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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

CONTRIBUIÇÃO À PETROGRAFIA DE PEDRA BRITADA

Deyna Pinho

Orientadora: Profa. Dra. Lília Mascarenhas Sant’Agostino

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Programa de Pós-Graduação em Recursos Minerais e Hidrogeologia

SÃO PAULO

2007

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

CONTRIBUiÇÃO À PETROGRAFIA DE PEDRA BRITADA

CONTRIBUiÇÃO À PETROGRAFIA DE PEDRA BRITADA DEYNA PINHO Orientadora: Drª. Lília Mascarenhas

DEYNA PINHO

Orientadora: Drª. Lília Mascarenhas Sant'Agostino

Presidente:

ProF-.

Examinadores:

Prof.

Or Q .

Orª.

Dr.

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

COMISSÃO JULGADORA

Orª. D r . DISSERTAÇÃO DE MESTRADO COMISSÃO JULGADORA N o m e ssinatura Lília Mascarenhas

Nome

ssinatura

Lília Mascarenhas Sant'Agostino

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Mirian Cruxen Barros de Oliveira

Silvio Roberto Farias Vlach

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,

SÃO PAULO

2007

Ficha catalográfica preparada pelo Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo

Pinho, Deyna Contribuição à petrografia de pedra britada Deyna Pinho. – São Paulo, 2007. 447 f. : il.

/

Dissertação (Mestrado) : IGc/USP Orient.: Sant’Agostino, Lília Mascarenhas

1. Brita 2. Minerais industriais 3. Petrografia 4. Região metropolitana: Pedreiras 5. Petrologia estrutural 6. Mapa geológico I. Título

ERRATA

Na página 43 leia-se:

As descrições microscópicas foram feitas em microscópio ótico da marca Olympus,

modelo BX50, com uma câmera digital acoplada, da marca Olympus, modelo Camédia C-

5050, no Laboratório de Óptica do Departamento de Mineralogia e Geotectônica – GMG, do

Instituto de Geociências da USP. Em complemento, utilizou-se microscópio estereográfico

de luz refletida, no Laboratório de Preparações de Amostras do Departamento de Geologia

Sedimentar e Ambiental – GSA, do Instituto de Geociências da USP, no intuito de observar o

os minerais metálicos ou opacos, e seu grau de alteração.

Para complementar a análise microscópica, quando necessária, foi realizada análise

mineralógica de argilominerais por Difração de Raios X, no intuito de descobrir o caráter

deletério, no caso expansivo do argilomineral.

Análise feita no Laboratório de Difratometria de Raios X, no Depto. De Mineralogia e

Geotectônica – GMG, do Instituto de Geociências da USP, pelo método do pó. Para

identificação de argilo-minerais separa-se a fração fina da amostra previamente cominuída,

através de decantação sobre uma pequena lâmina de vidro. Após a completa evaporação da

água a amostra é analisada pelo difratômetro sem alguma alteração, depois submetida a

ambiente saturado em etilenoglicol por 12 horas, analisada novamente no intuito de se

observar a presença de expansão através da mudança de distância interplanar, se

necessário é aquecida para observar-se transformações de fases.

Ao

final

do

trabalho

utilizou-se

uma

nomenclatura

de

abreviações

minerais

modificadas de Kretz (1994) e Spear (1995), conforme TABELA 3.1.

Dedico este trabalho a Deus, a minha família e a todos os que me apoiaram!

AGRADECIMENTOS

Este trabalho envolveu a colaboração de diversas pessoas que trabalham na

área de exploração de pedra britada, de algumas associações de produtores de pedra

britada, como também colegas e amigos nas atividades de campo e desenvolvimento

da dissertação. Também foi imprescindível o suporte financeiro pela CAPES, e infra-

estrutura do Instituto de Geociências da USP que para eles também expresso meus

agradecimentos.

Assim, agradeço ao Eng. Fauaz Abdul Hak da PEDRAPAR (PR), a Marlene da

AGABRITAS (RS), ao Eng. Leandro Fagundes da UFGRS, a SINDIBRITA (RJ), ao

SINDIPEDRAS

(SP)

pelas

informações

desenvolvimento desta pesquisa.

concedidas

de

vital

importância

no

Agradeço as bibliotecas da CPRM, em especial, a Tânia Freire (CPRM-RJ), a

Ana Lúcia (CPRM-RS), a Silvana (CPRM-MG) pela ajuda na aquisição das cartas

geológicas bases para o desenvolvimento de uma parte essencial na dissertação.

Agradeço também ao Olindo Assis Martins Filho, pesquisador da fundação Oswaldo

Cruz (MG), a minha amiga geógrafa Adriana pela ajuda na aquisição da cópia de

cartas geológicas.

Meus sinceros agradecimentos ao Fábio da Eldorado Mineração (RS), pela

permissão e cooperação; também agradeço a Incopel (RS), ao Sr. Darcy da Inecol

(PR), Cimento Rio Branco S.A. (PR), ao Darli da Ibrata (RJ); em especial ao seu

Geraldo pela assistência na coleta de amostras na Ibrata mineração. Agradeço ao Luis

Simonetti pela permissão em fazer coleta das amostras na Pedreira Vigné (RJ); a

Mata Grande (MG), a Britadora Betim (MG), em especial, ao Fabio, Eduardo, Mário Jr.

E Mário pelo carisma e apoio na visita e amostragem. Agradeço a Pedreira Santa

Isabel (SP), em especial ao Técnico Luiz que permitiu e auxiliou durante todo o

processo de amostragem no local, também agradeço ao Eng. Marcio da Embu S.A.

pela permissão de amostragem.

Meus sinceros agradecimentos também a Dra. Geóloga Mirian Cruxên do

Laboratório

de

Petrologia

e

Tecnologia

de

Rochas

do

IPT

pelas

informações,

sugestões e assistência na petrografia de pedra britada. Agradeço também a Geóloga

Gláucia Cuchierato pelo auxílio no começo dessa pesquisa e claro, meus verdadeiros

agradecimento a Profa. Dra. Lília Mascarenhas Sant’Agostino que me orientou durante

todas as fases dessa pesquisa e outras anteriores.

Por fim, agradeço aos meus pais pela paciência e por terem me amparado e

acompanhado em todas as etapas de campo dessa pesquisa, a minha amiga geóloga

Fernanda Nishyama pela ajuda em conseguir alguns contatos importantes, a minha

amiga geóloga Alexandra V. Suhogusoff pela ajuda em campo e fases finais deste

trabalho,

a

Dra.

Geóloga

Lucelene

Martins

pela

assistência

na

tiragem

das

fotomicrografias no laboratório de óptica, a Rachel C. Prochoroff pelo seu impecável

conhecimento da Língua Inglesa, ao Pérsio Witkowski pela ajuda na língua francesa,

ao geólogo Fernando Pelegrini Spinelli pela imensa ajuda em diversas etapas dessa

pesquisa, principalmente na impressão final.

Obrigado Deus por mais esta conquista!

RESUMO

O conhecimento das propriedades físico-químicas da composição mineralógica

dos agregados é de extrema importância para o não comprometimento da obra em

que serão empregados. Desse modo, o conhecimento da petrografia, mineralogia e

geologia das rochas-fonte para brita também são extremamente necessárias.

O principal objetivo deste trabalho foi gerar informações sobre a geologia,

mercado produtor e petrografia das rochas-fonte da pedra britada nas principais

regiões produtoras do país. As informações disponíveis neste segmento da mineração

são escassas, principalmente devido às próprias características do setor onde os

investimentos em pesquisas geológicas geralmente são escassas e por vezes pouco

exigidas.

Os cinco principais pólos produtores de pedra britada, alvos de estudo deste

trabalho, incluem as cinco maiores regiões metropolitanas do país: São Paulo,Minas

Gerais, Rio de Janeiro , Paraná , Rio Grande do Sul. São locais que possuem

diferentes rochas-fonte de brita para cada centro produtor, devido à diversidade

geológica e abundância daquelas nestes centros.

Assim sendo, na região de São Paulo capital a principal rocha-fonte utilizada

são granitos e gnaisses provenientes do Embasamento; na região de Belo Horizonte

são os calcários provenientes do Grupo Bambuí; na região do Rio de Janeiro capital

são os sienitos alcalinos, localizados em diversos corpos alcalinos intrusivos e

gnaisses; na região de Curitiba (RMC) são calcários (Formações Perau e Votuverava)

e migmatitos extraídos de complexos migmatíticos; e na região de Porto Alegre

(RMPA) são predominatemente basaltos e dacitos da Formação Serra Geral.

Neste trabalho foi gerado um mapa geológico com localização das pedreiras

ativas no período de 2004-2006 para cada região metropolitana relativa à capital de

cada Estado. Em cada região foram selecionadas as minerações representativas de

acordo

com

a

geologia

(rocha-fonte)

e

produtividade

e

feitas

amostragens

e

mapeamento em frentes de lavra para a realização de análises petrográficas.

As

180

amostras

coletadas

nas

diferentes

regiões

metropolitanas

foram

analisadas petrograficamente de forma macroscópica, selecionadas e analisadas na

forma microscópica, com base nas normas ABNT e recomendações do Laboratório de

Petrologia e Tecnologia de Rochas do IPT. As principais características observadas

foram:

a

composição

mineralógica,

texturas,

estruturas,

presença

de

minerais

deletérios, grau de alteração deutérica e estado microfissural. Essas características

intrínsecas da rocha-fonte influenciam diretamente a forma e a composição do material

britado, e podem dificultar sua aplicação ou mesmo comprometê-la, tanto por motivo

de geração de reação álcali-agregado com ligantes quanto por comprometer a

resistência mecânica exigida na mistura.

