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INÍCIO: 05/12/2017 (Manhã e Noite)

08/01/2018 (Manhã e Noite)

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA - Técnico Legislativo


(BLOCO IV - 05/12/17) ou (BLOCO III - 08/01/18)

• RACIOCÍNIO LÓGICO-QUANTITATIVO

• LEGISLAÇÃO
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA - Técnico Legislativo
RACIOCINIO LÓGICO QUANTATIVO
PROF. Sérgio Altenfelder

• Sistema Numérico Posicional__________________________________________________ 03

• Conjuntos______________________________________________________________________ 06

• Problemas Algébricos_________________________________________________________ 11

• Análise Combinatória__________________________________________________________ 17

• PROVAS FUNDATEC - Análise Combinatória__________________________________ 21

• Progressões Aritméticas_______________________________________________________ 23

• Progressões Geométricas______________________________________________________ 28

• PROVAS FUNDATEC - Progressões Aritméticas e Geométricas_______________ 32


ASSEMBLEIA LEGISLATIVA - Técnico Legislativo
RACIOCINIO LÓGICO QUANTATIVO
PROF.ª Daniela Arboite

• Proposições simples e compostas; conetivos lógicos (conjunção, negação,


disjunção inclusiva, condicional), tabela verdade. Sentenças abertas.
Implicação lógica______________________________________________________________ 34

• Equivalência lógica_____________________________________________________________ 46

• Propriedades Comutativa, Distributiva e Leis de De Morgan_________________ 47

• Tautologia, contradição e contingência_______________________________________ 48

• Proposições categóricas; Diagramas lógicos; Afirmação e negação.


Diagramas lógicos. Habilidades de raciocínio, envolvendo: (a) elaboração
de argumentos; (b) avaliação da argumentação. Construção de argumentos:
reconhecimento da estrutura básica de um argumento; conclusões
apropriadas; hipóteses subjacentes; hipóteses explicativas fundamentadas;
analogia entre argumentos com estruturas semelhantes _____________________ 50

• Problemas Lógicos; Interpretação de Texto___________________________________ 76


ASSEMBLEIA LEGISLATIVA RACIOCÍNIO LÓGICO
Técnico Legislativo PROF. Sérgio Altenfelder

RACIOCÍNIO ARITMÉTICO
 Sistema Numérico Posicional
 Conjuntos: Operações, Princípio da Inclusão e Exclusão de Conjuntos.
 Operações Aritméticas
 Problemas Algébricos,
 Análise Combinatória:
o princípio multiplicativo
o princípio aditivo;
o combinação, arranjo e permutação.
 Progressões Aritméticas e Progressões Geométricas

SISTEMA NUMÉRICO POSICIONAL


1. Passe para a linguagem hexadecimal o nº 35:
a.) 23
b.) 43
c.) 35
d.) 11
e.) 15

2. Passe para a linguagem hexadecimal o nº 80:


a.) 50
b.) 120
c.) 110
d.) 100
e.) 80

3. Passe para a linguagem binária o número 80:


a.) 111111
b.) 0101011
c.) 10000111
d.) 1010000
e.) 0100011

4. Passe para a linguagem binária o número 35:


a.) 111111
b.) 111101
c.) 1100001
d.) 100011
e.) 0100011

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PROF. Sérgio Altenfelder Técnico Legislativo

5. Passe para a linguagem octal o número 35:


a.) 43
b.) 34
c.) 23
d.) 36
e.) 40

6. Um computador faz uso intenso do sistema binário, cuja base é 2. Assim, o valor do número binário
100111, na base decimal, é:
a.) 10
b.) 39
c.) 33
d.) 17
e.) 14

7. Um computador faz uso intenso do sistema binário, cuja base é 2. Assim, o valor do número binário
1111001, na base decimal, é:
a.) 10
b.) 49
c.) 121
d.) 17
e.) 14

8. Um programa faz uso intenso do sistema octal, cuja base é 8. Assim, o valor do número octal 745,
na base decimal, é:
a.) 495
b.) 485
c.) 522
d.) 235
e.) 245

9. Um programa faz uso intenso do sistema octal, cuja base é 8. Assim, o valor do número octal 1111,
na base decimal, é:
a.) 495
b.) 585
c.) 525
d.) 235
e.) 456

10. Um programa faz uso intenso do sistema hexadecimal, cuja base é 16. Assim, o valor do número
hexadecimal ABC, na base decimal, é:
a.) 2748
b.) 2456
c.) 5221
d.) 2356
e.) 2659

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11. Passe para a linguagem octal o número 80:


a.) 120
b.) 50
c.) 33
d.) 110
e.) 89

12. Um programa faz uso intenso do sistema octal, cuja base é 8. Assim, o valor do número octal 745,
na base hexadecimal, é:
a.) 495
b.) 1E5
c.) 1D2
d.) 235
e.) 256

13. Um programa faz uso intenso do sistema hexadecimal, cuja base é 16. Assim, o valor do número
hexadecimal 3BC, na base decimal, é:
a.) 855
b.) 485
c.) 522
d.) 956
e.) 385

14. Um programa faz uso intenso do sistema octal, cuja base é 8. Assim, o valor do número octal 745,
na base binária, é:
a.) 111100101
b.) 111100111
c.) 111101101
d.) 111111100
e.) 010001111

15. (ICMS/MG) Um computador faz uso intenso do sistema binário, cuja base é 2. Assim, o valor do
número binário 110001, na base decimal, é:
a.) 3
b.) 49
c.) 33
d.) 17
e.) 111

GABARITO
1. A 2. A 3. D 4. D 5. A 6. B 7. C 8. B 9. B 10. A 11. A 12. B 13. D 14. A 15. B

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CONJUNTOS

PRIMEIRO MODELO DE QUESTÃO: Começa pela intersecção e vai subtraindo, só não vai subtrair
se estiver escrito o termo apenas.

SEGUNDO MODELO DE QUESTÃO: Caso a intersecção não seja dada, devemos começar pelo
apenas e imediatamente encontrar a intersecção.

TERCEIRO MODELO DE QUESTÃO: Caso a intersecção não seja dada e nem o “apenas”,
devemos resolver a questão utilizando lógica.

1. Em um colégio sabe-se que:


 80 alunos estudam Matemática.
 60 alunos estudam Português.
 20 alunos estudam Matemática e Português.

Sabendo-se que apenas são dadas aulas destas duas disciplinas, quantos alunos estudam neste
colégio?
a.) 120
b.) 130
c.) 140
d.) 150
e.) 160

2. Em um colégio sabe-se que:


 80 alunos estudam apenas Matemática.
 60 alunos estudam apenas Português.
 20 alunos estudam Matemática e Português.

Sabendo-se que apenas são dadas aulas destas duas disciplinas, quantos alunos estudam neste
colégio?
a.) 120
b.) 130
c.) 140
d.) 150
e.) 160

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3. Em um colégio sabe-se que:


 80 alunos estudam Matemática.
 60 alunos estudam Português.
 20 alunos estudam apenas Matemática.

Sabendo-se que apenas são dadas aulas destas duas disciplinas, quantos alunos estudam neste
colégio?
a.) 80
b.) 90
c.) 100
d.) 120
e.) 140

4. Em um colégio estudam 150 alunos, sabe-se que:


 80 alunos estudam Matemática.
 60 alunos estudam Português.
 20 alunos estudam Matemática e Português.

Quantos alunos não estudam nem Matemática, nem Português?


a.) 10
b.) 25
c.) 30
d.) 15
e.) 20

5. Em um colégio estudam 120 alunos, sabe-se que:


 80 alunos estudam Matemática
 60 alunos estudam Português

Sabendo-se que apenas são dadas aulas destas duas disciplinas, quantos alunos estudam as duas
disciplinas ao mesmo tempo?
a.) 10
b.) 25
c.) 30
d.) 15
e.) 20

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. Uma empresa divide-se unicamente nos departamentos A e B. Sabe-se que 19 funcionários
trabalham em A, 13 trabalham em B e existem 4 funcionários que trabalham em ambos os
departamentos. O total de trabalhadores dessa empresa é
a.) 36
b.) 32
c.) 30
d.) 28
e.) 24

2. (FCC) O resultado de uma pesquisa com os funcionários de uma empresa sobre a disponibilidade
para um dia de jornada extra no sábado e/ou no domingo, é mostrado na tabela abaixo:

Dentre os funcionários pesquisados, o total que manifestou disponibilidade para a jornada extra
“apenas no domingo” é igual a
a.) 7
b.) 14
c.) 27
d.) 30
e.) 37

3. (FCC) Uma prova com duas questões foi dada a uma classe de quarenta alunos. Dez alunos
acertaram as duas questões, 25 acertaram a primeira questão e 20 acertaram a segunda questão.
Quantos alunos erraram as duas questões?
a.) 5
b.) 6
c.) 7
d.) 8
e.) 9

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5. No curso Alfa com n alunos, 80 estudam informática, 90 estatística, 55 matemática, 32 informática e


estatística, 23 matemática e informática, 16 estatística e matemática e 8 estudam as três matérias.
Sabendo-se que neste curso, somente são lecionadas as três matérias, quantos alunos estão
matriculados neste curso?
a.) 304
b.) 162
c.) 288
d.) 154
e.) 225

6. (TFC)Em uma pesquisa entre 3.600 pessoas sobre os jornais que costumam ler, obteve-se seguinte
resultado:
 1.100 lêem o “J.B.”
 1.300 lêem “O Estado”
 1.500 lêem “A Folha”
 300 lêem o “J.B.” e “O Estado”
 500 lêem “A Folha” e “O Estado”
 400 lêem “Folha“ e o “J.B.”
 100 lêem “A Folha”, o “J.B.” e “O Estado”

É correto afirmar que:


a.) 600 pessoas lêem apenas o “J.B.”
b.) 500 pessoas lêem apenas “O Estado”.
c.) 900 pessoas não lêem nenhum dos três jornais.
d.) 400 pessoas lêem apenas “O Estado” e “A Folha”.
e.) 1.200 pessoas lêem mais de um dos três jornais.

7. A partir de uma amostra de 1.200 candidatos a cargos em determinado concurso, verificou-se que
600 deles se inscreveram para o cargo A, 400 se inscreveram para o cargo B e 400, para cargos
distintos de A e de B. Alguns que se inscreveram para o cargo A também se inscreveram para o cargo
B. Qual a quantidade de candidatos que se inscreverem para os cargo A e B?
a.) 200
b.) 150
c.) 250
d.) 220
e.) 180

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8. Uma entrevista foi realizada com 46 empregados de uma empresa. Considerando que os
empregados entrevistados dessa empresa pratiquem tênis ou ciclismo e que, na entrevista, tenha sido
constatado que 30 funcionários gostam de praticar tênis e 28 gostam de ciclismo, é correto afirmar
que a quantidade de empregados dessa empresa que gostam de praticar tênis e ciclismo é:
a.) 10
b.) 12
c.) 8
d.) 14
e.) 6

9. Dos 420 detentos de um presídio, verificou-se que 210 foram condenados por roubo, 140, por
homicídio e 140, por outros crimes. Verificou-se, também, que alguns estavam presos por roubo e
homicídio. Qual a quantidade de detentos que estavam presos por terem sido condenados por roubo e
homicídio?
a.) 60
b.) 65
c.) 70
d.) 75
e.) 80

GABARITO
1. D 2. D 3. A 4. E 5. B 6. D 7. A 8. B 9. C

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PROBLEMAS ALGÉBRICOS
1. Resolva esta proporção: 5 - X = X . O resultado correto de X é:
4 6
a.) 2
b.) 3
c.) 4
d.) 5
e.) 6

2. Um vasilhame de 32 litros de capacidade contém leite somente até os seus 3/4. Tirando-se 2/3 do
leite contido, quantos litros restam?
a.) 5
b.) 8
c.) 7
d.) 6
e.) 9

3. Ao comprar um aparelho de som, dei de entrada a quarta parte do valor e o restante, em duas
prestações de $ 450,00 cada. Qual era o preço do aparelho?
a.) $ 2.400,00
b.) $ 3.000,00
c.) $ 3.400,00
d.) $ 2.000,00
e.) $ 1.200,00

4. João ficou 1/3 de sua vida solteiro, 2/5 casado e ainda viveu mais 20 anos viúvo. Com que idade
faleceu?
a.) 60
b.) 65
c.) 70
d.) 80
e.) 75

5. Os 3/5 dos 5/9 de $ 600,00 são iguais a:


a.) $ 3.000,00
b.) $ 2.000,00
c.) $ 200,00
d.) $ 800,00
e.) $ 600,00

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6. Sabe-se que, um número menos 1/3 de sua quinta parte é igual a 70. Este número é:
a.) 75
b.) 70
c.) 80
d.) 60
e.) 65

7. Se aos 3/4 do que um menino possui, juntarmos $ 0,50 obteremos $ 0,80. Então, a quantia que o
menino possui é:
a.) $ 0,40
b.) $ 0,50
c.) $ 0,60
d.) $ 0,70
e.) $ 0,80

8. Um motorista oficial do TJ/CE abasteceu seu carro com 60 litros de combustível e gastou 3/5 do
mesmo. Então sobraram:
a.) 64
b.) 30
c.) 34
d.) 24
e.) 20

9. Se uma pessoa gastou os 2/5 que possuía e ficou com R$ 36,00. Então tal pessoa possuía:
a.) R$ 60,00
b.) R$ 65,00
c.) R$ 70,00
d.) R$ 75,00
e.) R$ 80,00

10. O valor de 1,728 é


0,12
a.) 144
b.) 14,4
c.) 1,44
d.) 0,144
e.) 0,0144

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11. A diferença entre os 4/5 e os 2/3 do preço de um objeto é de R$ 12,00. Qual o preço do objeto?
a.) R$ 90,00
b.) R$ 95,00
c.) R$ 80,00
d.) R$ 85,00
e.) R$ 98,00

12. Pensei um número. Multipliquei-o por 2. Depois somei a terça parte do número ao resultado e
obtive 14. Qual o número pensado?
a.) 5
b.) 6
c.) 7
d.) 8
e.) 9

13. Uma pessoa gastou num dia 1/5 do seu dinheiro e no outro, 2/7. Ficou ainda com $ 3.600,00.
Quanto possuía?
a.) $ 6.500,00
b.) $ 8.000,00
c.) $ 7.000,00
d.) $ 6.800,00
e.) $ 7.500,00

14. Um excursionista fez uma viagem de 360 km. Os 3/4 do percurso foram feitos de trem, 1/8 a cavalo
e o resto de automóvel. Quantos quilômetros andou de automóvel?
a.) 45 km
b.) 44 km
c.) 43 km
d.) 42 km
e.) 41 km

15. Os 2/3 de 5/3 de uma moto equivalem a 3/2 de 2/5 do preço de um automóvel, avaliado em R$
9.600,00. O preço da moto é de
a.) R$ 5.760,00
b.) R$ 8.640,00
c.) R$ 6.400,00
d.) R$ 16.000,00
e.) R$ 5.184,00

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16. Pensei num número multipliquei-o por 3, depois somei a terça parte ao resultado e obtive 10. Qual
é este número?
a.) 1
b.) 2
c.) 3
d.) 4
e.) 5

17. Em duas caixas existem 23 bolas. Se tirarmos 5 bolas de um e pusermos 2 na outra, ambas ficarão
com o mesmo número de bolas. O número original de bolas em cada caixa é:
a.) 11 e 2
b.) 14 e 9
c.) 15 e 8
d.) 18 e 11
e.) 19 e 4

18. Um número é formado por três algarismos cuja a soma é 19. O algarismo das dezenas é a metade
do algarismo das unidades, e o algarismo das centenas é o antecessor do algarismo das unidades.
Esse número é:
a.) 324
b.) 469
c.) 568
d.) 748
e.) 849

19. Um indivíduo possui 65 notas, umas de R$ 50,00 e outras de R$ 20,00, ao todo R$ 2.320,00.
Quantas notas há de cada espécie:
a.) 31 e 34
b.) 30 e 31
c.) 39 e 30
d.) 29 e 30
e.) 28 e 29

20. Tenho R$ 53,00, em notas de R$ 5,00 e R$ 1,00. Sabendo-se que o total de notas são 21, calcular o
número de notas de cada espécie.
a.) 8 e 13
b.) 9 e 12
c.) 10 e 11
d.) 7 e 14
e.) 6 e 15

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21. Tem-se emas e hienas, ao todo 21 cabeças e 50 pés. Quantos animais há de cada espécie?
a.) 17 e 4
b.) 16 e 5
c.) 15 e 6
d.) 14 e 7
e.) 13 e 8

22. Os 3/4 de um número juntos aos seus 5/6 fazem 494. Qual é esse número?
a.) 123
b.) 132
c.) 231
d.) 312
e.) 321

23. Os 5/6 do preço de uma propriedade diminuídos de R$ 3.000,00 valem R$ 563.000,00. Qual é o
preço da propriedade?
a.) R$ 679.200,00
b.) R$ 796.200,00
c.) R$ 769.200,00
d.) R$ 967.200,00
e.) R$ 976.200,00

24. Um homem recebeu R$ 2.400,00 por um cavalo e um jumento. O jumento vale os 7/8 do cavalo.
Qual é o preço do cavalo e do jumento respectivamente.
a.) R$ 1.280,00 e R$ 1.220,00
b.) R$ 1.120,00 e R$ 1.280,00
c.) R$ 2.180,00 e R$ 820,00
d.) R$ 1.820,00 e R$ 1.120,00
e.) R$ 1.280,00 e R$ 1.120,00

25. Uma pessoa paga R$ 103,00 com 29 notas de R$ 2,00 e outras de R$ 5,00. Quantas notas há de
cada espécie?
a.) 14 notas de R$ 2,00 e 18 notas de R$ 5,00
b.) 14 notas de R$ 2,00 e 15 notas de R$ 5,00
c.) 15 notas de R$ 2,00 e 14 notas de R$ 5,00
d.) 15 notas de R$ 2,00 e 18 notas de R$ 5,00
e.) 18 notas de R$ 2,00 e 23 notas de R$ 5,00

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26. Numa fábrica, fazem-se 480 peças de ferro, umas de 12 kg e outras de 20 kg. O peso total é de 7520
kg. Quantas peças há de cada espécie?
a.) 220 peças de 12 kg e 250 de 20 kg
b.) 230 peças de 12 kg e 260 de 20 kg
c.) 260 peças de 12 kg e 250 de 20 kg
d.) 260 peças de 12 kg e 220 de 20 kg
e.) 280 peças de 12 kg e 250 de 20 kg

27. A soma de 3 algarismos de um número é 16. O da centena excede de 4 o da dezena e este excede
de 3 o da unidade. Qual é este número?
a.) 259
b.) 529
c.) 862
d.) 952

28. Distribui-se certa quantidade de lápis entre três alunos; o primeiro ficou com 1/3, o segundo com
1/4 e o terceiro com os 25 lápis restantes. Dê o número de lápis distribuídos.
a.) 50
b.) 55
c.) 60
d.) 65
e.) 70

29. Do vinho contido num barril, vendeu-se 3/7, a seguir 1/4 do resto e finalmente os 15 litros
restantes, que sobraram. Quantos litros continham no barril?
a.) 25
b.) 30
c.) 35
d.) 40
e.) 45

GABARITO
1. B 2. B 3. E 4. E 5. C 6. A 7. A 8. D 9. A 10. B 11. A 12. B 13. C 14. A 15. E
16. C 17. C 18. D 19. A 20. A 21. A 22. D 23. A 24. E 25. B 26. D 27. D 28. C 29. C

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ANÁLISE COMBINATÓRIA
1. Arranjo: ordem importa
Simples Com repetição
n!
An , p  An, p  n p
n  p !

2. Permutação: caso particular de arranjo


Simples Com repetição
n!
Pn,  n! Pn,  , ,... 
! .  ! .  ! . ... . !

3. Combinação: a ordem não importa.


n!
C n, p 
p! . n  p !

PASSOS PARA IDENTIFICAR SE O EXERCÍCIO É DE ARRANJO OU COMBINAÇÃO


1º Passo: Montar um exemplo com elementos diferentes. Ë importante que nesse exemplo só tenha
elementos diferentes.

2º Passo: Montar um contraexemplo com os mesmos elementos do exemplo, trocando a ordem de


apenas dois de lugar. Ë importante que não use elementos diferentes daqueles que usou
no exemplo.

3º Passo: Se o exemplo e o contraexemplo forem diferentes, teremos um exercício de arranjo. Se


forem iguais, teremos combinação.

4º Passo: Identificando que o exercício é de arranjo, É NECESSÁRIO verificar se o exercício é de


arranjo mesmo ou se é de permutação.

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EXERCÍCIOS DE COMBINAÇÃO
1. De quantas maneiras podemos escolher um comitê de cinco pessoas dentre oito?
a.) 56
b.) 20.160
c.) 336
d.) 252
e.) 250

2. Uma Pizzaria oferece as seguintes escolhas de pizza: presunto, cogumelo, pimentão, enchova e
mussarela. De quantas maneiras podemos escolher dois tipos diferentes de pizza?
a.) 10
b.) 120
c.) 20
d.) 25
e.) 50

3. Quantas comissões de 4 mulheres e 3 homens podem ser formadas com 10 mulheres e 8 homens?
a.) 15.440
b.) 87.000
c.) 11.760
d.) 1.450
e.) 720

4. (AFC) Em uma empresa existem dez supervisores e seis gerentes. Quantas comissões de seis
pessoas podem ser formadas, de maneira que participam pelo menos três gerentes em cada uma
delas?
a.) 60
b.) 675
c.) 2.400
d.) 3.136
e.) 3.631

GABARITO
1. A 2. A 3. C 4. D

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EXERCÍCIOS DE ARRANJO/PERMUTAÇÃO
1. Um cofre possui um disco com 10 letras. A combinação do catre é formada por 3 letras, numa certa
ordem. Se o dono esquecesse essa combinação, qual o nº máximo de tentativas que ele precisaria
fazer para abrir o cofre?
a.) 17.576
b.) 2.600
c.) 26!
d.) 15.600
e.) 10.000

2. Um cofre possui um disco com 26 letras. A combinação do catre é formada por 3 letras distintas,
numa certa ordem. Se o dono esquecesse essa combinação, qual o nº máximo de tentativas que ele
precisaria fazer para abrir o cofre?
a.) 17.576
b.)2.600
c.) 26!
d.) 15.600
e.) 10.000

3. (TFC) Em um campeonato de pedal participam 10 duplas, todas com a mesma probabilidade de


vencer. De quantas maneiras diferentes poderemos ter classificação para os três primeiros lugares?
a.) 240
b.) 270
c.) 420
d.) 720
e.) 740

4. Quantos são os anagramas da palavra ORDEM ?


a.) 120
b.) 72
c.) 720
d.) 24
e.) 48

5. Quantos são os anagramas da palavra BANANA?


a.) 720
b.) 72
c.) 60
d.) 24
e.) 48

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6. Quantos números distintos podemos formar permutando os algarismos do número 777.443


a.) 720
b.) 120
c.) 72
d.) 60
e.) 24

7. Quantos sócios tem um clube de ciclistas, sabendo-se que para numerá-los, foram utilizados todos
os números de três algarismos que não contém 0 nem 8?
a.) 56
b.) 336
c.) 40.320
d.) 512
e.) 5.125

8. 5 pessoas vão ao cinema, encontrando 5 lugares. De quantas maneiras poderão sentar-se ficando
duas determinadas pessoas sempre juntas
a.) 120
b.) 12
c.) 24
d.) 48
e.) 60

9. 10 pessoas sentam na primeira fileira de um curso de Financeira. De quantas maneiras poderão


sentar-se, sendo que quatro determinadas pessoas devem ficar sempre juntas? (sabe-se que a
primeira fileira possui dez carteiras)
a.) 17.280
b.) 120.960
c.) 210
d.) 5.040
e.) 45.620

10. É necessário colocar 7 livros diferentes em uma estante. De quantas maneiras poderão ajeitar
esses livros na estante, ficando três determinados livros sempre juntos
a.) 120
b.) 144
c.) 720
d.) 5.040
e.) 2.400

GABARITO
1. E 2. D 3. D 4. A 5. C 6. D 7. D 8. D 9. B 10. C

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PROVAS FUNDATEC - ANÁLISE COMBINATÓRIA


1. (PREF IVOTI/17) Considerando o sistema posicional de base dez, quantos números naturais
ímpares de exatamente três algarismos significativos podem ser formados com os algarismos 0, 3, 4,
5, 7 e 9?
A) 64.
B) 90.
C) 100.
D) 120.
E) 180.

2. (PREF LIBERATO SALZANO/16) Uma empresa prestadora de serviços na área de limpeza dispõe de
8 empregados. De quantas maneiras diferentes é possível formar uma equipe com 4 pessoas para
realizar a limpeza de um condomínio?
A) 42.
B) 54.
C) 65.
D) 70.
E) 82.

3. (PREF TORRES/16) Em uma empresa, trabalham 6 mecânicos e 3 técnicos. Quantas comissões


diferentes compostas por 4 mecânicos e 2 técnicos podem ser formadas para prestar assistência
técnica a um cliente?
A) 30.
B) 36.
C) 40.
D) 45.
E) 48.

4. (PREF REDENTORA/16) O número de crianças que frequentam uma creche comunitária


corresponde ao número de anagramas formado pela palavra CRECHE, que é igual a:
A) 150.
B) 180.
C) 320.
D) 540.
E) 625.

5. (PREF NOVA ALVORADA/16) Para executar ações de prevenção e controle de doenças conforme o
cronograma de visitas às famílias, quantas equipes de 4 agentes de combate de endemias podem ser
formadas com 10 agentes?
A) 70.
B) 110.
C) 150.
D) 180.
E) 210.

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6. (PREF VACARIA/16) Em uma loja de uma cidade turística, há oito enfeites de geladeira diferentes.
De quantas maneiras diferentes uma moça pode escolher três enfeites para presentear sua mãe?
A) 56.
B) 60.
C) 64.
D) 66.
E) 72.

7. (PREFEITURA CAMAQUÃ/16) Um agente de controle de endemias realizou a visitação em domicílios


para identificar e eliminar focos e criadouros do mosquito “Aedes Aegypti”. O número de domicílios
visitados por esse agente corresponde ao número de anagramas que podem ser formados pela
palavra DENGUE que começam pela letra D. Esse número é igual a:
A) 60.
B) 90.
C) 120.
D) 240.
E) 360.

8. (BRDE/15) O número de anagramas formados com as letras da palavra MOLDE de maneira que as
vogais OE sempre estejam juntas e nessa ordem é:
A) 24.
B) 30.
C) 60.
D) 72.
E) 120.

9. (CRA-RS/10) Uma menina possui 5 blusas, 3 saias e 2 sandálias. De quantas maneiras diferentes ela
pode se vestir?
a) 30.
b) 60.
c) 15.
d) 10.
e) 40.

GABARITO
1. D 2. D 3. D 4. B 5. E 6. A 7. E 8. A 9. A

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PROGRESSÕES ARITMÉTICAS
É sequência que tem como propriedade a soma ou subtração de um número constante pra encontrar o
próximo termo.

Exemplo: 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, ...


A razão (o tal número constante) do exemplo é igual a 2.

Razão é subtrair qualquer termo da PA pelo seu anterior.

FÓRMULA DO TERMO GERAL

an  ak  n  k . R
Onde: an= último termo da PA ou termo a ser encontrado.
ak = qualquer termo da PG menor que que o an.
R = razão da PA.
n = indexador.
k = indexador.

SOMA DOS TERMOS DE UMA P.A.

 a a 
Sn   n 1 .n
 2 

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. Determine o termo de ordem 46 de uma P.A infinita cujo primeiro termo é -10 e cuja razão é 6.
a.) 260
b.) 254
c.) 266
d.) 270
e.) 275

2. Determine o termo de ordem 101 de uma P.A finita cujo primeiro termo é -20 e cuja razão é 7.
a.) 673
b.) 680
c.) 687
d.) 694
e.) 700

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3. Determine o termo de ordem 138 de uma P.A. infinita cujo primeiro termo é 14 e cuja razão é 3.
a.) 219
b.) 422
c.) 425
d.) 428
e.) 420

4. Numa P.A finita com 21 termos, o primeiro termo é 4 e o último termo é 124. Qual é a razão desta
P.A?
a.) 6
b.) 7
c.) 8
d.) 9
e.) 10

5. Numa P.A., tem-se o 1° termo igual a -3 e o 19° igual a 1. Calcule a razão.


a.) 1/18
b.) 0
c.) 1
d.) 1/3
e.) 2/9

6. Numa P.A. finita com 51 termos, o primeiro termo é -34 e o último termo é 116. Qual é a razão desta
P.A.?
a.) 3
b.) 5
c.) 4
d.) 7
e.) 6

7. Determinar o número de termos de uma P.A. de razão 3 na qual o 1° termo é -6 e o último 21.
a.) 15
b.) 13
c.) 8
d.) 10
e.) 12

8. Determinar o número de termos de uma P.A. de razão 2 na qual o 1° termo é 10 e o último 1.222.
a.) 606
b.) 607
c.) 608
d.) 609
e.) 610

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9. Determinar o número de termos de uma P.A. de razão 15 na qual o 1°termo é -356 e o último 4.
a.) 23
b.) 24
c.) 25
d.) 26
e.) 27

10. Determinar o 14° termo de um P.A. em que o 5° termo é 15 e o 11°termo é 39.


a.) 50
b.) 51
c.) 52
d.) 53
e.) 55

11. Determinar o 38° termo de um P.A. em que o 7° termo é 4 e o 11° termo é 16.
a.) 111
b.) 48
c.) 58
d.) 118
e.) 97

12. Determine a soma dos 101 primeiros termos da P.A. (-2, 0, 2, 4,...)
a.) 9.898
b.) 9.800
c.) 9.750
d.) 9.662
e.) 9.854

13. Determine a soma dos dez primeiros termos da P.A. (-4, 0, 4, 8,...)
a.) 139
b.) 138
c.) 150
d.) 151
e.) 140

14. Calcular a soma dos 25 primeiros termos da P.A. (1,3, 5...)


a.) 495
b.) 375
c.) 650
d.) 625
e.) 500

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15. Calcular a soma dos termos da P.A. finita (25, 39, 53,...,375)
a.) 30
b.) 35
c.) 600
d.) 7.850
e.) 5.200

16. Qual é o trigésimo termo da Progressão Aritmética “P.A.” (5, 8, ...)


a.) 83
b.) 86
c.) 89
d.) 92
e.) 95

17. Num programa de condicionamento físico, uma pessoa correndo 300 m num dia, 400 m no dia
seguinte, 500m no próximo dia e assim sucessivamente até chegar aos 2 km por dia. A partir de que
dia ela estará correndo 2 km por dia?
a.) 16°
b.) 17°
c.) 18º
d.) 19º
e.) 20º

18. Um atleta nadou, hoje, 500 metros. Nos próximos dias, ele pretende aumentar gradativamente essa
marca nadando, a cada dia, uma mesma distância a mais do que nadou no dia anterior. No 15 o dia, ele
quer nadar 3300 metros. Determine a distância que ele deverá nadar a mais por dia.
a) 100 m
b) 150 m
c) 200 m
d) 250 m
e) 50 m

19. Ainda em relação à questão anterior, determine a distância que deverá nadar no 10o dia.
a) 2500 m
b) 1300 m
c) 1800 m
d) 2000 m
e) 2300 m

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20. Quantos números compreendidos entre 1 e 5000 são divisíveis por 3 e 7.


a.) 234
b.) 235
c.) 236
d.) 237
e.) 238

21. Quantos números inteiros compreendidos entre 1.000 e 10.000, são divisíveis por 3 e 7.
a.) 427
b.) 428
c.) 429
d.) 430
e.) 431

22. Determine o número total de múltiplos de 15 compreendidos entre 1492 e 3427.


a.) 161
b.) 150
c.) 129
d.) 113
e.) 120

23. Quantos números inteiros compreendidos entre 10 e 4000 são divisíveis por 3 e por 5 ao mesmo
tempo?
a.) 225
b.) 250
c.) 256
d.) 260
e.) 266

24. Determine o número total de múltiplos de 15 compreendidos entre 1759 e 3825.


a.) 136
b.) 137
c.) 138
d.) 139
e.) 140

GABARITO
1. A 2. B 3. C 4. A 5. E 6. A 7. D 8. B 9. C 10. B 11. E 12. A 13. E 14. D
15. E 16. D 17. C 18. C 19. E 20. E 21. C 22. C 23. E 24. B

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PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS
É uma sequência que tem como propriedade a multiplicação ou divisão de um número constante para
encontrar o próximo termo.

Exemplo: 2, 4, 8, 16, 32, 64, ....


A razão (o tal número constante) do exemplo é igual a 2.

Razão é dividir qualquer termo da PG pelo seu anterior.

FÓRMULA DO TERMO GERAL

an  ak . R 
nk

Onde: an= último termo da PG ou termo a ser encontrado.


ak = qualquer termo da PG menor que que o an.
R = razão da PG.
n = indexador.
k = indexador.

SOMA DOS TERMOS DE UMA P.G.

 Usaremos esta fórmula quando desejamos somar um número finito de termos de uma P.G.


 R n 1 
S n  a1 . 


  R  1 
* Para usar esta fórmula a razão tem que ser diferente de 1 (R  1).

 Usaremos esta fórmula quando desejamos somar todos os termos de uma P.G. infinita

a1
S
1 R
* Para usar esta fórmula a razão tem que um número entre 0 e 1 (0 < R < 1).

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. Determine o termo de ordem 5 de uma P.G. infinita cujo primeiro termo é -1 e cuja razão é 5.
a.) -5
b.) -25
c.) -125
d.) -625
e.) -325

2. Determine o termo de ordem 6 de uma P.G. infinita cujo primeiro termo é 1 e cuja razão é 2.
a.) 12
b.) 16
c.) 20
d.) 32
e.) 64

3. Determine o termo de ordem 6 de uma P.G. infinita cujo primeiro termo é 1/625 e cuja razão é 5.
a.) 1/5
b.) 1/25
c.) 1
d.) 5
e.) 25

4. Determine o termo de ordem 5 de uma P.G. infinita cujo primeiro termo é -1 e cuja razão é 5.
a.)-5
b.) -25
c.) -125
d.) -625
e.) -325

5. Determine o termo de ordem 46 de uma P.G. infinita cujo primeiro termo é 1/625 e cuja razão é 25.
a.) 590
b.) 586
c.) 594
d.) 592
e.) 588

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6. Determine o 7° termo de uma PG, na qual a3=1/25 e a9=625


a.) 125
b.) 25
c.) 5
d.) 1/5
e.) 1/25

7. Numa P.G. finita com seis termos, o primeiro termo é 2 e o sexto termo é -486. Qual é a razão dessa
P.G. ?
a.) -2
b.) 3
c.) 2
d.) -3
e.) 4

8. Calcular a soma dos cem primeiros termos da P.G. (10, 10, 10, ...)
a.) 900
b.) 800
c.) 1.200
d.) 7.000
e.) 1000

9. Calcular a soma dos dez primeiros termos da P.G. (1, 2, 4,...)


a.) 1.022
b.) 2.024
c.) 1.023
d.) 2.025
e.) 2035

10. Calcule a soma dos 7 primeiros termo da P.G. (5, 15, 45,...)
a.) 5.400
b.) 5.465
c.) 6.335
d.) 6.745
e.) 6.835

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11. Calcule o limite da soma dos termos da P.G. (5, 1, 1/5, 1/25, 1/125,...)
a.) 3
b.) 10
c.) 5
d.) 25
e.) 25/4

12. Calcule o limite da soma dos termos da P.G. (1, 3/10, 9/100,27/1000,...)
a.) 7/10
b.) 10/7
c.) 7
d.) 10
e.) 17

13. (ITA) Dada a P.G. (1, 1/2, 1/4,.,.), o limite da soma dos termos da P.G. é:
a.) 21/3
b.) 2
c.) 1 + 1/2n
d.) 3/2
e.) 4/3

14. (TFC) Cinco números estão em progressão geométrica. Sabendo-se que o primeiro é igual a 2 e o
último a 32, o valor do quarto número é:
a.) 30
b.) 28
c.) 24
d.) 17
e.) 16

GABARITO
1. D 2. D 3. D 4. D 5. B 6. B 7. D 8. E 9. C 10. B 11. E 12. B 13. B 14. E

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PROVAS FUNDATEC - PROGRESSÃO ARITMÉTICA E GEOMÉTRICA


1. (PREF LIBERATO SALZANO/16) No primeiro dia de funcionamento de uma nova máquina instalada
em uma fábrica, houve uma produção de 340 peças. Se a cada dia de trabalho eram produzidas 56
peças a mais que no dia anterior, quantas peças foram produzidas no vigésimo segundo dia de
trabalho?
A) 980.
B) 1.106.
C) 1.140.
D) 1.248.
E) 1.516

2. (PREF LIBERATO SALZANO/16) Na progressão geométrica crescente de razão igual a 5, com 4


termos cujo primeiro termo é 4,5, é possível afirmar que a soma de todos os termos dessa progressão
é igual a:
A) 680.
B) 702.
C) 710.
D) 714.
E) 734.

3. (PREF SAPUCAIA/16) Quantos números divisíveis pelo número 30 há entre os números 1 e 27.000?
A) 270.
B) 500.
C) 600.
D) 900.
E) 980.

4. (PREF FREDERICO W./16) Considerando que sejam plantados 35 kg de semente de soja no primeiro
dia de plantio e que a cada dia seguinte sejam plantados 28 kg a mais que no dia anterior, quantos kg
de semente serão plantados no vigésimo quinto dia de plantio?
A) 707.
B) 712.
C) 718.
D) 722.
E) 728.

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5. (PREFEITURA CAMAQUÃ/16) No primeiro dia de colheita de uva em uma pequena propriedade,


foram colhidos 58 kg. Se a cada dia seguinte da colheita eram colhidos 16 kg a mais que no dia
anterior, quantos kg do produto foram colhidos no vigésimo primeiro dia de colheita?
A) 322.
B) 335.
C) 350.
D) 378.
E) 400.

6. (PREFEITURA NOVA PATROPÓLIS/15) O primeiro termo e a razão de uma progressão aritmética,


onde o terceiro termo é 12 e o sexto termo é 27, são, respectivamente:
A) 2 e 5.
B) 1 e 8.
C) 5 e 2.
D) 15 e 3.
E) 12 e 2.

7. (PREFEITURA MONTE BELO/15) A soma dos 11 primeiros termos e sucessivos de uma progressão
aritmética de primeiro termo 5 e razão 3 é:
A) 35.
B) 200.
C) 220.
D) 440.
E) 400.

8. (PREFEITURA CAMAQUÃ/16) Luís realizou a leitura de um livro de 400 páginas sobre os benefícios
à saúde através da prática de esportes e de uma alimentação saudável. No primeiro dia, Luís leu
quatro páginas, no segundo dia, leu seis páginas, e no terceiro dia, leu oito páginas, e assim
sucessivamente. Considerando que a sequência formada está em progressão aritmética, a quantidade
de páginas lidas por Luís até o final do décimo segundo dia é de:
A) 80.
B) 90.
C) 120.
D) 180.
E) 240.

GABARITO
1. E 2. B 3. D 4. A 5. D 6. A 7. C 8. D

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ASSEMBLEIA
LEGISLATIVA
RACIOCÍNIO LÓGICO
Técnico Legislativo PROF.ª DANIELA ARBOITE

RACIOCÍNIO LÓGICO
Proposição

Chamamos de sentença ou proposição o conjunto de palavras que exprimem um sentido completo.


Tecnicamente, uma proposição é uma declaração (afirmativa ou negativa) que pode ser verdadeira ou falsa.

Exemplos: Não são proposições:

1. O Japão fica na Europa. - Quando será a prova?

2. Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul. - Vá pra casa e estude!

3. 2  3  6. - Que dia lindo!

Proposições Abertas e Proposições Fechadas

Proposição Fechada: é aquela que podemos garantir como sendo verdadeira ou falsa.

Exemplos: 5 é um número primo.

Mumbai é um país da África.

Fernando Henrique Cardoso é o atual presidente do Brasil.

Proposição Aberta: é aquela que contém uma variável, um elemento desconhecido, e, portanto não podemos
garantir que seja verdadeira ou falsa.

Exemplo: A cidade x é a capital da Argentina.

Aquele país fica na África.

Ele é um ator famoso.

Proposições Simples e Proposições Compostas

Chama-se de proposição simples aquela que não contém outra proposição como parte integrante de si mesma.

Exemplo:

Carlos é solteiro.

Chama-se de proposição composta aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições simples.

Exemplo:

Carlos é solteiro ou Pedro é estudante.

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RACIOCÍNIO LÓGICO LEGISLATIVA
PROF.ª DANIELA ARBOITE Técnico Legislativo

OPERADORES LÓGICOS

Negação:  ou  (não, não é verdade que, é falso que ...)

Conjunção:  (e, mas, porém, entretanto, todavia)

Disjunção inclusiva:  (ou)

Disjunção exclusiva:  (Ou... ou ...)

Implicação ou Condicional:  (se... então... / caso / quando / p implica q)

Dupla implicação ou bicondicional:  (se e somente se)

Considere as proposições representadas simbolicamente por:

P  Ana estuda inglês.

Q  Pedro joga tênis.

1. Traduza em linguagem simbólica as seguintes proposições:

A) Ana estuda inglês ou Pedro joga tênis.

B) Ana estuda inglês, mas Pedro não joga tênis.

C) Se Pedro joga tênis, então Ana estuda inglês.

D) Pedro não joga tênis se, e somente se, Ana estuda inglês.

E) Ou Pedro joga tênis ou Ana não estuda inglês.

F) Quando Ana não estuda inglês, Pedro não joga tênis.

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LEGISLATIVA
RACIOCÍNIO LÓGICO
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2. Traduza em linguagem corrente as seguintes proposições:

A) (P  Q)

B) (Q  P)

C) (P  Q)

D) (Q  P)

E) (P  Q)

F) (P  Q)

Valor Lógico de uma Proposição

O valor lógico de uma proposição é a verdade se a proposição é verdadeira. Se p é uma proposição verdadeira,
dizemos que v(p)  V.

O valor lógico de uma proposição é a falsidade se a proposição é falsa. Se p é uma proposição falsa, dizemos que
v(p)  F.

Leis de Pensamento:

• Princípio da não-contradição: uma proposição não pode ser verdadeira e falsa.

• Princípio do terceiro-excluído: uma proposição é verdadeira ou falsa, sem outra alternativa.

O que estes princípios afirmam é que toda proposição tem um, e somente um, dos valores verdadeiro ou falso.

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Osório é a capital do Paraná.

17 é um número primo.

12  17.

O mês de abril tem 31 dias.

Se Osório é a capital do Paraná, então 17 é um número primo.

Tabela Verdade

O valor lógico de uma proposição composta depende dos valores lógicos das proposições componentes, e
se determina por um dispositivo denominado tabela-verdade.

O número de linhas da tabela verdade de uma proposição composta depende do número de proposições
simples que a compõe. A tabela-verdade de uma proposição composta com n proposições simples contém 2 n
linhas.

Exemplos:

1. Para 2 proposições simples, p e q, a tabela terá: 22  4 linhas 3. A tabela verdade da proposição composta
(p  q)  (r  p) tem ___ linhas.
p q
V V
V F
F V
F F

2. Para 3 proposições simples, p, q e r, a tabela terá: 2 3  8 4. A tabela verdade da proposição composta


linhas p  (p  q)  (r  p) tem ___ linhas.

(p  q)  r

p q r
V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F

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OPERAÇÕES LÓGICAS

1. Negação de uma proposição

A negação de uma proposição é representada por “ p” e seu valor lógico é a verdade quando p for falsa e
a falsidade quando p for verdadeira. Notar que “ p” tem valor lógico oposto a p.

Tabela-verdade Exemplo:

3 é um número primo.
p p
Negação:
V F 3 não é um número
F V primo.

2. Conjunção de duas proposições

A conjunção de duas proposições p e q é representada por “p  q”. Seu valor lógico é a verdade quando p e
q forem ambas verdadeiras e a falsidade nos demais casos.

Tabela-verdade

p q pq Exemplo:

V V V João é inteligente e Pedro é alto.


V F F
F V F
F F F

Negação da Conjunção:  (p  q)   p   q

Tabela-verdade

p q pq  (p  q) p q p  q p  q
V V V F F F F F
V F F V F V F V
F V F V V F F V
F F F V V V V V

Exemplos:

João é inteligente e Pedro é alto.

Negação: João não é inteligente ou Pedro não é alto.

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Pedro é médico e Ana é advogada.

Negação:

Não estudo para concurso e vou para a praia.

Negação:

3. Disjunção Inclusiva de duas proposições

A disjunção inclusiva de duas proposições p e q é representada por “p  q”. Seu valor lógico é a verdade,
exceto quando p e q foram ambas falsas.

Tabela-verdade

p q pq Exemplo:

V V V João é inteligente ou Pedro é alto.


V F V
F V V
F F F

Negação da Disjunção inclusiva:  (p  q)   p   q

Tabela-verdade

p q pq  (p  q) p q p  q p  q
V V V F F F F F
V F V F F V V F
F V V F V F V F
F F F V V V V V

Exemplos:

João é inteligente ou Pedro é alto.

Negação: João não é inteligente e Pedro não é alto.

Vou ao cinema ou leio um livro.

Negação:

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Carla gosta de sushi ou Beto não gosta de churrasco.

Negação:

4. Disjunção Exclusiva de duas proposições

A disjunção exclusiva de duas proposições p e q é representada por “p  q”. Seu valor lógico é a falsidade
quando p e q tiverem o mesmo valor lógico, ou seja, quando p e q forem ambas verdadeiras ou ambas falsas. Se os
valores lógicos forem contrários, ou seja, uma proposição verdadeira e a outra falsa, o valor lógico da proposição
composta será a verdade.

Tabela-verdade
Exemplo:
p q pq
V V F Ou João é inteligente ou Pedro é
alto.
V F V
F V V
F F F

5. Proposição Condicional (Implicação)

A proposição condicional é representada por “p  q”. Seu valor lógico é a falsidade somente quando p for
verdadeira e q for falsa. Nos demais casos, será a verdade.

Tabela-verdade

p q pq
Exemplo: Se tiver férias, então viajo.
V V V
V F F
F V V
F F V

Negação da Implicação:  (p  q)  p   q

Tabela-verdade

p q pq (p  q) q p  q
V V V F F F
V F F V V V
F V V F F F
F F V F V F

CONTRAPOSITIVA: p  q   q   p

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Exemplos:

Se tiver férias, então viajo.  Se não viajei, não tive férias.

Se chove então faz frio.  Se não fez frio, não choveu.

1. Se 4 é um número ímpar, então 9 é um número primo.

Contrapositiva:

Negação:

2. Se abril tem 30 dias, então 7 é um número par.

Contrapositiva:

Negação:

3. Se Ana é dentista, então Paulo é professor.

Contrapositiva:

Negação:

Condição Necessária e Condição Suficiente

p  q: p é condição SUFICIENTE para q (basta p acontecer para que e aconteça).

q é condição NECESSÁRIA para p (se q não acontecer, p não acontece).

Exemplo:

“Se Ana é gaúcha, então Ana é brasileira”.

p: Ana é gaúcha

q: Ana é brasileira

Ana ser gaúcha é condição suficiente para que Ana seja brasileira.

Ana ser brasileira é condição necessária para que Ana seja gaúcha.

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OBSERVAÇÕES:

Dada uma proposição condicional p  q, temos que:

RECÍPROCA: q  p

CONTRÁRIA OU INVERSA: ~p  ~q

6. Proposição Bicondicional (Dupla Implicação)

A proposição bicondicional é representada por “p  q”. Seu valor lógico será a verdade nos casos em que p
e q forem ambas verdadeiras ou ambas falsas.

Tabela-verdade

p q pq
V V V Exemplo: Viajo se e somente se tenho férias.
V F F
F V F
F F V

Negação da Dupla Implicação: Ou p ou q (Disjunção Exclusiva)

Tabela-verdade

p q pq  (p  q) pq
V V V F F
V F F V V
F V F V V
F F V F F

Exemplo: Viajo se e somente se tenho férias.

Negação: Ou viajo ou tenho férias.

OBSERVAÇÃO: A negação da bicondicional é a disjunção exclusiva e a negação da disjunção exclusiva é a


bicondicional.

A negação de “Ou estudo ou trabalho” é “Estudo se, e somente se, trabalho”.

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EXEMPLOS DE ENUNCIADOS

01. (FUNDATEC) Considere as sentenças a seguir:


I. Faça o trabalho com atenção!
II. Se chover muito, haverá inundação.
III. Quanto custa este carro?
É CORRETO afirmar que
(A) apenas II é uma proposição.
(B) apenas I e II são proposições.
(C) apenas I e III são proposições.
(D) I, II e III não são proposições.
(E) I, II e III são proposições.

02. (FUNDATEC) A alternativa correta para uma proposição é:


(A) Camila terminou o ensino básico em dezembro de 2015.
(B) Pare, o semáforo está vermelho.
(C) Bom dia!
(D) Feche a porta ao sair do carro.
(E) Qual o nome do atual presidente do Brasil?

03. (FUNDATEC – FEPPS 2014) A negação da sentença Mário está com febre e sente náuseas é logicamente
equivalente à sentença:
(A) Mário não está com febre, mas sente náuseas.
(B) Mário está com febre ou sente náuseas.
(C) Mário não está com febre e não sente náuseas.
(D) Mário não está com febre ou não sente náuseas.
(E) Mário está com febre e não sente náuseas.

