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JUAN DONOSO CORTES


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P R EP A R A D A

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FRANCISCO ELIAS DE TEJADA


C a t e d r á t ic o en la U n iv e r s id a d d e S e v illa

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CO L ECCIO N CO VA D O N GA

uan Do n o so C o r t es

A N TO LO GI A

P R E P A R A D A
PO R

FR A N CISCO EL I A S DE TEJA D A
C a t e d r á t ic o e n lo U n iv e r s id o d d e S e v illa

ED ITO R IA L T R A D I C I O N A L IST A

M A P R I D . 19 5 3
ES P R O P I E D A D

M A R IB EL : A r t e s G r á f ic a s - To m ás Bretó n S\ · M A D R ID
PRELIM IN A R
1. A l r e d a c ta r la s ig u ie n te a n to lo g ía d e l p e n ­
s a m ie n to p o lític o d e J u a n D o n o s o C o r té s h e p r o ­
cu ra d o fija r e n lo s tr e c h o s s e le c c io n a d o s s u d e fi­
n itiv a p o s tu r a id e o ló g ic a , la q u e a lc a n z ó e n la
m a d u r e z d e s u in te lig e n c ia c o n lo s f e r v o r e s ilu m i­
n a d o s d e s u c o r a z ó n . U n a fá n o p o r tu n is ta , cu a n d o
n o e l e s tú p id o p a p a n a tism o c o n q u e n u e s tr o s e s ­
c r ito r e s s u e le n v e s t ir s e a la m o d a te d e s c a , h a ta ­
lla d o la e fig ie fa ls ísim a d e u n D o n o s o d o c tr in a r io
o la n o m e n o s erra d a d e u n t e ó r ic o d e la d icta d u ra
f r e n t e a la m o n a r q u ía tr a d ic io n a l. C o n d e c ir q u e
la p r im e r a e s u n a a c titu d tr a n s ito r ia , co n d en a d a
lu e g o e n ta n to s lu g a r e s , y e n t r e o tr o s e n lo s p á rra ­
fo s 6, 7, 8 ,1 4 , 15, 16, 56 y 59 d e lo s p o r m í s e le c c io ­
n a d o s, p o c o c r é d ito c a b e o to r g a r le c o m o e tiq u e ta
d e l m a r q u é s d e V a ld eg a m a s y ju s tific a d o e s tá p r e s ­
c in d ir d e ella al e la b o r a r la p r e s e n t e a n to lo g ía .
P o r lo q u e c o n c ie r n e a la p r e t e n s ió n d e tr a n s fo r ­
m a r a D o n o s o C o r té s e n e l t e ó r ic o d e la d icta d u ra
e n c o n tr a s te c o n la s m o n a r q u ía s tr a d ic io n a le s , n o
p a sa d e o tr a v e n e n o s a a p o r ta c ió n m á s e n t r e las
u rd id a s p o r e l c e r e b r o tr a v ie s o d e C ari S c h m itt
e n u n a d e e s a s d a n za s e n la s q u e f u é ca b a llo d e
T r o y a d e la te o r ía c o n s titu c io n a l al e x p o n e r la ,

7
d o c t o r m á x im o d e l h itle r is m o e n lo s d ía s e n q u e
e s t e r é g im e n s e d o ra b a d e a p o g e o s b é lic o s y q u ié n
s a b e s i a h ora t e ó r ic o d e u n ju s n a tu r a lis m o c r is ­
tia n o , s ie m p r e p r o p ic io a s e r v i r d e J o r d á n c ó m o d o
y s e n c illo .
L a rea lid a d f u é q u e e n u n la rg o ca m in a r D o n o s o
lle g ó a la s tie r r a s d e p r o m is ió n q u e e s e l T ra d icio ­
n a lism o , tr a s h a b e r tr a n s c u r r id o p o r e x t r e m o s r a ­
d ic a le s y p o r fic t ic io s a c o m o d o s d o c tr in a r io s , q u e ­
m a n d o e n s u c a r r e r a e l ín t e g r o b río a p a sion a d o
d e s u c a s ta e x tr e m e ñ a . H a u n o s d ía s, s o b r e las
p iz a rra s e r e c ta s , p u n z a n te s e n e l d é l o , d e s u S e ­
r e n a m a te r n a l, y o h e p o d id o e v o c a r le e n u n a s ie s ta
a r d ie n te , c u a n d o c o r r ía p o r m is v e n a s e l fu e g o
d e u n a s a n g r e ca ld ea d a e n lo s r ig o r e s d e l c a lo r
q u e a brasa y e n a r d e c e .
D o n o s o C o r té s f u é u n tra d ic io n a lis ta al q u e s o ­
la m e n te fa ltó e l r e c o n o c im ie n to d e la d in a stía le ­
g ítim a , b ie n q u e e n s u s p o s t r e r o s a ñ o s s e la a c e r ­
ca ra p o r las 'vías d el a p r e d o , h a sta e l p u n to d e
q u e é l m a r q u é s d e L e m a ha p o d id o e s c r ib ir use
h a b ía a filia d o al p a rtid o d e d o n C a rlo s » e n e l to ­
m o I d e s u lib r o « D e la R e v o lu c ió n a la R e s ta u -
ción n (M a d rid , 1 9 2 7 ). A u n n o e n tr a n d o e n la d is­
cip lin a d e la C au sa h a bía la q u e F e d e r ic o S u á rez
ha lla m a d o, c o n e x c e s o d e c o m e d im ie n to a u n q u e
c e r t e r o g o lp e c r ític o , u n a «ca si id en tid a d d o c tr i­
n a l » c o n e l id e a r io d e l c a r lis m o m ilita n te ( « E v o ­
lu c ió n p o lític a d e D o n o s o C o r té s », p á g in a 1 0 5 ).
Y p o r tra d icio n a lista h a y q u e t e n e r a q u ie n p r o ­
cla m a la d e b e la c ió n d e la r e v o lu c ió n , e l m a l d el
u n ifo r m is m o to ta lita r io p r e v is t o c o n m ira d a p r o -

8
fé tic a , lo s y e r r o s d e l d o c tr in a r is m o e q u ilib r is ta ,
e l d e s p e ñ a d e r o d el lib e r a lis m o c a tó lic o , la p rim a ­
cía d e la m o n a r q u ía le g ítim a y la s v e r d a d e s d e la
T ra d ició n . Si h e m o s d e a t e n e m o s a s u s p r o p ia s
fr a s e s , e n e l t e x t o r e c o g id o al n ú m e r o 9 8 , la v o z
d e D o n o s o C o r té s p r e te n d ía s e r n i m á s n i m e n o s
q u e la v o z d e la T r a d ic ió n p o lític a esp a ñ o la .
T é n g a n le , p u e s , p o r s u y o , y a b r á c e n s e a s u s
id e a s c o m o a r e g a z o d e h e r m a n o , lo s h o m b r e s q u e
h o y m ir a n al o r ie n te d e la T r a d ic ió n d e la s E s p a -
ñ a s e n a m b a s r ib e r a s d el A tlá n tic o , y a b s té n g a n s e
d e p r o fa n a r s u te s ta m e n to e s p ir itu a l c o n o p o r tu ­
n is ta s a tr ib u c io n e s q u ie n e s s e a c e r q u e n a le e r le .
T ra d icio n a lista a p en a s s ep a ra d o d e l c a r lis m o p o r
e f e c t o s d e lea lta d a m ig a , J u a n D o n o s o C o r té s n o
tu v o , a to d o lo la rg o d e e s to s d e n a ñ o s q u e d e é l
n o s s ep a ra n , m á s c o n tin u a d o r e s q u e los h o m b r e s
d e la b o in a ro ja .
Y si s u n o m b r e r e s u e n a e n E u r o p a , n o e s cu a l
d o c tr in a r io r e m e d a d o r d e lib r o s fr a n c e s e s , s in o c o ­
m o tra d icio n a lista . C o n v é n z a n s e lo s fa ls ific a d o r e s :
e l D o n o s o d o c tr in a r io n o p r e o c u p a a n a d ie ; e l ú n i­
c o D o n o s o q u e a tra e la s m ira d a s d e las g e n t e s e s
e l q u e f u é p a la d ín d e la v e r d a d tra d icio n a l, p r e c i­
s a m e n te p o r q u e p u s o e n la d e fe n s a to d a la cla ri­
dad ta ja n te q u e e n e s to s c ie n a ñ o s ú ltim o s s o la ­
m e n t e h a n m a n te n id o e n E u r o p a lo s o lv id a d o s y
h e r o ic o s « r e q u e t é s ».
A n o ta r é a lg u n o s h e c h o s d e m o s tr a tiv o s d e c ó m o
e l ú n ic o D o n o s o q u e e n E u r o p a in te r e s a e s e l D o ­
n o s o tra d icio n a lista , v io le n t o , á s p e r o , ilu m in a d o e
in tr a n s ig e n te , c a b a lm e n te p o r las m ism a s ca u sa s

9
p o r las q u e p e r d u r a e l c a r lis m o d e s p u é s d e c ie n to
d ie c io c h o a ñ o s. L a m á s r e c i e n t e d e la s a n to lo g ía s ,
la p u b lic a d a p o r A l b e r t M a ie r e n C o lo n ia e l a ñ o
p a sa d o , r e c ó r ta s e a lo s a ñ o s e n q u e s e a b a n d era ra
d e n tr o d e la T ra d ició n , s in im p o r ta r p o c o n i m u ­
c h o al s e le c c io n a d o r a lem á n o tr a im a g e n d o n o sia -
n a q u e la a e los c in c o a ñ o s p o s t r e r o s d e su v id a .
H a n s B a r th c o n te m p la la g r a n d e s in g u la rid a d d e
D o n o s o , la « D o n o s o s g r a n d io s e E in s it ig k e it » e n la
r u d e z a c o n q u e s u p o c o n tr a p o n e r ta ja n te m e n te ,
ca si v io le n ta m e n te , c a t o l i c i s m o a r e v o lu c ió n
( « F lu t e n u n d D ä m m e » , S. 1 0 3 ), v io le n c ia q u e ú n i­
c a m e n te ha a rd id o e n las b r e ñ a s d e N a v a r r a o e n
las s ie r r a s d el M a e s tr a z g o . A A lo is D e m p f le in t e ­
resa p o r su p r o g r a m a tr a d ic io n a lis ta d e r e s ta u r a ­
c ió n ín te g r a d el o r d e n s o c ia l e n to d o s s u s a s p e c to s
s e g ú n u n a p r o b le m á tic a c r is tia n a ( « C h r is tlic h e
S ta a ts p h ilo s o p h ie in S p a n ie n » , S. 1 4 1 ). E l P a d r e
fr a n c is c a n o D ie tm a r W e s t e m e y e r v e s u a p o r ta ­
c ió n a la h is to r ia e n la e n e r g ía c o n q u e lid ió c o n ­
tra e l lib e r a lis m o y c o n tr a e l s o c ia lis m o d e s d e lo s
c a m p o s tr a d ic io n a le s d e la v e r d a d c a tó lic a ( « D o ­
n o s o C o r té s S ta a tsm a n n u n d T h e o lo g e » , S. 2 3 8 ),
o p in ió n c o n la q u e c o n c u e r d a e l m is m o E d m u n d
S ch ra m m (« D o n o s o C o r té s . L e b e n U n d W e r k c i­
n e s s p a n is c h e n A n tilib e r a le n », S. 1 1 2 ). A lb e r
M a ie r o b s e r v ó h a c e p o c o s a ñ o s q u e lo s a s c e n s o s
o d e s c e n s o s d e la fa m a d e D o n o s o e n A le m a n ia
v a n lig a d o s c o n e l a p o g e o o d e c a d e n c ia d e l lib e r a ­
lism o , o s e a d e l g r a n e n e m ig o d e la T r a d ic ió n e s ­
p a ñ o la (« D o n o s o C o r té s im S c h r iftu m d e r D e u ts ­
c h e n », S. 6 6 ). Y c o m o tr a d ic io n a lis ta g a n ó n o m b r e

10
e n F r a n c ia , n u n c a c o m o d o c tr in a r io o m ilita rista ,
d e l b ra zo d e lo s tr a d ic io n a lis ta s L o u is V e u illo t y
d el v ic a r io d e N e v e r s , J u a n J o s é G a u m e. N o h a y
o tr o D o n o s o u n iv e r s a l q u e e l D o n o s o tra d icio n a -
lista , e l v e r d a d e r o , e l d e fin itiv o , e l c o n fe s a d o . D o ­
n o s o C o r té s o n o e s n a d a o e s u n h o m b r e d e la
T ra d ic ió n esp a ñ o la .
L e y e n d o e s ta a n to lo g ía s e e m p e z a r á a e n te n d e r
la r a z ó n d e h e c h o ta n p a te n te .
2. H a sid o p r e c is o ed ita rla p o r q u e las m o d e r ­
n a s e d ic io n e s ca stella n a s s o n a v is p e r o d e c o n fu ­
s io n e s . L a m á s d ifu n d id a , la p rep a r a d a p o r e l p r o ­
f e s o r H a n s J u r e ts c h k e p a ra la B ib lio te c a d e A u t o ­
r e s C ristia n o s, da e n la o v e ja n e g r a d e ta n m e r i­
to r ia c o le c c ió n . A d o le c e , e n t r e o tr a s c o s a s d e m e ­
n o r b u lto q u e n o e s d el ca so tr a e r a q u í, d e n o r e ­
c o g e r to d o lo p u b lic a d o a n te r io r m e n te fr u to d e la
p lu m a d e D o n o s o , a p e s a r d e p r o m e t e r lo e n e l p r ó ­
lo g o , c o m o p o r e je m p lo la c a r ta a L o u is V e u illo t
fe c h a d a e n M a d rid e l 11 d e a b ril d e 1850 y q u e
c o n s ta e n t e x t o fr a n c é s a la s p á g in a s 202 a 205 d el
lo m o I I d e las « O e u v r e s d e D o n o s o C o r té s » im ­
p r e s a s e n P a rís p o r e l e d ito r A u g u s t e V a to n e n
1 8 5 8 ; d e ig n o r a r las v e r d a d e r a s r e la c io n e s d el
C a rd en a l F o r n a r i c o n D o n o s o ; d e a n d a r orn a d a c o n
n o ta s d o n d e s e a p r e n d e lo q u e y a es tu d ia m o s e n
la e s c u e la d el d o c to P e r o G ru llo , h a b ie n d o s u p r i­
m id o la s p o r lo r e g la g e n e r a l a tin a d ísim a s q u e r e ­
d a c tó O rti y L a r a ; d e e p ilo g a r la u n ín d ic e d e m a ­
te r ia s fa r r a g o s o si lo s h a y , d o n d e r e s u lta im p o s i­
b le s e p a r a r lo s m o jo n e s d e la m a rch a d o c tr in a l d el
e x t r e m e ñ o ; ta n d escu id a d a , e n fin , q u e e l p r o p io

11
A l b e r t M a ier, c o n s e r c o m p a tr io ta d e H a n s J u -
r e t s c h k e , s e h a v is t o o b lig a d o a a c u d ir a la s e d i­
c io n e s a n te r io r e s , y s o b r e to d o a la d e O rti y L a ra ,
d a n d o d e la d o a e s ta d e la B . A . C., q u e d e s d ic h a ­
d a m e n te e s la ú n ic a h o y e n v e n ta en lib rería s.
C o m o e n ella n a d a p u e d e t e n e r s e p o r s e g u r o y
c o m o e n ella n o s e p e r fila e l e x a c t o c a r iz d e D o n o ­
s o , e s to e s , e l tr a d ic io n a lis m o c o n q u e r e p e r c u t e
e n la h is to r ia d e l p e n s a m ie n to u n iv e r s a l, e s ta m o ­
d e s ta a n to lo g ía , b r e v e y h u m ild e c u a n to r e d u c id o s
s o n n u e s tr o s m e d io s e c o n ó m ic o s , a sp ira a c o n tr a ­
r r e s ta r s u s n o c iv o s e f e c t o s e n a ra s d e la v e r d a d .
U na s u c in ta n o ta b ib lio g r á fic a in d ica rá la s o b ra s
m á s im p o r ta n te s p u b lica d a s h a sta la fe c h a a c e r c a
d e D o n o s o C o r té s , p a ra q u ie n s e in te r e s a r e e n a m ­
p lia r e s tu d io s .
3. A l ig u a l q u e e n lo s d e m á s v o lú m e n e s d e la
« C o le c c ió n C o v a d o n g a », u n a le c tu r a a lg o rig u ro sa
d e b e p r e s c in d ir d e l o r d e n a lfa b é tic o p a ra p r o c e d e r
m á s o m e n o s a sí:

D e c is io n is m o .
T e le o lo g ía p o lític a .
T ra d ició n .
P o d e r p o lític o .
I g le s ia .
P r o te s ta n tis m o .
P a tria .
F a m ilia .
P ro p ied a d .
E n señ a n z a .
P ren sa .

12
C o n tra to so cia l.
L ib e r a lis m o .
E c le c tic is m o d e lo s d o c tr in a r io s .
C a to lic is m o lib era l.
L ib e r ta d te o ló g ic a .
L ib e r ta d p o lític a .
P a r la m e n ta r is m o .
Ig u a ld a d .
F r a ter n id a d .
D e m o c r a c ia .
D em a g o g ia .
S o cia lism o .
U n ifica ció n .
D icta d u ra .
M o n a rq u ía c o n s titu c io n a l.
M o n a rq u ía tra d icio n a l.
E sp a ñ a .
P o r tu g a l.
F r a n c ia .
In g la te r r a .
E u rop a .
R u sia .
E s p a ñ a (S itu a c ió n d e )
D e s a m o r tiz a c ió n .
D a d o e l c a r á c te r d e e s ta e d ic ió n , m e h e a b s te ­
n id o d e ca rg a rla d e n o ta s , p o r m u y c o n v e n ie n t e s
q u e é s ta s fu e s e n .

G ra n ja d e T o r r e h e r m o s a y a g o s to 1951.

13
T E X T O S
+

CATOLICISMO LIBERAL

§ 1

N u n ca tu v e fe n i con fian za en la a cció n p olítica


de los b u en os ca tólicos. T od os sus esfu erzos en ca ­
m in ados a reform a r la socied a d p o r m ed io de
asam bleas y d e g o b ie rn o s serán p erfecta m en te
in ú tiles. L as socied a d es n o son lo q u e son p o rq u e
h ayan sid o con stitu id a s en el ser y estado q u e
tien en p o r g o b ie rn o s y asam bleas, sin o, al con tra ­
rio, las asam bleas y lo s g o b ie rn o s so n lo q u e son
p orq u e la socied a d q u e rig e n e s lo q u e es. Sería,
pu es, n ecesa rio in v e rtir e l p roced im ien to, em pe­
zan do p o r reform a r la socied a d , y despu és, v a lién ­
d ose de la socied a d y a reform ada, re fo rm a r sus
in stitu cion es.

§ 2

A lb erto de B rog lie m e p a rece h a b er ca íd o en


una g ra n d e ilu sión cu a n d o p ro p o n e al ca tolicism o

17
2
u n a alianza co n la libertad, fru to h erm oso, au n ­
q u e u n tan to a cerb o, de la civ iliz a ció n presen te.
Su ilu sión n a ce d e dos e r r o r e s : con siste el p rim e­
ro en cre e r q u e e l ca tolicism o y la lib erta d son c o ­
sas qu e, para estar ju n tas, n ecesita n d e tratos y
a lia n za s; con siste e l segu n d o en cre e r q u e la c iv i­
liza ció n actu al y la lib erta d son u n a m ism a cosa.

