Vous êtes sur la page 1sur 3

A influência do rock/heavy metal não é simplesmente uma relação de

causa de efeito. Parece que esse grupo de jovens com psicopatologia pessoal e
familiar pré-existente procuram o rock/heavy metal porque o estilo ou temas e
letras ressoam com seus próprios sentimentos, uma larga porcentagem desses
jovens se sentem felizes ouvindo música, entretanto alguns jovens relatam que
se sentem tristes após ouvirem rock/metal. Postula-se que podem ser esses
jovens que são mais vulneráveis a interpretar as letras e temas desse tipo de
música. Pesquisas indicam as justificativas principais pelas quais os
adolescentes ouvem música, a primeira é explorar questões de identidade
relevantes para os adolescentes tanto em termos de auto identidade quanto de
relacionamentos. Em segundo lugar, muitos adolescentes relatam que eles
ouvem música para fins de regulação emocional, inclusive ajudando-os a ficar
em um clima melhor, animá-los quando eles se sentem tristes e como um meio
de não se sentir sozinho. A preferência por heavy metal foi associada a níveis
mais altos de desconforto dentro da família e conflitos com os pais sobre
questões de independência. Conflitos e desconexões emocionais dentro da
família podem levar a que esses adolescentes busquem outros meios de
conexão e validação.
O termo ‘’música problemática’’ é usado para representar os gêneros de
heavy metal / hard rock, hip hop / rap e música alternativa / punk. Os motivos
dados para a música problemática compreendem letras, estilo de música e os
estilos de vida e personalidades dos artistas. A morte de Kurt Cobain cumpre
todos os critérios sugeridos para que uma influência ocorra. Para os jovens, ele
era uma celebridade, sendo o vocalista de um grupo de grunge reconhecido. Se
a morte de celebridades deveria ter influência em uma série de jovens a
considerar o suicídio, então a morte de Cobain deveria ter feito isso. Na verdade,
é relatado que em Seattle, no dia seguinte sua morte, o número de chamadas
para a linha de suicídio local aumentou acentuadamente.
Acredita-se que esse tipo de música pode influenciar adolescentes a
envolver em comportamentos mais negativos. Alguns pesquisadores
começaram com a premissa de que os adolescentes que estavam definido como
"em risco ou problemático" foram mais atraídos para a música problemática
porque esse tipo de música ressoou com seus estados de emoção. A descrição
de problema e risco abrangem uma variedade de comportamentos e crenças,
incluindo a delinquência, imprudência, turbulência na adolescência, abuso de
substâncias, crenças de feitiçaria, depressão e ideação de suicídio. De acordo
com esta perspectiva, os temas de suicídio e de violência em música
problemática podem ser destrutivos para um jovem com vulnerabilidade
emocional. Sendo assim, a preferência por rock/heavy metal e alternativa
correlacionou-se diretamente ao risco de suicídio. Além dessa correlação,
observou-se que a preferência por esses estilos pode ser tida como uma
preditora para o risco de suicídio e isso só ocorreu para a amostra de
participantes do sexo masculino.
Os adolescentes utilizados na pesquisa prefeririam a música problemática
porque refletem os problemas com os quais eles estavam lutando. As médias
nos fatores no Teste de Preferência Musical revelam que o estilo intenso e
rebelde (música alternativa, rock e heavy metal) é mais preferido por estes
jovens, mas esta preferência não foi superior a que se
atribuiu ao estilo reflexivo e complexo (música clássica, blues, folk e jazz) e estilo
convencional (country, gospel, pop e músicas-tema de filmes).
Além disso, a preferência musical parece ser um indicador de um distúrbio
emocional subjacente ou vulnerabilidade à psicopatologia. A Academia
Americana de Pediatria recomenda aos pais e aos profissionais trabalharem com
adolescentes, que eles deveriam explorar as preferências de música e os vídeos
que eles assistem. Os profissionais também devem se familiarizar com o papel
da música na vida dos adolescentes e identificar as preferências de seus
pacientes como indícios de seu conflito emocional.
Enquanto os artistas encontram consolo na produção de música, as
condições de trabalho de forjar uma carreira musical são traumáticas. Esta é
uma descoberta fundamental e importante. Embora seja uma perspectiva
generalizada de que a criação de música atrai pessoas com tendências
psicológicas particulares, a mensagem que veio foi clara: a produção de música
é terapêutica, mas fazer uma carreira fora da música é destrutiva.
Entender os comportamentos socialmente desviantes entre adolescentes,
considerando a preferência musical como mais uma variável importante para
explicá-los, parece essencial para uma análise coerente com a realidade de
jovens e adolescentes. Chama-se a atenção para a escassez de estudos na
literatura psicológica e psicossocial que, consequentemente, demandam novas
pesquisas que deverão permitir igualmente comparações dentro da cultura
brasileira, enfocando os diferentes estilos musicais que podem ser específicos
de alguns estados e regiões, mas também estimular colaborações com colegas
de outras culturas.
Além disso, é necessário que exista uma discussão e uma pesquisa
adicional sobre como uma mudança de atitude mais negativa em relação ao
suicídio pode ser promovida através dos meios comunicação, sem aumentar de
forma mais geral o estigma dos problemas de saúde mental. Profissionais de
saúde mental e especialistas em suicídio devem colaborar com cineastas,
produtores de televisão, membros da indústria da música e dramaturgos para
tentar equilibrar o entretenimento contra o risco de danos e promover
oportunidades de educação