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GRANDE ORIENTE DO BRASIL

ARLS REGENERAÇÃO OLINDENSE


Nº 3218 – Or de Recife-PE - Brasil.
Rito Moderno
CM Waldecy da Silva Marques Filho

A ESTRELA FLAMÍGERA

1. INTRODUÇÃO

Na Maçonaria, o Aprendiz é instruído a manejar instrumentos que


permitem transformar a matéria sob o efeito das forças físicas direcionadas
pela inteligência. Ele aprende também que além das forças físicas existem
as de ordem mais elevada. Desta forma, mais longe das trevas do mundo
profano, ele se torna Companheiro.
Como nos antigos ofícios, o Companheiro tem conhecimento suficiente para
acompanhar o Mestre na maioria dos trabalhos.
Entretanto, o que lhe falta é uma obra própria, criativa, que lhe possibilite
o acesso ao Mestrado e a faculdade de ensinar a outros.
“Representa o homem na sua juventude espiritual, robusto e capaz de
iniciativas, mas ainda tímido na sua execução e pouco consciente das
virtualidades que possui”.[CIDADE1].
Por isso, é preciso conhecer a Estrela Flamejante e a letra "G".

2. DESENVOLVIMENTO

A Estrela Flamígera

“P. Depois das cinco viagens, que vos fizeram praticar?


R. Fizeram-me contemplar a Estrela Flamígera”.[MODERNO].
Este ato de contemplar a Estrela Flamígera, ao término da 5ª viagem,
indica ao Companheiro qual deve ser a sua orientação, seu “norte”, a
direção de seus esforços para realizar mais progressos na Maçonaria.

Simbologia

A Estrela Flamígera, também chamada de Flamejante, Flamante ou


Rutilante (no Rito Adhoniramita) é sinal e portadora da luz.
Simbolicamente, as estrelas que atravessam as trevas com sua luz
própria, participam da luta entre os poderes da luz e os das trevas, entre
o esclarecimento e o obscurantismo.[MUNIZ]
A representação de estrela e de outros corpos celestes é bastante antiga
e bem difundida.
Na antiga mitologia gaulesa, Estrela é o nome de uma das divindades
(Sirona); Na mitologia asteca, as estrelas são chamadas de mimixcoatl
(serpentes-nuvem), isso pelo fato de Mixcoatl, o deus da Estrela Polar,
multiplicou-se nelas; Entre os maias as estrelas eram representadas
como olhos, de onde brotam raios de luz.

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Entre os pitagóricos, era chamada de Pentalfa, pelo fato de suas cinco
pontas assemelharem-se a 5 letras alfa maiúsculas (A)”, letra inicial dos
termos gregos usados para designar ver, ouvir, meditar, bem agir e
calar (ATREO, AISTO, ADALESQUES, AGATOPOEIRO e
ABADQUIDZI). [ADHONIRAMITA]

Na Igreja cristã antiga aparecia como símbolo dos “cinco estigmas” de


Cristo.
O Pentagrama é chamado de “Estrela Hominal” quando três de suas
pontas apontam para o alto, representando a inserção do homem no
universo e nos elementos que compõe a natureza. Lavagnini escreve que
a estrela de cinco pontas simboliza a imagem de um
homem, com as pernas e os braços abertos, em
correspondência com as quatro pontas laterais, sendo a
cabeça correspondente à ponta superior, representando
o equilíbrio ativo e a sua capacidade de expressão.
Desta forma, simboliza que o homem se acha no centro
da vida e, com a sua atividade, irradia de si mesmo a
sua própria luz interior, exatamente como se acha a
estrela no espaço.[LAVAGNINI]
Quando a estrela está invertida, representa a
“Estrela Bestial”, onde se insere a figura de um
bode, representando a bestialidade, os instintos
não refinados, o domínio do desejo violento sobre
a razão.
Para o Rito Escocês Antigo e Aceito, a Estrela
Flamejante é “não só o emblema do gênio que leva
o homem à prática das grandes ações, mas,
também o símbolo do Fogo Sagrado com que nos
dotou o Gr Arq do Univ, e sob cujos raios devemos discernir, amar e
praticar a Verdade, a Justiça e a Eqüidade.”[REAA]
Semelhante é seu significado no Rito Adhoniramita, pois é a “porção
de luz divina, com que o G A D U forjou nossas almas e cujos raios
nos permitem distinguir o Bem do Mal, conhecer a verdade e praticar a
justiça.”[ADHONIRAMITA]
Para o Rito Moderno ela é a “Estrela Polar, que indica o nosso norte, a
nossa meta, o astro do livre pensamento...”. “Indica que o Iniciado no
segundo grau está destinado a transformar-se, ele próprio, em uma
espécie de foco ardente, fonte de calor e de luz, de compreensão e
tolerância. Iluminado por sua inteligência e por seu coração, unido na
pesquisa da verdade, deve devotar-se sem reservas à Obra, à prática do
altruísmo e da Bondade.”[MODERNO]

