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1) Explique, no concernente à formulação da imagem e do estereótipo do

infrator, as 4 principais respostas pragmáticas ( Clássica, positivista,


correcionalista e a marxista ) , concluindo com uma breve análise sobre a
eficácias destas.

Embora o estudo do homem delinquente tenha passado para um segundo


plano devido à revalorização da vítima e ao aprofundamento no estudo do
delito em si, ainda são extremamente significativas as imagens que se
professam acerca do homem delinquente, podendo-se dividir em quatro
correntes de pensamento: Clássica, positivista, correcionalista e a marxista.

Na visão clássica, havia uma imagem sublime e ideal do ser humano, tido
como dono e senhor de si mesmo e centro do universo. Sob esse viés, tendo
em mente que a liberdade tornara igual todos os homens quantitativa e
qualitativamente, a explicação para o desenvolvimento do comportamento
criminoso parecia, aos estudiosos, extremamente misteriosa e enigmática, na
qual o delinquente, embora pudesse respeitar as leis, tinha optado pelo mal.

No positivismo criminológico, era negada , ao homem , a possibilidade de


controle dos seus atos. Para os pensadores positivistas o livre-arbítrio era uma
ilusão subjetiva, uma vez que o comportamento do indivíduo era inserido na
dinâmica de causa e efeito que rege o mundo. Dessa forma, o que nortearia o
desenvolvimento de comportamentos delitivos seriam fatores determitantes
internos, externos (sociais) ou endógenos (biológicos). O infrator seria
influenciado por processos causais alheios a ele.

No correlacionismo o delinquente é visto como um ser inferior incapaz de dirigir


por si mesmo, necessitando de tutela do Estado. E no marxismo, a
responsabilidade do crime é atribuída a fatores econômicos, sendo culpada a
sociedade.

Uma crítica cabível sobre esses quatro paradigmas consiste no fato que
qualquer estereótipo de delinquência se faz errôneo, tendo em vista a realidade
complexa e plural a qual está submetida o indivíduo. O comportamento
delinquente não resulta exclusivamente nem da liberdade existencial sem
condicionamentos, nem de meras respostas a fatores circunstanciais. O
criminoso, de acordo com o postulado da normalidade, é um homem como
qualquer outro, que acata as leis ou as descumpre.

2) Como se divide o protagonismo da vítima durante o tempo ?

Dos primórdios da civilização até o fim da Idade Média, temos a “idade de ouro”
da vítima, no qual era adotado o processo penal inquisitivo. A vítima, nesse
caso era protagonista do processo, cabendo a ela a vingança privada. No
entanto, eram extremamente brutais e desproporcionais as penas aplicadas
aos infratores, chegando muitas vezes à morte ou á tortura. Com o fim da
autotutela proporcionada pelo Estado Social de Direito, o protagonismo da
vítima foi neutralizado, uma vez que as diretrizes criminais não poderiam ser
influenciadas por paixão e emotividade das vítimas, cabendo ao Estado o
processo acusatório do delito com o objetivo de alcançar uma aplicação
serena, objetiva e institucionalizada das lei, o que caracteriza a segunda fase,
na qual o papel da vítima foi praticamente reduzido ao auxilio testemunhal. A
terceira fase teve início logo após a 2º Guerra Mundial, momento em que o
mundo via horrorizado as atrocidades cometidas por Hitler aos judeus. Nesta
fase, portanto, surge a Vitimologia, que neste momento estava encarregada de
realizar a referida redescoberta, pois passou a estudar qual o motivo do
esquecimento do sistema penal em relação à vítima.