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Ginecologia e obstetrícia – Luana Marcolim

A CONSULTA OBSTÉTRICA
Vínculo – planejamento – melhor desfecho possível

- Competência
- Qualidade no pré-natal
- Humanidade -> linguagem acessível
- Dedicação -> maior demanda de tempo e atenção

*Algum cuidado pré-natal é melhor do que nenhum (quanto mais precoce


melhor)!

Coeficiente de mortalidade materna é um indicador de saúde de uma


população -> reflexo da qualidade do pré-natal.
Diminuição da mortalidade infantil
Estabilização e aumento da mortalidade perinatal

Quando começar o pré-natal?


Assim que possível; o ideal seria consulta pré-concepcional.
1º trimestre:
- Ultrassom (não é obrigado) -> localização do saco gestacional; estipular idade
gestacional (IG) com maior precisão; identificar número de fetos.
- Exames laboratoriais
- Patologias maternas associadas (sistêmicas ou relacionadas à gestação)
- Identificação de problemas atuais na gestação

Planejando o acompanhamento:
- IG na primeira consulta;
- Coleta de dados;
- Fases de complicações;
- Disponibilidade de atendimento na unidade;
- Facilidade de deslocamento da paciente.

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Frequência (mínimo de 6 consultas):


1º trimestre: mensal
2º trimestre: mensal
3º trimestre: 15 em 15 dias
Mais de 36 semanas: semanal até o nascimento
*Analisar a situação da gestante, algumas podem ter consultas mais
espaçadas no 3º trimestre e outras não.

Idade da gestação (IG)/Data provável do parto (DPP)


1. Dia da última menstruação (DUM) de certeza (ciclos regulares, sem uso de
ACO).
IG: uso do calendário obstétrico (gestograma)
DPP: regra de Nagele; DUM +7
Mês provável do parto: mês da DUM -3
2. Altura uterina seriada
Semanas Tamanho uterino
Até a 6ª semana Não ocorre alteração
8ª semana Útero o dobro do tamanho normal
10ª semana Útero 3x o tamanho habitual
12ª semana Palpável na sínfise púbica
16ª semana Entre a sínfise púbica e a cicatriz
umbilical
20ª semana Na cicatriz umbilical
A partir da 20ª semana Relação aproximada com a IG (2cm
abaixo da IG)

3. Ultrassonografia realizada até as 20 semanas (1º trimestre)

*DUM: começa gestação


2 semanas antes da DUM

Exame físico
- Altura uterina
- PA: paciente sentada ou em DLE; HAS > ou = 140/90mmHg; levar em
consideração idade, história pessoal, perímetro braquial, IG (pré-eclâmpsia > 2
semanas), HAS durante gestação

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- Ganho de peso e nutrição: 400g/semana no 2º trimestre; 300g/semana no 3º


trimestre; > 700g/semana é toxemia (pré-eclâmpsia); ausência ou perda de
peso pode ser crescimento fetal insuficiente;
*Complexos vitamínicos: gestação múltipla, drogadição, vegetarianas,
epilépticas e hemonoglobinopatias.
Ferro elementar: sempre 300mg/dia após 20 semanas.
Ácido fólico: até 12ª semana; para evitar defeitos de formação do tubo neural;
ideal começar um mês antes da gestação.
- Batimentos cardíacos fetais: ultrassom transvaginal -> 6 semanas; ultrassom
transabdominal -> 7 semanas; sonar doppler -> 10 a 11 semanas; FC normal
120 a 160bpm

Laboratório
- Tipagem sanguínea: paciente Rh (-) com parceiro Rh (+) -> teste de Coombs;
- VDRL: mãe com sífilis na gestação -> 50% de morte fetal/parto pré-
termo/óbito neonatal e 50% sífilis congênita
- Anti-HIV: rotina no pré-natal; diminuição de transmissão vertical de 24 para
próximo a 0%; aconselhamento pré e pós-teste; equipe multiprofissional
- Urocultura: infecção urinária é a mais frequente infecção bacteriana durante a
gestação; 40% pielonefrite -> trabalho de parto prematuro (TPP) 20%; causa
de sepse neonatal precoce; ampicilina e nitrofurantoína (primeiras escolhas)
- Hematócrito/hemoglobina: hemodiluição até 20 semanas; anemia Hb < 11g%
-> sulfato ferroso 900mg/dia
- Glicemia de jejum e TTG: 1ª consulta -> glicemia jejum <92mg/dL; 24
semanas glicemia jejum < 92mg/dL; 60’ <183; 120’ < 153
- Toxoplasmose: IgG e IgM; gestantes (-) devem evitar contaminação;
acompanhamento bimestral em gestantes (-)
- HbsAg (hepatite B): 1º e 3º trimestre (mais importante fazer nesse trimestre);
gestante (+) investigação para hepatite; gestante (+) vacina e imunoglobulina
no RN; não amamenta, só com imunoglobulina no RN.
- Exame de secreção vaginal (vulvovaginites) – TPP e rupreme (ruptura
prematura de membranas); fazer se tiver queixa principalmente
- Citopatológico: pode ser a única oportunidade da mulher
- Streptococcus grupo B: 35 semanas; swab vaginal e anal; risco para o bebê
no parto; profilaxia antimicrobiana intraparto; (+) trata na hora do parto

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Vacinas
- H1N1 sempre – época sazonal
- DTPA (difteria, tétano, coqueluche) – pelo menos uma vez na gestação; a
partir de 28 semanas; > 10 anos fazer reforço
- Hepatite B a partir de 28 semanas

RESUMO
1ª consulta ou 1º trimestre: hemograma; tipagem sanguínea e Rh; glicemia de
jejum; VDRL; EQU + urocultura com teste; anti-HIV; toxoplasmose IgM e IgG;
Coombs indireto*; CP de colo uterino e exame de secreção vaginal.
Ecografia 1º trimestre: datação, rastreio cromossômico, PE e CIUR.
2º trimestre: glicemia de jejum + TTG com 75g; Coombs indireto*;
toxoplasmose IgM e IgG*.
Ecografia 2º trimestre: datação; morfologia, PE e CIUR, medida de colo uterino.
3º trimestre: hemograma; VDRL; EQU + urocultura; anti-HIV; HbsAg; Coombs
indireto*; toxoplasmose IgM e IgG; exame de secreção vaginal; anti-HCV.
Streptococcus B-hemolítico: 35 semanas.