§ 3

C on fesaré a u sted fra n ca m en te q u e m e causa


espan to v e r el ca m in o p o r d on d e ha ech a d o cierta
parte d el cle ro fra n cés. S o p re te x to de n o q u erer
h a cer a la Iglesia solid a ria d e u n p a rtid o o d e u n a
form a determ in ada de g o b ie rn o , se p reten d e lan ­
zarla e n el ca m p o de las aven tu ras. ¿C óm o n o v e n
esos d esgraciados q u e p o r este ca m in o se v a fo rz o ­
sam ente a parar a una ca tá strofe? N u estro S eñ or
ha am en azado co n d e sco n o ce r e n el cie lo al q u e
tenga v erg ü en za d e co n fe sa rle a E l e n la tierra.
¿C óm o se ocu lta a esos sa cerd otes de q u ien es v o y
h a b la n d o qu e, al a con seja r a la Ig le sia q u e d e sco ­
n ozca a sus fieles y q u e se a v erg ü en ce de su s am i­
gos, n o h acen otra cosa sin o a con seja rla q u e c o ­
m eta aqu el gran p eca d o d el a v erg on za m ien to y
de la in gra titu d ? P od rá se r este qu izá el c o n s e jo
de la p ru d en cia h u m a n a ; p e ro la p ru d en cia h u ­
m ana es a v e ce s b ien m ezqu in a y b ien im p ru ­
dente.

18
CONTRATO SOCIAL

§ 4

M is lectores m e llev a rá n a m al qu e pase p or


alto aqu ella en o tro tie m p o fam osa teoría segú n
la cu a l la socied a d es el resu lta d o de un con tra to
aju stado en p resen cia d e D ios y en m ed io d e las
selvas, p o r sa lv a jes sa p ien tísim os en las cosas di­
v in a s y en las hum anas, fu n d a d ores de todas las
in stitu cion es religiosas, p o lítica s y so cia le s; y
aqu ella otra segú n la cu a l a q u ellos m ism os salva­
je s andaban p en sa tiv os p o r lo s b o sq u e s para v e r
de q u é m anera habían d e tra d u cir en una palabra
u n a con torsión y e n u n a fra se u n gesto. S ólo a un
filósofo le es dado ser m ás rid ícu lo y a b su rd o qu e
aqu ellos salvajes. T o d o s estos sistem as in sosten i­
bles, p or cu a lq u ier la d o q u e se les con sid ere, ya
se les su jete al crite rio de la razón , ahora se les
aju ste al có m p u to de la cro n o lo g ía , ahora se les
m ire desde el p u n to de v ista de las e v olu cion es
de la historia, han ca íd o ya en el d escréd ito de las

19
gen tes co n el s ig lo X V I I I , fa m oso p or la m u ch e­
du m bre d e sus sofistas y p o r la gran deza d e sus
errores. M ás q u e la m alicia, a d m iro e l ca n d or de
los qu e en su in o fe n siv a ig n ora n cia n i sosp ech a­
ro n siq u iera la falta de p ro p o rció n q u e h a y en tre
su s solu cion es p u eriles y la austera y d iv in a m a­
jesta d de estos p rob lem a s m isteriosos. L o q u e cau ­
sa al m ism o tie m p o a som b ro y te rro r es v e r q u e
tales sistem as h an p o d id o n o sólo v iv ir, sin o tam ­
b ién p rop agarse en esta socied a d eu rop ea , am a­
m antada a los p e ch o s d el cristia n ism o y d ep osita ­
ría a u n m ism o tie m p o d e las tra d icion es b íb lica s
y de las solu cion es ca tó lica s; lo q u e causa asom ­
b r o y terror es v e r q u e la v o z de los sofistas ha
reson a d o m ás a lto p o r u n tiem p o q u e la v o z de la
Iglesia, y que aun h o y d ía es, y la E u rop a, d es­
ech a n d o todas esas prem isas, m an tien e en p ie sus
con secu en cia s, qu e son co m o los fu n d a m en tos en
q u e descan sa el v a sto ed ificio d e su s in stitu cion es.
T a m b ién 50 y 58.

20
DECISIONISMO

§ 5

M i lib ro (1) será aqu í y allí u n iversa lm en te im ­


p u g n a d o ; así d eb e ser, y así q u iero y o q u e sea.
Si v o y con tra todos, ¿p o r q u é tod os n o han d e ir
con tra m í?

§ 6

U na de las ten d en cia s cara cterística s de nu estra


ép oca es la cre a ció n v isib le d e d os u n idades q u e
rad icalm en te se con tra d icen en tre s í: la u n id a d
d el b ien y la u n idad del m al.
T o d o s los estados in term ed ios p erecen con to ­
das las d octrin a s tran sigidas y tod os se d isu elven
u n os e n p os d e otros.
Y así d ebe su ced er. L a s m edias tintas, los p e río -

( 1) «El ensayo»f

2]
dos d e tra n sición , las tra n sa cion es d octrin a ria s, só­
lo tien en ra zón d e ser p o r resp eto a las d octrin a s
absolutas, m ien tras qu e estas ú ltim as existen con
una ex isten cia ra d ica l y absoluta.
E l in flu jo y la ex isten cia d e esas tran sa ccion es
se p a recen al crep ú scu lo, q u e sirv e p erp etu a m en ­
te de m ed io p or d on d e se pasa d el día a la n och e
y de la n o ch e al día.
L e o e n la Sagrada E scritu ra q u e D ios h iz o la
n o ch e y el día, m as n o le o e n ella q u e h iciera
D ios el crep ú scu lo. N o lo d ice, e n e fe cto , e l E s­
p íritu Santo, n o p orq u e n o d iera D ios al cre ­
p ú scu lo su ex isten cia efím era y relativa, sin o p o r­
q u e ese fen óm en o n o ex iste p o r sí m ism o y d eb e
ce sa r cu a n d o el día triu n fe de la n och e.

§ 7

E l d estin o de la h u m an idad es un m isterio p ro­


fu n do, qu e ha re cib id o dos e x p lica cio n e s con tra ­
r ia s : la del ca tolicism o y la de la filo so fía ; el
co n ju n to de cada una de esas e x p lica cio n e s co n s­
titu y e una civ iliz a ció n co m p le ta ; en tre esas dos
civ iliza cio n e s h a y u n abism o in son d a b le, u n an­
ta gon ism o a b so lu to ; las ten ta tiva s d irig id a s a
u n a tra n sa cción en tre ellas h a n sid o, son y serán
perpetu am en te vanas. L a una es el error, la otra
la v e rd a d ; la u n a es el m al, la otra es el b ie n ;
en tre ellas es n ecesa rio eleg ir co n una su prem a
elección , y p rocla m a r en todas sus partes la una,
y con d en a r en todas sus p artes la otra, despu és

22
de h a b er e le g id o ; los q u e flu ctú an en tre am bas,
ios q u e de la u n a acep tan los p rin cip io s y de la
otra las con secu en cia s, los e clé ctico s en fin, están
tod os fu era de las ca tegoría s de las gra n d es in te­
ligen cia s y están con d en a d os irrem isib lem en te
al absurdo.
Y o cre o q u e la civ iliz a ció n ca tólica con tien e el
b ien sin m ezcla de m al y q u e la filosofía con tien e
el m al sin m ezcla de b ie n algu n o.

I 8

T en éis m u ch a ra z ó n ; el p rotesta n tism o y el


parlam en tarism o se van, y están con d en a d os, c o ­
m o tod o error, a in ev ita b le d eca d en cia . D os cosas
ú n ica m en te son p osib les e n el m u n d o : d e u n a
parte, el ca tolicism o, qu e es la afirm ación sob e­
rana, y p or otra la re v o lu ció n , q u e es la n eg a ción
absoluta.

§ 9

L a in tolera n cia d octrin a l d e la Ig lesia ha sal­


v a d o al m u n d o del caos. Su in tolera n cia d o ctri­
n al ha p u esto fu era d e cu estión la v erd a d p o lí­
tica, la v erd a d dom éstica, la v erd a d socia l y la
verd ad re lig io sa ; verd a d es p rim itiv a s y santas,
q u e n o están su jetas a d iscu sión , p orq u e son el
fu n d a m en to de todas las d is cu s io n e s ; verd ad es
qu e n o p u ed en p on erse en du da u n m om en to sin

23
q u e en ese m om en to m ism o el en ten d im ien to os­
cile, p e rd id o en tre la v e rd a d y e l error, y se os­
cu rezca y en tu rb ie el cla rísim o e sp e jo d e la ra zón
hum ana. E so s irv e p ara ex p lica r p o r q u é, m ien ­
tras qu e la socied a d em an cip ada d e la Ig lesia n o
ha h e ch o otra co sa sin o p erd er el tiem p o en d isp u ­
tas efím era s y estériles, qu e, ten ien d o su p u n to
de p artida e n u n a b solu to escep ticism o, n o p u e­
d en dar p o r resu lta d o sin o u n escep ticism o co m ­
p leto, la Iglesia , y la Ig lesia sola, h a te n id o el
santo p riv ile g io d e las d iscu sion es fru ctu osa s y
fecu n d a s. L a teoría cartesian a, seg ú n la cu a l la
v erd a d sale d e la duda co m o M in erva de la ca b e­
za de Jú p iter, es con tra ria a aqu ella le y d ivin a
q u e p resid e al m ism o tiem p o a la g e n e ra ció n de
lo s cu erp os y a la d e las ideas, en v irtu d d e la
cu a l lo s con tra rios e x clu y e n p erp etu a m en te a lo s
con tra rios, y lo s sem ejan tes en gen d ra n siem p re
a sus sem ejan tes. E n v irtu d de esta ley, la duda
sale p erp etu am en te de la duda y el escep ticism o
d el escep ticism o, com o la v erd a d de la fe, y de la
v erd a d la cien cia.
T a m bién 10, 15, 43, 44, 56, 64, 66, 67, 79 y 83.
D E M A G O G I A

§ 10

S ó lo la dem agogia n i respeta la v irtu d , esa g lo ­


ria del cielo, n i la gloria , esa v irtu d de la s n a cio ­
n e s ; la d em agogia, qu e atacan do to d o s los d o g ­
m as relig iosos se ha pu esto fu era d e tod a re li­
g ió n ; q u e atacan do todas las ley es h u m an as y
d ivin a s se ha p u esto fu era d e toda le y ; q u e ata­
ca n d o sim u ltán eam en te a todas las n a cion es, n o
tien e p a tria ; qu e atacan do tod os los in stin tos m o ­
rales de los h om b res se ha p u esto fu era del g é ­
n ero h u m an o. L a d em agogia es una n ega ción ab­
so lu ta : la n eg a ción d el g o b ie rn o en el orden p o ­
lítico, la n eg a ción d e la fam ilia en el ord en d o ­
m éstico, la n eg a ción d e la p rop ied a d en el ord en
econ óm ico, la n eg a ción d e D ios en el ord en r e li­
g ioso, la n e g a ció n d el b ie n e n el ord en m ora l. L a
d em agogia n o es u n m al, es el m al p or e x ce le n ­
c ia ; n o es u n error, es el e rro r a b so lu to ; n o es
un crim en cu alqu iera, es el crim en e n su a cep ­

25
ción m ás terrífica y lata. E n em iga irre co n cilia b le
d el g én ero h u m an o, y h ab ien d o v e n id o a las m a­
n os co n él en la m ás g ra n d e batalla q u e h an v isto
ios h om b res y q u e h an p re se n cia d o los siglos, el
fin d e su lu ch a g ig a n tesca será su p r o p io fin o el
fin de lo s tiem pos.
T a m b ién 50.

26
DEMOCRACIA

§ 11

D e la u n idad d el g é n e ro h u m an o, enseñada p or
la re v e la ció n al h om b re, n a ce co m o d e su y o la
idea d e la fra te rn id a d ; d e ésta, la de la ig u a ld a d ;
de am bas, la de la d em ocra cia . A la v o z de Jesu ­
cristo, en señ an do a las gen tes la u n idad de la es­
p ecie hum ana, caen d errib a d os p o r el su elo los
m u ros de las an tigu as ciu d ad es y se leva n ta n esos
otros m u ros d e la ciu d a d d e D ios, qu e v a n sigu ien ­
d o tod os los con fin es de la tierra hasta abarcar y
ceñ ir a todas las n a cion es. A la v o z de Jesu cristo,
en señ an d o la fra tern id a d y la igu aldad, la escla­
v itu d desaparece, y tod os los habitantes d e la ciu ­
dad inm ensa, de la ciu d a d santa, se re co n o ce n h er­
m anos, igu a les y Ubres. E sa d em ocra cia es tan g i­
gan tesca, tan u n iversa l, q u e se extien d e hasta los
ú ltim os rem ates d el m u n d o.
T a m bién 4, 34, 38 y 62.

27
DESAMORTIZACION

§ 12

L a re v o lu ció n ha sid o h ech a, en defin itiva, p o r


ios ricos y para los ricos, con tra los rey es y con tra
los pobres. Si d e jo esta d em ostra ción a un lado n o
es p orq u e sea d ifícil, sin o p o rq u e sería larga. M e
con ten ta ré só lo co n ob serv a r que, p o r m ed io del
ce n so electoral, han releg a d o a los p o b re s e n lo s
lim b os so cia le s; y que, p o r m ed io d e la p re rro g a ­
tiv a parlam en taria, h an u su rp ad o la p rerrog a tiv a
d e la C orona. F u ertes e n esta p o sició n in e x p u g n a ­
b le, se han rep a rtid o im p ru d en tem en te lo s d esp o­
jo s de los con v en tos, lo cual q u iere d ecir q u e d es­
p u és de h a b er recla m a d o e l p o d e r ex clu siv a m en te
para sí en ca lid a d d e ricos, h an h e ch o u n a le y qu e
d u p lica su riqu eza en calidad d e legisla d ores. D es­
d e el día de la C reación hasta h o y , el m u n d o n o
ha p resen ciad o u n e je m p lo m ás v e rg o n z o so d e au ­
d a cia y d e cod icia .
T a m b ién 80.

28
D I C T A D U RA

§ 13

C uando la legalidad basta para salv ar la so cie ­


dad, la leg a lid a d ; cu a n d o n o basta, la dictadura.
ECLECTICISMO DE LOS DOCTRINARIOS

Si se m e p regu n tase m i o p in ió n p a rticu la r sob re


el eclecticism o, d iría qu e el e cle cticism o n o existe.
N o e x is t e : lo p rim ero, p orq u e si con siste en e sco ­
g e r ciegam en te cie rto s p rin cip io s solita rios en tre
lo s v a rio s sistem as filosóficos, el e cle cticism o es lo
q u e sería el in o ce n te re cre o d el q u e, d e sh oja n d o
lo s poem as h om éricos, ech ase las h o ja s su eltas a
v o la r para v e r el ca p rich o so sen tido de las q u e se
j untaban en el a ir e ; lo segu n do, p o rq u e si con sis­
te en e sco g e r con criterio, la filosofía n o está en la
e le cció n , sin o en el p rin cip io q u e sirv e de co n d u c­
to r al q u e escoge, en cu y o ca so la u n id a d d el c r i­
terio, la u n id a d d el p rin cip io, la u n id a d d el con ­
d u cto r en el la b erin to e clé ctico , co n v ie rte n al
e cle cticism o en u n sistem a absolu to. H ay m ás to ­
d a vía : la tal e le cció n n o ex iste n u n c a ; en el p r i­
m ero d e estos casos, p o rq u e el q u e se aban don a
a la casu alidad n o e s c o g e ; en el seg u n d o, p orq u e

30
el q u e com ien za p o r asentar un criterio de e le c­
ció n n o tien e lib erta d de esco g e r, sien d o escla v o
de su crite rio .
Sea de esto, em p ero, lo q u e q u iera , el e cle cticis­
m o n o p od ría se r con sid era d o en n in g ú n ca so sin o
co m o u n a ram a p á lid a y d esh oja d a d el g ra n árb ol
racion alista, p u esto e n m ed io d e la socied a d co m o
a q u el á rb ol parad isíaco q u e tra jo al m u n d o la
m u erte. D el ra cion a lism o h an sa lid o el sp in osis-
m o, el v olteria n ism o, el k an tism o, el h eg elia n ism o
y el cou sin ism o, d octrin a s todas d e p erd ición , que,
en e l ord en p o lítico , re lig io so y social, son para
la E u rop a lo q u e en el ord en fís ic o es para e l Ce­
leste Im p e rio e l o p io de lo s in gleses.

§ 15

E n E spaña co m o en Italia, e n Ita lia co m o en


F ran cia, en F ra n cia com o en In glaterra, to d o s los
an tigu os p artid os se d isu elv en rápida y sim u ltá­
neam ente. E l gran resu ltado, el resu ltad o defin i­
tiv o de este co n cu rso de d isolu cion es m e p arece
ser la form a ción p róxim a d e dos u n idades co n ­
trad ictorias : la u n idad d em ocrá tica , p o r un lado,
y la m on árqu ica, p o r otro. T o d o lo qu e está en
m ed io de las d os m e p a rece con d en a d o a p erecer
irrem isi b le m e n te .

§ 16

C uando la filosofía m on árqu ica d ice, p o r b oca


de M. de B on ald, qu e «en el E stado h a y tres p er-

2X’
son a jes s o c ia le s : el p od er q u e m anda, el m in istro
q u e sirv e y el sú b d ito qu e o b e d e c e ; q u e e l r e y es
el poder, la aristocra cia el m in istro y q u e el sú b ­
d ito es el p u e b lo », la filosofía m on á rq u ica o fre ce
al en ten d im ien to una cre a ció n com p leta , p orq u e
n os enseña cu áles son los p erson a jes socia les y
cu á l es su jera rq u ía . C u an do la filosofía d e m o crá ­
tica, con serva n d o los m ism os p erson a jes, p e ro al­
teran d o sus m u tu as rela cion es, n os d ice q u e «el
p od er es el p u eb lo, el sú b d ito el in d iv id u o y el
m in istro el m a gistra d o», la filosofía m on á rq u ica
o fre ce tam bién al en ten d im ien to u n a cre a ció n
com p leta , p orq u e n os enseña cu áles son las c o ­
sas que coex isten en la socied a d y cu á les las re ­
la cion es q u e existen en tre las cosas sociales. P e ro
cu a n d o M. G u izot se con ten ta con d e cirn o s q u e
la m on arqu ía, la a ristocra cia y la d em ocra cia c o ­
existen en la socied a d y e n la h istoria , y q u e el
e l rey , la cám ara de los p ares y la cám ara d e los
d ip u ta d os las rep resen ta n en el g o b ie rn o , M . Gu'i-
z o t sólo o fre ce al en ten d im ien to u n a cre a ció n in ­
com p leta , con fu sa , em brion a ria. L a so cie d a d b u s­
ca el p o d e r y , n o en con trá n d ole, p ie rd e lo s h á b i­
to s de la ob ed ien cia . E l esp íritu b u sca e l p od er
y , n o en con trá n d ole, p ierd e la n o ció n d el d erech o.
T a m b ién 6, 7, 8, 56 y 59.

