; 1ªCor¨7:5; 1ªTess¨3:5; 1ªTim¨5:15.
O diabo não pode agir diretamente na inteligência nem na vontade.
Porém, pode influir sobre o corpo, através dos sentidos naturais
do ser humano.
Esta ação, por sua vez, produz efeitos na imaginação e na memória.
Por esta brecha, a tentação diabólica, atua sobre a inteligência e a
vontade, pelas quais, o homem pode ou não consentir com a tentação,
podendo, por isso, cair ou não na mesma.
Já que, a tentação diabólica é um fato que atinge tanto o incrédulo
como o crente, este deve tomar as devidas precauções, todas elas de
cunho espiritual, para vencê-la, ao máximo.
Para nossa total tranqüilidade, DEUS garante que as tentações
diabólicas sobre seus filhos, jamais ultrapassarão os limites que
estes podem suportar, 1ªCor¨10:13.
A BÍBLIA SAGRADA nos ensina quais os procedimentos corretos e
necessários, para que sejamos vitoriosos sobre as tentações
diabólicas, Ef¨6:11-18; Tiago¨4:7; 1ªPed¨5:8.
Além de tudo o que já falamos sobre tentação diabólica, é necessário
sabermos que, a tentação diabólica, em si mesma, não é pecado, mas um,
fortíssimo, convite à prática do mesmo.

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XII, 3, A OBSESSÃO diabólica.
A palavra obsessão, segundo o minidicionário Aurélio, significa:
01, Idéia fixa que persegue.
02, Mania.
Portanto, a obsessão diabólica é:
Mania, ou idéia fixa que persegue alguém, afim de praticar
constantemente o pecado.
Estas idéias fixas, colocadas pelo diabo, provocam tentação contínua,
levando a pessoa à pratica continuada do pecado.
A obsessão diabólica, pode subjugar, tanto pessoas incrédulas como,
infelizmente, crentes em JESUS CRISTO.
Podemos esquematizar o caminho para a obsessão diabólica de um crente
em JESUS CRISTO, da seguinte forma:
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
01, Tentação diabólica.
02, Queda no pecado.
03, Arrependimento e confissão, sem muita determinação para deixar o
pecado.
04, Nova tentação diabólica, para a prática do mesmo pecado.
05, Nova queda no mesmo pecado.
06, Gozo e ou alegria pelo pecado cometido.
07, Tentação para o não arrependimento nem confissão do pecado.
08, Falta de arrependimento e da confissão do pecado cometido.
09, Tentação, para cometer novamente o mesmo pecado.
10, Queda no mesmo pecado.
11, Falta de arrependimento e de confissão.
12, Amor ao pecado.
13, Tentação diabólica continuada para a prática do pecado.
14 Idéia fixa para a prática usual do pecado, com sua constante prática.
Aí está a triste caminhada de uma pessoa salva por JESUS CRISTO, para
chegar à OBSESSÃO DIABÓLICA, a qual, com toda a certeza trará enormes
prejuízos, principalmente espirituais, os quais poderão, também, ser
sentidos em outras esferas da vida.
Cabe ao salvo por JESUS CRISTO, resistir ao diabo, para vencê-lo,
Tiago¨4:7-8.
É bom salientar o que segue.
Quando uma pessoa está obsessa pelo diabo, a mesma, continua na plenitude
de todas as suas faculdades físicas, mas, também e principalmente as
mentais de tal forma que todas as suas ações, ainda que levadas a efeito
sob a pressão de uma enorme tentação diabólica (obsessão), são realizadas
com toda a sua liberdade de escolha.
Podemos ver, na pessoa do apóstolo Pedro, uma etapa de obsessão
diabólica, quando por três vezes negou a JESUS CRISTO, Mat¨26:69-75;
Luc¨22:54-62.
XII, 4, A POSSESSÃO diabólica, ou demoníaca.
Nem o minidicionário Aurélio, nem o conciso dicionário de teologia
CRISTÃ, nos dão uma definição para a possessão diabólica, entretanto,
o minidicionário nos dá a definição de possesso, a qual é a que segue:
Endemoninhado; Enfurecido; Indivíduo possesso.
A possessão diabólica, ou demoníaca, constitui-se, na perda total do
controle do ser humano, sobre si mesmo, passando este controle a ser
executado, pelo diabo, ou por um, ou mais, dos seus demônios.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
A BÍBLIA SAGRADA, nos mostra claramente, muitos casos de possessão
diabólica ou demoníaca, como podemos verificar claramente, nas passagens
BÍBLICAS enumeradas a seguir, Mat¨8:16, 28-34; Mar¨1:21-28, 32-34, 5:1-20,

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7:24-30, 9:14-29; Luc¨4:33-36, 41, 6:17-18, 8:26-39, 9:37-42; At¨5:16, 8:7.
A possessão diabólica ou demoníaca, por seus resultados, talvez seja a
maior tragédia da vida do ser humano, naturalmente, tirando fora a
condenação eterna.
Como vimos nas passagens BÍBLICAS acima, um ser humano em tal
situação, perde totalmente o controle sobre si mesmo, passando o mesmo
a ser exercido completamente pelo diabo (o demônio, ou demônios),
principalmente nas horas de crise.
XII, 4, A, O CRENTE E A POSSESSÃO diabólica.
Por crente em JESUS CRISTO, entendemos uma pessoa que:
Aceitou o SENHOR JESUS CRISTO em sua vida, como seu ÚNICO E SUFICIENTE
SALVADOR.
Devido a esta decisão, o crente passa a:
01, Ser filho de DEUS, João¨1:12.
02, Estar seguro para sempre nas mãos de JESUS, João¨6:37-40, 10:27-30.
03, Ser templo e habitação do ESPÍRITO SANTO, 1ªCor¨3:16-17, 6:19.
Baseados nestas três, fortíssimas, declarações BÍBLICAS, com toda a
certeza, temos autorização para declarar o que segue:
Já que o crente verdadeiro:
01, É, para todos os efeitos filho de DEUS, João¨1:12.
02, Está, para todo o sempre, seguro nas mãos de JESUS CRISTO,
João¨6:37-40, 10:27-30.
03, É habitação e templo do ESPÍRITO SANTO, 1ªCor¨3:16, 6:19; 2ªCor¨6:16.
O FILHO DE DEUS (O CRENTE VERDADEIRO) JAMAIS PODERÁ SER VÍTIMA DE
POSSESSÃO diabólica.
XII, 4, B, A EXPULSÃO DE demônios.
Quando uma pessoa fica possessa de demônio, este, pode ser expulso, em
nome de JESUS CRISTO, Mar¨16:17; Luc¨10:17.
Em todas as passagens BÍBLICAS em que vemos, tanto, JESUS CRISTO,
quanto os seus discípulos expulsarem demônios, estes se apresentaram
de livre e espontânea vontade, sem que houvesse a necessidade de os
chamar (invocar), para que se apresentassem.
Porém, nos nossos dias, estamos presenciando, muitas pessoas
expulsando demônios.
Contudo, na maioria das vezes, estes são chamados (invocados) para se
apresentarem e depois serem expulsos.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
Muitos demônios, geralmente, atendem o chamado, e se apresentam, para depois
serem expulsos das infelizes pessoas, que ficam possessas do demônio.
Este fato, ainda que atraia muitas pessoas, podem ser até multidões,
necessita de fundamento BÍBLICO, para que o possamos avalizar.
Procuremos, acuradamente, na BÍBLIA SAGRADA e verificaremos que
jamais algum demônio foi chamado à presença de quem quer que
seja, para depois ser expulso.
Por isso, repetimos o que já declaramos acima.
Em todas as passagens BÍBLICAS em que vemos, tanto, JESUS CRISTO,
quanto os seus discípulos, expulsarem demônios, estes se apresentaram
de livre e espontânea vontade, sem que houvesse a necessidade de os
chamar (invocar), para que se apresentassem.
Infelizmente, a possessão demoníaca acontece muitas vezes na vida de
muitas pessoas, as quais, não sabem o que fazer para se livrarem de
tão grande e terrível flagelo.
Segundo JESUS CRISTO, para que os demônios sejam expulsos, há a
necessidade de fé, oração e jejum, Mat¨17:14-21.
Porém, a verdadeira, radical e final libertação da possessão
demoníaca, acontece, quando uma pessoa EVANGELIZADA aceita a JESUS

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CRISTO, COMO SEU ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR.
Quando a conversão acontece, a pessoa é:
01, Templo de Deus, 1ªCor¨3:16-17, 6:19; 2ªCor¨6:16.
02, Habitação do ESPÍRITO SANTO, 1ªCor¨3:16-17, 6:19; 2ªCor¨6:16;
03, Batizada pelo ESPÍRITO SANTO, 1ªCor¨12:13.
04, Selada pelo ESPÍRITO SANTO Ef¨1:13, 4:30.
Com o ESPÍRITO SANTO habitando no salvo por JESUS CRISTO, qual será o
demônio, casta de demônios, legião de demônios, ou o próprio diabo
(satanás) virá desalojar o ESPÍRITO SANTO, para possuir um filho de
Deus, através da possessão demoníaca ou diabólica.
Por isso, é impossível que o (s) demônio (s) volte (m), acompanhado (s)
de outros sete demônios para cada um que saiu, à que era sua casa, antes
da conversão genuína a JESUS CRISTO, Mat¨12:43-45; Luc¨11:24-26.
Sua volta é impossível porque a casa não mais está vazia, está, isto
sim, habitada pelo ESPÍRITO SANTO, 1ªCor¨3:16-17, 6:19; 2ªCor¨6:16;
XII, 5, PRODÍGIOS ENGANADORES.
O diabo, infelizmente, também engana uma enorme quantidade de seres
humanos, através de sinais, prodígios, milagres, etc., porém enganadores,
por intermédio dos seus seguidores, quer estes sejam, declarados ou não.
É o que constatamos com as seguintes passagens da BÍBLIA SAGRADA, Mat¨7:21-23; 24:23-25;
2ªCor¨11:13-15; 2ªTess¨2:9-10; Apoc¨13:11-18 (13).
Assim sendo, nem todos os prodígios, ou milagres, procedem de DEUS,
vejamos o que nos diz Mat¨7:15-23.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
XII, 6, A FEITIÇARIA.
Segundo o Novo dicionário Aurélio, feitiçaria, significa:
01, Emprego de feitiços; Bruxaria; Sortilégio, encantamento; Figurado,
enlevo, fascinação, sedução.
Portanto, segundo a primeira definição, a feitiçaria constitui-se no
uso ou emprego de feitiços.
Para FEITIÇO, temos entre outros a palavra FETICHE, a qual por sua
vez, entre outros, tem este significado:
01, Objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela
natureza, ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto;
Ídolo, manipanso: [comparar com, amuleto e talismã].
Portanto:
Qualquer animal (ou, uma de suas partes).
Qualquer líquido, pó, pacote, pedra (ou, uma de suas partes).
Qualquer madeira (ou, uma de suas partes).
Qualquer flor (ou, uma de suas partes)
Etc., etc., etc.
Todas estas coisas ou materiais, quer sejam puros ou misturados,
recebidos onde quer que seja (comércio, casa particular, centro espírita,
igreja, etc.), e desde que usados, por quem quer que seja, com a
suposição que têm algum poder sobrenatural, de qualquer ordem, ou
provindo de onde quer que seja, constitui-se, infelizmente num FEITIÇO.
Lembro de um dicionário antigo no qual era muito mais fácil chegar ao
significado da palavra feitiçaria, a qual, entre outros, significava:
Emprego ou uso de feitiços.
A palavra feitiço era mais direta, a qual, entre outros, significava:
Objeto a que ignorantes ou indoutos atribuem poder sobrenatural.
Por isso, não havia necessidade de tanta busca ou exercício no dicionário
para chegarmos ao verdadeiro significado da palavra feitiçaria.
Tal dicionário, infelizmente, não está em nosso poder, por isso, não
está incluído na bibliografia.
Há, infelizmente, muita gente que julga e pensa, que a prática da

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feitiçaria está muito distante dos grupos evangélicos.
Entretanto, para nossa tristeza, verificamos, que, o emprego de
feitiços, também é prática, um tanto quanto, comum, também no
cristianismo, principalmente no cristianismo nominal.
Dissemos, principalmente, pois, infelizmente, poderão também ser
usados por verdadeiros CRISTÃOS, porém imaturos e ou desprovidos de
sólida base doutrinária.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
Em virtude destas deficiências, não possuem fé suficiente para confiar em
DEUS, como O SER que com sua NATUREZA, totalmente, espiritual, também age
espiritualmente, sem a mínima necessidade da presença de qualquer
quantidade, ou pedaço de qualquer animal, substância, coisa, ou material.
Talvez, nós já fomos feiticeiros, ou ainda o sejamos, sem o saber¨!
A feitiçaria é, portanto, mais uma forma de ação diabólica, para
perverter a vida do ser humano.
A feitiçaria também pode ser considerada uma forma de idolatria.
A feitiçaria, é sempre condenada pela BÍBLIA SAGRADA, 1ºSam¨15:22-23;
2ºReis¨9:22; 2ºCrô¨33:6; Is¨47:8-9, 12; Miq¨5:12; Naum¨3:3-4;
Gál¨5:19-21¨(20); Apoc¨9:21, 18:23.
Da mesma forma que DEUS condena a feitiçaria, também condena os
feiticeiros e feiticeiras, Êx¨22:18; Deut¨18:10-14; 2ºReis¨21:6,
23:24; Mal¨3:5; Apoc¨21:8, 22:15.
XII, 6, A, MILAGRES LIGADOS AO USO DE OBJETOS, NA BÍBLIA SAGRADA.
Na BÍBLIA SAGRADA há vários milagres que aconteceram acompanhados
de algum material físico e visível, os quais, aparentemente,
aconteceram em virtude do material usado.
A seguir temos uma lista de alguns.
Mar¨8:22-26¨(23).
É verdade, JESUS cuspiu nos olhos do cego.
Porém, JESUS CRISTO jamais ensinou ou mandou quem quer que
seja cuspir nos olhos de qualquer cego para que este pudesse
ou possa ver.
João¨9:1-41¨(6-7, 11, 14-15).
Também é verdade, JESUS CRISTO cuspiu na terra, com a saliva
fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. E disse-lhe:
Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado).
Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.
Porém, como no milagre citado anteriormente, JESUS CRISTO
jamais ensinou ou mandou quem quer que seja a cuspir na terra,
fazer lodo com a saliva, untar os olhos de qualquer cego e
mandá-lo lavar-se em qualquer tanque para que o cego pudesse
ou possa ver.
Mas, nós não devemos fazer o que JESUS CRISTO fez¨?
Devemos olhar, e muito, para o que JESUS CRISTO fez, mas, muito
mais para o que mandou fazer.
Isto, porque há coisas que JESUS CRISTO fez mas não ordenou a
ninguém que as repetisse.
Os dois milagres citados acima são exemplos.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
At¨19:11-12.
Sim, é verdade que DEUS pelas mãos de Paulo fazia maravilhas
extraordinárias. De sorte que até os lenços e aventais se
levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam
deles, e os espíritos malignos saíam.
Porém, a exemplo de JESUS CRISTO, Paulo, também não mandou, nem
sequer insinuou, que alguém repetisse o que acontecia com ele.

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Tenhamos, portanto, muito cuidado e fujamos do uso de qualquer material,
quer seja ativa ou passivamente, na suposição que DEUS dará ao mesmo
qualquer poder sobrenatural para que aconteça o que é do nosso desejo.
Venha tal material de onde vier, dado onde quer que seja ou
entregue por quem quer que seja.
A BÍBLIA SAGRADA não afirma diretamente, mas, podemos entender
que alguns enfermos eram curados ao passar sobre eles a sombra do
apóstolo Pedro, porque muitos doentes eram trazidos e deixados,
em leitos, nas ruas, esperando Pedro passar para que sua sombra
cobrisse alguns deles, At¨5:15.
Até que enfermos fossem curados quando a sombra de Pedro passava
sobre eles, jamais o vemos ensinando a alguém que passasse à luz
do sol, para que sua sombra curasse qualquer enfermo.
Também, neste caso, o bom senso nos leva a não querermos imitar o
que acontecia com Pedro.
XII, 7, A IDOLATRIA.
Segundo o minidicionário Aurélio, idolatria, significa:
Culto prestado a ídolos.
O conciso dicionário de teologia CRISTÃ, nos diz:
Adoração de um ou mais ídolos.
O culto prestado a ídolos, ou seja, a idolatria, é uma forma do diabo
afastar o homem de DEUS, ainda que o homem tenha a pretensão de cultuá-lo.
Isto acontece, simplesmente, porque DEUS É ESPÍRITO e só aceita ADORAÇÃO,
por parte do ser humano, em ESPÍRITO E EM VERDADE, João¨4:19-24 (24).
A BÍBLIA SAGRADA está recheada de conselhos DIVINOS ao ser humano,
ensinando-o a resguardar-se contra a idolatria, leiamos apenas o que DEUS
nos diz no Salmo¨115:4-9, para podermos compreender o desprezo e descaso
de DEUS aos ídolos tanto quanto a quem os faz e a quem neles confia.
XII, 8, A BUSCA DE PACTUANTES.
A busca de pessoas, que com o diabo façam pacto, ou contrato, com
requisitos a serem observados pelas duas partes (a parte principal a
ser obedecida pelo homem, é a adoração ao diabo) é outra atividade do
diabo, tendo como campo de batalha o ser humano.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
Podemos verificar esta atividade do diabo, quando ao tentar JESUS
CRISTO no deserto, após um jejum de quarenta dias e quarenta noites,
lhe propôs um pacto.
Em primeiro lugar, o diabo ofereceu a JESUS CRISTO todos os reinos do
mundo, Mat¨4:8-9; Luc¨4:5-7.
Mas, para que isso acontecesse JESUS CRISTO teria que adorar o diabo,
Mat¨4:8-9; Luc¨4:5-7.
Pacto astuto ou matreiro¨!
JESUS CRISTO recusou, decididamente, declarando o que está escrito em
Mat¨4:10; Luc¨4:8.
XII, 9, OUTRAS FORMAS do diabo DOMINAR O SER HUMANO.
Há ainda, muitas outras formas do diabo dominar o ser humano.
Damos a seguir uma pequena lista das artimanhas mais conhecidas e
praticadas, quais sejam:
01, ASTROLOGIA, Adivinhação através da análise da posição dos astros.
02, CARTOMANCIA, Adivinhação através de cartas de baralho normal ou
baralhos especiais.
03, HIDROMANCIA, Adivinhação através da água.
04, NECROMANCIA, Adivinhação através da comunicação com mortos.
05, QUIROMANCIA, Adivinhação através do exame das linhas das mãos.
Porém, a lista não terminou, há muitas outras formas do diabo dominar a
mente do ser humano, (em cada cultura ele interfere com características

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próprias), porém todas elas, certamente estarão, mais ou menos dentro
das características colocadas e estudadas neste capítulo.
Estejamos atentos, para não nos deixarmos levar em roda pelas
artimanhas do diabo, o qual, só deseja o nosso mal, visto que é o
nosso maior inimigo.
XIII, O CRISTÃO E o diabo.
Já vimos, que o diabo pode causar opressão, tentação e obsessão,
também na pessoa salva por JESUS CRISTO.
Porém, jamais poderá possuí-la, através da possessão diabólica ou demoníaca.
Todos os itens alistados no parágrafo anterior, já foram estudados
neste estudo, sobre o diabo.
Pode, até parecer pouco, o que o diabo pode fazer a um crente, porém
não é, senão vejamos:
De uma forma ou de outra, quando o crente em JESUS CRISTO está sob uma
tentação, sempre despende alguma energia, para resisti-la.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
Bem-aventurado o salvo por JESUS CRISTO que gasta suas energias e
consegue resistir à pertinácia do diabo em tentá-lo para cair em pecado.
Porém, quando cai em pecado gasta mais energias, ainda, para
encorajar-se ao reconhecimento de que pecou, ao arrependimento, à
confissão do seu pecado, bem como, ao pedido de perdão a DEUS.
Às vezes, sua coragem, ou suas energias, não são suficientes, para
tomar rapidamente o caminho correto.
Quando isto acontece, o crente, está a um passo da obsessão diabólica,
já estudada anteriormente.
Quando o crente está sob as forças da obsessão, torna-se um anêmico
espiritual, não produzindo fruto para DEUS; fica tão perto do mundo,
que pode ser denominado de crente carnal, 1ªCor¨3:1-4.
Desta forma, antes de recuperar-se espiritualmente, e devido ao seu
mau testemunho, muitas vezes, após algum trabalho inútil para
recuperação, é desligado da IGREJA da qual é membro, por não querer
concertar-se, Mat¨18:15-18.
Ainda que o desligamento aconteça, isto não o entristeçe, pois,
devido à obsessão diabólica está, como que, imune à ação do ESPÍRITO
SANTO em sua vida.
Assim sendo, é como que um soldado ferido, impossibilitado de entrar
na batalha contra o mal, quer seja, orando, lendo, estudando e
meditando sobre a BÍBLIA SAGRADA, CULTUANDO A DEUS juntamente com a
IGREJA ou em particular, EVANGELIZANDO, etc.
Aceitemos e coloquemos em prática todos os conselhos DIVINOS, para que
nada disto nos aconteça e sejamos baluartes de DEUS na luta contra o
maligno, Rom¨12:1-2; Gál¨5:22-23; Ef¨5:17-21; 6:11-18; Tiago¨4:1-12;
1ªPed¨5:6-9, tudo isto, para honra e glória de DEUS.
1ªPed¨5:8, nos diz: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso
adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem
possa tragar”.
Este versículo nos manda ser cautelosos em nossa maneira de pensar e
agir, visto que o diabo está nos espreitando a fim de nos dominar.
Porém, este versículo não está isolado, está, isto sim, inserido num
conjunto de versículos qual seja, 1ªPed¨5:1-11.
Leiamos esta passagem por inteiro, a fim de a estudarmos e tirarmos
lições para a nossa vida em relação ao diabo, para lutarmos contra
ele, e com isso, darmos glórias a DEUS.
01, A primeira lição, podemos tirá-la dos Vs¨1-4; São instruções aos
pastores, sobre como apascentar o rebanho de DEUS.
02, A segunda lição, está no início do Vs¨5; Sujeição mútua.

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DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
03, A terceira lição, também está no Vs¨5; Humildade.
04, Quarta lição, humildade debaixo da potente mão de DEUS, Vs¨6.
05, Quinta lição, a exaltação pessoal vem de DEUS, no tempo certo, Vs¨6.
06, Sexta lição, todas as nossas ansiedades devem ser colocadas nas
mãos de DEUS, porque ele cuida de nós, Vs¨7.
07, Sétima lição, sobriedade e vigilância, em virtude da observação
diabólica, buscando ocasião propícia para ter vitória sobre nós, Vs¨8.
08, Oitava lição, Resistência ao diabo com firmeza na fé, Vs¨9.
09, Nona lição, reconhecer que todos os irmãos espalhados pelo mundo
também sofrem, Vs¨9.
10, Décima lição, por fim DEUS nos aperfeiçoará, confirmará,
fortificará e fortalecerá, Vs¨10.
11, Undécima lição, porque com DEUS está o poder e a glória para todo
o sempre, Vs¨11.
Aqui, bem como em toda a BÍBLIA SAGRADA, o crente tem tudo o que
necessita para aprender a resistir ao diabo, bem como, para ter muitas
e muitas vitórias sobre ele.
XIII, 1, O CRENTE E A EXALTAÇÃO ao diabo.
Infelizmente, muitas vezes, o crente esquece de dar glória a DEUS para
exaltar o diabo através, principalmente, dos pensamentos, mas também
de palavras e atitudes.
Um exemplo verídico poderá nos iluminar:
Prestemos atenção ao diálogo, verídico, entre dois irmãos, chamados de
irmão A e irmão B.
O irmão A chega para o irmão B e lhe conta a seguinte experiência pessoal.
“Eu sou pedreiro; não tenho dificuldade para construir uma casa,
entretanto, não tenho casa própria, porque não tenho terreno para
construir uma residência para mim, minha mulher e meus filhos”.
“Por várias vezes, estive bem perto de comprar terreno, para realizar
o meu sonho”.
“Por várias vezes, estive quase com a quantia certa, em dinheiro, para
dar a entrada num terreno e poder construir a casa própria”.
“Porém, o diabo tem agido de tal forma que sempre acontece alguma
coisa grave, a tal ponto que o dinheiro não se complete, e pior do que
isso, faz com que, o que estava amealhado também desapareça, em gastos
inesperados”.
“Esta é a minha triste realidade”¨!
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
O irmão B que escutara toda a história do irmão A em silêncio; pede a
palavra e o aconselha desta forma:
“Ao invés do irmão atribuir ao diabo tais percalços, porque o irmão não
se coloca em comunhão com DEUS e lhe faz esta pergunta; porque tens
permitido, SENHOR, que quando o montante em dinheiro está quase completo,
me aconteçam tão grandes problemas que me obrigam a gastá-lo”¨?
“Pois, da forma que o irmão tem agido, está, infelizmente, ainda que
inconscientemente, exaltando e glorificando o diabo”.
“Porque o irmão não deixa ou pára de atribuir ao diabo todos esses
acontecimentos adversosӬ?
Talvez, no momento do diálogo citado acima, o irmão B tenha chocado o
irmão A ao ponto de deixá-lo, intranqüilo e até nervoso.
Porém, o certo é que, passado não muito tempo, o irmão A chega junto do
irmão B com uma alegria contagiante e, todo sorridente, lhe confidencia:
“Graças a DEUS consegui comprar o meu terreno e em breve começarei a
construir a minha casa”.
Cremos que o irmão A deixou de atribuir os fatos negativos ao diabo,

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humilhou-se e colocou-se debaixo da potente mão de DEUS, o qual no
tempo certo o exaltou, 1ªPed¨5:6-9.
O diabo É UMA REALIDADE, não o podemos negar.
PORÉM, SE A ELE ATRIBUIRMOS TODO O MAL OU TUDO O QUE DE ERRADO
NOS ACONTECE, ESTAMOS EXALTANDO-O.
Exaltemos, portanto a DEUS, dialoguemos com ele, sobre o porquê dos
acontecimentos adversos da nossa vida, reconhecendo o seu senhorio
sobre nós e descansemos em suas soberanas mãos, aguardando o tempo
certo para que sejamos por ele exaltados.
XIII, 2, O CRENTE PODE SERVIR ao diabo¨?
Infelizmente, todas as vezes que o crente em JESUS CRISTO está desobedecendo
a DEUS, ou seja, quando está pecando, está servindo ao diabo.
Numa certa oportunidade, JESUS CRISTO chama Pedro, abertamente, de satanás.
Naquela oportunidade, Pedro estava servindo ao diabo, pois repreendeu a
JESUS CRISTO, quando falou sobre o que lhe haveria de acontecer na cruz.
É bom salientar que, um pouco antes de JESUS CRISTO chamar Pedro de
satanás, chamou-o de bem-aventurado, porque respondeu a JESUS algo que
lhe fora revelado pelo PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS.
Este acontecimento, está registrado em Mat¨16:13-23 e Mar¨8:27-33.
Leiamos com muita atenção estas passagens BÍBLICAS, a fim de nos
inteirarmos da realidade desta triste verdade.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
www.pastorgilsondeoliveira.com.br. 26.
Não cremos, de forma alguma, que Pedro estava possuído pelo diabo, porém,
para todos os efeitos, naquela oportunidade, estava a serviço dele.
Se aconteceu com Pedro, com toda a certeza, infelizmente, também,
poderá acontecer conosco, ou com algum de nossos irmãos.
Porém, devemos seguir um bom conselho; JESUS CRISTO, é detentor de
toda a autoridade, porque, sendo DEUS é ONISCIENTE, portanto, sua
declaração é, totalmente, digna de crédito.
Entretanto, nós somos apenas humanos, por isso, não sabemos tudo com
absoluta certeza.
Tenhamos, portanto, muito cuidado e façamos tudo, para evitar
declarar, que um irmão é satanás, visto que, satanás poderá ser quem
faz tal declaração.
Isto pode, muito bem, acontecer:
01, EM VIRTUDE DE UM MAU JUÍZO.
02, POR SENTIMENTO DE SUPERIORIDADE.
03, EM VIRTUDE DE UM JULGAMENTO TEMERÁRIO.
04, EM VIRTUDE DO DESEJO DE INIBIR ALGUÉM.
05, COMO INSTRUMENTO DE DEFESA PESSOAL.
06, COMO ARMA DE ATAQUE.
07, ETC, ETC, ETC.
Portanto, por prevenção, façamos todo o esforço para não fazermos uma
declaração semelhante à que JESUS CRISTO fez acerca de Pedro.
Oremos pelo irmão, a sós, ou em conjunto com ele para honra e
glória de DEUS.
XIV, O TRABALHO MALÉFICO do diabo, DENTRO DAS IGREJAS DE JESUS CRISTO.
Quando lemos as cartas de JESUS CRISTO às sete IGREJAS,
Apoc¨2:1-3:22, podemos notar o imenso e nefasto trabalho do diabo
dentro das IGREJAS.
O diabo trabalha, tanto na vida dos membros, quanto na vida de muitos
pastores, afim de que estes permitam, até, a disseminação de doutrinas
heréticas dentro de suas IGREJAS.
Infelizmente, alguns deles, não se sabe porquê, permitem que isso
aconteça, mas DEUS que sabe de tudo coloca todas as atitudes na

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balança, agindo para com todos com suprema justiça.
Contudo o anjo (pastor) da IGREJA de ESMIRNA, nos chama a atenção, por
sua irrepreensão, pois o mesmo pastoreava uma IGREJA com uma
quantidade enorme de problemas.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
Porém, mesmo assim, foi elogiado por JESUS CRISTO, devido à sua
constante obediência ao MESTRE E SALVADOR, ainda que sujeito aos
constantes ataques do maligno, Apoc¨2:8-11.
Desta forma, ainda que o diabo trabalhe contra e dentro da IGREJA DE
JESUS CRISTO, nosso SALVADOR, O CABEÇA DA IGREJA, sempre está presente
e pronto para abençoar, maravilhosamente, a todos os que lhe são fiéis
e obedientes, tanto quanto ao pastor supracitado, Apoc¨2:10.
Sejamos, portanto, obedientes a DEUS, para sua honra e glória.
XV, O FINAL do diabo.
Já observamos, neste estudo, que o diabo tem um local preparado e
predeterminado por DEUS, para ser colocado após a conclusão de
todos os acontecimentos escatológicos, que fazem parte da história
da humanidade.
Dissemos fazem parte, porque, para nós mortais, estão para acontecer,
porém, DEUS, antecipadamente, já é conhecedor de todos os acontecimentos.
É tão verdade, que DEUS em sua PALAVRA, declara tudo antecipadamente,
Amós¨3:7; Mat¨24:1-25:46 (24:25); Luc¨21:5-36; Apoc¨20:1-10.
O local referido no primeiro parágrafo, deste item, é o lago de fogo e
enxofre (inferno), como podemos conferir, em Mat¨25:41 e Apoc¨20:10.
XV, 1, O INFERNO.
Segundo o minidicionário Aurélio, inferno significa:
01, Lugar subterrâneo onde estão as almas dos mortos.
02, Segundo o cristianismo, lugar ou situação pessoal em que se
encontram os que morreram em estado de pecado.
03, Tormento, martírio.
O conciso dicionário de teologia CRISTÃ, nos diz, acerca de inferno:
O lugar onde os maus e incrédulos serão punidos; um local de grande
angústia onde DEUS não habita.
Ao princípio, a palavra inferno, significava sepultura.
Porém, com o passar do tempo, a palavra inferno passou a ser aplicada
ao local designado e preparado por DEUS, para o diabo, seus anjos, bem
como, para todos os seres humanos que, durante a sua vida terrena, não
aceitam a JESUS CRISTO como ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR.
Há na BÍBLIA SAGRADA, algumas metáforas que, claramente, designam o
inferno ou lugar de TORMENTO ETERNO.
Vejamos:
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
01, FOGO QUE NUNCA SE APAGA, Mat¨3:12; Mar¨9:43-44.
02, TREVAS EXTERIORES, Mat¨8:12, 22:13, 25:30.
03, FOGO ETERNO, Mat¨18:8, 25:41; Jud¨7.
04, FOGO DO INFERNO, Mat¨18:9.
05, TORMENTO ETERNO, Mat¨25:46.
06, ETERNA PERDIÇÃO, 2ªTess¨1:9.
07, ESCURIDÃO DAS TREVAS, 2ªPed¨2:17.
08, ESCURIDÃO E PRISÕES ETERNAS, Jud¨6.
09, NEGRURA DAS TREVAS, Jud¨13.
10, LAGO DE FOGO E ENXOFRE, Apoc¨20:10.
11, LAGO DE FOGO, Apoc¨20:14-15.
12, LAGO QUE ARDE COM FOGO E ENXOFRE, Apoc¨21:7-8.
Desta forma, está provado pela BÍBLIA SAGRADA, que há um lugar de
TORMENTO ETERNO, quer queiram quer não aqueles que não aceitam

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esta verdade.
Como CRISTÃOS GENUÍNOS não podemos, de forma alguma, abrir mão da fé
na existência de um lugar de tormento eterno, o qual é real, como
vimos na BÍBLIA SAGRADA.
Talvez, a totalidade dos CRENTES GENUÍNOS, o denomine de INFERNO.
Se, por questões de semântica, alguém não quer admitir o nome inferno,
para designar o lugar de sofrimento eterno, está muito bem; é, até
aceitável.
O que não podemos é negar a existência de algo tão terrível e real,
apenas, porque por questões de semântica a palavra INFERNO sofreu uma
mudança do seu significado original.
CONCLUSÃO.
Finalizamos este estudo, no qual, estudamos sobre o maior inimigo de
DEUS, da sua IGREJA, do ser humano e de um modo todo especial, DO
CRENTE EM JESUS CRISTO.
Reconhecemos que, o mesmo pode ser aumentado, visto não conter tudo o
que a BÍBLIA SAGRADA ensina sobre este nefasto personagem, qual seja,
o diabo.
Porém cremos que o que aqui temos supre o nosso propósito, qual seja,
o de mostrar ao CRISTÃO, os ensinamentos básicos da BÍBLIA SAGRADA
sobre o nosso inimigo número um.
Nosso desejo é que este estudo cumpra o seu objetivo, qual seja, o de
proporcionar edificação e maturidade espiritual, ao salvo por JESUS
CRISTO, fato que, com toda a certeza, contribuirá para o
fortalecimento espiritual da IGREJA DE JESUS CRISTO, bem como, seu
crescimento numérico, através do testemunho pessoal, bem como através
de uma constante atividade EVANGELÍSTICA.
DEUS SEJA LOUVADO, PELA DERROTA do diabo E POR NOS HAVER DADO A
GLORIOSA E MARAVILHOSA SALVAÇÃO ETERNA.
DOUTRINA CRISTÃ ACERCA do diabo .
BIBLIOGRAFIA.
01, BÍBLIA SAGRADA.
Tradução, Almeida, João Ferreira de.
Edição corrigida e revisada fiel ao texto original.
Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 1.994, 1.995, São Paulo, SP, Brasil.
02, CONCISO DICIONÁRIO DE TEOLOGIA CRISTÃ.
Erickson, Millard J.
JUERP, 1991, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
03, DICIONÁRIO DA BÍBLIA.
Davis, John D.
JUERP, 7a Edição, 1980, Rio DE Janeiro, RJ.
04, DOUTRINAS, 1.
Novas Edições Líderes Evangélicos.
1a Edição, 1979, São Paulo, SP, Brasil.
05, MINIDICIONÁRIO AURÉLIO.
Holanda, Aurélio Buarque de.
Editora Nova Fronteira s. A, 1977, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
06, NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO DA LÍNGUA PORTUGUESA.
Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda.
Editora Nova Fronteira.
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira e J. E. M. M. Editores Ltda., 1986.
2a EDIÇÃO, 7a IMPRESSÃO.
07, O DIABO.
Reis, Aníbal Pereira.
Edições Caminho de Damasco, 1976, São Paulo, SP, Brasil.
08, O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO.

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Champlin, Russell Norman.
Milenium Distribuidora Cultural Ltda.
1a Edição, 5a Impressão, 1986, São Paulo, SP, Brasil.

APOSTILA Nº. 39/300.000 MIL CURSOS GRATIS.


A BÍBLIA FALA SOBRE A FAMÍLIA
Parte I

A família é a primeira sociedade natural, tipo e princípio de todas as outras sociedades. O baiano
Ruy Barbosa explicou: "a pátria é a família amplificada", e a Igreja, diz a Bíblia Sagrada, é a família
de Deus. Assim, quem destruir a família destrói a sociedade e o próprio ser humano. Os inimigos
da família são conseqüência de uma concepção naturalística, materialista, mesmo, da vida: por
isso, tantas separações, crianças abandonadas, filhos desobedientes. Não há motivos nobres
orientando: a irreligião domina, o ceticismo, o secularismo porque os princípios espirituais e morais
estão sendo destruídos, a religião é pressionada, não nasce do coração, é mecânica, ritual, mas
não vivida e sentida. Não diz a Escritura que "o que perturba a sua casa herdará o vento", e que
"toda mulher sábia edifica a sua casa; a insensata, porém, derruba com as suas mãos" ?
CRISES DO MUNDO MODERNO
Crise de autoridade e disciplina. O mundo sofre de uma crise de autoridade e disciplina que tem
sua raiz na mesma situação porque passa a família. As causas são diversas: Conflito de Gerações,
ou seja, conflito entre adultos e jovens, pais e filhos, uma forma de pensamento e outra, uma
ideologia e outra. Isso não é novidade! 2Samuel 15 narra como Absalão se tornou rebelde contra o
pai, e como questionou sua autoridade e subverteu a ordem reinante. Era um líder nato,
conquistou muitos adeptos, e planejou derrubar o próprio pai do trono. Seu fim foi trágico, e é
narrado em 2Samuel 18. 9, 14, 15.

Há alguns anos, na China, 25 milhões de jovens, os chamados "Guardas Vermelhos", foram contra
tudo o que representava herança das gerações anteriores. Houve destruição, quebra-quebra,
mortes; eram iconoclastas com respeito ao passado e à tradição. De quando em vez, ressurgem
manisfestações do antigo chamado movimento hippie. Os verdadeiros hippies eram jovens das
classes média e alta norte-americanas que renegaram o estilo de vida de seus pais, e adotaram
uma postura desleixada, desinibida, e, mesmo, anti-higiênica. O objetivo era chocar pelo contraste.
Adotaram o lema "Faça o amor, não faça a guerra"; saudavam-se e aos outros com a expressão
"Paz e Amor!" Afirmando amar a todos, havia muita permissividade, sexo livre e irresponsável,
drogas, tóxicos, vícios. Alguém disse com muita propriedade que "hippie era alguém que amava
todo mundo, menos os pais".

Uma segunda causa são as Mudanças no Ambiente Social. É a necessidade da mãe trabalhar fora
(e por vezes não há outra escolha). Com isso, há pouca (ou nenhuma) oportunidade de encontro
da família: pais, tanto ricos quanto pobres, vão ao trabalho e deixam as crianças entregues a elas
mesmas ou a outras pessoas, algumas absolutamente sem formação, para cuidar das crianças ou
à babá eletrônica, a TV, eficiente geradora de violência, reclamando a seguir que os filhos estão
agressivos e rebeldes. Uma professora contou sobre um resultado típico de uma greve de
professores sobre crianças urbanas. Durante os trinta dias de duração da greve, as crianças foram

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deixadas em casa porque os pais tinham que sair. Foram, então, aprisionadas nas quatro paredes
do apartamento e entregues a elas mesmas. Quando voltaram à escola, um garoto da terceira
série bateu em outro. Levado à Orientadora Educacional, não soube explicar porque batera no
colega?!

Temos em casa um grande modelador da vontade e do caráter: a TV! A propaganda por ela
veiculada modela o nosso querer: cria a necessidade de coisas de que não precisamos, nivela
nossa maneira de pensar, o que é bom e o que não presta são igualmente espalhados, e,
inúmeras vezes, o que não presta até com mais ênfase; a moral é questionada. E tudo isso mexe
com a família, com o relacionamento marido/mulher, filhos/pais, com o lar, enfim.

O mundo é uma grande competição, e muita gente não se importa de pisar outras para subir na
vida, nem de se vender. Um moço conversava conosco no Gabinete Pastoral sobre emprego.
Disse ele que quando chegava ao local anunciado no jornal, já havia doze a quinze pessoas.
Disse-nos que, quando falava sobre a sua pretensão salarial, outro era escolhido porque pedira
menos. O vestibular para as universidades é uma tremenda competição havendo, em certos casos,
vinte e sete, trinta candidatos para uma vaga! Crise de autoridade e disciplina, quando se discute a
autoridade dos pais, onde se defende o sexo livre, onde há violência em todos os sentidos, onde
se experimenta o vazio e a solidão, onde há desejo de ter em vez do anseio por ser.

Há famílias que em nome da democracia se tornaram uma perfeita anarquia: todos mandam e
ninguém obedece, não há uma cabeça pensante. No propósito de Deus, a família é uma sociedade
bem ordenada. O pai é o chefe natural tanto do subsistema conjugal (marido e mulher), quanto do
subsistema fraternal (filhos). É conferir Colossenses 3.18,20 "Vós, mulheres, sede submissas a
vossos maridos, como convém no Senhor.... Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais; porque
isto é agradável ao Senhor." O espírito de família baseado no respeito e confiança desaparece: os
pais discutem com os filhos, e toleram sua falta de respeito e zombaria até; espetáculos de
intimidade conjugal são testemunhados aviltando a dignidade e o decoro!

Há quem fale em conflito de gerações. Ora, sempre tem havido e sempre haverá, uma brecha
entre as gerações. É preciso que exista; o que não pode é ser aumentada e abusada. O conflito de
gerações não é coisa de hoje. Num túmulo egípcio de 6.000 anos atrás (c. 4000 a.C.) foi
encontrado: "Vivemos numa era decadente. Os jovens já não respeitam seus pais. São grosseiros
e impacientes. Passam o tempo nas tabernas e não possuem qualquer domínio sobre si mesmos".

E a revista Newsweek (de nossos dias, portanto): "Este não é um tempo fácil para se ser pai ou
mãe". A história de Davi e Absalão é na Bíblia um registro desse conflito de gerações. Absalão,
amado pelo pai, foi um moço cheio de frustrações. Belo rapaz, rebelou-se contra o pai, e fugiu de
casa. Comandou uma insurreição contra Davi, que deu uma ordem aos seus oficiais. Morto, foi
pranteado pelo pai.

Crise, revolução, rebelião, revolta, desespero , desconfiança, ceticismo, falta de fé, revolução em
todos os quadrantes do mundo e também dentro de casa.

Crise de Identidade e Mudança de Valores. A família contemporânea tem sido abalada pela falta
de identidade de alguns de seus membros,. Refiro-me à distinção entre os sexos: a homem sem
acanhamento de ser homem; mulher sem pedir desculpas por ser mulher. Referimo-nos a homem
com modos apropriados, vestes adequadas, comportamento de homem; refiro-me a mulher com
maneiras perfeitas, gestos femininos e conduta de mulher. Sem mistura e sem unissex.

A família de hoje tem sofrido de mudança de valores: o que é mau está travestido de bom, e o
bom, considerado fora de moda. As drogas têm se tornado uma questão de segurança nacional
em todo o mundo. Dizem as estatísticas que de cada oito americanos, um é viciado em drogas. Até
há poucos anos no Irã, havia uma taxa de cinco mil suicídios/ano por causa das drogas. sexo livre
e irresponsável. Não é coisa nova.. Nossa cultura está saturada de sexo como bem o demonstra
os títulos de alguns filmes. A experiência sexual antes do casamento e a permissividade têm virado

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normalidade e rotina nas novelas de TV e na vida das famílias. O homossexualismo tem sido
aceito por segmentos da família brasileira sem restrições. Aliás, é chamado de "preferência ou
opção sexual"(?!). O número especial de Ultimato sobre "A Questão Gay" (abril de 1987) traz um
comentário sobre um documento publicado pelo Grupo Gay da Bahia. É documento dirigido aos
crentes em Jesus Cristo, e tem o título O que todo crente deve saber sobre o homossexualismo
apresentando um sem número de aberrações de hermenêutica bíblica. Por exemplo: "Não há na
Bíblia nenhuma só vez a palavra homossexual nem homossexualidade". É verdade, mas aparecem
as palavras impuros, efeminados e sodomitas.. "A prática homossexual foi proibida porque é uma
relação não reprodutiva". A resposta é muito elucidativa. O homossexualismo é chamado de "amor
inocente", mas a resposta se encontra em Romanos 1. 26, 27 onde a prática homossexual é
chamada de torpe e depravada. O problema destes dias é condenar a conseqüência e não a fonte:
condena-se a AIDS, mas não o homossexualismo, e nessa base estão as campanhas dos nossos
governos pelos jornais, revistas, outdoors e TV. Lembremos que condenamos o pecado, mas
amamos o pecador, por isso temos que estender-lhe a mensagem de purificação, de mudanças,
de salvação em Jesus Cristo.

Não é novidade a subversão de valores. Isaías, o profeta, há 2.700 anos denunciava a subversão
de seus dias:

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o
amargo por doce, e o doce por amargo!"

"O vosso país está assolado; as vossas cidades abrasadas pelo fogo; a vossa terra os estranhos a
devoram em vossa presença, e está devastada, como por uma pilhagem de estrangeiros."

Todos falam da crise moral e espiritual que tenta dominar nosso país; a ética sofre de anemia
porque Deus e Sua Palavra não são prioridade para nosso povo. A lei de Deus tem sido ignorada,
e, no entanto, a Escritura diz que Deus é o Senhor das nações:

"Todas as nações que fizeste virão e se prostrarão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome."

"Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações".

Na sociedade de hoje, parece que o bem virou mal e o mal se tornou correto; vive-se a cobiça do
dinheiro, do luxo desenfreado; vive-se a desumanização da personalidade por uma época dirigida
pela máquina.

Crise de fé. A irreligião, quando não a anti-religião, é vivida: leviandade quanto à fé, coração vazio
de nobreza e fé, frivolidade no lar, falta de vida na família, falha de pais que não vivem o que
pregam. Talvez resultado de um tempo quando a máquina substitui o músculo, e, até, o cérebro.
Talvez porque seja in descrer do espiritual e crer na tecnologia. Há o caso da fé mal-dirigida. Aliás,
na Antigüidade, famílias inteiras mal-dirigiam sua atitude de fé:

"Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha para
fazerem bolos à rainha do céu, e oferecem libações a outros deuses, a fim de me provocarem à
ira".

Não parece o quadro das procissões marítimas, ebós e semelhantes?

É tempo de orar pela família; é tempo de orar por essa falta de autoridade e disciplina; é tempo de
orar pela falta de identidade, mudança de valores e suas conseqüências; é tempo de orar pela falta
de fé.
AJUDANDO A FAMÍLIA
Ajudando os pais. Espera-se que os pais cristãos sejam pessoas que amem a Palavra de Deus e a
repassem aos filhos. A Bíblia pontua a disciplina, e com a Bíblia os pais cristãos hão de vencer a
crise de autoridade e disciplina. A Bíblia ensina que é preciso firmeza e que o "sim" há de ser

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"SIM", e o "não" há de ser "NÃO". A crise de mudança de valores será vencida quando os pais
derem tempo e mais de si aos filhos. Um adesivo no vidro de um carro dizia: "Você já abraçou seu
filho hoje?"

Compreendendo os filhos. Paulo diz em Efésios 6.4 e Colossenses 3.21: "não provoqueis à ira
vossos filhos" e "não irriteis a vossos filhos". Na verdade, colhemos o que plantamos: se plantamos
amor e compreensão, colheremos compreensão e amor. Há um ministério em escutar: de escutar
os filhos. Há um ministério de comunicar: o modo como se fala com os filhos diz se eles são
aceitos, se criticados, rejeitados ou amados. Há um ministério no disciplinar: disciplina adequada,
equilibrada, apropriada, graduada, disciplina com amor. Há um ministério no respeitar: o respeito
pelas opiniões e decisões dos filhos porque podem ser diferentes das suas, respeito pelos seus
direitos pessoais, a sua privacidade.

Amar os filhos. Por isso passar-lhe o ensino da lealdade, da honestidade, do respeito, do amor,
das coisas do Espírito, da confiança em Deus. Tudo em nome do amor:

"coisas que temos ouvido e sabido, e que nossos pais nos têm contado. Não os encobriremos aos
seus filhos, cantaremos às gerações vindouras os louvores do Senhor, assim como a sua força e
as maravilhas que tem feito, a fim de que pusessem em Deus a sua esperança, e não se
esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos";

Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele".

Pais necessitam possuir um alicerce moral e espiritual sobre o qual apoiem suas vidas e que possa
suportar a prova do tempo, que seja eterno. Isso em nome do amor, e assim os filhos se
identifiquem com os pais de modo que aceitem e incorporem os seus valores. Assim foi com
Abraão:

"Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão
benditas todas as nações da terra? Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus
filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e
justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado".
Ajudando os filhos. Que linda oração no Salmo 144, 12,15:

"Sejam os nossos filhos, na sua mocidade,

como plantas bem desenvolvidas

e as nossas filhas como pedras angulares lavradas,

como as de um palácio.

Bem-aventurado o povo a quem assim sucede!

Bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor",

Porque a Bíblia vê os filhos como bênção de Deus. Por isso, há um enorme privilégio e maior
dever, ainda, em serem os filhos bênçãos, luzes, esperança para seus lares e famílias, e, por
extensão, para sua nação, a "família amplificada". Assim:

"Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe";

"Um filho sábio alegra a seu pai; mas um filho insensato é a tristeza de sua mãe" ;

"O que aflige a seu pai, e faz fugir a sua mãe, é filho que envergonha e desonra."

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Essa ajuda se manifesta pela orientação a vencer a crise de identidade pela construção do auto-
conceito, pelo orgulho de ser homem ou de se mulher com as características próprias de seu sexo,
pelo assumir a identidade como crente em Jesus Cristo.

A vencer a crise de fé ensinando-os a orar com regularidade, honestidade e perseverança,


despertando, assim, a sua sensibilidade espiritual. Estabelecendo alvos nos quais esqueçam o
passado (como Paulo ensinou, "esquecendo-me das coisas que para trás ficam..."), e prossigam
adiante.

Filhos abençoados... No Antigo Testamento, a submissão aos pais é o segredo da bênção:

"Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e
sejas de longa vida sobre a terra".

Afinal, receber uma herança é receber bênçãos, e a Bíblia diz que os filhos são herança de Deus.
A oração do Salmo 144.12:

"Sejam os nossos filhos, na sua mocidade, como plantas bem desenvolvidas, e as nossas filhas
como pedras angulares lavradas, como as de um palácio",

está na linha da ordem de Deus a Abraão em Gênesis 12.2b : "Tu, sê uma bênção". Filhos que
promovam bênçãos nesse mundo de barulho, violência e frustração, mundo, porém, que herdaram
das gerações que os antecederam.

O segredo do sucesso e crescimento da família cristã é o próprio Senhor Jesus Cristo. Em Efésios
5 e 6, Jesus Cristo é o filtro em cada relacionamento no lar: entre a esposa e o marido, o marido e
sua mulher, entre os filhos e os pais, entre os pais e os filhos, entre os empregados e os patrões, e
entre os patrões e os empregados. Família unida é a que desenvolveu o senso de comunhão: a
que ama a Deus, a que ama a Sua Palavra, a que ama a seus membros individualmente. Mesmo a
Bíblia fala de pais vivendo na compreensão, no amor, na amizade dos filhos, e de filhos se
pautando e retornando essa compreensão, amor e comunhão:

"E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu
não venha, e fira a terra com maldição" .

Pedro apóstolo fala da "estrela d'alva ", estrela da manhã, que é Jesus, nascendo em nosso
coração:

"E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma
candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos
corações",

e diz Malaquias 4.2:

"Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas;
e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria." .

Não há alternativa: é Jesus primeiro, pois "buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas
estas coisas vos serào acrescentadas". Esse é o segredo do viver cristão individual e da vida cristã
na família. Trevas não afastam trevas, mas a luz, sim: ódio não espanta ódio, mas o amor, sim, a
fonte, porém, da luz, do amor, o caminho da vida é Cristo Jesus, o Filho de Deus, nosso Salvador.

Se for o caso, que haja refeitura do ambiente familiar. A família não se compra feita, ela se
constrói: uma casa você adquire, mas um lar é construído a custa de sacrifício, trabalho,
sofrimento, até. Que haja dignidade da pessoa humana. A criança tem dignidade, pois Cristo disse:

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"Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus",

e João registrou, "Eu vos escrevi, meninos, porque conheceis o Pai".

O adolescente e o jovem têm dignidade:

"Jovens, eu vos escrevo, porque vencestes o Maligno. Eu vos escrevi, jovens porque sois fortes, e
a palavra de Deus permanece em vós, e já vencestes o Maligno" .

O adulto tem dignidade:

"Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que é desde o princípio".

"Eu vos escreví, pais, porque conheceis aquele que é desde o princípio".

O idoso tem suprema dignidade:

"Os vossos anciões terão sonhos"

Há que inspirar a fé. O crente em Jesus Cristo entende que a fé é para a família inteira, razão
porque o policial de Filipos ouviu: "Crê e serás salvo, tu e a tua casa", e se o amor é o fundamento
do casamento e da conseqüente família, dois outros elementos teológicos não podem ser
afastados: paz e segurança. O amor traz o senso de serviço o prestar atendimento, a fé faz o amor
se enraizar em Deus, e a esperança baseia-se na fé porque é crer nos bens e bênçãos familiares
que possuímos em semente; é crer que o outro pode chegar à plenitude como ser humano e
cristão e trabalhar para isso em amor.