O

desconhecimento

dessas

características

muitas

vezes

gera

um

baixo

aproveitamento dos materiais, principalmente finos de pedreira, que se acumulam em

pilhas de rejeito ao derredor das empresas mineradoras podendo causar sérios

problemas ambientais. Portanto, o trabalho gerou informações para uma melhor

otimização e utilização das matérias-primas ou rochas-fonte de brita, contribuindo

também indiretamente na redução desses problemas ambientais que atingem as

principais regiões urbanas do país.

ABSTRACT

It is extremely important to know the physical and chemical properties of

aggregate mineralogical composition so that the construction where they will be used is

not compromised. In this sense, knowing the petrography and mineralogy is as

necessary as knowing the geology of the rock deposit to be developed as a source of

crushed stone.

The main purpose of this work was to generate information on the geology,

market and petrography of the rock source of crushed stone in the main producing

areas of Brazil. This type of information is not commonly available, especially due to

this sector‘s characteristics, where investments in geological research are usually

scarce and rarely required.

The five main states that are crushed stone producers and that therefore

contain the centers of production on which this present work focused as case study

are: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná and Rio Grande do Sul. Each

production center presents different types of crushed stone, mainly because of the

geological diversity and abundance of the source rock in these places.

In the region of the capital of São Paulo the main source rocks are granite and

gneiss extracted from the embasement; in Belo Horizonte they are carbonates from the

Bambuí group; in Rio de Janeiro, the alkali sienites, localized in diverse intrusive

alkaline rocks and gneiss; in the region of Curitiba

they are carbonates (Perau and

Votuverava Formations) and migmatites extracted from migmatite complex; finally, in

the region of Porto Alegre (RMPA), they are basalts and dacites from the Serra Geral

Formation.

The rock mines in urban regions, related to the state capitals and which were

active in the period from 2004 to 2006, are shown on the geological maps generated

for the present work. One map has been made for each urban region.

The most

important mines are shown according to the geology of the source-rock and the

productivity.

Samples and mapping or description of the benches from the over feet

were also made in order to further proceed in petrographic analysis.

The

180

samples

collected

in

each

urban

region

suffered

macroscopic

petrographic analysis after which they were selected and analysed microscopically,

according to the ABNT norms and to the recommendation of the Laboratory of

Petrology and Rock Technology of IPT.

The main observed characteristics were:

mineral composition, texture, structure, presence of deleterious minerals, degree in

metheoric alteration and microfissural mapping. These intrinsic characteristics of the

source rock influence directly the form and composition of the crushed stones and

might cause difficulty or even compromise its use due to alkali-aggregate reaction or

because of mechanical resistance lower than that required in the mixture.

The lack of acknowledgement of these characteristics will often cause the poor

use of material, especially of the stone quarry fines, which will end up as reject piled up

around mines, causing environmental problems. Therefore, the present work has

generated relevant information that can be used to optimize and better use raw

material and source rock of crushed stone. It might also contribute indirectly to diminish

the environmental problems which are evident in the main urban regions of the country.

RÉSUMÉ

La connaissance des proprietés physico-chimiques, quant à la composition

minéralogique, des granulats, est extrêmement importante au non-compromettement

des travaux où ils seront employés, d’où la connaissance de la petrographie et de la

mineralogie accouplée à la géologie des roches sources du gravier sont nécessaires.

Le but principal de cet ouvrage a été de générer des informations sur la

géologie, le marché producteur du gravier, et la petrographie des rochers sources de

pierre concassée dans les principales régions produtrices du Brésil, puisque les

informations disponibles dans ce seteur de l’exploitation des mines sont inuffisantes,

principalement dû aux caractéristiques propres du seteur, où les investiments à la

recherche géologique sont généralement rares ou peu exigés.

Les cinq principaux pôles brésiliens produteurs de pierre concassée, et qui

incluent les plus grandes régions des grandes villes producteurs du Brésil : São Paulo,

Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná et Rio Grande do Sul . Ces lieux possèdent des

différentes roches sources de gravier, dont les différences sont liées à la diversité

géologique, et abondances des centres eux-mêmes. De cette façon, à São Paulo les

principales roches sources utilisées sont des granites et gneisses provenantes du

sous-sol cristallin ; à Belo Horizonte ce sont des calcaires provenantes du Groupe

Bambuí ; à Rio de Janeiro ce sont des siénites alcalines localisées en diverses corps

alcalins intrusivs, et des gneisses ; à Curitiba ce sont des calcaires (Formations Perau

et Votuverava) et des migmatites extraites des complexes migmatitiques ; et à Porto

Alegre predominentdes basaltes et des dacites de la Formation Serra Geral.

Dans Cet ouvrage, Il ont été produite un carte géologique avec la localisation

des mines de gravier actives entre les périodes 2004 à 2006 par région de grande ville

relative à la capitale de l’état. Dans chacune, nous avons sélectioné les mines des

graviers plus representatifs selon la géologie (Roche Source), et la productivité. À

partir des carte géologiques et de la localisation des mines. Des échantillonages et de

la

cartographie

devant-labour

de

chaque

cas

pour

la

pétrographiques ont aussi été faits.

réalisation

des

analyses

Les 180 échantillons des roches collectées dans les différentes régions des

grandes villes ont été analysés pétrographiquement à la forme macroscopique,

selectionés

et

analysés

à

la

forme

microscopique

selon

les

normes

ABNT

et

recommandations du Laboratoire de Pétrologie et Technologie des Roches de

l’IPT.

Les principales caractéristiques observées ont été : la composition minéralogique, les

textures, les structures, les présences des minéraux délétères, le dégré de la

modification deutérique, et l’état microfissurel. Caractéristiques intrinsèques de la

roche source qui influencient directement la forme et la composition du matériel

concassé, et qui peuvent difficulter leur application ou même la compromettre, aussi

bien provoquant une reaction alcali-granulat dans béton que pour compromettre le

résistence mécanique éxigée dans la misture.

La méconnaissance de ces caractéristiques produit fréquemment un petit taux

d’utilisation des matériaux, surtout les fins de

pierre concassée qui s’acumulent en

piles des rejets autour des exploitations de gravier qui peuvent causer des problèmes à

l’environnement.

De

cette

façon,

cet

ouvrage

peut

être

utile

pour

doner

des

informations pour une meilleure utilisation et otimisation des matières premières ou

roches sources de gravier, et pour contribuer indirectememnt aussi dans la réduction

des problèmes d’environnement.

“Conserva-te no temor do senhor, pois é a fonte de vida e sabedoria, e lança fora todos os seus medos.”

PV 23:17, 14:27, 111:10 e IJo 4:18b

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 2.1: Produção de pedra Britada nos estados brasileiros. Fonte: DNPM

 

12

FIGURA 2.2: Representatividade estadual da produção de pedra britada em 2005. Fonte: DNPM FIGURA 2.3: Evolução da produção pedra britada entre 1994 e 2005. Fonte:

13

DNPM (1985 a 1991), (1996 a

14

FIGURA 2.4: Comparação entre os tipos de rochas usadas como pedra britada no Brasil e nos EUA. Fonte: DNPM (2006), USGS

15

FIGURA 2.5: Comparação entre os usos de pedra britada no Brasil e no Canadá. Fonte: DNPM (2006) e Panagapko

15

FIGURA 2.6: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada no Brasil, discriminando os cinco principais estados produtores em 2004. Fonte:

16

DNPM FIGURA 2.7: A forma da RMSP de acordo com os municípios que a compõem.

17

FIGURA 2.8: Vendas anuais de pedra britada na RMSP entre 1994 e 2006; valores expressos em 1.000 toneladas. Fonte: SINDIPEDRAS (2007).

18

FIGURA 2.9: Reservas medidas e lavráveis do Estado de São Paulo e da RMSP. Fonte: DNPM FIGURA 2.10: A forma da RMEBH de acordo com os municípios que compõem

18

a

RMBH e os municípios

19

FIGURA 2.11: Reservas medidas e lavráveis de Minas Gerais e da

20

FIGURA 2.12: A forma da RMERJ de acordo com os municípios que compõem

a

RMRJ e os municípios

21

FIGURA 2.13: Reservas medidas e lavráveis do Estado do Rio de Janeiro e da

RMERJ. Fonte: DNPM FIGURA 2.14: A forma da RMPA de acordo com os municípios que a

22

22

FIGURA 2.15: Reservas medidas e lavráveis do Paraná e da RMC. Fonte DNPM FIGURA 2.16: A atual RMPA de acordo com os municípios que a compõem, com destaque para os municípios que foram incorporados desde sua

23

24

FIGURA 2.17: Reservas medidas e lavráveis do Rio Grande do Sul e RMPA. Fonte: DNPM FIGURA 2.18: Ilustração dos tipos de formas de fragmentos de acordo com a

25

espessura, largura e comprimento. Fonte: NBR 6954 (ABNT, 1989)

29

FIGURA 3.1: Fluxograma de todo o processo de confecção das cartas geológicas e de localização de pedreiras das Regiões Metropolitanas

39

FIGURA 3.2: Esquema na disposição das amostras nas amostragens em frentes de lavra

40

FIGURA 4.1: Comparação entre a representatividade de produção de pedra britada, e principais litotipos

46

FIGURA 4.2: Mapa geológico da Região Metropolitana de Porto

49

FIGURA 4.3: Mapa geológico da Região Metropolitana de

52

FIGURA 4.4: Mapa geológico da Região Metropolitana Expandida de Belo

54

FIGURA 4.5: Mapa geológico da Região Metropolitana Expandida do Rio de

 

56

FIGURA 4.6: Mapa geológico da Região Metropolitana de São

59

FIGURA 4.7: Modelo da ficha de descrição macroscópica utilizada (Anexo

62

FIGURA 4.8: Modelo da ficha de descrição microscópica utilizada (Anexo

62

FIGURA 4.9: Localização e acesso a Eldorado Mineração

63

FIGURA 4.10: Localização dos perfis de amostragem na Eldorado Mineração Ltda

64

FIGURA 4.11: Localização e acesso a Incopel – Indústria de Comercio de Pedras Britadas

74

FIGURA 4.12: Localização dos perfis de amostragem na Incopel – Indústria de Comercio de Pedras Britadas

75

FIGURA 4.13: Localização e acesso a Inecol – Indústria e Comércio de Pedras Britadas

89

FIGURA 4.14: Localização dos perfis de amostragem na Inecol – Indústria e Comércio de Pedras

89

FIGURA 4.15: Localização e acesso a Mina Saíva pertencente a Cimento Rio Branco

99

FIGURA 4.16: Localização dos perfis de amostragem na mina Saíva, Cimento Rio Branco

100

FIGURA 4.17: Localização e acosso a Mata Grande Mineração

108

FIGURA 4.18: Localização dos perfis de amostragem na Mata Grande Mineração Ltda

109

FIGURA 4.19: Localização e acesso a Britadora Betim

118

FIGURA 4.20: Localização dos perfis de amostragem na Britadora Betim Ltda.