32
ENSEÑANZA

§ 17

L a cu estión d e la enseñan za, agitada en estos


ú ltim os tiem p os en tre los u n iv ersita rios y lo s ca­
tó lico s fran ceses, n o h a sid o plan teada p o r los
ú ltim os en sus v erd a d eros térm in os, y la Iglesia
u n iv ersa l n o p u ed e aceptarla en los térm in os en
qu e v ien e plan teán dose. Supuesta, p o r un lado,
la lib erta d d e cu ltos, y supuestas, p o r otro, las
circu n sta n cia s esp ecialísim as de la n a ción fra n ­
cesa, es cosa »clara a todas lu ces que los ca tólicos
fra n ceses n o estaban en estado de reclam ar otra
cosa para la Ig lesia sin o la libertad que es aquí
d e re ch o com ú n , y qu e p o r se rlo p od ía se rv ir a
la v erd a d ca tólica d e am paro y de refu g io. E l
p rin cip io , em pero, de la lib erta d d e enseñanza,
con sid era d o en sí m ism o, y h ech a a b stra cción de
las circu n sta n cia s esp eciales e n q u e ha sido p ro ­
clam ado, es u n p rin cip io fa lso y de im p osib le
a cep ta ción para la Ig lesia ca tólica . L a lib erta d de

33
3
la enseñanza n o p u ed e ser aceptada p or ella sin
p on erse en abierta co n tra d icció n co n todas sus
d octrin a s. E n efecto, p rocla m a r qu e n o hay una
verd ad ya con ocid a q u e deba ser enseñada, y que
la v erd a d es cosa q u e n o se ha en con tra d o y qu e
se b u sca p or m ed io de la d iscu sión am plia d e to ­
das las o p in io n e s; p rocla m a r q u e la enseñanza
d eb e ser lib re es p rocla m a r qu e la verdad y el
error tien en d erech os iguales. A h ora b ie n : la
Iglesia profesa, p o r un lado, el p rin cip io de qu e
la verd ad existe sin n ecesidad de buscarla, y p o r
otro, el p rin cip io de qu e el e rro r n ace sin dere­
ch os, v iv e sin d erech os y m uere sin d erech os, y
que la verd ad está en p osesión del d erech o abso­
lu to. La Iglesia, pu es, sin d eja r de aceptar la li­
bertad, allí don de otra cosa es de to d o p u n to im ­
p osible, n o p u ed e recib irla com o térm in o de sus
deseos, ni saludarla co m o el ú n ico b la n co d e sus
aspiracion es.
T am bién 9 y 23.

34
E S P A Ñ A

§ 18

P or lo qu e to ca a n u estra E spaña, n in gú n res­


p la n d or igu ala al resp la n d or de su historia. Una
p ro v in cia bastó para con q u ista r el O rien te: Ca­
taluña. U n a para co n q u ista r a N á p o le s: A ragón .
U na p ara co n q u ista r a A m é r ic a : C astilla. C uan­
d o esas varias p rov in cia s, en su dich osa co n ju n ­
ción , y b a jo el ce tro de los R e y e s C atólicos, d ie­
ro n a lu z a E spaña, el m u n d o p resen ció u n esp ec­
tá cu lo q u e aú n n o habían p resen cia d o las g en ­
tes : el esp ectá cu lo de tres gra n d es ep op ey a s, lle­
vadas p o r u n os m ism os h éroes y a u n m ism o
tiem p o a fe licísim o re m a te : la ex p u lsión de los
agaren os, la con q u ista d e A m é rica y la su je ció n
de Italia. E n ton ces su ced ió q u e el p u eb lo espa­
ñ ol, n o ca b ien d o d en tro de sus lím ites naturales,
se d erra m ó co m o con q u ista d or p o r el m u n d o ; c o ­
m o se h abía derram ado p or el m u n do, co m o co n ­
qu istador, el p u eblo rom an o. T odas las n acion es

35
civ iliza d a s n os rin d ieron v a sa lla je : la Italia fu é
v e n c id a ; la F ra n cia , h u m illa d a ; la In gla terra ,
p rotegid a p o r las tem pestades, si n o su jeta, q u e ­
d ó a lo m en os turbada y tem erosa. L os esp a ñ o­
les p u sieron sus fron tera s en d on d e la civ iliz a ­
ció n había leva n ta d o sus colu m n as.
T am bién 77.

36
ESPAÑ A (SITUACIO N DE)

§ 19

Y o sé, señ ores, adon de esto v a a parar, o p or


m e jo r d ecir, adon de ha id o a p a ra r; ha id o a
parar a la co rru p ció n espan tosa q u e tod os p re ­
sen ciam os, q u e v e m o s to d o s ; p orq u e el h e ch o
h o y dom in an te en la socied a d española es esa
co rru p ció n que está en la m édu la de n u estros
h u esos; la co rru p ció n está en todas p a rte s; n os
entra p o r tod os los p o r o s ; está en la atm ósfera
q u e n os e n v u e lv e ; está en el aire q u e respira­
m os. L os agen tes m ás p od erosos de la co rru p ció n
han sid o siem pre los agen tes p rim eros del G o­
b iern o ; en las p rov in cia s, éstos han sid o los agen ­
tes m ás a ctiv os d e la co rru p ció n , los com p ra d o­
res y v en d ed ores de las con cien cia s. ¿Q uién n o
ha v isto lo q u e ha pasado en E spañ a desde q u e
estalló la re v o lu ció n hasta h o y ? C u ando lo s G o­
b iern os han sido débiles, sus p rin cip a les agentes
se han pasado en trop el hasta lo s reales d e la in -

37
su rrección v icto rio s a ; cu a n d o los G obiern os son
fu ertes, o cu a n d o se cree que lo son, en ton ces,
para sacar a iroso al G obiern o, atrop ellan to d o
cu a n to se les p o n e p or delante.
R ecord a d si n o, señ ores, lo s pasados p ro n u n ­
cia m ien tos. T od a v ía m e figu ro v e r pasar delan te
de m is o jo s aqu ella p ro ce sió n de g en era les y je ­
fes p o lítico s con las m an os llenas de in cie n so pa­
ra q u em a rlo en los altares de las ju n ta s re v o lu ­
cion arias. P ues v o lv e d los o jo s hacia lo q u e pasa
ahora. P en sad en a lgu n o de los escán dalos, que
son p ú b licos y n otorios, ocu rrid os en las últim as
eleccion es. N o los creáis a u n os n i a otros cu an do
se llam an e n e m ig o s; n o son e n e m ig o s; son h er­
m anos los de las eleccion es y los de le s p ron u n ­
ciam ien tos. D ios ha p u esto en tod os las m ism as
in clin a cion es y hasta la m ism a fison om ía ; todos
han h ech o el ju ra m en to h e ro ico de sacrificarse
p or el v e n c e d o r ; todos han h e ch o p a cto co n la
fo rtu n a ; tod os son am igos d e la v ic to r ia ; tod os
son ad orad ores d el s o l; tod os m iran al O riente.
Señores, y o n o n ecesito v o lv e r a d e cir, p orq u e
lo he d ich o ya, q u e n o c r e o q u e e l m in isterio es
e l ú n ico cu lp a b le de esta situ ación . E sta es una
situ a ción revolu cion a ria , q u e ha so b re v iv id o a la
r e v o lu c ió n ; el m in isterio, sin em bargo, es cu lp a ­
b le hasta cierto pu n to, p o rq u e alien ta esta c o ­
rru p ció n co n la im p u n id ad en q u e d e ja a sus
agen tes, y adem ás es cu lp a b le p or su sile n cio . E n
E spaña, en esta socied a d desven tu ra d a, p orq u e
desven tu ra d a d ebe llam arse despu és d e l cu a d ro
q u e acabo d e describir, n o solam ente los sen ti-

38
m ien tos están corrom p id os, sin o q u e tam bién es­
tán p ervertid a s las ideas.
P or de con tado, señ ores, desde lu eg o m e atrevo
a afirm ar q u e en n in gu n a ép oca de nu estra h is­
toria el n iv e l d e las in telig en cia s h a estado en
E spañ a m ás b a jo . Y o en m i d iscu rso n o p u ed o
d em ostrar, p o rq u e es im p osib le, q u e ' son falsas
tod a s las id eas capitales q u e d om in an e n este
m o m e n to ; p e ro d esd e lu e g o m e co m p ro m e to a
d em ostrar, d e palabra o p o r escrito, o de cu a l­
q u ie r m o d o qu e sea, q u e la p ro p o sició n p olítica
q u e escoja n m is ad versarios co m o m ás a v erig u a ­
da, co m o m ás cierta, es una p ro p o sició n falsa de
to d o p u n to.

§ 20
A co n te ce , em p ero, q u e E u ro p a está en gañ ada
en lo que toca a E sp a ñ a ; el m in isterio qu e d eb ie­
ra salvarn os n os co n d u ce al abism o. D e la p o líti­
ca de ord en m aterial, este m in isterio ha ca íd o en
la p olítica de los in tereses m a teria les; y d e la
p olítica d e lo s in tereses m ateriales, tod a vía ha
ca íd o m ás a b a jo : en la p olítica de los d eleites m a­
teriales. E l p u d or n o p erm ite se diga lo que pa­
sa en E spaña. U stedes ten ían antes de fe b re ro
un m in isterio in corru p tib le y c o r r u p to r ; p ero
n osotros som os m ás felices, p u es ten em os u n m i­
n isterio co rru p to r y corrom p id o.

39
§ 21

A h ora , despu és de h aber argu m en tad o y o en


n om b re del G ob iern o con tra sus ad versarios, ar­
g u m en to en n om b re m ío p ro p io co n tra e l G o­
b iern o, y le d ig o : «T ú has ten id o ra zón en m e­
d ir p or tu resp on sa b ilid a d tu p od er. P ero y o v e n ­
g o ah ora a m ed ir tu resp on sabilid ad p or tu om n i­
p oten cia . P u esto q u e lo p u ed es tod o, resp ón d em e
de tod o.»

§ 22

P or eso la F ra n cia n o n os tien d e u n a m an o lle ­


na de s o c o r r o ; p or eso su rcam os a la m erced de
lo s v ien tos los m ares torm en tosos sem brad os de
b a jío s ; p or eso arrastram os n u estra p en osa ex is­
ten cia, trabajada p o r dolorosas co n v u ls io n e s ; p o r
eso se exh ala una v o z de d olor, h on da, p rolon g a ­
da y lastim era, d el u lcera d o sen o d e esta n ación
m o rib u n d a ; p ero n i el cie lo n os escu ch a, n i la
F ra n cia n os atien de, n i la E u rop a se com p a d ece
d e n osotros.
E n tre tanto, el p a rtid o dom in an te osten ta una
tra n q u ilid a d estú p id a e im b é cil: la tran qu ilid ad
de una m om ia.
P ues b ie n ; en las p róxim a s e le ccio n e s v e re ­
m os si esa m om ia tien e v id a , y , au n qu e sea desde
el sep u lcro, habrá de resp on d er d e l aban d on o en

40
q u e la F ra n cia n os tie n e ; habrá de dar cu en tas,
n o y a de los cau dales, sin o de la san gre d el p u eb lo.
L a resp on sa b ilid a d m ora l n o pesa sólo sob re el
m in isterio, n o ; pesa sob re to d o e l p artid o. P or eso
n o tiram os n osotros a d e rrib a r el p rim ero (¿q u ié n
le su ced ería ?), sin o a p u lv e riza r al segu n d o, aun­
qu e sabem os qu e n o p u ed e ser v e n cid o ahora, p o r­
q u e es forzoso p resen ta rle en tod a su ign oran cia,
en toda su d esn u d ez an te la n a ció n q u e ha d e ju z ­
garle, y q u e ha d e ju z g a m o s en las p róx im a s ele c­
cion es ; p o rq u e es fo rz o so q u e para aqu el a cto so­
lem n e y d e cisiv o la n a ció n p u ed a pesar en la b a ­
lanza de su ju sticia sus p rin cip io s y n u estros p rin ­
cip ios, su in telig en cia y n u estra in teligen cia .
E n las p róxim a s C ortes n o estará solo, y n o es­
tando solo, y a lo sabe, estará m u erto.

§ 23

E l d e re ch o d e h a b la r y d e en señ ar a las gen tes,


que la Ig lesia re cib ió d el m ism o D ios en las p er­
sonas de lo s a p óstoles, ha sid o u su rpado, co n m e­
n osca b o de la gran deza españ ola, p o r u n tro p e l de
p eriod istas oscu ros y de ign ora n tísim os ch a rla ­
tanes.

§ 24

S iem pre h e a b riga d o esta co n v icció n . N u n ca m e


h e d eja d o en g a ñ a r p o r las aparien cias de tra n q u i­
lidad y de calm a en E spañ a. U n a n ación co rro m -

41
pida hasta la m édu la de los h u esos, así a b a jo co m o
arriba, d eb e fatalm en te su cu m b ir el día m en os
p en sado de una m anera o de otra. Se cree g e n e ­
ralm en te q u e el socia lism o n o ha p en etrad o en
E spaña. E rror, error p rofu n d o. E l día en qu e sean
rotos los d iq u es v e ré is a q u í m ás socialistas q u e
en P arís y m e p regu n ta réis con esp an to de d ón ­
de han salido esos m on stru os. Y o n o sabré d e cir­
lo. E n E spañ a toda n ov ed a d es adm itida al in s­
tante, y to d o lo qu e pen etra en E spaña, lu e g o
al p u n to llega a los ú ltim os lím ites de la e x a g e­
ración . E l ca rá cter h istórico de los españ oles es
la ex a g era ción en to d o : exageram os los v icio s
y las virtu d es, las cosas gra n d es y las p eq u eñ a s;
h em os ex a gera d o la p ersev era n cia hasta lu ch a r
siete siglos con tra los ára b es; h em os ex a gera d o
el od io de razas hasta exterm in a r a los ju d ío s ; h e ­
m os exagerad o el sen tim ien to relig ioso hasta in ­
v en ta r la In q u isició n ; sólo n os falta ex a g era r el
socialism o, y lo exa gera rem os ciertam en te. E n ­
ton ces v e ré is lo q u e son los esp añ oles en am ora­
d os de una idea b u en a o m ala.

§ 25

V en cid a la in su rre cció n aqu í com o allá, una


fiebre in du strial y m erca n til in cen d ió n u estra
san gre, que, tan to com o españ ola, es sa n gre a fri­
cana ; el m in isterio, en v e z de com b a tir este ata­
q u e de fiebre violen ta , se d e jó d om in a r él m ism o
p or la fu riosa calen tu ra, y al m ism o tiem p o qu e

42
recibía, p ropagaba el con ta gio. E n tre tan to, la
co rru p ció n y el e rro r fu e ro n cre cie n d o y p rop a ­
gán dose len ta y calladam ente. H o y día, señ ores,
todas estas cosas ■ — corru p ción , error, fiebre in ­
du strial— han llega d o a su a p ogeo.
A h ora p regu n to y o : ¿cu á l será el d esen la ce?
¿C uál será el fin? Y o n o lo diré, que m e falta el
co ra zó n y el án im o para e llo ; p ero y a lo a d iv i­
nan, sin duda, con p a v or, los señ ores diputados.
U na o b je ció n , sin em bargo, p u ed e op on erse. E n
F ra n cia , se dirá, h abía detrás del tron o falan ges
socialistas, y en E spañ a n o las hay. Y ¿q u é d i­
ríais, señ ores, si os asegurara y o (y ¡o ja lá sea
d esm en tid o p o r la e x p e r ie n c ia !) qu e el país del
socia lism o n o es F ra n cia , sin o E spaña? N o o lv i­
dem os, señ ores, qu e aquí, cu a n d o m anda un par­
tido, n o p arece sin o q u e él sólo v iv e , y qu e a n in ­
g u n o d e los dem ás se les en cu en tra p or la ca lle ;
y , sin em bargo, cu a n d o el p a rtid o v e n cid o su b e al
poder, p a rece que lo llena tod o, qu e lo ocu p a to ­
do, q u e él sólo v iv e en E sp a ñ a ; así n o es extra ­
ño qu e n o vea m os a los socialistas.

§ 26
E spaña v o lv e rá a ser ca tólica o será al fin so­
cialista. ¿Q ué d ig o será? L o es ya, se ñ o re s; sólo
que p a rece qu e n o lo es, p orq u e ella m ism a n o
lo sabe. E l qu e está tísico, padece la tisis, au n qu e
n o sepa lo q u e p ad ece p orq u e ign ora su n om bre.

43
§ 27

H e q u erid o, a m ig o m ío, referiros estas m en u ­


d en cia s para qu e os en teréis de lo q u e a con tece
e n E spaña. N arváez lo ha com p ra d o to d o en E u ­
r o p a : corresp on d en cia gen era l, d iarios y p e rso ­
n a jes p o lítico s. E ra, pu es, n ecesa rio q u e y o os
lo d ijera para qu e v o s lo su piérais, y cre o q u e os
co n v ie n e saberlo p or lo p ron to, para que la v e r ­
dad se abra cam in o.
T am bién 100.

44
EUROPA

§ 28

S í; la socied a d eu rop ea se m u e re ; sus e x tre ­


m idades están fría s ; su co ra zó n lo estará d en tro
de p o co . ¿Y sabéis p o r q u é se m u ere? Se m u ere
p orq u e está en ven en a d a . Se m u ere p o rq u e la s o ­
cie d a d había sid o h ech a p o r D ios para alim en tar­
se de la su bstan cia ca tólica , y m éd icos em p íricos
la han dado p o r a lim en to la su bstan cia ra cion a ­
lista. Se m u ere p orq u e así co m o el h om b re n o
v iv e solam en te d e pan , sin o d e tod a palabra que
sale de la b o ca d e D ios, así ta m b ién las socied ad es
n o m u eren solam en te p or e l h ierro, sin o p o r toda
palabra a n tica tólica , salida de la b o ca d e los filó­
sofos. Se m uere p o rq u e el e rro r m ata, y esta so ­
cied a d está fu n dada en errores. S abed q u e tod o
lo que ten éis p o r in co n cu so es falso. L a fu erza v i­
tal de la v erd a d es tan gran de, q u e si estu vierais
en p osesión de u n a v erd a d , de u n a sola, esa v e r ­
dad p odría salvaros. P ero vu estra caída es tan

45
h on da, vu estra d ecad en cia tan radical, vu estra
cegu ed a d tan com p leta , v u estra d esn u d ez tan ab­
soluta, v u estro in fo rtu n io tan sin eje m p lo , qu e
esa sola v erd a d n o la ten éis. P o r eso la catástro­
fe qu e ha de v e n ir será la catástrofe p or e x ce le n ­
cia de la h istoria. L o s in d iv id u o s p u ed en sa lva r­
se todavía, p orq u e p u ed en sa lva rse sie m p re ; p e ­
r o la socied a d está p erd id a . Y esto, n o p orq u e te n ­
ga una im p osib ilid a d ra d ica l d e salvarse, sin o
p orq u e para m í está v is to qu e n o q u iere salvarse.
N o h a y sa lv a ción para la socied ad , p orq u e n o
q u erem os h a cer cristia n os a n u estros h ijo s y p o r­
q u e n osotros n o som os v e rd a d e ro s cristian os. N o
h a y sa lv a ción para la sociedad, p o rq u e el esp íritu
ca tó lico , ú n ico esp íritu d e v id a , · n o lo v iv ifica
t o d o : la en señ an za, los g o b ie rn o s, la s in stitu cio­
nes, las ley es y las costu m bres.

§ 29
9

D ios ha h ech o la ca rn e para qu e se corrom p a


y el cu ch illo para corta r la ca rn e corrom p id a . E s­
tam os toca n d o co n nu estras p rop ia s m an os la m a­
y o r catástrofe de la h istoria. E n el m om en to a c­
tual, lo qu e v e o y o co n cla rid a d es la barbaridad
de E u rop a y de su d esp ob la ción d en tro de p o co
tiem p o. L a tierra p o r d on d e ha pasado la c iv ili­
za ción filosófica será m a ld e cid a : será la tierra de
la co rru p ció n y de la sangre. D esp u és v e n d r á ...
lo que habrá de ven ir.

46
§ 30

L a socied a d agoniza, se m u e re ; sólo h ay una


sa lv a ción para el h om b re to d a v ía ... si qu iere. T al
es el ú ltim o resu ltado de la civ iliz a ció n hum ana
qu e acaba h oy y que com en zó h ace tres siglos. L a
civ iliza ció n divin a, la civ iliz a ció n ca tólica , h u b ie­
ra dado a la E u rop a , e n v e z d e esta m u erte v e r­
gon zosa y p recoz, u n a ju v e n tu d eterna.
T a m b ién 6, 7, 8, 18, 33, 39, 79, 81 y 82.