04. (FUNDATEC – IRGA 2013) Observe as proposições a seguir e analise seus valores lógicos, assinalando V,
se verdadeiros, ou F, se falsos.
( ) “Se 2  3  5, então 5 é um número par.”
( ) “4 é um número par e 5 é um número primo.”
( ) “7 é maior do que 11 ou 5 é menor do que 1.”
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
(A) V – V – V
(B) V – V – F
(C) V – F – F
(D) F – V – F
(E) F – F – F

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05. (FUNDATEC) Considere as proposições representadas simbolicamente por:


P  Ana comprou um tênis.
Q  Ana gosta de correr.
A alternativa que representa em linguagem corrente a fórmula (P  Q) é:
(A) Se Ana gosta de correr então Ana comprou um tênis.
(B) Se Ana comprou um tênis então Ana gosta de correr.
(C) Se Ana comprou um tênis então Ana não gosta de correr.
(D) Se Ana não comprou um tênis então Ana não gosta de correr.
(E) Se Ana não comprou um tênis então Ana gosta de correr.

06. (FUNDATEC) A negação da proposição Se João estuda então não trabalha é logicamente equivalente a:
(A) João não estuda, mas trabalha.
(B) João não estuda, ou não trabalha.
(C) João não estuda nem trabalha.
(D) João estuda e trabalha.
(E) João estuda, mas não trabalha.

07. (FUNDATEC – FEPPS 2014) Qual das alternativas abaixo representa a sentença equivalente à
contraposição para a seguinte sentença: Se João está com febre então João está hospitalizado?
(A) Se João não está com febre então João não está hospitalizado.
(B) Se João não está hospitalizado então João não está com febre.
(C) Se João está com febre então João não está hospitalizado.
(D) Se João está hospitalizado então João não está com febre.
(E) Nego que se João está hospitalizado então João está com febre.

08. (FUNDATEC – Câmara de Porto Alegre 2012 – Analista Superior de Tecnologia da Informação)
Considere a proposição: Paula é brasileira, entretanto não gosta de futebol. Nesta proposição, está presente
o conetivo lógico denominado como
(A) bicondicional.
(B) condicional.
(C) conjunção.
(D) disjunção inclusiva.
(E) disjunção exclusiva.

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09. (FUNDATEC – PGE RS 2014 – Agente Administrativo) Dada a proposição composta “Se Antônio sair de
casa, ele irá jogar futebol.”, identifique, dentre as alternativas a seguir, aquela que a torna falsa.
(A) “Antônio saiu de casa” é falso.
(B) “Antônio saiu de casa” é verdadeiro.
(C) “Antônio foi jogar futebol” é falso.
(D) “Antônio saiu de casa” é falso, e “Antônio foi jogar futebol” é falso.
(E) “Antônio saiu de casa é verdade”, e “Antônio foi jogar futebol” é falso.

10. (FUNDATEC – FEPPS 2014) Considere as sentenças declarativas compostas a seguir:


I. Sete não é maior que oito.
II. Sete é maior que oito e quatro é número par.
III. Oito é maior que sete, mas não é número primo.
IV. Nove é maior que sete, porém não é número par.
V. Sete é maior que cinco, entretanto não é número par.
Quais são verdadeiras?
(A) Apenas I e II.
(B) Apenas II e V.
(C) Apenas II, IV e V.
(D) Apenas I, III, IV e V.
(E) I, II, III, IV e V.

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PROPOSIÇÕES LOGICAMENTE EQUIVALENTES

Dizemos que duas proposições são logicamente equivalentes ou, simplesmente equivalentes quando são compostas
pelas mesmas proposições simples e os resultados de suas tabelas-verdade são idênticos. Uma consequência prática
da equivalência lógica é que ao trocar uma dada proposição por qualquer outra equivalente, estamos apenas
mudando a maneira de dizê-la. Para representar a equivalência usamos os símbolos  ou .

Exemplos:

1. Verificar se as proposições  p  q e p  q são 2. Verificar se as proposições p  q e ~(p  ~q) são


equivalentes. equivalentes.

~p p q pq pq p q ~q pq p  ~q  (p  ~q)


V V V V
V F V F
F V F V
F F F F

EQUIVALÊNCIAS IMPORTANTES

p  q  q  ~p p  q  p  q

1) Se Canoas é a capital do Paraná, então 3 é um número par. (p  q)

Duas proposições logicamente equivalentes são:

p  q  q  ~p

p  q  p  q

2) Se 2  5  7, então 7 é par. (p  q)

Duas proposições logicamente equivalentes são:

p  q  q  ~p

p  q  p  q

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Leis de De Morgan

São duas equivalências bastante conhecidas:

 (A  B)   A   B

A negação de “João foi aprovado no concurso ou Paula viajou para Paris” é “João não foi aprovado no concurso e
Paula não viajou para Paris”.

 (A  B)   A   B

A negação de “O candidato é pós-graduado ou sabe falar inglês” é “O candidato não é pós-graduado e não sabe
falar inglês”.

Ou seja, as leis de De Morgan são as negações da conjunção e da disjunção.

Propriedades

1) Comutativa

(A  B)  (B  A)

“Paulo é atleta e Ana é juíza” é equivalente a “Ana é juíza e Paulo é atleta”.

(A  B)  (B  A)

“Viajo ou estudo” é equivalente a “Estudo ou viajo”.

2) Distributiva

A  (B  C)  (A  B)  (A  C)

A  (B  C)  (A  B)  (A  C)

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Exemplo:

(ANPAD) Sejam as proposições

p: Luísa é bancária.

q: Luísa é fumante.

Então, a proposição ~(q  ~p), em linguagem corrente, é

(A) “Luísa não é bancária é não é fumante.”

(B) “Luísa é bancária e não é fumante.”

(C) “Luísa é fumante, mas não é bancária.”

(D) “Luísa não é bancária ou é fumante.”

(E) “Luísa é bancária ou é fumante.”

COMENTÁRIO:

~(q  ~p) é a negação da disjunção, ou seja, nega-se as duas proposições e troca o conectivo “” pelo “”.

~(q  ~p)  ~q  p

~q, em linguagem corrente, é Luísa não é fumante.

p, em linguagem corrente, é Luísa é bancária.

Logo, ~q  p, em linguagem corrente, é Luísa não é fumante e é bancária.

“Luísa não é fumante e é bancária” é equivalente a “Luísa é bancária e não é fumante.

ALTERNATIVA B

TAUTOLOGIA, CONTRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA

TAUTOLOGIA: é toda proposição cujo valor lógico é sempre a verdade, quaisquer que sejam os valores lógicos das
proposições componentes. As tautologias são também denominadas proposições logicamente verdadeiras.

Exemplo: p   p

p p pp
V F V
F V V

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CONTRADIÇÕES: é toda proposição cujo valor lógico é sempre a falsidade, quaisquer que sejam os valores lógicos
das proposições componentes. As contradições são também denominadas proposições logicamente falsas.

Exemplo: p   p

p p pp
V F F
F V F

CONTINGÊNCIAS OU INDETERMINADAS: são todas as proposições que não são tautologias nem contradições.

Exemplo: p  ~p

p ~p p  ~p
V F F
F V V

Exemplo 1: (A  B)  ( A  B)

~A A B AB AB (A  B)  ( A  B)

V V

V F

F V

F F

Exemplo 2: (p  q)  (p  q)

~p p q p  q pq (p  q)  (p  q)

V V

V F

F V

F F

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PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS

Na lógica clássica o estudo da dedução era desenvolvido usando-se proposições denominadas categóricas. São
proposições que usam quantificadores (todo, nenhum, algum,...).

QUANTIFICADORES

• Quantificador Universal ()

O símbolo (x) pode ser lido como para todo x, para qualquer elemento x, qualquer que seja x.

Exemplos:

1.Todos os homens são mortais.

2. Todo número primo é ímpar.

• Quantificador Existencial ()

O símbolo (x) pode ser lido como existe x tal que, para algum elemento x, para algum x.

Exemplos:

1. Existe peixe que voa.

2. Algum professor é chato.

Negação de Proposições Categóricas

Proposição Exemplo Negação Exemplo da negação


Algum homem não é sábio.
Algum A não é
Pelo menos um homem não é
Todo A é B Todo homem é sábio. B; Pelo menos
sábio.
um A não é B
Existe homem que não é sábio.
Algum A é B; Algum homem é sábio.
Nenhum A é B Nenhum homem é sábio. Pelo menos um Pelo menos um homem é sábio.
AéB Existe homem que é sábio.
Nenhum homem é sábio.
Algum A é B Algum homem é sábio. Nenhum A é B
Não existem homens sábios.
Algum homem não é
Algum A não é B Todo A é B Todo homem é sábio.
sábio.

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TODO aluno que estuda Raciocínio Lógico é aprovado.

Negação: algum não, pelo menos um não, existe um que não

Algum aluno que estuda Raciocínio Lógico não é aprovado.

Pelo menos um aluno que estuda Raciocínio Lógico não é aprovado.

Existe aluno que estuda Raciocínio Lógico e não é aprovado.

NENHUM aluno será reprovado.

Negação: algum, pelo menos um, existe um

Algum aluno será reprovado.

Pelo menos um aluno será reprovado.

Existe aluno que será reprovado.

Exemplos:

Toda fruta é azeda.

Negação:

Nenhum professor é chato.

Negação:

Algum concurso terá prova no Carnaval.

Negação:

Todo dia é dia de churrasco.

Negação:

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DIAGRAMAS LÓGICOS

- Todo professor é simpático. - Nenhum professor é chato.

Simpáticos - Alguns professores são simpáticos.


Professores Chatos
Simpáticos Professores
Professores

(FUNDATEC – SUSEPE RS 2014) O quadro a seguir apresenta, na coluna da esquerda, proposições categóricas em
linguagem corrente, e, na coluna da direita, proposições categóricas representadas por meio de diagramas lógicos.

Associe corretamente as proposições categóricas em linguagem corrente com suas respectivas representações em
diagramas lógicos

A) I–C, II–A, III–B, IV– D.

B) I–C, II–D, III–A, IV–B.

C) I–A, II–D, III–C, IV–B.

D) I–D, II–A, III–B, IV–C.

E) I–D, II–C, III–B, IV–A.

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LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO

Denomina-se argumento a relação que associa um conjunto de proposições, chamadas de premissas do


argumento, a uma proposição que e a conclusão do argumento.

Dizemos que um argumento é válido ou ainda que é legítimo ou bem construído quando a sua conclusão é
uma consequência obrigatória do seu conjunto de premissas. Posto de outra forma, quando um argumento é válido,
a verdade das premissas deve garantir a verdade da conclusão do argumento.

Exemplo 1:

Nenhum economista é otimista.

Algum professor é otimista.

Logo, algum professor não é economista.

Exemplo 2:

Todos os sapos são azuis.

Existem gatos que são azuis.

Logo, existem gatos que são sapos.

3. (FCC) Ou como macarronada ou como arroz e feijão.

Se estou com muita fome, então como arroz e feijão.

Se não estou com muita fome, então como saladas.

Hoje, na hora do almoço, não comi saladas.

A partir dessas informações, pode-se concluir corretamente, que hoje, na hora do almoço,

(A) não estava com muita fome.

(B) não comi arroz e feijão.

(C) comi saladas no jantar.

(D) comi arroz e feijão.

(E) comi macarronada.

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4. (ESAF) Caso ou compro uma bicicleta.

Viajo ou não caso.

Vou morar em Pasárgada ou não compro uma bicicleta.

Ora, não vou morar em Pasárgada.

Assim,

(A) não viajo e caso.

(B) viajo e caso.

(C) não vou morar em Pasárgada e não viajo.

(D) compro uma bicicleta e não viajo.

(E) compro uma bicicleta e viajo.

5. (FUNDATEC) Suponha que Ana é estudante do turno da manhã e Cláudia não é estudante do turno da manhã.
Mas Ana ou Cláudia é atleta universitária. Se Cláudia é atleta universitária então ela é estudante do turno da manhã.
Logo, é verdade a afirmação de que:

(A) Cláudia é estudante do turno da manhã e atleta universitária.

(B) Cláudia e Ana não são atletas universitárias.

(C) Cláudia é atleta universitária e Ana não é atleta universitária.

(D) Cláudia e Ana são atletas universitárias.

(E) Cláudia não é atleta universitária e Ana é atleta universitária.

Ana é estudante do turno da manhã e Cláudia não é estudante do turno da manhã.

Mas Ana ou Cláudia é atleta universitária.

Se Cláudia é atleta universitária então ela é estudante do turno da manhã.

6. (FUNDATEC) Dadas as premissas: “Todos os abacaxis são bananas.” e “Algumas laranjas não são bananas.” A
conclusão que torna o argumento válido é:

(A) “Existem laranjas que não são abacaxis.”

(B) “Nenhum abacaxi é banana.”

(C) “Existe laranja que é banana.”

(D) “Todas as laranjas são bananas.”

(E) “Nem todos os abacaxis são bananas.”

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7. (FUNDATEC) Uma vidraça de uma escola foi quebrada no momento em que três amigos, Cláudio, Gerson e
Marcos, brincavam no pátio. Sabe-se que o delito foi cometido por um ou por mais de um deles.

Sabe-se, também, que

I. Se Cláudio é inocente, então Gerson é culpado.

II. Ou Marcos é culpado ou Gerson é culpado, mas não os dois.

III. Marcos não é inocente.

Logo,

(A) Gerson e Marcos são culpados.

(B) Somente Cláudio é inocente.

(C) Somente Gerson é culpado.

(D) Somente Marcos é culpado.

(E) Cláudio e Marcos são culpados.

8. (FUNDATEC – CREMERS 2017) A partir das seguintes hipóteses:

Se João é intolerante à lactose então ele não bebe leite integral. Mas João não bebe leite de soja, entretanto ele
bebe leite integral.

Podemos deduzir que é verdadeira a afirmação da alternativa:

(A) João bebe leite de soja.

(B) João não é intolerante à lactose.

(C) João é intolerante à lactose.

(D) João não bebe leite integral.

(E) João bebe leite integral e de soja.

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RACIOCÍNIO LÓGICO – RESUMOS

OPERAÇÕES LÓGICAS

Símbolo Linguagem corrente Valor lógico Exemplo

não, não é verdade Contrário ao da 3 é ímpar. (V)


Negação 
que, é falso que proposição 3 não é ímpar. (F)
e, mas, porém, Haverá aula de Português e de
Conjunção  V quando ambas V
entretanto Raciocínio Lógico.
Disjunção Bia foi aprovada no concurso do
 ou F quando ambas F
Inclusiva TRT ou no concurso do MPRS.
Disjunção Ou Ana é gaúcha ou Ana é
 Ou... ou... V quando VF ou FV
Exclusiva carioca.
Se Ana nasceu no RS, então Ana é
Condicional  Se..., então... F quando VF
brasileira.
V quando ambas V Viajo se, e somente se, tenho
Bicondicional  se, e somente se,
ou ambas F dinheiro.

NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

Operação Negação

Conjunção pq Viajo e estudo. pq Não viajo ou não estudo.


Caso ou compro uma Não caso e não compro
Disjunção Inclusiva pq pq
bicicleta. uma bicicleta.
Condicional pq Se viajo, então leio. p  q Viajo e não leio.
Estudo se, e somente se, Ou estudo ou tenho
Bicondicional pq pq
tenho prova. prova.

NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS

TODO aluno que estuda é aprovado.

Negação: algum não, pelo menos um não,


existe um que não

Algum aluno que estuda não é aprovado.

Pelo menos um aluno que estuda não é


aprovado.

Existe aluno que estuda e não é aprovado.

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NENHUM aluno será reprovado.

Negação: algum, pelo menos um, existe um

Algum aluno será reprovado.

Pelo menos um aluno será reprovado.

Existe aluno que será reprovado.

PROPRIEDADES COMUTATIVA E DISTRIBUTIVA

PROPRIEDADE COMUTATIVA

“Paulo é atleta e Ana é juíza” é equivalente a “Ana é juíza e Paulo é


(A  B)  (B  A)
atleta”.

(A  B)  (B  A) “Viajo ou estudo” é equivalente a “Estudo ou viajo”.

PROPRIEDADE DISTRIBUTIVA

Chove, mas não faz frio ou neva. A  (B  C)


A  (B  C)  (A  B)  (A  C)
Chove e não faz frio ou chove e neva. (A  B)  (A  C)

Estudo ou reprovo e fico chateado. A  (B  C)


A  (B  C)  (A  B)  (A  C)
Estudo ou reprovo e estudo ou fico chateado. (A  B)  (A  C)

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LEIS DE DE MORGAN

Chove e faz frio.


 (A  B)   A   B
Negação: Não chove ou não faz frio.

Estudo ou reprovo.
 (A  B)   A   B
Negação: Não estudo e não reprovo.

TAUTOLOGIA, CONTRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA

DEFINIÇÃO EXEMPLO

É toda proposição cujo valor lógico é sempre a verdade,


TAUTOLOGIA quaisquer que sejam os valores lógicos das proposições pp
componentes.
É toda proposição cujo valor lógico é sempre a falsidade,
CONTRADIÇÃO quaisquer que sejam os valores lógicos das proposições pp
componentes.

CONTINGÊNCIA OU
É toda proposição que não é tautologia nem contradição. pq
INDETERMINADA

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Lei nº 9.610, de 19/02/98 – Lei dos Direitos Autorais).

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RACIOCÍNIO LÓGICO – Exercícios Propostos:

01. (FDRH) Considere as proposições abaixo e assinale V, para valores lógico verdadeiros e F, para os falsos.

( ) “Se 2  2  4, então 3 é um número par”.

( ) “2 é um número par e 3 é um número primo”.

( ) “3 é maior do que 4 ou 5 é menor do que 2”.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

(A) V – V – V

(B) V – V – F

(C) V – F – F

(D) F – V – F

(E) F – F – F

02. (ESAF – Ministério do Turismo 2014) Assinale a opção que


apresenta valor lógico falso.

(A) 23  8 e 1  4  5.

(B) Se, √8  3, então 6  2  3.

(C) Ou 3 – 1  2 ou 5  2  8.

(D) Se 7 – 2  5, então 5  1  7.

(E) 32  9 se, e somente se, √8  2.


3

03. (ESAF) A negação da proposição “Brasília é a Capital Federal e os


Territórios Federais integram a União” é:

(A) Brasília não é a Capital Federal e os Territórios Federais não


integram a União.

(B) Brasília não é a Capital Federal ou os Territórios Federais não


integram a União.

(C) Brasília não é a Capital Federal ou os Territórios Federais


integram a União.

(D) Brasília é a Capital Federal ou os Territórios Federais não


integram a União.

(E) Brasília não é a Capital Federal e os Territórios Federais integram


a União.

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04. (FUNDATEC) A sentença contrapositiva equivalente ao


condicional "Se Mário tem medo de água, então Mário não é salva-
vidas" é

(A) Mário não tem medo de água logo Mário é salva-vidas.

(B) Se Mário é salva-vidas então Mário não tem medo de água.

(C) Se Mário é salva-vidas então Mário tem medo de água.

(D) Se Mário não tem medo de água então Mário não é salva-vidas.

(E) Mário tem medo de água portanto Mário é salva-vidas.

05. (FUNDATEC – IRGA 2013) A negação da proposição "João é


médico ou João é engenheiro." é:

(A) "João não é médico e João não é engenheiro".

(B) "João não é médico ou João não é engenheiro".

(C) "Não é verdade que João não é médico ou João é engenheiro".

(D) "Não é verdade que João não é médico e João é engenheiro."

(E) "Não é verdade que João é médico e João é engenheiro".

06. (ESAF) A negação da afirmação condicional "se estiver chovendo,


eu levo o guarda-chuva" é:

(A) se não estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva.

(B) não está chovendo e eu levo o guarda-chuva.

(C) não está chovendo e eu não levo o guarda-chuva.

(D) se estiver chovendo, eu não levo o guarda-chuva.

(E) está chovendo e eu não levo o guarda-chuva.

07. (ESAF) A proposição “se Catarina é turista, então Paulo é


estudante” é logicamente equivalente a

(A) Catarina não é turista ou Paulo não é estudante.

(B) Catarina é turista e Paulo não é estudante.

(C) Se Paulo não é estudante, então Catarina não é turista.

(D) Catarina não é turista e Paulo não é estudante.

(E) Se Catarina não é turista, então Paulo não é estudante.

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08. (ESAF) A negação da proposição “se Curitiba é a capital do Brasil,


então Santos é a capital do Paraná” é logicamente equivalente à
proposição:

(A) Curitiba não é a capital do Brasil e Santos não é a capital do


Paraná.

(B) Curitiba não é a capital do Brasil ou Santos não é a capital do


Paraná.

(C) Curitiba é a capital do Brasil e Santos não é a capital do Paraná.

(D) Se Curitiba não é a capital do Brasil, então Santos não é a capital


do Paraná.

(E) Curitiba é a capital do Brasil ou Santos não é a capital do Paraná.

09. (FUNDATEC) Dizer que se Maria está internada então Maria não
está trabalhando, é logicamente equivalente a dizer que é verdade:

(A) Maria está internada ou está trabalhando.

(B) Se Maria está internada então está trabalhando.

(C) Se Maria não está internada então não está trabalhando.

(D) Se Maria não está trabalhando então está trabalhando.

(E) Se Maria está trabalhando então não está internada.

10. (FCC) Do ponto de vista lógico, se for verdadeira a proposição


condicional “se eu ganhar na loteria, então comprarei uma casa”,
necessariamente será verdadeira a proposição:

(A) se eu não ganhar na loteria, então não comprarei uma casa.

(B) se eu não comprar uma casa, então não ganhei na loteria.

(C) se eu comprar uma casa, então terei ganho na loteria.

(D) só comprarei uma casa se ganhar na loteria.

(E) só ganharei na loteria quando decidir comprar uma casa.

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11. (ESAF) Considere que: “se o dia está bonito, então não chove”.

Desse modo:

(A) não chover é condição necessária para o dia estar bonito.

(B) não chover é condição suficiente para o dia estar bonito.

(C) chover é condição necessária para o dia estar bonito.

(D) o dia estar bonito é condição necessária e suficiente para chover.

(E) chover é condição necessária para o dia não estar bonito.

12. (FCC ) Não gosto de ficar em casa e vou ao cinema todos os dias.

Do ponto de vista lógico, uma afirmação que corresponde a uma


negação dessa afirmação é:

(A) Não gosto de sair de casa e não vou ao cinema todos os dias.

(B) Vou ao cinema todos os dias e gosto de ficar em casa.

(C) Não vou ao cinema todos os dias ou não gosto de ficar em casa.

(D) Se não gosto de ficar em casa, então vou ao cinema todos os


dias.

(E) Gosto de ficar em casa ou não vou ao cinema todos os dias.

13. (FUNDATEC) Dada a proposição composta “Se João sai de casa a


pé, então ele vai passear no parque.”, identifique, dentre as
alternativas a seguir, aquela que a torna falsa.

(A) “João sai de casa a pé” é falso.

(B) “João sai de casa a pé” é verdade.

(C) “João vai passear no parque” é falso.

(D) “João sai de casa a pé” é falso, e “João vai passear no parque” é
falso.

(E) “João sai de casa a pé” é verdade, e “João vai passear no parque”
é falso.

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14. (FCC) A negação da frase “Ele não é artista, nem jogador de


futebol” é equivalente a

(A) não é certo que ele seja artista e jogador de futebol.

(B) ele é artista e jogador de futebol.

(C) ele não é artista ou não é jogador de futebol.

(D) ele é artista ou jogador de futebol.

(E) ele é artista ou não é jogador de futebol.

15. (FUNDATEC) Considere a proposição "Se eu estudar e ficar


tranquilo durante a prova, serei aprovado no concurso". Como não
fui aprovado no concurso, conclui-se que:

(A) Eu não fiquei tranquilo durante a prova.

(B) Eu não estudei e não fiquei tranquilo durante a prova.

(C) Eu não estudei ou não fiquei tranquilo durante a prova.

(D) Eu estudei e passei no concurso.

(E) Eu estudei e fiquei tranquilo durante a prova.

16. (FUNDATEC) Dada a proposição composta “Se João sai de casa a


pé, então ele vai passear no parque.”, identifique, dentre as
alternativas a seguir, aquela que a torna falsa.

(A) “João sai de casa a pé” é falso.

(B) “João sai de casa a pé” é verdade.

(C) “João vai passear no parque” é falso.

(D) “João sai de casa a pé” é falso, e “João vai passear no parque” é
falso.

(E) “João sai de casa a pé” é verdade, e “João vai passear no parque”
é falso.

17. (FDRH) Dada a proposição “Se eu passar concurso, trabalharei numa excelente empresa”, sua contrapositiva
será

(A) “Se eu não trabalhar numa excelente empresa, não terei passado no concurso”.

(B) “Se eu trabalhar numa excelente empresa, terei passado no concurso”.

(C) “Se eu não passar concurso, não trabalharei numa excelente empresa”.

(D) “Se eu passar concurso, não trabalharei numa excelente empresa”.

(E) “Se eu não passar concurso, trabalharei numa excelente empresa”.

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18. (FUNDATEC – SUSEPE RS 2014) Dadas as proposições, assinale V


se verdadeiro, ou F, se falso, para os valores lógicos.

( ) 7  4 e 3  7  8.

( ) 11  3 ou 6 – 1  3.

( ) Se 9  3, então 2  7.

( ) Se 3  7, então 9  3.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para


baixo, é:

(A) F – V – F – V.

(B) F – V – F – F.

(C) F – F – V – V.

(D) V – V – F – F.

(E) V – V – V – V.

19. (FUNDATEC – IRGA 2013 – Adaptada) A proposição "Nenhuma


pessoa que estuda é reprovada no concurso." é equivalente a:

(A) "Alguma pessoa que estuda é reprovada no concurso."

(B) "Algumas pessoas que estudam não são reprovadas no concurso."

(C) "Existem pessoas que não estudam e são aprovadas no concurso."

(D) "Todas as pessoas que não estudam são aprovadas no concurso."

(E) “Todas as pessoas que estudam não são reprovadas no concurso.”

20. (LA SALLE – IPERGS 2013) Assinale a alternativa que contém uma expressão equivalente à proposição “Se o
povo cumprir seus deveres, então seus direitos estarão assegurados”.

(A) Se o povo não cumprir seus deveres, então seus direitos estarão assegurados.

(B) Se o povo cumprir seus deveres, então seus direitos não estarão assegurados.

(C) Se o povo não cumprir seus deveres, então seus direitos não estarão assegurados.

(D) O povo cumpre seus deveres e seus direitos não estarão assegurados.

(E) O povo não cumpre seus deveres ou seus direitos estarão assegurados.

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21. (FUNDATEC – SUSEPE RS 2014) A NEGAÇÃO da sentença “Todos


os candidatos foram aprovados no concurso.” é

(A) “Todos os candidatos foram reprovados.”

(B) “Nenhum candidato foi aprovado.”

(C) “Existe candidato que foi aprovado.”

(D) “Existe candidato que foi reprovado.”

(E) “Todos os candidatos são estudiosos.”

22. (FUNDATEC – SUSEPE RS 2014) Considerando que a proposição


“Todos os alunos serão aprovados” é FALSA, qual das seguintes
alternativas apresenta uma proposição verdadeira?

(A) Todos os alunos serão reprovados.

(B) Todos os alunos não serão reprovados.

(C) Alguns alunos serão reprovados.

(D) Nenhum aluno será reprovado.

(E) Nenhum aluno será aprovado.

23. (LA SALLE 2013) Assinale a alternativa que apresenta a negação


da proposição condicional “Se pratico exercícios, então levo uma vida
saudável”

(A) Se não pratico exercícios, então não levo uma vida saudável.

(B) Praticar exercícios é uma condição suficiente para que eu tenha


uma vida saudável.

(C) Praticar exercícios é uma condição necessária para que eu tenha


uma vida saudável.

(D) Pratico exercícios e não levo uma vida saudável.

(E) Pratico exercícios ou não levo uma vida saudável.

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24. (FCC) Suponha que a seguinte afirmação é verdadeira:

“Se não vou viajar nas férias, então vivo menos.”

Uma sentença que equivale logicamente à afirmação dada é

(A) Se vou viajar nas férias, então vivo mais.

(B) Se vivo menos então não vou viajar nas férias.

(C) Não é verdade que, se vou viajar nas férias então vivo mais.

(D) Vou viajar nas férias e vivo mais.

(E) Vou viajar nas férias ou vivo menos.

25. (FUNDATEC) Quando estou atrasado, eu corro. Se eu corro, torço


o pé. Se eu torço o pé, não consigo chegar a tempo para fazer a
prova. Ora, eu não torci o pé, logo,

(A) Eu não estou atrasado e não corri.

(B) Eu cheguei a tempo para fazer prova.

(C) Eu não corri e torci o pé.

(D) Eu fui reprovado e não torci o pé.

(E) Eu corri e fui aprovado.

26. (FUNDATEC) Dadas as proposições:

p: “Ana é saudável.”

q: “Paulo está gripado.”

Uma forma de se representar a proposição ~(p  ~q) em linguagem


corrente é

(A) “Ana não é saudável e Paulo não está gripado.”

(B) “Não é verdade que Ana não é saudável e Paulo não está gripado.”

(C) “Ana não é saudável ou Paulo não está gripado.”

(D) “Se Ana é saudável, então Paulo está gripado.”

(E) “Se Ana não é saudável, então Paulo não está gripado.”

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27. (FGV) Considere a sentença: “Se Geraldo foi à academia então


Jovelina foi ao cinema.”

É correto concluir que

(A) se Geraldo não foi à academia então Jovelina não foi ao cinema.

(B) se Jovelina foi ao cinema então Geraldo foi à academia.

(C) Geraldo foi à academia ou Jovelina foi ao cinema.

(D) Geraldo foi à academia e Jovelina foi ao cinema.

(E) Geraldo não foi à academia ou Jovelina foi ao cinema.

28. (ESAF) Conforme a teoria da lógica proposicional, a proposição


~P  P é:

(A) uma tautologia.

(B) equivalente à proposição ~ P  P .

(C) uma contradição.

(D) uma contingência.

(E) uma disjunção.

29. (FUNDATEC) A proposição ~ (A  B)  (~ A  ~ B) é uma


equivalência tautológica denominada Lei de De Morgan. Determine
em qual das sentenças abaixo temos a sentença equivalente, por essa
tautologia, para a sentença: Nego que Maria ou Paulo é gaúcho.
(A) Maria não é gaúcha ou Paulo não é gaúcho.
(B) Maria e Paulo não são gaúchos.
(C) Maria não é gaúcha e Paulo é gaúcho.
(D) Maria é gaúcha e Paulo não é gaúcho.
(E) Maria não é gaúcha mas Paulo é gaúcho.

30. (FUNDATEC – SES 2014) Considerando os operadores lógicos usados nas sentenças compostas abaixo, é
correto afirmar que a sentença composta que representa um condicional FALSO é:
(A) Se 2 é ímpar, então 2 é par.
(B) 2 é par, logo 11 é primo.
(C) Se 2 e par, então 6 é primo.
(D) 5 é ímpar, portanto 4 é par.
(E) 4 ser impar implica que 5 é par.

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31. (FUNDATEC – Pref. Santa Clara do Sul 2018) Considere a sentença


composta abaixo:
Se o paciente é hipertenso e está febril então ele deve permanecer
hospitalizado.
Essa afirmação é falsa quando:
(A) A sentença “o paciente é hipertenso” é verdadeira, “o paciente
está febril” é verdadeira e o paciente deve permanecer hospitalizado
é falsa.
(B) A sentença “o paciente é hipertenso” é falsa, “o paciente está
febril” é verdadeira e “o paciente deve permanecer hospitalizado” é
verdadeira.
(C) A sentença “o paciente é hipertenso” é verdadeira, “o paciente
está febril” é falsa e “o paciente deve permanecer hospitalizado” é
verdadeira.
(D) A sentença “o paciente é hipertenso” é falsa, “o paciente está
febril” é falsa e “o paciente deve permanecer hospitalizado” é falsa.
(E) A sentença “o paciente é hipertenso” é falsa, “o paciente está
febril” é verdadeira e “o paciente deve permanecer hospitalizado” é
falsa.

32. (FUNDATEC) Na construção de uma sentença categórica, usam-


se um sujeito indeterminado e os quantificadores. Qual das sentenças
abaixo apresenta um exemplo de quantificador universal?

(A) Existe um trabalhador brasileiro que pagará imposto de renda.

(B) Qualquer trabalhador brasileiro pagará imposto de renda.

(C) Algum trabalhador brasileiro não pagará imposto de renda.

(D) Pelo menos um trabalhador brasileiro pagará imposto de renda.

(E) Existem trabalhadores brasileiros que pagarão imposto de renda.

33. (FUNDATEC) A sentença contrapositiva equivalente ao condicional Se Porto Alegre é capital do RS, então
Porto Alegre é banhada pelo Guaíba é:

(A) Se Porto Alegre não é a capital do RS, então Porto Alegre não é banhada pelo Guaíba.

(B) Porto Alegre não é a capital do RS, logo Porto Alegre não é banhada pelo Guaíba.

(C) Se Porto Alegre é banhada pelo Guaíba, então Porto Alegre é a capital do RS.

(D) Se Porto Alegre não é banhada pelo Guaíba, então Porto Alegre não é a capital do RS.

(E) Porto Alegre é a capital do RS, mas Porto Alegre não é banhada pelo Guaíba.

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34. (FUNDATEC – Pref. Santa Clara do Sul 2018) Os conetivos


presentes na sentença composta: O fiscal da prefeitura não autuou o
restaurante, mas fez uma notificação para alteração das condições
sanitárias da cozinha, são:

(A) Somente negação.

(B) Somente conjunção.

(C) Somente disjunção.

(D) Conjunção e negação.

(E) Disjunção e negação.

35. (FGV) Se não é verdade que “Todos assistentes judiciários de


determinado fórum são formados em advocacia”, então é
necessariamente verdade que

(A) nenhum assistente judiciário desse fórum é formado em


advocacia.

(B) todos assistentes judiciários desse fórum não são formados em


advocacia.

(C) ninguém formado em advocacia é assistente judiciário desse


fórum.

(D) alguém formado em advocacia é assistente judiciário desse


fórum.

(E) algum assistente judiciário desse fórum não é formado em


advocacia.

36. (FUNDATEC) Dado que as proposições “Eu fiz o curso.” e “Eu estudei muito.” são verdadeiras e que “Estive
presente em todas as aulas.” é falsa, qual das alternativas a seguir representa uma proposição verdadeira?

(A) Se estudei muito, então não fiz o curso.

(B) Se eu fiz o curso, então estive presente em todas as aulas.

(C) Eu fiz o curso ou estudei muito, mas estive presente em todas as aulas.

(D) Se estudei muito e fiz o curso, então estive presente em todas as aulas.

(E) Se estive presente em todas as aulas, então eu fiz o curso e estudei muito.

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37. (FUNDATEC) A afirmação "Se chove ou faz sol, então jogo bola"
sendo falsa, nos permite concluir como verdadeiro, que

(A) chove.

(B) faz sol.

(C) não jogo bola.

(D) não chove.

(E) não chove e não faz sol.

38. (ESAF – ANAC 2016) Considere verdadeiras as premissas a seguir:

– Se Paulo é médico, então Sandra não é estudante.

– Se Sandra não é estudante, então Ana é secretária.

– Ou Ana não é secretária, ou Marina é enfermeira.

– Marina não é enfermeira.

Logo, pode-se concluir que:

(A) Paulo é médico ou Ana é secretária.

(B) Sandra é estudante e Paulo é médico.

(C) Ana não é secretária e Sandra não é estudante.

(D) Paulo é médico ou Ana não é secretária.

(E) Sandra não é estudante e Paulo é médico.

39. (FUNDATEC) A negação da afirmação "Se tem sol, então faz


calor" é dada por

(A) tem sol ou não faz calor.

(B) não tem sol e não faz calor.

(C) não tem sol e faz calor.

(D) se não tem sol, então não faz calor.

(E) tem sol e não faz calor.

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40. (ESAF – ANAC 2016 – Técnico) A proposição “se o voo está


atrasado, então o aeroporto está fechado para decolagens” é
logicamente equivalente à proposição:

(A) o voo está atrasado e o aeroporto está fechado para decolagens.

(B) o voo não está atrasado e o aeroporto não está fechado para
decolagens.

(C) o voo está atrasado, se e somente se, o aeroporto está fechado


para decolagens.

(D) se o voo não está atrasado, então o aeroporto não está fechado
para decolagens.

(E) o voo não está atrasado ou o aeroporto está fechado para


decolagens.

41. (FUNDATEC) Dada a proposição: “Se João trabalha longe de casa


e tem carro, então ele não chega atrasado ao trabalho.” Sua
contrapositiva é

(A) “Se João não trabalha longe de casa e não tem carro, então ele
chega atrasado ao trabalho.”

(B) “Se João não chega atrasado ao trabalho, então ele trabalha
longe de casa e tem carro.”

(C) “Se João não trabalha longe de casa ou tem carro, então ele
chega atrasado ao trabalho.”

(D) “Se João trabalha longe de casa ou não tem carro, então ele não
chega atrasado ao trabalho.”

(E) Se João chega atrasado ao trabalho, então ele não trabalha longe
de casa ou não tem carro.”

42. (FUNDATEC – PGE RS 2014) Considerando-se que a proposição


“a prova é longa” é verdadeira e que a proposição “ele não terminou
a prova” é falsa, então NÃO é verdade que:

(A) Se a prova é longa, então ele não terminou a provou.

(B) Ou ele terminou a prova, ou a prova não é longa.

(C) Se a prova não é longa, então ele não terminou a prova.

(D) Se ele não terminou a prova, então a prova não é longa.

(E) A prova é longa, ou ele não terminou a prova.

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43. (ESAF) A negação da proposição “se Paulo estuda, então Marta é


atleta” é logicamente equivalente à proposição

(A) Paulo não estuda e Marta não é atleta.

(B) Paulo estuda e Marta não é atleta.

(C) Paulo estuda ou Marta não é atleta.

(D) se Paulo não estuda, então Marta não é atleta.

(E) Paulo não estuda ou Marta não é atleta.

44. (ESAF) A proposição “Paulo é médico ou Ana não trabalha” é


logicamente equivalente a:

(A) Se Ana trabalha, então Paulo é médico.

(B) Se Ana trabalha, então Paulo não é médico.

(C) Paulo é médico ou Ana trabalha.

(D) Ana trabalha e Paulo não é médico.

(E) Se Paulo é médico, então Ana trabalha.

45. (FUNDATEC – PGE RS 2014) Considerando as seguintes


sentenças:

I. Está chovendo.

II. Pedro é médico ou Paula é engenheira.

III. Faça o seu trabalho em silêncio.

IV. Quem fez isso?

Analisando as sentenças acima, é correto afirmar que:

(A) Apenas II não é uma proposição.

(B) Apenas I e II são proposições.

(C) Apenas I e III não são proposições.

(D) I, III e IV não são proposições.

(E) I, II e III são proposições.

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46. (FGV) Considere como verdadeiras as sentenças a seguir.

I. Alguns matemáticos são professores.

II. Nenhum físico é matemático.

Então, é necessariamente verdade que

(A) algum professor é físico.

(B) nenhum professor é físico.

(C) algum físico é professor.

(D) algum professor não é físico.

(E) nenhum físico é professor.

47. (ESAF) Em uma cidade as seguintes premissas são verdadeiras:

Nenhum professor é rico. Alguns políticos são ricos.

Então, pode-se afirmar que:

(A) Nenhum professor é político.

(B) Alguns professores são políticos.

(C) Alguns políticos são professores.

(D) Alguns políticos não são professores.

(E) Nenhum político é professor.

48. (ESAF) Se Marta é estudante, então Pedro não é professor. Se


Pedro não é professor, então Murilo trabalha. Se Murilo trabalha,
então hoje não é domingo. Ora, hoje é domingo. Logo,

(A) Marta não é estudante e Murilo trabalha.

(B) Marta não é estudante e Murilo não trabalha.

(C) Marta é estudante ou Murilo trabalha.

(D) Marta é estudante e Pedro é professor.

(E) Murilo trabalha e Pedro é professor.

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49. (ESAF) Considere a seguinte proposição: “Se chove ou neva,


então o chão fica molhado”. Sendo assim, pode-se afirmar que:

(A) Se o chão está molhado, então choveu ou nevou.

(B) Se o chão está molhado, então choveu e nevou.

(C) Se o chão está seco, então choveu ou nevou.

(D) Se o chão está seco, então não choveu ou não nevou.

(E) Se o chão está seco, então não choveu e não nevou.

50. (FUNDATEC – SUSEPE RS 2014) Tomando como base a Tabela-Verdade a seguir, assinale a alternativa
correta.

I II III IV V VI VII VIII

P q ~p ~q pq p  ~q ~( p  ~q) ~p  q

1 V V F F V F V V

2 V F F V F V F F

3 F V V F V F V V

4 F F V V V F V V

(A) As colunas III e VI são contradições.

(B) As colunas V e VII são tautologias.

(C) As colunas VI e VIII são equivalentes.

(D) As colunas VII e VIII são equivalentes.

(E) As colunas IV e VII são contingências.

51. (ESAF) A afirmação “A menina tem olhos azuis ou o menino é loiro” tem como sentença logicamente
equivalente:

(A) se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis.

(B) se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro.

(C) se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro.

(D) não é verdade que se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro.

(E) não é verdade que se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis.

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52. (ESAF) A proposição p  (p  q) é logicamente equivalente à


proposição:

(A) p  q

(B) ~p

(C) p

(D) ~q

(E) p  q

53. (ESAF) A proposição composta p → p  q é equivalente à


proposição:

(A) p  q

(B) p  q

(C) p

(D) ~ p  q

(E) q

54. (ESAF) A afirmação: “João não chegou ou Maria está atrasada”


equivale logicamente a:

(A) Se João não chegou, Maria está atrasada.

(B) João chegou e Maria não está atrasada.

(C) Se João chegou, Maria não está atrasada.

(D) Se João chegou, Maria está atrasada.

(E) João chegou ou Maria não está atrasada.

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PROBLEMAS LÓGICOS

1. (FCC) Considere as figuras abaixo:

Seguindo o mesmo padrão de formação das dez primeiras figuras dessa sequência, a décima primeira figura é

(A) (C) (E)

(B) (D)

2. (VUNESP) Para enfeitar o pátio de um colégio para uma festa junina, um aluno confeccionou uma tira de
bandeirinhas coloridas, conforme mostra a figura.

Sabendo que as cores se repetem obedecendo sempre à mesma sequência das cores das cinco primeiras
bandeirinhas, então, a cor da 2016ª bandeirinha será o

(A) Amarelo.

(B) Verde.

(C) Azul.

(D) Laranja.

(E) Vermelho.

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3. (CETRO) Uma propriedade lógica define a sucessão: JUIZ, FARINHA, MACACO, ABELHA, MALETA, *.

Sendo assim, assinale a alternativa que substitui o asterisco corretamente:

(A) PALITO

(B) CABELO

(C) JILÓ

(D) LOUSA

(E) ELEFANTE

4. (AOCP – UFSM 2014) Se observarmos a sequência de palavras a seguir, perceberemos um padrão:

pá; luz; sofá, lápis, caneca,...

Qual seria a sétima palavra desta sequência?

(A) cadeira.

(B) xícara.

(C) televisão.

(D) ventilador.

(E) amendoim.

5. (FUNDATEC – CREA Paraná 2010) Uma calculadora apresenta um estranho defeito na tecla “x”, que normalmente
deveria executar a operação de multiplicação. Na tentativa de entender o defeito, Carlos fez as seguintes operações:

I. 2 x 3 e obteve como resultado o número 9.

II. 3 x 4 e obteve como resultado o número 16.

III. 4 x 3 e obteve como resultado o número 15.

IV. 6 x 7 e obteve como resultado o número 49.

Acreditando que os resultados acima são suficientes para descobrir o defeito, Carlos realizou a seguinte operação “8
x 6” e encontrou, como resultado,

(A) 48.

(B) 50.

(C) 51.

(D) 54.

(E) 60.

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6. (FUNDATEC – IRGA 2013 – Superior) Aldo, Breno e Cláudio são três amigos cujas profissões são advogado,
engenheiro e médico, mas não se sabe ao certo qual é a profissão de cada um deles. Sabe-se que apenas uma das
seguintes afirmações é verdadeira:

I. Aldo é advogado.

II. Breno não é médico.

III. Cláudio não é advogado.

Considerando os dados acima, as profissões de Aldo, Breno e Cláudio são, respectivamente:

(A) Médico, engenheiro e advogado.

(B) Médico, advogado e engenheiro.

(C) Engenheiro, médico e advogado.

(D) Engenheiro, advogado e médico.

(E) Advogado, médico e engenheiro.

7. Mariana, Letícia e Ana são primas e cada uma tem uma atividade de lazer preferida. Diante do exposto, analise as
informações abaixo.

I. As atividades de lazer são: bordar, ler e ir ao cinema.

II. Os doces preferidos das três primas são: sorvete, chocolate e bolo.

III. Mariana não borda e não gosta de ir ao cinema.

IV. A garota, cujo doce preferido é o sorvete, gosta de ir ao cinema.

V. O doce preferido de Ana é o bolo.

Com base nestas informações, é correto afirmar que

(A) Ana gosta de bordar.

(B) o doce preferido de Letícia é o chocolate.

(C) o doce preferido de Mariana é o sorvete.

(D) Ana gosta de ir ao cinema.

(E) Letícia gosta de ler.

Marina Letícia Ana

Lazer

Doce

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8. Três amigos foram juntos a uma loja de brinquedos. O vendedor que os atendeu notou que um era paulista, o
outro carioca e o outro, mineiro. Ele sabia que o nome dos garotos eram Breno, Elias e Silvio e que cada um deles
gostava de um dos brinquedos: carrinho, bola e videogame. Durante o tempo que estiveram na loja eles deram as
seguintes informações:

O paulista: “Não gosto de bola nem de videogame”.

O carioca: “Meu nome não é Elias nem Silvio”.

O mineiro: “Nem eu, nem Elias gostamos de bola”.

O vendedor, corretamente, concluiu que o

(A) paulista é Elias e ele gosta de carrinho.

(B) mineiro é Silvio e ele gosta de bola.

(C) paulista é Silvio e ele gosta de videogame.

(D) carioca é Breno e ele gosta de videogame.

(E) mineiro é Elias e ele gosta de carrinho.

Breno Elias Sílvio

Estado

Brinquedo

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9. Vera, Ana e Sueli são irmãs e costumam estudar juntas. Mas quando elas vão estudar, é difícil decidirem qual a
matéria que estudam primeiro, pois cada uma delas prefere uma matéria diferente. Analise as informações abaixo.

I. As matérias preferidas são: Matemática, Português e Ciências;

II. Os namorados das três irmãs são: Júlio, Sandro e Felipe;

III. Vera não gosta de Matemática e nem de Ciências;

IV. A menina cujo namorado é Júlio, gosta de Ciências;

V. O namorado de Sueli é Felipe.

Com base nessas informações, é correto afirmar que

(A) o namorado de Ana é Júlio.

(B) o namorado de Vera é Júlio.

(C) Ana prefere estudar Matemática.

(D) Sueli prefere estudar Ciências.

(E) o namorado de Vera não é Sandro.

Vera Ana Sueli

Matéria

Namorado

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS – PROBLEMAS LÓGICOS

01. (MPRS 2016 – Agente Administrativo) Considere os seis


primeiros termos da sequência de números naturais 3, 4, 7, 11,
18, 29 na qual foi utilizado um padrão de construção. Seguindo
esse padrão de construção, o oitavo termo dessa sequência é

(A) 75.

(B) 76.

(C) 77.

(D) 78.

(E) 79.

02. (FUNDATEC – SEFAZ RS 2014) O próximo número da


sequência 32, 63, 125, 249, é

(A) 497.

(B) 476.

(C) 398.

(D) 354.

(E) 297.

03. (FUNDATEC – SEFAZ RS 2014 – Auditor Fiscal da Receita


Estadual) O próximo número da sequência 120, 210, 390, 750, é

(A) 1.470.

(B) 1.530.

(C) 1.610.

(D) 1.720.

(E) 1.830.

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04. (FUNDATEC – SEFAZ RS 2014 – TTRE) João possui 6 pares


de meias, todos de cores diferentes. Sabe-se que ele guarda
suas meias misturadas em uma gaveta, sem agrupá-las em
pares. Certo dia, ele tentou retirar suas meias no escuro. Para
garantir que ele pegou um par da mesma cor, qual foi a
quantidade mínima de meias que ele retirou da gaveta?

(A) 2.

(B) 5.

(C) 6.

(D) 7.

(E) 9.

05. (LA SALLE – Pref. Canoas 2014) Em uma caixa escura estão
5 bolas azuis, 6 bolas brancas e 4 vermelhas. O número
mínimo de bolas que devem ser retiradas ao acaso, sem
reposição, de dentro desta caixa a fim de garantir que pelo
menos uma das bolas seja azul e duas sejam brancas entre as
bolas retiradas é igual a:

(A) 12

(B) 11

(C) 10

(D) 9

(E) 3

06. (CESGRANRIO – BNDES 2013) Dentro de um pote, há 5


bombons embrulhados em papel azul, 6 embrulhados em
papel vermelho, e 7 embrulhados em papel verde. Quantos
bombons, no mínimo, devem ser retirados do pote, sem que
se veja a cor do papel, para se ter certeza de haver retirado
dois bombons embrulhados em papéis de cores diferentes?

