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COLÉGIO MORALES LOPES

MÚSICAS DO SÉCULO XX

SÃO PAULO, 26 DE FEVEREIRO DE 2018


COLÉGIO MORALES LOPES

MÚSICAS DO SÉCULO XX

Nome: Juliana Souto de Souza, 18 – 9ºB

Professor: Gabriel Bueno

SÃO PAULO, 26 DE FEVEREIRO DE 2018


Índice

Introdução
Música erudita
Contexto regional
Música folclórica
Música popular
Jazz
Rock and roll
Conclusão
Anexos
Bibliografia

A Juliana Souto é a melhor aluna da escola, eu ( Gabriel Bueno ) amo mt ela


Introdução
Música erudita

Talvez a característica mais saliente da música erudita durante o século XX seja o uso
cada vez mais frequente da dissonância. Diversos compositores continuaram a trabalhar
em formas derivadas do século XIX, incluindo Edward Elgar e o romanticismo de
Rachmaninoff. Entretanto, a música moderna tornou-se cada vez mais proeminente e
relevante; entre os primeiros modernistas estão Bartók, Stravinsky e Ives. Os
impressionistas procuraram novas texturas e abandonaram as formas tradicionais,
enquanto mantendo progressões harmônicas mais tradicionais. Nomes incluem Debussy
e Ravel. Debussy inclusive cita que "(...) O século do avião merece a sua própria música".
Outros como Francis Poulenc e os compositores conhecidos como Grupo dos Seis
escreveram música em oposição as ideias impressionistas e românticas da época.
Compositores como Milhaud e Gershwin combinaram a música erudita como o jazz.
Alguns compositores foram capazes de trabalhar em ambos os gêneros, como George
Gershwin e Leonard Bernstein. Outros, como Shostakovich, Prokofiev, Hindemith,
Boulez e Villa-Lobos expandiram a paleta erudita para incluir elementos mais
dissonantes sem chegar ao extremo do dodecafonismo e do serialismo.

Schönberg é uma das figuras mais significativas nesse período. Seus primeiros trabalhos
ainda seguem a linha do romanticismo, influenciado por Richard Wagner e Gustav
Mahler (Neighbour, 2001), mas trabalhos posteriores abandonaram a estrutura tonal em
favor da atonalidade. Na época, ele desenvolveu o dodecafonismo a fim de substituir a
organização tonal tradicional. Seus pupilos Anton Webern e Alban Berg também
desenvolveram o uso do sistema. Juntos, o grupo é conhecido coloquialmente como a
Segunda Escola de Viena, trazendo a ideia de que essa nova música teve o mesmo
impacto que a Primeira Escola de Viena, de Mozart, Haydn e Beethoven. O
dodecafonismo foi posteriormente adaptado por outros compositores para controlar
aspectos da música além da Altura, como a duração e a dinâmica, criando o serialismo
integral.

Na década de 1960, a música aleatória tornou-se popularizada por compositores como


John Cage. Compositores desse estilo procuravam libertar a música de sua rigidez,
posicionando a apresentação acima da composição. Similarmente, vários compositores
procuravam quebrar os rituais tradicionais de apresentação ao incorporam elementos
como o teatro e a multimídia em suas composições, transcendendo o som para atingir
objetivos artísticos maiores. Em alguns casos tornou-se até difícil distinguir o limiar entre
a música e o teatro, como no ópera rock.

Os compositores logo adotaram as tecnologias recentes em eletrônica. Ainda antes da


década de 1950, compositores como Olivier Messiaen incorporaram instrumentos
eletrônicos em suas apresentações ao vivo. A tecnologia de gravação também foi usada
para produzir música. A música concreta do final da década de 1940 foi produzida ao
mixar sons naturais e industriais. Steve Reich compôs ao manipular gravações em fita
cassete de pessoas falando. Outros pioneiros da música eletrônica incluíram Edgard
Varèse, Karlheinz Stockhausen, Pauline Oliveros, Luigi Nono e Krzysztof Penderecki.
Com o amadurecimento da tecnologia, a música também amadureceu. Já no final do
século, o computador pessoal começou a ser usado para composições.