47
FA M I LI A

§ 31

L a socied ad , la civ iliz a ció n , la cu ltu ra , e l h om ­


bre m ism o, cae b a jo la ju ris d icció n d el h o m b re ;
só lo la fam ilia está exen ta de .la ju risd icció n h u ­
m ana. C uando la re v o lu ció n fran cesa v in o al
m u n do, to d o lo arrastró co n sig o en sus re cio s h u ­
racan es. L a m ajestad hum ana d e jó su cabeza
en un p a tíb u lo a fre n to so ; la d ivin a fu é desterra­
da de la F ra n cia y d e sus te m p lo s; el sol d e la
civ iliz a ció n se escon d ió e n el sen o de u n a nu be
r o ja ; la le y cu b rió su faz c o n una toca san grien ­
ta ; la socied a d ca yó h ech a p e d a zo s; p e ro se sal­
vó la fam ilia, p orq u e la fam ilia n o está su jeta a
la m u erte. C uando el im p erio rom an o v in o a b a jo
co n estru en do, sien d o lu d ib rio d e las gen tes las
gigan tescas y p a vorosa s ru in as de aqu ella fá b ri­
ca cicló p e a que había a gob ia d o al m u n d o co n su
in m en sa pesadu m bre, to d o a ca b ó en aqu el n au ­

48
fra gio com ú n y en aqu el co m ú n e stra g o : el g ra n
p u eb lo co n su altiva m ajestad y co n sus tu rb u len ­
tos trib u n o s; el p ru d en tísim o S enado co n sus
egregias fam ilias co n su la re s; su e jé rcito fa m oso
c o n sus leg ion es in v en cib les, pasm o y azote de
las g e n te s; sus ex celsa s m agistratu ras co n sus
au gu stos m a g istra d os; su refinada cu ltu ra co n
sus lau reados p oetas y sus in sp irad os a rtista s; su
civ iliz a ció n v a ro n il co n sus om n iscien tes ju ris­
con su ltos y sus g ra v es h isto ria d o re s; su Im p erio
co n sus p oten tísim os em peradores, v e stid o s co n
resp la n d ecien tes p ú rp u ra s; su a ltísim o C apitolio
co n su J ú p iter ton an te. T o d o lo q u e h abía con sti­
tu id o la in solen te gran deza de a q u el p u e b lo aca­
b ó allí, de tal m anera y hasta tal p u n to, q u e algu ­
n os años adelante p a recía fá b u la su h is to r ia ; tod o,
tod o acabó, m en os la fam ilia, p o rq u e la fam ilia
n o está su jeta a la m u erte. Y si. tom a n d o d e m ás
atrás la corrien te de los siglos, leva n ta m os lo s o jo s
a lo alto y los p on em os en aqu ella p rim era catás­
trofe u n iv ersa l q u e e n v o lv ió to d o el ce rco d e la
tierra, cu a n d o, abiertas las cataratas d el cie lo , v i­
n o de sú bito aqu ella trem en da in u n d a ción d el d i­
lu v io, qu e cr e c ió sob re el n iv e l altísim o de los
m on tes y e sco n d ió e n sus a bism os todas las g en ­
tes, allí tam bién a ca b ó tod o m en os la fam ilia, in s­
titu ida p o r D ios en el p a ra íso y m an ten ida p o r
D ios m ilagrosam en te sob re la espu m a de las olas.

49 4
§ 32

La fam ilia, d ivin a en su in stitu ción , d iv in a en


su esen cia, ha seg u id o en todas partes las v icis i­
tudes d e la civ iliz a ció n ca tó lica ; y esto es tan
cierto, q u e la pu reza o la co rru p ció n de la p rim e­
ra es siem p re sín tom a in fa lib le de la pu reza o de
la co rru p ció n de la segu n da, así co m o la h isto­
ria de las varias v icisitu d e s y tra storn os d e la se­
gu n da es la h istoria de los tra storn os y d e las
vicisitu d es p or q u e va p a sa n d o la prim era.
E n las edades católicas, la ten d en cia d e la fa­
m ilia es a p e rfe ccio n a rs e : d e n atu ral se co n v ie r­
te en espiritu al y del h og a r pasa a lo s clau stros.
M ientras qu e lo s h ijo s se p ostra n reveren tes
en el h og a r a lo s pies d el p a d re y d e la m adre,
los habitantes de los clau stros, h ijo s m ás ren d i­
dos y reveren tes, bañan co n lágrim as los sacra­
tísim os pies de o tro P adre m e jo r y el sacratísi­
m o m anto de otra M adre m ás tiern a. C u an do la
civ iliz a ció n ca tólica va de v e n cid a y en tra e n un
p eríod o decaden te, lu e g o al p u n to la fam ilia d e­
cae, su con stitu ción se v icia , sus elem en tos se
d escom p on en y tod os sus v ín cu lo s se relajan . E l
padre y la m adre, en tre q u ien es n o p u so D ios otro
m edian il sin o el am or, pon en en tre los dos el m e­
d ia n il de un cerem on ia l sev ero, m ien tras que una
fam iliaridad sa crilega su prim e la distan cia que
p u so D ios en tre los h ijos y los padres, ech a n d o
p or el su elo el m edian il de la rev eren cia . L a fa-

50
m ília, en ton ces en v ilecid a y profan ada, se d isp er­
sa, y va a perd erse en los clu b s y en los casin os.
L a h istoria de la fam ilia p u ed e en cerra rse en
p ocos ren glon es. L a fam ilia divin a, ejem p la r m o­
d e lo de la fam ilia hum ana, es etern a en tod os sus
in d iv id u os. L a fam ilia hum ana espiritual, qu e
después de la d ivin a es la m ás p erfecta de todas,
du ra en tod os sus in d iv id u os lo q u e dura el tiem ­
p o ; la fam ilia hum ana natural, en tre el padre y
la m adre, dura lo qu e dura la vida, y en tre el pa­
d re y los h ijos, la rg os años. L a fam ilia hum ana
an tica tólica dura en tre el padre y la m adre algu ­
n os a ñ o s ; en tre el padre y los h ijos, algu n os m e­
ses ; la fam ilia artificial d e los clu b s du ra u n d ía ;
la del casin o, u n in stan te. L a d u ra ción es aquí,
co m o en otras m u ch as la m edida de las p e rfe c­
cion es. E n tre la fam ilia d iv in a y la hum ana de
los clau stros hay la m ism a p ro p o rció n q u e en tre
el tiem p o y la e te rn id a d ; en tre la esp iritu al de
los clau stros, la m ás p erfecta , y la sen su al de los
clu bs, la m ás im p erfecta d e todas las hum anas,
h ay la m ism a p ro p o rció n q u e en tre la b reved a d
d el m in u to y la in m en sidad de lo s tiem pos.
T a m b ién 48, 72 v 80.

51
FRANCIA

§ 33

L a F ra n cia era p o c o h ace una gran n a c ió n ; h o y


día, señ ores, n o es n i una n a ción siq u ie ra : es el
c lu b cen tral de la E u rop a.

52
FRA T ERN I D A D

§ 34

L a idea de la fratern idad, escrita en la ban dera


de los d em a gogos, trae su orig en d e la idea de la
u n idad d el g é n e ro h u m a n o ; idea q u e n o es d e­
m agógica, sin o idea g e n e sía ca ; idea qu e ha sido
revelad a al h om b re p or D ios y q u e no ha sido in ­
ven tada p o r el h om bre.
T a m b ién 11, 38, 87 y 88.

53
IM 3 L E S I A
lw

§ 35

C om o q u iera q u e D ios h ace todas las cosas a ca ­


badas y p erfecta s, n o era p ro p io d e su infinita
sabid u ría d a r la v erd a d a l m u n d o y , en tra n d o
d esp u és en su p e r fe cto rep oso, d eja rla exp u esta
a las in ju rias d el tiem p o, v a n o asunto d e las
dispu tas d el h om bre. P or esa ra zón id eó etern a ­
m en te su Iglesia, q u e resp la n d eció en el m u n d o
en la p len itu d de los tiem p os, h erm osísim a y p er-
fectísim a, con aqu ella alta p e rfe cció n y soberan a
h erm osu ra qu e tu v o siem p re en el en ten d im ien ­
to d ivin o.

§ 36

Si h acéis a b stra cción p o r un m om en to de esta


fu erza sobren atu ral, in v isib le, co n q u e el ca to li­
cism o ha id o tra n sform a n d o tod o lo q u e es v is i­
b le y n atu ral len ta y calladam en te, p o r m ed io de

54
u n a op era ción m isteriosa y secretísim a, to d o se
o scu re ce a v u estros o jo s ; y lo n atu ral y lo sob re­
natural, lo v isib le y lo in v isib le, to d o es tin ie b la s ;
todas vu estras ex p lica cion es se co n v ie rte n en h i­
pótesis falsas, q u e nada e x p lica n y qu e son ade­
m ás in exp lica b les.

§ 37

L a su p eriorid a d de la Ig lesia sob re las socied a ­


des civ ile s es u n a cosa co n fo rm e a la recta razón,
la cu a l n os enseña q u e lo sob ren atu ral es sobre
lo natural y lo d iv in o sob re lo h u m a n o ; y al re ­
v és, toda asp ira ción p o r parte d el E stad o a ab­
so rb e r la Iglesia , o a igu alarse c o n la Ig lesia , es
u n a a sp ira ción an árqu ica, preñ ada d e Catástro­
fe s y p ro v o ca d o ra d e con flictos.
T a m b ién 3, 9, 1? y 80.

55
IGUALDAD

§ 38

L ibertad, igu aldad, fra te rn id a d : fórm u la co n ­


tradictoria.
D ejad al h om b re el lib re d e se n v o lv im ie n to de
su a ctiv id a d in d iv id u a l y v eréis có m o al p u n to
m u ere la igu aldad a m an os de las jera rq u ía s, y
la fratern idad a m anos de la con cu rren cia .
P rocla m a d la igu aldad, y v eréis a la libertad
h u y en d o en ese m ism o in stan te, y a la fra tern i­
dad exh alan do su ú ltim o aliento.
N o ha q u e rid o D ios qu e en el cora zón h u m an o
se dé el sen tim ien to de la igualdad.
E n m is o jo s es u n m isterio que esa palabra
exista y que sirva de ex p resión a una cosa qu e
ni existe ni pu ede siqu iera existir.
Y o no co n o z co sin o tres m aneras d e h o m b re s:
h om bres v e n cid o s p o r la hu m ildad, h om b res d o ­
m in ados p o r el o rg u llo y h om b res a un m ism o
tiem p o org u llosos y h u m ildes. L os p rim eros gu s-

56
tan siem p re de ser m enos, lo s seg u n d os q u ieren
ser siem p re m ás y los ú ltim os q u ieren ser a la
v ez m ás y m enos.
P e ro jam ás han p reten d id o los h om b res ser en ­
tre sí iguales.
L a igu aldad fu é siem pre el p retex to de la am ­
b ición , y , co m o la h ip ocresía, d e la envidia.
G racias ú n icam en te al cristian ism o, esas tres
cosas, libertad, igualdad, fra tern id ad , son v erd a ­
deras. E l cristian ism o, en efecto, les ha dado ser
real v a lién d ose de sus re sp e ctiv o s con trarios.
H a dad o al h om b re la libertad h a cién d ole es­
cla v o de D ios.
H a h ech o igu ales a tod os los h om b res en tre sí
m edian te la com p en sa ción que resu lta de sus v a ­
rias y d iversas con d icion es.
L os ha h ech o a tod os h erm an os d estru y en d o el
p a ren tesco carn al qu e ten ían de A d á n y d á n d o­
les el p a ren tesco esp iritu a l q u e les ha p ro m e tid o
Jesu cristo.
¡C osa ex tra ñ a ! L o s h ijo s d e A d án , le jo s d e tra ­
tarse co m o h erm an os, son e n e m ig o s; y cu a n d o
D ios desh ace la posterid ad d e A dán , lu eg o d ejan
d e ser en em ig os para ser herm anos.

57
INGLATERRA

§ 39

E x iste u n in terés su p rem o, u n in terés sagrado,


el m ás gra n d e y el m ás sa grad o de to d o s : e l d e
a n u la r a I n g la te r r a ,..; p o rq u e In g la terra h a es­
tado, y estará siem pre, id en tifica d a c o n la re v o ­
lu ción , cu y a eterna in stigadora n o d eja rá n u n ca
de ser otra q u e In glaterra.

§ 40

L a n a ció n in glesa r e co n o ció siem pre, en la


p rá ctica d e su C on stitu ción , las co n d icio n e s e se n ­
ciales, y co m o esen ciales d iv in a s, d el p o d e r p ú b li­
c o ; con d icion es q u e v a n im p lícita o e x p lícita ­
m ente negadas p or lo qu e en el con tin en te lleva
el n om b re de G ob iern o parlam en tario. L as re fo r ­
m as llevadas a ca b o en la C on stitu ción in glesa
en estos ú ltim os tiem p os son u n a verd a d era re­
v o lu ció n preñ ada de catástrofes. L a P ro v id e n ­

58
cia, qu e se com p la ce en co n fu n d ir la sabidu ría de
los sabios y la p ru d en cia de los p ru d en tes, ha
p erm itid o qu e la In g la terra sea con qu istad a p o r
n u estro parlam en tarism o en e l m om en to m ism o
e n qu e ten ía p o r cie rto q u e n os h abía con q u ista ­
d o p or sus in stitu cion es. E sta con q u ista de la In ­
glaterra p o r el esp íritu con tin en ta l será el g ra n ­
de asu n to de m ed ita ción de las g en era cion es fu ­
turas y d e los h istoria d ores v en id eros, a n o ser
q u e p or u n esfu erzo g ig a n tesco d el b u en sen tido,
q u e ha p re v a le cid o siem p re e n aqu ella h erm osa
y p oten tísim a raza, lo g re exp u lsa r de su te rrito ­
rio al e n o jo so h u ésp ed qu e se ha d eslizad o p o r
sus costas.

59
LIBERALISMO

§ 41

L a escu ela lib era l n o es atea en sus dogm as,


au n qu e n o sien d o ca tólica v a y a a parar, sin sa­
b e rlo y aun sin q u ererlo, de con secu en cia e n con ­
secu en cia, hasta lo s co n fin e s d el ateísm o. R e c o ­
n o cie n d o la ex isten cia d e un D ios C riador de toda
criatura, n o p u ed e n eg a r en el D ios q u e re co n o ­
ce y afirm a la p len itu d orig in a l de tod os los de­
re ch o s o la soberan ía con stitu y en te, q u e v ien e a
ser lo m ism o en el len g u a je de la escu ela. E s ca­
tó lico el q u e re co n o ce en D ios la sob era n ía c o n s ­
titu y en te y la a c tu a l; es deísta el qu e le n iega la
actu al y re co n o ce en E l la co n stitu y e n te ; es ateo
el q u e n iega de E l toda soberan ía, p orq u e le n ie­
ga la existen cia . S ien d o esto así, la escu ela lib e ­
ral, en cu a n to deísta, n o pu ede p rocla m a r la so­
beran ía actual d e la razón sin p rocla m a r al m is­
m o tiem p o la con stitu y en te de D ios, en d on d e la
prim era, qu e es siem p re delegada, tien e p rin ci-

eo
p ió y orig en . L a teoría de la sob era n ía co n stitu ­
y e n te del p u eb lo es una teoría atea q u e n o está
en la escu ela lib era l sin o com o el ateísm o está
en e l deísm o, e n calidad de con secu en cia lejan a,
au n qu e in evita b le. D e aqu í p ro ce d e n las d os gran ­
d es parcialidades de la escu ela lib e ra l: la d em o­
crá tica y la lib era l p rop ia m en te d ic h a ; la seg u n ­
da, m ás tím id a ; la prim era, m ás con secu en te.
L a d em ocrá tica , arrastrada p o r u n a ló g ica in fle ­
x ib le , ha id o a p erd erse en estos ú ltim os tiem ­
p os, co m o lo s río s v a n a p erd erse en la m ar, en
las escu ela s a u n m ism o tiem p o ateas y socia lis­
ta s; la lib era l lu ch a p o r estar qu ieta en e l alto
p ro m o n to rio qu e h a lev a n ta d o para sí, p u esto
en tre d os m ares q u e v a n alzan d o sus olas y qu e
cu b rirá n su c im a : e l socia lista y el ca tó lico .

§ 42

N o hay com o saber lo q u e se afirm a o se n iega


de D ios en las reg ion es religiosas para saber lo
qu e se afirm a o se n ieg a d el G ob iern o en las re ­
g ion es p o lítica s; cu a n d o en las prim eras p rev a ­
le ce u n v a g o deísm o, se afirm a de D ios qu e rei­
na sobre to d o lo criad o y se n iega q u e lo g o b ie r­
ne. E n estos casos p rev a lece en las region es p o ­
lítica s la m áxim a parlam en taria de qu e el R e y
reina y n o gobiern a.

61
§ 43
D e todas las escu elas ésta es la m ás estéril, p o r­
q u e es la m en os docta y la m ás egoísta. C om o se
v e, nada sabe de la n atu raleza d el m al n i del
b ie n ; apenas tien e n oticia de D ios y n o tien e n o ­
ticia n in g u n a d el h om bre. Im p o te n te para el
bien , p orq u e ca rece de toda a firm a ción d og m á ti­
ca, y para el m al, p orq u e le causa h o rro r toda
n eg a ción in trép id a y absolu ta, está con d en ad a,
sin saberlo, a ir a dar co n el b a je l q u e lleva su
fortu n a al p u erto ca tó lico o a los e sco llo s socia ­
listas. E sta escu ela n o ‘ d om in a sin o cu a n d o la so­
cied a d d e sfa lle ce ; el p e río d o de su d om in a ción
es aquel, tra n sitorio y fu g itiv o , en q u e el m u n d o
n o sabe si irse con B arrabás o co n Jesús, y está
su spen so en tre una a firm a ción d ogm á tica y una
n eg a ción su prem a. L a socied a d en ton ces se d eja
g o b e rn a r de b u en gra d o p o r una escu ela q u e n u n ­
ca d ice afirmo n i niego y q u e a to d o d ice distin­
go. E l su p rem o in terés d e esa escu ela está en
q u e n o llegu e el día de las n eg a cion es ra d ica les
o d e las a firm a cion es sob era n a s; y para q u e no
llegu e, p or m ed io de la d iscu sión co n fu n d e todas
las n ocion es y propaga e l escep ticism o, sabien d o,
co m o sabe, q u e u n p u e b lo q u e oy e p erp etu a m en ­
te en b oca de sus sofista s el p ro y el con tra de
tod o, acaba p o r n o sa b er a q u é aten erse y p or
p regu n ta rse a sí p ro p io si la v erd a d y el e rro r, lo
ju s to y lo in ju sto, lo to rp e y lo h on esto, son cosas

62
con trarias en tre sí o si son una m ism a co sa m i­
radas d esd e p u n tos d e v ista d iferen tes. E ste p e ­
río d o an gu stioso, p o r m u ch o qu e du re, es siem ­
pre b re v e ; el h om b re ha n a cid o para obrar, y la
d iscu sión p erp etu a con tra d ice a la n atu raleza h u ­
m ana, sien do, co m o es, en em iga de las obras.
A p rem ia d os los p u eb los p o r todos sus in stin tos,
llega u n día en q u e se d erra m a n p or las plazas
y las calles p id ien d o a B arrabás o p id ien d o a J e ­
sús resu eltam en te y v o lca n d o en el p o lv o las cá ­
tedras de los sofistas.

