Vous êtes sur la page 1sur 7

A OBRA DE FAYOL

Nasceu na França em 1841.


Construiu sua carreira como executivo.
Ganhou reputação de Administrador eficiente.
Engenheiro aos 19 anos.
Em 1888, assumiu o comando de uma grande empresa às
portas da falência.
Escreveu, em 1916, “Aministration Industrielle et Générale”.
Quando se afastou da empresa, ela era uma das mais
prósperas da França.

Henry Fayol, o fundador da Teoria Clássica da Administração, nasceu em


Constantinopla, formou-se engenheiro de minas aos 19 anos e entrou para uma
companhia metalúrgica e carbonífera, onde desenvolveu toda a sua carreira.
Aos 25 anos foi nomeado gerente das minas e aos 47 assumia a gerência geral
da “Compagnie Commantry Fourchambault et Decazeville”, que no momento
se encontrava em situação difícil. Em 1918 transmitiu a empresa ao seu
sucessor, dentro de notável estabilidade. Fayol expôs sua Teoria de
Administração em seu famoso livro “Administration Industrielle et Générale”,
publicado em Paris em 1916. Exatamente como Taylor, Fayol empregou seus
últimos anos de vida à tarefa de demonstrar que, com previsão científica e
métodos adequados de gerência, resultados satisfatórios eram inevitáveis.
Constatou que o que fazia uma empresa funcionar eram 6 funções. Esta divisão
é até hoje predominante no processo de departamentalização das
organizações.
Assim como nos Estados Unidos a Taylor Society foi fundada para divulgação e
desenvolvimento de sua obra, na França o ensino e o desenvolvimento da obra
de Fayol deram motivo à fundação do Centro de Estudos Administrativos.

FUNÇÕES ESSENCIAIS DA EMPRESA


Funções Técnicas: relacionada a produção de bens ou serviços.
Funções Comerciais: relacionadas com a compra, venda e troca.
Funções Financeiras: relacionadas com a obtenção e gerência de capitais.
Funções de segurança: relacionadas com a proteção dos bens e pessoas.
Funções Contábeis: relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e
estatísticas.
Funções Administrativas: coordenam e sincronizam as demais funções.

CONCEITOS DE ADMINISTRAÇÃO
Para Fayol, a função administrativa não se concentra exclusivamente no topo
da empresa, nem é privilégio dos diretores, mas é distribuída
proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos. À medida que se desce
na escala hierárquica, mais aumenta a proporção das outras funções da
empresa e, à medida que se sobe na escala hierárquica mais aumenta a
extensão e o volume das funções administrativas. Isto é, a capacidade
principal de um operário é a capacidade técnica. À medida que se eleva na
escala hierárquica, a importância relativa da capacidade administrativa
aumenta, enquanto a capacidade técnica diminui. Quanto mais elevado o nível
hierárquico, maior a necessidade de dominar a capacidade administrativa.

Fayol decompõe o ato de administrar em: planeja organizar, comandar,


coordenar e controlar.

· Planejar – Estabelece os objetivos da empresa, especificando a forma como


serão alcançado. Parte de uma sondagem do futuro, desenvolvendo um plano
de ações para atingir as metas traçadas. É a primeira das funções, já que
servirá de base diretora à operacionalização das outras funções.

Organizar – É a forma de coordenar todos os recursos da empresa, sejam


humanos, financeiros ou materiais, alocando-os da melhor forma segundo o
planejamento estabelecido.

Comando - Faz com que os subordinados executem o que deve ser feito.
Pressupõe que as relações hierárquicas estejam claramente definidas, ou seja,
que a forma como administradores e subordinados se influenciam esteja
explícita, assim como o grau de participação e colaboração de cada um para a
realização dos objetivos definidos.

Coordenação – ligar, unir, harmonizar todos os atos e todos os esforços


coletivos facilitando o trabalho e o sucesso. Sincronizar as atividades e adaptar
os meios aos fins.

Controle - verificar se todas as atividades e resultados ocorrem em


conformidade com o plano adotado, as instituições transmitidas e os princípios
estabelecidos. O objetivo é localizar fraquezas e erros no sentido de retificá-los
e prevenir a recorrência.

DIFERENÇA ENTRE ADMINISTRAÇÃO E ORGANIZAÇÃO


Administração é um todo do qual a organização é uma das artes. O conceito
amplo de administração, como um conjunto de processos entrosados e
unificados abrange aspectos que a organização por si só não envolveria, tais
como previsão, comando e controle.
Fayol considera dois tipos de organização:
· Organização como unidade ou entidade social, ou qualquer empreendimento
humano moldado intencionalmente para atingir determinados objetivos:
a) Organização Formal (Divisão do Trabalho - Racionalidade)
b) Organização Informal (Amizades - Grupos Informais Relacionamentos)
· Organização como função administrativa e parte do processo administrativo.
Nesse caso ela significa o ato de organizar, estruturar, integrar os recursos e os
órgãos incumbidos de sua administração, e estabelecer as relações entre eles.
A Teoria Clássica concebe a organização como se fosse uma estrutura, em
termos de forma e organização das partes que a constituem, além do inter-
relacionamento entre essas partes. Restringe-se ao aspecto da organização
formal.

