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PME2583 – Lubrificação e Desgaste

Profº Deniol Tanaka


Profº Amilton Sinatora
Aluno: Paulo Henrique Ferreira – nºUSP: 6849025
2013
Estudo do Trabalho:

“Additive/additive interactions in
boundary lubrication - a study of film
formation and tenacity”
A. Morina, A. Neville, J. H. Green, M. Priest

School of Mechanical Engineering, The University of Leeds, Leeds, UK

2005
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Resumo do Trabalho

PME2583 - LUBRIFICAÇÃO E DESGASTE 21/10/2013


4 Objetivos

 Estudo da interação entre dois aditivos atuais: ZDDP e


MoDTC;

 Efeito dessas interações sobre a formação e evolução


do tribofilme na lubrificação limítrofe.

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5 Métodos

 Os tribofilmes são formados usando uma placa tribométrica pin-on-


reciprocating e óleos são uma combinação entre o óleo base
(PAO6) e os aditivos Dialquilditiofosfato de Zinco (ZDDP) e
Ditiocarbamato de Molibdênio (MoDTC);

 As características químicas e tribológicas dos tribofilmes são


sondadas usando a medição do atrito e das próprias
características do filme.

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6 Métodos

 Filmes de desgaste foram quimicamente caracterizados


pela análise de dispersão de energia de raios-X (EDX ) e
pela espectroscopia de fotoelétrons de raios-X (XPS );

 A fim de investigar a morfologia dos filmes de reação


formados , foi usada a microscopia de força atômica
(AFM ).

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7 Resultados

 Um novo procedimento de teste foi aplicado para investigar


especificamente como a estabilidade do tribofilme é afetada
alterando o pacote de aditivos óleos. Este teste deu novas
informações sobre como as interações entre o ZDDP e o MoDTC
afetam a formação e a tenacidade dos tribofilmes;

 As análises de superfície mostraram que os subprodutos de


decomposição do MoDTC formam um tribofilme na ranhura de
desgaste, levando à formação de MoS2 e, consequentemente, à
redução do atrito.

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Introdução

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9 Aumento da Eficiência em Motores de
Combustão Interna
 Redução das perdas mecânicas provocadas principalmente pelo atrito;

 Utilização de óleos apropriados que reduzam o atrito e mantenham um


baixo desgaste;

 Duas abordagens:

1. Redução da viscosidade, que conduz a um menor atrito no regime


de lubrificação do filme fluido;

2. Uso de aditivos, minimizando o atrito no regime de lubrificação


misto/limite, no qual as asperezas entram em contato.

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Compostos de Molibdênio:
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Dialquilditiocarbamato de Molibdênio
(MoDTC)
 Redução de atrito;

 Amplamente utilizados em formulações do óleo de cárter de


motores;

 A quantidade varia entre 5-25%;

 Sua eficácia na redução de atrito é fortemente influenciada pelos


efeitos sinérgicos ou antagônicos com outros aditivos ,
especialmente o dialquilditiofosfato de zinco ( ZDDP ).

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11 Aditivo Dialquilditiofosfato de Zinco
(ZDDP)
 Propriedades anti-oxidantes;

 Proteção das superfícies de desgaste na lubrificação


limítrofe;

 Em conjunto com o MoDTC, são os dois principais


componentes dos óleos, por isso, é tão importante conhecer
as interações para alcançar um ponto de máximo
desempenho.

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12 Considerações

 Trabalhos anteriores também identificaram que os melhoramentos


devem ser feitos para modelos matemáticos de trem de válvulas
de lubrificação para melhorar a sua sensibilidade às características
da formulação do óleo. Só através do desenvolvimento de uma
melhor compreensão da formação do tribofilme, das propriedades
morfológicas, de estrutura e químicas e correlacionando-as para
sistemas de trem de válvulas, as melhorias serão possíveis.

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13 MoDTC

 Documentado por reduzir o atrito, formando MoS2 – contendo o


filme nas superfícies metálicas;

 O atrito é reduzido após um certo período, definido como fase de


indução, caindo de valores elevados de 0,12 para valores
reduzidos da ordem de 0,05;

 Yamamoto e Gondo, em seu trabalho utilizando espectroscopia


de fotoelétrons de raios-X (XPS), sugerem que a formação de
MoS2 requer uma formação preliminar de uma camada de MoO3.
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14 MoDTC

 A formação de MoO3 do MoDTC foi observada como sendo


um resultado do contato sólido-sólido;

 A formação do MoO3, antes de qualquer queda de atrito,


sugere que um aumento da rugosidade ocorrente poderia
promover a formação de MoS2, indicando um efeito físico
do MoO3 na formação de MoS2.