119

FIGURA 4.21: Localização e acesso a Ibrata Mineração

127

FIGURA 4.22: Localização dos perfis de amostragem na Ibrata Mineração Ltda.

128

FIGURA 4.23: Localização e acesso a Pedreira Vigné

138

FIGURA 4.24: Localização dos perfis de amostragem na Pedreira Vigné Ltda.

139

FIGURA 4.25: Localização e acesso a Pedreira Santa Isabel

148

FIGURA 4.26: Localização dos perfis de amostragem na Pedreira Santa Isabel

149

FIGURA 4.27: Localização e acesso para a Pedreira Itapeti pertencente à Embu

159

FIGURA 4.28: Localização dos perfis de amostragem na Pedreira Itapeti, pertencente à Embu

160

LISTA DE FOTOS

FOTO 1.1: Pó de Pedra

8

FOTO 1.2.: Brita 0

8

FOTO 1.3: Brita “½”

8

FOTO 1.4: Brita 1

8

FOTO 1.5: Brita 2

8

FOTO 1.6: Brita 3

8

FOTO 1.7: Brita 5

8

FOTO 1.8: Rachão ou gabão

8

FOTO 2.1: Fotomicrografia exemplo de estado microfissural intragranular e intergranular; sericita em feldspato

34

FOTO 2.2: Fotomicrografia exemplo de estado microfissural transgranular; microveio de carbonato

34

FOTO 4.1: Fotomicrografia da amostra ES-A02 (Grupo ES-I); 1,25x, polarizadores

72

FOTO 4.2: Fotomicrografia da amostra ES-B02 (Grupo ES-II); 4x, polarizadores

72

FOTO 4.3: Fotomicrografia da amostra ES-C02 (Grupo ES-III); 4x, polarizadores

73

FOTO 4.4: Fotomicrografia da amostra ES-C10 (Grupo ES-IV); 1,25x, polarizadores

73

FOTO 4.5: Fotomicrografia da amostra ES-C09 (Grupo ES-V); 4x, polarizadores

73

FOTO 4.6: Fotomicrografia da amostra ES-C10 (Grupo ES-VI); 1,25x, polarizadores

73

FOTO 4.7: Fotomicrografia da amostra EV-A03 (grupo EV-I); 4x, polarizadores

85

FOTO 4.8: Fotomicrografia da amostra EV-C02 (grupo EV-IV); 4x, polarizadores FOTO 4.9: Fotomicrografia da amostra EV-B02 (grupo EV-II); 4x, polarizadores

85

85

FOTO 4.10: Fotomicrografia da amostra EV-B03 (grupo EV-III); 4x, polarizadores

85

FOTO 4.11: Fotomicrografia da amostra EV-E01 (grupo EV-VI); 4x, polarizadores FOTO 4.12: Fotomicrografia da amostra EV-E03 (grupo ES-VII); 4x,

86

polarizadores descruzados

86

FOTO 4.13: Fotomicrografia da amostra EV-C03 (grupo ES-V); 4x, polarizadores descruzados

86

FOTO 4.14: Fotomicrografia da amostra EV-F02 (grupo ES-VIII); 4x, polarizadores

86

FOTO 4.15: Fotomicrografia da amostra CL-A01 (grupo CL-I); 4x, polarizadores

96

FOTO 4.16: Fotomicrografia da amostra CL-B03 (grupo CL-IV); 4x, polarizadores

96

FOTO 4.17: Fotomicrografia da amostra CL-B07 (grupo CL-III); 4x, polarizadores

96

FOTO 4.18: Fotomicrografia da amostra CL-B02 (grupo CL-III); 4x, polarizadores

97

FOTO 4.19: Fotomicrografia da amostra CL-A04 (grupo CL-V); 4x, polarizadores

97

FOTO 4.20: Fotomicrografia da amostra CL-A07 (grupo CL-II); 4x, polarizadores

97

FOTO 4.21: Fotomicrografia da amostra CL-A06 (grupo CL-IV); 4x, polarizadores

97

FOTO 4.22: Fotomicrografia da amostra RBS-A02 (grupo RBS-I); 4x, polarizadores

106

FOTO 4.23: Fotomicrografia da amostra RBS-A05 (grupo RBS-II); 4x, polarizadores

106

FOTO 4.24: Fotomicrografia da amostra RBS-A07 (grupo RBS-IIII); 4x, polarizadores

106

FOTO 4.25: Fotomicrografia da amostra RBS-B03 (grupo RBS-V); 4x, polarizadores

106

FOTO 4.26: Fotomicrografia da amostra RBS-B07a (grupo RBS-IV); 4x, polarizadores

106

FOTO 4.27: Fotomicrografia da amostra SL-B09/10 (grupo SL-VI); 1,25x, polarizadores

116

FOTO 4.28: Fotomicrografia da amostra SL-B09 (grupo SL-II); 1,25x, polarizadores

116

FOTO 4.29: Fotomicrografia da amostra SL-B05 (grupo SL-V); 1,25x, polarizadores FOTO 4.30: Fotomicrografia da amostra SL-A04 (grupo SL-I); 4x, polarizadores

116

117

FOTO 4.31: Fotomicrografia da amostra SL-A07 (grupo SL-IIII); 1,25x, polarizadores

117

FOTO 4.32: Fotomicrografia da amostra SL-B01 (grupo SL-IV); 4x, polarizadores

117

FOTO 4.33: microfotografia da amostra BT-A01 (grupo BT-I); 4x, polarizadores

125

FOTO 4.34: microfotografia da amostra BT-A06 (grupo BT-III); 1,25x, polarizadores

125

FOTO 4.35: microfotografia da amostra BT-A02/03 (grupo BT-II); 1,25x, polarizadores

125

FOTO 4.36: microfotografia da amostra BT-A03 (grupo BT-IV); 4x, polarizadores

125

FOTO 4.37: microfotografia da amostra BT-B07 (grupo BT-III); 4x, polarizadores

125

FOTO 4.38: microfotografia da amostra IT-A02 (grupo IT-II); 1,25x, polarizadores

135

FOTO 4.39: microfotografia da amostra IT-A01 (grupo IT-I); 1,25x, polarizadores

135

FOTO 4.40: microfotografia da amostra IT-A10b (grupo IT-VI); 1,25x, polarizadores

135

FOTO 4.41: microfotografia da amostra IT-A03 (grupo IT-V); 4x, polarizadores

135

FOTO 4.42: microfotografia da amostra IT-A04 (grupo IT-IV); 1,25x, polarizadores

136

FOTO 4.43: microfotografia da amostra IT-A06 (grupo IT-III); 1,25x, polarizadores

136

FOTO 4.44: microfotografia da amostra IT-B01 (grupo IT-VII); 1,25x, polarizadores

136

FOTO 4.45: microfotografia da amostra IT-B02 (grupo IT-VIII); 1,25x, polarizadores

136

FOTO 4.46: microfotografia da amostra NI-A02 (grupo NI-I); 4x, polarizadores

146

FOTO 4.47: microfotografia da amostra NI-A03 (grupo NI-II); 10x, polarizadores

 

146

polarizadores

146

FOTO 4.49: microfotografia da amostra NI-B02a (grupo NI-VI); 1,25x, polarizadores

146

FOTO 4.50: microfotografia da amostra NI-A08 (grupo NI-IV); 4x, polarizadores

146

FOTO 4.51: microfotografia da amostra NI-B03 (grupo NI-V); 1,25x, polarizadores

146

FOTO 4.52: microfotografia da amostra SI-C04b (grupo SI-III); 1,25x, polarizadores

157

FOTO 4.53: microfotografia da amostra SI-C10 (grupo SI-V); 1,25x, polarizadores

157

FOTO 4.54: microfotografia da amostra SI-C04a (grupo SI-IV); 1,25x, polarizadores

157

FOTO 4.55: microfotografia da amostra SI-C09 (grupo SI-II); 1,25x, polarizadores

157

FOTO 4.56: microfotografia da amostra MC-B02 (grupo MC-I); 4x, polarizadores

167

FOTO 4.57: microfotografia da amostra MC-A06 (grupo MC-II); 4x, polarizadores

167

FOTO 4.58: microfotografia da amostra MC-B05/06a (grupo MC-IV); 4x, polarizadores

167

FOTO 4.59: microfotografia da amostra MC-B05/06b (grupo MC-V); 4x, polarizadores

167

LISTA DE TABELAS

TABELA 1.1: Terminologia de acordo com a natureza dos agregados para condtrução civil, de acordo com a ABNT

6

TABELA 1.2: Terminologia de acordo com as dimensões dos agregados para condtrução civil, de acordo com a ABNT

7

TABELA 2.1: Posição do Brasil em relação à produção de agregados e pedra britada entre os principais países

11

TABELA 2.1: Posição dos agregados para construção civil em relação à produção mineral nacional

11

TABELA 2.3: Grau de alteração nas rochas e suas características distintas segundo a ABNT

44

TABELA 3.1: Abreviações minerais

47

TABELA 4.1: Municípios das Regiões Metropolitanas e o número de pedreiras. TABELA 4.2: Empresas visitadas e valores de produção e produtos comercializados

