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Universidade   Federal   do   Ceará 

Faculdade   de   Economia,   Administração,   Atuária,   Contabilidade   e  Secretariado   Executivo 
Curso   de   Administração   –  Disciplina:   ED0183   –  Gestão   de   Operações   I  (Turma   02) 
Prof.   Dr.   Diego   de   Queiroz   Machado 
 
Relatório   Teórico   –  1ª   AP 
 
ESTRATÉGIAS   DE   SELEÇÃO,   DESENVOLVIMENTO   E  AVALIAÇÃO   DE 
FORNECEDORES/DISTRIBUIDORES 
 
Francisco   Erivelton   Pereira   de   Lima   (eriveltonpdl@hotmail.com) 
Juliana   Silva   Sena   (julianadsena@gmail.com) 
Lucas   Kovski   de   Oliveira   Nunes   (lucaskovski@hotmail.com) 
Rayane   Paula   Mendes   (rayanne.pm@gmail.com) 
Rayane   Stefany   Castro   de   Oliveira   (rayane.oliveira.cbrasil@gmail.com) 
 
1   INTRODUÇÃO 
O  impacto  do  desempenho  do  fornecedor  no  desempenho  dos  contratantes 
fez  com  que  as  instituições  direcionassem  suas  atenções  ao  processo  decisório  de 
escolha  do  fornecedor,  que  vem  se  tornando  cada vez mais complexo em virtude da 
quantidade  e  natureza  dos  critérios  considerados.  Visto  isso,  ocorre  uma 
intensificação  na  procura  por  técnicas  e  ferramentas  que  possam  chegar  em  um 
equilíbrio  em  meio  ao  um  conjunto  de  alternativas  (VIANA;ALENCAR,2012).Em 
relação  ao  método  utilizado  na  pesquisa  foi  de  caráter qualitativo visto ser subjetiva, 
visando  analisar  as  percepções  observadas  na  entrevistas  e  na  visita  realizada  na 
empresa  Center  Maia  e  é  expressa  através,  de  análise  de  texto  exposta  em  caráter 
documental  pois  também  considera  a  análise  de  documentos  disponibilizados  pela 
organização,   tais   como   registros   e  relatórios   (VERGARA,   2012). 
Este  relatório  visa,  com  auxílio  da  literatura,  descrever  as  estratégias  de 
seleção,  desenvolvimento  e  avaliação  de  fornecedores/distribuidores,  identificando 
os  métodos  utilizados  pelas  organizações  e  a  sua  importância  na  estratégia 
organizacional.  Objetiva­se  com  isso  disseminar  as  informações  em  maior destaque 
na  literatura  sobre  o  assunto  e,  dessa  forma,  fornecer  aos  interessados 
conhecimento  para  a  adoção  e/ou  aprimoramento  dos  métodos  mencionados 
(VIANA;ALENCAR,2012).  Após a abordagem da literatura, é feito um estudo de caso 
na  Empresa  Center  Maia,  a  fim  de  estudar  as  práticas  utilizadas  sobre  o  assunto  e 
quais são os possíveis pontos a serem melhorados e quais estão contribuindo para o 
crescimento   da   organização.  
 
2   HISTÓRICO   E  CONCEITOS 
De  acordo  com  Farmer  (1978),  a  função  do  processo  de  compras  segundo  o 
modelo  tradicional  era  apenas  de  satisfazer  o  cliente  final,  ou  seja,  era  tido  como 
uma  atividade  administrativa  sem  levar  em  conta  o  processo  estratégico  necessário 
no  mercado  competitivo. Dessa forma, com a ausência da visão estratégica de longo 
prazo  os  departamentos  responsáveis  se  preocupavam  em  obter  um  resultado 
rápido   e  barato. 


 
Conforme  Kotler  (1998),  distribuidor é toda atividade relacionada com a venda 
de bens ou serviços para aqueles que compram para revenda ou uso comercial. Já o 
conceito   de   fornecedor   é  encontrado   no   Código   de   Defesa   do   Consumidor,   no   art.3º: 
Fornecedor  é  toda  pessoa  física  ou  jurídica,  pública  ou  privada,  nacional  ou 
estrangeira,  bem  como  os  entes  despersonalizados,  que  desenvolvem 
atividades  de  produção  montagem,  criação,  construção,  transformação, 
importação,  exportação,  distribuição  ou  comercialização  de  produtos  ou 
prestação  de  serviços.  (BRASIL.  Lei  n.  8.078,  de  11  de  Setembro  de  1990. 
Código   de   Defesa   do   Consumidor.) 
A  competitividade  no  mercado  aumentou  com  o  processo da globalização e o 
avanço  das  tecnologias.  As  empresas  a  fim  de  se  destacar  no  mercado  e  obter 
sucesso,  procuram  sempre  melhorar  seu  desempenho,  seja  reduzindo  custos  ou 
implementando  uma  gestão  de  excelência  junto  aos  fornecedores  que  possuem 
grande  importância,  já que com o aumento da complexidade das atividades deve ser 
proporcional   ao   desempenho   dos   fornecedores   (LINDNER,   2000). 
Segundo  Viana  e  Alencar  (2012),  as  organizações  estão  cada  vez  mais 
dependentes  da  performance  dos  fornecedores  e  de  seus  distribuidores.  Diante 
desse  cenário  de  competitividade  é  necessária  uma  maior  qualificação  destes 
visando  satisfazer  os  níveis  de  qualidade  e  preço  solicitados,  para  que  assim 
possam   promover   uma   relação   confiável   e  duradoura   com   a  organização. 
  Portanto,  houve  a  necessidade  de  implantar  novas  práticas  gerenciais  como 
a  filosofia  de  entregas  just­in­time,  que  projeta  atingir  uma  produção em alto volume 
eliminando  desperdícios;  a  administração  de  controle  total que objetiva o alcance da 
melhoria  contínua, planejando e organizando as atividades envolvendo cada nível da 
organização;  e,  por  fim,  as  parcerias  entre  distribuidores  e  fornecedores  (LINDNER, 
2000).  Segundo  Reck  e  Long  (1998),  o  setor  de  compras  evolui  através  de  quatro 
níveis.  Inicialmente,  atua  somente  com  o  pedido  dos  outros  setores.  No  segundo 
nível,  o  setor  começa a buscar e incorporar novas técnicas que iguale a organização 
no  ambiente  competitivo.  No  terceiro,  a  estratégia  competitiva  da  organização  é 
alocada  ao  setor  de  compras.  Por  fim  no  último  nível,  a  função  compras  já  é 
considerada  importante  e  imprescindível  ao  destaque  da  empresa,  e  dessa  forma 
passa   a  fazer   parte   da   estratégia   competitiva   da   organização. 
   De  acordo  com  Dias  (2012),  pode­se  colocar  os  fornecedores  dentro  da 
seguinte   classificação   geral   e  acadêmica:  
a) Fornecimento  monopolista:  são  aqueles  que  fabricam  produtos 
exclusivos  no  mercado, em que o volume de compra é que determina o 
nível   de   atendimento   e  relacionamento; 
b) Fornecedores  habituais:  sempre  são  consultados  em  uma  coleta  de 
preços,  possuindo  uma  linha  de  produtos  padronizados,  e  em  geral, 
são   os   que   possuem   melhor   atendimento; 
c) Fornecedores  especiais:  aqueles  que  ocasionalmente  poderão  prestar 
serviços,  mão  de  obra  e  fabricação  de  produtos  que  necessitam 
equipamentos   especiais   ou   processos   específicos. 
3   RELACIONAMENTO   DE   FORNECEDORES   E  DISTRIBUIDORES 
Saber  gerenciar  o  relacionamento  distribuidor­fornecedor  é  decisivo  para 
reduzir  custos,  e  aperfeiçoar  os  processos  do  seu  negócio.   Visto  isso,  o 
Gerenciamento  da  Cadeia  de Suprimentos é analisado como uma importante prática 
na  evolução  desse  relacionamento,  que  segundo  Christopher  (2002)  consiste  em 

