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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMABUCO - UFPE

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS – CCSA


NÚCLEO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA DO CCSA/UFPE - NEaD
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS EM EaD

CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS - EAD


CONTABILIDADE GERAL
ATIVIDADES DA 2ª SEMANA – MÓDULO I
PERÍODO: 31/08/2015 A 05/09/2015

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO – BALANÇO PATRIMONIAL


1.1 Introdução
1.2 Representação Gráfica Patrimonial
1.3 Conceito de Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido e Resultado do Exercício.
1.4 Exercício de fixação na plataforma
1.5 Fórum sobre a Evolução Histórica da Contabilidade

2. LANÇAMENTOS CONTÁBEIS
2.1 Mecanismos de débito e crédito
2.2 Contas e Plano de Contas
2.3 Contabilização dos Fatos Patrimoniais
2.4 Exercício de fixação na plataforma
2.5 Fórum sobre Elementos Introdutórios

3. LIVRO DIÁRIO E LIVRO RAZÃO


3.1 Contabilização do Livro Diário
3.2 Contabilização do Livro Razão
3.3 Exercício de fixação na plataforma
3.4 Fórum sobre Elementos Introdutórios

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1. INTRODUÇÃO AO BALANÇO PATRIMONIAL

Gerenciamento é substituir músculos por


pensamentos, folclore e superstição por
conhecimento, e força por cooperação.
Peter Drucker

1.1 – Introdução

Este tópico tem várias fontes de pesquisa, dentre as quais, a principal é Norma Brasileira de
Contabilidade Técnica Geral 26 – NBC TG 26 a Lei nº 6.404/76 – Lei das Sociedades
Anônimas, além de artigos e livros de diversos autores sobre Demonstrações Contábeis ou
Financeiras, bem como pesquisas na internet de alguns sítios sobre contabilidade.

As demonstrações contábeis representam uma técnica contábil e assume um papel


importante na comunicação contábil, pois representa a forma padronizada de comunicar a
realidade das entidades, sejam elas com ou sem finalidade lucrativa. Dessa forma,
representa uma das fontes mais importantes de informação, além de expor a capacidade do
profissional contábil de produzir informações úteis, tempestivas e fidedignas.

Portanto é possível através do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do


Exercício, conhecer os aspectos financeiros, econômicos e a responsabilidade social das
entidades, bem como a qualidade do profissional responsável pela sua elaboração.

Lembre-se que a contabilidade deve gerar informação para os diversos tipos de usuários da
informação contábil e faz através das demonstrações contábeis, usualmente denominada
"demonstrações financeiras" de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade e em
alguns setores específicos, como bancos, sociedades de capital aberto que negociam suas
ações na Bolsa de Valores, devem atender a regulamentação de órgãos específicos, como o
Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários, etc.

Para efeito do nosso estudo, adotaremos o conceito das Demonstrações Contábeis, emitido
pelo NBC TG 26:

As demonstrações contábeis são uma representação estruturada da posição


patrimonial e financeira e do desempenho da entidade. O objetivo das
demonstrações contábeis é o de proporcionar informação acerca da posição
patrimonial e financeira, do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade que seja
útil a um grande número de usuários em suas avaliações e tomada de decisões
econômicas. As demonstrações contábeis também objetivam apresentar os
resultados da atuação da administração, em face de seus deveres e
responsabilidades na gestão diligente dos recursos que lhe foram confiados. Para
satisfazer a esse objetivo, as demonstrações contábeis proporcionam informação

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da entidade acerca do seguinte: (Redação alterada pela Resolução CFC n.º


1.376/11)
(a) ativos;
(b) passivos;
(c) patrimônio líquido;
(d) receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas;
(e) alterações no capital próprio mediante integralizações dos proprietários e
distribuições a eles; e
(f) fluxos de caixa.
Demonstrações contábeis de propósito geral (referidas simplesmente como
demonstrações contábeis) são aquelas cujo propósito reside no atendimento das
necessidades informacionais de usuários externos que não se encontram em
condições de requerer relatórios especificamente planejados para atender às suas
necessidades.

Como se pode observar, as demonstrações contábeis padronizadas e publicadas de forma


usual passaram a ser denominadas de Demonstrações Contábeis de propósito geral, pois
como já foi dito anteriormente, em casos específicos, ou para alguns usuários em especial
(financiamento bancário, por exemplo), pode ser solicitada uma demonstração específica
para atender a situação.

As informações constantes das demonstrações contábeis, complementadas pelas notas


explicativas, que devem explanar sobre os critérios de mensuração dos ativos, passivos,
receita e despesa, são fundamentais para a tomada de decisão de investidores e da própria
entidade, tendo a função de auxiliar os usuários a estimar os resultados futuros e os fluxos
financeiros futuros da entidade.

As demonstrações contábeis e as notas explicativas representam esse conjunto de


informação sobre as entidades. As demonstrações devem ser elaboradas de acordo com
práticas contábeis brasileiras, que segundo a NBC TG 26, representa:

Práticas contábeis brasileiras compreendem a legislação societária brasileira, as


Normas Brasileiras de Contabilidade, emitidas pelo Conselho Federal de
Contabilidade, os pronunciamentos, as interpretações e as orientações emitidos
pelo CPC e homologados pelos órgãos reguladores, e práticas adotadas pelas
entidades em assuntos não regulados, desde que atendam à NBC TG ESTRUTURA
CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório
Contábil-Financeiro emitida pelo CFC e, por conseguinte, em consonância com as
normas contábeis internacionais. (Redação alterada pela Resolução CFC n.º
1.376/11)

O CAPÍTULO XV - Exercício Social e Demonstrações Financeiras – Art. 175 a 205 da Lei nº


6.404/76, definem as regras e as demonstrações contábeis obrigatórias.

Exercício Social
O Exercício Social é definido pelo art. 175, da Lei nº 6.404/76, devendo ter a duração de um
ano e a data será fixada no estatuto social.

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Optamos por reproduzir sempre a legislação, como forma dos leitores poderem se habituar
a linguagem formal das normas:
Lei nº 6.404/76
SEÇÃO I
Exercício Social
Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será
fixada no estatuto.

Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária


o exercício social poderá ter duração diversa.

Conjunto completo de demonstrações contábeis


A NBC TG, a partir do item 10, define o conjunto completo das demonstrações contábeis,
que deve conter:

a) balanço patrimonial ao final do período;


b) demonstração do resultado do período;
c) demonstração do resultado abrangente do período;
d) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
e) demonstração dos fluxos de caixa do período;
f) demonstração do valor adicionado do período, conforme NBC TG 09 – Demonstração do
Valor Adicionado, se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou mesmo se
apresentada voluntariamente;
g) notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas e
outras informações explanatórias;
h) informações comparativas com o período anterior, conforme especificado nos itens 38 e
38A; (Incluída pela NBC TG 26 (R1))
i) balanço patrimonial do início do período mais antigo, comparativamente apresentado,
quando a entidade aplica uma política contábil retrospectivamente ou procede à
reapresentação retrospectiva de itens das demonstrações contábeis, ou quando
procede à reclassificação de itens de suas demonstrações contábeis de acordo com os
itens 40A a 40D. (Alterada pela NBC TG 26 (R1))

A referida norma, complementa informando que a entidade pode usar outros títulos nas
demonstrações em vez das usadas na Norma, desde que não contrarie a legislação societária
brasileira vigente. A demonstração do resultado abrangente pode ser apresentada em
quadro demonstrativo próprio ou dentro das mutações do patrimônio líquido

A entidade deve apresentar com igualdade de importância todas as demonstrações


contábeis que façam parte do conjunto completo de demonstrações contábeis.

Muitas entidades apresentam, fora das demonstrações contábeis, relatório da administração


que descreve e explica as características principais do desempenho e da posição financeira e
patrimonial da entidade e as principais incertezas às quais está sujeita. Esse relatório pode
incluir a análise:
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(a) dos principais fatores e influências que determinam o desempenho, incluindo


alterações no ambiente em que a entidade opera, a resposta da entidade a essas
alterações e o seu efeito e a política de investimento da entidade para manter e
melhorar o desempenho, incluindo a sua política de dividendos;

(b) das fontes de financiamento da entidade e a respectiva relação pretendida entre


passivos e o patrimônio líquido; e

(c) dos recursos da entidade não reconhecidos nas demonstrações contábeis de acordo
com as normas.

Muitas entidades apresentam também, fora das demonstrações contábeis, relatórios e


demonstrações tais como relatórios ambientais e sociais, sobretudo nos setores em que os
fatores ambientais e sociais sejam significativos e quando os empregados são considerados
um importante grupo de usuários Os relatórios e demonstrações apresentados fora das
demonstrações contábeis estão fora do âmbito das normas emitidas pelo CFC.

No que tange a Lei nº 6.404/76, o art. 175, definiu as demonstrações contábeis obrigatórias,
como:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.

Observe o texto legal:


Lei nº 6.404/76
Disposições Gerais
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as
mutações ocorridas no exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº
11.638,de 2007).

Observação Importante:
Recomendamos a Leitura da NBC TG 26 sobre as demonstrações contábeis.

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1.2 – Balanço Patrimonial – Conceitos

O Balanço Patrimonial pode ser definido como a demonstração contábil, que evidencia a
posição estática da entidade na data da sua publicação, tanto patrimonial como financeira,
demonstrando os elementos patrimoniais de forma qualitativa e quantitativa.

A NBC TG 26, nos itens de 49 a 80, apresenta uma série de regras para elaboração das
demonstrações contábeis, incluindo o Balanço Patrimonial.

Inicialmente a referida norma apresenta a questão da importância da Identificação das


demonstrações contábeis.

49. As demonstrações contábeis devem ser identificadas claramente e distinguidas de


qualquer outra informação que porventura conste no mesmo documento publicado.

50. As práticas contábeis brasileiras aplicam-se apenas às demonstrações contábeis e não


necessariamente a informação apresentada em outro relatório anual, relatório
regulatório ou qualquer outro documento. Por isso, é importante que os usuários
possam distinguir informação elaborada utilizando-se das práticas contábeis brasileiras
de qualquer outra informação que possa ser útil aos seus usuários, mas que não são
objeto dos requisitos das referidas práticas.