PRINCIPIOS GERAIS DE ADMINISTRAÇAO


Administrar é uma ciência que deve se basear em leis e princípios ,fayol
adotou a denominação principios ,afastando dela qualquer ideia de rigidez
,pois nada existe de rígido ou absoluto em matéria administrativa .Tudo em
administração é uma questão de medidas ‘ponderação e bom senso.

Princípios da Administração segundo Fayol:

 Divisão do trabalho;
 Autoridade e responsabilidade;
 Disciplina;
 Unidade de comando;
 Unidade de direção;
 Subordinação do interesse particular ao geral;
 Remuneração do pessoal;
 Centralização;
 Hierarquia;
 Ordem;
 Equidade;
 Estabilidade;
 Iniciativa;
 Espírito de equipe

Teoria da administração
A administração é vista como uma ciência substituindo o habito e a
improvisação por técnicas cientificas .Fayol defendia a necessidade de um
ensino organizado e metódico da administração ,de caráter geral para formar
administradores .

Teoria da organização
Marca a preocupação exagerada da Teoria Clássica com a estrutura
e com a forma de organização, esta baseada em rigidez, hierarquização,
limitação e na estática. Seus principais aspectos dentre os princípios da
Administração são: Divisão de trabalho (segundo Chiavenato, esta conduz à
especialização e a diferenciação das tarefas-> heterogeneidade, é também
base para organização pode-se dividir em dois: vertical->de acordo com a
cadeia escalar de Fayol com diferentes níveis de autoridade definidas pela
graduação de responsabilidades; horizontal-> refere-se aos diferentes tipos de
atividades desenvolvidas na organização, como na especialização de Fayol, há
também departamentalização), Autoridade e responsabilidade, Unidade de
comando, Unidade de direção, Centralização e Cadeia escalar.
Na teoria clássica a estrutura organizacional é analisada de cima
para baixo(da direção para a execução )

3. Divisão do trabalho e especialização


A organização se caracteriza por uma divisão do trabalho claramente definida.
"A divisão do trabalho constitui a base da organização; na verdade, é a própria
razão da organização." A divisão do trabalho conduz à especialização e à
diferenciação das tarefas, ou seja, à heterogeneidade. A ideia era a de que as
organizações com maior divisão do trabalho seriam mais eficientes do que
aquelas com pouca divisão do trabalho. Enquanto a Administração Científica se
preocupava com a divisão do trabalho no nível do operário, fragmentando as
tarefas desse, a Teoria Clássica se preocupava com a divisão no nível dos
órgãos que compõem a organização, isto é, com os departamentos, divisões,
seções, unidades etc. Para a Teoria Clássica, a divisão do trabalho pode dar-se
em duas direções, a saber:

a. Vertical, segundo os níveis de autoridade e responsabilidade (como


na escala hierárquica de Fayol ou no princípio escalar de Mooney),
definindo os escalões da organização que detêm diferentes níveis de
autoridade. A autoridade aumenta na medida em que se sobe na
hierarquia da organização. A hierarquia define a graduação das
responsabilidades conforme os graus de autoridade. Em toda
organização há uma escala hierárquica de autoridade (princípio
escalar ou cadeia escalar). Daí a denominação autoridade de linha
para significar a autoridade de comando de um superior sobre um
subordinado.
b. Horizontal, segundo os diferentes tipos de atividades da
organização (como na especialização de Fayol ou no princípio de
homogeneidade de Gulick). No mesmo nível hierárquico cada
departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade
específica e própria.

Coordenação
Fayol incluíra a coordenação como um dos elementos da Administração,
enquanto outros autores clássicos a incluem nos princípios de Administração.
Para Fayol, a coordenação é a reunião, a unificação e a harmonização de toda a
atividade e esforço, enquanto para Gulick, se a subdivisão do trabalho é
indispensável, a coordenação é obrigatória. Para Mooney, a "coordenação é a
distribuição ordenada do esforço do grupo, a fim de obter unidade de ação na
consecução de um fio comum". A coordenação deve ser baseada em uma real
comunhão de interesses. A coordenação indica que há um alvo ou objetivo a
alcançar e que deve guiar os atos de todos. A pressuposição básica era de que
quanto maior a organização e quanto maior a divisão do trabalho, tanto maior
será a necessidade de coordenação, para assegurar a eficiência da organização
como um todo.