 
uma  rede  de  organizações  conectadas  por  diferentes  processos  e  atividades  que 
geram  valor  na  forma  de  produtos  e  serviços  para  o  consumidor final .T   ais melhorias 
no  gerenciamento  influenciam  diretamente  na  interação  da  cadeia  de  suprimentos 
como   um   todo.  
Segundo  Peinado  e  Graeml  (2007),  são destacáveis algumas práticas ligadas 
a   Gestão   de   Cadeias   de   Suprimentos    que   são: 
a) Vendor  Managed Inventory  (VMI): Esse termo foi inicialmente marcado nos 
anos  1990  nos  EUA  em  projetos  de  grandes  varejistas.  Esta  prática 
trata­se  uma  ferramenta  em  que  possibilita  ao  fornecedor  gerenciar, 
controlar  e  repor  o  estoque,  baseando­se  na  confiança  entre  fornecedor  e 
cliente; 
b) Efficient  Consumer  Response  (ECR):  A  prática  do  conceito  de  Resposta 
eficiente  ao  consumidor  (ECR)  começou  nos  Estados  Unidos  em  1992, 
inicialmente  implantados  nas  redes  de  supermercados.  É  um  movimento 
que  envolve  ferramentas  desenvolvidas  para  proporcionar  uma  rápida 
mensagem  as  exigências  do  mercado.  Segundo  De  Roulet  (1993)  o  ECR 
trata­se  de  um  conjunto  de  estratégias  que  impõe  as  funções  tradicionais 
de  logística,venda  e  marketing  a  um  novo  alinhamento  baseado  em 
otimizar   a  eficiência   da   empresa   e  agregar   valor   ao   consumidor; 
c) Collaborative  Planning,  Forecasting  and  Replenishment  (CPFR):  envolve 
processos  que  visam  a  facilitar  a  colaboração  entre  empresas, 
principalmente  no  tocante  à  previsão  de  demanda,  com  base  na 
colaboração  mútua,  mais  uma  vez,  indo  em  busca  de  ganhos  conjuntos 
que   possam   ser   compartilhados   entre   as   partes; 
d) Comércio  eletrônico:  Implica  na  execução  de  transações  comerciais  via 
Internet,  o  que promete revolucionar a forma de comercialização de muitos 
produtos.  Quando  a  transação  via  e­business  acontece  entre empresa e o 
consumidor,  é  denominada  B2C  ( Business  to  Consumer ).  Quando  o 
e­business  diz  respeito  às  transações  entre  empresas,  denomina­se  B2B 
( Business   to   Business ). 
A  relação  e  os  objetivos  de  compradores  e  fornecedores  muda  diante  deste 
novo  contexto,  cooperando  mutuamente  agora  para  os  fins  de  administração  da 
cadeia  de  suprimentos  como  um  todo.  A  visão  de  curto  prazo  e  os  esforços 
centrados  apenas  nos  aspectos  de  fornecimentos  é  substituída  pelas  estratégias de 
longo  prazo,  e  percebe­se  o  destaque  do  processo  de  compras  na  estratégia 
competitiva   da   organização   (VIANA;ALENCAR,   2012). 
Segundo  Alencar,  Almeida  e  Mota  (2007),  para  que  a  estratégia  de 
cooperação  entre  as  empresas  possa  ser  bem­sucedida, os fornecedores devem ter 
comprometimento,  confiabilidade  e  competência.  Estes  autores  destacam  ainda  o 
aumento  da  importância  de  que  haja  fornecedores  com  essas  características  para 
empreender  os  projetos  solicitados,  pois  o  desempenho  dos  fornecedores  na  sua 
atividade  tornou­se  mais  importante,  visto  que  a  qualidade  dos  serviços  que 
oferecem  passa  a  impactar  diretamente  a  qualidade  de  produtos  e  serviços 
oferecidos   pela   contratante. 
4   SELEÇÃO   DE   FORNECEDORES 
A  partir  do  momento  em  que  as  empresas  passaram  a  se  concentrar  apenas 
em  suas  atividades  fins  e  delegam  a  terceiros  a  execução  das  demais  atividades  a 