§ 44

E s una cosa d ign a de o b se rv a ció n qu e tod os los


pu eblos que en v ez de re cib ir la v erd a d h an que­
rid o in ven tarla, es d ecir, q u e tod os los p u eb los
que han d eja d o de ser verdaderamente ca tólicos
para ser puramente discutidores, han acabado
p or ca e r b a jo el y u g o d e dictadu ras h orren d as y
de los h ech os bru tales. L a In gla terra n o es una
ex cep ción , a u n q u e im p erfecta , de esta regla g e ­
neral, sin o p orq u e el torren te de la d iscu sión ha
estado con ten id o siem p re a llí p or los p od erosos
diqu es de las tra d icion es h istóricas. Y al revés,
en n in gú n p u eb lo verd ad eram en te ca tó lico se
han co n o cid o jam ás p o r la rg o tiem p o n i la d icta­
dura d e un h e ch o b ru ta l n i el h e ch o bru tal de
una dictadu ra.

63
LIBERTAD POLITICA

§ 45

L a escu ela lib era l n o ha h e ch o otra cosa sin o


asentar las p rem isas q u e v a n a parar a las co n ­
secu en cia s socialistas, y las escu elas socia lis­
tas n o han h ech o otra cosa sin o sacar las con se­
cu en cia s q u e están con ten id a s en las prem isas li­
b e ra le s; estas dos escu elas n o se d istin gu en e n ­
tre sí p o r las ideas, sin o p o r el a rrojo.
T a m b ién 64, 65, 66, 79 y 83.

§ 46

R ou ssea u ha d ich o en su Contrato social de las


teocra cia s a n tig u a s: «E sta form a socia l tien e la
v en ta ja d e reu n ir el cu lto d iv in o y el a m or d e las
le y e s ; en las teocra cia s antigu as, m orir p o r su
país era ser m á rtir; v io la r las leyes, ser im p ío ;
y en trega r al cu lp a b le a la e x e cre ció n p ú b lica era
tam bién en trega rle a la ira d e lo s d ioses». R o u s­
seau, co n toda su fra seología dem ocrática, d e sco -

64
n o c ió de to d o p u n to el ca rá cter in v io la b le y san to
d e la lib erta d d e l h om b re, y al escrib ir estas p a ­
labras n o sabía q u e h acía e n ellas el e lo g io d el
d esp otism o.

§ 47

L a idea de la lib erta d se fu n d a en la d el lib re


a lb ed río, y el lib re a lb ed río n o es u n d escu b ri­
m ien to de la filo so fía ; es un h e ch o rev ela d o p o r
D ios al g én ero hum ano.

§ 48

D e la afirm ación d el lib re a lb ed río brota esp on ­


tán eam en te la idea d e la lib erta d d el h o m b re ; y
cu a n d o h ablam os d e la libertad d el h om b re, n o
h ablam os sólo d e aqu ella lib erta d p a rticu la r y
con tin g en te, q u e su elen o to rg a r las co n stitu cio ­
n es p olíticas, sin o d e aqu ella otra altísim a, in co n ­
d icion a l, u n iv ersa l, com p leta y absolu ta, q u e re ­
posa en el escon d id o san tu ario d e la co n cie n cia
h u m a n a ; q u e está allí p o rq u e D ios la p u so allí
co n su p rop ia m a n o fu era d el a lca n ce de la tira ­
nía, y lo q u e es m ás, fu era de su p ro p io alcan ce.
L a d octrin a ca tólica , en este p u n to, es d e una
su blim id ad qu e arredra, de una su blim id ad que
abrum a la im agin ación y h u m illa al en ten d i­
m ien to. S egú n la d octrin a ca tólica , D ios, a qu ien
todas las cosas y todas las criatu ras rin d en cu lto
y h om en a je, respeta p rofu n d a m en te a su v e z una

65
5
sola co s a : la lib erta d hum ana. L a Sagrada E s­
critu ra n o n os perm ite du dar acerca de e s to ; e n
ella se lee que D ios m ira la libertad d e l h om b re
cum magna reverentia. H ay m á s: D ios, q u e p o ­
n e u n lím ite a todas las fu erzas y a todas las p o ­
testades, ha p u esto un lím ite tam bién a su p rop ia
p otestad y a su p rop ia fu e rz a : este lím ite es la
lib erta d hum ana. D ios, q u e n o en cu en tra ob s­
tá cu los a su qu erer, en cu en tra u n o in v e n c ib le :
la lib erta d hum ana. E l Ser S u p rem o h a d iv id id o
c o n la libertad el im p erio d e l m u n d o ; al d a r el
ser a esa libertad el R e y de los rey es la h izo rei­
na. T a n alta, tan augusta, ta n in v iola b le es a los
o jo s del ca tolicism o la lib erta d del h om bre.
C u ando lleg ó a q u el día, g ra n d e en tre to d o s lo s
días, an u n cia d o en el tie m p o p o r la v o z d e los
profetas, en qu e el S a lva d or de los h om b res v in o
al m u n do, el m u n d o p re se n ció el m ás su b lim e de
tod os los dram as y el m ás gran de de tod os los
e sp e ctá cu lo s: el dram a y el esp ectá cu lo d e la
C ruz, en el cu al figuran d os a c to r e s : de una par­
te, eí m ism o D ios, q u e q u iere ser re co n o cid o , y
de otra, la libertad hum ana, q u e se n iega a r e c o ­
n o ce rle y qu e le llev a al C a lv a rio; al C alvario,
tea tro m isterioso de d os opu estas v ic to r ia s : la de
D ios en lo fu tu ro y la d e la libertad en el p resen ­
te, la de D ios en la etern id ad y la d e la libertad
en el tiem p o. D ios m u rió allí p o r n o h a cer v io ­
len cia a la libertad de los h om bres.
Venid a mí todos los que arrastráis cadenas; yo
os haré Ubres. Y co m o lo p rom etió, así lo h izo el
q u e n o p rom etió nada en v a n o. L a m u je r arras-

66
traba las cadenas, d el m a rid o, y la h izo lib r e ; el
h ijo arrastraba las caden as d el padre, y le desató
las ca d en a s; el h om b re era escla v o d e l h om bre,
y d ió la lib erta d a su s m ie m b ro s; el ciu d ad an o
arrastraba las caden as d el E stad o, y le sa có de
p rision es. E l ca to licism o ha qu eb ra n ta d o en el
m u n d o tod a s las serv id u m b res y h a dad o al m u n ­
d o todas las lib e rta d e s: la libertad dom éstica, la
libertad religiosa , la libertad p olítica y la libertad
hum ana.

§ 49

N o h ay acu sación n in gu n a m ás sin gu la r y m ás


extrañ a q u e la q u e con siste en afirm ar, p o r una
parte, co n ciertas escu elas, q u e el ca tolicism o es-
fa v ora b le al g o b ie rn o d e las m u ch ed u m b res, y
p o r otra, c o n otros secta rios, q u e im p id e al ad­
v e n im ie n to de la libertad, q u e fa v o re ce la ex p a n ­
sión de las gran des tiranías. ¿D ón d e h a y absu rdo
m a y or q u e a cu sa r de lo p rim e ro al ca tolicism o,
ocu p a d o p erp etu a m en te en con d en a r las rebeld ías
y en san tificar la ob ed ien cia co m o la o b lig a ció n
com ú n a tod os los h om b res? ¿D ón d e h a y absu r­
d o m a y or q u e a cu sa r d e lo seg u n d o a la ú n ica re­
ligión de la tierra q u e ha en señ ado a las gen tes
qu e n in g ú n h om b re tien e d e re ch o sob re el h om ­
bre, p orq u e tod a au torid ad v ie n e d e D io s ; q u e
n in g u n o qu e n o sea p e q u e ñ o a sus p ro p io s o jo s
será g ra n d e ; q u e las potestad es son in stitu idas
para el b ie n ; q u e m andar es se rv ir y q u e el p rin -

07
cip a d o es u n m in isterio y , p o r con sig u ien te, u n
sa crificio? E stos p rin cip ios, re v e la d o s p o r D ios y
m a n ten id os en toda su in teg rid a d p o r su sa n tí­
sim a Iglesia, con stitu y en e l d e re ch o p ú b lico d e
todas las n a cion es cristian as. E se d e re ch o p ú b li­
c o e s la a firm a ción perpetu a, p o r u n lado, d e l d e ­
re ch o d e lo s p u eb los d e d e ja r la o b e d ie n cia p o r
la reb elión , y p o r otro, d el d e re ch o en lo s p rín ci­
p es de co n v e rtir su p otestad e n tiran ía. L a lib e r­
tad con siste p recisa m en te en la n eg a ción d e esos
d erech os, y de ta l m an era co n siste en esa n eg a ­
c ió n q u e co n ella la lib erta d es in ev ita b le, sin
ella la lib erta d es im p osib le. L a afirm ación de la
lib erta d y la n eg a ción d e esos d e re ch o s son , si
b ie n se m ira, una. m ism a cosa , ex p resa d a en té r­
m in os d iferen tes y d e d ife re n te m anera. D e d o n ­
de se sigu e n o sólo q u e el ca to licism o n o es a m ig o
d e las tiran ías n i d e las re v o lu cio n e s, sin o q u e
"sólo él las ha n e g a d o ; n o sólo qu e n o es e n e m ig o
d e la libertad, sin o qu e sólo él ha d e scu b ie rto
e n esa m ism a n eg a ción la ín d ole p rop ia de la
lib erta d verdadera.

§ 50

P or lo q u e h a ce a la libertad, la ca tólica n o es
un d erech o en su esen cia n i u n a tra n sa cción en
su fo rm a ; n o se con serv a p o r la gu erra, n o n a ce
d e u n con tra to,' n o se a d q u iere p o r la con q u ista .
N o es u n a bacan te tom ada del v in o, co m o la li­
b erta d d e m a g ó g ica ; n i anda p o r las n a cion es con

68
el estru en do de u n a rein a, co m o la lib erta d par­
lam entaria. N o tien e u n a serv id u m b re com p u es­
ta d e tribu n os, q u e son sus co rte s a n o s ; n o se
adorm ece al a rru llo de la s m u ch e d u m b re s; n o
tien e ejércitos p erm an en tes, com p u estos de gu ar­
d ia s n a cion a les; n i la agrada reclin a rse m u elle­
m en te en el ca rro triu n fa l de las rev olu cion es.

§ 51

C uando lo s m an dam ien tos d e D ios son exa cta ­


m en te ob serva d os, es d ecir, cu a n d o los p rín cip es
son m ansos y lo s p u eb los ob ed ien tes, co n una
m an sedu m bre y co n u n a ob ed ien cia am orosas,
de esta su m isión sim u ltán ea a tod os los m anda­
m ien tos d iv in o s resu lta u n cie rto ord en socia l,
una cierta m an era d e ser, u n cie rto bien estar, a
un tiem po m ism o in d iv id u a l y com ú n , a qu e y o
llam o estado de libertad, y q u e lo es v erd a d era ­
m ente, p orqu e en él reina la ju s ticia ; y la ju sti­
cia nos h ace lib res. E n eso con siste la lib erta d
de los h ijos de D io s ; en eso con siste la libertad
católica.

§ 52

Señores, n o h ay m ás q u e dos rep resion es p o ­


sib le s: una in terior y otra ex terior, la religiosa
y la p olítica. E stas son de tal naturaleza, que
cu an do el term óm etro re lig io so está su bid o, el

69
term óm etro d e la rep resión está b a jo, y cu an d o el
term óm etro re lig io s o está b a jo, e l term óm etro
p o lítico , la rep resión p olítica , la tiran ía, está al­
ta. E sta es u n a le y d e la h u m an idad, u n a le y de
la h istoria. Y si n o, señ ores, ved lo qu e era el
m u n d o, v e d lo qu e era la socied a d q u e cae al
otro lado de la Cruz, d ecid lo qu e era cu an do n o
había re p re sió n in terior, cu an d o n o h abía r e ­
p resión relig iosa . E n ton ces aquélla era u n a so­
cied ad de tiran ías y de escla vos. C itadm e u n solo
p u e b lo de aqu ella ép oca d on d e n o h u b iera escla­
v o s y d on d e n o h u biera tiranía. E ste es u n h e­
c h o in co n tro v e rtib le , este es u n h e ch o in co n tro ­
v ertid o, este es u n h e ch o ev id en te. L a libertad,
la libertad verd a d era , la libertad de tod os y para
tod os, n o v in o al m u n d o sin o co n el S alvador
d el m u n do.

§ 53

N o h ay otra escla vitu d sin o aqu ella en q u e cae


el q u e se su jeta a un tiran o, ni m ás tiran o q u e el
q u e e je rce u n a potestad usurpada, ni otra lib er­
tad sin o la que con siste en la ob ed ien cia v o lu n ­
taria a las potestad es legítim as.
T a m b ién 2, 38, 54, 55, 63 y 67.

70
LIBERTAD TEOLOGICA

§ 54

E l lib re a lb ed río d el h om b re es la obra m aes­


tra de la crea ción y el m ás p orten toso, si fu era
lícito h ablar así, de los p orten tos d iv in os. A él
se ord en a n todas las cosas in va ria b lem en te, de
tal m anera q u e la cre a ció n sería in e x p lica b le sin
el h om bre, y e l h om b re sería in e x p lica b le n o sien ­
d o lib re. Su libertad es a u n tiem p o m ism o su e x ­
p lica ció n y la e x p lica ció n d e tod a s la s cosas.

§ 55

L a libertad d e l h om b re n o con siste e n la fa cu l­


tad soberana d e eleg ir e l fin, sin o en la om n ím o­
da de e sco g e r u n o d e los ca m in os qu e m ás o m e­
nos d erech am en te v a n a parar a ese fin n ecesario.
T am bién 47 y 48.

71
M O N ARQ UIA CO N STITU CIO N A L

§ 56

E n tien d o la m on a rq u ía y la d e m o cra cia ; no


en tien d o lo q u e n o es n i lo u n o ni lo o tro .

§ 57

C uando v e o a la m on a rq u ía le g ítim a en tre la


prim era re v o lu ció n y la de 1830 y a la m on a r­
qu ía de ju lio en tre la re v o lu ció n de 1830 y la de
1948, m e p reg u n to a m í m ism o si el q u e llam a
libertad a eso que está en tre d os re v o lu cio n e s n o
p ron u n cia el m ism o d e sp ro p ó sito q u e aqu el a
q u ien se le ocu rriera llam ar libre al h om b re que
v a en tre dos gen darm es.

72
§ 58
E l parlam en tarism o tien e su o rig e n on una
re a cció n con tra la m on arqu ía absolu ta. Y o n o
co n o z co en la h istoria u n a rea cción m ás funesta.
L a m on arqu ía absolu ta, qu e es la n e g a ció n de
la m on arqu ía cristia n a e n u n a co n d ició n fu n d a­
m en tal, es, sin em b a rgo, la afirm ación de esa m is­
m a m on a rq u ía e n d os d e sus co n d icio n e s esen­
ciales. E l parlam en tarism o la n iega en su esen­
cia y en todas sus co n d icio n e s. L a n iega en su
unidad, p orq u e co n v ie rte en tres lo q u e es u n o
co n la d iv isió n d e p o d e re s ; la n ieg a en su p erp e­
tu idad, p orq u e p o n e su fu n d a m en to en u n con tra ­
to , y n in gu n a potestad es in a d m isib le si su fu n ­
d a m en to es v a ria b le ; la n iega en su lim itación ,
p o rq u e la trin id a d p olítica en q u e la potestad re­
side, o n o obra p o r im p oten cia , en ferm ed a d or­
g á n ica que p on e en ella la d iv isión , u ob ra tirá­
n icam en te, n o re co n o cie n d o fu era de sí n i en co n ­
tra n d o alred ed or su yo n in gu n a resisten cia leg íti­
m a. P o r ú ltim o, el parlam en tarism o, q u e n iega la
m on arqu ía cristian a en todas las con d icion es de
su u n idad, la n iega tam bién en su va ried a d y en
todas sus con d icion es p o r la su p resión de las je ­
rarqu ías sociales.

§ 59

L a escuela lib era l tien e p or oficio p rocla m a r


las existen cias qu e anula y anular las existen cias

73
q u e p rocla m a. N in g u n o de sus p rin cip io s d eja de
ir a com p a ñ a d o d el co n tra p rin cip io q u e le d estru ­
y e. A sí, p o r e je m p lo , p rocla m a la m on arqu ía, y
lu e g o la resp on sa b ilid a d m in isterial, y , p o r co n ­
sigu ien te, la o m n ip o te n cia d el m in istro resp on sa ­
b le, con tra d ictoria d e la m on arqu ía.
T a m b ién 16.

74
M O N A RQ UIA TRAD ICIO N AL

§ 60

L a m on arqu ía h ereditaria, tal co m o e x istió en


los con fin es qu e separan la m on a rq u ía feu d a l y la
absolu ta, es el tip o m ás p e rfe cto y acabado d el
p o d e r p o lítico y de las jera rq u ía s socia les. E l p o­
d e r era uno, p erp etu o y lim itad o, p orq u e d on d e­
q u iera en con tra b a u n a resisten cia m aterial en
u n a jera rq u ía organ izada. L as asam bleas de a q u e­
llos tiem p os n o fu eron n u n ca u n p od er. C u an do la
m on arqu ía, sin ser tod a vía absolu ta, fu é y a fu er­
te, fu eron u n d iqu e, y nada m á s; en lo s tiem p os
de la flaqueza d e los tron os, fu eron un ca m p o de
batalla. L o s q u e h an q u erid o v e r en ellas el orig en
d e los g ob iern os parlam en tarios, ig n ora n lo que
e s u n g o b ie rn o p a rla m en ta rio y n o saben cu á l es
su orig en . L o qu e con stitu y e la ín d ole de ese g o ­
b ie rn o y cu á l sea su o rig e n lo in d ica ré m ás ade­
lante.
A esta m on arqu ía, q u e n o v a cilo en ca lifica r co -

75
m o el m ás p e rfe cto de tod os los g ob iern os posibles,
su ced ió, en el ord en de los tiem pos, la m on arqu ía
absoluta, y su a d ven im ien to co in cid ió co n dos su­
cesos m em ora b les: con la restau ración del paga­
n ism o litera rio y c o n la in su rre cció n religiosa. L a
civ iliz a ció n m od ern a n o p od ía v e n ir al m u n do b a ­
jo m ás tristes au spicios. M iradla bien , y v e ré is que
esa civ iliza ció n n o es otra cosa, e n el ord en reli­
g ioso, p o lítico y m oral, sin o una decaden cia co n s­
tante.

§ 61

L a m o n a rq u ía ..., n o sien d o h ereditaria, es una


in stitu ción in útil y em barazosa.

§ 62

E spaña, señ ores, ha s id o siem p re u n a m on ar­


q u ía ; esa m on a rq u ía , e n toda la p ro lo n g a ció n de
lo s tiem p os, ha sid o una m on arqu ía re lig io sa ; esa
m on a rq u ía , en tod a la p rolon g a ción de lo s siglos,
ha sido una m on arqu ía d em ocrá tica . ¡L a m on ar­
q u ía ! V e d ahí para n osotros la v erd a d p o lítica . ¡ E l
ca to licism o ! V e d ah í para n osotros, para tod os,
p e ro para n osotros esp ecialm en te, la v erd a d reli­
giosa . ¡L a d e m o cra cia ! H e ahí para n osotros la
v erd a d social. E l ca tolicism o, la m on arqu ía, la d e­
m ocra cia , v e d ahí p o r co m p le to la v e rd a d esp añ o­
la. E x p lica ré lo q u e en tien d o p o r m on arqu ía d e­
m ocrá tica . C laro está, señ ores, q u e en cu a n to a la

70
m on arqu ía y a la religión , com o elem en tos co n sti­
tu tiv o s de la civ iliz a ció n española, n o n e ce sito e x ­
p lica rm e, p orq u e m is ideas n o son im pu gn adas p o r
n a d ie y son con ocid a s d e tod os. C u ando y o h ablo
de la m on arqu ía dem ocrática, de g o b ie rn o d em o­
crá tico, n o h a b lo de la m on a rq u ía de las turbas.
La m on arqu ía d em ocrá tica es aqu ella en q u e p re­
v a lecen los in tereses com u n es sob re los in tereses
p riv ileg ia d os, lo s in tereses gen era les sob re lo s in ­
tereses a ristocrá ticos. E sta es la m on a rq u ía d em o­
crática.

