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15/12/2014

TIPOS DE ENCAIXE: COMO


APROVEITAR MELHOR O
TECIDO?
Para evitar o desperdício de tecido, é importante conhecer os diferentes tipos de
encaixe no processo de confecção. Essa etapa deve ser realizada com bastante precisão
e atenção. Ao se conhecer os tipos de encaixe, é possível escolher o melhor método e,
assim, prever o tempo e a quantidade de tecido necessários para o processo completo.
Mas afinal, o que é encaixe?

O encaixe é a distribuição de uma quantidade de moldes que compõe um modelo sobre


uma metragem de tecido ou papel, visando o melhor aproveitamento do tecido. Existem
diversos tipos de encaixe, conforme apresentamos a seguir.

1) Encaixe par: Quando todas as partes que compõe um modelo são distribuídas sobre
o tecido é chamado de "encaixe par". Neste tipo de encaixe, se o molde tiver a indicação
de corte 2x (duas vezes) será necessário riscar duas vezes espelhado. Neste caso, o
enfesto poderá ser ímpar ou par, pois a peça que será riscada sairá inteira por folha. Este
tipo de encaixe pode ser feito com moldes simétricos e assimétricos.

2) Encaixe ímpar (único): Quando apenas metade dos moldes são distribuídos sobre o
tecido é chamado de "encaixe ímpar". Neste caso, a quantidade de vezes indicada nas
partes componentes de uma modelagem pode ser riscada pela metade. Se no molde
constar a indicação 2x será riscado apenas uma vez, porém o enfesto terá que ser
obrigatoriamente par. Este tipo de encaixe pode ser usado apenas para moldes
simétricos.

3) Encaixe misto: Quando todos os moldes de uma peça (encaixe par) e alguns moldes
de outra peça (encaixe ímpar) são distribuídos sobre o tecido é chamado de "encaixe
misto". Muito utilizado em setores que trabalham com grande produção diária devido a
economia de tempo em todas as operações (encaixe, enfesto e corte).

Por exemplo: Para atender uma ordem de corte com 20 peças tamanho P e 10 peças
tamanho M, seria possível encaixar uma modelagem completa do tamanho P e metade
da modelagem do tamanho M (a ser compensado no enfesto). Este processo evitaria que
todo o processo (encaixe, risco, enfesto e corte) fosse realizado duas vezes.

Atenção: Em tecidos tubulares a parte assimétrica pode ser riscada pela metade na dobra
do tecido.

Existem ainda métodos, manuais como no item 1, porém o método computadorizado no


item 2 permitem melhorar o encaixe. Veja abaixo.
1) Encaixe manual com moldes em tamanho normal: Este tipo de encaixe é obtido
com o deslocamento manual das partes que compõe cada um dos modelos, devendo ser
repetido após cada corte, o que torna o processo demorado. Ainda é muito utilizado para
peças piloto.

Desvantagens:
- Sistema antigo
- Processo lento
- Ocupa muito espaço da mesa de corte
- Maior porcentagem de perca de tecido
- Diminui a possibilidade de encaixe econômico

2) Encaixe computadorizado com moldes em miniatura (sistema CAD): Este tipo


de encaixe é obtido após a criação ou a digitalização dos moldes no computador, sendo
necessário apenas indicar a grade e a largura do tecido. Neste processo, o encaixe pode
ser realizado manualmente (com o deslocamento das peças no monitor como se fosse
em uma mesa de corte), automaticamente (através do computador que busca a
otimização do tecido) ou por analogia (o computador encaixa as peças a partir de outro
encaixe similar já realizado).

Vantagens:
- Redução de matéria-prima
- Aumento de produtividade
- Excelente qualidade

Os métodos de risco também interferem no processo e podem ser divididos conforme


abaixo.

1) Risco manual direto no tecido: Este tipo de risco é executado diretamente sobre a
última folha do tecido, contornando os moldes por meio de giz especial, lápis ou caneta.
É um método pouco usado atualmente.

Desvantagens:
- Lentidão na execução
- Permanência da marca do giz
- Tecidos com elastano deformam o risco
- Não permite cópias

2) Risco manual sobre o papel: Processo semelhante ao anterior e apresenta


praticamente os mesmos problemas.

3) Risco Automatizado: Neste processo, após concluir o encaixe no monitor, o


operador instrui o sistema para que trace o risco em tamanho normal, em papel especial,
através de uma máquina de plotter. É o sistema mais utilizado atualmente.

Realizando o encaixe com maior agilidade e precisão, além do melhor aproveitamento


de tecido, o processo como um todo resulta em economia e qualidade na peça final.