 
participação  dos  fornecedores  na  performance  organizacional  passou  a  ser  maior. 
Dentro  desse  contexto  foi  necessário  construir  e  solidificar os relacionamentos entre 
as  organizações  visando  promover  a  coordenação  de  operações  entre  elas.  Sendo 
assim,  o  processo  de  seleção  de  fornecedores  adquiriu  uma  maior  importância  no 
contexto  organizacional  (KRAUSE;PAGELL;CURKOVIC,  2001  apud 
VIANA;ALENCAR,2012). 
De  acordo  com  Dias  (2012),  o objetivo principal da seleção de fornecedores é 
encontrar  aqueles  que  possam  fornecer  os  materiais  requeridos  para  a 
operacionalização  da  empresa dentro de padrões preestabelecidos estabelecidos de 
quantidade,  qualidade  e  tempo,  além  destes  aspectos  durante  o  processo  de 
seleção  de  fornecedores  também  são  levados  em  conta  fatores  como:  o  menor 
preço  e  as  melhores  condições de pagamento, assim como também a confiabilidade 
dos   potenciais   fornecedores   em   relação   ao   abastecimento. 
A  seleção  de  fornecedores  surge  com  o  intuito  de  sanar  a  necessidade  da 
empresa  em  contratar  produtos  e  serviços  necessários  ao  exercício  de  suas 
atividades  (KRAUSE;  PAGELL;  CURKOVIC,  2001  apud  VIANA;ALENCAR,2012  ). 
Assim,  de  acordo  com  Perucia,  Balestrin  e  Verschoore  (2011  apud 
VIANA;ALENCAR,  2012),  para  que  as  organizações  continuem  realizando  suas 
atividades  rotineiras  elas  têm  duas  opções:  produzir  os  insumos  de  que  necessitam 
adquirir  no mercado. Estes autores ressaltam a importância da análise dos custos de 
transação  no  processo  de  tomada  de  decisão,  mas  também  afirmam  que  no 
processo  decisório  deve­se  levar  em  conta  outros  custos,  tais  como:  os  custos  de 
negociação  e  de  formalização  de  contratos,  de  obtenção  e  de  manutenção  de 
clientes  e  os  custos  de  acompanhamento  de  valores  a  receber.  Para  a  empresa 
tende  a  ser  mais  viável  adquirir os produtos ou serviços de que necessita através de 
outras  empresas,  pois  os  custos  de  produção ou de prestação de serviços tendem a 
ser  menores  quando  realizados  por  uma  empresa  especializada,  do  que  se  fossem 
realizados  pela  própria  empresa.  Uma  importante  variável  que  pode  influir  nos 
custos  de  transação  é  o  tipo  de  relacionamento  estabelecido  entre  empresas  e 
fornecedores,  sendo  que  o  grau  de  solidez  dessa  relação  interorganizacional  pode 
impactar   diminuindo   os   custos   de   transação. 
Por  ser  analisado  como  um  problema  multicriterial  que  envolve  fatores 
qualitativos  e  quantitativos  (Figura  1),  o  resultado  da  seleção  de  fornecedores  terá 
seus   resultados,   geralmente,   afetados   pelo   julgamento   humano.  
Figura   1  –  Processo   de   seleção   de   fornecedores 

 
 F
  onte:   Adaptado   de   AGUEZZOUL   e  LADET   (2006,   p.   12) 

 
Visando  a  realização  da  seleção  se  faz  necessário  um  processo  em  que  se 
analisam  as  capacidades  técnicas  e  motivacionais  dos  fornecedores  em  atender  os 
requisitos  para  a  específica  tarefa.  A  avaliação  também  é  útil  após  a  seleção,  visto 
que  guarda  as  informações  sobre  o  desempenho  dos  fornecedores,  auxiliando  na 
constituição  de  um  portfólio,  diminuindo  os  riscos  e  proporcionando  a  melhoria 
contínua   (VIANA;ALENCAR,2012). 
Em  relação  a  diminuição  de  seus  custos  de  transação  é  sempre  importante 
que  a  empresa  tente  economizar  custos  durante  o  processo  de  negociação  com 
seus  fornecedores,  aproveitando  as  oportunidades  possíveis durante a compra, pois 
é  mais  fácil  tentar  cortar  custos  durante  o processo de abastecimento do que tentar 
obter  uma  diminuição  de  custos  posteriormente  através  da  substituição  ou 
eliminação  de  materiais  ou  componentes, o que levaria fatalmente a uma diminuição 
de   qualidade   do   produto   final   (DIAS,2012). 
Dias  (2012),  destaca  que  a  economia  no  Departamento  de  compras pode ser 
obtida  a  curto  prazo  através  da  simples  substituição  de  um  fornecedor que não está 
servindo  adequadamente  a  empresa  (não  está  fornecendo  adequadamente  à 
empresa  o  produto  ou  serviço  contratado)  por  outro  que  preste  o  serviço 
adequadamente  e  obedeça  aos  parâmetros  de  fornecimento  que  a  empresa  exige. 
Já  em  médio  prazo  a  empresa  poderia  estudar  critérios para a melhor utilização dos 
fornecedores   que   já   possui. 
Dias  (2012),  destaca  ainda  que  embora  o  comprador  seja  considerado  o 
elemento  mais  importante  da  área de compras para que sua atividade seja realizada 
da  forma  mais  eficiente  possível  ele  vai  depender  sempre  da  colaboração de outras 
áreas  da  empresa,  pois  as informações fornecidas por elas é que irão servir de base 
para  a  tomada  de  decisão  na  hora  da  compra,  por  isso  essas  informações  devem 
sempre   estar   bem   estruturadas   e  serem   constantemente   atualizadas. 
Assim,  o  processo  de  seleção  de  fornecedores  se  destaca  como  uma 
importante  ferramenta  na  redução  de  custos,  na  medida  em  que  permite à empresa 
escolher  os  fornecedores  que  possuem  os  menores  custos  de  transação,  como 
também  aqueles  com  quem  possa  manter  relações  de  parceria  mais  sólidas  e  mais 
adequados  para  suas  necessidades  (PERUCIA; BALESTRIN; VERSCHOORE, 2011 
apud   VIANA;ALENCAR,2012). 
 
 
 
 
 
4.1   Métodos   de   seleção   de   fornecedores 
Na  literatura,  diversas  modelagens  foram  desenvolvidas  para  a  atividade  de 
seleção  de  fornecedores.  Visando  compreender  o  máximo  de  critérios  possíveis  e 
reduzir  a  subjetividade  da  decisão.  No  Quadro  1,  são  citados  apenas  os  métodos 
mais  utilizados  na  literatura.  Cabe  à  organização  analisar  qual  modelo  de  seleção 
mais  se  enquadra  no  alcance  de  seus  benefícios  organizacionais 
(VIANA;ALENCAR,2012).  Estabelecendo  critérios  que  são  importantes  para  essa 
meta  como,  por  exemplo:  a  qualidade  do  produto,  desempenho  do  produto, 
confiança  de  entrega,  disponibilidade,  localização  do  fornecedor  e  competência 
técnica   do   fornecedor. 

 
Quadro   1  ­  Métodos   de   seleção   de   fornecedores   mais   utilizados   na   literatura 
Método   Descrição  Autores 

Modelo   de   Ponderação   Linear   Destaca  a  subdivisão  do  WEBER;  CURRENT; 


  problema  em  multicritérios,  BENTON,   1991 
utilizando  a  experiência  dos 
gestores  ou  simulações  para 
traduzir  o  grau  de  importância 
relativa  aos  critérios, tornando a 
análise   subjetiva. 

Modelo  de  Programação  Apresentam  uma  função  DE  BOER;  LABRO; 


Matemática  objetiva  a  ser  otimizada  MORLACCHI,   2001 
(maximizada  para  o  caso  de 
rendimentos ou minimizada para 
o  caso  de  custos), 
possibilitando  a  inclusão  de 
restrições,  tanto  sobre  os 
fornecedores  como  sobre  os 
compradores. 

Método   baseado   no   Custo   Total  Incorpora,  na  escolha  do  DEGRAEVE;  ROODHOOFT, 


fornecedor,  todos  os  custos  1999 
mensuráveis  incorridos  durante 
o  ciclo  de  vida  do  item 
comprado. 
 

