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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO

PRÓ-REITORIA ACADÊMICA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃ O EM HISTÓRIA
MESTRADO PROFISSIONAL

KLEITON DE ARAÚJO SANTOS

CHICO TRIPA, O MESTRE DA CULTURA


POPULAR DA PARAÍBA: MEMÓRIA E PRESERVAÇÃO DO
PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DA PARAÍBA

RECIFE/PE,
2018.
KLEITON DE ARAÚJO SANTOS

CHICO TRIPA, O MESTRE DA CULTURA


POPULAR DA PARAÍBA: MEMÓRIA E PRESERVAÇÃO DO
PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DA PARAÍBA

Anteprojeto de pesquisa apresentado ao


Programa de Pós-graduação em História -
Mestrado Profissional da Universidade
Católica de Pernambuco, na linha de
pesquisa Sociedades, Trabalho, Cultura e
Memória, como parte dos requisitos para
ingresso no programa.

RECIFE/PE,
2018.
RESUMO

O projeto “Chico Tripa, o mestre da cultura popular da Paraíba: Memória e


preservação do patrimônio cultural imaterial” têm como foco identificar os bens
culturais do folclore produzido durante décadas no município de Bayeux/PB a partir
da prática deste reconhecido Mestre da Cultura Popular da Paraíba, título
conseguido em 2012, dado pelo Conselho Estadual de Política Cultural
(Consecult/PB). Pioneiro das manifestações folclóricas e culturais no município,
através de suas narrativas, memória social, trajetória de vida, ofícios e maneiras de
fazer, o projeto visa compreender as estratégias estabelecidas para a preservação
desses bens, fazendo levantamento das manifestações simbólicas, estéticas,
práticas e produtos gerados permitirão a análise de seu poder de resistência e
transformação político-social, além de influência cultural nas últimas décadas no
Estado da Paraíba. Com mais de cinquenta anos de trajetória, tem trabalhos com
Escola de Samba e Quadrilha Junina, e ainda, na criação, ativismo e chefia de
organizações culturais, um de seus maiores símbolos de luta pela preservação do
folclore paraibano. O método de pesquisa será baseado na História Oral, através de
entrevistas com o mestre, parentes e ex-brincantes para a produção das nossas
próprias fontes. Como a prática não se baseia em uma memória institucionalizada,
dada a escassez de documentos para suporte de informações, além do
levantamento oral, também levantaremos e analisaremos o seu acervo pessoal e
documental, em fotos, gravações, registros em jornais, revistas e outros, buscando
traçar a sua história de vida que permitiu conseguir a titulação de mestre da cultura.

Palavras chaves: Memória, preservação, patrimônio.


LINHA DE PESQUISA:
Sociedades, Trabalho, Cultura e Memória.

TEMA:
CHICO TRIPA, O MESTRE DA CULTURA POPULAR DA PARAÍBA:
MEMÓRIA E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL

