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UNESPAR – Universidade Estadual do Paraná

Acadêmico: Cristiano Vilaça do Nascimento


Curso: Geografia
Disciplina: Ecologia
Serie: 3º

Fichamento
Livro: Processos Interativos Homem-Meio Ambiente
7ª Edição
Autor: David Drew

1 – O Ambiente
1.1 – Cultura e Ambiente
 O homem não é uma criatura racional, embora haja quem pense ao
contrário. Suas atitudes para com a terra e suas reações variaram muito
ao longo dos anos e ainda variam entre regiões e culturas.
 A tradição cultural tem desempenhando o seu papel na determinação do
comportamento das pessoas em relação ao ambiente. Por exemplo a
região sudeste da china se assemelha muito com a região sudeste dos
Estados Unidos, no entanto, são muito diferentes nas reações humanas
aos referidos meio ambientes.
 A ciência analítica que interpreta as coisas em função de suas partes,
não surgiu no mundo oriental, a até a pouco tempo, a harmonia com o
meio era mais importante do que a conquista e a luta. O Homem como
elemento da natureza constitui uma noção relativamente recente no
pensamento ocidental, resultado em parte do Darwinismo que colocava
o homem se não como qualquer forma de vida sobre a terra.
 Hoje em dia a relação do homem com o meio está chegando a situação
crítica, na medida em que as mudanças por ele causadas, estão se
tornando irreversíveis.
1.1 – O Controle Humano Sobre a Natureza
1.1.1 – Determinismo, Possibilíssimo e Controle Total
 A teoria sobre as quais as condições naturais governam o
comportamento do homem e até mesmo aspectos do seu caráter,
chama-se determinismo ou causalidade. Trata-se de uma noção
derivada da ideia pós-darwiniana do homem enquanto produto da
seleção natural por inflexíveis processos da natureza.
 É impossível explicar as decisões e atividades humanas com base
apenas nas limitações ambientais. Para que o determinismo que o
determinismo fosse plenamente válido, a localização de uma fábrica
deveria ser determinada pela localização de matérias-primas e energia,
admitindo ainda a existência de um mercado.
 Torna-se evidente que a espécie humana ainda está sujeita a natureza,
como se demonstra através das péssimas colheitas na URSS, a
diminuição da pesca no Peru, por não ter ocorrido a ascensão de aguas
frias da corrente litorânea de Humboldt, as secas do Sudão e da Etiópia.
1.1.2 – A natureza dominando o controle?
 Divisas de terra em Yorkshire, até recentemente, tinham cercas feitas
com os materiais disponíveis, na área onde aflorava o calcário os blocos
que formavam os muros eram todos feitos com esse material.
 As regiões quentes e desérticas do mundo continuam virtualmente
inabitadas. A presença do homem está determinada em termos
absolutos, pela disponibilidade de suprimento permanente de água,
assim como o volume da população é diretamente proporcional a
quantidade de água disponível.
 O pastoreio nômade ainda constitui uma pratica generalizada nas
margens dos desertos africanos. A procura de pastagens para animais
significa que os nômades não têm povoação fixa. Acompanham o
crescimento da vegetação, induzidos pelas chuvas anuais, ao longo de
rotas, com centenas de quilômetros.
1.1.3 – O Homem Dominando o controle
 Phoenix no Arizona tem ma precipitação anual que varia muito, mas
nunca ultrapassa 200mm anuais, Phoenix se constitui um oásis com
cerca de 400 km², local onde em outro momento foi um deserto, hoje se
cultiva algodão da melhor qualidade, frutas e também se cria animais.
Conseguiu-se essa transformação ambiental por causa da manipulação
em grande escala dos recursos hídricos, irrigando amplas áreas de solos
mal desenvolvidos.
 Atualmente essa região consome 6.500 milhões de metros cúbicos de
agua por ano, quase o dobro da precipitação anual, a diferença é
compensada com a extração de agua de poços artesianos, mas esse
processo so pode continuar no ritmo atual por mais alguns anos, devido
a queda do nível do lençol freático.
 Residências individuais, grandes áreas urbanas, instalações
permanentes na Antártica, são todos exemplos, em variadas escalas, do
excelente domínio do homem sobre o meio físico, ainda que sempre
sustentado por recursos de fora, inclusive energia. A importação de
recursos para suprir as deficiências locais constitui a essência do mundo
desenvolvido.
1.1.4 – Vivendo com a Natureza
 Para apresentar um exemplo de equilíbrio entre o homem e o ambiente.
A paisagem Inglesa é típica do mundo desenvolvido, ne medida em que
apenas pouca coisa ainda não foi alterada pelo homem, embora o que
mudou, varie muito dentro de curtas distâncias. Seja como for, a
consequência de fatores históricos sócias, econômicos e tecnológicos,
transmutaram enormemente toda e qualquer relação determinística
direta entre o homem e o meio. Temos alguns exemplos:
 LAKE DISTRICT: Somente nos vales dessa região há solos profundos e
férteis, as fazendas são pequenas e normalmente são formadas por
vales e morros, essa área representa bem a Inglaterra montanhosa,
mesmo assim o homem se diverge muito da natureza, a melhoria da
terra é a regra, fizeram cruzamento seletivo de carneiros, os laticínios
progridem, apesar do custo, motivado pelo alto preço para importar
rações, devido ao longo inverno e a falta de capim na primavera.
 FENS: Os FENS são as áreas de terra mais férteis da Inglaterra e
abrangem mais de 280 mil quilômetros quadrados de planícies, do que
ocorre nessa região, da maior importância é a lavoura, que emprega
cerca de 85% da área, tendo poucas áreas com pastagem permanente
e nos brejos é possível plantar quase de tudo, porem eles se localizam
muito próximos das áreas extremamente populosas do Sul da Inglaterra,
sendo inviável economicamente qualquer tipo de produção em larga
escala.
 ÁREA DE LONDRES: a diversidade é a regra, que se deve mais a
proximidade do vasto mercado londrino, do que a variedade de
condições naturais, os solos e a drenagem, ainda representam algum
significado local, por exemplo com o predomínio de gado nos solos
pesados da região. No conjunto geral da área, é muito fraca a relação
entre o solo e a agricultura, já que as impropriedades do solo podem ser
corrigidas de maneira econômica, por fertilizantes, drenagem ou outros
meios. No entanto, quanto maior a intensidade das alterações feitas pelo
homem, menor é a área a que elas se aplicam, devido a limitação de
recursos e mão-de-obra, tudo envolvendo o uso de energia.
 Ontario, Canadá: O Canadá é um país extremamente desenvolvido, mas
de forma muita desigual em termos econômicos. O contraste entre o
Norte e o Sul é chocante, desde a área urbana uniforme de Toronto, até
as áreas pioneiras do centro e do norte de Ontario.
1.2 – Gradiente de Manipulação
 A influência do Homem sobre o meio está desigualmente distribuída
sobre a face da terra, existem níveis de domínio do homem sobre o meio,
divididos em três níveis: Incontrolado, parcialmente controlado e com
alto grau de dominância humana. A ausência física do homem em
determinada área, não significa que não possa se sentir sua influência
na mesma. Outro aspecto de relação do homem com o meio é o tempo,
o volume da população, as inovações tecnológicas e o impacto
ambiental, mantem uma relação entre si. Avanços como a irrigação
permitem a sobrevivência de mais pessoas, o que por sua vez leva a
colonização de mais terras e ao uso mais intensivo de áreas já
ocupadas, aumentando a influência do hoem sobre o meio.
2 – O Sistema do Planeta
2.1 – Introdução
 O mundo em que o homem vive deve ser dividido de maneira que faça
para ele algum sentido, o homem moderno classifica os seres vivos, os
minerais, os solos e a geografia recebe tratamento como qualquer outra
ciência.
 Umas das características da terra é a interdependência das partes que
formam o todo, sendo impossível compreender qualquer processo de
maneira independente, sem considerar sua parte com o todo.
 Quando o homem provoca uma alteração no seu ambiente, ele
geralmente visa um fim imediato e óbvio, por exemplo construir uma
casa. Fazendo isso ele altera a área pelo fato de substituir uma área de
grama ou floresta por um bloco de concreto, alterando o microclima local,
modificando o solo e a vegetação vizinha, consequentemente alterando
o clima local.
 Uma das formas de compreender o planeta, é o vendo como uma
imensa maquina integrada, movida a energia, trabalhando subdividida
em máquinas menores, operando dentro da máquina maior que é a terra.
 A intervenção do homem na evolução da terra, faz defletir, em nível,
muito indefinido, direcionando as correntes de energia, impedindo que
as plantas murchem e devolvam naturalmente a energia acumulada ao
solo, desvia o curso dos rios, as ações do homem não podem ser
confinadas, elas acarretam muitas consequências em muitas partes do
meio físico, além do local da intervenção.