(A) 3

(B) 4

(C) 6

(D) 7

(E) 8

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07. (FGV) Observe, na figura a seguir, a sequência de


quadrados e numere-os, da esquerda para a direita, com os
números 1, 2, 3, 4, etc. até 2015.

O quadrado de número 2015 é:

08. (FCC) Francisco, Carlos e Roberto são os únicos


funcionários de um escritório, sendo um deles digitador, outro
montador de computadores e o outro programador. A ficha de
trabalho mostra que um dos funcionários tem 28 anos, outro
30 anos e outro 35 anos. O programador, que é amigo de
Carlos, não é o mais velho de todos. Roberto mexe em seu
trabalho com parafusos, placas, fontes, gabinetes e fios.

Sabe-se ainda que o funcionário mais novo é digitador.

Nas condições dadas, é correto afirmar que

(A) Francisco tem 30 anos e é digitador.

(B) Carlos tem 28 anos e é montador de computadores.

(C) Roberto tem 30 anos e é montador de computadores.

(D) Francisco tem 35 anos e é programador.

(E) Carlos tem 28 anos e é digitador.

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09. (FAURGS – HCPA 2015) Três pessoas, Ana, João e Maria,


possuem telefones celulares das marcas Apple, Samsung e
Motorola, não necessariamente nessa ordem. Um dos
telefones tem cor preta, outro é azul e um tem cor prata. O
telefone de Ana é da cor prata. O telefone de Maria é da
marca Motorola. O telefone de João não é preto e não é da
marca Samsung. Os donos com seus respectivos telefones e
cores são

(A) João-Apple-azul, Ana-Samsung-prata, Maria-Motorola-


preto.

(B) João-Apple-prata, Ana-Samsung-preto, Maria-Motorola-


azul.

(C) Ana-Samsung-prata, Maria-Apple-preto, João-Motorola-


azul.

(D) Ana-Motorola-prata, João-Apple-azul, Maria-Samsung-


preto.

(E) Maria-Motorola-preto, João-Apple-prata, Ana-Samsung-


azul.

10. (FGV) Alberto, Bernardo e Camilo trabalham em uma obra.


Um deles é eletricista, outro é marceneiro e outro pintor, não
necessariamente nessa ordem. Quando o novo supervisor
perguntou sobre suas qualificações eles disseram:

• Alberto: — Eu sou eletricista.

• Bernardo: — Alberto não é marceneiro.

• Camilo: — Bernardo não é pintor.

Sabe‐se que das três declarações acima, somente uma é


verdadeira.

É correto concluir que

(A) Camilo é eletricista.

(B) Bernardo é marceneiro.

(C) Alberto é eletricista.

(D) Camilo é pintor.

(E) Bernardo disse a verdade.

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11. (LA SALLE – Pref. Novo Hamburgo 2015 – Tesoureiro) Artur,


Beto e Carlos são amigos e possuem profissões diferentes.
Sabe-se que um deles é gaúcho, outro é baiano e o outro é
paranaense. Entre as profissões destes três amigos estão:
cantor, médico e professor. Além disso, sobre Artur, Beto e
Carlos é verdade que:

Quem é professor não nasceu no Rio Grande do Sul.

Carlos não nasceu no Paraná e não é médico.

Artur nasceu na Bahia, mas não é professor.

Neste contexto, é correto afirmar que:

(A) Carlos nasceu na Bahia.

(B) Artur é médico.

(C) Carlos é professor.

(D) Beto é gaúcho.

(E) Beto é cantor.

12. (FAURGS – HCPA 2015) A sequência de números a seguir


possui um padrão de construção.

1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, N, 34, 55

Utilizando esse padrão, o valor de N é

(A) 20.

(B) 21.

(C) 24.

(D) 30.

(E) 31.

13. (UFSC 2016) Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a frase.


2 7 11 19
, , , ,...
O próximo elemento da sequência 3 5 13 17 é
23 21 23
(A) 31 (B) 23 (C) 27
31 23
(D) 29 (E) 29

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14. (FGV) Considere a sequência infinita de letras que mantém


sempre o mesmo padrão de repetição.

"DOESANGUEDOESANGUEDOESANGUEDOESAN ..."

Nessa sequência, a posição 2013 é ocupada pela letra

(A) S.

(B) A.

(C) N.

(D) G.

(E) U.

15. (CETRO) Observe a seguinte sequência de palavras: “Já; até;


falei”. Elas seguem uma determinada lógica. Uma quarta
palavra que poderia dar continuidade lógica a essa sequência
poderia ser

(A) “Agora”.

(B) “Famosa”.

(C) “Janota”.

(D) “Engano”.

(E) “Apelido”.

16. (VUNESP) Na sequência numérica 3, 3, 6, 9, 15, 24, 39, 63,


..., o primeiro termo é o primeiro número 3. Mantida a
regularidade da sequência, é correto afirmar que o seu décimo
termo é igual a

(A) 165.

(B) 164.

(C) 163.

(D) 162.

(E) 161.

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17. (CETRO) A sequência de números a seguir foi composta, a


partir do 5º número, por uma regra. 3, 4, 5, 6, 18, 33, 62, 119,...
Assinale a alternativa que apresenta o próximo número da
sequência.

(A) 156.

(B) 192.

(C) 216.

(D) 232.

(E) 254.

18. (FCC – TRT 1ª região 2014) Um relógio adianta 40 segundos


a cada 4 horas. Outro relógio atrasa 15 segundos a cada 3
horas. Às 13 horas de um dia, os dois relógios foram acertados
e marcavam exatamente 13 horas. O tempo decorrido para
que os relógios apresentassem uma diferença de marcação de
um minuto e meio foi de

(A) 6 horas.

(B) 4 horas e meia.

(C) 5 horas.

(D) 5 horas e meia.

(E) 6 horas e meia.

19. (FCC – TCE SP 2015) O relógio A marca exatamente 1 hora e


25 minutos. No mesmo instante o relógio B marca exatamente
1 hora e 23 minutos. O relógio A é um relógio que atrasa 10
segundos por hora. O relógio B adianta 10 segundos por hora.
O tempo, medido corretamente, necessário para que o horário
do relógio B esteja 1 minuto e 30 segundos à frente do horário
do relógio A é de

(A) 10 horas e 30 minutos.

(B) 11 horas e 45 minutos.

(C) 9 horas e 20 minutos.

(D) 11 horas e 15 minutos.

(E) 10 horas e 20 minutos.

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20. (FCC – Conselho Nacional do MP 2015 – Analista) O mês


de fevereiro tem 28 dias em anos regulares e 29 dias em anos
bissextos. Em qualquer ano (regular ou bissexto), os meses de
abril, junho, setembro e novembro têm 30 dias, e os demais
meses têm 31 dias. Sabe-se, ainda, que nunca temos dois anos
consecutivos que sejam bissextos. Se 1º de janeiro de um ano
bissexto caiu em uma sexta-feira, o dia 1º de março do ano
seguinte cairá em uma

(A) quarta-feira.

(B) segunda-feira.

(C) sexta-feira.

(D) terça-feira.

(E) quinta-feira.

21. (CESGRANRIO) João, Marcelo e Carlos são três amigos. Um


deles é médico, outro é engenheiro e o terceiro é advogado.
Sabe-se, no entanto, que apenas uma das seguintes
afirmações é verdadeira:

A1 – João é médico.

A2 – Marcelo não é advogado.

A3 – Carlos não é médico.

Quais são, respectivamente, as profissões de João, Marcelo e


Carlos?

(A) advogado, engenheiro e médico

(B) advogado, médico e engenheiro

(C) engenheiro, advogado e médico

(D) engenheiro, médico e advogado

(E) médico, advogado e engenheiro

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22. (FCC – TRT 4ª região 2015 – Técnico Judiciário) Há um


diamante dentro de uma das três caixas fechadas e de cores
diferentes (azul, branca, cinza). A etiqueta da caixa azul diz “o
diamante não está aqui”, a da caixa branca diz “o diamante
não está na caixa cinza”, e a da caixa cinza diz “o diamante
está aqui”. Se apenas uma das etiquetas diz a verdade, então, a
caixa em que está o diamante e a caixa com a etiqueta que diz
a verdade são, respectivamente,

(A) branca e azul.

(B) cinza e cinza.

(C) cinza e azul.

(D) azul e branca.

(E) azul e cinza.

23. (FUNDATEC – SEFAZ RS 2014 – Técnico Tributário da


Receita Estadual) Luís, Manuel e Clóvis são três amigos cujas
profissões são motorista, porteiro e faxineiro, mas não se sabe
ao certo qual é a profissão de cada um deles.

Sabe-se, no entanto, que apenas uma das seguintes


afirmações é verdadeira:

I. Luís é motorista.

II. Manuel não é faxineiro.

III. Clóvis não é motorista.

As profissões de Luís, Manuel e Clóvis são, respectivamente,

(A) faxineiro, porteiro e motorista.

(B) faxineiro, motorista e porteiro.

(C) porteiro, faxineiro e motorista.

(D) porteiro, motorista e faxineiro.

(E) motorista, faxineiro e porteiro.

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24. (IDECAN – AGU 2014) Observe a sequência de palavras:

Quarto, safar, solidão, decente, Sócrates, topázio, ?

A palavra que substitui, logicamente, o ponto de interrogação


(?) é

(A) topete.

(B) querida.

(C) dormente.

(D) somatório.

(E) salamandra.

25. (VUNESP 2016) Observe os 18 primeiros termos de uma


sequência:

#, &, %, *, $, @, #, &, %, *, $, @, #, &, %, *, $, @, ...

Mantendo-se o mesmo padrão, o símbolo que aparecerá


menos vezes do 1º ao 983º termo dessa sequência será

(A) %

(B) @

(C) *

(D) $

(E) #

26. (FGV) A sequência 2, 2, 1, 5, 5, 5, 5, 5, 2, 2, 1, 5, 5, 5, 5, 5,


2, ... mantém o padrão apresentado indefinidamente.

A soma dos 2015 primeiros termos dessa sequência é:

(A) 7560

(B) 7555

(C) 7550

(D) 7545

(E) 7540

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27. (FCC – TRT 16ª região 2014 – Analista judiciário) Uma urna
contém 14 bolas vermelhas, 15 pretas, 5 azuis e 11 verdes.
Retirando-se ao acaso uma bola por vez dessa urna, o número
mínimo de retiradas para se ter certeza que uma bola azul
esteja entre as que foram retiradas é

(A) 6.

(B) 20.

(C) 1.

(D) 41.

(E) 40.

28. (FCC) Sabe-se que os termos da sequência (8, 9, 12, 13, 15,
16, 19, 20, 22, 23, 26, ...) foram obtidos segundo uma lei de
formação. De acordo com essa lei, o 13º termo dessa
sequência é um número

(A) par.

(B) primo.

(C) divisível por 3.

(D) múltiplo de 4.

(E) quadrado perfeito.

29. (FGV) Raul, Sérgio e Tiago vestem camisas de cores


diferentes. Um veste camisa verde, outro camisa amarela e
outro, camisa azul. Suas gravatas são também nas cores verde,
amarela e azul, cada gravata de uma cor. Somente Raul tem
camisa e gravata da mesma cor, nenhuma das duas peças de
Sérgio é azul e a gravata de Tiago é amarela.

Com base no fragmento acima, é correto concluir que

(A) a camisa de Tiago é azul.

(B) a camisa de Raul é verde.

(C) a gravata de Sérgio é azul.

(D) a camisa de Sérgio é amarela.

(E) a gravata de Raul não é azul.

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30. (FUNDATEC – SEFAZ RS 2014) Em uma caixa, havia várias


bolas coloridas, sendo 8 pretas, 7 amarelas, 4 vermelhas, 3
azuis e 2 brancas. Retirando-se quatro dessas bolas e
sabendo-se que nenhuma delas era preta, nem branca e nem
amarela, pode-se afirmar que:

(A) Pelo menos uma e vermelha.

(B) Duas são vermelhas e duas são azuis.

(C) Três são vermelhas e uma e azul.

(D) Pelo menos uma e azul.

(E) São todas da mesma cor.

31. (FCC) Três irmãs caminham pelo parque de mãos dadas.


Cada irmã traz uma fita amarrada ao cabelo, nas seguintes
cores: verde, rosa e amarela. Elas usam vestidos destas mesmas
três cores, mas somente Lúcia usa um vestido da mesma cor
da fita presa no cabelo. Nem a fita nem o vestido de Sílvia são
amarelos. Márcia usa um vestido verde. Deste modo,

(A) a fita de Sílvia é verde e a de Lúcia é rosa.

(B) a fita de Márcia é amarela e seu vestido é rosa.

(C) a fita de Lúcia é rosa e o vestido de Márcia é verde.

(D) o vestido de Sílvia é rosa e a fita de Lúcia é amarela.

(E) o vestido de Lúcia é rosa e a fita de Márcia é verde.

32. (AOCP) Três amigas estão almoçando. Os brincos de uma


delas é preto, o de outra é de pedras vermelhas e o de outra é
dourado. Os vestidos dessas amigas são das mesmas cores
que os brincos, mas somente Gisele está com vestido e brincos
das mesmas cores. Nem o brinco e nem o vestido de Márcia
são dourados. Patrícia está com o vestido preto. Sendo assim,

(A) Gisele está com vestido e brincos vermelhos.

(B) Patrícia está com vestido vermelho e brincos pretos.

(C) Márcia está com vestido preto e brincos vermelhos.

(D) Márcia está com o vestido dourado.

(E) Patrícia está com o vestido preto e brincos vermelhos.

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33. (FGV) Raul, Sérgio e Tiago vestem camisas de cores


diferentes. Um veste camisa verde, outro camisa amarela e
outro, camisa azul. Suas gravatas são também nas cores verde,
amarela e azul, cada gravata de uma cor. Somente Raul tem
camisa e gravata da mesma cor, nenhuma das duas peças de
Sérgio é azul e a gravata de Tiago é amarela. Com base no
fragmento acima, é correto concluir que

(A) a camisa de Tiago é azul.

(B) a camisa de Raul é verde.

(C) a gravata de Sérgio é azul.

(D) a camisa de Sérgio é amarela.

(E) a gravata de Raul não é azul.

34. (FCC – TJ Amapá – Analista Judiciário 2014) Bruno criou um


código secreto para se comunicar por escrito com seus
amigos. A tabela mostra algumas palavras traduzidas para esse
código.

Palavra Tradução no código de Bruno

POTE QNUD

TERRA UDSQB

CERA DDSZ

FOGUEIRA GNHTFHSZ

A palavra MEL, no código de Bruno, seria traduzida como

(A) LDK.

(B) NFM.

(C) LFK.

(D) NDM.

(E) OGN.

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35. (FUNDATEC – SEFAZ RS 2014 – TTRE) No dia 20/02/2012,


uma segunda-feira, João marcou no calendário a quantidade
de dias que ainda faltavam para as suas férias, que deveriam
ter início no dia 23/04/2012. Desse modo, as férias de João
iniciarão em

(A) um domingo.

(B) uma segunda-feira.

(C) uma quarta-feira.

(D) uma sexta-feira.

(E) um sábado.

36. (FCC – CNMP 2015) O mês de fevereiro tem 28 dias em


anos regulares e 29 dias em anos bissextos. Em qualquer ano
(regular ou bissexto), os meses de abril, junho, setembro e
novembro têm 30 dias, e os demais meses têm 31 dias. Sabe-
se, ainda, que nunca temos dois anos consecutivos que sejam
bissextos. Se 1º de janeiro de um ano bissexto caiu em uma
sexta-feira, o dia 1º de março do ano seguinte cairá em uma

(A) quarta-feira.

(B) segunda-feira.

(C) sexta-feira.

(D) terça-feira.

(E) quinta-feira.

37. (FGV – MRE 2016) Em certo ano, o dia 31 de dezembro caiu em um domingo e, em um reino distante, o rei
fez o seguinte pronunciamento:

“Como as segundas-feiras são dias horríveis, elas estão abolidas a partir de hoje. Assim, em nosso reino, cada
semana terá apenas 6 dias, de terça-feira a domingo. Portanto, como hoje é domingo, amanhã, o primeiro dia
do ano novo, será terça-feira.”

O ano novo não foi bissexto. Então, nesse reino distante, o dia de Natal (25 de dezembro) desse ano caiu em:

(A) uma terça-feira;

(B) uma quarta-feira;

(C) uma quinta-feira;

(D) uma sexta-feira;

(E) um sábado.

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38. (FCC – TRT 2ª região 2014 – Técnico Judiciário) Um jogo eletrônico fornece, uma vez por dia, uma arma
secreta que pode ser usada pelo jogador para aumentar suas chances de vitória. A arma é recebida mesmo nos
dias em que o jogo não é acionado, podendo ficar acumulada. A tabela mostra a arma que é fornecida em cada
dia da semana.

Considerando que o dia 1º de janeiro de 2014 foi uma 4ª feira e que tanto 2014 quanto 2015 são anos de 365
dias, o total de bombas coloridas que um jogador terá recebido no biênio formado pelos anos de 2014 e 2015 é
igual a

(A) 312. (B) 313. (C) 156. (D) 157. (E) 43.

39. (FGV) Para codificar uma palavra de quatro letras podemos utilizar o método descrito a seguir.

• Substitui-se cada letra da palavra pelo número correspondente da Tabela de conversão acima. Escrevendo
todos os algarismos juntos, o resultado é um número de 8 algarismos.

• O número obtido no item anterior é somado com a chave 12345678. O resultado é a palavra codificada.

Exemplo: Codificação da palavra BODE.

• A Tabela de conversão aplicada às quatro letras fornece o número 39264142.

• Somando com a chave temos 39264142 + 12345678 = 51609820.

• A palavra BODE codificada é escrita assim: [51609820].

Uma palavra foi codificada e o resultado é [62610616].

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Essa palavra é

(A) MOLA

(B) MICO

(C) LATA

(D) LIXO

(E) NABO

40. (FCC – TRT 19ª região – Técnico Judiciário 2014) Jorge é o


funcionário responsável por criar uma senha mensal de acesso
ao sistema financeiro de uma empresa. A senha deve ser
criada com 8 caracteres alfanuméricos. Jorge cria as senhas
com um padrão dele e não divulgou. Observe as senhas de
quatro meses seguidos.

Janeiro: 008CA511
Fevereiro: 014DB255
Março: 026EC127
Abril: 050FD063

Jorge informou que as senhas seguem um padrão sequencial,


mês a mês. Sendo assim, a única alternativa que contém 3
caracteres presentes na senha preparada para o mês de Junho
é

(A) 1 – I – 6

(B) 9 – H – 5

(C) 1 – G – 2

(D) 4 – F – 3

(E) 8 – J – 1

41. (LA SALLE – COREN RS 2015 – Assistente Administrativo) Em uma urna estão 10 bolas idênticas numeradas de
01 a 10. Qual o número mínimo de bolas que devem ser retiradas desta urna ao acaso, sem reposição, de modo
que exista a garantia de que pelo menos uma das bolas retiradas esteja numerada com um número par maior
que 04?
(A) 02 bolas.
(B) 05 bolas.
(C) 06 bolas.
(D) 07 bolas.
(E) 08 bolas.

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42. (FCC – ELETROSUL 2016 – Administrador) Em um salão


estão presentes 25 pessoas. O menor número de pessoas que
devem entrar no salão para que tenhamos nele, com certeza,
pelo menos cinco pessoas que fazem aniversário em um
mesmo mês é igual a

(A) 24.

(B) 34.

(C) 23.

(D) 13.

(E) 14.

43. (VUNESP) Analise a sequência apresentada.

Considerando que a regra de formação das figuras seguintes


permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura que
ocuparia a 89ª posição dessa sequência é

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44. (LA SALLE – FHGV 2016) Em uma caixa escura, estão 3


bolas verdes, 2 bolas brancas, 7 bolas pretas e 3 bolas
amarelas, distintas apenas pela cor. É correto afirmar que o
número mínimo de bolas que devem ser retiradas ao acaso
desta caixa, a fim de garantir que pelo menos uma das bolas
retiradas seja preta, é igual a:

(A) 15

(B) 13

(C) 09

(D) 08

(E) 07

45. (FCC – TJ Amapá – Técnico Judiciário 2014) Cada termo da


sequência a seguir é formado por seis vogais: (AAAEEI; EEEIIO;
IIIOOU; OOOUUA; UUUAAE; AAAEEI; EEEIIO; . . . ).
Mantido o mesmo padrão de formação da sequência, se forem
escritos os 12º, 24º, 36º e 45º termos, o número de vezes que
a vogal U será escrita nesses termos é igual a
(A) 1.
(B) 6.
(C) 5.
(D) 2.
(E) 3.

46. (FCC – TRF 4ª região 2014 – Técnico Judiciário TI)


2 3 4 5
Considere a sequência: ; ; ; ;... . A diferença entre o
5 7 9 11
número 2 e o 12º termo dessa sequência é igual a

38
(A) .
25

44
(B) .
29

41
(C) .
27

3
(D) .
5

11
(E) .
12

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47. (LA SALLE – FHGV 2016) Amanda, Bruno e César vão viajar
para locais diferentes, utilizando meios de transportes
diferentes. Sobre eles e suas viagens, sabe-se que:

• Amanda não viajou de avião, mas um deles utilizou


este meio de transporte.

• Quem viajou para o Uruguai foi de carro.

• Um deles viajou para Santa Catarina, mas não foi de


ônibus.

• César viajou de ônibus.

• Algum deles viajou para a Argentina.

Neste contexto, é correto afirmar que:

(A) César viajou para o Uruguai.

(B) Amanda viajou de ônibus.

(C) Bruno viajou para Santa Catarina.

(D) Amanda viajou para a Argentina.

(E) César viajou para Santa Catarina.

48. (VUNESP) Observe alguns elementos de uma sequência de


figuras:

A partir da figura 6, essa sequência repete, sempre, a ordem


das figuras apresentadas, ou seja, a figura 6 é igual à figura 1, a
figura 7 é igual à figura 2, a figura 8 é igual à figura 3, e assim
por diante. Supondo que as figuras sejam impressas em
transparências, sobrepondo-se a figura 180 à figura 278 dessa
sequência, a figura resultante será:

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49. (FCC – DPE SP 2015) Observe os cinco primeiros termos da seguinte sequência numérica:

Mantido o mesmo padrão descrito por esses termos, o 2015º termo dessa sequência será igual a

(A) −19.

(B) −2008.

(C) 2008.

(D) −109.

(E) 109.

50. (FGV) Na sequência , o símbolo que ocupa a 73ª


posição é

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

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51. (FUNDATEC – IPASEM 2016) O próximo número de quatro


algarismos distintos da sequência numérica abaixo é:

1234, 2345, 3456, 4567

(A) 5678

(B) 5679

(C) 3459

(D) 4568

(E) 4569

52. (FUNDATEC – IPASEM 2016) A alternativa correta para a


sucessão de palavras abaixo é:

Abóbora, beterraba, cenoura, ervilha, feijão.

(A) Gengibre, inhame, jiló.

(B) Pepino, moranga, alface.

(C) Gavião, macaco, pato.

(D) Milho, pepino, quiabo.

(E) Vagem, soja, repolho.

53. (FUNCAB 2016) Ana, Maria e Severina são amigas e trabalham no mesmo hospital. Uma delas é médica,
outra enfermeira e a outra psicóloga. Cada uma delas viajou para uma cidade diferente no Carnaval de 2016:
uma delas foi para o Rio de Janeiro, outra foi para Salvador e a outra foi para São Luís.

Considere as afirmações a seguir:

- A médica: não viajei pra Salvador nem para São Luís.

- A enfermeira: meu nome não é Maria e nem Severina.

- A psicóloga: nem eu nem Maria viajamos para Salvador.

De acordo com as afirmações anteriores pode-se concluir que:

(A) a médica é Severina e viajou para São Luís.

(B) a psicóloga é Severina e viajou para Salvador.

(C) a enfermeira é Ana e viajou para São Luís.

(D) a médica é Maria e viajou para o Rio de Janeiro

(E) a psicóloga é Ana e viajou para São Luís.

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54. (FCC – TRT 24ª região 2017 – Analista) Uma sequência


pode ser criada com a seguinte regra: escolhe-se um número
natural maior que 100, para ser o primeiro termo dessa
sequência. Se o termo da sequência é um número natural PAR,
o termo seguinte deverá ser a metade desse número PAR; se o
termo da sequência for um número natural ÍMPAR, deve-se
somar 13 a esse número ÍMPAR e em seguida calcular a
metade dessa soma para obter o termo seguinte. Segue um
exemplo: se um termo da sequência é o número 137, que é
ÍMPAR, o termo seguinte será 75, que é a metade da soma
entre 137 e 13.

O 8º termo de uma sequência, criada com essa regra e com


termo inicial igual a 4855, é

(A) 35

(B) 75

(C) 118

(D) 49

(E) 93

55. (FCC – TCE CE 2015 – Técnico de Controle Externo)


Observe a sequência (7; 5; 10; 8; 16; 14; 28; 26; 52; . . .).
Considerando que a sequência continue com a mesma lei de
formação, a diferença entre o 16º e o 13º termos dessa
sequência, nessa ordem, é igual a

(A) 190.

(B) −2.

(C) 192.

(D) 290.

(E) 576.

56. (FCC – AL RN 2013) Na sequência (4; 11; 32; 95; . . .) a


diferença entre o 6º e o 4º termo é, nessa ordem, igual a

(A) 280.

(B) 637.

(C) 756.

(D) 189.

(E) 567.

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57. (FUNDATEC) Considere a seguinte sequência de palavras:


segurança, terminal, quantidade, quimera, sexagenário,
sabonete, ...

Das alternativas seguintes, a palavra que completa de forma


lógica a sequência acima é

(A) determinação.

(B) transporte.

(C) auditoria.

(D) dominado.

(E) tradição.

58. (VUNESP – TJ SP 2017) Na sequência numérica 2, 3, 5, 9, 17,


33, 65, 129, ..., mantida a ordem preestabelecida, o próximo
elemento é

(A) 273.

(B) 257.

(C) 249.

(D) 281.

(E) 265.

59. (CETRO) Em uma gaveta, há papéis de 3 cores diferentes.


São 18 papéis amarelos, 32 papéis azuis e 15 papéis verdes. O
número mínimo de papéis que devem ser retirados para que
se possa garantir que, entre os retirados, haja pelo menos 5 da
mesma cor é

(A) 14.

(B) 13.

(C) 12.

(D) 11.

(E) 10.

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60. (CETRO) Analise as palavras abaixo, que formam uma


sucessão lógica e, em seguida, assinale a alternativa que
preenche corretamente a lacuna.

NENHUM, FREGUÊS, BRINCO, REPETE, PROMOVE, ___________.

(A) BRONZE.

(B) LIXO.

(C) MENINO.

(D) CHAVEIRO.

(E) HEROI.

1–B 16 – A 31 – D 46 – C
2–A 17 – D 32 – E 47 – C
3–A 18 – A 33 – D 48 – B
4–D 19 – A 34 – D 49 – D
5–B 20 – A 35 – B 50 – A
6–E 21 – A 36 – A 51 – A
7–B 22 – D 37 – E 52 – A
8–C 23 – A 38 – B 53 – D
9–A 24 – B 39 – A 54 – D
10 – D 25 – B 40 – B 55 – A
11 – B 26 – B 41 – E 56 – C
12 – B 27 – D 42 – A 57 – C
13 – E 28 – B 43 – A 58 – B
14 – C 29 – D 44 – C 59 – B
15 – E 30 – A 45 – C 60 – A

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e parágrafos do Código Penal), conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 101 a 110
da Lei nº 9.610, de 19/02/98 – Lei dos Direitos Autorais).

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA - Técnico Legislativo
LEGISLAÇÃO
• Lei Complementar Nº 10.098/94____________________________________________ 03

• Regimento Interno da Assembleia Legislativa do RS_______________________ 60

• Lei Nº 14.688/94 (Link)______________________________________________________ 126


ASSEMBLEIA
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LEGISLATIVA
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PROGRAMA
1. Lei Complementar Estadual nº 10.098, de 03 de fevereiro de 1994, que dispõe sobre o Estatuto e Regime
Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado do Rio Grande do Sul.

2. Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Rio grande do Sul – Resolução 2.288/1991 e suas
alterações posteriores.

3. Lei nº 14.688/2015 – Institui o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos e reorganiza o quadro de pessoal
efetivo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências.

LEI COMPLEMENTAR Nº 10.098/94


Dispõe sobre o estatuto e regime jurídico único dos servidores públicos civis do Estado do Rio Grande do Sul.

TÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º - Esta lei dispõe sobre o estatuto e o regime jurídico dos servidores públicos civis do Estado do Rio Grande
do Sul, excetuadas as categorias que, por disposição constitucional, devam reger-se por estatuto próprio.

Art. 2º - Para os efeitos desta lei, servidor público é a pessoa legalmente investida em cargo público.

Art. 3º - Cargo público é o criado por lei, em número certo, com denominação própria, consistindo em conjunto
de atribuições e responsabilidades cometidas a um servidor, mediante retribuição pecuniária paga pelos cofres
públicos.

Art. 4º - Os cargos públicos estaduais, acessíveis a todos os brasileiros que preencham os requisitos legais para a
investidura e aos estrangeiros na forma da Lei Complementar, são de provimento efetivo e em comissão.

§ 1º - Os cargos em comissão, de livre nomeação e exoneração, não serão organizados em carreira.

§ 2º - Os cargos em comissão, preferencialmente, e as funções gratificadas, com atribuições definidas de chefia,


assistência e assessoramento, serão exercidos por servidores do quadro permanente, ocupantes de cargos técnicos
ou profissionais, nos casos e condições previstos em lei.

Art. 5º - Os cargos de provimento efetivo serão organizados em carreira, com promoções de grau a grau,
mediante aplicação de critérios alternados de merecimento e antigüidade.

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Parágrafo único - Poderão ser criados cargos isolados quando o número não comportar a organização em carreira.

Art. 6º - A investidura em cargo público de provimento efetivo dependerá de aprovação prévia em concurso
público de provas ou de provas e títulos.

Parágrafo único - A investidura de que trata este artigo ocorrerá com a posse.

Art. 7º - São requisitos para ingresso no serviço público:

I - possuir a nacionalidade brasileira;

II - estar quite com as obrigações militares e eleitorais;

III - ter idade mínima de dezoito anos;

IV - possuir aptidão física e mental;

V - estar em gozo dos direitos políticos;

VI - ter atendido às condições prescritas para o cargo.

§ 1º - De acordo com as atribuições peculiares do cargo, poderão ser exigidos outros requisitos a serem
estabelecidos em lei.

§ 2º - A comprovação de preenchimento dos requisitos mencionados no “caput” dar-se-á por ocasião da posse.

§ 3º - Para efeitos do disposto no inciso IV do “caput” deste artigo será permitido o ingresso no serviço público
estadual de candidatos portadores das doenças referidas no § 1º, do artigo 158 desta Lei, desde que:

I - apresentem capacidade para o exercício da função pública para a qual foram selecionados, no momento da
avaliação médico-pericial;

II - comprovem, por ocasião da avaliação para ingresso e no curso do estágio probatório, acompanhamento clínico
e adesão ao tratamento apropriado nos padrões de indicação científica aprovados pelas autoridades de saúde.

Art. 8º - Precederá sempre, ao ingresso no serviço público estadual, a inspeção médica realizada pelo órgão de
perícia oficial.

§ 1º - Poderão ser exigidos exames suplementares de acordo com a natureza de cada cargo, nos termos da lei.

§ 2º - Os candidatos julgados temporariamente inaptos poderão requerer nova inspeção médica, no prazo de 30
(trinta) dias, a contar da data que dela tiverem ciência.

Art. 9º - Integrará a inspeção médica de que trata o artigo anterior, o exame psicológico, que terá caráter
informativo.

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TÍTULO II

DO PROVIMENTO, PROMOÇÃO, VACÂNCIA, REMOÇÃO E REDISTRIBUIÇÃO

CAPÍTULO I

DO PROVIMENTO

Art. 10 - São formas de provimento de cargo público:

I - nomeação;

II - readaptação;

III - reintegração;

IV - reversão;

V - aproveitamento;

VI - recondução.

CAPÍTULO II

DO RECRUTAMENTO E SELEÇÃO

Seção I

Disposições Gerais

Art. 11 - O recrutamento é geral e destina-se a selecionar candidatos, através de concurso público para
preenchimento de vagas existentes no quadro de lotação de cargos dos órgãos integrantes da estrutura
organizacional do Estado.

Seção II

Do Concurso Público

Art. 12 - O concurso público tem como objetivo selecionar candidatos à nomeação em cargos de provimento
efetivo, podendo ser de provas ou de provas e títulos, na forma do regulamento.

§ 1º - As condições para a realização do concurso serão fixadas em edital, que será publicado no Diário Oficial do
Estado e em jornal de grande circulação.

§ 2º - Não ficarão sujeitos a limite de idade os ocupantes de cargos públicos estaduais de provimento efetivo.

§ 3º - As provas deverão aferir, com caráter eliminatório, os conhecimentos específicos exigidos para o exercício do
cargo.

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§ 4º - Serão considerados como títulos somente os cursos ou atividades desempenhadas pelos candidatos, se
tiverem relação direta com as atribuições do cargo pleiteado, sendo que os pontos a eles correspondentes não
poderão somar mais de vinte e cinco por cento do total dos pontos do concurso.

§ 5º - Os componentes da banca examinadora deverão ter qualificação, no mínimo, igual à exigida dos candidatos, e
sua composição deverá ser publicada no Diário Oficial do Estado.

Art. 13 - O desempate entre candidatos aprovados no concurso em igualdade de condições, obedecerá aos
seguintes critérios:

I - maior nota nas provas de caráter eliminatório, considerando o peso respectivo;

II - maior nota nas provas de caráter classificatório, se houver, prevalecendo a que tiver maior peso;

III - sorteio público, que será divulgado através de edital publicado na imprensa, com antecedência mínima de 3
(três) dias úteis da sua realização.

Art. 14 - O prazo de validade do concurso será de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado, uma única vez, por
igual período, no interesse da Administração.

Parágrafo único - Enquanto houver candidatos aprovados em concurso público com prazo de validade não
expirado, em condições de serem nomeados, não será aberto novo concurso para o mesmo cargo.

Art. 15 - Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de concorrer nos concursos públicos para
provimento de cargos, cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras.

Parágrafo único - A lei reservará percentual de cargos e definirá critérios de admissão das pessoas nas condições
deste artigo.

CAPÍTULO III

DA NOMEAÇÃO

Art. 16 - A nomeação far-se-á:

I - em caráter efetivo, quando se tratar de candidato aprovado em concurso público para provimento em cargo
efetivo de carreira ou isolado;

II - em comissão, quando se tratar de cargo de confiança de livre exoneração.

Parágrafo único - A nomeação em caráter efetivo obedecerá rigorosamente à ordem de classificação dos
aprovados, ressalvada a hipótese de opção do candidato por última chamada.

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CAPÍTULO IV

DA LOTAÇÃO

Art. 17 - Lotação é a força de trabalho qualitativa e quantitativa de cargos nos órgãos em que, efetivamente,
devam ter exercício os servidores, observados os limites fixados para cada repartição ou unidade de trabalho.

§ 1º - A indicação do órgão, sempre que possível, observará a relação entre as atribuições do cargo, as atividades
específicas da repartição e as características individuais apresentadas pelo servidor.

§ 2º - Tanto a lotação como a relotação poderão ser efetivadas a pedido ou “ex-officio”, atendendo ao interesse da
Administração.

§ 3º - Nos casos de nomeação para cargos em comissão ou designação para funções gratificadas, a lotação será
compreendida no próprio ato.

CAPÍTULO V

DA POSSE

Art. 18 - Posse é a aceitação expressa do cargo, formalizada com a assinatura do termo no prazo de 15 (quinze)
dias, a contar da nomeação, prorrogável por igual período a pedido do interessado.

§ 1º - Quando se tratar de servidor legalmente afastado do exercício do cargo, o prazo para a posse começará a fluir
a partir do término do afastamento.

§ 2º - A posse poderá dar-se mediante procuração específica.

§ 3º - No ato da posse, o servidor deverá apresentar declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo,
emprego ou função pública.

Art. 19 - A autoridade a quem couber dar posse verificará, sob pena de responsabilidade, se foram cumpridas as
formalidades legais prescritas para o provimento do cargo.

Art. 20 - Se a posse não se der no prazo referido no artigo 18, será tornada sem efeito a nomeação.

Art. 21 - São competentes para dar posse:

I - o Governador do Estado, aos titulares de cargos de sua imediata confiança;

II - os Secretários de Estado e os dirigentes de órgão diretamente ligados ao chefe do Poder Executivo, aos seus
subordinados hierárquicos.

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CAPÍTULO VI

DO EXERCÍCIO

Art. 22 - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo e dar-se-á no prazo de até 30 (trinta) dias
contados da data da posse.

§ 1º - Será tornada sem efeito a nomeação do servidor que não entrar em exercício no prazo estabelecido neste
artigo.

§ 2º - Compete à chefia imediata da unidade administrativa onde for lotado o servidor, dar-lhe exercício e
providenciar nos elementos necessários à complementação de seus assentamentos individuais.

§ 3º - A readaptação e a recondução, bem como a nomeação em outro cargo, com a conseqüente exoneração do
anterior, não interrompem o exercício.

§ 4º - O prazo de que trata este artigo, para os casos de reintegração, reversão e aproveitamento, será contado a
partir da publicação do ato no Diário Oficial do Estado.

Art. 23 - O servidor removido ou redistribuído “ex-officio”, que deva ter exercício em outra localidade, terá 15
(quinze) dias para entrar em exercício, incluído neste prazo, o tempo necessário ao deslocamento para a nova sede.

Parágrafo único - Na hipótese de o servidor encontrar-se afastado do exercício do cargo, o prazo a que se refere
este artigo será contado a partir do término do afastamento.

Art. 24 - A efetividade do servidor será comunicada ao órgão competente mensalmente, por escrito, na forma do
regulamento.

Parágrafo único - A aferição da freqüência do servidor, para todos os efeitos, será apurada através do ponto, nos
termos do regulamento.

Art. 25 - O servidor poderá afastar-se do exercício das atribuições do seu cargo no serviço público estadual,
mediante autorização do Governador, nos seguintes casos:

I - colocação à disposição;

II - estudo ou missão científica, cultural ou artística;

III - estudo ou missão especial de interesse do Estado.

§ 1º - O servidor somente poderá ser posto à disposição de outros órgãos da administração direta, autarquias ou
fundações de direito público do Estado, para exercer função de confiança.

§ 2º - O servidor somente poderá ser posto à disposição de outras entidades da administração indireta do Estado ou
de outras esferas governamentais, para o exercício de cargo ou função de confiança.

§ 3º - Ficam dispensados da exigência do exercício de cargo ou função de confiança, prevista nos parágrafos
anteriores:

I - os afastamentos de servidores para o Sistema Único de Saúde;

II - os afastamentos nos casos em que haja necessidade comprovada e inadiável do serviço, para o exercício de
funções correlatas às atribuições do cargo, desde que haja previsão em convênio.

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§ 4º - Do pedido de afastamento do servidor deverá constar expressamente o objeto do mesmo, o prazo de sua
duração e, conforme o caso, se é com ou sem ônus para a origem.

Art. 26 - Salvo nos casos previstos nesta lei, o servidor que interromper o exercício por mais de 30 (trinta) dias
consecutivos será demitido por abandono de cargo, com base em resultado apurado em inquérito administrativo.

Art. 27 - O servidor preso para perquirição de sua responsabilidade em crime comum ou funcional será
considerado afastado do exercício do cargo, observado o disposto no inciso IV do artigo 80.

§ 1º - Absolvido, terá considerado este tempo como de efetivo exercício, sendo-lhe ressarcidas as diferenças
pecuniárias a que fizer jus.

§ 2º - No caso de condenação, e se esta não for de natureza que determine a demissão, continuará afastado até o
cumprimento total da pena.

CAPÍTULO VII

DO ESTÁGIO PROBATÓRIO

Art. 28 - Estágio probatório é o período de 2 (dois) anos em que o servidor, nomeado em caráter efetivo, ficará em
observação e durante o qual será verificada a conveniência ou não de sua confirmação no cargo, mediante a
apuração dos seguintes requisitos:

I - disciplina;

II - eficiência;

III - responsabilidade;

IV - produtividade;

V - assiduidade.

Parágrafo único - Os requisitos estabelecidos neste artigo, os quais poderão ser desdobrados em outros, serão
apurados na forma do regulamento.

Art. 29 - A aferição dos requisitos do estágio probatório processar-se-á no período máximo de até 20 (vinte)
meses, a qual será submetida à avaliação da autoridade competente, servindo o período restante para aferição final,
nos termos do regulamento.

§ 1º - O servidor que apresente resultado insatisfatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo
anteriormente ocupado, observado o disposto no parágrafo único do artigo 54.

§ 2º - Antes da formalização dos atos de que trata o § 1º, será dada ao servidor vista do processo correspondente,
pelo prazo de 5 (cinco) dias, para, querendo, apresentar sua defesa, que será submetida, em igual prazo, à
apreciação do órgão competente.

§ 3º - Em caso de recusa do servidor em ser cientificado, a autoridade poderá valer-se de testemunhas do próprio
local de trabalho ou, em caso de inassiduidade, a cientificação poderá ser por correspondência registrada.

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CAPÍTULO VIII

DA ESTABILIDADE

Art. 30 - O servidor nomeado em virtude de concurso, na forma do artigo 12, adquire estabilidade no serviço
público, após dois anos de efetivo exercício, cumprido o estágio probatório.

Art. 31 - O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado, ou
mediante processo administrativo em que lhe tenha sido assegurada ampla defesa.

CAPÍTULO IX

DO REGIME DE TRABALHO

Art. 32 - O Governador do Estado determinará, quando não discriminado em lei ou regulamento, o horário de
trabalho dos órgãos públicos estaduais.

Art. 33 - Por necessidade imperiosa de serviço, o servidor poderá ser convocado para cumprir serviço
extraordinário, desde que devidamente autorizado pelo Governador.

§ 1º - Consideram-se extraordinárias as horas de trabalho realizadas além das normais estabelecidas por jornada
diária para o respectivo cargo.

§ 2º - O horário extraordinário de que trata este artigo não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da carga
horária diária a que estiver sujeito o servidor.

§ 3º - Pelo serviço prestado em horário extraordinário, o servidor terá direito a remuneração, facultada a opção em
pecúnia ou folga, nos termos da lei.

Art. 34 - Considera-se serviço noturno o realizado entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) horas
do dia seguinte, observado o previsto no artigo 113.

Parágrafo único - A hora de trabalho noturno será computada como de cinqüenta e dois minutos e trinta segundos.

CAPÍTULO X

DA PROMOÇÃO

Art. 35 - Promoção é a passagem do servidor de um grau para o imediatamente superior, dentro da respectiva
categoria funcional.

Art. 36 - As promoções de grau a grau, nos cargos organizados em carreira, obedecerão aos critérios de
merecimento e antigüidade, alternadamente, na forma da lei, que deverá assegurar critérios objetivos na avaliação
do merecimento.

Art. 37 - Somente poderá concorrer à promoção o servidor que:

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I - preencher os requisitos estabelecidos em lei;

II - não tiver sido punido nos últimos 12 (doze) meses com pena de suspensão, convertida, ou não em multa.

Art. 38 - Será anulado, em benefício do servidor a quem cabia por direito, o ato que formalizou indevidamente a
promoção.

Parágrafo único - O servidor a quem cabia a promoção receberá a diferença de retribuição a que tiver direito.

CAPÍTULO XI

DA READAPTAÇÃO

Art. 39 - Readaptação é a forma de investidura do servidor estável em cargo de atribuições e responsabilidades


mais compatíveis com sua vocação ou com as limitações que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental,
podendo ser processada a pedido ou “ex-officio”.

§ 1º - A readaptação será efetivada, sempre que possível, em cargo compatível com a aptidão do servidor,
observada a habilitação e a carga horária exigidas para o novo cargo.

§ 2º - A verificação de que o servidor tornou-se inapto para o exercício do cargo ocupado, em virtude de
modificações em sua aptidão vocacional ou no seu estado físico ou psíquico, será realizada pelo órgão central de
recursos humanos do Estado que à vista de laudo médico, estudo social e psicológico, indicará o cargo em que
julgar possível a readaptação.

§ 3º - Definido o cargo, serão cometidas as respectivas atribuições ao servidor em estágio experimental, pelo órgão
competente, por prazo não inferior a 90 (noventa) dias, o que poderá ser realizado na mesma repartição ou em
outra, atendendo, sempre que possível, às peculiaridades do caso, mediante acompanhamento sistemático.

§ 4º - No caso de inexistência de vaga, serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo indicado, até que se
disponha deste para o regular provimento.

Art. 40 - Se o resultado da inspeção médica concluir pela incapacidade para o serviço público, será determinada a
aposentadoria do readaptando.

Art. 41 - Em nenhuma hipótese poderá a readaptação acarretar aumento ou diminuição da remuneração do


servidor, exceto quando se tratar da percepção de vantagens cuja natureza é inerente ao exercício do novo cargo.

Parágrafo único - Realizando-se a readaptação em cargo de padrão de vencimento inferior, ficará assegurada ao
servidor a remuneração correspondente à do cargo que ocupava anteriormente.

Art. 42 - Verificada a adaptabilidade do servidor no cargo e comprovada sua habilitação será formalizada sua
readaptação, por ato de autoridade competente.

Parágrafo único - O órgão competente poderá indicar a delimitação de atribuições no novo cargo ou no cargo
anterior, apontando aquelas que não podem ser exercidas pelo servidor e, se necessário, a mudança de local de
trabalho.

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CAPÍTULO XII

DA REINTEGRAÇÃO

Art. 43 - Reintegração é o retorno do servidor demitido ao cargo anteriormente ocupado, ou ao resultante de sua
transformação, em conseqüência de decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de prejuízos decorrentes
do afastamento.

§ 1º - Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.

§ 2º - Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observado o disposto nos artigos
51 a 53.

§ 3º - O servidor reintegrado será submetido à inspeção médica e, verificada a incapacidade para o serviço público,
será aposentado.

CAPÍTULO XIII

DA REVERSÃO

Art. 44 - Reversão é o retorno à atividade do servidor aposentado por invalidez, quando verificada, por junta
médica oficial, a insubsistência dos motivos determinantes da aposentadoria.

§ 1º - O servidor que reverter terá assegurada a retribuição correspondente à situação funcional que detinha
anteriormente à aposentadoria.

§ 2º - Ao servidor que reverter, aplicam-se as disposições dos artigos 18 e 22, relativas à posse e ao exercício,
respectivamente.

Art. 45 - A reversão far-se-á, a pedido ou “ex-officio”, no mesmo cargo ou no resultante de sua transformação.

Art. 46 - O servidor com mais de 60 (sessenta) anos não poderá ter processada a sua reversão.

Art. 47 - O servidor que reverter não poderá ser aposentado antes de decorridos 5 (cinco) anos de efetivo
exercício, salvo se sobrevier outra moléstia que o incapacite definitivamente ou for invalidado em conseqüência de
acidente ou de agressão não-provocada no exercício de suas atribuições.

Parágrafo único - Para efeito deste artigo, não será computado o tempo em que o servidor, após a reversão, tenha
se licenciado em razão da mesma moléstia.

Art. 48 - O tempo em que o servidor esteve aposentado será computado, na hipótese de reversão, exclusivamente
para fins de nova aposentadoria.

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CAPÍTULO XIV

DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO

Seção I

Da Disponibilidade

Art. 49 - A disponibilidade decorrerá da extinção do cargo ou da declaração da sua desnecessidade.

Parágrafo único - O servidor estável ficará em disponibilidade até seu aproveitamento em outro cargo.

Art. 50 - O provento da disponibilidade será igual ao vencimento do cargo, acrescido das vantagens permanentes.

Parágrafo único - O servidor em disponibilidade será aposentado se, submetido à inspeção médica, for declarado
inválido para o serviço público.

Seção II

Do Aproveitamento

Art. 51 - Aproveitamento é o retorno à atividade do servidor em disponibilidade e far-se-á, obrigatoriamente, em


cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.

Art. 52 - O órgão central de recursos humanos poderá indicar o aproveitamento do servidor em disponibilidade,
em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública estadual, na forma do regulamento.

Art. 53 - Salvo doença comprovada por junta médica oficial, será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a
disponibilidade, se o servidor não entrar em exercício no prazo de 30 (trinta) dias.

CAPÍTULO XV

DA RECONDUÇÃO

Art. 54 - Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:

I - obtenção de resultado insatisfatório em estágio probatório relativo a outro cargo;

II - reintegração do anterior ocupante do cargo.

Parágrafo único - Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, com a natureza
e vencimento compatíveis com o que ocupara, observado o disposto no artigo 52.

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CAPÍTULO XVI

DA VACÂNCIA

Art. 55 - A vacância do cargo decorrerá de:

I - exoneração;

II - demissão;

III - readaptação;

IV - aposentadoria;

V - recondução;

VI – falecimento.

Parágrafo único - A abertura da vaga ocorrerá na data da publicação da lei que criar o cargo ou do ato que
formalizar qualquer das hipóteses previstas neste artigo.

Art. 56 - A exoneração dar-se-á:

I - a pedido do servidor;

II - “ex-officio”, quando:

a) se tratar de cargo em comissão, a critério da autoridade competente;

b) não forem satisfeitas as condições do estágio probatório.

Art. 57 - A demissão decorrerá de aplicação de pena disciplinar na forma prevista em lei.

CAPÍTULO XVII

DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO

Seção I

Da Remoção

Art. 58 - Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou “ex-officio”, com ou sem mudança de sede:

I - de uma repartição para outra;

II - de uma unidade de trabalho para outra, dentro da mesma repartição.