Modelo   multicritério  Auxilia  na avaliação sistemática  VINCKE,   1992 


  de  um  conjunto  de  alternativas 
em   relação   a  vários   critérios.  

Data  envelopment  analysis  As  opções  são  avaliadas  de  DE  BOER;  LABRO; 
(DEA)  acordo  com  os  critérios  de  MORLACCHI,   2001 
benefício  (outputs) e os critérios 
de  custo  (inputs).  A  eficiência 
de  uma  alternativa,  no  caso  de 
um  fornecedor,  é  obtida  através 
da  razão  da soma ponderada de 
seus  outputs  pela  soma 
ponderada   de   seus   inputs 

Teoria   fuzzy  Valores  linguísticos  são  CHENA;   LINB;   HUANG,   2006 


expressos  em  números  fuzzy, 
sendo  utilizados  para  avaliar  e 
atribuir   pesos   aos   critérios. 

Inteligência   artificial  Baseados  em  sistemas  DE  BOER;  LABRO; 


computacionais.  MORLACCHI,   2001 
Fonte:   Adaptado   de   Viana   e  Alencar   (2012) 
 
 
 
 

 
5   FATORES   DE   AVALIAÇÃO   E  DESEMPENHO   DOS   FORNECEDORES  
Afirma  Stein  (1997)  que  a  lucratividade  de  uma  organização está diretamente 
ligada  a  qualidade  de  seus  fornecedores,  visto  isso  é  necessário  atenção  na  busca 
da  matéria  prima  para  que  não  desencadeie  prejuízos  na  produção.  Para  isso,  é 
importante  na  classificação  de  um  fornecedor,  primeiramente,  determinar  o 
desempenho  esperado  do  mesmo,  e  se  ele  está  alinhado  com  as  metas  e objetivos 
da  empresa.  A  falta  de  sincronização  de estratégias pode causar impactos adversos 
no   custo,   qualidade   e  entrega  (  FIDELIS,   [201­?]) . 
A  consolidação  de  um  sistema  de  desenvolvimento  e  gerenciamento  dos 
fornecedores  deveria  permitir  identificar  e  atrair  os  melhores  fornecedores,  visando 
criar  novos  graus  de  relacionamento  como  parcerias  de  longo prazo. Cada empresa 
utilizará  o critério para definir o que melhor se adapta aos seus objetivos e condições 
ao  realizar  a  qualificação  dos  seus  fornecedores,  não  se  limitando  apenas a análise 
documentação  e  avaliação  em  determinados  períodos,  é  necessário  uma  seleção 
inicial  e  um  acompanhamento  do  desempenho,  através  de  sistemas padronizados e 
documentados.  Assim,  consideram­se  três  etapas  importantes  e  comuns  às 
organizações  no  seu  relacionamento  com  os  fornecedores:  avaliação  inicial, 
monitoramento   do   desempenho   e  reavaliação   (FIDELIS,   [201­?]) 
É  importante  ressaltar  que  selecionar  fornecedores  certificados  nas  normas 
de  sistema  e  gestão,  como  por  exemplo,  a  ISO  9001:2015,  garante  uma  maior 
confiança,  pois  fica  evidente  que  ocorreu  uma  auditoria  de  entidades  certificadoras, 
em  que  os processos e documentos foram verificados e estão em conformidade com 
as  exigências  da  norma.  Sendo  assim,  pode  ser  considerado  um  critério  de 
avaliação   imediata   do   fornecedor. 
Especifica  requisitos  para  um  sistema  de  gestão  da  qualidade  quando  uma 
organização:  a)  necessita  demonstrar  sua  capacidade  para  prover 
consistentemente  produtos  e  serviços  que  atendam  aos  requisitos  do cliente 
e  aos  requisitos  estatutários  e  regulamentares  aplicáveis,  e b) visa aumentar 
a  satisfação  do  cliente  por  meio  da  aplicação  eficaz  do  sistema,  incluindo 
processos  para  melhoria  do  sistema  e  para  a  garantia  da  conformidade  com 
os  requisitos  do  cliente  e  com  os  requisitos  estatutários  e  regulamentares 
aplicáveis   (ABNT.   ISO   9001:2015,   de   30   de   Setembro   de   2015) 
Os  critérios  para a definição dos melhores fornecedores podem ser qualidade, 
pontualidade  no  fornecimento  e  a  relação  de  parceria  para  com  a  empresa.  Este 
último  influencia  nas  relações  de  compra  com  os  fornecedores,  baseando­se  em 
acordos  e  contratos  firmados.  Outro  critério  que  não  pode  ser  deixado  de  lado  é  o 
preço,  mas  não  se  deve  optar  sempre  pelo  mais  barato,  é  necessária  a  análise  do 
melhor  custo­benefício.  A  organização  deve  deixar  claro  quais  são  os  requisitos  e 
expectativas  com relação ao seu fornecedor de acordo com os objetivos definidos no 
planejamento   estratégico   da   empresa   (RODRIGUES,   2011).  
A  classificação  final  dos  fornecedores,  portanto,  deve  ser  feita  conforme  seu 
desempenho,  devendo­se  estabelecer  critérios  para  esta  classificação.  Um exemplo 
que   pode   servir   para   uso   inicial   é  o  presente   no   Quadro   2. 
 
 
 
 
 

 
Quadro   2­   Classificação   quanto   à  qualidade   dos   Fornecedores 
Classificação  Qualidades  Ações   por   parte   da   Empresa 

Fornecedor   Excelente   (A)  –   Sistema   de   Gestão   da  –   Firmar   contratos   de 


  Qualidade   Implementado;  fornecimento   com   qualidade 
–   Amostras   Iniciais  assegurada. 
Aprovadas;   
–   Desempenho   Excelente. 
 
Fornecedor   Bom   –   Sistema   de   Gestão   da  –   Estabelecer   critérios   de 
(B)  Qualidade   Parcialmente  inspeção   menos   dispendiosos, 
  Implantado;  como:   análise   de   certificado/ 
–   Amostras   Iniciais  auditoria   de   produto. 
Aprovadas;   
–   Desempenho   Satisfatório. 
 
Fornecedor   Regular   (C)  –   Sistema   de   Gestão   da  –   Manter   controle   da   qualidade 
  Qualidade   em  no   recebimento,   como   o 
Desenvolvimento  planejamento   de   amostragem 
–   Amostras   Iniciais  de   acordo   com   o  desempenho. 
Aprovadas;   
–   Desempenho   Regular. 
 