77
PARLAMENTARISMO

§ 63

N o, el p arlam en tarism o n o está in sp ira d o p o r la


lib e r ta d ; si lo estu viera, b u sca ría la lim ita ció n d el
p od er y ten dría h o rro r de su d iv isió n , q u e es su
a n iq u ila m ien to; si lo estu viera, resp eta ría e n el
P arlam en to su u n id ad au gu sta y su p erp etu id a d
santa. Si el p arlam en tarism o fu era la libertad ,
respetaría las jera rq u ía s socia les, esas rob u sta s
ciu d a d ela s desde d on d e defien den co n tra lo s tira­
n os su libertad los p u eb los lib res.

§ 64

L o s siglos de los a rgu m en ta d ores son lo s siglos


d e lo s sofistas, y lo s sig los d e los sofistas s o n los
sig los d e las gra n d es d eca d en cia s. D etrás d e lo s
sofistas v ie n e n siem p re lo s bá rb a ros, e n v ia d o s p or
D ios para corta r c o n su espada e l h ilo d el argu ­
m en to.
78
65
E n p os de los sofism as v ie n e n las re v o lu cio ­
nes, y en pos de los sofistas lo s v erd u g os.

§ 66

P o r lo que h ace a la d iscu sión , cre o que, co m o


u sted la en tien de, es la fu en te de tod os los e rro ­
res p osib les y el o rig e n de todas las extra va ga n ­
cias im agin ables.

§ 67

D e esta im p oten cia ra d ica l d e las potestades


h u m an as para d esign a r lo s errores h a n a cid o el
p rin cip io de Ja lib erta d d e d iscu sión , fu n d a m en ­
to de las con stitu cion es m odern as. E se p rin cip io
n o su p on e en la socied ad , co m o pu diera p a recer
a p rim era vista, u n a im p arcialid ad in com p ren si­
b le y cu lp a b le en tre la v e rd a d y e l e r r o r ; se fu n ­
da en otras d os su p osicion es, d e las cu a les una
es verd a d era y la otra fa lsa : se fu n da, p o r una
parte, en q u e n o son in fa lib les lo s g ob iern os, lo
cu a l es una cosa e v id e n te ; se funda, p or otra, en
la in falibilid ad de la d iscu sión , lo cu al es falso
a todas luces.

79
§ 68

V o lv ie n d o a an u dar e l h ilo de m i d iscu rso, d iré


q u e si en tre las asam bleas m odern as y las d e la
E dad M edia, en su p e río d o an árqu ico, n o es p o ­
sible hallar n in g ú n p u n to de con ta cto ni rela ción
de n in g u n a esp ecie, es m ás im p osib le tod a v ía
h allar n in g ú n g é n e ro de sem ejan za en tre las
asam bleas q u e flo re cie ro n cu a n d o e l p od er real
estaba y a cre cid o y era rob u sto y las asam bleas
actu ales. E n e fe cto , su d iferen cia esen cial salta
a la p rim era v ista ; las p rim eras n o eran otra c o ­
sa sin o u n a fu erza social, lo cu a l q u iere d e cir que,
con sideradas en su re la ció n co n el p o d e r p ú b lico ,
q u e residía ex clu siv a m en te en el rey , era n una
resisten cia orgá n ica y u n lím ite natural con tra
su exp an sión in definida. L as asam bleas actuales,
qu e n o siem p re son n i una fu erza ni un lím ite,
son siem pre un p od er en el E sta d o ; y lo q u e es
m ás y p eor, u n p o d e r en lu ch a y co n cu rre n cia
perpetu a con otros v a rio s poderes. A q u í la ilu ­
sión m ism a n o es p o s ib le ; b u sca r u n g é n e ro cu a l­
qu iera de sem ejan za en tre esas dos in stitu cio­
nes m e p arecería u n g é n e ro m u y sin gu la r de lo ­
cu ra.

§ 69

¿Q ué hace el p arlam en tarism o? E l parlam en ­


tarism o d ivid e el p od er y su prim e las jerarqu ías.

80
¿Q ué d eja en p os de sí cu a n d o m u ere? O .un p o ­
der arm ado de la fu erza socia l en p resen cia de
in d iv id u o s d isp ersos o u n a m u ch ed u m b re fu rio ­
sa en p resen cia d e u n p o d e r d iv in o . A h ora p re ­
g u n to y o : ¿Q ué es esto seg u n d o sin o u n a re v o ­
lu ció n ? ¿Q ué es a q u ello p rim e ro sin o u n a d icta ­
du ra?
T a m b ién 8, 40, 58 y 79.

81
6
P A T R I A

§ 70

L o s socialistas, aprem iados p or la ló g ica , lo


qu e n o q u ieren ser en teoría eso m ism o son en
la práctica. E n la teórica son tod a v ía fra n ceses,
italianos, a lem a n es; e n la p rá ctica son ciu d ad a­
n os d el m u n d o, y co m o el m u n do, su patria n o
tien e fron teras. ¡In se n sa to s! E llos ig n ora n q u e
d on d e n o h ay fron tera s n o h ay patria y q u e d on ­
d e n o h ay patria n o h a y h om bres, au n qu e por
v en tu ra socialistas.

§ 71

¿S abéis lo q u e es se r patriota? Ser patriota,


señ ores, es am ar, es a b orrecer, es sen tir, co m o
am a, co m o a b orrece, co m o sien te n u estra Patria.

82
PODER POLITICO

§ 72

Y véase p o r q u é en las socied a d es ca tólica s el


h om b re ob ed ece siem p re a D ios y n u n ca o b ed ece
al h om bre. Si en las socied a d es ca tólica s el h ijo
o b ed ece al padre, con siste esto só lo e n q u e D ios
ha q u erid o qu e el padre le rep resen te e n la fa m i­
lia, y en qu e ha h e ch o de la patern idad una cosa
v en era b le y santa. Si en las socied a d es católica s
el p u eb lo ob ed ece a la au torid ad suprem a, ob ed e­
cién d ole, só lo o b e d e ce a D ios, qu e ha q u e rid o
qu e esa au toridad le rep resen te en el E stado y
qu e sea una cosa santa y augusta. Omnis potestas
a Deo.
§ 73

L o s g ob ern a d ores ca tólicos, ten ién d ose en nada


a sí p rop ios, n o fu e ro n otra cosa sin o m in istros
de D ios y serv id ores de los pu eblos. C u ando el

83
h om b re lle g ó a ser h ijo de D ios, lu eg o al p u n to
d e jó de ser escla v o d el h om bre.

§ 74

E l ca tolicism o, d ivin iza n d o la au torid ad, sa n ­


tificó la o b e d ie n cia ; y san tifican do la una y d i­
v in iza n d o la otra, co n d e n ó el o rg u llo e n su s m a­
n ifesta cion es m ás trem en das, en e l esp íritu d e
d om in a ción y en e l esp íritu de rebeld ía. D os c o ­
sas son d e to d o p u n to im p osib les en una s o c ie ­
dad verd a d era m en te c a tó lica : el d esp otism o y
las rev olu cion es.

§ 75

E n gen eral, los p u eb los reh ú san el p o d e r q u e


se les pide y con firm an el p o d e r q u e se le s tom a.

§ 76

Un p od er sin lím ites es u n p o d e r esen cia lm en ­


te a n ticristia n o y un u ltra je a un tiem p o m ism o
con tra la m ajestad de D ios y con tra la d ign id a d
d e l h om bre. U n p o d e r sin lím ites n o p u ed e ser
n u n ca un m in isterio ni u n se rv icio , y el p o d e r
p o lítico , b a jo el im p erio d e la civ iliz a ció n cristia ­
na, n o es otra cosa. U n p o d e r sin lím ites es, p or
o tro lado, una id olatría, así en el sú b d ito co m o
en el r e y : en el sú bdito, p o rq u e adora al r e y ; en
el rey, p orq u e se adora a sí p rop io.
T a m bién 49. 53, 63 y 69.

84
P O R T U G A L

§ 77

A h o ra bien , señ ores, lo q u e ten em os qu e tem er


n osotros de la In glaterra, lo q u e p or la In glate­
rra está realizad o ya, si p u ed e d ecirse así, es el
rom p im ien to de nu estra u n id a d territoria l. A h o ­
ra b ie n : la u n idad territoria l, señ ores, es la p ri­
m era y la m ás esen cial de todas las u n id a d es;
la u n idad p olítica , la u n idad m oral, la un idad re­
ligiosa, sin la u n idad territorial todas son pocas,
o todas desaparecen del tod o. E ste era el in stin to,
si n o el con v en cim ien to, de n u estros reyes, y este
íu é señ ores, el in stin to, sin duda alguna, de F e ­
lip e II, cu a n d o con la con q u ista de P ortu gal lle­
v ó a ca b o los gran des y m agn íficos planes que
habían co n ce b id o para la u n idad de E spaña los
R ey es C atólicos. A h ora b ien , se ñ o re s; la u n idad
es de d os m a n era s: hay u n idad qu e se con sigu e
p or la in flu en cia ; h a y u n id a d q u e se con sig u e
p or la co n q u ista ; la con q u ista y o la con d en o, se­

85
ñores, en n om b re de la c iv iliz a ció n ; y o la con d e­
n o en n om b re d el siglo X I X ; y o la con d en o en
n om b re de la libertad y la co n d e n o en n om bre
de la ju sticia . P e ro si un m in isterio que aspirase
a la con q u ista de P ortu g a l o a cu alqu iera otra
con q u ista , cu a lq u iera qu e ella sea, sería u n m i­
n isterio in sen sato, y o sosten go aqu í qu e caería
en un y e rr o de tra ición el m in isterio qu e con sin ­
tiese q u e el T a jo, río español, rinda h om en a je,
fu era de la portu gu esa, a otra m ajestad qu e n o
sea la m ajestad española.
L a d om in a ción ex clu siv a de la In gla terra en
P ortu g a l es n u estro op rob io.

86
PRENSA

§ 78

De todas las potestades nacidas d e la n u eva


orga n iza ción de las sociedades eu rop ea s, n in g u ­
na es tan colosal, tan exorb itan te, co m o la p otes­
tad con ced id a a tod os de p on er su palabra en lo s
oíd os d el p u eb lo. L as socied a d es m od ern as han
co n fe rid o a tod os la p otestad d e ser periodistas,
y a lo s q u e lo son , el. trem en d o en ca rg o d e en se­
ñ a r a la s gen tes q u e J esu cristo con fió a sus após­
toles. N o m e to ca a m í p ro n u n cia r u n fa llo en este
m om en to so b re esta in stitu ció n ; cú m p lem e sólo
señ a la r a ustedes su g ra n d eza ; la p ro fe sió n de
u sted es es a la v e z una esp ecie d e sa cerd ocio c i­
v il y u n a m ilicia. E l in stru m en to q u e m an ejan
u sted es p u ed e serlo d e sa lv a ción o d e m u erte. L a
palabra es m ás corta n te qu e la espada, m ás p ro n ­
ta q u e el ra y o, m ás d estru ctora q u e la gu erra .
M in istros d e la palabra social, n o o lv id e n u stedes
n u n ca q u e la resp on sa b ilid a d m ás terrib le a com ­

87
paña siem p re a ese te rrib le m in iste rio ; q u e n o
h a y sin o en la etern id a d p en as bastan tes para
ca stiga r a los q u e p on en la palabra, ese d on d i­
v in o, al se rv icio d el error, así co m o n o h a y galar­
d on es bastantes sin o en la etern id a d para los que
con sa gra n su palabra y sus talen tos al se rv icio
de D ios y de los h om bres.

§ 79

L a d iscu sión , fru to d e la civ iliz a ció n , cu an do,


im pu lsada de los p e rió d ico s d iarios, to ca en sus
ú ltim os lím ites, m ata lo s lib ro s y lanza los en ­
ten d im ien tos en las reg ion es d e u n a du da m ás
tem ib le q u e la ig n ora n cia .
A E u rop a só lo le falta co n tin u a r escrib ien d o
co m o hasta aqu í para lleg a r al estado ca ra cterís­
tico de la barbarie, o sea a a q u el esta d o e n q u e
la balu m ba d e lo s e scrito s y d e lo s d ocu m en tos
h a ce q u e sea m en os fá cil a p ren d er la v erd a d qu e
d escu b rirla .
S ólo el p eca d o d e A d á n es co m o el n u e stro ;
p u es así el n u estro co m o el su y o es e l p eca d o
d e tod os.

88
PRO PI ED A D

§ 80

P e ro la su p resión d e la fam ilia llev a con sig o


la su p resión de la p rop ied a d co m o con secu en cia
forzosa . E l h om bre, con sid era d o en sí, n o pu ede
ser p rop ieta rio de la tierra, y n o p u ed e serlo p o r
una razón m u y se n cilla : la p rop ied a d de una
casa n o se co n cib e sin qu e haya cierta m anera
de p ro p o rció n en tre el p rop ieta rio y su cosa, y en ­
tre la tierra y el h om b re n o hay p ro p o rció n de
n in gu n a esp ecie. Para d em ostra rlo cu m p lid a ­
m en te bastará ob serv a r q u e el h om b re es u n ser
tra n sitorio y la tierra u n a cosa q u e n u n ca m u e­
re y n u n ca pasa. S ien do esto así, es una cosa co n ­
traria a la razón q u e la tierra caiga en la p rop ie­
dad de los h om b res, con sid erad os in d ivid u a lm en ­
te. L a in stitu ción de la p rop ied a d es absurda sin
la in stitu ción de la fa m ilia ; en ella o en otra que
se la asem eje, com o los in stitu tos religiosos, está
la razón de su existen cia. L a tierra, cosa q u e n u n -

89
ca m uere, n o p u ed e caer sin o en la p rop ied a d de
una a socia ción religiosa o fam iliar, q u e n u n ca pa­
s a ; lu eg o su prim ida im p lícita m en te la a socia ción
d om éstica y ex p lícita m en te la a socia ción re lig io ­
sa, a lo m en os la m on ástica, p o r la escu ela lib e ­
ral. p roced e la su p resión de la p rop ied a d de la
tierra, co m o con secu en cia ló g ica de sus p rin ci­
pios. E sta su presión de tal m an era v a em bebid a
en los p rin cip ios de la escu ela liberal, q u e ha c o ­
m en zado siem pre el p e río d o de su d om in a ción
p o r ap oderarse de lo s b ien es d e la Iglesia, p o r la
su p resión de los in stitu tos relig iosos y p o r la de
lo s m ayorazgos, sin a d v e rtir q u e apoderán dose
de los u n os y su p rim ien d o los otros, desde el p u n ­
to d e vista de sus p rin cip ios, h a cía p o c o ; desde
el p u n to de vista de sus in tereses, en ca lid a d de
p ropietaria, hacía dem asiado. L a escu ela liberal,
q u e de to d o tien e m en os de docta, n o ha co m ­
p ren d id o jam ás qu e sien d o n ecesario, para q u e
3a tierra sea su scep tib le de a p rop iación , q u e ca i­
ga en m anos de q u ien pu eda con serva r su p ro p ie ­
dad perpetu am en te, la su p resión de los m a yora z­
gos y la e x p ro p ia ció n de la Iglesia co n la cláu su la
de qu e n o pueda a d q u irir es lo m ism o qu e con d e­
n ar la p rop ied ad con una con d en a ción irre v o ca ­
ble. E sa escu ela n o ha a p ren d id o jam ás q u e la tie ­
rra, h ablan do en rig o r ló g ico , n o pu ede ser o b ­
je to de a p rop ia ción in d iv id u a l, sin o social, y qu e
n o p u ed e serlo, p or lo m ism o, sino b a jo la form a
m on ástica o b a jo la form a fam iliar del m ayoraz­
go, las cuales, desde el p u n to de vista de la p er­
petuidad, v ien en a ser u n a m ism a form a, com o

90
q u iera q u e una y otra su bsisten perpetu am en te.
L a d esa m ortiza ción eclesiá stica y civ il, p rocla m a ­
da p o r el lib era lism o en tu m u lto, traerá con sig o
en u n tiem p o m ás o m enos p róx im o, p ero n o m uy
le ja n o si aten dem os al paso qu e lleva n las cosas,
la e x p ro p ia ció n u n iversal. E n to n ce s sabrá lo qu e
ahora ig n o r a : qu e la p rop ied a d n o tien e razón
de ex istir sino estando en m anos m uertas, co m o
qu iera q u e la tierra, p erp etu a de su yo, n o pu ede
se r m ateria de a p rop ia ción para los v iv o s que pa­
san, sin o para esos m u ertos qu e siem p re viv en .
C u ando los socialistas, despu és de h ab er n e­
g a d o la fam ilia co m o con secu en cia im p lícita de
los p rin cip io s de la escu ela liberal, y la facu ltad
de adqu irir en la Iglesia, p rin cip io re co n o cid o así
p o r los liberales co m o p or los socialistas, n iegan
a p rop ied a d com o con secu en cia ú ltim a d e tod os
estos p rin cip ios, n o h acen otra cosa sin o p on er
térm in o d ich o so a la ob ra com en zad a cán d id a­
m en te p o r los d octores liberales. P or ú ltim o,
cu an d o, despu és de h a b er su p rim id o la p ro p ie ­
dad in d ivid u a l, el com u n ism o p rocla m a al E sta ­
do p rop ieta rio u n iv ersa l y ab solu to de todas las
tierras, au n qu e es ev id en tem en te a bsu rd o p or
otros con cep tos, n o lo es si se le con sid era desde
n u estro actu al p u n to de vista. Para con v en cerse
de ello basta con sid era r que, una vez consum ada
la d iso lu ció n de la fam ilia en n om b re de los p rin ­
cip ios de la escu ela liberal, la cu estión de la p ro ­
piedad v ie n e agitán dose en tre los in d iv id u os y el
E sta d o ú n icam en te. A h ora b ie n : planteada la
cu estión en estos térm in os, es una cosa puesta

91
fu era de toda du da qu e los títu los del E stad o son
su p eriores a lo s d e los in d ivid u os, co m o q u iera
q u e el p rim e ro es p or su n atu raleza p erp etu o y
q u e los segu n d os n o p u ed en p erp etu arse fu era de
la fam ilia.
T a m b ién 12.

92
PROTESTAN TISM O

§ 81

E l v erd a d ero p e lig ro para las sociedades h u ­


m anas com en zó en el día en qu e la g ra n h erejía
d el siglo X V I o b tu v o el d ere ch o de ciu dadan ía en
E u rop a. D esde en ton ces n o hay rev olu ción n in ­
gu n a qu e n o llev e co n sig o para la socied a d un
p e lig ro de m u erte. C onsiste esto e n que, fu n d a ­
das todas ellas en la h e re jía protestan te, son fu n ­
dam en talm en te h e ré tica s; véase, si n o, cóm o to ­
das v ien en dan do razón de sí y legitim á n d ose a
sí p rop ia s co n palabras y m áxim as tom adas del
E v a n g e lio : e l sanculotismo de la prim era re v o ­
lu ció n de F ra n cia b u scaba en la d esn u d ez h u m il­
d e d e l m an so C ord ero su a n teced en te h istórico
y sus títu los de n o b le z a ; n i fa ltó q u ien re co n o ­
ciese al M esías en M arat, n i q u ien llam ara a R o -
b esp ierre su apóstol. D e la re v o lu ció n de 1830
b ro tó la d octrin a sansim on ian a, cu ya s ex tra v a ­
gan cias m ísticas co m p o n ía n n o sé q u é ev a n g elio
co rre g id o y d ep u ra d o. D e la re v o lu ció n d e 1848
b ro ta ro n c o n ím p etu en co p io so raudal, ex p resa ­
das en palabras ev a n g élica s, tod a s las d octrin a s
socialistas. N ada d e esto h a b ía n v isto los h om ­
b res antes d el sig lo X V I . N o q u ie ro d e cir co n esto
qu e el m u n d o ca tó lico n o h u b iera p a d ecid o g ra n ­
des v a iv e n e s y m u d a n za s; lo ú n ico q u e q u iero
d ecir es qu e n i estos v a iv en es bastaban para de­
rrib a r a la socied a d p o r el su elo ni aqu ellas d o ­
len cias para qu itarla la vida.
T a m b ién 8.