O presente projeto de pesquisa versa sobre a memória e a história de


um dos mais importantes mestres da cultura popular vivo da Paraíba, Francisco
Alves, o popular Coroné Chico Tripa. Natural da cidade de Areia, desde 1954 mora
em Bayeux, onde foi marcador de quadrilha junina e de escolas de samba. Na sua
principal atividade, a de quadrilheiro, ele já foi apelidado de vários nomes. Seu
primeiro “batizado” foi de Zé Bedeu, depois Zé Bode, Coroné Fredegoso do Ó, e por
último, Chico Tripa, porque vendia essas partes do boi na feira livre do município. Foi
um dos fundadores e presidente da Federação das Quadrilhas Juninas do Estado da
Paraíba, recebeu ao longo da sua vida mais de 60 troféus e o Título de Cidadão de
Bayeux. Apesar de ainda brincar – como ele mesmo fala – e marcar quadrilha, ele
repassou sua experiência e tradição para o filho Wesley Cardoso Alves, o Coronel
Falcão que atualmente esta a frente da tradicional Quadrilha Fazenda Nova, com
mais de 50 anos de existência. Chico Tripa rompeu as fronteiras da cidade e
influenciou o surgimento de diversos outros grupos no Estado, além de ser tema de
enredo até em grupos tidos rivais nas disputadas nos concursos Estaduais. O fato
deste ator da cultura popular ter um relevante trabalho no Estado da Paraíba, o
levou ao reconhecimento e a receber o título em 2012 de Mestre da Cultura Popular
da Paraíba, dado pelo Conselho Estadual de Política Cultural (Consecult), ligado a
Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba.
Por entendermos que o trabalho deste gerou memórias, influências,
estratégias de preservação das referências culturais locais, ouvir e analisar seus
relatos, bem como, aproveitar o bom acervo de fontes primárias do mesmo, porém
não organizadas, possibilitará no trabalho ser montada uma narrativa histórica,
comparando estes dados históricos as narrativas memoriais suas, percebendo
momentos intensos da história do país, uma vez que seu ativismo cultural superou
mudanças políticas, sociais, perpassou a ditadura, o retorno da democracia, crises
econômicas, e por isso, o estudo vislumbrará estes aspectos na montagem do
trabalho.
Como perceptível, a pesquisa ao analisar a vida e obra deste, se
debruçará também em uma análise do lugar onde o mesmo desenvolveu suas
atividades. Morador de Bayeux desde 1954, sua vida e obra se confunde com o
surgimento do município, que foi emancipado em 1959. Antes distrito do município
de Santa Rita, o antigo povoado de Barreiros teve seu crescimento ao receber
retirantes da seca do Sertão ou ainda pessoas de outras regiões que procuravam
trabalho em João Pessoa, mas não tinham condições financeiras de residir na
capital, restando morar do outro lado do Rio Sanhauá (divisa dos municípios).
Analisar suas práticas em um município eivado de memórias, problemas
econômicos, estruturais e sociais, além dos políticos, exige uma apresentação mais
cuidadosa de alguns conceitos importantes para o entendimento do qual partiremos,
pois perceberemos o patrimônio imaterial também como dimensão política da
memória do local (Candau, 2011) e como um instrumento para análise da história do
lugar. Vale salientar, que o conceito de lugar que aqui queremos que seja entendido
é de um espaço que possibilite um conjunto de vivências individuais, coletivas e
subjetivas dos sujeitos, como forma de experiência humana do espaço. Este mesmo
entendimento encontramos na fenomenologia e na geografia humanista, onde
(NETO, 2009) afirma que lugar significa o mundo vivido, onde se estabelece as
vivências individuais e intersubjetivas.
Portanto, o trabalho refletirá numa perspectiva de que os sujeitos
sociais devem ser compreendidos observando sua complexa correlação com a
estrutura cultural, social, histórica e também política do lugar, onde utilizaremos de
conceitos da sociologia e antropologia a fim de qualificar debates e compreensões
acerca desse sujeito social. Para auxiliar essa compreensão, utilizaremos conceitos
de Certeau (2012), ao entendermos a trajetória de vida mais a fundo, nas análises
que faremos, e como a cultura influencia a política e o comportamento, desvelando
suas táticas ao entendermos que a mesma, por existência, apropria-se do mundo
social e político para alicerçar suas práticas cotidianas.
JUSTIFICATIVA