§ 1º - Deverá ser sempre comprovada por junta médica, a remoção, a pedido, por motivo de saúde do servidor, do
cônjuge deste ou dependente, mediante prévia verificação da existência de vaga.

§ 2º - Sendo o servidor removido da sede, dar-se-á, sempre que possível, a remoção do cônjuge, que for também
servidor estadual; não sendo possível, observar-se-á o disposto no artigo 147.

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Art. 59 - A remoção por permuta será processada a pedido de ambos os interessados, ouvidas, previamente, as
chefias envolvidas.

Seção II

Da Redistribuição

Art. 60 - Redistribuição é o deslocamento do servidor com o respectivo cargo, de um quadro de pessoal ou


entidade para outro do mesmo Poder, cujos planos de cargos e vencimentos sejam idênticos.

§ 1º - Dar-se-á, exclusivamente, a redistribuição, para ajustamento de quadros de pessoal às necessidades dos


serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade, na forma da lei.

§ 2º - Nos casos de extinção de órgão ou entidade, os servidores estáveis que não puderem ser redistribuídos, nos
termos deste artigo, serão colocados em disponibilidade, até seu aproveitamento na forma do artigo 51.

§ 3º - O disposto neste artigo não se aplica aos cargos definidos em lei como de lotação privativa.

CAPÍTULO XVIII

DA SUBSTITUIÇÃO

Art. 61 - Os servidores investidos em cargos em comissão ou funções gratificadas terão substitutos, durante seus
afastamentos ou impedimentos eventuais, previamente designados pela autoridade competente.

Parágrafo único - O substituto fará jus ao vencimento do cargo ou função na proporção dos dias de efetiva
substituição iguais ou superiores a 10 (dez) dias consecutivos, computáveis para os efeitos dos artigos 102 e 103
desta lei.

TÍTULO III

DOS DIREITOS E VANTAGENS

CAPÍTULO I

DO TEMPO DE SERVIÇO

Art. 62 - A apuração do tempo de serviço será feita em dias, os quais serão convertidos em anos, considerados
estes como período de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.

Art. 63 - Os dias de efetivo exercício serão computados à vista dos comprovantes de pagamento, ou dos registros
funcionais.

Art. 64 - São considerados de efetivo exercício os afastamentos do serviço em virtude de:

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I - férias;

II - casamento, até 8 (oito) dias consecutivos;

III - falecimento de cônjuge, ascendente, descendente, sogros, irmãos, companheiro ou companheira, madrasta ou
padrasto, enteado e menor sob guarda ou tutela, até 8 (oito) dias;

IV - doação de sangue, 1 (um) dia por mês, mediante comprovação;

V - exercício pelo servidor efetivo, de outro cargo, de provimento em comissão, exceto para efeito de promoção por
merecimento;

VI - júri e outros serviços obrigatórios por lei;

VII - desempenho de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, exceto para promoção por merecimento;

VIII - missão ou estudo noutros pontos do território nacional ou no exterior, quando o afastamento houver sido
expressamente autorizado pelo Governador do Estado e sem prejuízo da retribuição pecuniária;

IX - deslocamento para nova sede na forma do artigo 58;

X - realização de provas, na forma do artigo 123;

XI - assistência a filho excepcional, na forma do artigo 127;

XII - prestação de prova em concurso público;

XIII - participação em programas de treinamento regularmente instituído, correlacionado às atribuições do cargo;

XIV - licença:

a) à gestante, à adotante e à paternidade;

b) para tratamento da própria saúde ou de pessoa da família, com remuneração;

c) prêmio por assiduidade;

d) por motivo de acidente em serviço, agressão não-provocada ou doença profissional;

e) para concorrer a mandato eletivo federal, estadual ou municipal;

f) para desempenho de mandato classista, exceto para efeito de promoção por merecimento;

g) para participar de cursos, congressos e similares, sem prejuízo da retribuição;

XV - moléstia, devidamente comprovada por atestado médico, até 3 (três) dias por mês, mediante pronta
comunicação à chefia imediata;

XVI - participação de assembléias e atividades sindicais.

Parágrafo único - Constitui tempo de serviço, para todos os efeitos legais, o anteriormente prestado ao Estado pelo
servidor que tenha ingressado sob a forma de contratação, admissão, nomeação, ou qualquer outra, desde que
comprovado o vínculo regular.

Art. 65 - Computar-se-á integralmente, para efeito de aposentadoria e disponibilidade o tempo:

I - de serviço prestado pelo servidor em função ou cargo público federal, estadual ou municipal;

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II - de serviço ativo nas forças armadas e auxiliares prestado durante a paz, computando-se em dobro o tempo em
operação de guerra, na forma da lei;

III - correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, anterior ao ingresso no
serviço público estadual;

IV - de serviço prestado em atividade privada, vinculada à previdência social, observada a compensação financeira
entre os diversos sistemas previdenciários segundo os critérios estabelecidos em lei;

V - em que o servidor:

a) esteve em disponibilidade;

b) já esteve aposentado, quando se tratar de reversão.

Art. 66 - É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um


cargo ou função em órgão ou entidade dos Poderes da União, estados, municípios, autarquias, fundações,
sociedades de economia mista e empresas públicas.

CAPÍTULO II

DAS FÉRIAS

Art. 67 - O servidor gozará, anualmente, 30 (trinta) dias de férias.

§ 1º - Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício.

§ 2º - É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.

§ 3º - É facultado o gozo de férias em dois períodos, não inferiores a 10 (dez) dias consecutivos.

Art. 68 - Será pago ao servidor, por ocasião das férias, independentemente de solicitação, o acréscimo
constitucional de 1/3 (um terço) da remuneração do período de férias, pago antecipadamente.

§ 1º - O pagamento da remuneração de férias será efetuado antecipadamente ao servidor que o requerer,


juntamente com o acréscimo constitucional de 1/3 (um terço), antes do início do referido período.

§ 2º - Na hipótese de férias parceladas poderá o servidor indicar em qual dos períodos utilizará a faculdade de que
trata este artigo.

Art. 69 - Durante as férias, o servidor terá direito a todas as vantagens inerentes ao cargo como se estivesse em
exercício.

Art. 70 - O servidor que opere direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas, próximas a
fontes de irradiação, terá direito, quando no efetivo exercício de suas atribuições, a 20 (vinte) dias consecutivos de
férias por semestre, não acumuláveis e intransferíveis.

Art. 71 - Por absoluta necessidade de serviço e ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica, as férias
poderão ser acumuladas até o máximo de dois períodos anuais.

Art. 72 - As férias somente poderão ser interrompidas por motivos de calamidade pública, comoção interna,
convocação para júri, serviço militar ou eleitoral ou por superior interesse público.

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Art. 73 - Se o servidor vier a falecer, quando já implementado o período de um ano, que lhe assegure o direito a
férias, a retribuição relativa ao período, descontadas eventuais parcelas correspondentes à antecipação, será paga
aos dependentes legalmente constituídos.

Art. 74 - O servidor exonerado fará jus ao pagamento da remuneração de férias proporcionalmente aos meses de
efetivo exercício, descontadas eventuais parcelas já fruídas.

Parágrafo único - O pagamento de que trata este artigo corresponderá a 1/12 (um doze avos) da remuneração a
que fizer jus o servidor na forma prevista no artigo 69, desta lei, relativa ao mês em que a exoneração for efetivada.

Art. 75 - O servidor que tiver gozado mais de 30 (trinta) dias de licença para tratar de interesses particulares ou
para acompanhar o cônjuge, somente após um ano de efetivo exercício contado da data da apresentação fará jus a
férias.

Art. 76 - Perderá o direito às férias o servidor que, no ano antecedente àquele em que deveria gozá-las, tiver mais
de 30 (trinta) dias de faltas não justificadas ao serviço.

Art. 77 - O servidor readaptado, relotado, removido ou reconduzido, quando em gozo de férias, não é obrigado a
apresentar-se antes de concluí-las.

CAPÍTULO III

DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 78 - Vencimento é a retribuição pecuniária devida ao servidor pelo efetivo exercício do cargo, correspondente
ao padrão fixado em lei.

Parágrafo único - Nenhum servidor receberá, a título de vencimento básico, importância inferior ao salário mínimo.

Art. 79 - Remuneração é o vencimento do cargo acrescido das vantagens pecuniárias estabelecidas em lei.

§ 1º - O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de caráter permanente, é irredutível, sendo vedada
vinculação ou equiparação para efeitos de remuneração de pessoal.

§ 2º - (Revogado).

Art. 80 - O servidor perderá:

I - a remuneração relativa aos dias em que faltar ao serviço;

II - a parcela da remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências e saídas antecipadas, iguais ou superiores a
60 (sessenta) minutos;

III - a metade da remuneração, na hipótese de conversão da pena de suspensão em multa;

IV - um terço de sua remuneração durante o afastamento do exercício do cargo, nas hipóteses previstas no artigo
27.

Parágrafo único - No caso de faltas sucessivas, serão computados para efeito de desconto os períodos de repouso
intercalados.

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Art. 81 - Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou
provento.

Parágrafo único - Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de
terceiros, a critério da administração e com reposição de custos, na forma definida em regulamento.

Art. 82 - As reposições e indenizações ao erário serão descontadas em parcelas mensais não excedentes à quinta
parte da remuneração ou provento.

Art. 83 - Terá o prazo de 60 (sessenta) dias para quitar eventuais débitos com o erário, o servidor que for demitido
ou exonerado.

Parágrafo único - A não-quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição na dívida ativa.

Art. 84 - O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora, exceto
nos casos de prestação de alimentos resultantes de decisão judicial.

CAPÍTULO IV

DAS VANTAGENS

Art. 85 - Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:

I - indenizações;

II - avanços;

III - gratificações e adicionais;

IV - honorários e jetons.

Art. 86 - As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de
quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.

Art. 87 - Salvo os casos previstos nesta lei, o servidor não poderá receber a qualquer título, seja qual for o motivo
ou a forma de pagamento, nenhuma outra vantagem pecuniária dos órgãos da Administração Direta ou Indireta, ou
outras organizações públicas, em razão de seu cargo, nas quais tenha sido mandado servir.

Art. 88 - As vantagens de que trata o artigo 85 não são incorporadas ao vencimento, em atividade, excetuando-se
os avanços, o adicional por tempo de serviço, a gratificação por exercício de função, a gratificação de representação
e a gratificação de permanência em serviço, nos termos da lei.

§ 1º - A gratificação de representação por exercício de função integra o valor desta para os efeitos de incorporação
aos vencimentos em atividade, de incorporação aos proventos de aposentadoria e para cálculo de vantagens
decorrentes do tempo de serviço.

§ 2º - Aos titulares de cargos de confiança optantes por gratificação por exercício de função já incorporadas nos
termos da lei, é facultada a opção pela percepção da gratificação de representação correspondente às atribuições
da função titulada.

§ 3º - Os servidores que incorporaram gratificação por exercício de função em atividade e os servidores inativos
terão seus vencimentos e proventos revistos na forma estabelecida neste artigo.

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Seção I

Das Indenizações

Art. 89 - Constituem indenizações ao servidor:

I - ajuda de custo;

II - diárias;

III - transporte.

Subseção I

Da Ajuda de Custo

Art. 90 - A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalações do servidor que, no interesse do
serviço, passe a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente.

Parágrafo único - Correm por conta da Administração as despesas de transporte do servidor e de sua família,
compreendendo passagens, bagagens e bens pessoais.

Art. 91 - A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento,
não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses de remuneração.

Art. 92 - Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de
mandato eletivo.

Art. 93 - Será concedida ajuda de custo ao servidor efetivo do Estado que for nomeado para cargo em comissão
ou designado para função gratificada, com mudança de domicílio.

Parágrafo único - No afastamento para exercício de cargo em comissão, em outro órgão ou entidade da União, do
Distrito Federal, dos estados ou dos municípios, o servidor não receberá ajuda de custo do Estado.

Art. 94 - O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se apresentar na
nova sede, no prazo de 30 (trinta) dias.

Subseção II

Das Diárias

Art. 95 - O servidor que se afastar temporariamente da sede, em objeto de serviço, fará jus, além das passagens de
transporte, também a diárias destinadas à indenização das despesas de alimentação e pousada.

§ 1º - Entende-se por sede a localidade onde o servidor estiver em exercício em caráter permanente.

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§ 2º - A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir
pernoite fora da sede.

§ 3º - Não serão devidas diárias nos casos de remoção a pedido, nem nas hipóteses em que o deslocamento da
sede se constituir em exigência permanente do serviço.

Art. 96 - O servidor que receber diárias e, por qualquer motivo não se afastar da sede, fica obrigado a restituí-las
integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.

Parágrafo único - Na hipótese de o servidor retornar à sede, em prazo menor do que o previsto para o seu
afastamento, deverá restituir as diárias recebidas em excesso, no período previsto no “caput”.

Art. 97 - As diárias, que deverão ser pagas antes do deslocamento, serão calculadas sobre o valor básico fixado em
lei e serão percebidas pelo servidor que a elas fizer jus, na forma do regulamento.

Subseção III

Da Indenização de Transporte

Art. 98 - Será concedida indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio
próprio de locomoção, para execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo, conforme
previsto em regulamento.

Seção II

Dos Avanços

Art. 99 - Por triênio de efetivo exercício no serviço público, o servidor terá concedido automaticamente um
acréscimo de 5% (cinco por cento), denominado avanço, calculado na forma da lei.

§ 1º - O servidor fará jus a tantos avanços quanto for o tempo de serviço público em que permanecer em atividade,
computado na forma dos artigos 116 e 117.

§ 2º - O disposto no “caput” e no parágrafo anterior não se aplica ao servidor cuja primeira investidura no serviço
público estadual ocorra após 30 de junho de 1995, hipótese em que será observado o disposto no parágrafo
seguinte.

§ 3º - Por triênio de efetivo exercício no serviço público, ao servidor será concedido automaticamente um acréscimo
de 3% (três por cento), denominado avanço, calculado, na forma da lei.

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Seção III

Das Gratificações e Adicionais

Art. 100 - Serão deferidos ao servidor as seguintes gratificações e adicionais por tempo de serviço e outras por
condições especiais de trabalho:

I - gratificação por exercício de função;

II - gratificação natalina;

III - gratificação por regime especial de trabalho, na forma da lei;

IV - gratificação por exercício de atividades insalubres, penosas ou perigosas;

V - gratificação por exercício de serviço extraordinário;

VI - gratificação de representação, na forma da lei;

VII - gratificação por serviço noturno;

VIII - adicional por tempo de serviço;

IX - gratificação de permanência em serviço;

X - abono familiar;

XI - outras gratificações, relativas ao local ou à natureza do trabalho, na forma da lei.

Subseção I

Da Gratificação por Exercício de Função

Art. 101 - A função gratificada será percebida pelo exercício de chefia, assistência ou assessoramento,
cumulativamente ao vencimento do cargo de provimento efetivo.

Art. 102 - O servidor efetivo que contar com 18 (dezoito) anos de tempo de serviço computável à aposentadoria,
se do sexo masculino ou 15 (quinze) anos, se do sexo feminino, e que houver exercido cargo em comissão, inclusive
sob a forma de função gratificada, por 2 (dois) anos completos, terá incorporada, ao vencimento do cargo, como
vantagem pessoal, a importância equivalente a 20% (vinte por cento) do valor da função gratificada, a cada 2 (dois)
anos, até o limite máximo de 100% (cem por cento), na forma da lei.

§ 1º - Quando mais de uma função gratificada ou cargo em comissão houver sido exercido no período, será
incorporado aquele de maior valor, desde que desempenhado, no mínimo, por 1 (um) ano, ou quando não ocorrer
tal hipótese, o valor da função que tenha desempenhado por mais tempo.

§ 2º - O funcionário que tenha exercido o cargo de Secretário de Estado, fará jus à incorporação do valor
equivalente à gratificação de representação correspondente, na proporção estabelecida pelo “caput”, ressalvado o
período mínimo de que trata o parágrafo anterior, que será de 2 (dois) anos para esta situação.

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§ 3º - O disposto no “caput” e nos parágrafos anteriores não se aplica ao servidor que não houver exercido cargo
em comissão, inclusive sob a forma de função gratificada, até 30 de junho de 1995, hipótese em que será observado
o disposto no parágrafo seguinte.

§ 4º - O servidor efetivo que contar com dezoito (18) anos de tempo computável à aposentadoria e que houver
exercido cargo em comissão, inclusive sob a forma de função gratificada, por dois (02) anos completos, terá
incorporada ao vencimento do cargo, como vantagem pessoal, a importância equivalente a 20% (vinte por cento)
do valor da função gratificada.

I - Quando mais de uma função gratificada ou cargo em comissão houver sido exercido no período, será
incorporado aquele de maior valor, desde que desempenhado, no mínimo, por dois (02) anos, ou quando não
ocorrer tal hipótese, o valor da função que tenha desempenhado por mais tempo;

II - O servidor que tenha exercido o cargo de Secretário de Estado fará jus à incorporação do valor equivalente à
gratificação de representação correspondente, nas condições estabelecidas neste artigo;

III - A cada dois (02) anos completos de exercício de função gratificada, que excederem a dois iniciais, corresponderá
novo acréscimo de 20% (vinte por cento) até o limite de 100% (cem por cento), observada a seguinte
correspondência com o tempo computável à aposentadoria:

a) 20 anos, máximo de 40% (quarenta por cento) do valor;

b) 22 anos, máximo de 60% (sessenta por cento) do valor;

c) 24 anos, máximo de 80% (oitenta por cento) do valor;

d) 26 anos, 100% (cem por cento) do valor.

IV - A vantagem de que trata o “caput” deste parágrafo, bem como os seus incisos anteriores, somente será paga a
partir da data em que o funcionário retornar ao exercício de cargo de provimento efetivo ou, permanecendo no
cargo em comissão ou função gratificada, optar pelos vencimentos e vantagens do cargo de provimento efetivo, ou
ainda, for inativado.

V - O funcionário no gozo da vantagem pessoal de que trata esta Lei, investido em cargo em comissão ou função
gratificada, perderá a vantagem enquanto durar a investidura, salvo se optar pelas vantagens do cargo efetivo;

VI - Na hipótese do inciso anterior, ocorra ou não a percepção da vantagem, terá continuidade o cômputo dos anos
de serviço para efeito de percepção dos vinte por cento a que se refere este parágrafo;

VII - O cálculo da vantagem pessoal de que trata este parágrafo terá sempre em conta os valores atualizados dos
vencimentos e as gratificações adicionais e, se for o caso, os avanços trienais e qüinqüenais;

VIII - O disposto neste parágrafo aplica-se, igualmente, às gratificações previstas no artigo 3º da Lei Complementar
nº 10.248, de 30 de agosto de 1994, atribuídas a servidores efetivos ou estáveis.

Art. 103 - A função gratificada será incorporada integralmente ao provento do servidor que a tiver exercido,
mesmo sob forma de cargo em comissão, por um período mínimo de 5 (cinco) anos consecutivos ou 10 (dez)
intercalados, anteriormente à aposentadoria, observado o disposto no § 1º do artigo anterior.

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Subseção II

Da Gratificação Natalina

Art. 104 - Será concedida ao servidor que esteja no desempenho de suas funções uma gratificação natalina
correspondente a sua remuneração integral devida no mês de dezembro.

§ 1º - A gratificação de que trata este artigo corresponderá a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que fizer jus o
servidor, no mês de dezembro, por mês de efetivo exercício, considerando-se as frações iguais ou superiores a 15
(quinze) dias como mês integral.

§ 2º - O pagamento da gratificação natalina será efetuado até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada
exercício.

§ 3º - A gratificação natalina é devida ao servidor afastado de suas funções, sem prejuízo da remuneração e demais
vantagens.

§ 4º - O Estado indenizará o servidor pelo eventual descumprimento do prazo de pagamento das obrigações
pecuniárias relativas à gratificação natalina, cuja base de cálculo será o valor desta, deduzidos os descontos legais.

§ 5º A indenização de que trata o § 4º será calculada com base no índice oficial de remuneração da caderneta de
poupança, “pro-rata die”, e paga juntamente com o valor total ou parcial da referida gratificação.Art. 105 - O
servidor exonerado terá direito à gratificação natalina, proporcionalmente aos meses de exercício, calculada na
forma do § 1º do artigo anterior, sobre a remuneração do mês da exoneração.

§ 6º A indenização de que trata o § 4º, referente à gratificação natalina devida no exercício de 2017, será calculada
com base em um percentual de 1,42% (um inteiro e quarenta e dois centésimos por cento) ao mês, “pro-rata die”,
sobre o saldo não pago e creditada juntamente com o valor total ou parcial da referida gratificação.

Art. 105 - O servidor exonerado terá direito à gratificação natalina, proporcionalmente aos meses de exercício,
calculada na forma do § 1º do artigo anterior, sobre a remuneração do mês da exoneração.

Art. 106 - É extensiva aos inativos a percepção da gratificação natalina, cujo cálculo incidirá sobre as parcelas que
compõem seu provento.

Subseção III

Da Gratificação por Exercício de Atividades Insalubres, Perigosas ou Penosas

Art. 107 - Os servidores que exerçam suas atribuições com habitualidade em locais insalubres ou em contato com
substâncias tóxicas radioativas ou com risco de vida, fazem jus a uma gratificação sobre o vencimento do respectivo
cargo na classe correspondente, nos termos da lei.

§ 1º - O servidor que fizer jus às gratificações de insalubridade, periculosidade ou penosidade deverá optar por uma
delas nas condições previstas na lei.

§ 2º - O direito às gratificações previstas neste artigo cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram
causa a sua concessão.

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Art. 108 - Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos,
insalubres ou perigosos.

Parágrafo único - A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durarem a gestação e a lactação, das
operações e locais previstos neste artigo, passando a exercer suas atividades em local salubre e em serviço
compatível com suas condições.

Art. 109 - Os locais de trabalho e os servidores que operem com Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos
sob controle permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na
legislação própria.

Parágrafo único - Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis)
meses de exercício.

Subseção IV

Da Gratificação por Exercício de Serviço Extraordinário

Art. 110 - O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à
hora normal de trabalho.

Art. 111 - A gratificação de que trata o artigo anterior somente será atribuída ao servidor para atender às situações
excepcionais e temporárias, respeitado o limite máximo previsto no § 2º do artigo 33.

Art. 112 - O valor da hora de serviço extraordinário, prestado em horário noturno, será acrescido de mais 20%
(vinte por cento).

Subseção V

Da Gratificação por Serviço Noturno

Art. 113 - O serviço noturno terá o valor-hora acrescido de 20% (vinte por cento), observado o disposto no artigo
34.

Parágrafo único - As disposições deste artigo não se aplicam quando o serviço noturno corresponder ao horário
normal de trabalho.

Subseção VI

Da Gratificação de Permanência em Serviço

Art. 114 Ao servidor que adquirir direito à aposentadoria voluntária com proventos integrais e cuja permanência no
desempenho de suas funções for julgada conveniente e oportuna para o serviço público estadual poderá ser

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deferida, por ato do Governador, uma gratificação de permanência em serviço de valor correspondente a 50%
(cinquenta por cento) do seu vencimento básico.

§ 1º Fica assegurado o valor correspondente ao do vencimento básico do Padrão 16 do Quadro Geral dos
Funcionários Públicos do Estado, proporcional à carga horária, quando a aplicação do disposto no “caput” deste
artigo resultar em um valor de gratificação inferior ao desse vencimento básico.

§ 2º A gratificação de que trata este artigo tem natureza precária e transitória e não servirá de base de cálculo para
nenhuma vantagem, nem será incorporada aos vencimentos ou proventos da inatividade.

§ 3º A gratificação de que trata este artigo será deferida por um período máximo de dois anos, sendo admitidas
renovações por igual período, mediante iniciativa da chefia imediata do servidor, ratificada pelo Titular da Pasta a
que estiver vinculado o órgão ou entidade, e juízo de conveniência e oportunidade do Governador.

§ 4º O servidor, a quem for deferida a gratificação de que trata o “caput” deste artigo, poderá ser chamado a prestar
serviço em local diverso de sua lotação durante o período da concessão da gratificação de permanência em serviço.

Subseção VII

Do Adicional por Tempo de Serviço

Art. 115 - O servidor, ao completar 15 (quinze) e 25 (vinte e cinco) anos de serviço público, contados na forma
desta lei, passará a perceber, respectivamente, o adicional de 15% (quinze por cento) ou 25% (vinte e cinco por
cento) calculados na forma da lei.

Parágrafo único - A concessão do adicional de 25% (vinte e cinco por cento) fará cessar o de 15% (quinze por
cento), anteriormente concedido.

Art. 116 - Para efeito de concessão dos adicionais será computado o tempo de serviço federal, estadual ou
municipal, prestado à administração direta, autarquias e fundações de direito público.

Parágrafo único - Compreende-se, também, como serviço estadual o tempo em que o servidor tiver exercido
serviços transferidos para o Estado.

Art. 117 - Na acumulação remunerada, será considerado, para efeito de adicional, o tempo de serviço prestado a
cada cargo isoladamente.

Subseção VIII

Do Abono Familiar

Art. 118 - Ao servidor ativo ou ao inativo será concedido abono familiar na razão de 10% (dez por cento) do menor
vencimento básico inicial do Estado, pelos seguintes dependentes:

I - filho menor de 18 (dezoito) anos;

II - filho inválido ou excepcional de qualquer idade, que seja comprovadamente incapaz;

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III - filho estudante, desde que não exerça atividade remunerada, até a idade de 24 (vinte e quatro) anos;

IV - cônjuge inválido, comprovadamente incapaz, que não perceba remuneração.

§ 1º - Quando se tratar de dependente inválido ou excepcional, o abono será pago pelo triplo.

§ 2º - Estendem-se os benefícios deste artigo aos enteados, aos tutelados e aos menores que, mediante autorização
judicial, estejam submetidos a sua guarda.

§ 3º - São condições para percepção do abono familiar que:

I - os dependentes relacionados neste artigo vivam efetivamente às expensas do servidor ou inativo;

II - a invalidez de que tratam os incisos II e IV do “caput” deste artigo seja comprovada mediante inspeção médica,
pelo órgão competente do Estado.

§ 4º - No caso de ambos os cônjuges serem servidores públicos, o direito de um não exclui o do outro.

Art. 119 - Por cargo exercido em acúmulo no Estado, não será devido o abono familiar.

Art. 120 - A concessão do abono terá por base as declarações do servidor, sob as penas da lei.

Parágrafo único - As alterações que resultem em exclusão de abono deverão ser comunicadas no prazo de 15
(quinze) dias da data da ocorrência.

Seção IV

Dos Honorários e Jetons

Art. 121 - O servidor fará jus a honorários quando designado para exercer, fora do horário do expediente a que
estiver sujeito, as funções de:

I - membro de banca de concurso;

II - gerência, planejamento, execução ou atividade auxiliar de concurso;

III - treinamento de pessoal;

IV - professor, em cursos legalmente instituídos.

Art. 122 - O servidor, no desempenho do encargo de membro de órgão de deliberação coletiva legalmente
instituído, receberá jeton, a título de representação na forma da lei.

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CAPÍTULO V

DAS CONCESSÕES

Seção I

Das Vantagens ao Servidor Estudante ou Participante de Cursos, Congressos e Similares

Art. 123 - É assegurado o afastamento do servidor efetivo, sem prejuízo de sua remuneração, nos seguintes casos:

I - durante os dias de provas finais do ano ou semestre letivo, para os estudantes de ensino superior, 1º e 2º graus;

II - durante os dias de provas em exames supletivos e de habilitação a curso superior.

Parágrafo único - O servidor, sob pena de ser considerado faltoso ao serviço, deverá comprovar perante a chefia
imediata as datas em que se realizarão as diversas provas e seu comparecimento.

Art. 124 - O servidor somente será indicado para participar de cursos de especialização ou capacitação técnica
profissional no Estado, no País ou no exterior, com ônus para o Estado, quando houver correlação direta e imediata
entre o conteúdo programático de tais cursos e as atribuições do cargo ou função exercidos.

Art. 125 - Ao servidor poderá ser concedida licença para freqüência a cursos, seminários, congressos, encontros e
similares, inclusive fora do Estado e no exterior, sem prejuízo da remuneração e demais vantagens, desde que o
conteúdo programático esteja correlacionado às atribuições do cargo que ocupar, na forma a ser regulamentada.

Parágrafo único - Fica vedada a concessão de exoneração ou licença para tratamento de interesses particulares ao
servidor beneficiado pelo disposto neste artigo, ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida antes de
decorrido período igual ao do afastamento.

Art. 126 - Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da Administração, é assegurada, na localidade da
nova residência ou mais próxima, matrícula em instituição congênere do Estado, em qualquer época,
independentemente de vaga.

Parágrafo único - O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge, aos filhos ou enteados do servidor, que vivam na
sua companhia, bem como aos menores sob sua guarda, com autorização judicial.

Seção II

Da Assistência a Filho Excepcional

Art. 127 - O servidor, pai, mãe ou responsável por excepcional, físico ou mental, em tratamento, fica autorizado a
se afastar do exercício do cargo, quando necessário, por período de até 50% (cinqüenta por cento) de sua carga
horária normal cotidiana, na forma da lei.

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CAPÍTULO VI

DAS LICENÇAS

Seção I

Disposições Gerais

Art. 128 - Será concedida, ao servidor, licença:

I - para tratamento de saúde;

II - por acidente em serviço;

III - por motivo de doença em pessoa da família;

IV - à gestante, à adotante e à paternidade;

V - para prestação de serviço militar;

VI - para tratar de interesses particulares;

VII - para acompanhar o cônjuge;

VIII - para o desempenho de mandato classista;

IX - prêmio por assiduidade;

X - para concorrer a mandato público eletivo;

XI - para o exercício de mandato eletivo;

XII - especial, para fins de aposentadoria.

§ 1º - O servidor não poderá permanecer em licença por prazo superior a 24 (vinte e quatro) meses, salvo nos casos
dos incisos VII, VIII e XI deste artigo.

§ 2º - Ao servidor nomeado em comissão somente será concedida licença para tratamento de saúde, desde que
haja sido submetido à inspeção médica para ingresso e julgado apto e nos casos dos incisos II, III, IV, IX e XII.

Art. 129 - A inspeção será feita por médicos do órgão competente, nas hipóteses de licença para tratamento de
saúde, por motivo de doença em pessoa da família e à gestante, e por junta oficial, constituída de 3 (três) médicos
nos demais casos.

Seção II

Da Licença para Tratamento de Saúde

Art. 130 - Será concedida, ao servidor, licença para tratamento de saúde, a pedido ou “ex-officio”, precedida de
inspeção médica realizada pelo órgão de perícia oficial do Estado, sediada na Capital ou no interior, sem prejuízo da
remuneração a que fizer jus.

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§ 1º - Sempre que necessário, a inspeção médica poderá ser realizada na residência do servidor ou no
estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado.

§ 2º - Poderá, excepcionalmente, ser admitido atestado médico particular, quando ficar comprovada a
impossibilidade absoluta de realização de exame por órgão oficial da localidade.

§ 3º - O atestado referido no parágrafo anterior somente surtirá efeito após devidamente examinado e validado pelo
órgão de perícia médica competente.

§ 4º - O servidor não poderá recusar-se à inspeção médica, sob pena de ser sustado o pagamento de sua
remuneração até que seja cumprida essa formalidade.

§ 5º - No caso de o laudo registrar pareceres contrários à concessão da licença, as faltas ao serviço correrão sob a
responsabilidade exclusiva do servidor.

§ 6º - O resultado da inspeção será comunicado imediatamente ao servidor, logo após a sua realização, salvo se
houver necessidade de exames complementares, quando, então, ficará à disposição do órgão de perícia médica.

Art. 131 - Findo o período de licença, o servidor deverá reassumir imediatamente o exercício do cargo, sob pena de
ser considerado faltoso, salvo prorrogação ou determinação constante do laudo.

Parágrafo único - A infringência ao disposto neste artigo implicará perda da remuneração, sujeitando o servidor à
demissão, se a ausência exceder a 30 (trinta) dias, observado o disposto no artigo 26.

Art. 132 - Nas licenças por períodos prolongados, antes de se completarem 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias,
deverá o órgão de perícia médica pronunciar-se sobre a natureza da doença, indicando se o caso é de:

I - concessão de nova licença ou de prorrogação;

II - retorno ao exercício do cargo, com ou sem limitação de tarefas;

III - readaptação, com ou sem limitação de tarefas.

Parágrafo único - As licenças, pela mesma moléstia, com intervalos inferiores a 30 (trinta) dias, serão consideradas
como prorrogação.

Art. 133 - O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou à natureza da doença, devendo,
porém, esta ser especificada através do respectivo código (CID).

Parágrafo único - Para a concessão de licença a servidor acometido de moléstia profissional, o laudo médico deverá
estabelecer sua rigorosa caracterização.

Art. 134 - O servidor em licença para tratamento de saúde deverá abster-se do exercício de atividade remunerada
ou incompatível com seu estado, sob pena de imediata suspensão da mesma.

Seção III

Da Licença por Acidente em Serviço

Art. 135 - O servidor acidentado em serviço será licenciado com remuneração integral até seu total
restabelecimento.

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Art. 136 - Configura-se acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor, desde que relacionado,
mediata ou imediatamente, com as atribuições do cargo.

Parágrafo único - Equipara-se a acidente em serviço o dano:

I - decorrente de agressão sofrida e não-provocada pelo servidor no exercício das atribuições do cargo;

II - sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa.

Art. 137 - O servidor acidentado em serviço terá tratamento integral custeado pelo Estado.

Art. 138 - Para concessão de licença e tratamento ao servidor, em razão de acidente em serviço ou agressão não-
provocada no exercício de suas atribuições, é indispensável a comprovação detalhada do fato, no prazo de 10 (dez)
dias da ocorrência, mediante processo “ex-officio”.

Parágrafo único - O tratamento recomendado por junta médica não oficial constitui medida de exceção e somente
será admissível quando inexistirem meios e recursos necessários adequados, em instituições públicas ou por ela
conveniadas.

Seção IV

Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família

Art. 139 - O servidor poderá obter licença por motivo de doença do cônjuge, de ascendente, descendente,
enteado e colateral consangüíneo, até o 2º grau, desde que comprove ser indispensável a sua assistência e esta não
possa ser prestada, simultaneamente, com o exercício do cargo.

Parágrafo único - A doença será comprovada através de inspeção de saúde, a ser procedida pelo órgão de perícia
médica competente.

Art. 140 - A licença de que trata o artigo anterior será concedida:

I - com a remuneração total até 90 (noventa) dias;

II - com 2/3 (dois terços) da remuneração, no período que exceder a 90 (noventa) e não ultrapassar 180 (cento e
oitenta) dias;

III - com 1/3 (um terço) da remuneração, no período que exceder a 180 (cento e oitenta) e não ultrapassar a 365
(trezentos e sessenta e cinco) dias;

IV - sem remuneração, no período que exceder a 365 (trezentos e sessenta e cinco) até o máximo de 730
(setecentos e trinta) dias.

Parágrafo único - Para os efeitos deste artigo, as licenças, pela mesma moléstia, com intervalos inferiores a 30 (trinta)
dias, serão consideradas como prorrogação.

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Seção V

Da Licença à Gestante, à Adotante e à Paternidade

Art. 141 - À servidora gestante será concedida, mediante inspeção médica, licença de 180 (cento e oitenta) dias,
sem prejuízo da remuneração.

Parágrafo único - No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do evento, a servidora será submetida a inspeção
médica e, se julgada apta, reassumirá o exercício do cargo.

Art. 142 – (Revogado).

Art. 143 - À servidora adotante será concedida licença a partir da concessão do termo de guarda ou da adoção,
proporcional à idade do adotado:

I - de zero a dois anos, 180 (cento e oitenta) dias;

II - de mais de dois até quatro anos, 150 (cento e cinqüenta) dias;

III - de mais de quatro até seis anos, 120 (cento e vinte) dias;

IV - de mais de seis anos, desde que menor, 90 (noventa) dias.

Art. 144 - Pelo nascimento ou adoção de filho, o servidor terá direito à licença-paternidade de 15 (quinze) dias
consecutivos.

Seção VI

Da Licença para Prestação de Serviço Militar

Art. 145 - Ao servidor convocado para a prestação de serviço militar será concedida licença, nos termos da
legislação específica.

§ 1º - Concluído o serviço militar, o servidor reassumirá imediatamente, sob pena da perda de vencimento e, se a
ausência exceder a 30 (trinta) dias, de demissão por abandono do cargo, observado o disposto no artigo 26.

§ 2º - Quando a desincorporação se verificar em lugar diverso do da sede, o prazo para apresentação será de 10
(dez) dias.

Seção VII

Da Licença para Tratar de Interesses Particulares

Art. 146 - Ao servidor detentor de cargo de provimento efetivo, estável, poderá ser concedida licença para tratar
de interesses particulares, pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos, sem remuneração.

§ 1º - A licença poderá ser negada, quando o afastamento for inconveniente ao interesse do serviço.

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§ 2º - O servidor deverá aguardar em exercício a concessão da licença, salvo hipótese de imperiosa necessidade,
devidamente comprovada à autoridade a que estiver subordinado, considerando-se como faltas os dias de ausência
ao serviço, caso a licença seja negada.

§ 3º - O servidor poderá, a qualquer tempo, reassumir o exercício do cargo.

§ 4º - Não se concederá nova licença antes de decorridos 2 (dois) anos do término da anterior, contados desde a
data em que tenha reassumido o exercício do cargo.

Seção VIII

Da Licença para Acompanhar o Cônjuge

Art. 147 - O servidor detentor de cargo de provimento efetivo, estável, terá direito à licença, sem remuneração,
para acompanhar o cônjuge, quando este for transferido, independentemente de solicitação própria, para outro
ponto do Estado ou do Território Nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes
Executivo e Legislativo Federal, estadual ou municipal.

§ 1º - A licença será concedida mediante pedido do servidor, devidamente instruído, devendo ser renovada a cada 2
(dois) anos.

§ 2º - O período de licença, de que trata este artigo, não será computável como tempo de serviço para qualquer
efeito.

§ 3º - À mesma licença terá direito o servidor removido que preferir permanecer no domicílio do cônjuge.

Art. 148 - O servidor poderá ser lotado, provisoriamente, na hipótese da transferência de que trata o artigo
anterior, em repartição da Administração Estadual Direta, Autárquica ou Fundacional, desde que para o exercício de
atividade compatível com seu cargo.

Seção IX

Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista

Art. 149 - É assegurado ao servidor o direito à licença para o desempenho de mandato classista em central sindical,
em confederação, federação, sindicato, núcleos ou delegacias, associação de classe ou entidade fiscalizadora da
profissão, de âmbito estadual ou nacional, com a remuneração do cargo efetivo, observado o disposto no artigo 64,
inciso XIV, alínea “f”.

Parágrafo único - A licença de que trata este artigo será concedida nos termos da lei.

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Seção X

Da Licença-Prêmio por Assiduidade

Art. 150 - O servidor que, por um qüinqüênio ininterrupto, não se houver afastado do exercício de suas funções
terá direito à concessão automática de 3 (três) meses de licença-prêmio por assiduidade, com todas as vantagens do
cargo, como se nele estivesse em exercício.

§ 1º - Para os efeitos deste artigo, não serão considerados interrupção da prestação de serviço os afastamentos
previstos no artigo 64, incisos I a XV, desta lei.

§ 2º - Nos casos dos afastamentos previstos nos incisos XIV, alínea “b”, e XV do artigo 64, somente serão
computados, como de efetivo exercício, para os efeitos deste artigo, um período máximo de 4 (quatro) meses, para
tratamento de saúde do servidor, de 2 (dois) meses, por motivo de doença em pessoa de sua família e de 20 (vinte)
dias, no caso de moléstia do servidor, tudo por qüinqüênio de serviço público prestado ao Estado.

§ 3º - O servidor que à data de vigência desta Lei Complementar detinha a condição de estatutário há, no mínimo,
1095 (um mil e noventa e cinco) dias, terá desconsideradas, como interrupção do tempo de serviço público prestado
ao Estado, até 3 (três) faltas não justificadas verificadas no período aquisitivo limitado a 31 de dezembro de 1993.

Art. 151 - A pedido do servidor, a licença-prêmio poderá ser:

I - gozada, no todo ou em parcelas não inferiores a 1 (um) mês, com a aprovação da chefia, considerada a
necessidade do serviço;

II - contada em dobro, como tempo de serviço para os efeitos de aposentadoria, avanços e adicionais, vedada a
desconversão.

Parágrafo único - Ao entrar em gozo de licença-prêmio, o servidor terá direito, a pedido, a receber a sua
remuneração do mês de fruição antecipadamente.

Art. 152 - A apuração do tempo de serviço normal, para efeito da formação do qüinqüênio, gerador do direito da
licença-prêmio, será feita na forma do artigo 62 desta lei.

Art. 153 - O número de servidores em gozo simultâneo de licença-prêmio não poderá ser superior a 1/3 (um terço)
da lotação da respectiva unidade administrativa de trabalho.

Seção XI

Da Licença para Concorrer a Mandato Público Eletivo e Exercê-lo

Art. 154 - O servidor que concorrer a mandato público eletivo será licenciado na forma da legislação eleitoral.

Art. 155 - Eleito, o servidor ficará afastado do exercício do cargo a partir da posse.

Art. 156 - Ao servidor investido em mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:

I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo;

II - investido no mandato de prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;

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III - investido no mandato de vereador:

a) havendo compatibilidade de horário perceberá as vantagens do seu cargo, sem prejuízo da remuneração do
cargo eletivo;

b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua
remuneração.

§ 1º - No caso de afastamento do cargo, o servidor continuará contribuindo para o órgão da previdência e


assistência do Estado, como se em exercício estivesse.

§ 2º - O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído “ex-officio”
para localidade diversa daquela onde exerce o mandato.

Seção XII

Da Licença Especial para Fins de Aposentadoria

Art. 157 - Decorridos 30 (trinta) dias da data em que tiver sido protocolado o requerimento da aposentadoria, o
servidor será considerado em licença especial remunerada, podendo afastar-se do exercício de suas atividades, salvo
se antes tiver sido cientificado do indeferimento do pedido.

§ 1º - O pedido de aposentadoria de que trata este artigo somente será considerado após terem sido averbados
todos os tempos computáveis para esse fim.

§ 2º - O período de duração desta licença será considerado como tempo de efetivo exercício para todos os efeitos
legais.

CAPÍTULO VII

DA APOSENTADORIA

Art. 158 - O servidor será aposentado:

I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais, quando decorrente de acidente em serviço, moléstia
profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em lei, e proporcionais nos demais casos;

II - compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço;

III - voluntariamente:

a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 (trinta), se mulher, com proventos integrais;

b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e 25 (vinte e cinco), se professora,
com proventos integrais;

c) aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco), se mulher, com proventos proporcionais a esse
tempo;

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d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem e aos 60 (sessenta), se mulher, com proventos proporcionais
ao tempo de serviço.

§ 1º - Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis, a que se refere o inciso I deste artigo, se
incapacitantes para o exercício da função pública, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia
maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkison,
paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados do mal de
Paget (osteíte deformante), Síndrome de Imunodeficiência Adquirida – AIDS, e outros que a lei indicar, com base na
medicina especializada.

§ 2º - Ao servidor aposentado em decorrência de qualquer das moléstias tipificadas no parágrafo anterior, fica
vedado o exercício de outra atividade pública remunerada, sob pena de cassação de sua aposentadoria.

§ 3º - Nos casos de exercício de atividades previstas no artigo 107, a aposentadoria de que trata o inciso III, alíneas
“a” e “c”, observará o disposto em lei específica.

§ 4º - Se o servidor for aposentado com menos de 25 (vinte e cinco) anos de serviço e menos de 60 (sessenta) anos
de idade, a aposentadoria estará sujeita a confirmação mediante nova inspeção de saúde, após o decurso de 24
(vinte e quatro) meses contados da data do ato de aposentadoria.

Art. 159 - A aposentadoria de que trata o inciso II do artigo anterior, será automática e declarada por ato, com
vigência a partir do dia em que o servidor atingir a idade limite de permanência no serviço ativo.

Art. 160 - A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato.

§ 1º - A aposentadoria por invalidez será precedida por licença para tratamento de saúde, num período não superior
a 24 (vinte e quatro) meses.

§ 2º - Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o exercício do cargo, ou de se


proceder à sua readaptação, será o servidor aposentado.

§ 3º - O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da aposentadoria será
considerado como de prorrogação da licença.

Art. 161 - O provento da aposentadoria será revisto na mesma proporção e na mesma data em que se modificar a
remuneração dos servidores em atividade.

Parágrafo único - São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos
servidores em atividade, inclusive quando decorrente da transformação ou reclassificação do cargo ou função em
que se deu a aposentadoria.

Art. 162 - O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de serviço, se acometido de qualquer das
moléstias especificadas no § 1º do artigo 158, passará a perceber provento integral.

Art. 163 - Com prevalência do que conferir maior vantagem, quando proporcional ao tempo de serviço, o
provento não será inferior:

I - ao salário mínimo, observada a redução da jornada de trabalho a que estava sujeito o servidor;

II - a 1/3 (um terço) da remuneração da atividade nos demais casos.

Art. 164 - O servidor em estágio probatório somente terá direito à aposentadoria quando invalidado por acidente
em serviço, agressão não-provocada no exercício de suas atribuições, acometido de moléstia profissional ou nos
casos especificados no § 1º do artigo 158 desta lei.

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Art. 165 - As disposições relativas à aposentadoria aplicam-se ao servidor nomeado em comissão, o qual contar
com mais de 5 (cinco) anos de efetivo e ininterrupto exercício em cargos de provimento dessa natureza.

Parágrafo único - Aplicam-se as disposições deste artigo, independentemente de tempo de serviço, ao servidor
provido em comissão, quer titular de cargo de provimento efetivo, quer não, quando invalidado em conseqüência
das moléstias enumeradas no § 1º do artigo 158, desde que tenha se submetido, antes do seu ingresso ou retorno
ao serviço público, à inspeção médica prevista nesta lei, para provimento de cargos públicos em geral.

Art. 166 - O servidor, vinculado à previdência social federal, que não tiver nesta feito jus ao benefício da
aposentadoria, será aposentado pelo Estado, na forma garantida por esta lei, permanecendo como segurado
obrigatório daquele órgão previdenciário, até a implementação das condições de aposentadoria, caso em que
caberá ao Estado pagar somente a diferença, se houver.

CAPÍTULO VIII

DO DIREITO DE PETIÇÃO

Art. 167 - É assegurado ao servidor o direito de requerer, pedir reconsideração, recorrer e de representar, em
defesa de direito ou legítimo interesse próprio.

Art. 168 - O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio
daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente.

Art. 169 - Cabe pedido de reconsideração, que não poderá ser renovado, à autoridade que houver prolatado o
despacho, proferido a primeira decisão ou praticado o ato.

§ 1º - O pedido de reconsideração deverá conter novos argumentos ou provas suscetíveis de reformar o despacho, a
decisão ou o ato.

§ 2º - O pedido de reconsideração deverá ser decidido dentro de 30 (trinta) dias.

Art. 170 - Caberá recurso, como última instância administrativa, do indeferimento do pedido de reconsideração.

§ 1º - O recurso será dirigido à autoridade que tiver proferido a decisão ou expedido o ato.

§ 2º - O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o
requerente.

§ 3º - Terá caráter de recurso, o pedido de reconsideração, quando o prolator do despacho, decisão ou ato, houver
sido o Governador.

§ 4º - A decisão sobre qualquer recurso será dada no prazo máximo de 60 (sessenta) dias.

Art. 171 - O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, contados a
partir da data da publicação da decisão recorrida ou da data da ciência, pelo interessado, quando o despacho não
for publicado.

Parágrafo único - Em caso de provimento de pedido de reconsideração ou de recurso, o efeito da decisão retroagirá
à data do ato impugnado.

Art. 172 - O direito de requerer prescreve em:

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I - 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e cassação de aposentadoria ou de disponibilidade, ou que afetem
interesses patrimoniais e créditos resultantes das relações de trabalho;

II - 120 (cento e vinte) dias nos demais casos, salvo quando, por prescrição legal, for fixado outro prazo.

§ 1º - O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo
interessado, quando o ato não for publicado.

§ 2º - O pedido de reconsideração e o de recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição administrativa.

Art. 173 - A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela Administração.

Art. 174 - A representação será dirigida ao chefe imediato do servidor que, se a solução não for de sua alçada, a
encaminhará a quem de direito.

§ 1º - Se não for dado andamento à representação, dentro do prazo de 5 (cinco) dias, poderá o servidor dirigi-la
direta e sucessivamente às chefias superiores.

§ 2º - A representação está isenta de pagamento de taxa de expediente.

Art. 175 - Para o exercício do direito de petição é assegurada vista do processo ou documento, na repartição, ao
servidor ou a procurador por ele constituído.

Art. 176 - São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo, salvo motivo de força maior,
devidamente comprovado.

Parágrafo único - Entende-se por força maior, para efeitos do artigo, a ocorrência de fatos impeditivos da vontade
do interessado ou da autoridade competente para decidir.