Nossa oração é que possamos afirmar como Josué o fez, "eu e a minha casa serviremos ao
Senhor" . Com Cristo, a família será ajudada, instruída:

"Congrega o povo, homens, mulheres e pequeninos, e os estrangeiros que estão dentro das
vossas portas, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado
de cumprir todas as palavras desta lei; e que seus filhos que não a souberem ouçam, e aprendam
a temer ao Senhor vosso Deus",

e nós chegaremos a conhecer a glória do Senhor:

"Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos
transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor".
Parte II
A BÍBLIA FALA SOBRE A FAMÍLIA
A família é a primeira sociedade natural, tipo e princípio de todas as outras sociedades. O baiano
Ruy Barbosa explicou: "a pátria é a família amplificada", e a Igreja, diz a Bíblia Sagrada, é a família
de Deus. Assim, quem destruir a família destrói a sociedade e o próprio ser humano. Os inimigos
da família são conseqüência de uma concepção naturalística, materialista, mesmo, da vida: por
isso, tantas separações, crianças abandonadas, filhos desobedientes. Não há motivos nobres
orientando: a irreligião domina, o ceticismo, o secularismo porque os princípios espirituais e morais
estão sendo destruídos, a religião é pressionada, não nasce do coração, é mecânica, ritual, mas
não vivida e sentida. Não diz a Escritura que "o que perturba a sua casa herdará o vento", e que
"toda mulher sábia edifica a sua casa; a insensata, porém, derruba com as suas mãos" ?

CRISES DO MUNDO MODERNO


Crise de autoridade e disciplina. O mundo sofre de uma crise de autoridade e disciplina que tem
sua raiz na mesma situação porque passa a família. As causas são diversas: Conflito de Gerações,
ou seja, conflito entre adultos e jovens, pais e filhos, uma forma de pensamento e outra, uma
ideologia e outra. Isso não é novidade! 2Samuel 15 narra como Absalão se tornou rebelde contra o

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pai, e como questionou sua autoridade e subverteu a ordem reinante. Era um líder nato,
conquistou muitos adeptos, e planejou derrubar o próprio pai do trono. Seu fim foi trágico, e é
narrado em 2Samuel 18. 9, 14, 15.

Há alguns anos, na China, 25 milhões de jovens, os chamados "Guardas Vermelhos", foram contra
tudo o que representava herança das gerações anteriores. Houve destruição, quebra-quebra,
mortes; eram iconoclastas com respeito ao passado e à tradição. De quando em vez, ressurgem
manisfestações do antigo chamado movimento hippie. Os verdadeiros hippies eram jovens das
classes média e alta norte-americanas que renegaram o estilo de vida de seus pais, e adotaram
uma postura desleixada, desinibida, e, mesmo, anti-higiênica. O objetivo era chocar pelo contraste.
Adotaram o lema "Faça o amor, não faça a guerra"; saudavam-se e aos outros com a expressão
"Paz e Amor!" Afirmando amar a todos, havia muita permissividade, sexo livre e irresponsável,
drogas, tóxicos, vícios. Alguém disse com muita propriedade que "hippie era alguém que amava
todo mundo, menos os pais".

Uma segunda causa são as Mudanças no Ambiente Social. É a necessidade da mãe trabalhar fora
(e por vezes não há outra escolha). Com isso, há pouca (ou nenhuma) oportunidade de encontro
da família: pais, tanto ricos quanto pobres, vão ao trabalho e deixam as crianças entregues a elas
mesmas ou a outras pessoas, algumas absolutamente sem formação, para cuidar das crianças ou
à babá eletrônica, a TV, eficiente geradora de violência, reclamando a seguir que os filhos estão
agressivos e rebeldes. Uma professora contou sobre um resultado típico de uma greve de
professores sobre crianças urbanas. Durante os trinta dias de duração da greve, as crianças foram
deixadas em casa porque os pais tinham que sair. Foram, então, aprisionadas nas quatro paredes
do apartamento e entregues a elas mesmas. Quando voltaram à escola, um garoto da terceira
série bateu em outro. Levado à Orientadora Educacional, não soube explicar porque batera no
colega?!

Temos em casa um grande modelador da vontade e do caráter: a TV! A propaganda por ela
veiculada modela o nosso querer: cria a necessidade de coisas de que não precisamos, nivela
nossa maneira de pensar, o que é bom e o que não presta são igualmente espalhados, e,
inúmeras vezes, o que não presta até com mais ênfase; a moral é questionada. E tudo isso mexe
com a família, com o relacionamento marido/mulher, filhos/pais, com o lar, enfim.

O mundo é uma grande competição, e muita gente não se importa de pisar outras para subir na
vida, nem de se vender. Um moço conversava conosco no Gabinete Pastoral sobre emprego.
Disse ele que quando chegava ao local anunciado no jornal, já havia doze a quinze pessoas.
Disse-nos que, quando falava sobre a sua pretensão salarial, outro era escolhido porque pedira
menos. O vestibular para as universidades é uma tremenda competição havendo, em certos casos,
vinte e sete, trinta candidatos para uma vaga! Crise de autoridade e disciplina, quando se discute a
autoridade dos pais, onde se defende o sexo livre, onde há violência em todos os sentidos, onde
se experimenta o vazio e a solidão, onde há desejo de ter em vez do anseio por ser.

Há famílias que em nome da democracia se tornaram uma perfeita anarquia: todos mandam e
ninguém obedece, não há uma cabeça pensante. No propósito de Deus, a família é uma sociedade
bem ordenada. O pai é o chefe natural tanto do subsistema conjugal (marido e mulher), quanto do
subsistema fraternal (filhos). É conferir Colossenses 3.18,20 "Vós, mulheres, sede submissas a
vossos maridos, como convém no Senhor.... Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais; porque
isto é agradável ao Senhor." O espírito de família baseado no respeito e confiança desaparece: os
pais discutem com os filhos, e toleram sua falta de respeito e zombaria até; espetáculos de
intimidade conjugal são testemunhados aviltando a dignidade e o decoro!

Há quem fale em conflito de gerações. Ora, sempre tem havido e sempre haverá, uma brecha
entre as gerações. É preciso que exista; o que não pode é ser aumentada e abusada. O conflito de
gerações não é coisa de hoje. Num túmulo egípcio de 6.000 anos atrás (c. 4000 a.C.) foi
encontrado:

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"Vivemos numa era decadente. Os jovens já não respeitam seus pais. São grosseiros e
impacientes. Passam o tempo nas tabernas e não possuem qualquer domínio sobre si mesmos".

E a revista Newsweek (de nossos dias, portanto): "Este não é um tempo fácil para se ser pai ou
mãe". A história de Davi e Absalão é na Bíblia um registro desse conflito de gerações. Absalão,
amado pelo pai, foi um moço cheio de frustrações. Belo rapaz, rebelou-se contra o pai, e fugiu de
casa. Comandou uma insurreição contra Davi, que deu uma ordem aos seus oficiais. Morto, foi
pranteado pelo pai.

Crise, revolução, rebelião, revolta, desespero , desconfiança, ceticismo, falta de fé, revolução em
todos os quadrantes do mundo e também dentro de casa.

Crise de Identidade e Mudança de Valores. A família contemporânea tem sido abalada pela falta
de identidade de alguns de seus membros,. Refiro-me à distinção entre os sexos: a homem sem
acanhamento de ser homem; mulher sem pedir desculpas por ser mulher. Referimo-nos a homem
com modos apropriados, vestes adequadas, comportamento de homem; refiro-me a mulher com
maneiras perfeitas, gestos femininos e conduta de mulher. Sem mistura e sem unissex.

A família de hoje tem sofrido de mudança de valores: o que é mau está travestido de bom, e o
bom, considerado fora de moda. As drogas têm se tornado uma questão de segurança nacional
em todo o mundo. Dizem as estatísticas que de cada oito americanos, um é viciado em drogas. Até
há poucos anos no Irã, havia uma taxa de cinco mil suicídios/ano por causa das drogas. sexo livre
e irresponsável. Não é coisa nova.. Nossa cultura está saturada de sexo como bem o demonstra
os títulos de alguns filmes. A experiência sexual antes do casamento e a permissividade têm virado
normalidade e rotina nas novelas de TV e na vida das famílias. O homossexualismo tem sido
aceito por segmentos da família brasileira sem restrições. Aliás, é chamado de "preferência ou
opção sexual"(?!). O número especial de Ultimato sobre "A Questão Gay" (abril de 1987) traz um
comentário sobre um documento publicado pelo Grupo Gay da Bahia. É documento dirigido aos
crentes em Jesus Cristo, e tem o título O que todo crente deve saber sobre o homossexualismo
apresentando um sem número de aberrações de hermenêutica bíblica. Por exemplo: "Não há na
Bíblia nenhuma só vez a palavra homossexual nem homossexualidade". É verdade, mas aparecem
as palavras impuros, efeminados e sodomitas.. "A prática homossexual foi proibida porque é uma
relação não reprodutiva". A resposta é muito elucidativa. O homossexualismo é chamado de "amor
inocente", mas a resposta se encontra em Romanos 1. 26, 27 onde a prática homossexual é
chamada de torpe e depravada. O problema destes dias é condenar a conseqüência e não a fonte:
condena-se a AIDS, mas não o homossexualismo, e nessa base estão as campanhas dos nossos
governos pelos jornais, revistas, outdoors e TV. Lembremos que condenamos o pecado, mas
amamos o pecador, por isso temos que estender-lhe a mensagem de purificação, de mudanças,
de salvação em Jesus Cristo.

Não é novidade a subversão de valores. Isaías, o profeta, há 2.700 anos denunciava a subversão
de seus dias:

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o
amargo por doce, e o doce por amargo!"

"O vosso país está assolado; as vossas cidades abrasadas pelo fogo; a vossa terra os estranhos a
devoram em vossa presença, e está devastada, como por uma pilhagem de estrangeiros."

Todos falam da crise moral e espiritual que tenta dominar nosso país; a ética sofre de anemia
porque Deus e Sua Palavra não são prioridade para nosso povo. A lei de Deus tem sido ignorada,
e, no entanto, a Escritura diz que Deus é o Senhor das nações:

"Todas as nações que fizeste virão e se prostrarão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome."

"Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações".

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Na sociedade de hoje, parece que o bem virou mal e o mal se tornou correto; vive-se a cobiça do
dinheiro, do luxo desenfreado; vive-se a desumanização da personalidade por uma época dirigida
pela máquina.

Crise de fé. A irreligião, quando não a anti-religião, é vivida: leviandade quanto à fé, coração vazio
de nobreza e fé, frivolidade no lar, falta de vida na família, falha de pais que não vivem o que
pregam. Talvez resultado de um tempo quando a máquina substitui o músculo, e, até, o cérebro.
Talvez porque seja in descrer do espiritual e crer na tecnologia. Há o caso da fé mal-dirigida. Aliás,
na Antigüidade, famílias inteiras mal-dirigiam sua atitude de fé:

"Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha para
fazerem bolos à rainha do céu, e oferecem libações a outros deuses, a fim de me provocarem à
ira".

Não parece o quadro das procissões marítimas, ebós e semelhantes?

É tempo de orar pela família; é tempo de orar por essa falta de autoridade e disciplina; é tempo de
orar pela falta de identidade, mudança de valores e suas conseqüências; é tempo de orar pela falta
de fé.

AJUDANDO A FAMÍLIA
Ajudando os pais. Espera-se que os pais cristãos sejam pessoas que amem a Palavra de Deus e a
repassem aos filhos. A Bíblia pontua a disciplina, e com a Bíblia os pais cristãos hão de vencer a
crise de autoridade e disciplina. A Bíblia ensina que é preciso firmeza e que o "sim" há de ser
"SIM", e o "não" há de ser "NÃO". A crise de mudança de valores será vencida quando os pais
derem tempo e mais de si aos filhos. Um adesivo no vidro de um carro dizia: "Você já abraçou seu
filho hoje?" Compreendendo os filhos. Paulo diz em Efésios 6.4 e Colossenses 3.21: "não
provoqueis à ira vossos filhos" e "não irriteis a vossos filhos". Na verdade, colhemos o que
plantamos: se plantamos amor e compreensão, colheremos compreensão e amor. Há um
ministério em escutar: de escutar os filhos. Há um ministério de comunicar: o modo como se fala
com os filhos diz se eles são aceitos, se criticados, rejeitados ou amados. Há um ministério no
disciplinar: disciplina adequada, equilibrada, apropriada, graduada, disciplina com amor. Há um
ministério no respeitar: o respeito pelas opiniões e decisões dos filhos porque podem ser diferentes
das suas, respeito pelos seus direitos pessoais, a sua privacidade.

Amar os filhos. Por isso passar-lhe o ensino da lealdade, da honestidade, do respeito, do amor,
das coisas do Espírito, da confiança em Deus. Tudo em nome do amor:

"coisas que temos ouvido e sabido, e que nossos pais nos têm contado. Não os encobriremos aos
seus filhos, cantaremos às gerações vindouras os louvores do Senhor, assim como a sua força e
as maravilhas que tem feito, a fim de que pusessem em Deus a sua esperança, e não se
esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos";

Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele".

Pais necessitam possuir um alicerce moral e espiritual sobre o qual apoiem suas vidas e que possa
suportar a prova do tempo, que seja eterno. Isso em nome do amor, e assim os filhos se
identifiquem com os pais de modo que aceitem e incorporem os seus valores. Assim foi com
Abraão:

"Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão
benditas todas as nações da terra? Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus
filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e
justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado".

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Ajudando os filhos. Que linda oração no Salmo 144, 12,15:

"Sejam os nossos filhos, na sua mocidade,

como plantas bem desenvolvidas

e as nossas filhas como pedras angulares lavradas,

como as de um palácio.

Bem-aventurado o povo a quem assim sucede!

Bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor",

Porque a Bíblia vê os filhos como bênção de Deus. Por isso, há um enorme privilégio e maior
dever, ainda, em serem os filhos bênçãos, luzes, esperança para seus lares e famílias, e, por
extensão, para sua nação, a "família amplificada". Assim:

"Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe";

"Um filho sábio alegra a seu pai; mas um filho insensato é a tristeza de sua mãe" ;

"O que aflige a seu pai, e faz fugir a sua mãe, é filho que envergonha e desonra."

Essa ajuda se manifesta pela orientação a vencer a crise de identidade pela construção do auto-
conceito, pelo orgulho de ser homem ou de se mulher com as características próprias de seu sexo,
pelo assumir a identidade como crente em Jesus Cristo.

A vencer a crise de fé ensinando-os a orar com regularidade, honestidade e perseverança,


despertando, assim, a sua sensibilidade espiritual. Estabelecendo alvos nos quais esqueçam o
passado (como Paulo ensinou, "esquecendo-me das coisas que para trás ficam..."), e prossigam
adiante.

Filhos abençoados... No Antigo Testamento, a submissão aos pais é o segredo da bênção:

"Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e
sejas de longa vida sobre a terra".

Afinal, receber uma herança é receber bênçãos, e a Bíblia diz que os filhos são herança de Deus.
A oração do Salmo 144.12:

"Sejam os nossos filhos, na sua mocidade, como plantas bem desenvolvidas, e as nossas filhas
como pedras angulares lavradas, como as de um palácio",

está na linha da ordem de Deus a Abraão em Gênesis 12.2b : "Tu, sê uma bênção". Filhos que
promovam bênçãos nesse mundo de barulho, violência e frustração, mundo, porém, que herdaram
das gerações que os antecederam.

O segredo do sucesso e crescimento da família cristã é o próprio Senhor Jesus Cristo. Em Efésios
5 e 6, Jesus Cristo é o filtro em cada relacionamento no lar: entre a esposa e o marido, o marido e
sua mulher, entre os filhos e os pais, entre os pais e os filhos, entre os empregados e os patrões, e
entre os patrões e os empregados. Família unida é a que desenvolveu o senso de comunhão: a
que ama a Deus, a que ama a Sua Palavra, a que ama a seus membros individualmente. Mesmo a
Bíblia fala de pais vivendo na compreensão, no amor, na amizade dos filhos, e de filhos se
pautando e retornando essa compreensão, amor e comunhão:

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"E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu
não venha, e fira a terra com maldição" .

Pedro apóstolo fala da "estrela d'alva ", estrela da manhã, que é Jesus, nascendo em nosso
coração:

"E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma
candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos
corações",

e diz Malaquias 4.2:

"Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas;
e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria." .

Não há alternativa: é Jesus primeiro, pois "buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas
estas coisas vos serào acrescentadas". Esse é o segredo do viver cristão individual e da vida cristã
na família. Trevas não afastam trevas, mas a luz, sim: ódio não espanta ódio, mas o amor, sim, a
fonte, porém, da luz, do amor, o caminho da vida é Cristo Jesus, o Filho de Deus, nosso Salvador.

Se for o caso, que haja refeitura do ambiente familiar. A família não se compra feita, ela se
constrói: uma casa você adquire, mas um lar é construído a custa de sacrifício, trabalho,
sofrimento, até. Que haja dignidade da pessoa humana. A criança tem dignidade, pois Cristo disse:

"Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus",

e João registrou, "Eu vos escrevi, meninos, porque conheceis o Pai".

O adolescente e o jovem têm dignidade:

"Jovens, eu vos escrevo, porque vencestes o Maligno. Eu vos escrevi, jovens porque sois fortes, e
a palavra de Deus permanece em vós, e já vencestes o Maligno" .

O adulto tem dignidade:

"Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que é desde o princípio".

"Eu vos escreví, pais, porque conheceis aquele que é desde o princípio".

O idoso tem suprema dignidade:

"Os vossos anciões terão sonhos"

Há que inspirar a fé. O crente em Jesus Cristo entende que a fé é para a família inteira, razão
porque o policial de Filipos ouviu: "Crê e serás salvo, tu e a tua casa", e se o amor é o fundamento
do casamento e da conseqüente família, dois outros elementos teológicos não podem ser
afastados: paz e segurança. O amor traz o senso de serviço o prestar atendimento, a fé faz o amor
se enraizar em Deus, e a esperança baseia-se na fé porque é crer nos bens e bênçãos familiares
que possuímos em semente; é crer que o outro pode chegar à plenitude como ser humano e
cristão e trabalhar para isso em amor.

Nossa oração é que possamos afirmar como Josué o fez, "eu e a minha casa serviremos ao
Senhor" . Com Cristo, a família será ajudada, instruída:

"Congrega o povo, homens, mulheres e pequeninos, e os estrangeiros que estão dentro das
vossas portas, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado

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de cumprir todas as palavras desta lei; e que seus filhos que não a souberem ouçam, e aprendam
a temer ao Senhor vosso Deus",

e nós chegaremos a conhecer a glória do Senhor:

"Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos
transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor".

Parte III
A IGREJA E A POLÍTICA DOS EVANGÉLICOS NO SÉCULO 21

Um dos mais respeitáveis teólogos da atualidade, fundador da Fraternidade Teológica Latino-


Americana, Samuel Escobar, considera que "o mundo de amanhã não precisa de latino-
americanos que aspirem por viver na comodidade e no luxo (...), mas de latino-americanos que
convençam seus parceiros norte-americanos e europeus de que se pode viver com simplicidade e
alegria, com os meios estritamente necessários para realizar a obra, e um senso de satisfação que
vem da fidelidade ao chamado de Deus".

No alvorecer dos século 21, os evangélicos latino-americanos reconhecem que é impossível ao


homem do futuro viver a experiência da graça salvadora de Deus, sem recuperar a visão bíblica do
ser humano como ser social, cuja transformação é vivida no contexto de sua própria comunidade.
É na igreja que se vive as dimensões do pessoal e do comunitário da salvação.

Ao contrário do século 20, que se construiu voltado para o imediato da vida, o desgaste das
grandes correntes político-ideológicas coloca o homem do século 21 diante de uma perspectiva
que muitos acreditavam morta: a vivência da espiritualidade como opção válida para a construção
de uma humanidade solidária.

Estamos presenciando em toda a América Latina a redescoberta da realidade da vida espiritual e


da dimensão religiosa. Nesse sentido, tanto a tecnologia como a formação intelectual deixam de
ser dimensões antagônicas à fé, para ocupar o lugar que sempre lhes pertenceu, de ferramentas
imprescindíveis ao conhecimento humano.

É verdade, que a redescoberta da dimensão espiritual do homem nos leva a dois problemas que
devem ser condenados claramente. De um lado, existem aqueles que se aproveitam da crescente
fome espiritual da humanidade para acumular riquezas e poder. E por outro, é um erro olhar a
Europa e os Estados Unidos como sociedades cristãs, que através de suas políticas expandem o
cristianismo no mundo. O que não é verdade. A Europa e os Estados Unidos traduzem a triste
realidade de culturas pós-cristãs e suas políticas nacionais pouquíssimas vezes traduzem a ética e
a fraternidade propostas pelo Cristo.

Esses dois alertas são fundamentais, pois mostram que a redescoberta da espiritualidade pelo
homem pós-moderno não está isenta de problemas. De todas as maneiras, é bom lembrar que dos
5,5 bilhões de habitantes do mundo, um terço nomeia-se cristão e que a cada dia 70 mil pessoas
adotam o cristianismo como fé e religião.

Por isso, a partir de uma releitura de Sulla teologia del mondo, de Johann Baptist Metz, 1968,
sugerimos a formulação de uma práxis política evangélica que deve, estrategicamente, partir de
duas tarefas: uma negativa e outra positiva.

1. A pars destruens consiste em realizar a crítica da tendência da teologia à privatização. O


iluminismo rompeu a unidade entre existência religiosa e existência social, e o marxismo definiu a
religião como superestrutura ideológica de determinada práxis social e de determinadas relações
de poder. Assim, o iluminismo e o marxismo definiram a impossibilidade do sagrado no mundo e a
teologia acabou por refugiar-se na esfera do privado: "Ela [...] privatizou esta mensagem em seu
núcleo essencial e reduziu a práxis da fé à decisão amundana do indivíduo. Essa teologia procurou

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resolver o problema surgido com o Iluminismo, eliminando-o. Para a consciência religiosa,
determinada por essa teologia, a realidade social e política tem apenas uma existência efêmera.
As categorias que essa teologia utiliza para explicar a mensagem [cristã] são predominantemente
categorias do íntimo, do privado, do apolítico" [J. B. Metz, Sulla teologia del mondo, 1968, p. 106].

2. A pars construens consiste em desenvolver as implicações sociais da mensagem cristã. Não se


trata de eliminar o problema levantado pelo iluminismo e pelo marxismo - como o fazem a
metafísica e a teologia existencial --, mas em responder teologicamente aos desafios, assumindo a
tarefa de desenvolver uma nova relação entre teoria e prática. A teologia pode e deve fazê-lo, pois
as promessas escatológicas da tradição bíblica, de liberdade, de paz, de justiça e de reconciliação,
não constituem um horizonte vazio na expectativa cristã, mas têm uma dimensão política, que é
preciso fazer valer na sua função crítica do processo histórico-social.

"A salvação a que se refere a esperança da fé cristã não é uma salvação privada. A proclamação
desta salvação empurrou Jesus para um conflito mortal com os poderes políticos de seu tempo.
Sua cruz não está no privatissimum da esfera indivíduo/pessoa, e muito menos no sanctissimum
da esfera puramente religiosa. Ela está além do umbral da reservada esfera privada ou da
protegida esfera puramente religiosa. Ela está 'fora', como formula a teologia da Carta aos
Hebreus. O véu do templo foi definitivamente rasgado. O escândalo e a promessa desta salvação
são públicos" [Id., ibid., p. 110].

Assim, na elaboração de uma teologia política evangélica, à igreja cabe a tarefa de proclamar o
evangelho da salvação, exercendo função crítica diante da sociedade. A igreja pode e deve
assumir essa tarefa, apesar dos muitos erros que cometeu. Esta tarefa deve ser exercida na
defesa do indivíduo, de sua pessoalidade -- que não podem ser vistos simplesmente como material
e meio para a construção do futuro tecnológico -- e na mobilização do poder crítico do amor que
está no centro da tradição cristã. A função crítica da igreja frente à sociedade produzirá sempre
repercussões na própria igreja: promoverá uma nova consciência no interior da igreja e criará uma
transformação das relações da igreja com a sociedade.

Parte IV
A PALAVRA QUE SARA

Daí graças ao Senhor, porque Ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre; pois ele
satisfaz a alma sedenta, e enche de bens a alma faminta. Tirou-os das trevas e da sombra da
morte, e quebrou-lhes as prisões. Enviou a sua palavra, e os sarou, e os livrou da destruição.
Quem é sábio observe essas coisas, e considere atentamente as benignidades do Senhor." ( Sl
107. 1,9,14,20,43 )

Seja na área das ciências biológicas ou das ciências humanas; seja na Teologia ou na Medicina,
para bem conduzir o rumo das coisas, torna-se necessária uma compreensão da natureza
humana. É evidente que a antropologia contemporânea reserva-se o direito de guardar traços???
das culturas passadas. No entanto, como divergiam essas culturas! ... Sumérios, Caldeus, Assírios
e Babilônios, ou seja, os povos mesopotâmicos, viam a natureza humana como algo
essencialmente inferior. Marduque, seu deus principal, reinava sobre pequenos deuses que
podiam favorecer ou complicar miseravelmente a vida dos pobres seres humanos. Havia um
fatalismo nessas culturas mesopotâmicas que era desumanizador a todas dominando.

Os gregos olhavam o ser humano com otimismo. No portal do oráculo de Delfos, havia uma
inscrição que dizia "Conhece-te a ti mesmo", expressão que, na verdade, queria dizer o seguinte:
"Você é apenas um ser humano, um mero homem, nada mais que isso. Você precisa se
conhecer". Harold Ellens enfatiza que esse é excelente lembrete para terapeutas, psicólogos,
psiquiatras e médicos cristãos, para quem trabalha com o ser humano na mente, no espírito ou no
corpo de um modo geral, pois, se enfrentarmos com honestidade e com o coração aberto nossas
próprias realidades, já estaremos no meio da jornada para lidar com ela construtiva e
positivamente.

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Mas uma coisa é ser simplesmente humano, como queria o Oráculo de Delfos; outra é ser
compassivamente humano. E o conceito grego do ser humano evoluiu dessa ansiedade original e
humilhante, para a segurança do humanismo de Sócrates. Para os gregos, ser humano era, acima
de tudo, ser o palco de uma tremenda luta entre a mente e a carne, entre a psychê e a sarx que
deveria ser submetida ao domínio do espírito.

E os hebreus? Que disseram sobre isso? O conceito do ser humano entre os hebreus é muito
simples. Simples, porém majestosamente monumental, porque tinham uma visão unitária da
pessoa humana, quer dizer, não há divisão do homem em corpo, alma e espírito. O ser humano é
um todo; a visão hebréia do ser humano é circular, sistêmica. O ser humano é cooperador de Deus
num mundo que é de Deus, razão porque não há separação entre o secular e o sagrado. E,
realmente, o sacerdote entre os hebreus era o homem de religião a quem se recorria, até, em
assuntos de saúde. Em Levítico, livro de regulamentos rituais, culturais, civis e religiosos,
encontramos : "Quando o homem tiver na pele da sua carne inchação, ou pústula, ou mancha
lustrosa, e esta se tornar na sua pele como praga de lepra, então será levado a Arão, o sacerdote,
ou a um dos seus filhos, os sacerdotes"

(Lv 13.2 ) e daí em diante, vem toda uma prescrição sobre esse assunto. Isso aconteceu há quase
4.000 anos.

Mas essas antropologias persistem hoje ainda nas mentes de homens e mulheres da Medicina e
da Teologia, e moldam a nossa vida, e nossa visão do ser humano como paciente, ou aquele a
quem ministramos na igreja.

UM TOQUE HUMANO

A Bíblia Sagrada apresenta um conceito de "ser pessoa" iluminado e modificado pelo pensamento
divino. Sem esse conceito, torna-se muito difícil cultivar o caráter relacional do ser humano. Diz
Gênesis 1.26, 27 que o ser humano foi criado à imagem moral e semelhança espiritual do Ser
Divino. E essa é a diferença estabelecida entre os peixes do mar, as aves do céu, os répteis, e os
animais ditos inferiores. Por natureza, pertencemos a essa ordem, pois somos marcados pelos
mesmos elementos naturais: sais minerais, proteínas, ácidos, elementos físicos e substâncias
químicas, e, por isso, nos identificamos substancialmente com esses animais que devemos
subjugar (segundo a ordem do Criador), e, mesmo, com o solo do qual, em sua linguagem
metáforica e gráfica, fomos retirados. Uma filigrana lingüística é que, em hebraico, "ser humano",
"humanidade" se diz adam; "barro, argila, solo" é adamah (forma feminina de adam), jogo de
palavras que seria como se disséssemos "do humus foi o homem tirado".

Pois bem, esse ser humano feito à imagem de Deus (o apóstolo Paulo diz que "poemas de Deus
somos nós", Ef 2. 10), tem uma vocação que determina o seu caráter, e uma posição diante do
Criador: é administrador, gerente, fiel depositário do patrimônio divino na Terra (Sl 24.1; Gn 1. 26,
28; 2.15). É sua vocação, é nossa vocação!

Esse ser humano, que a Escritura chama adam, foi criado macho e fêmea, varão e varoa, homem
e mulher com suas peculiaridades, e particularidades, e idiossincrasias, e funções próprias,
diferenças próprias, das quais dá conta e busca resolver os problemas a própria Medicina em suas
especialidades

Há diferenças na ordem natural entre o homem e a mulher: a sexualidade, e é por isso que logo
depois da Escritura Sagrada dizer que Deus criou o adam (o ser humano, a humanidade), diz que
essa humanidade foi criada de duas maneiras: ish e ishah. E esse ish e essa ishah, esse homem e
essa mulher são atraídos um pelo outro pelo amor hormonal, visceral, biológico que os gregos
chamam de eros. Boa palavra para designar a atração sexual, e que só pode ser de um homem
por uma mulher, ou de uma mulher por um homem; nunca (e a Bíblia a isso chama de "perversão")
de um homem por um homem, de uma mulher por outra mulher, de adulto por criança, ou de um

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ser humano por um animal.

Por outro lado, esses dois seres (ish e ishah) têm outra qualidade que é a complementariedade.
São diferentes em sexualidade, em funcionalidade, não em competição, mas complementam-se o
homem e a mulher, o ish e a ishah da história bíblica para que, unindo-se os dois, forme-se o
adam, e o ser humano físico, emocional e espiritual seja restabelecido.

Apesar de diferentes, são iguais em ordem natural e destino sobrenatural, têm idêntica vocação e
idêntica satisfação: complementam-se tanto que homem e mulher se procuram e aceitam-se como
a parte que falta no outro.

O ser humano não é, como quer o pensamento materialista, apenas matéria em movimento. Ou
como disse Emerson, "um ser em ruínas", ou Jonathan Swift, autor das Aventuras de Gulliver, "o
homem é a espécie de verme mais perniciosa e degradante que a natureza jamais permitiu que
rastejasse na face da terra", ou, ainda, Martin Heidegger, o filósofo alemão: "um-ser-para-a-morte,
cuja marcha final é o Nada, onde não se reconhece Deus, onde não se reconhece descanso, nem
salvação. Nada. Nada".

Rollo May salienta que as características do homem moderno são o senso de vazio, tremendo
vazio dentro de si; a solidão, imensa solidão tão escura quanto a noite; e essa ansiedade que
machuca, corrói as entranhas do coração. E não é revelador que a Bíblia tem para cada uma
destas características respostas diretas? Diretas e eternas? Por exemplo: para o sentimento de
vazio do ser humano, encontramos nas Sagradas Letras esta palavra de São Paulo que diz "Nele [
em Cristo] habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e tendes a vossa plenitude nele,
que é a cabeça de todo principado e potestade" (Cl 2.9,10; cf. Jo 1.16; Ef 3.17-19). Encontramos,
ainda, na Escritura que, com respeito ao problema tão sério da solidão, a Bíblia diz: "Deus faz que
o solitário viva em família" (Sl 68. 6a). E no que toca à ansiedade, quem toma a palavra é São
Pedro ao dizer "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos
exalte; lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1Pe 5. 6,7; cf.
Sl 37.5; 55.22; Mt 6.25, 26).

O CUIDADO

Durante muito tempo, o cuidado de pessoas ansiosas e desesperadas era considerado


responsabilidade dos homens da religião. E, na verdade, uma "abordagem clínica" em países do
Primeiro Mundo inclui a presença de um capelão preparado, não só em Psicologia Pastoral , mas,
também, com estágio supervisionado em hospitais, clínicas e casas de saúde. E a idéia básica é a
restauração do bem-estar físico pelo médico, e da plenitude do ser pela reconstrução
psicoterapêutica da personalidade. Isso quer dizer que médicos e pastores são agentes da
esperança. O pastor precisa ter uma visão clínica daquele que sofre ou convalesce; mas o médico
precisa ter uma visão pastoral do seu paciente. Quantos problemas de ordem psicossomática em
vez de um placebo, poderiam ter recebido o cuidado pastoral, a atenção espiritual, o
aconselhamento, a confissão e o perdão! E é nessa linha que Tiago vai escrever: "Está aflito
alguém entre nós? Ore... Está doente algum do vós? Chame os anciões [os pastores] da igreja, e
estes orem sobre ele, ungindo-o com óleo [era um tratamento, uma terapia da época] em nome do
Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados,
ser-lhe-ão perdoados". E ele continua "Confessai, portanto os vossos pecados uns aos outros, e
orai uns pelos outros, para serdes curados" (Tg 5.13a, 14-16). Vejam se não há aqui todo um
somatismo de problemas interiores, mentais, emocionais, jogados para fora do corpo! Sem dúvida,
como já foi dito, a Medicina estava ligada ao sacerdócio:

" Quando um homem tiver na pele da sua carne inchação, ou pústula, ou mancha lustrosa, e esta
se tornar na sua pele como praga de lepra, então será levado a Arão o sacerdote, ou a um de seus
filhos, os sacerdotes, e o sacerdote examinará a praga na pele da carne. Se o pelo na praga se
tiver tornado branco, e a praga parecer mais profunda que a pele, é praga de lepra; o sacerdote,
verificando isto, o declarará imundo. Mas, se a mancha lustrosa na sua pele for branca, e não

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parecer mais profunda que a pele, e o pelo não se tiver tornado branco, o sacerdote encerrará por
sete dias aquele que tem a praga. Ao sétimo dia o sacerdote o examinará; se a praga, na sua
opinião, tiver parado e não se tiver estendido na pele, o sacerdote o encerrará por outros sete dias.
Ao sétimo dia o sacerdote o examinará outra vez: se a praga tiver escurecido, não se estendido na
pele, o sacerdote o declarará limpo; é uma pústula. O homem lavará as suas vestes, e será limpo"
(Lv 13.2-6; cf. Lv 12.6,7)

. E até mesmo a genética era regulada pelos sacerdotes. Vejam que curiosidade da Palavra de
Deus, isso há quanto tempo antes de Cristo foi escrito?!

"Nenhum de vós se chegará àquela que lhe é próxima por sangue, para descobrir a sua nudez. Eu
sou o Senhor. A nudez de tua irmã por parte de pai ou por parte de mãe, quer nascida em casa ou
fora de casa, não a descobrirás. Nem tampouco descobrirás a nudez da filha de teu filho, ou da
filha de tua filha; porque é tua nudez. A nudez da filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai, a
qual é tua irmã, não a descobrirás. Não descobrirás a nudez da irmã de teu pai; ela é parenta
chegada de teu pai. Não descobrirás a nudez da irmã de tua mãe, pois ela é parenta chegada de
tua mãe" (Lv 18.6, 9, 10-13).

"Descobrir a nudez" é um eufemismo semitico para designar relações sexuais. Toda essa
regulação visava a evitar problemas na geração de filhos. Sim, e havia, até, normas especiais
(numa era précientifica?!) Para prevenção de doenças infecto-contagiosas conforme podemos ler
no livro de Números, capítulo 5. É impressionante que quase há 4.000 anos o hebreu no deserto,
na caminhada do Egito para Canaã, fosse instruído na Palavra de Deus a fazer uma coisa que
parece medicina sanitária dos dias de hoje?! "Entre os teus utensílios terás uma pá [e aqui a
explicação: todo hebreu, homem ou mulher tinha que ter uma pequena pá consigo] e quando te
assentares lá fora [fora do acampamento num lugar reservado, cf. Dt 23.12], então com ela
cavarás e, virando-te, cobrirás o teu excremento" (Dt 23. 12, 13; cf. Nm 5.2, 3; 19.11, 16). Isso é
medicina sanitária há 4.000 anos?!

O tema do sofrimento ou da enfermidade é sempre abordado com receio, com escrúpulos ou com
respeito. Mas são problemas tocados de perto seja por quem lida com a enfermidade mental, ou
com a espiritual. O homem é um todo: o corpo influi no espírito, o espírito influi no corpo. Daí essas
enfermidades psicossomáticas a que nos referimos.

Mas a doença é uma revelação. Revelação de nossa finitude, de nossa fragilidade, de nossa
condição de ser vivo. É revelação de um mistério que abrigamos dentro de nós: o mistério da dor.
Há aliás, na Bíblia, todo um livro sobre a dor física e existencial de um homem, que é o Livro de Jó.
E é desse livro e desse homem que tiramos estas expressões:

"Por que não morri ao nascer? Por que não expirei ao vir à luz? Por que me receberam os joelhos?
E por que os seios, para que eu mamasse? Pois agora estaria deitado e quieto: teria dormido e
estaria em repouso, ou, como aborto oculto, eu não teria existido, como as crianças que nunca
viram a luz. Não tenho repouso, nem sossego, nem descanso; mas vem a perturbação" (Jó 3.11-
13, 16, 26),

porque Jó estava falando dessa dor tão grande que sentia no seu corpo. Há uma descrição da sua
enfermidade que diz:

"Os meus parentes se afastam, e os meus conhecidos se esquecem de mim. Os meus domésticos
e as minhas servas me têm por estranho; vim a ser um estrangeiro aos seus olhos. Chamo ao meu
criado, e ele não me responde; tenho que suplicar-lhe com a minha boca. O meu hálito é
intolerável à minha mulher; sou repugnante aos filhos de minha mãe. Até os pequeninos me
desprezam; quando me levanto, falam contra mim. Todos os meus amigos íntimos me abominan, e
até os que eu amava se tornaram contra mim. Os meus ossos se apegam à minha pele e à minha
carne, e só escapei com a pele dos meus dentes" (Jó 19.14-20).

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Mas é, também, um livro sobre a fé, porque no final, depois de falar de sofrimento, ele fala de fé, e
diz: "Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos" (Jó 42.5). Essa é a
razão porque, junto ao que sofre, temos que pensar no Cristo crucificado, no Cristo do Calvário, no
Cristo de Quem foi dito setecentos anos antes que viesse ao mundo:

"Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e
como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e
nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas
transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava
sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Is 53.3-5).

SHALOM = SAÚDE TOTAL

O problema é olhar o paciente, e vê-lo só como um corpo doente, um corpo sofrido, e não lembrar
o seu espírito talvez mais doente que o seu corpo. É evidente que o paciente não é um
eletrodoméstico que vai à oficina de reparos, não é um objeto. É uma pessoa que, atingida por
uma disfunção do corpo ou da mente, muda seu comportamento, e, até mesmo, sua vida de si
própria, de seu presente ou de seu futuro. Ele se desequilibra, ele se atormenta, tem sérias crises
de comunicação consigo próprio, com o mundo que o cerca, porque ele não tem liberdade, está
fora do lar. Tem conflitos de comunicação com a família, com as práticas religiosas, com Deus, até.

Na verdade, o que buscamos para o enfermo, para o hospitalizado, é aquilo que os profetas do
povo de Israel apregoavam: o shalom, a paz integral, a integridade, a inteireza, a plenitude, a
restauração, o bem-estar total. Platão, nos seus Diálogos deixou claro:

"Assim como você não deveria tentar curar... a cabeça sem o corpo, da mesma forma não deveria
tentar curar o corpo sem curar a alma... porque uma parte nunca pode estar bem a menos que o
todo esteja bem... Por isso, se quiser que a cabeça e o corpo estejam bem, você deve começar
cuidando a alma."

E nessa linha, Carl Jung, Erich Fromm, Viktor Frankl, Rollo May, e outros tantos sustentam que
problemas religiosos devem ser vistos como sintomas de problemas psicológicos mais profundos.
Há problemas psicológicos enraizados na patologia espiritual. O Pastor Dr. Wayne Oates,
professor de Psicologia Pastoral no Seminário Batista de Louisville, nos EUA, escreveu, entre as
mais de quarenta obras que assinou, uma muito interessante intitulada, Quando a Religião Fica
Doente (When Religions Gets Sick), onde aborda essas manifestações patológicas, enfermiças de
expressão religiosa. Talvez possamos, até, em certos casos parodiar e dizer "Quando o Doente
Fica Religioso", tão doente que agora se apega aos céus, produto dessa ansiedade incontida, e
maior que o espírito, o coração e a fé de quem a manifesta. Mas a única maneira construtiva de
lidar com essa ansiedade existencial é uma vida religiosa autêntica que torne possível a imagem
de Deus dentro da pessoa.

O renovado interesse pela saúde e cura totais por parte das igrejas evangélicas tem raízes na
herança bíblica. Porque Jesus é chamado "O Grande Médico", porque Jesus é chamado "Médico
dos médicos" desde os primeiros dias da era cristã. E o pastor é um profissional da escuta, é o
profissional do ouvido-amigo, o conselheiro. Por essa razão, temos que ver alguns princípios para
a saúde total, a saúde do corpo e do espírito:

Saúde é mais que a ausência de doença: é a presença de "bem-estar de alto nível". É o shalom
bíblico, a integridade da pessoa humana. E bem-estar de alto nível é inteireza, é plenitude em
várias dimensões que são interdependentes da pessoa: a dimensão física, a dimensão psicológica,
a dimensão interpessoal, a dimensão ambiental, a dimensão institucional e a dimensão espiritual.
"Deus criou o corpo humano com capacidade para se recuperar de uma doença: é um processo
lento, natural, que obedece ao plano de Deus". Deus está nesse processo efetuando a cura:
pastores não fazem milagres. Mas Deus em sua soberania faz milagres através da força total

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interior de cada indivíduo, força física e não-física. Enquanto o médico examina, diagnostica, e
prescreve o tratamento, o pastor tem a responsabilidade de liberar essas energias para ajudar o
paciente a se recuperar. O médico facilita a recuperação dando ajuda ao corpo do paciente, mas o
pastor a facilita ajudando esse paciente a dispor dos poderes do espírito. Daí a energia total no
processo da recuperação.

A PALAVRA QUE SARA

Não é fácil, não pode ser fácil estar enfermo, porque isso significa grandes perdas. O paciente
perde espaço: seu mundo se reduz a um quarto; sua mobilidade é exígua, ao máximo vai ao
corredor, e quantas vezes com toda uma parafernália de tubos e drenos. Ele perde o controle
sobre os que invadem seu espaço. Perde o controle do tempo. Perde o controle do próprio corpo.
Perde o contato com outras pessoas, e tem, por essa razão, crises de solidão, crises de
isolamento, e de desamparo. E esse é o motivo porque as igrejas buscam ministrar, servir, atender
espiritualmente a esses solitários, isolados e desamparados. É o que o Corpo de Psicólogos e
Psiquiatras Cristãos (CPPC) chama de "Vocação Terapêutica da Igreja." Ministrar e servir ao
enfermo, e à família do enfermo, e dizer-lhe que "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, e socorro bem
presente na angústia; aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus" (Sl 46. 10a) e também "O Senhor o
sustentará no leito da enfermidade; tu lhe amaciarás a cama na sua doença" ( Sl 41.3; cf. Sl 3.5;
4.8).

O Dr. Flamínio Fávero, professor emérito da Faculdade de medicina da USP, e evangélico, em seu
trabalho Humanização da Medicina, publicado na obra coletiva A Palavra que Sara que dá o título
a este trabalho, lembra que a Medicina visa ao homem, lembra que o médico é objeto de amor e
de ódio, e cita uma trova vinda da Escola Médica de Salerno, na Itália:

"Tem três faces o médico.


É julgado anjo, demo ou suprema divindade!
Anjo, se acode, logo que é chamado
E forte, enfrenta a dura enfermidade!
Se o doente melhora, tão amado
Não é o próprio Deus na Eternidade!
Mas, quando a conta manda do trabalho,
Nem mesmo Satanás é tão bandalho."

E ensina que "a verdadeira medicina não tem pátria, não tem inimigos, não tem prevenções raciais,
religiosas e outras que sejam, porque ela deve ser, como o evangelho, manifestação e reflexo da
sua fonte de origem: Deus.

Sim; há algo no ser humano que a biologia e a química não podem explicar. Talvez, por isso, São
Paulo diz que "somos poemas de Deus" , e Davi exclama, "pouco abaixo de Deus fizeste [o ser
humano], de glória e de honra o coroaste" . Tem, no entanto, o ser humano a tendência de viver
em níveis baixos e degradados. Mas algo traz à sua mente que não foi criado para o lixo, mas para
as estrelas, para os céus, para o infinito. E daí caminhamos para a Suprema Terapia, a Grande
Cura que é a ressurreição final dos corpos, a Gloriosa Restauração dos corpos, sem que haja mais
sofrimento, pavor ou gemido, ou, na linguagem da Bíblia: "Ele enxugará de seus olhos toda
lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as
primeiras coisas são passadas" (Ap 21.4).

INTERCESSÕES
Huub Oosterhuis

Por todos os que são crucificados,


Como teu Filho
Por todos os homens abandonados,
Nós te rogamos.

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Por todos os que não podem mais
Suportar a situação em que se acham,
Por todos os que vivem no sofrimento,
Não percebendo o seu sentido, nem seu fim,
Nós te rogamos, Senhor.

Por todos os que se revoltam,


Que não sabem mais irradiar, nem agir.
Por todos os implacáveis e rancorosos,
Os arrogantes e os cínicos;
Torna-os, Senhor, mais indulgentes,
Abre de novo seus olhos
Para a bondade possível entre os homens,
Para que vejam tua criação
E o futuro que lhes reservas.

Por todos os que são acusados,


Que vivem oprimidos pela perseguição e calúnia.
Por todos os que, por sua dureza
Para com os outros,
Perderam a confiança em si mesmos.
Por todos os que não encontram compreensão,
Nem uma palavra sequer de lenitivo,
Que não encontram alguém que os queira aceitar.

Por todos os que são inibidos ou ansiosos,


Por todos os angustiados e tensos,
Por todos os que são vítimas
De chantagem ou corrupção,
Por todos os que são obrigados
A viver na injustiça,
Presos nas engrenagens de um sistema inumano,
Sem dele poderem sair,
Nós te rogamos, Senhor.

Por todos os que mergulham no desânimo,


Vendo o mal espalhado no mundo.
Por todos os otimistas,
Por todos os corajosos
E por todos que sabem ser amigos,
Para que permaneçam firmes na hora da provação
E que seu apoio nunca nos falte.

Oremos por todos aqueles


Que não tem beleza nem encanto,
Atraindo os olhares.
Por todos os que não são semelhantes aos outros,
Os mongolóides e excepcionais,
Os instáveis e mutilados,
Os doentes incuráveis.
Pedimos, Senhor, que nos ajude a descobrir
O sentido da sua presença neste mundo.

Parte V

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A PÍLULA DO HOMEM:
Uma perspectiva pastoral

Em vias de comercialização, o primeiro contraceptivo oral masculino do mundo chega ao Brasil, e


com ele, algumas indagações de cristãos sobre a legalidade Bíblica de um homem crente usar a
"pílula" para não ter filhos.

A questão interessa a muitos cristãos. Muitos jovens casais têm evitado filhos nos dias de hoje. As
razões geralmente apresentadas são a explosão demográfica das grandes cidades onde vivem, a
depravação e corrupção cada vez maiores do ambiente onde seus filhos haveriam de crescer, tal
como o uso de drogas e a delinqüência infantil e juvenil. Alega-se ainda a falta de segurança que
sentem em relação a filhos: saberei dar respostas? Será que serei capaz de viver uma vida
exemplar? E, por fim, o argumento mais forte, o alto custo financeiro hoje de se criar filhos. Para os
que pensam assim, filhos atrapalhariam os planos financeiros de se ter uma vida financeira mais
tranqüila.

Por outro lado, há algumas boas razões para se enfrentar as dificuldades mencionadas acima.

1) Filhos são fonte de grande alegria, isto a Bíblia deixa muito claro, mas especifica que
especialmente os filhos que andam nos caminhos do Senhor (ler Pv 28.7; 29.3,17). Filhos que
crescem sem disciplina vão para o mundo, desobedecendo a Deus, e dão grande dor a seus pais
(Pv 17.21,25; 28.7; 29-3,15). "Grandemente se regozijará o pai do justo, e quem gerar um filho
sábio nele se alegrará" (Pv 23.24). Filhos sábios não crescem em árvores: são fruto de toda uma
vida de disciplina, instrução, companheirismo, amor, e orientação nos caminhos de Deus. Mas o
resultado vale a pena.

2) Filhos são bênção do Senhor. Os Salmos 127 e 128 comemoram a felicidade do justo em ter
muitos filhos, como bênção de Deus. Muitos jovens casais cristãos, ao contrário do ensino bíblico,
vêem os filhos como sendo um tropeço, um estorvo às suas carteiras profissionais, aos planos de
divertir-se, conhecer o mundo... quem pode fazer isto com filhos pendurados nas calças?

É possível que estes cristãos mudem de idéia, quando já for muito tarde, quando estiverem
aposentados, doentes, velhos e sozinhos largados num asilo de idosos, sem ninguém que venha
visitá-los, conversar com eles, e alegrá-los.

3) Filhos fazem parte da estratégia de Deus em transformar o mundo. Filhos criados em famílias
cristãs sólidas são via de regra os melhores crentes e, portanto, os mais aptos a cumprir o que
Jesus ensinou, que a corrupção da sociedade poderá ser neutralizada por homens e mulheres
santos (Mt 5.13-16), agindo como sal e luz deste mundo. É em lares cristãos fortes que jovens, que
serão o sal e a luz deste mundo, são devidamente equipados. Deus deseja que o mundo ouça o
Evangelho (Mt 18.18-20). Nossos filhos podem ser os instrumentos necessários para isso, como
disse B. Ray: "O propósito de Deus em nos dar filhos é que conquistemos o mundo para ele".

Na minha opinião, à luz do ensino bíblico sobre o plano de Deus para a família e os filhos,
constitui-se uma transgressão do propósito divino o evitar filhos por motivos egoístas quer seja
com contraceptivos masculinos ou femininos. Gente que não quer o trabalho de criar crianças e
casam pelo sexo e companhia se esquecem que tiveram um pai e uma mãe que pensaram
diferente. O sexo e o companheirismo trazidos pelo casamento não são a sua única finalidade.
Criar filhos é bem menos complicado e difícil do que se pensa, quando o casal o faz na
dependência de Deus.

Por outro lado, creio que não vai contra o propósito de Deus o casal controlar o número de filhos, e
mesmo chegar a uma época em que decida evitá-los. Minha esposa e eu temos quatro filhos. Na
realidade queríamos ter cinco, mas por problemas de saúde dela, tivemos de parar nos quatro.
Creio que já demos nossa contribuição para encher o mundo e dominá-lo! E não nos sentimos
constrangidos em evitar que ela engravide mais uma vez.

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Assim, creio que nada há contrário ao uso da pílula masculina por um cristão, desde que pelos
motivos corretos. Sobre o fato de ser "masculina", não, vejo nada nas Escrituras que condenem a
pílula por isto. A pílula masculina ainda tem a vantagem sobre alguns contraceptivos femininos de
evitar uma outra questão ética relacionada com o controle da natalidade, que é a do uso de
métodos que são abortivos.

Parte VI
A POLÍTICA À LUZ DA BÍBLIA

1. A idéia bíblica
O que a Bíblia tem a dizer sobre política? Na verdade não encontramos na Bíblia a palavra
“política” nem uma definição da mesma. Obviamente não poderia porque a Escritura Sagrada não
é um manual ou tratado político. Entretanto, encontramos nela, do Gênesis ao Apocalipse, a idéia
explícita de política. Folheando suas páginas verificamos que o conceito bíblico de política é o
conceito do próprio Deus e de Seus escritores sagrados. A arte de bem governar e administrar com
competência são exigências constantes de Deus. Basta lermos, à guisa de exemplo, o livro do
profeta Isaías. Isaías é corretamente denominado pelos estudiosos de “profeta da justiça social”.
Sua reivindicação pela justiça social como resultado de uma política responsável e consciente era
a reivindicação do próprio Deus que o enviara a profetizar.

2. Causa e solução das crises


A causa das crises sócio-econômicas a nível mundial está numa política defeituosa. E qual seria,
por sinal, a causa deste defeito? É simples: a maioria dos líderes políticos estão querendo dirigir o
mundo sem Deus e sem a Bíblia. Acredite, o maior e melhor programa de governo de todos os
tempos é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Leia Deuteronômio 17.18-20. Além disso, observe
o exemplo do povo de Israel na Bíblia. Leia a história dos reis de Israel. Os reis que governaram
sob o temor de Deus e em obediência à Sua Palavra foram bem sucedidos. O segredo de uma
política eficiente não está na forma de governo (monarquia, democracia, etc) e nem no regime
político (parlamentarismo, presidencialismo), mas na aplicação prática dos princípios morais e civis
da lei de Deus. Não estou dizendo que devemos restabelecer a teocracia que Israel por fim acabou
abandonando. No mundo de pecado em que vivemos é impossível um governo eminentemente
teocrático, contudo, quando os princípios bíblicos regem a conduta e a moral dos dirigentes Deus
abençoa a nação. Quando João Calvino (1509-1564) aplicou em Genebra (Suíça) os princípios da
“constituição de Deus”, a Bíblia, ele revolucionou de maneira extraordinária a vida daquela cidade.
A reforma religiosa e político-social de Calvino é um marco da história que comprova, entre tantos
outros exemplos semelhantes, que fé em Deus e administração pública é uma mistura que dá
certo.