51. Cada demonstração contábil e respectivas notas explicativas devem ser identificadas
claramente. Além disso, as seguintes informações devem ser divulgadas de forma
destacada e repetida quando necessário para a devida compreensão da informação
apresentada:
(a) o nome da entidade às quais as demonstrações contábeis dizem respeito ou outro
meio que permita sua identificação, bem como qualquer alteração que possa ter
ocorrido nessa identificação desde o término do período anterior;
(b) se as demonstrações contábeis se referem a uma entidade individual ou a um
grupo de entidades;
(c) a data de encerramento do período de reporte ou o período coberto pelo
conjunto de demonstrações contábeis ou notas explicativas; (Redação alterada
pela Resolução CFC n.º 1.376/11)
(c) a moeda de apresentação, tal como definido na NBC TG 02 – Efeitos das
Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis; e
(d) o nível de arredondamento usado na apresentação dos valores nas
demonstrações contábeis.

52. Os requisitos do item 51 são normalmente satisfeitos pela apresentação apropriada de


cabeçalhos de página, títulos de demonstração, de nota, de coluna e similares em cada
página das demonstrações contábeis. Na determinação da melhor forma de
apresentar tais informações, é necessário o exercício de julgamento. Por exemplo,

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quando as demonstrações contábeis são apresentadas eletronicamente, nem sempre


podem ser usadas páginas separadas; os itens acima devem ser então apresentados
com frequência suficiente de forma a assegurar a devida compreensão das
informações incluídas nas demonstrações contábeis. (Redação alterada pela Resolução
CFC n.º 1.376/11)

53. As demonstrações contábeis tornam-se muitas vezes mais compreensíveis pela


apresentação de informação em milhares ou milhões de unidades da moeda de
apresentação. Esse procedimento é aceitável desde que o nível de arredondamento na
apresentação seja divulgado e não seja omitida informação material.

Observação Importante:
Recomendamos a Leitura da NBC TG 26 sobre as demonstrações contábeis.

Modelo de Apresentação do Balanço Patrimonial


Apresentamos o modelo do Balanço Patrimonial, tendo por base as informações essenciais
exigidas pela NBC TG 26 e os critérios definidos pela Lei nº 6.404/76.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO e PL
Circulante Circulante
As obrigações da companhia, inclusive
Deve ser classificadas no AC: as disponibilidades, financiamentos para aquisição de direitos do ativo
os direitos realizáveis no curso do exercício social não circulante, quando se vencerem no exercício
subsequente e as aplicações de recursos em seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem
despesas do exercício seguinte. vencimento em prazo maior, observado o disposto
no parágrafo único do art. 179 desta Lei
Não Circulante Não Circulante
Ativo Realizável a Longo Prazo
Deve ser classificadas no ARLP: os direitos
realizáveis após o término do exercício seguinte,
Quando as obrigações tiverem vencimento em
assim como os derivados de vendas,
prazo maior que o exercício subsequente,
adiantamentos ou empréstimos a sociedades
observado o disposto no parágrafo único do art.
coligadas ou controladas (artigo 243), diretores,
179 da Lei nº 6.404/76.
acionistas ou participantes no lucro da companhia,
que não constituírem negócios usuais na
exploração do objeto da companhia.
Patrimônio Líquido
Investimentos Capital Social
Deve ser classificadas como investimentos: as
participações permanentes em outras sociedades
A conta do capital social discriminará o montante
e os direitos de qualquer natureza, não
subscrito e, por dedução, a parcela ainda não
classificáveis no ativo circulante, e que não se
realizada.
destinem à manutenção da atividade da
companhia ou da empresa.

Fonte: do próprio autor

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BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO e PL
Não Circulante Patrimônio Líquido
Imobilizado Reservas de Capital
a) a contribuição do subscritor de ações que
Deve ser classificadas como imobilizado: os ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de
direitos que tenham por objeto bens corpóreos emissão das ações sem valor nominal que
destinados à manutenção das atividades da ultrapassar a importância destinada à formação do
companhia ou da empresa ou exercidos com essa capital social, inclusive nos casos de conversão em
finalidade, inclusive os decorrentes de operações ações de debêntures ou partes beneficiárias;
que transfiram à companhia os benefícios, riscos e b) o produto da alienação de partes beneficiárias e
controle desses bens bônus de subscrição;

Intangível Reservas de Capital


Deve ser classificadas no ARLP:os direitos
realizáveis após o término do exercício seguinte,
assim como os derivados de vendas,
Será ainda registrado como reserva de capital o
adiantamentos ou empréstimos a sociedades
resultado da correção monetária do capital
coligadas ou controladas (artigo 243), diretores,
realizado, enquanto não capitalizado.
acionistas ou participantes no lucro da companhia,
que não constituírem negócios usuais na
exploração do objeto da companhia.
Ajustes de Avaliação Patrimonial
Serão classificadas como ajustes de avaliação
patrimonial, enquanto não computadas no
resultado do exercício em obediência ao regime
de competência, as contrapartidas de aumentos
ou diminuições de valor atribuídos a elementos do
ativo e do passivo, em decorrência da sua
avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta
Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários, com base na competência
o
conferida pelo § 3 do art. 177 desta Lei.
Reservas de Lucros
Serão classificados como reservas de lucros as
contas constituídas pela apropriação de lucros da
companhia.
Ações em Tesouraria
As ações em tesouraria deverão ser destacadas no
balanço como dedução da conta do patrimônio
líquido que registrar a origem dos recursos
aplicados na sua aquisição
Prejuízos Acumulados
Serão registrados nessa conta os prejuízos da
entidade.

TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO


Fonte: do próprio autor

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1.3– Representação Gráfica

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS


A palavra Balanço Patrimonial tem sua origem na Balança de dois pratos, uma vez que deve
existir um equilíbrio entre os dois lados e para que haja este equilíbrio o patrimônio pode
assumir os seguintes estados patrimoniais:

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO 30
PATRIMÔNIO
100
LÍQUIDO 70
ATIVO > PASSIVO
PATRIMÔNIO LÍQUIDO >0

Normalmente, é a configuração assumida nas empresas. A situação líquida é chamada de


Positiva, Ativa ou Superavitária.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
100 100
ATIVO = PASSIVO
PATRIMÔNIO LÍQUIDO = 0

Neste caso, não existe PL, pois todos os bens e direitos irão cobrir as dívidas assumidas pela
empresa. A situação líquida é chamada de Nula.

BALANÇO PATRIMONIAL
PATRIMÔNIO
ATIVO
LÍQUIDO
100 100
ATIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PASSIVO = 0

Neste caso, esta configuração é representada quando a empresa inicia as suas


operações, ou seja o que foi investido pelos sócios estão representados no ativo e não existe
nenhuma dívida assumida pela empresa.

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BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO 70 PASSIVO
PATRIMÔNIO
100
LÍQUIDO 30
ATIVO < PASSIVO
PATRIMÔNIO LÍQUIDO <0

Neste caso, esta configuração é representada quanto as obrigações assumidas pela empresa
são superiores aos bens e direitos que ela possui e o PL é negativo. A situação líquida é
chamada de Negativa, Passiva ou Deficitária.

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AULA 02 – LANÇAMENTOS CONTÁBEIS

Em seu último número, a revista "Update", da Câmara


Americana de Comércio, publicou uma série de tristes
referências ao generalizado desperdício que ocorre
neste país. Passo ao leitor algumas delas.

O Brasil perde, todos os anos, enormes quantidades de


água, eletricidade, materiais de construção, grãos,
frutas, hortaliças e produtos de origem animal.
Centenas de milhares de postos de trabalho são
destruídos anualmente devido ao fechamento
prematuro de pequenas empresas. Quase 18 mil vidas
se vão, em decorrência de homicídios banais.

São desperdícios que ultrapassam, em muito, o que se


perde nos países avançados nas mesmas áreas.
A lista de perdas é enorme. O Brasil tem um custo de
manutenção dos caminhões que é o dobro do
praticado nos Estados Unidos, devido às precárias
condições da maioria das rodovias do país. É
calamitoso o desperdício devido à baixa velocidade dos
veículos que trafegam em estradas esburacadas e
perigosas. São imensas as perdas decorrentes de
roubos e furtos de cargas (Antônio Graça, "País do
Desperdício", "Update", abril de 2004).
Antônio Ermírio de Moraes

2.1 – LANÇAMENTOS CONTÁBEIS E MECANISMO DE DÉBITO E CRÉDITO

Este tópico tem várias fontes de pesquisa, além de artigos e livros de diversos autores sobre
Lançamentos Contábeis, bem como pesquisas na internet de alguns sítios sobre
contabilidade.

Os lançamentos contábeis representam a forma técnica de registrar os atos e fatos


contábeis e devem seguir alguns preceitos e regras para que a história do patrimônio que
está sendo registrado represente adequadamente a realidade do dia-a-dia.

O lançamento contábil por ser o registro do fato ou ato contábil, deve estar rigorosamente
suportado em documentação hábil e idônea, sem o qual não pode ser considerado.

2.1.1 – Requisitos Essenciais do Lançamento Contábil


Os lançamentos contábeis devem conter, no mínimo, os requisitos a seguir:
Local
Data do Lançamento
Histórico

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Conta(s) Devedora(s)
Conta(s) Credoras(s)
Valor

2.1.2 – Fórmulas ou Tipos de Lançamento Contábil


Como se trata de registro e são realizados nas contas contábeis, que podem ser devedoras
ou credoras, dependendo da quantidade de contas lançadas a débito ou a crédito, podem
ser classificados em:

a) lançamento de primeira fórmula;


b) lançamento de segunda fórmula;
c) lançamento de terceira fórmula;
d) lançamento de quarta fórmula.

Lançamentos de Primeira Fórmula:


Neste tipo de lançamento, existe apenas uma conta sendo debitada e uma conta sendo
creditada, ou seja, é o lançamento mais simples que existe.

Exemplo de Lançamentos de Primeira Fórmula:


Depósito bancário no valor de $ 1.000,00

Cidade da Esperança, 02 de Janeiro de 19X1.


Depósito realizado no Banco Verdade, conforme comprovante nº 100.001, nesta
data.
Conta a Débito Bancos 1.000,00
Conta a Crédito a Caixa 1.000,00

Observação:
1. Verifique que a(s) conta(s) debitadas serão sempre relacionadas em primeiro,
enquanto a(s) conta(s) creditas virão sem seguida;
2. Toda as contas creditadas serão precedidas da preposição “a”.