Fonte:   RODRIGUES   (2011) 
Percebe­se,  portanto,  a  necessidade  do  alto  grau  de  qualificação  dos 
fornecedores,  visto  que  pode  oferecer  essencial  suporte  nas  estratégias 
organizacionais,  o  que  torna  mais  complexo,  para  os  contratantes,  o  processo  de 
decisão  de  potenciais  fornecedores,  exigências que podem ser traduzidas no critério 
de  avaliação  para  a  comparação  entre os candidatos. Na sugestão apresentada não 
contempla  o  Fornecedor  Ruim,  que  seria  aquele  que  possui  problemas  graves  de 
qualidade  em  produtos  e/ou  serviços,  este  deve  receber  um  feedback  para  que 
possa  passar  por um processo de auditoria e desenvolva um plano de ação corretiva 
(RUDOLPH,   2013). 
 
6   A  IMPORTÂNCIA   DOS   FORNECEDORES   NA   LOGÍSTICA 
As  empresas  mantêm  uma  relação  de  interdependência  com  o  seu  meio 
envolvente,  onde  colocam  os  seus  bens  ou  serviços  e  de  onde  obtêm  os  recursos 
necessários  ao  seu  funcionamento.  Os   stakeholders  são considerados os grupos de 
interesse,  que  constituem  todos  os  elementos  que  interagem  com  as  empresas.  Os 
fornecedores  fazem  parte  desse  grupo,  juntamente  com  os  consumidores, 
concorrentes,  acionistas,  instituições  financeiras,  sindicatos,  trabalhadores,  entre 
outros   (LISBOA   et   al.,   2007).  
As  relações  que  as  empresas  têm  com  os  fornecedores  permitem  às 
empresas  obter  vantagens  competitivas  sobre  os  seus  concorrentes,  oferecendo 
mais  valor  para  os  seus  clientes.  Deste  modo,  os  fornecedores  são  o  grupo  de 
interesses  que  lhes  disponibilizam  os  inputs  necessários  para  produzir  bens  ou 
serviços.  “São  os  agentes  econômicos  que  fornecem  a  todas  as  empresas  de  uma 
indústria  as  matérias­primas,  os  serviços,  a  energia,  os  equipamentos  e  o  trabalho 
necessários   ao   seu   funcionamento”(LISBOA   et   al.,   2007,   p.   34­35).  


 
Um  fornecedor  tem  uma elevada importância dentro de praticamente todos os 
sectores  da  indústria.  (DWYER  et  al.,1987)  identifica  os  fornecedores  como 
determinantes  para  o  sucesso  em  várias  indústrias.  Assim,  os  fornecedores  não  se 
limitam  a  fornecer  os  bens  e  serviços, estes têm emergido como uma mais valia nas 
relações   comerciais.  
Davis  (1995)  e  Jones  e  Clarck  (1990)  estabelecem  que  uma  cadeia  de 
fornecimento  bem  estabelecida,  composta  por  fornecedores  bem  organizados  e 
competentes  é  bastante  importante  e  traz  uma  série  de  vantagens,  como  a  maior 
partilha  de  informação  entre  os  fornecedores  e  clientes;  o  melhor  atendimento  às 
necessidades  dos clientes finais;  a produção personalizada; o enfoque na gestão de 
processos  (horizontal),  com  maior  interação  das  atividades;  a  redução  de  stocks  e 
do  desperdício  ao  longo  de  toda  a  cadeia;  a  melhor  qualidade  do  serviço;  a 
introdução  de  produtos  novos  mais  rapidamente  e  mais  facilmente;  a  resposta  mais 
rápida  às  variações  do  mercado;  o  aumento da confiança dos materiais adquiridos e 
processados  por  terceiros,  reduzindo  o  número  de  fornecedores;  o  fluxo  ágil  de 
produtos  e  serviços;  a melhor tomada de decisões; a visão da cadeia como um todo, 
sendo  possível  uma  melhor  definição  de  atuação  e  de  sinergia  com  todos  os 
intervenientes   que   compõem   a  cadeia.  
Além  disso,  essas  interações  permitem  aos  fornecedores  compreenderem  os 
objetivos  dos  compradores,  podendo  produzir  com  uma  maior  qualidade  e  ajustada 
às  reais  necessidades  da  empresa  compradora.  Deste  modo,  o  fornecedor 
desenvolve  novas  capacidades,  que  poderão  levar ao aumento do negócio no futuro 
e  a  uma  elevada  satisfação  do  próprio  fornecedor  (GHIJSEN;  SEMEIJN; 
ERNSTSON,   2010,   p.17).  
No  entanto,  segundo  Benton  e  Maloni  (2005),  existem  alguns  fatores  que 
podem  impedir  a  eficácia  dos  benefícios  da  gestão  da  cadeia  de  fornecimento, 
sendo  prejudicial  para as operações previstas, como falha na partilha de informação; 
medo  na  perda  de  controlo;  falta  de  autoconsciência;  falta  de  consciência  dos 
sócios;  dimensão  avultada  da  cadeia  de  fornecimento;  falta  da  satisfação  na  cadeia 
de  fornecimento;  falta  de  compreensão  dos  consumidores;  falta  de compreensão da 
cadeia   de   fornecimento;   estratégias   míopes;   e  deficiência   de   reciprocidade.  
 
7   ESTUDO   DE   CASO 
 
7.1   Descrição   da   empresa 
 
A  empresa  onde  se  realizou  a  entrevista  base  deste  trabalho  foi  a  Center 
Maia,  inaugurada  em  26  de janeiro de 2013, é administrada pelo seu fundador Victor 
Luiz  Pereira  Maia  com  uma  equipe  correspondente  a  21  funcionários,  “é  uma  loja 
que  nasce  trazendo  em  seu  DNA  toda  credibilidade  e  confiança  conquistada  no 
mercado   ao   longo   dos   anos   pela Comercial   Maia”   (CENTER   MAIA,[201?]).  
Localizada  em  Fortaleza,  com  área  total  de  aproximadamente  800  m², 
disponibilizando  hoje  mais  de  9.000  itens  de  variadas  marcas.  Pertence  ao ramo de 
comércio  varejista  de  materiais  de  construção  em  geral,  possuindo  produtos 
utilizados  em  construção,  reforma  e  ambientação.  Sendo  os  principais:  materiais 
elétricos  e  hidráulicos,  sanitários,  ferragens  e  ferramentas,  colas  e  adesivos,  tintas, 
EPI,   acessórios   e  utilidades   (CENTER   MAIA,[201?]). 