61

TABELA 4.3: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes na Eldorado Mineração

68

TABELA 4.4: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes, na

81

TABELA 4.5: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes, na

96

TABELA 4.6: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes, na Cimento Rio

102

TABELA 4.7: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes, na Mata Grande

112

TABELA 4.8: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes, na

120

TABELA 4.9: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes, na

135

TABELA 4.10: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes, na

142

TABELA 4.11: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes, na Pedreira Santa

153

TABELA 4.12: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características semelhantes, na Pedreira TABELA 5.1: O número de pedreiras e os principais litotipos e formações em

163

que se

170

TABELA 5.2: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na

172

TABELA 5.3: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na

174

TABELA 5.4: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na

176

TABELA 5.6: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na

178

TABELA 5.7: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na

180

LISTA DE PERFIS

Perfil RMPA 01A: Eldorado Mineração Ltda., Eldorado do Sul - RS

65

Perfil RMPA 01B: Eldorado Mineração Ltda., Eldorado do Sul - RS

65

Perfil RMPA 01C: Eldorado Mineração Ltda., Eldorado do Sul - RS

66

Perfil RMPA 01C ( continuação ): Eldorado Mineração Ltda., Eldorado do Sul - RS

67

Perfil RMPA 02A: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância Velha – RS

76

Perfil RMPA 02B: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância Velha – RS

77

Perfil RMPA 02C: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância Velha – RS

78

Perfil RMPA 02D: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância Velha – RS

78

Perfil RMPA 02E: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância Velha – RS

79

Perfil RMPA 02F: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância Velha – RS

80

Perfil RMC 01A: Inecol – Indústria e Comercio de Pedras Britadas Ltda, Campo Largo, PR

90

Perfil RMC 01B: Inecol – Indústria e Comercio de Pedras Britadas Ltda, Campo Largo, PR

91

Perfil RMC 01B ( continuação ): Inecol – Indústria e Comercio de Pedras Britadas Ltda, Campo Largo, PR

92

Perfil RMC 02A/B: Inecol – Indústria e Comercio de Pedras Britadas Ltda, Campo Largo, PR

101

Perfil RMEBH 01A: Mata Grande mineração Ltda., Sete Lagoas – MG

110

Perfil RMEBH 01B: Mata Grande mineração Ltda., Sete Lagoas – MG

111

Perfil RMEBH 02A: Britadora Betim Ltda., Betim – MG

121

Perfil RMEBH 02B: Britadora Betim Ltda., Betim – MG

122

Perfil RMERJ 01A: Ibrata Mineração Ltda., Itaboraí – RJ

129

Perfil RMERJ 01A ( continuação ): Ibrata Mineração Ltda., Itaboraí – RJ

130

Perfil RMERJ 01B: Ibrata Mineração Ltda., Itaboraí – RJ

131

Perfil RMERJ 02A: Pedreira Vigné Ltda, Nova Iguaçú – RJ

140

Perfil RMERJ 02B: Pedreira Vigné Ltda, Nova Iguaçú – RJ

141

Perfil RMSP 01A: Pedreira Santa Isabel Ltda., Santa Isabel – SP

151

Perfil RMSP 01B: Pedreira Santa Isabel Ltda., Santa Isabel – SP

151

Perfil RMSP 01C: Pedreira Santa Isabel Ltda., Santa Isabel – SP

152

Perfil RMSP 01C ( continuação ): Pedreira Santa Isabel Ltda., Santa Isabel – SP

153

Perfil RMSP 02A: Pedreira Itapeti – Embu S.A., Moji das Cruzes – SP

161

Perfil RMSP 02B: Pedreira Itapeti – Embu S.A., Moji das Cruzes – SP

162

LISTAS DE PRANCHAS

PRANCHA 4.1:

69

PRANCHA 4.2:

70

PRANCHA 4.3:

71

PRANCHA 4.4:

82

PRANCHA 4.5:

83

PRANCHA 4.6:

84

PRANCHA 4.7:

94

PRANCHA 4.8:

95

PRANCHA 4.9:

103

PRANCHA 4.10:

104

PRANCHA 4.11:

105

PRANCHA 4.12:

113

PRANCHA 4.13:

114

PRANCHA 4.14:

115

PRANCHA 4.15:

123

PRANCHA 4.16:

124

PRANCHA 4.17:

133

PRANCHA 4.18:

134

PRANCHA 4.19:

143

PRANCHA 4.20:

144

PRANCHA 4.21:

145

PRANCHA 4.22:

154

PRANCHA 4.23:

155

PRANCHA 4.24:

156

PRANCHA 4.25:

164

PRANCHA 4.26:

165

PRANCHA 4.27:

166

LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICO 4.1: Difratograma de raios x da amostra EV-B02; curva (1) amostra não glicolada, curva (2) amostra glicolada

87

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

RM – Região Metropolitana RME – Região Metropolitana Expandida RMPA - – Região Metropolitana de porto Alegre RMC – Região Metropolitana de Curitiba RMBH – Região Metropolitana de Belo Horizonte RMEBH – Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte RMRJ – Região Metropolitana do Rio de Janeiro RMERJ – Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro RMSP– Região Metropolitana de São Paulo UP – Unidades de produção de pedra britada

AGRADECIMENTOS

SUMÁRIO

RESUMO

ABSTRACT

RÉSUMÉ

Capítulo I - Introdução, Objetivos, Justificativas, Definições

1

1.1. INTRODUÇÃO

2

1.2. OBJETIVOS

3

1.3. JUSTIFICATIVAS

4

1.4. DEFINIÇÕES

5

Capítulo II – Revisão Bibliográfica: Cenário Econômico e a Petrografia de Pedra Britada

9

2.1. O CENÁRIO ECONÕMICO DO SETOR DE AGREGADOS

2.1.1. Panorama Nacional e Internacional

2.1.2. Panorama das Regiões Metropolitanas

2.1.2.1. REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO (RMSP)

2.1.2.2. REGIÃO METROPOLITANA EXPANDIDA DE BELO HORIZONTE (RMEBH)

2.1.2.3. REGIÃO METROPOLITANA EXPANDIDA DO RIO DE JANEIRO

(RMERJ)

2.1.2.4. REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA (RMC)

2.1.2.5. REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE (RMPA)

2.2. A PETROGRAFIA DA PEDRA BRITADA

2.2.1. Os Minerais Deletérios e as suas implicações

2.2.2. A Forma e Arranjo dos Minerais

2.2.3. Trabalhos Anteriores e Aplicações da Petrografia de Pedra Britada

2.2.4. Normas Técnicas

Capítulo III – Materiais e Métodos

10

10

16

17

18

21

22

24

25

26

28

30

32

35

3.1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

36

3.2. SELECÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDOS

37

3.3. CONFECÇÃO

DOS

MAPAS

GEOLÓGICOS

COM

A

LOCALIZAÇÃO DAS PEDREIRAS

37

3.4. AMOSTRAGEM

3.5. ESTUDOS PETROGRÁFICOS

3.5.1. Confecção das Seções Delgadas Microscópicas

Capítulo IV – Resultados Obtidos

4.1. CONTEXTO GEOLÓGICO DAS PEDREIRAS

40

41

42

45

47

4.1.1. Região Metropolitana de Porto Alegre

48

4.1.2. Região Metropolitana de Curitiba

50

4.1.3. Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte

53

4.1.4. Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro

55

4.1.5. Região Metropolitana de São Paulo

57

4.2.

AMOSTRAGEM

PRODUTORES

E

PETROGRAFIA

4.2.1. Eldorado Mineração LTDA

DOS

CENTROS

4.2.1.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

4.2.1.2. AMOSTRAGEM

4.2.1.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

4.2.2. Incopel – Indústria e Comercio de Pedras Britadas LTDA

4.2.2.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

4.2.2.2. AMOSTRAGEM

4.2.2.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

4.2.3. Inecol – Indústria e Comercio de Pedras Britadas LTDA

4.2.3.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

4.2.3.2. AMOSTRAGEM

4.2.3.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

4.2.4. Cimento Rio Branco S.A. – Mina Saiva

4.2.4.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

4.2.4.2. AMOSTRAGEM

4.2.4.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

4.2.5. Mata grande Mineração LTDA

4.2.5.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

4.2.5.2. AMOSTRAGEM

4.2.5.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

4.2.6. . Britadora Betim LTDA

4.2.6.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

60

62

62

63

64

73

73

74

75

87

87

88

89

98

98

99

100

107

107

108

109

117

118

4.2.6.2.

AMOSTRAGEM

119

 

4.2.6.3.

PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

120

4.2.7.

Ibrata Mineração LTDA

126

4.2.7.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

126

4.2.7.2. AMOSTRAGEM

127

4.2.7.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

128

4.2.8.

Pedreira Vigné LTDA

137

4.2.8.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

137

4.2.8.2. AMOSTRAGEM

138

4.2.8.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

139

4.2.9.

Pedreira Santa Isabel LTDA

148

4.2.9.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

148

4.2.9.2. AMOSTRAGEM

149

4.2.9.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

150

4.2.10.

Embu S.A. – Pedreira Itapeti

158

4.2.10.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

158

4.2.10.2. AMOSTRAGEM

159

4.2.10.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

160

Capítulo V – Consolidação de Infomações

169

5.1. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

170

5.1.1. Região Metropolitana de Porto Alegre

171

5.1.2. Região Metropolitana de Curitiba

173

5.1.3. Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte

175

5.1.4. Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro

177

5.1.5. Região Metropolitana de São Paulo

179

5.2.

CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES

181

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

185

Anexo I – Fichas de Descrição Macroscópicas

195

Região Metropolitana de Porto Alegre

196

Região Metropolitana de Curitiba

234

Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte

272

Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro

305

Região Metropolitana de São Paulo

342

Anexo II – Fichas de Descrição Microscópicas

382

Região Metropolitana de Porto Alegre

383

Região Metropolitana de Curitiba

398

Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte

411

Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro

423

Região Metropolitana de São Paulo

438

Capítulo I

Introdução, Objetivos, Justificativas, Definições

Pinho, D. (2007)

Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

1.1.