Pela equação patrimonial, a representação do depósito de $ 1.000 realizado no banco seria:

Demonstração dos Impactos das Variações Aumentativas e Diminutivas nos Elementos


Patrimoniais, através da Equação Patrimonial..
FENÔMENO A (B + D) = PE (OT) + PL (R – D)
Bancos conta de
Movimento:
Depósito realizado através de
+ 1.000
transferência de recursos do
= +
Caixa para depósito em
Saída do Dinheiro
Bancos Conta de Movimento
do Caixa:
(1.000)
Total das Variações -0- = -0- + -0-

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Demonstração do Impacto das Variações Aumentativas e Diminutivas, através dos


Razonetes:

Entrada de Dinheiro no Banco (Ativo)


Bancos Conta de Movimento
DÉBITO CRÉDITO
SA 2.500 (SA)
(1) 1.000

Σ 3.500
SF 3.500

Saída de Recurso do Caixa (Diminuição)


Caixa
DÉBITO CRÉDITO
SA 5.000 (SA)
1.000 (1)

Σ 5.000 1.000
SF 4.000

Observação:
1. Verifique que os débitos são sempre realizados do lado esquerdo dos razonetes,
enquanto os créditos são realizados do lado direito.

2.1.3 – Entendendo o mecanismo de débito e crédito:


Um dos erros fundamentais dos alunos de contabilidade é que no início das discussões, ao
invés de focarem suas atenções para entender os fenômenos contábeis, ou seja, como os
fatos provocam variações no patrimônio ou nos elementos patrimoniais, assunto já
debatido em Contabilidade Introdutória, preferem decorar os lançamentos contábeis
através da técnica de débito e crédito. Esse é um erro e condicionamento que não pode ser
cometido por vocês.

Outra ilusão é imaginar que débito é negativo e crédito é positivo. Essa ilusão ocorre em
função de uma realidade corrente, pois como operamos com Bancos, quando a nossa conta
esta positiva o banco informa que ela esta credora e quando está negativa, o banco informa
que é devedora. Isto ocorre, por que o Banco nos deve e informa a posição dele. Dessa
forma, todo depósito que mantemos nos bancos para ele, somos credores, pois temos uma
ativo (nosso dinheiro investido) e ele tem para conosco uma dívida (obrigação).

O ideal é que possamos raciocinar sempre em função das variações que os fenômenos
provocam no patrimônio e montar a equação patrimonial, para depois partirmos para os
mecanismos de lançamentos através de débitos e créditos.

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Depois de entender o fenômeno, fica fácil realizar os lançamentos. Por exemplo, eu mesmo
não sei nenhum lançamento decorado, apenas raciocínio sobre as variações aumentativas e
diminutivas nos elementos patrimoniais para depois realizar os lançamentos.

Para facilitar o entendimento, sobre como devemos aplicar os débitos e créditos, vamos
resumir em uma tabela como funcionam as contas dos ativos, passivos, receitas e despesas,
da seguinte forma:

Tabela 01: Efeito dos Débitos e Créditos sobre Contas do Ativo


Passivo, Receita e Despesas.
Variação Variação
Conta Natureza
Aumentativa Diminutiva
Ativo Devedora Débito Crédito
Passivo Credora Crédito Débito
Receita Credora Crédito Débito
Despesa Devedora Débito Crédito
Fonte: própria do Autor

Dessa forma, pode-se concluir que:

1. Um débito pode provocar tanto uma variação aumentativa como diminutiva, depende
da natureza da conta que está sendo debitada. Quando o mesmo é realizado em
contas de natureza devedora (Ativos e Despesas) a variação é aumentativa e quando é
realizado em contas de natureza credora, a variação é diminutiva (Passivos – Exigível e
Patrimônio Líquido – e Receitas);

2. Da mesma forma, um crédito pode provocar tanto uma variação aumentativa como
diminutiva, depende da natureza da conta que está sendo creditada. Quando o
mesmo é realizado em contas de natureza devedora (Ativos e Despesas) a variação é
diminutiva e quando é realizado em contas de natureza credora, a variação é
aumentativa;

Vamos usar a tabela para sabermos como seria demonstrado o exemplo 01, sobre o
depósito realizado com recursos retirado do caixa.

Representação na Tabela de Débitos e Créditos


Conta Natureza Débito Crédito
Ativo Circulante – Caixa Devedora 1.000
Ativo Circulante – Bancos Débito –
Devedora
Conta Movimento 1.000
Total 1.000 1.000
Fonte: própria do Autor

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Lançamentos de Segunda Fórmula:


Neste tipo de lançamento, existe apenas uma conta sendo debitada e mais de uma conta
sendo creditada.

Exemplo de Lançamentos de Segunda Fórmula:


Recebimento de uma duplicata, no valor de $ 2.000 com juros por atraso de $ 200, através
de Bancos Conta Movimento.

Cidade da Esperança, 03 de Janeiro de 19X1.


Recebimento da duplicata nº 1526 de nossa emissão, no valor de $ 2.000, com
acréscimo de $ 200 referente a juros de mora por atraso, através de Bancos conta
Movimento
Conta a Débito Bancos 2.200,00
a Diversos
Conta a Crédito a Duplicatas a Receber 2.000,00
Conta a Crédito a Juros Recebidos (Receita) 200,00 2.200,00

Observação: quando se utiliza mais de uma conta a ser debitada ou creditada é prudente
usar a expressão: “Diversos”.

Pela equação patrimonial, a representação do depósito de $ 1.000 realizado no banco seria:

Demonstração dos Impactos das Variações Aumentativas e Diminutivas nos Elementos


Patrimoniais, através da Equação Patrimonial.
FENÔMENO A (B + D) = PE (OT) + PL (R – D)
Bancos conta de
Recursos recebidos através de Movimento:
=
Bancos Conta de Movimento + 2.200

Baixa do Direito
Baixa da Duplicata a Receber =
(2.000)
Recebimento de Juros de Receita de Juros
= +
Mora por Atraso (Receita) +200
Total das Variações +200 = + +200

Demonstração do Impacto das Variações Aumentativas e Diminutivas, através dos


Razonetes:
Entrada de Dinheiro no Banco (Ativo)
Bancos Conta de Movimento
DÉBITO CRÉDITO
SA 3.500 (SA)
(2) 2.200
Σ 5.700
SF 5.700

Baixa do Direito – Duplicatas a Receber

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(Diminuição)
Duplicatas a Receber
DÉBITO CRÉDITO
SA 6.500 (SA)
2.000 (2)

Σ 6.500 2.000
SF 4.500

Receita proveniente de Juros de Mora


(Aumento)
Receita Financeira – Juros Recebidos
DÉBITO CRÉDITO
SA -0- (SA)
200 (2)

Σ -0- 200
SF -0- 200

Vamos usar a tabela para sabermos como seria demonstrado o exemplo 02, sobre o
recebimento de duplicatas com juros.

Representação na Tabela de Débitos e Créditos


Conta Natureza Débito Crédito
Ativo Circulante – Bancos Débito –
Devedora
Conta Movimento 2.200
Ativo Circulante – Duplicatas Crédito
Devedora
a Receber 2.000
Crédito
Patrimônio Líquido - Receita Credora
200
Total 2.200 2.200
Fonte: própria do Autor

Lançamentos de Terceira Fórmula:


Neste tipo de lançamento, existe mais de uma conta sendo debitada e apenas uma conta
sendo creditada.

Exemplo de Lançamentos de Terceira Fórmula:


Pagamento da terceira parcela do financiamento de $ 1.500, com juros por atraso de $ 150,
através de Bancos Conta Movimento.

Cidade da Esperança, 03 de Janeiro de 19X1.


Pagamento da parcela nº 03 do financiamento, conforme contrato nº 3054, no

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valor de $ 1.500, com acréscimo de $ 1500 referente a juros de mora por atraso,
através do cheque nº 301.420.
Diversos
Conta a Débito Financiamento 1.500
Conta a Débito Juros de Mora (Despesa) 150 1.650
Conta a Crédito a Bancos 1.650

Pela equação patrimonial, o pagamento do financiamento com juros de mora por atraso
ficaria:

Demonstração dos Impactos das Variações Aumentativas e Diminutivas nos Elementos


Patrimoniais, através da Equação Patrimonial.
FENÔMENO A (B + D) = PE (OT) + PL (R – D)
Baixa da
Pagamento da 3ª Parcela do
= Obrigação
Financiamento
(1.500)
Pagamento de Juros de Mora Despesas de Juros
= +
por Atraso (Despesa) (150)
Bancos Conta de
Saída dos Recursos de Bancos
Movimento =
Conta de Movimento
(1.650)
Total das Variações (1.650) = (1.500) + (150)

Demonstração do Impacto das Variações Aumentativas e Diminutivas, através dos


Razonetes:
Baixa da Obrigação – Financiamento
(Diminuição)
Financiamentos Bancários
DÉBITO CRÉDITO
SA -0- 3.000 (SA)
(3) 1.500
Σ 1.500 3.000
1.500 SF

Despesa – Juros Pagos (Diminuição do


Patrimônio Líquido por Aumento da Despesa)
Despesas Financeiras – Juros Pagos
DÉBITO CRÉDITO
SA -0- -0- (SA)
(3) 150

Σ 150 -0
SF 150

Saída do Dinheiro em Bancos


Diminuição (Ativo)
Bancos Conta de Movimento
DÉBITO CRÉDITO

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SA 5.700 (SA)
1.650 (3)

Σ 5.700 1.650
SF 4.050

Vamos usar a tabela para sabermos como seria demonstrado o exemplo 03, sobre o
pagamento do financiamento com juros de mora por atraso.

Representação na Tabela de Débitos e Créditos


Conta Natureza Débito Crédito
Ativo Circulante – Bancos
Devedora 1.650
Conta Movimento
Passivo Circulante –
Credora 1.500
Financiamentos Bancários
Patrimônio Líquido -
Credora 150
Despesa
Total 1.650 1.650
Fonte: própria do Autor

Lançamentos de Quarta Fórmula:


Neste tipo de lançamento, existe mais de uma conta sendo debitada e creditada.

Exemplo de Lançamentos de Quarta Fórmula:


Aquisição de mercadorias e material de consumo, sendo 60% pago na compra e 40% para
ser pago em 30 dias, incluídos na mesma nota fiscal:

Cidade da Esperança, 04 de Janeiro de 19X1.


