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Disciplina: PRR - Obras Públicas - Fundamentos, Tipologia e Normatização.

Identificação da tarefa: Tarefa 1. Envio de arquivo.


Pontuação: 20 pontos.

Tarefa 1

Faça uma dissertação, obedecendo quanto à forma ao que aprendeu na disciplina de


Metodologia, sobre o tema: Tipologia das Obras Públicas no Brasil comparada
aos padrões internacionais.

Espera-se um texto entre quatro a seis laudas de conteúdo (espaçamento 1,5, fonte
Arial 12), excluídos os outros elementos formais.
1. Introdução

Dados de abril de 2017 do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra o Brasil


entre as 10 maiores economias mundiais. Em 8° lugar no ranking, o Brasil, destoa
desse mesmo grupo, substancialmente, no que se refere a tipologia das obras
públicas comparada aos padrões internacionais. Ainda nos encontramos muito aquém
do nosso potencial e não é preciso “inventar a roda” para que chegamos a um nível
aceitável, basta olhar para os modelos internacionais que vem dando exemplo que
gestão de projetos, planejamento e controle de obras públicas executando obras
dentro do prazo, com o valor inicialmente orçado e padrão de qualidade.

2. Desenvolvimento

Um belo exemplo de execução de obra pública poderia ser importado da Suíça,


quando executou o Túnel de São Gotardo, que corta os Alpes suíços e tem 57
quilômetros de extensão, o maior do mundo, demorou 20 anos para ficar pronto. Mas
foi inaugurado seis meses antes que o previsto, em junho de 2016, a um custo de €
11 bilhões, 20% acima do estipulado (vale salientar que esses 20% estavam na
margem de risco), calculado duas décadas antes de sua conclusão.

Alguns dos fatores que contribuíram para o sucesso desta obra foram: o
planejamento abrangente antes da contratação; experiência institucional de
funcionários de diversos órgãos da administração pública suíça, que já tinham
experiência em infraestrutura de projetos e túneis; a participação ativa dos cidadãos
suíços, que através de referendos apoiaram o projeto; reavaliações dos riscos e
custos, havia incerteza sobre como seria a escavação através de diversas camadas
diferentes de rocha, e os projetistas desde o início tinham consciência de que o custo
estimado poderia mudar ao longo da execução. Os riscos e necessidades foram
sendo continuamente reavaliados, de modo que não houve surpresa quando foi
necessário fazer uma suplementação de orçamento de cerca de 20% do valor
previsto; vigilância financeira contínua, um comitê parlamentar permanente ficou
responsável por avaliar e autorizar despesas adicionais no túnel de São Gotardo. Essa
vigilância ajudou a conter gastos desnecessários e manteve o projeto dentro do
orçamento por oito anos após a suplementação ter sido concedida.
Na esteira contrária, um dos grandes problemas enfrentados pelo Brasil diz
respeito às obras inacabadas. Trata-se de uma pauta constante na vida política do
país. Como pode ser observado em matéria divulgada em 8 de novembro de 2016, no
portal de notícias G1.

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), que presidirá a comissão especial do


Senado destinada a fazer um levantamento de obras inacabadas no país,
disse nesta terça-feira (8): “No total, eu tenho um número que é algo em torno
de 22 mil obras hoje paralisadas no Brasil. São obras que precisam de R$ 10
mil a até R$ 1 bilhão para a conclusão. Entre as mais caras está a da
transposição do Rio São Francisco e tantas outras obras pesadas: ferrovias,
rodovias”. (Disponível em: <http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/11/ha-
22-mil-obras-inacabadas-no-brasil-diz-presidente-de-comissao-do-
senado.html>. Acesso em: 25 mar. 2017).

A transposição das águas do Rio São Francisco, ainda é um sonho. Idealizada


no século XIX por Dom Pedro II, a construção começou a ser tocada em 2005 e, em
2007, foi incluída no PAC1. Entre 2005 e 2015, entre R$ 8,37 bilhões e R$ 9,5 bilhões
foram investidos, mais do que o dobro do valor de R$ 4,5 bilhões previsto inicialmente.
Para ser concluída, a obra ainda demandará R$ 1,1 bilhão. Os desvios de recursos
da obra já chegaram a ser alvo de uma operação da Polícia Federal, intitulada Vidas
Secas. Em meio à seca que atinge a região Nordeste há pelo menos cinco anos, a
obra ainda é uma promessa.