INTRODUÇÃO

A pedra britada, ou simplesmente brita como é normalmente chamada, é um dos

bens minerais mais abundantes no território nacional, responsável por uma produção de 135

milhões de toneladas em 2005, (DNPM, 2006). Produção essa que varia de região para

região, pois depende estritamente da demanda e consumo de cada local, sendo que os

grandes centros consumidores encontram-se em regiões geologicamente favoráveis à

existência de reservas de rochas-fonte de pedra britada de boa qualidade.

A pedra britada juntamente com a areia constitui a parte principal dos agregados

para construção civil, que segundo Frazão e Paraguassu (1998), nada mais são do que

materiais

granulares

sem

forma

e

volumes

definidos, de

dimensões

e

propriedades

adequadas para uso em obras de engenharia civil. As propriedades físicas e químicas dos

agregados para construção civil, como suas misturas ligantes, são essenciais para a

durabilidade das obras de engenharia civil. Poe exemplo, o uso inadequado dos agregados,

ou seja, sem o total conhecimento dessas propriedades, pode causar rápida deterioração do

concreto e também descolamento das partículas do pavimento asfáltico (VALVERDE, 2001).

A mineração de agregados para construção civil possui características típicas,

destacando-se:

Grandes volumes de produção;

Beneficiamento simples;

Baixo preço unitário;

Alto custo relativo de transporte; e

Necessidade de proximidade das fontes produtoras / local de consumo.

Assim, os maiores centros produtores de pedra britada no país são as principais

cidades e suas vizinhanças, ou seja, as regiões metropolitanas.

O Brasil tem um dos menores índices de consumo per capita de agregados do

mundo, com 1,8 t/hab/ano, sendo de 0,7 t/hab/ano o consumo de pedra britada em 2004

2

Pinho, D. (2007)

Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

(DNPM, 2005); enquanto na Europa esta taxa chega a 6-10 t/hab/ano. Na Espanha,

segundo a Asociación Nacional de Empresarios Fabricantes de Áridos, (ANEFA), dados de

2003 indicam a taxa de 10,3 t/hab/ano, registrando recorde nacional na Espanha superando

a média européia de 8 t/hab/ano de agregados. Segundo a National Stone, Sand & Gravel

Association (NSSGA), os USA produziram mais de 2,85 bilhões de toneladas de agregados

em 2005, isso é quase nove vezes mais do que a produção brasileira.

O setor de agregados para construção civil possui uma escassez muito grande de

informações no que diz respeito à constituição mineralógica e à geologia das rochas fonte

para pedra britada. Portanto, a partir das informações levantadas e a análise dos casos

realizada, o trabalho contribui para o conhecimento geológico aplicado aos recursos

minerais, com sua aplicação voltada especialmente ao uso na construção civil, com vista à

otimização e à melhoria da seleção do tipo de rochas fonte para agregados, utilizando como

ferramenta a petrografia de pedra britada.

1.2.

OBJETIVOS

O principal objetivo deste trabalho foi gerar informações sobre a geologia e

petrografia das rochas-fonte da pedra britada nas principais regiões produtoras do país, já

que as informações disponíveis neste segmento da mineração são escassas, principalmente

devido às próprias características do setor, onde os investimentos em pesquisas geológicas

geralmente são escassos e por vezes pouco exigidos.

O trabalho abrangeu casos dos seguintes estados:

1)

Paraná que utiliza calcário, na região de Curitiba; e basalto/diabásio no interior como

rocha fonte;

2)

Rio Grande do Sul que utiliza granitos e basaltos;

3)

Minas Gerais mais especificamente na região de Belo Horizonte que utiliza calcário

e granitos/gnaisses;

3

Pinho, D. (2007)

Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4)

Rio de Janeiro que utiliza sienitos e gnaisses;

5)

São Paulo que utiliza granitos/gnaisses na região da capital; e basalto/diabásio no

interior.

Dentre os agregados, pretendem-se particularizar apenas as pedras britadas, e as

principais características relevantes para a sua utilização que são: forma, granulometria e a

mineralogia. As análises petrográficas e mineralógicas visaram identificar a mineralogia,

textura, estruturas (microfissuras) e o estado de alteração dos minerais. Segundo Frazão

(2002) a atenção neste tipo de análise deve ser dada à presença de minerais que possam

interagir

com

os

fatores

climáticos

ou

substância

presentes

nas

misturas

ligantes

(denominados minerais nocivos, prejudiciais ou deletérios). As principais características

petrográficas e mineralógicas, importantes para a construção civil, são: o estado de

alteração, a presença dos minerais deletérios e as propriedades físico-químicas.

1.3.

JUSTIFICATIVAS

Segundo DNPM (2006) na produção nacional de pedra britada no ano de 2005 os

estados maiores produtores foram São Paulo com 42 % do total brasileiro, Minas Gerais

com 12,5%, Rio de Janeiro com 11%, Paraná com 6,5%,e Rio Grande do Sul com 6,3%.

Quanto à participação dos tipos de rochas utilizadas na produção de pedra britada nacional,

segundo DNPM (2006) foi:

1)

Rochas graníticas e gnáissicas – 85%;

2)

Rochas carbonáticas (calcário/dolomito) – 10%,

3)

Rochas básicas (basalto/diabásio) – 5%,

Sendo este panorama variável de região para região dependendo da disponibilidade

da rocha fonte para pedra britada. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), a maior

parte da pedra britada utilizada provém de calcários, na Região Metropolitana do Rio de

Janeiro (RJ) provém de rochas sieníticas e gnáissicas, na Região Metropolitana de Porto

4

Pinho, D. (2007)

Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Alegre (RS) provêm de rochas básicas, na Região metropolitana de Curitiba (PR) de

calcários e rochas migmatíticas e na Região Metropolitana de São Paulo (SP) provém de

granitos e gnaisses.

A falta de informações sobre a geologia e petrografia, conhecimentos básicos para a

melhoria da qualidade dos agregados, especialmente as pedras britadas, faz com que

alguns materiais não se adequem às normas técnicas vigentes, por vezes até inviabilizando

seu uso. Em outros casos, o desconhecimento das características dos materiais britados faz

com que haja uma maior geração de resíduos e finos de pedreira; segundo Fujimura (1996)

o uso de finos de pedreira acarreta na diminuição das pilhas de rejeito, que por sua vez

diminui a emissão de partículas na atmosfera e assoreamento das drenagens, melhora o

impacto visual e disponibiliza o uso do local pra objetivos mais nobres. Assim como,

segundo Cuchierato (2000), a maior geração de finos está relacionada com a textura e

granularidade da rocha, pois rochas com foliação gnáissica/xistosa e granulação fina,

mesmo apenas na matriz, tendem a gerar maior volume de finos.

Portanto,

o

conhecimento

sobre

as

características

geológicas

e

de

como

as

propriedades mineralógicas das principais pedras britadas produzidas no país podem

interagir com a mistura ligante, ou no seu uso final, é de extrema importância não só no

tocante à indústria da construção civil, como também, na redução do impacto ambiental

relacionado à mineração de agregados.

1.4.

DEFINIÇÕES

De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, norma NBR

9935 (ABNT, 1987a), agregado é um material sem forma ou volume definido, geralmente

inerte, de dimensões e propriedades adequadas para produção de argamassa e concreto.

Sendo que os agregados para construção civil podem ser classificados com a relação à sua

natureza em agregados naturais e artificiais, areia, pedra britada ou brita, pedregulho britado

5

Pinho, D. (2007)

Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

e agregado especial, vide TABELA 1.1. De acordo com a mesma norma e NBR 7225

(ABNT, 1987b) os agregados podem ser classificados de acordo com suas dimensões em

matacão, pedra de mão, agregado graúdo, agregado miúdo, fíler, pedrisco pó-de-pedra,

agregado denso ou pesado e agregado leve, vide TABELA 1.2.

TABELA 1.1: Terminologia de acordo com a natureza dos agregados para construção civil, de acordo com a ABNT.

Agregados Naturais

Pode ser utilizado tal e qual encontrado na natureza, a menos de lavagem e seleção.

Agregados Artificiais

Resultante de processo industrial, incluindo britagem de rocha ou pedregulho.

Areia

Agregado miúdo originado artificial ou naturalmente da desintegração de rochas ou de outros processos industriais. Podendo ser Areia Natural, ou Areia Artificial.

Pedra Britada ou Brita

Agregado graúdo originado através de cominuição artificial de rocha.

Pedregulho

Agregado graúdo que pode ser utilizado no concreto tal e qual é encontrado na natureza, a menos de lavagem e seleção, também conhecido como cascalho ou seixo rolado.

Pedregulho Britado

Agregado graúdo originado da cominuição artificial de pedregulho.

Agregado Especial

Natural ou artificial, cujas propriedades podem conferir aos concretos um desempenho de acordo com solicitações específicas não usuais.

Fonte: NBR 9935 (ABNT, 1987a).

Outros termos relacionados com os produtos de britagem existentes, e que também

são muito comercializados, obtidos junto às minerações, são: a brita corrida que seria um

conjunto de pedra britada, pedrisco e pó de pedra, sem graduação definida, obtido

diretamente do britador, sem o peneiramento; a brita “0” que seria a brita de menor

graduação o mesmo que o pedrisco grosso (FOTO 1.2); brita “1/2” que seria de dimensão

nominal de meia polegada, em torno de 6,35 milímetros (FOTO 1.3); rachão ou gabão que

seria uma pedra britada de dimensão nominal superior a 100 mm (FOTO 1.8); areia de brita

que seria o mesmo que areia artificial, obtida através da cominuição de rocha respeitando as

dimensões nominais da areia; e pedrisco misto que seria os pedriscos grosso, médio e fino

sem graduação definida. Cabe salientar que finos de pedreira equivalem à fração fina da

britagem, ou seja, o que é definido como agregado miúdo pela ABNT.

