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São Paulo, 29 de Janeiro de 2018

Trabalho
De
Psiquiatria

Tema: A História da Psiquiatria

Ellen Paola Santos Silva


São Paulo, 29 de Janeiro de 2018

Segundo Cataldo Neto, Annes e Becker, a história da psiquiatria se iniciou com o


médico Hipócrates quando este desenvolveu a teoria humoral, e escreveu a
obra Corpus Hippocraticum que continha descrições de enfermidades, como:
melancolia, psicose pós-parto, fobias, delirum tôxico,demência senil e histeria. Estas
doenças eram ocasionadas pelo desequilíbrio dos humores (fleuma, sangue, bile
amarela e bile preta).

Galeno, que foi influenciado pelos textos de Platão, delimitou o cérebro como a sede
da alma e, a partir disto, Galeno dividiu a alma em: razão e intelecto, coragem e raiva,
apetite carnais e desejos. Outros romanos que contribuíram, de acordo com
Ackerknecht, foram Celso, Areteo de Capadocia e Sorano de Efeso. Estes três, citados
por Ackerknecht, produziram tratados com tratamentos para doenças tidas como
crônicas e agudas, por exemplo, a mania e a melancolia.

Os primeiros que criaram hospitais para enfermos mentais foram os árabes, conforme
Ackerknenecht. A cidade de Fez, em 700, foi a primeira a possuir um hospital para
este fim. Najab ud-din Muhamed foi um exemplo de como algumas compreensões
cientificas gregas foram conservadas, e ele descreveu 9 níveis de doenças mentais
com 30 formas de tratamento clínico. No continente europeu, durante a Idade
Média até o século XIII, por conta da religiosidade, acreditava-se que a enfermidade
psíquica estava relacionada a bruxaria, libertinagem, e os enfermos eram excluídos do
convívio social em estado de reclusão ou eram mortos.

Compreensões mais precisas sobre distúrbios psíquicos foram formuladas a partir do


século XVI. Algumas destas novidades foram de: entendimento de estados
depressivos por Robert Burton; classificação de sintomas de histeria, hipocondria e
nervosismo por Thomas Sydenham; e investigação de motivos psicossomáticos para
doenças por Johann Langermann.

As investigações de Albrecht von Haller eram sobre a sensibilidade do sistema


nervoso e a irritabilidade dos músculos (contrações). Na segunda parte do século
XVIII, Pierre Cabanis combinou as teoria dos pontos de vista psicológico e somático
em Traité du Physique et du Moral de l´Homme(1799), que explica como os
fenômenos morais se tornam fisiológicos, verificando os desvios como uma
consequência fisiopatológica.

No século XIX, segundo Cataldo Neto, os médicos estavam investigando sobre


diversas enfermidades, seus fatores e meios de melhorar tais distúrbios. Dentre os
estudos que se destacam neste período se conseguiu: relacionar os fatores
hereditários degenerativos (por Morel); identificar a esquizofrenia(por Breuler); e
investigar os efeitos de drogas na mudança de comportamento, (por Moreau de
Tours). Além destes, Charcot colaborou com a análise de como traumas seriam
gerados, principalmente os de natureza sexual, e que poderiam ser curados os
sintomas histéricos através da hipnose.

Freud, influenciado por Charcot, desenvolveu a teoria psicanalítica, e estudou


pacientes neuróticos através do tratamento por hipnose. O método de Freud buscou
tratar a neurose produzida por eventos traumáticos registrada no inconsciente, e trazer
à consciência estas memórias através da psicanálise. Jung questionou o complexo de
São Paulo, 29 de Janeiro de 2018

Édipo, defendido por Freud, pois acreditava que o apego aos pais era uma forma de
busca de proteção e nada sexual. Jung desenvolveu a noção do inconsciente coletivo.

No século XX, tentaram-se tratamentos para esquizofrenia, como: malarioterapia, feito


por Wagner-Jauregg, e eletroconvulsoterapia, por Cerletti e insulinoterapia feito Sakel.

Na década de 1950, diversos medicamentos passaram a ser utilizado como


tratamentos psiquiátricos, e alguns deles foram: o lítio, com efeito antimaníaco; a
clorpromazina e haloperidol, com efeito antipsicótico; e imipramina, com efeito
antidepressivo, além do uso médico de anfetaminas e de metilfenidato para tratar
transtorno de atenção, na década de 1980.

Então, a partir do século XX, com o desenvolvimento da psicofarmacologia,


proporcionou-se melhores tratamentos, e a psicoterapia é adaptada para cada caso
que acompanha o tratamento com remédios.