 
A   missão   da   Center   Maia   é:  
  Viabilizar  soluções  em  produtos  para  a  construção,  reforma  e  ambientação, 
proporcionando  a  satisfação  de  nossos  clientes,  promovendo  o  crescimento 
da organização através das relações estabelecidas com fornecedores, clientes 
e  contribuindo  para  o  desenvolvimento  dos  colaboradores  (CENTER 
MAIA,[201?]).   
A  visão  é  “ser  reconhecida  como  referência  no  segmento  de  material  de 
construção  e  manter  nossos  clientes  totalmente  satisfeitos”  (CENTER MAIA,[201?]). 
Os  valores  da  Center  Maia  são:  satisfação  dos  clientes,  transparência, qualidade 
inovação,   pontualidade,   trabalho   em   equipe. 
A  Center  Maia  considera  a  sua  linha  de  fornecedores  essencial  na  sua  rede 
de  negócios,  visto  isso  considera  a  seleção  destes  de  suma  importância  para  que 
possa  oferecer  produtos de primeira qualidade conforme a necessidade dos clientes, 
além  disso  a  empresa  busca  fornecedores,  inicialmente,  próximo  a  localização  da 
loja  visando  diminuir  os  custos  com  estoque  e  frete.  Seus  principais  fornecedores 
são:  Amanco,  Elisabeth,  Golden,  Hidracor,  Rejuntamix,  MGM  Gabinetes,  Cerbras, 
Astra,  Coral,  Deca,  Ilumi,  SuperTork,  Karina  Pisos  &  Revestimentos,  Schneider 
Electric,   Viqua   e  Ilumi   (CENTER   MAIA,[201?]).  
 
7.2   Práticas   da   Center   Maia   na   Seleção   de   Fornecedores 
 
Para  a  seleção  de  um  novo  fornecedor  a  gestão  da  empresa  leva  em 
consideração  os  seguintes  critérios  na  maioria  dos  casos:  preço,  qualidade  e 
localização,  baseada  na  visão  da  organização  de  que  eles  são  os  principais 
responsáveis  por  impactar  o  valor  final  do  produto.  Além  disso,  o  departamento  de 
compras  realiza  uma  reunião  ou  uma  visita  com  o  potencial  fornecedor  para 
compreender  se  ele  está  de  acordo  com  os  critérios  estabelecidos.  A  Center  Maia 
não  possui  uma estratégia estabelecida de forma clara sobre a Gestão da Cadeia de 
Suprimentos,  porém  foi  identificado  práticas  como  a  presença  de   feedback   para  as 
empresas  fornecedoras  e  a  previsão  de  demanda  através  da  confiança  em  seus 
fornecedores,  como  ocorre  atualmente  na  parceria  com  a  Cerbras  semelhante  a 
prática  citada  por  Peinado  (2007)  relatada  na  parte  teórica  do  trabalho,  como  por 
exemplo   a  Collaborative   Planning,   Forecasting   and   Replenishment   (CPFR). 
Outro  importante  fator  que  a  empresa  leva  em  conta  durante  o  processo  de 
seleção  de  fornecedores  são  os  custos  de  transação,  devido  ao  impacto  que 
possuem  no  preço  final  do  produto,  nesse  momento,  o  bom  relacionamento  que  a 
empresa  possui  com  seus  fornecedores  favorece  em  possíveis  negociações.  Outra 
vantagem,  visto  que  em  decorrência  da  Center  Maia  está  diretamente  ligada  a 
Comercial  Maia,  faz  que  por  muitas  vezes  consiga  preços  mais  baixos  em 
negociações  com  os  fornecedores,  o  que  acaba  permitindo  a  ela  se  beneficiar  e 
conseguir  obter  custos de transação menores, aliando assim qualidade dos produtos 
a   um   custo   menor.  
Na  empresa  o  processo  de  seleção  dos  fornecedores é restrito e não envolve 
a  organização  como  um  todo,  durante  o  processo  apenas  o  setor  financeiro  é 
consultado,  para  a  obtenção  de  dados  relativos  ao  planejamento  de  compras  e  à 
saúde  financeira  do  potencial  fornecedor.  O  planejamento  a  longo  e  médio  prazo  é 
definido  pela  administração  central  e  o  setor  financeiro  fica  responsável  pela 

10 
 
construção  da  estratégia  para  alcançar  as  metas  e  do  planejamento  a  curto  prazo 
para   solucionar   possíveis   contingências.  
As  requisições  de  compra  são  feitas  através  de  uma  análise  feita  pelo 
funcionário  responsável  pelo  controle  de  estoque  das  informações  fornecidas  pelo 
sistema  Winthor,  em  seguida,  o  relatório  gerado  é  enviado  para  o  setor  financeiro, 
que  já  existe  um  funcionário  (Auxiliar  de  Compras)  responsável  pelas  cotações  de 
preços.  Este  consulta  o  portfólio  existente  com  os  fornecedores  que  pelas 
características  citadas  na  entrevista  encaixam­se  na  classificação  de  Dias  (2012) 
como  fornecedores  habituais  e,  por  fim,  é  realizada  cotações  das  três  empresas 
melhores   classificadas   acerca   do   produto   em   questão.  
O  método  que  mais  se  aproxima  ao  utilizado  pela  organização  é  a  da 
Ponderação  Linear,  visto  que  é  feita   a  subdivisão  do  problema  em  multicritérios, 
utilizando  a  experiência  dos  gestores  ou  simulações  para  traduzir  o  grau  de 
importância  relativa  aos  critérios,  tornando  a  análise  bastante  subjetiva  (VIANA; 
ALENCAR,  2012).  A  empresa  relatou  que não possui políticas relativas a diminuição 
de  subjetividade  em  seus  critérios  e  em  relação  aos  tipos  de  métodos  utilizados 
durante  o  processo  de  seleção,  foi  relatado  que  se  faz  uso  de  métodos qualitativos, 
principalmente  o  estudo  de  mercado  e o posicionamento do produto, e quantitativos, 
visto  que  ao  fim  do  estudo  é  feito  uma  lista  de  no  máximo  três  potenciais 
fornecedores,   sendo   escolhido   aquele   em   que   existe   o  melhor   custo­benefício.  
Depois  da  escolha  dos  fornecedores,  é  realizada  uma  reunião  com  os 
escolhidos  e  as  condições  estabelecidas  são  organizadas  em  um  contrato  que 
consta  todos  os  detalhes  acordados  na  negociação.  Após  a  formalização  do 
documento,  o  setor  financeiro  é  responsável  por  analisar  se  as  etapas  estão  sendo 
cumpridas.  O  setor  de  financeiro  também  é  responsável  por  avaliar  a  qualidade  do 
produto.  
 