Compra de mercadorias para revenda no valor de $ 2.500 e material de consumo
no montante de $ 1.000, através da nota fiscal nº 2540, sendo pago 60% à vista,
através do cheque nº 301.421 e o restante em 30 dias.
Diversos
a Diversos
Estoque de Mercadorias
Conta a Débito para Revenda (Ativo 2.500
Circulante)
Estoque de Mercadorias
Conta a Débito para Consumo (Ativo 1.000 3.500
Circulante)
Conta a Crédito a Bancos 2.100
Conta a Crédito a Fornecedores 1.400 3.500

Pela equação patrimonial, a compra de mercadorias para revenda e estoque, com


pagamento de parte a vista e parte a prazo ficaria:

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Demonstração dos Impactos das Variações Aumentativas e Diminutivas nos Elementos


Patrimoniais, através da Equação Patrimonial.
FENÔMENO A (B + D) = PE (OT) + PL (R – D)
Aquisição de Mercadorias
+2.500 =
para Revenda
Aquisição de Mercadorias
+1.000 =
para Consumo
Pagamento da Parcela à vista
(2.100) = +
– 60%
Financiamento de 40% das
= +1.400
compras a prazo
Total das Variações +1.400 = +1.400 +

Demonstração dos Impactos das Variações Aumentativas e Diminutivas nos Elementos


Patrimoniais, através dos Razonetes:
Estoques de Mercadorias para Revenda
(Aumento do Ativo)
Mercadorias para Revenda
DÉBITO CRÉDITO
AS -0- -0- (SA)
(4) 2.500

Σ 2.500 -0
SF 2.500

Estoques de Mercadorias para Consumo


(Aumento do Ativo)
Mercadorias para Consumo
DÉBITO CRÉDITO
SA -0- -0- (SA)
(4) 1.000
Σ 1.000 -0
SF 1.000

Saída do Dinheiro em Bancos


Diminuição (Ativo)
Bancos Conta de Movimento
DÉBITO CRÉDITO
SA 4.050 (SA)
2.100 (4)

Σ 4.050 2.100
SF 1.950

Registro da Parcela a ser paga em 30 dias


(Aumento do Passivo)
Fornecedores
DÉBITO CRÉDITO
SA -0- (SA)

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-0- 1.400 (4)


Σ -0- 1.400
1.400 SF

Vamos usar a tabela para sabermos como seria demonstrado o exemplo 04, sobre a compra
de mercadorias para revenda e estoque, com pagamento de parte a vista e parte a prazo.

Representação na Tabela de Débitos e Créditos


Conta Natureza Débito Crédito
Ativo Circulante – Estoque
de Mercadorias para Devedora 2.500
Revenda
Ativo Circulante – Estoque
de Mercadorias para Devedora 1.000
Consumo
Ativo Circulante – Bancos
Devedora 2.100
Conta Movimento
Passivo Circulante –
Credora 1.400
Fornecedores
Total 3.500 3.500
Fonte: própria do Autor

2.1.4 – Retificações de Lançamentos Contábeis


Durante o processo de escrituração ou realização de lançamentos contábeis podem ocorrer diversos
erros que devem ser corrigidos mediante retificação de lançamento através de estorno,
complementação ou transferência.

Estorno: é utilizado quando ocorre a duplicidade de um mesmo lançamento contábil ou por erro de
lançamento da conta debitada ou da conta creditada.

Exemplo:
Na aquisição de um micro computador no valor de $ 800, adquirido à vista, ao invés de ser creditada
a conta Bancos conta de movimento, foi creditada a conta de estoques.
Lançamento Incorreto da Aquisição - Duplicidade:
Cidade da Esperança, 07 de Janeiro de 19X1.
Aquisição de um micro computador à vista, conforme nota fiscal nº 5130, pago
através do cheque nº 301.403 do Banco Verdade, nesta data.
Conta a Débito Máquinas e Equipamentos 800
a Bancos conta de
Conta a Crédito 800
movimento

Cidade da Esperança, 07 de Janeiro de 19X1.


Aquisição de um micro computador à vista, conforme nota fiscal nº 5130, pago
através do cheque nº 301.403 do Banco Verdade, nesta data.
Conta a Débito Máquinas e Equipamentos 800
a Bancos conta de
Conta a Crédito 800
movimento

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Lançamento de Estorno:

Cidade da Esperança, 07 de Janeiro de 19X1.


Estorno que se realiza nesta data pelo crédito indevido na conta de estoque da
aquisição de um micro computador à vista, conforme nota fiscal nº 5130, pago
através do cheque nº 301.403 do Banco Verdade, nesta data, referente ao
lançamento 05.
Conta a Débito Bancos conta de movimento 800
Conta a Crédito a Máquinas e Equipamentos 800

Complementação: é efetuada para corrigir o valor anteriormente registrado, aumentando-o ou


reduzindo-o.

Exemplo:
Na aquisição de um micro computador no valor de $ 800, adquirido à vista, ao invés de ser digitado o
valor de $ 800, foi realizado um lançamento de $ 700.

Lançamento Incorreto da Aquisição:

Cidade da Esperança, 07 de Janeiro de 19X1.


Aquisição de um micro computador à vista, conforme nota fiscal nº 5130, pago
através do cheque nº 301.403 do Banco Verdade, nesta data.
Conta a Débito Máquinas e Equipamentos 700
a Bancos conta de
Conta a Crédito 700
movimento

Lançamento de Complemento:

Cidade da Esperança, 07 de Janeiro de 19X1.


Complemento do lançamento nº 06, referente a aquisição de um micro
computador à vista, conforme nota fiscal nº 5130, pago através do cheque nº
301.403 do Banco Verdade, nesta data.
Conta a Débito Máquinas e Equipamentos 100
a Bancos conta de
Conta a Crédito 100
movimento

Transferência: regulariza o lançamento da conta debitada ou creditada indevidamente, através da


transposição do valor para a conta adequada.

Exemplo:
Na aquisição de um micro computador no valor de $ 800, adquirido à vista, ao invés de ser creditada
a conta Bancos conta de movimento, foi creditada a conta de estoques.

Lançamento Incorreto da Aquisição:

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Cidade da Esperança, 07 de Janeiro de 19X1.


Aquisição de um micro computador à vista, conforme nota fiscal nº 5130, pago
através do cheque nº 301.403 do Banco Verdade, nesta data.
Conta a Débito Máquinas e Equipamentos 800
Conta a Crédito a Estoque 800

Lançamento de Transferência:

Cidade da Esperança, 07 de Janeiro de 19X1.


Transferência de conta que se realiza nesta data pelo crédito indevido na conta de
estoque da aquisição de um micro computador à vista, conforme nota fiscal nº
5130, pago através do cheque nº 301.403 do Banco Verdade, nesta data, referente
ao lançamento 05.
Conta a Débito Estoques 800
a Bancos conta de
Conta a Crédito 800
movimento

Lançamentos Extemporâneos: regulariza o lançamento que deixou de ser realizado na época


correta, através de observação no histórico.

Exemplo:
Na aquisição de um micro computador no valor de $ 800, adquirido à vista, que foi realizado no dia
07/01/19X1, mas que por um erro de um empregado a nota fiscal não foi repassada a tempo para a
contabilidade, sendo registrado apenas no dia 10/02/19X1.

Lançamento Extemporâneo:

Cidade da Esperança, 10 de fevereiro de 19X1.


Lançamento extemporâneo que se realiza nesta data pela falta de registro na
época devida, ou seja, dia 07/01/19X1 da aquisição de um micro computador à
vista, conforme nota fiscal nº 5130, pago através do cheque nº 301.403 do Banco
Verdade, nesta data, referente ao lançamento 05.
Conta a Débito Máquinas e Equipamentos 800
a Bancos conta de
Conta a Crédito 800
movimento

2.1.5 - Abreviaturas dos históricos contábeis


As abreviaturas mais comuns utilizadas nos históricos são:

Cfe. = Conforme
Ch. = Cheque
Dep. = Depósito

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Dp. = Duplicata
Fat. = Fatura
NF = Nota Fiscal
N/ = Nosso, nossa, nesse
Pg. = Pago
Ref. = Referente
Transf. = Transferência
Vl. = Valor

2.1.6 - Processo de Contabilização

Lançamentos no Diário
É o livro obrigatório que registra de forma cronológica e diária os fatos contábeis.

Lançamentos no Razão
É o livro obrigatório que registra de forma cronológica e diária os fatos contábeis, sendo
desdobrados por contas na mesma ordem do diário.

Balancete de Verificação
É o demonstrativo que permite ao final do dia ou de um período, a verificação do total de
débitos e créditos, permitindo ao profissional contábil verifica se a escrituração foi realizada
de forma correta, ou seja, se o total dos débitos correspondem aos créditos e se os saldos
devedores são iguais aos saldos credores.

Lançamentos de Ajustes
São lançamentos realizados para fechamento de balancetes e balanços, realizados para
atender ao regime de competência, tais como: provisões, depreciações, amortizações,
exaustão, ajustes de mercado, etc.

Lançamento de Encerramento
São os lançamentos realizados para encerramento do exercício e dizem respeito ao
encerramento das contas de receita e despesa, para transferência do resultado para o
Patrimônio Líquido

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2.2 Contas e Plano de Contas


5.2.1 Conceito de conta
5.2.2 Teoria das Contas
5.2.2.1 Teoria Personalista
5.2.2.2 Teoria Materialista
5.2.2.3 Teoria Patrimonialista
5.2.3 Débito, Crédito e Saldo.
5.2.4 Plano de Contas

2.2.1 Conceito de conta


Pode-se definir a conta como um nome e título utilizado para qualificar um componente do
patrimônio ou uma variação patrimonial, onde devem ser registrados todos os fenômenos
que provoquem alterações aumentativas ou diminutivas nesse elemento patrimonial.

Também é comum afirmar que a conta é a representação gráfica da relação débito-crédito


de um fato ou fenômeno contábil, ou seja, é o registro das mutações patrimoniais de uma
mesma espécie e agrupadas sob um título, referentes a uma entidade.

2.2.2 Teoria das Contas


Existem vários estudos e pesquisas realizadas sobre a Teoria das Contas. Muitos podem ser
considerados com argumentos científicos e outras não. Para efeito do nosso estudo,
exploraremos as três grandes e permanentes escolas sobre a teoria das contas, que são:

 Teoria Personalista ou Personalística das contas, que teve como maiores divulgadores:
Marchi, Cerboni, Rossi e outros.
 Teoria Materialística ou da Materialidade das contas, com Fábio Besta, Morrison e, com
variações, Kester, Durmarchey e outros.
 Teoria Patrimonialista, partícipe da Teoria Moderna da Contabilidade.

2.2.2.1 - Teoria Personalista


Por essa teoria as contas são classificadas em três tipos:
 Contas de agentes consignatários;
 Contas de correspondentes; e
 Contas do proprietário.

Os agentes consignatários são "pessoas" nomeadas pelo proprietário da empresa para


serem os responsáveis pela guarda dos bens. Cada agente consignatário é o responsável
pelo conjunto de bens de mesma natureza. Teríamos, pois, a conta veículos como um
responsável pelos veículos da empresa; a conta caixa como um responsável pela guarda do
dinheiro, etc.

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Os correspondentes são "pessoas" que mantém relação de débito e crédito com o


proprietário da empresa. São as contas de direitos e obrigações.