2.1.1 – Sistemas Naturais
 Um sistema é um conjunto de componentes ligados por fluxos de energia
e funcionam como uma unidade. Se um sistema recebe energia de fora
e devolve energia, então dizemos que é um sistema aberto. Se a energia
e consequentemente a massa ficam retidos dentro do sistema, diz-se
que é um sistema fechado.
 A terra opera como uma hierarquia de sistemas, parcialmente
autônomos, mas, constantemente vinculados entre si. As atividades do
homem não podem de maneira significativa a atividade dos sistemas de
maneira global.
 Um exemplo é a intervenção do homem no ciclo do nitrogênio, que é
considerável atualmente. O volume de nitrogênio de origem industrial
hoje supera em um quarto a quantidade natural existente no planeta, e
muito em breve essas quantidades estarão igualadas. Intervenções
como o desmatamento e a drenagem de solos ampliam a saída do
sistema.
2.1.2 – A estabilidade dos Ambientes Naturais (2.1.3)
 Os sistemas mudam com o tempo, mas em longa duração (Alterações
climáticas, abertura de vales) A escala humana do tempo parece
estática. Todos os sistemas naturais possuem um elo fraco, um ponto
em que um mínimo acréscimo de tensão traz junto alterações no
conjunto do sistema, um exemplo é a atmosfera, uma pequena mudança
na composição traz mudanças climáticas a níveis globais.
 O início de uma alteração ambiental, tem o nome de desencadeamento:
tendo vários fatores, fogo, introdução de plantas e animais estranhos, ou
seja, introdução de espécies estranhas.
 Embora todos os sistemas sejam cadeias com elo de força variável,
também acontece de alguns sistemas naturais se desintegrarem, com
maior facilidade do que outros, com uma rápida e irreversível
modificação no seu todo.
 Cada aspecto de um sistema natural apresenta um limiar para além do
qual a mudança imposta se torna irreversível e é necessário estabelecer
um novo equilíbrio. Uma trilha de pedestre sobre um gramado
representa muito bem o que é o limiar. A compactação diminui o teor de
infiltração levando a predominância de plantas horizontais.
2.2 – Sistemas Naturais e Intervenção Humana
2.2.1 – O Ciclo nutrientes Minerais
 Nesse ciclo se incluem o Nitrogênio, o Fósforo, o Cálcio, o Potássio e
ciclos hidrológicos, junto com numerosos elementos microquímicos. Isso
tem sido um foco de intervenção humana, voluntaria e involuntária, a
milhares de anos.
 Conforme Merschel (1976), os nutrientes minerais formam um sistema
fechado entre biomassa, solo e restolho.
2.2.2 – Coelhos da Grã-Bretanha
 Trouxeram coelhos para a Grã-Bretanha para uso em alimentação e uso
de peles, de início os animais foram mantidos em cativeiros, embora os
coelhos não tivessem predadores naturais sérios na busca por
alimentos, durante o período de inverno faltava comida e isso impedia a
multiplicação. De repente uma série de alterações desconexas provocou
uma explosão populacional.
2.2.3 – Desertificação
 As terras semiáridas do mundo, constituem exemplos básicos de
ambientes em delicado equilíbrio, propensos a rápida degeneração em
caso de leve pressão.
 Desertificação é um vocábulo amplo que inclui várias alterações
climáticas, ecológicas e geomorfológicas, que diminuem a produtividade
biológica de uma área, tornando-a inaproveitável para agricultura. O
fator desencadeante da desertificação é o excesso da população pelo
fato do povo abandonar o nomadismo para se instalar em determinado
local. O financiamento de sistemas de abastecimento de água por
organismos internacionais tem sido causa involuntária do fator
desencadeante, na medida em que isso reúne gado e comunidades
humanas estáveis. Essas zonas concentradas são as mais propensas a
desertificação.
3 – Solos
3.1 – Introdução
 Os solos de uma dada área representam, a vários títulos, um sumário
ou extrato de todos os fatores do ambiente humano, ou seja lá o que for
do local.
 A lavoura modifica consideravelmente o solo, principalmente a sua
química e a sua biologia. As mudanças mais drásticas dizem respeito as
tentativas bem-sucedidas ou não de melhorar a produtividade da terra,
recorrendo a fertilizantes. Um exemplo extremo de interferência do
homem é a formação de solos novos, nas ilhas nuas e rochosas de Aran.
3.2 – Alteração dos Solos
 Os solos vivem em equilíbrio dinâmico com suas características: o clima,
as matérias de origem, a topografia, a biota e o tempo, qualquer
mudança em uma dessas variantes, poderá afetar o solo.
 A ação do homem tem de ser acrescentada a lista de fatores que
determinam o caráter do solo, visto que ela assume, pelo menos ao nível
local maior significado do que todos os outros elementos naturais do
conjunto. Ainda que a atividade humana tenha modificado as terras de
vastas áreas, convertendo matas em pastos por exemplo, o seu principal
efeito ocorre na criação de solos intrazonais.
 A parte mais alterada do solo é o horizonte cultivado superior, chamado
de horizonte agrícola, no qual o remexer constante da terra impediu o
estabelecimento de horizontes químicos e físicos normais.
3.3 – Alteração Física
3.3.1 – Deterioração Estrutural Causada pela Lavoura
 Os agricultores vivem sobre uma pressão econômica, precisam semear
cada vez mais cedo, tendo como resultado a deterioração da estrutura
do solo de algumas regiões da Inglaterra. Mudou a estrutura de um tipo
de solo aberto e drenagem livre, para outro de horizonte compacto e
estrutura maciça que impede a drenagem e o desenvolvimento de
raízes.
3.3.2 – Erosão do Solo
 O mais negativo dos efeitos do homem sobre o solo, evidentemente
consiste em criar condições para que se dê a erosão parcial ou total do
solo.
 Uma erosão catastrófica do solo é mais comum em ambientes de
equilíbrio delicado, sobretudo semiárido e montanhosos, onde o solo é
facilmente erodível. A erosão iniciada pelo homem não é
necessariamente prejudicial, o desbaste das florestas mil a cinco mil
anos atrás provocou a erosão pluvial do frágil horizonte A (solo arável)
deixando a superfície o horizonte B, mais compacto e argiloso. Desde aí
surgiu um solo novo “rejuvenescido” a partir do solo anterior.
3.4 – Alteração Química
3.4.1 – Fertilizantes Artificiais
 Com a invenção dos fertilizantes químicos, no século XIX, e com o
conhecimento da natureza dos nutrientes das plantas, tornou-se
possível alterar à vontade certos aspectos da composição química dos
solos. Basicamente os fertilizantes artificiais misturam os nutrientes
primordiais: Nitrogênio, Potássio e Fosforo.
 Se se aplicam fertilizantes no solo durante muitos anos, a química do
solo fica muito simplificada, com o estoque de nutrientes fortemente
concentrados em cálcio, fosforo e potássio. O uso continuo de
fertilizantes a base de sulfato de amônio, acidifica o solo e, portanto,
pode fixar outros nutrientes, não os tornando acessíveis as plantas.
 O reconhecimento de que as plantas requerem certos elementos, em
quantidades especificas, permitiu tornar muito mais férteis os solos,
deficientes de um ou de vários elementos, mediante a sua adição.
3.4.2 – Salinização e Dessalinização
 Os solos com alto conteúdo de sal, são característica de regiões áridas
e semiáridas. Os solos de tais regiões podem ser potencialmente férteis,
desde que irrigados, porem a irrigação pode ser de maneira correta para
a dessalinização, porem de maneira equivocada pode causar a
salinização de solos até então fértil.
 Cerca de 20% a 40% das terras irrigadas do mundo são afetadas até
certo ponto pela salinização, a cada ano se recupera tanto quanto se
perde terras para o cultivo para a salinização. Muito embora uma gestão
cuidadosa permita irrigações por séculos, a salinização tem constituído
uma consequência quase inevitável a longo prazo.
3.5 – Criando Novos Solos
3.5.1 – A Regeneração de Solos de Exmoor
 Os solos de Exmoor são Gleys turfosos e ácidos, a correção desses
solos vem sendo feita sem parar a mais de 200 anos, com técnicas de
arar e adicionar fertilizantes, tendo alterações consideráveis no caráter
do solo, tendo a quantidade de minhocas centuplicadas nesses solos
corrigidos.
3.5.2 – Os solos Plaggen da Irlanda
 O homem formou pequenas áreas de solo artificial, regra geral
acumulando uma grossa camada de material orgânico sobre o solo
original a esses se dá o nome de Plaggen.
 Para obter uma camada de Plaggen de 65cm é preciso aplicar 10 mil
toneladas de material.
4 – Plantas e Animais
4.1 – Introdução
 Como o alimento é uma necessidade básica do homem, as suas fontes
diretas, as plantas e os animais, tem sido submetidas a maior grau de
controle por mais tempo do que qualquer outro aspecto do ambiente
natural.
 A influência do homem sobre a biosfera não foi uniforme, por exemplo
os que sofreram as maiores alterações, foram os animais dentro de sua
cadeia alimentar e as plantas perto de seu limite de tolerância ambienta.
Tudo tem conexão com tudo.