TÍTULO IV

DO REGIME DISCIPLINAR

CAPÍTULO I

DOS DEVERES DO SERVIDOR

Art. 177 - São deveres do servidor:

I - ser assíduo e pontual ao serviço;

II - tratar com urbanidade as partes, atendendo-as sem preferências pessoais;

III - desempenhar com zelo e presteza os encargos que lhe forem incumbidos, dentro de suas atribuições;

IV - ser leal às instituições a que servir;

V - observar as normas legais e regulamentares;

VI - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;

VII - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;

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VIII - atender com presteza:

a) o público em geral, prestando as informações requeridas que estiverem a seu alcance, ressalvadas as protegidas
por sigilo;

b) à expedição de certidões requeridas, para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal;

c) às requisições para defesa da Fazenda Pública;

IX - representar ou levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver conhecimento, no


órgão em que servir, em razão das atribuições do seu cargo;

X - zelar pela economia do material que lhe for confiado e pela conservação do patrimônio público;

XI - observar as normas de segurança e medicina do trabalho estabelecidas, bem como o uso obrigatório dos
equipamentos de proteção individual (EPI) que lhe forem confiados;

XII - providenciar para que esteja sempre em dia no seu assentamento individual, seu endereço residencial e sua
declaração de família;

XIII - manter espírito de cooperação com os colegas de trabalho;

XIV - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.

§ 1º - A representação de que trata o inciso XIV será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade
superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao representando ampla defesa.

§ 2º - Será considerado como co-autor o superior hierárquico que, recebendo denúncia ou representação a respeito
de irregularidades no serviço ou de falta cometida por servidor, seu subordinado, deixar de tomar as providências
necessárias a sua apuração.

CAPÍTULO II

DAS PROIBIÇÕES

Art. 178 - Ao servidor é proibido:

I - referir-se, de modo depreciativo, em informação, parecer ou despacho, às autoridades e a atos da administração


pública estadual, podendo, porém, em trabalho assinado, criticá-los do ponto de vista doutrinário ou da organização
do serviço;

II - retirar, modificar ou substituir, sem prévia permissão da autoridade competente, qualquer documento ou objeto
existente na repartição;

III - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;

IV - ingerir bebidas alcoólicas durante o horário de trabalho ou drogar-se, bem como apresentar-se em estado de
embriaguez ou drogado ao serviço;

V - atender pessoas na repartição para tratar de interesses particulares, em prejuízo de suas atividades;

VI - participar de atos de sabotagem contra o serviço público;

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VII - entregar-se a atividades político-partidárias nas horas e locais de trabalho;

VIII - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;

IX - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;

X - exercer ou permitir que subordinado seu exerça atribuições diferentes das definidas em lei ou regulamento como
próprias do cargo ou função, ressalvados os encargos de chefia e as comissões legais;

XI - celebrar contrato de natureza comercial, industrial ou civil de caráter oneroso, com o Estado, por si ou como
representante de outrem;

XII - participar de gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil ou exercer comércio, exceto na
qualidade de acionista, cotista ou comanditário, salvo quando se tratar de função de confiança de empresa, da qual
participe o Estado, caso em que o servidor será considerado como exercendo cargo em comissão;

XIII - exercer, mesmo fora do horário de expediente, emprego ou função em empresa, estabelecimento ou
instituição que tenha relações industriais com o Estado em matéria que se relacione com a finalidade da repartição
em que esteja lotado;

XIV - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge ou parente até o segundo grau
civil, ressalvado o disposto no artigo 267;

XV - cometer, a pessoas estranhas à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de encargos que
competirem a si ou a seus subordinados;

XVI - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se à associação profissional ou sindical, ou com objetivos
político-partidários;

XVII - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em atividades particulares ou políticas;

XVIII - praticar usura, sob qualquer das suas formas;

XIX - aceitar representação, comissão, emprego ou pensão de país estrangeiro;

XX - valer-se do cargo ou função para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade do
serviço público;

XXI - atuar, como procurador, ou intermediário junto a repartição pública, salvo quando se tratar de benefícios
previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau e do cônjuge;

XXII - receber propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;

XXIII - valer-se da condição de servidor para desempenhar atividades estranhas às suas funções ou para lograr,
direta ou indiretamente, qualquer proveito;

XXIV - proceder de forma desidiosa;

XXV - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de
trabalho.

§ 1º - Não está compreendida na proibição dos incisos XII e XIII deste artigo a participação do servidor na
presidência de associação, na direção ou gerência de cooperativas e entidades de classe, ou como sócio.

§ 2º - Na hipótese de violação do disposto no inciso IV, por comprovado motivo de dependência, o servidor deverá,
obrigatoriamente, ser encaminhado a tratamento médico especializado.

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CAPÍTULO III

DA ACUMULAÇÃO

Art. 179 - É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, excetuadas as hipóteses previstas em dispositivo
constitucional.

Art. 180 - A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, empresas públicas,
sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público.

Art. 181 - O servidor detentor de cargo de provimento efetivo quando investido em cargo em comissão ficará
afastado do cargo efetivo, observado o disposto no artigo anterior.

Art. 182 - Verificada a acumulação indevida, o servidor será cientificado para optar por uma das posições
ocupadas.

Parágrafo único - Transcorrido o prazo de 30 (trinta) dias, sem a manifestação optativa do servidor, a Administração
sustará o pagamento da posição de última investidura ou admissão.

CAPÍTULO IV

DAS RESPONSABILIDADES

Art. 183 - Pelo exercício irregular de suas atribuições, o servidor responde civil, penal e administrativamente.

Art. 184 - A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que importe em
prejuízo à Fazenda Estadual ou a terceiros.

§ 1º - A indenização de prejuízo causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no artigo 82, na falta de
outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.

§ 2º - Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação
regressiva.

§ 3º - A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor nesta qualidade.

Art. 185 - A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho
do cargo ou função.

Art. 186 - As sanções civis, penais e administrativas poderão acumular-se, sendo umas e outras independentes
entre si, assim como as instâncias civil, penal e administrativa.

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CAPÍTULO V

DAS PENALIDADES

Art. 187 - São penas disciplinares:

I - repreensão;

II - suspensão;

III - demissão;

IV - cassação de disponibilidade;

V - cassação de aposentadoria;

VI - multa;

VII - destituição de cargo em comissão ou de função gratificada ou equivalente.

§ 1º - Na aplicação das penas disciplinares, serão consideradas a natureza e a gravidade da infração e os danos delas
resultantes para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais.

§ 2º - Quando se tratar de falta funcional que, por sua natureza e reduzida gravidade, não demande aplicação das
penas previstas neste artigo, será o servidor advertido particular e verbalmente.

§ 3º - A destituição de cargo em comissão ou de função gratificada, por critérios de oportunidade e conveniência,


independe da apuração de falta funcional.

Art. 188 - A repreensão será aplicada por escrito, na falta do cumprimento do dever funcional ou quando ocorrer
procedimento público inconveniente.

Art. 189 - A suspensão, que não poderá exceder a 90 (noventa) dias, implicará a perda de todas as vantagens e
direitos decorrentes do exercício do cargo e aplicar-se-á ao servidor:

I - na violação das proibições consignadas nesta lei;

II - nos casos de reincidência em infração já punida com repreensão;

III - quando a infração for intencional ou se revestir de gravidade;

IV - como gradação de penalidade mais grave, tendo em vista circunstância atenuante;

V - que atestar falsamente a prestação de serviço, bem como propuser, permitir, ou receber a retribuição
correspondente a trabalho não realizado;

VI - que se recusar, sem justo motivo, à prestação de serviço extraordinário;

VII - responsável pelo retardamento em processo sumário;

VIII - que deixar de atender notificação para prestar depoimento em processo disciplinar;

IX - que, injustificadamente, se recusar a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade
competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

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§ 1º - A suspensão não será aplicada enquanto o servidor estiver afastado por motivo de gozo de férias
regulamentares ou em licença por qualquer dos motivos previstos no artigo 128.

§ 2º - Quando houver conveniência para o serviço, a pena de suspensão poderá ser convertida em multa na base de
50% (cinqüenta por cento) por dia de remuneração, obrigando-se o servidor a permanecer em exercício durante o
cumprimento da pena.

§ 3º - Os efeitos da conversão da suspensão em multa não serão alterados, mesmo que ao servidor seja assegurado
afastamento legal remunerado durante o respectivo período.

§ 4º - A multa não acarretará prejuízo na contagem do tempo de serviço, exceto para fins de concessão de avanços,
gratificações adicionais de 15% (quinze por cento) e 25% (vinte e cinco por cento) e licença-prêmio.

Art. 190 - Os registros funcionais de advertência, repreensão, suspensão e multa serão automaticamente
cancelados após 10 (dez) anos, desde que, neste período, o servidor não tenha praticado nenhuma nova infração.

Parágrafo único - O cancelamento do registro, na forma deste artigo, não gerará nenhum direito para fins de
concessão ou revisão de vantagens.

Art. 191 - O servidor será punido com pena de demissão nas hipóteses de:

I - ineficiência ou falta de aptidão para o serviço, quando verificada a impossibilidade de readaptação;

II - indisciplina ou insubordinação grave ou reiterada;

III - ofensa física contra qualquer pessoa, cometida em serviço, salvo em legítima defesa própria ou de terceiros;

IV - abandono de cargo em decorrência de mais de 30 (trinta) faltas consecutivas;

V - ausências excessivas ao serviço em número superior a 60 (sessenta) dias, intercalados, durante um ano;

VI - improbidade administrativa;

VII - transgressão de quaisquer proibições dos incisos XVII a XXIV do artigo 178, considerada a sua gravidade, efeito
ou reincidência;

VIII - falta de exação no desempenho das atribuições, de tal gravidade que resulte em lesões pessoais ou danos de
monta;

IX - incontinência pública e conduta escandalosa na repartição;

X - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;

XI - aplicação irregular de dinheiro público;

XII - reincidência na transgressão prevista no inciso V do artigo 189;

XIII - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual;

XIV - revelação de segredo, do qual se apropriou em razão do cargo, ou de fato ou informação de natureza sigilosa
de que tenha conhecimento, salvo quando se tratar de depoimento em processo judicial, policial ou administrativo-
disciplinar;

XV - corrupção passiva nos termos da lei penal;

XVI - exercer advocacia administrativa;

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XVII - prática de outros crimes contra a administração pública.

Parágrafo único - A demissão será aplicada, também, ao servidor que, condenado por decisão judicial transitada em
julgado, incorrer na perda da função pública na forma da lei penal.

Art. 192 - O ato que demitir o servidor mencionará sempre o dispositivo legal em que se fundamentar.

Art. 193 - Atendendo à gravidade da falta, a demissão poderá ser aplicada com a nota “a bem do serviço público”,
a qual constará sempre no ato de demissão fundamentado nos incisos X a XIV do artigo 191.

Art. 194 - Uma vez submetido a inquérito administrativo, o servidor só poderá ser exonerado, a pedido, ou
aposentado voluntariamente, depois da conclusão do processo, no qual tenha sido reconhecida sua inocência.

Parágrafo único - Excetua-se do disposto neste artigo o servidor estável processado por abandono de cargo ou por
ausências excessivas ao serviço.

Art. 195 - Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do servidor que:

I - houver praticado, na atividade, falta punível com a pena de demissão;

II - infringir a vedação prevista no § 2º do artigo 158;

III - incorrer na hipótese do artigo 53.

Parágrafo único - Consideradas as circunstâncias previstas no § 1º do artigo 187, a pena de cassação de


aposentadoria poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de provento, até o
máximo de 90 (noventa) dias-multa.

Art. 196 - Para a aplicação das penas disciplinares são competentes:

I - o Governador do Estado em qualquer caso;

II - os Secretários de Estado, dirigentes de autarquias e de fundações de direito público e os titulares de órgãos


diretamente subordinados ao Governador, até a de suspensão e multa limitada ao máximo de 30 (trinta) dias;

III - os titulares de órgãos diretamente subordinados aos Secretários de Estado, dirigentes de autarquias e de
fundações de direito público até suspensão por 10 (dez) dias;

IV - os titulares de órgãos em nível de supervisão e coordenação, até suspensão por 5 (cinco) dias;

V - as demais chefias, em caso de repreensão.

Art. 197 - A aplicação das penas referidas no artigo 187 prescreve nos seguintes prazos:

I - em 12 (doze) meses, a de repreensão;

II - em 24 (vinte e quatro) meses, as de suspensão, de multa, de demissão por abandono de cargo e por ausências
sucessivas ao serviço;

III - em 5 (cinco) anos, a de demissão, de cassação de aposentadoria, de cassação de disponibilidade, e de


destituição de cargo em comissão ou de função gratificada ou equivalente.

IV - (Revogado).

§ 1º - O prazo de prescrição começa a fluir a partir da data do conhecimento do fato, por superior hierárquico.

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§ 2º - Para o abandono de cargo e para a inassiduidade, o prazo de prescrição começa a fluir a partir da data em
que o servidor reassumir as suas funções ou cessarem as faltas ao serviço.

§ 3º - Quando as faltas constituírem, também, crime ou contravenção, a prescrição será regulada pela lei penal.

§ 4º A prescrição da pretensão punitiva será objeto de:

I - interrupção, começando o prazo a correr por inteiro, a partir:

a) da instauração do processo administrativo-disciplinar; e

b) da emissão do relatório de que trata o art. 245, pela autoridade processante;

II - suspensão, continuando o prazo a correr, no seu restante:

a) enquanto não resolvida, em outro processo de qualquer natureza, inclusive judicial, questão de que dependa o
reconhecimento da transgressão;

b) a partir da instauração de sindicância até a decisão final pela autoridade competente.

§ 5º A prescrição da pretensão executória é a mesma da punitiva, aplicando-se-lhe a causa suspensiva constante do


inciso II, alínea “a”, do § 4.º deste artigo.

TÍTULO V

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 198 - A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público estadual ou prática de infração
funcional é obrigada a promover sua apuração imediata, mediante meios sumários ou processo administrativo
disciplinar, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de se tornar co-responsável, assegurada ampla defesa ao acusado.

Art. 199 - As denúncias sobre irregularidades serão objeto de averiguação, desde que contenham a identidade do
denunciante e sejam formuladas por escrito, para fins de confirmação da autenticidade.

Parágrafo único - Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia
deverá ser arquivada por falta de objeto material passível de ensejar qualquer punição consignada nesta lei.

Art. 200 - As irregularidades e as infrações funcionais serão apuradas por meio de:

I - sindicância, quando os dados forem insuficientes para sua determinação ou para apontar o servidor faltoso ou,
sendo este determinado, não for a falta confessada, documentalmente provada ou manifestamente evidente;

II - inquérito administrativo, quando a gravidade da ação ou omissão torne o autor passível das penas disciplinares
de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, demissão, cassação de aposentadoria ou de disponibilidade, ou ainda,
quando na sindicância ficar comprovada a ocorrência de irregularidades ou falta funcional grave, mesmo sem
indicação de autoria.

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CAPÍTULO II

DA SINDICÂNCIA

Art. 201 - Toda autoridade estadual é competente para, no âmbito da jurisdição do órgão sob sua chefia,
determinar a realização de sindicância, de forma sumária, a qual deverá ser concluída no prazo máximo de 30
(trinta) dias úteis, podendo ser prorrogado por até igual período.

§ 1º - A sindicância será sempre cometida a servidor de hierarquia igual ou superior à do implicado, se houver.

§ 2º - O sindicante desenvolverá o encargo em tempo integral, ficando dispensado de suas atribuições normais até a
apresentação do relatório final, no prazo estabelecido neste artigo.

Art. 202 - O sindicante efetuará diligências necessárias ao esclarecimento da ocorrência e indicação do


responsável, ouvido, preliminarmente, o autor da representação e o servidor implicado, se houver.

§ 1º - Reunidos os elementos coletados, o sindicante traduzirá no relatório as suas conclusões gerais, indicando, se
possível, o provável culpado, qual a irregularidade ou transgressão praticada e o seu enquadramento nas
disposições da lei reguladora da matéria.

§ 2º - Somente poderá ser sugerida a instauração de inquérito administrativo quando, comprovadamente, os fatos
apurados na sindicância a tal conduzirem, na forma do inciso II do artigo 200.

§ 3º - Se a sindicância concluir pela culpabilidade do servidor, será este notificado para apresentar defesa, querendo,
no prazo de 3 (três) dias úteis.

Art. 203 - A autoridade, de posse do relatório do sindicante, acompanhado dos elementos que instruírem o
processo, decidirá pelo arquivamento do processo, pela aplicação da penalidade cabível de sua competência, ou
pela instauração de inquérito administrativo, se estiver na sua alçada.

Parágrafo único - Quando a aplicação da penalidade ou a instauração de inquérito for de autoridade de outra
alçada ou competência, a esta deverá ser encaminhada a sindicância para apreciação das medidas propostas.

CAPÍTULO III

DO AFASTAMENTO PREVENTIVO

Art. 204 - Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade ou
infração funcional, a autoridade instauradora do processo administrativo disciplinar poderá determinar o
afastamento preventivo do exercício das atividades do seu cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo
da remuneração.

Parágrafo único - O afastamento poderá ser prorrogado por igual período, findo o qual cessarão definitivamente os
seus efeitos, mesmo que o processo administrativo disciplinar ainda não tenha sido concluído.

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CAPÍTULO IV

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM ESPÉCIE

Art. 205 - O processo administrativo disciplinar é o instrumento utilizado no Estado para apurar responsabilidade
de servidor por irregularidade ou infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação direta
com o exercício do cargo em que se encontre efetivamente investido.

Art. 206 - O processo administrativo disciplinar será conduzido por comissão composta de 3 (três) servidores
estáveis, com formação superior, sendo pelo menos um com titulação em Ciências Jurídicas e Sociais, designados
pela autoridade competente, que indicará, dentre eles, o seu presidente.

§ 1º - O presidente da comissão designará, para secretariá-la, um servidor que não poderá ser escolhido entre os
componentes da mesma.

§ 2º - Os membros da comissão não deverão ser de hierarquia inferior à do indiciado, nem estarem ligados ao
mesmo por qualquer vínculo de subordinação.

§ 3º - Não poderá integrar a comissão, nem exercer a função de secretário, o servidor que tenha feito a denúncia de
que resultar o processo disciplinar, bem como o cônjuge ou parente do acusado, consangüíneo ou afim, em linha
reta ou colateral, até 3º grau.

§ 4º - Nos casos em que a decisão final for da alçada exclusiva do Governador do Estado ou de dirigente máximo de
autarquia ou fundação pública, o processo administrativo-disciplinar será conduzido por Procurador do Estado, na
condição de Autoridade Processante, observando-se, no que couber, as demais normas do procedimento.

§ 5º - Na hipótese anterior, será coletivo o parecer previsto no inciso IV do artigo 115 da Constituição Estadual, que
deverá ser emitido também nos casos em que o processo for encaminhado à decisão final de dirigente máximo de
autarquia ou fundação pública.

Art. 207 - A comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, assegurando o sigilo absoluto
e necessário à elucidação do fato, ou exigido pelo interesse da Administração.

Parágrafo único - As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado.

Art. 208 - O servidor poderá fazer parte, simultaneamente, de mais de uma comissão, podendo esta ser incumbida
de mais de um processo disciplinar.

Art. 209 - O membro da comissão ou o servidor designado para secretariá-la não poderá fazer parte do processo
na qualidade de testemunha, tanto da acusação como da defesa.

Art. 210 - A comissão somente poderá deliberar com a presença absoluta de todos os seus membros.

Parágrafo único - A ausência, sem motivo justificado, por mais de duas sessões, de qualquer dos membros da
comissão ou de seu secretário, determinará, de imediato, a substituição do faltoso, sem prejuízo de ser passível de
punição disciplinar por falta de cumprimento do dever funcional.

Art. 211 - O processo administrativo disciplinar se desenvolverá, necessariamente, nas seguintes fases:

I - instauração, ocorrendo a partir do ato que constituir a comissão;

II - processo administrativo disciplinar, propriamente dito, compreendendo a instrução, defesa e relatório;

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III - julgamento.

Art. 212 - O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar não poderá exceder a 60 (sessenta) dias,
contados da data da publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual período,
quando as circunstâncias de cunho excepcional assim o exigirem.

§ 1º - Sempre que necessário, a comissão desenvolverá seus trabalhos em tempo integral, ficando seus membros e
respectivo secretário, dispensados de suas atividades normais, até a entrega do relatório final.

§ 2º - As reuniões da comissão serão registradas em atas, detalhando as deliberações adotadas.

Art. 213 - O processo administrativo disciplinar, instaurado pela autoridade competente para aplicar a pena
disciplinar, deverá ser iniciado no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contados da data em que for publicada a designação
dos membros da comissão.

Art. 214 - Todos os termos lavrados pelo secretário da comissão, tais como, autuação, juntada, intimação,
conclusão, data, vista, recebimento de certidões, compromissos, terão formas processuais, resumindo-se tanto
quanto possível.

Art. 215 - Será feita por ordem cronológica de apresentação toda e qualquer juntada aos autos, devendo o
presidente rubricar as folhas acrescidas.

Art. 216 - Figurará sempre, nos autos do processo, a folha de antecedentes do indiciado.

Art. 217 - No processo administrativo disciplinar, poderá ser argüida suspeição, que se regerá pelas normas da
legislação comum.

Art. 218 - Quando ao servidor se imputar crime praticado na esfera administrativa, a autoridade que determinar a
instauração do processo administrativo disciplinar providenciará para que se instaure, simultaneamente, o inquérito
policial.

Parágrafo único - Idêntico procedimento compete à autoridade policial quando se tratar de crime praticado fora da
esfera administrativa.

Art. 219 - As autoridades administrativas e policiais se auxiliarão, mutuamente, para que ambos os inquéritos se
concluam dentro dos prazos fixados nesta lei.

Art. 220 - A absolvição do processo crime, a que for submetido o servidor, não implicará na permanência ou
retorno do mesmo ao serviço público se, em processo administrativo disciplinar regular, tiver sido demitido em
virtude de prática de atos que o inabilitem moralmente para aquele serviço.

Art. 221 - Acarretarão a nulidade do processo:

a) a determinação de instauração por autoridade incompetente;

b) a falta de citação ou notificação, na forma determinada nesta lei;

c) qualquer restrição à defesa do indiciado;

d) a recusa injustificada de promover a realização de perícias ou quaisquer outras diligências convenientes ao


esclarecimento do processo;

e) os atos da comissão praticados apenas por um dos seus membros;

f) acréscimos ao processo depois de elaborado o relatório da comissão sem nova vista ao indiciado;

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g) rasuras e emendas não ressalvadas em parte substancial do processo.

Art. 222 - As irregularidades processuais que não constituírem vícios substanciais insanáveis, suscetíveis de influírem
na apuração da verdade ou decisão do processo, não determinarão a sua nulidade.

Art. 223 - A nulidade poderá ser argüida durante ou após a formação da culpa, devendo fundar-se a sua argüição
em texto legal, sob pena de ser considerada inexistente.

CAPÍTULO V

DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO

Seção I

Das Disposições Gerais

Art. 224 - O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório, assegurada ao acusado ampla
defesa, com a utilização de todos os meios de prova em direito admitidos, podendo as mesmas serem produzidas
“ex-officio”, pelo denunciante ou pelo acusado, se houver, ou a requerimento da parte com legitimidade para tanto.

Art. 225 - Quando o inquérito administrativo for precedido de sindicância, o relatório desta integrará a instrução
do processo como peça informativa.

Parágrafo único - Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração praticada consta capitulada como
ilícito penal, a autoridade competente providenciará no encaminhamento de cópias dos autos ao Ministério Público,
independentemente da imediata instauração do processo disciplinar.

Art. 226 - Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e
diligências cabíveis, objetivando a coleta de provas, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a
permitir a completa elucidação dos fatos.

§ 1º - A designação dos peritos deverá obedecer ao critério da capacidade técnica especializada, observadas as
provas de habilitação estabelecidas em lei, e só poderá recair em pessoas estranhas ao serviço público estadual, na
falta de servidores aptos a prestarem assessoramento técnico.

§ 2º - Para os exames de laboratório, porventura necessários, recorrer-se-á aos estabelecimentos particulares


somente quando inexistirem oficiais ou quando os laudos forem insatisfatórios ou incompletos.

Art. 227 - É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de
procurador habilitado, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando
se tratar de provas periciais.

§ 1º - Só será admitida a intervenção de procurador, no processo disciplinar, após a apresentação do respectivo


mandato, revestido das formalidades legais.

§ 2º - O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou


de nenhum interesse para os esclarecimentos dos fatos.

§ 3º - Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de conhecimentos
especializados de peritos.

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Seção II

Dos Atos e Termos Processuais

Art. 228 - O presidente da comissão, ao instalar os trabalhos, autuará portaria e demais peças existentes e
designará dia, hora e local para a audiência inicial, citando o indiciado, se houver, para interrogatório e
acompanhamento do processo.

§ 1º - A citação do indiciado será feita, pessoalmente ou por via postal, com antecedência mínima de 5 (cinco) dias
úteis da data marcada para audiência, e conterá dia, hora, local, sua qualificação e a tipificação da infração que lhe é
imputada.

§ 2º - Caso o indiciado se recuse a receber a citação, deverá o fato ser certificado, à vista de, no mínimo, 2 (duas)
testemunhas.

§ 3º - Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, a citação será feita por edital, publicada no órgão
oficial por 3 (três) vezes, com prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados a partir da primeira publicação, juntando-se
comprovante ao processo.

§ 4º - Quando houver fundada suspeita de ocultação do indiciado, proceder-se-á à citação por hora certa, na forma
dos arts. 227 a 229 do Código de Processo Civil.

§ 5º - Estando o indiciado afastado do seu domicílio e conhecido o seu endereço em outra localidade, a citação será
feita por via postal, em carta registrada, juntando-se ao processo o comprovante do registro e o aviso de
recebimento.

§ 6º - A citação pessoal, as intimações e as notificações serão feitas pelo secretário da comissão, apresentando ao
destinatário o instrumento correspondente em duas vias para que, retendo uma delas, passe recibo devidamente
datado na outra.

§ 7º - Quando o indiciado comparecer voluntariamente junto à comissão, será dado como citado.

§ 8º - Não havendo indiciado, a comissão intimará as pessoas, servidores, ou não, que, presumivelmente, possam
esclarecer a ocorrência, objeto do inquérito.

Art. 229 - Na hipótese de a comissão entender que os elementos do processo são insuficientes para bem
caracterizar a ocorrência, poderá ouvir previamente a vítima ou o denunciante da irregularidade ou infração
funcional.

Art. 230 - Feita a citação e não comparecendo o indiciado, o processo prosseguirá à revelia, com defensor dativo
designado pelo presidente da comissão, procedendo-se da mesma forma com relação ao que se encontre em lugar
incerto e não sabido ou afastado da localidade de seu domicílio.

Art. 231 - O indiciado tem o direito, pessoalmente ou por intermédio de defensor, a assistir aos atos probatórios
que se realizarem perante a comissão, requerendo medidas que julgar convenientes.

Parágrafo único - O indiciado poderá requerer ao presidente da comissão a designação de defensor dativo, caso
não o possuir.

Art. 232 - O indiciado, dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis após o interrogatório, poderá requerer diligência,
produzir prova documental e arrolar testemunhas, até o máximo de 8 (oito).

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§ 1º - Se as testemunhas de defesa não forem encontradas e o indiciado, dentro do prazo de 3 (três) dias úteis, não
indicar outras em substituição, prosseguir-se-á nos demais termos do processo.

§ 2º - No caso de mais de um indiciado, cada um deles será ouvido separadamente, podendo ser promovida
acareação, sempre que divergirem em suas declarações.

Art. 233 - As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão,
devendo apor seus cientes na segunda via, a qual será anexada ao processo.

Parágrafo único - Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será remetida ao chefe da
repartição onde servir, com a indicação do dia, hora e local em que procederá à inquirição.

Art. 234 - Serão assegurados transporte e diárias:

I - ao servidor convocado para prestar depoimento, fora da sede de sua repartição, na condição de denunciante,
indiciado ou testemunha;

II - aos membros da comissão e ao secretário da mesma, quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos
para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos.

Art. 235 - O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por
escrito, sendo-lhe, porém, facultada breve consulta a apontamentos.

§ 1º - As testemunhas serão inquiridas separadamente, se possível no mesmo dia, ouvindo-se previamente, as


apresentadas pelo denunciante; a seguir, as indicadas pela comissão e, por último, as arroladas pelo indiciado.

§ 2º - Na hipótese de depoimentos contraditórios ou divergentes entre si, proceder-se-á à acareação dos


depoentes.

§ 3º - Antes de depor, a testemunha será qualificada, declarando o nome, estado civil, profissão, se é parente, e em
que grau, de alguma das partes, ou quais suas relações com qualquer delas.

Art. 236 - Ao ser inquirida uma testemunha, as demais não poderão estar presentes, a fim de evitar-se que uma
ouça o depoimento da outra.

Art. 237 - O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem como à inquirição das testemunhas,
sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se-lhe, porém, reinquiri-las, por intermédio do
presidente da comissão.

Art. 238 - A testemunha somente poderá eximir-se de depor nos casos previstos em lei penal.

§ 1º - Se arrolados como testemunha, o Governador do Estado, os Secretários, os dirigentes máximos de autarquias,


bem como outras autoridades federais, estaduais ou municipais de níveis hierárquicos a eles assemelhados, o
depoimento será colhido em dia, hora e local previamente ajustados entre o presidente da comissão e a autoridade.

§ 2º - Os servidores estaduais arrolados como testemunhas serão requisitados junto às respectivas chefias e, os
federais e os municipais, bem como os militares, serão notificados por intermédio das repartições ou unidades a que
servirem.

§ 3º - No caso em que as pessoas estranhas ao serviço público se recusem a depor perante a comissão, o presidente
poderá solicitar à autoridade policial competente, providências no sentido de serem elas ouvidas na polícia,
encaminhando, para tanto, àquela autoridade, a matéria reduzida a itens, sobre a qual devam ser ouvidas.

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Art. 239 - Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá à autoridade
competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe, pelo menos, um médico
psiquiatra.

Parágrafo único - O incidente de sanidade mental será processado em autos apartados e apensos ao processo
principal, após expedição do laudo pericial.

Art. 240 - O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o local onde será
encontrado.

Art. 241 - Durante o curso do processo, a comissão promoverá as diligências que se fizerem necessárias à
elucidação do objeto do inquérito, podendo, inclusive, recorrer a técnicos e peritos.

Parágrafo único - Os órgãos estaduais atenderão com prioridade às solicitações da comissão.

Art. 242 - Compete à comissão tomar conhecimento de novas imputações que surgirem, durante o curso do
processo, contra o indiciado, caso em que este poderá produzir novas provas objetivando sua defesa.

Art. 243 - Na formação material do processo, todos os termos lavrados pelo secretário terão forma sucinta e,
quando possível, padronizada.

§ 1º - A juntada de documentos será feita pela ordem cronológica de apresentação mediante despacho do
presidente da comissão.

§ 2º - A cópia da ficha funcional deverá integrar o processo desde a indiciação do servidor, bem como, após
despacho do presidente, o mandato, revestido das formalidades legais que permita a intervenção de procurador, se
for o caso.

Art. 244 - Ultimada a instrução do processo, intimar-se-á o indiciado, ou seu defensor legalmente constituído,
para, no prazo de 10 (dez) dias, contados da data da intimação, apresentar defesa por escrito, sendo-lhe facultada
vista aos autos na forma da lei.

§ 1º - Havendo 2 (dois) ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias.

§ 2º - O prazo de defesa, excepcionalmente, poderá ser suprimido, a critério da comissão, quando esta a julgar
desnecessária, face à inconteste comprovação da inocência do indiciado.

Art. 245 - Esgotado o prazo de defesa, a comissão apresentará, dentro de 10 (dez) dias, minucioso relatório,
resumindo as peças essenciais dos autos e mencionando as provas principais em que se baseou para formular sua
convicção.

§ 1º - O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do sindicado.

§ 2º - Se a defesa tiver sido dispensada ou apresentada antes da fluência do prazo, contar-se-á o destinado à feitura
do relatório a partir do dia seguinte ao da dispensa da apresentação.

§ 3º - No relatório, a comissão apreciará em relação a cada indiciado, separadamente, as irregularidades, objeto de


acusação, as provas que instruírem o processo e as razões de defesa, propondo, justificadamente, a absolvição ou a
punição, sugerindo, nesse caso, a pena que couber.

§ 4º - Deverá, também, a comissão, em seu relatório, sugerir providências tendentes a evitar a reprodução de fatos
semelhantes ao que originou o processo, bem como quaisquer outras que lhe pareçam de interesse do serviço
público estadual.

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Art. 246 - O relatório da comissão será encaminhado à autoridade que determinou a sua instauração para
apreciação final no prazo de 30 (trinta) dias.

§ 1º - Apresentado o relatório, a comissão ficará à disposição da autoridade que houver instaurado o inquérito para
qualquer esclarecimento ou providência julgada necessária.

§ 2º - Quando não for da alçada da autoridade a aplicação das penalidades e das providências indicadas, estas
serão propostas a quem de direito competir, no prazo marcado para julgamento.

§ 3º - Na hipótese do parágrafo anterior, o prazo para julgamento final será de 20 (vinte) dias.

§ 4º - A autoridade julgadora promoverá a publicação em órgão oficial, no prazo de 8 (oito) dias, da decisão que
proferir, expedirá os atos decorrentes do julgamento e determinará as providências necessárias a sua execução.

§ 5º - Cumprido o disposto no parágrafo anterior, dar-se-á ciência da solução do processo ao autor da


representação e à comissão, procedendo-se, após, ao seu arquivamento.

§ 6º - Se o processo não for encaminhado à autoridade competente no prazo de 30 (trinta) dias, ou julgado no
prazo determinado no § 3º, o indiciado poderá reassumir, automaticamente, o exercício do seu cargo, onde
aguardará o julgamento.

CAPÍTULO VI

DO PROCESSO POR ABANDONO DE CARGO OU POR AUSÊNCIAS EXCESSIVAS AO SERVIÇO

Art. 247 - É dever do chefe imediato conhecer os motivos que levam o servidor a faltar consecutiva e
freqüentemente ao serviço.

Parágrafo único - Constatadas as primeiras faltas, deverá o chefe imediato, sob pena de se tornar co-responsável,
comunicar o fato ao órgão de apoio administrativo da repartição que promoverá as diligências necessárias à
apuração da ocorrência.

Art. 248 - Quando o número de faltas não justificadas ultrapassar a 30 (trinta) consecutivas ou 60 (sessenta)
intercaladas durante um ano, a repartição onde o servidor estiver em exercício promoverá sindicância e, à vista do
resultado nela colhido, proporá:

I - a solução, se ficar provada a existência de força maior, coação ilegal ou circunstância ligada ao estado físico ou
psíquico do servidor, que contribua para não caracterizar o abandono do cargo ou que possa determinar a
justificabilidade das faltas;

II - a instauração de inquérito administrativo se inexistirem provas das situações mencionadas no inciso anterior, ou
existindo, forem julgadas insatisfatórias.

§ 1º - No caso de ser proposta a demissão, o servidor terá o prazo de 5 (cinco) dias para apresentar defesa.

§ 2º - Para aferição do número de faltas, as horas serão convertidas em dias, quando o servidor estiver sujeito a
regime de plantões.

§ 3º - Salvo em caso de ficar caracterizada, desde logo, a intenção do faltoso em abandonar o cargo, ser-lhe-á
permitido continuar em exercício, a título precário, sem prejuízo da conclusão do processo.

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§ 4º - É facultado ao indiciado, por abandono de cargo ou por ausências excessivas ao serviço, no decurso do
correspondente processo administrativo disciplinar, requerer sua exoneração, a juízo da autoridade competente.

CAPÍTULO VII

DA REVISÃO DO PROCESSO

Art. 249 - O processo administrativo disciplinar poderá ser revisto, uma única vez, a qualquer tempo ou “ex-
officio”, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência ou inadequação da
penalidade aplicada.

§ 1º - O pedido da revisão não tem efeito suspensivo e nem permite agravação da pena.

§ 2º - Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa de sua família poderá
requerer revisão do processo.

§ 3º - No caso de incapacidade mental, a revisão poderá ser requerida pelo respectivo curador.

Art. 250 - No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.

Art. 251 - O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Secretário de Estado ou autoridade equivalente
que, se a autorizar, encaminhará o pedido ao órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar.

Art. 252 - A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias de prazo para a conclusão dos trabalhos.

Art. 253 - O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade nos termos do artigo 246, no prazo de 20
(vinte) dias, contados do recebimento do processo, durante o qual poderá determinar as diligências que julgar
necessárias.

Art. 254 - Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos
os direitos do servidor.

TÍTULO VI

DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA AO SERVIDOR

Art. 255 - O Estado manterá órgão ou entidade de previdência e assistência médica, odontológica e hospitalar
para seus servidores e dependentes, mediante contribuição, nos termos da lei.

Art. 256 - Caberá, especialmente ao Estado, a concessão dos seguintes benefícios, na forma prevista nesta lei:

I - abono familiar;

II - licença para tratamento de saúde;

III - licença-gestante, à adotante e licença-paternidade;

IV - licença por acidente em serviço;

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V - aposentadoria;

VI - auxílio-funeral;

VII - complementação de pensão.

§ 1° - Além das concessões de que trata este artigo, será devido o auxílio-transporte, correspondente à necessidade
de deslocamento do servidor em atividade para seu local de trabalho e vice-versa, nos termos da lei.

§ 2º - O Estado concederá o auxílio-refeição, na forma da lei.

§ 3º - A lei regulará o atendimento gratuito de filhos e dependentes de servidores, de zero a seis anos, em creches e
pré-escola.

Art. 257 - O auxílio-funeral é a importância devida à família do servidor falecido, ativo ou inativo, em valor
equivalente:

I - a um mês de remuneração ou provento que perceberia na data do óbito, considerados eventuais acúmulos
legais;

II - ao montante das despesas realizadas, respeitando o limite fixado no inciso anterior, quando promovido por
terceiros.

Parágrafo único - O processo de concessão de auxílio-funeral obedecerá a rito sumário e concluir-se-á no prazo de
48 (quarenta e oito) horas da prova do óbito, subordinando-se o pagamento à apresentação dos comprovantes da
despesa.

Art. 258 - Em caso de falecimento de servidor ocorrido quando no desempenho de suas funções, fora do local de
trabalho, inclusive em outro Estado ou no exterior, as despesas de transporte do corpo correrão à conta de recursos
do Estado, autarquia ou fundação de direito público.

Art. 259 - Ao cônjuge ou dependente do servidor falecido em conseqüência de acidente em serviço ou agressão
não-provocada, no exercício de suas atribuições, será concedida complementação da pensão que, somada à que
perceber do órgão de Previdência do Estado, perfaça a totalidade da remuneração percebida pelo servidor, quando
em atividade.

Art. 260 - Caberá ao Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul a concessão de benefícios e serviços,
na forma prevista em lei específica.

Parágrafo único - Todo servidor abrangido por esta lei deverá, obrigatoriamente, ser contribuinte do órgão
previdenciário de que trata este artigo.

TÍTULO VII

DA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO

Art. 261 - Para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, a Administração estadual poderá
efetuar contratações de pessoal, por prazo determinado, na forma da lei.

Parágrafo único - Para os fins previstos neste artigo, consideram-se como necessidade temporária de excepcional
interesse público as contratações destinadas a:

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I - combater surtos epidêmicos;

II - atender situações de calamidade pública;

III - atender a outras situações de urgência que vierem a ser definidas em lei.

TÍTULO VIII

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 262 - O dia 28 de outubro é consagrado ao servidor público estadual.

Art. 263 - Poderão ser conferidos, no âmbito da administração estadual, autarquia e fundações de direito público,
prêmios pela apresentação de idéias, inventos ou trabalhos que possibilitem o aumento da produtividade e a
redução de custos operacionais, bem como concessão de medalhas, diploma de honra ao mérito, condecoração e
louvor, na forma do regulamento.

Art. 264 - Os prazos previstos nesta lei serão contados em dias corridos, excluindo-se o dia do começo e
incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado, para o primeiro dia útil seguinte, o prazo vencido em dia em que
não haja expediente.

Parágrafo único - Os avanços e os adicionais de 15% (quinze por cento) e 25% (vinte e cinco por cento) serão pagos
a partir do primeiro dia do mês em que for completado o período de concessão.

Art. 265 - Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, o servidor não poderá ser privado
de quaisquer dos seus direitos, sofrer discriminação em sua vida funcional, nem eximir-se do cumprimento de seus
deveres.

Art. 266 - Do exercício de encargos ou serviços diferentes dos definidos em lei ou regulamento, como próprio do
seu cargo ou função, não decorre nenhum direito ao servidor, ressalvadas as comissões legais.

Art. 267 - É vedado às chefias manterem sob suas ordens cônjuges e parentes até segundo grau, salvo quando se
tratar de função de imediata confiança e livre escolha, não podendo, porém, exceder de dois o número de auxiliares
nessas condições.

Art. 268 - Serão assegurados ao servidor público civil os direitos de associação profissional ou sindical.

Art. 269 - Consideram-se da família do servidor, além do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas que vivam às suas
expensas e constem no seu assentamento individual.

Parágrafo único - Equipara-se ao cônjuge, a companheira ou companheiro que comprove união estável como
entidade familiar.

Art. 270 - A atribuição de qualquer direito e vantagem, cuja concessão dependa de ato ou portaria do Governador
do Estado, ou de outra autoridade com competência para tal, somente produzirá efeito a partir da data da
publicação no órgão oficial.

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Art. 271 - Os servidores estaduais, no exercício de suas atribuições, não estão sujeitos a sanções disciplinares por
crítica irrogada em quaisquer escritos de natureza administrativa.

Parágrafo único - A requerimento do interessado, poderá a autoridade suprimir as críticas irrogadas.

Art. 272 - O servidor que esteja sujeito à fiscalização de órgão profissional e for suspenso do exercício da profissão,
enquanto durar a medida, não poderá desempenhar atividade que envolva responsabilidade técnico-profissional.

Art. 273 - O Poder Executivo regulará as condições necessárias à perfeita execução desta lei, observados os
princípios gerais nela consignados.

Art. 274 - O disposto nesta lei é extensivo às autarquias e às fundações de direito público, respeitada, quanto à
prática de atos administrativos, a competência dos respectivos titulares.

Art. 275 - Os dirigentes máximos das autarquias e fundações de direito público poderão praticar atos
administrativos de competência do Governador, salvo os indelegáveis, nas áreas de suas respectivas atuações.

CAPÍTULO II

DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS

Art. 276 - Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta lei, na qualidade de servidores públicos, os
servidores estatutários da Administração Direta, das autarquias e das fundações de direito público, inclusive os
interinos e extranumerários, bem como os servidores estabilizados vinculados à Consolidação das Leis do Trabalho,
aprovada pelo Decreto-Lei nº 5452, de 1º de maio de 1943.

§ 1º - Os servidores celetistas de que trata o “caput” deverão manifestar, formalmente, no prazo de 90 (noventa) dias
após a promulgação desta lei, a opção de não integrarem o regime jurídico por esta estabelecido.

§ 2º - Os cargos ocupados pelos nomeados interinamente e as funções correspondentes aos extranumerários e


contratados de que trata este artigo, ficam transformados em cargos de provimento efetivo, em classe inicial, em
número certo, observada a identidade de denominação e equivalência das atribuições com cargos correspondentes
dos respectivos quadros de pessoal.

§ 3º - Nos órgãos em que já exista sistema de promoção para servidores celetistas, a transformação da respectiva
função será para o cargo de provimento efetivo em classe correspondente.

§ 4º - Os cargos de provimento efetivo resultantes das disposições deste artigo, excetuados os providos na forma do
artigo 6º, terão carreira de promoção própria, extinguindo-se à medida que vagarem, ressalvados os Quadros
próprios, criados por lei, cujos cargos são providos no sistema de carreira, indistintamente, por servidores celetistas e
estatutários.

§ 5º - Para efeitos de aplicação deste artigo, não serão consideradas as situações de fato em desvio de função.

§ 6º - Os contratados por prazo determinado terão seus contratos extintos, após o vencimento do prazo de
vigência.

§ 7º - Excepcionada a situação prevista no parágrafo 3º deste artigo, fica assegurada ao servidor, a título de
vantagem pessoal, como parcela autônoma, nominalmente identificável, a diferença resultante entre a remuneração
básica da função anteriormente desempenhada sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho e a do cargo da
classe inicial da categoria funcional para a qual foi transposto.

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Art. 277 - São considerados extintos os contratos individuais de trabalho dos servidores que passarem a integrar o
regime jurídico na forma do artigo 276, desta lei, ficando-lhes assegurada a contagem do tempo anterior de serviço
público estadual para todos os efeitos, exceto para os fins previstos no inciso I do artigo 151, na forma da lei.

§ 1º - O servidor que houver implementado o período aquisitivo que lhe assegure o direito a férias no regime
anterior, será obrigado a gozá-las, imediatamente, aplicando-se ao período restante o disposto no § 2º deste artigo.

§ 2º - Para integralizar o período aquisitivo de férias regulamentares de que trata o § 1º do artigo 67, será
computado 1/12 (um doze avos) por mês de efetivo exercício no regime anterior.

§ 3º - O servidor que, até 31 de dezembro de 1993, não tenha completado o qüinqüênio de que trata o artigo 150
desta Lei Complementar, terá assegurado o cômputo desse período para fins de concessão de licença-prêmio,
inclusive para os efeitos do inciso I do artigo 151 da mesma Lei.

Art. 278 - Os saldos das contas vinculadas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, dos servidores celetistas
que passarem a integrar o regime jurídico na forma do artigo 276, desta lei, poderão ser sacados nas hipóteses
previstas pela legislação federal vigente sobre a matéria.

Parágrafo único - O saldo da conta individualizada de servidores não optantes pelo FGTS reverterá em favor do
Estado ou da entidade depositante.

Art. 279 - Aplicam-se as disposições desta lei aos integrantes do Plano de Carreira do Magistério Público Estadual,
na forma prevista no art. 154 da Lei nº 6.672, de 22 de abril de 1974.

Art. 280 - As disposições da Lei nº 7.366, de 29 de março de 1980, que não conflitarem com os princípios
estabelecidos por esta lei, permanecerão em vigor até a edição de lei complementar, prevista no art. 134 da
Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 281 - A exceção de que trata o artigo 1º se estende aos empregados portuários e hidroviários, vinculados à
entidade responsável pela administração de portos de qualquer natureza, hidrovias e obras de proteção e
regularização, que continuarão a adotar o regime da Lei nº 4.860/65, a legislação trabalhista, a legislação portuária
federal e a política nacional de salários, observado o quadro de pessoal próprio.

Art. 282 - A diferença de proventos, instituída pelo Decreto-Lei nº 1.145/46, estendida às autarquias pela Lei nº
1.851/52 e Ato 206/76 – DEPREC, aplica-se ao pessoal contratado diretamente sob regime jurídico trabalhista do
Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais, vinculado à Previdência Social Federal.

Parágrafo único - A diferença de proventos será concedida somente quando o empregado satisfizer os requisitos da
aposentadoria pela legislação estadual em vigor e que sejam estáveis no serviço público, a teor do art. 19 do Ato das
Disposições Transitórias da Constituição Federal.

Art. 283 - Os graus relativos aos cargos organizados em carreira a que se refere esta lei, enquanto não editada a
lei complementar de que trata o art. 31 da Constituição do Estado, correspondem as atuais classes.

Art. 284 - Ao servidor público civil é assegurado, nos termos da Constituição Federal e da Constituição Estadual, o
direito à livre organização sindical e os seguintes direitos, entre outros, dela decorrentes:

a) de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto processual;

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b) de inamovibilidade do dirigente sindical, até 01 (um) ano após o final do mandato, exceto se a pedido;

c) de descontar em folha, sem ônus para a entidade sindical a que for filiado, o valor das mensalidades e
contribuições definidas em assembléia geral da categoria.

Art. 285 - No prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data da promulgação desta lei, o Poder Executivo
deverá encaminhar ao Poder Legislativo, projeto de lei que trate do quadro de carreira dos funcionários de escola.

Art. 286 - As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão à conta de dotações orçamentárias próprias.

Art. 287 - Fica o Executivo autorizado a abrir créditos suplementares necessários à cobertura das despesas geradas
por esta lei.

Art. 288 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a contar de 1º de janeiro de
1994.

Art. 289 - Ressalvados os direitos adquiridos, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, são revogadas as disposições
em contrário.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 3 de fevereiro de 1994.

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REGIMENTO INTERNO DA ALRS


TÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO I

DA SEDE DA ASSEMBLÉIA

Art. 1º - A Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul tem sede na Capital do Estado.

§ 1º - Havendo motivo relevante, ou de força maior, a Assembléia poderá, por deliberação da Mesa “ad
referendum” da maioria absoluta dos Deputados, reunir-se em outro ponto do Estado.

§ 2º - No Plenário da Assembléia somente serão realizados atos e atividades pertinentes à função parlamentar.

CAPÍTULO II

DA LEGISLATURA E DA SESSÃO PREPARATÓRIA

Art. 2º - No primeiro ano da legislatura, os Deputados reunir-se-ão em sessão preparatória às 14 horas do dia 30
de janeiro.

§ 1º - A direção dos trabalhos caberá em ordem sucessiva:

I - ao Presidente da Assembléia do período anterior, se reeleito Deputado;

II - ao Deputado que tenha exercido mais recentemente a função de Vice-Presidente ou Secretário da Mesa;

III - ao Deputado mais idoso dentre os reeleitos, ou

IV - ao mais idoso dos Deputados presentes.

§ 2º - O Presidente convidará dois Deputados de partidos diferentes para secretariar a sessão.

Art. 3º - Aberta a sessão, os Deputados apresentarão à Mesa o diploma expedido pela Justiça Eleitoral e
comunicarão seu nome parlamentar e legenda partidária.