As contas do proprietário são as contas de controle direto do proprietário da empresa,


dentre elas as contas de Capital, Reservas, Receitas e Despesas que compõem a situação
líquida.

O princípio desta teoria é que as contas são pessoas, é importante para o entendimento do
"débito" e "crédito".

Tanto os agentes consignatários como os correspondentes são pessoas com ligação direta
com o proprietário do patrimônio mantendo, com este, uma relação de natureza
obrigacional.

Tomemos como exemplo o agente consignatário responsável pelo dinheiro da empresa, o Sr.
Caixa. O Sr. Caixa tendo dinheiro do proprietário é um devedor deste. Na medida em que
mais dinheiro é entregue, mais devedor ele se torna, sendo, pois, debitado. Se por outro
lado o proprietário necessita de dinheiro para fazer um pagamento qualquer, menos
devedor ele se torna, sendo esta uma operação de crédito do Sr. Caixa perante o
proprietário.

O crédito e o débito são definidos, em cada operação, pela situação do agente consignatário
ou do correspondente perante o proprietário do patrimônio. Uma conta de obrigação, por
exemplo, será creditada quando a "pessoa obrigação" tiver mais direitos (crédito) perante o
proprietário, que é o caso de uma compra a prazo feita pelo proprietário do patrimônio.

As contas do proprietário devem ser encaradas pela terminologia cotidiana. O crédito são
ocorrências positivas e o débito, negativas. Quando é obtida uma receita, a conta utilizada é
creditada e, quando ocorre uma despesa, esta conta é debitada.

2.2.2.2 - Teoria Materialista:


A teoria materialista classifica as contas em:

 Contas integrais ou elementares;


 Contas diferenciais ou derivadas.

As contas integrais é o conjunto de contas que compõe o patrimônio da entidade sejam


positivas (bens e direitos) sejam negativas (obrigações). A forma variante da teoria adotou
dividir contas integrais em dois grupos: as contas de ativo (bens e direitos) e as contas de
passivo (obrigações).

As contas diferenciais são as contas que determinam as variações na situação patrimonial,


ou seja, as contas de situação líquida (Capital, Reservas, Receitas e Despesas),

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correspondendo às contas do proprietário da teoria personalística. Na variante desta teoria


chamam-se contas do líquido ou da situação líquida.

2.2.2.3 - Teoria Patrimonialista


É a teoria mais em uso atualmente. Classifica as contas em:

 Contas patrimoniais
 Contas de resultado

As contas patrimoniais são as que demonstram a estrutura patrimonial com seus elementos
positivos e negativos havendo, entretanto, o destaque do Patrimônio Líquido. As contas
patrimoniais evidenciam a posição estática do patrimônio em determinado momento. São
contas patrimoniais as representativas dos bens, direitos, obrigações e Patrimônio Líquido
(Capital Social, Reservas e Lucros ou Prejuízos Acumulados).

As contas de resultado são as contas que provocam as alterações do patrimônio. Evidenciam


a dinâmica patrimonial, ou seja, os motivos pelos quais o patrimônio cresceu ou decresceu.
São contas de resultado as representativas das receitas, custos e despesas. Observamos que
as contas de resultado têm um período certo de duração sendo transferidas para a nova
posição patrimonial e posteriormente reiniciadas, enquanto as patrimoniais não sofrem esta
descontinuidade.

2.3.3 Débito, Crédito e Saldo.


Simplificadamente as contas podem ser representadas em forma de "T" (Razonetes), mais
fácil de trabalhar e contemplando apenas alguns dos elementos essenciais que seriam:

Razonetes:
Título da Conta
DÉBITO CRÉDITO
SA (SA)

Σ Σ
SF SF

Os componentes seriam:
1. No início deve constar o nome da conta;
2. Os débitos serão lançados sempre do lado esquerdo;
3. Os créditos serão lançados sempre do lado direito;
4. O somatório (Σ) equivale a soma do saldo anterior mais os valores lançados a débito do
lado esquerdo ou a crédito do lado direito;
5. O saldo será obtido pela diferença entre o somatório de débitos e créditos, devendo se
colocado no lado onde for maior.

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2.3.3.1 Débito
Temos, até agora, três grupos de contas: as ativas (bens e direitos), as passivas (obrigações)
e a situação líquida (capital, reservas, receitas e despesas).

As contas do ativo são debitadas quando aumentam o seu valor em virtude do fato contábil.
Equivale a dizer que a "pessoa" ficou devendo mais ao proprietário do patrimônio ou que
foram aplicados recursos na aquisição de bens ou direitos.

As contas do passivo são debitadas quando diminuem de valor em virtude da ocorrência.


Equivale a dizer que o correspondente ficou com um crédito menor junto ao proprietário do
patrimônio ou que foram aplicados recursos no pagamento das obrigações.

As contas de situação líquida tem o mesmo comportamento que as contas do passivo.


Devemos ressaltar que as contas de despesas e receitas tem o comportamento "normal", ou
seja, as despesas, quando aumentam de valor são debitadas, pois foi uma aplicação de
recursos naquele elemento além de ter havido uma diminuição da situação líquida. Não
falaremos por ora em débito nas contas de receitas.

2.3.3.2 Crédito
Os créditos são, em cada fato específico, o originador dos recursos que são aplicados na
conta que é debitada. Tem, pois funcionamento inverso do débito.

As contas do ativo são creditadas quando tem o seu valor diminuído. Equivale a dizer que a
"pessoa" ficou devendo menos ao proprietário do patrimônio. Dessa "pessoa" originam-se
os recursos para a aquisição de outros bens/direitos ou para pagamento de obrigações.

As contas do passivo quando tem o seu valor aumentado são creditadas. O correspondente
forneceu o recurso e ficou com um crédito maior com o proprietário do patrimônio.

As contas de situação líquida também tem o mesmo comportamento das contas do passivo.
Desta feita destacamos as contas de receitas que, quando tem o seu valor aumentado são
creditadas, são origens de recursos e, além disso, fazem crescer a situação líquida.

2.3.3.3 Saldo
O saldo de uma conta é determinado pela diferença entre débitos e créditos sendo devedor,
se os débitos forem maiores que os créditos, ou credor, se os créditos forem maiores que os
débitos.

Como consequência tem que contas do ativo tem natureza devedora; as contas do passivo e
do patrimônio líquido (Capital, Reservas e Lucros acumulados anteriormente) têm natureza
credora, as contas de despesa (menos situação líquida) devedora e as contas de receitas
(mais situação líquida) credoras.

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A conta caixa, por exemplo, sempre terá saldo devedor ou, no máximo, zero. A conta
duplicatas a pagar sempre será credora ou zero, pois, ou existem duplicatas a pagar (saldo
credor) ou não (saldo zero).

Deve ser observado, também, para a determinação do saldo da conta, se existia algum saldo
anterior a ser transferido de um período para outro, pois deve ser levado em consideração.

2.4 Plano de Contas


As contas utilizadas pelas empresas devem ser ordenadas de forma a permitir a
uniformidade na escrituração de fatos semelhantes, facilitar o conhecimento da riqueza
patrimonial e atender às normas legais e princípios contábeis.

A relação ordenada das contas utilizadas pela empresa com as suas funções e
funcionamento é o Plano de Contas, assim definido:

"Conjunto harmonioso de contas a ser utilizado pela empresa, baseado nos seus objetivos
atuais, nas informações necessárias à administração e nas exigências legais em vigor".
Na elaboração do plano de contas deve ser levada em conta a complexidade das operações
desenvolvidas pela empresa de forma a torná-la não excessivo e de difícil consulta. Deve
ser flexível, ou seja, adaptar-se com facilidade às alterações internas e externas devido a
novos tipos de fatos provocados pela administração ou pela própria estrutura do País,
suprimindo ou adicionando novas contas.

O plano de contas para satisfazer seus objetivos deve ser simples tanto no que se refere à
consulta, como na interpretação da função e funcionamento das contas, visto ser, no
processo de escrituração, muito consultado pelos responsáveis.

Entende-se por “função” da conta aquilo a que ela deve representar. Se tivermos exemplo a
conta duplicata a pagar, a sua função é: registrar as obrigações da empresa em virtude de
compras efetuadas a prazo e representadas por duplicatas.

O funcionamento da conta diz respeito a quando ela deve ser debitada e quando creditada,
ficando bem clara a sua interveniência a débito e a crédito. Na conta acima teríamos,
simplificadamente, que seria debitada pelo pagamento da duplicata e creditada pelas
compras à prazo, representada por duplicatas. Alguns planos de contas destacam, ainda o
relacionamento da conta em estudo com as demais contas utilizadas pela empresa.

O elenco de contas difere do plano de contas por ser, apenas, uma relação das contas
utilizadas pela empresa não contendo as suas respectivas funções e funcionamento. É uma
parte do plano de contas.

Apresentamos abaixo um elenco de contas para uma maior visualização da estrutura


normalmente adotada pelas empresas comerciais. Recomendamos uma leitura minuciosa.

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CÓDIGO ELENCO DE CONTAS


1. ATIVO
1.1 ATIVO CIRCULANTE
1.1.1 Disponível
1.1.1.01 Caixa
1.1.1.02 Banco c/Movimento
1.1.1.02.01 Banco X
1.1.1.02.02 Banco Y
1.1.1.03 Aplicação de Liquidez Imediata
1.1.1.04 Cheques em Cobrança
1.1.1.05 Numerários em Trânsito
1.1.2 Realizável a Curto Prazo
1.1.2.01 Duplicatas a Receber
1.1.2.03 (-) Provisão p/Devedores Duvidosos
1.1.2.04 Impostos a Recuperar
1.1.2.04.01 ICMS a Recuperar
1.1.2.05 Cheques a Receber
1.1.2.06 Adiantamento a Fornecedores
1.1.2.07 Adiantamento a Empregados
1.1.3 Estoque
1.1.3.01 Matérias – Primas
1.1.3.02 Material Secundário
1.1.3.03 Produtos em Elaboração
1.1.3.04 Produtos Acabados
1.1.3.05 Mercadorias
1.1.3.06 Material de Expediente
1.1.4 Despesas Antecipadas
1.1.4.01 Seguros a Vencer
1.1.4.02 Encargos Financeiros a Apropriar
1.1.4.03 Assinaturas e Anuidades
1.2 ATIVO NÃO CIRCULANTE
1.2.1 Realizável a Longo Prazo
1.2.2 Títulos a Receber
1.2.3 Depósitos Judiciais
1.2.4 Adiantamentos a Sócios
1.2.5 Adiantamentos a Acionistas
1.2.6 Empréstimos a Coligadas
1.2.7 Empréstimos a Controladas
1.2.8 Investimentos
1.2.8.01 Ações de Controladas
1.2.8.02 Ações de Coligadas
1.2.8.03 Ações de Outras Empresas
1.2.9 Imobilizado
1.2.9.01 Edificações
1.2.9.02 Móveis e Utensílios
1.2.9.03 Veículos