Nos EUA as licitações apresentam dois pontos que merecem destaque e que
poderia servir de balizamento para as contratações aqui no Brasil. São as figuras do
Value Engineering e performance bond.

A engenharia de valor ou vaule engineering consiste no seguinte: se a


construtora propuser uma alteração de projeto que barateie a obra, haverá uma
partilha dos ganhos entre a construtora e o órgão contratante. Isto fortifica a parceria
entre a administração pública e a empresa privada contratada. É um estímulo à
criatividade. Com a vantagem de gerar um ganho extra para a construtora, induz-se a
engenhosidade. Faz-se engenharia nas obras.

O destaque no aspecto das garantias contratuais está na figura do performance


bond, que é um seguro que a construtora contratada tem que apresentar no início da
obra. O detalhe é que esse seguro deve cobrir 100% do valor do contrato. O
performance bond garante que, no caso de falência da construtora ou de manifesta
incapacidade para desempenhar os serviços, o órgão público possa acionar a
entidade seguradora. Caberá então à seguradora terminar a obra dentro dos termos
contratuais do segurado - se ela irá terceirizar a obra com outra empresa, fazer
licitação ou assumir pessoalmente a condução dos serviços, o problema é interno da
seguradora. Se o término dos serviços vier custar à seguradora mais do que o saldo
do contrato, esse é o risco de ter emitido apólice a quem não merecia.

Como se vê, exemplos de boas práticas vindos de fora não faltam. Por aqui, a
adoção dos performance bonds chegou a ser discutida em 1993, quando a Lei de
Licitações foi aprovada. Sem sucesso. A avaliação política feita na época foi que o
mercado de seguradoras teria poder excessivo.

Passadas algumas décadas atualmente se encontra em tramitação no


Congresso Nacional o Projeto de Lei n° 6814/2017 de autoria da Comissão
Temporária de Modernização da Lei de Licitações e Contratos, que “Institui normas
para licitações e contratos da Administração Pública e revoga a Lei nº 8.666, de 21 de
junho de 1993, a Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, e dispositivos da Lei nº 12.462,
de 4 de agosto de 2011” que pouco evolui na questão das garantias, se na lei em vigor
o percentual é de 5% até 10% em casos excepcionais, no projeto de lei este percentual
é de 5% até 20% e no caso de obras de grande vulto, a garantia mínima deverá variar
entre 10% e 30% do valor inicial do contrato, podendo, em situações excepcionais,
ser fixado em percentual superior ao limite de 30%.

3. Conclusão

Em suma, percebemos que os legisladores teimam em ir de encontro as boas


práticas das licitações em países que adotaram institutos, como o performance bonds.
Resta saber que interesse tem eles em não querer aprovar uma medida que
beneficiaria o povo brasileiro.

A solução que nos resta é participar ativamente da sociedade civil organizada


e o fortalecer as instituições de controle, com o propósito de deixar a fiscalização mais
transparente e disponível possível, ao alcance de um smartphone, com o propósito de
que cada cidadão se torne um fiscal das obras que estão ao seu alcance.

4. Bibliografia

Todos os sites foram acessados em 21.03.2018.

 https://www.ecodebate.com.br/2017/07/07/as-dez-maiores-economias-do-
mundo-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/
 http://www.rdnews.com.br/legislativo/com-base-em-lei-dos-eua-leonardo-
propoe-seguro-para-obras-publicas/69723
 http://blogs.pini.com.br/posts/Engenharia-custos/como-sao-as-licitacoes-nos-
eua-331500-1.aspx
 https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/06/13/5-li%C3%A7%C3%B5es-
da-Su%C3%AD%C3%A7a-sobre-uma-obra-p%C3%BAblica.-E-as-
compara%C3%A7%C3%B5es-com-o-Brasil
 https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1378
 https://www.archdaily.com.br/br/891092/espanha-tornara-obrigatorio-o-uso-
de-bim-em-obras-publicas
 https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/01/em-4-anos-da-lei-
anticorrupcao-uniao-abre-183-processos-e-penaliza-30-empresas.html
 https://exame.abril.com.br/revista-exame/o-custo-da-burrice/
 https://veja.abril.com.br/politica/licitacoes-o-que-eles-tem-que-nos-nao-temos/
 https://oglobo.globo.com/economia/infraestrutura/nos-estados-unidos-
supervisao-de-obras-feita-dentro-fora-do-governo-16152652

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