94
R U SI A

§ 82

Para que la R u sia se a p od ere d e la E u rop a son


n ecesarios antes estos tres a con tecim ien tos qu e
v o y a d ecir, tod os los cu ales, ad viérta se esto, se­
ñ ores, son n o sólo p osib les, sin o tam bién p rob a ­
bles.
Se n e ce sita : p rim ero, qu e la re v o lu ció n , des­
p u és de h ab er d isu elto la sociedad, d isu elva los
e jé rcito s p erm a n en tes; segu n d o, q u e el socia lis­
m o, d esp oja n d o a los p rop ieta rios, ex tin g a el pa­
trio tism o ; p orq u e un p rop ieta rio d esp oja d o n o es
patriota, n o p u ed e s e r lo ; cu a n d o la situ a ción v ie ­
ne planteada de esa m an era su prem a y c o n g o jo ­
sa, n o hay p a triotism o en e l h o m b re ; tercero, el
acabam ien to de la em presa de la con fed era ción
p od erosa de tod os los p u eb los escla v on es b a jo la
in flu en cia y el p rotectora d o de R u sia. L as n a cio ­
n es escla von a s cu en tan , señ ores, och en ta m illo­
n es de habitantes. A h o ra b ie n ; cu a n d o en la E u ­

95
ropa n o h aya e jé rcito s perm anen tes, h a b ien d o
sido d isu eltos p or la re v o lu c ió n ; cu an d o en la
E u rop a n o h aya p atriotism o, h abién d ose ex tin ­
g u id o p or la s re v o lu cio n e s socia lista s; cu a n d o
en el O cciden te n o haya m ás que dos gran des
ejércitos, el e jé rcito de los d esp ojad os y el e jé r­
cito de los d esp oja d ores, en ton ces, señ ores, son a ­
rá en el reloj de los tiem p os la h ora de la R u sia ;
en ton ces la R u sia p od rá pasearse tran qu ila, ar­
m a al b razo, p o r nu estra P a tria ; en ton ces, señ o­
res, p resen ciará el m u n d o e l m ás g ra n d e ca stig o
de q u e haya m em oria e n la h isto ria ; ese ca stig o
trem en d o será, señ ores, el ca stig o d e In glaterra.
D e nada le serv irá n sus naves con tra el Im p e rio
colosa l qu e co n un b ra zo cog erá la E u rop a y con
el otro co g e rá la In d ia ; de nada le servirán sus
n a v e s : ese Im p erio colosa l caerá postrado, h e ch o
pedazos, y su lú g u b re estertor y su pen etran te
q u e jid o reson ará en los polos.

96
S O C I A L I S M O

§ 83

E l socia lism o n o es fu e rte sin o p o rq u e es u n a


teolog ía satánica. L as escu ela s socialistas, p o r lo
q u e tien en d e te o ló g ica s, p re v a le ce rá n sob re la
liberal p or lo qu e ésta tien e de a n titeológ ica y de
e scé p tica ; y p or lo q u e tien en de satánicas, su­
cu m birán ante la escu ela ca tólica , q u e es a un
m ism o tiem p o te o ló g ica y divin a. Sus in stin tos
d eben estar de a cu e rd o co n n u estras afirm acio­
nes, si se con sid era que gu ard an p ara el ca to li­
cism o sus od ios, m ien tras q u e para el lib era lism o
n o tien en sin o desden es.
E l socia lism o d e m o crá tico tien e ra zón con tra
el liberalism o cu a n d o d ic e : «¿Q u é D ios es ese
qu e o freces a m i a d ora ción , y qu e d ebe ser m en os
q u e tú, p o rq u e n i tien e v o lu n ta d n i es siqu iera
una p erson a ? Y o n ie g o e l D ios ca tó lico , p e ro n e ­
g á n d ole le c o n c ib o ; lo que n o p u ed o co n ce b ir es
un D ios sin los d iv in o s atribu tos. T o d o m e in cli­

97
7
na a cre r q u e n o le has d a d o la ex isten cia sin o pa­
ra q u e E l te dé la leg itim id a d qu e n o tie n e s; tu
legitim idad y su ex isten cia son una ficción que
ca b a lga e n otra ficción , y u n a som b ra qu e cabalga
en otra som bra. Y o h e v e n id o al m u n d o para d i­
sipar todas las som bras y para acabar con todas
las ficcion es.

§ 84

C u an do se n iega la ex isten cia de D ios se n iega


tod o del g ob iern o, hasta la existen cia . E n estas
ép oca s de m a ld ición su rgen y se p rop a g a n co n
espan table rapidez las ideas a n á rq u icas de las es­
cu ela s socialistas.
P o r ú ltim o, cu an d o la idea d e la d iv in id a d y la
de la cre a ció n se co n fu n d e n hasta el p u n to d e
afirm ar q u e las cosas criadas son D ios y q u e D ios
es la u n iversa lid a d de las cosa s criadas, en ton ­
ces el com u n ism o p re v a le ce en las reg ion es p o lí­
ticas, co m o el p a n teísm o en las re lig io sa s; y D ios,
can sado de su frir, en trega a l h om b re a la m er­
ced de a b y ectos y a b om in a b les tiran os.

§ 85

E l socia lism o es una en ferm ed a d q u e acom ete


in d efectib lem en te, y p o r u n alto d esig n io de D ios,
a toda socied ad que h a b ien d o sid o ca tólica ha d e ­
ja d o de s e r lo ; y qu e n o a com ete sin o a una socie-

98
dad que, h a b ién d olo sido, ha d eja d o de ser ca
tólica.

§ 86

P o r lo q u e h a ce al com u n ism o, m e p a rece e v i­


den te su p ro ce d e n cia d e las h erejía s panteístas
y de todas las otras co n ellas em parentadas. Cuan­
d o to d o es D ios y D ios es tod o, D ios es, sob re to ­
do, d em ocra cia y m u ch e d u m b re ; los in d ivid u os,
átom os d iv in o s y n ada m ás, salen d el tod o, qu e
perpetu am en te los en gen d ra, para v o lv e r al tod o,
q u e p erp etu am en te lo s absorbe. E n este sistem a
lo q u e n o es el to d o n o es D ios, au n qu e participe
d e la d iv in id a d ; y lo q u e n o es D ios n o es nada,
p orq u e nada h a y fu era d e D ios, q u e es tod o. D e
a q u í ese sob e rb io d e sp re cio de los com u n istas p o r
el h om b re y esa n eg a ción in solen te de la libertad
hum ana. D e aqu í esas a sp ira cion es in m ensas a
una d om in a ción u n iv ersa l p or m ed io de la fu tu ra
dem agogia, que ha de exten d erse p or tod os los
con tin en tes y ha de toca r a los ú ltim os con fin es
de la tierra. De aqu í esa fu ria insensata co n qu e
se p ro p o n e con fu n d ir y tritu ra r todas las fam i­
lias, todas las clases, tod os los p u eblos, todas las
razas de las gen tes en el gran m ortero de sus tri­
tu racion es. D e ese oscu rísim o y sa n grien to caos
d eb e salir u n día el D ios ú n ico, v e n ce d o r de tod o
lo q u e es v a r io ; el D ios u n iversal, v e n ce d o r de
to d o lo q u e es p a rticu la r; el D ios etern o, sin p rin ­
cip io ni fin, v e n ce d o r de to d o lo qu e n ace y p a s a ;
ese D ios es la dem agogia, la an u n ciada p o r los

99
ú ltim os profetas, el ú n ico sol del fu tu ro firm a­
m en to, la qu e ha de v e n ir traída p o r la tem pes­
tad, coron a d a d e ra yos y servid a p o r los h u raca­
nes. E se es el v erd a d e ro tod o, D ios verd a d ero,
arm ado con u n solo atribu to, la om n ip oten cia ,
y v e n ce d o r de las tres gran des d eb ilid a d es del
D ios c a tó lic o : la bon d ad , el am or y la m isericor­
dia. ¿Q u ién n o re co n o ce rá en ese D ios a L u zb el,
d ios del org u llo ?
C u ando se con sid era n aten tam en te estas a b o­
m in ables d octrin a s es im p osib le n o ech a r de v er
en ellas el sig n o m isterioso, p e ro v isib le, que los
errores han d e llev a r en los t ie m p o s ' a p oca líp ti­
cos. Si un p a v or re lig io so n o m e im p id iera p on er
los o jo s en esos tiem p os form id a b les, n o m e sería
d ifícil a p oy a r en p od erosas razon es de analogía
la op in ión de q u e el g ra n im p erio an ticristian o
será un colosa l im p erio d em a g óg ico, re g id o p o r
un p leb ey o de satánica gran deza, q u e será el h o m ­
b re d el pecado.

§ 87

L a s escu elas socialistas d em ostra ron sin gran ­


de esfu erzo, con tra la escu ela lib era l, q u e u n a v ez
n egada la solidaridad fam iliar, la p olítica y la re­
ligiosa, no cabía aceptar la solid a rid ad n a cion a l
ni la m o n á rq u ica ; y qu e, al revés, era d e tod o
p u n to n ecesa rio su p rim ir en el d e re ch o p ú b lico
n a cion a l la in stitu ción de la m on arqu ía y en el
d erech o p ú b lico in tern a cion a l las d iferen cia s con s-

100
titu tivas de. lo s p u eb los. P e ro esas m ism as escu e­
la s socialistas, p or u n a co n tra d icció n de qu e la
escu ela liberal, con tra d ictoria y absurda co m o es,
n o ha dado ejem p lo, re co n o ce n en segu ida la m ás
alta, la m ás u n iv ersa l y la m ás in co n ce b ib le , h u ­
m an am en te h ablan do, d e todas las solidaridades,
es d ecir, la solid arid ad hum ana. L a d ivisa d e la
libertad, d e la ig u a ld a d y d e la fratern idad, co m o
p a trim on io co m ú n d e tod os los h om b res, o n o sig­
n ifica nada o sign ifica q u e to d o s los h om b res son
solid a rios. E l re co n o cim ie n to de esa solidaridad,
separada de las otras y d el d ogm a re lig io so qu e
n os la en señ a y n os la ex p lica , es u n acto de fe
tan sob ren a tu ra l y rob u sto, qu e y o m ism o n o le
co n cib o , a costu m b ra d o com o estoy a creer lo que
n o com p ren d o, sien d o ca tólico.
C reer en la igu aldad de tod os los h om b res, v ié n ­
d o lo s a to d o s d e sig u a le s; cre e r en la libertad,
v ie n d o in stitu id a en todas partes la se rv id u m b re ;
cre e r q u e tod os los h om b res son h erm an os, en se­
ñ á n d om e la h istoria q u e tod os son e n e m ig o s;
cre e r q u e h a y u n a ce rv o com ú n de in fo rtu n io s y
d e g loria s para tod os lo s n acidos, cu a n d o n o a cier­
to a v e r sin o g lo ria s e in fortu n ios in d iv id u a les;
cre e r q u e y o m e refiero a la h u m an idad, cu an do
sé qu e refiero la h u m an idad a m í; creer q u e esa
m ism a h u m an idad es m i cen tro, cu a n d o y o m e
h a g o ce n tro de t o d o ; y , p o r ú ltim o, creer q u e d eb o
cre e r estas cosas, cu an d o se m e afirm a p o r lo s q u e
m e las p rop on en co m o o b je to de m i fe q u e n o
d e b o cre e r sin o a m i razón , qu e con tra d ice todas
esas cosas qu e m e son propu estas, es un d esp ro-

101
p ósito tan estu p en do, una a b erra ción tan in co n ­
ceb ib le, qu e a su presen cia q u e d o co m o d esfa lle­
cid o y atón ito.
M i a som b ro cre ce de p u n to cu a n d o o b se rv o que
los m ism os q u e afirm an la solid a rid a d hum ana
n iegan la fam iliar, lo cu a l es afirm ar q u e lo s ene­
m ig os son h erm an os y q u e lo s h erm a n os n o d eben
s e r lo ; qu e los m ism os qu e afirm an la solid arid ad
hum ana son los qu e p o co an tes n eg a ron la p o líti­
ca, lo cu a l es afirm ar qu e nada ten g o de com ú n
co n los p rop ios y qu e to d o m e es co m ú n co n los
e x tr a ñ o s ; que los m ism os q u e afirm an la solid a ri­
dad h u m an a n iega n la re lig ió n , sien d o así q u e la
prim era n o pu ede ser ex p lica d a sin la se g u n d a ; y
de to d o dedu zco, p or leg ítim a co n se cu e n cia , qu e
las escu elas socialistas son a un tie m p o m ism o
ilóg ica s y a b su rd a s: ilógica s, p o rq u e d esp u és de
h aber dem ostrado, con tra la escu ela lib era l, q u e
n o v a lía aceptar unas solid a rid a d es y dejai· otras,
v ien en a ca e r en el m ism o error, a cep ta n d o una
sola en tre todas y d esech á n d ola s tod a s m en os
u n a ; absurdas, p orq u e ca b a lm en te la ú n ica q u e m e
p rop on en n o es p u n to de razón , sin o d e fe, y p o r­
qu e esta p ropu esta m e v ie n e de los qu e n iegan la
fe y procla m an el d e re ch o im p rescrip tib le de la
razón al im p erio y a la soberan ía.

§ 88

E n cu a n to a l dogm a d e la p e rv e rsió n in gén ita


de la naturaleza hum ana y de su in clin a ción hacia

102
el m al, ¿q u ié n la p on d rá h o y en du da si p o n e los
o jo s en las falan ges socialistas?

§ 89

L os socialistas llam an a Jesús u n h om b re d iv i­


n o, y los socia lista s h a cen m ás, se llam an sus
con tin u a d ores. ¡S u s con tin u a d ores, santo D ios!
¡E llo s, los h om b res de san gre y de ven gan zas,
con tin u a d ores d el q u e n o v iv ió sin o para h a cer
el b ien , d el q u e n o a b rió la b o ca sin o para b en ­
d ecir, d el q u e n o h izo p ro d ig io s sin o para lib ra r
a los p eca d ores d e l p eca d o, a los m u ertos de la
m u e rte ; del qu e en el esp a cio de tres años h izo
la re v o lu ció n m ás gran de q u e han p resen cia d o
los siglos y la lle v ó a ca b o sin h a b er derram ado
m ás san gre q u e la su y a !

§ 90

E l ca tolicism o afirm a d os co sa s : el m al y la
r e d e n ció n ; el socia lism o racion alista com p ren d e
en el sím b olo d e su fe las m ism as afirm aciones.
E n tre socialistas y ca tó lico s n o h ay m ás q u e esta
d ife r e n c ia : los seg u n d os afirm an el m al d el h om ­
b re y la red en ción p o r D io s ; lo s p rim eros afir­
m an e l m al d e la socied a d y la re d e n ció n p o r el
h om bre. E l ca tó lico , co n sus d os afirm aciones, n o
h ace otra cosa sin o afirm ar d o s cosas sen cillas y
n a tu ra les: q u e el h om b re es hom bre, y ejecu ta

103
obras h u m a n a s; q u e D ios es D ios y a com ete em ­
presas divin as. E l socia lism o, co n sus dos afirm a­
cion es, n o h a ce otra cosa sin o afirm ar qu e el h om ­
b re a com ete y lleva a ca b o em presas de un D ios
y q u e la socied a d ejecu ta las obras p rop ia s del
h om bre. ¿Q ué v a gan an d o la ra zón hum ana con
d eja r al ca tolicism o p or el socia lism o, sin o d eja r
lo q u e es a u n m ism o tiem p o ev id en te y m isterio­
so p or lo qu e es a u n tiem p o m ism o m isterioso y
a bsu rd o?

§ 91

E l socia lism o d ebe su ex isten cia a u n p ro b le ­


m a, h u m an am en te h ablan do, in solu b le. Se trata
de a verigu a r cu á l es el m e d io de regu larizar en
la socied ad la d istrib u ció n m ás equ itativa de la
riqu eza. E ste es el p rob lem a q u e n o ha resu elto
n in g ú n sistem a de econ om ía p olítica . E l sistem a
de los econ om ista s p o lítico s a n tigu os ib a a parar
al m o n o p o lio p o r m ed io de las restriccion es. E l
sistem a d e lo s econ om ista s p o lítico s lib era les v a
a parar al m ism o m o n o p o lio p o r el ca m in o de la
libertad, p o r e l ca m in o d e la lib re con cu rren cia ,
qu e p ro d u ce fatal e in ev ita b lem en te ese m ism o
m on op olio. P o r ú ltim o, el sistem a com u n ista va
a parar al m ism o m o n o p o lio p o r m ed io d e la co n ­
fiscación u n iversa l, d ep osita n d o to d a la riqueza
p ú b lica en m an os d el E stado. E ste p roblem a, sin
em bargo, ha sid o resu elto p o r e l ca tolicism o. E l
ca tolicism o ha en con tra d o su solu ción en la li­
m osna. E n v a n o se can san lo s filó so fo s; en v a n o

104
se afan an lo s socia lista s; sin la lim osn a , sin la
carid ad, n o h ay, n o p u ed e h a b er d istrib u ción
equ itativa d e las riqu ezas. S ó lo D ios era d ig n o de
re so lv e r este p rob lem a , qu e es el p rob lem a d e la
h u m an idad y de la historia.

§ 92

E l rem ed io radical con tra la re v o lu ció n y e l so­


cia lism o n o es m ás qu e el ca tolicism o, p o rq u e el
ca tolicism o es la ú n ica d octrin a q u e es su con tra ­
d icció n absolu ta. ¿Q ué es, señ ores, el ca to licis­
m o? E s sabidu ría y h u m ildad. ¿Q ué es el socia­
lism o, señ ores? E s o rg u llo y b a rb a rie ; el socia ­
lism o, señ ores, com o e l re y b a b iló n ico , es r e y y
bestia al m ism o tiem po.
T a m b ién 24, 26, 34, 38, 45, 70, 80 y 82.

105
TELEO LO GIA POLITICA

§ 93

D ios ha h ech o a la socied a d para el h om b re, y


al h om bre para sí.

306
>

TRADICION

§ 94

L o s p u eb los sin tra d icion es se h acen salvajes.

§ 95

L a sociedad, con sid erad a d esd e el p u n to de


v ista ca tólico, ni es u n ser abstracto n i u n ser
co n cre to dotado de lib erta d y d e in teligen cia . L o
que el esp a cio es en lo físico , eso m ism o es la so­
cied a d en lo m o r a l; es el lu g a r en qu e fu é p u es­
to el h om bre, en cu a n to es in telig en te y lib r e ; es
la atm ósfera p rop ia de la lib erta d y de la in teli­
g en cia hum ana.
E n su p rofu n d a ign ora n cia d e todas las cosas,
las escu elas racion alistas han co n v e rtid o a la so­
ciedad y al h om b re en dos abstra ccion es absu r­
das. C on siderán dolos separados en tre sí, n o han
h e ch o otra cosa sin o d eja r al h om b re sin atm ós­

107
fera en qu e resp ira r y sin e sp a cio en que
d ila ta rse; y al e sp a cio y a la atm ósfera p ro ­
pia de la H um anidad, sin la h u m an idad qu e
en ellos respira y se dilata, lo cu al v ie n e a
ser lo m ism o q u e con sid era r el esp a cio m aterial
sin las su bstancias corp órea s qu e le llenan y a
las substancias corp órea s fu era de lo s esp a cios
qu e las con tien en . Y co m o el a bsu rd o q u e v a d e­
lan te llam a con g ra n d e e im p erioso cla m o r al qu e
v ien e detrás y éste al qu e le sigu e, d el absu rdo
qu e con siste en co n sid e ra r sep aradam en te al h o m ­
b re y al esp a cio en q u e se m u ev e, los ra cio n a lis­
tas h an id o a dar e n o tro m ayor, q u e co n siste en
crea rse el h om b re a sí m ism o su p ro p io esp acio,
sin la ayuda de u n esp a cio p reex isten te, lo cu a l
es tan to co m o su p o n e r que el h om b re p rim itiv o ,
sin estar en parte n in gu n a, p ro ce d ió a la crea ción
de u n lu ga r q u e le fu era p ro p io para esta r en al­
g u n a parte. E l h om b re en este sistem a es a m a­
n era d e un co n q u ista d o r q u e n o ex tien d e, sin o qu e
crea sus p rop ias con qu istas.