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1.2.9.04 Ferramentas
1.2.9.05 Máquinas e Equipamentos
1.2.9.06 Reflorestamentos
1.2.9.XX (-) Depreciação Acumulada Edificações
1.2.9.XX (-) Depreciação Acumulada Móveis e Utensílios
1.2.9.XX (-) Exaustão Acumulada Reflorestamentos
1.2.10 Intangível
1.2.10.01 Fundo de Comércio Adquirido
1.2.10.02 Marcas e Patentes
1.2.10.03 Benfeitorias em Prédios de terceiros
1.2.10.04 Demais bens incorpóreos
1.2.10.XX (-) Amortização Acumulada
2. PASSIVO
2.1 PASSIVO CIRCULANTE
2.1.1 Fornecedores
2.1.2 Duplicatas a Pagar
2.1.2.3.X.XX.XX Duplicatas Descontadas
2.1.3 Salários a Pagar
2.1.4 INSS a Recolher
2.1.5 FGTS a Recolher
2.1.6 Provisão p/ 13º Salário
2.1.7 Dividendos a Pagar
2.1.8 Imposto de Renda a Recolher
2.1.9 Contribuição Social a Recolher
2.1.10 Provisão p /Férias
2.1.11 ICMS a Recolher
2.1.12 PIS Receita Bruta a Recolher
2.1.13 Cofins Receita Bruta a Recolher
2.1.14 PIS Importação a Recolher
2.1.15 Cofins Importação a Recolher
2.1.16 Empréstimos Bancários
2.2 PASSIVO NÃO CIRCULANTE
2.2.1 Adiantamento de Sócios
2.2.2 Adiantamento de Acionistas
2.2.3 Empréstimos de Coligadas
2.2.4 Empréstimos de Controladas
2.3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
2.3.1 Capital Social Subscrito e Integralizado
2.3.1.01 Capital Subscrito
2.3.1.02 (—) Capital a Integralizar
2.3.1.02.01 (—) Sócio 1
2.3.1.02.02 (—) Sócio 2
2.3.2 Reservas de Capital
2.3.3 Ajustes de Avaliação Patrimonial
2.3.4 Reservas de Lucros
2.3.4.01 Reserva Legal
2.3.4.02 Reserva de Incentivos Fiscais

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2.3.4.03 Reserva Estatutária


2.3.4.04 Reserva para expansão
2.3.4.05 Reserva para contingências
2.3.5 (-) Ações em Tesouraria
2.3.6 (-) Prejuízos Acumulados
2.3.7 Resultado Transitório do Exercício em Curso
3. RECEITAS
3.1 Receitas Operacionais
3.1.1 Vendas
3.1.1.01 Receita de Vendas de Produtos
3.1.1.02 Receita de Vendas de Mercadorias
3.1.1.03 Receita de Prestação de Serviços
3.1.2 Financeiras
3.1.2.01 Juros Ativos
3.1.2.02 Juros de Aplicações Financeiras
3.1.2.03 Descontos Obtidos
3.1.2.04 Variação Monetária Ativa
3.1.3 Outras Receitas Operacionais
3.1.3.01 Alugueis e Arrendamentos
3.1.3.02 Vendas Acessórias
3.1.3.03 Dividendos e Lucros Recebidos
3.2 Receitas Não-Operacionais
3.2.1 Diversas
3.2.1.01 Lucro na Venda de Bens
3.2.1.02 Lucro na Alienação de Imóveis
3.2.1.03 Lucro na Alienação de Veículos
3.2.1.03 Lucro na Alienação de Móveis e Utensílios
3.2.1.03 Indenizações Recebidas
4. DESPESAS
4.1 Despesas Operacionais
4.1.1 Despesas Administrativas
4.1.1.01 Honorários da Diretoria
4.1.1.02 Salários e Ordenados
4.1.1.03 Encargos Sociais
4.1.1.04 Energia Elétrica
4.1.1.05 Material de Expediente
4.1.1.06 Indenizações e Aviso Prévio
4.1.1.07 Manutenção e Reparos
4.1.1.08 Serviços Prestados por Terceiros
4.1.1.09 Seguros
4.1.1.10 Telefone
4.1.1.11 Propaganda e Publicidade
4.1.2 Despesas com Vendas
4.1.2.01 Honorários da Diretoria
4.1.2.02 Salários e Ordenados
4.1.2.03 Encargos Sociais
4.1.2.04 Energia Elétrica

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4.1.2.05 Material de Expediente


4.1.2.06 Indenizações e Aviso Prévio
4.1.2.07 Manutenção e Reparos
4.1.2.08 Serviços Prestados por Terceiros
4.1.2.09 Seguros
4.1.2.10 Telefone
4.1.2.11 Propaganda e Publicidade
4.2 Despesas Não-Operacionais
4.2.1. Perdas na Alienação de Imóveis
4.2.2 Perdas na Alienação de Móveis e Utensílios
4.2.3 Perdas na Alienação de Veículos
4.2.3 Outras Baixas do Ativo Não Circulante
4.2.4 Provisões para Perdas Permanentes

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2.5 – CONTABILIZAÇÃO DOS FATOS PATRIMONIAIS

Este tópico tem várias fontes de pesquisa, além de artigos e livros de diversos autores sobre
a Contabilização dos Fatos Patrimoniais, bem como pesquisas na internet de alguns sítios
sobre contabilidade.

Os lançamentos contábeis representam a forma técnica de registrar os atos e fatos


contábeis e devem seguir alguns preceitos e regras para que a história do patrimônio que
está sendo registrado represente adequadamente a realidade do dia-a-dia.

A contabilização dos fatos patrimoniais pode ser definida de uma forma geral como o
registro de todo e qualquer fenômeno que altere o patrimônio de uma determinada
entidade. Dessa forma, contabilizar os fatos, corresponde a registrar as alterações
patrimoniais.

Para facilitar o entendimento sobre o registro dos fatos contábeis, vamos resolver um
determinado problema prático, a partir de operações que ocorrem com a Empresa
Esperança Ltda. que apresentou em 31/12/X1 os seguintes dados:

CONTAS $
Banco 2.000
Aplicações Financeiras - Curto Prazo 550
Veículos 600
ICMS a Recolher 15
Empréstimos a Pagar 2.500
Empréstimos aos Funcionários 100
Salários a Pagar 1.500
Caixa 150
Capital Social 3.000
Fornecedores 300
Estoque 1.000
Clientes 800
Lucros Acumulados 1.385
Imóvel 900
Móveis e Utensílios 1.500
Máquinas e Equipamentos 1.100

O primeiro passo seria conferir se o Balanço apresentado pela Empresa Esperança Ltda. em
31/12/X1 estaria correto. Para tanto, devemos classificar os elementos patrimoniais e
levantar o Balanço, conforme já discutido em aulas anteriores.

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Dessa forma teríamos:

CONTAS $ Classificação
Banco 2.000 AC
Aplicações Financeiras - Curto Prazo 550 AC
Veículos 600 ANC
ICMS a Recolher 15 PC
Empréstimos a Pagar 2.500 PC
Empréstimos aos Funcionários 100 AC
Salários a Pagar 1.500 PC
Caixa 150 AC
Capital Social 3.000 PL
Fornecedores 300 PC
Estoque 1.000 AC
Clientes 800 AC
Lucros Acumulados 1.385 PL
Imóvel 900 ANC
Móveis e Utensílios 1.500 ANC
Máquinas e Equipamentos 1.100 ANC

LEGENDA:
AC ATIVO CIRCULANTE
ANC ATIVO NÃO CIRCULANTE
PC PASSIVO CIRCULANTE
PNC PASSIVO NÃO CIRCULANTE
PL PATRIMÔNIO LÍQUIDO

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BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRES ESPERANÇA


31/12/X1
Ativo Valor Passivo Valor
Circulante 4.600 Circulante 4.315
Caixa 150 ICMS a Recolher 15
Banco 2.000 Empréstimos a Pagar 2.500
Aplicações Financeiras - Curto Prazo 550 Salários a Pagar 1.500
Empréstimos aos Funcionários 100 Fornecedores 300
Estoque 1.000
Clientes 800

Não Circulante 4.100 Não Circulante -


Imobilizado 4.100 -
Veículos 600 -
Imóvel 900 -
Móveis e Utensílios 1.500 -
Máquinas e Equipamentos 1.100
-
- Patrimônio Líquido 4.385
- Capital Social 3.000
- Lucros Acumulados 1.385
-
TOTAL 8.700 TOTAL 8.700

Os fatos contábeis que devem ser contabilizados em Jan/X2 são:


DATA FATO CONTÁBIL
05/01/X2 Recolhimento do ICMS a Pagar no valor de $ 15, através do caixa.
05/01/X2 Depósito em Bancos do saldo restante de caixa
06/01/X2 Pagamento de salários do mês de Dez/X1, através de cheque nº 100.001
Recebimento da duplicata nº 2040, do Cliente “A”, através de Bancos, no valor
07/01/X2
de $ 200.
O funcionário “A” pagou o empréstimo que estava devendo á empresa no valor
07/01/X2
de $ 60, através de depósito em Bancos.

DATA FATO CONTÁBIL

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Compra de mercadorias no valor de $ 500, sendo 60% à vista, através de


15/01/X2
cheque nº 100.002 e o restante para 30 dias.
Pagamento integral do valor devido aos fornecedores, através de cheque nº
15/01/X2
100.003, com juros de $ 10.
Venda de mercadorias no valor de $ 800, sendo recebido 40% a vista, através
20/01/X2 de depósito bancário e o restante para recebimento em 30 dias. O custo da
mercadoria vendida foi de $ 500.

Pede-se:
Identificar qual o impacto que cada fato contábil provocaria sobre o patrimônio;
Contabilizar os fatos patrimoniais, através de lançamentos;
Demonstrar através dos Razonetes o que ocorreria com as contas;
Levantar o novo Balanço.

Como já afirmamos anteriormente, o registro dos fatos contábeis é decorrente do


entendimento que possuímos quanto a afetação que cada fenômeno provoca no
patrimônio. Assim, não é possível saber debitar ou creditar, sem antes entender o que os
fenômenos provocam nos elementos patrimoniais.

Dessa forma, primeiro vamos identificar o que cada um dos fenômenos provocam e depois
iremos realizar os lançamentos contábeis.