3. Jesus, Pedro e Paulo e a política


O maior conceito de política que a Bíblia nos apresenta foi dado pelo Senhor Jesus Cristo. Certa
feita o mestre foi interpelado por pessoas mal intencionadas sobre a questão do pagamento de
impostos ao imperador romano. “É lícito pagar tributo a César, ou não?”, perguntaram. Jesus pediu
que mostrassem uma moeda e interrogou: “De quem é esta efígie e inscrição?”. “De César”,
responderam. Então lhes disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.
Em outras palavras o Mestre queria dizer: “Sim, devemos pagar imposto. Honrar a Deus não
significa desonrar o imperador”.

Sem dúvida os apóstolos Pedro e Paulo tinham em suas mentes o ensino de Jesus ao tratarem em
suas cartas de “alguns temas políticos”. Ambos enfatizam a importância da obediência e honra às
autoridades pelo simples fato de serem “ministros de Deus”, conforme a expressão usada por
Paulo. A desobediência civil é justificada na Bíblia somente quando as autoridades
intencionalmente se opõem ao evangelho de Jesus para cometerem injustiças (cf. At 4.18,19). E se
a desobediência civil não fosse justificável somente nesse sentido, Pedro e Paulo jamais insistiriam
em suas epístolas pela obediência às autoridades (Rm 13.1-7; I Tm 2.1,2; I Pe 2.11-17). É
interessante esse apelo apostólico porque Pedro e Paulo e as igrejas a quem eles se dirigiam

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viviam, naquela época, sob o governo déspota e tirano do imperador Nero. Porém, a
recomendação de deveres não era pelo que o imperador e as demais autoridades significavam em
si mesmos, e sim, porque ocupavam a posição político-administrativa instituída por Deus.
Lembremos que quando Pilatos disse a Jesus: “Não sabes que tenho autoridade para te soltar, e
autoridade para te crucificar?”, a resposta do nosso Senhor foi: “Nenhuma autoridade terias sobre
mim, se de cima (de Deus) não te fosse dada”. Quando Jesus diz em Mateus 22.21 “Dai a César o
que é de César, e a Deus o que é de Deus” não quis dizer, como bem observou Francis Schaeffer:

DEUS e CÉSAR

Foi, é e sempre será assim:


DEUS
e

CÉSAR

Por causa dessa autoridade que vem de Deus é que o povo tem deveres para com as autoridades
constituídas. E por causa dessa mesma autoridade vinda de Deus é que os políticos devem tratar
o povo com justiça e respeito.

4. O propósito da política segundo a Bíblia


Observe que de acordo com a Bíblia, a política em si é boa porque foi instituída por Deus. O
problema está no fato de que nem sempre a política é devidamente utilizada. Isso acontece porque
nem todos estão aptos para entender o propósito da política. Qual a finalidade da política? Acredito
que os teólogos da assembléia de Westminster, Inglaterra (1643-1648), definiram biblicamente o
propósito da política quando disseram: “Deus, o Senhor Supremo e Rei de todo o mundo, para a
sua glória e para o bem público, constituiu sobre o povo magistrados civis (líderes políticos) que
lhes são sujeitos, e a este fim, os armou com o poder da espada para defesa e incentivo dos bons
e castigo dos malfeitores”. Veja nessa declaração que a finalidade da política é dupla. Deus a
constituiu para 1) a Sua própria glória e 2) o bem público. Perguntar não ofende: Será que este
duplo propósito da política está sendo cumprido em termos de Brasil? É evidente que não, pois
notamos ainda na declaração de Westminster que as autoridades receberam da parte de Deus o
poder da espada para a defesa dos bons e castigo dos maus. A impunidade desonra a Deus.

Em suma a Bíblia valoriza a política e os políticos. A primeira porque faz parte da própria essência
administrativa de Deus. Os segundos porque são agentes de Deus (quer estejam conscientes ou
não disso; quer acreditem ou não nisso) a fim de governarem com seriedade para que Deus seja
glorificado e o povo respeitado.

Parte VII
VIOLÊNCIA SOB A ÓTICA PASTORAL

Não é possível para nenhum de nós deixar passar despercebidamente o que tem acontecido em
nossa sociedade nestes últimos dias. Foi com muita indignação e frustração que lemos nos jornais
e vimos as cenas na TV, do desfecho do seqüestro do ônibus no Rio de Janeiro.

Pior ainda é ver que a classe política e também nós cidadãos de uma maneira geral, nos tornamos
insensíveis a tudo isso que tem acontecido em nossa sociedade. Parece até que perdemos a
capacidade de nos indignar contra este tipo de coisa.

Esta barbaridade, se tornou tão comum em nosso meio, a televisão banalizou de tal forma a
violência, que para a grande maioria de nós esta foi mais uma tragédia dentre as muitas que
acontecem todos os dias no Brasil. As cenas do policial vindo em direção ao assaltante e
disparando nele, mais pareciam as cenas de um filme policial qualquer de Hollywood, que já nem
mexem mais com nossa sensibilidade ou nossa capacidade de ficar indignados.

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Diante dessa gigantesca tragédia social em que todos nós estamos imersos, parece-nos que uma
das alternativas que encontramos é ser indiferentes a esse tipo de realidade que nos cerca e
continuar a nossa existência fingindo que tudo isso não nos afeta. Enclausurados em nossos
castelos e ilhas de prosperidade, cercados por todos os lados de pobreza e miséria estamos
seguros.

Ainda, um outro sentimento que talvez permeie as nossas mentes, nessas horas seja o da
impotência, de não poder fazer nada, de não poder mudar nada, de não poder levantar a voz e
ficar quietos, porque afinal de contas quem somos nós para mudar alguma coisa?

Qual deve ser a postura do cristão em meio a toda essa violência que nos cerca? Qual a postura
que a comunidade cristã deve assumir diante de tudo isso? Como podemos nos fazer ouvir e
tentar pelo menos fazer conhecidos os valores do Reino de Deus nestes casos?

Em primeiro lugar, creio que como cristãos, indistintamente devemos levantar a nossa voz e orar
pela paz da cidade. Queremos evocar, como pastores que somos, o livro de Jeremias, no Antigo
Testamento, quando este convoca os judeus cativos da Babilônia, dizendo "procurai a paz da
cidade..., e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz." A violência nos afeta a
todos, e orar é algo que todos nós enquanto comunidade cristã podemos fazer.

Em segundo lugar, cremos que devemos recuperar a voz profética que foi tão característica dos
homens e mulheres de Deus em meio a uma sociedade corrompida e cheia de injustiça e violência.
Foi assim com Habacuque, num outro livro do Antigo Testamento, que vendo a iniquidade e a
opressão ao seu redor, clama por respostas, diante de Deus. Qual o porquê de tanta violência, "até
quando clamarei eu e tu não me escutarás? Gritar-te-ei violência e não salvarás?" A lição que
aprendemos com Habacuque é de que o Senhor, reto juiz, trará juízo no seu próprio tempo e ele
nos chama para anunciar este juízo sobre os perversos, soberbos, violentos, corruptos e aqueles
cujo poder é o seu deus.

Em terceiro lugar, cremos que precisamos resgatar o espírito dos ensinos de Jesus. Talvez, até
quem sabe, fazer uma nova leitura deles, especialmente neste caso de Mateus 5:9. Diante de
situações como as que vivemos dia a dia, quando o Senhor nos fala que são "bem aventurados os
pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus." Todo cristão, de acordo com esta palavra
de Jesus, deve ser um pacificador, tanto na igreja como na sociedade.

Concluindo gostaríamos de alertar para uma questão que muitas vezes não nos damos conta. Que
podemos, através da ação individual transformarmos esse tipo de realidade. Como? Através do
exercício da nossa cidadania. Colocando em prática valores como dignidade humana, justiça, paz,
amor, respeito ao próximo e acima de tudo consciência crítica diante deste contexto gerador de
morte. Fica a responsabilidade de cada um de nós cidadãos, a fazer uso, por exemplo da força do
nosso voto, para que as estruturas geradoras de morte possam com a nossa intervenção social,
serem vencidas. E isso só acontecerá quando nos conscientizamos da necessidade que temos de
nos voltarmos para Deus e os valores do seu Reino e termos consciência que ele é o Senhor da
Vida e da História.

ABORTO:
Os dois pontos cruciais

A legislação sobre o assunto

O artigo 128 do Código Penal brasileiro (que é de 1940) permite o aborto quando há risco de vida
para a mãe e quando a gravidez resulta de estupro. Porém, apenas sete hospitais no pais faziam o
aborto legal. Esse ano, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados
aprovou a obrigatoriedade de o SUS (Sistema Único de Saúde) realizar o aborto nos termos da lei.
O projeto, porém, permite ao médico (não ao hospital) recusar-se a fazer o aborto, por razão de
consciência – um reconhecimento de que o assunto é polêmico e que envolve mais que

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procedimentos médicos mecânicos. Por exemplo, o ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, disse
ser contrário à lei e comparou aborto a um assassinato. Além disto, médicos podem ter uma
resistência natural, pela própria formação deles (obrigação de lutar pela vida). "O juiz que autoriza
o aborto é co-autor do crime. Isso fere o direito à vida", disse o desembargador José Geraldo
Fonseca, do Tribunal de Justiça de São Paulo, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo
(22/09/97). Segundo ele, o artigo 128 do Código Penal não autoriza o aborto nesses casos, mas
apenas não prevê pena para quem o pratica. No momento, existem projetos de ampliar a lei,
garantindo o aborto também no caso de malformação do feto, com pouca possibilidade de vida
após o parto.

O ensino bíblico

O assunto é particularmente agudo para os cristãos comprometidos com a Palavra de Deus. É


verdade que não há um preceito legal na Bíblia proibindo diretamente o aborto, como "Não
abortarás". Mas a razão é clara. Era tão inconcebível que uma mulher israelita desejasse um
aborto que não havia necessidade de proibi-lo explicitamente na lei de Moisés. Crianças era
consideradas como um presente ou herança de Deus (Gn 33.5; Sl 113.9; 127.3). Era Deus quem
abria a madre e permitia a gravidez (Gn 29.33; 30.22; 1 Sm. 1.19-20). Não ter filhos era
considerado uma maldição, já que o nome de família do marido não poderia ser perpetuado (Dt
25.6; Rt 4.5). O aborto era algo tão contrário à mentalidade israelita que bastava um mandamento
genérico, "Não matarás" (Êx 20.13). Mas os tempos mudaram. A sociedade ocidental moderna vê
filhos como empecilho à concretização do sonho de realização pessoal do casal, da mulher em
especial, de ter uma boa posição financeira, de aproveitar a vida, de ter lazer, e de trabalhar. A
Igreja, entretanto, deve guiar-se pela Palavra de Deus, e não pela ética da sociedade onde está
inserida.
A humanidade do feto

Há dois pontos cruciais em torno dos quais gira as questões éticas e morais relacionadas com o
aborto provocado. O primeiro é quanto à humanidade do feto. Esse ponto tem a ver com a
resposta à pergunta: quando é que, no processo de concepção, gestação e nascimento, o embrião
se torna um ser humano, uma pessoa, adquirindo assim o direito à vida? Muitos que são a favor do
aborto argumentam que o embrião (e depois o feto), só se torna um ser humano após determinado
período de gestação, antes do qual abortar não seria assassinato. Por exemplo, o aborto é
permitido na Inglaterra até 7 meses de gestação. Outros são mais radicais. Em 1973 a Suprema
Corte dos Estados Unidos passou uma lei permitindo o aborto, argumentando que uma criança não
nascida não é uma pessoa no sentido pleno do termo, e portanto, não tem direito constitucional à
vida, liberdade e propriedades. Entretanto, muitos biólogos, geneticistas e médicos concordam que
a vida biológica inicia-se desde a concepção. As Escrituras confirmam este conceito ensinando
que Deus considera sagrada vida de crianças não nascidas. Veja, por exemplo, Êx 4.11; 21.21-25;
Jó 10.8-12; Sl 139.13-16; Jr. 1.5; Mt 1.18; e Lc 1.39-44. Apesar de algumas dessas passagens
terem pontos de difícil interpretação, não é difícil de ver que a Bíblia ensina que o corpo, a vida e
as faculdades morais do homem se originam simultaneamente na concepção.

Os Pais da Igreja, que vieram logo após os apóstolos, reconheceram esta verdade, como aparece
claramente nos escritos de Tertuliano, Jerônimo, Agostinho, Clemente de Alexandria e outros. No
Império Romano pagão, o aborto era praticado livremente, mas os cristãos se posicionaram contra
a prática. Em 314 o concílio de Ancira (moderna Ankara) decretou que deveriam ser excluídos da
ceia do Senhor durante 10 anos todos os que procurassem provocar o aborto ou fizesse drogas
para provocá-lo. Anteriormente, o sínodo de Elvira (305-306) havia excluído até a morte os que
praticassem tais coisas. Assim, a evidência biológica e bíblica é que crianças não nascidas são
seres humanos, são pessoas, e que matá-las é assassinato.

A santidade da vida

O segundo ponto tem a ver com a santidade da vida. Ainda que as crianças fossem reconhecidas
como seres humanos, como pessoas, antes de nascer, ainda assim suas vidas estariam

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ameaçadas pelo aborto. Vivemos em uma sociedade que perdeu o conceito da santidade da vida.
O conceito bíblico de que o homem é uma criatura especial, feito à imagem de Deus, diferente de
todas as demais formas de vida, e que possui uma alma imortal, tem sido substituído pelo conceito
humanista do evolucionismo, que vê o homem simplesmente como uma espécie a mais, o Homo
sapiens, sem nada que realmente o faça distinto das demais espécies. A vida humana perdeu seu
valor. O direito à continuar existindo não é mais determinado pelo alto valor que se dava ao
homem por ser feito à imagem de Deus, mas por fatores financeiros, sociológicos e de
conveniência pessoal, geralmente utilitaristas e egoístas. Em São Paulo, por exemplo, um médico
declarou "Faço aborto com o mesmo respeito com que faço uma cesárea. É um procedimento tão
ético como uma cauterização". E perguntado se faria aborto em sua filha, respondeu: "Faria, se ela
considerasse a gravidez inoportuna por algum motivo. Eu mesmo já fiz sete abortos de namoradas
minhas que não podiam sustentar a gravidez" (A Folha de São Paulo, 29 de agosto de 1997).

Conclusão

Esses pontos devem ser encarados por todos os cristãos. Evidentemente, existem situações
complexas e difíceis, como no caso da gravidez de risco e do estupro. Meu ponto é que as
soluções sempre devem ser a favor da vida. C. Everett Koop, ex-cirurgião geral dos Estados
Unidos, escreveu: "Nos meus 36 anos de cirurgia pediátrica, nunca vi um caso em que o aborto
fosse a única saída para que a mãe sobrevivesse". Sua prática nestes casos raros era provocar o
nascimento prematuro da criança e dar todas as condições para sua sobrevivência. Ao mesmo
tempo, é preciso que a Igreja se compadeça e auxilie os cristãos que se vêem diante deste terrível
dilema. Condenação não irá substituir orientação, apoio e acompanhamento. A dor, a revolta e o
sofrimento de quem foi estuprada não se resolverá matando o ser humano concebido em seu
ventre. Por outro lado, a Igreja não pode simplesmente abandonar à sua sorte as estupradas
grávidas que resolvem ter a criança. É preciso apoio, acompanhamento e orientação.

Fonte: Revista Fides Reformata


Parte VIII
AOS MEUS IRMÃOS EM CRISTO QUE MILITAM NA POLÍTICA

O Livro dos Provérbios pertence à literatura de sabedoria, literatura didática, pedagógica, que
circulava em diversas culturas orientais antigas, notadamente a babilônica, a egípcia, a cananéia e
a israelita, com a variável de ser esta última considerada inspirada de acordo com os cânones
hebreus e cristãos. A essa literatura pertencem na Bíblia Sagrada livros como o de Jó, Eclesiastes
e certos salmos.

São os ensinos e escritos dos sábios de Israel, os conselheiros dos seus governantes e
políticos(1). Era o caso de Daniel, conselheiro do rei da Babilônia, de acordo com o livro que tem o
seu nome(2).

O conceito de sabedoria é importante e merece ser entendido, pois é compreendida como a "a
habilidade de viver em equilíbrio com a ordem moral do mundo", razão porque Provérbios 14.8
ensina que "A sabedoria do prudente é entender o seu caminho", ou como traduz o afamado
mestre do Antigo Testamento, Dr. R. B. Y. Scott, "A sabedoria de um homem brilhante o faz se
conduzir inteligentemente".

Essa é a literatura que circulava, e servia de instrução e texto-base nas Escolas de Administração
Pública das cortes do Antigo Oriente Próximo. Daí tanta menção à arte de governar e de se
conduzir à frente do povo, como ocorre no Livro dos Provérbios:

"Na multidão do povo está a glória do rei, mas na falta de povo a ruína do príncipe"(14.28);

"O príncipe que tem falta de entendimento multiplica as opressões, mas o que odeia a avareza
prolongará os seus dias" (28.16);

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"O governador que dá atenção às palavras mentirosas, descobrirá que todos os seus servos são
ímpios" (29.12);

"Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar
bebida forte, para que não bebam, e se esqueçam da lei, e privem todos os aflitos dos seus
direitos(3)" (31.4,5).

Ensina, ainda, a Bíblia que são deveres da autoridade:

Governar no temor de Deus (2Cr 19.7);


Conhecer a lei de Deus (Ed 7.25);
Fazer executar essas leis (Ed 7.26);
Recusar propinas e benesses alheas às inerentes ao cargo (Ex 23.8).
Do Livros dos Provérbios, tiramos três recomendações, lembretes ou advertências que imprimirão
aos seus mandatos uma distinção sem par entre os mandatos dos seus pares.

"O TEMOR DO SENHOR É O PRINCÍPIO DA SABEDORIA" (Pv 1.7a.)

Uma característica muito relevante quanto à sabedoria é que sua aprendizagem nunca termina (cf.
Pv 1.5, 6). Por outro lado, o verso 7, acima citado em parte, é o clímax desse programa, e destaca
palavras e expressões que necessitam ser entendidas para serem bem apreciadas, e, sobretudo,
bem vividas.

O "temor do Senhor" tem ênfases variadas no Antigo Testamento. Pode ser usado como referência
à conduta social considerada como geralmente aceita: "Respondeu Abraão: Eu disse comigo
mesmo: Certamente não há temor neste lugar..." (Gn 20.11).

Quando usado em relação ao culto divino significa reverência na adoração e obediência a Deus:
"Diante das cãs te levantarás, honrarás a face do ancião, e temerás o teu Deus" (Lv 19.32) e
"Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor" (Sl 34.11).

Talvez a questão mais pertinente neste ponto seja: "Sim; ‘o temor do Senhor é o princípio da
sabedoria’, mas, que Senhor?" A que Deus tememos?

Esse é o problema! O brasileiro criou um "Deus" que não é o da revelação bíblica: é o "Deus
brasileiro", criado à imagem e semelhança do brasileiro; é o deus cuja ética é a do brasileiro, e,
lamentavelmente, vezes tantas, a lei desse "Deus" é "a do Gérson" (coitado do Gérson)?!

É o "Deus" que vai resolver para nós as coisas, e não para a equipe do país adversário no campo
de futebol porque, afinal, "Deus é brasileiro", é o que se diz...

Um "Deus" meio malandro que, no dizer de Afonso Arinos de Melo Franco, "levantando a túnica
com um brilho maroto nos olhos, [vai] ensinar aos governantes do Brasil, o ‘pulo da onça’que os
tirará da dificuldade". É o "Deus" que vestido de mortalha ou abada, é invocado para abençoar o
carnaval. É um "Deus" sem poder. Aliás, o diabo é até mais respeitado no Brasil que Deus.

Apesar de tudo, é um "Deus brasileiro", um ‘"Deus" burocrata, muito ao espírito das coisas públicas
deste país. Por isso, contrariamente ao ensino da Bíblia, criaram-se tantos pistolões e
intermediários para falar com "ele".

Diz, no entanto, a Palavra Santa que Deus é o Senhor do Universo:

"Louvai ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos entre os povos os seus feitos.(...) Gloriai-
vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam ao Senho.(...) Lembrai-vos das
maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos da sua boca. (...) Proclamai entre as nações a
sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. Pois grande é o Senhor, e mui digno de

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louvor, e mais temível do que todos os deuses. Pois todos os deuses das nações são ídolos,
porém o Senhor fez os céus. Majestade e esplendor há diante dele, força e alegria no lugar da sua
habitação" (1Cr 16.8, 10, 12, 24-27) (4).

E, ainda,

"O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em
templos feitos por mãos dos homens. (...) Pois nele vivemos, e nos movemos , e existimos" (At
17.24,28).

A Escritura não somente aponta para Deus como Senhor do universo, mas nos faz lembrar que é o
ser humano; seja o Exmo Sr. Presidente da República, seus Ministros, Senadores. Deputados nas
várias esferas, Governadores, Prefeitos, Vereadores, ou o mais simples cidadãos desta terra
brasileira. E diz, também, que Deus dignifica esse ser humano, pois o fez à Sua imagem e
semelhança (Gn 1.26, 27), um pouco abaixo de Sua Pessoa (Sl 8.5, 6), e assumiu a encarnação
em Jesus Cristo (Jo 1.14).

"Temei a Deus", então, é confiar nEle, em vez de na própria e desamparada inteligência; é evitar o
erro, a injustiça e transgressão, e aceitar a desventura como disciplina enviada por Deus. É,
conforme Deuteronômio 10.12, andar nos caminhos do Senhor, amá-Lo e servi-Lo com todo o ser
e veras da alma; é odiar o mal, abominar a soberba, rejeitar a arrogância, fugir do meu caminho e
da calúnia. Tudo isso de acordo com Provérbios 8.13. Debruynne lembrou exortando que "viver é
lutar para os compromissos jamais findarem em comprometimentos"(5).

A outra expressão é "princípio da sabedoria"Ou seja, ponto inicial, essência, propósito. E isso, no
entendimento da Escritura Sagrada é algo tão sério, seriíssimo, até, que, diz a Bíblia, só os
insensatos rejeitam a sabedoria, bem como a instrução.

A história sagrada conta que Salomão, rei de Israel, pediu a Deus a sabedoria necessário para
administrar os negócios do seu reino, ao dizer, "Dá-me agora sabedoria e conhecimento, para que
possa sair e entrar perante este povo, pois quem poderia julgar a este teu povo, que é tão
grande?" (2Cr 1.10; cf. 1Rs 3.9). Registra, ainda, a Escritura como Josias, o rei, fez uma aliança
com o Senhor prometendo "andar após o Senhor, e para guardar os seus mandamentos, e os seus
testemunhos, e os seus estatutos, de todo o seu coração, e de toda a sua alma, cumprindo as
palavras da aliança que estavam escritas naquele livro"(2Cr 34.31).

Não será idêntico pedido e idêntica promessa adequados, pertinentes, necessários, mesmo, a
cada um de nós, cidadãos, e para os meus irmãos que militam na política?(6)

Não é desdouro, irmão político, pedir a orientação de Deus. Na verdade, estes são dias nos quais
a sabedoria é de uma urgência gritante. O mundo está em julgamento, e a Bíblia Sagrada até
destaca as palavras do Senhor em Deuteronômio 30.14, 15: "Pois esta palavra está muito perto de
ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires. Vê, hoje te proponho a vida e o bem, a morte e
o mal".

Não é desdouro ter fé, pois diz igualmente o Livro Santo que "sem fé é impossível agradar a
Deus"(Hb 11.6). No entanto, nem toda fé agrada a Deus. Depois da I Guerra Mundial, tornou-se
sinal de fraqueza ter fé; após a II Guerra Mundial, a fé voltou a ser estimada. Porém, fé em quê?
Ou em quem? Não é qualquer fé, não é crendice, pois a fé só é boa quando comprometida com a
verdade, e a fé verdadeira exige que creiamos em tudo o que Deus disse acerca de Si mesmo, e
em tudo o que Ele disse a respeito de nós: quem somos, e Quem Deus é.

É crer que somos pequenos e dependentes, e crer que Deus é Grande, Clemente, Misericordioso
e Salvador, e que seu mandato, meu irmão, terá raiz, profundidade, substância com Deus à frente,
porque proclama a Escritura que "feliz é a nação cujo Deus é o Senhor". Sua sabedoria, meu irmão
político, será guardar os mandamentos de Deus, pois, "Guardai-os e praticai-os, pois esta será a

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vossa sabedoria e o vosso entendimento aos olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos,
e dirão: Este grande povo é realmente sábio e entendido" (Dt 4.6).

"NÃO NEGUES O BEM A QUEM DE DIREITO, ESTANDO NO TEU PODER FAZÊ-LO" (Pv 3.27)

Este provérbio ilustra um dos modos prioritários como a sabedoria que os meus irmãos que militam
na política estão pedindo a Deus há de ser exercida. E quanto a isso, um biblista de nossos dias
vai dizer que este é o princípio da caridade, e que sua medida é a necessidade do outro, do
próximo, do requerente, e o limite se estabelece pela expressão, "estando no teu poder", muito se
aproximando do apóstolo Paulo em Gálatas 6.10: "Enquanto temos oportunidade, façamos bem a
todos..."

Creio que Agostinho, um dos teólogos da Igreja Antiga, e pastor da cidade de Hipona, bem o
expressou quando deixou o ensino, "Faça-se a justiça, ainda que o mundo pereça". O problema é
a freqüente constatação da ineficácia, da inoperância, e deformação da justiça. E porque somos
tão inclinados à injustiça, a Bíblia nos recorda com veemência, "Assim diz o Senhor: Exercei o
juízo e a justiça, e livrai o oprimido das mãos do opressor. Não oprimais ao estrangeiro, nem ao
órfão, nem à viúva, e não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar"(Jr 22.30)
(7).

A fórmula romana clássica para a justiça era "Viver honestamente, a ninguém ofender e atribuir o
seu a seu dono". Pois é, meu irmão que milita na política, a lei natural é a da "primeira milha", mas
a lei bíblica percorre toda a primeira milha e vai adiante como Jesus ensinou. Veja-o em Mateus
5.41.

A justiça humana é distributiva, corretiva e retributiva; a divina, além dessas qualifdades, é


restaurativa, criativa e redentiva. Pois bem, meu irmão, a Bíblia reconhece a autoridade e o seu
direito de exercer a justiça. O evangelho não se alheia às realidades políticas, e diz, "Exorto, pois,
antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os
homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade" (1Tm 2.1,2a) (8). Mas reconhece,
igualmente, os direitos fundamentais do ser humano como:

O direito de igualdade: que todas as prerrogativas, franquias, concessões e regalias atribuídas a


uma pessoa se comunicam às demais sem restrição;
O direito de fraternidade: todo ser humano tem o direito de ser tratado como irmão pelos outros;
O direito de trabalho pleno: pois é com ele que cada cidadão adquire o necessário para si para sua
família;
O direito de buscar a felicidade: que corresponde ao de ir e vir, de entrar e sair de seu país ou de
sua região;
O direito de receber proteção do Estado: educação como base de tudo o mais, saúde, moradia
adequada, transporte abundante, fácil e fácil, segurança física, e outros tantos.
E essa não é uma tarefa fácil, meus irmãos que militam na política. Nós tanto o reconhecemos que
oramos por vocês. Pois a Bíblia o recomenda, como exposto acima.

"QUANDO NÃO HÁ SÁBIA DIREÇÃO, O POVO CAI; MAS NA MULTIDÃO DE CONSELHEIROS


HÁ SEGURANÇA" (Pv 11.14)

Tradução adequadíssima é a da chamada Bíblia de Jerusalém: "Por falta de direção um povo se


arruína, e se salva por muitos conselheiros".

"Direção" é a arte de pilotar, de segurar as rédeas de um fogoso corcel em disparada; é sustentar


com segurança e firmeza o volante de um automóvel a 140 km por hora. Essa arte de segurar as
rédeas, sustentar o volante, pilotar, enfim, é essencial para o bem-estar do nosso povo. Mas diz a
Bíblia que ‘quando não há sábia direção, o povo cai". E seus irmãos de fé sabemos que desejam
imprimir sabedoria, correção e justiça ao seus mandatos. Então, irmãos que militam na política,
apelem para os seus pastores e seus conselheiros, porque "na multidão de conselheiros há

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segurança".

Quem são os seus conselheiros? Observem:

São os seus amigos. Aqueles que proclamam suas virtudes e conhecem (e talvez escondam) os
seus pontos fracos;
São os seus inimigos, que conhecem (e talvez escondam) as suas virtudes e proclamam seus
pontos fracos;
É o evangelho, pois 2Timóteo 3.16 é texto tão claro quando ensina que "Toda Escritura é
divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em
justiça".
Pois é; ouçam os seus amigos, aqueles que os amam e os apóiam, pois é, ainda, a Escritura
Sagrada que registra que "Os projetos se firmam pelos conselhos; faze a guerra com prudência. O
mexeriqueiro trai a confiança; portanto, evita o que muito abre os seus lábios" (Pv 20.18,19).

Analisem o que dizem os seus adversários políticos. No mínimo, vocês terão mais força para
continuar se o que deles vier, for falsidade e calúnia. Quando os muros de Jerusalém estava sendo
reconstruídos, após o retorno dos israelitas da Babilônia, a inveja, a calúnia e a murmuração
campearam em todos os arraiais. Não houve desfalecimento porque "o coração do povo se
inclinava a trabalhar" (Ne 4.6; cf. v.17). Quando desafiados a baixar o nível de trabalho ou de
diálogo, digam como Neemias: "Estou fazendo uma grande obra, e não poderei descer".

Confiem no seu povo, meus irmãos, seus irmãos de fé que têm sobrevivido com o desemprego,
alguns com o sub-emprego, com baixos salários, mas muito fiéis na entrega de suas vidas e de
seus dízimos para o sustento da Causa do Senhor.

Trabalhem pelo nobre povo do Brasil. Roquette Pinto fez uma séria declaração acerca de nossa
gente: "O homem do Brasil precisa ser educado, e não substituído".

Dêem ouvidos à ética da Bíblia; ao que Jesus disse. Leiam, amem a Bíblia Sagrada; coloquem-na
ao lado da Constituição Federal e da Constituição dos estados que representam como seus livros
de normas e rotinas de trabalho e vida. O próprio Senhor Jesus Cristo afirmou, "Errais não
conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus". Não é o caso de vocês que já conhecem a
Palavra e como Deus Se manifestou Salvador em suas vidas.

Creio, meus irmãos que militam na política, que um bom texto para finalizar nossa reflexão é o de
2Crônicas 19.9: "Assim andai no temor do Senhor com fidelidade e inteireza de coração". A
recomendação do profeta Jeú a Josafá, governante do povo de Judá foi cristalina:

"no temor do Senhor", pois "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria", e deve ser o princípio
dos seus mandatos;
"com fidelidade", assim, "Não negues o bem a quem de direito"; sejam fiéis, irmãos meus;
"com coração perfeito", visto que "quando não há sábia direção, o povo cai", se arruína.
Essa palavra profética resume tudo o que foi dito. Com certeza, meus irmãos que militam na
política, outras advertências, conselhos, palavras, reflexões poderiam ser destacadas a partir da
Bíblia Sagrada como Provérbios 16.7; 24.5 ou 29.12. Permitam-me, no entanto, terminar com uma
página poética, muito a propósito daqueles momentos em que vocês estiverem cansados,
incompreendidos, talvez sós:

SE POR ACASO

Se por acaso perdeste a motivação do trabalho


e os deveres te pesam;
se perdeste uma série de amigos
e a solidão te castiga;
se por acaso perdeste o último raio de luz

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e andas no escuro;
se teus objetivos parecem cada vez mais distantes
e o ânimo de prosseguir desfalece;
se alimentas as melhores intenções
e, assim mesmo, te criticam;
se teus pés feridos ostentam a marca
das jornadas infinitas em busca de soluções
que o tempo ainda não trouxe;
se tuas mãos se alongam trêmulas na ânsia
de segurar outra mão que não podes reter,
porque não é tua;
se teus ombros se alargam
e a cruz ainda não cabe,
porque é árdua demais;
se ergues os olhos e o céu não responde
às súplicas que fizeste;
se amas o chão firme e tens a impressão
de afundar no pântano da insegurança;
se queres mar alto e areias seguram
o navio de teus sonhos;
se falas, se gritas até,
e o vazio não devolve o eco à tua voz;
se gostarias d ser inteiro total,
e te sentes parcelado, repartido, fragmentado,
um trapo de gente, talvez;
se os nervos afloram
e beiras os limiares do abismo da estafa;
se a fé parece conversa fiada
e nada do eterno te traz ressonância;
se choraste tanto que já não descobres
as estrelas no alto.

Então, levante o olhar para a cruz,


fixando Cristo bem nos olhos.
No lenho do Calvário, encontram-se
todas as respostas para aqueles que sofrem
e perdem a vontade de sorrir, de lutar, de viver.
Ajoelha-te aos pés de Cristo Ressuscitado,
como Tomé, o apóstolo incrédulo,
e repete com ele:

"Meu Senhor e meu Deus!"

NOTAS

(1) Cf. Is 19.11, 12; 29. 14, 15.


(2) Cf. 1.4, 17-20; 4.18,27.
(3) Cf Pv 8.12,15,16; 22.29; 23.1.
(4) Cf. Sl 24.1; 50.1,2,6; 97; 98; Na 1.
(5) Cf. Dt 6.2; 5.33; 6.5,13; 30.16; Pv 16.6; Ec 12.13;
Mq 6.8; Mt 22.37.
(6) Cf. Sl 51.6; Tg 1.5; Pv 2.3-7.
(7) Cf. Pv 3.27; Mq 6.8; Os 12.6; Gn. 18.19; Is 1.17; Zc 7.9.
(8) Cf. Rm 13.1, 2, 5; Pv 8.15, 16.

Parte IX

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DE QUEM NECESSITA NOSSA PÁTRIA?

"No dia seguinte a grande multidão que viera à festa ouviu que Jesus estava a caminho de
Jerusalém. Tomaram ramos de palmeiras, e saíram ao seu encontro, gritando: Hosana! Bendito é
aquele que vem em nome do Senhor! Bendito é o rei de Israel! Ora, havia alguns gregos entre os
que tinham subido a adorar no dia da festa. Dirigiram-se a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e
lhe rogaram: Senhor, gostaríamos de ver a Jesus" (João 12.12,13,20,21)

"E desvendou-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,
de fazer convergir em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tantos as
que estão nos céus como as que estão na terra" (Ef 1.10)

O ministério terreno de Jesus está chegando ao fim. No texto acima está o relato de quando o
Mestre falou sobre ser, Ele mesmo, a ressurreição e a vida. Fala, igualmente, João da trama
armada para matar a Jesus, e, ainda, de ter sido o Mestre ungido na cidade de Betânia,
mencionando, a seguir, a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém.

Betânia, é uma vila, é uma cidade pequena ainda hoje a cerca de três quilômetros de Jerusalém.
Daquela vila, Jesus foi para Jerusalém, onde fez uma entrada triunfal pelos seus muros sob o
aplauso e o louvor das multidões. Observe-se que a mesma multidão que O aplaudira na Sua
entrada, será a mesma que vai exigir a Sua crucificação. Duas lições a serem aprendidas: (1) o
pensamento da massa é volúvel; e (2) durante os anos do Seu ministério entre os homens, Jesus
Cristo jamais perdeu de vista a Sua missão universal.

Apesar de tudo, Ele tinha um propósito, um alvo para Sua vida. Todo mestre precisa ter um alvo, o
de Jesus era: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância". Por esse motivo, Ele
convidou os cansados e os oprimidos a que viessem a Ele para que pudessem encontrar o
descanso, o repouso. E, no entanto, diz a Bíblia que Ele "veio para o que era seu e os seus não
receberam". Que tristeza nessa palavra de João, o evangelista, em 1.11. Porém, por causa da Sua
missão universal, os gregos vieram a Ele. E é nesse ponto que nós destacamos o nosso país.
Vamos nos identificar com os gregos que buscaram a Jesus.

DE QUE É QUE O NOSSO PAÍS NECESSITA?

Nunca sou tão procurado quanto nas proximidades das eleições. Praticamente, todos os
candidatos a vereador de nossa cidade, a deputado estadual e federal, a prefeito anda me
procurando. De repente, a igreja ficou famosa, e todos querem os votos dos seus membros. Mas,
como sou procurado no gabinete para mostrar plataforma de trabalho, planos, o que é que planeja
para acontecer na nossa cidade. É desse fato que nos vem a idéia desta reflexão: que é que o
nosso país realmente precisa?

Nosso Povo Necessita De Cristo... Para Que Aprenda A Amar.

Nosso país precisa de Jesus Cristo, a rocha dos séculos. Nosso país, nossa cidade, nosso estado,
e isso para que aprenda a amar.

Um teólogo judeu perguntou a Jesus sobre qual era o grande mandamento. E a resposta de Jesus
está em Mateus no capítulo 22, "Amarás ao Senhor de todo o teu coração, de toda a tua alma e de
todo o teu entendimento e continuou, e amarás ao teu próximo como a ti mesmo". Nosso povo
precisa de aprender a amar. Indo ao Apocalipse, capítulo 1, versos 5 e 6, encontraremos,

"Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados, e nos fez reino e
sacerdotes para Deus seu Pai, a ele seja glória e domínio pelo séculos dos séculos".

Nós aprendemos dEle o amor eterno, e seus efeitos na vida, na nossa alma, e na nossa
consciência. Porque nós somos libertos do pecado, purificados do nosso mal e feitos

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intercessores. É o amor que foi consolação para os discípulos nos momentos de perseguição. É o
amor que, imutável, tem ainda hoje a intensidade de quando Jesus se entregou na cruz do
Calvário.

Nosso povo tem que olhar para Jesus Cristo ressuscitado, tem que olhar para Jesus Cristo
glorioso, soberano, salvador e perdoador, compassivo e restaurador para aprender com Ele que
amar não é dividir o meu prato de comida com quem não tem. Essa é uma idéia do
assistencialismo. Metade é sua, metade é minha. Não é não! Amar é lutar para que ele tenha um
prato de comida igual ao meu. Não dividir o meu, mas, que ele possa ter condições de ter um prato
igual. Não é eu dar a minha camisa usada para que ele tenha uma camisa para vestir. Não! É
empenhar-me para que ele tenha uma camisa nova para vestir. Porque isso é fazer justiça no
Espírito de Jesus Cristo, porque meu próximo não é a pessoa que é membro da igreja de que faço
parte, ou de outra igreja evangélica. O membro de uma igreja evangélica, o membro da minha
igreja é meu irmão, da mesma família, em cujas veias corre o mesmo sangue de Jesus Cristo que
nos purificou. Meu próximo é o brasileiro. É o brasileiro que não conhece a Cristo, que não
conhece a realidade do reino, que não entende o supremo sentido da palavra amor.

Nosso Povo Necessita De Cristo... Para Que Aprenda A Servir

O nosso povo necessita de Cristo, a rocha dos séculos, para poder aprender a servir. Porque o
amar leva a servir. Afinal de contas, a Bíblia diz que nós fomos criados para as boas obras. Efésios
2.10 afirma: "Somos feitura sua criados em Cristo Jesus para as boa obras, as quais Deus
preparou para que andássemos nelas". Jesus Cristo contou a história que é conhecida como a
parábola do Bom Samaritano. Nessa parábola nós encontramos três atitudes e uma história de
serviço. Vejam bem as três atitudes: A primeira foi a atitude dos salteadores; a segunda foi a
atitude do escriba e do sacerdote, que têm a mesmíssima; e a terceira, foi a atitude do samaritano.

A atitude dos salteadores foi viver para roubar, viver para explorar. Um teólogo, comentando este
tema, disse: "O que é teu é meu". Hoje pela manhã, fiquei sabendo que duas queridas irmãs, mãe
e filha, às 7h30, vieram preparar o lindo programa das Mensageiras do Rei, iam sendo assaltadas
na porta da igreja. Dois meliantes apareceram para roubá-las. "O que é teu, Gilda, é meu",
disseram. Essa é a atitude de quem assalta, de quem furta, ou de quem rouba.

O sacerdote e o levita, tiveram a atitude de viver para si mesmos. "O que é meu é meu, o que é teu
é teu". No entanto, atente-se para o samaritano. Ele tinha a atitude de viver para servir, "o que é
meu é teu". Qualquer ser humano está dentro de um desses três grupos. E quem vive no primeiro
grupo, "o que é teu é meu", pensa que é bastante esperto para escapar das coisas que faz, e os
jornais e as revistas que comentam os fatos, contam dos espertalhões que andam fugindo,
roubando, enganando, dinheiro desviado, dinheiro que devia construir não sei o que foi para algum
lugar aí do mundo que ninguém sabe onde. Mas ele pensam que são espertos bastantes para que
o escândalo não seja descoberto.

Ou então, é a atitude do egoísmo, cada um vive para si no seu mundinho particular e não me
interessa o que é que acontece com outra pessoa. Mas a terceira atitude é do samaritano, é a
atitude evangélica, é a atitude de Cristo, e é aquela de que a nossa pátria precisa, serviço. Com a
salvação, somos libertos do pecado.

A Bíblia diz para sermos servos da justiça. Por isso, a nossa resposta é sempre dobrada. Cidadãos
deste país, nós temos obrigações sociais, políticas, afetivas, emocionais com a nossa pátria, mas,
cidadãos do reino de justiça, nós temos obrigação de espalhar essa justiça, o reino de Deus, de
proclamar o senhorio de Jesus Cristo no coração do nosso povo. Por isso, nós somos incansáveis
na pregação, no testemunho, na proclamação, no anuncio da mensagem de Jesus Cristo. Servos,
sim. Somos servos de Cristo e reconhecemos a necessidade que tem a nossa gente de aprender a
servir quando tem aprendido e praticado o se servir tantas vezes.

Nosso Povo Necessita De Cristo... Para Que Aprenda O Verdadeiro Sentido Da Espiritualidade

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Mas há um terceiro caso, ainda: nosso povo precisa de Cristo, a rocha dos séculos, para que
compreenda o verdadeiro sentido da espiritualidade.

Ora, se a compreensão do amor leva ao serviço; o entendimento do amor conjugado com o servir
leva ao sentido da espiritualidade. Em Provérbios 14.34, está dito que: "A justiça exalta as nações,
mas o pecado é o opróbrio dos povos". Outra tradução diz que: "É o pecado que faz miseráveis os
povos". E não é o nosso caso aqui no Brasil? O que arruina o Brasil não é a dívida externa, não,
nós sempre devemos, e há outros povos aí que crescem e devem também. O que está arruinando
o Brasil é o pecado, é a imoralidade, é a impunidade, é a corrução, é a falta de censura, é a
confusão entre liberdade e libertinagem. Porque a Bíblia diz isso mesmo, a justiça exalta as
nações, mas o pecado faz miseráveis os povos.

Quando há uma epidemia todos tomam vacina.A Secretaria de Saúde do Estado estendeu por
mais quinze dias o prazo de vacinação contra a paralisia infantil, disse o jornal. Quando há uma
epidemia todos tomam vacina, todos querem o remédio. Pois há uma doença espiritual na nossa
pátria, é falta de amor, é falta de espírito de serviço, e é falta de espiritualidade, porque há muita
superstição mascarada de espiritualidade, muita idolatria com o nome de religião. Há um remédio,
no entanto, para essa doença: Cristo, a rocha dos séculos. Não basta dizer: "Eu sou cristão". Não
basta a demonstração de religião de massa, não basta o culto dos lábios, não basta passeata
pelas ruas querendo ganhar a cidade para Cristo só porque está andando no meio da rua. É
preciso ir a Cristo para compreender o sentido do culto espiritual, do culto a Deus, na salvação, do
governo de Deus, e do senhorio de Jesus Cristo. Mas há quem pense que o evangelho é um fardo.
Há quem imagine que seja uma limitação de liberdades, uma restrição, um freio, um gigantesco
Superego, até. Isso, no entanto, não é verdade, pois o evangelho é um poder no nosso
comportamento, uma oportunidade para gozar essa liberdade que Cristo nos dá. Há quem imagine
ser um conjunto de doutrinas a respeito do mundo, do ser humano e do seu destino. Há quem
pense serem ritos e códigos de obrigações e deveres. Na verdade, fé cristã, obrigações morais,
não podem ser dissociadas. Por isso, nós precisamos de Cristo, da fé em Cristo em nossa pátria
permeando a personalidade do brasileiro em todas as dimensões.

O Pr. Lourenço Stelio Rega, Diretor Geral da Faculdade de Teologia de São Paulo, lançou um livro
interessantíssimo, que recomendo aos irmãos: Dando um Jeito no Jeitinho. Mostra o autor em seu
trabalho que o brasileiro vive de "jeitinhos". E não é verdade? Inventamos "jeitinho" para tudo, e
como não tem como disser em inglês "jeitinho", criaram uma expressão perifrástica na língua
inglesa para dizê-lo: "A Brazilian way of doing things...", ou seja, "um modo brasileiro de fazer as
coisas". Isso não quer dizer nem metade do que os brasileiros sentem quando ouvem a palavra
"jeitinho": "Olhe dá um jeito nisso aí".

O brasileiro é assim, anda buscando um jeitinho. Brasileiro precisa é de Cristo, precisa de um


Cristo que governe a sua vida em todos os sentidos, que lhe dê justiça e não "jeitinho". Que
modifique seu pensamento, sua sensibilidade, seu comportamento.

Mas não vamos confundir o evangelho com uma simples moralidade. Isso é coisa de filósofo. A
Grécia e a Roma Antigas conheceram os filósofos moralistas que, no entanto, eram pagãos. Por
isso, lembramos que não se deve confundir o evangelho com uma lista de regras. Uma vez uma
jovem me perguntou: "Pastor eu agora sou crente. O que, que eu posso fazer e o que, que eu não
posso fazer?" Não é assim, não. Não é o que eu não posso fazer e o que posso; não é uma lista
de regrinhas, não! É amor, é serviço. O reino de Deus é muito mais do que deixar de fazer certas
coisinhas. "Que devo fazer?", perguntou um jovem rico também a Jesus. Mas Cristo não veio
trazer somente uma simples moralidade, apesar da elevada moral do evangelho. Não veio trazer
regras e listas apesar da elevada justiça do reino de Deus. O que Ele veio trazer foi o Espírito
Santo de Deus como tônica da fé cristã, como o espírito e alma da própria Igreja do Senhor.

Então do que é que necessita a nossa igreja, e a nossa pátria, e o nosso estado, e a nossa
cidade? E de que o nosso povo necessita? De Cristo, a Rocha dos Séculos. É disso que o nosso

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povo necessita. De Cristo para que entenda e aprenda sobre o amor de Cristo para que aprenda e
ponha em prática o que é servir; de Cristo para que compreenda o sentido da espiritualidade;
nosso povo precisa de Cristo para que entenda o que é salvação.

E nesse ponto de salvação, agora se torna bem pessoal, pessoal mesmo. É você e o Deus que o
salva ou a salva. Salvação significa uma entrega. Uma entrega do seu coração, da sua
consciência, da sua vida. Uma entrega total, sem reservas, sem barreiras, sem nada. Você diz:
"Senhor, eu sou teu", "Senhor, eu sou tua". E o Senhor vem e habita sua vida. Você precisa de
Cristo meu amigo. Se você não tiver Jesus Cristo na vida, não há jeitinho para salvação, não há
atalho para a salvação.

Parte X
O MITO DO SEXO SEGURO
A Liberação sexual, a aids e os meios de prevenção

Moralista! Eis ofensa pior do que xingar a mãe. Não é de hoje, que, ser classificado de moralista,
em especial em assuntos sexuais, é ser atingido pela vergonha. O sexo virou tabu – não porque
não se possa falar nele, nem porque não se possa praticá-lo nas modalidades que fogem às mais
ortodoxas, mas, ao contrário, porque é imprescindível falar nele, divulgá-lo o mais possível,
escancará-lo no cinema, nas letras de música, nas revistas e na TV, e incentivar a sua prática seja
em que modalidade for, homo ou hetero, sozinho ou acompanhado – é tudo normal, normalíssimo,
é o que reza a cartilha do nosso tempo; tempos pós-modernos. Sexo virou tabu ao contrário. É
proibido proibir. Tentar conter seus impulsos é coisa de velho, atrasado, "careta". É repressão. É
censura.

No dia 13 de junho a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou nota oficial
condenando o uso do preservativo nas relações sexuais. De acordo com o documento, a
camisinha é responsável por "uma vida sexual desordenada". Nota esta, que provocou um
protesto, em vários segmentos da sociedade, inclusive do Ministério da Saúde. Mas será que a
CNBB está de toda errada ?

Muitas vozes na sociedade estão dizendo que a única maneira de evitar a contaminação pelo vírus
da AIDS é praticar o sexo seguro, e este, segundo elas, só é possível com o uso da camisinha .
Atualmente, "camisinhas" e "sexo seguro" são expressões usadas quase como sinônimas. Advoga-
se que seu uso tem contribuído para diminuir o número de contaminação pela doença, e isto,
precisa ser questionado, pois as estatísticas não expressam esta declaração .

Neste artigo, embora correndo o risco de ser rotulado de moralista, ou preconceituoso, quero
defender uma maneira de se fazer sexo 100% seguro. Diferentemente dessa defendida por estas
vozes.

Quero e preciso defender uma estratégia que seja realmente eficiente, pois entendo que, mesmo
que as camisinhas venham a reduzir o risco de contaminação com a AIDS e outras doenças
sexualmente transmissíveis , as mesmas não podem impedi-las.

Em nota oficial do Ministério da Saúde, há a confirmação de uma margem, e segundo ela bem
otimista, de apenas 05 % de insegurança, e que se está conseguindo debelar a doença.. Eis a nota
: "O Programa Nacional de Aids, vem debelando o avanço da epidemia no Brasil com campanhas
maciças a favor do uso do preservativo, que comprovadamente oferece 95% de segurança contra
a infecção pelo HIV" .

Isto não é bem verdade. O Programa Nacional de Aids não está tendo o sucesso que diz ter.

Os números da ONU descrevem um futuro sombrio sobre o avanço da AIDS:

Com a divulgação, no final de junho, do relatório da ONU sobre a incidência de Aids no mundo, um

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pessimismo fundamentado tomou conta da comunidade médica mundial. A despeito dos avanços
científicos, com a criação de drogas potentes, o número de doentes cresce assustadoramente.
Hoje, 30,6 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV. Cerca de 6 milhões de homens, mulheres e
crianças foram infectados apenas no ano passado — 16.000 novos casos por dia. E, em cada dez
pacientes, nove estão em países pobres, sobretudo na África e na Ásia.

Em meio a tantas más notícias, a única boa é que , quando se faz uma prevenção eficiente, os
índices de contaminação se estabilizam ou decaem drasticamente. No Brasil, desde 1995,
contabilizam-se os mesmos 17.000 novos casos por ano. Na Europa Ocidental, entre 1995 e 1997,
as notificações de novos casos caíram 38%. Passaram de 23.954 para 14.874. Desde os
primórdios da epidemia alerta-se para a importância da prevenção. ( grifo nosso )

Confira abaixo outro triste dado numa matéria de Eduardo Nunomura, falando sobre os órfãos da
aids:

"Passadas quase duas décadas de doença, o Brasil enfim conta seus pequenos desamparados.
Entre 1987 e 1999, 30.000 crianças de até 15 anos perderam a mãe para a síndrome, mostra um
estudo do Ministério da Saúde. O cenário é ainda mais sombrio que o desvendado pelas
estatísticas oficiais. O levantamento baseou-se nos registros de óbito por Aids das mulheres que
tinham filhos. Ficaram de fora as crianças obrigadas a viver longe da família porque a mãe ou
ambos os pais, doentes, não têm como cuidar delas.

Esse é um dos lados mais cruéis da mudança de perfil da síndrome. ( veja boxe ) Algumas
crianças correm o risco da contaminação ainda no útero materno e todas vivem sob a ameaça de
morte da mãe. Há no país cerca de 200.000 filhos de mulheres portadoras do HIV. Três em cada
dez são crianças cujas mães já desenvolveram a doença"

A seguir, três respostas dadas pelo Ministério da Saúde, onde o mesmo deixa bem claro que o uso
da camisinha não garante 100% e segurança. Confira:
"1 - Há risco da camisinha rasgar ou furar durante a relação?

Sim, se a camisinha não for colocada de maneira correta ela pode rasgar ou furar. O preservativo
masculino é, até o momento, a única barreira comprovadamente eficaz contra a transmissão do
HIV (vírus da imunodeficiência humana). Seu uso correto e consistente pode reduzir
substancialmente o risco de transmissão do HIV e de outras DSTs (doenças sexualmente
transmissíveis). O uso regular do preservativo leva ao aperfeiçoamento da técnica de utilização,
reduzindo a frequência de ruptura e escape, aumentando, consequentemente, sua eficácia. Se
ocorrer ruptura do preservativo durante relação sexual com portador do HIV, é possível haver
transmissão do vírus.

2-O que fazer se a camisinha se romper?

Nesses casos, deve-se interromper a relação sexual, lavar os órgãos genitais e reiniciar a relação
com um novo preservativo. Deve-se procurar fazer acompanhamento sorológico com
aconselhamento. Como a única proteção eficaz contra a Aids é a camisinha, o consumidor deve
ficar atento para comprar um produto que atenda a todas as normas do Regulamento Técnico de
Qualidade (RTQ) brasileiro, que impõe limites mínimos aos fabricantes para garantia de uso
seguro. Para saber se o produto atende a essas normas, basta procurar na embalagem do
preservativo o símbolo de certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial (Inmetro). Apenas as marcas de camisinha com esse selo passaram por
testes que garantem um bom produto. É preciso atenção a esse detalhe, e também quanto ao
prazo de validade do preservativo (também encontrado na embalagem) e se utilizar lubrificante,
somente os que são a base de água. Os preservativos podem ser adquiridos gratuitamente em
serviços de saúde com autorização para distribuição, comprados em farmácias ou supermercados.