§ 96

L o s ú n icos p u eb los q u e han sido a u n tiem p o


m ism o respetados y libres, los ú n icos g o b ie rn o s
q u e han sid o a un m ism o tie m p o m esu ra d os y
fu ertes, son aqu ellos en que n o se v e la m an o del
h om b re y en qu e las in stitu cion es se v ie n e n fo r­
m a n d o con aqu ella len ta y p rog resiv a v e g e ta ció n
co n qu e crece to d o lo qu e es estable en los d om i­
n ios d el tiem p o y d e la historia.

108
97

Q ue se llam e F ra n cia la n a ción g ob ern a d a por


L u is F e lip e y p or C lod ov eo, es cosa co n ce b ib le , y
n o só lo co n ce b ib le sin o natural, v n o sólo natural
sin o n ecesaria, su p u esto el sistem a q u e sostien e la
solid a rid ad fra n cesa y la com u n ión d e g loria s y
d e desastres en tre las g en era cion es pasadas y las
presen tes, en tre las g en era cion es p resen tes y las
fu tu ras. P e ro eso m ism o, q u e en el sistem a de la
solid arid ad es co n ce b ib le , n atu ral y n ecesario, es
absu rdo, in co n ce b ib le y co n tra rio a la n atu rale­
za de las cosas m ism as en el sistem a q u e a cada
g en era ción corta el rau d al d e la g lo ria y el h ilo
del tiem p o. E n este sistem a h a y tantas fam ilias
y tan tos p u eb los co m o g en era cion es, y la ló g ica
ex ig e en este caso que, sig u ien d o los n om b res re ­
p resen ta tivos las v icisitu d es de las cosa s rep re­
sentadas, a cada m udanza de g e n e ra ció n co rre s­
p on d e una m udan za id én tica en los n om b res de
los p u eb los y de las fam ilias. Q ue lo absu rdo co m ­
pita aqu í co n lo g ro te sco , n o habrá n ad ie q u e lo
n iegu e.

§ 98

Y o n o sé señ ores, si estaré s o lo ; es p osib le que


lo e sté ; p ero, solo y to d o , m i co n cie n cia m e d ice
qu e soy fo rtís im o ; n o p o r lo q u e soy, señ ores
dipu tados, sin o p o r lo q u e rep resen to. P orq u e y o

109
n o rep resen to sólo a d oscien tos o trescien tos e le c­
tores de m i distrito. ¿Q ué es un d istrito? ¿Q ué
son d oscien tos o trescien tos electores? Y o n o re ­
p resen to solam en te a la n a ción . ¿Q ué es la na­
ció n españ ola, n i n in gu n a otra, con sid erad a en
una sola g en era ción y en u n solo día d e e le ccio ­
nes gen erales? N ada. Y o rep resen to a lgo m ás que
e s to ; y o rep resen to la tra d ición , p or la cu al son
lo q u e son las n a cion es en toda la d ila ta ción de
los siglos. Si m i v o z tien e alguna au toridad, n o
es, señ ores, p o rq u e es m ía ; la tien e p orq u e es la
v o z d e v u estros padres. V u estros v o to s m e son
in d iferen tes. Y o n o m e h e p rop u esto d irig irm e a
vu estra s volu n ta d es, q u e son las qu e vota n , sin o
a vu estras con cien cia s, q u e son Jas q u e ju z g a n ; .
y o n o m e h e p rop u esto in clin a r vu estras v o lu n ­
tades hacia m í; m e he p ro p u e sto o b lig a r v u e s­
tras con cien cia s a estim arm e.

§ 99

Sé q u e los p ropagan distas n o han p erd id o su


tiem p o, y sé que, cu a n d o ellos llegu en , n o habrá
sin o m is ideas para resistirles. T od os los dem ás
habrán sido an egados p or las aguas im placables.
A sí, pues, cu a n d o u sted m e p regu n te qu é es lo
qu e hago, ya sabe usted m i respuesta. E stoy
agu ardan do el d ilu v io y rién d om e de los ton tos.
T am bién 60 y 62.

110
UNIFICACION

§ 100

E l m u n d o sueña en cierta u n id a d gig a n tesca


que D ios n o ve co n b u en os o jo s y q u e este S eñ or
n o p erm itirá, p orq u e esa un idad sería el tem p lo
d el orgu llo.
N u estro sig lo p recisa m en te p eca en to d o p or
ahí. E l d elirio p or la u n idad se h a a p od era d o de
tod os en todas las c o s a s : u n id a d de cód ig os, uni­
dad com ercia l, in du strial, litera ria y lin gü ística.
U n idad reprobada, n o será ella otra cosa sin o la
u n id ad de la c o n fu s ió n ...
L a cen tra liza ción n o es otra cosa sin o ese m o­
v im ie n to q u e va b u sca n d o la u n idad en el cam po
de las leyes.

111
FED E T EX T O S

8
1. Carta a M on señ or G aum e. B erlín, 24 agos­
to 1849.
2. Carta al D ire cto r de la Revue des deux
mondes. París, 15 n o v ie m b re 1852.
3. Carta al D u qu e de V a lm y . M adrid, 20 ju ­
lio 1850.
4. Bosquejos históricos. 1847.
5. Carta a G a b in o T e ja d o . París, 1 m ayo 1851.
6. Pensamientos varios, 6.
7. Carta al C on de de M on talem bert. B erlín ,
26 m a y o 1849.
8. Carta al V izco n d e d e L a tou r. 25 n ov iem ­
b re 1851.
9. Ensayo sobre el catolicismo, el liberalismo
y el socialismo. 1851. I, 3.
10. Los sucesos de Roma. E n El Heraldo d el
30 n o v ie m b re 1848.
11. Las reformas de Pío IX. 1847.
12. Carta a M aría C ristina. P arís, 26 n ov iem ­
bre 1851.
13. D iscu rso e n el. C on greso. 4 en ero 1849.
14. Carta a los red a ctores de El País y d e El
Heraldo. B erlín , 16 ju lio 1849.
115
15. Carta a G abino T e ja d o . P arís, 15 m ayo
1851.
16. C arta en El Heraldo. París, 20 o ctu b re 1840.
17. Carta al Cardenal Fomari. P a rís, 19 ju n io
1852.
18. Las reformas de Pío IX, citada.
19. D iscu rso en el C on greso. 30 d iciem b re 1850.
20. Carta a L o u is V e u illo t. M adrid, 31 d icie m ­
b re 1850.
21. D iscu rso en el C on greso. 30 d icie m b re 1850.
22. Consideraciones humillantes. E n El Porve­
nir d el 21 m a y o 1837.
23. Carta a M aría C ristina, citad a.
24. Carta al C on de R a czy n sk i. P arís, 23 a gos­
to 1849.
25. D iscu rso en el C on greso. 30 d icie m b re 1850.
26. Carta a M aría C ristina, citada.
27. Carta a L ou is V eu illot. M adrid, 31 d icie m ­
b re 1850.
28. Carta a los red a ctores de El País y d e l He­
raldo, citada.
29. Carta a M on señ or G aum e. B erlín , 24 agos­
to 1849.
30. D esp a ch o d ip lom á tico. B erlín , 23 m a yo 1849.
31. Bosquejos históricos, cita d os.
32. Ensayo I, 2.
33. D iscu rso en el C on greso. 30 en ero 1850.
34. Las reformas de Pío IX, citada.
35. Ensayo I, 3.
36. Ensayo I, 7.
37. Carta al C ardenal F o rn a ri, citada.
38. Pensamientos varios, 7.
116
39. Carta al C onde R a czy n sk i. P arís, 10 en ero
1852.
40. Carta al D ire cto r de la Revue des Deux
Mondes, citada.
41. Ensayo, I I , 8.
42. Carta al C ardenal F orn a ri, citada.
43. Ensayo, I I , 8.
44. Carta al D irector de El Heraldo. París, 30
a b ril 1852.
45. Ensayo, I I I , 4.
46. Las reformas de Pío IX, citado.
47. Las reformas de Pío IX, citado.
48. Las reformas de Pío IX, citado.
49. Carta al C ardenal F orn a ri. citada.
50. Carta al D ire cto r de El Heraldo, citada.
51. Carta al D irector de El Heraldo. citada.
52. D iscu rso en el C on greso. 4 enerG 1849.
53. Ensayo, I I , 1.
54. Ensayo, I I , 1.
55. Bosquejos históricos, citados.
56. D iscu rso en el C on greso. 30 en ero 1850.
57. Carta al D irector de la Revue des Deux
Mondes, citada.
58. Carta al D irector d e la Revue des Deux
Mondes, citada.
59. Ensayo, II, 9.
60. Carta al D irector de la Revue des Deux
Mondes, citada.
61. Ensayo, I I I , 3.
62. D iscu rso en el C on greso. 16 n ov iem b re
1844.

117
63. Carta al D irector d e la Revue des Deux
Mondes, citada.
64. Carta a los red a ctores de El País y d e El He­
raldo, citada.
65. Ensayo, 1 , 1 .
66. Carta al D irector de El Heraldo, citada.
67. Ensayo, I, 3.
68 Carta al D ire cto r d e la Revue des Deux
Mondes, citada.
69. Carta al D ire cto r d e la Revue des Deux
Mondes, citada.
70. Ensayo, III , 3.
71. D iscu rso en el C on greso. 4 en ero 1849.
72. Las reformas de Pío IX, citado.
73. Ensayo, I, 2.
74. Ensayo, I, 2.
75. C arta-despach o d ip lom á tico. París, 24 o ctu ­
b re 1851.
76. Carta a l D ire cto r de la Revue des Deux
Mondes, citada.
77. D iscu rso en el C on greso. 4 m arzo 1847.
78. Carta a los red a ctores d e El País y de El He­
raldo, citada.
79. Pensamientos varios, 5.
80. Ensayo, III , 3.
81. Ensayo, I I I , 4.
82. D iscu rso en el C on greso. 30 en ero 1850.
83. Ensayo, II, 8.
84. Carta al C ardenal F o rn a ri, citada.
85. Carta a M aría C ristina, citada.
86. Carta al C ardenal F orn a ri, citada.
87. Ensayo, I I I , 4.
118
88. Carta al C on de d e M on ta lem b ert, citada.
89. D iscu rso en e l C on greso. 4 en ero 1849.
90. Ensayo, I I , 10.
91. D iscu rso en el C on greso. 30 d iciem b re 1850.
92. D iscu rso en e l C on greso. 30 en ero 1850.
93. Pensamientos varios, 4.
94. Cerco de Zamora. F e b re ro d e 1833.
95. Bosquejos históricos, citad os.
96. Ensayo, III , 3.
97. Ensayo, I I I , 3.
98. D iscu rso en e l C on greso. 30 d iciem b re 1850.
99. C arta a G abino T e ja d o . P arís, 16sep tiem bre
1851.
100. Pensamientos varios, 2.

11«
B I B L I O G R A FI A
E n tre la la rg a s e rie d e p u b lic a c io n e s e n t o m o a D o n o s o
C o rté s, s e le ccio n a m o s las sig u ie n te s, u n a s p o r s u in te ré s
d o cu m e n ta l y otra s p o r su re cta o r ie n ta c ió n in te rp re ta ­
tiv a .
L a m e jo r e d ició n d e las O b ra s, a u n q u e in co m p le ta , s i­
g u e sie n d o la p rep a ra d a p o r d o n Ju an M an u el O rti y L a ra ,
im p re sa en M adrid , C asa e d ito ria l d e San F ra n c is co d e
S ales, 1903 y 1904. C u a tro to m o s.
L a s m e jo r e s a n to lo g ía s, las ed ita d a s en a lem á n b a jo lo s
sig u ie n te s títu lo s :
D e r S ta a t G o t t e s . E i n e k a t h o l i s c h e G e s c h ic h t s p h ilo s o -
p h i e v o n D o n o s o C o r té s , A u s d e m sp a n isch e m . O rigin a l
ü b e rse tz t u n d h e ra u sg e g e b e n v o n D r. L u d w ig F isch e r.
K a rlsru h e , B a d en ia , 1933. Y
D o n o s o C o r t é s . B r i e f e , p a r l a m e n t a r i s c h e R e d e n u n d dir
p lo m e ft is c h e B e r i c h t e a u s d e n l e t z t e n J a h r e n s e i n e s L e ­
b e n s (1 8 4 9 -5 3 ). H e ra u sg e g e b e n u n d e in g e le ite t v o n A lb e r t
M aier. K ö ln , V e rla g J. P . B a ch em , 1950.
L a s m e jo r e s b io g r a fía s s o n :
p o r e l a ire fr e s c o d e la c o n v iv e n c ia , la q u e a n te p u so
G a b in o T e ja d o a s u e d ició n d e las O b r a s d e D o n o s o en 1854
y q u e p u e d e v e r s e a las p á g in a s x ix -c x d e l to m o I d e la
cita d a e d ic ió n d e O rti y L a r a ;
y en u n se n tid o g e n e ra l, las d o s e d icio n e s alem a n a y
ca ste lla n a d e la o b ra , co n v a r io te x to en ellas, d e E d m u n d
S ch ra m m : D o n o s o C o r té s . L e b e n u n d W e r k e i n e s s p a n is ­
c h e n A n t i l i b e r a l e n . H a m b u rg , Ib e ro -A m e rik a n isch e s In sti­

123
tu t, 1935, y D o n o s o C o r t é s . S u v i d a y s u p e n s a m i e n t o . M a­
d rid , E spasa-C alpe, 1936.
L o s e stu d io s m á s im p o rta n te s s o n :
G a b riel d e A rm a s : D o n o s o C o r t é s e n la p r o b l e m á t i c a
d e la e s p ir it u a lid a d . L a s P a lm a s d e G ran C an aria. T ip . M i­
n e rv a , 1950.
H a n s B a r th : J u a n D o n o s o C o r t é s . E n F l u t e n u n d D ä m ­
m e . D e r p h i l o s o p h i s c h e G e d a n k e i n d e r P o l i t i k . Z ü r ic h ,
F re tz & W a sm u th V e rla g , A . G ., 1943. P á g s. 89-107.
A lo is D e m p f: C h r is t lic h e S t a a t s p h i lo s o p h i e i n S p a n ie n .
S a lzb u g , A n to n P u stet, 1937. C a p ítu lo V I I I . «D ie S taats­
le h re d es D o n o s o C o rté s», p á g s. 146-165.
F r a n c is c o E lia s d e T e ja d a : P a r a u n a i n t e r p r e t a c i ó n e x ­
t r e m e ñ a d e D o n o s o C o r t é s . C á ceres, C o le c c ió n d e E stu d io s
E x tre m e ñ o s, 1949.
A lb e r t M a ie r: D o n o s o C o r t é s in S c h r if t u m d e r D e u t s ­
c h e n . E n H o c h la n d , X X X V I I I (1940), p á g s. 66-67.
J u a n M an u el O rti y L a r a : P r ó l o g o s a su e d ic ió n d e las
O b ra s an tes cita d a . I (1903), 4-1 8 ; I I (1904), 5-19; I I I (1904),
5-23. L a s p á g in a s n u m era d a s, e n n u m e r a c ió n ro m a n a .
L u is O rtiz E s tra d a : D o n o s o , V e u it t o t y e l « S y lla b u s » d e
P í o I X . E n R e c o n q u i s t a : I (S a o P a u lo , 1950), 15-36.
C arl S ch m itt: D o n o s o C o r t é s in g e s a m t e u r o p ä i s c h e r I n ­
t e r p r e t a t i o n . V i e r A u f s ä t z e . K ö ln , G re v e n V e rla g , 1950.
(R e c o g e , co n u n p r ó lo g o , sus e stu d io s a n te rio re s, d isp e r­
sa m en te p u b lica d o s.)
F e d e r ic o S u á rez V e r d e g u e r : L a p r i m e r a p o s i c i ó n p o l í t i ­
ca d e D o n o s o C o r té s . E n A r b o r : X V I (ju lio -a g o s to 1946),
73-98. R e fu n d id o y a m p lia d o lu e g o en su E v o l u c i ó n p o l í t i ­
c a d e D o n o s o C o r t é s . S a n tia g o d e C o m p o ste la , U n iv e rsi­
d a d , 1949.
D ie tm a r W e s te m e y e r, O . F . M .: D o n o s o C o r t é s S ta a ts­
m a n n u n d T h e o l o g e . E i n e U n t e r s u c h u n g s e i n e s E in s a t z e s
d e r T h e o l o g i e i n d ie P o lit ik . M ü n ster (W e s tfa le n ), R e g e n s-
b e r g s c h e V e rla g sb u ch h a n lu n g , 1940.

124
I N D I C E

Págs.

P r e l i m i n a r ....................................................................... 5
T e x t o s .............................................................................. 15
C a t o lic is m o l i b e r a l ....................................................... 17
C o n t r a t o s o c ia l .............................................................. 19
D e c is io n is m o ..................................... 21
D e m a g o g i a ....................................................................... 25
D e m o c r a c ia ...................................................................... 27
D e s a m o r t i z a c i ó n ............................................................ 28
D i c t a d u r a ......................................................................... 29
E c le c t ic is m o d e lo s d o c t r in a r io s ............................ 30
E n señ an za ...................................................................... 33
E s p a ñ a ............................................................................. 35
E s p a ñ a (S it u a c ió n d e ) ................................................. 37
E u r o p a ............................................................................. 45
F a m i l i a ............................................................................. 48
F r a n c ia ............................................................................. 52
F r a t e r n i d a d ..................................................................... 53
I g l e s i a ............................................................................... 54
I g u a l d a d ........................................................................... 56
I n g l a t e r r a ........................................................................ 58
L i b e r a l i s m o ..................................................................... 60
L ib e r t a d p o lít ic a ............................................................ 64
L ib e r t a d t e o l ó g i c a ........................................................ 71
M o n a r q u ía c o n s t i t u c i o n a l ........................................... 72
M o n a r q u ía t r a d i c i o n a l ................................................. 75
P ágs.

Parlam entarism o ............................................................ 78


P a t r i a ................................................................................ 82
Poder p o lític o ............................................
P o rtu g a l........................................................................... 85
P r e n s a ............................................................................... 87
P ro p ie d a d ......................................................................... 89
P ro testan tism o ................................................................ 93
R u s ia ................................................................................. 95
Socialism o..................................................................... 97
Teleología p o lític a ......................................................... 106
T rad ició n ....................................................................... 107
U nificación...................................................................... .111
Fe de te x t o s ................................................................... 113
B ibliografía..................................................................... 121

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FRANCISCO ELIAS DE TEJADA


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A N TO LO GI A

P R E P A R A D A
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FR A N CISCO EL I A S DE TEJA D A
C a t e d r á t i c o e n t o U n ív e r s i d o d d e S e v illa *

ED IT O R IA L T R A D ICIO N A IIST A

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