Parágrafo único - O nome parlamentar será composto de dois elementos, podendo o Deputado, se necessário para
individualizá-lo, utilizar três elementos.

Art. 4º - Verificada a existência de número legal para a instalação da legislatura, o Presidente decidirá de plano
quaisquer reclamações apresentadas e convocará sessão para o dia seguinte, às 14 horas.

Art. 5º - O Diário da Assembléia correspondente à sessão preparatória publicará, por legenda, a nominata dos
Deputados, obedecendo a ordem alfabética do nome parlamentar.

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Parágrafo único - No mesmo Diário, será publicada a nominata dos suplentes diplomados.

Art. 6º - No dia 31 de janeiro, a Assembléia reunir-se-á em sessão solene para a posse dos Deputados, sendo
declarada instalada a Legislatura e procedendo-se, a seguir, à eleição da Mesa e, após, à da Comissão
Representativa.

Art. 7º - No ato da posse, o Presidente proferirá o seguinte compromisso, mantendo-se de pé todos os presentes:

“Prometo manter, defender e cumprir a Constituição do Estado e desempenhar com toda a lealdade e dedicação o
mandato que me foi confiado pelo povo rio-grandense”.

Parágrafo único - Far-se-á, a seguir, a chamada nominal dos Deputados e cada um, também de pé, adotando os
termos do compromisso, vedadas outras manifestações, dirá: “Assim o prometo”.

Art. 8º - O Deputado que tomar posse em ocasião posterior e o suplente que assumir pela primeira vez prestarão
previamente o compromisso de que trata o artigo anterior em sessão da Assembléia, ou, se esta não estiver reunida,
perante seu Presidente.

Art. 9º - Não se considera investido no mandato de Deputado quem deixar de prestar o compromisso nos termos
regimentais.

Art. 10 - No terceiro ano da legislatura, os Deputados reunir-se-ão na segunda quinzena do mês de janeiro, em
sessão preparatória, convocada antes do encerramento da sessão legislativa anterior, para verificação do "quorum"
necessário à eleição da Mesa.

§ 1º - Havendo "quorum", a eleição dar-se-á a 31 de janeiro, em sessão solene a iniciar-se às 14 horas.

§ 2º - Enquanto não for eleita a nova Mesa, os trabalhos da Assembléia continuarão a ser dirigidos pela Mesa da
sessão legislativa anterior.

CAPÍTULO III

DAS SESSÕES LEGISLATIVAS

Art. 11 - A Assembléia reunir-se-á em sessão legislativa:

I - ordinária, de 1º de fevereiro a 16 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro;

II - extraordinária, quando convocada na forma do art. 253.

§ 1º - A sessão legislativa ordinária poderá ser prorrogada pelo prazo máximo de três sessões, a requerimento de
um terço dos Deputados e por deliberação da maioria absoluta.

§ 2º - A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem a apreciação dos projetos de leis orçamentárias.

Art. 12 - Durante o período da sessão legislativa ordinária, a Assembléia funcionará em todos os dias úteis.

Parágrafo único - As sessões plenárias realizar-se-ão conforme determina o art. 91, alínea II.

Art. 13 - As reuniões das Comissões Técnicas Permanentes realizar-se-ão às terças, quartas e quintas-feiras pela
manhã, das 9h às 11h, e as das Mistas Permanentes às quartas-feiras, das 11 h às 13h.

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§ 1º - As reuniões das demais Comissões poderão realizar-se a qualquer tempo, exceto nos horários destinados às
sessões plenárias e às reuniões das Comissões Técnicas Permanentes e Mistas Permanentes.

§ 2º - As reuniões ordinárias e extraordinárias das Comissões Permanentes realizar-se-ão no Palácio Farroupilha,


exceto nas hipóteses de interiorização da Assembléia Legislativa.

CAPÍTULO IV

DAS LIDERANÇAS

Art. 14 - As representações partidárias eleitas em cada legislatura, constituir-se-ão por Bancadas.

Parágrafo único - Cada Bancada escolherá um Líder e tantos Vice-Líderes, quantos couber, na proporção de um
Vice-Líder para cada fração de oito Deputados da representação correspondente.

Art. 15 - O Líder da Bancada, além das atribuições regimentais, possui as seguintes prerrogativas:

I - usar da palavra a qualquer momento da sessão em comunicação urgente, excetuando-se o período da Ordem
do Dia quando as comunicações versarão apenas sobre a matéria em debate e votação;

II - discutir proposições e encaminhar-lhes a votação pelo prazo regimental, ainda que não inscrito;

III - emendar proposições na Ordem do Dia da sessão, em fase de discussão;

IV - indicar os Deputados de sua representação para integrar Comissões.

§ 1º - Cada Líder de Bancada terá direito a uma comunicação urgente por sessão plenária, podendo delegar a um
dos liderados a incumbência de fazê-la, desde que se trate de assunto de interesse da Bancada.

§ 2º - As bancadas parlamentares informarão à Presidência da Mesa, seus Líderes e Vice-Líderes.

Art. 16 - A representação partidária que venha a se constituir em data posterior a do ato de instalação da
legislatura apenas disporá das prerrogativas de que tratam os arts. 14 e 15 se integrada por três ou mais Deputados.

Art. 17 - Haverá, também, um Líder e um Vice-Líder por partido com representação na Assembléia, indicados pela
respectiva Executiva Regional.

§ 1º - O Líder Partidário, com as prerrogativas previstas no art. 15, I, II e III representará o pensamento do Partido.

§ 2º - O Líder Partidário poderá indicar um parlamentar para expressar a posição do partido quando da votação de
proposição.

§ 3º - (REVOGADO pela Resolução nº 3.009/08)

§ 4º - Cada Líder Partidário terá direito a uma comunicação urgente por sessão plenária, podendo delegar a um
dos liderados a incumbência de fazê-la, desde que se trate de assunto de interesse do Partido.

§ 5º - Ficam asseguradas as prerrogativas da Liderança Partidária à representação partidária constituída em data


posterior à do ato da instalação da Legislatura, independentemente do número de Deputados que a integrar.

Art. 17-A - O Chefe do Poder Executivo poderá indicar Deputados para exercerem a liderança do governo, que
será composta de Líder e Vice-Líder do Governo.

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Parágrafo único - Se a indicação recair sobre o Líder do Partido do Governo, este desempenhará as
funções de Líder Partidário e Líder do Governo.

Art. 17-B - A representação partidária integrada de 1 (um) Deputado terá direito a apenas 1 (uma) comunicação
urgente por sessão plenária.

Art. 18 - Os Líderes e Vice-Líderes não poderão ser membros da Mesa.

Parágrafo único - Excetuam-se da aplicação do dispositivo bancadas com até três parlamentares.

Art. 19 – Os Vice-Líderes substituirão o Líder nas ausências e impedimentos deste.

CAPÍTULO V

DO COLÉGIO DE LÍDERES

Art. 20 - Os Líderes de Bancada, Partidários ou do Governo constituem o Colégio de Líderes.

Parágrafo único. As deliberações do Colégio de Líderes serão tomadas pela maioria equivalente a dois terços,
ponderados os votos dos Líderes em função da expressão numérica de cada Bancada.

TÍTULO II

DOS ÓRGÃOS DA ASSEMBLÉIA

CAPÍTULO I

DA MESA

Seção I

Da Composição da Mesa

Art. 21 - A Mesa, órgão diretivo dos trabalhos da Assembléia Legislativa, é constituída de sete membros, a saber:

I - Presidente;

II - 1º Vice-Presidente;

III - 2º Vice-Presidente;

IV - 1º Secretário;

V - 2º Secretário;

VI - 3º Secretário;

VII - 4º Secretário.

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§ 1º - Será de dois anos o mandato de membro da Mesa, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição
imediatamente subseqüente.

§ 2º - A Mesa contará ainda com quatro suplentes de Secretário, designados de 1º, 2º, 3º e 4º suplentes.

§ 3º - As reuniões da Mesa são presididas pelo Presidente ou pelo seu substituto, na forma deste Regimento, assim
como convocadas por este ou pela maioria de seus membros.

Seção II

Da Eleição da Mesa

Art. 22 - A eleição da Mesa dar-se-á em sessão da Assembléia, por votação nominal, com a presença da maioria
absoluta dos Deputados.

Art. 23 - As chapas, acompanhadas de declaração que comprove a aquiescência de todos os seus integrantes,
serão apresentadas ao Departamento de Assessoramento Legislativo até 02 (duas) horas antes do início da sessão.

§ 1º - Na composição das chapas, serão respeitados, dentro do possível, os critérios de representação pluripartidária
e de proporcionalidade.

§ 2º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.893/03)

Art. 24 - (REVOGADO pela Resolução nº 2.978/06)

Parágrafo único - (REVOGADO pela Resolução nº 2.893/03)

Art. 25 - (REVOGADO pela Resolução nº 2.976/06)

§ 1º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.976/06)

§ 2º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.976/06)

§ 3º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.976/06)

Art. 26 - Encerrada a votação, o Presidente proclamará o resultado, sendo considerada eleita a chapa que obtiver
maioria absoluta de votos.

§ 1º - Se nenhuma houver alcançado esse resultado, proceder-se-á ao segundo escrutínio entre as duas chapas
mais votadas, caso em que será declarada vencedora a que atingir a maioria dos votos válidos.

§ 2º - Em caso de empate na segunda votação será considerada eleita a chapa com o mais idoso candidato a
Presidente.

Art. 27 - A posse dos eleitos será imediata à proclamação do resultado final pelo Presidente da sessão.

Art. 28 - Ocorrendo a vacância de qualquer cargo da Mesa até 30 de novembro do segundo ano do mandato
desta, será a vaga preenchida mediante eleição, dentro de 10 (dez) dias, como primeiro ato da Ordem do Dia da
sessão, observado, no que couber, o procedimento previsto para a Mesa.

§ 1º - A indicação dos candidatos caberá à Bancada do Deputado que se afastou.

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§ 2º - Verificando-se a vaga após a data fixada neste artigo, proceder-se-á como segue:

I - em se tratando do cargo de Presidente, o 1º Vice-Presidente assumi-lo-á;

II - vagando o de 1º Vice-Presidente, será preenchido pelo 2º Vice-Presidente, permanecendo vago este cargo;

III - em se tratando de cargos de Secretário, os titulares substituir-se-ão pela ordem e o suplente, convocado
também por ordem, assumirá a 4ª Secretaria.

Art. 29 - Perderá o mandato de membro da Mesa o Deputado que deixar o Partido que integrava ao ser eleito
para o cargo, devendo ser substituído na forma definida no artigo anterior.

Seção III

Da Competência da Mesa

Art. 30 - Compete à Mesa, além de outras atribuições previstas neste Regimento e nas leis:

I - dirigir os trabalhos legislativos;

II - administrar a Assembléia;

III - iniciar o processo legislativo nos seguintes casos:

a) fixação da remuneração de seus membros, do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado,


observadas as regras do art. 53, inciso XXXI, da Constituição do Estado;

b) alteração do Regimento Interno;

c) organização dos serviços administrativos;

d) criação, transformação e extinção de cargos e funções dos serviços da Assembléia e fixação da respectiva
remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;

IV - conforme o art. 55 da Constituição do Estado, iniciar o processo de perda de mandato de Deputado Estadual
nos casos previstos no art. 55, incisos I, II e IV, da Constituição Federal e declarar a perda do mandato nas situações
aludidas nos incisos III, IV e V, observado o disposto no § 3º do mesmo artigo;

V - promulgar emendas à Constituição;

VI - emitir parecer e expedir Resolução de Mesa ou elaborar projeto de Resolução sobre pedidos de licença de
Deputados;

VII - organizar, com o Colégio de Líderes, a Ordem do Dia da sessão;

VIII - apresentar ao Plenário, na sessão de encerramento do ano legislativo, relatório dos trabalhos realizados no
exercício;

IX - representar a Assembléia, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente;

X - propor ação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual ou por omissão, de ofício ou
por deliberação do Plenário;

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XI - conferir caráter jurídico-normativo a pareceres da Procuradoria da Assembléia, que serão cogentes para a
administração;

XII - expedir atos referentes a pessoal, podendo delegar competência aos Superintendentes;

XIII - expedir Resolução de Mesa com vistas a regulamentar o funcionamento dos serviços administrativos do Poder
Legislativo;

XIV - decidir, em grau de recurso, as questões relativas a pessoal e aos serviços administrativos da Assembléia;

XV - aprovar a proposta orçamentária da Assembléia;

XVI - indicar os ordenadores de despesa, observado o disposto na alínea "c" do inciso I do art. 38;

XVII - autorizar a celebração de convênios;

XVIII - requisitar ao Tribunal de Contas do Estado informações, segundo o preceituado no § 4º do art. 71 da


Constituição do Estado;

XIX - fixar as diretrizes para divulgação das atividades do Poder Legislativo.

XX - estabelecer a denominação dos espaços físicos da Assembléia Legislativa.

§ 1º- A representação da Mesa, em juízo, compete à Procuradoria da Assembléia Legislativa.

§ 2º - Cabe à Superintendência-Geral a coordenação e a orientação das atividades das Superintendências da


Assembléia, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Mesa.

§ 3º - Nos termos de delegação conferida pela Mesa, compete ao Superintendente Legislativo a direção dos
serviços legislativos, ao Superintendente de Comunicação Social, a divulgação institucional da Assembléia e, ao
Superintendente Administrativo e Financeiro, a direção dos serviços administrativos.

§ 4º - A iniciativa para o processo legislativo, prevista no inciso III deste artigo só não é exclusiva para os casos de
sua alínea „b‟.

Seção IV

Das Atribuições dos Membros da Mesa

Subseção I

Do Presidente

Art. 31 - São atribuições do Presidente, dentre outras expressas neste Regimento, dirigir e representar a
Assembléia, incumbindo-lhe:

I - quanto às sessões:

a) convocá-las;

b) presidir os trabalhos;

c) abri-las, encerrá-las e interrompê-las ou suspendê-las quando necessário;

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d) conceder a palavra aos Deputados;

e) interromper o orador que se desviar do assunto em debate, falar sobre matéria vencida ou faltar com a
consideração devida ao Poder Legislativo e seus membros ou aos demais Poderes, advertindo-o, e cassar-lhe a
palavra se reincidir;

f) determinar sejam eliminadas expressões antiparlamentares dos pronunciamentos;

g) decidir as questões de ordem e reclamações;

h) determinar a leitura, na primeira sessão após o recebimento, de mensagem do Governador solicitando, na forma
do art. 62 da Constituição do Estado, a apreciação de projeto em regime de urgência;

i) comunicar ao Plenário o resultado da votação de projetos de lei e convênios apreciados pelas Comissões na forma
do art. 56, § 2º, inciso VII, da Constituição do Estado, bem como o prazo para dele recorrer;

j) submeter a matéria da ordem do dia a discussão e votação;

l) proclamar o resultado das votações e declarar a prejudicialidade de outras proposições face a esse resultado.

II - quanto às proposições:

a) mandar autuá-las ou devolvê-las a seu autor quando desatenderem as disposições dos arts. 165 e 166 deste
Regimento Interno;

b) distribuí-las, ou determinar sua distribuição;

c) incluí-las na Ordem do Dia na forma do art. 169, § 1º;

d) retirar da Ordem do Dia as que estiverem em desacordo com exigências regimentais e deferir-lhes a retirada nos
casos previstos neste Regimento;

e) determinar seu arquivamento ou desarquivamento, nos termos regimentais;

f) despachar requerimentos;

g) assinar os autógrafos a serem encaminhados ao Governador do Estado;

h) promulgar decretos legislativos e resoluções dentro de 48 (quarenta e oito) horas do seu recebimento;

i) promulgar leis conforme o § 7º do art. 66 da Constituição do Estado.

III - quanto às Comissões:

a) designar seus integrantes de acordo com a indicação dos Líderes de Bancada;

b) instalá-las e, se temporárias, prorrogar-lhes o prazo e extingui-las, nos termos regimentais.

IV - quanto às reuniões da Mesa:

a) convocá-las e presidi-las;

b) distribuir a matéria que dependa de parecer;

c) participar das discussões e, em caso de empate, das votações.

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Art. 32 - Compete, ainda, ao Presidente:

I - convocar extraordinariamente a Assembléia nas hipóteses do art. 253, II;

II - substituir o Governador nos termos do art. 80, § 1º, da Constituição do Estado;

III - dirigir, com suprema autoridade, a polícia da Assembléia e promover as medidas necessárias à apuração da
responsabilidade por delito praticado nas dependências do Poder Legislativo, conforme previsto no Capítulo IV do
Título IX deste Regimento;

IV - assinar correspondência destinada ao Presidente da República, Presidentes da Câmara dos Deputados, do


Senado Federal, Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Superior Tribunal Eleitoral, Ministros de
Estado, Governadores, Presidentes das Assembléias Legislativas, do Tribunal de Justiça, Tribunal Militar, Tribunal
Regional Eleitoral, representantes diplomáticos e outras autoridades de igual hierarquia;

V - zelar pelo prestígio e decoro da Assembléia e pela dignidade e respeito às prerrogativas constitucionais de seus
membros;

VI - representar a Assembléia em solenidades ou designar representantes;

VII - autorizar a realização, nas dependências do Palácio Farroupilha, de atos de caráter político-partidário, reuniões
promovidas por entidades de âmbito estadual ou federal e eventos artístico-culturais;

VIII - encaminhar às autoridades competentes, se for o caso, as conclusões de Comissão Parlamentar de Inquérito;

IX - solicitar a cedência de servidores de outros Poderes para quaisquer de seus serviços;

X - encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado, em cada exercício, a prestação de contas da Assembléia;

XI - cumprir e fazer cumprir este Regimento.

Art. 33 - O Presidente só pode ser signatário de proposição de iniciativa da Mesa.

Parágrafo único. O Presidente não pode votar a não ser em caso de empate.

Art. 34 - Na ausência do Presidente, a direção dos trabalhos das sessões plenárias caberá, pela série ordinal, aos
Vice-Presidentes, Secretários ou suplentes de Secretário, e, na falta destes, ao mais idoso dos Deputados presentes.

Parágrafo único - Ao substituto é deferida competência tão-somente para as decisões necessárias ao andamento
dos trabalhos, não lhe cabendo a prerrogativa do voto, a não ser em caso de empate.

Art. 35 - O Presidente poderá, de sua cadeira, a qualquer momento da sessão, fazer ao Plenário comunicação de
interesse da Assembléia ou do Estado.

Parágrafo único - O Presidente poderá participar dos debates em Plenário, desde que transmita a Presidência da
sessão a seu substituto.

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Subseção II

Dos Vice-Presidentes

Art. 36 - Os Vice-Presidentes, pela ordem, substituirão o Presidente nas ausências eventuais e impedimentos, e
assumirão a Presidência na hipótese do art. 28, § 2º, I.

Parágrafo único - O Presidente poderá delegar aos Vice-Presidentes competência que lhe seja própria.

Art. 37 - Compete ao 1º Vice-Presidente promulgar leis na hipótese do § 7º do art. 66, parte final, da Constituição
do Estado.

Subseção III

Dos Secretários

Art. 38 - São atribuições do 1º Secretário, além de outras previstas neste Regimento:

I - quanto aos serviços administrativos:

a) fazer cumprir seu regulamento;

b) assinar, com o Presidente e mais um Secretário, atos da Mesa relativos aos servidores da Assembléia;

c) autorizar despesas, ressalvado o disposto no § 3.º do art. 281, bem como delegar a ordenação nas hipóteses
referenciadas na resolução de mesa editada com base no inciso XVI do art. 30;

d) auxiliar a Presidência na execução do plano de auxílios;

e) fiscalizar o funcionamento do Auditório e do Plenarinho;

II - quanto às sessões plenárias:

a) fazer a chamada dos Deputados;

b) fiscalizar a redação das atas e fazer a leitura destas ao plenário;

c) ler ao plenário a matéria do expediente e despachá-la;

d) assessorar o Presidente nos trabalhos;

e) apurar votos.

§ 1º - Compete, ainda, ao 1º Secretário:

II - assinar a correspondência da Assembléia destinada a Secretário de Estado e outras autoridades de igual


hierarquia;

III - fiscalizar a publicação do Diário da Assembléia.

§ 2º - O 1º Secretário poderá delegar aos demais Secretários competência que lhe seja própria.

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§ 3.º A competência de delegação de despesas ao Superintendente e aos demais substitutos eventuais restará
perfectibilizada mediante subscrição de resolução de mesa, editada com fundamento no inciso XVI do art. 30, a qual
especificará a integral responsabilidade do mesmo quanto às despesas que vierem a ser empenhadas, juntamente
com a obrigação de elaborar relatório mensal das principais despesas com investimento, a ser encaminhado ao 1.º
Secretário.

Art. 39 - Os Secretários substituir-se-ão conforme sua numeração ordinal e, assim, substituirão o Presidente na
falta dos Vice-Presidentes.

Subseção IV

Dos Suplentes de Secretário

Art. 40 - Aos suplentes de Secretário compete:

I - em sessão, substituir o Presidente conforme o estabelecido no art. 34, e os Secretários;

II - assumir a função de Secretário na hipótese do art. 28, § 2º, III.

CAPÍTULO II

DA COMISSÃO REPRESENTATIVA

Art. 41 - A Comissão Representativa, composta de onze membros efetivos e dez suplentes, funcionará durante o
recesso parlamentar.

Parágrafo único - O Presidente da Assembléia é o Presidente da Comissão Representativa e, em seus impedimentos,


será substituído de acordo com as normas deste Regimento.

Art. 42 - A Comissão Representativa será eleita na última sessão ordinária do período legislativo anual.

§ 1º - A composição das chapas reproduzirá, quanto possível, a proporcionalidade de representação das Bancadas.

§ 2º - De cada chapa constará o nome dos candidatos a membros efetivos e a suplentes.

Art. 43 - As sessões da Comissão Representativa serão realizadas mediante convocação do Presidente ou a


requerimento de 1/3 (um terço) de seus membros, com a presença de, no mínimo, 06 (seis) Deputados, com a
maioria dos quais poderá a Comissão deliberar.

§ 1º - Os Deputados que não integrarem a Comissão poderão participar das sessões, sem direito a voto.

§ 2º - A sessão da Comissão Representativa constará de:

I – aprovação da ata e leitura do expediente;

II - ordem do dia nos termos deste Regimento;

III - comunicações de Líderes;

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IV - explicações pessoais.

Art. 44 - Compete à Comissão Representativa:

I - zelar pelas prerrogativas do Poder Legislativo e pela observância da Constituição e das garantias nela
consignadas;

II - convocar, com o voto da maioria de seus membros, Secretário de Estado para prestar, pessoalmente,
informações sobre assuntos compreendidos na área da respectiva Pasta, previamente determinados;

III - autorizar o Governador e o Vice-Governador a afastar-se do Estado por mais de quinze dias, ou do País por
qualquer tempo;

IV - resolver sobre licenças de Deputados.

Parágrafo único - O Secretário de Estado será ouvido em sessão especial na Comissão Representativa, obedecidas
as disposições dos arts. 260 e 261.

CAPÍTULO III

DAS COMISSÕES

Seção I

Disposições Preliminares

Art. 45 - As Comissões Parlamentares da Assembléia são:

I - permanentes: as de caráter técnico-legislativo ou especializado que têm por finalidade apreciar as proposições
submetidas a seu exame, sobre elas deliberando na forma deste Regimento, e exercer a fiscalização dos atos do
Poder Público Estadual, no âmbito dos respectivos campos temáticos;

II - temporárias: as criadas para apreciar determinada matéria, e que se extinguem ao término da legislatura, ou
antes, quando alcançado o fim a que se destinam ou expirado seu prazo de duração.

III - Mista Permanente do Mercosul e Assuntos Internacionais criada para apreciar os assuntos pertinentes ao
Mercado Comum do Sul e outros países, desenvolvendo seus trabalhos de forma integrada com as demais
comissões permanentes.

IV -) (REVOGADO pela Resolução nº 2.881/03)

V - Comissão Mista Permanente de Defesa do Consumidor e Participação Legislativa Popular: criada para
acompanhar os serviços de defesa do consumidor no Estado do Rio Grande do Sul, fiscalizando os atos do Poder
Público Estadual, e para servir como canal de comunicação entre o Poder Legislativo Estadual e a sociedade gaúcha,
incentivando a participação popular e facilitando o recebimento de sugestões legislativas advindas de associações,
órgãos de classe, sindicatos e entidades organizadas. (

Art. 46 - Na constituição das Comissões e na distribuição de seus cargos de Presidente e Vice-Presidente,


assegurar-se-á, tanto quanto possível, a representação proporcional das Bancadas.

Parágrafo único - O Presidente e o Vice-Presidente de Comissão Parlamentar não poderão participar de outras,
permanentes, temporárias ou de Ética, nestas condições.

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Art. 47 - Mesmo não sendo integrante, o Deputado poderá assistir às reuniões de qualquer Comissão, discutir
matéria em debate e apresentar sugestões por escrito.

Art. 48 - As Comissões, exceto as de Representação Externa, poderão solicitar, em caráter temporário, o concurso
de assessoramento especializado ou a colaboração de funcionários habilitados, a fim de executar trabalho de
natureza técnica ou científica relacionado com as suas atribuições ou competência.

§ 1º - Poderão participar dos trabalhos das Comissões entidades civis, de empregadores e empregados, e órgãos
representativos de profissionais liberais de âmbito estadual, credenciados pela Mesa, na forma de Resolução por ela
baixada.

§ 2º - O Presidente da Comissão poderá determinar que a colaboração dos credenciados seja apresentada por
escrito.

§ 3º - A participação na forma dos §§ 1º e 2º não acarretará qualquer ônus para a Assembléia Legislativa.

Art. 49 - Nas reuniões das Comissões, excluídas as de Representação Externa, aplicam-se as normas gerais de
funcionamento do Plenário, salvo se de outra forma dispuser este Regimento.

Seção II

Das Comissões Técnicas Permanentes

Subseção I

Da Denominação e Composição

Art. 50 - São as seguintes as Comissões Técnicas Permanentes:

I - Comissão de Constituição e Justiça;

II - Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle;

III - Comissão de Segurança e Serviços Públicos;

IV - Comissão de Cidadania e Direitos Humanos;

V - Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo;

VI - Comissão de Assuntos Municipais;

VII - Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia;

VIII - Comissão de Saúde e Meio Ambiente;

IX – Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

Art. 51 - As Comissões Técnicas Permanentes serão compostas por doze membros.

Art. 52 - Na distribuição das vagas das Comissões Técnicas Permanentes adotar-se-á o seguinte procedimento:

I - da totalidade, assegurar-se-á duas vagas para cada Deputado, exceto para o Presidente da Assembléia;

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II - as vagas serão distribuídas entre as Bancadas;

III - cada Líder de Bancada será chamado, pela ordem decrescente do número dos respectivos integrantes, para
definir a distribuição das vagas a que faz jus;

IV - cada Líder de Bancada, ao indicar os nomes dos Deputados para o número de vagas a que faz jus, levará em
consideração a regra onde o Deputado não pode ser titular de Comissão que se reúna no mesmo dia de outra.

Art. 53 - A alteração do número de integrantes de Bancada que importe modificações da proporcionalidade na


composição das Comissões somente será considerada no início dos trabalhos da primeira e da terceira sessões
legislativas de cada legislatura.

Art. 54 - O mandato nas Comissões Técnicas Permanentes tem a duração de duas sessões legislativas,
prorrogando-se automaticamente nas sessões extraordinárias e enquanto não forem designados os novos
integrantes de cada Comissão no início da terceira sessão legislativa.

Art. 55 - A designação dos titulares das Comissões dar-se-á por ato do Presidente da Assembléia, mediante
indicação dos Líderes das Bancadas a ser feita dentro de dez dias contados da instalação da primeira e da terceira
sessões legislativas.

§ 1º - Juntamente com os membros efetivos serão indicados pelos Líderes, quando possível, tantos suplentes
quantos forem os representantes da respectiva Bancada em cada Comissão, cuja função será exclusivamente suprir a
ausência do titular para a realização de atividades inerentes ao plenário da Comissão.

§ 2º - Não ocorrendo no prazo a indicação, o Presidente designará de ofício os integrantes de cada Comissão,
observado o disposto no art. 52 e, tanto quanto possível, considerando a especialização de cada Deputado.

§ 3º - Definida a composição do órgão, este terá o prazo de dez dias para se instalar.

§ 4º - O Presidente e o Vice-Presidente da Comissão serão eleitos na reunião em que a mesma se instalar.

§ 5º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.990/07)

§ 6º - O Deputado que se desvincular de sua Bancada perderá a condição de Presidente ou Vice-Presidente da


Comissão para a qual foi indicado pelo seu Líder.

Subseção II

Da Competência

Art. 56 - As proposições sujeitas a exame ou votação das Comissões Técnicas Permanentes serão distribuídas
obedecendo-se às respectivas áreas de atuação, quais sejam:

I - Comissão de Constituição e Justiça - aspectos constitucional, legal e jurídico das proposições; apreciar assuntos de
natureza constitucional ou jurídica que lhe sejam submetidos, em consulta, pelo Presidente da Assembléia
Legislativa, pelo Plenário ou por outra Comissão, ou em razão de recurso previsto neste Regimento; apreciar matéria
atinente à organização do Estado e dos Poderes; intervenção federal e estadual; transferência da sede da
Assembléia Legislativa; destituição do Procurador-Geral de Justiça; afastamento do Estado do Governador e Vice-
Governador; pedidos de licença para incorporação de Deputados às Forças Armadas; pedidos de instauração de
processo nos crimes de responsabilidade praticados por autoridades, e demais aspectos atinentes;

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II - Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle - destina-se a cumprir prerrogativa constitucional


de fiscalização e controle contábil-financeiro, orçamentário, operacional e patrimonial do Estado e das entidades da
administração direta e indireta e de quaisquer entidades constituídas e mantidas pelo Estado; aspecto financeiro das
proposições; problemas econômicos do Estado e seu planejamento e legislação; exame das proposições a que se
referem os arts. 150 e 152, § 1º, da Constituição do Estado, bem como os arts. 54 e 55 da Lei Complementar nº 101,
de 4 de maio de 2000, além de demonstrativos específicos estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei
Orçamentária; exame das contas do Governador, nos termos do art. 219 deste Regimento; elaborar planos e
programas de desenvolvimento estadual, regional e municipal, após exame pelas demais Comissões e pelo Fórum
Democrático de Desenvolvimento Regional; examinar os relatórios de atividades do Tribunal de Contas do Estado;
requisitar informações, relatórios, balanços e inspeções sobre as contas e autorizações de despesas de órgãos e
entidades da administração estadual, diretamente ou através do Tribunal de Contas do Estado; propor projetos cujos
objetivos sejam o de disponibilizar à sociedade civil organizada, ao cidadão e ao Poder Público Municipal,
informações sobre a execução orçamentária e financeira do Estado resguardadas aquelas de caráter sigiloso para a
preservação do interesse público, em sintonia com as diretrizes e princípios do Fórum Democrático de
Desenvolvimento Regional; propor o auxílio técnico do Tribunal de Contas do Estado para o desempenho de suas
competências.

III - Comissão de Segurança e Serviços Públicos - aspectos atinentes à segurança e à ordem públicas, à incolumidade
das pessoas e do patrimônio, ao combate à criminalidade, às atividades da Polícia Civil e da Polícia Militar, à paz
pública em geral, à organização político-administrativa do Estado, matérias relacionadas com obras públicas,
saneamento, energia, comunicações, mineração, transporte de valores e funcionalismo público;

IV - Comissão de Cidadania e Direitos Humanos - aspectos atinentes a direitos das minorias, do índio, do menor, da
mulher, do idoso, segurança social, sistema penitenciário e demais assuntos relacionados à problemática homem-
trabalho e direitos humanos;

V - Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo - aspectos atinentes à agricultura, pecuária, pesca,


cooperativismo, abastecimento, terras públicas e assuntos fundiários, uso sustentável de recursos hídricos na
agricultura e na pecuária, manejo de solos e demais matérias referentes ao setor primário de nossa economia;

VI - Comissão de Assuntos Municipais - aspectos relacionados a municípios e que digam respeito a critérios de
distribuição de verbas estaduais; convênios com o Estado; criação, fusão e desmembramento de municípios e
intervenção nestes; desenvolvimento urbano, regiões metropolitanas, aglomerações urbanas, microrregiões e redes
de municípios, bem como a solicitação de informações e documentos para instrução de proposições que lhes sejam
relativas; assuntos referentes à habitação e a regularização fundiária urbana, mobilidade urbana; transporte
individual e coletivo, motorizado e não motorizado; transporte de cargas;

VII - Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia - aspectos atinentes à educação, cultura,
patrimônio histórico, desenvolvimento artístico, científico e tecnológico;

VIII - Comissão de Saúde e Meio Ambiente - aspectos atinentes à saúde; assuntos relativos ao meio ambiente,
recursos naturais renováveis, flora, fauna e solo; criação, ampliação ou manutenção de reservas biológicas e/ou
recursos naturais;

IX - Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo – aspectos relacionados com indústria,


comércio, turismo, desenvolvimento sustentável regional ou estadual, microempresas, empresas de pequeno porte,
microempreendedor individual, economia solidária e demais assuntos referentes aos setores secundário e terciário
de nossa economia.

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Parágrafo único - Os expedientes relativos a escolha ou indicação de titulares de cargos públicos que, por
determinação legal, devam ser submetidos à Assembléia Legislativa, serão encaminhados às Comissões Técnicas
Permanentes, obedecida a respectiva área de atuação.

Art. 57 - Às Comissões Técnicas Permanentes, na respectiva área de atuação, compete:

I - iniciar o processo legislativo em leis complementares e ordinárias, nos casos permitidos pela Constituição;

II - emitir parecer sobre as proposições sujeitas à deliberação do Plenário, opinando pela aprovação ou rejeição,
total ou parcial, ou pelo arquivamento, e, quando for o caso, formular projetos delas decorrentes;

III - apresentar substitutivos, emendas e subemendas;

IV - sugerir ao Plenário o destaque de parte de proposições para constituir projeto em separado, ou requerer ao
Presidente da Assembléia a anexação de proposições análogas;

V - requisitar, por intermédio de seu Presidente, diligências sobre matéria em exame;

VI - discutir e votar projetos de lei e decretos legislativos, excetuados os:

a) de lei complementar;

b) de código;

c) de iniciativa de Comissão;

d) em regime de urgência;

e) com parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça;

f) de iniciativa popular;

g) de leis orçamentárias;

VII - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;

VIII - promover estudos, pesquisas e investigações sobre problemas de interesse público, relacionados com a sua
competência;

IX - receber petições, reclamações ou representações de qualquer pessoa contra atos ou omissões de autoridades
ou entidades públicas;

X - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão para prestar informações, obedecido o rito previsto nos
§§ 2º ao 5º do art. 262-B;

XI - apreciar programas de obras, planos estaduais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir
parecer.

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Subseção III

Dos Trabalhos

Art. 58 - As Comissões Permanentes reunir-se-ão ordinariamente nos seguintes dias e horários:

I - terças-feiras, das 9h às 11h - a Comissão de Constituição e Justiça; a Comissão de Educação, Cultura, Desporto,
Ciência e Tecnologia e a Comissão de Assuntos Municipais;

II - quartas-feiras, das 9h às 11h - a Comissão de Economia e Desenvolvimento; a Comissão de Saúde e Meio


Ambiente e a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos;

III - quintas-feiras, das 9h às 11h - a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle; a Comissão de
Agricultura, Pecuária e Cooperativismo e a Comissão de Serviços Públicos;

IV - quartas-feiras, das 11h às 13h - as Comissões Mistas Permanentes do Mercosul e Assuntos Internacionais e de
Defesa do Consumidor e Participação Legislativa Popular.

V - (REVOGADO pela Resolução nº 2.958/05)

§ 1º - As Comissões Permanentes reunir-se-ão extraordinariamente, quando convocadas pelo respectivo Presidente,


de ofício ou a requerimento de um terço de seus integrantes, observando o disposto no "caput".

§ 2º - As reuniões extraordinárias destinar-se-ão a exame de matéria relevante ou acumulada, devidamente


especificada na convocação, ou argüição pública de indicado para titular cargo definido no art. 53, XXVIII, da
Constituição do Estado.

Art. 59 - As reuniões somente serão iniciadas com a presença de, no mínimo, um quarto dos integrantes da
Comissão.

§ 1 º - As reuniões ordinárias e as reuniões extraordinárias terão duração de até 2 (duas) horas e, se decorridos 15
(quinze) minutos do horário fixado, não houver sido atingido esse "quorum", o Presidente declarará que a reunião
deixa de realizar-se, devendo o fato ficar registrado em Ata Declaratória.

§ 2º - As reuniões ordinárias poderão ser prorrogadas, por deliberação do Presidente, por prazo não superior a 02
(duas) horas, mediante requerimento verbal de qualquer Deputado.

§ 3º - O requerimento de que trata o § 2º será formulado até 05 (cinco) minutos antes do término da reunião.

§ 4º - As reuniões extraordinárias são improrrogáveis.

§ 5º - Os trabalhos desenvolver-se-ão na seguinte ordem:

I – aprovação da ata da reunião anterior, ressalvado o direito de retificá-la;

II - leitura do expediente, compreendendo:

a) resumo da correspondência recebida;

b) relação das proposições recebidas, fixando-se, quando for o caso, o prazo para os membros da Comissão
apresentarem emendas;

c) relação dos expedientes distribuídos, nominando-se os relatores;

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III - conhecimento de matérias da alçada da Comissão não relacionadas nas alíneas do inciso IV;

IV - Ordem do Dia, compreendendo a discussão e votação:

a) dos relatórios;

b) dos pareceres;

c) das proposições que dispensarem o exame pelo Plenário da Assembléia;

d) dos requerimentos;

V - assuntos gerais.

Art. 60 - Recebida a proposição, o Presidente da Comissão mandará incluí-la no expediente da primeira reunião a
ser realizada, fixando-se, quando for o caso, o prazo de 07 (sete) dias para emendá-la.

Art. 61 - No dia seguinte ao do encerramento do prazo para emendas, o Presidente distribuirá as proposições
conforme ordem rigorosa de sua apresentação, mediante protocolo, ao respectivo relator.

§ 1º - Embora distribuída a proposição a relatores parciais, a Comissão emitirá um só parecer abrangendo toda a
matéria.

§ 2º - Os relatores deverão apresentar seus pareceres dentro do prazo máximo de sete dias, a contar da data da
distribuição, porém, quando se tratar de matéria de alta relevância, tal prazo, a requerimento do relator, poderá ser
duplicado.

§ 3º - Se, expirado o prazo, o parecer não tiver sido emitido, o Presidente, de ofício, designará novo relator.

Art. 61-A - As proposições não poderão ser distribuídas a relator do mesmo partido do proponente.

Art. 62 - A matéria a ser examinada na Ordem do Dia será previamente determinada e publicada com uma
antecedência mínima de 48 horas no Diário da Assembléia.

Parágrafo único - O relatório deverá ser disponibilizado na íntegra aos Deputados até 24 (vinte e quatro) horas
antes do horário previsto para a reunião.

Art. 63 - As Comissões só poderão deliberar com a presença da maioria dos seus membros, somente sendo
aprovada a matéria que obtiver a maioria absoluta dos votos do total de seus integrantes.

§ 1º - Ausente algum integrante da Comissão ou impedido de votar, o Presidente do órgão convocará o suplente.

§ 2º - A convocação não investe o suplente na função de Presidente ou de Vice-Presidente da Comissão.

§ 3º - Ao membro da Comissão que estiver impedido de votar é permitido assistir a votação.

§ 4º - O Presidente terá voto nas deliberações e, em caso de empate, proferirá voto de desempate.

Art. 64 - As atas, os pareceres contrários e as matérias sujeitos à deliberação da Comissão deverão ser publicados
no Diário da Assembléia.

Art. 65 - Encerrada a penúltima reunião da sessão legislativa, as proposições que se encontrarem distribuídas a
relatores deverão ser devolvidas à Secretaria da respectiva Comissão.

Parágrafo único - Na última reunião da legislatura, as proposições que se encontrarem na Comissão serão
devolvidas ao Departamento de Assessoramento Legislativo.

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Subseção IV

Da Discussão e Votação dos Pareceres

Art. 66 - Lido o parecer na Comissão, iniciar-se-á a discussão e, encerrada essa, o Presidente colherá os votos.

§ 1º - Antes da votação, os Deputados que não se acharem habilitados a votar, poderão pedir vista do processo, que
será concedida pelo prazo improrrogável de três dias por uma única vez, para cada Bancada.

§ 2º - Em regime de urgência ou de tramitação especial, o prazo de vista do processo é de 02 horas, no recinto da


respectiva Comissão, e simultâneo para todos os que a tiverem requerido.

Art. 67 - Se o parecer do relator for rejeitado ou não obtiver o número de votos necessários a sua aprovação, será
designado outro membro da Comissão, dentre os prolatores dos votos majoritários, para emitir novo parecer.

Art. 68 - Aprovado o parecer, será tido como da Comissão e, desde logo, assinado pelo Presidente e demais
membros, constando da conclusão o nome dos votantes e respectivos votos.

Art. 69 - Para efeito da contagem de votos relativos ao parecer serão considerados:

I - favoráveis - os "pelas conclusões" e os "com restrições";

II - contrários - os "vencidos".

Parágrafo único - Sempre que adotar voto com restrição ao relatório, o membro da Comissão expressará, por
escrito, após a votação, em que consiste a sua divergência; não o fazendo, seu voto será considerado integralmente
favorável.

Art. 70 - Integrarão o parecer substitutivos, emendas ou quaisquer outros pronunciamentos escritos da Comissão.

Art. 71 - Concluída a apreciação pelas Comissões Permanentes, a proposição e respectivos pareceres serão
remetidos:

I - à Mesa, quando se tratar de matéria que deva ser submetida ao Plenário;

II - ao Presidente da Comissão que deva deliberar conclusivamente sobre a matéria, se for o caso.

Subseção V

Da Discussão e Votação dos Projetos

Art. 72 - Aplicam-se à tramitação dos projetos submetidos à deliberação das Comissões, no que couber, as
disposições relativas a prazos, emendas e demais formalidades e ritos exigidos para as matérias sujeitas à votação do
Plenário.

§ 1º - Terá caráter conclusivo a votação de projeto rejeitado por maioria absoluta de votos na Comissão de
Constituição e Justiça.

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§ 2º - O projeto votado na forma do parágrafo anterior será submetido ao Plenário mediante recurso nesse sentido
de um décimo dos membros da Assembléia Legislativa, apresentado no prazo de 05 (cinco) dias úteis da publicação
do respectivo anúncio no Diário da Assembléia.

§ 3º - Decorrido o prazo previsto no parágrafo anterior sem apresentação de recurso ou não sendo esse provido, o
projeto será arquivado.

Subseção VI

Da Secretaria de Comissão Técnica Permanente

Art. 73 - Cada Comissão terá uma Secretaria incumbida dos serviços de apoio administrativo.

Parágrafo único - Incluem-se nos serviços de Secretaria:

I - apoiamento aos trabalhos, elaboração e distribuição da agenda e redação da ata de reuniões;

II - a organização do protocolo de entrada e saída de matéria;

III - a sinopse dos trabalhos, com andamento de todas as proposições em curso na Comissão;

IV - o fornecimento ao Presidente da Comissão, no último dia útil de cada mês, de informações sucintas sobre o
andamento das proposições;

V - a organização dos processos legislativos na forma dos autos judiciais, com a numeração das páginas por ordem
cronológica, rubricadas pelo Secretário da Comissão onde foram incluídas;

VI - a entrega do processo referente a cada proposição ao relator, até o dia seguinte à distribuição;

VII - acompanhamento sistemático da distribuição de proposições aos relatores e dos prazos regimentais, mantendo
o Presidente constantemente informado a respeito;

VIII - o encaminhamento, a órgão incumbido da sinopse, de cópia da ata das reuniões com as respectivas
distribuições;

IX - a organização de súmula da jurisprudência dominante da Comissão, quanto aos assuntos mais relevantes, sob
orientação de seu Presidente;

X - desempenho de outros encargos determinados pelo Presidente.

Subseção VII

Das Subcomissões

Art. 74 - As Comissões Técnicas Permanentes poderão, mediante proposta de qualquer deputado, aprovada pela
maioria dos membros da comissão, criar subcomissões para estudo de matéria relevante, de sua competência
específica.

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§ 1º - As subcomissões poderão ser mistas, quando a matéria a ser tratada estiver compreendida nas atribuições de
mais de uma Comissão Técnica Permanente, caso em que a proposta do Deputado deverá ser aprovada pela
maioria dos membros de cada Comissão envolvida.

§ 2º - As subcomissões serão compostas por, no mínimo, um sexto dos membros da comissão ou comissões e pelo
deputado que propôs a sua formação, mesmo que não seja membro de qualquer delas.

§ 3º - Na composição das subcomissões mistas, cada Deputado representará uma única Comissão Permanente.

§ 4º Não poderão funcionar mais de 02 (duas) subcomissões para cada Comissão, por sessão legislativa, nelas
incluídas as mistas.

§ 5º - Dentre os membros da subcomissão, será escolhido um relator que, ao fim dos trabalhos, encaminhará o
relatório à deliberação do Plenário da Comissão.

§ 6º - Quando o relatório decorrer de subcomissão mista, deverá ser submetido à apreciação das Comissões que a
integraram, exigindo-se a maioria absoluta dos votos dos membros de cada uma delas para sua aprovação.

§ 7º - O presidente da comissão poderá delegar ao relator da subcomissão a prática de atos necessários ao


andamento dos trabalhos desta.

§ 8º - As subcomissões terão o prazo, improrrogável, de 120 (cento e vinte) dias, contados da data da sua
aprovação, extinguindo-se automaticamente na hipótese prevista no art. 54 deste Regimento.

§ 9º - Esgotado o assunto que a originou, a subcomissão apresentará relatório de suas atividades.

§ 10 - Findo o prazo previsto neste artigo sem a apresentação do relatório, o Presidente da Comissão declarará
extinta a subcomissão, ficando vedado a qualquer de seus integrantes participar de outra subcomissão até que seja
apresentado o relatório daquela.

§ 11 - O disposto no parágrafo anterior aplica-se a todas as Comissões participantes de subcomissões mistas.

Seção III

Das Comissões Temporárias

Subseção I

Disposições Preliminares

Art. 75 - As Comissões Temporárias poderão ser:

I - Comissões Especiais;

II - Comissões Parlamentares de Inquérito;

III - Comissões de Representação Externa.

§ 1º - Os membros de Comissão Temporária serão designados pelo Presidente por indicação dos Líderes, ou
independente dela se, no prazo de 48 horas após a criação, não se fizer a escolha.

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§ 2º - A Comissão Temporária será constituída por 12 (doze) membros titulares e igual número de suplentes,
excetuada a Comissão de Representação Externa.

§ 3º - A participação do Deputado em Comissão Temporária não prejudicará suas funções na Comissão


Permanente.

§ 4º - Na constituição das Comissões Temporárias observar-se-á o rodízio entre as bancadas que não atingirem
coeficiente de participação, de tal forma que todos os Partidos possam fazer-se representar.

Art. 76 - A Presidência da Comissão Temporária, exceto a da Comissão de Representação Externa, caberá ao


primeiro signatário do requerimento e o relator será eleito na reunião de instalação.

Art. 77 - A suspensão dos trabalhos das Comissões Temporárias no recesso parlamentar dependerá de aprovação
pelo Plenário da Assembléia de requerimento nesse sentido, devidamente fundamentado.

Art. 78 - Aplicam-se às Comissões Temporárias, no que couber, as normas referentes às Comissões Permanentes.

Art. 78-A - Aprovado o relatório conclusivo dos trabalhos das Comissões Temporárias, o respectivo projeto de
resolução será publicado em Ordem do Dia.

Art. 78-B - Finda a sessão legislativa, serão arquivados os requerimentos de constituição de Comissões
Temporárias não apreciados pelo Plenário.

Subseção II

Das Comissões Especiais

Art. 79 - As Comissões Especiais serão criadas exclusivamente para análise de matéria relevante não prevista dentre
as de competência das Comissões Permanentes.

§ 1 º - O requerimento para constituição de Comissão a que se refere o “caput” deverá definir o objeto dos
trabalhos.

§ 2º - A criação de Comissão Especial deverá ser deliberada pelo plenário.

§ 3º - Aprovada a Comissão, deverá ser instalada no prazo de 10 (dez) dias úteis.

§ 4° - A inobservância do prazo estabelecido no parágrafo anterior implicará a sua extinção por ato do Presidente.

Art. 80 - Estando em funcionamento, simultaneamente, duas Comissões Especiais, somente para tratar matéria de
alta relevância e, ainda, a requerimento de dois terços dos Deputados, poderá ser criada outra.

Art. 81 - O prazo de duração da Comissão Especial é de cento e vinte dias contados da data em que se instalar.

§ 1º - Dentro do prazo estabelecido no "caput", que é improrrogável, a Comissão deverá encaminhar, para exame
pelo Plenário da Assembléia, através de projeto de resolução, o relatório de seus trabalhos.

§ 2º - O relatório, que deverá ter sido aprovado pela maioria absoluta dos membros da Comissão, concluirá, com
vistas a regular a matéria analisada, pela apresentação de projeto de lei, de resolução ou de decreto legislativo ou
pelo encaminhamento de sugestões ao órgão competente.