3 - A camisinha protege as pessoas cem por cento contra a Aids?

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O método de uso do preservativo como estratégia de prevenção - de qualquer agravo à saúde,
mesmo quando uma vacina é disponível - pode ser considerada cem por cento segura. O uso de
preservativo é a melhor medida de combate à disseminação do HIV e de outras doenças
sexualmente transmissíveis. Vale insistir que, entre inúmeros estudos sobre a eficácia do
preservativo, o mais pessimista aponta para uma eficácia mediana de 70% em situações
corriqueiras, incluindo, desse modo, até casos de uso incorreto do preservativo."

Embora o uso da camisinha seja melhor que a falta de seu uso, ninguém deveria considerá-la
absolutamente segura. Em nota acima, o próprio Ministério da Saúde admite falhas. A verdade é
que a camisinha não é uma solução apropriada para se proteger contra a epidemia da AIDS.
Antes, é uma estratégia provisória e de arranjo.

Entendemos que não é mediante o uso de um preservativo, mas ensinando aos jovens,
adolescentes e á população a integridade sexual e como usar este presente da sexualidade
humana, conforme ensinado nas Sagradas Escrituras.

Somos a favor do uso do preservativo, desde que usado no contexto do casamento para controle
de natalidade, ou para evitar doenças sexualmente transmissíveis, ou outras doenças, tais como
Hepatite "C", etc...Mas, precisamos nos posicionar contra, se a mesma for utilizada para a prática
sexual fora do casamento, isto porque somos contra, não á camisinha, mas á fornicação, ao
adultério, á imoralidade, á prostituição, etc. Somos contra, não á camisinha, mas ao sexo
desordenado que "indiretamente" está sendo incentivado pelas campanhas de prevenção á AIDS.

Nosso Contexto: Liberalismo Sexual

No Brasil, país de sol tropical e do Carnaval, é onde à ardência da carne corresponde a uma
filosofia humanista do deixa estar, deixa fazer. Somos um dos campeões mundiais de prostituição
infantil. Transformamo-nos numa das mecas do turismo sexual, pois o sexo é o "deus" mais
adorado em nossos dias. Somos um dos maiores, talvez o maior, exportador mundial de travestis.
Ocupamos lugar de destaque nas estatísticas de incidência da Aids. As nossas crianças de hoje
são erotizadas, e vemos isto em programas infantis na televisão. Faz anos que, consciente ou
inconscientemente, algumas apresentadoras de programas infantis dão aulas de sedução. A Xuxa
é a pioneira e merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira. Mas
Xuxa existe em função de um contexto. O contexto é uma televisão sem freios, só comércio e
busca de audiência, mais voltada para a formação de consumidores que de seres humanos.

A TV é uma vitrine. Mas há um contraste enorme entre a vitrine e a vida real. Neste país onde não
se vê nada de mais em ensinar às crianças a dança da garrafa. Nas novelas, programas, filmes,
onde o sexo é livre como o vento, natural como o ar que se respira, tudo é bonito e sempre acaba
bem. Só que na vida real as mães adolescentes têm a saúde debilitada, abandonam a escola,
geram bebês malformados, trazem um encargo a mais à família – quando há família – e agravam a
própria pobreza. O cigarro já não lhe garante um vôo numa Asa Delta ou uma corrida de Jet Ski,
mas um câncer na boca ou nos pulmões. Na vitrine, a bebida lhe dá o sonho de Ter uma garota
sensual e rica ao seu lado, mas a realidade é um pesadelo; um casamento desfeito ou uma cirrose
hepática, ou uma batida de carro e sem dinheiro para pagar o concerto e também sem aquela
mulher bonita da tela. Uma coisa é a vitrine, outra bem diferente, é a vida real.

E é dentro deste contexto que a única estratégia que se veicula hoje para combater a AIDS é: você
pode fazer sexo á vontade e com quem quiser desde que use a camisinha.

Resultados da Permissividade:

Isto é permissividade sexual. Veja os resultados desta estratégia arranjada, que ainda pensa estar
combatendo a AIDS adotando "indiretamente" a liberação sexual:

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" No início da epidemia, a doença estava restrita a homossexuais e usuários de drogas injetáveis
que compartilhavam seringas infectadas. No Brasil, em 1988, quase metade dos portadores de
Aids eram gays e um em cinco era usuário de drogas. Nos últimos cinco anos, as relações
heterossexuais passaram a ser a principal forma de transmissão da doença. O resultado é que
aumentou dramaticamente o número de mulheres atingidas. Na década de 80, havia uma mulher
contaminada para cada dezessete homens na mesma situação. Agora, a proporção é de uma para
dois". ( grifos nosso )

Esta estratégia ao invés de resolver o problema da AIDS, está criando um outro problema – a
promiscuidade sexual. Cada ano que passa, um número muito maior de adolescentes está
engravidando e destruindo suas vidas. 700.000 adolescentes entre 10 e 19 anos deram à luz no
ano passado em hospitais do SUS, segundo o Ministério da Saúde. Dessas, 32.000 tinham entre
10 e 14 anos. Não entram nesses totais as que recorreram a hospitais particulares ou clínicas
clandestinas. O número de casos extraconjugais tem crescido e em conseqüência o aumento de
separações, divórcios, filhos separados de seus pais, aumento da prática do aborto clandestino, a
prostituição infantil, etc...

Hoje em dia, os jovens estão começando a ter relações sexuais cada vez mais cedo. Também
pudera, viver em nossos dias é tropeçar em sexo em todos os lugares o tempo todo. Mensagens
eróticas, ora refinadas, ora escandalosas , escorrem dos outdoors, de cartazes nos muros, das
telas de televisão, de filmes e de músicas, etc...A intimidade tornou-se uma mercadoria manipulada
por artistas, símbolos sexuais e até por políticos.

A revista Veja, em sua edição 1620, de 20 de outubro de 1999, trás uma estatística do Ministério
da saúde/Sebrap, onde aponta que a razão do aumento de gravidez de adolescentes deve-se á
imaturidade e deles começarem a vida sexual cada vez mais cedo. A pedagoga Maria Alves de
Toledo Bruns, autora do livro Adolescente e Paternidade, falando sobre a gravidez na
adolescência, diz: "O jovem que faz isto perde grande parte da sua adolescência. É como se
envelhecesse dez anos antes do previsto". Os efeitos para a gravidez precoce são devastadores,
mas o adolescente no calor da hora, não tem maturidade suficiente para colocar a razão acima da
emoção. O sexo ilícito é apresentado com charme no cinema, nos programas de televisão e nas
revistas. Vamos nos acostumando e aceitando o sexo desordenado como parte da vida moderna.
Mas é exatamente isto que as campanhas de prevenção de Aids incentiva.

Dizer para um adolescente que ele pode "transar" com quem quiser desde que se previna,
distribuindo para eles camisinhas, é como distribuir entre eles, copos de água para apagarem um
incêndio num prédio. Ou seja, distribuir camisinhas para os adolescentes e jovens e dizer a eles,
façam sexo a vontade desde que usem o preservativo, é uma tremenda irresponsabilidade.
Entender que esta estratégia é fazer sexo seguro, é o mesmo que colocar um revólver em suas
mãos com apenas uma bala, girar o tambor, mandar que apontem para suas cabeças e que puxem
o gatilho. Talvez a bala não saia no primeiro tiro, nem no segundo, quem sabe só vai sair no
décimo segundo tiro. Sexo com camisinha é como brincar de roleta russa. Eles podem morrer
neste jogo perigoso.

Dentro deste contexto, somos contra a camisinha pois trata-se de uma estratégia que apresenta
vários problemas, além dos que já foram expostos:

Um desses problemas é que o número de parceiros que alguém tenha realmente não importa,
desde que use a camisinha. Perguntamos ao leitor: em se tratando de uma enfermidade fatal e
transmissível como a AIDS, você poderia se dar ao luxo de fazer sexo com uma pessoa
contaminada apenas usando a camisinha ? Seja honesto e responda.

Dizer a alguém que ela pode fazer sexo com uma pessoa portadora do vírus hiv e que ela estará
segura desde que use a camisinha, é como dizer a um motorista que está dirigindo bêbado que
use cinto de segurança. Perguntamos: Motorista e pedestres estarão seguros ?

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O próprio Ministério da Saúde, conforme mostramos acima, em nota oficial declara que a
segurança é de 95 %.

Perguntamos ao leitor, se você soubesse que 05 % do vôos de uma determinada empresa de


aviação está caindo , você tomaria um vôo desta empresa ou embarcaria numa que lhe garantisse
100 % de segurança ?

"São só 5 % ! ". Alguém pode argumentar. Pode ser que aquele seu vôo não faz parte dos 5 %,
mas, e se fizer ?

Um outro problema: nenhum médico de renome em qualquer parte do mundo teria contato sexual,
sabedor do fato, com uma pessoa portadora do hiv, simplesmente porque está usando um
preservativo supondo que isto a protegeria da AIDS.

Considere a ironia da situação: Se ambos os parceiros não estão contaminados, as camisinhas


não desempenham qualquer papel no campo da prevenção. Mas se um dos parceiros está
contaminado, nenhum médico encorajaria uma pessoa a fazer sexo com a outra pessoa infectada,
meramente porque está usando camisinha. Você faria ?

Redução ou Eliminação dos riscos ?

A estratégia precisa ser mudada. A solução não é a camisinha e nem a redução de parceiros. A
filosofia de redução de riscos adotada pelo uso do preservativo aceita uma certa taxa de mortes,
mas a filosofia de eliminação de riscos não aceita nenhuma taxa de morte. Temos a opção de
escolher entre a redução do número de mortes pela contaminação do vírus ou a sua eliminação.
Visto que somos nós e nossos filhos que estão correndo este risco, qual você acha ser a única
escolha certa ? Redução ou eliminação ? Camisinha ou abstnência ?

O único meio 100 % seguro de se fazer sexo é aquele ensinado exatamente por quem fez o sexo:
DEUS. O único meio 100% seguro de se fazer sexo é a abstinência até o casamento ou seguir um
comportamento sexual monogâmico.

O que Deus diz sobre o sexo ? Veja algumas respostas :

1. O que Deus diz sobre a prática sexual antes do casamento ? I Tes 4:3-8

"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada
um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia,
como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude
a seu irmão; porque o Senhor contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos
claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a
santificação.

Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu
Espírito Santo."

2. O que Deus diz sobre a prática sexual extraconjugal ( adultério ) ? Pv 5: 1-11

"Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos para que conserves
a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento; porque os lábios da mulher adúltera
destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite; mas o fim dela é
amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes. Os seus pés descem à morte;
os seus passos conduzem-na ao inferno.

Ela não pondera a vereda da vida; anda errante nos seus caminhos e não o sabe. Agora, pois,
filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca. Afasta o teu caminho da mulher

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adúltera e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dês a outrem a tua honra, nem os
teus anos, a cruéis; para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho
não entre em casa alheia; e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu
corpo"

3. O que Deus diz sobre a prática homossexual ? Rm 1:18, 24-27;

"A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a
verdade pela injustiça;" v. 18

" Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração,
para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira,
adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo
natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens
também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade,
cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do
seu erro." Vv. 24-27

4. O que Deus diz sobre a prática sexual com animais ? Lv 18:23

"Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um
animal, para ajuntar-se com ele; é confusão."

5. O que Deus diz sobre a permissividade sexual ? I Co 6:13,18-20 )

"Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros
de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que
se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne.
Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. Fugi da impureza. Qualquer outro
pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca
contra o próprio corpo.

Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual
tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?

Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo."

6. O que Deus diz sobre a prostituição ? Pv 7:6-23

"Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu, vi entre os simples, descobri
entre os jovens um que era carecente de juízo, que ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher
estranha e seguia o caminho da sua casa, à tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão da noite,
nas trevas.

Eis que a mulher lhe sai ao encontro, com vestes de prostituta e astuta de coração. É apaixonada
e inquieta, cujos pés não param em casa; ora está nas ruas, ora, nas praças, espreitando por
todos os cantos.

Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz:

Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos.

Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei.

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Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores;

já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.

Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores.

Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe.

Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa.

Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou.

E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a
rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber
que isto lhe custará a vida"

Não estamos negando a sexualidade, pois esta faz parte dos desígnios de Deus para nós seres
humanos, e não temos como colocar uma camisinha no coração. Apenas estamos dizendo que
deve-se adiar sua prática para o momento certo. E adiamento não é a mesma coisa que negação.
Não podemos negar nossa sexualidade. Ela faz parte da essência de nossa personalidade. Deus
não fez nossos corpos para serem as prisões de nossas almas. Temos consciência disto. Não
podemos negar nossos apetites sexuais, mas também não devemos gratificá-los sempre que
tivermos vontade, aderindo assim a promiscuidade.

"Existem ocasiões em que o trabalho precisa ser adiado. Umas boas férias pode resultar num
trabalho melhor. Há épocas em que se deve adiar a comida. Um prato mais saboroso está sendo
preparado. Da mesma maneira, existem circunstâncias em que as expressões da sexualidade
devem ser adiadas" .

Quando se pensa num relacionamento maduro, dentro do casamento, onde o sexo é muito melhor,
e quando se está livre da contaminação do vírus da morte, creio eu, devem ser motivos suficientes
para adiarmos a gratificação da nossa sexualidade. Dentro da vontade de Deus, o sexo é 100 %
seguro. Violar estes princípios, é colocar a vida em risco. A única proteção eficazmente segura é a
obediência a Deus. Não pratiquem a imoralidade, a fornicação, o adultério, a prostituição e a
homossexualidade .

Em Gálatas 6:7 , Paulo adverte: "Não vos enganeis; de Deus não se zomba: pois tudo o que o
homem semear, isto também ceifará"

Obedeça a Deus e Ele abençoará a tua vida !!!

Parte XI
NEGRITUDE E CRISTIANISMO
Uma reflexão sobre a Teologia Negra na pós-modernidade

A Teologia Negra é uma forma de teologia de libertação.1 Surge com o movimento norte-
americano denominado Poder Negro, por volta da década de sessenta. Embora, a luta dos negros
contra a opressão nas formas da escravidão e do racismo tenha história registrada desde alguns
séculos, é na década de sessenta que o movimento se organiza no sentido da realização de
conferências e debates, da redação de documentos, do estabelecimento de metas e estratégias,
enfim, da busca de uma identificação própria. Não há um líder específico que possa ser
considerado o "pai" do movimento. Martin Luther King Jr., é considerado um importante precursor e
James H. Cone, o mais profícuo escritor dentro da Teologia Negra.

O Poder Negro, enquanto movimento, é principalmente uma resposta à opressão dos brancos que
dominam a sociedade em todos os seus aspectos, o chamado Poder Branco. O fim da escravidão

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não implicou no fim do racismo e a opressão assumiu novas formas.

Os escravos foram libertos em 1863, mas a nação se recusou a dar-lhes terra para dar sentido à
sua emancipação (...) Nas palavras de Frederick Douglas, a emancipação tornou os escravos
"livres para a fome, livres para o inverno e para as chuvas do céu...livres sem um teto para os
cobrir, sem pão para comer, sem terra para cultivar...Nós lhes demos liberdade e fome ao mesmo
tempo".2

Os negros não têm acesso à política e ao poder, de modo que não podem dialogar com a
sociedade, nem expressar suas idéias e assim contribuir de forma igual na sua formação; há
disparidades nos sistemas de saúde, ensino, habitação e trabalho, uma vez que as oportunidades
não são iguais para negros e brancos, o que gera uma diferença no nível de vida sócio-econômico
entre as raças; a cultura negra foi suplantada pela cultura branca; na religião há franca
discriminação e imposição teológica que causa divisão em igrejas negras e igrejas brancas. Para o
Poder Negro, os brancos falharam na missão de promover uma sociedade digna, justa e igualitária.
Devido a esse colapso social, os negros passam a questionar e a reivindicar a posição do Poder
Branco e crêem ser e ter a solução para o caos em que se encontra essa sociedade.

Para o Poder Negro, o Poder Branco e a consciência negra estão corrompidos. O Poder Branco é
poder sem consciência, enquanto a consciência negra é consciência sem poder.3 Daí, o Poder
Negro apela à consciência do Poder Branco expondo o seu fracasso (pecado) enquanto governo e
religião, exigindo arrependimento e restituição, e procura dar poder à consciência negra,
resgatando e reconstruindo a história e a tradição do povo e da cultura negros, de maneira que
possa redescobrir sua identidade e elevar sua estima.

Embora haja muitas correntes na teologia negra, a maioria dos proponentes afirma o argumento de
Cone de que suas tarefas essenciais são formar uma nova compreensão da dignidade negra,
opor-se ao racismo branco, eliminando-o por fim (...). Sendo assim, a teologia negra é teologia
engajada, que tem um compromisso com a melhoria da condição dos negros e que está travando
uma batalha consciente contra o racismo branco.4

Dessa maneira, a Teologia Negra vai trabalhar em dois níveis de libertação: da opressão social
dos brancos e da consciência individual dos negros.

A TEOLOGIA NEGRA

Sendo a Teologia Negra uma forma de teologia de libertação, a grande questão em evidência é a
salvação e, salvação em teologia, está relacionada à cristologia. Ou seja, é a leitura da pessoa e
da obra de Jesus Cristo que vai dar base à Teologia Negra. A evidência que os evangelhos dão a
um ministério de Jesus Cristo voltado para os fracos e oprimidos de sua época, vão sustentar a
posição teológica negra de que a salvação é algo para ser experimentado na vida presente e não
apenas num futuro distante. Neste ponto, aparentemente, parece não discordar da teologia
tradicional que também consente numa salvação de vida para o presente, embora esta seja
primordialmente uma experiência espiritual. Para a teologia negra, a salvação é mais do que isso,
ou talvez nem isso, mas, assume dimensões sociais.

O evangelho conforme pregado pelos brancos não é capaz de responder às necessidades sociais
dos negros. A salvação espiritual, conforme a teologia tradicional, só é capaz de garantir uma vida
espiritual eterna para o futuro e nada mais. Entretanto, o conceito de futuro para a teologia negra é
emprestado da teologia da esperança de Jürgen Moltmann que diz, em síntese, que o futuro já é.5
A esperança (futuro) está relacionada com o presente como meio de transformar a realidade. Outro
teólogo que irá contribuir para o pensamento teológico negro é Dietrich Bonhoeffer, com sua
teologia secular de uma igreja voltada para o mundo.6 Então, a salvação tem que assumir formas
significativas na vida presente. O termo salvação, inclusive, é substituído pelo termo libertação. Foi
para isso que Jesus Cristo veio e para isso que lutou: para proclamar libertação aos cativos e pôr
em liberdade os oprimidos, numa citação de Isaías 61.

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...os teólogos negros argumentam que considerar que a salvação tem uma conotação
exclusivamente "espiritual" é truncar irresponsavelmente o seu significado; pelo contrário,
dimensões econômicas, políticas e sociais também são inerentes ao conceito.7

A salvação é dizer: "Acredito na luta revolucionária que Jesus, o Messias negro, iniciou. Acredito
no sacrifício que ele quis fazer. Acredito que é necessário que eu empenhe toda a minha vida na
luta do povo negro contra a opressão de um situação estabelecida pelo inimigo branco. Acredito
que devo estar totalmente envolvido nesta luta. Não há outro meio de salvação.8

O verdadeiro significado da pessoa e obra de Jesus Cristo está no fato de que veio para oferecer
libertação da condição humana presente. É neste ponto, que a teologia negra vai se identificar com
o ministério de Jesus Cristo e se distanciar dos conceitos cristológicos da teologia tradicional. O
exemplo de Jesus Cristo e não uma reflexão sobre sua pessoa e natureza é o que deve inspirar a
Igreja.9 Na verdade, a teologia negra não consegue ver, nem aceitar o Jesus Cristo conforme
pregado e vivido pelos brancos, porque todo o processo de opressão do povo negro na história
através da escravidão e do racismo teve o consentimento da igreja institucional.

As pesquisas históricas de G. S. Wilmore indicam que desde os primórdios dos negros na América
do Norte, distorções deliberadas do cristianismo foram perpetradas de tal modo que o cristianismo
não alterasse o relacionamento existente entre o senhor e o escravo mas, pelo contrário,
sancionasse a situação existente.10

Daí, a necessidade de se rever a teologia presente que na prática,11 não condiz com o caráter do
Jesus bíblico. A salvação, então, não se encontra na aceitação da pessoa de Jesus Cristo, mas na
identificação com o seu ministério terreno de libertação. Sendo assim, assume uma dimensão
muito mais social do que espiritual. Enquanto a salvação foi encarada como um aspecto de
decisão espiritual, nada ou pouco produziu em termos sociais. Os indivíduos supostamente salvos
(e brancos) não produziram uma sociedade melhor.
A verdadeira salvação deve se manifestar na transformação social e na mudança de consciência.
Para que isso ocorra é necessário poder. Daí, os termos Poder Negro e Branco. Nathan Wright Jr.,
teólogo negro, define o conceito de poder:

Tornar-se o que cada um deve ser exige a presença, a constituição do poder. Há séculos,
Aristóteles disse o que, desde então, se tornou a expressão mais clássica do destino humano. Ele
declarou que o que uma coisa será, ela é, seja um cavalo ou um homem. O ingrediente não
enunciado que ele supôs era a presença do poder. Todos os homens precisam do poder de tornar-
se, de vir a ser. Com efeito, as palavras gregas que significam poder (bia) e vida (bios) refletem a
inter-relação essencial de poder e vida. O poder é básico para a vida. Sem poder a vida não pode
tornar-se o que ela deve ser.

Para dar a resposta devida ao problema humano, as instituições que se interessam pelos últimos
fins sociais devem ser instituições que produzam poder. Devem produzir o poder ou se tornarem
capazes de tal, facilitando o crescimento humano na auto-direção para seu florescimento e
realização. Ao contrário, qualquer força que cria dependência ou que limita o progresso auto-
dirigido para a maturidade e auto-suficiência, complica o poder humano. Ela desvirtua a condição
humana e subverte a finalidade divina do crescimento humano.12

O poder, conforme o conceito teológico negro, é o instrumento capaz de levar a vida à realização
plena. O poder necessário à transformação social é aquele que advém das instituições que
governam a sociedade. Por isso, o Poder Negro reivindica a posição do Poder Branco. Nas
palavras de Wright Jr., o Poder Branco criou dependência, limitou o progresso, a auto-suficiência,
desvirtuou a condição humana e subverteu a finalidade divina do crescimento humano,
principalmente no que diz respeito aos negros. O Poder Branco, conforme já foi dito, está com a
consciência corrompida. Essa corrupção é vista pela Teologia da Libertação nos sistemas
capitalistas de governo, enquanto a Teologia negra a vê no racismo branco.

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A partir daí, o Poder Negro se vê como povo escolhido de Deus com missão específica de
libertação da sociedade, das suas estruturas corrompidas, numa clássica leitura contemporânea da
história do povo de Israel narrada nas páginas da Bíblia. Assim como Deus se identificou com os
povos oprimidos do mundo antigo através da nação de Israel, no século XX, o povo negro
simboliza essa identificação no presente.

Esse poder reside no homem e é um dom de Deus. Portanto, a mudança de consciência de que
fala a Teologia Negra, nada tem a ver com o conceito teológico tradicional de regeneração, antes é
uma afirmação da própria existência, um descobrir de identidade.

O homem é visto como quem assume a responsabilidade consciente pelo seu próprio destino. Este
modo de entender fornece um contexto dinâmico e alarga os horizontes das mudanças sociais
desejadas. Nesta perspectiva, exige-se o desdobrar de todas as dimensões do homem - um
homem que se faz a si mesmo no decurso da sua vida e no decurso da história. A conquista
paulatina da verdadeira liberdade leva à criação de um homem novo e de uma sociedade
qualitativamente diferente.13

A Teologia Negra é uma ferramenta de conscientização do que significa ser negro. A volta às
origens do povo e cultura negros e o resgate da própria história vão contribuir para mostrar que o
negro não veio ao mundo para ser escravo. O termo negritude é muito aplicado no sentido de
negar toda imposição branca, seja ela teológica, cultural, etc.

Então, o conceito de salvação para a Teologia Negra nada mais é do que libertação de consciência
do indivíduo e libertação de estruturas sociais opressoras. Não há graça. A salvação ou libertação
envolve uma participação na luta social e tem que ser conquistada. O problema do homem é
extrínseco e não intrínseco, caso fosse o contrário, a história da humanidade seria diferente. O
pecado é visto como sendo de natureza estrutural e não essencial, sociológico e não ontológico.

O PENSAMENTO BATISTA E A TEOLOGIA NEGRA

Seria possível falar em uma Teologia Negra Batista? Há dificuldades em conciliar os dois
pensamentos teológicos devido a hermenêutica que ambos empregam. A hermenêutica batista
baseia-se numa análise histórico-gramatical oriunda da Reforma Protestante, enquanto a
hermenêutica da Teologia Negra se vale do método histórico-crítico oriundo do Liberalismo. O
choque entre os pensamentos vai se dar principalmente na maneira como entendem o conceito de
liberdade.

O pensamento batista até concorda com a proposição de que o homem tem responsabilidade
suficiente para assumir o seu próprio destino, mas não vai tão longe como o pensamento negro
que chega atribuir a ele a própria conquista de sua liberdade. Para o pensamento batista, o homem
é capaz apenas de responder, de forma positiva ou negativa, a liberdade oferecida por Deus na
pessoa de Jesus Cristo, enquanto o pensamento negro é tipicamente humanista, no sentido que o
homem não depende de ninguém além de si mesmo para conquistar a sua salvação.

...o homem é competente para "optar pela salvação ou pela perdição da sua alma". Ele não o é
"para salvar-se a si mesmo", uma vez que "Cristo é o único Salvador". No entanto, "é competente
para aceitar ou rejeitar esse mesmo Salvador".14

Na verdade, um dos aspectos que confere dignidade ao homem e que, pressupõe-se ser oriundo
de sua imagem e semelhança de Deus, é a sua liberdade de escolha e ambos os pensamentos
concordam nisso. Entretanto, para o pensamento batista essa liberdade derivada de Deus só pode
realizar-se plenamente nele através de Cristo ao passo que, para o pensamento teológico negro,
basta que esta liberdade seja afirmada existencialmente.

A diferença aqui é devido principalmente à questão do pecado. Para os batistas, tal questão está

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bem clara e definida. De fato, o pecado afetou a natureza humana corrompendo sua liberdade de
escolha de maneira que, após a queda o homem é propenso à escolhas erradas. Já a Teologia
Negra despreza a questão e segue a linha das demais teologias de libertação, que têm sua base
na teologia liberal com um forte otimismo na ascensão do homem para o bem.

No que concerne a questão Igreja e Estado, o pensamento batista é claro em definir a liberdade na
base da separação entre as duas instituições. A liberdade do homem pressupõe esta separação. O
Estado não tem o direito e nem pode interferir no aspecto religioso da vida humana, devendo
apenas garantir o livre exercício da liberdade religiosa. Da mesma forma, não cabe à Igreja
interferir nos assuntos do Estado, devendo submeter-se a ele no que tange ao cumprimento das
leis civis.

Ambos, Igreja e Estado são instituições estabelecidas por Deus, porém com missão distinta e
assim, devem cooperar mutuamente entre si. Apesar de defender uma igreja que seja sal e luz e
perpetre toda a sociedade com a mensagem do evangelho, a verdade é que esse conceito de
separação entre Igreja e Estado acabou por levar a nenhum envolvimento político por parte dos
batistas, à alienação das questões sociais e até mesmo à repugnância por assuntos desse tipo.
Nesse ponto, o pensamento teológico batista, como o pensamento evangélico em geral, se tornou
passivo e mero espectador dos acontecimentos.

Do outro lado, dizer que o pensamento teológico negro defende uma união entre Estado e Igreja,
talvez seja "forçar" um pouco, mas não se pode negar que sua forte ênfase num engajamento
político-social deixe isso subentendido. O próprio histórico da Teologia Negra dá a entender que
esta é derivada do Poder Negro que é um movimento sócio-político-econômico; a salvação vista
sob a ótica de uma libertação da opressão de estruturas sociais e a igreja como importante meio
de propagar essa salvação, também ajudam nessa compreensão; não há uma crítica aberta por
parte dos teólogos negros ao fato histórico da igreja ligada ao Estado, antes, as acusações
restringem-se a omissão e a permissão da igreja quanto ao aspecto da escravidão.
A diferença entre as duas perspectivas se deve ao conceito de reino de Deus. De um lado, o
pensamento batista crê num reino de Deus instaurado por Jesus no coração do homem e que se
concretizará na sua volta, ao passo que o pensamento teológico negro vê o reino de Deus como
uma transformação da sociedade presente, contemporânea. A revolução para o primeiro se dá no
interior do homem, paulatinamente, enquanto para o segundo acontece no exterior, radicalmente.
Daí, as diferenças de posturas entre as duas teologias, sendo uma passiva e outra ativa.

Podemos ver, então, que teologicamente há um abismo entre os dois tipos de pensamentos.
Redefinir o conceito de liberdade é, em ambos os casos, redefinir praticamente toda a teologia. A
Teologia Negra tem seu papel importante e levanta questões fundamentais para as quais a
teologia tradicional não estava voltada. Mas, no afã de buscar soluções para a experiência negra
comprometeu demais as verdades reveladas na Bíblia.

Os aspectos políticos e sociais são importantes e a missão da Igreja, de alguma forma, deve se
estender até eles, porém, sem nunca prescindir da sua missão espiritual que é primordial e
prioritária, uma vez que a raiz do problema do ser humano é espiritual. Um diálogo entre as duas
teologias não deixa de ser interessante, onde cada uma pode contribuir com a outra na avaliação
desse conceito de liberdade. Se deve e pode haver uma conciliação entre teologia batista e
teologia negra, talvez esta se dê mais no âmbito da eclesiologia. Ou seja, a maneira como as
verdades teológicas são traduzidas para prática litúrgica e do discipulado devem preservar a
cultura de cada povo. Sendo a liberdade do indivíduo um princípio batista, o negro batista tem todo
o direito de celebrar e viver essa liberdade na linguagem que lhe é própria e que melhor lhe
identifique.

CONCLUSÃO

As questões levantadas em geral pelas teologias de libertação mostram o perigo de uma fé que
não é expressa de forma adequada com aquilo que diz ser a verdade. Também que o homem está

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buscando constantemente respostas para os problemas de sua existência. Nas palavras do
apóstolo João, a verdade permanece na Igreja e com ela estará para sempre. Entretanto, essa
verdade é manifesta em amor.15 O Dr. Russell Shedd, faz uma avaliação interessante sobre o
impacto das teologias de libertação:

Seguramente, a atração desta teologia moderna, tanto para católicos como para protestantes
ecumênicos, deve-se precisamente ao fato de que os evangélicos não apresentam um modelo de
amor prático que impressione este mundo chamado "cristão" que é a América Latina.16

Mais que um desafio apologético, as teologias de libertação reclamam da verdadeira Igreja de


Cristo uma postura que de fato expresse o amor cristão. Da mesma maneira que a Igreja não deve
abrir mão das verdades centrais da fé cristã, é certo que não pode, de forma alguma, prescindir de
uma práxis que seja resultante dessas verdades. Na realidade, tem custado caro ao evangelho de
Cristo todas as vezes que, na história da Igreja, se tem separado o elemento fé (conhecimento) do
elemento amor (prática).

BIBLIOGRAFIA

AZEVEDO, Israel Belo de. A Celebração do Indivíduo. A Formação do Pensamento Batista


Brasileiro. Piracicaba: Editora Unimep; São Paulo: Exodus, 1996.

CAVALCANTI, Robinson. Os Terreiros de Jesus. O Evangelicalismo e a Raça Negra no Brasil.


Ultimato, Ano XXI, No. 193. Minas Gerais: Editora Ultimato, 1988.

CONN, Harvie/STURZ, Richard. Teologia da Libertação. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

ENCICLOPÉDIA HISTÓRICO-TEOLÓGICA CRISTÃ. Walter Elwell. 3 Vols. São Paulo: Vida Nova,
19 (?)

GUNDRY, Stanley. Teologia Contemporânea. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão,
1987.

LOPES, Augustus Nicodemus. A Hermenêutica da Teologia da Libertação: Uma análise de Jesus


Cristo Libertador de Leonardo Boff. Fides Reformata, Vol. III, No. 02. São Paulo: Centro
Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, 1998.

MEER, Antonia Leonora Van Der. África, um Continente Maldito? Ultimato, Ano XXIX, No. 243.
Minas Gerais: Editora Ultimato, 1996.

O'DONOVAN JR., Wilbur. O Cristianismo Bíblico da Perspectiva Africana. Trad. Hans Udo Fuchs.
SP: EVN, 1999.

SANT'ANA, Antônio Olímpio de. O Negro Latino-Americano. Tempo e Presença, Ano 11, No. 242.
São Paulo: Centro Ecumênico de Documentação e Informação, 1989.

SANTOS, Jorge Pinheiro dos. Negritude, Projetos Políticos e Nova Ordem Mundial. Apostila. SP:
FTBESP, 1999.

Teologia Negra Feminista Latino-Americana. Apostila. SP: FTBESP, 1999.

WILMORE, Gayraud S./CONE, James H. Teologia Negra. Trad. Euclides Carneiro da Silva. SP:
Paulinas, 1986.

1 Não se pode em absoluto duvidar de que a Teologia Negra nos Estados Unidos, particularmente
como ela é realizada no Projeto da Teologia
Negra, tenha sido influenciada pelo trabalho dos teólogos da libertação da América Latina.

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Gayraud S. WILMORE/James H. CONE. Teologia
Negra. Trad. Euclides Carneiro da Silva. São Paulo: Paulinas, 1986 - p. 17.
2 Gayraud S. WILMORE/James H. CONE. Op. cit. p. 42
3 Gayraud S. WILMORE/James H. CONE. Op. cit. pp. 30-31.
4 CRUZ, V. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Ed. Elwell. Vol. III. São Paulo: Vida
Nova, 19 (?) - pp. 491-492.
5 Ver a análise da Teologia da Libertação por Harvie CONN in Teologia Contemporânea. Ed.
Stanley GUNDRY. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão, 1987 - p. 292 e 298.
6 Ibid. p. 292.
7 CRUZ, V. Op. cit. p. 492.
8 Albert B. CLEAGE in Não Desperdicemos o Espírito Santo. Gayraud S. WILMORE/James H.
CONE. Op. cit. p. 210. Grifos do autor deste trabalho.
9 LOPES, Augustus Nicodemus. A Hermenêutica da Teologia da Libertação: Uma análise de Jesus
Cristo Libertador, de Leonardo Boff. Fides Reformata, Vol. III, No. 02. São Paulo: Centro
Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, 1998 - p. 85.
10 CRUZ V. Op. cit. p. 492.
11 A palavra grega práxis se torna chave para as teologias de libertação. Significa fazer, agir,
praticar ou exercitar uma arte, uma ciência ou habilidade. Na teologia da libertação, o termo é
usado para o engajamento sócio-político da igreja em favor dos pobres e oprimidos. Augustus
Nicodemus LOPES. Op. cit. p. 71.
12 Nathan Wright Jr., in Poder Negro: Oportunidade Religiosa. Gayraud S. WILMORE/James H.
CONE. Op. cit. pp. 60-61.
13 GUTIÉRREZ, Gustavo citado por Harvie CONN in Teologia Contemporânea. Ed. Stanley
GUNDRY. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão, 1987 - p. 278.
14 WATSON, S. L., citado por Israel Belo de AZEVEDO in A Celebração do Indivíduo. A formação
do pensamento batista brasileiro. Piracicaba: Editora Unimep; São Paulo: Exodus, 1996 - p. 236.
15 II João 2,3.
16 SHEDD, Russell P. Teologia da Libertação. Harvie CONN/Richard STURZ. São Paulo: Mundo
Cristão, 1984 - p. 06.

Fonte: Revista Fides Reformata

Parte XII
SANTO SEXO

"Que o marido cumpra os seus deveres a mulher e, do mesmo modo, a mulher para com o marido.
Não é a mulher que é dona do seu próprio corpo, mas sim o marido. De igual modo, não é o
marido que é dono do seu próprio corpo, mas sim o marido. Não se privem um do outro, a não ser
de comum acordo e para se dedicarem durante algum tempo à oração. Depois, voltem outra vez à
vossa vida conjugal, para que Satanás vos não faça cair na tentação, por não se saberem
dominar" (1Co 7.3-5)

São necessidades básicas do ser humano entre outras: alimentar-se quando tiver fome, beber
quando tiver sede, ar quando a respiração fica difícil, descansar quando fatigado, dormir quando
com sono, abrigar-se do frio ou do calor, livrar-se da dor, fugir quando for ameaçado e satisfazer o
instinto sexual.

Tem-se criado uma verdadeira arte para se satisfazer a fome: a gastronomia; sofisticam-se os
anestésicos para o alívio da dor; que se dirá dos confortos térmicos? E com respeito à
sexualidade, que se diz? Que ensino é repassado acerca deste fato?

Escapa à imaginação o que já se pensou e ensinou sobre esse tema. Graciano, monge italiano
que viveu no final do século 11, pregava que o Espírito Santo saía do quarto quando o casal
praticava o ato sexual.

Quanto à abstinência do sexo, era ensinado:

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Abstinência nos dias santos;
E em certos dias úteis, como:
Na quinta-feira porque Jesus fora preso numa quinta-feira;
Em respeito à crucificação, não se podia ter relações nas sextas-feiras;
Não no sábado, porque tradicionalmente é o dia dedicado a Virgem Maria;
Naturalmente, no domingo também não seria possível, porque Jesus ressuscitou num domingo;
Nem na segunda-feira em respeito aos falecidos.
Sobravam a terça e a quarta-feiras.

A Reforma Protestante do século 16 desenvolveu uma Teologia da Sexualidade, observando que o


homem e a mulher têm necessidades de ordem sexual a nível físico, emocional e espiritual. A
ignorância, a desinformação e a má orientação das idéias, no entanto, foram tamanhas que em
algumas comunidades cristãs havia senhoras idosas que eram verdadeiras "evangelistas da
frigidez", visitando as noivas antes do casamento para informá-las acerca do que se chamava "os
fatos da vida", bem como que o ato sexual era do casamento a parte mais desagradável e
detestável. Entretanto, diziam, todas as esposas tinham que se conformar com tal situação. Com
esse tipo de iniciação, que moça poderia esperar alegria na vida conjugal?

OS QUATRO AMORES

Os gregos têm uma variedade de palavras para o que traduzimos como "amor": Philia, Storge,
Eros e Agape.

Philia é o amor social, amor de amigo, de afinidade, patriótico, cívico. É a necessidade de


compartilhar algo com alguém. Envolve afeição, e é o que chamamos "amizade".

Storge é o amor familiar, amor natural de pai para os filhos, do tio para o sobrinho, e vice-versa.
Envolve reciprocidade e homogeneidade.

Eros é o amor biológico, físico, sensorial, hormonal, visceral, sensual. É o amor que é atraído pelo
charme, beleza, elegância, graça, delicadeza, pelas formas. É boa palavra e define bem o aspecto
das diferenças sexuais. O Eros atrai o homem para a mulher e a mulher para o homem. Fora disso
é perversão: homem + homem, mulher + mulher, desvios que recebem o nome de
homossexualismo; adulto + criança é pederastia ou pedofilia; ser humano + animal tem o nome de
bestialismo. Todas essas perversões encontram reprovação na Escritura Sagrada: Levítico
18.22,23; 20.13,15,16. Eros é o instinto sexual. Paulo apresenta os reclamos do Eros em
1Coríntios 7.2-5 e 1Tessalonicenses 4.3-8.

Agape é o amor que pode salvar o eros da perversão porque o transforma e dá ao amor humano e
biológico sua verdadeira dimensão no santo sexo. É o amor como o de Deus, o amor-que-se-dá, o
amor-sacrifício, o amor-entrega, o amor eterno, imutável e perfeito. Está nos lábios de Jesus em
João 3.16; Paulo o cita em Romanos 5.5; 1 Coríntios 13; e João, o Evangelista, o menciona em
1João 4.16,18. Jesus Cristo é o supremo exemplo de agape, entrega total para a salvação da
esposa que é a Sua Igreja (cf. Ef 5.25-33).

Já dá para entender que a soma Storge + Agape é a fórmula ideal para o amor paterno, materno,
fraternal, filial e familiar.

E Eros + Ágape, por sua vez, é a receita perfeita para o santo sexo, o casamento do cristão.

UMA TEOLOGIA DA SEXUALIDADE

Uma coisa é o que os médicos, os sexólogos, os psicólogos, os psicanalistas e os terapeutas de


casal pensam do sexo. Outra é o que Deus pensa (cf. Gn 1.31).

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Muita gente não diz que o corpo veio do Diabo, mas acha que o sexo é mau, sujo e indigno dos
filhos de Deus. Olha o exemplo do monge Graciano... Realmente, a sexualidade nunca foi suja e
mundana na visão da Bíblia (cf. Ec 9.9). No projeto do reino de Deus, o sexo é expressão da
vontade do Pai Celeste.

Gênesis 1.27,28 mostra indivíduos perfeitos, sadios, criados à imagem de Deus, e seus corpos
incluem a sexualidade e a capacidade de se reproduzirem, bem como a ordem direta para fazê-lo.
De fato, sendo cada ser humano uma imagem criadora, um reflexo do Deus Criador, apresenta no
sexo bem praticado, no santo sexo, esse dom de um Deus que ama, cria, recria e faz criar. Os
crentes em Jesus Cristo, aliás, devemos ser os mais inteligentes, melhores e mais criativos
amantes porque, por trás de tudo os outros seres humanos têm, temos a unção do Agape de
Deus.

Pois é; em Gênesis 1.31 "viu Deus que tudo era bom", mas o produto final no seu teste de
qualidade deu como resultado "Aprovado! Muito Bom!", porque a masculinidade e a feminilidade
são ótimas!

Gênesis 2.24,25 mencionam a expressão "uma só carne" (basar no hebraico; sarx no grego). Entre
outros sentidos, basar é a totalidade da pessoa humana (cf. Sl 16.9); sarx é o "corpo" como em
2Coríntios 12.7; Filipenses 1.24 e Gálatas 4.13,14. "Uma só carne" é, assim, união de corpos e de
naturezas daqueles que formam o casal.

O ato sexual não é só uma função biológica, é, igualmente, de fundo espiritual (1Coríntios 6.16).
Une-se o soma (corpo), com a sarx (o mais humano em nós). Por esse motivo, o adúltero peca
contra o ser-que-se-forma-no-casamento (1Co 6.18) e viola o seu destino que é glorificar a Deus
(vv. 20; cf. v. 13).

Na realidade, a Escritura exalta a felicidade sexual (cf. Pv 5.15-19; Ec 9.7,9; Ct 6.6-12). É o


erotismo no contexto do santo sexo, do casamento dos filhos de Deus. 1Coríntios 7.2-5 é, sem
dúvida, a mais clara passagem sobre o assunto. Dela, três idéias podem ser extraídas:

Os santos têm necessidades sexuais idênticas e definidas. Sexo não é prerrogativa do homem,
sendo a sua parceira apenas submissa, passiva , acomodada e silenciosa. Isso viola a natureza,
pois, ao contrário do que muitos podem pensar, 1Coríntios 7.3a faz a esposa valer seus direitos.
A responsabilidade do marido é satisfazer as necessidades emocionais, sexuais e espirituais da
sua santa esposa, e vice-versa. É uma experiência solidária.
A satisfação das necessidades sexuais dos santos não entra em conflito com a piedade da vida
espiritual. Pelo contrário, vida sexual equilibrada é boa mordomia. Paulo fala, mesmo, em oração
no seu comentário sobre esse importante tema (cf. v.5).
É recomendável e altamente conveniente ver com os olhos do outro, pensar com a cabeça do
outro. O marido precisa entender o que se passa no coração, cabeça e corpo da sua mulher
quanto ao sexo, e ela, por seu lado, necessita compreender que significado tem o sexo para seu
esposo. Mulheres que se queixam de que os maridos só pensam em sexo, muitas vezes espelham
problemas como a não apreciação das relações, ou a não compreensão das necessidades de seu
santo, ou, ainda, a preocupação mais com elas mesmas que com o bem-estar do casal.

Vamos entender: o ato sexual é importante porque satisfaz o instinto do marido. Deus o colocou
em nós, portanto pecado não pode ser. O instinto sexual no homem é constante, o que significa
que ele não precisa de muito estímulo para ficar preparado.

É importante porque satisfaz o senso de feminilidade da esposa. Nos primeiros dias de casada
apresenta-se a insegurança, mas agora isso passou, o ritmo da vida, inclusive o sexual, já é
normal ou relativamente normal. Mas é preciso entender o coração da mulher que quer ser amada,
vista e sentida como mulher. De fato, as mulheres mais frustradas do mundo são as que abafam
sua feminilidade, o que não pode acontecer com uma santa filha de Deus. Uma esposa vai além
de mãe e dona de casa: é parceira sexual do marido. Se o ato conjugal não for bom para ela, será

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muito difícil ter sucesso como mãe e dona de casa.

É importante o ato sexual para o marido porque faz aumentar o amor pela esposa, reduz as
tensões no lar e proporciona uma experiência emocional sem par.

Para sua esposa dá segurança quanto ao amor do companheiro: amor de companhia, de


compaixão e de romance.

E ainda: satisfaz o instinto sexual da santa, que é diferente do instinto sexual do homem. A
imagem do fogão a gás e do fogão a lenha para descrever a prontidão do homem e da mulher para
o sexo é corriqueira porém verdadeira: a lenha (às vezes verde) demora a pegar fogo, mas quando
queima...

Sexo e reprodução foram ordenados por Deus, e nada têm de pecaminoso (cf. Gn 1.28). Mas o ato
sexual tem se tornado um martírio, um tormento par algumas pessoas. Por quê? Ora, o casamento
(e o conseqüente ato sexual) são aprovados pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo. O Pai o
estabelece em Gênesis 1.28; o Filho dele fala em Mateus 19.5, e o Espírito Santo pela inspiração
de Hebreus 13.4, texto que fala com extrema clareza do santo sexo, pois que a palavra "leito" que
nele aparece é em grego koite, da mesma raiz da palavra latina coitus, descritiva do ato sexual.

A Bíblia condena, no entanto, o abuso sexual, chamando-o de "fornicação" (sexo entre solteiros) e
"adultério" (sexo pago). Deus criou a sexualidade e colocou os instintos em nós, não para nossa
tortura, mas para a satisfação do casal em santo sexo e senso de realização. Como é significativo
o uso da palavra "conhecer" ( yada em hebraico) para designar o ato sexual (cf. Gn 4.1; Mt 1.25).
O ato sexual é o conhecimento mais íntimo que se pode ter de uma pessoa. Mas é um ato santo,
reservado, por ser conhecimento sagrado, pessoal, íntimo. O Cântico dos Cânticos é incrivelmente
franco sobre o assunto (cf. 2.3-17; 4.1-7).

Provérbios 5.18 fala de prazer total, e não só para reprodução. Por outro lado, Deus não planejou
um sexo pervertido, barateado, comercializado com vem acontecendo em outros arraiais. Deus
planejou um santo sexo que fica bom com o tempo, com o casal mais amadurecido no amor e nas
artes amorosas.

DIFICULDADES SEXUAIS

Conflitos sexuais são criados por mil e duas razões. Reservamo-nos algumas poucas:

Problemas no namoro e no noivado trazidos para o casamento. Os antigos já diziam que "o que
começa errado termina errado".
Conflitos na lua-de-mel. Ou será na "lua-de-fel"? Uma senhora que teve péssima experiência na
lua-de-mel com um marido vinte anos mais velho dizia que "o casamento é a legalização do
estupro".
Traumas de infância. A esposa evita carícias, tem horror até em pensar, o ato sexual é um martírio.
Aliás, convém lembrar que ninguém está só, mas talvez seja necessário buscar ajuda profissional
de um médico, psicólogo, psicanalista ou terapeuta de casal.
Sexo sem amor O amor é uma atitude mental, e o sexo é uma entre muitas expressões dessa
atitude mental. Sexo sem amor equivale a uma vida de miséria.
Falha em bem aproveitar os jogos amorosos. É falta de sabedoria preparar a esposa para o ato
conseqüente.
Coisas de que um não gosta no outro. Idéias, hábitos, sentimentos de competição. E quando o
marido chega, e encontra em vez da esposa, um espantalho? Rolinhos no cabelo, desarrumada
pensando que com isso sensibiliza o marido? Pouca higiene, falta de asseio adequado. Cuidado
com os odores, meus santos! Uma coisa é o cheiro do corpo masculino ou feminino estimulantes
das funções sexuais, outra é cheiro de suor e mau hálito. Dentro de certos parâmetros o odor pode
ser um estimulante sexual, qualquer sexólogo ou terapeuta o reconhece e pode informar.
Conflitos em outras áreas: diferença acentuada de idade ou de nível acadêmico; comparações com

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a mãe, com o pai, com o irmão, etc.
Pense mais em qualidade que em quantidade de relações sexuais; pense em integralidade do
sexo, e, sobretudo, que o amor é uma extraordinária fonte de poder nas adversidades e
dificuldades da vida.

Sem receio de ser mal-compreendido, a experiência do ato sexual, do santo sexo discreto,
reservado e exclusivo, pode ser comparada à da oração em Mateus 6.6:

"Entra no teu quarto, fecha a porta..." Resultado: "...te recompensará".

Parte XIII
TERAPIA DAS LEMBRANÇAS

Jesus Cristo chama hoje, como sempre tem chamado, pessoas para o Seu discipulado. É o nosso
caso: somos discípulos do nosso Senhor Jesus Cristo. Essas pessoas que são chamadas para o
discipulado cristão são seres humanos como nós. Não são anjos, arcanjos, serafins ou querubins,
mas simples pessoas humanas que carregam, algumas desde a gestação ou o berço, marcas,
traumas, problemas, males, sofrimentos. Feridas profundas cujas origens essas pessoas, nós
mesmos, nem sabemos, porque nem sempre são percebidas. Mas os traumas são problemas
emocionais sempre dolorosos que fazem sofrer a nós e a outras pessoas que entram em contato
conosco.

Diz a Constituição Brasileira que todos nós somos iguais perante a lei. Assim também o diz a
Declaração Universal dos Direitos da Pessoa Humana. Mas, a nossa experiência conta outra
história. Diz que todos nós somos iguais em dignidade, sim, tendo cada um, porém, uma história
diferente, e no capítulo da nossa história estão escritas, quantas vezes, as palavras dor e trauma.
Na nossa história, estão escritas as palavras ferida, sofrimento, deslealdade ou traição, coisas que
em algumas pessoas já foram devidamente administradas e superadas, mas, em outras pessoas
essas traições e deslealdade, traumas, feridas e machucões não foram ainda devidamente
resolvidos.

No entanto, aprendemos com a Escritura Sagrada que o nosso Deus deseja que sejamos íntegros
(integridade é o significado básico da palavra shalom), que tudo seja plenamente resolvido. E é
nesse ponto que entra o tema da nossa reflexão: a cura dos traumas do passado, a terapia das
lembranças. Entendemos, evidentemente, que estamos falando da cura das más lembranças. A
cura do que não presta, do que tem prejudicado nossa vida.

Essa cura das lembranças recebe outros nomes. Ela é chamada também, entre outras
designações, de cura das memórias, cura psíquica, terapia interna e terapia dos traumas
emocionais. Esse é um tema que se tem tornado muito popular. Existem muitos livros nessa área,
havendo, igualmente, uma grande divulgação. Têm sido realizados congressos sobre esse
assunto, simpósios, seminários, conferências e fins de semana sobre esse assunto. E vem a ser
um tipo de aconselhamento e de terapia baseado no poder do Espírito Santo para curar problemas
espirituais e emocionais. É exatamente nessa linha que nós lemos em Tiago 5.14 em diante:

"Está alguém entre vós doente, chame os anciãos (pastores) da igreja e orem sobre ele ungindo-o
com óleo em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o doente. O Senhor o levantará; se houver
cometido pecados ser-lhe-ão perdoados. Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros e
orai uns pelos outros para serdes curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz".

É este texto um dos fundamentos bíblicos para esta atividade, realizada em igrejas, inclusive.

O SEGREDO

A Terapia das Lembranças (Cura das Memórias ou dos Traumas Emocionais) pode ser descrita
por uma só palavra. E essa é uma palavra forte: PERDÃO.

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Muita má lembrança deixa de ser apagada porque nós não perdoamos a pessoa que nos
machucou.. A nossa memória é algo tremendamente fascinante; quando lemos sobre o cérebro
humano, defrontamo-nos com algo misterioso porque ainda há coisas nele que não se pode
compreender na totalidade. Na Bíblia, a palavra que é traduzida na nossa língua como ou "mente"
é coração, leiv (bl) na língua hebraica. Como quando a Bíblia exorta,

"sobretudo o que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procedem as saídas da vida.

Está sendo afirmado que "acima de tudo o que deve ser preservado, a mente o deve ser com
muita prioridade", porque na antropologia israelita, uma pessoa pensava com o coração.
Modernamente, dizemos que com o coração se ama, porém, na antropologia apresentada
especialmente nas Escrituras Hebraicas, não se ama com o coração, mas com os rins. Com o
coração portanto, de acordo com a Bíblia se pensava e se agia.

A conclusão lógica de guardar a mente está nos versículos que seguem. Citamos acima Provérbios
4.23; lendo o que vem depois, encontramos,

"Desvia de ti a perversidade da boca, afasta de ti a corrupção dos lábios. Os teus olhos, olhem
direito e as tuas pálpebras olhem diretamente diante de ti. Pondera a vereda de teus pés e todos
os teus caminhos sejam bem ordenados. Não declines nem para a direita nem para a esquerda,
retira o teu pé do mal".

