Vous êtes sur la page 1sur 8

1

PEREIRA, Ana cristina Silva de O. Planejamento: Uma questão de consciência Atualmente a situação da educação escolar ainda assusta e inquieta, pois
pedagógica. 2001 a escola continua sem atração, sem a preocupaçao coma aprendizagem
significativa do sujeito, pois não consegue atender as reais necessidades
do homem para a vida social, nem desenvolver sua visão de mundo,
tampouco preparar-lhe para o exercício da cidadania, conseqüentemente
para o exercício de sua profissão, gerando assim, um novo contingente de
pessoas analfabetas. Nesse contexto o professor tem sua parcela de
Planejamento: responsabilidade, na medida em que a prática pedagógica por ele
Uma questão de consciência Pedagógica elaborada deixa a desejar, pois não atende as reais necessidades do grupo
Ana Cristina Silva de Oliveira – Prof. UNEB
no qual está inserido. É preciso pensar que essa prática se processa de tal
forma devido a vários fatores, dentre os quais merece destaque a má
Não se faz um projeto só com idéias. É preciso planejar formação desse profissional.
para tornar o sonho em realidade.
Ana Cristina
Nesses termos, a formação profissional do educador se constitui num
problema para a educação, pois fornece técnicas de ensino (receitas), mas
não o conhecimento – construído crítica e reflexivamente – que embasa e
A Educação no Brasil sempre foi excludente e durante toda a sua
conscientiza o educador sobre o seu papel sócio-educacional e ético,
História, ouvimos falar de pessoas que não tiveram acesso à escola, umas
como pré-requisitos básicos para uma prática pedagógica de qualidade,
por serem negras, outras por serem pobres, outras por serem mulheres
que embute em si propostas significativas, atendendo sempre a demanda
(...). No século XX, após a década de 30, essa população de analfabetos
do contexto na qual está sendo desenvolvida.
começou entrar em evidência, principalmente por ser considerada uma
das causas do subdesenvolvimento do país. Com o advento da
Portanto, falar em educação nos dias de hoje, não pode ser algo
industrialização, e por interesses capitalistas, essas pessoas passaram a
imediatista ou que meramente reproduza a prática mecânica e irreal que a
precisar da “escola” para se “capacitarem” na operação das máquinas.
escola tem desenvolvido. É preciso pensar num sistema que satisfaça as
necessidades sociais do atual momento sócio-histórico. Os conceitos
Porém, a Escola que sempre existiu foi uma Escola homogênea, com um
limitados e metódicos de ensino e aprendizagem, que orientaram as
modelo de professor e de ensino voltados ao “aluno padrão”. Observa-se
práticas pedagogicas de décadas passadas não satisfazem ao momento
desde então, um investimento quantitativo na escola, sem considerar a
vigente. A educação precisa propiciar espaço de reflexão a respeito do
nova camada social que nela se inseria; sem a preocupação em
mundo e da ação de cada homem enquanto sujeito histórico, construtor e
reconstruir uma prática pedagógica que atendesse ao novo contexto – o
reconstrutor de seu próprio mundo; uma educação que garante aos
da heterogeneidade. Como conseqüência, muitos até tiveram acesso à
sujeitos a conscientização quanto a sua capacidade criativa e inovadora
Escola, mas sem o direito a permanência, outros nem ousaram ingressar
de intervenção na realidade: Consciência de si, do outro e do mundo
nesta, gerando elevado índice de analfabetismo.
enquanto realidade dinâmica, transformável. E o professor deve ter
consciência de que é elemento primordial desse processo, pois é ele
2