4.2 – Vegetação
4.2.1 – Modificando Padrões de Vegetação
 Nas regiões semiáridas, regra geral o homem transtornou o equilíbrio
ecológico natural, aumentando o número de animais herbívoros (gado),
resultando no final na redução de vegetação, substituindo por plantas
menos exigentes, por exemplo xerófitas e também plantas resistentes
ao fogo ou intragáveis.
 A manipulação da vegetação natural passa por alguns níveis, uma zona
florestada pode, rapidamente, ser modificada, quando são cortadas
arvores seletivamente, para posteriormente ser convertida em pasto,
terra arável ou de agricultura.
 Mudanças irreversíveis no tipo da vegetação só acontecem quando há
mudanças significativas no estado do solo.
4.2.2 – Vegetação: Mudanças em pequena Escala
 Primavera: Plantas dos prados abertos ocupavam habitats bem
diferentes, com a perda das matas e a modificação das terras, as
espécies foram forçadas a ocupar um nicho diferente, a proximidade
levou a miscigenação e criou uma nova espécie.
 Flora das Ferrovias: os meios de transporte exercem influência sobre a
flora inglesa, as espécies se aproveitam desse mecanismo artificial de
dispersão, representado pelo meio de transporte (Carroça, automóvel,
trem ou canal).
4.2.3 – Mudanças em Média escala
 Durante a guerra do Vietnã (1954-1973), o homem exerceu fortíssimo
controle sobre a vegetação, um quinto de toda a área florestal foi
desfolhada pelas forças norte-americanas, usando poderosos herbicidas
com concentrações três vezes maior do que a necessária. Calcula-se
que o efeito dure por 100 anos.
4.2.4 – A flora mediterrânea: Mudanças em grandes escalas
 A instabilidade e a vulnerabilidade são características da vegetação
mediterrânea, principalmente das florestas. Um ambiente em tão
delicado equilíbrio se torna muito sensível a influência humana, a qual
rompeu em larga escala os ecossistemas regionais.
 Calcula-se que a vegetação criada pelo homem ocupe ¾ das terras altas
da região mediterrânea da Europa. As florestas de carvalhos ou de
pinheiros que formam a vegetação natural de cerca de 80% da região
montanhosa, vem sendo explorada a mais de 10 mil anos, o corte das
florestas ocorreu em surtos de atividades em períodos diferentes, mas
as perdas maiores se deram nos três últimos séculos.
4.3 – Animais
4.3.1 – Relação entre o homem e os animais
 Mais do que com a vegetação, a interferência do homem com as
populações animais resultou em feitos mais abrangentes e
imprevisíveis. Quanto mais alto estiver o animal na cadeia alimentar,
maior é o controle exercido pelo homem sobre os mesmos. Apesar dos
inseticidas, a população de insetos, na maioria são imunes ao controle
humano, chegando a se proliferar mesmo em ambientes controlados.
 A erradicação de algumas espécies e a criação seletiva de outras,
fizeram aumentar a quantidade de animais herbívoros em detrimento
dos carnívoros, também houve redução e eliminação por remoção do
habitat, frequentemente por mau uso da terra.
 Quando levaram cabras para as ilhas galápagos, as populações de
tartarugas gigantes e iguanas declinaram, por causa da competitividade,
onde a cabra tinha mais êxito.
 No mínimo duzentas espécies de mamíferos e aves se extinguiram nos
últimos três séculos, em consequência da atividade humana. Outras
duzentas e cinquenta estão em vias de desaparecimento.
4.3.2 – Modificando Ecossistemas Animais
 Grande Borboleta Azul: A fauna com pequena população natural e
habitat muito restrito é particularmente propensa a extinção, resultante
da atividade humana. Se supõe que a grande borboleta azul se extinguiu
por volta de 1980. O ciclo de vida da borboleta é altamente
especializado, alimentando-se de flores e sementes de tomilho. O
crescente aproveitamento das terras baixas em atividades agrícolas,
fragmentou a imensa população de borboletas azuis em ilhas.
 Parasitas do coqueiro, Malásia: Na área de Sabah, Malásia, derrubou-
se a mata na década de 1950 para estabelecer plantações de coqueiros.
Estas ficaram cercadas por um anel de mata secundária, a floresta
secundária oferece uma base para inúmeros parasitas do coqueiro,
entre os quais a broca e o bicho do cesto. Para tentar exterminá-los,
recorreu-se ao uso de DDT, porem o efeito foi totalmente contrário ao
esperado, os insetos predadores dos parasitas são voadores e foram os
mais afetados pelo inseticida, fazendo diminuir drasticamente a
população dos mesmos, aumentando a do parasita.
5 – Atmosfera
5.1 – Introdução
 O homem alterou pela primeira vez e consequentemente o clima a cerca
de 7 ou 9 mil anos, com a derribada primitiva de florestas.
 O controle positivo do clima é extremamente limitado, por exemplo, já se
pensou em represar o rio congo, criando um lago de 3 milhões de
quilômetros quadrados, buscando injetar umidade no fluxo de monção,
o que consequentemente aumentaria a precipitação no Norte da África,
área sujeita a secas.
 É provável que no decorrer deste século o homem tenha começado
inadvertidamente a acelerar o ritmo de mudança do globo, sobretudo no
hemisfério Norte.
 Ao contrário dos demais aspectos do ambiente físico até agora
examinados, a atmosfera é um sistema continuo e único, de modo que
as mudanças são transmissíveis em toda a sua extensão.
5.2 – Pontos de atuação no Sistema Atmosférico
 O determinante fundamental do clima é a radiação solar que impulsiona
os mecanismos da atmosfera, em segundo lugar potencialmente muito
mais importante é a composição da atmosfera, além da quantidade de
gás carbônico, devido primeiramente a queima de combustíveis fosseis
e como efeito secundário o desmatamento, considerado a tendência
mundial para o aquecimento do clima.
5.3 – Escalas de Mudança
5.3.1 – Mudança Microclimática
 O motivo primordial da construção de edifícios é para obter abrigos,
criando um clima todo artificial e controlado dentro da pequenina área,
todo edifício cria seu próprio microclima. Muitos edifícios atuam como
ilhas miniaturas de calor, devido tanto ao aumento da absorção, quanto
da irradiação de energia solar.
5.3.2 – Mudança Mesoclimática
 Nas áreas rurais, por mudanças no uso da terra os efeitos são maiores
junto do chão, no entanto, as condições atmosféricas são alteradas a
uma altura de 30 a 100 metros. Nos territórios do Nordeste de Canadá,
fizeram uma queimada numa área de taiga com podsol subjacente,
mediram o microclima 24 anos depois e encontraram características
bem diferente da do clima existente nas matas vizinhas.
5.3.3 – Mudança Macroclimática
 São mais difíceis de comprovar, o caso do deserto de Rajputana, na
fronteira entre o Paquistão e a Índia, sugere que talvez o homem tenha
desencadeado a alteração climática numa área de cerca de 30 mil
quilômetros quadrados. O deserto de Rajputana fazia parte da
civilização do Vale do Indus até cerca de 700 d.c, atualmente, muitas
das cidades dessa época estão sepultadas pela areia.
 A poeira em suspensão na atmosfera, talvez seja a explicação para a
aridez, pois ali está o deserto mais poeirento do mundo. Não há
evidencias de que o acréscimo da aridez nos passados 1300 anos, seja
consequência de pastoreio excessivo ou desnudamento do solo, mas
algumas experiências na África e em outras regiões do mundo,
comprovam que o homem é capaz de desestabilizar os climas
semiáridos.
5.4 – Mudanças Climáticas por Inadvertência
5.4.1 – Alteração Induzida a partir do Solo
 É nas áreas urbanas que assistimos as mais profundas alterações no
uso da terra por obra do homem, ainda que elas ocupem porção muito
pequena da face da terra, comparado com os 20% que são alterados
por motivo da agricultura. Retira-se a cobertura vegetal, arvores ou
cobertura de grama, fazendo aumentar o albedo.
5.4.2 – Composição Atmosférica
 Tanta atividade agrícola como a industrial, estão alterando
significativamente a atmosfera, por aumentar a quantidade de
substancias que ocorrem naturalmente e por induzirem novos
componentes. Cerca de 90% do que é adicionado à atmosfera, compõe-
se de gases e os outros 10% de partículas
 As concentrações de poeira na atmosfera são dez vezes maiores no
hemisfério Norte do que no Sul, em consequência da superfície territorial
muito maior, mas também por causa da atividade humana muito mais
intensa. As emissões gasosas para a atmosfera são capazes, com maior
probabilidade do que a poeira, de desencadear mudanças climáticas, já
que podem ficar por muito mais tempo em suspenção.
 A queima de combustíveis fosseis e o desmatamento, aumentaram a
concentração de bióxido de carbono, prevê-se que o nível de bióxido
aumentara sucintamente se continuar com a velocidade atual de queima
até o ano de 2050. O homem é responsável por 20% de toda a produção
de bióxido de carbono e já conseguiu deslocar significativamente as
reservas globais de carbono e hoje a quantidade de carbono já se
equivale a de biomassa, embora isso seja causado pela redução da
biomassa pelo desmate.