6

Pinho, D. (2007)

Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 1.2: Terminologia de acordo com as dimensões dos agregados para construção civil, de acordo com a ABNT.

Matacão

 

Pedra arredondada, encontrada isolada na superfície ou no meio de massas de solos ou rochas alteradas com dimensão nominal mínima superior a 10 cm.

Pedra de Mão

Pedra bruta, obitida por meio de marrão, de dimensão tal que possa ser manuseada.

Fíler

 

Material constituído de pó de pedra ou outros minerais inertes de dimensão máxima inferior a 0,075 mm, destinado a ser empregado como enchimento em pavimentações betuminosas.

 

Agregado Natural

 

Muito Grosso

Grosso

Dimensão nominal entre 100 e 50 mm Dimensão nominal entre

50

e 25 mm

Pedregulho

Médio

Dimensão nominal entre

Agregado Graúdo

25

e 4,8 mm

Fino

Dimensão nominal entre 4,8 e 2,0 mm

   

1

(FOTO 1.4)

Dimensão nominal entre 4,8 e 12,5 mm Dimensão nominal entre 12,5 e 25 mm Dimensão nominal entre

Pedra Britada ou Brita

2

3

(FOTO1.5)

(FOTO1.6)

 

Agregado Artificial

25

e 50 mm

 

4

Dimensão nominal entre

50

e 76 mm

5

(FOTO 1.7)

Dimensão nominal entre 76 e 100 mm

   

Grosso

Dimensão nominal entre 4,8 e 2,0 mm Dimensão nominal entre 2,0 e 0,42 mm Dimensão nominal entre 0,42 e 0,075 mm

Pedrisco

Médio

Agregado Miúdo

 

Fino

Pó de Pedra (FOTO 1.1)

 

Dimensão nominal máxima Inferior a 0,075 mm

   

Grossa

Dimensão nominal entre 0,2 e 1,20 mm Dimensão nominal entre 1,20 e 0,42 mm Dimensão nominal entre 0,42 e 0,075 mm

Ambos

Areia

Média

 

Fina

Fonte: NBR 9935 (ABNT, 1987a); NBR 7225 (ABNT, 1987b)

7

Pinho, D. (2007)

Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

I – Contribuição à Pe trografia de Pedra Britada FOTO 1.1: Pó de Pedra FOTO 1.3:

FOTO 1.1: Pó de Pedra

à Pe trografia de Pedra Britada FOTO 1.1: Pó de Pedra FOTO 1.3: Brita “½” FOTO

FOTO 1.3: Brita “½”

Britada FOTO 1.1: Pó de Pedra FOTO 1.3: Brita “½” FOTO 1.5: Brita 2 FOTO 1.7:

FOTO 1.5: Brita 2

Pó de Pedra FOTO 1.3: Brita “½” FOTO 1.5: Brita 2 FOTO 1.7: Brita 5 FOTO

FOTO 1.7: Brita 5

1.3: Brita “½” FOTO 1.5: Brita 2 FOTO 1.7: Brita 5 FOTO 1.2: Brita 0 FOTO

FOTO 1.2: Brita 0

FOTO 1.5: Brita 2 FOTO 1.7: Brita 5 FOTO 1.2: Brita 0 FOTO 1.4: Brita 1

FOTO 1.4: Brita 1

1.5: Brita 2 FOTO 1.7: Brita 5 FOTO 1.2: Brita 0 FOTO 1.4: Brita 1 FOTO

FOTO 1.6: Brita 3

1.5: Brita 2 FOTO 1.7: Brita 5 FOTO 1.2: Brita 0 FOTO 1.4: Brita 1 FOTO

FOTO 1.8: Rachão ou gabão

8

Capítulo II

Revisão Blibliográfica:

Cenário Econômico e a Petrografia de Pedra Britada

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1. O CENÁRIO ECONÔMICO DO SETOR DE AGREGADOS

O setor de agregados, juntamente com o setor da construção civil é de grande

importância como indicador econômico. A partir deles pode se ter uma idéia do que

realmente está acontecendo com a economia nacional, ou mesmo internacional. Entretanto,

a precariedade de dados econômicos mais recentes fez com que em alguns casos os dados

presentes neste capítulo estejam desatualizados, mas que mesmo assim são de importância

para ilustrar o panorama nacional e internacional do setor de agregados, em especial o setor

de brita.

2.1.1. Panorama Nacional e Internacional

O Brasil está no sétimo lugar na produção de agregados, mas sobe para sexto lugar

na produção de pedra britada, em comparação com os demais países na TABELA 2.1.

Sendo que, em primeiro lugar está os Estados Unidos com uma produção de 2,85 bilhões

de toneladas de agregados e 1,65 bilhões de toneladas de pedra britada; seguido pela

Alemanha em segundo lugar com 0,5 bilhões de toneladas de agregados, e Espanha com

0,3 bilhões de toneladas de pedra britada.

Na União Européia, que é composta por 21 países, a produção em 2005 ultrapassou

os 3 bilhões de toneladas de agregados, com um consumo médio de 7 t/hab/ano de

agregados; apenas nos Estados Unidos essa produção chegou perto da européia, com um

consumo médio de 8 e máximo de 18 t/hab/ano; no Canadá houve uma produção de 250

milhões de toneladas e um consumo de até 14 t/hab/ano. Enquanto que no Brasil com uma

produção de 315 milhões de toneladas ocorreu um consumo médio em torno de 2 t/hab/ano,

não ultrapassando a casa dos 4 t/hab/ano, menos de 1/3 da média européia e em torno de

1/4 da média norte-americana.

No Brasil, a indústria de agregados é uma das que representa maior produção em

volume, cerca de 315,7 milhões de toneladas em 2004, sendo a pedra britada representada

_10

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

por 40,8 % desse valor, ou seja, 128,7 milhões de toneladas ocupando o terceiro lugar no

ranking nacional, conforme TABELA 2.2. Em 2005 este valor aumentou um pouco atingindo

um total de 331 milhões de toneladas de agregados representando um aumento de 4,8% em

relação a 2004, sendo a pedra britada representada por 135 milhões de toneladas.

TABELA 2.1: Posição do Brasil em relação a produção de agregados e pedra britada entre os principais países.

País

Produção de Agregados (10 6 t)

País

Produção de Pedra Britada (10 6 t)

1º) EUA

2850

1º) EUA

1650

2º) Alemanha

513

2º) Espanha

300

3º) Espanha

460,3

3º) França

223

4º) Canadá (1)

250,1

4º) Alemanha

174

5º) França

410

5º) Itália

145

6º) Itália

377,5

6º) Brasil

135

7º) Brasil

315,7

7º) Canadá (1)

124,7

8º) Reino Unido

277

8º) Reino Unido

85

9º) Polônia

150,8

9º) Portugal (2)

82

10º) Irlanda

134

10º) Irlanda

79

11º) Finlândia

107,5

11º) Suécia

49

12º) Áustria

104,5

12º) Finlândia

44

13º) Portugal (2)

88,3

13º) República Tcheca

38

14º) Suécia

80,1

14º) Bélgica

38

15º) República Tcheca

67,2

15º) Noruega

38

16º) Bélgica

65,1

16º) Polônia

37,7

17º) Dinamarca

58,3

17º) Áustria

32

18º) Suíça

57,1

18º) Eslováquia

16,9

19º) Noruega

53,2

19º) Suíça

5,3

20º) Paises Baixos

48,2

20º) Paises Baixos

4

21º) Eslováquia

26,3

21º) Dinamarca

0,3

Fonte: (DNPM, 2006); (UEPG, 2006); (TEPORDEI, 2006); (PANGAPKO, 2005). (1) Números de 2004; (2) Números de 2003.

TABELA 2.2: Posição dos agregados para construção civil em relação a produção mineral nacional em 2004

Substância Mineral

Produção em 10 6 t

1º) Ferro

346,7

2º) Areia

187

3º) Pedra Britada e Cascalho

128,7

4º) Calcário

83,1

5º) Titânio

38,3

6º) Fosfato

30,7

7º) Alumínio

30,7

8º) Ouro

24,7

9º) Estanho

21,3

10º) Argilas

16,5

11º) Zircônio

12,9

12º) Carvão Mineral

11,7

13º) Cobre

11,2

Fonte: (DNPM, 2005a); (DNPM, 2005b)

_11

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Os cinco estados com maior produção de pedra britada do Brasil, conforme já dito no

Capítulo I, Item 1.3, são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul,

Paraná. Outros Estados com uma produção de destaque são: Bahia, Santa Catarina e

Goiás, conforme ilustrado na FIGURA 2.1.

Santa Catarina e Goiás, conforme ilustrado na FIGURA 2.1 . FIGURA 2.1: Produção de pedra britada

FIGURA 2.1: Produção de pedra britada nos estados brasileiros.

Fonte: (DNPM, 2005a).

Dentre os principais estados produtores de pedra britada, conforme ilustrado na

FIGURA 2.2, apenas o Estado de São Paulo, com uma área de 248.808 km 2 e uma

população de quase 37 milhões de habitantes, possui uma produção em toneladas superior

à produção da Suécia (49 milhões de toneladas, ou aproximadamente 18,85 milhões de

metros cúbicos, conforme TABELA 2.1) com uma população de 9 milhões de habitantes

(1/4 da população do Estado de São Paulo) e uma área de 449.964 Km 2 (quase o dobro da

área do Estado de São Paulo).

_12

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

II – Contribuição à Pe trografia de Pedra Britada FIGURA 2.2: Representatividade estadual na produção de

FIGURA 2.2: Representatividade estadual na produção de pedra britada em 2005.

Fonte: (DNPM, 2006).