A Letra “G”

Na instrução do 2º grau é feita a pergunta: “S C?” e a resposta é dada:


“C a l G”[MODERNO].
Mas o que significa esta letra e qual a sua importância para o segundo grau
maçônico?
Originalmente, a letra G está ligada aos ofícios que tinham a Geometria
como fundamento. “A Maçonaria moderna, tendo se inspirado nos antigos

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moldes das guildas de pedreiros, se abeberou nos autores clássicos que
costumavam ver a Arquitetura como a aplicação prática da Geometria.”[MUNIZ]
A Geometria ocupa o 5º lugar entre as artes liberais, daí a id simb do
C M ser de c aa.
No Ritual do C M de J. M. Ragon (1781-1866), na primeira resposta
acerca da letra “G” diz: “G, a quinta consoante do alfabeto, é a inicial da
quinta ciência, a Geometria. É dela e das matemáticas que provém o brilho
dessa verdade luminosa que deve expandir-se sobre todas as operações do
espírito”.
A letra G é o monograma de Geração, de Gravitação, de Geometria, de
Gênio e de Gnose.
“Geração é a força vital que perpetua a série dos seres.”[MODERNO]
A Geração diz respeito aos elementos fundamentais que dão ensejo aos
seres, aos fenômenos e as instituições. O estudo do C M, sendo voltado
às ciências e liberto de toda superstição deve ser dirigido à gênese, ou seja,
deve buscar as origens dos fenômenos e dos seres baseado em um método
científico, racional, longe das fantasias e crendices que não tem
embasamento em sólidas evidências.
“Gravitação é a força primordial que regula o movimento e o equilíbrio da
matéria.”[MODERNO]
Gravitação é a atração entre dois corpos que é proporcional ao produto de
suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os
separa.
Assim como a gravitação física atrai os corpos, entre os maçons a
“gravitação ideológica” une-os e assegura a solidariedade e a amizade
fraterna entre eles.
Geometria é a área da Matemática que trabalha com sólidos, superfícies,
linhas, pontos, ângulos e suas relações.
Em alguns manuscritos antigos, como o Poema Regius, Geometria é
sinônimo de Maçonaria. Nesse poema, “em seu décimo terceiro artigo (versos
239 e 244) é dito que o Mestre deve ensinar a ciência da Geometria ao
Aprendiz.”[MUNIZ]
Para a Maçonaria moderna, a arte do geômetra é a de construir a ordem, o
equilíbrio e a harmonia dentro da sociedade.
Gênio “é a inteligência humana brilhando com o seu maior
esplendor.”[MODERNO]
Refere-se a dons naturais e eminentes do espírito humano que dá aos que
os possuem, uma inspiração invulgar. Desta forma, o C M deve estudar
sem descanso, e deve “superar-se a si mesmo, pondo-se a serviço de todas
as grandes causas que ajudam a aperfeiçoar a Humanidade”[MODERNO].
“Gnose, do grego „gnosis‟, é a Ciência, o Conhecimento no mais amplo
sentido, não mais restrito à interpretação mística dos antigos Gnósticos, mas
como meta do Homem.”[MODERNO]
O maçom tendo-se esforçado para praticar os ensinamentos da Sublime
Ordem e tendo interiorizado plenamente o significado de seus símbolos,
atinge a condição adquirida pelo sábio, ou seja, “uma profunda comunhão
ou fusão intelectual com o conhecimento, objetivo de toda a prática
maçônica.”[MUNIZ]