DATA FATO CONTÁBIL Ativo Passivo PL


Recolhimento do ICMS a Pagar no valor de
05/01/X2 Diminui Diminui Inalterado
$ 15, através do caixa.
Depósito em Bancos do saldo restante de Diminui
05/01/X2 Inalterado Inalterado
$ 135 caixa. Aumenta
Pagamento de salários do mês de Dez/X1,
06/01/X2 Diminui Diminui Inalterado
$ 1.500, através de cheque nº 100.001
Recebimento da duplicata nº 2040, do
Diminui
07/01/X2 Cliente “A”, através de Bancos, no valor Inalterado Inalterado
Aumenta
de $ 200.
O funcionário “A” pagou o empréstimo
Diminui
07/01/X2 que estava devendo á empresa no valor Inalterado Inalterado
Aumenta
de $ 60, através de depósito em Bancos.
Compra de mercadorias no valor de $ 500,
Diminui
15/01/X2 sendo 60% à vista, através de cheque nº Aumenta Inalterado
Aumenta
100.002 e o restante para 30 dias.
Pagamento integral do valor devido aos
15/01/X2 fornecedores de $ 300, através de cheque Diminui Diminui Diminui
nº 100.003, com juros de $ 15.
Venda de mercadorias no valor de $ 800,
sendo recebido 40% a vista, através de
Diminui Diminui
20/01/X2 depósito bancário e o restante para Inalterado
Aumenta Aumenta
recebimento em 30 dias. O custo da
mercadoria vendida foi de $ 500.

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Raciocinando com base nas alterações que os fenômenos provocam nos elementos
patrimoniais, vamos indicar como ficariam os débitos e créditos em cada um dos
fenômenos:

DATA Ativo Passivo PL


05/01/X2 Diminui (Crédito $ 15) Diminui (Débito $ 15) Inalterado (Não D e C)
Diminui (Crédito $ 135)
05/01/X2 Inalterado (Não D e C) Inalterado(Não D e C)
Aumenta (Débito $ 135)
Diminui (Crédito $
06/01/X2 Diminui (Débito $ 1.500) Inalterado(Não D e C)
1.500)
Diminui (Crédito $ 200)
07/01/X2 Inalterado (Não D e C) Inalterado(Não D e C)
Aumenta (Débito $ 200)
Diminui (Crédito $ 60)
07/01/X2 Inalterado (Não D e C) Inalterado(Não D e C)
Aumenta (Débito $ 60)
Diminui (Crédito $ 300)
15/01/X2 Aumenta (Crédito $ 200) Inalterado(Não D e C)
Aumenta (Débito $ 500)
15/01/X2 Diminui (Crédito $ 315) Diminui (Débito $ 300) Diminui (Débito $ 15)
Diminui (Crédito)
Aumenta (Débito $ 320 Aumenta (Crédito $ 800)
20/01/X2 Inalterado (Não D e C)
Aumenta (Aumenta $ Diminui (Débito $ 500)
480 )

Após a identificação dos fenômenos e como ocorre o mecanismo de débito e crédito, veja os
lançamentos como seriam:

LANÇAMENTO 01
Cidade da Esperança, 05 de Janeiro de 19X2.
Recolhimento do ICMS a Pagar no valor de $ 15, através do caixa.
Conta a Débito ICMS a Recolher 15
Conta a Crédito a Caixa 15

LANÇAMENTO 02
Cidade da Esperança, 05 de Janeiro de 19X2.
Depósito em Bancos do saldo restante de $ 135 caixa, conforme comprovante nº
001.
Conta a Débito Bancos 135
Conta a Crédito a Caixa 135

LANÇAMENTO 03
Cidade da Esperança, 06 de Janeiro de 19X2.
Pagamento de salários do mês de Dez/X1, $ 1.500, através de cheque nº 100.001.
Conta a Débito Salários a Pagar 1.500
Conta a Crédito a Bancos 1.500

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LANÇAMENTO 04
Cidade da Esperança, 07 de Janeiro de 19X2.
Recebimento da duplicata nº 2040, do Cliente “A”, através de Bancos, no valor de
$ 200
Conta a Débito Bancos 200
Conta a Crédito a Clientes 200

LANÇAMENTO 05
Cidade da Esperança, 07 de Janeiro de 19X2.
Recebimento de empréstimo do Funcionário “A” no valor de $ 60, através de
depósito em Bancos, conforme comprovante nº 002.
Conta a Débito Bancos 200
a Empréstimos aos
Conta a Crédito 200
Funcionários

LANÇAMENTO 06
Cidade da Esperança, 15 de Janeiro de 19X2.
Compra de mercadorias no valor de $ 500, sendo 60% à vista, através de cheque
nº 100.002 e o restante para 30 dias.
Conta a Débito Estoque 500
Conta a Crédito a Bancos 300
Conta a Crédito a Fornecedores 200 500

LANÇAMENTO 07
Cidade da Esperança, 15 de Janeiro de 19X2.
Pagamento integral do valor devido aos fornecedores de $ 300, através de cheque
nº 100.003, com juros de $ 15.
Conta a Débito Fornecedores 300
Conta a Débito Juros Passivos 15 315
Conta a Crédito a Bancos 315

LANÇAMENTO 08
Cidade da Esperança, 20 de Janeiro de 19X2.
Venda de mercadorias no valor de $ 800, sendo recebido 40% a vista, através de
depósito bancário e o restante para recebimento em 30 dias. O custo da
mercadoria vendida foi de $ 500.
Conta a Débito Bancos 320
Conta a Débito Clientes 480
Conta a Débito CMV 500 1.300
Conta Crédito a Estoque 500
Conta a Crédito a Vendas 800 1.300

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Demonstração do Impacto das Variações Aumentativas e Diminutivas, através dos


Razonetes:

CAIXA BANCOS
DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
SA 150 (SA) SA 2.000 (SA)
15 (1) (2) 135 1.500 (3)
135 (2) (4) 200 300 (6)
(5) 60 310 (7)
(8) 320

Σ 150 150 Σ Σ 2.715 2.110 Σ


SF -0- -0- SF SF 615 SF

APLICAÇÕES FINANCEIRAS – CURTO


EMPRÉSTIMOS AOS FUNCIONÁRIOS
PRAZO
DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
SA 550 (SA) SA 100 (SA)
60 (5)

Σ 550 -0- Σ Σ 100 60 Σ


SF 550 SF SF 40 SF

ESTOQUES CLIENTES
DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
SA 1.000 (SA) SA 800 (SA)
(6) 500 500 (8) (8) 480 200 (4)

Σ 1.500 500 Σ Σ 1.280 200 Σ


SF 1.000 SF SF 1.080 SF

VEÍCULOS IMÓVEIS
DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
SA 600 (SA) SA 900 (SA)

Σ 600 -0- Σ Σ 900 -0- Σ


SF 600 SF SF 900 SF

MÓVEIS E UTENSÍLIOS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

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DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO


SA 1.500 (SA) SA 1.100 (SA)

Σ 1.500 -0- Σ Σ 1.100 -0- Σ


SF 1.500 SF SF 1.100 SF

ICMS A RECOLHER EMPRÉSTIMOS A PAGAR


DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
SA 15 (SA) SA 2.500 (SA)
(1) 15

Σ 15 15 Σ Σ -0- 2.500 Σ
SF -0- -0- SF SF 2.500 SF

SALÁRIOS A PAGAR FORNECEDORES


DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
SA 1.500 (SA) SA 300 (SA)
(3) 1.500 (7) 300 200 (6)

Σ 1.500 1.500 Σ Σ 300 500 Σ


SF -0- -0- SF SF 200 SF

CAPITAL SOCIAL LUCROS ACUMULADOS


DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
SA 3.000 (SA) SA 1.385 (SA)

Σ -0- 3.000 Σ Σ -0- 1.385 Σ


SF 3.000 SF SF 1.385 SF

VENDAS (RECEITA) CMV (CUSTOS)


DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
SA (SA) SA (SA)
800 (8) (8) 500

Σ -0- 800 Σ Σ 500 -0- Σ


SF 800 SF SF 500 SF

JUROS PASSIVOS (DESPESA)


DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO

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SA (SA) SA (SA)
(7) 10

Σ Σ Σ Σ
SF 10 SF SF SF

Para certificar-se que todos os registros dos fatos estão corretos é importante levantar o
Balancete e o Balanço. Como ainda veremos o balancete, vamos levantar o Balanço após as
operações, sabendo que o Resultado do Período é igual a Receita – Despesas.

Calculando o resultado para transferir para o Patrimônio Líquido, teríamos:

DISCRIMINAÇÃO VALOR
(+) Receita de Vendas 800
(-) CMV (500)
(-) Juros Passivos (Despesas) (10)
(=) Resultado do Exercício 290

BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRES ESPERANÇA


31/01/X2
Ativo Valor Passivo Valor
Circulante 3.275 Circulante 2.700
Caixa - ICMS a Recolher -
Banco 605 Empréstimos a Pagar 2.500
Aplicações Financeiras - Curto Prazo 550 Salários a Pagar -
Empréstimos aos Funcionários 40 Fornecedores 200
Estoque 1.000
Clientes 1.080

Não Circulante 4.100 Não Circulante -


Imobilizado 4.100 -
Veículos 600 -
Imóvel 900 -
Móveis e Utensílios 1.500 -
Máquinas e Equipamentos 1.100
-
- Patrimônio Líquido 4.675
- Capital Social 3.000
- Lucros Acumulados 1.385
Resultado do Exercício 290
TOTAL 7.375 TOTAL 7.375

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AULA 3 – LIVRO DIÁRIO E LIVRO RAZÃO

3. – LIVRO DIÁRIO E LIVRO RAZÃO

Este tópico tem várias fontes de pesquisa, além de artigos e livros de diversos autores sobre
os Livros Contábeis, bem como pesquisas na internet de alguns sítios sobre contabilidade.

Os livros contábeis representam uma das fases mais importantes do processo de


escrituração e registro dos atos e fatos contábeis e devem seguir alguns preceitos e regras
para que a história do patrimônio que está sendo registrada mantenha-se devidamente
preservados.

Para constituição dos registros e sua manutenção adequada os livros contábeis devem
cumprir uma série de formalidades e são disciplinados em várias legislações, tais como o
Código Comercial, a Legislação do Imposto de Renda entre outras, que serão tratadas mais
adiante, em cada um dos tópicos.