"Guarda a tua mente, tua memória", é o que a Escritura está ensinando. Isso significa, lembrar das
coisas, Na realidade, ter memória das coisas era algo tão importante para o povo de Deus, como o
é ainda hoje para os judeus, que Bíblia menciona que monumentos eram erigidos e altares
construídos para preservar a memória de eventos ou de determinada pessoa. É aquilo que é
chamado de iskor, a lembrança das coisas. O profeta Zacarias guarda no seu nome o conceito de
memória, lembrança, pois em seu nome está presente o verbo zachar que significa "lembrar",
"trazer para a memória", vindo em seguida o nome de Deus Yah): "Deus se lembra" é o significado
do nome Zacarias.

Terrível, de acordo com a Bíblia Sagrada, é uma pessoa não deixar memória. Em Jó 18 está a
declaração "A luz dos ímpios se apaga; a faísca do seu lar não resplandece", e ainda "A sua
memória perece na terra; pelas praças não tem nome" (vv. 6, 17). Que coisa horrorosa é morrer e
não deixar nome, morrer e não deixar saudade. 2Crônicas 21.20 diz que o rei Jeorão morreu e não
deixou saudade. Nós fazemos diferente, quando queremos preservar a memória de alguém,
colocamos o busto ou a estátua dessa pessoa numa praça. A idéia é reverenciar a sua memória e
não permitir que caia no esquecimento.

Quando eu era garoto, não entendia um belíssimo costume judaico. No funeral de um judeu não se
levam flores, como nós costumamos fazer. Na verdade, se é para homenagear, três dias depois as
flores estarão murchas. No funeral judaico é diferente: colocam-se pedras sobre o túmulo porque
trezentos anos depois a pedra continuará sem alterações. Lindo ato de preservação da memória!
Vimos isso no Museu do Holocausto em Jerusalém. É uma sensação tremendamente angustiante
quando se entra numa sala que está completamente às escuras. O corredor, que deve ter sete ou
oito metros, é sem luz: ou seguramos o corrimão ou nos perdemos Finalmente, entramos numa
sala ainda escura com exceção de uma vitrine que tem o fundo igualmente preto, pontilhado,
porém, por milhares de pequenas lâmpadas que acendem e apagam. No fundo da vitrine,
aparecem as faces de crianças de quatro, sete anos, de dez anos passando que foram mortas em
campos de concentração nazistas. Duas vozes, uma masculina e uma feminina, pronunciam os
seus nomes: "David, sete anos; Hannah, nove anos"; Schmuel, dez anos". É angustiante lembrar
que cada luzinha daquela está representando uma criancinha que morreu miseravelmente num
campo de extermínio. Mas deixaram saudade! Péssimo é morrer e haver o desejo nas outras
pessoas de que o seu nome seja apagado.

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NOSSO PSIQUISMO

Dizem os estudiosos da Psicanálise que o nosso psiquismo, a nossa mente é composta por três
camadas que dependem uma das outras, e que recebem o nome de Inconsciente, Pré-consciente
e Consciente. O que é, então, o nosso Inconsciente? É a camada mais profunda. Vamos imaginar
que temos uma cebola e que ela tem três camadas.. A que fica dentro, bem escondida, é o
Inconsciente, sendo a mais profunda de todas. Para quem trabalha com computação, vamos tentar
facilitar. Você compra um computador, instala-o na sua casa, coloca os programas que deseja, no
entanto, alguns programas já vêm de fábrica. Imaginemos que esse programa que veio da fábrica
é o nosso Inconsciente. É ali que estão os dons que Deus nos permitiu ter . Por isso, você canta
tão bem e é ritmado. Porque está lá no seu Inconsciente. É por essa razão que se reage de
determinada maneira, porque essas idéias, lembranças e alguns traumas ficaram na camada mais
escondida. É ali portanto, que estão as nossas experiências desde de que fomos gerados até
quando tínhamos dois anos, três anos, quatro anos de idade, talvez. Na vida uterina, no momento
em que você estava sendo gerado no ventre da sua mãe, experiências que ela teve lhe foram
passadas porque é memória de fabrica. E alguns estudiosos até acrescentam que existem
influências positivas e influências negativas dos nossos avós, bisavós, ou trisavós, tendo ficado
tudo aquilo dentro de nós, numa real memória genética. Alguém já lhe terá dito: "Puxa, mas você
está parecido com seu tio Fulano de Tal. Ele fazia ou dizia isso". Dizem alguns que isso é essa
memória genética de que falamos. Coisas reprimidas, fatos, idéias, conceitos, opiniões, censuras,
tudo isso vem da nossa memória de fábrica que é o Inconsciente.

Existe uma outra camada, intermediária, por sobre o Inconsciente, que recebe a designação de
Pré-consciente. Nele está a história das nossas emoções. Vamos olhar para o exemplo do
computador. Ele veio com memória de fábrica, mas possui um disco rígido chamado por alguns de
HD e por outros de Winchester. É naquele disco que se vai colocar tudo o que vai acontecendo.
Você vai trabalhar, e faz um bocado de arquivo e coloca ali dentro. Então vamos dizer que o nosso
Pré-consciente arquiva coisas que aconteceram conosco, experiências positivas e negativas que
sucederam a partir dos três anos ou quatro anos até a idade quando começamos a lembrar dos
fatos e acontecimentos. É nesse momento que começa a ser formado o Superego em cada um de
nós, que é uma espécie de guarda de trânsito porque existe uma outra parte, o Id, que é meio
solta, meio libertina, e quer fazer o que não deve. Aí, vem o Superego que diz ao Id: "Pára! Não é
por aí: o caminho não é esse, não, pare que não é por aí". Então, o Superego é quem barra as
manifestações, inclusive maléficas, do nosso Id.

É muito fácil a gente lembrar coisas quando tinha seis ou sete anos de idade, mas se uma enquete
for feita sobre quem se lembra de coisas com dois ou mesmo três anos, vai ficar um pouco difícil
encontrar alguém. Tudo isso ou vai para o Inconsciente ou para o Pré-consciente. Alguém entra
num lugar e sente o cheiro de uma comida que considerava saborosa sempre que ia à casa da
avó. Era criança ainda, quando ia lá. Depois de trinta anos, sente aquele cheiro e diz, "Puxa vida!
Isso era o que minha avó fazia". Essa terna lembrança está no Pré-consciente! No momento em
que precisa, é como aquele arquivo do computador: ele é aberto e se pode trabalhar nele. Às
vezes, é uma palavra, uma música, uma lembrança, pode ser um banho de rio. Nesse ponto, o
indivíduo se lembra, "Ah! Eu lembro agora: quando eu tinha cinco anos, tomei banho no rio, estava
meio frio, mas foi bom demais". Durante o resto do tempo, nem lembra disso. Se o conteúdo
dessas lembranças do Pré-consciente é sadio, positivo, vai influenciar para que tenhamos uma
vida sadia e feliz; se o conteúdo é negativo e doente, então...

Existe, porém, uma outra camada, que é denominada Consciente, e é a parte exterior do nosso
psiquismo. O Consciente no computador é a tela. Alguém, trabalhando na tela, vê tudo. No caso do
Consciente, lembra-se de coisas que aconteceram à tarde, ontem de manhã, domingo passado à
noite, porque está muito fresco na sua mente. Temos três partes: uma se chama Inconsciente, a do
meio, Pré-consciente, e a de fora Consciente porque está, na verdade, bem consciente mesmo
diante de nós. Dá, então, para entender que uma criança que foi gerada em amor, esperada,
cercada de cuidados desde a gestação, tem um clima favorável no seu psiquismo. Está sendo
formada a psiquê dessa criança. Por isso, é tão importante fazer o pré-natal para que o médico

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acompanhe, não somente o estado físico, como também o emocional; necessário é ouvir coisa
boa, boa música. Se você, futura mamãe, colocar boas músicas instrumentais e vocais, boa
música vocal, essa criança vai se acostumando desde o ventre. O contrário também vale: se
colocar o que não presta, a criança só vai gostar do que não serve porque está na sua psiquê.

Converse com o seu filhinho que está no ventre. Parece coisa de maluco (-"Que é isso, Fulana,
está falando só?" -"Não; estou falando com meu filho que ainda vai nascer...") À medida que a
mamãe vai conversando, ele vai ouvindo e aprendendo a reconhecer a sua voz. Foi feita uma
pesquisa nesse sentido, com uma criancinha com poucas horas de nascida. Uma pessoa falou, o
bebê não teve qualquer reação, mas quando a voz da mãe foi ouvida, ele se mexeu, estremeceu
porque reconheceu lá na sua psiquê, na sua mente, a voz do seu pequeníssimo passado. Quando
uma criança portanto é bem vinda, bem acolhida, tem tudo pra ser psiquicamente sadia; mas se foi
concebida em desamor se não foi desejada, se foi concebida no susto, a mãe até quis abortá-la,
veio menino quando queriam uma menina ou veio uma menina quando queriam um menino, .a
rejeição, o desamor vão para a sua psiquê e ela tem tudo para ser infeliz.

70% da nossa maneira de ser vem desta força profunda, secreta que parte do Inconsciente e do
Pré-consciente. O apóstolo Paulo disse algo que está dentro dessa linha. Está em Gálatas 5:17: "A
carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito o que é contrário à carne. Estes opõem-se
um ao outro, para que não façais o que quereis".

RAZÕES

São diversos os motivos dos problemas psico-emocionais que carregamos. É a nossa origem
familiar, a origem social, a origem religiosa, são problemas de afetividade, são problemas de
sexualidade. Quanto à origem familiar, já foi mencionado que ainda no ventre materno a rejeição,
as agressões sofridas pela mãe, medos, sustos, tristezas profundas na mãe, abalos emocionais
todo esse maléfico material vai para a criança em gestação.

Do parto até a primeira infância. Os problemas são: perigo de morte da criança, parto forçado,
rejeição do sexo na criança, ambiente de hostilidade, de falta de respeito, de falta de amor ao redor
dessa criança. Sustos violentos provocados por pessoas, animais, quedas. Há uma brincadeira de
mau gosto que se faz com criança pequenina. Joga o nenezinho para o alto e o segura na queda.
Isso aí é uma maravilha para desestruturar a psiquê de uma criancinha. Quer prejudicar seu filho?
Faça e deixem que façam isso com ele...

Sustos com animais, surras violentas, fome constante, falta de vestuário, ausência de
manifestações de carinho entre os pais e irmãos. Morte, ausência prolongada do pai ou da mãe.
Naturalmente, todos compreendem que em qualquer idade existem outros problemas. A
infidelidade dos pais ou de um dos pais é problema sério no psiquismo de uma criança. A
separação, a embriaguez, a marginalidade de um dos pais ou de um irmão. Doenças prolongadas
ou crônicas de um dos pais, excesso de trabalho na infância ou na adolescência.

Há problemas também de origem social. A rejeição na escola. O menino entre os colegas ganha
logo um apelido: "Quatro-olhos", "Elefante", "Macarrão". O jornal mostrou uma reportagem sobre
obesidade. Então fizeram a pergunta: "O que é que mais chateia você na escola?" O garoto
respondeu, "Quando me chamam de Elefante". A menina disse, "Me chamam de Baleia". Esse tipo
de coisa que deixa a criança entristecida e se torna um trauma não só naquele momento, mas para
o futuro também. Rejeição na vizinhança, perseguições pelos professores, acusações, calúnias,
humilhação em público, expulsão, castigos. Complexos porque é magro, é feio, é gordo, ou então a
raça da pessoa, a inferioridade por falta de cultura.

Lembro que tive uma aluna no Colégio Americano Batista no Recife. A menina era um nissei. Linda
moça de ascendência japonesa. Eu era capelão do Colégio, e um dia, conversando comigo, ela
confessou que tinha um problema sério: ela se achava diferente das outras meninas de origem
latina, achava-se estranha, inadequada e feia. Respondi-lhe que nem pensasse nisso porque era

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uma moça bonita, e tinha uma beleza própria e especial, e deveria se orgulhar desse fato, porque
provinha de um povo que tinha uma tradição muito longa, muito antiga. A moça deixou o meu
gabinete. Voltei a encontrá-la alguns anos depois, casada, já com um filhinho, um garotinho lindo.
Tendo se casado com um português, o filho nasceu, com traços latinos do português e traços
belíssimos da raça japonesa. Não há necessidade deste mal-estar, dessa não aceitação por parte
de si.

De origem religiosa também. Porque muitos tem uma imagem negativa de Deus. É o Deus
ameaçador, o Deus impessoal, o Deus que não pode ser atingido. Nesse Deus também não creio;
minha fé está posta em um Deus que anda comigo, que está ao meu lado. Então se alguém tem
essa imagem negativa, fica difícil. Outro motivo é a obrigação de realizar práticas da religião na
família sobre pena de castigo. Se você não orar, vai ser castigado; se você não ler a Bíblia, vai ser
castigado; se não fizer isso, vai receber um castigo. Problemas com líderes religiosos, padres,
capelães, pastores podem também trazer traumas na vida de alguém. Ou a participação em rituais
com cenas chocantes como no Candomblé, no Satanismo ou a própria consagração a algum orixá.
Uma jovem membro de uma igreja, ela e as irmãs foram consagradas a um orixá. Ela havia sido
consagrada a Iemanjá. Era uma moça menina infeliz por causa disso até encontrar a Jesus Cristo
e consertar seu mundo interior.

Há problemas também de afetividade, problemas de sexualidade. Quem não recebe carinho não
sabe dar carinho. Há pessoas que não sabem abraçar, que não sabem segurar a mão, que não
sabem tocar outras pessoas porque nunca foram abraçadas e tocadas, e nunca qualquer pessoa
lhes segurou a mão, a não ser na hora de atravessar a rua. Decepções no namoro, no noivado,
estupro, relacionamento homossexual, violência ou perseguição sexual por parentes, experiências
sexuais livres, ou seja, fora do casamento, no momento errado com a pessoa errada e no lugar
errado.

A CURA É POSSÍVEL

A cura desses traumas é possível. A Bíblia diz que é possível. E vemos que Deus nos criou de um
modo tão maravilhoso, a Bíblia assim o expressa,

"Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim, elevado demais para que eu possa atingir. Eu
Te louvo porque de um modo terrível e maravilhoso fui formado. E maravilhosa são as Tuas obras
e a minha alma o sabe muito bem".

Quem assim falou foi Davi, o rei poeta.

É verdade; Deus nos fez de um modo extraordinário e maravilhoso. O estudo do corpo humano é
fascinante. Como é que este ar que nós respiramos pode fazer com que o nosso coração, uma
bomba colocada no peito, possa jogar o sangue até a pontinha do dedo. Pegue um alfinete e dê
uma picada e você verá sair um pouquinho de sangue, porque o ar levou até lá. E esse mesmo
sangue que sai envenenado é purificado em outro órgão do nosso corpo. Foi Deus quem fez esse
sofisticado laboratório que é o nosso corpo.

O Deus que nos fez assim é o mesmo que nos liberta dessas lembranças ruins. E são tantas as
mágoas e não são outra coisa senão tudo o que provoca em nós dor física, dor mental e angústia
emocional. Nesse ponto, fazemos uma pergunta, "Vamos deixar que Satanás se aproveite dessas
mágoas para nos atormentar? Vamos permitir que ele faça isso? Você vai deixar que ele o leve a
duvidar da palavra de Deus? Você vai escandalizar a outras pessoas não crendo?" Você pergunta,
"Pastor, há cura?" Há sim!!! Há cura para os traumas emocionais e a cura se dá através de
recursos terapêuticos de ordem psíco-espiritual. Mas é preciso querer a cura. Pode ser que a
pessoa não queira a cura. Existe esse tipo de coisa. Os entendidos no assunto chamam a isso,
Resistência. Quando uma pessoa que está em tratamento terapêutico um dia diz, "Olha doutor, eu
não pude vir" Na realidade, não queria ir. Arranja um motivo, cria uma história para não aparecer.

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Há quem faça resistência? Há. Existe um capitulo nesta questão de terapias que se chama Terapia
de Família e de Casal. Trabalha-se com toda família. Então vem o pai, a mãe, os filhos, a sogra
que mora também na casa. É a família, todo o universo familiar está ali, vai todo mundo para a
terapia. E sabe o que é que acontece? Geralmente estão se queixando que o filho está se
drogando, por exemplo. Chegam com essa queixa e o terapeuta de família vai trabalhar com toda
aquela família. Porque não é só o filho que está doente: a família toda está doente. O filho é
apenas a expressão da doença familiar. Sabe o que é que acontece? Quando o filho começa a
ficar bom, a mãe fica doente. É incrível, mas, há casos documentados: a mãe fica doente, porque,
na verdade, não está querendo que o filho fique bom. Porque se isso acontecer, ninguém vai mais
ficar com pena dela, porque o povo tem pena porque o filho é assim e está dando um tremendo
trabalho a ela. "Coitadinha de D. Fulana cujo filho é um drogado". Aí o filho fica bom e ela fica
doente porque ela tem que ser "a coitadinha". Então, há quem não queira é verdade, mas é preciso
coragem de começar. Portanto, não menospreze os problemas porque eles não são pequenos.
Não feche os olhos para dizer que o problema na sua vida não existe, ele existe e não tenha medo
de pedir ajuda. Você precisa de cura porque está machucado, ferido Emocionalmente ferido,
psicologicamente machucado e talvez essa memória esquecida ou memória escondida esteja
impedindo que você cresça para Deus, que você cresça espiritualmente. É aí que vem a graça
misericordiosa de Deus, é aí que vem o amor de Deus. Esse amor que restaura, esse amor que
reconstrói a pessoa em todos os sentidos.

OS MEIOS DE DEUS

Deus não salva o espírito de uma pessoa sem salvar também a sua mente, e a sua psiquê. Jesus
ensinou que "não necessitam de médicos os sãos, mas, sim os enfermos". No entanto, não há
possibilidade de alguém restaurar a própria vida, seja qual for a área, se antes não se restaurar e
afinar com Deus. Nesse caso, quais os meios de cura? Talvez nem precise ir a um psicanalista ou
a um psicólogo. Mas, pode começar com o que a Bíblia ensina: o PERDÃO.

Voltemos ao começo, quando foi mencionado o perdão. Não é uma área fácil da vida. Dar perdão
é algo tremendamente difícil, mas é preciso ser administrado se o que se deseja é cura interior,
cura das péssimas lembranças. E você que continua ferido, ofendido, magoado, amargurado,
revoltado, machucado, decepcionado, triste, enraivecido, até. Você que tem uma ferida aberta,
ferida dolorosa, porque as feridas do coração são sempre dolorosas, triste e terrivelmente
dolorosas. Você que tem uma ferida dessa, você precisa perdoar.

Essas feridas causam tremendos prejuízos de ordem somática, quer dizer, no corpo. Dizem os
estudiosos dessa área que o nosso corpo é uma extensão do nosso cérebro. Completam o
pensamento dizendo que se pensa com o corpo todo e não apenas com o cérebro. É como se
cada célula fosse um cérebro ou uma mente em miniatura. O que afeta o meu cérebro vai afetar
também o meu dedo mindinho; o que afeta a minha unha do dedo do pé vai afetar o meu bem-
estar geral. Essa é a visão sistêmica das coisas. Por esse motivo, se as suas emoções estão
afetadas, você vai ter dor de cabeça, enxaquecas, dores nas costas, problemas de coluna,
dificuldades digestivas, gastrite, colite, disfunções intestinais, crises de diabetes, taquicardia e
pressão alta entre outras manifestações.

E na ordem psico-emocional, você também vai ter outros sintomas. É a tristeza crônica, aquela
tristeza que não se afasta de você. É desconfiança do amor das outras pessoas: você acha que
ninguém o/a ama, você acha que todo mundo quer lhe fazer mal; você acha que quem amou
ontem bastante, hoje não está amando porque não falou com você. É um espírito de crítica para
com os outros, de oposição, de distanciamento, crises de depressão, frustração, agressividade.

É crise na ordem espiritual quando surge a dificuldade de orar, dificuldade de crescer no amor e na
comunhão de Deus. É frieza na participação nos trabalhos da comunidade de fé. Então, o que é
que você tem que fazer? Perdoar. O primeiro meio é o perdão. A Bíblia conta a história de José.
Foi vendido pelos irmãos, levado para o Egito, revendido pelos midianitas ou ismaelitas a um oficial
da guarda do Faraó. Dali foi para a prisão acusado de algo que não tinha realizado. Da prisão saiu

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e foi elevado à categoria de segunda pessoa da governo, Vice-governador do Egito, encarregado
de todo o planejamento econômico daquele país. José viveu, casou-se, e um dia descobriu que os
irmãos que o tinham vendido apareceram por lá. Num período de fome, foram mantimentos, dos
quais o Egito tinha um grande estoque. E nesse ponto a Bíblia apresenta o centro teológico de
todo o livro do Gênesis,

"Então José, não se podendo conter diante de todos os que estavam com ele, clamou, Fazei sair a
todos da minha presença!" (Gn 45.1).

Era um salão grande; ele ordenou que todos saíssem, e ninguém ali permaneceu quando se deu a
conhecer a seus irmãos. Começou a chorar de tal maneira que os egípcios o ouviram, bem como a
casa de Faraó. E os irmãos não entendiam nada: como é que aquele homem do governo, que não
falava a língua deles (na verdade, ele falava, mas, diz a história que ele falava egípcio e um
intérprete traduzia, apesar de que ele estava entendendo tudo o que os irmãos estavam falando),
como é que esse homem poderoso começara a chorar na frente deles? E disse José a seus
irmãos, "Eu sou José! Vive ainda o meu pai?" E eles não puderam responder porque estavam
pasmados. E disse mais José aos irmãos,

"Peço-vos, chegai-vos a mim. Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Mas
agora não vos entristeçais porque para conservação da vida, Deus me enviou antes de vós".

Que coisa linda esse perdão completo dado por José! E a grande lição: no momento em que ele
deu esse perdão aos irmãos, ficou liberto. E continuando o texto ainda diz assim,

"Pelo que Deus me enviou adiante de vós, a fim de conservar vossa sucessão na terra, e para
guardar-vos em vida por um grande livramento. Não fostes vós que me enviastes para cá, senão
Deus, que me pôs como pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como governador em
toda a terra do Egito" (Gn 45.7,8)

Ele tinha tudo para se vingar mas, preferiu dar o perdão. A primeira coisa que nós precisamos para
a cura interior é de dar perdão.

A segunda coisa de que precisamos é da ORAÇÃO. Se a Bíblia diz que a oração remove
montanhas, como é que não vai afastar o mal estar, o sofrimento, a dor no coração? Agora, você
vai orar por quem? Comece orando por você mesmo. Há muito crente gastando verdadeiras
fortunas, preço alto e precioso tempo gasto nos consultórios de psicólogos e psicanalistas. Temos
ouvido crente que diz assim, "Já faço terapia há cinco anos com um psicólogo". Talvez esteja com
isso tirando o pão da boca de alguns dos queridos psicanalistas de nossa igreja. Vocês vão me
desculpar, mas, há muita gente gastando dinheiro que melhor faria, maior lucro teria, se orasse
mais por si mesmo, se passasse quinze minutos em oração diariamente. Ore por você.

Ore pelo ofensor também, traga quem lhe ofendeu àa memória, ao seu coração como diz a Bíblia.
Mesmo que já se tenham passado cinco, doze, trinta anos, aconteceu algo, você era menininha
quando um perverso fez uma coisa ruim com você. Tome essa pessoa e traga para o seu coração.
Ore por ele ou ela. Afinal de contas, a Escritura ensina no "Pai Nosso", "Perdoamos as nossas
dívidas assim como nós perdoamos aos nossos ofensores, devedores". Já pensou em orar por
aquela pessoa que você não suporta? Aquela que lhe feriu? O namorado que fugiu? Que foi
embora? Que rompeu o namoro? Aquele que devia ter continuado o namoro para se tornar em
noivado, e terminou casando com a sua prima? Soubemos do caso de um rapaz que terminou o
namoro com uma jovem e casou com a irmã da ex-namorada. Ore por essa pessoa. ore também
por quem você ofendeu.

A situação agora é ao contrário. Você ofendeu. Na primeira oportunidade você deve pedir perdão.
Sabe como é que se chama isso na Bíblia? Restituição. Faça a restituição, portanto.

Ore pelo perdão a você mesmo, e peça a Deus a graça de você se perdoar. Crie um clima de

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oração. Você não pode prescindir do Espírito Santo porque a Bíblia diz que nós não sabemos orar
como convém, por isso o Espírito nos ajuda.

O primeiro meio para a nossa Terapia das Memórias infelizes foi o Perdão. E o segundo a Oração.

Há mais um, a RENÚNCIA. A terceira coisa que você tem que fazer é renunciar. Renunciar à
vingança, renunciar à inveja, renunciar ao ressentimento, renunciar à idolatria, renunciar à
feitiçaria, renunciar ao ocultismo em todas as suas manifestações: tarô, búzios, runas, horóscopos,
leitura de mão, consulta a espíritos, passes coletivos, passes individuais; renuncie aos vícios, às
seitas falsas, à tristeza, ao desespero, à indecisão, ao rancor, ao medo do fracassar e assim por
diante. E viva a sinceridade de coração. A Bíblia usa a expressão "Pureza de mãos, pureza de
coração". "Quem subirá ao monte do Senhor? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração",
está na Bíblia.

Então, já pensou trocar tudo isso, toda essa miséria, esse lixo, o que não presta por bons
pensamentos? As tristes memórias, as péssimas lembranças por pensamentos recompensadores,
abençoados e poderosos? Já pensou em trocar o pensamento viciado e vicioso por trechos da
Bíblia? O Salmo 4 é um trecho maravilhoso, e tem sido particularmente para mim uma fonte de
bençãos,

"Em paz me deitarei e dormirei, pois, só Tu, ó Senhor, me fazes habitar em segurança".

Troque todo o pensamento prejudicial por esse pensamento da palavra de Deus. Ou ainda esse
outro,

"Que é o homem mortal para que te lembre dele? O filho do homem para que o visites? Com tudo
pouco menor do que Deus o fizeste e de glória e de honra o coroaste"?

Você foi coroado de glória e de honra! Só que talvez não esteja lembrado de que tem uma coroa
na sua cabeça... Você não está lembrado que tem um manto de rei ou de rainha nos seus
ombros... Lembre-se disso porque está na Escritura Sagrada, no Salmo 9.9, "O Senhor é um alto
refúgio para o oprimido, uma fortaleza em tempo de angústia".

E aí vem a cura e a vitória! Os três passos para essa vitória são: Perdão, Oração e Renúncia.
Glória a Deus porque temos a vitória assegurada!. E a Bíblia fala sobre isso, está no capitulo 15 de
1Corintios: "Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo". Aquele que é
poderoso bastante para curar e salvar, também nos dá uma vida repleta de bênçãos, de graça e de
paz!

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APOSTILA Nº. 40/300.000 MIL CURSOS GRATIS.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..

INTRODUÇÃO
I, O QUE É A BÍBLIA SAGRADA¨? 03
II, A UTILIDADE DA BÍBLIA SAGRADA. 04
III, A REVELAÇÃO DE DEUS. 04
III, 1, MOTIVO DA REVELAÇÃO DIVINA AO SER HUMANO. 05
IV, O RELACIONAMENTO ENTRE O SER HUMANO E A BÍBLIA SAGRADA. 05
IV, 1, A DESOBEDIÊNCIA À PALAVRA DE DEUS E SEU RESULTADO. 05
IV, 2, A OBEDIÊNCIA À PALAVRA DE DEUS E SEU RESULTADO. 06
IV, 3, O GRAU DE DESOBEDIÊNCIA E DE OBEDIÊNCIA À PALAVRA DE DEUS. 06
V, A COMPILAÇÃO DA BÍBLIA SAGRADA. 06
V, 1, A AUTORIA DA BÍBLIA SAGRADA. 07
V, 2, TEMPO DE DURAÇÃO PARA A COMPILAÇÃO DA BÍBLIA SAGRADA. 07
VI, A UNIDADE DA BÍBLIA SAGRADA. 07
VII, A INSPIRAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO. 07
VIII, O CÂNON SAGRADO. 08
VIII, 1, A, LIVROS DO CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO COM AS IDENTIFICAÇÕES
USADAS EM NOSSOS ESTUDOS. 09
VIII, 1, B, LIVROS DO CÂNON DO NOVO TESTAMENTO COM AS IDENTIFICAÇÕES
USADAS EM NOSSOS ESTUDOS. 10
VIII, 2, A BÍBLIA SAGRADA DIVIDIDA POR TEMAS. 10
VIII, 2, A, ANTIGO TESTAMENTO. 11
VIII, 2, B, NOVO TESTAMENTO. 11
VIII, 3, SÍNTESE DO ANTIGO TESTAMENTO. 11
VIII, 3, A, LIVROS DA LEI OU PENTATEUCO. 11
VIII, 3, B, LIVROS HISTÓRICOS. 11
VIII, 3, C, LIVROS POÉTICOS. 12
VIII, 3, D, LIVROS PROFÉTICOS, PROFETAS MAIORES. 12
VIII, 3, E, LIVROS PROFÉTICOS, PROFETAS MENORES. 12
VIII, 4, SÍNTESE DO NOVO TESTAMENTO. 12
VIII, 4, A, EVANGELHO. 12
VIII, 4, B, ATOS DOS APÓSTOLOS. 13
VIII, 4, C, CARTAS DE PAULO. 13
VIII, 4, D, CARTA DE AUTOR DESCONHECIDO. 13
VIII, 4, E, CARTAS GERAIS. 13
VIII, 4, F, APOCALIPSE. 13
IX, OS DOIS TESTAMENTOS E AS ERAS RELACIONADAS COM JESUS CRISTO. 14
X, LIVROS APÓCRIFOS. 16
XI, A BÍBLIA DESDE SUA ORIGEM ATÉ A ATUALIDADE. 16
XII, PANORAMA CRONOLÓGICO DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS BÍBLICOS
E DOS LIVROS DA BÍBLIA SAGRADA. 17
XIII, QUADRO HISTÓRICO GERAL SIMPLIFICADO E DO MINISTÉRIO DOS
PROFETAS QUE TÊM LIVRO PRÓPRIO. 22
XIV, UM POUCO SOBRE OS LIVROS DA BÍBLIA E SEUS AUTORES HUMANOS. 23

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XIV, 1, LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO. 23
XIV, 2, LIVROS DO NOVO TESTAMENTO. 31
XV, O MANUSEIO DA BÍBLIA SAGRADA. 36
XVI, CUIDADOS A CONSIDERAR AO DECLARAR OU ANUNCIAR OS NOMES
DE ALGUNS LIVROS BÍBLICOS. 38
CONCLUSÃO. 39
BIBLIOGRAFIA. 40
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
INTRODUÇÃO.
Quem olha uma paisagem de longe (naturalmente, sem os recursos da
tecnologia) verifica que a paisagem lá está, porém, o espaço que
separa tal paisagem do observador não permite que este vislumbre,
minuciosamente, todos os detalhes, porque a distância o impede.
Visão panorâmica da BÍBLIA SAGRADA, também é assim, a BÍBLIA está em
nossas mãos, estudaremos sobre ela, porém, em virtude do estudo ser
panorâmico, é impossível entrar nos detalhes mais profundos da maior
obra literária de todos os tempos.
Porém, ao final do estudo há uma bibliografia, que poderá ser adquirida
trazendo muito mais luz a quem se interessar, além do que, muita outra
literatura sobre o assunto, pode ser encontrada no mercado, onde muito
mais detalhes poderão ser descortinados sobre a BÍBLIA SAGRADA, por
isso, este estudo poderá ser o início de uma longa caminhada para o
aprofundamento do conhecimento sobre a BÍBLIA, a qual, quanto mais
estudada, conhecida e obedecida, melhor, acima de tudo, para os crentes.
Este, não é um estudo doutrinário, ou devocional, é um estudo técnico,
em virtude disso, nosso intuito básico é esclarecer alguns aspectos
importantes acerca da BÍBLIA SAGRADA, não sobre o seu conteúdo, ou
sobre a sua mensagem.
Aprendamos, portanto, um pouco, acerca de tão grandiosa obra:
01, GRANDIOSA QUANTO AO SEU CONTEÚDO.
02, GRANDIOSA QUANTO AO SEU VALOR.
03, GRANDIOSA QUANTO AO AMOR DE DEUS, PELO SER HUMANO, NELA DEMONSTRADO.
I, O QUE É A BÍBLIA SAGRADA¨?
A BÍBLIA SAGRADA é, acima de tudo, a PALAVRA DE DEUS.
Como PALAVRA DE DEUS, a BÍBLIA SAGRADA é a coletânea da revelação de
DEUS à humanidade, através, principalmente, do povo israelita.
A BÍBLIA SAGRADA é, também, uma biblioteca com um acervo de 66 livros.
Há várias metáforas referentes à BÍBLIA SAGRADA, vejamos algumas delas
extraídas da própria PALAVRA DE DEUS.
01, ESCRITURA DE DEUS, Êx¨32:16; E ESCRITURA, 2ªTim¨3:16.
02, SAGRADAS ESCRITURAS, 2ªTim¨3:15.
03, LEI, Mat¨12:5.
04, PALAVRAS DE VIDA, At¨7:38.
05, ALIMENTO, Deut¨8:3; Mat¨4:4; Luc¨4:4.
06, LÂMPADA E LUZ, Sal¨119:105.
07, SEMENTE, Luc¨8:11.
08, ESPADA DO ESPÍRITO, Ef¨6:17.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
Como podemos verificar, a lista de metáforas, apresentada, nos sugere
grandes coisas, as quais, com toda a certeza, nos abrem o
entendimento, para a compreensão do poder e GLÓRIA da PALAVRA DE DEUS,
revelada ao ser humano.
II, A UTILIDADE DA BÍBLIA SAGRADA.
De acordo com a passagem BÍBLICA de 2ªTim¨3:16-17, toda a ESCRITURA
DIVINAMENTE INSPIRADA é:
01, PROVEITOSA PARA ENSINAR.

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02, PROVEITOSA PARA REDARGÜIR.
03, PROVEITOSA PARA CORRIGIR.
04, PROVEITOSA PARA INSTRUIR EM JUSTIÇA.
05, PROVEITOSA PARA QUE O HOMEM DE DEUS SEJA PERFEITO, E
PERFEITAMENTE INSTRUÍDO PARA TODA A BOA OBRA.
Pelos versículos lidos, concluímos que a BÍBLIA SAGRADA é a obra prima
de DEUS em prol do ser humano, especialmente do salvo por JESUS
CRISTO, visto que, toda a sua PALAVRA, inspirada pelo ESPÍRITO SANTO,
serve para que o homem de DEUS seja perfeito e perfeitamente instruído
para toda a boa obra.
Além disto, visto que DEUS é, extremamente, altruísta, seu desejo é, na
realidade, que todos os homens se salvem, Ez¨18:23, 32; 33:11; 1ªTim¨2:3-4;
2ªPed¨3:9, por isto podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que:
A BÍBLIA SAGRADA É A OBRA PRIMA DE DEUS EM PROL DO SER HUMANO, SEM
DISTINÇÃO ALGUMA; JÁ QUE DEUS NÃO FAZ, QUALQUER, ACEPÇÃO DE PESSOAS,
Deut¨10:17; Jó¨34:19; At¨10:34; Rom¨2:11; Ef¨6:9; Col¨3:25.
III, A REVELAÇÃO DE DEUS.
Revelação, segundo o minidicionário Aurélio, significa:
01, Ato ou efeito de revelar-se.
02, Entre os CRISTÃOS, ação DIVINA que comunica aos homens os
desígnios de DEUS e a verdade que estes envolvem.
03, Descoberta reveladora de um fato, vocação, etc., ou duma pessoa.
04, Fato ou pessoa assim revelados.
O conciso dicionário de teologia CRISTÃ, nos diz de revelação.
01, Tornar conhecido o que está oculto; desvendar o que está coberto.
A REVELAÇÃO DE DEUS é, portanto, DEUS fazendo-se conhecer ao ser
humano, bem como, mostrando a este qual é a sua soberana vontade.
Vejamos, o que nos diz Heb¨1:1.
Conforme o versículo lido, a revelação de DEUS aos homens deu-se de várias
formas, porém, há duas que se destacam das demais, visto que são, em tudo,
muito mais importantes do que todas as outras, vejamos quais são:
01, DEUS FALOU (SE REVELOU) AOS PAIS ATRAVÉS DOS PROFETAS.
02, DEUS FALOU (SE REVELOU) ATRAVÉS DA PESSOA SINGULAR DE JESUS CRISTO.
Estas duas formas que DEUS usou para se revelar, quais sejam, JESUS
CRISTO e os profetas, se entrelaçam de tal forma que os profetas
apontam para JESUS CRISTO, Is¨28:16; Zac¨10:4.
JESUS CRISTO, por sua vez, sempre se refere aos profetas como
porta-vozes de DEUS, Mat¨21:42-44 Mar¨12:10; Luc¨20:17-18.
O conteúdo da PALAVRA DE DEUS revelado através dos profetas e de JESUS
CRISTO está preservado, integralmente, na BÍBLIA SAGRADA.
Antes da morte, em sua oração sacerdotal, JESUS CRISTO orou para que o PAI
santificasse a todos os seus discípulos, de todos os tempos, na VERDADE DO
PAI, a qual, segundo JESUS CRISTO, é a PALAVRA DE DEUS, João¨17:17.
Vejamos, também, o que nos diz JESUS CRISTO, em João¨10:30 e 14:6-10.
JESUS CRISTO é um com o PAI, é a VERDADE, está no PAI e o PAI está
nele, por isso, é a suprema REVELAÇÃO de DEUS ao ser humano.
III, 1, MOTIVO DA REVELAÇÃO DIVINA AO SER HUMANO.
Como sabemos, o homem pecou, distanciou-se de DEUS, e morreu.
DEUS se revelou ao ser humano para que este possa conhecê-lo e
relacionar-se com ele, conforme a sua vontade, expressa na BÍBLIA
SAGRADA e, em conseqüência, seja salvo por JESUS CRISTO.
O relacionamento correto com DEUS e a SALVAÇÃO ETERNA são possíveis,
apenas e tão-somente, através de JESUS CRISTO, At¨4:12; 1ªTim¨2:5.
Não fora a REVELAÇÃO de DEUS, a qual, está registrada na BÍBLIA
SAGRADA, o ser humano jamais chegaria a ter um conhecimento perfeito
de DEUS, não teria como relacionar-se com ele, como obedecê-lo, nem a

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mais remota possibilidade de ser salvo eternamente.
IV, O RELACIONAMENTO ENTRE O SER HUMANO E A BÍBLIA SAGRADA.
O relacionamento entre o ser humano e a BÍBLIA SAGRADA é, para todos
os efeitos, o relacionamento entre o ser humano e DEUS.
O ser humano relaciona-se com a BÍBLIA SAGRADA, de duas formas:
1, DESOBEDECENDO A BÍBLIA SAGRADA.
2, OBEDECENDO A BÍBLIA SAGRADA.
IV, 1, A DESOBEDIÊNCIA À PALAVRA DE DEUS E SEU RESULTADO.
O fato do ser humano não obedecer a DEUS deve-se, pelo menos, a dois fatores.
01, O DESCONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DA BÍBLIA SAGRADA, PORTANTO, DE DEUS,
At¨17:22-24.
02, A DESOBEDIÊNCIA VOLUNTÁRIA À BÍBLIA SAGRADA, João¨5:39-40.
A desobediência à BÍBLIA SAGRADA, no que concerne ao relacionamento
correto entre o ser humano e DEUS, resulta, em pelo menos, duas
grandes tragédias.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
PRIMEIRA GRANDE TRAGÉDIA.
Religiões desobedientes à PALAVRA DE DEUS, Mat¨15:7-9;
At¨17:22-24, que, por isso, não adoram a DEUS em espírito e em
verdade como JESUS CRISTO ensina em João¨4:23-24.
SEGUNDA GRANDE TRAGÉDIA.
A condenação eterna, João¨3:18.
Todos as pessoas que desconhecem a BÍBLIA SAGRADA e, ou, são desobedientes
a ela, ainda que não o saibam, tentam zombar de DEUS, porém, de DEUS
ninguém zomba, porque DEUS não se deixa escarnecer, Gál¨6:7-8; pelo
contrário, dá a cada um segundo a sua obra, Mat¨16:27; Apoc¨22:12.
Portanto, quem desobedece à PALAVRA DE DEUS toma a pior decisão que
pode ser tomada pelo ser humano.
IV, 2, A OBEDIÊNCIA À PALAVRA DE DEUS E SEU RESULTADO.
A obediência à PALAVRA DE DEUS resulta em, pelo menos, dois ótimos
resultados.
PRIMEIRO ÓTIMO RESULTADO.
A ÚNICA RELIGIÃO OBEDIENTE A DEUS (O CRISTIANISMO DO NOVO TESTAMENTO),
At¨11:26.
SEGUNDO ÓTIMO RESULTADO.
A SALVAÇÃO ETERNA DO SER HUMANO, João¨3:16.
Visto que a SALVAÇÃO ETERNA é a mais importante e melhor coisa que o
ser humano pode alcançar, obedecer a DEUS conforme João¨3:16 é a
melhor decisão que o homem pode e deve tomar.
IV, 3, O GRAU DE DESOBEDIÊNCIA E DE OBEDIÊNCIA À PALAVRA DE DEUS.
Naturalmente, não há quem desobedeça totalmente a DEUS, bem como, não
há quem o obedeça totalmente.
Porém, há algo que DEUS colocou à disposição do ser humano, para que,
mesmo que este o desobedeça em alguns pontos, não seja condenado
eternamente, esse algo é JESUS CRISTO.
Quem não crê em JESUS CRISTO COMO ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR é
condenado eternamente, João¨3:16-18, ainda que em alguns pontos
esteja de acordo com a PALAVRA DE DEUS, Mar¨12:28-34¨(34).
Porém, toda a pessoa que crê em JESUS CRISTO COMO ÚNICO E SUFICIENTE
SALVADOR não é condenado eternamente, João¨3:16-18, ainda que, em
alguns pontos, desobedeça à PALAVRA DE DEUS, 1ªJoão¨1:8.
V, A COMPILAÇÃO DA BÍBLIA SAGRADA.
A BÍBLIA SAGRADA é, com toda a certeza, uma obra monumental.
Esta obra, foi também compilada, de forma monumental, senão vejamos:
V, 1, A AUTORIA DA BÍBLIA SAGRADA.
A BÍBLIA SAGRADA teve os seguintes autores:

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01, UM AUTOR DIVINO, QUAL SEJA, O ESPÍRITO SANTO.
02, CERCA DE QUARENTA AUTORES HUMANOS, INSPIRADOS PELO ESPÍRITO SANTO.
V, 2, TEMPO DE DURAÇÃO PARA A COMPILAÇÃO DA BÍBLIA SAGRADA.
A compilação da BÍBLIA SAGRADA durou, aproximadamente, 1.600 anos.
O primeiro escritor foi Moisés, cerca de 1.500 AC, o último, João,
cerca de 100 DC.
VI, A UNIDADE DA BÍBLIA SAGRADA.
A BÍBLIA é uma obra monumental porque, além do longo tempo usado para
a sua compilação, da grande quantidade de autores humanos, que viveram
em diferentes épocas da história, em circunstâncias diferentes e em
países diferentes, é a única obra literária, em todo o mundo e em
todas as épocas da história humana, na qual não há, desde o início até
o final, quaisquer discordâncias, ou contradições.
Todas as suas declarações, até as que pareçam, enormes, absurdos são
ou serão, totalmente, comprovadas desde que haja empenho, vontade e
neutralidade nas investigações.
Quando alguma pessoa, aparentemente, encontra discordâncias na BÍBLIA
SAGRADA, estas são apenas aparentes e, isto, em conseqüência das
limitações de quem a lê ou a estuda.
Se o estudioso da BÍBLIA SAGRADA tiver interesse, vontade, curiosidade,
condições, se aprofundar na pesquisa, buscar as informações corretas e
necessárias, as aparentes contradições desaparecem, totalmente, demonstrando
a gloriosa concordância e harmonia do conjunto da REVELAÇÃO DE DEUS.
Este fato extraordinário só é possível porque apesar de ter sido escrita
por cerca de 40 autores humanos, entre os quais, pastores, estadistas,
boiadeiro, pescadores, médico, poetas, legislador, etc., tem apenas uma
mente propulsora ou orientadora, qual seja, a mente do ESPÍRITO SANTO.
Esta direção, ou orientação, tem o nome de INSPIRAÇÃO.
VII, A INSPIRAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO.
A INSPIRAÇÃO DIVINA é o estímulo ou a influência do ESPÍRITO SANTO
sobre os autores humanos, quanto ao conteúdo que seria colocado nos
livros que mais tarde fariam parte da BÍBLIA SAGRADA.
É a INSPIRAÇÃO do ESPÍRITO SANTO que dá vitalidade, validade e
autoridade DIVINA a todos os livros que compõem a BÍBLIA SAGRADA.
Tal INSPIRAÇÃO não foi um ditado de DEUS aos autores humanos, ao ponto
destes escreverem o que DEUS determinava.
DEUS, também, não colocou os autores humanos em êxtase, nem fez com
que escrevessem sem o conhecimento do que estavam escrevendo.
A INSPIRAÇÃO DIVINA foi, como dissemos, o estímulo, a influência ou,
como que, um sopro de DEUS sobre os escritores SACROS, que permaneciam
com os seus sentidos e faculdades mentais na plenitude dos seus
poderes e liberdade, ao ponto de todos eles, ainda que porta-vozes da
REVELAÇÃO de DEUS, deixaram as marcas da sua personalidade, tais como:
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
01, Estado de espírito de Daniel, Dan¨10:1-21¨(1-3).
02, Cultura e profissão de Amós, Amós¨7:14.
03, Declaração de fé de Paulo, 2ªTim¨1:12.
04, Etc., etc., etc.
Paulo se refere à INSPIRAÇÃO DIVINA das ESCRITURAS DO ANTIGO
TESTAMENTO em 2ªTim¨3:16-17.
Leiamos também 2ªPed¨3:15-16, o qual, aceita os escritos de Paulo com
o mesmo nível de inspiração das ESCRITURAS do ANTIGO TESTAMENTO.
A BÍBLIA SAGRADA é, portanto, o resultado da inspiração do ESPÍRITO
SANTO sobre os autores humanos, os quais, obedientes a tal INSPIRAÇÃO
escreveram, absolutamente, segundo a vontade de DEUS.
Por isso, todo o conteúdo da BÍBLIA SAGRADA é inspirado pelo ESPÍRITO

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SANTO, a terceira pessoa da TRINDADE, 2ªTim¨3:16-17; 2ªPed¨1:20-21.
O conjunto dos livros da BÍBLIA SAGRADA, tem o nome de CÂNON SAGRADO.
VIII, O CÂNON SAGRADO.
CÂNON é uma palavra de origem grega que significa padrão, régua ou
vara de medir.
Segundo o minidicionário Aurélio, Cânon, significa:
01, Regra geral donde se inferem regras especiais; Relação, tabela;
Padrão, norma.
O conciso dicionário de teologia CRISTÃ, nos diz acerca de cânon:
01, Coleção de livros reconhecidos como autoridade pela IGREJA.
Infelizmente, o conciso dicionário de teologia CRISTÃ só nos dá o
significado da palavra “CÂNON” como sendo, apenas e tão somente,
aplicada à quantidade de livros aceitos pela IGREJA como canônicos (a
nosso ver, o problema está em não haver apenas uma igreja).
Cânon, também, significa modelo ou regra para julgamento e medição.
Em vista de tudo isto, o CÂNON SAGRADO é o conjunto dos sessenta e
seis livros da BÍBLIA SAGRADA que passaram pelo crivo do julgamento,
segundo um padrão preestabelecido e foram considerados e declarados
como INSPIRADOS pelo ESPÍRITO SANTO.
O CÂNON da BÍBLIA SAGRADA tem duas grandes divisões, quais sejam:
1, O ANTIGO TESTAMENTO, COM 39 LIVROS, ESCRITOS ANTES DE JESUS CRISTO.
2, O NOVO TESTAMENTO, COM 27 LIVROS, ESCRITOS DEPOIS DE JESUS CRISTO.
A divisão dos livros em capítulos e destes em versículos, não é de
autoria DIVINA, porém, não há dúvida quanto à facilidade de encontrar
as passagens BÍBLICAS através desta divisão.
Damos a seguir, em duas listas, uma do ANTIGO TESTAMENTO, outra do
NOVO TESTAMENTO, a quantidade completa dos livros da BÍBLIA SAGRADA
com uma identificação, geralmente abreviada (mais adiante falaremos
sobre esta abreviação).
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
VIII, 1, A, LIVROS DO CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO COM AS
IDENTIFICAÇÕES USADAS EM NOSSOS ESTUDOS.
01, Gênesis. Gên.
02, Êxodo. Êx.
03, Levítico. Lev.
04, Números. Núm.
05, Deuteronômio. Deut.
06, Josué. Josué.
07, Juízes. Juí.
08, Rute. Rute.
09, 1º livro de Samuel. 1ºSam.
10, 2º livro de Samuel. 2ºSam.
11, 1º livro dos Reis. 1ºReis.
12, 2º livro dos Reis. 2ºReis.
13, 1º livro das Crônicas. 1ºCrô.
14, 2º livro das Crônicas. 2ºCrô.
15, Esdras. Esd.
16, Neemias. Neem.
17, Ester. Ester.
18, Jó. Jó.
19, Salmos. Sal.
20, Provérbios. Prov.
21, Eclesiastes. Ecle.
22, Cântico dos cânticos. Cant.
23, Isaías. Is.
24, Jeremias. Jer.

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25, Lamentações de Jeremias. Lam.
26, Ezequiel. Ez.
27, Daniel. Dan.
28, Oséias. Osé.
29, Joel. Joel.
30, Amós. Amós.
31, Obadias. Obad.
32, Jonas. Jonas.
33, Miquéias. Miq.
34, Naum. Naum.
35, Habacuque. Haba.
36, Sofonias. Sof.
37, Ageu. Ageu.
38, Zacarias. Zac.
39, Malaquias. Mal.
VIII, 1, B, LIVROS DO CÂNON DO NOVO TESTAMENTO COM AS
IDENTIFICAÇÕES USADAS EM NOSSOS ESTUDOS.
01, Mateus. Mat.
02, Marcos. Mar.
03, Lucas. Luc.
04, João. João.
05, Atos dos Apóstolos. At.
06, Romanos. Rom.
07, 1ª aos Coríntios. 1ªCor.
08, 2ª aos Coríntios. 2ªCor.
09, Gálatas. Gál.
10, Efésios. Ef.
11, Filipenses. Filip.
12, Colossenses. Col.
13, 1ª aos Tessalonicenses. 1ªTess.
14, 2ª aos Tessalonicenses. 2ªTess.
15, 1ª a Timóteo. 1ªTim.
16, 2ª a Timóteo. 2ªTim.
17, Tito. Tito.
18, Filemom. Filem.
19, Hebreus. Heb.
20, Tiago. Tiago.
21, 1ª de Pedro. 1ªPed.
22, 2ª de Pedro. 2ªPed.
23, 1ª de João. 1ªJoão.
24, 2ª de João. 2ªJoão.
25, 3ª de João. 3ªJoão.
26, Judas. Judas.
27, Apocalipse. Apoc.
VIII, 2, A BÍBLIA SAGRADA DIVIDIDA POR TEMAS.
A BÍBLIA também pode ser dividida por assuntos ou temas, tal divisão
facilita o raciocínio.
Temos a seguir um exemplo de divisão dos livros BÍBLICOS por GRUPOS,
ou TEMAS.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
VIII, 2, A, ANTIGO TESTAMENTO.
01, LIVROS DA LEI OU PENTATEUCO.
02, LIVROS HISTÓRICOS.
03, LIVROS POÉTICOS.
04, LIVROS PROFÉTICOS.
VIII, 2, B, NOVO TESTAMENTO.

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01, EVANGELHO.
02, ATOS DOS APÓSTOLOS.
03, CARTAS DE PAULO.
04, CARTA DE AUTOR DESCONHECIDO.
05, CARTAS GERAIS.
06, APOCALIPSE.
Veremos agora, os livros que compõem cada divisão, bem como uma
síntese do seu conteúdo.
VIII, 3, SÍNTESE DO ANTIGO TESTAMENTO.
VIII, 3, A, LIVROS DA LEI OU PENTATEUCO.
Pentateuco é o termo usado para os cinco primeiros livros da BÍBLIA
SAGRADA.
Esta divisão conta a história da criação de tudo o que há até a
chegada dos israelitas a Canaã e consta dos livros.
01, GÊNESIS.
02, ÊXODO.
03, LEVÍTICO.
04, NÚMEROS.
05, DEUTERONÔMIO.
VIII, 3, B, LIVROS HISTÓRICOS.
Esta divisão conta a história do povo israelita desde a conquista de
Canaã até a volta dos judeus do cativeiro babilônico e consta dos livros.
01, JOSUÉ.
02, JUÍZES.
03, RUTE.
04, 1ºSAMUEL.
05, 2ºSAMUEL.
06, 1ºREIS.
07, 2ºREIS.
08, 1ºCRÔNICAS.
09, 2ºCRÔNICAS.
10, ESTER.
11, ESDRAS.
12, NEEMIAS.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
VIII, 3, C, LIVROS POÉTICOS.
Consta dos livros poéticos de INSPIRAÇÃO DIVINA, quais sejam:
01, JÓ.
02, SALMOS.
03, PROVÉRBIOS.
04, ECLESIASTES.
05, CANTARES DE SALOMÃO.
06, LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS.
VIII, 3, D, LIVROS PROFÉTICOS, PROFETAS MAIORES.
Profetas maiores, por ser maior a extensão do seu ministério e, em
conseqüência, como é natural, uma maior extensão dos seus livros.
Consta do ministério dos profetas, que dão nome aos livros.
01, ISAÍAS.
02, JEREMIAS.
03, EZEQUIEL.
04, DANIEL.
VIII, 3, E, LIVROS PROFÉTICOS, PROFETAS MENORES.
Profetas menores, por ser menor a extensão do seu ministério e, em
conseqüência, como é natural, uma menor extensão dos seus livros.
Consta do ministério dos profetas, que dão nome aos livros.
01, OSÉIAS.