quem estrutura e faz acontecer a prática pedagógica. Uma prática que


está sempre em consonância com sua postura, com seus ideais e Nesse contexto, a Didática é fundamental, uma vez que esta é a área do
princípios e que o faz assumir (ou não) com compromisso e seriedade o conhecimento que estuda – analítica e reflexivamente – o processo de
desafio da mudança. ensinar e aprender, para, com embasamento em uma teoria da educação,
formular diretrizes orientadoras da prática pedagógica.
É como afirma Paulo Freire (1994):
Segundo José Carlos Libâneo (1994)
“A conscientização não pode existir fora da ‘práxis’,
sem o ato ação-reflexão-ação. Esta unidade dialética é a “didática que investiga as condições e formas que
constitui, de maneira permanente, o modo de ser ou vigoram no ensino e, ao mesmo tempo, os fatores reais
de transformar o mundo que caracteriza os homens... (sociais, políticos, culturais, psicossociais)
Por isso mesmo a conscientização é um compromisso condicionantes das relações entre docência e
histórico. É também consciência histórica: é inserção aprendizagem... Traduz objetivos sociais e políticos em
crítica na história, implica que os homens assumam o objetivos de ensino, seleciona e organiza os conteúdos e
papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo.” métodos e, ao estabelecer as conexões entre ensino e
(Paulo Freire: 1994) aprendizagem, indica princípios e diretrizes que irão
regular a ação didática.” – LIBÂNEO, 1994:52
A construção de uma consciência crítica é tarefa da educação, educação
esta que não se processa apenas na escola, através de uma ação A Didática é a mediadora entre as bases teóricas da educação e a prática
pedagógica sistemática, mas também nas relações sociais que se pedagógica, pois busca dar forma ao conteúdo para que este se
processam no cotidiano. Porém a educação formal, especialmente a concretize; Busca contribuir para definição do trabalho a ser
pública, é responsável pela apreensão da cultura, refletida e mesmo desenvolvido, de modo que o sujeito construa o seu saber com qualidade;
reconstruída através da participação ativa e consciente do cidadão. Além Aponta adequadamente o modo de ensinar e aprender para que esse
disso, é a educação formal que legitima a inserção do cidadão na cidadão tenha êxito e se sinta sujeito de sua aprendizagem.
sociedade letrada. Nesse contexto a prática pedagógica, coordenada pelo professor, é uma
articulação analisada pela Didática, que só ganha significado e garante
Assim, repensar a Educação e a formação do professor é urgente! É mudança se for bem planejada. Daí, na prática, o planejamento de
momento de reflexão. Porém, pensar, refletir essa teia de reconstrução da ensino, enquanto parte integrante do processo educativo, ser alvo de
escola, bem como o papel da escola no corpo social, exige conhecimento constantes indagações, quanto a sua validade como efetivo instrumento
tanto teórico-metodológico, quanto do contexto das mudanças em que de melhoria qualitativa do trabalho do professor, uma vez que não é
estamos inseridos, isto é, não se processa pelo simples querer, nem pode abordada a orientação teórica subjacente ao planejamento. Este tem sido
acontecer de forma desarticulada e improvisada, pois é tarefa complexa, reduzido à representações de “técnicas de elaboração, execução e
que implica um redimensionamento, uma reconstrução de todo o controle de planos de ensino, destituídos de qualquer concepção acerca
processo educativo. da prática pedagógica em geral” (MARTINS, 1995:65)
3

O cotidiano da prática educativa tem evidenciado situações questionáveis


nesse sentido. E aqui vale algumas indagações: o que é mesmo
planejamento? Pra que planejar? Como planejar? Porque há tantas Heloisa Lück (1995) evidencia que:
resistências ao ato de planejar? ...

PLANEJAR É
A situação habitual, no ensino regular, tem mostrado um quadro em que
o professor, isoladamente e pressionado pelas exigências burocráticas,
faz/copia um plano anual, semestral ou de unidade para cumprir a risca,
como um pacote fechado de procedimentos. Assim, o Planejamento tem Levantar a Estabelecer o Organizar a
se constituído no ritual burocrático de elaborar/copiar planos e/ou situação atual que se deseja ação futura
projetos para os arquivos da escola. Tal situação explicita a grande mudar
confusão ou mesmo distorção quanto a importância do ato de planejar,
que muitas vezes leva o professor a encarar o planejamento como algo
que atrapalha mais do que ajuda na melhoria da qualidade de ensino.
VASCONCELLOS (1998) salienta que A FIM DE SE OBTER

planejar é antever uma intervenção na realidade,


visando sua mudança; é antecipar mentalmente uma
ação a ser realizada; é buscar fazer algo incrível,
essencialmente humano: o real ser comandado pelo Maior maior exatidão maiores e maximização
ideal... é também se comprometer com a concretização eficiência e determinação melhores de esforços
daquilo que foi elaborado; [...] é uma mediação resultados
teórico-metodológica para a ação consciente e
intencional (p.40)
Observa-se, então, que o planejamento propõe mudança, a partir da
Sendo assim, o planejamento tem a finalidade de idealizar e tornar real realidade existente, de modo estruturado, consciente e intencional.
uma ação que mude/melhore a realidade. Assim, é preciso ter bem claro
que a ação de planejar é imprescindível e aponta para a mudança que se Assim, numa prática transformadora, é preciso conceber que, enquanto o
deseja atingir. plano e o projeto são produtos, registros, documentos que descrevem a
ação, planejamento é um processo reflexivo de tomada de decisões,
dinâmico, investigativo e contínuo, que envolve a elaboração (ação
mental, reflexiva a partir da realidade); realização interativa
4

