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Você está treinando Airsoft errado. Entenda.

Saudações meus amigos!

Quem vem caminhando nesse mundão do Airsoft já deve ter visto, como diria minha esposa
“de um tudo” hehehe, e no meu caso não é diferente.

Vou iniciar o post falando das minhas primeiras experiência e observações lá no Japão, mais
precisamente na cidade de Okazaki, e no discorrer do post vocês entenderão o que quero
transmitir.

Cara, trabalhava de 10 a 12 horas por dia, um trabalho repetitivo e cansativo, e sabe um dos
dias mais aguardados? Isso mesmo, o dia de “jogar” Airsoft.

Reuníamos o pessoal, íamos a um parque, bolávamos pequenas missões e lá estávamos nós


atirando uns nos outros, isso mesmo, atirando uns nos outros, 4Fun total, não treinávamos
técnica de combate, era uma simples e pura “brincadeira”.

Quando retornei para o Brasil e fui ao primeiro encontro de Airsofter’s fiquei surpreso e
impactado com a grande diferença, loadout’s melhor elaborados, e mesmo que não muito
efetivo a utilização de técnicas de disparo, locomoção, cobertura e etc.

Vi que o Airsoft era encarado de forma diferente, onde não poderia apenas me conformar em
apontar e atirar, começou parecer importante saber como fazê-lo.

Sim, o lance da técnica me encantou muito, a organização a efetividade, era assim que eu
queria desenvolver meu Airsoft dali para frente, não para ser melhor do que ninguém, mas
para pôr à prova a efetividade de um treinamento, e é nesse ponto começa a fase crítica do
post e estarei dando minha opinião no que venho observando a partir de então.

Conhecimento

Acompanhando postagens em redes sociais, vídeos, até mesmo pontos de vista de muitos
operadores, pergunto, você está treinando para o que? Airsoft? Será?

No alto da minha ignorância o Airsoft vem sendo propagado como modalidade esportiva, e
não como treinamento militar, pelo menos para a grande maioria de “civis” praticantes.
Sabemos que as armas de Airsoft estão sendo utilizadas para treinamento militares, mas na
hora do vamos ver meu parceiro, o calo aperta em outro lugar.

Por esse motivo, se você e sua equipe treinam e se comportam como se fosse para um
combate real, acredito que devessem mudar de postura e sair em busca de novos
conhecimentos, pois no Airsoft até podemos valer de técnicas de combate inspiradas nas que
exército ou forças policiais mundiais, porém, quando falamos de uma situação de combate, o
Airsoft em nada se assemelha a um conflito real.

Vamos começar falando de algumas diferenças, bemmmmmm distintas, partindo do estado e


preparo psicológico.

Preparo Psicológico

Quando um militar sai de sua casa para encarar um conflito, ele já vai ciente da possibilidade
de não voltar, já o Airsofter sabe que se levar uma rajada que viaje de sua cabeça aos pés o
máximo que vai lhe acontecer é uma marquinha vermelha, corre para o respawn e volta a
atirar novamente.
O preparo psicológico de um militar ou policial é determinante, ficar do lado de uma 762
sendo disparada e comporte-se como se nada estivesse acontecendo, ou ainda pior, saiba que
você é o alvo desse rifle, não pense que um vidro que segura uma BB pode lhe oferecer abrigo,
na maioria das vezes nem mesmo uma parede pode, agora, quando você ouve o barulhinho de
uma AEG sendo disparada, não existe impedimento nenhum para que você dê aquela
“esticada” no pescoço para ver de onde vem.

Efetividade

O comportamento com a arma é outro diferencial berrante, qual a administração de recuo que
um operador de Airsoft precisa se preocupar ao disparar sua arma? Até mesmo se pensarmos
nessas GBB’s e AEG’s que simulam recuo? Nenhuma, a precisão vai de uma boa empunhadura
e dos componentes internos como o Hop Up e um cano de precisão por exemplo.

Não consigo nem comparar a efetividade de um disparo, ao dispararmos uma arma de


pressão, o alcance efetivo de sua BB é de aproximadamente 60 metros, então pequenas
oscilações que possam acontecer durante o disparo não afetarão em muito sua trajetória, os
maiores obstáculos são a velocidade do vento, pequenos obstáculos como folhas, galhos e etc.
Agora dispare um rifle 5.56 com alcance efetivo de aproximadamente 550 metros e oscile em
milímetros, vai lá olhar onde foi parar o projétil.

Ainda sobre efetividade, você pode tranquilamente ficar “em pé”, totalmente exposto,
olhando para um operador adversário a mais de 70 metros, caso ele efetue um disparo você
poderá se sentir o Neo de Matrix e desviar das BB’s, pois se levarmos em consideração os
limites utilizados para uma arma de assalto no Brasil que é de 400 FPS, o que dá
aproximadamente 121 metros por segundo, você teria um tempinho contando com a
desaceleração da BB, agora vai desviar de um projétil que foi disparado a 70 metros de você,
com o mesmo saindo a aproximadamente 920 metros por segundo, opa, não deu.

Falando sobre o comportamento em combate, se pensarmos em administração de munição,


quando se joga o 4Fun, o uso do carregador High Cap é liberado, lhe dando pelo menos 360
BB’s para uso imediato, isso se você não torrar o contato do gatilho antes, sabe quando você
vai se preocupar em recarregar? Vai demorar. Em um combate real você deverá administrar
bem sua munição, pois a falta da mesma poderá custar sua vida.

Para finalizarmos as breves comparações, a não ser que você seja o próprio Connor McLeoad,
que só morra cortando-se a cabeça, em um combate real, você não irá se expor como
acontece em um combate de Airsoft, que infelizmente está infestado de Higjlanders.

O Airsoft hoje é praticado de diversas formas, por grupos diferentes, com objetivos diferentes,
indo dos que adoram atirar uns nos outros e encaram o Airsoft como uma brincadeira,
chegando a grupos que buscam um aprimoramento tático.

Valendo-se de todos os comparativos citados acima, não adianta você encarar seu
treinamento como se fosse para um combate real, existem particularidades e variações que
deverão ser pensadas e aplicadas em um combate de Airsoft.

Temos excelentes instrutores para situações reais de combate, de militares a policiais que
buscam novos conhecimentos, porém, pouquíssimos que adaptam isso para a realidade do
Airsoft.

Além de ex militar, já passei por cursos com policiais civis e até ex combatente britânico que
me deram uma base muito bacana, porém em nenhuma dessas situações foram abordadas
situações que acontecem no Airsoft, mas sim situações que aconteceriam em um conflito real.
O que quero dizer com isso é que a aquisição de conhecimento é contínua, nenhuma verdade
é absoluta, se faz necessário estudar as situações, elaborar conceitos e testá-los na prática,
isso se chama aprendizado, graças a Deus o Airsoft te possibilita errar e melhorar, voltar ao
estudo, entender qual atitude saiu errada e refazer, testar novamente, até que exposto
inúmeras vezes a mesma situação, sua atuação seja cada vez mais eficaz, a evolução técnica de
um atleta depende disso, tentativa e erro, o mesmo não podemos dizer de uma situação real,
não é verdade? Você não pode se dar ao luxo errar.

Nos próximos post’s estarei abordando particularidades sobre algumas situações que
acontecem no Airsoft, como por exemplo a ação e reação.

Continuem acompanhando nossos post’s, comentem, a troca de experiências também é uma


ferramenta de aquisição de conhecimento e evolução.

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Um forte abraço!

Ricardo “Insano”