 7
  .3   Práticas   da   Center   Maia   na   Avaliação   e  Desempenho   de   Fornecedores 
 
Uma  vez  que  a  qualidade  dos  fornecedores  possuem  impactos  diretos  na 
lucratividade  de  uma empresa, a Comercial Maia entende que é necessário que haja 
uma  classificação  frequente  dos  seus  fornecedores,  a  empresa  faz  mensalmente  e 
anualmente  uma  classificação  dos  seus  fornecedores,  onde  é  feito  comparativo  de 
venda,  sendo  classificados  na  curva  ABC,  uma  vez  realizado  esse  ranking  a 
empresa  tende  a  tomar  medidas  de  ações  de  acordo  com  cada  nível  na 
classificação,  como  por  exemplo,  dar  feedback  para  os  fornecedores  que  não 
entraram  no  nível  de  fornecedor  “A”  sobre  pontos  em  que  eles  podem  melhorar, 
atualmente  a  Comercial  Maia  mantém  cinco  fornecedores  na  categoria  “A”.  Os 
principais  critérios  utilizados  na  classificação  dos  fornecedores  da  Comercial  Maia 
são:   Preço   Baixo,   Qualidade   do   produto   e  Logística   (Pontualidade   na   entrega)  
A  empresa  utiliza  o  sistema   de  gestão  integrada  ( ERP)  WinThor  Material  de 
Construção,  da  PC  Sistemas,  que  auxilia no controle/análise dos fornecedores, visto 
que  fornece  sugestão  de  compra,  relatórios  e  gráficos,  o  que  facilita  uma  avaliação 
diária   do   que   ocorre   nessa   relação   distribuidor­fornecedor   (PC   SISTEMAS,   [201­?]). 
  O WinThor  Material  de  Construção é  um Sistema  de  Gestão  Empresarial 
(ERP) que  qualifica  o  processo  de  vendas  da  sua  empresa  e  apresenta  a 
apuração  completa  dos  resultados  finais.Com  integração  total  entre  os 

11 
 
processos  de  compra  ,  controle  de  estoque,  comercial,  financeiro,  fiscal  e 
contábil,  a  tomada  de  decisões  fica  mais  segura  e  sua lucratividade garantida  
(PC   SISTEMAS,   [201­?]). 
Nessa  avaliação  de  fornecedores,  dependendo  do  produto,  a  Comercial Maia 
considera  quesitos  como normas certificadoras (ISO 9001:2015), como por exemplo, 
é  o  caso  de  cerâmica  e  tinta.  Em  uma  obra  grande,  por  exemplo,  é  exigido  o 
certificado  de  qualidade  do  fornecedor.  Sem  contar  a  fiscalização  que exige isso em 
decorrência  do  ramo  da  empresa,  apresentando  nesse  quesito  um  controle  de 
qualidade. 
A  empresa  mantém  um  critério  comum  para  classificar  os  melhores 
fornecedores, que no caso é a Logística, quanto mais perto da empresa o fornecedor 
está,  se  estiver  conforme  o  restante  dos  critérios  de  avaliação,  maiores  são  as 
chances  de  a empresa trabalhar com esse fornecedor. O que diferencia o fornecedor 
A   do   B,   é  o  volume   de   vendas/compras   e  o  desempenho   do   produto   no   mercado.   
 
7.4   Práticas   da   Center   Maia   sobre   a  importância   da   Logística 
Em  relação  à  importância  dos  fornecedores,  foi  observado  que  a  boa  relação 
entre  a  empresa  e  seus  fornecedores  proporciona  uma  série  de  vantagens,  como, 
por  exemplo,  a  obtenção  de  descontos  na  compra  das  mercadorias  sem  que 
necessariamente  impliquem  na  diminuição  da  qualidade  ou  em  demora  na  entrega 
dos  produtos,  possibilitando,  desta  maneira,  os  inputs  necessários  para  a  produção 
de   bens   e  serviços.  
Também  foi  observado  que  essas  interações  influem  diretamente  no 
consumidor  final  (cliente)  e  que  a  empresa envia constantemente feedbacks para os 
fornecedores,  fazendo  melhorias  e  desenvolvimento  da  matéria  fornecida  seja 
realizado,  proporcionando  um  ganho  de vantagem competitiva para ambos os lados. 
Além  disso,  a  empresa  conta  com  um  sistema,  já  citado,  que  auxilia  no  controle  de 
compras/pedidos,  reconhecendo  a  importância  da  busca  por  inovação  no  seu 
contexto  organizacional,  aprimorando  a  tecnologia  para  o  setor  responsável  pelas 
compras   e  agilizando   esse   processo.  
Além  dessas  conclusões,  foi  observado que através do controle de vendas no 
setor  financeiro,  a  empresa  pode,  juntamente  com  os  fornecedores,  através  de uma 
boa  porcentagem  de  vendas  de  um  produto,  investir  no  fornecimento  de  produtos 
complementares,  como  pisos,  que  consequentemente,  precisarão  de  argamassa, 
rejunte,   passador,   entre   outros. 
 
7.5   Análise   crítica   e  sugestões   de   melhorias 
Os  principais  aspectos  positivos  da  empresa  em  relação  à  seleção  de 
fornecedores  dizem  respeito a consciência que ela possui da importância da seleção 
de  fornecedores  para  o  desempenho  organizacional,  por  isso  além  do  processo  de 
seleção  em  si,  realiza  também  o  acompanhamento  periódico  do  desempenho  dos 
fornecedores,  mantendo  os  principais  em  seu  portfólio  e  investe  em  um 
relacionamento   de   parceria   que   seja   benéfico   para   ambos. 
Esse  investimento  faz  com  que a empresa mantenha boas relações com seus 
fornecedores,  ajuda  a  empresa  a  enfrentar  eventuais  problemas  que  possam 
prejudicar  a  empresa  em  suas  metas  de  produção  e,  além  disso,  permite  a 