(concretização da mudança); e reelaboração (processo avaliativo, que  quais são os reais interesses da realidade;
indica a reconstrução do processo); Planejar é a própria ação,  que tipo de resultados se espera;
primeiramente refletida, pensada; depois executada, posta em prática; e  em quanto tempo;
novamente refletida para ser reconstruída e garantir a  Quais são os recursos disponíveis, etc...
intervenção/transformação desejada para a realidade.
Analisar estas questões é tarefa que exige, além de muita reflexão,
“O autêntico processo de planejamento, além da elaboração, traz competência e compromisso com a transformação da realidade, pois os
implícita uma exigência de realização” (Vasconcelos, 1995 p. 43) e objetivos só têm sentido se se concretizarem, se promoverem as
indica sempre uma nova construção, o que permite afirmar que planejar é mudanças desejadas na realidade. Assim, os objetivos são os indicadores
um ato de movimento constante. da mudança que determinam em que medidas essa mudança se efetivará,
O que temos visto na escola regular são meros planos copiados de livros, e contêm critérios que nortearão a seleção dos demais elementos do
onde os objetivos estabelecidos apresentam-se desvinculados da planejamento. São os objetivos que apontam em que intensidade se
realidade, confusos, além do professor não ter consciência da pretende construir o conhecimento e efetivar a mudança, portanto eles
necessidade de atingi-los. Na maioria das vezes se constituem em metas precisam ser claros, simples (mesmo que profundos) e possíveis de se
inconscientes, inconsequentes e inconsistentes, díspares dos interesses efetivar.
concretos da realidade, o que causa desinteresse e, conseqüentemente,
evasão em nossas escolas. Vale salientar que quando falamos de ensino planejado, organizado,
direcionado, onde o professor é mediador entre aluno e conhecimento, os
Ao planejar a ação, o professor juntamente com o aluno, buscam garantir conteúdos bem como os objetivos, têm finalidades de aprendizagem
a qualidade da prática pedagógica, contribuindo assim para o êxito de seu efetiva.
próprio trabalho e desenvolvimento progressivo dos processos mentais
de seu alunado, o que sugere dizer que planejar é acreditar na Nesses termos, para compreendermos o verdadeiro significado dos
possibilidade de mudança da realidade. conteúdos de ensino, é preciso perceber que estes não podem ser
Portanto, é preciso ter em mente que essa ação visa, primeiramente traçar estáticos, cristalizados, nem desvinculados dos objetivos a serem
os objetivos, o que significa decidir a aprendizagem resultante do ensino, atingidos. Conteúdo não é volume de informações que limita a
significa estabelecer o DESEJO de mudança. Aqui vale salientar que capacidade e habilidade de construir conhecimento.
desejo é algo que se constrói e se desenvolve com satisfação e prazer,
pois desejo é vontade intensa. Quando se tem desejo, conseqüentemente, Os conteúdos não podem ser/ter um fim em si mesmos. É interessante
se tem vontade e disposição de torná-lo real. É por isso que a decisão ressaltar que os objetivos lhes dão direção e estes são os meios para
deve ser consciente, articulada com as necessidades do contexto. Ao concretização dos fins usados pelo processo de aprendizagem. Conteúdos
elaborar objetivos é necessário evidenciar: não são só organização do conhecimento, mas extrapolação no campo
desse conhecimento pelas experiências, os quais são selecionados, como
 o que se deseja alcançar; um conjunto de habilidades, modos valorativos e atitudes sociais,
 como se deseja alcançar;
5