A pesquisa visa, através das memórias, narrativas e relatos, apreender


o sentido social, cultural, político, simbólico e histórico advindas das práticas
culturais do Mestre Coroné Chico Tripa, na responsabilidade que o mesmo assumiu
pela manutenção das práticas culturais folclóricas de sua formação enquanto
individuo ainda morador da cidade de Areia, levantando as realidades enfrentadas
pelo mesmo ao chegar a Bayeux, movimentando toda uma época desde então,
quando iniciou seu trabalho que perdura até dias atuais. É a oportunidade de realizar
um registro histórico, de um ator social, um ativista, através de seus relatos ainda em
vida e lucidez.
Buscar apresentar sua história sistematizada e demonstrar como este
se tornou um importante representante da cultura popular e folclórica do lugar de
memória ganha um grau de importância maior ainda, por não possuir um estudo, até
então, mais detalhado em relação às memórias e à história deste patrimônio cultural
imaterial e sua relação com o desenvolvimento do município, já que as atividades
culturais sempre chamaram atenção para uso político partidário.
Percebemos que ao valorizar e sistematizar o conhecimento deste,
muitas vezes restritos apenas a oralidades, mas ainda, perceber o que podemos
aprender sobre as expressões culturais simbólicas advindas das camadas mais
populares, poderemos a partir deste trabalho, sintetizar da sua rica prática, vários
aspectos culturais e sociais que urgem questionamentos e informações, estas, que
remontam e possibilitam muitas vezes de analisarmos os resultados sociais e
históricos aos quais resultam hoje as práticas no Estado, já que o mesmo é uma
referência no que faz.
Entendemos que ações práticas significam muito mais que apenas
diversões, trazem consigo questões efetivas, emocionais e motivacionais do grande
público, onde as festividades transformam ambientes, formula processos e
construções de identidade propensas à contemplação e à emoção espontâneas,
abertas, que para Morin (1986, p. 97), “à prosa e à poesia, vivendo na participação,
no amor, no fervor, na comunhão, na exaltação, no rito, na festa, na embriaguez, na
dança e no canto, transfigurando a vida prosaica de tarefas obrigatórias e utilitárias.”
Estas festividades possuem um grande poder de gerar novos signos temáticos
populares na mistura entre a religiosidade, tradições, usos, costumes e demais bens
culturais expressos na arte e na estética. Têm enorme significado para as pessoas
que brincam, para as comunidades onde são desenvolvidas, motivando até fatores
econômicos, gerando renda e empregos no comércio local. É nesta visão de
pertencimento e identidade, das motivações dali provenientes do povo, que
analisaremos este domínio simbólico destas grandes festas, usando como base este
precursor das atividades no município, que segundo o entender de Itani (2003) são
“celebrações à alegria e à vida”, que chegam a se sobrepor aos interesses políticos
e mercantis e têm firme presença.

OBJETIVOS

O objetivo geral da pesquisa tem como foco identificar os bens


culturais do folclore produzido durante décadas no município de Bayeux/PB a partir
da prática deste reconhecido Mestre da Cultura Popular da Paraíba, o Coroné Chico
Tripa, através de suas narrativas, memória social, trajetória de vida, ofícios e
maneiras de fazer, ligando-os a fatos históricos do município e do Estado.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

● Compreender as estratégias estabelecidas para a preservação desses bens,


fazendo levantamento das manifestações simbólicas, estéticas, práticas e
produtos;
● Analisar seu poder de resistência e transformação político-social e de
influência cultural, alicerçado pelas transformações históricas nas últimas
décadas no Brasil e no Estado da Paraíba;
● Explanar sobre o processo de evolução histórica do município de Bayeux/PB,
realizando uma pequena discussão teórico-epistemológica relacionando-a ao
principal tema do trabalho;
● Compreender os significados sociais, culturais, históricos e simbólicos
produzidos e as realidades e expressões culturais simbólicas advindas das
camadas mais populares;
● Inventariar os bens culturais através da história oral, memórias do ator
principal, de seus seguidores brincantes, parentes e espectadores;
● Identificar o seu saber-fazer e sua relação com os instrumentos que produz,
salientando os desafios, possibilidades e os impactos sociais deste trabalho à
sociedade;
● Sistematizar o conhecimento deste, suas memórias e produtos a fatos
históricos nacionais, políticos e sociais;
● Analisar os diferentes usos e conceitos de cultura em voga na
contemporaneidade traçando um breve panorama da evolução do termo e
das compreensões que geraram as teorias universalista e particularista da
cultura.
● Definir Cultura Imaterial e Cultura Popular de acordo com autores, teorias e
estudos para alicerçar as análises das obras (Quadrilha Junina e Escola de
Samba) realizadas pelo mestre;

EMBASAMENTO TEÓRICO-METODOLÓGICO

Quanto à metodologia, este trabalho será pautado nas investigações


qualitativas e pesquisas de campo, através de entrevistas, catalogação de materiais,
cuja finalidade é de inventariar os bens culturais através da história oral, que se
busca por meio da oralidade do que ficou registrado na memória do ator principal, de
seus seguidores brincantes, parentes e espectadores. Na perspectiva da
observação participante, optaremos por trabalhar com o conceito de cultura como
expressão dos significados, procurando realizar uma interpretação da diversidade
humana. A oralidade contribuirá pra a elaboração escrita da origem comum e do
cotidiano das práticas na comunidade, como também o surgimento de novas
gerações de brincantes. Como a prática não se baseia em uma memória
institucionalizada, dada a escassez de documentos como suporte de informações, a
pesquisa, se focará no levantamento oral, mas também documental, percebendo o
acervo pessoal do estudado, mas possíveis publicações em jornais, revistas e outros
de toda a história cultural e de vida do mestre Chico Tripa.