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A Estrela Flamígera na Maçonaria

A Estrela Flamígera e a letra G não aparecem nos rituais maçônicos antes


do ano de 1737.
O Pentagrama é primordialmente um dos símbolos da magia, que sempre
aparece em diversos ritos. Ela é de origem Pitagórica, e recebeu do teólogo,
médico e alquimista alemão, Enrique Cornélio Agrippa de Neteshein,
nascido em Colônia, no final do século XV e que também se dedicava à
magia, à alquimia e à cabala, o nome de Estrela Flamejante ou Estrela
Flamígera.
Sendo um símbolo totalmente desconhecido das organizações medievais de
ofício e dos primeiros maçons aceitos, é bem provável que ela tenha se
propagado na Maçonaria por influência de Théodore Henry, Barão de
Tschoudy (1727-1769) e por Guillaume de Saint-Victor, ambos estudiosos
de Alquimia e Hermetismo, e idealizadores do Rito Adhoniramita que
acabou influenciando os outros Ritos de origem francesa (como o Moderno,
o Escocês Antigo e Aceito, o Escocês Retificado, etc.) e acabou estendendo,
mais recentemente, sua influência até sobre Ritos de origem não francesa.
“Não são todos os Ritos que adotam o Pentagrama como a Estrela Flamígera.
O Rito de York, por exemplo, adota a estrela de seis pontas.”[CIDADE2]

3. CONCLUSÃO

Os IIr José Castellani e Raimundo Rodrigues, em sua obra “Cartilha do


Companheiro” resumem assim a importância do símbolo estudado neste
peça: “A Estrela Flamejante representa o HOMEM IDEAL, que deve ser a
grande aspiração do C M. A Estrela Flamejante é LUZ e luz é o grande
símbolo da Verdade e do Saber.”[CASTELLANI]
O C M deve vê-la como um ponto de referência e símbolo do ideal do
equilíbrio a ser perseguido. Equilíbrio físico, intelectual e moral que serve
de base para o desenvolvimento do maçom.
Com o trabalho, que é “o esforço constante do homem para libertar-se,
progressivamente, das faculdades que o diminuem”[MODERNO], ele transforma
a si próprio em fonte de energia para ser um reformador do mundo, um
construtor de uma nova sociedade, de uma nova ordem mundial.

4. REFERÊNCIAS

[ADHONIRAMITA] – ADHONIRAMITA, Ritual do 2º Grau – Companheiro-Maçom. 3ª


Instrução do 2º Grau, GOB. 2005
[CASTELLANI] – CASTELLANI, José; RODRIGUES, Raimundo. Cartilha do Companheiro.
São Paulo: Editora A Gazeta Maçônica, 1998.
[CIDADE1] – CIDADE MAÇÔNICA. Prancha „A Estrela
Flamejante‟.http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/estrela-flamejante.html
[CIDADE2] – CIDADE MAÇÔNICA. Prancha „A Estrela Flamejante II‟.
http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/estrela-flamejante-ii.html
[LAVAGNINI] – LAVAGNINI, Aldo. Manual Del Compañero – Estudio Interpretativo de Los
Símbolos y Alegorias del Segundo Grado Masónico.
[MODERNO] – MODERNO, Ritual do 2º Grau – Companheiro do Rito. Instrução do 2º
Grau, GOB. 1999.
[MUNIZ] – MUNIZ, André Otávio Assis. Novo Manual do Rito Moderno – Grau de
Companheiro (completo). São Paulo: Editora A Gazeta Maçônica, 1ª Edição, 2007.
[REAA] – Ritual Rito Escocês Antigo e Aceito - 2º Grau – Companheiro, GOB. 2003.

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