organizados pedagógica e didaticamente, tendo em vista a assimilação e os recursos usados pelo professor precisam ser pensados como
aplicação pelos alunos na sua vida social. instrumentos veiculadores do saber que buscam aproximar o aluno da
aprendizagem. Estes, enquanto elementos constituintes do planejamento,
Numa ação planejada, os conteúdos devem ser re-significados, visam atender concretamente as metas e os objetivos traçados, para
alimentados e atualizados pelas necessidades que surgem ao longo do atingir o conhecimento desejado. É a forma de proceder que seduz o
processo, observando o que o educando deve saber, o que deve saber aluno a envolver-se com a construção do conhecimento e a sentir-se
fazer e como deve ser. Assim, os conteúdos extrapolam a assimilação de responsabilizado pelas suas construções. Além disso, promovem
conceitos e atinge habilidades procedimentais e atitudinais, que lhe são momentos de reflexão, análises, propiciadores de estímulos para
necessárias no contexto social. Ou seja, além do educando construir desenvolver o pensamento crítico. Para que haja adequação, é necessário
conceitos, compreendendo e explicando a realidade, ele desenvolve a haver conexão/sintonia entre objetivos, conteúdos,
capacidade de saber fazer e atuar para atingir um objetivo traçado. metodologia/procedimentos, recursos e avaliação. Não adianta ter
Segundo Maximiliano Menegolla (1996) para selecionar e organizar objetivos bem definidos, se não se encontrar as formas de colocá-los em
conteúdos, o professor precisa observar critérios que propiciem a prática.
concretização de tais habilidades:
Durante todo o processo do planejamento a avaliação é o elemento da
 a significação: visa atender significativamente às necessidades e prática pedagógica que visa investigar, dinâmica e permanetemente, o
anseios do aluno; processo de ensinar e aprender, destacando as relações entre o foi
 adequação às necessidades sociais e culturais: reflexão em proposto e sua execução: falhas, dificuldades, êxitos e novas
torno dos aspectos sócio-hitóricos; possibilidades. É a avaliação que permite acompanhar o trabalho
 o interesse: manter e desenvolver o interesse do aluno para docente, o rendimento da aprendizagem, o alcance dos objetivos,
concretizar a aprendizagem; constituindo-se assim em um meio de atingir os fins, pois a avaliação dá
 a validade e utilidade: a absorção do conhecimento precisa ter retorno à prática pedagógica. Sendo inerente ao processo educacional, a
validade/ aplicabilidade, pois só percebendo a sua utilidade que avaliação, segundo Jussara Hoffmann, é a “reflexão transformada em
o aluno dará significado à sua aprendizagem; ação”, não podendo portanto, ser estática nem ter caráter sentencivo e
 a possibilidade de reelaboração: permite realizar elaborações e classificatório.
aplicações pessoais a partir daquilo que aprendeu;
 a flexibilidade: os conteúdos não devem ser selecionados como Não existe instrumentos de avaliação capaz, por si só de detectar a
uma decisão definitiva. Precisa contemplar as necessidades que instrumentos diversificados adequados às finalidades a que se destinam
surgem ao longo do processo. para que, conjuntamente, contribuam para uma leitura mais complexa do
processo de aprendizagem dos alunos.
É importante ressaltar que cada conteúdo se aprende de forma diversa,
portanto, o educador precisa assumir uma postura frente ao A atividade avaliativa deve ser intencional e ter sua função social
conhecimento trabalhado e encontrar os meios adequados que propiciem pedagógica clara para alunos e professor. Os momentos específicos da
aos alunos atribuir valor ao saber adquirido. Assim, Os procedimentos e avaliação fazem parte do processo educativo, contribuindo para as
6

decisões em relação à continuidade do trabalho pedagógico. A dicotomia


entre avaliação e aprendizagem é, portanto, um grande equívoco. Contínua: permanente no processo de aprendizagem,
detectando/analisando sempre avanços e dificuldades e
Assim, o professor precisa ter bem claro que avaliar é determinar se possibilidades;
objetivos previstos foram alcançados e em que intensidade. Sendo assim Dinâmica: utiliza diferentes instrumentos e na reflexão de seus
é necessário observar durante todo o processo: resultados inclui a participação dos alunos e dos envolvidos no
 O que e como avaliar; processo;
 Porque avaliar; Investigativa: visa levantar e mapear dados para a compreensão do
 Que critérios utilizar; processo de aprendizagem e oferecer subsídios para os
 Quais instrumentos e técnicas utilizar; profissionais repensarem sobre a prática pedagógica que
 Quais as funções da avaliação; etc. realizam. Pressupõe interrogações constantes e se revela
como instrumento importante para professores e alunos
Tais questionamentos instigam à permanente busca e análise dos comprometidos com uma escola de qualidade.
resultados obtidos e as inferências destes para o êxito da aprendizagem.
Nesses termos, a avaliação busca sempre mediatizar o proposto e sua Nessa perspectiva, a avaliação tem por finalidades intervir, modificar e
execução, apontando as possibilidades de novas intervenções e melhorar o processo de construção de conhecimento e o professor,
verificando como o conhecimento está sendo assimilado pelo aprendiz e enquanto articulador da ação de ensinar e aprender precisa:
como este modifica sua compreensão de mundo e eleva sua capacidade  ter clareza do que será avaliado;
de participar da realidade onde está vivendo. Além disso, a avaliação  ser bom observador – com um olhar mais sensível e
convida o professor a refletir sempre sobre sua postura e prática. reflexivo;
 avaliar em diversos momentos e dinamicamente;
Esteban (1998) salienta que:  dar atenção à diversidade – não homogeneizar;
 conceber a avaliação como um meio para atingir fins e não
a avaliação como prática de investigação tem o sentido um fim em si mesma;
de romper as barreiras entre os participantes do
processo ensino/aprendizagem e entre os conhecimentos Nessa articulação e interdependência entre seus elementos, é que se pode
presentes no contexto escolar... a finalidade é que todos afirmar que o planejamento é um processo de decisão a ser desenvolvido
possam ampliar continuamente os conhecimentos que a partir do memento em que o professor deseje se desafiar e arriscar
possuem, cada um no seu tempo, por seu caminha, com novas possibilidades de reconstrução da prática pedagógica.
seus recursos, com a ajuda do coletivo. Investigando o
processo de ensino/aprendizagem o professor redefine o Assim, é possível afirmar que o planejamento tem uma importância
sentido da prática avaliativa”. inigualável para uma prática pedagógica transformadora/inovadora, pois:

Nessa perspectiva, a avaliação deve ser:


7

 é um guia de orientação com as intenções pedagógicas propostas estas que se articulem entre si, dinamicamente, atingindo a
explícitas, que permite pensar e repensar constantemente a democratização e qualificação da educação escolar num ato de ação-
prática pedagógica; reflexão-ação. Professor esse que perceba que “mudar em educação
 assegura a unidade e coerência do trabalho docente; pressupõe incluir-se como pessoa, assumir os riscos da mudança para
 segue a uma ordem sequencial lógica que viabiliza o alcance poder desfrutar do prazer de também aprender”.(Rosa Sanrry.1988)
dos objetivos;
 facilita a preparação e execução das aulas;
 prevê objetivos, conteúdos e procedimentos a partir da
solicitação da realidade;
 Expressa os vínculos entre os posicionamentos filosófico,
político-pedagógico e profissional;
 permite pensar previamente: - No que se pretende alcançar e
em quanto tempo;
 como é possível alcançar o que se pretende;
 quais os recursos necessários e disponíveis;
 o que e como avaliar a situação.

Fica clara a necessidade de dismistificar o planejamento visto como


ritual burocrático e mecânico. É urgente percebê-lo enquanto ato
político-pedagógico, elaborado, executado e reelaborado com a
participação das partes interessadas no processo ensino-aprendizagem:
aluno, professores, administradores e a comunidade, vinculado à
realidade histórico-social.

Faz-se necessário reformular conceitos e repensar a importância do


planejamento na Educação de Jovens e Adultos, dando-lhe novas
dimensões e concretizando o movimento de dinamicidade do ato de
planejar e a percepção de seu papel na construção consciente de uma
proposta de ensino que torne mais satisfatória a aprendizagem, onde o
alfabetizando se torne sujeito ativo, o centro de interesses, para assim,
realmente, a escola cumprir sua função social.

Diante disso é preciso ver o professor como elemento imprescindível na


construção de propostas desde o nível educacional até o de ensino,
8

Bibliografia:

ESTEBAN, Maria Teresa. Avaliação: uma prática em busca de novos


sentidos. Rio de Janeiro: DP&A editora, 1998

FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra,


1994.

LÜCK, Heloisa. Planejamento em Orientação Educacional. 7ª ed.


Petrópolis-RJ: Vozes, 1998.

MARTINS, Pura Lúcia Oliver. Didática Teórica/Didática Prática: Para


além do confronto. 4ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 1989.

MENEGOLLA, Maximiliano. E SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que


planejar? Como planejar? – Currículo, área e aula. 4ª ed. Petrópolis-RJ:
Vozes, 1996.

RODRIGUES, Neidson. Da mistificação da escola à escola necessária.


São Paulo: Editora Cortez, 1987.

ROSA, Sanrry S. da. Construtivismo e Mudança. 4ª ed. São Paulo:


Cortez, 1988.

VASCONCELOS, Celso dos Santos. Planejamento, Plano de ensino-


aprendizagem e projeto educativo – Elementos metodológicos para a
elaboração e realização. São Paulo: Libertad, 1995.