A riqueza encontrada na opção pela história oral vem da proposta de


pensar que cada fato vivido pelo individuo é lembrado de forma diferente, que, ao
contar algum acontecimento, sempre este irá atribuir diferentes configurações de
importância ou de percepção pessoal, levando sempre a outros fatos e atores.
Assim, ao produzirmos documentos baseados nas narrativas da história oral dos
envolvidos, recuperaremos e colocaremos escrito em papel o que não é encontrado
em documentos de outra natureza. Essa investigação se debruçará na ótica de
Alberti (1990) ao vê-los como temas da nossa contemporaneidade, como também
em eventos ocorridos em um passado não muito remoto, para que estas narrativas
possam vir de possibilidades de reavivar a memória dos envolvidos em outros fatos
correlatos, para ampliar o campo de pessoas envolvidas e entrevistá-las, seja como
atores, ou como testemunhas.
Sabendo das tipificações, especificidades e limitações que possui a
História Oral citado por Meihy (2002) como método ou como técnica de pesquisa,
dentre os três tipos de história oral (história de vida, a história temática e a tradição
oral), optaremos pela utilização da história oral temática, por ser utilizada como
técnica de coleta de dados que permite articular diálogo com outros documentos e
outras fontes de coleta, já que as histórias relatarão acontecimentos reais, reflexões
que abrem caminho para novas discussões e levantamentos. Utilizaremos a ótica de
Cappelle (2006), ao percebermos que a história oral contribui principalmente para
compreender como o pesquisado atuava no âmbito cultural, como membro de uma
organização e também a forma que era visto pela comunidade. O interesse da
história oral utilizada reside na possibilidade também de novas narrativas, na
emoção dos que narrarão, percebendo que a coleta desses depoimentos não se
esgotará na busca da verdade e sim na da experiência de cada um. A escolha das
fontes das histórias será feita em um grupo definido de envolvidos direto, ou seja,
parentes, vizinhos, personalidades históricas ainda vivas do município. Sabemos
que estas histórias, em sua maioria, relatarão acontecimentos e alguns fatos do
início da participação deste ator nas atividades culturais, problemas de adaptação e
preconceitos sofridos, mas muitos sobre a inserção, curiosidades e comportamentos
da própria comunidade mutável. As reflexões, como já dito, abrirão caminho para
novas discussões. Esse tipo de pesquisa insere-se entre aquelas que abordam os
processos de produção do conhecimento sobre estudos organizacionais.
Alicerçando a pesquisa, ela terá ainda em suas características a
fundamentação teoria se apoiando em técnicas que auxiliam na descoberta de
características próprias dos participantes baseado nos relatos de vida, das análises
dos conteúdos, entrevistas e questionários. Para Lakatos (2009), o método se
caracteriza por uma abordagem mais ampla, em nível de abstração mais elevado
dos fenômenos da natureza e da sociedade.
A relação e a interpretação entre os fatos vividos no passado e no
presente também permitirão a compreensão de fenômenos que permeiam a
contemporaneidade cultural do local. Utilizaremos diversos autores, visões e teorias
para alicerçar a definição de cultura popular, desde o pensamento iluminista que diz
que “a cultura é a soma dos saberes acumulados e transmitidos pela humanidade,
considerada como totalidade, ao longo de sua história” (CUCHE, 2002, p.21) ao
pensamento contemporâneo de Franz Boas (1858-1942), um dos pesquisadores
que mais influenciaram o conceito contemporâneo de cultura na antropologia, que
concluiu que fundamentalmente as diferenças entre os humanos e os grupos
formados por ele era de ordem cultural e não racial, muitas vezes também
determinada pelo ambiente físico onde vivem. Nesta ótima, estudaremos os
costumes particulares desta determinada comunidade, buscando explicações no
contexto cultural e na construção da origem e da história destas práticas da cultura
imaterial no local, decorrendo na constatação e reconhecimento da existência de
culturas, no plural, e não de uma cultura universal.