 É enorme a variedade de substancias lançadas no ar pelo homem.
Muitas são indefinidas, mas em quantidades muito pequenas para que
se possa admitir capacidade de modificação da atmosfera.
5.5 – Mudanças Climáticas Deliberadas
5.5.1 – Proteção Contra Geadas
 Os grandes clubes de futebol possuem sistemas de aquecimento do
solo, para que possam jogar em épocas de geadas, mas também as
temperaturas ao nível do solo podem ser elevadas, usando cobertura de
palha sobre sementeiras, reduzindo o albedo e retardando a re-radiação
de energia.
 As técnicas empregadas só são eficazes em condições marginais, onde
só é necessário elevar uns poucos graus a temperatura, da mesma
maneira só podem ser usados em locais pouco afetados pelo
resfriamento do ar in loco.
5.5.2 – Faixas de Abrigo
 Um dos mais antigos, registrados pela primeira vez em Norfolk, no
Seculo XVIII, consistia no plantio de uma fileira de árvores para
proporcionar melhor clima a sua volta. A faixa de abrigo serve para
proteger uma residência exposta, diminuir a erosão eólica do solo e reter
a umidade, reduzindo a velocidade do vento e consequentemente a
evaporação.
5.5.3 – Alteração da umidade atmosférica
 Sérios esforços têm sido feitos para dispersar gotículas em nuvens,
tentando dispersar a neblina ou fazer chover, no entanto é possível fazer
isso apenas em áreas limitadas, exemplo áreas de aeroportos.
 No caso da chuva, é muito difícil saber se a chuva que cai de uma nuvem
germinada foi resultado da dispersão ou se aquilo talvez já fosse
acontecer de maneira natural.
6 – Água
6.1 – Introdução
 Pode-se dizer que a água doce é o recurso mais importante da
humanidade, em uma escala mundial, isso inibe a expansão da
agricultura e o povoamento de grandes regiões do globo. Em escala
local, isso pode determinar a localização de industrias, gerando energia!
 Além dos benefícios econômicos e sociais, outra razão para o alto grau
de interferência humana no ciclo hidrológico é a facilidade com que se
consegue realizar modificações de grande porte. O homem prefere
intervir no sistema hidrológico nos pontos onde a relação custo benefício
seja a melhor, empregando a tecnologia disponível.
6.2 – O Ciclo Hidrológico – Pontos de Intervenção
6.2.1 – Introdução
 Ciclo hidrológico pode ser definido como uma serie de armazenagens
de água ligadas por transferências. O homem pode alterar a capacidade
e a eficiência de muitas das armazenagens e transferências. Se a
interferência se der na superfície, isso pode causar uma reação em
cadeia que causa mudanças em todo o resto.
 O homem pode alterar a capacidade e a eficiência de muitas das
armazenagem e transferências. A interferências se der em transferência
da superfície do solo, ou em armazenagens, é provável que uma reação
em cadeia provoque mudanças em todos os depósitos e transferências.
 A diminuição da capacidade do solo para absorver as chuvas, devido a
prováveis mudanças no uso da Terra, poderia afetar a distribuição de
água por todos os trajetos anteriores, ao passo que a subtração da água
subterrânea poderia afetar apenas o fluxo dos rios, os depósitos
lacustres e a vazão para os oceanos.
6.2.2 – Armazenagens e Transferências de Superfície
 A água da chuva pode tomar variados rumos logo que chega à superfície
terrestre. A vegetação, nesse estágio, desempenha importante papel na
distribuição da água. A interceptação da chuva pelas folhas das plantas
(com a provável re-evaporação de alguma água) varia de acordo com a
densidade da vegetação e as espécies vegetais.
 Normalmente, o desmatamento ou o reflorestamento exerce
considerável efeito nas perdas de água. A perda da cobertura arbórea,
a curto prazo, reduz a perda de água do solo por transpiração, pois as
raízes Profundas das Árvores são arrancadas, bem como provoca maior
escoamento das águas na superfície da terra, visto que a antiga manta
amortecedora de folhas caídas foi substituída pela terra nua.
 O reflorestamento reduz o volume de precipitação pluviométrica que
passa pelos sucessivos estágios do ciclo hidrológico. Particularmente
nos trópicos tem-se feito tentativas para reduzir as perdas de água por
transpiração, sem mexer no tipo de vegetação.
 Nas áreas revestidas de vegetação, em encostas moderadas e suaves,
o mais provável é que o fluxo de água escoada diretamente para o rio
seja pequeno, salvo no caso de pesadíssimos aguaceiros. O trabalho
do homem (por exemplo, a lavoura) às vezes deixa a terra nua, o que
pode diminuir qualquer curso de água sobre a terra, devido a criação de
uma superfície acidentada, acidentadas com inúmeros sulcos, que
retém a água, até que ela se evapora ou infiltra no terreno.
 Nas áreas semiáridas ou de seca sazonal, efeitos de qualquer mudança
no uso da Terra sobre a hidrologia são mais evidentes. O máximo de
alteração no caráter das armazenagens e transferências de superfícies
ocorre nas áreas urbanas, onde a maior parte da superfície está
inteiramente impermeabilizada por concreto, asfalto ou telhado.
6.2.3 – Armazenagens e Transferências no Solo
 A milhares de anos que se vem tentando alterar as condições da água
no solo. O sistema do solo é o pivô da parte terrestre do ciclo hidrológico,
atuando como uma zona tampão entre os sistemas atmosférico e
aquático. Se houve mudanças da hidrologia do solo, elas podem
estender-se para cima, no sentido da atmosfera e para baixo, para a
porção inferior do ciclo. A drenagem da terra traz consideráveis efeitos
hidrológicos. Nas áreas de agricultura intensiva, de clima úmido, como
Grã-Bretanha, quase todas elas já foram mais ou menos drenadas.
 O objetivo da drenagem da terra é duplo: serve para reduzir os níveis
sazonais ou permanentes do nível freático e para remover o excesso de
água por meio de canais artificiais, mais depressa do que em condições
naturais. Dos 160 mil quilômetros de cursos d’agua da Grã-Bretanha,
cerca de 90 mil quilômetros são valas artificiais e mil são canais. O
impacto hidrológico da drenagem da terra aumenta muito a densidade
de drenagem de uma dada área. Significa isso que a distância que um
pingo de chuva tem de percorrer entre a saída no solo e o ponto de
chegada a um canal é muito reduzida.
6.2.4 – Água Subterrânea
 Nas áreas que têm por base rochas permeáveis, parte da precipitação
pluvial infiltra-se no solo e na rocha, água subterrânea. A água
subterrânea serve para muitos fins. Pode ser bombeada para um rio a
fim de aumentar o fluxo, o que é apenas acelera o processo natural de
transferência, ou empregada na irrigação. É muito diferente a
consequência se a água for extraída do lençol em taxas maiores de
recarga.
 Podemos colocar como exemplo uma bacia: ao mesmo tempo que está
sendo esgotada é enchida por uma torneira, se houver correspondência
na saída e na entrada o nível se manterá constante se o esvaziamento
for mais rápido o nível caíra.
 O rebaixamento do nível freático pode ser mínimo com um simples poço,
mas se alastrará por larga extensão se, digamos, uma área urbana se
abastece com água subterrânea. C A topografia do lençol aquífero
subterrâneo sofrer alteração, assim mudará a direção do fluxo da água
subterrânea.
 A extração de enormes quantidades de água dos depósitos
subterrâneos acelerou-se em todo o mundo no século atual. O resultado
foi a transferência dessa água para outros pontos do ciclo hidrológico.
Já se discutiu que a elevação recente dos níveis da água do mar, assim
como o aumento do volume do gelo polar, talvez represente a água
subterrânea que foi deslocada para novos sistemas de armazenagem
por evaporação e precipitação.
6.2.5 – Controle de Rios
 Ainda que a extração de água subterrânea esteja em rápida expansão,
sobretudo nas regiões semiáridas, a manipulação direta de Rios ou
mesmo de sistemas hidrográficos inteiros ainda representa o mais
profundo Impacto que o homem provoca no ciclo hidrológico. Os rios
são usados para várias finalidades, das quais o suprimento de água é
apenas uma, e as maneiras como se tem procedido a sua alteração
refletem essa diversidade de funções.
 A função natural dos cursos de água é a transmissão da água provinda
de várias fontes para um nível de base regional ou seja o mar. Embora
os fios sejam mecanismos de transferência também apresentam uma
capacidade limitada de armazenamento que pode aumentar se no curso
houverem Lagos naturais.
 A intervenção humana em Sistemas hidrográficos normalmente tem a
ver com um ou mais dos seguintes motivos: regularização da descarga,
armazenagem de água, aumento do fluxo total, extração de água ou
alteração do canal dos rios.