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02, JOEL.
03, AMÓS.
04, OBADIAS.
05, JONAS.
06, MIQUÉIAS.
07, NAUM.
08, HABACUQUE.
09, SOFONIAS.
10, AGEU.
11, ZACARIAS.
12, MALAQUIAS.
VIII, 4, SÍNTESE DO NOVO TESTAMENTO.
VIII, 4, A, EVANGELHO.
Não são quatro EVANGELHOS, é o EVANGELHO na ótica de quatro evangelistas.
O EVANGELHO narra a vida e os ensinamentos de JESUS CRISTO e consta
dos livros.
01, MATEUS.
02, MARCOS.
03, LUCAS.
04, JOÃO.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
VIII, 4, B, ATOS DOS APÓSTOLOS.
Narra a história da implantação e expansão da IGREJA PRIMITIVA e
consta apenas de um livro.
01, ATOS DOS APÓSTOLOS.
VIII, 4, C, CARTAS DE PAULO.
Cartas de Paulo, principalmente, de cunho doutrinário, consta dos livros.
01, ROMANOS.
02, 1ªAOS CORÍNTIOS.
03, 2ªAOS CORÍNTIOS.
04, GÁLATAS.
05, EFÉSIOS.
06, FILIPENSES.
07, COLOSSENSES.
08, 1ªTESSALONICENSES.
09, 2ªTESSALONICENSES.
10, 1ªTIMÓTEO.
11, 2ªTIMÓTEO.
12, TITO.
13, FILEMOM.
VIII, 4, D, CARTA DE AUTOR DESCONHECIDO.
Carta para os CRISTÃOS de origem hebraica, também, de cunho doutrinário e
consta apenas de um livro.
01, HEBREUS.
VIII, 4, E, CARTAS GERAIS.
Cartas para todo o cristianismo, principalmente, de cunho doutrinário
e consta dos livros.
01, TIAGO.
02, 1ªPEDRO.
03, 2ªPEDRO.
04, 1ªJOÃO.
05, 2ªJOÃO.
06, 3ªJOÃO.
07, JUDAS.
VIII, 4, F, APOCALIPSE.
Livro que trata, principalmente, dos acontecimentos finais, através de

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muitos símbolos de difícil compreensão e consta apenas de um livro.
01, APOCALIPSE.
Outras divisões, podem ser feitas, de acordo com a necessidade, ou a
vontade do estudioso, entretanto temos aqui um exemplo prático da
possibilidade de agrupar alguns livros da BÍBLIA SAGRADA, por
assuntos, temas, autores, etc.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
IX, OS DOIS TESTAMENTOS E AS ERAS RELACIONADAS COM JESUS CRISTO.
À primeira vista, quem olha a BÍBLIA SAGRADA, tem a impressão que o
ANTIGO TESTAMENTO começa com os relatos iniciais do livro de GÊNESIS e
termina com o livro do profeta MALAQUIAS, porém, essa não é a verdade.
O ANTIGO TESTAMENTO começou, no máximo com Abraão, Gál¨3:13-17
(17-18), e foi confirmado, ou ratificado, por DEUS, quando da entrega
da LEI por intermédio de Moisés, Gál¨3:17, ou, no mínimo, começou com
Moisés, Heb¨9:1-28¨(19-20).
Porém, de qualquer forma, o ANTIGO TESTAMENTO terminou com a morte de
JESUS CRISTO, Heb¨9:1-28¨(11-17).
Pode parecer confuso, quanto a Abraão, porém, ao sabermos que a
palavra testamento pode também ser considerada como aliança, a
confusão se desfaz.
Comparemos o que nos diz Jer¨31:31 com Heb¨8;8, 12:24.
Os livros do ANTIGO TESTAMENTO foram, totalmente, escritos dentro da
vigência do ANTIGO TESTAMENTO, aproximadamente entre os anos 1.500 e
400 ANTES DE CRISTO.
Da mesma forma, parece que o NOVO TESTAMENTO começa com os relatos
iniciais do EVANGELHO segundo MATEUS e termina com o livro de APOCALIPSE,
porém, não é assim.
O NOVO TESTAMENTO teve início com a morte de JESUS CRISTO, Heb¨9:1-28
(11-17) (para que um testamento entre em vigor é necessária a morte do
testador, Heb¨9:16-17) e só terminará, quando não houver mais seres
humanos para salvar, por isso, o NOVO TESTAMENTO ainda não terminou.
Os vinte e sete livros que fazem parte do NOVO TESTAMENTO foram,
totalmente, escritos dentro da vigência do NOVO TESTAMENTO, mais ou
menos entre os anos 45 e 96 DEPOIS DE CRISTO.
Um outro aspecto que pode ajudar, e muito, a confundir acerca dos
tempos do ANTIGO TESTAMENTO e do NOVO TESTAMENTO são as eras
relacionadas com o nascimento de JESUS CRISTO, quais sejam:
01, A ERA ANTES DE CRISTO.
02, A ERA DEPOIS DE CRISTO.
Estas duas, importantíssimas, eras da história humana têm sua linha
divisória com o nascimento de JESUS CRISTO.
Entretanto, é bom saber que há um erro de aproximadamente quatro a
sete (4 a 7) anos quanto ao nascimento de JESUS CRISTO, devido a um
erro de cálculo do calendário gregoriano, em vista disto, JESUS CRISTO
nasceu aproximadamente entre os anos quatro a sete (4¨a¨7) ANTES de
CRISTO (4¨a¨7 AC.).
O próximo esquema poderá nos elucidar acerca das eras e dos TESTAMENTOS.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
LINHA DAS LINHA DO LINHA DOS
ERAS TEMPO TESTASMENTOS
SEM TESTAMENTO.
ERA ANTES.
DE CRISTO.
AC.
ANTIGO TESTAMENTO
ERA.

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DEPOIS.
DE CRISTO.
DC, EC, ou AD.
NOVO
TESTAMENTO
LINHA DO TEMPO.
FIM¨? FIM¨? FIM¨?
DA CRIAÇÃO ATÉ
ABRAÃO.
INÍCIO DO
ANTIGO
TESTAMENTO.
CONFIRMAÇÃO
DO ANTIGO
TESTAMENTO SE
COM ABRAÃO.
HebÒ9:19-20.
MOISÉS.
LucÒ2:1-7.
NASCIMENTO DE
JESUS CRISTO.
FIM DA ERA
ANTES DE CRISTO
AC.
INÍCIO DA ERA
DEPOIS DE CRISTO.
DC. FIM DO
ANTIGO
TESTAMENTO.
AT.
COMO PODEMOS OBSERVAR, HÁ UM ESPAÇO DE TEMPO
ENTRE A MUDANÇA DAS ERAS RELACIONADAS COM JESUS
CRISTO E A MUDANÇA DOS TESTAMENTOS.
HebÒ9:11-17.
MORTE DE.
JESUS CRISTO.
NÃO HÁ COMO DETERMINAR O FINAL, TANTO DA ERA
CRISTÃ, QUANTO DO NOVO TESTAMENTO.
GálÒ3:17, SE
COM ABRAÃO, OU
HebÒ9:19-20, SE
COM MOISÉS.
INÍCIO DO
NOVO
TESTAMENTO.
NT.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
X, LIVROS APÓCRIFOS.
Apócrifo segundo o minidicionário Aurélio, significa:
01, Sem autenticidade, ou cuja autenticidade não se provou.
O conciso dicionário de teologia CRISTÃ diz acerca de apócrifo:
01, Livros que datam do período intertestamentário que, julgados pela
IGREJA como espúrios, não foram aceitos no cânon do ANTIGO TESTAMENTO.
Os livros apócrifos são um conjunto de sete livros que a igreja
católica, com a sua auto autoridade, decretou que fariam parte da
BÍBLIA, a partir do ano de 1.546, após o concílio de Trento.

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Os livros apócrifos foram incluídos, pela igreja católica, no ANTIGO
TESTAMENTO, das versões BÍBLICAS, editadas por ela.
Os livros apócrifos constam da relação abaixo.
01, TOBIAS.
02, JUDITE.
03, SABEDORIA DE SALOMÃO.
04, ECLESIÁSTICO.
05, BARUQUE.
06, 1ºMACABEUS.
07, 2ºMACABEUS.
XI, A BÍBLIA DESDE SUA ORIGEM ATÉ A ATUALIDADE.
A BÍBLIA, como a temos hoje, é uma grande benção para nossas vidas,
entretanto, para chegar ao ponto em que se encontra, houve muito
trabalho, tanto da parte de DEUS, como da parte de vários homens.
A BÍBLIA SAGRADA como nós a conhecemos é, na sua apresentação como
livro, uma conquista do ser humano, apoiada na tecnologia.
Porém, em seus originais, a BÍBLIA SAGRADA é muito diferente.
Os livros originais da BÍBLIA SAGRADA são totalmente manuscritos, ou
seja, escritos à mão.
Os livros originais do ANTIGO TESTAMENTO foram escritos, em sua quase
totalidade, na língua hebraica.
A totalidade do ANTIGO TESTAMENTO não é em hebraico porque há alguns
(pequenos) trechos escritos em língua aramaica.
Os livros originais do NOVO TESTAMENTO foram escritos na língua grega,
num estilo popular, chamado KOINÉ.
Atualmente, o que temos são traduções dos manuscritos originais, ou dos
mais próximos dos originais, das quais, por sua vez, há muitas versões, bem
como, correções e atualizações, sempre com a preocupação de transmitir o
significado mais consentâneo e próximo possível dos ESCRITOS originais.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
A primeira tradução do ANTIGO TESTAMENTO é chamada de
SEPTUAGINTA, ou dos SETENTA, a qual é identificada pelos
algarismos romanos LXX, recebe este nome em virtude de serem
setenta e dois os tradutores, os quais, eram judeus eruditos que
viviam na cidade de Alexandria no Egito, fizeram a tradução para
a língua grega, no ano 285 AC, para os judeus que não mais
conheciam a língua hebraica.
Outra tradução importante da BÍBLIA SAGRADA é a VULGATA LATINA;
tradução feita por Jerônimo, iniciada no ano 382 DC, num latim
popular, vulgar, por isso recebeu o nome de vulgata.
A tradução mais divulgada e conhecida entre os evangélicos no
Brasil é a de João Ferreira de Almeida, da qual, há muitas
versões.
XII, PANORAMA CRONOLÓGICO DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS BÍBLICOS
E DOS LIVROS DA BÍBLIA SAGRADA.
Ao olharmos a BÍBLIA SAGRADA, esta, à primeira vista, pode
parecer confusa.
Esta confusão se deve, em grande parte, principalmente, ao fato
dos livros BÍBLICOS não estarem colocados na ordem cronológica
dos fatos narrados.
Para que a confusão diminua necessitamos conhecer, algumas
verdades acerca da BÍBLIA SAGRADA.
01, A BÍBLIA SAGRADA trata da queda do ser humano (através do
pecado dos nossos ancestrais Adão e Eva), e da possibilidade
deste se erguer, pela soberania, poder e vontade de DEUS,
através de JESUS CRISTO, Rom¨5:20-21.

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02, JESUS CRISTO, o único pelo qual o ser humano pode erguer-se e ou
salvar-se eternamente, At¨4:12, é israelita (judeu), João¨4:9, e a
BÍBLIA SAGRADA conta a história do povo israelita (judeu), mais do
que a história de qualquer outro povo existente no mundo) com muita
riqueza de detalhes, porque, além de ser o berço de JESUS CRISTO é,
quase exclusivamente, o povo usado por DEUS, para ser o portador da
sua revelação.
03, A REVELAÇÃO DE DEUS é feita por intermédio de personagens
humanos, em tudo semelhantes a nós, os quais no transcurso da
história humana, foram escolhidos por DEUS, para essa nobre
tarefa, a exemplo dos profetas Jeremias, Jer¨1:4-10, e Amós,
Amós¨7:12-17¨(15).
04, Apesar das aparências, em contrário, há uma ordem lógica na
BÍBLIA SAGRADA.
Constatemos a lógica da narrativa da BÍBLIA SAGRADA, num simples
roteiro dos fatos mais marcantes nela narrados, acerca da humanidade.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
01, A criação, inclusive a criação do ser humano.
02, A queda do homem no pecado.
03, A arca de Noé.
05, A criação do povo israelita e sua escravidão no Egito.
06, A libertação do povo israelita do Egito e sua peregrinação pelo
deserto.
07, A chegada a Canaã (a Terra prometida) e sua conquista.
08, A implantação de um reinado em Israel.
09, A divisão de Israel em dois reinos (Reino do Norte [Israel], Reino
do Sul [Judá]).
10, A destruição do reino do Norte (Israel).
11, A deportação do reino do Sul (Judá) para a Babilônia (cativeiro
babilônico).
12, A volta dos judeus, do cativeiro babilônico, para Jerusalém;
reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém.
13, O período INTERBÍBLICO de aproximadamente 400 anos.
14, O nascimento, ministério, morte, ressurreição e ascensão de JESUS
CRISTO ao CÉU.
15, Os tempos apostólicos e a IGREJA primitiva.
16, A conclusão da BÍBLIA SAGRADA, com os livros do NOVO TESTAMENTO.
17, O fim, com a vitória total de DEUS sobre o mal e a ida dos SALVOS
POR JESUS CRISTO para o CÉU e dos incrédulos para o inferno.
Para facilitar ainda mais a nossa compreensão, temos a seguir um
panorama cronológico dos livros da BÍBLIA SAGRADA e dos fatos mais
importantes neles relatados.
LIVRO 01, GÊNESIS.
01, Pré-história.
02, O princípio.
03, A criação.
04, A criação do homem.
05, Adão e Eva no Éden.
06, Queda do homem no pecado.
07, O primeiro homicídio.
08, Noé e o dilúvio.
09, A torre de Babel e a confusão de línguas.
Para estes eventos históricos, não há como determinar, nem por
aproximação, datas históricas.
OS PATRIARCAS.
01, Nascimento de Abraão, Aproximadamente 2.160 AC.

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02, Nascimento de Isaque, Aproximadamente 2.060 AC.
03, Nascimento de Jacó, Aproximadamente 2.000 AC.
04, José é vendido para o Egito, Aproximadamente 1.889 AC.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
ISRAEL NO EGITO.
01, Migração de Jacó com toda a sua família para o Egito,
Aproximadamente 1.870 AC.
02, Escravização dos Israelitas no Egito, Aproximadamente 1.580 a 1.440
AC.
03, Nascimento de Moisés, Aproximadamente 1.520 AC.
LIVRO 02, ÊXODO.
LIVRO 03, LEVÍTICO.
LIVRO 04, NÚMEROS.
LIVRO 05, DEUTERONÔMIO.
01, Saída, rápida, dos Israelitas do Egito, entrega da Lei no monte Sinai
e peregrinação no deserto, durante quarenta anos, até sua chegada a
Canaã (A TERRA PROMETIDA), Aproximadamente, entre 1.440 a 1.400 AC.
LIVRO 06, JOSUÉ.
01, Início da conquista de Canaã sob o comando de Josué,
Aproximadamente, 1.400 AC.
LIVRO 07, JUÍZES.
LIVRO 08, RUTE.
01, Início do período dos Juízes, Aproximadamente 1.390 AC.
LIVRO 09, 1ºSAMUEL.
LIVRO 10, 2ºSAMUEL.
O REINO UNIDO DE ISRAEL.
01, Reinado de Saul, Aproximadamente 1.050 a 1.010 AC.
02, Reinado de Davi, Aproximadamente 1.010 a 970 AC.
A grande maioria dos SALMOS (LIVRO 11) foi escrita pelo rei Davi.
LIVRO 12, 1ºREIS.
LIVRO 13, 2ºREIS.
LIVRO 14, 1ºCRÔNICAS.
LIVRO 15, 2ºCRÔNICAS.
PERÍODO DO ANTIGO TESTAMENTO NO QUAL VIVERAM E MINISTRARAM OS
PRINCIPAIS PROFETAS DO POVO DE DEUS (POVO ISRAELITA).
970 a 931 AC, Reinado de Salomão, o qual, segundo consta escreveu os
próximos três livros.
LIVRO 16-PROVÉRBIOS,
LIVRO 17-ECLESIASTES,
LIVRO 18-CÂNTICO DOS CÂNTICOS.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
Após a morte Salomão, Israel se divide em dois reinos,
1ºReis¨12:20; 2ºCrô¨10:1-19¨(18-19).
COM A QUEDA DO REINO DO NORTE, ISRAEL FICOU REDUZIDO A JUDÁ.
931 a 913 AC.
913 a 911 AC.
911 a 870 AC.
870 a 848 AC.
848 a 841 AC.
841 AC.
841 a 835 AC.
835 a 796 AC.
796 a 781 AC.
796 a 781 AC.
740 a 736 AC.
736 a 716 AC.

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Roboão.
Abias.
Asa.
Josafá.
Jeorão.
Acazias.
Atália.
Joás.
Amazias.
Uzias.
(Azarias).
Jotão.
Acaz.
Jeroboão I.
Nadabe.
Baasa.
Elá.
Zinri.
Onri.
Acabe.
Jorão.
Jeú.
Jeoacaz.
Jeoás.
Jeroboão II.
Zacarias.
Salum.
Menaém.
Pecaías.
Peca.
Oséias.
931 a 910 AC.
910 a 909 AC.
909 a 886 AC.
886 a 885 AC.
885 AC.
885 a 874 AC.
874 a 853 AC.
852 a 841 AC.
841 a 814 AC.
814 a 798 AC.
798 a 783 AC.
783 a 743 AC.
743 AC.
743 AC.
743 a 738 AC.
738 a 737 AC.
737 a 732 AC.
732 a 723 AC.
DATAS. REIS. DATAS. REIS.
Obadias, Liv. 19.
Joel, Livro 20.
Isaías, Livro 22.
Miquéias, L, 25.
PROFETAS
Elias.

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Eliseu.
Jonas, Livro 21.
Amós, Livro 23.
Oséias, Liv 24.
PROFETAS
716 a 687 AC.
687 a 642 AC.
642 a 640 AC.
640 a 609 AC.
609 AC.
609 a 598 AC.
598 AC.
598 a 587 AC.
Ezequias.
Manassés.
Amom.
Josias.
Joacaz.
Jeoaquim.
Joaquim.
Zedequias.
LIVRO 26, JEREMIAS.
LIVRO 27, LAMENTAÇÕES DE
JEREMIAS.
LIVRO 28, NAUM.
LIVRO 29, SOFONIAS
LIVRO 30, HABACUQUE.
DATAS. REIS. LIVROS.
REINO DE JUDÁ (SUL). REINO DE ISRAEL (NORTE).
O REINO DE ISRAEL DIVIDIDO.
722 AC. Queda do reino do Norte. 2ºReis 17:6-24.
ÚLTIMOS ANOS DO REINO DE JUDÁ.
QUEDA DE JERUSALÉM E CATIVEIRO BABILÔNICO DOS JUDEUS.
2ºReis¨25:1-21; 2ºCrô¨36:15-21.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
O FIM Culminará com a vitória total de DEUS sobre o mal, a permanência
eterna dos crentes em JESUS CRISTO com DEUS e a permanência eterna dos
incrédulos no inferno, juntamente, com o diabo e seus anjos.
Os livros do NOVO TESTAMENTO não estão relacionados, em virtude do
pequeno espaço de tempo em que todos eles foram escritos (no máximo,
entre os anos 45 e 96 A D.).
QUEDA DE JERUSALÉM E CATIVEIRO BABILÔNICO DOS JUDEUS.
2ºReis¨25:1-21; 2ºCrô¨36:15-21.
DATAS. ACONTECIMENTOS. LIVROS.
586 AC.
539 AC.
538 AC.
520 AC.
Aproximadamente
400 AC.
Habitantes de Judá levados
cativos para a Babilônia.
Início do domínio
Medo-Persa.
Ordem de Ciro para a volta
dos judeus a Jerusalém,

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2ºCrôÒ36:22-23.
Reconstrução do templo de
Jerusalém.
Reconstrução dos muros de
Jerusalém.
Início do período
INTERBÍBLICO.
LIVRO 31, EZEQUIEL.
LIVRO 32, DANIEL.
LIVRO 33, ESTER.
LIVRO 34, JÓ.
LIVRO 35, ESDRAS.
LIVRO 36, NEEMIAS.
LIVRO 37, AGEU.
LIVRO 38, ZACARIAS.
LIVRO 39, MALAQUIAS.
DATAS. ACONTECIMENTOS.
PERÍODO INTERBÍBLICO.
PERÍODO INTERBÍBLICO.
Nascimento de JESUS CRISTO.
1º, Fim da era ANTES DE CRISTO.
2º, Início da ERA CRISTÃ.
1º, Morte de JESUS CRISTO.
2º, Fim do ANTIGO TESTAMENTO.
3º, Início do NOVO TESTAMENTO.
Encerramento do CÂNON DO NOVO
TESTAMENTO.
O FIM.
Quando acontecerá o final do
estado de coisas como nós as
conhecemos atualmente.
De aproximadamente 400 AC até o
nascimento de JESUS CRISTO.
Aproximadamente 4 a 7 AC.
Ano 1 DC.
Aproximadamente 27 DC.
Aproximadamente 100 DC.
Data incerta no futuro.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
As datas podem não ser a exata expressão da verdade, porém, para este
estudo, o presente mapa cumpre seus propósitos.
Vimos assim, ainda que de modo conciso, o panorama dos acontecimentos
mais marcantes da BÍBLIA SAGRADA.
Com este panorama em mente torna-se muito mais fácil compreender os
acontecimentos históricos narrados na BÍBLIA SAGRADA, ainda que os
livros não estejam colocados na ordem em que o fatos aconteceram.
XIII, QUADRO HISTÓRICO GERAL SIMPLIFICADO E DO MINISTÉRIO DOS
PROFETAS QUE TÊM LIVRO PRÓPRIO.
1ºPERÍODO.
LIVROS DA LEI OU PENTATEUCO, JOSUÉ, JUÍZES, RUTE, 1ºSAMUEL, 2ºSAMUEL,
1ºREIS até capítulo 12:20 e 2ºCRÔNICAS até capítulo 10:19.
Narra a história dos começos, até a divisão de Israel em dois reinos.
1o Reino do Sul (Judá), Rei Roboão.
2o Reino do Norte (Israel), Rei Jeroboão.
2º PERÍODO.
1ºREIS desde 12:21 até 2ºREIS¨17:23; 2ºCRÔNICAS desde 10:19, até

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2ºCRÔNICAS cap¨28 no reinado de Acaz rei de Judá, ainda que, neste
capítulo não haja referência ao reino do norte.
Narra a história dos Israelitas desde a sua divisão em dois reinos até
a destruição do Reino do norte (Israel), pela Assíria.
PROFETAS QUE TÊM LIVRO PRÓPRIO E QUE MINISTRARAM NESTE PERÍODO.
REINO DO SUL (JUDÁ). REINO DO NORTE (ISRAEL).
OBADIAS. OSÉIAS.
JOEL. AMÓS.
ISAÍAS. JONAS.
MIQUÉIAS.
3º PERÍODO.
2ºREIS desde o cap 18:1, até o cap 25, e 2ºCRÔNICAS desde o cap
28:27, até o cap 36.
Narra a história de Israel (Judá) desde a destruição do Reino do
norte, até o cativeiro babilônico do Reino do sul (Judá).
2ºREIS narra fatos do cativeiro.
2ºCRÔNICAS narra fatos do cativeiro até a ordem de Ciro para a volta
dos judeus a Jerusalém.
PROFETAS QUE TÊM LIVRO PRÓPRIO E QUE MINISTRARAM NESTE PERÍODO.
HABACUQUE.
SOFONIAS.
NAUM.
JEREMIAS.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
4º PERÍODO.
Narra acontecimentos durante o cativeiro babilônico do povo Judeu.
ESTER, Narra acontecimentos durante o cativeiro babilônico do povo
Judeu, porém, já no tempo do domínio do império medo persa.
PROFETAS QUE TÊM LIVRO PRÓPRIO E QUE MINISTRARAM NESTE PERÍODO.
EZEQUIEL.
DANIEL.
5º PERÍODO.
ESDRAS, NEEMIAS, Narram a história da volta dos judeus do
cativeiro babilônico.
PROFETAS QUE TÊM LIVRO PRÓPRIO E QUE MINISTRARAM NESTE PERÍODO.
AGEU.
ZACARIAS.
MALAQUIAS.
6º PERÍODO.
PERÍODO INTERBÍBLICO.
Neste período não há nenhum livro Bíblico escrito.
7º PERÍODO.
O NOVO TESTAMENTO.
No início deste período foram escritos todos os livros do NOVO TESTAMENTO.
XIV, UM POUCO SOBRE OS LIVROS DA BÍBLIA E SEUS AUTORES HUMANOS.
Este capítulo nos esclarece um pouco sobre alguns aspectos acerca dos
livros da BÍBLIA SAGRADA, bem como sobre os seus autores humanos.
Veremos os livros na seqüência em que estão colocados na BÍBLIA SAGRADA.
XIV, 1, LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 01, GÊNESIS.
O livro de Gênesis pertence aos Livros da Lei ou Pentateuco.
A autoria de Gênesis é atribuída a Moisés.
Gênesis é o livro da BÍBLIA que fala dos começos:
01, Criação do mundo e de tudo o que existe.
02, Criação do homem e seu primeiro pecado.
03, Promessa do SALVADOR.

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04, Criação do povo israelita.
Gênesis, não é um simples livro de textos a respeito da história
da humanidade; também, não é um livro científico, seus
ensinamentos são centralizados, diretamente, no plano de DEUS
acerca da redenção da humanidade.
Gênesis é um livro de princípios religiosos, ou de fé, assim sendo,
nele encontraremos, apenas, material referente a isto.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 02, ÊXODO.
Este livro pertence aos Livros da Lei ou Pentateuco.
A autoria de Êxodo é atribuída a Moisés.
A palavra Êxodo significa, saída, partida.
O livro de Êxodo trata da saída do povo israelita do Egito.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 03, LEVÍTICO.
Este livro pertence aos Livros da Lei ou Pentateuco.
A autoria de Levítico é atribuída a Moisés.
A raiz da palavra Levítico é Levi, a tribo israelita separada por DEUS
para o serviço religioso do tabernáculo e depois do templo.
Nem todos os levitas eram sacerdotes, porém, todos os sacerdotes
teriam que ser levitas.
Levítico é um livro que trata do ritual religioso, o qual constava,
principalmente, dos sacrifícios, mas também, dos demais ofícios dos
sacerdotes.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 04, NÚMEROS.
Este livro pertence aos Livros da Lei ou Pentateuco.
A autoria de Números é atribuída a Moisés.
O título do livro vem do fato do mesmo relatar dois censos, capítulos
1 e 26, os quais, já que são censos, tratam de números.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 05, DEUTERONÔMIO.
Este livro pertence aos Livros da Lei ou Pentateuco.
A autoria de Deuteronômio é atribuída a Moisés.
Seu nome deriva de uma interpretação errada dos tradutores da LXX,
estes pensaram que este livro se tratava de uma segunda LEI.
Deuteronômio é, isto sim, uma repetição da LEI encontrada nos livros
anteriores, porém, com uma visão mais abrangente da mesma.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 06, JOSUÉ.
Este é um livro histórico.
Seu autor é desconhecido, porém, alguns estudiosos atribuem a Samuel a
autoria deste livro.
O nome Josué significa “Yahweh é SALVADOR” ou “Salvação de Yahweh”, é
equivalente a JESUS.
O nome do livro deriva-se do líder inicial da conquista da Terra
prometida por DEUS a Israel.
Acredita-se que foi escrito no tempo dos reis de Israel.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 07, JUÍZES.
Este é um livro histórico que narra a história de Israel depois da
morte de Josué, até o ministério de Samuel.
Seu autor é desconhecido, porém, a exemplo de Josué, alguns estudiosos
atribuem a Samuel a autoria deste livro.
O livro é marcado pela desobediência do povo israelita a DEUS,
provindo daí o castigo.
Após o castigo havia arrependimento e clamor a DEUS, o qual, enviava
livramento, através de libertadores (juízes).
Em virtude deste fato, é um livro que narra altos e baixos do povo israelita.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 08, RUTE.

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Este é um livro histórico, cujo nome está ligado à figura central do
mesmo, a qual é Rute.
Seu autor é desconhecido e não há unanimidade quanto à data em
que foi escrito.
A história de Rute acontece no tempo dos juízes de Israel, a qual, era
uma moabita (gentia) que, em sua terra, casou com um israelita; ficou
viuva e veio para Israel com sua sogra, casou, novamente, com outro
israelita de nome Boaz.
Rute é bisavó do rei Davi.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 09, 1º SAMUEL.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 10, 2º SAMUEL.
Estes dois livros são históricos e narram a vida e o ministério de
Samuel e continua, além da sua morte, até a velhice do rei Davi.
O autor destes livros é desconhecido e é quase certo que foram
escritos um pouco depois da divisão de Israel em dois reinos.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 11, 1º REIS.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 12, 2º REIS.
Estes dois livros são históricos e narram a história de Israel desde o final
da vida de Davi até o cativeiro babilônico e a destruição de Jerusalém.
É quase certo que foram escritos durante o cativeiro babilônico, mas,
seu autor é desconhecido.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 13, 1º CRÔNICAS.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 14, 2º CRÔNICAS.
Estes dois livros são históricos e praticamente, paralelos a 1ºSamuel,
do capítulo oito em diante, 2ºSamuel, 1ºReis e 2ºReis.
Segundo os estudiosos foi escrito muito tempo depois de 1ºReis e
2ºReis, talvez, por volta de 300 AC.
Seu autor, também, é desconhecido.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 15, ESDRAS.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 16, NEEMIAS.
Estes dois livros são históricos e seus nomes devem-se aos principais
personagens neles narrados.
Os estudiosos crêem que foram escritos pelo mesmo autor de 1ºCRÔNICAS
e 2º CRÔNICAS, portanto, aproximadamente na mesma data.
É quase certo que Esdras e Neemias eram inicialmente um só livro.
Estes livros narram aspectos da história da volta dos judeus do
cativeiro babilônico.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 17, ESTER.
Este livro é histórico.
O nome do livro está ligado a Ester, uma judia casada com o rei
Assuero da Pérsia, a qual, com sua decisão heróica, livra o povo judeu
de um massacre premeditado por Amã.
Alguns estudiosos acham que Mardoqueu escreveu o livro, porém não há
unanimidade.
A data em que foi escrito, também, não é conhecida com exatidão.
É o único livro da BÍBLIA no qual não aparece o nome de DEUS, porém,
sem nenhuma dificuldade verificamos a sua, sempre, impressionante,
presença e ação.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 18, JÓ.
Jó é um livro poético.
Seu autor é desconhecido e quanto à época em que foi escrito há duas
correntes, a primeira afirma que foi escrito durante o reinado de
Salomão, a segunda durante ou após o exílio babilônico.
Seu nome vem do seu personagem principal, qual seja Jó e narra sua
história, a de um homem reto que é acusado por satanás de servir a

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DEUS por interesse.
DEUS dá certa liberdade a satanás para provar a idoneidade de Jó, o qual
passa por grandes sofrimentos, porém, ao final, sua dignidade é restituída.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 19, SALMOS.
O livro de Salmos é um livro poético.
Consta de hinário israelita (judeu), como na atualidade há os hinários
denominacionais.
Em hebraico é chamado de LOUVORES.
A septuaginta usa o termo MELODIAS.
O livro de Salmos tem vários autores, porém, Davi é seu maior autor,
com 73 Salmos.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 20, PROVÉRBIOS.
Provérbios é um livro poético.
A palavra provérbio é uma tradução da palavra hebraica “MASHAL”, que
significa, “SER COMO” e tem em primeiro lugar, o significado de comparação.
Porém, há neste livro várias passagens que não são provérbios, no
sentido estrito.
A autoria do livro parece estar dividida entre três autores, quais
sejam, Salomão, Agur e Lemuel.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 21, ECLESIASTES, OU PREGADOR.
Este é um livro poético.
Seu nome (não sabemos porquê, já que pertence ao ANTIGO TESTAMENTO) provém do
grego que significa uma pessoa que reúne a congregação, ou eclésia.
Sua autoria é, grandemente, atribuída a Salomão, porém, há estudiosos
que sugerem, não ter sido Salomão o autor de Eclesiastes.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 22, CÂNTICO DOS CÂNTICOS.
Este é um livro poético.
A autoria do livro é atribuída a Salomão, apesar de haver alguns
estudiosos contrários.
Há vários pontos de vista, quanto à natureza deste livro, dos quais,
três se destacam.
1o, PRIMEIRO PONTO DE VISTA ALEGÓRICO.
Segundo este ponto de vista (o mais antigo de todos), por volta do ano
90 AC, os rabinos judeus interpretavam o livro, como que descrevendo o
relacionamento entre DEUS e Israel, de forma figurativa.
2o, SEGUNDO PONTO DE VISTA ALEGÓRICO.
Os líderes da IGREJA primitiva, ensinavam que o livro é a descrição
do amor entre JESUS CRISTO e a IGREJA.
3o, O PONTO DE VISTA LITERAL.
A admissão de que o livro se refere literalmente ao amor humano
entre um homem e uma mulher.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 23, ISAÍAS.
Este livro pertence aos profetas maiores.
A autoria é atribuída a Isaías, porém, do capítulo 40 ao 66 há
discordância.
O nome Isaías significa “SALVAÇÃO DE YAHWEH”, ou “YAHWEH SALVA”.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
O livro de Isaías é considerado o maior dos livros proféticos do
ANTIGO TESTAMENTO.
É, também, considerado o profeta EVANGÉLICO.
Isaías exerceu seu ministério no reino do Sul (Judá).
O ministério de Isaías iniciou em 740 AC, e terminou, aproximadamente
em 700 AC.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 24, JEREMIAS.
Este livro pertence aos profetas maiores.

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Jeremias é o protagonista profético, porém, não é certo que Jeremias
escreveu o livro, é mais provável ter sido Baruque, seu amanuense
(escrevente), Jer¨36:4, 32.
Jeremias significa “YAHWEH AJUDA”.
Jeremias iniciou seu ministério em Judá, por volta de 626 AC, antes do
cativeiro babilônico e teve a duração de quarenta anos.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 25, LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS.
Este livro pertence aos livros poéticos.
É atribuído a Jeremias, entretanto, tal atribuição não é unânime.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 26, EZEQUIEL.
Este livro pertence aos profetas maiores.
A autoria de Ezequiel é atribuída ao próprio profeta.
Ezequiel significa “DEUS FORTALECERÁ”.
Ezequiel exerceu seu ministério profético na Babilônia para os judeus,
durante o cativeiro.
Seu ministério profético inicia em 592 antes de CRISTO, antes da queda
total de Jerusalém e termina em 570 antes de CRISTO, já no cativeiro
babilônico.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 27, DANIEL.
Este livro pertence aos profetas maiores.
A autoria de Daniel é atribuída ao próprio profeta.
Daniel significa “DEUS é meu juiz”.
Daniel exerceu seu ministério profético para os judeus, na Babilônia,
durante o cativeiro babilônico.
É um dos deportados de Judá para a Babilônia, onde exerceu seu
ministério profético por volta de 620 AC. e durou aproximadamente
cinqüenta anos.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 28, OSÉIAS.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Oséias é atribuída ao próprio profeta.
O nome Oséias significa “SALVAÇÃO” e é equivalente a Josué ou JESUS.
Oséias exerceu seu ministério profético no reino do Norte (Israel).
O ministério de Oséias aconteceu por volta de 730 AC.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 29, JOEL.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Joel é atribuída ao próprio profeta.
O nome Joel significa “YAHWEH É DEUS”.
Joel exerceu seu ministério profético no reino do Sul (Judá).
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 30, AMÓS.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Amós é atribuída ao próprio profeta.
O nome Amós significa “SUSTENTADO”.
Amós exerceu seu ministério profético no reino do Norte (Israel).
O ministério de Amós ocorreu por volta de 760 AC.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 31, OBADIAS.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Obadias é atribuída ao próprio profeta.
O nome Obadias significa “SERVO DE YAHWEH”, porém, acerca do profeta,
nada se sabe.
Obadias exerceu seu ministério profético no reino do Sul (Judá).
O livro foi escrito, provavelmente, entre 845 AC. e 586 AC.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 32, JONAS.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Jonas não é conhecida.
A data provável em que o livro foi escrito é por volta de 600 AC.

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Jonas exerceu seu ministério profético no reino do Norte (Israel).
Este livro mostra o grande amor de DEUS pela humanidade.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 33, MIQUÉIAS.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Miquéias é atribuída ao próprio profeta.
Miquéias significa “QUEM É COMO YAHWEH¨?”.
Miquéias exerceu seu ministério no reino do Sul (Judá).
Seu ministério profético ocorreu por volta de 710 AC.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 34, NAUM.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Naum é atribuída ao próprio profeta.
O nome Naum dá idéia de “CONSOLAÇÃO”.
Naum exerceu seu ministério em Judá.
O ministério de Naum ocorreu por volta de 620 AC.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 35, HABACUQUE.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Habacuque é atribuída ao próprio profeta.
O nome Habacuque vem de uma raiz que significa “AFETO, ou ABRAÇO”.
Habacuque exerceu seu ministério profético em Judá.
Seu ministério profético ocorreu por volta de 610 AC.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 36, SOFONIAS.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Sofonias é atribuída ao próprio profeta.
Sofonias significa “YAHWEH ESCONDE” ou “A QUEM YAHWEH ESCONDE”.
Sofonias exerceu seu ministério em Judá.
Sofonias profetizou durante o reinado de Josias, de 640 AC, até 609 AC.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 37, AGEU.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Ageu é atribuída ao próprio profeta.
Ageu significa “FESTIVO”.
Nada se sabe da vida de Ageu.
Ageu exerceu seu ministério em Judá.
Seu ministério profético aconteceu em 520 AC, logo após a volta dos
judeus para Jerusalém.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 38, ZACARIAS.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Zacarias é atribuída ao próprio profeta.
Seu nome em hebraico significa “FESTA, OU FESTIVAL”.
Pouco ou nada se sabe sobre Zacarias.
Zacarias exerceu seu ministério profético em Judá.
Zacarias iniciou seu ministério em 520 AC, e profetizou por vários anos.
ANTIGO TESTAMENTO, LIVRO 39, MALAQUIAS.
Este livro pertence aos profetas menores.
A autoria de Malaquias é atribuída ao próprio profeta.
Malaquias significa “MEU MENSAGEIRO (ANJO)”.
Nada se sabe da vida de Malaquias.
Malaquias exerceu seu ministério profético em Judá.
A data mais provável do ministério de Malaquias é entre 470 e 460 AC.
Como já frisamos, o ANTIGO TESTAMENTO termina sua vigência com a morte
de JESUS CRISTO, não com o último profeta.
XIV, 2, LIVROS DO NOVO TESTAMENTO.
Como já frisamos, o NOVO TESTAMENTO inicia sua vigência com a morte de JESUS
CRISTO, não com o seu nascimento, ou com o início do EVANGELHO segundo Mateus.
Os livros do NOVO TESTAMENTO foram escritos num espaço de tempo bem

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reduzido (no máximo, entre os anos 45 e 96 depois de JESUS CRISTO).
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 01, MATEUS.
Escrito entre os anos 60 e 70 DC.
Este livro pertence ao EVANGELHO.
A autoria do EVANGELHO segundo Mateus é atribuída a Mateus, o apóstolo.
Este livro foi escrito para CRISTÃOS judeus.
Mateus apresenta JESUS CRISTO como o REI e ou o MESSIAS prometido.
O reino dos céus é grandemente enfatizado em Mateus, exemplo Mateus
capítulo 13.
Mateus trata especialmente dos ensinos de JESUS CRISTO.
O propósito do EVANGELHO SEGUNDO MATEUS é apresentar a história do
nascimento, ministério, morte e ressurreição de JESUS CRISTO, para
provar aos judeus que JESUS CRISTO é o MESSIAS prometido.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 02, MARCOS.
Escrito entre os anos 50 e 55 DC.
Este livro pertence ao EVANGELHO.
A autoria do EVANGELHO segundo Marcos é atribuída ao próprio Marcos.
O EVANGELHO segundo Marcos foi o primeiro a ser escrito.
Marcos é o mais conciso dos quatro evangelistas, escreve em poucas
palavras, como um repórter.
Marcos apresenta JESUS CRISTO como servo de DEUS.
“O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para
dar a sua vida em resgate de muitos”, Mar¨10:45.
Marcos trata mais dos atos do que das palavras de JESUS CRISTO.
Foi escrito para CRISTÃOS gentios em geral e, particularmente, para os
romanos, para ajudá-los a compreenderem melhor a vida, obra, atos e
ensinos de JESUS CRISTO.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 03, LUCAS.
Escrito no Ano 60 DC.
Este livro pertence ao EVANGELHO.
A autoria do EVANGELHO segundo Lucas é atribuída ao próprio Lucas, que
era médico, e é quase certo que não pertencia ao povo judeu.
Lucas apresenta JESUS CRISTO como o FILHO DO HOMEM.
“O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”,
Luc¨19:10.
Lucas escreve como um historiador.
Este livro é endereçado a um CRISTÃO chamado Teófilo, o qual era
grego, dando a entender que Lucas tinha em mente, disseminar o
EVANGELHO entre os gregos.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 04, JOÃO.
Escrito aproximadamente no ano 90 DC.
Este livro pertence ao EVANGELHO.
A autoria do EVANGELHO segundo João é atribuída ao apóstolo João.
João apresenta JESUS CRISTO como o FILHO DE DEUS.
“Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o
Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”, João¨20:31.
O EVANGELHO de João foi escrito, particularmente, para os gregos.
João apresentou JESUS CRISTO, como a resposta aos problemas,
também, dos gregos.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 05, ATOS DOS APÓSTOLOS.
Escrito aproximadamente no ano 60 DC.
Atos dos apóstolos é de caráter histórico, narra a história dos
principais apóstolos que, sob o poder do ESPÍRITO SANTO, implantaram e
expandiram a IGREJA de JESUS CRISTO, no início do CRISTIANISMO.

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A autoria de Atos dos Apóstolos é atribuída a Lucas, o Evangelista.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 06, ROMANOS.
Escrito no ano 57 DC.
A carta de Paulo aos Romanos é uma carta de cunho doutrinário.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 07, 1ªCORÍNTIOS.
Escrito no ano 55 DC.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 08, 2ªCORÍNTIOS.
Escrito no ano 56 DC.
As duas cartas de Paulo aos Coríntios são, principalmente, de cunho
doutrinário.
Talvez, o maior problema dos crentes da IGREJA de Corinto fosse suas
divisões internas.
Há algumas evidências de que Paulo escreveu uma terceira carta aos
Coríntios, porém, se a escreveu, esta está perdida, ou então não foi
considerada canônica.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 09, GÁLATAS.
Escrito no ano 49 DC.
A carta de Paulo aos Gálatas é de cunho doutrinário.
A ênfase doutrinária é, principalmente, contra os judaizantes, os
quais ensinavam que se os CRISTÃOS gentios não fossem circuncidados e
não guardassem a LEI, não seriam salvos.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 10, EFÉSIOS.
Escrito no ano 61 DC.
A carta de Paulo aos Efésios é de cunho doutrinário.
Vários estudiosos afirmam que a carta aos Efésios não foi enviada
apenas para a IGREJA em Éfeso, mas, para um grupo de IGREJAS da Ásia.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 11, FILIPENSES.
Escrito no ano 62 DC.
A carta de Paulo aos Filipenses tem caráter pessoal, na qual,
demonstra a sua gratidão ao amor que lhe foi dispensado pela IGREJA,
mas também trata de assuntos doutrinários.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 12, COLOSSENSES.
Escrito no ano 61 DC.
A carta de Paulo aos Colossenses tem caráter doutrinário.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 13, 1ªTESSALONICENSES.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 14, 2ªTESSALONICENSES.
Estes dois livros foram escritos no ano 52 DC.
Estas cartas de Paulo aos Tessalonicenses são, principalmente, de
caráter doutrinário.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 15, 1ªTIMÓTEO.
Escrito no ano 64 DC.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 16, 2ªTIMÓTEO.
Escrito no ano 66 ou 67 DC.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 17, TITO.
Escrito no ano 64 DC.
Estas três cartas de Paulo (duas a Timóteo e uma a Tito) também são
chamadas de cartas pastorais de Paulo, já que são dirigidas a pastores.
Têm o objetivo de incentivá-los no seu ministério, o qual, inclui o
combate às heresias.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 18, FILEMON.
Escrito no ano 61 DC.
A carta de Paulo a Filemom é uma carta pessoal, instruindo-o a agir de forma
correta, e CRISTÃ, em relação a um de seus escravos que havia fugido.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 19, HEBREUS.
Escrito entre os anos 60 a 70 DC.

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Esta carta é de autoria desconhecida.
É uma carta enviada para crentes judeus, ou de origem judaica.
É uma carta extremamente doutrinária, principalmente, quanto à pessoa
de JESUS CRISTO.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 20, TIAGO.
Escrito no ano 45 ou 62 DC.
A carta de Tiago pertence ao grupo das cartas gerais.
A maioria dos estudiosos atribui a autoria desta carta a Tiago, meio
irmão de JESUS CRISTO.
O propósito desta carta é mostrar que a fé em JESUS CRISTO deve ser
aplicada a todas as experiências e relações dos CRISTÃOS.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 21, 1ªPEDRO.
Escrito no ano 63 ou 64 DC.).
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 22, 2ªPEDRO.
Escrito no ano 66 ou 67 DC.
A duas cartas de Pedro pertencem ao grupo das cartas gerais.
A primeira coloca a esperança do CRISTÃO acima de tudo.
A Segunda fala sobre falsos mestres na IGREJA e exorta os CRISTÃOS a
permanecerem na verdade mesmo que estivessem rodeados de mentira, erro
e infidelidade.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 23, 1ªJOÃO.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 24, 2ªJOÃO.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 25, 3ªJOÃO.
Estes três livros foram escritos aproximadamente no ano 90 DC.
As três cartas de João pertencem ao grupo das cartas gerais.
A autoria destas cartas é atribuída a João o apóstolo e Evangelista.
A primeira é essencialmente de cunho doutrinário.
As duas últimas cartas têm como ênfase o aconselhamento às IGREJA para
não receberem mestres heréticos.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 26, JUDAS.
Escrito aproximadamente no ano 66 DC.).
Esta carta pertence ao grupo das cartas gerais.
A autoria desta carta é atribuída a Judas, meio irmão de JESUS CRISTO.
Esta carta foi escrita para prevenir a IGREJA contra a perversão da
doutrina da GRAÇA.
Tal perversão levava a um baixo padrão moral, em todos os sentidos.
NOVO TESTAMENTO, LIVRO 27, APOCALIPSE.
Escrito aproximadamente no ano 96 DC.).
A autoria do Apocalipse ainda que, largamente, atribuída a João, o
autor do EVANGELHO segundo João e autor das três cartas de João, não é
unanimidade entre os eruditos.
O livro narra, principalmente, e por antecedência, a vitória, certíssima,
de DEUS, sobre todos os poderes do mal.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
XV, O MANUSEIO DA BÍBLIA SAGRADA.
A BÍBLIA SAGRADA há de ser bem manuseada para o bem de todas as
pessoas que a lêem e a estudam.
Em primeiro lugar, para que a BÍBLIA SAGRADA seja bem manuseada, é
necessário decorar os nomes e a ordem de todos os seus livros.
Quando todos os presentes num culto conhecem a ordem dos livros da
BÍBLIA SAGRADA, o culto flui com uma dinâmica bem rápida.
Caso contrário, a dinâmica do culto fica muito vagarosa, ou muitas
pessoas, que dele participam ficam sem acompanhar, em suas BÍBLIAS, a
leitura BÍBLICA que é realizada.
Outra necessidade do bom manuseio da BÍBLIA SAGRADA é para a leitura

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ou estudo de um livro, revista, folheto, etc., que verse sobre um
assunto BÍBLICO.
Praticamente toda a literatura que versa sobre um assunto BÍBLICO traz no
seu conteúdo, uma ou mais, referências BÍBLICAS, as quais, devem ser bem
entendidas, para a boa compreensão da leitura ou do estudo realizado.
Toda a referência BÍBLICA inicia com o nome do livro, geralmente, de
forma abreviada.
As referências aos livros da BÍBLIA SAGRADA não são usadas por todos
os escritores e autores da mesma forma, porém, todas elas indicam
claramente os livros a que se referem.
As referências usadas em nossos estudos são as que constam no capítulo
VIII, 1, A, e VIII, 1, B, deste estudo.
Damos a seguir dois exemplos de abreviaturas para livros BÍBLICOS.
EVANGELHO segundo Mateus, Mt; Mat.
Carta aos Hebreus, Hb; Heb.
Logo após a abreviatura do livro há um número, exemplos:
Mat¨5; Heb¨7.
O número colocado após a abreviatura do livro BÍBLICO, trata-se do
capítulo do livro referido.
Após o número do capítulo, alguns autores colocam um ponto, outros
colocam dois pontos.
Este ponto, ou dois pontos, separa o capítulo do (s) versículo (s) a
serem lidos, exemplos:
Mt¨5. ; Mat¨5: ; Hb¨10. ; Heb10:.
Desde que haja um ponto, ou dois pontos há, logo a seguir, um
número, exemplos:
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
Mat¨5:4; Heb¨10:7.
Esse número é referente ao versículo a ser lido.
Se a referência BÍBLICA termina aí, a passagem a ser lida é apenas, no
caso dos exemplos anteriores, Mateus capítulo 5 versículo 4, e Hebreus
capítulo 10 versículo¨7.
Porém, após este número, pode haver uma vírgula e outro número, exemplos:
Mat¨5:4, 7; Heb¨10:7, 10.
Esta vírgula significa que a passagem a ser lida é, no primeiro exemplo,
Mateus capítulo 5, o versículo 4 e o versículo 7; no segundo exemplo,
Hebreus capítulo 10, o versículo 7 e o versículo 10.
No lugar da vírgula pode haver um traço, exemplos:
Mat¨5:4-7; Heb¨10:7-10.
Este traço significa que a leitura BÍBLICA a ser feita é contínua, ou
seja, do versículo indicado em primeiro lugar, até o versículo
indicado em segundo lugar.
No primeiro exemplo, a leitura a ser feita é, Mateus capítulo 5 do
versículo 4 até o versículo 7; no segundo exemplo, Hebreus capítulo 10
do versículo 7 até o versículo 10.
Esta mesma orientação serve para leituras em vários capítulos da
BÍBLIA SAGRADA.
1O EXEMPLO.
Mat¨5:1, 7:13; Heb¨10:5, 12:3; estas indicações mostram que a leitura
deve ser feita em Mat¨5:1 e Mat¨7:13 e em Heb¨10:5 e Heb¨12:3.
Há autores que em lugar da vírgula, colocam ponto e vírgula, ex.
Mat¨5:1; 7:13; Heb¨10:5; 12:3.
Em nossos estudos usamos a vírgula para separar versículos e ou
capítulos do mesmo livro, já o ponto e vírgula, usamos para separar
livros diferentes.
2o EXEMPLO.