.Assim, visando as grandes transformações que marcaram a história e


acontecimentos no local, estas possibilitarão novos caminhos de estudos em
campos multidisciplinares. Segundo Ferreira (2002), a quebra da crença de que a
história poderá ser resgatada apenas pelas produções deixadas pela própria
história, permitiu a utilização da memória como fonte de resgate de informações
acerca de eventos e episódios que compreendem elementos do passado.

FONTES
Ao utilizarmos da história oral para fornecer fontes e novas
perspectivas para a pesquisa, sabemos que aplicada, possibilitará conhecer
diferentes versões e interpretações sobre o tema. Nesse caso, o trabalho
investigativo levará em conta as trajetórias individuais, eventos ou processos, o
testemunho vivo dos atores como fonte primária. Estes testemunhos são as fontes
orais que permitirão o resgate do indivíduo como sujeito no processo histórico e
constituirão como documentos gerados no momento da entrevista, legítimos tanto
pelo seu valor informativo quanto pelo seu valor simbólico. A história oral permite o
diálogo entre diversas áreas no campo das ciências humanas, constituindo um
esforço interdisciplinar de investigação (Camargo, 1984). É, portanto, uma técnica ou
método que permitirá acessar instâncias mais subjetivas dos informantes.
Para ampliar o campo de investigação e realizar as análises com base
em fatores históricos, utilizaremos o livro “BAYEUX: seu povo, sua história” do
historiador Ariosvaldo de Oliveira, que servirá como base para os levantamentos
históricos de manifestações realizadas no município, pois este é um dos únicos
livros atuais que faz o resgate da história de Bayeux, dando ênfase nas
personalidades locais, ligando-as a fatos, remontando a história do município.
Para compreensão das manifestações culturais produzidas por ele,
vale a explanação e o entendimento da importância das Escolas de Samba e
principalmente das Quadrilhas Juninas para nossa identidade cultural, assim
utilizaremos diversas compreensões, partindo desde a importância das festas
tradicionais, usando a ótima de Bakhtin (1987, p.70), que diz que “a festa é a
categoria primeira e indestrutível da civilização humana”, e ainda que as festas
sejam manifestações em “formas primordiais” da vida em sociedade, já que nelas
encontramos conteúdos essenciais para sempre exprimir uma determinada visão do
mundo. A perspectiva do autor evidencia a importância das festas como contexto
social e cultural da civilização humana, o que comprovamos no fato do Carnaval e as
Escolas de Samba, o São João e a Quadrilha Junina terem a força dos grandes
eventos festivos marcantes para a percepção dos valores sociais, culturais, políticos,
econômicos.
Assim, a finalidade desta pesquisa cientifica, não só se baseará na
elaboração de um relatório ou discrição de fatos, ela será fundamentalmente um
espaço para desenvolver uma interpretação crítica a partir dos dados obtidos,
optando por um corpus teórico baseado nas teorias históricas, sociológicas e
antropológicas usando como fonte de argumentação Pierre Bourdieu (1983, 2004,
2005), Victor Turner (1974), Van Gennep (2011) e Clifford Geertz (1989); Para
análise da literatura sobre festas populares, mas especificamente sobre as
quadrilhas juninas e cultura popular utilizaremos Luciana Chianca (2006, 2007,
2009), Jadir Pessoa (2005), Maria Cristina Bonetti (2012); Para análise dos produtos
gerados nas manifestações e comparações com as teorias das Performances
Culturais, utilizaremos Richard Schechner (1985, 2005, 2006, 2011), John Dawsey
(2005, 2011) e Robson Camargo (2013). A análise assim terá alicerce em leituras,
embasamento para interpretação dos significados dos dados obtidos durante os
procedimentos.

CRONOGRAMA
MESES 2018/2019
J F F
ETAPAS M A M J J A S O N D J M A M J J A S O N D
A E E
A B A U U G E U O E A A B A U U G E U O E
N V V
R R I N L O T T V Z N R R I N L O T T V Z
. . .

1. Elaboração
X
do projeto
2. Entrega do
X
projeto
3. Início da
pesquisa e X X X X X X X X
levantamentos.
4. Inicio da I
etapa de X X X X X
entrevistas.
5. Inicio da II
Etapa de X X X
entrevistas.
6. Análise e
catalogação X X
dos dados.
7. Elaboração
X X X X
da dissertação.
8. Defesa da
X
Dissertação

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KLEITON DE ARAUJO SANTOS