6.3 – Modificações em Grande Escala da Água Superficial
6.3.1 – Introdução
6.3.2 – O Projeto de Kielder
 O maior projeto britânico de controle e transferência de água trata da
interligação dos grandes rios do Nordeste da Inglaterra: o Tyne, o
Derwent, o Wear e o Tess, estão formando um grande reservatório, com
uma capacidade de retenção de 200 milhões de metros cúbicos, que
será empregada para manter um fluxo mínimo constante a jusante do
Rio Tyne, Assim como para reduzir a severidade das cheias, pois o
reservatório tem capacidade para receber a água de escoamento de
precipitações na área superior da bacia hidrográfica.
6.3.3 – A Tennessee Valley Authority
 A agricultura de subsistência, o Pastoreio intensivo, o desmatamento e
outros desacertos tinham exposto vastas extensões de terra a várias
formas de erosão, desnudando a camada superficial do solo,
aumentando a sedimentação nos rios e intensificando as cheias. O
projeto da TVA abrange a múltiplos finalidade, desde a melhora da
navegação a geração de energia hidrelétrica e a drenagem de pântanos.
O trabalho de resgate envolveu o reflorestamento das encostas
íngremes com Pinheiros, o plantio de Acácia Negra nas voçorocas para
estabilizá-las e o desenvolvimento de técnicas agrícolas
conservacionistas. Passados 10 anos, a produção agrícola da bacia
havia duplicado, as cheias das tempestades de verão tinham se reduzido
à metade e a quantidade de sedimentos nos rios diminuíra 65%.
6.3.4 – O Rio Nilo
 De todos os grandes rios do mundo, nenhum sofreu tão drásticas
medidas de controle por tanto tempo como o Nilo. Ao longo de 6.700
km, o Nilo Drena 10% da superfície do continente africano. O Nilo
Branco drenar uma área muito maior, mas contribui com menos de 30%
do fluxo, dada a irregularidade do regime do rio no descurso do ano,
objetivo primordial de todos os projetos de aproveitamento tem
consistido em distribuir a descarga com maior uniformidade pelo
calendário, ampliando o abastecimento em cada mês.
 No século XIX, os franceses e os Belgas construíram uma barragem ao
Norte do Cairo, desviando água para 3 canais que irrigam Terras do
Delta. Até hoje, o projeto mais ambicioso foi a construção da Grande
Barragem de Assuã, na fronteira com o Sudão. O Lago Nasser,
resultante da construção da barragem tem uma área de 5700
quilômetros quadrados. O efeito cumulativo dos reservatórios
reguladores e dos projetos de irrigação no regime do Nilo foi profundo.
 Além da prováveis mudanças na vegetação, na vida selvagem na
humana, é de supor que a contemplação dos solos argilosos que
atualmente estão inundados na estação chuvosa produza uma
paisagem de cômoros e buracos na sua maior parte. Ao contrário de
muitos projetos anteriores, houveram sérias pesquisas sobre os
prováveis efeitos ambientais do empreendimento. Sempre que possível,
procura-se reduzir ao mínimo os efeitos adversos.
6.3.5 – Mudanças Hidrológicas Continentais na URSS
 Na Rússia vem se considerando a vários anos o desvio do curso dos
rios que escoam para o Oceano Ártico, para que deságuem em direção
ao sul, Através das terras semiáridas do Cazaquistão, no mar Cáspio.
As terras de semeadura do Sul, potencialmente férteis, receberiam farta
água de irrigação. Depois, os rios que correm para o Norte, cuja água
quase não tem serventia, estariam sujeitos a cheias no final do inverno.
 Os benefícios em potencial do desvio dos rios, portanto, parecem
grandes. No entanto, a escala do projeto é tão grande que as
consequências poderiam ser sentidas no mundo inteiro.
6.4 – Novas Fontes de Água
 Uma forma extrema de intervenção humana no ciclo hidrológico é a
introdução de Água Nova no sistema. Até agora, essa água nova é em
quantidade insignificante, mas no futuro e principalmente nas regiões
semiáridas, a água doce artificial talvez afete o funcionamento do ciclo
hidrológico. A dessalinização de água salobra ou de água do mar,
usando destilação por descarga ou métodos de membrana, está ficando
muito comum, sobretudo nas regiões costeiras e nos países ricos.
7 – As formas de Relevo
7.1 – Introdução
 O relevo constitui produto da estrutura geológica, do tempo e dos
processos geomórficos, e só este último fator é que pode ser objeto de
mudança significativa. Os pontos de influência são pouco e alto os
limiares a alterar, as mudanças feitas pelo homem são locais e
dificilmente regionais e mais intensivas do que extensivas.
 Na sua maior parte as ações se intensificam nas estruturas feitas pelo
homem. Os movimentos de massa são acelerados quando se
desestabilizam taludes em obras de construção, assim como a erosão
aumenta quando o solo é endurecido pelo pisoteio das pessoas em
áreas de lazer no campo. Exemplos podem ser observados quando se
escavam depressões para a exploração de minérios, assim como podem
resultar de subsidência do solo, em função da abertura de Minas ou da
drenagem da terra.
7.2 – Permafrost
 20% da superfície da terra estão permanentemente gelados em
profundidades que, segundo o lugar, ultrapassam os 1000 metros.
Metade da área do Canadá e da Rússia, bem como 80% do Alasca estão
em zonas permageladas.
 A vegetação atua no permafrost como uma camada isoladora,
minimizando a transferência de calor entre o ar e a terra. Se for retirada,
o calor atmosférico é conduzido a maior profundidade abaixo da
superfície. O corte de árvores fez em dada época reduzir em 28m a
espessura do permafrost em 10 anos e a limpeza total da vegetação
levou a camada ativa a aprofundar-se 38 metros no mesmo período.
7.3 – Morfologia Fluvial
 Com a intenção de aumentar ou diminuir o caudal, para a formação de
reservatórios, a modificação de canais, a construção de Pontes de
molhes, sempre transtorna o equilíbrio dinâmico natural do Rio. O
equilíbrio entre erosão e deposição muda de localização e de
intensidade, além do que as mudanças raramente são confinadas a zona
imediata em que se realizam: aprofundamento do leito de um rio talvez
afete o seu comportamento por quilômetros e quilômetros, a montante
quanto a jusante. Em todos os casos, o que o homem faz é abreviar o
tempo e intensificar o efeito de tais mudanças.
7.4 – Ambientes Litorâneos
 Na Holanda, 75% do relevo Costeiro foi radicalmente modificado pela
ação do homem, tal como 40% do mesmo relevo nos Estados Unidos.
Na Grã-Bretanha, somente a região norte da Escócia apresenta largos
trechos de relevo Costeiro intocado. No Japão, a costa que se estende
por cem Quilômetros entre Yokohama e Kisarazn é quase toda artificial,
consistindo de ilhas, penínsulas, baias e planícies oriundas da atividade
antrópica.
 As modificações costeiras intencionais destinam-se a prevenir a erosão
ou a recuperar terreno, para facilitar a atividade econômica do litoral ou
para fins de Recreio. Os processos naturais afetados são iguais aos que
ocorrem nos rios, a erosão e a deposição de materiais nas praias de
Recreio já criaram muitos problemas, como a desestabilização de Dunas
esparsamente cobertas de vegetação, por serem pisoteadas, o que
provoca erosão e dispersão em seguida.
7.5 – Movimento de Massa
 Quaisquer mudanças feitas nas encostas, por construção ou escavação,
drenagem ou agricultura, servem de molde a alterar a natureza do
movimento de massa. Deslizamento nos barrancos para a abertura de
estradas oferecem um exemplo comum onde os taludes se torna mais
Ingrid pela ação humana. Há ocasiões onde a intervenção humana em
uma vertente se torna catastrófica. Durante a construção de um
reservatório na Itália duzentos e quarenta milhões de metros cúbicos de
rocha atingiram uma área criando um deslocamento de água com 100
metros de altura pelo vale abaixo morreram no acidente 2600 pessoas.
7.6 – Tectônica Artificial – Subsidência da Terra
 A subsidência devido a fatores situados em profundidade é comum em
muitas regiões de indústria extrativa. Os povoados das áreas
carboníferas costumam apresentar formas dramáticas de subsidência.
Nas minas de ouro perto de Johanesburgo, formaram-se depressões
com 50 metros de diâmetro e 30 metros de profundidade, depois de
fortes chuvas que enfraqueceram os estratos superiores. Os fenômenos
mais intensivos de subsidência são os provocados pela extração de
água subterrânea, principalmente de um aquífero pressurizado
(artesiano).
 Impressionante é a influência do homem sobre o relevo, Talvez as
alterações menos evidentes, menos intensas mas mais generalizadas,
como a erosão do solo, é que sejam importantes em escala global,
muitas dessas alterações em processos geomórficos são consequência
indireta de ações humanas nos outros aspectos da biosfera, na água, no
solo, na vegetação e no clima por exemplo.