12 
 
diminuição  dos  custos  de  transação  sem  interferir  na  qualidade,  gerando  benefícios 
para   a  empresa,   seus   clientes   e  fornecedores. 
Como  mais  um  aspecto  positivo  em  relação  à  seleção  de  fornecedores 
podemos  citar  o  fato  de a empresa realizar um levantamento a respeito das finanças 
do  seu  potencial  fornecedor,  podendo  verificar  assim  se  este  realmente  possui 
disponibilidade  de  arcar  com  os  compromissos  assumidos.  Mas  como  um  aspecto 
negativo  pode  ser  citado  o  fato  de  que  apesar  da  importância  e  do  peso  que  a 
seleção  de  fornecedores  possui  para  a  organização,  apenas  o  setor  financeiro  e  a 
administração  central  são  consultados,  o  que  atrapalha  uma  gestão  estratégica  da 
seleção   de   fornecedores. 
Assim,  em  relação  a  seleção  de  fornecedores,  a  sugestão  para  a  empresa  é 
que  possa  haver  uma  maior  participação  dos  demais  setores  nesse  processo,  não 
diretamente,  mas  de  forma  a  poderem  oferecer  um  suporte  mais  adequado  a 
realização  deste  processo  pelo  setor  financeiro.  Outra  sugestão  para  a  empresa  é 
que  ela  procure  implementar  políticas  para  diminuir  a  subjetividade  durante  o 
processo  de  seleção  de  fornecedores,  porque  embora  os  aspectos  subjetivos 
possam  ter  sua  importância,  esse  processo  também  necessita  de  critérios  objetivos 
para   que   possa   obter   êxito. 
A  Center  Maia  é  uma  empresa  que  tem  ciência  da  importância  que  os 
fornecedores  têm  para  sua  lucratividade portanto, podemos apontar como vantagem 
na  empresa,  a  avaliação  periódica  que  é  feita  mensalmente  e  anualmente  de  seus 
fornecedores,  essa  avaliação  é  importante  pois  vai  servir  de  base  para  os  critérios 
que  a  empresa  deverá  levar  em  consideração  na  próxima  seleção  de  fornecedores, 
ou  seja,  quais  aqueles  critérios  que  mais  impactam  no  atendimento ao cliente. Além 
de  ajudar  a  determinar  quais  critérios  serão  essenciais  para  diferenciar  um 
fornecedor   A  de   um   fornecedor   B  na   curva   ABC. 
Outra  ação  que  a  Center  Maia  tem  que  podemos  tomar  como  vantajoso  é  o 
feedback  que  a  empresa  fornece  à  seus  fornecedores,  informando  pontos  em  que 
certa   empresa   pode   melhorar   para   manter   seu   espaço   do   mercado.  
Nesta  empresa  o  processo  de  compras  é  centralizado.  O  processo 
centralizado  é  aquele  onde  a  compra  de  materiais  é  feita  no  escritório  central  da 
empresa,  num  setor  destinado  exclusivamente  às  compras  necessárias  para 
alimentar  os  estoques,  que  no  caso  é  o  setor  financeiro.  Assim,  entre  outras 
vantagens,  ao  optar  por  esse  sistema,  a  empresa  estudada  visa  obter  melhor 
negociação  de  preços  devido  à  maior  quantidade  de materiais comprada (ARNOLD, 
1999   apud    BATISTA,   K.   R.;   RAMOS,   F.   C.;   MEIRA,   A.   R.   2004)  
Como  ponto  negativo,  podemos  apontar  a  pouca  quantidade  de  critérios  que 
a  Center  Maia  utiliza  na  avaliação  de  seus  fornecedores,  além  da  falta  de  uma 
formalização  na  hora  de  avaliar esses fornecedores, por exemplo, a empresa realiza 
uma  ação  positiva  que  é  o  feedback  para  fornecedores,  mas  pela  avaliação  em  si 
não  ser  tão  formal  e  estruturada,  esse  feedback  acaba  sendo  algo  muito  subjetivo, 
um  ponto  que  a  equipe  concorda  em  recomendar  para  melhorar  esse  processo  na 
empresa  seria  a implementação de um formulário de avaliação de fornecedores, que 
é  algo  que  não  existe  atualmente  na  empresa.  A  Gestão  de  Compras  deveria 
realizar,  através  do  Formulário  de  Avaliação de Fornecedores, avaliações periódicas 
dos  fornecedores,  quanto  a  materiais  adquiridos,  com  base  em  seu  desempenho, 
segundo  alguns  critérios  (COPERGAS,2011).  Os  critérios  deveriam  incluir:  atender 
13 
 
às  especificações  determinadas  na  seleção;  entregas  dentro  do  prazo;  quantidade 
correta;   qualidade   e  condições   e  preço   competitivo.  
Nesta  avaliação,  cada  fornecedor  que  satisfizer  média  6  (seis)  dos  requisitos 
do  Formulário  de  Avaliação  de Fornecedores será incluído na Lista de Fornecedores 
Qualificados  e  a  Avaliação  de  Fornecedores  deverá  ser  preenchida  a  cada 
fornecimento  de  material.  Na  figura  2,  está  uma  sugestão  de  modelo  de  formulário 
de   Avaliação   de   Fornecedores. 
 
Figura   2  ­  Formulário   de   Avaliação   de   Fornecedores 

 
Fonte:   COPERGAS   (2011)  
 

14 
 
Na  questão  da  logística,  a  empresa  possui  uma vantagem em decorrência da 
sua  integração  com  a  Comercial  Maia,  o  que  auxilia  nas  compras  de  produtos  e 
também  no  prazo  de  entrega  já  que  as empresas são vizinhas, além disso, a Center 
Maia  e  a  Comercial  Maia  possuem  um  sistema  de  transporte  próprio  o  que  compõe 
uma  vantagem  significativa  nas  entregas.  Possui  também  um  setor  financeiro  que 
constitui  uma  equipe  responsável  especificamente  por  estudar  os  fornecedores, 
auxiliando   num   processo   mais   focado   na   escolha   dos   fornecedores.  
Entretanto,  falta  uma análise mais profunda das vantagens que a relação com 
os  fornecedores  pode  resultar,  uma  análise  de  consultoria  poderia  auxiliar  a  visão 
dos  gestores  e  do setor financeiro no processo de decisão, ampliando os critérios de 
seleção   e  as   estratégias   de   compras   para   que   se   tornem   mais   eficientes.  
 
8   CONSIDERAÇÕES   FINAIS 
O  presente  relatório  investigou,  através  de  uma pesquisa teórica e um estudo 
de  caso,  a  estratégia  de  seleção  de  fornecedores  e  distribuidores.  Compreendendo 
as  tendências  e  a  importância  dessas  estratégias  para  o  desempenho 
organizacional.  Foram  evidenciadas  as  técnicas  mais  adotadas  para  o  processo  de 
seleção  de  fornecedores  e  a  importância  do  relacionamento  distribuidor­fornecedor, 
destacando   os   benefícios   da   aplicação   das   estratégias.  
Foi  observado  que  os  fornecedores  são  de  essencial  importância  para  as 
empresas,  uma  vez  que  são  fator  determinante  na  quantidade  e  na  qualidade  dos 
produtos ou serviços oferecidos. Do mesmo modo, que as instituições necessitam de 
fornecedores  qualificados  para  garantir  seus  processos,  as  mesmas  devem  garantir 
a   mesma   qualidade,   visto   que   a  produção   é  um   ciclo   (VIANA;ALENCAR,2012).  
Sendo  assim,  deve  existir  uma  conscientização  das  empresas  de  que  a 
qualidade  final  de  seus  produtos  está  diretamente ligada a qualidade dos produtos e 
serviços  contratados.  Além  disso,  deverá  ser  analisada  as  particularidades  do 
ambiente  de  mercado  em  que  a  empresa  está  inserida  para  que o responsável pela 
decisão  obtenha  mecanismos  para  analisar  qual  modelo  mais  se  adéqua  ao 
contexto,  podendo  também  contribuir  para  o  aprimoramento  das  estratégias 
disponíveis(VIANA;ALENCAR,2012).  Por  fim,  o  estudo  realizado  buscou  fazer  uma 
análise  do  processo  de  seleção  e  avaliação  de  fornecedores  de  uma  empresa  de 
material  de  construção,  definindo os métodos utilizados e atividades relacionadas ao 
processo,  ressaltando  os  pontos  positivos  e  negativos e sugestões de melhoria para 
o   contexto   da   organização. 
 
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