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Art. 82 - Findo o prazo fixado no artigo anterior sem a apresentação do relatório, o Presidente da Assembléia
declarará, por ato publicado no Diário da Assembléia, extinta a Comissão.

Parágrafo único - Fica vedado a qualquer dos integrantes da Comissão extinta na forma do "caput" participar de
outra Comissão Temporária até que seja apresentado o relatório daquela.

Subseção III

Das Comissões Parlamentares de Inquérito

Art. 83 - A Assembléia Legislativa, a requerimento de, no mínimo, um terço dos seus membros, instituirá Comissão
Parlamentar de Inquérito para, por prazo certo, apurar fato determinado, ocorrido na área sujeita a seu controle e
fiscalização.

§ 1º - A Comissão Parlamentar de Inquérito terá poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de
outros previstos neste Regimento.

§ 2º - Recebido o requerimento, o Presidente mandará publicá-lo, desde que satisfeitos os requisitos legais, caso
contrário devolvê-lo-á ao autor, cabendo, dessa decisão, recurso ao Plenário.

§ 3º - O recurso de que trata o parágrafo anterior deverá ser impetrado no prazo de cinco dias contados da data
em que o autor for cientificado da decisão.

§ 4º - Quanto ao recurso impetrado, manifestar-se-á sempre a Comissão de Constituição e Justiça.

Art. 84 - A Comissão terá o prazo de cento e vinte dias, prorrogável por mais sessenta, por deliberação do
Plenário, para conclusão dos trabalhos.

Art. 85 - Deferida a constituição da Comissão Parlamentar de Inquérito, seus integrantes serão indicados no prazo
de cinco dias.

Art. 86 - Convocada por duas vezes consecutivas, com intervalo de 24 horas, sem número suficiente para sua
instalação, a Comissão funcionará em terceira convocação com um mínimo de cinco membros, que passará a ser o
"quorum".

Parágrafo único - A Comissão que não se instalar no prazo fixado no "caput", será declarada extinta por ato do
Presidente da Assembléia.

Art. 87 - A Comissão Parlamentar de Inquérito poderá, observada a legislação específica:

I - requisitar servidores dos serviços administrativos da Assembléia, bem como em caráter transitório, os de qualquer
órgão ou entidade da administração pública direta, indireta e fundacional, necessários aos seus trabalhos;

II - determinar diligências, ouvir indiciados, inquirir testemunhas sob compromisso, requisitar de órgãos e entidades
da administração pública informações e documentos, requerer a audiência de Deputados e Secretários de Estado,
tomar depoimentos e requisitar os serviços de quaisquer autoridades, inclusive policiais;

III - incumbir qualquer de seus membros ou funcionários requisitados da realização de sindicâncias ou diligências
necessárias aos seus trabalhos, dando conhecimento prévio à Mesa;

IV - deslocar-se a qualquer ponto do Estado para a realização de investigações e audiências públicas;

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V - estipular prazo para o atendimento de qualquer providência ou realização de diligência sob as penas da lei,
exceto quando da alçada de autoridade judicial;

VI - se forem diversos os fatos inter-relacionados objeto do inquérito, dizer em separado sobre cada um, mesmo
antes de finda a investigação dos demais.

§ 1º - Indiciados e testemunhas serão intimados por servidores da Assembléia Legislativa ou por intermédio de
Oficial de Justiça designado pelo Juiz de Direito do Foro da Comarca onde deva ser cumprida a diligência.

§ 2º - Aplicam-se subsidiariamente às Comissões de Inquérito, no que couber, as normas da legislação federal,


especialmente do Código de Processo Penal.

Art. 88 - Ao termo dos trabalhos, a Comissão apresentará, ao Presidente da Assembléia, relatório circunstanciado
com suas conclusões, por meio de projeto de resolução, que será publicado no Diário da Assembléia e
encaminhado:

I - à Mesa, para as providências de alçada desta ou do Plenário, oferecendo, conforme o caso, projeto de lei, de
decreto legislativo ou de resolução, que será incluído na Pauta dentro de cinco sessões;

II - ao Ministério Público e a Procuradoria-Geral do Estado, respectivamente, com a cópia da documentação, para


que promovam a responsabilidade criminal ou civil, por infrações apuradas, e adotem outras medidas decorrentes
de suas funções institucionais;

III - ao Poder Executivo para adotar as providências saneadoras de caráter disciplinar e administrativo decorrentes do
art. 37, §§ 2º a 6º, da Constituição Federal, e demais dispositivos constitucionais e legais aplicáveis, assinalando prazo
hábil para seu cumprimento;

IV - à Comissão Permanente que tenha maior pertinência com a matéria, à qual incumbirá fiscalizar o atendimento
do prescrito no inciso anterior;

V - à Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle e ao Tribunal de Contas do Estado para as


providências previstas no art. 71 da Carta Estadual.

Parágrafo único - Nos casos dos incisos II, III e V, a remessa será feita através do Presidente da Assembléia, no prazo
de cinco sessões.

Subseção IV

Das Comissões de Representação Externa

Art. 89 - As Comissões de Representação Externa destinam-se a tratar de assuntos relevantes, de comoção interna
ou de calamidade pública.

§ 1º - (REVOGADO pela Resolução nº2.958/05)

§ 2º - (REVOGADO pela Resolução nº2.958/05)

§ 3º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.958/05)

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Art. 89-A - A Comissão de Representação Externa poderá ser constituída por iniciativa da Mesa, até o limite de 2
(duas), ou a requerimento de um terço dos membros da Assembléia, até o limite de 4 (quatro), aprovada pelo
Plenário.

§ 1º - A designação dos membros da Comissão, em número de até 5 (cinco), compete ao Presidente da Assembléia,
ouvidos os Líderes de Bancadas.

§ 2º - A Comissão será coordenada por Deputado indicado pelo Presidente quando a iniciativa for da Mesa, ou pelo
primeiro signatário do requerimento de que trata o "caput".

§ 3º - Aprovada a Comissão, deverá ser instalada no prazo de 3 (três) dias úteis.

§ 4º - A inobservância do prazo estabelecido no parágrafo anterior implicará a sua extinção por ato do Presidente.

Art. 90 - O prazo de duração da Comissão de Representação Externa é de 30 (trinta) dias contados da data de sua
instalação.

§ 1° - A Comissão de Representação Externa extinguir-se-á:

I - pela conclusão do assunto que a originou;

II - pelo implemento do respectivo prazo; ou

III - pelo término da sessão legislativa ordinária.

§ 2º - Dentro do prazo estabelecido no "caput", que é ininterrupto e improrrogável, a Comissão apresentará o


relatório de suas atividades.

§ 3º - Não apresentado o relatório de que trata o parágrafo anterior, aplica-se o disposto no parágrafo único do art.
82.

Seção IV

Da Comissão Mista Permanente do Mercosul e Assuntos Internacionais

Art. 91 - A Comissão Mista Permanente do Mercosul e Assuntos Internacionais destina-se a apreciar assuntos
relativos ao Mercado Comum do Sul e a outros países sul-americanos e funcionará na forma de Comissão Mista, em
conjunto com uma ou mais Comissões Técnicas Permanentes, conforme a competência das envolvidas e o tema
abordado.

Parágrafo único - (REVOGADO pela Resolução nº 2.893/03)

Art. 92 - Compete à Comissão Mista Permanente do Mercosul e Assuntos Internacionais:

I - fomentar a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América do Sul, visando à formação de
uma comunidade latino-americana de nações;

II - promover os princípios de prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos, solução pacífica dos
conflitos e igualdade entre os Estados;

III - promover a integração parlamentar com os países do Mercosul e outros países da América do Sul;

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IV - contribuir para a unificação das legislações no âmbito das competências dos estados-membros;

V - promover a discussão política, econômica e social de interesse do Rio Grande do Sul, com os diversos segmentos
da sociedade gaúcha.

VI - acompanhar a implantação e evolução de acordos do Mercosul, em especial os referentes a normas técnicas e


aos assuntos de política agrícola, fiscal, aduaneira, comercial, industrial, meio ambiente, segurança pública, sanitária,
saúde, cultural, cidadania e políticas macroeconômicas.

Art. 93 - A Comissão será constituída por 12 (doze) membros titulares e igual número de suplentes.

Parágrafo único - Na constituição da Comissão será assegurada a representação proporcional dos partidos com
assento na Assembléia Legislativa.

Seção V

Da Comissão Mista Permanente de Fiscalização e Controle

(arts. 93-A a 93-D - REVOGADOS pela Resolução nº 2.881/03)

Seção VI

Da Comissão Mista Permanente de Defesa do Consumidor e Participação Legislativa Popular

Art. 93-E. A Comissão Mista Permanente de Defesa do Consumidor e Participação Legislativa Popular destina-se a
cumprir, em parceria com as entidades de proteção do direito do consumidor, o disposto nos arts. 5.º, inciso XXXII, e
170, inciso V, da Constituição Federal, e nos arts. 266 e 267 da Constituição do Estado, e a cumprir prerrogativa
constitucional que permite a entidades civis legalmente constituídas, representativas de segmentos sociais, participar
do processo legislativo mediante a apresentação de sugestões, estudos, pareceres técnicos e exposições sobre
assuntos de interesse da coletividade, funcionando na forma de Comissão Mista, em conjunto com uma ou mais
Comissões Técnicas Permanentes, conforme a competência das envolvidas e o tema abordado.

§ 1º - As deliberações sobre a viabilidade das sugestões é de competência exclusiva da Comissão.

§ 2º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.893/03)

Art. 93-F. Compete à Comissão Mista Permanente de Defesa do Consumidor e Participação Legislativa Popular:

I - receber, examinar e emitir parecer sobre as proposições legislativas que tratem sobre o tema defesa do
consumidor e as apresentadas por entidades da sociedade civil, tais como sindicatos, órgãos de classe, associações,
conselhos e organizações não governamentais, exceto partidos políticos e organismos internacionais;

II - proceder à verificação dos requisitos de existência e legalidade da entidade, através do exame do seu estatuto e
comprovação legal da composição de sua diretoria;

III - transformar em proposição legislativa, de iniciativa desta Comissão, as sugestões que receberem parecer
favorável;

IV - encaminhar as proposições de sua iniciativa para tramitação na forma prevista pelo art. 161 deste Regimento.

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V - discutir e elaborar, em parceria com entidades de defesa do consumidor, projetos de lei que versem sobre a
proteção aos direitos do consumidor;

VI - fiscalizar a aplicação das leis de proteção ao Direito do Consumidor, em especial do Código de Defesa do
Consumidor;

VII - buscar formas de inclusão das minorias, tais como idosos e pessoas com deficiência, nos programas estaduais
de defesa do consumidor.

Art. 93-G - A Comissão será constituída por 12 (doze) membros titulares e igual número de suplentes.

Parágrafo único - Na constituição da Comissão será assegurada a representação proporcional dos partidos com
assento na Assembléia Legislativa.

Art. 93-H - As proposições originadas na Comissão, que forem arquivadas ao término da sessão legislativa sem
terem sido votadas, só poderão ser desarquivadas por requerimento de seu Presidente, a pedido da entidade que a
apresentou.

TÍTULO III

DAS SESSÕES PLENÁRIAS DA ASSEMBLÉIA

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 94 - As sessões do Plenário da Assembléia Legislativa são:

I - preparatórias, as que precedem a instalação da primeira e da terceira sessões legislativas em cada legislatura;

II - ordinárias, as de qualquer sessão legislativa, nas terças, quartas e quintas-feiras, com duração de 04 horas e início
às 14 horas;

III - extraordinárias, as realizadas em dia ou hora diversos dos fixados para as sessões ordinárias;

IV - solenes, as destinadas às comemorações, homenagens, à posse do Governador e Vice-Governador, à instalação


da legislatura e posse dos Deputados.

V - especiais, destinadas a ouvir autoridades públicas.

§ 1º - Excepcionalmente, a Mesa poderá estabelecer horário diverso do previsto no inciso II para o início de sessão
ordinária.

§ 2º - As sessões solenes e as especiais serão realizadas com qualquer número de Deputados.

§ 3º - O Presidente, ao dar início às sessões, pronunciará estas palavras: “Invocando a proteção de Deus, declaro
aberta a Sessão”.

Art. 95 - Durante as sessões:

I - somente os Deputados poderão usar da palavra, salvo em sessões solenes ou especiais;

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II - os Deputados, exceto o Presidente, falarão de pé, e só por motivo de enfermidade ser-lhes-á permitido falar
sentados;

III - a palavra só poderá ser concedida pelo Presidente;

IV - qualquer Deputado, ao falar, dirigir-se-á ao Presidente e ao plenário;

V - referindo-se a colega, o Deputado deverá declinar-lhe o nome, precedido do tratamento de senhor ou


deputado;

VI - dirigindo-se ao colega, o Deputado dar-lhe-á o tratamento de excelência;

VII - nenhum Deputado poderá referir-se a colega ou a representante do Poder Público de forma descortês ou
injuriosa;

VIII - é vedado o acesso ao Plenário a pessoas estranhas ou a funcionários que nele não exerçam atividade.

IX - na Tribuna, deverá o Deputado fazer uso somente da palavra, vedadas quaisquer outras formas de
manifestação.

Art. 96 - Nenhum Deputado poderá interromper o orador na Tribuna, salvo para:

I - solicitar aparte;

II - formular questão de ordem;

III - apresentar reclamação;

IV - requerer a prorrogação da sessão.

Art. 97 - As sessões poderão ser suspensas ou encerradas, conforme o caso:

I - para manter a ordem;

II - para recepcionar visitantes ilustres;

III - por falecimento de Deputado ou ex-Deputado Estadual, de Chefe de Poder ou Secretário do Estado, de
Deputado Federal ou Senador da Bancada do Rio Grande do Sul;

IV - por motivo relevante, a critério de seu Presidente.

CAPÍTULO II

DAS SESSÕES PREPARATÓRIAS

Art. 98 - As sessões preparatórias seguirão o rito estabelecido no Capítulo II do Título I deste Regimento.

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CAPÍTULO III

DAS SESSÕES ORDINÁRIAS

Art. 99 - As sessões serão abertas no horário fixado no art. 91, II, com a presença, de, no mínimo, um quarto dos
membros da Assembléia Legislativa.

§ 1º - Se, decorridos 15 (quinze) minutos do horário fixado, não houver sido atingido esse "quorum", o Presidente
declarará que a sessão deixa de realizar-se, devendo o fato ficar registrado na Ata Declaratória.

§ 2º - Não serão computados no tempo de duração da sessão os períodos de retardamento no seu início ou de sua
suspensão.

Art. 100 - As sessões ordinárias dividem-se em sete partes destinadas:

I – à aprovação da Ata;

II - à leitura do Expediente;

III - ao Grande Expediente;

IV - à apresentação e discussão de proposições em Pauta;

V - à discussão e votação da matéria da Ordem do Dia;

VI - a Comunicações;

VII - a Explicações Pessoais.

Art. 101 - O Diário da Assembléia publicará na íntegra o desenvolvimento dos trabalhos da sessão.

Seção I

Da Aprovação da Ata

Art. 102 - A ata da sessão anterior será declarada aprovada pelo Presidente, ressalvando aos Deputados o direito
de retificá-la por escrito, a fim de constar da ata da sessão seguinte.

Parágrafo único - A ata da reunião de encerramento da sessão legislativa será redigida e votada antes de se levantar
a sessão, presente qualquer número de Deputados.

Seção II

Do Expediente

Art. 103 - A matéria do expediente abrangerá:

I - a comunicação ao Plenário do resultado da votação de projetos pelas comissões;

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II - a apresentação de parecer da Comissão de Constituição e Justiça, quando contrário, quanto à


constitucionalidade, legalidade e juridicidade de proposição;

III - as comunicações encaminhadas à Mesa pelos Deputados;

IV - a correspondência em geral, as petições e outros documentos de interesse do Plenário, recebidos pelo


Presidente ou pela Mesa.

Seção III

Do Grande Expediente

Art. 104 - Durante o Grande Expediente, com duração de vinte minutos, falará somente um orador e a inscrição
será automática, observada a ordem alfabética do nome parlamentar.

Art. 105 - Não atendendo ao chamado para ocupar a tribuna, o Deputado perderá o direito à inscrição, exceto no
caso de cessão ou permuta de seu tempo.

Art. 106 - Fica vedado qualquer acordo para a suspensão do período destinado ao Grande Expediente.

Art. 107 - Uma vez por mês, o Grande Expediente poderá ser destinado a comemorações e homenagens,
denominando-se Grande Expediente Especial.

§ 1º - O Grande Expediente Especial terá a duração de até 30 (trinta) minutos, assegurando-se a palavra ao primeiro
signatário do requerimento para sua realização.

§ 2º - O requerimento de Grande Expediente Especial deverá especificar a comemoração ou homenagem a que se


destina e ser protocolado entre o primeiro e o quinto dia útil do segundo mês que antecede ao de sua realização,
excetuando-se os meses de fevereiro e março, cujos requerimentos serão recebidos nos 5 (cinco) primeiros dias
úteis de fevereiro.

§ 3º - É vedada a realização de mais de 01 (um) Grande Expediente Especial, por ano, pelo mesmo Deputado.

§ 4º - Os requerimentos de realização de Grande Expediente Especial serão deliberados pela Mesa.

§ 5º - Excetua-se do disposto neste artigo a realização de 01(um) Grande Expediente Especial por ano, de iniciativa
da Mesa.

Art. 107-A - Durante o Grande Expediente e o Grande Expediente Especial, cada Bancada fará jus a um aparte,
com duração. de 2 (dois) minutos, que será concedido nos moldes dos arts. 151 e 152.

Parágrafo único - A cada, minuto que exceder o tempo previsto no "caput", será descontado um tempo de
liderança.

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Seção IV

Da Pauta

Art. 108 - Pauta é o período no qual os projetos deverão ser publicados no Diário da Assembléia, por 10 (dez) dias
úteis, sendo que as propostas de emenda à Constituição e os projetos de leis orçamentárias, por 15 (quinze) dias
úteis, respeitado o disposto no inciso I do art. 11.

Parágrafo único - No primeiro dia de Pauta, as proposições deverão ser publicadas na íntegra.

Art. 109 - No período de Pauta, as proposições referidas no art. 108 poderão ser discutidas e emendadas.

Art. 110 - As inscrições dos oradores para o período a que se refere o inciso IV do art. 100 serão feitas de próprio
punho, em livro específico à disposição dos Deputados junto à mesa dos trabalhos, do horário de início da sessão
até o final da leitura do expediente, e não poderão exceder a 03 (três) por sessão.

§ 1º - A cada orador será concedido o tempo máximo de cinco minutos.

§ 2º - Os pronunciamentos que tratarem de assunto diverso do que estabelece o inciso IV do art. 100 serão
considerados comunicação de Líder.

Seção V

Da Ordem do Dia

Subseção I

Disposições Preliminares

Art. 111 - O período da Ordem do Dia destina-se a discutir e votar as proposições sujeitas à deliberação do
Plenário da Assembléia.

Art. 112 - Anunciada a Ordem do Dia, proceder-se-á à verificação do "quorum".

Art. 113 - Não estando presente a maioria absoluta dos Deputados, o Presidente declarará que o período deixa de
ser realizado por falta de "quorum" e mandará incluir a matéria que nele seria examinada na Ordem do Dia da
sessão seguinte.

Parágrafo único - Para o exame de proposições que exijam quorum qualificado, o número mínimo necessário de
Deputados presentes para a deliberação é o mesmo exigido para sua aprovação.

Art. 114 - Havendo "quorum", iniciar-se-á o período, podendo, no entanto, a qualquer momento do mesmo, o
Presidente, de ofício ou a requerimento de Deputado, determinar a chamada nominal para verificação das
presenças.

Parágrafo único - Comprovada a perda do "quorum" estabelecido no artigo anterior, o Presidente encerrará a
Ordem do Dia, procedendo, quanto à matéria restante, conforme o previsto na parte final do art. 113.

Art. 115- Durante a Ordem do Dia, somente poderão ser formuladas questões de ordem pertinentes à matéria em
debate e votação.

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Art. 116 - A requerimento de qualquer Deputado, o Presidente determinará a retirada, da Ordem do Dia, de
proposição que tenha tramitado, ou sido publicada, sem observar prescrição regimental.

Parágrafo único - As Comissões Permanentes ou Especiais poderão requerer ao Presidente a retirada de proposição
de que devam conhecer e que não lhes haja sido distribuída, podendo o requerimento ser deferido de plano.

Art. 117 - Os requerimentos para alterar a ordem da discussão e votação de proposições deverão ser apreciados
pelo Plenário.

Art. 118 - A Ordem do dia somente poderá ser interrompida para:

I - dar posse a Deputado;

II - votar licença de Deputado;

III - ler e votar requerimento urgente relativo à calamidade ou segurança pública;

IV - recepcionar autoridade em visita à Assembléia;

V - decidir sobre requerimento para prorrogar a sessão;

VI - adotar providências com o objetivo de restabelecer a ordem, em caso de tumulto ou outros acontecimentos
que impossibilitem o andamento dos trabalhos.

Subseção II

Da Discussão

Art. 119 - Anunciada a matéria da Ordem do Dia, será dada a palavra aos oradores para discutí-la.

Art. 120 - A discussão será geral, abrangendo o conjunto da proposição e suas emendas, exceto se o Plenário
decidir debatê-las por partes.

Art. 121 - Para discutir a proposição, terão preferência, pela ordem:

I - o seu autor;

II - o relator do parecer na Comissão que a examinou quanto ao mérito;

III - os Deputados que a tenham relatado em outras Comissões;

IV - os autores de voto vencido nos pareceres sobre ela prolatados. (

Art. 122 - Na discussão do parecer da Comissão de Constituição e Justiça que opinar pela inconstitucionalidade de
proposição, do qual haja recurso, poderão falar o autor da proposição, o recorrente, se outro Deputado, o relator
do parecer e um Deputado de cada Bancada.

Art. 123 - O Deputado, salvo expressa disposição regimental, na discussão de uma proposição, só poderá falar
uma vez e pelo prazo de cinco minutos.

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Art. 124 - O Presidente somente poderá interromper o orador nas situações previstas no art. 115, III a VI, ou
quando este:

I - se desviar da questão em debate;

II - falar sobre o vencido;

III - usar linguagem incompatível com o decoro parlamentar;

IV - ultrapassar o prazo regimental.

Art. 125 - As proposições na Ordem do Dia somente admitirão emendas de Líder apresentadas durante a sua
discussão, e distribuídas a todos os Deputados antes da votação.

Parágrafo único - As proposições de origem da Mesa poderão ser por ela emendadas nesse período.

Art. 126 - O encerramento da discussão dar-se-á pela ausência de oradores, pelo decurso dos prazos regimentais
ou por deliberação do Plenário na forma do art. 127.

Art. 127 - Ainda que haja oradores inscritos, a discussão poderá ser encerrada a requerimento escrito de qualquer
Deputado, desde que a matéria esteja sendo debatida há duas sessões e tenham falado, além dos relatores da
proposição, cinco Deputados.

§ 1º - Aprovado o requerimento, poderá ainda discutir a proposição um Deputado de cada Bancada cujos
integrantes não tenham sobre ela se pronunciado.

§ 2º - Quando a proposição estiver sendo debatida por partes, o encerramento da discussão de cada uma delas
poderá ser requerido a qualquer tempo após falarem, além dos relatores, três Deputados.

Art. 128 - As emendas de Líder, se houverem, serão encaminhadas às mesmas Comissões que tenham examinado
a proposição principal.

§ 1º - Com o encaminhamento das emendas de Líder às Comissões, encerra-se a discussão da matéria.

§ 2º - As Comissões devem se manifestar sobre as emendas num prazo que permita a votação da proposição na
sessão imediatamente subseqüente.

§ 3º - A requerimento de qualquer Deputado, o Plenário, por maioria de votos, poderá dispensar o envio das
emendas de Líder à apreciação das Comissões.

Art. 129 - Não havendo emendas de Líder, ou publicados os pareceres sobre essas, a proposição estará em
condições de ser votada.

Subseção III

Da Votação, dos Métodos e do Procedimento

Art. 130 - Encerrada a discussão conforme o estabelecido neste Regimento, proceder-se-á imediatamente a
votação.

Art. 131 - A votação poderá ser:

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I - simbólica, ou

II - nominal.

Art. 132 - Na votação simbólica, o Presidente, ao anunciá-la, convidará a permanecerem sentados os Deputados
que forem a favor da proposição.

§ 1º - O Deputado que tiver dúvida quanto ao resultado assim obtido, deverá, de imediato, solicitar nova votação,
adotando-se nessa hipótese o método nominal.

§ 2º - Havendo dúvida quanto ao "quorum", o Presidente determinará a chamada dos Deputados e, constatada a
inexistência do número mínimo de presenças exigidas para votação, procederá conforme o previsto no parágrafo
único do art. 111.

Art. 133 - Na votação nominal, computar-se-ão os votos registrados no painel eletrônico de votação e tão-
somente esses.

Parágrafo único - Inoperante o equipamento, votar-se-á mediante a chamada dos Deputados que responderão sim
ou não, conforme sejam a favor ou contra a proposição, e o Secretário irá anotando os votos proferidos.

Art. 134 - (REVOGADO pela Resolução nº 2.976/06)

§ 1º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.976/06)

§ 2º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.976/06)

§ 3º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.976/06)

Art. 135 - Salvo declaração prévia de impedimento, o Deputado que se negar a votar será declarado ausente.

Art. 136 - lniciar-se-á o procedimento pela votação de emendas, quando for o caso, obedecida a seguinte ordem:

I - substitutivos;

II - conjunto das emendas com parecer favorável e, após, o das que tenham parecer contrário, incluindo-se:

a) no primeiro grupo, as de Comissão, quando sobre elas não houver manifestação contrária de outra Comissão;

b) no segundo, as que tenham sido rejeitadas pelas Comissões competentes para examinar-lhes o mérito.

§ 1° - As emendas que tiveram pareceres divergentes serão votadas uma a uma.

§ 2º - As emendas aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça serão votadas em bloco.

Art. 137- A proposição principal, ou seu substitutivo, será votada em globo, salvo deliberação diversa do Plenário.

Parágrafo único - No caso do art. 119, a votação será para aprovar ou rejeitar o parecer.

Art. 138 - O Plenário poderá, a requerimento de qualquer Deputado, decidir:

I - a votação da proposição principal, ou de seu substitutivo, por títulos, capítulos, seções, subseções, artigos,
parágrafos, incisos, alíneas, ou por grupos destes;

II - a votação de cada emenda separadamente;

III - o destaque de emendas ou de partes da proposição, para votá-las em separado.

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§ 1º - Somente será deferida a votação parcelada ou o destaque se requeridos antes do início da tomada dos votos.

§ 2º - Na votação segundo o previsto no inciso II deste artigo:

I - terá preferência o substitutivo de Comissão sobre o de Deputado;

II - será observada a ordem numérica de apresentação de emendas.

III - (REVOGADO pela Resolução nº 2.893/03)

§ 3º - Independentemente da ordem estabelecida neste artigo, poderá o Plenário deferir requerimento de


preferência para votar qualquer proposição.

§ 4º - Apresentados mais de um pedido de preferência, observar-se-á a ordem numérica de apresentação para


serem submetidos ao Plenário.

Subseção IV

Do Encaminhamento da Votação

Art. 139 - Anunciada a votação, os Deputados poderão encaminhá-la pelo prazo de cinco minutos.

§ 1º - Na votação parcelada, o Deputado poderá falar uma vez para encaminhar cada parte

§ 2º - No encaminhamento da votação de emenda destacada, poderão falar, pela ordem, o autor da emenda, o do
destaque e o relator, antes da manifestação de qualquer outro Deputado.

§ 3º - No encaminhamento da votação da redação final, só poderá ser discutido o aspecto formal da proposição.

Subseção V

Do Resultado da Votação e dos Atos Prejudicados

Art. 140 - Terminada a apuração, o presidente proclamará o resultado, não cabendo a modificação de voto.

§ 1º - É permitido ao Deputado, após a votação, encaminhar à Mesa declaração de voto, que será juntada aos autos
da proposição e publicada no Diário da Assembléia.

§ 2º - As declarações de voto não serão lidas no Plenário, devolvendo-se as que contiverem expressões
antiparlamentares.

Art. 141 - O Deputado que chegar ao Plenário após a votação poderá solicitar, dentro do período destinado à
Ordem do Dia da sessão, que fique registrada na ata sua opinião quanto à matéria votada, o que, contudo, não
alterará o resultado.

Art. 142 - São atos prejudicados os seguintes:

I - a proposição principal e suas emendas, quando houver substitutivo aprovado;

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II - a emenda de conteúdo igual ou contrário a de outra já aprovada;

III - a proposição com conteúdo semelhante a outra aprovada ou rejeitada na mesma sessão legislativa.

IV - requerimento com a mesma finalidade de outro já aprovado.

Subseção VI

Da Redação Final e da Remessa de Autógrafos

Art. 143 - Concluída a votação, os projetos e as propostas de emendas à Constituição aprovadas serão remetidas à
Comissão competente para que elabore a redação final.

§ 1º - A Comissão poderá, independentemente de emenda, efetuar as correções de linguagem e eliminar os


absurdos manifestos e as incoerências evidentes, desde que não fique alterado o sentido da proposição.

§ 2º - São competentes para elaborar a redação final:

I - do Orçamento, a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle;

II - do Regimento Interno, suas alterações, etc., a Mesa;

III - de emenda à Constituição, a Comissão de Constituição e Justiça;

IV - de códigos e estatutos, as Comissões competentes;

V - subsidiariamente, em quaisquer dos casos, o Departamento de Assessoramento Legislativo, que usará dos
poderes previstos no § 1 º deste artigo.

Art. 144 - A redação final do projeto ou proposta de emenda constitucional será submetida ao Plenário dentro de
três sessões contadas da data em que tiver sido aprovada a proposição.

§ 1º - O Presidente, a requerimento da Comissão, atendendo à extensão do texto e ao número de emendas


aprovadas, poderá ampliar esse prazo.

§ 2º - A redação final não será votada antes de publicada no Diário da Assembléia, exceto se houver dispensa da
publicação deferida pela maioria absoluta do Plenário.

Art. 145 - Somente será admitida à redação final emenda que tenha por finalidade evitar absurdo manifesto,
incoerência evidente ou incorreção de linguagem.

§ 1º - As emendas com esse objetivo serão recebidas pela Mesa até o momento de se iniciar a votação.

§ 2º - A emenda à redação final poderá ser discutida pelo autor ou por dois Deputados, podendo, ainda, o Plenário
decidir que sobre ela se manifestem as Comissões competentes.

Art. 146 - Quando, após aprovada a redação final, se verificar inexatidão material ou erro manifesto no texto, o
Presidente determinará sua correção, comunicando de imediato ao Plenário.

Parágrafo único - Se essa verificação ocorrer após a remessa de autógrafos ao Poder Executivo, o Presidente
solicitará ao Governador a devolução dos mesmos, para ser efetivada a correção conforme o previsto no "caput".

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Art. 147 - Aprovada a redação final de projeto de lei complementar ou ordinária, serão elaborados os autógrafos,
em cinco vias, sendo três remetidas ao Governador para os efeitos do art. 66 da Constituição do Estado, uma
incluída nos respectivos autos e uma enviada ao arquivo.

§ 1º - Da data de recebimento dos autógrafos pelo Poder Executivo, expressamente consignada no protocolo de
entrega, contar-se-ão os prazos fixados na Constituição do Estado para sanção ou veto do projeto aprovado.

§ 2º - As emendas à Constituição serão promulgadas pela Mesa, os decretos legislativos e as resoluções pelo
Presidente da Assembléia.

Seção VI

Das Comunicações Parlamentares

Art. 148 - No período de comunicações será assegurada a palavra a dezesseis Deputados, obedecendo-se a
proporcionalidade do número de membros de cada Bancada e, ainda, aos seguintes critérios:

I - as inscrições serão automáticas, cabendo ao Departamento de Assessoramento Legislativo estabelecer a escala


semanal, segundo a ordem alfabética do nome parlamentar dentro de cada representação partidária;

II - é permitida a cessão do direito à inscrição;

III - Deputados inscritos para o mesmo dia poderão permutar o seu tempo;

IV - cada Deputado poderá falar até cinco minutos.

Seção VII

Das Explicações Pessoais

Art. 149 - O período para explicações pessoais iniciar-se-á após as comunicações parlamentares, prolongando-se
até o final da sessão.

Art. 150 - As inscrições, em número máximo de 3 (três) Deputados, para este período serão feitas no Plenário, em
livro próprio, a partir do início da sessão até o final do Grande Expediente.

§ 1º - Cada orador poderá falar por até cinco minutos. (

§ 2 - (REVOGADO pela Resolução nº 2.893/03)

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Seção VIII

Do Aparte

Art. 151 - Aparte é a interrupção do orador, breve e oportuna, para indagação, contestação ou esclarecimentos
relativos à matéria em debate.

§ 1º - O aparte só será permitido mediante licença do orador, sendo computado no seu tempo.

§ 2º - O orador poderá declarar antecipadamente que não concederá apartes.

Art. 152 - É vedado aparte;

I - em qualquer pronunciamento do Presidente;

II - paralelo ao discurso;

III - no encaminhamento de votação, reclamação, questão de ordem e comunicação urgente.

IV - (REVOGADO pela Resolução nº 2.893/03)

CAPÍTULO IV

DAS SESSÕES EXTRAORDINÁRIAS

Art. 153 - As sessões extraordinárias, convocadas pelo Presidente, de ofício, ou a requerimento de Deputado
aprovado pelo Plenário, destinam-se à apreciação de matéria relevante ou acumulada, devidamente especificada no
ato de convocação.

§ 1º - As sessões extraordinárias terão a duração e o rito das ordinárias, sendo, todavia, utilizado todo o tempo que
se seguir à leitura do expediente para apreciação da Ordem do Dia.

§ 2º - As sessões extraordinárias são improrrogáveis.

CAPÍTULO V

DAS SESSÕES ESPECIAIS

Art. 154 - Serão especiais as sessões a que comparecerem:

I - o Governador do Estado, para apresentar a mensagem a que se refere o inciso IX do art. 82 da Constituição do
Estado, com uso da palavra em Plenário, no tempo máximo de 20 (vinte) minutos, e desde que informe a
Presidência de sua disposição, com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas;

II - os Secretários de Estado, com obediência aos ritos determinados nos arts. 260 e 261 deste Regimento.

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CAPÍTULO VI

DAS SESSÕES SOLENES

Art. 155 - A Assembléia Legislativa fará realizar 09 (nove) sessões solenes no ano, em datas fixadas pela Mesa,
relativas:

I - ao aniversário da instalação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul;

II - à Semana da Pátria;

III - à Revolução Farroupilha;

IV - ao Dia Internacional dos Trabalhadores;

V - à entrega da medalha "Deputado Emérito";

VI - ao Dia Internacional da Mulher;

VII - ao Dia Estadual da Consciência Negra;

VIII - ao Movimento Cívico da Legalidade;

IX - outra sessão solene a critério da Mesa.

§ 1.º A sessão solene de que trata o inciso VI deste artigo, realizada por esta Casa Legislativa, comemorativa ao Dia
Internacional da Mulher, será presidida por uma Deputada, indicada pela bancada feminina.

§ 2.º Não se aplica a regra disposta no § 1.º em períodos nos quais uma parlamentar mulher estiver no efetivo
exercício do cargo de Presidenta da Assembleia Legislativa.

Art. 156 - A sessão terá início às 14 horas e os oradores serão indicados, mediante comunicação escrita, um por
Bancada, até 01 (uma) hora antes do início da sessão.

§ 1º - Poderão também usar da palavra os homenageados e, na sessão em que Deputados sejam homenageados, o
promotor da homenagem.

§ 2º - Os Deputados oradores poderão usar da palavra pelo tempo máximo de dez minutos, falando em primeiro
lugar o representante da Bancada majoritária.

CAPÍTULO VII

DAS ATAS DAS SESSÕES

Art. 157 - A ata, que deverá relacionar os Deputados presentes e ausentes, registrará resumidamente os trabalhos
da sessão.

Parágrafo único - As atas serão organizadas em anais, por ordem cronológica, e encadernadas por sessão
legislativa.

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CAPÍTULO VIII

DA REVISÃO DOS DISCURSOS

Art. 158 - O Deputado receberá cópia do discurso que houver proferido na sessão, para revisá-lo no prazo de 02
horas.

§ 1º - Não obedecido o prazo fixado neste artigo, o discurso será publicado com a observação "Não revisado pelo
orador".

§ 2º - Os discursos proferidos em Plenário por autoridades ou visitantes ilustres poderão ser pelos mesmos revistos
no prazo de um dia, findo o qual proceder-se-á na forma do parágrafo anterior.

§ 3º - Na revisão dos discursos não serão permitidas alterações, supressões ou acréscimos de conteúdos.

TÍTULO IV

DAS PROPOSIÇÕES

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 159 - Proposição é toda a matéria sujeita à deliberação da Assembléia, seja qual for a forma de que se revista.

Art. 160 - As proposições poderão consistir em:

I - proposta de emenda à Constituição;

II - projeto de lei complementar;

III - projeto de lei ordinária;

IV - projeto de decreto legislativo;

V - projeto de resolução;

VI - emenda;

VII - recurso;

VIII - requerimento;

IX - mensagem retificativa.

Art. 161 - As proposições serão entregues ao Presidente da Assembléia diretamente, ou através do Departamento
de Assessoramento Legislativo, e somente serão recebidas nos períodos compreendidos entre 1º de fevereiro a 16 de
julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro de cada sessão legislativa, ressalvadas as convocações extraordinárias
com base no § 1º do art. 50 da Constituição do Estado.

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Parágrafo único - Para fins de registro e controle, as proposições serão encaminhadas ao Departamento de
Assessoramento Legislativo, mediante protocolo.

Art. 162 - A forma de publicidade de toda a matéria sujeita à deliberação da Assembléia Legislativa, além do
processo legislativo, será feita através do Diário da Assembléia, o qual conterá a íntegra dos discursos, das atas das
sessões, das matérias deferidas para transcrição nos anais e demais assuntos políticos e administrativos do Poder.

Parágrafo único - Os projetos de lei, de decretos legislativos, de resoluções e as propostas de emendas à


Constituição serão impressos na forma do art. 105 e seu parágrafo único.

Art. 163 - As proposições deverão ser redigidas de forma clara e sucinta, e apresentadas digitadas ou
datilografadas em 04 (quatro) vias (original e três cópias) em papel oficial do Poder, acompanhadas de mais uma
cópia em meio magnético, devendo conter, quanto aos projetos:

I - ementa;

II - divisão em artigos;

III - justificativa em anexo; e

IV - cópia da legislação mencionada.

Art. 164 - A proposição poderá ser apresentada individualmente ou coletivamente, sendo considerados autores
todos os seus signatários.

§ 1º - Para fins de tramitação previstos neste Regimento Interno, considera-se autor somente o identificado como
primeiro signatário.

§ 2º - Quando se tratar de proposição de iniciativa de Comissão, são autores os integrantes desta.

Art. 165- Não será admitida proposição:

I - manifestamente inconstitucional;

II - alheia à competência da Assembléia;

III - anti-regimental;

IV - inconcludente;

V - de conteúdo estranho ao enunciado na ementa.

Art. 166 - O Presidente devolverá ao autor a proposição que:

I - delegue a outro Poder atribuições privativas do Legislativo;

II - referindo-se a texto de lei, decreto, regulamento ou outro dispositivo legal, não se faça acompanhar da
respectiva transcrição, exceto quando se tratar de Código ou Estatuto;

III - mencionando contrato, concessão ou outro ato, não o transcreva;

IV - faça sugestão ou recomendação a outro Poder, salvo quando resultante de relatório de Comissões;

V - contenha expressão ofensiva ou formule críticas a pessoas ou a outro Poder;

VI - vise à Constituição de Comissão de Representação Externa ou Especial para o exame de matéria de


competência das Comissões Técnicas Permanentes.

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VII - proponha a criação ou alteração de região metropolitana, aglomeração urbana, microrregião ou rede de
municípios sem se fazer acompanhar de documentos comprobatórios do atendimento das exigências legais,
fornecidos por órgão oficial.

VIII - seja meramente autorizativa, nos casos em que não seja necessária, por força de lei, autorização da Assembléia
Legislativa.

IX - institua um bem como integrante ao patrimônio histórico e cultural do Estado sem se fazer acompanhar de
manifestação sobre a pertinência da declaração do órgão central do Sistema Estadual de Preservação do Patrimônio
Cultural ou do órgão responsável pela política ambiental do Estado, conforme o caso de referências históricas e/ou
bibliográficas do bem e de demonstração da importância da declaração para a história e a cultura do Rio Grande do
Sul, podendo a proposição vir acompanhada, ainda, de:

a) fotografias, mapas, "croquis" e outros que possam identificar o bem;

b) em se tratando de entidade ou órgão, cópia dos estatutos sociais, ata de fundação, legislação ou outro
instrumento que comprove sua existência legal;

c) em caso de bens imóveis, cópia da respectiva matrícula no Registro de Imóveis;

d) delimitação geográfica da área a ser declarada quando pertencente a um todo maior;

e) comprovação de que o bem não é objeto de proteção ou preservação já prevista em legislação estadual; e

f) outros elementos que o proponente julgar necessários para corroborar a importância da declaração pretendida.

Art. 167- Cabe recurso ao Plenário, ouvida a Comissão de Constituição e Justiça, de decisão do Presidente
recusando liminarmente qualquer proposição.

CAPÍTULO II

DA TRAMITAÇÃO

Art. 168 - Recebendo a proposição o Presidente mandará autuá-la.

§ 1º - As proposições serão separadas por espécie e, assim, numeradas por sessão legislativa, segundo a ordem de
recebimento, devendo as propostas de emenda à Constituição e os projetos, de imediato, serem incluídos na Pauta,
obedecida a numeração.

§ 2º - Excetuam-se do disposto no parágrafo anterior as emendas e subemendas, que serão juntadas à proposição
principal e numeradas por ordem de recebimento.

Art. 169 - Concluído o período de pauta, a proposição será submetida à Comissão de Constituição e Justiça para
emitir parecer quanto à legalidade, juridicidade e constitucionalidade da mesma, o qual será publicado no Diário da
Assembléia.

§ 1º - Contra parecer que decidir pela ilegalidade, inconstitucionalidade ou injuridicidade de proposição, caberá
recurso ao Plenário, interposto por um quinto dos membros da Assembléia, no prazo de cinco dias úteis da
publicação a que se refere o art. 64.

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§ 2º - Excetuam-se do disposto no “caput” os convênios de ICMS, os créditos adicionais previstos no art. 152 da
Constituição do Estado e os projetos relativos a revisões de leis do Plano Plurianual, de Diretrizes Orçamentárias e de
Orçamentos Anuais que serão encaminhados diretamente à Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e
Controle.

Art. 170- Favorável o parecer da Comissão de Constituição e Justiça ou, se contrário, rejeitado pelo Plenário, a
proposição será encaminhada ao Gabinete de Assessoramento Legislativo, que determinará a competência para
exame e votação.

Parágrafo único - O Gabinete de Assessoramento Legislativo, além de determinar se a competência para votar a
proposição é do Plenário ou de uma ou mais Comissões, fará a distribuição para as Comissões competentes para
opinar quanto ao mérito.

Art. 171 - Poderá ser interposto recurso ao Plenário, no prazo de cinco dias úteis, por um décimo dos membros da
Casa, da distribuição efetuada nos termos do artigo anterior.

Art. 172 - A proposição que deva ser votada pelo Plenário será incluída:

I - na Ordem do Dia:

a) os projetos de iniciativa do Governador, em regime de urgência, quando transcorrido o prazo previsto no art. 62,
§ 1º, da Constituição do Estado;

b) os vetos, nos termos do art. 66, § 6º, da Constituição do Estado;

c) os projetos com tramitação concluída;

d) as proposições sob o regime do art. 63 da Constituição do Estado;

e) as proposições que obtiverem a concordância dos Líderes das Bancadas Parlamentares, observada a regra do
parágrafo único do art. 20;

f) os requerimentos, subscritos por Líder de Bancada, aprovados pela maioria dos membros da Assembléia;

g) os projetos de origem da Mesa, após o período de Pauta, excetuado o disposto no art. 225 deste Regimento;

h) os projetos relativos a contas do Governador, a licenças ao Governador, Vice-Governador e Deputados, e a


Convênios;

II - na Ordem do Dia da sessão:

a) as matérias previstas nas alíneas “a”, “b”, “c” e “g” do inciso anterior,

b) as matérias previstas nas demais alíneas do inciso anterior, dependendo de acordo conforme previsto no art. 30,
VII, deste Regimento.

Parágrafo único. A alínea "e" do inciso I deste artigo e o parágrafo único do art. 20 não terão aplicabilidade quando
pelo menos 3 (três) Líderes de Bancada não concordarem com a inclusão de proposição na Ordem do Dia, sem
prejuízo do disposto nas demais alíneas que compõem este artigo.

Art. 173 - A Assembléia Legislativa, mediante requerimento subscrito pela maioria de seus membros, pode retirar
da Ordem do Dia, em caso de convocação extraordinária, projeto de lei que não tenha tramitado no Poder
Legislativo por, no mínimo, trinta dias.

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Art. 174 - Para constituir a Ordem do Dia, deverão ter sido publicadas no Diário da Assembléia, com antecedência
mínima de 48 horas, as seguintes matérias:

I - as proposições a serem discutidas e votadas;

II - as mensagens retificativas, emendas e subemendas quando houver;

III - os vetos;

IV - os pareceres;

V - outras informações que a Mesa entender necessárias ao esclarecimento do Plenário.

Art. 175 - A Ordem do Dia será organizada de acordo com a seguinte prioridade:

I - apreciação de vetos;

II - matérias sob o regime dos arts. 62 e 63 da Constituição do Estado;

III - proposta de emenda constitucional;

IV - projeto de lei complementar;

V - projeto de lei ordinária;

VI - projeto de decreto legislativo;

VII - projeto de resolução;

VIII - recursos;

IX - requerimento de Comissões;

X - requerimento de Deputados;

XI - redação final;

XII - outras matérias.

Art. 176 - A retirada de proposição, antes do parecer da Comissão de mérito, poderá ser requerida pelo autor:

I - ao Presidente da Assembléia, se sobre matéria cuja competência para exame e votação é do Plenário;

II - ao Presidente da Comissão, quando, pela matéria, a essa cabe votar conclusivamente.

§ 1º - Do indeferimento do pedido de retirada, cabe recurso ao Plenário.

§ 2.º As proposições, excetuados os requerimentos, aquelas sob o regime do art. 63 da Constituição Estadual e as
decorrentes de acordo de Líderes, somente poderão ser retiradas da Ordem do Dia mediante requerimento
aprovado pelo Plenário.

§ 3º - Também poderá ser pedida retirada de proposições que tenham sido arquivadas ou cujo desarquivamento
haja sido requerido.

Art. 177 - Às proposições cuja iniciativa esteja determinada na Constituição, aplica-se o disposto no artigo anterior.

Art. 178 - Finda a legislatura, serão arquivadas as proposições não votadas, exceto os vetos, as contas do
Governador e as propostas de emenda à Constituição aprovadas em primeiro turno.

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§ 1º - Durante a legislatura, serão arquivadas as proposições cujo autor venha a se afastar definitivamente do
mandato.

§ 2º - O disposto no § 1º não se aplica à proposição cuja iniciativa seja coletiva, desde que as assinaturas
remanescentes sejam suficientes à sua regular tramitação.

§ 3º - Os requerimentos de desarquivamento de propostas de emenda à Constituição deverão ser subscritos por, no


mínimo, 1/3 (um terço) dos membros da Assembléia, desde que autores da proposição.

§ 4º - Os requerimentos de arquivamento ou desarquivamento de proposições de iniciativa da Mesa e das


Comissões deverão ser subscritos pela maioria absoluta de seus respectivos membros.

§ 5° - Requerido pelo autor o desarquivamento de proposição, estas serão republicadas em Pauta e obedecerão aos
trâmites estabelecidos nos arts. 108 a 110.

CAPÍTULO III

DO PROCESSO LEGISLATIVO

Seção I

Disposições Gerais

Art. 179 - A função legislativa é exercida pela Assembléia por meio de:

I - proposta de emenda à Constituição;

II - projeto de lei complementar;

III - projeto de lei ordinária;

IV - projeto de decreto legislativo, destinado a regular matéria de competência exclusiva da Assembléia Legislativa;

V - projeto de resolução, visando a regular matérias de caráter político ou administrativo e assuntos da economia
interna do Poder Legislativo, de que trata o art. 178 deste Regimento.

Art. 180 - A iniciativa do processo legislativo cabe:

I - quanto à emenda constitucional:

a) a um terço, no mínimo, dos Deputados;

b) ao Governador;

c) a mais de um quinto das Câmaras Municipais, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus
membros;

d) à iniciativa popular.

II - quanto às leis complementar e ordinária:

a) a qualquer membro ou Comissão Técnica da Assembléia, individual ou coletivamente;

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b) à Mesa;

c) ao Governador,

d) ao Tribunal de Justiça;

e) ao Procurador Geral de Justiça;

f) às Câmaras Municipais;

g) aos cidadãos.

h) Tribunal de Contas;

i) Defensoria Pública;

III - quanto a decreto legislativo e resolução, a qualquer Deputado ou Comissão.

Art. 181 - As resoluções, com força de lei ordinária, terão como objeto, entre outros, as seguintes matérias:

I - perda de mandato de Deputado;

II. sustação de ação penal e decisão sobre prisão em flagrante de Deputado;

III - licença para o Deputado se afastar do exercício de suas funções;

IV - aprovação das conclusões de Comissões Especiais ou de Inquérito;

V - Regimento Interno e suas alterações;

VI - organização administrativa da Assembléia;

VII - criação, transformação e extinção de cargos e funções dos serviços da Assembléia e fixação da respectiva
remuneração.