3.1 – LIVRO DIÁRIO


Como o próprio nome indica o Livro Dário destina-se a registrar de forma diária e
cronológica os atos e fatos contábeis de uma determinada entidade, devendo ser
devidamente registrado na Junta Comercial de cada Estado e o atraso na escrituração não
poderá ultrapassar 180 dias, sob pena de multa prevista na Legislação do Imposto de Renda.

É um livro obrigatório (exigido por lei) para todas as entidades, conforme disposto nos arts.
11 e 13 da Lei 556, de 25 de junho de 1850 (Código Comercial Brasileiro), é composto por
folhas numeradas seguidamente, encadernadas em forma de livro. Registra os fatos
contábeis em partidas dobradas na ordem rigorosamente cronológica do dia, mês e ano, ou
seja é o livro do registro básico de toda a escrituração contábil e, por isso mesmo, a sua
utilização é indispensável.

Os livros ou fichas do Diário, bem como os livros auxiliares referidos no § 1º, deverão conter
termos de abertura e de encerramento, e ser submetidos à autenticação no órgão
competente do Registro do Comércio, e, quando se tratar de sociedade civil, no Registro
Civil de Pessoas Jurídicas ou no Cartório de Registro de Títulos e Documentos (Lei nº 3.470,
de 1958, art. 71, e Decreto-Lei nº 486, de 1969, art. 5º, § 2º).

De acordo com os arts. 6º e 7º do Decreto 64.567, de 22 de maio de 1969, o Livro Diário


deverá conter, respectivamente, na primeira e na última página, tipograficamente
numeradas, os termos de abertura e de encerramento. Do termo de abertura constará a
finalidade a que se destina o livro, o número de ordem, o número de folhas, a firma
individual ou o nome da sociedade a que pertença, o local da sede ou estabelecimento, o

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número e data do arquivamento dos atos constitutivos no órgão de registro do comércio e o


número de registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

O termo de encerramento indicará o fim a que se destinou o livro, o número de ordem, o


número de folhas e a respectiva firma individual ou sociedade mercantil. Os termos de
abertura e encerramento serão datados e assinados pelo comerciante ou por seu
procurador e por contabilista legalmente habilitado. Na localidade em que não haja
profissional habilitado, os termos de abertura e encerramento serão assinados, apenas, pelo
comerciante ou seu procurador.

É importante destacar que para fins de apuração do Lucro Real - Imposto de Renda e
Contribuição Social sobre o Lucro - a administração fazendária desclassifica a escrita fiscal e
arbitra o lucro se o contribuinte não o possui, ou não escriturar os fatos contábeis, pois o
entendimento é que a ausência do Livro Diário equivale à inexistência de escrituração (PN
CST 127/75, item 3).

A prática mais comum para escrituração do Livro Diário é que todos os fatos sejam
registrados diariamente, todavia as autoridades fazendárias, tendo em vista a apuração dos
principais tributos, ocorrer de forma mensal, admitem o registro mensal, ou seja, o registro
dos fatos realizados ao final de cada mês, de operações da mesma natureza desdobradas em
livros ou registros auxiliares, ou discriminadas pelos dias de ocorrência no lançamento único
que as compreende. Os lançamentos de custos não fogem à regra: podem ser feitos
mensalmente ou em períodos menores, desde que apoiados em comprovantes e
demonstrativos adequados (PN CST 11/85).

Outra prática admitida pela legislação tributária, conforme estabelece o PN CST 127/75, item
3.3.1 e parágrafo 2º do artigo 258 do Decreto nº 3.000/99) é a escrituração resumida, em
que se transportam, para o Diário somente os totais mensais, fazendo-se referência das
páginas em que as operações se encontram lançadas nos livros auxiliares devidamente
registrados. Com relação às contas estáticas e de movimentação eventual, os lançamentos
correspondentes devem figurar no Diário com individuação e clareza, de modo a permitir,
em qualquer momento, a perfeita identificação dos fatos descritos.

Os elementos essências para o lançamento no Diário são:

 Local e data da operação;


 Título da conta a ser debitada;
 Título da conta a ser creditada (precedida da preposição “a”.
 Histórico - alguns dados fundamentais sobre a operação em registro, como o número
da Nota Fiscal, Cheque, Terceiros envolvidos etc.;
 Valor da operação em moeda nacional.

Podemos citar que de forma mais operacional, a ordem de escrituração deve preservar:

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 Planilha com a classificação das contas (suporte da documentação que represente o


ato ou fato contábil a ser registrado).
 Lançamento no Sistema Contábil (com base na planilha elaborada e na
documentação de suporte).
 Balancete de Verificação (extraído do razão - conferido e analisado).
 Diário (com base na planilha, depois de aferida sua exatidão por meio do Balancete
de Verificação).

Dessa forma, cada um dos elementos deve ter a seguinte função no registros dos
fenômenos contábeis (escrituração):

 Razonete (o raciocínio contábil).


 Balancete de Verificação (a exatidão dos lançamentos nos razonetes).
 Razão (com base nos razonetes e na documentação).
 Diário (com base no Razão).
 Balancete de Verificação (exatidão dos lançamentos no Razão).

No Diário também são registrados outros elementos que são de extrema importância e
relevância na escrituração contábil:

 Termos de abertura, encerramento e alteração.


 Plano de Contas utilizado pela empresa.
 Demonstrações Financeiras no final de cada exercício.

Quando o volume de operações for muito, pode ser adotada a sistemática de Diários
Auxiliares, como:

 Quando o volume de pagamentos e recebimentos no Caixa é muito grande, pode ser


instituído um livro Diário Auxiliar de Caixa.
 Quando o volume é maior ainda, pode ser instituído um Diário Auxiliar de
Recebimentos e outro de Pagamentos.
 Quando ocorre muita movimentação bancária, pode-se ter um Diário Auxiliar de
Bancos.
 Quando a quantidade de fornecedores é muito numerosa e os fornecimentos
constantes, pode-se ter um Diário Auxiliar de Fornecedores.
 Quando isso ocorre com clientes, então convém que seja usado um Diário Auxiliar
de Clientes, que também pode ser desdobrado em Diário Auxiliar de Vendas e
Diário Auxiliar de Recebimentos.
 Pode acontecer que o controle maior deva concentrar-se em Registros Fiscais de
IPI e ICMS. Nesse caso, esses livros fiscais podem assumir a formalização de Diário
Auxiliar, conjugados com fichas e resumos que atendam simultaneamente aos
interesses do Fisco e também às necessidades contábeis. É evidente que, nesse
caso, as autoridades fiscais devem ser consultadas e previamente conceder

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autorização para o uso de regime especial (isto é conseguido normalmente, sem


maiores problemas). É necessário também o registro do livro na Junta Comercial.

3.2 – LIVRO RAZÃO


O Livro Razão destina-se a registrar e apresentar os atos e fatos contábeis por cada tipo de
conta, de forma a apresentar ao final, todo movimento ocorrido por conta, como o Caixa, os
Estoques, etc., ou seja, é o detalhamento por conta dos lançamentos realizados no diário.
Dessa forma se conclui que o razão é nada mais nada menos que os próprios razonetes já
discutidos e apresentados durante nossas discussões.

A exemplo do Livro Diário também é obrigatório, todavia não precisa ser registrado na Junta
Comercial.

Conforme estabelece o Art. 259, do Decreto nº 3.000/99 – Regulamento do Imposto de


Renda, o Livro Razão deve:

A pessoa jurídica tributada deverá manter, em boa ordem e segundo as normas


contábeis recomendadas, Livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar,
por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no DIÁRIO, mantidas as demais
exigências e condições previstas na legislação.

Também a Lei nº 8.218, de 1991, no seu art. 14 e a Lei nº 8.383, de 1991, art. 62,
estabelecem que a pessoa jurídica tributada com base no Lucro Real deverá manter, em boa
ordem e segundo as normas contábeis recomendadas, o Livro Razão ou fichas utilizados para
resumir e totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário, mantidas as
demais exigências e condições previstas na legislação.

A escrituração deverá ser individualizada, obedecendo à ordem cronológica das operações.A


não manutenção do livro Razão nas condições determinadas, implicará o arbitramento do
lucro da pessoa jurídica (Lei nº 8.218, de 1991, art. 14, parágrafo único, e Lei nº 8.383, de
1991, art. 62).

Estão dispensados de registro ou autenticação o Livro Razão ou fichas (parágrafo 3 do artigo


299 - Decreto nº 3.000/99).

O Livro Razão pode ser apresentado forma de Livros em q eu cada página seja atribuída o
título de uma conta ou em forma de fichas avulsas, facilitado pelo processamento eletrônico
de registro dos fatos contábeis, devendo existir, pelo menos, uma folha da cada conta ou
subconta.

Como o razão deve apresentar todas as contas e subcontas, o mesmo deve englobar as
contas Patrimoniais, também denominadas de integrais e as contas de resultado, que são
conhecidas como contas diferenciais, ou seja, as receitas e despesas do exercício.

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Exemplo de Folha de Razão:


Folha Razão
Conta: Bancos Código: 1.1.2 (Plano de Contas)
Saldo
Data Histórico Débito Crédito
D/C Valores
31/12/X0 Saldo Anterior - - D 200.000
20/01/X1 Compra de Veículos - 50.000 D 150.000

Conta: Veículos Código: 1.3.5 (Plano de Contas)


Saldo
Data Histórico Débito Crédito
D/C Valores
31/12/X0 Aquisição de Veículo - - D 300.000
20/01/X1 Compra de Veículos 50.000 - D 350.000

É importante diferenciar duas questões importantes. O razão sintético e o razão analítico. O


sintético abrange a conta em sua totalidade, enquanto o analítico desdobra as contas para
que exista um controle mais pormenorizado, conforme exemplo abaixo:

Razão Sintético Razão Analítico


(Conta Sintética) (Conta Analítica)
Desdobramento das Contas que compõe o
Estoque, tais como:
Estoque de Mercadorias
Estoques
Estoque de Produtos Acabados
Estoque de Produtos em Elaboração
Estoque de Matérias Primas

Razão Sintético Razão Analítico


(conta Sintética) (conta Analítica)
Tipo de Cliente:
Cliente A
Duplicatas a Receber
Cliente B
Cliente C

Razão Sintético Razão Analítico


(conta Sintética) (conta Analítica)
Tipo de Banco:
Banco A
Bancos conta Movimento Banco B
Banco C

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Razão Sintético Razão Analítico


(conta Sintética) (conta Analítica)
Tipo de Financeira:
Financeira A
Empréstimos a Pagar
Financeira B
Financeira C

O Livro Razão é considerado por muitos como um livro auxiliar do Diário. Além do Razão,
são livros auxiliares do Diário os Diários Auxiliares e os correspondentes Razões Auxiliares.

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