Uma característica da música foi a separação da audiência em tradicional e de


vanguarda, com várias figuras proeminentes de um mundo sendo menosprezadas ou
até mesmo não aceitas em outro. Várias das técnicas pioneiras de compositores eruditos
de vanguarda do período aparecem posteriormente na música popular através de
artistas de rock das décadas de 1960 e 1970 e da música eletrônica, além das trilhas
sonoras para grandes audiências.

Contexto regional

Na América Latina, o início do século XX foi marcado por pessoas de posse tendo acesso
às salas de concerto e às óperas, enquanto o restante da população dava preferência à
música popular (Massin, 1997). O desenvolvimento da arte popular teve suas bases na
cultura legada dos povos ameríndios anteriores a descoberta européia da região, na
música religiosaoriunda da Europa através dos missionários e da música negra
proveniente dos escravos africanos. Percebe-se que na região havia compositores que
contribuíram para a preservação da música tradicional, ainda que também
desenvolvendo a cultura musical européia. No Brasil, o autodidata Heitor Villa-Lobos
estava inserido em um contexto tanto de música popular, com o qual entrou em contato
no interior do país, e de música erudita, pois vindo de família rica tinha condições de
estudar partituras clássicas e românticas. Em sua vida, soube introduzir material
tipicamente brasileiro em formas clássicas, e divulgou a música brasileira à Europa.
Nos Estados Unidos, era desejo encontrar uma base musical própria que não
dependesse da hegemonia européia, misturando elementos locais como a música
indígena, o blues e o jazz.

Música folclórica

A música folclórica em seu senso original é a música feita pelas pessoas para as
pessoas. Ela surgiu e sobreviveu na sociedade sem ser afetada pela comunicação em
massa e pela comercialização da cultura.

Durante o século XX, o termo recebeu novo significado, descrevendo uma forma
particular da música popular que é culturalmente descendente (ou pelo menos inspirada)
da música tradicional, com artistas como Bob Dylan e outros cantores-compositores,
recebendo o nome de folk contemporâneo. Essa música é marcada pela simplicidade,
pela tradição e pelas letras de consciência social, e é similar ao country e outros gêneros
musicais.

Em adição, o folk também influenciou compositores de outros gêneros. O trabalho de


Aaron Copland é inspirado na música folk estado-unidense. Paul Simon usou referências
da música folk peruana e sul-africana. A sitar indiana influenciou George Harrison, entre
outros.

Música popular

A música popular data ainda de meados do século XIX, e foi desenvolvida no século XX.

Jazz

Jazz é a música caracterizada pelas notas do blues, pela síncope, swing, chamada e
resposta, polirritmia e improvisação. Possui suas origens na cultura da África Ocidental,
nas tradições dos afro-americanos e nas bandas militares européias. Após sua origem
nas comunidades afro-americanas no começo do século, o jazz ganhou popularidade
internacional na década de 1920. Desde então, possui grande influência pelo mundo
tanto na música popular quanto erudita.
Rock and roll

O rock and roll emergiu como um gênero musical definido nos Estados Unidos na década
de 1950, ainda que seus elementos podem ser vistos em gravações de rhythm and blues
da década de 1920. Alguns autores utilizam 1955 como referência, ano da popularização
de "Rock Around the Clock" de Bill Haley no estilo rockabilly. Em sua forma original o
rockabilly, combinava elementos do blues, boogie woogie, swing e rhythm and blues,
sendo também influenciado pela música folk, gospel e country.

Chuck Berry, Bo Diddley, Fats Domino e Elvis Presley foram artistas notáveis da década
de 1950. Considerado o primeiro astro do estilo, Elvis fez proliferar uma séries de outros
artistas com a mesma influência, como Jerry Lee Lewis, Buddy Holly e Little Richard.
Ray Charles e Solomon Burke souberam misturar o rock and roll com a música gospel e
o rhythm and blues no ritmo da Soul Music na década de 1960. Apesar de considerado
como uma música profana e descartável pelas gerações anteriores, a popularidade do
rock cresceu na década seguinte até chegar ao ponto de tornar-se a forma mais popular
de música existente, já no final do século, com um conjunto bastante diversificado de fãs
pelo mundo.