8 – Oceanos
8.1 – Introdução
 Sete décimos da superfície da terra estão cobertos por oceanos. É certo
a importância dos oceanos no controle dos fluxos globais de energia, e
consequentemente no ambiente Geral do planeta. Os oceanos
funcionam como agentes muito eficientes de dispersão e diluição. Os
oceanos podem ser considerados como o volante da terra, dando
estabilidade ao sistema Mundial. Uma consequência da função do
volante é que todo desvio que ocorra em sua ação, ocasionado ou não
pelo homem, irá transformar gravemente todo o ambiente planetário.
Infelizmente, não está claro até que ponto vai o delicado equilíbrio desse
volante oceânico E qual é o grau de esforço capaz de alterar o seu
funcionamento.
8.2 – O Homem e os Oceanos
8.2.1 – A Natureza da Relação
 O ambiente marinho é completamente alheio ao homem e suas formas
de vida evoluíram de maneira inteiramente separada das formas de vida
terrestre, pouco se conhece, em termos comparativos, sobre a ecologia
básica ou o sistema de cadeias alimentares que operam nos oceanos.
Tal ignorância significa que o homem é insensível aos efeitos das
mudanças que ele provoca.
8.2.2 – Poluição Oceânica
 A grande dificuldade da avaliação da influência humana sobre os
oceanos reside na escala gigantesca e na lenta a reação dos grandes
sistemas hídricos. Os oceanos são a lata de lixo do mundo, onde atitude
reinante ainda é longe da vista, longe do coração. Mas eles não
representam um buraco sem fundo, nem tão pouco uma fonte
inesgotável de alimentos. Ainda que sejam um vasto depósito de
energia, essa se acha esparsamente distribuída, o que talvez queira
dizer que eles formam um frágil ecossistema.
 A história do homem e dos Mares é inconclusiva: nem sequer sabemos
que os atuais níveis de poluição ou de pesca bastão para causar
alterações significativas nos oceanos. Da mesma forma, os limiares e
os pontos de alavancagem São incertos. No entanto, os mares
fechados e menores, do mundo desenvolvido mostram sem margem de
erro os efeitos da ação dos homens.
8.2.3 – O Mar Báltico
 O mar Báltico Recebe 500 entradas de água doce de rios e constitui uma
bacia fechada com uma única saída para o mar do Norte, através de
Apertado e rasos canais estreitos entre a Dinamarca e a Suécia. Esta
combinação de fatores resulta em que as águas se acham
permanentemente estratificadas. Uma camada de água doce com
profundidade de 50 a 70 metros com um teor de salinidade de apenas
0,6 a 0,7%, se sobrepõe à uma mais salgada e, portanto, mais pesada,
isso faz com que as águas troquem de posição e, dessa forma, a massa
de água profunda permanece isolada como um porão criando uma zona
de concentração para os poluentes que as alcançaram.
9 – O Ambiente Rural-Agrícola
9.1 – Introdução a Agricultura
 Ao contrário dos complexos urbano-industriais, as mudanças devidas a
agricultura são, ou eram até pouco tempo, antes extensivas do que
intensivas, antes parciais do que totais. Tem-se definido agricultura
Como a arte de perturbar o equilíbrio da natureza de modo mais seguro
para nosso benefício.
9.2 – Escalas de Agricultura
 Há dois aspectos a considerar na escala de agricultura: primeiro a
intensidade E o grau de alteração provocada ao solo e a vegetação
preexistentes, segundo, a área em que se deu alteração.
 As primitivas formas agrícolas com origem a 8 ou 9 mil anos constavam
da limpeza de pequena parte da Mata ou floresta para plantio durante
alguns anos. Quando a terra dava sinais de exaustão, a cultura era
abandonada e a vegetação se regenerava de maneira natural. Nessa
atividade, empregavam-se plantas e animais semi-domesticados. As
áreas eram pequenas, as entradas de energia artificial também eram
reduzidas. Eis aí um exemplo de agricultura de baixa intensidade.
 No extremo oposto estão os trigais das pradarias norte-americanas, em
que um só tipo de planta ganha dominância total em Milhões de
hectares, com as propriedades do solo determinados pelo uso de
fertilizantes; os insetos e as formas de vida microbiológicas restringidas
pela aplicação de praguicidas, em resumo, com maciças em entradas
de energia externa introduzidas no sistema.
9.3 – Efeitos da Agricultura
9.3.1 – Efeitos Diretos
 Os ciclos naturais de energia e massa funcionam em larga medida como
sistemas, pois os nutrientes das plantas ficam retidos dentro do sistema
solo-vegetação. A agricultura transforma deliberadamente esse
equilíbrio, com a intenção de manipular certos aspectos para obter o
máximo rendimento de gêneros alimentícios selecionados para o
homem. Daí os complexos e entrelaçados ciclos de sustentação da vida
são simplificados, entrando em Curto-circuito. O exemplo mais extremo
de tal efeito é a conversão do complexíssimo ecossistema das matas
Tropicais em plantações ou fazendas de monocultura.
 Em segundo lugar, a produtividade da terra em termos de produção
primária de biomassa por unidade de superfície, também se reduz,
normalmente, por causa da simplificação do ecossistema. A terceira
consequência da agricultura, fora do nível mais primitivo a agricultura
exige a aplicação de energia externa no seu ecossistema, em parte para
substituir as perdas por lixiviação dos nutrientes pelas colheitas e em
parte para aumentar a produtividade, como no caso das áreas irrigadas.
Portanto, as terras de Lavoura São zonas de admissão maior de energia
que as outras.
 Um dos traços da Agricultura moderna e intensiva é elevadíssima
deformação das correntes naturais de energia e da aplicação da energia
externa a terra. Os fertilizantes, A irrigação e as máquinas são modelos
de subsídios de energia, que complementam a energia solar natural que
incide na área.
9.3.2 – Efeitos Indiretos
 A agricultura e a epiderme da terra e é aí que podem ocorrer as maiores
mudanças na maior parte das características do meio físico.
 No caso dos fertilizantes percebe-se que a taxa de aplicação aumentou
grandemente nos últimos anos principalmente nos países
desenvolvidos. Nessas regiões, o nitrogênio e o fósforo deixaram de ser
fatores de limitação do crescimento das plantas, havendo provas
indicativa de que se vem usando excesso de fertilizantes, principalmente
o nitrogênio. Estima-se que a taxa de aproveitamento é inferior a 50%
da aplicação. Não se conhece Com certeza o destino final do Nitrato
remanescente, embora se saiba que a concentração de nitrato triplicou
em certos rios da Inglaterra nos últimos 30 anos.
 Como sucede com os fertilizantes, a água de escoamento é o principal
meio de transporte dos herbicidas e praguicidas, que são empregados
como tóxicos, ao contrário dos fertilizantes. As substâncias cuja
desintegração é mais lenta, em condições naturais, são as que
apresentam maior risco.
 O exemplo mais bem documentado dos efeitos dos resíduos de
praguicidas é referente ao DDT. As aves sementes tratadas com DDT
podem morrer. Normalmente, os praguicidas, inclusive o DDT, são mais
nocivos aos predadores da praga do que a ela mesma, pois os
predadores se envenenam ao comer um inseto daninho ou o que for que
provoca a praga.
 Outro efeito inadvertido do uso de certos praguicidas é o
desenvolvimento, por mutação, de imunidade geneticamente adquirida
a substância em muitos insetos. Os praguicidas penetram na cadeia
alimentar em teor elevado e, por isso, podem afetar diretamente o
homem. a aplicação de praguicidas e herbicidas resulta do rápido
avanço da tecnologia agrícola nos últimos anos. e é ao mesmo tempo
um exemplo de alteração imposta pelo homem ao ambiente, que leva a
uma cadeia imprevisível de mudanças entrelaçadas, Muitas delas
indesejáveis do ponto de vista humano.
9.4 – A Paisagem Inglesa
9.4.1 – Introdução
 Três quartos da população britânica vivem e trabalham no ambiente
extremamente antinatural das vilas e cidades. No entanto a marca do
homem é mais firme no interior da Grã-Bretanha em qualquer parte do
mundo, com exceção da Holanda, do Vale do Nilo e de partes da China.
 Visto de longe essa paisagem se assemelha a mesma de 14 mil anos
atrás, quando a tundra que predominava após o recuo da camada de
gelo. Os séculos seguintes assistiram à colonização da Grã-Bretanha,
primeiro por arbustos e depois por uma sucessão de matas que atingiu
a extensão no ótimo climático, há cerca de 6.000 anos. Desde então, o
homem se tornou o principal agente na determinação dos padrões de
solo, vegetação, drenagem e geomorfologia do país.
9.4.2 – A Influência do Homem no Meio Rural
 A mais antiga habitação humana na Grã-Bretanha data provavelmente
da penúltima era interglacial, há 200 mil anos atrás. Foi a partir do
neolítico de 5 a 4 mil anos atrás que a atividade humana começou a
afetar o ambiente em termos materiais. No início do neolítico, a maior
parte da Grã-Bretanha estava coberta por florestas, nos solos ácidos, de
granulação grosseira ou demasiadamente secos, especialmente nas
regiões montanhosas, a cobertura Florestal era mais fraca, era aqui que
reside o elo mais frágil no sistema solo vegetação clima e
consequentemente o ponto da primeira intervenção eficaz do homem.