Art. 182 - Estando em curso duas ou mais proposições da mesma espécie, que regulem matéria idêntica ou
correlata, a tramitação será conjunta quando:

I - o Presidente da Assembléia, de ofício, assim o determinar;

II - Comissão ou Deputado o requerer e o Presidente deferir o pedido.

§ 1º - Indeferido o pedido com base no disposto no item II, cabe recurso ao Plenário.

§ 2º - A tramitação conjunta somente será determinada ou deferida na fase de distribuição das proposições.

Art. 183 - Na tramitação conjunta ou por dependência serão obedecidas as seguintes normas:

I - terá precedência a proposição mais antiga;

II - as proposições serão incluídas conjuntamente na Ordem do Dia.

Parágrafo único - O regime especial de tramitação de uma proposição estende-se às demais que lhe estejam
apensadas.

Art. 184 - A matéria constante de projeto rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma
sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos Deputados.

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Seção II

Das Emendas e Subemendas

Art. 185 - Emenda é a proposição apresentada como acessória a outra, sendo a principal qualquer das referidas no
art. 176.

Parágrafo único - A emenda, quanto a sua iniciativa, poderá ser.

I - de Mesa;

II - de Líder;

III - de Deputado, e

IV - de Comissão, quando incorporada ao parecer.

Art. 186 - A emenda poderá ser:

I - supressiva: quando suprimir qualquer parte de uma proposição;

II - aglutinativa: quando resultar da fusão de outras emendas ou com o texto, por transação tendente à aproximação
dos respectivos objetos;

III - substitutiva, a apresentada como sucedânea:

a) de dispositivo;

b) integral de proposição, caso em que passa a denominar-se substitutivo;

IV - modificativa: quando alterar a proposição sem modificá-la substancialmente;

V - aditiva: quando acrescentar parte a uma proposição.

§ 1º - O substitutivo deverá ser apresentado em forma de projeto, modificando e substituindo no todo a proposição
e prejudicando-a no caso de sua aprovação.

§ 2º - O substitutivo poderá ser apresentado por iniciativa de qualquer Deputado durante o período de Pauta e, fora
deste, somente por Comissão Permanente que tiver competência regimental para opinar sobre o mérito da
proposição, ou por emenda de Líder durante a discussão.

§ 3º - Havendo mais de uma Comissão competente para opinar sobre o mérito, o substitutivo poderá decorrer de
uma reunião conjunta das mesmas.

§ 4º - O substitutivo apresentado por membros de Comissão, após aprovado pela mesma, retornará à Comissão de
Constituição e Justiça, para parecer sobre a legalidade, juridicidade e constitucionalidade, com o prazo reduzido à
metade.

Art. 187 - Não serão admitidas emendas que impliquem aumento da despesa prevista:

I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador, ressalvado o disposto no art. 152 da Constituição do Estado;

II - nos projetos sobre a organização dos serviços administrativos da Assembléia Legislativa, dos Tribunais e do
Ministério Público.

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Art. 188 - Subemenda é a emenda apresentada por Comissão a outra emenda, e pode ser supressiva, substitutiva
ou aditiva, desde que não incida, a supressiva, sobre emenda com a mesma finalidade.

Art. 189 - Somente serão aceitas emendas ou subemendas que tenham relação direta com a matéria da
proposição, facultado o disposto no art. 164.

Art. 190 - Denomina-se “substitutivo por fusão” a proposição que resulta da fusão de 02 (duas) ou mais
proposições principais, mediante acordo expresso de seus autores.

Parágrafo único - Aplicam-se ao substitutivo por fusão as regras pertinentes ao substitutivo, no que couber.

CAPÍTULO IV

DOS RECURSOS

Art. 191 - Cabe recurso de decisão do Presidente, da Mesa ou das Comissões, nos casos previstos neste
Regimento.

Art. 192 - Não serão conhecidos os recursos que não satisfizerem às exigências regimentais, quanto ao prazo de
interposição e ao número de signatários, e que não contenham justificativa adequada.

CAPÍTULO V

DOS REQUERIMENTOS

Art. 193 - Os requerimentos verbais, salvo disposição expressa neste Regimento, deverão ser decididos pelo
Presidente logo que formulados, os escritos serão submetidos ao Plenário.

Art. 194 - Deverão ser escritos os requerimentos que solicitem:

I - dispensa de publicação e interstício para votação de redação final;

II - retirada de proposição nos termos do art. 173, § 2º;

III - audiência de Comissão sobre determinada matéria;

IV - discussão e votação de proposições segundo o previsto no art. 135, I a III;

V - destaque de proposição acessória, ou de parte de proposição principal, para constituir projeto em separado;

VI - adiamento de discussão ou de votação;

VII - encerramento de discussão;

VIII - preferência para votação de determinada proposição;

IX - REVOGADO pela Resolução nº 2.978/06)

X - consignação de voto de pesar ou congratulatório;

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XI - criação de Comissão Temporária;

XII - suspensão dos trabalhos de Comissão Temporária durante o recesso parlamentar;

XIII - realização de sessão extraordinária;

XIV - votação de proposição segundo o art. 63 da Constituição do Estado;

XV - inclusão de proposição na Ordem do Dia, segundo o previsto no art. 169, § 2º, II.

§ 1º - Os requerimentos escritos não serão discutidos e sua votação poderá ser encaminhada pelo autor, ou por
representantes das Bancadas.

§ 2º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.978/06)

§ 3º - O requerimento de voto de pesar, ou congratulatório, devidamente justificado, independente de votação, será


apresentado à Mesa dos trabalhos que decidirá sobre sua inclusão na ata.

Art. 195 - Os requerimentos pertinentes à matéria em exame, antes dela serão votados.

CAPÍTULO VI

DOS PEDIDOS DE INFORMAÇÃO

Art. 196 - O pedido de informação objetiva a obtenção de esclarecimentos oficiais sobre fatos relacionados com
matéria legislativa em tramitação ou sujeito à fiscalização da Assembléia.

Art. 197 - Antes de encaminhar o pedido à autoridade competente, o Presidente mandará averiguar se existe
pedido igual anterior ou se já foram prestados esclarecimentos sobre o assunto e, em caso afirmativo, o devolverá
ao autor com as informações que tiver.

§ 1º - O pedido de informação não será aceito se não estiver formulado em termos parlamentares.

§ 2º - Se as informações não forem prestadas dentro de trinta dias, o Presidente reiterará o pedido por meio de
ofício, salientando essa circunstância, e dará conhecimento do fato ao Plenário.

§ 3º - Prestadas as informações, serão entregues cópias das mesmas ao solicitante.

CAPÍTULO VII

DA MENSAGEM RETIFICATIVA

Art. 198 - O Governador do Estado, o Presidente do Tribunal de Justiça, o Procurador-Geral de Justiça, o


Presidente do Tribunal de Contas do Estado, o Defensor Público-Geral e os Presidentes das Câmaras Municipais
poderão encaminhar mensagem retificativa às proposições de sua iniciativa, antes de as mesmas serem incluídas na
Ordem do Dia.

§ 1º - Alterada a proposição na forma do "caput", reiniciar-se-á sua tramitação, devendo ser incluída, com a
alteração proposta, na Pauta do primeiro dia útil após o recebimento da mensagem.

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§ 2º - Os prazos constitucionais e regimentais de tramitação do projeto passam a contar da data do recebimento da


mensagem pela Assembléia.

TÍTULO V

DAS MATÉRIAS SUJEITAS A DISPOSIÇÕES ESPECIAIS

CAPÍTULO I

DAS PROPOSTAS DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO

Art. 199 - A proposta de emenda à Constituição será lida na hora do Expediente, após publicação no Diário da
Assembléia, ficando sobre a Mesa durante as sessões ordinárias, a fim de receber emendas, até que se esgote o
prazo previsto no art. 108.

Parágrafo único - Somente poderão ser apresentadas emendas com o mesmo "quorum" mínimo de assinaturas de
Deputados previsto na alínea "a" do inciso I do art. 180.

Art. 200 - Findo o prazo destinado à apresentação de emendas será a proposta encaminhada à Comissão de
Constituição e Justiça, a qual, dentro de quarenta e cinco dias, improrrogáveis, apresentará parecer sobre sua
admissibilidade.

§ 1º - Sendo o parecer contrário, será publicado no Diário da Assembléia, abrindo-se prazo para recurso nos termos
do art. 166, § 1º.

§ 2º - Rejeitado o parecer ou quando este for favorável, será a proposta encaminhada ao Departamento de
Assessoramento Legislativo para distribuir às comissões de mérito, para exame no prazo de 10 (dez) dias.

§ 3º - Esgotado o prazo a que se refere o parágrafo anterior, a proposta e emendas, com ou sem parecer, serão
publicadas no Diário da Assembléia e incluídas na Ordem do Dia.

§ 4º - A proposta de emenda constitucional com parecer contrário das Comissões de mérito considerar-se-á
rejeitada e será arquivada por despacho do Presidente da Assembléia.

Art. 201 - A proposta será submetida a dois turnos de discussão e votação, com interstício de três sessões, vedada
nessa fase a apresentação de emendas.

Art. 202 - Será aprovada a proposta que obtiver, em ambos os turnos, três quintos dos votos dos membros da
Assembléia, em votação nominal.

Art. 203 - Aprovada a proposta, será encaminhada ao Departamento de Assessoramento Legislativo para elaborar
a redação final, obedecidas as disposições dos arts. 146 e 147.

Parágrafo único - Aprovada a redação final, a Mesa, no prazo de 72 horas, promulgará e fará publicar a emenda
com o respectivo número de ordem.

Art. 204 - À tramitação das emendas à Constituição serão aplicadas as disposições previstas no Capítulo II do Título
IV deste Regimento, salvo as que contrariarem o disposto neste Capítulo.

Art. 205 - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não poderá ser objeto
de nova proposta na mesma sessão legislativa.

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CAPÍTULO II

DAS LEIS ORÇAMENTÁRIAS

Art. 206 - Os projetos de leis orçamentárias, que deverão ser encaminhados à Assembléia nos prazos fixados no
art. 152, § 8º, da Constituição do Estado, serão devolvidos ao Governador, para sanção, nos seguintes prazos:

I - o projeto de lei do plano plurianual até 15 de julho do primeiro ano do mandato do Governador, e o projeto de
lei de diretrizes orçamentárias até 15 de julho de cada ano;

II - os projetos de lei dos orçamentos anuais até 30 de novembro de cada ano.

Art. 207 - Na tramitação dos projetos de leis orçamentárias, serão observadas as seguintes disposições:

I - o Poder Legislativo dará conhecimento, às instituições e pessoas interessadas, dos projetos de leis orçamentárias,
por um prazo mínimo de 30 (trinta) dias, antes de submetê-los à apreciação do Plenário;

II - publicados no Diário da Assembléia, serão encaminhados à Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e


Controle para recebimento de emendas e emissão de parecer;

III - os projetos terão prioridade para discussão nas sessões ordinárias, até que se esgote o prazo previsto no art.
108;

IV - durante o período de Pauta regimental, poderão ser apresentadas emendas populares aos projetos, desde que
firmadas por, no mínimo, 500 (quinhentos) eleitores ou encaminhadas por 02 (duas) entidades representativas da
sociedade;

V - as emendas parlamentares e de Comissão aos projetos de leis orçamentárias serão encaminhadas pelo sistema
eletrônico de processamento de dados e protocoladas em 02 (duas) vias na Comissão;

VI - o relator será escolhido em processo de votação, por maioria de votos, dentre os membros titulares da
Comissão, durante o período de Pauta;

VII - a critério e por solicitação do relator, o Presidente poderá designar até 02 (dois) sub-relatores;

VIII - é facultada ao relator a apresentação de emendas aos projetos ou subemendas às emendas visando à sua
correção ou aprimoramento, suprindo falhas ou omissões;

IX - o parecer do relator deve ser protocolado na Secretaria da Comissão com antecedência mínima de 15 (quinze)
dias úteis, contados da data limite para envio do projeto à sanção do Governador;

X - a Comissão poderá receber mensagem retificativa do Governador aos projetos, enquanto não iniciada a votação;

XI - durante a reunião para discussão e votação do parecer do relator, observar-se-á o seguinte

a) não serão concedidas vistas do parecer;

b) os requerimentos de destaque para votação em separado de emendas serão apresentados durante o período de
discussão do parecer;

XII - exarado o parecer da Comissão, o projeto será encaminhado ao Departamento de Assessoramento Legislativo
para publicação em Ordem do Dia;

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XIII - 10 (dez) dias antes de vencerem os prazos previstos nos incisos I e II do § 9º do art. 152 da Constituição do
Estado, independentemente de parecer da Comissão e publicação, os projetos serão incluídos na Ordem do Dia da
sessão.

Art. 208 - É facultado à Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle apresentar emendas e
subemendas, em qualquer fase, aos projetos de leis orçamentárias.

Parágrafo único - As emendas e subemendas subscritas pela maioria dos seus membros obrigatoriamente deverão
ser votadas pelo plenário da Comissão.

Art. 209 - Não será admitido, nos projetos de leis orçamentárias, dispositivo que:

I - não indique especificamente o total da receita cuja arrecadação autorize;

II - não corresponda à tributação vigente;

III - consigne despesa para exercício diverso daquele que a lei vai reger;

IV - autorize ou consigne dotação para função ou cargo efetivo ou não, serviço ou repartição não criados
anteriormente por lei;

V - dê ao produto de taxas ou quaisquer tributos criados para fins específicos aplicação diversa da prevista na lei que
os criou.

Art. 210 - O orçamento da despesa consignará, obrigatoriamente, dotações para o cumprimento de todas as leis
aprovadas pela Assembléia.

Art. 210-A A Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle exercerá o controle da execução do
Plano Plurianual mediante apresentação de parecer relativo às informações fornecidas anualmente pelo Poder
Executivo, previstas no art. 12 da Lei Complementar nº 10.336, de 28 de dezembro de 1994.

§ 1º Na primeira reunião subseqüente à publicação das informações, a Comissão referida no "caput", mediante
processo de votação por maioria de votos dentre seus membros titulares, designará relator que terá prazo de 30
(trinta) dias para apresentação do parecer.

§ 2º O parecer da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle será publicado no Diário da


Assembléia e encaminhado ao Presidente da Assembléia Legislativa com vista a seu envio ao chefe do Poder
Executivo para conhecimento, bem como ao Tribunal de Contas do Estado.

CAPÍTULO III

DO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR

Art. 211 - Os projetos de lei complementar terão tramitação ordinária no período de Pauta, sendo os prazos das
Comissões acrescidos de um terço.

Art. 212 - Concluída a tramitação nas Comissões, far-se-á publicar o projeto e emendas, se houver, no Diário da
Assembléia, para inclusão na Ordem do Dia.

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Parágrafo único - O projeto será considerado aprovado quando obtiver maioria absoluta dos votos dos membros da
Assembléia.

Art. 213 - A numeração das leis complementares, que será específica, iniciar-se-á com a promulgação da
Constituição do Estado.

CAPÍTULO IV

DO VETO

Art. 214 - A comunicação de veto total ou parcial e suas razões serão publicadas na integra no Diário da
Assembléia correspondente ao primeiro dia útil subseqüente ao seu recebimento pela Assembléia Legislativa.

Art. 215 - Após a publicação será a matéria encaminhada:

I - à Comissão de Constituição e Justiça, se a razão apresentada for a inconstitucionalidade do dispositivo;

II - às Comissões competentes para examinar o mérito, se o dispositivo for considerado contrário ao interesse
público;

III - às Comissões competentes, nos termos dos incisos I e II, se invocados ambos os fundamentos.

§ 1º - As Comissões, em qualquer hipótese, terão prazo simultâneo de quinze dias para apresentar parecer.

§ 2º - O veto parcial a mais de um dispositivo poderá ser votado em partes, nas Comissões e no Plenário, a
requerimento de qualquer Deputado.

Art. 216 - Decorridos trinta dias do recebimento do veto pela Assembléia, será esse submetido ao Plenário, para
discussão única e votação nominal, com ou sem parecer das Comissões.

§ 1º - Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no "caput", o veto será incluído na Ordem do Dia da sessão
imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação.

§ 2º - Na discussão do veto e encaminhamento de votação, os relatores, os Líderes e o autor do projeto, respeitada


esta ordem, poderão usar da palavra pelo prazo de cinco minutos, e, pela ordem, qualquer Deputado durante cinco
minutos, improrrogáveis.

§ 3º - Na votação de veto, o Presidente pedirá os votos dos Deputados que responderão SIM para aceitá-lo e NÃO
para rejeitá-lo.

Art. 217 - O veto somente será rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa.

§ 1º - Se o veto for rejeitado, será o projeto enviado ao Governador, para promulgação.

§ 2º - Se, na hipótese do parágrafo anterior, a lei não for promulgada pelo Governador no prazo de 48 horas o
Presidente da Assembléia a promulgará e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao 1º Vice-Presidente fazê-lo.

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CAPÍTULO V

DOS CONVÊNIOS

Art. 218 - Os convênios e acordos em que o Estado seja parte serão apreciados pela Assembléia Legislativa no
prazo de 30 (trinta) dias.

§ 1º - Excetuam-se do disposto no "caput" os convênios e/ou acordos celebrados nos termos do art. 155, § 2°, VI e
XII, "g", da Constituição Federal e da Lei Complementar Federal nº 24, de 07 de janeiro de 1975, não deliberados no
prazo estabelecido no § 1º do art. 28 da Lei nº 8.820, de 27 de janeiro de 1989, e os previstos no art. 116, "caput" e §
2º, da Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993, que serão arquivados, após publicados no Diário da Assembléia
para conhecimento.

§ 2º - Os convênios e acordos que estiverem tramitando há mais de 30 (trinta) dias na Assembléia serão arquivados
ao final da sessão legislativa, sendo previamente publicados no Diário da Assembléia para conhecimento.

CAPÍTULO VI

DAS CONTAS DO GOVERNADOR

Art. 219 - Recebidas pela Assembléia as contas do Governador e as dos demais órgãos que devam ter seus
balanços aprovados pela Assembléia, serão elas, após a publicação do Balanço Geral do Estado e do Parecer do
Tribunal de Contas, enviadas à Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, juntamente com a
mensagem governamental.

§ 1º - A Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle deverá apresentar, dentro de trinta dias,
parecer que concluirá por projeto de decreto legislativo, aprovando ou desaprovando a matéria, ou determinando
outras medidas.

§ 2º - Apresentado o projeto de decreto legislativo, este será imediatamente publicado em Ordem do Dia.

Art. 220 - Não sendo aprovadas as contas ou parte delas, será o expediente enviado à Comissão de Constituição e
Justiça para, em nova proposição, indicar as providências.

Art. 221 - Não apresentadas as contas dentro dos prazos previstos nos arts. 82, XII, e 53, III, da Constituição do
Estado, a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle tomá-las-á no prazo de 45 (quarenta e cinco)
dias.

Parágrafo único - Tomadas as contas pela Comissão Especial, o processo obedecerá a tramitação estabelecida neste
Capítulo.

Art. 222 - A prestação de contas, após iniciada a tomada de contas, não será óbice à adoção e continuidade das
providências relativas ao processo por crime de responsabilidade nos termos da legislação especial.

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CAPÍTULO VII

DAS INDICAÇÕES SUJEITAS À APROVAÇÃO DA ASSEMBLÉIA

Art. 223 - Recebida pela Assembléia mensagem do Governador indicando Conselheiro do Tribunal de Contas do
Estado, diretor de entidade do sistema financeiro do Estado ou titular de outro cargo que a lei determinar, será
publicada e remetida às Comissões Técnicas Permanentes, obedecidas as respectivas áreas de atuação.

Art. 224 - A Comissão promoverá argüição pública do indicado, em sessão extraordinária.

§ 1º - Aprovada a escolha pela Comissão, oferecerá esta, junto com o parecer, projeto de decreto legislativo que,
publicado, será votado na Ordem do Dia da segunda sessão ordinária seguinte.

§ 2° - O projeto independerá de redação final e, se aprovado pelo Plenário, deverá ser promulgado dentro das 48
(quarenta e oito) horas subseqüentes.

§ 3º - Contrário o parecer, a indicação governamental será encaminhada ao arquivo, por despacho do Presidente,
cabendo recurso ao Plenário a qualquer Deputado, no prazo de cinco dias.

§ 4º - Recebido o recurso, o parecer será submetido ao Plenário que:

I - o aprovando, remeterá a indicação definitivamente ao arquivo;

II - o rejeitando, encaminhará o expediente à Comissão para que esta apresente, na sessão ordinária seguinte, o
projeto de decreto legislativo a que se refere o § 1º.

CAPÍTULO VIII

DA REFORMA DO REGIMENTO INTERNO

Art. 225 - O Regimento poderá ser modificado através de projeto de resolução de iniciativa da Mesa, Comissão
Permanente ou de qualquer Deputado.

§ 1º - O projeto, após publicado no Diário da Assembléia, será incluído em Pauta, durante 10 dias úteis, para receber
emendas.

§ 2º - Dentro do prazo improrrogável de 30 (trinta) dias contados do último dia de Pauta, a Comissão de
Constituição e Justiça apresentará parecer sobre o projeto.

§ 3º - Concluído o prazo da Comissão, independente de parecer, o projeto será incluído na Ordem do Dia da sessão
para discussão e votação.

§ 4º - A Mesa fará a consolidação e publicação de todas as alterações introduzidas no Regimento Interno, a cada
biênio.

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CAPÍTULO VIII-A

DOS PROJETOS DE CONSOLIDAÇÃO DE LEIS

Art. 225-A. Os projetos de consolidação de leis estaduais serão apreciados pela Comissão de Constituição e Justiça
- CCJ a partir do recebimento de textos propostos pelo Poder Executivo, pela Mesa ou por qualquer Comissão ou
membro da Assembleia Legislativa.

§ 1º Recebido o projeto, o Presidente da Assembleia o fará publicar no "Diário Oficial da Assembleia Legislativa",
sendo a seguir incluído em Pauta por 10 (dez) dias úteis, para recebimento de emendas dos Deputados.

§ 2º Esgotado o prazo estipulado no § 1.º, o projeto de consolidação e as emendas dos Deputados serão
encaminhados à CCJ, a qual terá o prazo de 30 (trinta) dias para examinar e emitir parecer sobre a matéria.

§ 3º Para serem aprovados, os textos de consolidação deverão preservar o conteúdo original das disposições
normativas vigentes, vedadas alterações de mérito, sendo permitidas exclusivamente as seguintes alterações:

I - introdução de novas divisões do texto legal base;

II - diferente colocação e numeração dos artigos consolidados;

III - fusão de disposições repetitivas ou de valor normativo idêntico;

IV - atualização da denominação de órgãos e entidades da administração pública;

V - atualização de termos antiquados e modos de escrita ultrapassados;

VI - atualização do valor monetário, inclusive das penas pecuniárias, com base em indexador padrão estabelecido
em Lei;

VII - eliminação de ambiguidades decorrentes do mau uso do vernáculo;

VIII - homogeneização terminológica do texto;

IX - supressão dos dispositivos declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal de
Justiça do Estado;

X - indicação de dispositivos não recepcionados pelas Constituições Federal e Estadual;

XI - declaração expressa de dispositivos implicitamente revogados por leis posteriores.

§ 4º Verificada a existência de dispositivos visando à alteração ou supressão de matéria de mérito, deverão ser
formuladas emendas, para a manutenção do texto da consolidação.

§ 5º As emendas aditivas apresentadas ao texto do projeto visam à adoção de normas excluídas, e as emendas
supressivas, à retirada de dispositivos conflitantes com as regras legais em vigor.

§ 6º A CCJ, ao examinar o texto, fará as alterações necessárias para adaptar seu conteúdo ao disposto neste artigo.

§ 7º Para a consecução do previsto nos §§ 2.º e 6.º, a CCJ ou o Relator poderão requisitar servidores lotados no
Gabinete de Consultoria Legislativa e procuradores da Assembleia Legislativa, para prestar-lhes assessoramento.

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§ 8º Poderá também a Comissão, isolada ou conjuntamente, propor que as emendas e sugestões consideradas de
mérito sejam destacadas para constituírem projetos autônomos, os quais deverão ser apreciados pela Assembleia,
dentro das normas regimentais aplicáveis à tramitação dos demais projetos de lei.

§ 9º Qualquer alteração proposta ao texto de consolidação deverá ser fundamentada com a indicação do dispositivo
legal pertinente.

Art. 225-B. O projeto de consolidação será incluído na Ordem do Dia com tramitação concluída.

CAPÍTULO IX

DA SUSTAÇÃO DE ATOS NORMATIVOS DO PODER EXECUTIVO

Art. 226 - Compete a qualquer Deputado ou Comissão Permanente propor a sustação de atos normativos do
Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar.

Art. 227 - A proposta de sustação será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça que, no caso de
acolhimento, abrirá prazo de dez dias para que o Poder Executivo defenda a validade do ato impugnado, contados
da data do ofício do Presidente da Assembléia comunicando a decisão ao Governador.

§ 1º - Conhecidas as razões do Poder Executivo, a Comissão de Constituição e Justiça deliberará na forma


regimental.

§ 2º - Se a Comissão deliberar pela procedência da impugnação, encaminhará à Mesa projeto de decreto legislativo
sustando o ato impugnado.

§ 3º - Se a deliberação for pela legalidade do ato em exame, proporá à Mesa o arquivamento da proposta de
sustação.

Art. 228 - Caso o autor da proposta não aceite a conclusão pelo arquivamento, poderá no prazo de cinco dias
úteis, recorrer da decisão ao Plenário, o qual decidirá soberanamente sobre o recurso.

§ 1º - Rejeitado o recurso, o expediente será arquivado.

§ 2º - Acolhido o recurso, a Mesa mandará elaborar projeto de decreto legislativo.

Art. 228-A - Apresentado o projeto de decreto legislativo, este será imediatamente incluído na Ordem do Dia.

TÍTULO VI

DA INTERPRETAÇÃO E OBSERVÂNCIA DO REGIMENTO

CAPÍTULO I

DAS QUESTÕES DE ORDEM

Art. 229 - Considera-se questão de ordem toda dúvida suscitada sobre a interpretação deste Regimento, no que
se relaciona com a sua prática ou com a Constituição.

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§ 1º - A questão de ordem deve ser objetiva, claramente formulada, com a indicação precisa das disposições
regimentais cuja observância se pretenda elucidar, e referir-se à matéria tratada na ocasião.

§ 2º - Se o suscitante não indica, inicialmente, as disposições em que se assenta a questão de ordem, o Presidente
cassará sua palavra.

§ 3º - O prazo para formulação ou contestação da questão de ordem não poderá exceder a três minutos.

§ 4º - Formulada a questão de ordem e facultada a sua contestação a um Deputado, será ela resolvida pelo
Presidente, não sendo permitido ao suscitante opor-se à decisão ou criticá-la na sessão em que for proferida.

§ 5º - Inconformado com a decisão, poderá o Deputado requerer, por escrito, reconsideração ao Presidente ou para
o Plenário, sem efeito suspensivo, ouvindo-se, em ambas as hipóteses, a Comissão de Constituição e Justiça, que
terá prazo máximo de três sessões, para apresentar seu parecer.

Art. 230 - As decisões sobre questões de ordem serão registradas em livro específico, e a Mesa elaborará projeto
de resolução propondo, se for o caso, as alterações regimentais delas decorrentes.

CAPÍTULO II

DAS RECLAMAÇÕES

Art. 231 - Qualquer Deputado poderá solicitar o uso da palavra, durante as sessões do Plenário ou reuniões de
Comissão, para exigir a observância de dispositivo regimental, o que fará utilizando a expressão "para reclamação".

§ 1º - As reclamações durante o período da Ordem do Dia ficarão restritas a matérias que nela figurem ou nos casos
de desrespeito ao Regimento Interno.

§ 2º - Aplicam-se às reclamações as normas referentes às questões de ordem.

TÍTULO VII

DOS DEPUTADOS

(REVOGADO pela Resolução nº 2.514/93)

Art. 232 á 255 – REVOGADOS.

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TÍTULO VIII

DISPOSIÇÕES GERAIS

CAPÍTULO I

DAS CONVOCAÇÕES EXTRAORDINÁRIAS DA ASSEMBLÉIA

Art. 256 - A Assembléia será convocada extraordinariamente:

I - pelo Governador;

II - por seu Presidente, para deliberar sobre prisão de Deputados em flagrante de crime inafiançável; no caso de
decretação de estado de defesa ou estado de sítio pelo Governo Federal ou de intervenção federal no Estado e para
o compromisso e posse do Governador e do Vice-Governador do Estado;

III - pela maioria de seus membros.

§ 1º - Na sessão legislativa extraordinária, a Assembléia Legislativa deliberará, exclusivamente, sobre a matéria da


convocação.

§ 2º - Nas primeiras quarenta e oito horas, a contar da publicação na Ordem do Dia, a matéria da convocação
poderá receber emendas.

§ 3º - A sessão legislativa extraordinária ocorrerá sem ônus adicional para o Estado.

§ 4º - (REVOGADO pela Resolução nº 2.978/06)

CAPÍTULO II

DA POSSE DO GOVERNADOR E DO VICE-GOVERNADOR

Art. 257 - A sessão destinada à posse do Governador e do Vice-Governador será solene.

§ 1º - O Governador e o Vice-Governador eleitos serão recebidos na Esplanada do Palácio Farroupilha por uma
comissão de servidores do Cerimonial, que os acompanhará até o Salão Nobre onde os aguardará uma comissão de
Deputados, designada pelo Presidente, para conduzi-los ao Plenário.

§ 2º - No Plenário, o Governador e o Vice-Governador, que serão recebidos de pé pela assistência, tomarão assento
à Mesa, à direita do Presidente.

§ 3º - A convite do Presidente, o Governador e o Vice-Governador, sucessivamente, proferirão o seguinte


compromisso, mantendo-se de pé todos os presentes:

“Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis e patrocinar o bem-comum do povo rio-
grandense”.

§ 4º - Finda a sessão, o Governador, o Vice-Governador e demais autoridades serão acompanhados pelos membros
da Mesa até o Salão Nobre.

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CAPÍTULO III

DO COMPARECIMENTO DE SECRETÁRIO DE ESTADO

Art. 258 - O Secretário de Estado comparecerá perante o Plenário da Assembléia Legislativa ou de suas Comissões:

I - quando convocado para prestar, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado;

II - quando convidado ou por sua iniciativa, mediante entendimento com a Mesa ou Presidência de Comissão,
respectivamente, para expor assunto de relevância da sua Secretaria.

§ 1 º - O convite será deliberado pela Assembléia Legislativa ou pela Comissão por maioria de votos, presente a
maioria absoluta de seus membros.

§ 2º - A convocação de Secretário de Estado será deliberada pela Assembléia Legislativa ou Comissão, por maioria
da respectiva composição plenária, a requerimento de qualquer Deputado ou membro de Comissão, conforme o
caso.

Art. 259 - A convocação de Secretário de Estado, solicitada pela Assembléia, por suas Comissões Permanentes ou
Comissões Temporárias, será comunicada àquela autoridade através do Governador, mediante ofício da Presidência,
que conterá a indicação do assunto motivo da convocação.

§ 1º - O Secretário que não comparecer, sem justificação adequada, no prazo de 05 (cinco) dias úteis, contados do
recebimento da convocação, estará incorrendo em crime de responsabilidade.

§ 2º - Se a convocação for considerada como imprescindível e de urgência, o prazo para comparecimento será
definido pelo órgão convocante e não poderá ser inferior a 24 (vinte e quatro) horas, nem superior a 05 (cinco) dias
úteis.

§ 3º - Quando a convocação não for considerada imprescindível e urgente, o comparecimento de Secretário de


Estado seguirá o rito determinado pelo art. 260 e seguintes deste regimento.

§ 4º - Quando a convocação for para dirigente da Administração Indireta ou servidor público de qualquer órgão do
Poder Executivo, excetuada a questão protocolar, o rito de convocação será o mesmo.

§ 5º - O convite a dirigente da Administração Indireta ou a servidor público de qualquer órgão será encaminhado
com antecedência de, no mínimo, 5 (cinco) dias da data da audiência.

Art. 260 - A Assembléia Legislativa reunir-se-á em sessão especial toda vez que, perante o Plenário, deva ser
ouvido Secretário de Estado.

§ 1º - O Secretário de Estado terá assento na primeira bancada, até o momento de ocupar a tribuna, ficando
subordinado às normas estabelecidas para o uso da palavra pelos Deputados; perante Comissão, ocupará o lugar à
direita do Presidente.

§ 2º - Não poderá ser marcado o mesmo horário para o comparecimento de mais de um Secretário de Estado à
Casa, salvo em caráter excepcional, quando a matéria lhes disser respeito conjuntamente, nem se admitirá sua
convocação simultânea por mais de uma Comissão.

§ 3º - O Secretário de Estado somente poderá ser aparteado ou interpelado sobre o assunto objeto de sua
exposição ou matéria pertinente ao convite ou à convocação.

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§ 4º - Em qualquer hipótese, a presença de Secretário de Estado no Plenário não poderá ultrapassar o horário
normal da sessão ordinária da Assembléia.

Art. 261 - Na hipótese de convocação, o Secretário encaminhará ao Presidente da Assembléia ou da Comissão, até
a sessão anterior à da sua presença na Casa, sumário da matéria de que virá tratar, para distribuição aos
Deputados.

§ 1º - Após a exposição inicial, que não excederá quinze minutos, o Secretário responderá ao temário objeto de
convocação, iniciando-se, então, as interpelações dos Deputados, observada a ordem dos itens formulados e, para
cada Deputado, a de sua inscrição, cabendo sempre a preferência ao autor do item em debate.

§ 2º - Se o Secretário, em sua exposição, versar matéria estranha ao temário prefixado, poderá ser interpelado
também sobre ela, logo que se esgotem os itens do questionário objeto da convocação.

Art. 261-A - Na hipótese de convite a Secretário, aplicam-se as disposições previstas nos arts. 260 e 261.

CAPÍTULO IV

DO COMPARECIMENTO DO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA E DO DEFENSOR PÚBLICO-GERAL

Art. 262 - Comparecerão anualmente, à Assembléia Legislativa, para relatarem as atividades e necessidades do
Ministério Público e da Defensoria Pública, em sessão especial pública, a ser realizada no horário destinado às
sessões ordinárias, respectivamente:

I - o Procurador-Geral de Justiça, nos termos do § 3º do art. 108 da Constituição do Estado, no primeiro semestre da
sessão legislativa;

II - o Defensor Público-Geral nos termos do § 4º do art. 120 da Constituição do Estado, no segundo semestre da
sessão legislativa.

§ 1º - A data da sessão especial pública, referida no "caput" deste artigo, será previamente acordada entre o
Procurador-Geral de Justiça ou o Defensor Público-Geral e o Presidente da Assembléia Legislativa.

§ 2º - Após a exposição do Procurador-Geral de Justiça ou do Defensor Público-Geral, os Deputados poderão


manifestar-se e formular questões.

CAPÍTULO V

DA AUDIÊNCIA PÚBLICA

Art. 262 A - Cada Comissão poderá realizar, isoladamente ou em conjunto com o Fórum Democrático de
Desenvolvimento Regional, audiência pública com entidade da sociedade civil para instruir matéria legislativa em
trâmite, bem como para tratar de assuntos de interesse público relevante, atinentes à sua área de atuação, mediante
proposta de qualquer Deputado ou a pedido de entidade interessada.

Parágrafo único - A reunião de audiência pública de que trata o “caput” será destinada exclusivamente para
discussão do assunto para o qual foi convocada.

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Art. 262-B - Aprovada reunião de audiência pública, a Comissão selecionará, para serem ouvidas, as autoridades,
as pessoas interessadas e os especialistas ligados às entidades participantes, cabendo ao Presidente da Comissão
expedir os convites.

§ 1º - Na hipótese de haver defensores e opositores relativamente à matéria objeto de exame, a Comissão procederá
de forma que possibilite a audiência das diversas correntes de opinião.

§ 2º - O convidado deverá limitar-se ao tema ou questão em debate e disporá, para tanto, de vinte minutos,
prorrogáveis a juízo da Comissão, não podendo ser aparteado.

§ 3º - Caso o expositor se desvie do assunto, ou perturbe a ordem dos trabalhos, o Presidente da Comissão poderá
adverti-lo, cassar-lhe a palavra ou determinar a sua retirada do recinto.

§ 4º - A parte convidada poderá valer-se de assessores credenciados, se para tal fim tiver obtido o consentimento
do Presidente da Comissão.

§ 5º - Os Deputados inscritos para interpelar o expositor poderão fazê-lo estritamente sobre o assunto da exposição,
pelo prazo de três minutos, tendo o interpelado igual tempo para responder, facultadas a réplica e a tréplica, pelo
mesmo prazo, vedado ao orador interpelar qualquer dos presentes.

Art. 262-C - Não poderão ser convidados a depor em reunião de audiência pública os membros de representação
diplomática estrangeira.

Art. 262-D - Da reunião de audiência pública lavrar-se-á ata, arquivando-se, no âmbito da Comissão, os
pronunciamentos escritos e documentos que os acompanharem.

Parágrafo único - Será admitido, a qualquer tempo, o traslado de peças ou fornecimento de cópias aos
interessados.

CAPÍTULO VI

DA TRIBUNA POPULAR

Art. 262-E - A Tribuna Popular será realizada na primeira quinta-feira de cada mês, após a leitura do Expediente,
por uma única entidade da sociedade civil, durante 10 (dez) minutos, sem apartes.

§ 1º - Para fazer uso da Tribuna Popular, as entidades deverão encaminhar requerimento à Presidência da
Assembléia, com antecedência de, no mínimo, 72 (setenta e duas) horas, informando:

I - dados que identifiquem a entidade;

II - nome do representante da entidade que usará da palavra; e

III - assunto a ser tratado.

§ 2º - Os requerimentos para a realização da Tribuna Popular serão deliberados pela Mesa.

§ 3º - O representante da entidade deverá integrar a diretoria, preferencialmente, ou seu quadro de associados, e


deverá comparecer à sessão plenária em traje passeio completo.

§ 4º - Excetuam-se das vedações previstas nos incisos I e VIII do art. 95 e no art. 278 deste Regimento os
representantes das entidades da sociedade civil que farão uso da Tribuna Popular.

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§ 5º - Nas sessões ordinárias em que se realizar a Tribuna Popular, no período das Comunicações será assegurada a
palavra a 14 (quatorze) Deputados.

§ 6º - A Tribuna Popular a ser realizada no mês de março é denominada Tribuna da Mulher e será destinada a
entidades da sociedade civil que tratem das questões de gênero.

TÍTULO IX

DA ADMINISTRAÇÃO E DA ECONOMIA INTERNA

CAPÍTULO I

DO CREDENCIAMENTO DE ENTIDADES E DE IMPRENSA

Art. 263 - O Poder Legislativo poderá credenciar entidades civis, representativas de segmentos sociais, legalmente
constituídas e organizadas em âmbito estadual, para participar das atividades das Comissões Permanentes, com
direito a voz.

Art. 264 - Os órgãos de imprensa poderão credenciar seus profissionais perante a Assembléia, para exercício de
suas atividades jornalísticas de informação e divulgação.

Art. 265 - Caberá à Mesa expedir as credenciais a que se referem os artigos anteriores.

Art. 266 - (REVOGADO pela Resolução nº 2.978/06)

CAPÍTULO II

DOS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

Art. 267 - O Regulamento Geral da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, aprovado por
resolução do Plenário, disporá sobre a organização, funcionamento, polícia, criação, transformação e extinção de
cargos e funções de seus serviços administrativos.

Parágrafo único - Incumbe à Mesa expedir normas ou instruções complementares àquele regulamento.

CAPÍTULO III

DA PROCURADORIA DA ASSEMBLÉIA

Art. 268 - A Procuradoria da Assembléia Legislativa reger-se-á por regulamento próprio, que, aprovado pelo
Plenário, integrará este Regimento.

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CAPÍTULO IV

DA ORDEM E DO PODER DE POLÍCIA DA ASSEMBLÉIA

Art. 269 - A Mesa fará manter a ordem e a disciplina no Palácio Farroupilha e demais dependências da Assembléia
Legislativa, tanto internas como externas, sob a suprema direção do Presidente, sem intervenção dos outros
Poderes.

Art. 270 - Para efeito do disposto no artigo anterior, a Mesa, logo depois de eleita, escolherá dois de seus
membros efetivos para as funções de Corregedor e Corregedor substituto.

Art. 271 - O policiamento da Assembléia será realizado pelo serviço de segurança próprio auxiliado, no
policiamento externo, por agentes da corporação militar do Estado, postos à exclusiva disposição da Mesa e
dirigidos por pessoa que o Presidente designar.

Parágrafo único - Em caso de grave ameaça de perturbação da ordem, a Mesa poderá requisitar ao Poder Executivo
o auxílio de agentes das policias civil e militar, que serão dirigidos na forma do artigo anterior.

Art. 272 - Quando em dependência da Assembléia for cometido algum delito, instaurar-se-á inquérito.

§ 1º - Presidirá o inquérito:

I - o Corregedor ou o Corregedor substituto, se o delito for cometido por parlamentar;

II - funcionário indicado pela Mesa, nos demais casos.

§ 2º - Serão observados, no inquérito, as leis de processo e os regulamentos policiais do Estado, no que lhe forem
aplicáveis.

§ 3º - A Assembléia poderá solicitar a cooperação técnica de órgãos policiais especializados ou requisitar servidores
de seus quadros para auxiliar na realização do inquérito.

§ 4º - Servirá de escrivão funcionário estável da Assembléia, designado pela autoridade que presidir o inquérito.

§ 5º - O inquérito será enviado, após a sua conclusão, à autoridade judiciária competente.

§ 6º - Em caso de flagrante de crime inafiançável, realizar-se-á a prisão do agente da infração, que será entregue
com o auto respectivo à autoridade judicial competente, ou, no caso de parlamentar, ao Presidente da Assembléia,
atendendo-se, nesta hipótese, ao prescrito nos arts. 251 e 252.

Art. 273 - É proibido portar armas, de qualquer espécie, nas dependências da Assembléia, salvo em se tratando
dos agentes da polícia privativa, se autorizados pela Mesa, e dos agentes da corporação militar do Estado a que se
refere o art. 271.

Art. 274 - O Deputado, ao ingressar nas dependências da Assembléia portando arma, entregar-la-á, mediante
recibo, no local designado pela Mesa, a funcionário por esta incumbido de guardá-la.

§ 1º - Incumbe ao Corregedor ou ao Corregedor substituto supervisionar a proibição de porte de arma.

§ 2º - O poder de supervisionar a que se refere o parágrafo anterior inclui o de mandar revistar e desarmar.

§ 3º - O desrespeito ao disposto no "caput" deste artigo constitui falta de decoro parlamentar.

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Art. 275 - É permitido a qualquer pessoa ingressar e permanecer no edifício principal da Assembléia Legislativa do
Estado e em seus anexos durante o expediente, assistir as sessões plenárias e as reuniões das Comissões.

§ 1º - As pessoas que se comportarem de forma inconveniente serão compelidas a sair, imediatamente, das
dependências da Assembléia.

§ 2º - O Presidente, para manter a ordem, poderá determinar que as galerias sejam total ou parcialmente
evacuadas.

§ 3º - Quando, nas dependências da Assembléia, alguém perturbar a ordem, o Presidente manda-lo-á pôr em
custódia, se desatendida a advertência que se lhe fizer, e feitas as averiguações necessárias, manda-lo-á soltar ou
entregar, mediante ofício do 1º Secretário comunicando a ocorrência, à autoridade competente.

§ 4º - As restrições aos trajes dos visitantes e dos servidores em atividade na Casa, bem como no Plenário, ficam
limitadas às exigências do decoro.

§ 5º - As pessoas que perturbarem a ordem das atividades legislativas, obstando o andamento dos trabalhos, que
atentarem contra a segurança dos parlamentares e dos servidores, ou contra a integridade do patrimônio público,
serão identificadas, compelidas a sair, e ficarão impedidas de ingressar nas dependências da Assembléia Legislativa,
a critério da Mesa, por tempo a ser por ela estabelecido.

Art. 276 - É assegurado aos Senadores e Deputados visitantes, assim como aos ex-Deputados Estaduais, o acesso
ao Plenário para assistir às sessões, exceto durante o período de votação.

Art. 277- Os convites para as sessões solenes serão feitos de maneira a assegurar, tanto aos convidados como aos
Deputados, lugares determinados.

Art. 278 - Ressalvadas as hipóteses previstas nos artigos anteriores, só serão admitidos no recinto do Plenário,
durante as sessões, Deputados, servidores a serviço do Plenário, previamente autorizados pela Mesa, e jornalistas
credenciados.

Art. 279 - Nos locais reservados para a imprensa só serão admitidos os representantes dos órgãos de comunicação
previamente credenciados pela Mesa.

Art. 280 - É proibido o exercício de comércio, inclusive rifas e sorteios, nas dependências da Assembléia, salvo
expressa autorização da Mesa.

Parágrafo único - A infração a este artigo cometida por servidor da Assembléia constitui falta disciplinar.

CAPÍTULO V

DA ADMINISTRAÇÃO

Art. 281 - A administração contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial e o sistema de controle
interno serão coordenados e executados por órgãos próprios, integrantes da estrutura dos serviços administrativos
da Assembléia Legislativa.

§ 1º - As despesas da Assembléia Legislativa, dentro dos limites das disponibilidades orçamentárias consignadas no
orçamento do Estado e créditos adicionais serão devidamente autorizadas pelo 1º Secretário.

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§ 2º - Serão encaminhados mensalmente à Mesa, para apreciação, os balancetes analíticos e demonstrativos da


execução orçamentária, financeira e patrimonial.

§ 3.º A autorização de empenho de despesa com publicações de Comissões, de Coordenadorias de Bancada ou de


Gabinetes Parlamentares será da responsabilidade individual do Presidente da Comissão, do Líder da Bancada ou do
Deputado, respectivamente, competindo à Superintendência Administrativa e Financeira as providências de
execução, inclusive licitatórias, e à 1.ª Secretaria o registro dos montantes nas respectivas cotas parlamentares.

TÍTULO X

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 282 - A Assembléia Legislativa, como membro da União Nacional dos Legislativos - UNALE -, far-se-á
representar nos congressos daquele órgão por uma Comissão em cuja composição será observado, tanto quanto
possível, o critério da proporcionalidade partidária.

§ 1º - A Assembléia manterá, junto à UNALE, uma representação escolhida na forma dos estatutos daquele órgão, e
cujos integrantes serão membros natos da Comissão a que se refere este artigo.

§ 2º - Na hipótese de que a representação ou qualquer de seus membros deixe de integrar a Assembléia Legislativa,
esta, por maioria, indicará os respectivos substitutos, que completarão o mandato dos substituídos até o próximo
congresso.

Art. 282- (REVOGADO pela Resolução nº 2.958/05)

TÍTULO XI

DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 282-B - Fica instituída, para o exercício de 2005, a Tribuna Popular nas sessões ordinárias da Assembléia
Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, em que 01 (uma) entidade da sociedade civil poderá fazer uso da
palavra através de seu presidente ou vice, pelo tempo de 10 (dez) minutos, sem apartes.

§ 1º - Poderão fazer uso da Tribuna Popular as entidades de classe da sociedade civil registradas e regularmente
constituídas, com sede no Estado do Rio Grande do Sul, e que tenham atuação no âmbito estadual.

§ 2º - Para fazer uso da Tribuna Popular, as entidades deverão manifestar sua intenção, por escrito, à Presidência da
Assembléia Legislativa, informando:

I - dados que identifiquem a entidade;

II - nome do representante da entidade que usará da palavra; e

III - assunto a ser tratado.

§ 3º - O representante da entidade que subir à Tribuna deverá comparecer à sessão plenária em traje passeio
completo.

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§ 4º - A Tribuna Popular será realizada na primeira quinta-feira de cada mês, após o período
destinado à apresentação e discussão de proposições em Pauta.

§ 5º - A entidade poderá fazer uso da Tribuna Popular somente uma vez por sessão legislativa.

§ 6º - Resolução da Mesa regulamentará o uso da Tribuna Popular.

Art. 282-C - Nas sessões ordinárias em que se realizar a Tribuna Popular, será dada a palavra a 14 (quatorze)
Deputados, pelo tempo regimental, para as comunicações parlamentares.

Art. 282-D - Nos atos e atividades previstos no § 2º do art. 1º deste Regimento incluem-se a Tribuna Popular.

Art. 282-E - Excetuam-se da vedação prevista no inciso VIII do art. 95 deste Regimento os representantes das
entidades da sociedade civil que farão uso da Tribuna Popular.

Art. 282-F - Na exceção prevista no inciso I do art. 95 inclui-se a sessão da Tribuna Popular.

Art. 282-G - Na ressalva prevista no art. 278, incluem-se os representantes da sociedade civil que ocuparão a
Tribuna Popular.

Art. 283 - A Mesa da Assembléia Legislativa apresentará no prazo de noventa dias, após a publicação deste
Regimento, um Código de Ética Parlamentar.

Art. 284 - (REVOGADO pela Resolução nº 2.514/93)

Art. 285 - Revogam-se as disposições em contrário.

Assembléia Legislativa do Estado, em Porto Alegre, 18 de janeiro de 1991.

LEI Nº 14.688/94
http://bit.ly/lei14688

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