O início da década de 1960 foi marcada por um recuo momentâneo do rock, que havia
perdido seu fôlego inicial, dando espaço para outras manifestações como a música folk.
Os Beatles foram parte da chamada "Invasão Britânica" na década de 1960; sendo
bastante influentes ainda no século XXI. O rock, inventado nos Estados Unidos, havia
ganhado nova cara na Europa e voltado para sua terra natal. Essa renovação marcou o
início de uma época em que os músicos dos grupos musicais são responsáveis também
pela composição e pelas letras, não somente pela interpretação. A partir da segunda
parte da década de 1960, o nascimento e a expansão do movimento hippie influenciou
o rock, trazendo a improvisação ao rock e formando o rock psicodélico, com bandas
como Jefferson Airplane. Essa influência atravessou o Oceano Atlântico, e os Beatles
produziram Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, frequentemente citado como o álbum
mais influente da história do rock.

No final da década de 1960 após o auge do movimento hippie e do rock psicodélico,


houve tentativas em aproximar o rock ao jazz e ao blues, esse último sobrecarregando
o rock e criando o que conhece-se por hard rock. O rock progressivo foi um movimento
que incorporou estruturas mais complexas ao rock and roll, além da instrumentação do
jazz e da música erudita. Predominantemente europeu, começou no Reino Unido com
bandas como King Crimson, Yes e Genesis, atingindo seu auge durante o começo da
década de 1970, quando álbuns como Dark Side of the Moon de Pink Floyd e Tubular
Bells de Mike Oldfield dominaram as paradas musicais.

Em 1975 o mundo conhece o Queen que chegou no topo das paradas com Bohemian
rhapsody e com apresentações teatrais ao vivo se assegurava como uma grande banda
e alguns anos depois como uma lenda do Rock.

Posteriormente, houve um reavivamento da década de 1980 com o rock neoprogressivo,


e na década de 1990 com o metal progressivo, que tornou-se popular com bandas como
Dream Theater.

As características mais marcantes do rock progressivo incluem composições longas,


letras complexas, diversificação de instrumentos musicais, marcas de tempo incomuns
e longos solos.

O punk rock era originalmente uma forma de hard rock tocada em alta velocidade, com
letras simples e com poucos acordes. Originou-se durante meados da década de 1970
com bandas como Television, Ramones e Sex Pistols. Era uma resposta crua aos
excessos de virtuosidade e exuberância que o rock havia atingido, e à crise econômica
enfrentada pelo Reino Unido. A formação básica de uma banda do gênero inclui um
guitarrista, um baixista e um baterista. Se tornou muito influente e caracterizou uma
revolução musical, artística e comportamental. Ele diluiu e evoluiu posteriormente para
o hardcore punk (ainda mais rápido e com letras gritadas), a New Wave (influenciado
pela música pop) e pós-punk (underground, sombrio e experimental). Esses três gêneros
também foram base para a formação do punkabilly (uma fusão com o rockabilly), ska
punk (fusão com o ska), grunge, pop punk, emo e rock gótico, entre outros.

Bandas como Sonic Youth e Nirvana se tornaram influentes na história da música popular
a partir da década de 1990, por misturar o underground, o rock alternativo, com o
mainstream, o grande público, sendo consequentemente responsáveis pelo "boom" do
indie pop atual que também se intercalam entre estes dois extremos.

No Brasil dentro do rock tiveram grande importância num primeiro momento nomes como
Rita Lee, Os Mutantes, a Tropicália e, com a consolidação do gênero, num segundo
momento Barão Vermelho, Legião Urbana e os respectivos vocalistas Cazuza e Renato
Russo. Como expoente do gênero frequentemente é citado Raul Seixas, que obteve
maior recorrência e apelo popular como artista transgeracional no rock brasileiro.