Organização linear
A organização linear é um tipo de estrutura organizacional que apresenta uma
forma piramidal. Nela ocorre a supervisão linear (ou autoridade linear),
baseada na unidade de comando e que é o oposto da supervisão funcional
proposta pela Administração Científica. Fayol e seus seguidores discordam da
supervisão funcional por acharem que ela constitui uma negação da unidade
de comando, princípio vital para a coordenação das atividades da organização.
Na organização linear, os órgãos de linha, ou seja, os órgãos que compõem a
organização, seguem rigidamente o princípio escalar (autoridade de comando).
Para que os órgãos de linha possam se dedicar exclusivamente a suas
atividades especializadas, tornam-se necessários outros órgãos prestadores de
serviços especializados estranhos às atividades dos órgãos de linha. Esses
órgãos prestadores de serviços - denominados órgãos de staff ou de assessoria
- fornecem aos órgãos de linha serviços, conselhos, recomendações, assessoria
e consultoria, que esses órgãos não têm condições de prover por si próprios.
Esses serviços e assessorias não podem ser impostos obrigatoriamente aos
órgãos de linha, mas simplesmente oferecidos. Assim, os órgãos de staff não
obedecem ao princípio escalar nem possuem autoridade de comando em
relação aos órgãos de linha. Sua autoridade - chamada autoridade de staff - é
autoridade de especialista e não autoridade de comando.
Por outro lado, os autores clássicos distinguem dois tipos de
autoridade: a de linha e a de staff. Autoridade de linha é a forma de autoridade
em que os gerentes têm o poder formal

Conceito de Linha-Staf

Fayol se interessou muito pela chamada organização linear,


baseada nos princípios Unidade de Comando, Unidade de Direção,
Centralização da Autoridade e Cadeia escalar.

A organização em linha apresenta uma forma nitidamente


piramidal. Nela, os órgãos de linha seguem rigidamente o principio escalar.
Porém, para que eles possam se dedicar exclusivamente às sua atividades
especializadas, tornam-se necessários outros órgãos prestadores de serviços
especializados estranhos às atividades dos órgãos de linha. Esses prestadores
de serviços - denominados órgãos de staff ou de assessoria - fornecem
àqueles, conselhos, recomendações, assessoria e consultoria, que os órgãos de
linha não têm condições de prover a si próprios. Tais serviços não podem ser
impostos arbitrariamente aos órgãos de linha, mas somente oferecidos. Assim,
os órgãos de staff não obedecem ao principio escalar nem possuem autoridade
de comando em relação aos órgãos de linha.

Criticas da teoria
clássica

1.Abordagem simplificada da Organização Formal


Os autores clássicos partem do pressuposto de que a simples adoção dos princípios
gerais da administração: como a divisão do trabalho, a especialização, a unidade de
comando e a amplitude de controle. Permite uma organização formal da empresa
capaz de proporcionar - lhes a máxima eficiência possível. Trata-se de uma abordagem
extremamente simplificada da organização formal. Daí, a crítica quanto a essa visão
simplória e reducionista da atividade organizacional.

2.Ausência de trabalhos experimentais


Os autores clássicos fundamentam seus conceitos na observação e no bom senso. Seu
método é empírico e concreto, baseado na experiência direta e no pragmatismo e não
confrontam a teoria como elementos de prova. As ideias mais importantes são
catalogadas como princípios, o que provocou críticas, pois o princípio utilizado como
sinônimo de lei deve, como esta, envolver um alto grau de regularidade e consistência,
permitindo razoável previsão na sua aplicação, tal como acontece nas outras ciências.
Falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos.

3.O extremo Racionalismo na concepção da Administração


Os autores clássicos se preocupam com a apresentação racional e lógica das suas
proposições, sacrificando a clareza de suas idéias. O abstracionismo e o formalismo são
criticados por levarem a análise da administração à superficialidade, à
supersimplificação e à falta de realismo.

4.Teoria da máquina
Os modelos administrativos de Taylor-Fayol correspondem à divisão mecânica do
trabalho, em que o parcelamento de tarefas é a mola do sistema. Essa abordagem
mecânica, lógica e determinística da organização foi o fator principal que conduziu
erradamente os clássicos à busca de uma ciência da administração.

5.Abordagem incompleta da administração


A teoria clássica preocupou-se com a organização formal. A preocupação com a forma
e a ênfase na estrutura levou a exageros. A abordagem está simplificada e incompleta,
pois não considera o comportamento humano na organização.

6.Abordagem de Sistema Fechado


Composto de poucas variáveis perfeitamente conhecidas e previsíveis e de alguns
aspectos que podem ser manipulados por meios de princípios gerais e universais de
administração. Apesar de todas as críticas, a teoria clássica é a abordagem mais
utilizada por iniciantes em administração, pois permite uma abordagem sistemática e
ordenada.