 No neolítico basicamente, a agricultura consistia em limpar um trecho da
Mata e Plantar Criar gado nele por alguns anos. Depois, o trecho era
abandonado e se recuperar. A área Costeira em torno de Gwithian, em
Cornualha, estava revestida de matas no pré neolítico, mas depois que
foi convertida em pastos, nunca mais conseguiu se regenerar pois foi
coberta por areia.
 Pode ser que tais alterações tivessem ocorrido sem a presença como,
como resultado direto da mudança do clima. No entanto, o sistema
Terra-marrom-Floresta decídua é bastante estável, salvo nas áreas mais
indicadas, sendo altamente provável que o desmatamento fosse
responsável pela desestabilização.
 Após a conquista normanda, acelerou se a formação da paisagem feita
pelo homem, devido em parte a maior centralização dos sistemas
econômico e social. No decurso do longo período que vai da era pré-
cristã até a revolução agrícola, as regiões montanhosas permaneceram
quase inalteradas, com o solo e a vegetação degradados pelo pastoreio.
Contudo, até a revolução agrícola, a escala de tempo das alterações da
paisagem era secular. Os lavradores do passado só tinham condições
de arrotear escassas leiras a volta das aldeias; mesmo na Idade Média,
não passavam de alguns hectares.
9.4.3 – O Interior nos Dias de Hoje
 Uma segunda revolução agrícola, menos evidente, verificou-se nas
últimas décadas. Terras aráveis, a estrutura e a química do solo vem
sendo muito modificada pelas técnicas de gradeamento e pelo uso
intensivo de fertilizantes artificiais. O hábito de estabular os animais e
de alimentá-los com forragem implica a queda em desuso do costume
de estrumar a terra, que também deixa de servir de pasto e de ser
pisoteada pelos animais. Entradas de energia externa como por
exemplo rações fertilizantes e combustíveis significam que em muitos
pontos do interior da Inglaterra o sistema solo-vegetação-animais vem
operando em níveis de produtividade superiores aos que outros fatores
naturais do ambiente permitiriam.
9.4.4 – Burren no Condado de Clare
 O planalto de Burren, no litoral do Condado de Clare, Oeste da Irlanda,
representa uma das paisagens mais estranhas das Ilhas Britânicas.
Constitui um deserto rochoso, em área de alto índice pluviométrico e
temperatura amena, algo indica que a aridez se deve à ação do homem,
mesmo com a limitadíssima tecnologia dos Agricultores primitivos foi
suficiente para iniciar a Irreversível degradação do solo e
consequentemente da vegetação. O estudo de pólen fóssil da região
mostra que nos tempos pós-glaciais havia uma pequena Floresta
recobrindo o Burren e ainda se vê os tocos de alguns pinheiros em
rochas fosseis, o que se deduz dos vestígios do solo é que a erosão
coincidir com a expansão da Agricultura no Planalto.
9.4.5 – As Pradarias Inglesas
 As terras centrais do Sul e do leste da Inglaterra, são as mais eficientes
do mundo em termos econômicos. a espantosa ordenação da paisagem
testemunha o alto grau de controle exercido pelo homem. Alice ver
Grandes propriedades o que trouxe maior remoção de cercas vivas,
cada quilômetro de cerca que se retira representa um hectare ganho
para Cultura. Quando se arranca a cerca, o ecossistema que se
desenvolveu em sua zona de influência também é destruído e o clima
local muda, com o alargamento das propriedades o vento aumentou a
velocidade, a combinação da alta velocidade dos Ventos com as finas
partículas da terra intensificaram a erosão eólica, o solo seco
rapidamente gerando tempestade de poeira de 15 metros de altura e
dunas de areia de 1 metro se depositaram contra obstáculo.
9.4.6 – As Charnecas
 Tais zonas de vegetação, com as correspondentes diferenças do solo,
ocorrem em altitudes notavelmente baixas, por vezes inferiores a 500
metros. O clima, entretanto, pouco varia dentro da mesma zona.
Costuma-se usar as pastagens de baixo para o gado bovino e a da
encosta mais alta para o ovino. As ovelhas, escolhe ou que come,
deixando crescer as plantas mais grossas. As vacas e bois escolhe
muito menos, motivo pelo qual a vegetação dos Passos das duas
espécies de animais torna-se diferente, só por causa disso, conforme a
altitude.
 A situação das regiões montanhosas não se alterou, praticamente, nos
últimos 700 anos, mas o homem tecnológico, agora já está fazendo
sentir a sua influência. Por exemplo, 50% das passagens de carneiros
foram aproveitadas para lavoura ou reflorestadas.
9.4.7 – As Terras Altas da Escócia
 A única área Silvestre da Grã-Bretanha está nas “highlands”, Terras
Altas da Escócia. A vida selvagem mudou, com a abertura de grandes
clareiras: o último Lobo foi morto em 1860. Época recente, com as
exigências de duas guerras mundiais, foi quase extinta a floresta original.
O corte das Árvores redundou em piores resultados nas terras altas do
que em qualquer outra parte da Grã-Bretanha, devido ao clima mais
úmido e frio.
 Recentemente começou o plantio de árvores em três lugares de lá, o
solo empobreceu muito durante os séculos sem árvores para suportar o
tipo original de floresta o reflorestamento estimulou a imigração de
espécies silvestres, inclusive muitos insetos e pássaros e entre a
vegetação rasteira mamíferos de pequeno porte em seguida vieram os
predadores como a raposa o gato bravo e a coruja. Lentamente, o solo
responderá a tais mudanças na vegetação e no microclima, dando início
a sua laboriosa escalada para a fertilidade. Assim, um ciclo de ação
humana está começando a se fechar nas Terras Altas.
9.5 – Amazônia
 Há uma região no mundo cuja paisagem natural vem sendo desfigurada
a ponto de ficar irreconhecível, aliás em assustadora velocidade. O
padrão de uso da Amazônia Começou a Mudar com a primeira chegada
dos colonizadores no século passado. O maior impacto, no entanto, veio
recentemente, com a sistemática exploração econômica da região: corte
de madeira e projetos agropecuários. Do ponto de vista ambiental uma
das zonas mais frágeis e importantes do mundo vem sofrendo uma
pressão tecnológica aparentemente irresistível; devendo apresentar
uma transmutação de paisagem que o homem jamais realizou.
 A bacia amazônica contém de longe, a maior Floresta úmida Tropical
virgem. A floresta autêntica ocorre nas áreas mais bem drenadas (Terra
Firme); nas planícies de inundação (várzeas) predomina uma vegetação
de menor porte, como os mangues. Em termos de agricultura as várzeas
têm melhor potencial produtivo, pois são periodicamente inundadas com
depósito de aluvião.
 A Amazônia representa a primeira e talvez a última oportunidade real
que o homem tem de desenvolver uma vasta área territorial em
pregando um modelo de base tanto ecológica quanto econômico. o
governo brasileiro demonstrou a aparente preocupação de que a bacia
amazônica não fosse Posta a saque. Em teoria a exploração obedece
a regras estritas: por exemplo no mínimo 50% da cobertura Florestal
deve ser mantida nas zonas colonizadas.
 As mais profundas consequências do desmatamento ainda que também
as mais teóricas, dizem respeito a alterações atmosféricas. A
substituição completa da Mata por moitas Faria provavelmente aumentar
o teor de CO2 10%, diminuir a produção de oxigênio para a atmosfera.
10 – O Ambiente Urbano Industrial
10.1 – Introdução
 Áreas urbano-industriais representam a mais profunda modificação
humana da superfície da terra, da atmosfera e do ecossistema terrestre.
Ao contrário dos efeitos da atividade agrícola, efeitos urbanos são
altamente intensivos e localizados.
 As mudanças climáticas são mais evidentes na curva abóbada de ar que
recobre uma cidade, mas o vento dominante leva consigo nuvens de ar
poluído para muito longe. As alterações ecológicas provocadas por
ambientes poluídos, ou de qualquer forma conturbados, espraiam-se
para muito além dos limites urbanos. Virtualmente, todos os aspectos do
ambiente são alterados pela urbanização e a industrialização, inclusive
o relevo, o uso da Terra, a vegetação, a fauna, a hidrologia e o clima,
variando de intensidade de acordo com a extensão da área edificada.
10.2 – Hidrologia Urbana
10.2.1 – Introdução
 Muito embora as áreas urbanas raramente ocorrem mais que reduzida
porcentagem de uma grande bacia de drenagem, as alterações no
regime do rio poderão ser suficientemente intensas para abranger
amplos espaços. É o caso, especialmente, das cidades localizadas no
centro ou na parte superior da bacia, por permitir enchente e poluição da
água em áreas a jusante. A densidade da drenagem urbana é 3 a 10
vezes maior que a do meio Rural, dessa forma cada gota de água tem
de percorrer menor distância para atingir um canal do que no campo o
que, junto com a intensificação da água de escoamento, provoca
maiores enchentes, em uma bacia de drenagem urbanizada.