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Mat¨5:1-7:13; Heb¨10:5-12:3; no primeiro caso, a leitura deve ser
feita, continuadamente, desde Mat¨5:1 até Mat¨7:13; no segundo caso,
de Heb¨10:5 até Heb¨12:3.
Há ainda as referências combinadas tais como, 1ªCor¨8:6, 8-12;
João¨3:17-21, 32.
Neste caso as regras anteriores se sobrepõem.
Quando estas regras são seguidas, o leitor ou estudioso tem muito mais
possibilidades de alcançar o objetivo, ao ler ou estudar algum
material escrito acerca de um tema BÍBLICO.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
XVI, CUIDADOS A CONSIDERAR AO DECLARAR OU ANUNCIAR OS NOMES DE
ALGUNS LIVROS BÍBLICOS.
Infelizmente, há certa confusão, ao falar sobre alguns livros da
BÍBLIA SAGRADA.
Por exemplo, há quem se refira a 1ºReis, dizendo: Primeiro a Reis, ou
primeira a Reis.
O certo é, primeiro livro dos reis, primeiro de reis, ou primeiro reis.
Para exemplo, basta este livro.
Daremos agora uma lista dos livros que mais confundem a mente de
muitos irmãos, bem como a forma correta de referir-se aos mesmos.
1ºSamuel, Primeiro Samuel, ou primeiro livro de Samuel.
2ºSamuel, Segundo Samuel, ou segundo livro de Samuel.
1ºReis, Primeiro reis, ou primeiro livro de (ou dos) reis.
2ºReis, Segundo reis, ou segundo livro de (ou dos) reis.
1ºCrônicas, Primeiro crônicas, ou primeiro livro de (ou das) crônicas.
2ºCrônicas, Segundo crônicas, ou segundo livro de (ou das) crônicas.
Quanto ao livro de Salmos há, também, um erro muito cometido.
Quanto ao capítulo, o certo é dizer Salmo, não salmos, nem capítulo.
Exemplo: Sal¨20, Livro de Salmos, Salmo número vinte, ou apenas
Salmo vinte.
1ªTimóteo, Primeira a Timóteo, ou primeira carta (epístola) de
Paulo a Timóteo.
2ªTimóteo, Segunda a Timóteo, ou segunda carta (epístola) de
Paulo a Timóteo.
Tito, Tito, carta (epístola) a Tito, ou ainda, carta (epístola) de
Paulo a Tito.
Filemom, Filemom, carta (epístola) a Filemom, ou ainda, carta
(epístola) de Paulo a Filemom.
1ªPedro, Primeira de Pedro, ou primeira carta (epístola) de Pedro.
2ªPedro, Segunda de Pedro, ou segunda carta (epístola) de Pedro.
1ªJoão, Primeira de João, ou primeira carta (epístola) de João.
2ªJoão, Segunda de João, ou segunda carta (epístola) de João.
3ªJoão, Terceira de João, ou terceira carta (epístola) de João.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
CONCLUSÃO.
Temos assim, através deste breve estudo, uma visão panorâmica da
BÍBLIA SAGRADA.
O irmão que desejar e ou tiver condições, com toda a certeza,
encontrará muito mais material, acerca desta obra monumental, a qual,
tanto bem tem feito à humanidade e continuará fazendo, pois a PALAVRA
DE DEUS, INSPIRADA PELO ESPÍRITO SANTO, com certeza absoluta, é o
melhor guia para todo o ser humano que coloca em ação o seu bom senso
e se deixa guiar pela BÍBLIA SAGRADA.
Louvado seja DEUS, por este tão grande presente ao ser humano, qual
seja, a BÍBLIA SAGRADA, mantenedora da REVELAÇÃO DIVINA, sem a qual,
jamais poderíamos chegar ao conhecimento do nosso SENHOR E SALVADOR

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JESUS CRISTO, AUTOR E CONSUMADOR DA NOSSA FÉ, O QUAL, NOS DEU A
GLORIOSA E MARAVILHOSA SALVAÇÃO ETERNA.
VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA ..
BIBLIOGRAFIA.
01, BÍBLIA SAGRADA.Tradução, Almeida, João Ferreira de. Edição corrigida e revisada fiel ao texto
original. Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 1.994, 1.995, São Paulo, SP, Brasil.
02, A BÍBLIA E COMO CHEGOU ATÉ NÓS. Mein, John. JUERP, 7a Edição, Rio de Janeiro, RJ, Brasil,
1987.
03, CONCISO DICIONÁRIO DE TEOLOGIA CRISTÃ. Erickson, Millard J. JUERP, 1991, Rio de
Janeiro, RJ, Brasil.
04, DICIONÁRIO DA BÍBLIA. Davis, John D. JUERP, 7a Edição, 1980, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
05, DOUTRINAS.1. Novas Edições Líderes Evangélicos. 1a Edição, 1979, São Paulo, SP, Brasil.
06, EPÍSTOLAS GERAIS. Novas Edições Líderes Evangélicos. 2a edição, 1.980, São Paulo, SP, Brasil.
07, INTRODUÇÃO À BÍBLIA. Novas Edições Líderes Evangélicos. 4a Edição, 1.980, São Paulo, SP,
Brasil.
08, INTRODUÇÃO AO VELHO TESTAMENTO. Francisco, Clyde T. Tradução, Mesquita, Antônio
Neves. JUERP, 3a Edição, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1.985.
09, INTRODUÇÃO À VIDA DE CRISTO. Novas Edições Líderes Evangélicos. 5a Edição, São Paulo, SP,
Brasil, 1.983.
10, LIVROS PROFÉTICOS. Novas Edições Líderes Evangélicos. 2a edição, São Paulo, SP, Brasil.
11, MINIDICIONÁRIO AURÉLIO. Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Editora Nova Fronteira, 1a
Edição, 6a Impressão, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
12, O LIVRO DOS LIVROS. Hester, Huberto Inman. JUERP, 3a Edição, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1.983.
13, O NOVO COMENTÁRIO DA BÍBLIA. F. Davidson M. A, Professor. Editado em português por
Shedd, Russel P, Dr.
Edições Vida Nova, 1a Edição, Reimpressão 1.980, São Paulo, SP, Brasil.
14, QUEM É QUEM NA BÍBLIA SAGRADA. Gardner, Paul (editor). Traduzido por Ribeiro, José. Editora
Vida, 1.999, São Paulo, SP, Brasil.

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APOSTILA Nº. 41/300.000 MIL CURSOS GRATIS. BIBLIOLOGIA - Doutrina das
Escrituras

I. INTRODUÇÃO

A) Terminologia:
Bíblia - Derivado de biblion, “rolo” ou “livro” (Lc 4.17)
Escrituras - Termo usado no N.T. para, os livros sagrados do A.T., que eram
considerados inspirados por Deus (2Tm 3.16; Rm 3.2). Também é usado no N.T. com
referência a outras porções do N.T. (2Pe 3.16)
Palavra de Deus - Usada em relação a ambos os testamentos em sua forma escrita
(Mt 15.6; Jo 10.35; Hb 4.12)

B) Atitudes em Relação à Bíblia:


Racionalismo - a. Em sua forma extrema nega a possibilidade de qualquer revelação
sobrenatural. b. Em sua forma moderada admite a possibilidade de revelação divina,
mas essa revelação fica sujeita ao juízo final da razão humana.
Romanismo - A Bíblia é um produto da igreja; por isso a Bíblia não é a autoridade
única ou final.
Misticismo - A experiência pessoal tem a mesma autoridade da Bíblia.
Neo-ortodoxia - A Bíblia é uma testemunha falível da revelação de Deus na Palavra,
Cristo.
Seitas - A Bíblia e os escritos do líder ou fundador de cada uma possuem igual valor.
Ortodoxia - A Bíblia é a nossa única base de autoridade.

C) As Maravilhas da Bíblia:
1) Sua formação: levou cerca de 1500 anos.
2) Sua Unidade: Tem cerca de 40 autores, mas é um só livro.
3) Sua Preservação.
4) Seu Assunto.
5) Sua Influência.

II. REVELAÇÃO

A) Definição:
“Um desvendamentos; especialmente a comunicação da mensagem divina ao homem”

B) Meios de Revelação:
1) Pela Natureza (Rm 1.18-21; Sl 19)
2) Pela Providência (Rm 8.28; At 14.15-17)
3) Pela Preservação do Universo (Cl 1.17)
4) Através de Milagres (Jo 2.11)
5) Por Comunicação Direta (At 22.17-21)
6) Através de Cristo (Jo 1.14)
7) Através da Bíblia (1Jo 5.9-12)

III. INSPIRAÇÃO

A) Definição:

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Inspiração é a ação supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da Bíblia de
modo a, usando suas próprias personalidades e estilos, comporem e registrarem sem
erro as palavras de Sua revelação ao homem. A Inspiração se aplica apenas aos
manuscritos originais (chamados de autógrafos).

B) Teorias sobre a Inspiração:


1) Natural - não há qualquer elemento sobrenatural envolvido. A Bíblia foi escrita por
homens de grande talento.
2) Mística ou Iluminativa - Os autores bíblicos foram cheios do Espírito como
qualquer crente pode ser hoje.
3) Mecânica (ou teoria da ditação) - Os autores bíblicos foram apenas instrumentos
passivos nas mãos de Deus como máquinas de escrever com as quais Ele teria escrito.
Deve-se admitir que algumas partes da Bíblia foram ditadas (e.g., os Dez
mandamentos).
4) Parcial - Somente o não conhecível foi inspirado (e.g., criação, conceitos
espirituais)
5) Conceitual - Os conceitos, não as palavras, foram inspirados.
6) Gradual - Os autores bíblicos foram mais inspirados que outros autores humanos.
7) Neo-ortodoxa - Autores humanos só poderiam produzir uma registro falível.
8) Verbal e Plenária - Esta é a verdadeira doutrina e significa que cada palavra
(verbal) e todas as palavras (plenária) foram inspiradas no sentido da definição acima.
9) Inspiração Falível - Uma teoria, que vem ganhando popularidade, de que a Bíblia
é inspirada mas não isenta de erros.
C) Características da Inspiração Verbal e Plenária:
1) A verdadeira doutrina é válida apenas para os manuscritos originais.
2) Ela se estende às próprias palavras.
3) Vê Deus como o superintendente do processo, não ditando aos escritores, mas
guiando-os.
4) Inclui a inerrância.
D) Provas da Inspiração Verbal e Plenária:
1) 2Tm 3.16. Theopneustos, soprado por Deus. Afirma que Deus é o autor das
Escrituras e que estas são o produto de Seu sopro criador.
2) 2Pe 1.20,21. O “como” da inspiração - homens “movidos” (lit., “carregados”) pelo
Espírito Santo.
3) Ordens especificas para escrever a Palavra do Senhor (Ex 17.14; Jr 30.2).
4) O uso de citações (Mt 15.4; At 28.25).
5) O uso que Jesus fez do A.T. (Mt 5.17; Jo 10.35).
6) O N.T. afirma que outras partes do N.T. são Escrituras (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).
7) Os escritores estavam conscientes de estarem escrevendo a Palavra de Deus (1Co
2.13; 1Pe 1.11,12)
E) Provas de Inerrância:
1) A fidedignidade do caráter de Deus (Jo 17.3; Rm 3.4).
2) O ensino de Cristo (Mt 5.17; Jo 10.35).
3) Os argumentos baseados em uma palavra ou na forma de uma palavra (Gl 3.16,
“descendente”; Mt 22.31,32, “sou”).
IV. CANONICIDADE.
A) Considerações fundamentais:
1) A Bíblia é auto-autenticável e os concílios eclesiásticos só reconheceram (não
atribuíram) a autoridade inerente nos próprios livros.
2) Deus guiou os concílios de modo que o cânon fosse reconhecido.
B) Cânon do A.T.:
1) Alguns afirmam que todos os livros do cânon do A.T. foram reunidos e reconhecidos
sob a liderança de Esdras (quinto século a.C.).

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2) O N.T. se refere a A.T. como escritura (Mt 23.35; a expressão de Jesus equivaleria
dizer hoje “de Gênesis a Malaquias”; cf. Mt 21.42; 22.29).
3) O Sínodo de Jamnia (90 A.D.) Uma reunião de rabinos judeus que reconheceu os
livros do A.T.
C) Os princípios de Canonicidade dos Livros do N.T.:
1) Apostolicidade. O livro foi escrito ou influenciado por algum apóstolos?
2) Conteúdo. O seu caráter espiritual é suficiente?
3) Universalidade. Foi amplamente aceito pela igreja?
4) Inspiração. O livro oferecia prova interna de inspiração?
D) A Formação do Cânon do N.T.:
1) O período dos apóstolos. Eles reivindicaram autoridade para seus escritos (1Ts
5.27; Cl 4.16).
2) O período pós-apostólico. Todos os livros forma reconhecidos exceto Hebreus, 2
Pedro e 3 João.
3) O Concílio de Cartago, 397, reconheceu como canônicos os 27 livros do N.T.

V. ILUMINAÇÃO
A) Em Relação aos Não-Salvos:
1) Sua necessidade (1Co 2.14; 2Co 4.4)
2) O ministério do convencimento do Espírito ( Jo 16.7-11)
B) Em Relação ao Crente:
1) Sua necessidade (1C0 2.10-12; 3.2).
2) O ministério do ensino do Espírito (Jo 16.13-15)

VI. INTERPRETAÇÃO
A) Princípios de Interpretação:
1) Interpretar histórica e gramaticalmente.
2) Interpretar de acordo com os contextos imediatos e mais amplo.
3) Interpretar em harmonia com toda a Bíblia, comparando Escritura com Escritura.
B) Divisões Gerais da Bíblia:
1) A.T.
A- Livros históricos: de Gênesis a Ester.
B- Livros poéticos: de Jó a Cantares.
C- Livros proféticos: de Isaías a Malaquias.
2) N.T.
A- Evangelhos: Mateus a João.
B- História da Igreja: Atos.
C- Epístolas: de Romanos a Judas.
D- Profecia: Apocalipse.
C) Alianças Bíblicas:
Noética (Gn 8.20-22)
Abraâmica (Gn 12.1-3)
Mosaica (Ex 19.3 - 40.38)
Palestiniana (Dt 30)
Davídica (2Sm 7.5-17)
Nova Aliança (Jr 31.31-34; Mt 26.28)

APOSTILA Nº. 42/300.000 MIL CURSOS GRATIS.


MANUAL BÁSICO DE ESTUDOS BÍBLICOS ..

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INTRODUÇÃO. 04
I, QUALIDADES INDISPENSÁVEIS PARA O ESTUDIOSO DA BÍBLIA SAGRADA. 04
II, METAS A SEREM ALCANÇADAS ATRAVÉS DO ESTUDO BÍBLICO. 04
III, CUIDADOS INDISPENSÁVEIS PARA O ESTUDO BÍBLICO PROVEITOSO. 05
IV, A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS, PELAS SUAS QUALIDADES. 05
V, MATERIAIS ÚTEIS PARA UM PROVEITOSO ESTUDO DA BÍBLIA SAGRADA. 06
VI, O TEXTO. 07
VII, O CONTEXTO. 07
VII, 1, O CONTEXTO PRÓXIMO. 07
VII, 1, A, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS ANTERIORES. 07
VII, 1, B, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS POSTERIORES. 07
VII, 1, C, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS ANTERIORES E POSTERIORES. 07
VII, 1, C, a, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS DO CAPÍTULO ANTERIOR. 08
VII, 1, C, b, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS DO CAPÍTULO POSTERIOR. 08
VII, 2, O CONTEXTO REMOTO. 08
VIII, ALGUNS PRINCÍPIOS, OU REGRAS INDISPENSÁVEIS, PARA O ESTUDO
CORRETO DA BÍBLIA SAGRADA (INTERPRETAÇÃO BÍBLICA). 09
VIII, 1, PRIMEIRO PRINCÍPIO (REGRA) OU PRINCÍPIO (REGRA) FUNDAMENTAL. 10
VIII, 1, A, ENTENDENDO PALAVRAS ATRAVÉS DO CONTEXTO REMOTO. 11
VIII, 1, B, ENTENDENDO IDÉIAS ATRAVÉS DO CONTEXTO REMOTO. 11
VIII, 1, C, ENTENDENDO ENSINAMENTOS GERAIS ATRAVÉS DO CONTEXTO REMOTO. 12
VIII, 1, D, ENTENDENDO PASSAGENS SIMBÓLICAS OU ENIGMÁTICAS,
ATRAVÉS DE PASSAGENS DIDÁTICAS. 12
VIII, 2, SEGUNDO PRINCÍPIO (REGRA). 12
VIII, 3, TERCEIRO PRINCÍPIO (REGRA). 13
VIII, 4, QUARTO PRINCÍPIO (REGRA). 13
VIII, 4, A, AS PALAVRAS DEVEM RECEBER O VERDADEIRO SIGNIFICADO. 14
VIII, 4, A, a, SEMPRE QUE POSSÍVEL, TOMAR TODA E QUALQUER PALAVRA
DO TEXTO EM ESTUDO NO SEU SIGNIFICADO USUAL, NORMAL, OU COMUM. 14
VIII, 4, A, b, NÃO SENDO POSSÍVEL TOMAR A PALAVRA DO TEXTO NO SEU
SIGNIFICADO USUAL, NORMAL E COMUM, DAR-LHE O SENTIDO QUE A
FRASE E, OU, O CONTEXTO PRÓXIMO DETERMINA, INDICA OU PEDE. 14
VIII, 4, B, O VALOR CORRETO DA LINGUAGEM FIGURADA, OU SEJA, DAS FIGURAS DE
LINGUAGEM. 15
VIII, 4, B, a, METÁFORA. 15
VIII, 4, B, b, ALEGORIA. 16
VIII, 4, B, c, PARÁBOLA. 16
VIII, 4, B, d, SINÉDOQUE. 16
VIII, 4, B, e, FÁBULA. 17
VIII, 4, B, f, PROSOPOPÉIA. 17
VIII, 4, B, g, METONÍMIA. 17
VIII, 4, B, h, IRONIA. 18
VIII, 4, B, i, HIPÉRBOLE. 18
VIII, 4, B, j, ENIGMA. 18
IX, CUIDADOS, ASPECTOS E ARGUMENTOS IMPORTANTES A SEREM CONSIDERADOS
QUANDO DA REALIZAÇÃO DE UM ESTUDO BÍBLICO. 19
X, PRINCIPAIS TIPOS DE ESTUDO BÍBLICO E TAREFAS ESSENCIAIS
PARA O ESTUDO PROVEITOSO DA BÍBLIA SAGRADA. 20
X, 1, ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 20
X, 1, A, PRIMEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 20
X, 1, B, SEGUNDA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 21
X, 1, C, TERCEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 21
X, 1, D, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 21
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X, 1, D, a, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO, PRIMEIRO RECURSO. 21
X, 1, D, b, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO, SEGUNDO RECURSO. 22

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X, 1, D, c, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO, TERCEIRO RECURSO. 23
X, 1, D, d, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO, QUARTO RECURSO. 24
X, 1, E, QUINTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 24
X, 1, F, SEXTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 25
X, 1, G, SÉTIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 25
X, 1, H, OITAVA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 26
X, 1, I, NONA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 26
X, 1, J, DÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 27
X, 1, K, UNDÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 27
X, 1, K, TAREFA ADICIONAL DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO. 28
X, 2, ESTUDO DE UM TEMA. 28
X, 2, A, PRIMEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 28
X, 2, B, SEGUNDA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 28
X, 2, C, TERCEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 29
X, 2, D, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 29
X, 2, D, a, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA, PRIMEIRO RECURSO. 30
X, 2, D, b, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA, SEGUNDO RECURSO. 30
X, 2, D, c, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA, TERCEIRO RECURSO. 30
X, 2, D, d, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA, QUARTO RECURSO. 30
X, 2, E, QUINTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 30
X, 2, F, SEXTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 30
X, 2, G, SÉTIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 31
X, 2, H, OITAVA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 31
X, 2, I, NONA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 31
X, 2, J, DÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 32
X, 2, K, UNDÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA. 32
X, 2, K, TAREFA ADICIONAL. 33
X, 3, ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 33
X, 3, A, PRIMEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 33
X, 3, B, SEGUNDA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 33
X, 3, C, TERCEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 34
X, 3, D, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 34
X, 3, D, a, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA, PRIMEIRO RECURSO. 35
X, 3, D, b, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA, SEGUNDO RECURSO. 35
X, 3, D, c, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA, TERCEIRO RECURSO. 36
X, 3, D, d, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA, QUARTO RECURSO. 36
X, 3, E, QUINTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 36
X, 3, F, SEXTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 36
X, 3, G, SÉTIMA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 36
X, 3, H, OITAVA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 37
X, 3, I, NONA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 37
X, 3, J, DÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 37
X, 3, K, UNDÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA. 38
X, 3, K, TAREFA ADICIONAL. 39
XI, VARIEDADES DE ESTUDOS BÍBLICOS. 39
CONCLUSÃO. 39
BIBLIOGRAFIA. 40
MANUAL BÁSICO DE ESTUDOS BÍBLICOS ..
MANUAL BÁSICO DE ESTUDOS BÍBLICOS.
INTRODUÇÃO.
Nosso propósito quando do preparo deste estudo foi proporcionar aos
amados irmãos em CRISTO, a possibilidade de realizarem estudos sérios
da BÍBLIA SAGRADA, quer seja:
01, Para adquirir cultura BÍBLICA, através do aprofundamento no
conhecimento da BÍBLIA.
02, Para lecionar em classes da ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

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03, Para contestar alguma doutrina herética ou extra BÍBLICA.
04, Para EVANGELIZAR.
05, Para ministrar palestras.
06, Para preparar e pregar sermões, ou mensagens BÍBLICAS.
07, Para outras atividades que tenham o intuito de glorificar a DEUS.
Reconhecemos que, muito falta, para um completo e minucioso estudo
sobre o modo correto e completo de estudar a BÍBLIA SAGRADA, em
virtude disso, consideremos este trabalho, como básico.
Porém, cremos que, o material aqui encontrado tem subsídios suficientes
para que os estudiosos da BÍBLIA SAGRADA aproveitem, e muito, o ESTUDO
BÍBLICO particular, aplicando as lições aqui apresentadas.
I, QUALIDADES INDISPENSÁVEIS PARA O ESTUDIOSO DA BÍBLIA SAGRADA.
A BÍBLIA SAGRADA, A PALAVRA DE DEUS, não é uma literatura comum, por
isso, quem deseja estudá-la a fim de aproveitar ao máximo os
ensinamentos do seu conteúdo há de ter algumas características
indispensáveis, quais sejam:
01, Ser CRISTÃO autêntico, ou seja, LAVADO E REMIDO PELO SANGUE DE
JESUS CRISTO.
02, Ter um profundo amor e respeito a DEUS.
03, Depender inteiramente do ESPÍRITO SANTO.
04, Ser amante da VERDADE BÍBLICA.
05, Esforçar-se ao máximo para viver de acordo com a vontade de DEUS.
Quem se propuser a estudar a BÍBLIA SAGRADA sem, pelo menos, estas cinco
características, com certeza, não tirará da mesma, o tanto que ela tem a
oferecer, por isso, há muitas heresias e seitas cristãs heréticas.
II, METAS A SEREM ALCANÇADAS ATRAVÉS DO ESTUDO BÍBLICO.
Antes de iniciar o estudo deste manual é importante ler 2ªTim¨2:15,
“Procura apresentar-te a DEUS aprovado como obreiro que não tem de que
se envergonhar, que maneja bem a PALAVRA DA VERDADE”.
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Esta orientação de Paulo mostra que o estudo da BÍBLIA SAGRADA é feito
com esforço e tem a finalidade de deixar o CRISTÃO convicto da sua fé,
ainda que, diante de palavras de menosprezo dos contendores do
EVANGELHO, bem como, saber usar a PALAVRA DE DEUS com maestria.
O estudo BÍBLICO realizado com critério e dedicação faz com que quem a
estuda alcance algumas metas básicas, porém, extremamente importantes.
Vejamos algumas:
01, Descobrir em particular as verdades que a BÍBLIA diz e ensina,
sobre determinado assunto.
02, Aprender a jamais crer, pregar, ou explicar uma passagem BÍBLICA
fora de contexto.
03, Aprender a jamais fazer com que a BÍBLIA diga e ensine o que não
diz nem ensina.
04, Aprender a colocar as ênfases BÍBLICAS na posição, ou escala, correta.
05, Aprender a fazer o que DEUS deseja, não que ele faça o que nós queremos.
06, Aproveitar e praticar ao máximo o que a BÍBLIA diz e ensina.
07, Passar adiante, o que a BÍBLIA diz e ensina, quer seja:
07, A, Através de uma vida obediente à vontade de DEUS.
07, B, Através da pregação.
07, C, Através do ensino, propriamente dito.
III, CUIDADOS INDISPENSÁVEIS PARA O ESTUDO BÍBLICO PROVEITOSO.
Para que o estudo da BÍBLIA SAGRADA seja proveitoso ao máximo, este deve
ser levado muito a sério, já que, a BÍBLIA SAGRADA é coisa seríssima.
Por isso, há alguns cuidados indispensáveis, quais sejam:
01, O estudo BÍBLICO deve ser iniciado com oração.
02, O estudo BÍBLICO deve ser feito com muito amor a DEUS.

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03, O estudo BÍBLICO deve ser feito com a máxima submissão aos
ensinamentos de DEUS.
04, O estudo BÍBLICO deve ser feito com muito otimismo.
05, O estudo BÍBLICO deve ser feito com, muita, perseverança, para que
o estudioso tenha um constante crescimento espiritual.
IV, A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS, PELAS SUAS
QUALIDADES.
O estudo correto da BÍBLIA SAGRADA é extremamente importante para o
crente, visto que, a mesma possui ótimas qualidades, as quais, quando
aplicadas na vida do CRISTÃO, cooperam, e muito, para o seu
crescimento espiritual.
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Vejamos algumas qualidades, importantíssimas, da PALAVRA DE DEUS.
A BÍBLIA SAGRADA:
01, Ilumina, Sal¨119:105.
02, Alimenta, Mat¨4:4.
03, Chama para a comunhão de JESUS CRISTO, 1ªCor¨1:9.
03, A, Ensina, 2ªTim¨3:16.
03, B, Redargüi (repreende), idem.
03, C, Corrige, idem.
03, D, Instrui em justiça, idem.
03, E, Aperfeiçoa, 2ªTim¨3:17.
03, F, Torna o crente perfeitamente instruído para toda a boa obra, idem.
04, Proporciona crescimento espiritual, 1ªPed¨2:2.
Como vimos, nestes cinco itens, o estudo da BÍBLIA SAGRADA é
extremamente eficaz, desde que, levado a sério pelo estudioso da mesma.
V, MATERIAIS ÚTEIS PARA UM PROVEITOSO ESTUDO DA BÍBLIA SAGRADA.
Antes de passarmos aos aspectos essenciais para o estudo da BÍBLIA
SAGRADA, damos uma pequena lista de materiais importantes, os quais,
muito ajudarão ao estudioso das SAGRADAS ESCRITURAS.
01, Uma BÍBLIA de estudo, ou seja, com índice temático.
02, Uma chave (concordância) BÍBLICA.
03, Um dicionário da BÍBLIA.
04, Um comentário da BÍBLIA SAGRADA.
05, Um dicionário em vernáculo.
Estes materiais, são de extrema importância para o estudioso da BÍBLIA
SAGRADA, já que:
01, A BÍBLIA de estudo ajuda, pelo menos, no tocante ao estudo de
algum tema, bem como no estudo biográfico.
02, Uma boa chave BÍBLICA (concordância), idem, porém também ajuda na
localização de muitas passagens do contexto remoto.
03, O dicionário da BÍBLIA ajuda na elucidação de alguma palavra
usada, exclusiva, ou quase exclusivamente, na BÍBLIA SAGRADA.
04, O comentário da BÍBLIA SAGRADA pode ir mais além, porém, é
necessário um grande cuidado, visto que, não há unanimidade
doutrinária entre todos os comentaristas da BÍBLIA SAGRADA.
05, O dicionário em vernáculo (idioma do estudioso) ajudará a elucidar
o significado de alguma palavra desconhecida.
O estudioso da BÍBLIA SAGRADA que não possui, pelo menos, estes
materiais didáticos, terá suas dificuldades aumentadas e, porque não
dizer, multiplicadas, para tirar, da mesma, o que ela tem a ensinar.
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Daqui em diante entraremos no estudo BÍBLICO, propriamente dito.
VI, O TEXTO.

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Todo estudo BÍBLICO é feito, baseado, num texto da BÍBLIA SAGRADA.
O TEXTO É A PORÇÃO, ESPECÍFICA, DA BÍBLIA SAGRADA QUE ESTÁ SENDO, OU
SERÁ, ESTUDADA.
Exemplos:
Sal¨23; João¨14:6; Rom¨12:1-2.
VII, O CONTEXTO.
O CONTEXTO É O RESTANTE DA BÍBLIA SAGRADA QUE TEM AFINIDADE COM O
TEXTO EM ESTUDO.
O entendimento do texto em estudo, é, grandemente auxiliado pelo
contexto.
Quanto ao contexto, este, pode ser:
1, CONTEXTO PRÓXIMO.
2, CONTEXTO REMOTO.
VII, 1, O CONTEXTO PRÓXIMO.
Como o próprio nome indica, o contexto próximo é o texto que está próximo
ao texto escolhido para estudo, e que tem afinidade com o mesmo.
O contexto próximo é o complemento ou o texto que completa o assunto do
texto escolhido para estudo, principalmente, quando este é um versículo.
Assim sendo, o contexto próximo forma um todo ou um conjunto textual
inseparável no qual está inserido o texto escolhido para estudo.
O contexto próximo pode conter, em relação ao texto determinado para
estudo.
A, VERSÍCULOS ANTERIORES.
B, VERSÍCULOS POSTERIORES.
C, VERSÍCULOS ANTERIORES E POSTERIORES.
Exemplos:
VII, 1, A, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS ANTERIORES.
Texto, Mat¨1:25.
Contexto próximo, Mat¨1:18-25.
VII, 1, B, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS POSTERIORES.
Texto, Mat¨26:47.
Contexto próximo, Mat¨26:47-56.
VII, 1, C, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS ANTERIORES E POSTERIORES.
Texto, Luc¨18:16.
Contexto próximo, Luc¨18:15-17.
Às vezes o contexto próximo ultrapassa o capítulo do texto escolhido para
estudo, quer seja, para o capítulo anterior, ou o capítulo posterior.
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Exemplos:
VII, 1, C, a, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS DO CAPÍTULO ANTERIOR.
Texto, Mar¨9:1.
Contexto próximo, Mar¨8:34-9:1.
VII, 1, C, b, CONTEXTO PRÓXIMO COM VERSÍCULOS DO CAPÍTULO POSTERIOR.
Texto, 1ªJoão¨1:9.
Contexto próximo, 1ªJoão¨1:8-2:2.
Quando o contexto próximo é, corretamente, selecionado e adicionado ao
versículo escolhido para estudo, este versículo fica incluído no contexto.
Quando isto acontece, está formada uma unidade.
Esta unidade é um texto BÍBLICO que jamais se separará, não só até o
final do estudo, mas para sempre.
É bom sabermos que há versículos isolados, por não haver contexto
próximo, ou seja, não há versículo (s) anterior (es) ou posterior (es)
com afinidade com o versículo escolhido para estudo.
Porém, isso não significa que não haja contexto remoto.
Exemplos.

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01, Prov¨19:24.
02, Prov¨25:17.
VII, 2, O CONTEXTO REMOTO.
Como o próprio nome indica, o contexto remoto é composto por passagens
BÍBLICAS que estão distantes da passagem em estudo, porém, que têm
afinidade com a mesma.
Exemplos.
01, Texto, At¨2:39.
Contexto remoto, Joel¨2:28-32; João¨14:16-17, 15:26-27; At¨10:44-48,
11:15-18.
02, Texto, Luc¨18:15-17.
Contexto remoto, Mat¨19:13-15; Mar¨10:13-16.
03, Texto, Mat¨1:18-25.
Contexto remoto, Is¨7:14; Miq¨5:2; Luc¨2:1-7.
Nas BÍBLIAS, as referências laterais, centrais, ou de pé de página,
geralmente, apontam para passagens do contexto remoto da passagem BÍBLICA.
De uma forma bem abrangente, o contexto pode estar no capítulo da
passagem em estudo, capítulos adjacentes, livro, ANTIGO TESTAMENTO,
NOVO TESTAMENTO, EVANGELHO, cartas, pentateuco, livros históricos,
livros poéticos, livros proféticos, etc., ou seja, em toda a BÍBLIA
SAGRADA, a qual, para todos os efeitos, é o contexto geral e total de
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toda e qualquer passagem BÍBLICA.
Para um melhor entendimento da passagem BÍBLICA escolhida para estudo,
é bom que busquemos o contexto remoto, de todo o contexto próximo.
Exercícios:
Para aprimoramento do estudioso, todos os exercícios deste manual
devem ser realizados e anotados.
01, Separar dez textos BÍBLICOS (para facilitar, devem ser versículos).
02, Descobrir o contexto próximo, de cada um, dos dez textos BÍBLICOS.
03, Descobrir, pelo menos, uma passagem BÍBLICA, que faça parte do
contexto remoto, de cada um dos dez textos BÍBLICOS.
VIII, ALGUNS PRINCÍPIOS, OU REGRAS INDISPENSÁVEIS, PARA O ESTUDO
CORRETO DA BÍBLIA SAGRADA (INTERPRETAÇÃO BÍBLICA).
Na linguagem erudita, a interpretação BÍBLICA, denomina-se HERMENÊUTICA
(ciência da interpretação das Escrituras).
Quando as leis da hermenêutica, ou seja, da interpretação BÍBLICA, são
aplicadas por alguém, este, está praticando a EXEGESE (tirar o
verdadeiro significado para fora do texto).
Ao invés de interpretação BÍBLICA adotamos estudo BÍBLICO, para
entendimento da mesma, porque a interpretação pode trazer consigo
algo subjetivo, como o pensamento ou o desejo de quem interpreta a
BÍBLIA SAGRADA.
Quando há apenas a interpretação pessoal poderão acontecer
distorções BÍBLICAS, extremamente prejudiciais, as quais, podem
chegar a heresias.
Neste capítulo, alistamos vários princípios (regras) de suma
importância para o estudo correto da BÍBLIA SAGRADA, os quais, devem
ser seguidos para o bom entendimento da mesma.
1, PRIMEIRO PRINCÍPIO (REGRA), OU PRINCÍPIO (REGRA) FUNDAMENTAL.
A BÍBLIA SAGRADA EXPLICA A PRÓPRIA BÍBLIA SAGRADA.
A ESCRITURA SAGRADA EXPLICA A PRÓPRIA ESCRITURA SAGRADA.
A BÍBLIA SAGRADA OU A ESCRITURA SAGRADA SE EXPLICA POR SI PRÓPRIA.
2, SEGUNDO PRINCÍPIO (REGRA).
A BÍBLIA SAGRADA É UM TODO HARMÔNICO.

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3, TERCEIRO PRINCÍPIO (REGRA).
A BÍBLIA SAGRADA NÃO PODE SER MUDADA.
4, QUARTO PRINCÍPIO (REGRA).
DESCOBRIR NA BÍBLIA SAGRADA O QUE DEUS NOS REVELA E ENSINA; JAMAIS
FAZER COM QUE ELA DIGA O QUE NÓS DESEJAMOS.
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Analisemos cada princípio em separado.
VIII, 1, PRIMEIRO PRINCÍPIO (REGRA) OU PRINCÍPIO (REGRA) FUNDAMENTAL.
A BÍBLIA SAGRADA EXPLICA A PRÓPRIA BÍBLIA SAGRADA.
A ESCRITURA SAGRADA EXPLICA A PRÓPRIA ESCRITURA SAGRADA.
A BÍBLIA SAGRADA OU A ESCRITURA SAGRADA SE EXPLICA POR SI
PRÓPRIA.
Jamais saia esta regra fundamental da mente do estudioso da BÍBLIA SAGRADA.
Ao aplicar, corretamente, esta regra fundamental, o estudioso da BÍBLIA
SAGRADA está capacitado a não aceitar mentiras como verdades, tal qual
aconteceu com Eva no Paraíso que aceitou a mentira de satanás como verdade.
É verdade que Eva não tinha a BÍBLIA SAGRADA à sua disposição ou em
sua mão para compará-la com as declarações de satanás, porém, com
certeza, lembrava da ordem de DEUS.
Era apenas obedecê-la para ser bem-aventurada.
O mesmo se aplica a Adão.
Este princípio fundamental é aplicado:
01, Pela comparação.
02, Pela aceitação de acréscimos.
03, Pela aceitação de modificações.
04, Pela atenção dada a explicações, etc., advindas do contexto
próximo, ou remoto, constituindo-se este último, como já vimos, das
passagens paralelas.
Quando as passagens paralelas são consultadas, a BÍBLIA SAGRADA, está
explicando as coisas espirituais com ou pelas coisas espirituais,
1ªCor¨2:13.
Para aplicar corretamente este princípio fundamental, devemos
valorizar, sobremaneira, o que segue:
JAMAIS ESQUECER, NEM DEIXAR DE CONSIDERAR E CONSULTAR O CONTEXTO
PRÓXIMO, COMO TAMBÉM, AS PASSAGENS PARALELAS (O CONTEXTO REMOTO) DO
TEXTO EM ESTUDO, PARA O PERFEITO ENTENDIMENTO DO MESMO.
Esta prática nos ajuda a entender algumas passagens, um tanto quanto
obscuras, esclarecendo-as através de passagens mais claras, quer
sejam, do contexto próximo ou do contexto remoto, que versem sobre o
mesmo tema.
O contexto, principalmente o, remoto nos ajuda a entender.
A, PALAVRAS.
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B, IDÉIAS.
C, ENSINAMENTOS GERAIS.
VIII, 1, A, ENTENDENDO PALAVRAS ATRAVÉS DO CONTEXTO REMOTO.
Quanto às palavras, há a necessidade de descobrir o verdadeiro significado
das mesmas, principalmente, quando usadas por autores diferentes.
Tomemos, por exemplo, a palavra OBRAS, usada, ora por Paulo, ora
por Tiago.
A palavra OBRAS é, algumas vezes, usada por Paulo como sinônima de
oposição à FÉ, Rom¨3:27, 4:6-7, 11:6; Ef¨2:8-9.
A palavra OBRAS nas próximas passagens, é usada por Tiago como
sinônima de santidade e obediência a DEUS, produzidas pela fé em
JESUS CRISTO, Tiago¨2:14-26.

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Como vimos no exemplo anterior, conforme a passagem BÍBLICA, a palavra
OBRAS pode ter significado diferente.
Desta forma, há de haver o cuidado de conhecermos qual o verdadeiro
significado da palavra encontrada, para que entendamos, perfeitamente,
a passagem BÍBLICA em estudo.
Exercícios: Anote.
01, A palavra OVELHAS, de Mat¨10:6, tem o mesmo significado de Mat¨18:12¨?
02, Qual o significado da palavra OVELHAS, em Mat¨10:6 e em Mat¨18:12¨?
Voltaremos a este assunto, ao estudarmos o QUARTO PRINCÍPIO.
VIII, 1, B, ENTENDENDO IDÉIAS ATRAVÉS DO CONTEXTO REMOTO.
Muitas vezes é necessário recorrer às passagens paralelas, ou seja, ao
contexto remoto, para que seja explicada uma idéia, um tanto quanto
obscura, no texto em estudo.
Vejamos Mat¨16:18, quando JESUS fala: “Pois também eu te digo que tu
és Pedro, e sobre esta PEDRA edificarei a minha IGREJA, e as portas do
inferno não prevalecerão contra ela”.
Este texto, por ser obscuro e mal entendido, acerca da PEDRA, sobre a
qual a IGREJA seria edificada, abriu a brecha para uma instituição,
extremamente, herética no cristianismo.
Podemos, sem nenhuma dificuldade, verificar nas próximas
passagens paralelas quem é a PEDRA fundamental da IGREJA,
Is¨28:16; Mat¨21:42-44; Mar¨12:10-11; Luc¨20:17-18; At¨4:10-12;
1ªCor¨3:10-11; Ef¨2:20-22; 1ªPed¨2:3-8.
Exercício: Anote.
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Pilatos, lavou as mãos, quando do julgamento de JESUS CRISTO, Mat¨27:24.
Entender em Deut¨21:1-9 (contexto remoto), porque Pilatos lavou as mãos.
VIII, 1, C, ENTENDENDO ENSINAMENTOS GERAIS ATRAVÉS DO CONTEXTO REMOTO.
Há, alguns, casos em que uma passagem BÍBLICA parece uma verdade
incontestável, desde que, não seja dada, a devida, importância ao
contexto remoto da passagem em foco.
Exemplo:
Rom¨3:28, “Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as
obras da lei”.
Quanto à justificação, está corretíssimo.
Porém, se tomarmos este versículo como uma verdade acabada, sem
levarmos em consideração o contexto remoto sobre as OBRAS, estaremos
criando uma enorme HERESIA.
Será HERESIA porque, a BÍBLIA SAGRADA, no seu todo, orienta o povo de
DEUS a viver uma vida santa, a qual, inclui a prática de boas obras
para o bem do crente, do próximo, da IGREJA, bem como, para honra e
glória de DEUS.
Exercício: Anote.
Em João¨3:16, JESUS CRISTO fala de VIDA ETERNA (ensinamento geral).
Entender a VIDA ETERNA da qual JESUS CRISTO falou em João¨3:16, com
os subsídios de João¨3:17-18 (contexto próximo) e com João¨1:12, 5:24,
6:37-40, 10:27-30, Rom¨8:1-2; Ef¨2:8-10 (contexto remoto).
VIII, 1, D, ENTENDENDO PASSAGENS SIMBÓLICAS OU ENIGMÁTICAS,
ATRAVÉS DE PASSAGENS DIDÁTICAS.
Há muitas passagens BÍBLICAS, que são extremamente simbólicas, ou
enigmáticas, as quais, geralmente, são elucidadas por outras (do
contexto, geralmente remoto) a que chamamos de didáticas, já que têm a
capacidade de elucidar as passagens simbólicas.
As parábolas enigmáticas encaixam-se neste princípio, porém há muitos
outros casos.

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Vejamos a seguir um exemplo, de passagem didática, que não uma parábola:
Mat¨11:1-19¨(7-14), esta passagem é didática e explica Mal¨3:1.
Exercício: Anote.
Mar¨7:5-13 é passagem didática de que passagem de Is¨29¨?
VIII, 2, SEGUNDO PRINCÍPIO (REGRA).
A BÍBLIA É UM TODO HARMÔNICO.
Porque a BÍBLIA SAGRADA é um todo harmônico, nela, jamais
encontraremos contradições, 2ªPed¨3:15-16.
Se algum estudioso encontra uma, aparente, contradição na BÍBLIA SAGRADA,
esta aparente, contradição, se deve ao fato de não a estudar como um todo,
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não ter o correto conhecimento de alguma palavra, algum fato descrito,
alguma localização geográfica, alguma pessoa, algum ensinamento, etc.
Ao encontrar o real significado da aparente contradição, esta desaparece.
Exemplo:
At¨12:1-2 diz que Tiago morreu; mas em At¨12:17, Pedro manda avisar a
Tiago o que lhe acontecera.
A aparente contradição desaparece, ao descobrirmos que são pessoas
distintas.
Entretanto, no que concerne às doutrinas básicas do cristianismo, tais
como a SALVAÇÃO ETERNA, o ESPÍRITO SANTO, o diabo, etc., as mesmas,
são tão claras e cristalinas, que só as pessoas mal informadas e, ou,
mal intencionadas, as entendem e, ou, as ensinam de forma distorcida.
Exercício: Anote.
Explicar a harmonia existente entre Mat¨20:29-34; Mar¨10:46-52 e
Luc¨18:35-43.
VIII, 3, TERCEIRO PRINCÍPIO (REGRA).
A MENSAGEM DA BÍBLIA SAGRADA NÃO PODE SER MUDADA.
A alteração da BÍBLIA SAGRADA pode, infelizmente, acontecer, quando o
seu conteúdo original é alterado por alguma pessoa.
O conteúdo da BÍBLIA SAGRADA pode ser mudado quando, ao ser feita uma
tradução, ou versão da mesma, se lhe mude o significado da mensagem
transmitida nas línguas originais.
Como é natural e esperado, o número de palavras pode mudar, quando uma
tradução é feita, porém o sentido da tradução há de estar em
consonância com o sentido das línguas originais.
Este princípio é mais aplicado a tradutores e editores das versões da
BÍBLIA SAGRADA, entretanto, nós também podemos cair nesta armadilha,
desde que usemos um determinado texto em nosso benefício, sem darmos a
menor atenção ao seu verdadeiro significado.
Exercício: Anote.
Explicar este princípio à luz de Deut¨4:2 e Apoc¨22:18-19.
VIII, 4, QUARTO PRINCÍPIO (REGRA).
DESCOBRIR NA BÍBLIA SAGRADA O QUE DEUS NOS REVELA E ENSINA,
JAMAIS FAZER COM QUE ELA DIGA O QUE NÓS DESEJAMOS.
Se este princípio não for obedecido, o estudioso da BÍBLIA SAGRADA corre o
risco de fazer uma interpretação errada, fato, já mencionado neste estudo.
Já que a BÍBLIA SAGRADA é um todo harmônico, não cabe a ninguém o
direito de extrair da mesma, apenas o que lhe interessa, ou o que o
apoia, e deixar de lado o que não lhe interessa, o que não o apoia ou o
que o repreende, visto que, se proceder desta forma, estará usando a
BÍBLIA SAGRADA para o seu próprio benefício, não para a GLÓRIA DE DEUS.
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Quem estuda corretamente a BÍBLIA, obedece o que DEUS diz em Deut¨4:2

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e Apoc¨22:18-19, jamais fará o que os indoutos e inconstantes,
lembrados em 2ªPed¨3:15-16 faziam e, infelizmente, ainda fazem.
Para que este princípio seja aplicado corretamente há de ser altamente
considerado o que segue:
A, AS PALAVRAS DEVEM RECEBER O VERDADEIRO SIGNIFICADO.
B, AS FIGURAS DE LINGUAGEM DEVEM SER VALORIZADAS CORRETAMENTE.
Vejamos cada item em particular:
VIII, 4, A, AS PALAVRAS DEVEM RECEBER O VERDADEIRO SIGNIFICADO.
Para que as palavras recebam o verdadeiro significado há a necessidade
de colocarmos em prática os itens que se seguem.
VIII, 4, A, a, SEMPRE QUE POSSÍVEL, TOMAR TODA E QUALQUER PALAVRA DO
TEXTO EM ESTUDO NO SEU SIGNIFICADO USUAL, NORMAL, OU COMUM.
Exemplo:
Casa, Luc¨15:8.
Nesta passagem, a palavra casa, não pode ser tomada em outro sentido
que não o normal, usual e comum, ou seja, uma construção residencial.
VIII, 4, A, b, NÃO SENDO POSSÍVEL TOMAR A PALAVRA DO TEXTO NO SEU
SIGNIFICADO USUAL, NORMAL E COMUM, DAR-LHE O SENTIDO QUE A FRASE E,
OU, O CONTEXTO PRÓXIMO DETERMINA, INDICA OU PEDE.
Exemplo:
Casa, Josué¨24:15.
Nesta passagem, a palavra casa jamais poderá referir-se a residência,
porém, aos familiares de Josué.
Portanto, gravemos na mente.
Se uma palavra não poder ser usada no sentido usual, normal ou comum,
devemos dar-lhe o significado que a frase ou o contexto próximo pede.
Exercícios: Anote.
01, Is¨40:6, A palavra carne, pode ser tomada no seu significado usual
normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
02, Is¨56:10, 11, A palavra cães, pode ser tomada no seu significado
usual normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
03, Amós¨8:11, A palavra fome, pode ser tomada no seu significado usual
normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
04, Mat¨5:6, A palavra fome, pode ser tomada no seu significado usual
normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
05, Mat¨8:20, A palavra raposas, pode ser tomada no seu significado usual
normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
06, Mat¨21:18, A palavra fome, pode ser tomada no seu significado usual
normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
07, Luc¨13:32, A palavra raposa, pode ser tomada no seu significado usual
normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
08, João¨15:1, A palavra videira, pode ser tomada no seu significado
usual normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
09, 1ªCor¨15:50, A palavra carne, pode ser tomada no seu significado
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usual normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
10, Ef¨3:1, A palavra prisioneiro, pode ser tomada no seu significado
usual normal e comum, sim ou não¨? Qual o seu verdadeiro significado¨?
Todos estes exercícios provam que, não podendo usar as palavras no
sentido usual, normal e comum, devemos dar-lhes o verdadeiro
significado, ou seja, o sentido que a frase e, ou, o contexto próximo,
determina, indica ou pede.
Para a boa aplicação do 4o PRINCÍPIO, é necessário ter um bom conhecimento
da linguagem figurada, que é, também, muito usada na BÍBLIA SAGRADA.
VIII, 4, B, O VALOR CORRETO DA LINGUAGEM FIGURADA, OU SEJA, DAS

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FIGURAS DE LINGUAGEM.
As figuras de linguagem são usadas, quando as palavras, frases ou
histórias, têm significado diferente do seu sentido usual, normal ou comum.
As figuras de linguagem são muito usadas na BÍBLIA, tendo em vista,
facilitar o entendimento, e despertar o interesse.
Às vezes serve para confundir, não, propriamente, os estudiosos
atuais, mas, principalmente, as pessoas que ouviam e, ou, conversavam
com os personagens BÍBLICOS.
Para os estudiosos atuais da BÍBLIA SAGRADA, as figuras de linguagem,
podem constituir-se, até, numa dificuldade, pois estão, um tanto
quanto, distantes, quanto ao tempo, ao espaço, à cultura, etc., da
execução desta obra monumental, a BÍBLIA SAGRADA.
Por isso, o estudioso deve dar-se ao trabalho de estudar, as figuras
de linguagem, a fim de tirar a verdade mais pura e completa possível,
do estudo da BÍBLIA SAGRADA.
É bom saber que, as figuras de linguagem são também usadas na
linguagem e literatura normal de qualquer idioma, inclusive na língua
portuguesa (a gíria é um exemplo).
Assim, as figuras de linguagem, ainda que não nos apercebamos, fazem
parte da nossa vida diária.
As figuras de linguagem são muitas, porém, alistamos a seguir, as
figuras de linguagem mais comuns:
a, METÁFORA.
b, ALEGORIA.
c, PARÁBOLA.
d, SINÉDOQUE.
e, FÁBULA.
f, PROSOPOPÉIA.
g, METONÍMIA.
h, IRONIA.
i, HIPÉRBOLE.
j, ENIGMA.
Vejamos cada uma das figuras de linguagem, em particular.
VIII, 4, B, a, METÁFORA.
Figura de linguagem na qual uma ou mais palavras, substitui, como que
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numa comparação, a palavra correta.
A metáfora, geralmente, atribui ao objeto ou pessoa a que é aplicada,
alguma característica que se assemelha à palavra ou frase usada.
Exemplos:
01, Mat¨5:13; SAL DA TERRA.
02, Mat¨5:14; LUZ DO MUNDO.
03, Luc¨13:32; RAPOSA.
04, João¨14:6; CAMINHO, VERDADE E VIDA.
05, João¨15:1; VIDEIRA E LAVRADOR.
06, 1ªCor¨12:27; CORPO DE CRISTO.
Exercício: Anote.
Descobrir quantas e quais as metáforas em Mat¨9:35-38.
VIII, 4, B, b, ALEGORIA.
Figura de linguagem que ensina uma verdade de forma figurada, porém,
usando um conjunto de metáforas.
A metáfora pura geralmente expressa uma qualidade, a alegoria vai mais
além, esta, geralmente, expressa um pensamento, ensinamento ou lição.
Exemplos:
01, João¨6:50-65; comer a carne e beber o sangue de JESUS, CRER EM JESUS.