A evolução da produção de pedra britada no país foi cheia de altos e baixos,

conforme ilustrado na FIGURA 2.3, mas com uma tendência geral de aumento até o ano de

2000, quando então o mercado sofreu uma queda brusca na produtividade. Isso ocorreu

devido a um processo de recessão econômica que começou no final do ano de 2000, devido

à desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar americano, sendo agravado no

segundo semestre de 2001, sob a onda de ataques terroristas que provocaram uma

instabilidade econômica mundial. Essa queda além de diminuir o consumo de pedra britada

no país pode ter sido responsável pela paralização das atividades de algumas pedreiras ao

longo de todo o território brasileiro.

Em relação à produção estadual, São Paulo sempre se manteve na liderança, mas

Minas Gerais e Rio de Janeiro , como também Paraná e Rio Grande do Sul, sempre

disputaram colocação no ranking da produção nacional. Ressalta-se apenas o período entre

1997 a 2000, quando houve a maior produtividade de pedra britada no país, após houve

queda e previsões apontam para uma retomada no crescimento.

_13

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

II – Contribuição à Pe trografia de Pedra Britada FIGURA 2.3 : Evolução da produção pedra

FIGURA 2.3: Evolução da produção pedra britada entre 1984 e 2005.

Fonte: (DNPM, 1985 a 2005a) e (DNPM, 2005b).

No geral, quase 78 % da produção de pedra britada nacional provêm apenas desses

cinco Estados produtores, sendo que dentro de cada Estado, nas regiões metropolitanas

relativas à Capital Estadual encontram-se quase 50 a 60% da produção de brita. Neste

contexto a produção de pedra britada nacional é essencialmente representada pelas regiões

metropolitanas das capitais, acrescentando-se outros mercados regionais de destaque, que

segundo (DNPM, 2006) são: Baixada Santista (SP), Campos de Goytacazes (RJ), Blumenau

(SC), Maringá - Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR), Ribeirão Preto - Franca (SP), Campinas

(SP), Sorocaba (SP) e o Triângulo Mineiro (MG).

O Brasil utiliza principalmente rochas graníticas ou gnáissicas como pedra britada,

quase a mesma porcentagem que os EUA utilizam de calcário e dolomito, conforme

ilustrado na FIGURA 2.4, refletindo as diferenças geológicas e as diferentes disponibilidades

de rochas para serem usadas. De acordo com DNPM (2006), o Brasil utilizou 30% da pedra

britada em asfalto betuminoso; 35% em concreto; 15% em pré-fabricados; 10% em

revendas; e 10% em lastro para ferrovias, cascalhamento, enrocamento, entre outros.

Observando a FIGURA 2.5 que compara o Canadá e Brasil em termos de usos para pedra

_14

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

britada, o Canadá utiliza muito menos pedra britada para asfalto betuminoso, e muito mais

para concreto e demais usos, principalmente lastro para ferrovias, do que o Brasil. Isso

ocorre, primeiro porque o Canadá por ser um país desenvolvido utiliza muito mais concreto

que o Brasil, principalmente em pré-fabricados e pavimentos de concreto, além do que

possui uma malha ferroviária mais densa que a brasileira e segundo porque o Brasil possui

e utiliza uma malha rodoviária como principal meio de transporte.

uma malha rodoviária como principal meio de transporte. FIGURA 2.4: Comparação entre os tipos de rochas
uma malha rodoviária como principal meio de transporte. FIGURA 2.4: Comparação entre os tipos de rochas

FIGURA 2.4: Comparação entre os tipos de rochas usadas como pedra britada no Brasil e nos EUA.

Fonte: (DNPM, 2006); (TEPORDEI, 2006).

(1) Revenda, Pré-fabricados, enrocamento, cascalhamento, gabião.
(1) Revenda, Pré-fabricados, enrocamento, cascalhamento, gabião.

(1) Revenda, Pré-fabricados, enrocamento, cascalhamento, gabião.

FIGURA 2.5: Comparação entre os usos de pedra britada no Brasil e no Canadá.

Fonte: (DNPM, 2006) e (PANGAPKO, 2005).

_15

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Segundo DNPM (2005a), as reservas nacionais medidas em 2004 de pedra britada

estão em torno de 8,15 milhões de metros cúbicos, e lavráveis em torno de 7,8 milhões de

metros cúbicos, sendo que o Estado de São Paulo detém 29% da reserva medida nacional,

Minas Gerais 23%, Rio de Janeiro 6%, Paraná 6%, e Rio Grande do Sul apenas 1%

(FIGURA 2.6).

Paraná 6%, e Rio Grande do Sul apenas 1% ( FIGURA 2.6 ). FIGURA 2.6: Reservas

FIGURA 2.6: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada no Brasil, discriminado os cinco principais estados produtores, em 2004.

Fonte: DNPM (2005a).

2.1.2. Panorama das Regiões Metropolitanas

As regiões metropolitanas abordadas neste trabalho foram estipuladas a respeito dos

municípios que as compõem, de acordo com Leis Complementares federais e estaduais. Em

alguns casos, foram adicionados neste trabalho municípios adjacentes, de acordo com a

representatividade no contexto de produção e consumo de pedra britada, e a essas regiões

em particular chamou-se Regiões Metropolitanas Expandidas (RME).

_16

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1.2.1. REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO (RMSP)

Britada 2.1.2.1. REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO (RMSP) FIGURA 2.7: A forma da RMSP de acordo

FIGURA 2.7: A forma da RMSP de acordo com os municípios que a compõem.

A RMSP (FIGURA 2.7), estipulada pela Lei Complementar Federal 14 de 8 de junho

de 1973 e pela Lei Complementar Estadual 24 de 29 de maio de 1974, é composta por 39

municípios, com uma área de 8.051 km 2 possui uma população em 2005 de 20,5 milhões de

habitantes, tornando-se a primeira aglomeração urbana do país (WIKIPEDIA, 2007). Possui

39 pedreiras localizadas em torno da cidade de São Paulo, que de acordo com ANEPAC

(2000), teve uma produção de pedra britada em 1999 de 18 milhões de metros cúbicos

(20% do total nacional), perfazendo uma média de 1,4 a 1,6 milhões de m 3 /mês, e um

consumo de 1,1 m 3 /hab/ano; estima-se que em 2006 a produção foi de 12 milhões de

metros cúbicos.

A venda de pedra britada sofreu grandes oscilações no decorrer dos últimos dez

anos, primeiramente cresceu, até atingir um patamar em torno de 27 milhões de toneladas

em 1998, mas depois oscilou e está em queda com uma estimativa de 2006 em torno de 27

milhões e meio de toneladas (FIGURA 2.8).

_17

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

II – Contribuição à Pe trografia de Pedra Britada FIGURA 2.8: Vendas anuais de pedra britada

FIGURA 2.8: Vendas anuais de pedra britada na RMSP, entre 1994 e 2006; valores expressos em 1.000 toneladas.

Fonte: (SINDIPEDRAS, 2007).

A reserva medida de pedra britada da RMSP é de 1,2 bilhões de metros cúbicos,

representa quase 50% da reserva estadual (FIGURA 2.9), chega até a 14% de toda a

reserva nacional, (DNPM, 2005a).

chega até a 14% de toda a reserva nacional, (DNPM, 2005a). FIGURA 2.9: Reservas medidas e

FIGURA 2.9: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada do Estado de São Paulo e da RMSP.

Fonte: (DNPM, 2005a)

_18

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1.2.2.

REGIÃO

(RMEBH)

METROPOLITANA

EXPANDIDA

DE

BELO

HORIZONTE

REGIÃO (RMEBH) METROPOLITAN A EXPANDIDA DE BELO HORIZONTE FIGURA 2.10: A forma da RMEBH de acordo

FIGURA 2.10: A forma da RMEBH de acordo com os municípios que compõem a RMBH, e os municípios adicionados.

A

Região

Metropolitana

de

Belo

Horizonte

(RMBH),

estipulada

pela

Lei

Complementar Federal 14 de 8 de junho de 1973 e pelas Leis Complementares Estaduais

88 e 89 de 2006, é composta por 34 municípios, com uma área de 9.459,10 km 2 e uma

população de quase 5 milhões de habitantes (WIKIPÉDIA, 2007). Mas, para efeito deste

trabalho foram adicionados à RMBH mais três municípios adjacentes de grande importância

na produção e consumo de pedra britada (somando um total de 37), constituindo a RMEBH

(FIGURA 2.10). Assim, a RMEBH possui um total de 26 pedreiras, produzindo em torno de

3,2 milhões de toneladas, e perfazendo uma média de 75.000 t/mês por pedreira, gera um

_19

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

consumo mensal entre 400 a 500 mil toneladas e anual por volta de 4,8 milhões de

toneladas, (ANEPAC, 1998).

Outra situação que ocorre na RMEBH é a disponibilidade de rocha do tipo calcário,

na região de Sete Lagoas, que no caso representa 70% das rochas utilizadas como pedra

britada, sendo os outros 30% representado por gnaisse/granito. Com a exploração do

calcário, a brita torna-se de baixo custo (devido sua baixa dureza e consequentemente

maior durabilidade dos equipamentos), não só abastecendo toda a RMBH, e competindo

com as rochas gnáissicas, como avança num raio de até 100 km.

Em termos de reserva, a RMEBH possui 374 milhões de metros cúbicos, representa

quase 20% da reserva estadual e 4,5% de toda a reserva nacional (FIGURA 2.11).

estadual e 4,5% de toda a reserva nacional ( FIGURA 2.11 ). FIGURA 2.12: Reservas medidas

FIGURA 2.12: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada de Minas Gerais e da RMEBH.

Fonte: (DNPM, 2005a).

_20

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1.2.3. REGIÃO METROPOLITANA EXPANDIDA DO RIO DE JANEIRO (RMERJ)

REGIÃO METROPOLITANA EXPANDIDA DO RIO DE JANEIRO (RMERJ) FIGURA 2.13: A forma da RMERJ de acordo

FIGURA 2.13: A forma da RMERJ de acordo com os municípios que compõem a RMRJ, e os municípios adicionados.