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15 Efeito do MoDTC na presença do ZDDP

 Apesar de vários trabalhos demonstrarem o MoDTC ser eficaz


isoladamente, há relatos de sua eficácia apenas na presença do ZDDP;

 Sogawa et al. Demonstraram que a presença de ZDDP ajuda na formação


de MoS2 a partir de MoDTC:

 Para um modelo de óleo contendo MoDTC e ZDDP, cerca de 40% de S


de ZDDP foi usado na formação do tribofilme de MoS2 (mas o
mecanismo exato não foi explorado);

 Martin et al. Propuseram que uma reação de eliminação de MoO3 por


fosfato de zinco, gerado a partir de ZDDP.

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16 Efeito Químico x Efeito Físico

 A reação de eliminação de MoO3 foi pensada como sendo a


razão pela qual o sistema ZDDP/MoDTC é mais eficaz na redução
do atrito do que o MoDTC sozinho – um efeito químico no
desempenho;

 No entanto, as análises topográficas dos tribofilmes de ZDDP


verificaram uma alta rugosidade deste filme – um indicativo de que
a influência do ZDDP na formação de MoS2 é de natureza física.

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17 Conhecimento Atual

 Embora uma indicação das espécies formadas quando o aditivo


MoDTC é usado pode ser obtida a partir de revisão dos trabalhos
realizados por vários grupos, a sequência de reação, através da
qual MoDTC forma MoS2, ainda não foi estabelecida ou
demonstrada experimentalmente;

 Além disso, o efeito de ZDDP sobre o mecanismo de formação de


MoS2 a partir de MoDTC ainda não é completamente
compreendido.

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18 Metodologia do Trabalho
 É apresentada a caracterização completa, em termos de
propriedades químicas e topográficas, dos tribofilmes formados antes
da queda de atrito;

 As condições favoráveis para a formação de MoS2 e,


consequentemente, a redução do atrito, são discutidas;

 Um procedimento de teste que envolve a mudança do óleo de um


modelo para outro foi utilizada, a fim de entender se as interações
ZDDP/MoDTC são de natureza física ou química ou uma combinação
de ambas.
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Desenvolvimento Experimental

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20 Especificações do Ensaio
 Aparelho com placa pin-on-reciprocating: mede a força de atrito de uma célula com
carga bi-direcional (faixa de medição de 58,8 N e erro combinado - “não-linearidade,
histerese e efeitos de temperatura sobre a sensibilidade da célula de carga” - de 0,0037
N);

 Leitura da força de atrito em intervalos de 10 min com espaço de 2 s (120 pontos),


correspondente a 2 ciclos de curso;

 Comprimento de curso de 10 mm;

 A partir dos 120 pontos calcula-se a média da força de atrito que fornece o coeficiente
de atrito;

 Traça-se a evolução no tempo do coeficiente de atrito.

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21 Especificações do Ensaio
 Ensaios realizados em regime de lubrificação limítrofe;

 Cálculo do parâmetro adimensional de filme, a relação lambda (λ),


baseou-se na raiz quadrática média da rugosidade superficial e na
espessura mínima do filme (Hamrock e Dowson) para um ponto de
contato elastohidrodinâmico;

 O raio da extremidade hemisférica do pino foi de 40 mm e uma carga


inicial de 188 N foi usada fornecendo uma pressão hertziana máxima de
650 Mpa e um λ inicial de 0,03;

 Velocidade de deslizamento média de 0,02 m/s;

 Temperatura do lubrificante a 100 °C.


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22 Especificações do Ensaio

 A temperatura de bulbo do lubrificante foi controlada durante


todo o ensaio por meio de um termopar imerso no lubrificante;

 Cada teste usou 3 ml de lubrificante;

 A duração dos testes foi de 3 horas, correspondente a 216 m de


deslizamento;

 Os resultados destes testes de atrito sugerem que películas estáveis


foram formadas.