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02, João¨10:13; o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem
cuidado das ovelhas, O FALSO PASTOR não cuida do rebanho.
03, João¨15:1-6; a necessidade e a importância de ESTAR UNIDO, PELA FÉ, A
JESUS CRISTO.
Exercício: Anote.
Descobrir quantas e quais as alegorias em João¨4:1-30, anotar a
passagem de cada uma.
VIII, 4, B, c, PARÁBOLA.
É uma figura de linguagem que usa uma narrativa histórica, verídica ou
não, para ensinar verdades morais e espirituais.
Exemplos:
01, Mat¨13:3-9; a parábola do semeador.
01, A, Mat¨13:18-23 explica a parábola.
02, Luc¨15:8-9; a parábola da dracma perdida.
02, A, Luc¨15:10 explica a parábola.
Exercício: Anote.
Descobrir quantas e quais as parábolas em Luc¨14:1-35, anotar a
passagem de cada uma.
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VIII, 4, B, d, SINÉDOQUE.
Figura de linguagem que toma uma parte de algo pelo todo, o todo por
uma parte, ou uma parte de um todo por outra parte do todo.
Exemplo: UMA PARTE PELO TODO.
2ºReis¨15:29; O exército da Assíria tomou, não TIGLATE-PILESER.
Exemplo: O TODO POR UMA PARTE.
Josué¨7:1-11; Quem pecou, Vs-11, não foi todo o Israel, APENAS
ACÃ PECOU.
Exemplo: UMA PARTE DO TODO POR OUTRA PARTE DO TODO.
Luc¨22:20; Na verdade, não é o cálice que representa o SANGUE, mas o
conteúdo do cálice (O VINHO).
Exercício: Anote.
Descobrir quantas e quais as sinédoques em At¨2:14-36, anotar a
passagem de cada uma.
VIII, 4, B, e, FÁBULA.
É usada fazendo-se uma narração alegórica, cujos personagens, podem
ser coisas ou animais, a fim de transmitir lição moral.
Exemplos:
01, Juí¨9:8-15; árvores ELEGENDO UM REI ENTRE SI.
02, 2ºReis¨14:9; o cardo ENVIA UMA MENSAGEM AO CEDRO.
Exercício: Anote.
Descobrir quantas e quais as fábulas em Is¨14:1-32, anotar a passagem
de cada uma.
VIII, 4, B, f, PROSOPOPÉIA.
Figura de linguagem, usada, quando é dada personalidade a coisas
inanimadas, ou a princípios abstratos, atribuindo-lhes ações, como se
fossem pessoas de verdade.
Exemplos:
01, Sal¨85:10-11; Quando é que a misericórdia e a verdade SE
ENCONTRAM¨?
Quando é que a justiça e a paz SE BEIJAM¨?
Quando é que a verdade BROTARÁ DA TERRA, ou a justiça OLHARÁ DOS CÉUS¨?
02, Is¨55:12; Quando é que os montes e os outeiros ROMPERÃO EM
CÂNTICO, e quando é que as árvores BATEM PALMAS¨?
Exercício: Anote.
Descobrir quantas e quais as prosopopéias em Is¨14:1-32, anotar a

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passagem de cada uma.
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VIII, 4, B, g, METONÍMIA.
Figura de linguagem usada para dar idéia de relacionamento, porém, tal
relacionamento, não é claramente delineado através do emprego da mesma.
Exemplo:
Luc¨16:29; JESUS CRISTO, referiu-se a Moisés, relacionando-o com A LEI.
Quanto aos profetas, relacionou-os, com suas PROFECIAS.
Exercício: Anote.
Descobrir quais e quantas metonímias há em Mat¨16:1-11, anotar a
passagem de cada uma.
VIII, 4, B, h, IRONIA.
Usada quando algo é dito, geralmente, em tom de pilhéria, porém, na
realidade, quem fala, tem em mente, dizer algo bem sério.
Exemplos:
01, 1ºReis¨18:27; Elias ironiza com os profetas, a respeito de BAAL.
02, 2ºCrô¨18:1-34¨(14 b); Micaías está ironizando, o que quer dizer, É
JUSTAMENTE O CONTRÁRIO.
Exercício: Anote.
Descobrir quantas e quais as ironias em Luc¨13:1-35, anotar a passagem
de cada uma.
VIII, 4, B, i, HIPÉRBOLE.
É usada aumentando ou diminuindo, demasiadamente, alguma coisa a fim
de realçar e impressionar o ouvinte e, ou, o leitor.
Exemplos:
01, Núm¨13:33; Comparação EXAGERADA.
02, 1ºReis¨10:27; Prata como pedras e cedros em abundância como
sicômoros que estão nas planícies, EXAGEROS para demonstrar a
grande riqueza de Salomão.
Exercício: Anote.
Descobrir quantas e quais as hipérboles em Juí¨7:1-25, anotar a
passagem de cada uma.
VIII, 4, B, j, ENIGMA.
Esta figura de linguagem usa como que uma alegoria, um acontecimento,
uma história verídica ou fictícia (parábola), porém, às vezes de
forma, meio obscura, propondo ao mesmo tempo, uma questão a ser
solucionada por parte de quem a escuta.
O enigma também pode ser uma parábola, por isso, muitas delas trazem a
explicação.
Exemplos:
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Enigma puro.
Juí¨14:14; ENIGMA DE SANSÃO dado aos filisteus.
Parábolas enigmáticas.
01, Luc¨15:3-7.
01, A, Do verso 3 ao 6, A PARÁBOLA ENIGMÁTICA.
01, B, No verso 7, a explicação da parábola.
02, Luc¨15:8-10.
02, A, Os versos 8 e 9, A PARÁBOLA ENIGMÁTICA.
02, B, No verso 10, a explicação.
Exercício: Anote.
Descobrir quantos e quais os enigmas em Luc¨10:1-42, anotar a passagem
de cada um.
IX, CUIDADOS, ASPECTOS E ARGUMENTOS IMPORTANTES A SEREM

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CONSIDERADOS QUANDO DA REALIZAÇÃO DE UM ESTUDO BÍBLICO.
Todo o cuidado é pouco, ao fazer um estudo BÍBLICO, para que este seja
aproveitado ao máximo.
O estudioso da BÍBLIA jamais poderá deixar-se levar pelas aparências
ou por palavras e ensinamentos enganosos, mas sim, pela VERDADE.
Em virtude disto, é necessário considerar vários fatores, todos, de
suma importância, não só para o correto, mas para o melhor
aproveitamento do estudo da BÍBLIA SAGRADA, tais como:
01, A GRAMÁTICA; Todos os aspectos da língua, na qual, o estudo
BÍBLICO é feito.
02, A HERMENÊUTICA; A ciência do estudo da BÍBLIA SAGRADA.
03, A EXEGESE; A ciência que ensina a extrair, corretamente, o
sentido do texto.
04, AS LÍNGUAS ORIGINAIS; A tradução é correta, concorda com a
mensagem original¨?
05, O CONTEXTO; Quer este seja, BÍBLICO, doutrinário, histórico, ou social.
06, A DOUTRINA; O conjunto de princípios e verdades imutáveis da
BÍBLIA SAGRADA.
07, A PROFECIA; A predição, inspirada por DEUS, de fatos futuros.
Tais predições já aconteceram ou não¨?
08, A ESCATOLOGIA; O estudo acerca das coisas que estão previstas,
mas que ainda não aconteceram, ou seja, os acontecimentos futuros,
ou as últimas coisas.
09, A HISTÓRIA; A confirmação histórica dos fatos já acontecidos.
10, A ARQUEOLOGIA; A confirmação da BÍBLIA, através de descobertas
arqueológicas.
11, A GEOGRAFIA; O local onde os fatos ocorreram, ou ocorrerão.
12, A CIÊNCIA; A ciência já se pronunciou, favoravelmente, ou não em
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relação ao que está sendo estudado.
13, A VIDA SOCIAL E CULTURAL; A vida social, contemporânea à data em
que a passagem BÍBLICA foi escrita.
Na verdade, muito poucas pessoas têm livre acesso a todas as
informações de todos os aspectos acima relacionados, porém, quanto
mais informações o estudioso da BÍBLIA SAGRADA obtiver sobre os
mesmos, maiores e melhores condições terá, para o máximo
aproveitamento do tempo entregue ao estudo BÍBLICO.
X, PRINCIPAIS TIPOS DE ESTUDO BÍBLICO E TAREFAS ESSENCIAIS PARA O
ESTUDO PROVEITOSO DA BÍBLIA SAGRADA.
Os principais tipos de estudos BÍBLICOS, visto que alcançam,
praticamente, a totalidade das necessidades dos estudiosos da BÍBLIA
SAGRADA, são três, quais sejam:
1, ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
2, ESTUDO DE UM TEMA.
3, ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
A fim de tornar o estudo BÍBLICO menos complicado, mais eficiente e mais
proveitoso, o mesmo deve ser realizado, etapa por etapa, tarefa por tarefa.
Damos a seguir uma lista das várias etapas ou tarefas, as quais devem
ser aplicadas, de acordo com o estudo BÍBLICO a ser realizado.
A, PRIMEIRA TAREFA; Determinação do estudo a ser realizado.
B, SEGUNDA TAREFA; Determinação dos limites do estudo.
C, TERCEIRA TAREFA; Coletânea das passagens BÍBLICAS, de acordo com o
estudo a ser realizado.
D, QUARTA TAREFA; Investigação, pesquisa, ou observação.
E, QUINTA TAREFA; Interação, comparação, ou relação com as passagens

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paralelas.
F, SEXTA TAREFA; Entendimento, ou interpretação objetiva.
G, SÉTIMA TAREFA; Resumo, ou sintetização do versículo, no aspecto
relacionado com o estudo.
H, OITAVA TAREFA; Colocação dos fatos em ordem lógica e ou cronológica.
I, NONA TAREFA; Conclusão do estudo.
J, DÉCIMA TAREFA; Aplicação pessoal.
K, UNDÉCIMA TAREFA; Arquivamento do estudo realizado.
Vejamos e exercitemos cada um destes itens em particular, porém, de
acordo com cada estudo específico.
X, 1, ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
X, 1, A, PRIMEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
DETERMINAÇÃO DO VERSÍCULO A SER ESTUDADO.
A determinação ou escolha do versículo a ser estudado é sua.
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Exercício, início do estudo de um versículo. Anote.
Escolha o versículo que deseja estudar.
X, 1, B, SEGUNDA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
DETERMINAÇÃO DOS LIMITES DO ESTUDO.
Para execução desta tarefa, no estudo de um versículo, é apenas seguir o
que já foi estudado no capítulo VII, 1, referente ao contexto próximo.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Determinar o contexto próximo do versículo em estudo e anote-o logo a
seguir ao versículo escolhido.
X, 1, C, TERCEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
COLETÂNEA DAS PASSAGENS BÍBLICAS, DO CONTEXTO REMOTO, REFERENTES AO
VERSÍCULO E AO CONTEXTO PRÓXIMO DO VERSÍCULO EM ESTUDO.
Para execução desta tarefa, no estudo de um versículo, é apenas seguir o
que já foi estudado no Capítulo VII, 2, referente ao contexto remoto.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Coletar o máximo de passagens BÍBLICAS que têm afinidade com o versículo
em estudo e com o seu contexto próximo.
X, 1, D, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
INVESTIGAÇÃO, PESQUISA OU OBSERVAÇÃO.
Este é o trabalho de um investigador, perspicaz.
Quando o estudioso da BÍBLIA SAGRADA investiga, pesquisa ou observa,
deve atentar, apenas e tão-somente, para os detalhes que o texto, em
foco para o estudo BÍBLICO, mostra e diz, sem deixar-se levar pelo
famoso ACHO, o qual, infelizmente, muito contribui, para a
desvirtuação da PALAVRA DE DEUS.
Quando do estudo de um versículo, a investigação, pesquisa ou
observação, deve ser realizada integralmente, sobre o versículo em
pauta, bem como em todos os versículos, que estão dentro da
delimitação do estudo, ou seja, no contexto próximo.
X, 1, D, a, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO, PRIMEIRO RECURSO.
PERGUNTAS FEITAS AO TEXTO.
A tarefa da investigação, pesquisa, ou observação do estudo BÍBLICO é
facilitada, fazendo perguntas ao texto, tais como:
01, Quem¨?
02, Quando¨?
03, Quanto¨?
04, Qual¨?
05, Aonde¨?
06, Onde¨?
07, Porqu�

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08, Para qu�
09, Como¨?
10, Etc.
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Tomemos como exemplo, Luc¨17:11-19.
Vs¨11.
Quem ia¨?
Aonde ia¨?
Onde passou¨?
Vs¨12.
Onde entrou¨?
Quem lhe saiu ao encontro¨?
Qual era a condição física dos homens¨?
Qual era sua doença¨?
Onde pararam os homens¨?
Vs¨13.
O que fizeram¨?
Quem levantou a voz¨?
O que disseram¨?
Vs¨14.
Quem os viu e lhes falou¨?
O que falou¨?
O que fizeram¨?
Aonde iam eles¨?
O que lhes aconteceu, quando iam¨?
Vs¨15.
O que viu um deles¨?
Qual foi sua reação¨?
Vs¨16.
Quem caiu aos pés¨?
Aos pés de quem caiu¨?
Como colocou seu rosto¨?
O que falava¨?
Qual era sua nacionalidade¨?
Vs¨17-18.
Que lhe respondeu JESUS¨?
Em que tom lhe respondeu JESUS¨?
Quantas perguntas lhe fez¨?
Vs¨19.
Quem disse¨?
O que disse¨?
X, 1, D, b, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO, SEGUNDO RECURSO.
A GRAMÁTICA.
Ao investigar, pesquisar, ou observar um texto BÍBLICO, o estudioso,
deve prestar toda a atenção possível a todas as palavras, acentuação e
pontuação, visto que, é tudo isto que transmite a totalidade das
informações sobre o mesmo.
Damos a seguir uma lista, com breves explicações.
01, OS NOMES. Os nomes, são palavras que designam pessoas, animais,
coisas, lugares, qualidades, etc.
02, OS SUBSTANTIVOS. Os substantivos, são palavras que variam em
gênero, número e grau, e são usadas para dar nome a ações,
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coisas, seres e lugares em geral.

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03, OS PRONOMES. Os pronomes, são palavras que substituem os
substantivos, ou que os acompanham, para clarear-lhes o significado.
04, OS ARTIGOS. Os artigos, são palavras que precedem, ou substituem,
os substantivos, indicando o gênero e o número.
05, OS ADJETIVOS. Os adjetivos, são palavras que, caracterizam ou
atribuem características aos substantivos.
06, OS VERBOS. Os verbos, são palavras que denotam ações.
Devemos prestar muita atenção, principalmente aos tempos dos
mesmos, quais sejam, PASSADO, PRESENTE E FUTURO.
07, OS ADVÉRBIOS. Os advérbios, são palavras que modificam verbos,
adjetivos, ou outros advérbios, indicando, situação, estado ou
condição de coisa ou pessoa em dado momento; ou particularidade que
acompanha um fato, ou uma situação.
08, AS CONJUNÇÕES. As conjunções, são palavras, ou conjunto de
palavras, que ligam duas orações, ou dois termos que exercem a
mesma função de uma oração.
09, AS INTERJEIÇÕES. As interjeições, são palavras, ou conjunto
de palavras, que exprimem sentimentos e ou emoções.
10, A ACENTUAÇÃO E A PONTUAÇÃO. Jamais sejam desprezadas estes duas
características, quando do estudo da BÍBLIA SAGRADA, pois os mesmos
são uma enorme fonte de informações, dentro do texto estudado.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Fazer as investigações, pesquisas, ou observações do versículo que está
sendo estudado, inclusive de todo o contexto próximo.
X, 1, D, c, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO, TERCEIRO RECURSO.
OS CONTRASTES E AS SEMELHANÇAS.
Outro aspecto muito importante quando da investigação, pesquisa, ou
observação de um texto é verificar se há semelhanças e ou contrastes,
dentro do mesmo.
Exemplos:
CONTRASTES.
01, Gál¨1:10; Agradar a homens, CONTRASTA com, ser servo de CRISTO.
02, Filip¨3:7; Ganho, CONTRASTA com, perda.
SEMELHANÇAS.
01, Gál¨2:8; A operação eficaz em Pedro é SEMELHANTE à operação em
mim (Paulo) com eficácia.
02, Tiago¨4:4; A pergunta se ASSEMELHA à afirmativa.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Verificar se há contrastes ou semelhanças no versículo que está sendo
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estudado, inclusive no contexto próximo.
X, 1, D, d, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO, QUARTO RECURSO.
O ENTENDIMENTO DE PALAVRAS OU FATOS DESCONHECIDOS.
Às vezes palavras, os fatos são desconhecidas para o estudioso da BÍBLIA.
Para palavras desconhecidas, consultar um dicionário no vernáculo.
Porém, há palavras usadas na BÍBLIA SAGRADA que não são encontradas
nos dicionários comuns.
Neste caso, o estudioso deve recorrer a dicionários e ou a comentários
BÍBLICOS, para tirar as verdadeiras e corretas conclusões do seu estudo.
UM CONSELHO.
Se porventura você vir algo, que chame a atenção, durante a investigação,
pesquisa ou observação e tiver vontade de estudar, há duas opções.
PRIMEIRA OPÇÃO.
Você adia o estudo que está realizando e passa a fazer o estudo que
chamou a atenção.

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SEGUNDA OPÇÃO.
Você anota o que chamou a atenção para futuramente fazer o estudo.
Se a opção for pela primeira opção, talvez você jamais consiga
terminar um estudo iniciado.
Por isso, aconselhamos a segunda opção, porque nesta há muito mais
possibilidades de realizar muitos e muitos estudos.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Pesquisar a fim de descobrir o verdadeiro significado de alguma palavra
ou fato desconhecido no estudo do versículo que está sendo realizado,
inclusive no contexto próximo.
X, 1, E, QUINTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
INTERAÇÃO, COMPARAÇÃO, OU RELAÇÃO COM PASSAGENS PARALELAS.
Esta tarefa jamais poderá ser deixada de lado, quando de um estudo
sério da BÍBLIA SAGRADA, visto que, a mesma, muitas vezes completa
alguma conclusão, acrescenta algum detalhe oculto, ou modifica, até
mesmo, uma declaração contida em apenas uma passagem isolada.
É nesta tarefa do estudo BÍBLICO que entra a importância do contexto
remoto, já estudado no capítulo VII, 2.
Exemplos:
01, JESUS CRISTO e os meninos, Mat¨19:13-15; Mar¨10:13-16; Luc¨18:15-17.
Neste exemplo, notamos, sem dificuldade, alguns SUBSÍDIOS COMPLEMENTARES.
02, Ensinamentos sobre a oração, João¨14:13-14; 1ªJoão¨5:14-15.
Neste caso, notamos UMA CERTA MODIFICAÇÃO.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Fazer a interação, comparação ou relação, com as passagens paralelas,
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do estudo do versículo que está sendo realizado.
X, 1, F, SEXTA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
ENTENDIMENTO, OU INTERPRETAÇÃO OBJETIVA.
Após haver investigado, pesquisado e ou observado atentamente o texto
escolhido para o estudo, juntamente com o contexto próximo e o
contexto remoto vem o entendimento ou a interpretação objetiva.
Para que este componente do estudo BÍBLICO dê o sentido exato, o
estudioso necessita atribuir ao texto, apenas e tão-somente, aquilo
que o mesmo, realmente, afirma, ensina ou diz.
Neste parte do estudo BÍBLICO há necessidade de conhecer o significado exato
de cada palavra, vejamos a seguir, como exemplo, novamente, a palavra casa.
Gên¨7:1, 18:19, 43:16, 47:12; Deut¨8:14; Prov¨9:1, 25:17; Ecle¨7:2;
Is¨37:1, 38:1, 39:4; Ez¨3:17; Mat¨7:24, 8:14, 12:4; Heb¨3:3.
Como vimos, a palavra casa, tem, nestas passagens, vários significados,
devido ao uso da mesma, algumas vezes, como figura de linguagem.
Desta forma, o estudante deve ter o cuidado de conhecer as
figuras de linguagem usadas na BÍBLIA SAGRADA, visto que, se as
mesmas não forem conhecidas, poderá entender uma passagem, de
modo muito diferente do que a mesma ensina.
As figuras de linguagem, são estudadas, no CAPÍTULO VIII, 4, B.
Exercício, continuação do estudo do versículo.
Anote o que entendeu, objetivamente, das observações feitas no contexto
próximo que faz parte do estudo do versículo que está sendo realizado.
X, 1, G, SÉTIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
RESUMO, OU SINTETIZAÇÃO DOS VERSÍCULOS, DO CONTEXTO PRÓXIMO DO
VERSÍCULO QUE ESTÁ SENDO ESTUDADO.
A realização desta tarefa é muito importante, no estudo da BÍBLIA
SAGRADA, visto que, a mesma nos dá a verdadeira posição da BÍBLIA,
referente ao que está sendo estudado.

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Exemplos:
01, Versículo com apenas um pensamento.
Resumo possível para Rom¨2:11; DEUS não faz acepção de pessoas.
02, Versículo com mais de um pensamento.
Resumo possível para 2ªCor¨11:3; Não vos corrompeis como Eva,
permanecei na simplicidade de CRISTO.
Há um cuidado muito importante, a ser considerado.
Quando, ao ser realizada esta tarefa, for encontrado um versículo para
o qual seja impossível fazer resumo.
Para tais versículos, visto que, não há possibilidade de resumi-los,
os mesmos devem ser considerados como resumidos, sem que haja
necessidade da perda de tempo.
Exemplos:
02, João¨6:48; Eu sou o PÃO DA VIDA.
03, João¨11:35; JESUS CHOROU.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Faça o resumo ou sintetização dos versículos do contexto próximo do
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versículo que está sendo estudado.
X, 1, H, OITAVA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
COLOCAÇÃO DAS LIÇÕES E FATOS EM ORDEM LÓGICA E OU CRONOLÓGICA.
Quando do estudo de um versículo, as investigações, os resumos, as
interpretações objetivas, os subsídios tirados das passagens
paralelas, devem ser colocados em ordem lógica e, ou, cronológica.
As lições sobrepostas devem ser reunidas numa só.
Esta tarefa é como que o fecho do estudo realizado, o qual, dará
subsídios ao estudioso da BÍBLIA SAGRADA para a sua própria vida,
através da aplicação pessoal, bem como, será uma enorme fonte de
material para aulas, palestras, pregações, sermões, etc.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Colocar em ordem lógica e ou cronológica todos as lições e fatos estudados.
X, 1, I, NONA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
CONCLUSÃO DO ESTUDO.
Esta tarefa é o fecho do estudo, é uma tarefa objetiva, que consiste
em verificar todos os detalhes das demais tarefas já realizadas e
passá-las a limpo.
Verificação da exatidão das tarefas preliminares, já executadas,
quais sejam:
PRIMEIRA TAREFA; Determinação do estudo a ser realizado.
SEGUNDA TAREFA; Determinação dos limites do estudo.
TERCEIRA TAREFA; Coletânea das passagens BÍBLICAS de acordo com o
estudo a realizado.
QUARTA TAREFA; Investigação, pesquisa, ou observação.
QUINTA TAREFA; Entendimento ou interpretação objetiva.
SEXTA TAREFA; Resumo ou sintetização do versículo, no aspecto
relacionado com o estudo em pauta.
SÉTIMA TAREFA; Interação, comparação ou relação com passagens paralelas.
OITAVA TAREFA; Colocação dos fatos em ordem lógica e, ou, cronológica.
NONA TAREFA, REALIZAÇÃO DA TAREFA ATUAL.
CONCLUSÃO DO ESTUDO.
A conclusão do estudo deve ser, tanto quanto possível, sintética e clara,
porém, sem tirar nada importante relacionado com o estudo realizado.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Fazer a conclusão do estudo do versículo que está sendo realizado.
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X, 1, J, DÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
APLICAÇÃO PESSOAL.
Este aspecto é pessoal e subjetivo, por isso:
EM PRIMEIRO LUGAR; Depende de cada estudioso da BÍBLIA SAGRADA.
EM SEGUNDO LUGAR; Depende de cada estudo realizado.
EM TERCEIRO LUGAR; Depende das atitudes passadas, relativas ao que DEUS
ensinou ao estudante.
EM QUARTO LUGAR; Depende da vontade e decisão do estudioso em reparar
erros (quando os há), em obediência à vontade de DEUS, mostrada
durante o estudo da sua palavra.
Desta forma, desde que haja necessidade, quanto mais aplicações em
resposta aos estudos BÍBLICOS realizados, mais o estudioso se aproxima
de DEUS e da perfeição.
A aplicação pessoal pode e deve ser realizada a partir de perguntas
feitas ao estudo, tais como:
01, O que aprendi com o estudo BÍBLICO realizado¨?
02, O que DEUS me falou através do estudo BÍBLICO realizado¨?
03, O que DEUS mostrou desejar de mim através do estudo BÍBLICO realizado¨?
04, Como tenho agido em relação ao estudo BÍBLICO realizado¨?
05, Que devo fazer, de acordo com os ensinamentos aprendidos, para
obedecer a DEUS¨?
A APLICAÇÃO PESSOAL CULMINA, QUANDO NECESSÁRIO, COM A MUDANÇA DE
COMPORTAMENTO DO ESTUDIOSO EM OBEDIÊNCIA À VONTADE DE DEUS.
Exercício, continuação do estudo do versículo. Anote.
Fazer a aplicação pessoal com base no que foi aprendido no estudo realizado.
X, 1, K, UNDÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
ARQUIVAMENTO DO ESTUDO REALIZADO.
Esta tarefa é muito importante, visto que, se um estudo for feito para
atender uma determinada finalidade e o mesmo for desprezado, logo após
o atendimento da finalidade para a qual foi realizado, poderá haver um
grande desperdício de tempo e energia, já que, há muitas
possibilidades do mesmo estudo vir a ser requerido no futuro.
Portanto, o estudioso da BÍBLIA SAGRADA jamais deverá esquecer deste
detalhe, ou desta tarefa, qual seja; arquivar o estudo realizado para
consulta e ou aproveitamento posterior.
Há várias formas de arquivar o estudo BÍBLICO, desde um simples
envelope, até um computador.
O importante é arquivar o estudo, não importando qual o método ou tipo
de arquivo usado.
Exercício, finalização do estudo do versículo.
Fazer o arquivamento do estudo realizado.
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X, 1, K, TAREFA ADICIONAL DO ESTUDO DE UM VERSÍCULO.
USO DO ESTUDO REALIZADO.
Esta tarefa, geralmente, é esporádica.
Muitas vezes o estudo é feito em virtude de um pedido.
O estudo foi realizado e o pedido atendido.
Porém, com o tempo, poderá haver necessidade de falar sobre o mesmo estudo.
É aí que está a importância do arquivamento do estudo.
É só ir ao arquivo pegar o estudo realizado no passado, dar uma lida,
recordar os detalhes e, novamente, atender a necessidade.
X, 2, ESTUDO DE UM TEMA.
X, 2, A, PRIMEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
DETERMINAÇÃO DO TEMA A SER ESTUDADO.

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A determinação ou escolha do tema a ser estudado é do estudioso,
porém, pode ser feita a pedido de alguém.
Exercício, início do estudo de um tema. Anote.
Escolha o tema que deseja estudar.
X, 2, B, SEGUNDA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
DETERMINAÇÃO DOS LIMITES DO ESTUDO.
Para o estudo de um tema, há a necessidade de determinar os limites do
mesmo, pois, há temas BÍBLICOS, extremamente extensos.
Por exemplo, o tema AMOR.
Se o tema AMOR, for estudado sem que haja delimitação, o estudioso poderá
entrar numa tarefa tão gigantesca que talvez demore anos para o concluir.
Porém se houver delimitação, o tema AMOR, ficará mais fácil de ser
estudado, como pode ser visto no exemplo a seguir:
01, TEMA, O AMOR.
DAMOS A SEGUIR, ALGUMAS DELIMITAÇÕES POSSÍVEIS:
01, O AMOR DE DEUS AO SER HUMANO.
02, O AMOR FRATERNAL.
03, O AMOR CONJUGAL.
04, O AMOR PATERNAL.
05, O AMOR MATERNAL.
05, A, O AMOR MATERNAL DE MARIA, MÃE DE JESUS CRISTO.
06, ETC.
Portanto, dependendo do tema escolhido, o bom senso deve levar o
estudioso a uma delimitação, visando uma melhor compreensão do estudo
desejado, sem que venha emaranhar-se em sua extensão.
Exercício, continuação do estudo de um tema. Anote.
Determinar os limites do estudo BÍBLICO do tema determinado na
primeira tarefa.
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X, 2, C, TERCEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
COLETÂNEA DAS PASSAGENS BÍBLICAS REFERENTES À DETERMINAÇÃO DOS
LIMITES DO TEMA EM ESTUDO.
A coletânea das passagens BÍBLICAS é indispensável, para o estudo de um
TEMA, já que, para realizar este tipo de estudo, deveremos contar com a
máxima quantidade de passagens BÍBLICAS sobre o assunto, e de acordo com
a delimitação do mesmo, para que o tempo possa ser aproveitado ao máximo.
Exercício, continuação do estudo de um tema. Anote.
Coletar as passagens BÍBLICAS para o estudo do tema determinado na
primeira tarefa e de acordo com a delimitação proposta na segunda tarefa.
X, 2, D, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
INVESTIGAÇÃO, PESQUISA OU OBSERVAÇÃO.
Como já dissemos no estudo de um versículo, a investigação, pesquisa
ou observação é o trabalho de um investigador, perspicaz.
Quando do estudo de um tema, há de haver o bom senso, para que os
versículos sejam observados, apenas nos aspectos relacionados com o
tema em estudo.
Exemplo.
Rom¨1:16.
Este versículo, quando estudado no estudo de um versículo, deve ser
estudado integralmente e em conjunto com o contexto próximo.
Porém, este versículo, também pode servir para que dele sejam tirados
subsídios para um estudo temático, sobre o poder do EVANGELHO.
Este versículo, pode também, ser usado para um estudo biográfico sobre
Paulo, já que nos mostra uma de suas características, qual seja, a de
não se envergonhar do EVANGELHO DE CRISTO.

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Portanto, no estudo do tema escolhido, o estudioso deve fazer a
investigação, pesquisa ou observação apenas no que o versículo ensina
sobre o tema escolhido para estudo.
Este cuidado dará um grande ganho de tempo.
UM CONSELHO.
A exemplo do estudo de um versículo, se porventura você vir algo
que chame a atenção durante a investigação, pesquisa ou observação
e tiver vontade de estudar, há duas opções.
PRIMEIRA OPÇÃO.
Você adia o estudo que está realizando e passa a fazer o estudo que
chamou a atenção.
SEGUNDA OPÇÃO.
Você anota o que chamou a atenção para futuramente fazer o estudo.
Se você optar pela primeira opção, talvez jamais consiga terminar um
estudo iniciado.
Por isso, aconselhamos a segunda opção, porque nesta há muito mais
possibilidades de realizar muitos e muitos estudos.
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X, 2, D, a, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA, PRIMEIRO RECURSO.
PERGUNTAS FEITAS AO TEXTO.
01, A execução desta tarefa e o uso deste recurso é semelhante ao
usado no estudo de um versículo, X,¨1,¨D,¨a.
X, 2, D, b, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA, SEGUNDO RECURSO.
A GRAMÁTICA.
A execução desta tarefa e o uso deste recurso, também, é semelhante ao
usado no estudo de um versículo, X, 1, D, b.
Exercício, continuação do estudo do tema. Anote.
Fazer as investigações, pesquisas, ou observações de todas as partes
dos versículos que foram alistados e que fazem parte do tema que está
sendo estudado.
X, 2, D, c, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA, TERCEIRO RECURSO.
OS CONTRASTES E AS SEMELHANÇAS.
A execução desta tarefa e o uso deste recurso, também, é semelhante ao
usado no estudo de um versículo, X, 1, D, c.
Exercício, continuação do estudo do tema. Anote.
Verificar se há contrastes ou semelhanças nos versículos que estão sendo
estudados, relativamente ao tema em estudo.
X, 2, D, d, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA, QUARTO RECURSO.
O ENTENDIMENTO DE PALAVRAS OU FATOS DESCONHECIDOS.
A execução desta tarefa e o uso deste recurso, também, é semelhante ao
usado no estudo de um versículo, X, 1, D, d.
Exercício, continuação do estudo do tema. Anote.
Pesquisar a fim de descobrir o verdadeiro significado de alguma palavra
ou fato desconhecido no estudo do tema que está sendo realizado.
X, 2, E, QUINTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
INTERAÇÃO, COMPARAÇÃO, OU RELAÇÃO COM PASSAGENS PARALELAS.
No estudo temático, as passagens paralelas já fazem parte integrante
do estudo, visto que, para este, já foram colhidas todas as passagens
BÍBLICAS, que contêm informações sobre o tema em estudo e que fazem
parte da delimitação determinada.
Porém, pode ser feita uma revisão na tarefa anterior, qual seja
investigação, pesquisa ou observação.
X, 2, F, SEXTA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
ENTENDIMENTO OU INTERPRETAÇÃO OBJETIVA.
A execução desta tarefa é semelhante ao estudo de um versículo, X, 1, F.

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Exercício, continuação do estudo do tema. Anote.
O que entendeu, objetivamente, das observações feitas sobre o tema que
está sendo estudado.
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X, 2, G, SÉTIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
RESUMO, OU SINTETIZAÇÃO DAS PARTES DOS VERSÍCULOS RELACIONADAS
AO TEMA QUE ESTÁ SENDO ESTUDADO.
Esta tarefa nos dá uma visão sintética do estudo temático que está
sendo realizado.
É bom voltar ao item X, 1, G e dar uma olhada.
Exercício, continuação do estudo do tema.
Anote todos os resumos das partes dos versículos que versam sobre o
tema que está sendo estudado.
X, 2, H, OITAVA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
COLOCAÇÃO DAS LIÇÕES E FATOS EM ORDEM LÓGICA E OU CRONOLÓGICA.
O estudo de um tema, obrigatoriamente, exige a colocação dos ensinamentos
em ordem lógica, para evitar confusão quando for passado adiante.
Em alguns casos, também há necessidade de colocar os ensinamentos e
fatos em ordem cronológica.
Por isso, é necessário muito cuidado na execução desta tarefa.
Exercício, continuação do estudo de um tema.
Anote todos os fatos e ensinamentos em ordem lógica e, quando necessário,
também, em ordem cronológica do estudo temático que está sendo realizado.
X, 2, I, NONA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
CONCLUSÃO DO ESTUDO.
Repetiremos o que escrevemos sobre esta tarefa no estudo de um
versículo, para que fique bem gravado na mente.
Esta tarefa é o fecho do estudo, é uma tarefa objetiva, que consiste
em verificar todos os detalhes das demais tarefas já realizadas e
passá-las a limpo.
Verificação da exatidão das tarefas preliminares, já executadas,
quais sejam:
PRIMEIRA TAREFA; Determinação do estudo a ser realizado.
SEGUNDA TAREFA; Determinação dos limites do estudo.
TERCEIRA TAREFA; Coletânea das passagens BÍBLICAS de acordo com o estudo
a realizado.
QUARTA TAREFA; Investigação, pesquisa ou observação.
QUINTA TAREFA; Entendimento ou interpretação objetiva.
SEXTA TAREFA; Resumo ou sintetização do versículo, no aspecto
relacionado com o estudo em pauta.
SÉTIMA TAREFA; Interação, comparação ou relação com passagens paralelas.
OITAVA TAREFA; Colocação dos fatos em ordem lógica e ou cronológica.
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NONA TAREFA, REALIZAÇÃO DA TAREFA ATUAL.
CONCLUSÃO DO ESTUDO.
A conclusão do estudo deve ser, tanto quanto possível, sintética e clara,
porém, sem tirar nada importante relacionado com o estudo realizado.
Exercício, continuação do estudo de um tema. Anote.
Fazer a conclusão do estudo do tema que está sendo realizado
X, 2, J, DÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
APLICAÇÃO PESSOAL.
A exemplo da tarefa anterior, repetiremos o que escrevemos sobre esta
tarefa no estudo de um versículo, para que fique bem gravado na mente.
Este aspecto é pessoal e subjetivo, por isso:

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EM PRIMEIRO LUGAR; Depende de cada estudioso da BÍBLIA SAGRADA.
EM SEGUNDO LUGAR; Depende de cada estudo realizado.
EM TERCEIRO LUGAR; Depende das atitudes passadas, relativas ao que DEUS
ensinou ao estudante.
EM QUARTO LUGAR; Depende da vontade e decisão do estudioso em reparar
erros (quando os há), em obediência à vontade de DEUS, mostrada
durante o estudo da sua palavra.
Desta forma, desde que haja necessidade, quanto mais aplicações em
resposta aos estudos BÍBLICOS realizados, mais o estudioso se aproxima
de DEUS e da perfeição.
A aplicação pessoal pode e deve ser realizada a partir de perguntas
feitas ao estudo, tais como:
01, O que aprendi com o estudo BÍBLICO realizado¨?
02, O que DEUS me falou através do estudo BÍBLICO realizado¨?
03, O que DEUS mostrou desejar de mim através do estudo BÍBLICO realizado¨?
04, Como tenho agido em relação ao estudo BÍBLICO realizado¨?
05, Que devo fazer, de acordo com os ensinamentos aprendidos, para
obedecer a DEUS¨?
A APLICAÇÃO PESSOAL, CULMINA, QUANDO NECESSÁRIO, COM A MUDANÇA DE
COMPORTAMENTO DO ESTUDIOSO EM OBEDIÊNCIA À VONTADE DE DEUS.
Exercício, continuação do estudo do tema. Anote.
Fazer a aplicação pessoal com base no que foi aprendido no estudo do
tema realizado.
X, 2, K, UNDÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UM TEMA.
ARQUIVAMENTO DO ESTUDO REALIZADO.
A exemplo das duas tarefas anteriores, repetiremos o que escrevemos
sobre esta tarefa no estudo de um versículo, para que fique bem
gravado na mente.
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Esta tarefa é muito importante, visto que, se um estudo for feito para
atender uma determinada finalidade e o mesmo for desprezado, logo após
o atendimento da finalidade para a qual foi realizado, poderá haver um
grande desperdício de tempo e energia, já que, há muitas
possibilidades do mesmo estudo vir a ser requerido no futuro.
Portanto, o estudioso da BÍBLIA SAGRADA jamais deverá esquecer deste
detalhe, ou desta tarefa, qual seja; arquivar o estudo realizado para
consulta e ou aproveitamento posterior.
Há várias formas de arquivar o estudo BÍBLICO, desde um simples
envelope, até um computador.
O importante é arquivar o estudo, não importando qual o método ou tipo
de arquivo usado.
Exercício, finalização do estudo do tema.
Fazer o arquivamento do estudo realizado.
X, 2, K, TAREFA ADICIONAL.
USO DO ESTUDO REALIZADO.
A exemplo da três tarefas anteriores, repetiremos o que escrevemos
sobre esta tarefa no estudo de um versículo.
Esta tarefa, geralmente, é esporádica.
Muitas vezes o estudo é feito em virtude de um pedido.
O estudo foi realizado e o pedido atendido.
Porém, com o tempo, poderá haver necessidade de falar sobre o mesmo estudo.
É aí que está a importância do arquivamento do estudo.
É só ir ao arquivo pegar o estudo realizado no passado, dar uma lida,
recordar os detalhes e, novamente, atender a necessidade.
X, 3, ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.

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X, 3, A, PRIMEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
DETERMINAÇÃO DO PERSONAGEM A SER ESTUDADO.
A determinação ou escolha do tema a ser estudado é sua.
Exercício: Início de um estudo biográfico. Anote.
Escolha o personagem BÍBLICO que deseja estudar.
X, 3, B, SEGUNDA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
DETERMINAÇÃO DOS LIMITES DO ESTUDO.
Esta etapa é de suma importância para o estudo de uma biografia,
pois a mesma determina, tanto o limite inicial, quanto o final do
estudo a realizar.
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No estudo biográfico, dependendo do personagem a ser estudado,
também é importante a delimitação, a fim de tirarmos do mesmo, o
proveito desejado.
Exemplo:
O personagem escolhido pode ser MOISÉS.
Há muito a aprender sobre ele.
Porém, Moisés é um personagem sobre o qual há muita história contada
na BÍBLIA SAGRADA.
Por isso, o estudo biográfico de MOISÉS, pode e deve ser delimitado de
várias formas.
Exemplos:
01, MOISÉS desde o seu nascimento até o chamado de DEUS.
02, MOISÉS e sua missão no Egito.
03, MOISÉS desde a saída do povo israelita do Egito até sua morte.
04, MOISÉS e sua personalidade.
05, MOISÉS e sua família.
06, MOISÉS no livro de ÊXODO.
07, MOISÉS e a LEI DE DEUS.
08, MOISÉS no ANTIGO TESTAMENTO.
09, ETC.
Portanto, dependendo do personagem escolhido, o bom senso, deve levar
o estudioso a uma delimitação, visando uma melhor compreensão do
estudo desejado, sem que venha emaranhar-se em sua extensão.
Exercício, continuação do estudo biográfico. Anote.
Determinar os limites do estudo biográfico do personagem BÍBLICO
determinado na primeira tarefa.
X, 3, C, TERCEIRA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
COLETÂNEA DAS PASSAGENS BÍBLICAS REFERENTES À DETERMINAÇÃO DOS
LIMITES DO PERSONAGEM EM ESTUDO.
A coletânea das passagens BÍBLICAS é indispensável, para o estudo de
uma BIOGRAFIA, já que, para realizar este tipo de estudo, deveremos
contar com a máxima quantidade de passagens BÍBLICAS sobre o assunto,
e de acordo com a delimitação do mesmo para que o tempo possa ser
aproveitado ao máximo.
Exercício, continuação do estudo biográfico. Anote.
Coletar todas as passagens BÍBLICAS para o estudo biográfico escolhido na
primeira tarefa e de acordo com a delimitação proposta na segunda tarefa.
X, 3, D, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
INVESTIGAÇÃO, PESQUISA OU OBSERVAÇÃO.
Como já dissemos no estudo de um versículo, este é o trabalho de um
investigador, perspicaz.
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Quando do estudo de uma biografia, há de haver o bom senso, para que

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os versículos sejam observados, apenas nos aspectos relacionados ao
personagem em estudo.
Exemplo.
Rom¨1:16.
Este versículo, como já vimos, quando estudado no estudo de um versículo,
deve ser estudado integralmente e em conjunto com o contexto próximo.
Porém, este versículo, também pode servir para que dele sejam tirados
subsídios para um estudo temático, sobre o poder do EVANGELHO.
Pode também, ser usado para um estudo biográfico sobre Paulo, já que
nos mostra uma de suas características, qual seja, a de não se
envergonhar do EVANGELHO DE CRISTO.
Portanto, no estudo biográfico, você deve fazer a investigação,
pesquisa ou observação apenas no que o versículo ensina sobre o
personagem escolhido para estudo.
Este cuidado dará um grande ganho de tempo.
UM CONSELHO.
A exemplo do estudo de um versículo e de um tema, se porventura
você vir algo que chame a atenção durante a investigação, pesquisa
ou observação e tiver vontade de estudar, há duas opções.
PRIMEIRA OPÇÃO.
Adia o estudo que está realizando e passa a fazer o estudo que
chamou a atenção.
SEGUNDA OPÇÃO.
Você anota o que chamou a atenção para futuramente fazer o estudo.
Se você optar pela primeira opção, talvez jamais consiga terminar um
estudo iniciado.
Por isso, aconselhamos a segunda opção, porque nesta há muito mais
possibilidades de realizar muitos e muitos estudos.
Exercício: Continuação do estudo biográfico. Anote.
Faça as investigações, pesquisas ou observações das passagens BÍBLICAS
coletadas na terceira tarefa no que concerne ao personagem em estudo.
X, 3, D, a, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA, PRIMEIRO
RECURSO.
PERGUNTAS FEITAS AO TEXTO.
A execução desta tarefa e o uso deste recurso é semelhante ao usado no
estudo de um versículo, X,¨1,¨D,¨a.
X, 3, D, b, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA, SEGUNDO RECURSO.
A GRAMÁTICA.
A execução desta tarefa e o uso deste recurso, também, é semelhante ao
usado no estudo de um versículo, X, 1, D, b.
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Exercício, continuação do estudo biográfico. Anote.
Fazer as investigações, pesquisas, ou observações de todas as partes
dos versículos que foram alistados e que fazem parte da biografia que
está sendo estudada.
X, 3, D, c, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA, TERCEIRO RECURSO.
OS CONTRASTES E AS SEMELHANÇAS.
A execução desta tarefa e o uso deste recurso, também, é semelhante ao
usado no estudo de um versículo, X, 1, D, c.
Exercício, continuação do estudo biográfico. Anote.
Verificar se há contrastes ou semelhanças nos versículos que estão sendo
estudados, relativamente à biografia em estudo.
X, 3, D, d, QUARTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA, QUARTO RECURSO.
ENTENDIMENTO DE PALAVRAS OU FATOS DESCONHECIDOS.
A execução desta tarefa e o uso deste recurso, também, é semelhante ao

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usado no estudo de um versículo, X, 1, D, d.
Exercício, continuação do estudo biográfico. Anote.
Pesquisar a fim de descobrir o verdadeiro significado de alguma palavra
ou fato desconhecido no estudo biográfico que está sendo realizado.
X, 3, E, QUINTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
INTERAÇÃO, COMPARAÇÃO, OU RELAÇÃO COM PASSAGENS PARALELAS.
No estudo biográfico, as passagens paralelas já fazem parte integrante
do estudo, visto que, para este, já foram colhidas todas as passagens
BÍBLICAS, que contêm informações sobre o tema em estudo e que fazem
parte da delimitação determinada.
Porém, pode ser feita uma revisão na tarefa anterior, qual seja
investigação, pesquisa ou observação.
X, 3, F, SEXTA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
ENTENDIMENTO, OU INTERPRETAÇÃO OBJETIVA.
A execução desta tarefa é semelhante ao estudo de um versículo, X, 1, F.
Exercício Continuação do estudo biográfico.
Anote o que entendeu, objetivamente, das observações feitas sobre o
personagem que está sendo estudado.
X, 3, G, SÉTIMA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
RESUMO, OU SINTETIZAÇÃO DAS PARTES DOS VERSÍCULOS RELACIONADAS À
PESSOA QUE ESTÁ SENDO ESTUDADO.
Esta tarefa nos dá uma visão sintética do personagem que está
sendo realizado.
É bom voltar ao item X, 1, G e dar uma olhada.
Exercício, continuação do estudo biográfico.
Anote todos os resumos das partes dos versículos que versam sobre o
personagem que está sendo estudado.
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X, 3, H, OITAVA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
COLOCAÇÃO DAS LIÇÕES E FATOS EM ORDEM LÓGICA E OU CRONOLÓGICA.
O estudo biográfico, obrigatoriamente, exige a colocação dos
ensinamentos em ordem lógica e, ou, cronológica para evitar confusão
quando for passado adiante.
Por isso, é necessário muito cuidado na execução desta tarefa.
Exercício, continuação do estudo biográfico.
Anote todos os fatos e ensinamentos em ordem lógica e, quando
necessário, também, em ordem cronológica do estudo biográfico que está
sendo realizado.
X, 3, I, NONA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
CONCLUSÃO DO ESTUDO.
Repetiremos o que escrevemos sobre esta tarefa no estudo de um
versículo e no estudo temático, para que fique bem gravado na mente.
Esta tarefa é o fecho do estudo, é uma tarefa objetiva, que consiste
em verificar todos os detalhes das demais tarefas já realizadas e
passá-las a limpo.
Verificação da exatidão das tarefas preliminares, já executadas, quais sejam:
PRIMEIRA TAREFA; Determinação do estudo a ser realizado.
SEGUNDA TAREFA; Determinação dos limites do estudo.
TERCEIRA TAREFA; Coletânea das passagens BÍBLICAS de acordo com o
estudo a ser realizado.
QUARTA TAREFA; Investigação, pesquisa, ou observação.
QUINTA TAREFA; Entendimento, ou interpretação objetiva.
SEXTA TAREFA; Resumo, ou sintetização do versículo, no aspecto
relacionado com o estudo em pauta.
SÉTIMA TAREFA; Interação, comparação, ou relação com passagens paralelas.

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OITAVA TAREFA; Colocação dos fatos em ordem lógica e ou cronológica.
NONA TAREFA, REALIZAÇÃO DA TAREFA ATUAL.
CONCLUSÃO DO ESTUDO.
Exercício, continuação do estudo biográfico. Anote.
Fazer a conclusão do estudo biográfico que está sendo realizado.
X, 3, J, DÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
APLICAÇÃO PESSOAL.
A exemplo da tarefa anterior, repetiremos o que escrevemos sobre esta
tarefa no estudo de um versículo e no estudo temático, para que fique
bem gravado na mente.
Este aspecto é pessoal e subjetivo, por isso:
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EM PRIMEIRO LUGAR; Depende de cada estudioso da BÍBLIA SAGRADA.
EM SEGUNDO LUGAR; Depende de cada estudo realizado.
EM TERCEIRO LUGAR; Depende das atitudes passadas, relativas ao que DEUS
ensinou ao estudante.
EM QUARTO LUGAR; Depende da vontade e decisão do estudioso em reparar
erros (quando os há), em obediência à vontade de DEUS, mostrada
durante o estudo da sua palavra.
Desta forma, desde que haja necessidade, quanto mais aplicações em
resposta aos estudos BÍBLICOS realizados, mais o estudioso se aproxima
de DEUS e da perfeição.
A aplicação pessoal pode e deve ser realizada a partir de perguntas
feitas ao estudo, tais como:
01, O que aprendi com o estudo BÍBLICO realizado¨?
02, O que DEUS me falou através do estudo BÍBLICO realizado¨?
03, O que DEUS mostrou desejar de mim através do estudo BÍBLICO realizado¨?
04, Como tenho agido em relação ao estudo BÍBLICO realizado¨?
05, Que devo fazer, de acordo com os ensinamentos aprendidos, para
obedecer a DEUS¨?
A APLICAÇÃO PESSOAL, CULMINA, QUANDO NECESSÁRIO, COM A MUDANÇA DE
COMPORTAMENTO DO ESTUDIOSO EM OBEDIÊNCIA À VONTADE DE DEUS.
Exercício, continuação do biográfico. Anote.
Fazer a aplicação pessoal com base no que foi aprendido no estudo
biográfico realizado.
X, 3, K, UNDÉCIMA TAREFA DO ESTUDO DE UMA BIOGRAFIA.
ARQUIVAMENTO DO ESTUDO REALIZADO.
A exemplo da duas tarefas anteriores, repetiremos o que escrevemos
sobre esta tarefa no estudo de um versículo e no estudo temático, para
que fique bem gravado na mente.
Esta tarefa é muito importante, visto que, se um estudo for feito para
atender uma determinada finalidade e o mesmo for desprezado, logo após
o atendimento da finalidade para a qual foi realizado, poderá haver um
grande desperdício de tempo e energia, já que, há muitas
possibilidades do mesmo estudo vir a ser requerido no futuro.
Portanto, o estudioso da BÍBLIA SAGRADA jamais deverá esquecer deste
detalhe ou desta tarefa, qual seja; arquivar o estudo realizado para
consulta e ou aproveitamento posterior.
Há várias formas de arquivar o estudo BÍBLICO, desde um simples
envelope, até um computador.
O importante é arquivar o estudo, não importando qual o método ou tipo
de arquivo usado.
Finalização do estudo do versículo.
Fazer o arquivamento do estudo realizado.
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X, 3, K, TAREFA ADICIONAL.
USO DO ESTUDO REALIZADO.
A exemplo da três tarefas anteriores, repetiremos o que escrevemos
sobre esta tarefa no estudo de um versículo e no estudo temático.
Esta tarefa, geralmente, é esporádica.
Muitas vezes o estudo é feito em virtude de um pedido.
O estudo foi realizado e o pedido atendido.
Porém, com o tempo, poderá haver necessidade de falar sobre o mesmo estudo.
É aí que está a importância do arquivamento do estudo.
É só ir ao arquivo pegar o estudo realizado no passado dar uma lida,
recordar os detalhes e, novamente, atender a necessidade.
XI, VARIEDADES DE ESTUDOS BÍBLICOS.
Nos três capítulos anteriores aprendemos:
01, SOBRE O ESTUDO BÍBLICO DE UM VERSÍCULO DA BÍBLIA SAGRADA.
02, SOBRE O ESTUDO BÍBLICO DE UM TEMA ENCONTRADO NA BÍBLIA SAGRADA.
03, SOBRE O ESTUDO BIOGRÁFICO DE UM PERSONAGEM, DA BÍBLIA SAGRADA.
Como já frisamos, estes são os estudos BÍBLICOS mais simples e comuns,
e atendem praticamente a todas as necessidades de um pregador,
professor, conferencista, etc., CRISTÃO.
Porém, quem desejar e tiver coragem, tem tarefas profundas e imensas à
sua frente, as quais, podem ser vislumbradas com as próximas
possibilidades de estudos BÍBLICOS.
01, ESTUDO BÍBLICO DE UM CAPÍTULO DA BÍBLIA SAGRADA.
02, ESTUDO BÍBLICO DE UM LIVRO DA BÍBLIA SAGRADA.
03, ESTUDO BÍBLICO DE UMA DIVISÃO DA BÍBLIA SAGRADA.
04, ESTUDO GERAL DA BÍBLIA SAGRADA.
CONCLUSÃO.
Chegamos ao final deste manual básico de estudos BÍBLICOS, porém, ainda
que básico, cremos que o mesmo há de ser muito útil para todos aqueles
que se dispuseram a estudá-lo e colocá-lo em prática em suas vidas.
Desejamos, portanto, a todos os irmãos, o máximo aproveitamento deste
manual, o qual, visa, na realidade, o crescimento espiritual do
estudante da BÍBLIA, não para exaltação pessoal, mas para a honra e
glória de DEUS.
Neste caso, a IGREJA DE JESUS CRISTO também será beneficiada, pois, DEUS
será glorificado na mesma, não só através da aquisição de conhecimento e
sabedoria, mas também, através da aplicação dos irmãos que se preocupam
em aprender como estudar corretamente a BÍBLIA SAGRADA.
Quando o estudo correto da BÍBLIA SAGRADA é bem dirigido, também
fortalece e consolida a fé em JESUS CRISTO COMO ÚNICO E SUFICIENTE
SALVADOR e, em conseqüência, a certeza inabalável da SALVAÇÃO ETERNA.
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BIBLIOGRAFIA.
01, BÍBLIA SAGRADA.
Tradução, Almeida, João Ferreira de.
Edição corrigida e revisada fiel ao texto original.
Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 1.994, 1.995, São Paulo, SP, Brasil.
02, COMO ESTUDAR A BÍBLIA.
Novas Edições Líderes Evangélicos, 1982, São Paulo, SP, Brasil.
03, COMO ESTUDAR A SUA BÍBLIA. M. R. De Haan, M. D. Imprensa Batista Regular, 3a Edição, 1984,
São Paulo, SP, Brasil.
04, CONCISO DICIONÁRIO DE TEOLOGIA CRISTÃ.n Erickson, Millard J. JUERP, 1991, Rio de
Janeiro, RJ, Brasil.

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05, CONCORDÂNCIA BÍBLICA EXAUSTIVA. Produzida para o texto da BÍBLIA SAGRADA citada
acima (01). L. Gilmer, Thomas; Jacobs, Jon; Vilela, Milton. Editora Vida.
06, DICIONÁRIO DA BÍBLIA. Davis, John D. JUERP, 7a Edição, 1980, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
07, MINIGRAMÁTICA. Terra, Ernani. Editora Scipione, 7ª edição, 1996, S. Paulo, SP, Brasil.
08, HERMENÊUTICA.
Lund, E. Editora Vida, 5a Impressão, 1987, Brasil.
09, MÉTODOS DE ESTUDO BÍBLICO.
Henrichsen, Walter A. Editora Mundo Cristão, 3a Edição Brasileira, Julho de 1986, São Paulo, SP, Brasil.
10, MINIDICIONÁRIO AURÉLIO.
Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda.
Editora Nova Fronteira, 1a Edição, 6a Impressão, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
11, O NOVO COMENTÁRIO DA BÍBLIA. Professor Davidson, F. M.A, D.D.
Editado em português pelo Revdo. Dr. Shedd, Russel P, M.A, B.D. PH.D.
Edições Vida Nova 1a Edição, 4a Reimpressão, 1980, São Paulo, SP, Brasil.

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Diretor Geral. Reverendo Gilson de Oliveira – Igreja Presbiteriana Renovada de Nova Vida
Contato através de e-mail: fenipe@terra.com.br teologiagratis@terra.com.br fatefina@hotmail.com
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Estude com fé depois de ter terminado os seus estudos, envie seu questionário com as respostas
devidas para o endereço de e-mail: departamentodecorreçãodeprovas@hotmail.com, se assim quiser,
logo após respondido e corrigido o questionário, alcançando media acima de 7,5, solicite o seu
Lindo DIPLOMA de Formatura e a sua Credencial de Seminarista formado, também poderá
solicitar estagio missionário em uma de nossas igrejas no Brasil ou exterior traves da Federação
Internacional das Igrejas e Pastores no Brasil ou Fenipe pelo e-mail: fenipenacional@hotmail.com ou
mesadiretoranacional@hotmail.com , que depois do Estagio se assim o achar apto para o Ministério
poderá solicitar a sua ordenação por uma de nossas organizações filiadas no Brasil ou no exterior,
assim você poderá também receber a sua Credencial de Ministro Aspirante ao Ministério de Nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esta apostila tem 08 pagina boa sorte.

Sem nadas mais graça e Paz da Parte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo bons estudos.

Reverendo Antony Steff Gilson de Oliveira


Pastor da Igreja Presbiteriana Renovada de Nova Vida
Presidente da Federação Internacional das Igrejas e Pastores no Brasil ou Fenipe.

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