 A indústria extrativa e de acidente com os efeitos sobre a qualidade da
água, se estiver localizada perto da corrente. A mineração a céu aberto
poderá provocar contaminação sedimentológica e química. A extração
subterrânea de carvão muitas vezes faz com que a drenagem ácida das
minas chega aos rios.
10.2.2 – Nova Cidade de Harlow
 A construção de uma cidade inteiramente Nova em uma área
antigamente rural, impôs consideráveis mudanças na pequena bacia. A
bacia de captação e os estágios de urbanização são vistos ainda que se
tenham rasgado algumas estradas e implantados redes de esgoto a
urbanização propriamente dita desta cidade se iniciou em 1953, tal qual
as alterações hidrológicas que ali foram registradas. Em 1960 10% da
área estavam recobertos de concreto porcentagem que subiu para
16,6% em 1968, embora se considerassem urbanizados 80% da bacia
de drenagem. O fato da cidade estar assentada sobre uma rocha
impermeável minimizou os efeitos hidrológicos da construção, mas
ainda assim as alterações, sobretudo nas características do caudal, São
evidentes.
 Tudo isso reflete o aumento e a mais rápida transmissão da água de
escoamento. Os efeitos no fluxo são muito maiores no verão do que no
inverno. No verão a maior parte da chuva que cai em uma bacia Rural é
armazenada pelo solo e depois utilizada pela vegetação, ao passo que
no inverno o subsolo pode já estar saturado, fazendo escoar mais água
para o rio. No ambiente Urbano, as condições variam muito menos entre
as estações dada a alta proporção da área impermeável.
10.3 – O Clima Urbano
10.3.1 – Introdução
 Em grandes cidades, com 1 milhão de habitantes ou mais, o clima
alterado Maíra de 50 a 300 metros acima do solo e se estende dezenas
de quilômetros barlavento. O homem produz no conjunto geral reduzido
calor artificial, mas ao nível local essa produção é significativa. Nesses
casos a produção de calor é suficientemente grande para gerar
processos atmosféricos tais como projeções de coroa solar por
convecção, bem como reações climáticas, temperatura mais altas e
menor precipitação de Neve.
10.3.2 – A Ilha de Calor de Londres
 Tal como em outras Metrópoles, a mortalha de produtos de combustão
em Londres provoca neblina e encobre a luz do sol. em comparação com
o meio Rural, os subúrbios mais afastados da cidade recebem 16
minutos a menos de luz solar por dia, os mais próximos 25 minutos a
menos e a área Central 44 minutos a menos. A perda, no entanto, é mais
que compensada pelo calor artificialmente produzido. A temperatura
média anual é de 11 graus Celsius no centro, de 10 graus Celsius no
subúrbio e de 9,6 graus Celsius na zona rural.
 A ilha de calor de Londres caracteriza o seu clima Urbano, muito embora
ele se modifica no tempo e na intensidade de acordo com a estação do
ano e as condições meteorológicas, o centro é bem mais quente que os
bairros durante todo o ano, mas a ilha de calor Suburbana é maior no
inverno quando aumenta o consumo de combustível nas moradias.
10.3.3 – Precipitação Pluvial na Área de Houston
 Localizada nas planícies uniformes do Golfo do México, a cidade e viu a
sua população e a sua indústria se expandir enormemente nas últimas
décadas, assim como o seu índice de pluviosidade também. O índice de
precipitação na área urbana aumentou mais de 1.000 milímetros em
certos casos. Muito embora haja uma zona de indústria pesada a Leste
(contra o vento), emitindo aerossóis poluentes, parece provável que a
deflexão do ar pelos numerosos arranha-céus, no centro da cidade, foi
também são importantes no desencadeamento desta alteração no
regime das chuvas.
10.3.4 – Smog – Fotoquímico na Califórnia
 A alteração da composição atmosférica por sobre uma cidade variam de
natureza. Nas cidades inglesas predominam as emissões da combustão
de carvão dando por vezes origem ao impenetrável nevoeiro
enfumaçado de inverno. Com uma grande Frota de veículos e sol
sempre brilhante a Califórnia Experimenta a poluição fotoquímica do ar
derivada da emissão de óxidos de nitrogênio, emissão essa que
aumentou 4 vezes da década de 40 para a década de 70. Os danos à
vegetação provocados pelos elementos químicos em suspensão,
atingiram mais de 30 mil km quadrados. Los Angeles é particularmente
propensa a forte poluição fotoquímica, pois está localizada em humano
a bacia natural, sujeita a inversões térmicas e com ventos de baixa
velocidade, assim o smog se intensifica e concentra.
10.3.5 – Chuva Ácida
 O alastramento da poluição fotoquímica muito além de sua origem, tem
um paralelo ainda mais sério na abrangência da contaminação com
anidrido sulfuroso, provindo de emissões industriais. Emissões
industriais de anidrido sulfuroso, atualmente excedem 100 vezes os
naturais, de origem vulcânica. A produção de anidrido sulfuroso duplicou
entre 1960 e 1980 colaborando com o tal foi o uso de chaminés
descomunais com mais de 180 m de altura que diminuíram a poluição
atmosférica nas vizinhanças imediatas fazendo com que o gás atingisse
as camadas médias da troposfera, sendo assim transportado a enormes
distâncias.
 Tanto nas áreas urbanas como na suburbana a chuva ácida acelera o
intemperismo químico principalmente dia difícil e sobretudo se forem
feitos de calcário. Na Grã-Bretanha essas zonas de precipitação
estendem-se por dezenas ou centenas de quilômetros para além da
fonte de emissão de Londres e outras cidades.
10.4 – Paisagens Urbano Industriais
10.4.1 – Introdução
 Tanto a organização como a indústria extrativa acarretam alteração do
relevo, mas a indústria, em particular, é responsável pela criação de terra
largada ao Deus dará, como resultado da exploração de Pedreiras, da
mineração a céu aberto, dos desaterros, do abandono de edifícios ou
indiretamente por subsidência da terra. A derrelição corresponde a uma
extrema mudança no uso e no relevo da terra, a paisagem pode ser de
escombros escória ou lixo, de modo similar a Ecologia se transforma
para um ecossistema urbano do gênero. As áreas onde ocorrem
derrelição extrema podem ir além do limite da recuperação, ao menos
no futuro imediato, quase sempre nesses casos vem uma segunda
rodada e da intervenção humana, em geral por motivos estéticos. Nas
zonas de concentração de indústria pesada a derrelição ecológica se
estende muito além da fonte.
10.4.2 – Derrelição e Recuperação nos Potteries
 A área de Stoke-on-Trent sofre mais que a maioria dos centros urbano
com a derrelição, pois em 1970 tinha 7% da área da cidade nessa
condição. A recuperação começou desde o final da década de 60, na
tentativa de transformar os termos em partes com solos vegetação
relevo e hidrografia planejado. Por exemplo o Central Forest Park, era
uma das áreas mais abandonadas, em 52 hectares contavam-se
monturos de 100 metros de altura, rejeito das minas de carvão e
enormes Covas cheias de água. As Escarpas foram limpas, espalhou-
se uma fina camada de solo superficial e semiose grama tolerantes ao
ambiente ácido e rico de
10.5 – A Ecologia Urbano Industrial
10.5.1 – Introdução
 A primeira característica das áreas urbanas e a alta intensidade de
mudança, também é evidente a respeito dos ecossistemas. a cidade
constitui evidentemente, um complexo ecossistema humano, mas,
longe de ser um deserto para outras formas de vida, ela cria,
deliberadamente ou não uma variedade de ambientes que são
colonizados por criaturas vivas. Alguns deles são variantes de condições
naturais por exemplo parques ou Jardins, mas o outro são antinaturais
por completo. As espécies adaptáveis conseguem viver nas cidades e
em certos casos até prolifera, a exemplo temos os ratos e as moscas.
Certas plantas invadem com rapidez os solos degradados, coisa muito
comum nos canteiros de obras. Na Europa Talvez seja mais comum a
presença de raposas nos centros urbanos do que no campo, pois o
animal encontra restos de comida suficientes para sobreviver. Nos
Estados Unidos acontece o mesmo com outros animais.
10.5.2 – A Mariposa Cinzenta
 A mariposa cinzenta adaptou-se rapidamente aos depósitos de fuligem
das cidades industriais inglesas. A principal proteção da Mariposa contra
os predadores é a camuflagem, a cor da Mariposa se misturava muito
bem com o líquen do tronco das árvores, com o escurecimento do tronco
devido as emanações industriais a camuflagem da Mariposa perdeu a
eficácia pois ela estava mais clara do que os troncos e os pássaros as
comiam.

Referência
Drew, David. Processos Interativos Homem-Meio Ambiente. 7ª Edição.
Rio de Janeiro. Bertrand Brasil. 2010.