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23 Esquema do Ensaio

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Esquema do Ensaio
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(http://origin-ars.els-cdn.com/content/image/1-s2.0-S0261306910002918-gr4.jpg)
25 Componentes do Ensaio
 Componentes fabricados do mesmo lote de aço AISI 52100, endurecidos até
60-64 HRC;

 Tolerâncias de acabamento de superfície especificadas com rugosidade de


0,15 a 0,2 na direção de deslizamento;

 Óleo base: óleo sintético Polialfaolefina (PAO6), viscosidade de 31 cSt (mm²/s)


a 40 °C e 5,8 cSt a 100 °C.

 Lubrificantes usados:

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26 Testes com Diferentes Lubrificantes
 Realizado com duração de 3 horas para um lubrificante e com outro lubrificante
nas 3 horas seguintes;

 Aprecia-se a possibilidade de os mesmos pontos no pino e na placa não


estarem em contato após o procedimento de mudança de lubrificante, por isso
o teste com 2 lubrificantes.

 Exemplificação do teste:

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27 Validação dos Testes

 A descontinuidade dos testes não interfere no ensaio:

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28 Condições de Ensaio
 As placas foram lavadas com heptano durante 2 s para remover o
óleo residual e contaminantes, antes de cada técnica de análise de
superfície;

 A ESEM (Environmental Scanning Electron Microscopy) com uma EDX


(Energy Dispersive X-ray) de apoio e com uma XPS (X-ray
Photoelectron Spectroscopy) foram usadas para a análise química
da superfície;

 Foi usada uma “SCIENTA ESCA 300 X-ray Photoelectron Spectroscopy”


com uma fonte AI Kα (hv=1486,7 eV).

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29 Condições de Ensaio

 Todos os espectros foram adquiridos em modo espacial. As análises


químicas como uma função da profundidade são realizadas
utilizando a erosão controlada da superfície por Ar iões de
pulverização . A pulverização catódica foi feito para diferentes
períodos de tempo com RA íons de 2 energia kV.

 A quantificação do tribofilme foi feita pelo software “Scienta ESCA


300” utilizando fatores de sensibilidade para áreas de pico.

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30 Condições de Ensaio

 Software CasaXPS utilizado para realizar o procedimento de ajuste de curva


dos picos obtidos e, em seguida, os dados obtidos foram comparados com
os espectros padrão e com os espectros tabulados a partir das referências.
A Microscopia de Força Atômica (AFM) foi utilizada para avaliar as
características nanométricas da superfície do tribofilme após o teste
tribológico. O microscópio de varredura por sonda (SPM) utilizado foi um
Topometrix TMX 2000 Explorer (TM microscópios). A cabeça do scanner tem
um alcance máximo de digitalização de 100 x 100 x 8 µm em X, Y e Z,
respectivamente. Os exames foram efetuados em modo de contato (em
condições ambiente), com um braço de suporte de Si3N4 com uma
constante de 0,03 Nm⁻¹ nominal da mola.

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Resultados

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32 Ensaio

 Ensaio dos lubrificantes 003A e 004A:

 A presença de ZDDP (no 004A) não afetou o


coeficiente de atrito final, mas reduziu o
comprimento da distância de indução
(Sind003A para Sind004A);

 O desvio padrão calculado para 3 testes para


o Sind003A foi 6 m e para o Sind004A foi de 4
m, mostrando uma boa repetibilidade dos
resultados.

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33 Análise

 Os efeitos de ZDDP na distância de deslizamento durante a


indução podem ser três:

 (i) prevenir o desgaste e, portanto, permitir a adsorção MoS2 na


ranhura de desgaste;

 (ii) formar uma superfície rugosa;

 (iii) ter um efeito químico na formação de MoS2, agindo como um


fonte de enxofre.

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34 Efeito da Fase de Indução

 Teste 1: 001A (PAO6) seguido pelo


003A (PAO06+MoDTC)

 Teste 2: 002A (PAO6+ZDDP)


seguido pelo 003A
(PAO6+MoDTC)

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35 Teste 1 x Teste 2

 Teste 1:

 Não há alteração da superfície com o 001A. Uma distância de


indução é percorrida com a mudança para o 003A.

 Teste 2:

 Eliminação da distância de indução com o uso prévio do 002A,


facilitando a formação de MoS2 a partir de MoDTC, por meio da
alteração da superfície pelo ZDDP.

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36 Superfície Limpa

 Uso de 001A seguido pelo 003A


em comparação com o uso
exclusivo do 003A: não há
alterações significativas.

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