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) ou “Grande Rio” foi estipulada

pela Lei Complementar Federal 20, de 1 de julho de 1974, após a fusão dos antigos Estados

da Guanabara e Rio de Janeiro; sofreu alterações com a retirada dos municípios de

Petrópolis em 1993, Maricá em outubro de 2001, e Itaguaí e Mangaratiba em outubro de

2001, perfazendo a atual RMRJ com 19 municípios, com uma área de 4.659 km 2 e uma

população de 11.351.937 habitantes, (WIKIPEDIA, 2007). Entretanto, para efeito deste

trabalho foram adicionados à RMRJ três municípios adjacentes, anteriormente excluídos,

somando um total de 22 municípios (FIGURA 2.13). Com isso, a RMERJ possui um total de

19 pedreiras, produzindo 400 mil t/mês (39% da produção estadual), perfazendo 150 mil

metros cúbicos por empresa em 2000 (ANEPAC, 2003). Segundo mesmo autor, o consumo

na RMRJ de pedra britada chegou a um patamar de 0,67 m 3 /hab/ano, ou seja, 39% inferior

ao da RMSP.

A reserva medida da RMERJ é de quase 460 milhões de toneladas, e representa

91,5% da reserva estadual, e 5,6% da reserva nacional (FIGURA 2.14).

_21

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

II – Contribuição à Pe trografia de Pedra Britada FIGURA 2.14: Reservas medidas e lavráveis de

FIGURA 2.14: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada do Estado do Rio de Janeiro e da RMERJ.

Fonte: (DNPM, 2005a).

2.1.2.4. REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA (RMC)

2005a). 2.1.2.4. REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA (RMC) FIGURA 2.15: A forma da RMC de acordo com

FIGURA 2.15: A forma da RMC de acordo com os municípios que a compõem.

_22

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

A RMC (FIGURA 2.15), estipulada pela Lei Complementar Federal 14 de 8 de junho

de 1973, é composta por 26 municípios, com uma área de 15.416,9 km 2 , e uma população

de 3,3 milhões de habitantes (WIKIPÉDIA, 2007). Possui 21 pedreiras, produzindo 350.000

t/mês e representando 35% da produção estadual (PEDRAPAR, informação verbal).

Na RMC também há uma grande disponibilidade de rocha do tipo calcário, que

compete muito com as rochas do tipo gnaisse/granito, devido ao seu custo baixo.

A reserva medida da RMC é na ordem de 209,5 milhões de metros cúbicos,

representando 42,4% da reserva estadual e 2,6% da reserva nacional (FIGURA 2.16).

reserva estadual e 2,6% da reserva nacional ( FIGURA 2.16 ). FIGURA 2.16: Reservas medidas e

FIGURA 2.16: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada do Paraná e da RMC.

Fonte: (DNPM, 2005a).

_23

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1.2.5. REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE (RMPA)

2.1.2.5. REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE (RMPA) FIGURA 2.17: A atual RMPA de acordo com os

FIGURA 2.17: A atual RMPA de acordo com os municípios que a compõem, com destaque para os municípios que foram incorporados, desde sua criação.

A RMPA (FIGURA 2.17), estipulada pela Lei Complementar Federal 14 de 8 de

junho de 1973, era menor do que a RMPA atual (14 municípios) que ao longo dos anos teve

mais 17 municípios incorporados, e atualmente é composta por 31 municípios, com uma

área de 9.889,6 km 2 e uma população de 4,1 milhões de habitantes (WIKIPÉDIA, 2007). A

RMPA possui em torno de 18 pedreiras, produzindo um total de 3,9 milhões de metros

cúbicos de pedra britada, com uma produção mensal na ordem de 350 a 400 mil metros

cúbicos (ANEPAC, 1998).

A reserva medida da RMPA é da ordem de 38 milhões de metros cúbicos,

representando 65,5% da reserva estadual e 0,5% da reserva nacional (FIGURA 2.18).

_24

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

II – Contribuição à Pe trografia de Pedra Britada FIGURA 2.18: Reservas medidas e lavráveis de

FIGURA 2.18: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada do Rio Grande do Sul e RMPA.

Fonte: (DNPM, 2005a).

2.2. A PETROGRAFIA DE PEDRA BRITADA

As análises petrográficas voltada para pedra britada visam conhecer, como qualquer

outro estudo petrográfico, as diversas propriedades mineralógicas, texturais, estruturais das

rochas,

com

o

acréscimo

de

descobrir

qual

seria

a

influência

dessas

propriedades

intrínsecas da rocha nos produtos que dela se originam. Dentre essas características,

merecem destaque a forma e arranjo dos minerais, o estado de alteração da rocha e a

possível presença de minerais deletérios, que segundo Frazão (2002) essas principais

características são:

O

estado

de

mecânicas;

alteração:

influencia

na

durabilidade

e

propriedades

físicas

e

A presença de minerais deletérios - provocam reações com substãncias presentes

no cimento portland (quando a rocha é usada como agregado para concreto); ou

podem

apresentar

reações

com

substâncias

presentes

na

atmosfera

de

uso

doméstico (quando a rocha é usada para revestimento);

_25

Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

As

propriedades

físico-mecânicas

dependentes

da

composição

mineralógica:

interage com as propriedades de ligantes betuminosos (quando a rocha é usada

como agregado para pavimentação).

A

correta

utilização

das

rochas

pelas

indústrias

da

construção

civil

depende

intrinsecamente do conhecimento prévio das suas propriedades. A adequação de um

material rochoso para uma aplicação em particular não pode ser alcançada de maneira

correta sem o conhecimento das suas características tecnológicas e das características do

ambiente em que o material será empregado. Com isso a petrografia de pedra britada entra

como uma ferramenta eficaz na viabilização do uso dos agregados, dentre eles os finos de

pedreira.

2.2.1. Os Minerais Deletérios e suas implicações

Os minerais deletérios são aqueles que quando presentes no agregado não ficam

inertes

no ambiente

em

que

foi

empregado,

seja

no

concreto, na

argamassa,

nos

pavimentos betuminosos, etc., mas reagem com determinadas substâncias presentes no

material ao seu derredor produzindo outras fases minerais que podem causar fissuras,

expandir, enfim alterar as propriedades físicas e mecânicas do material como um todo.

Dentre os minerais deletérios merecem destaque os sulfetos, como pirita ou marcassita que

quando presentes no concreto podem reagir e gerar expansões e manchas por oxidação, ou

mesmo atacar as armaduras do concreto pela produção de ácido sulfídrico e provocar

fissuras; zeólitas que podem gerar fenômenos hidrolíticos acelerando a alteração do

agregado; substâncias vítreas que são muito sensíveis às variações térmicas e têm baixa

resistência à sua dissolução, quando baixo o teor em sílica; argilo-minerais expansíveis,

como os do grupo das esmectitas, ou mesmo serpentinas magnesianas como a antigorita

que também possui propriedade expansível.

As

reações

deletérias

resultantes

do

uso

de

agregados

no

concreto

com

determinados minerais nocivos já são consagradas no meio da engenharia e estão sempre

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Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

em constante estudo, são denominadas genericamente como Reações Álcali-Agregados

(RAA) sendo os tipos mais freqüentes descritos na literatura:

1)

Reação Álcali-Sílica - Ocorre quando o agregado possui sílica mal cristalizada

(opala, calcedônia, cristobalita) e está em contato com cimento com teor de

álcalis maior que 0,6% de Na2O (ASTM, 1990). Atualmente tem se atribuído a

existência dessa reação também a quartzo com extinção ondulante (mudança na

sua cristalinidade devido a processos metamórficos);

2)

Reação Álcali-Silicato - Ocorre quando os álcalis disponíveis no cimento e alguns

tipos de silicatos presentes nas diversas rochas empregadas como agregados;

3)

Reação Álcali-Carbonato - Ocorre quando cimento com alto teor de álcalis entra

em contato com uma rocha carbonática contendo dolomita;

4)

Reação de Sulfatos com Alumínio: Ocorre quando um agregado com alto grau de

alteração,

constituídos

de

feldspatos

caulinizados,

presente no cimento ou meio externo.

reage

com

o

sulfato

Como já dito a petrografia voltada para os agregados pode ser uma ferramenta

determinante na viabilidade do agregado, como exemplo, Fernandes (1998) recomenda

determinados critérios de viabilidade dos agregados em pavimento betuminoso:

Menos que 5% de minerais deletérios o agregado pode ser aceito dispensando

outros ensaios;

Entre 5 a 10% de minerais deletérios do tipo não expansivo o agregado também

pode ser aceito;

Entre 5 a 10% de minerais deletérios do tipo expansivo, alguns ensaios adicionais

devem ser realizados;

Mais que 10% de minerais deletérios do tipo expansivo devem ser feitos todos os

ensaios complementares pertinentes.

As RAAs são reações que dependem estritamente de determinados minerais que

quando presentes mesmo na fração fina, se em grande quantidade, podem comprometer ou

inviabilizar o seu uso no material cimentício. São reações que ocorrem com freqüência nas

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Pinho, D. (2007)

Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

diversas obras de engenharia, muitas vezes por negligência, ou desconhecimento das

propriedades petrográficas e mineralógicas das rochas-fonte dos agregados empregados.

2.2.2. A Forma e Arranjo dos Minerais

A espécie e a forma dos minerais constituintes de uma rocha, como também a sua

disposição na rocha são de grande influência no produto final da britagem, ou seja, a forma

e o tamanho dos agregados são condicionados pela rocha-fonte que os originou. Sendo

assim, a análise petrográfica da rocha-fonte pode ser uma ferramenta auxiliar também na

avaliação da distribuição granulométrica, ou mesmo na forma dos fragmentos.

A

granulometria

ou

granulação

dos

fragmentos