Vous êtes sur la page 1sur 78

CURSO TÉCNICO EM PROCESSAMENTO DE DADOS

APOSTILA DE LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO

CAP Criação de Algoritmos e Programas

DE DADOS APOSTILA DE LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO CAP Criação de Algoritmos e Programas PROFESSOR RENATO DA

PROFESSOR RENATO DA COSTA

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

“Não estamos aqui para so-

breviver e sim para explorar a

oportunidade de vencer adquirin-

do o saber!”

R

E N A T O

D A

C

O S T A

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

SUMÁRIO

PREFÁCIO

5

ALGORITMO

6

ALGORITMO NÃO COMPUTACIONAL

6

PROGRAMA

7

LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO

7

ALGORITMOS EM “PORTUGOL”

8

TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃO

9

MATEMÁTICA NA INFORMÁTICA

11

OPERADORES ARITMÉTICOS

11

OPERADORES RELACIONAIS

11

LINEARIZAÇÃO DE EXPRESSÕES

12

MODULARIZAÇÃO DE EXPRESSÕES MATEMÁTICAS

12

OPERADORES ARITMÉTICOS ESPECIAIS (MOD E DIV)

13

EXPRESSÕES LÓGICAS

15

OPERADORES LÓGICOS

15

TABELA VERDADE

15

FUNÇÕES

18

BIBLIOTECAS DE FUNÇÕES

18

FUNÇÕES PRÉ-DEFINIDAS

18

TABELA GERAL DE PRIORIDADES

20

VARIÁVEIS

22

VARIÁVEIS DE ENTRADA E SAÍDA

22

IDENTIFICADORES

23

SINAL DE ATRIBUIÇÃO

24

CONSTANTES

24

SINAL DE IGUALDADE

24

TIPOS DE DADOS

25

TIPOS PRIMITIVOS DE DADOS

25

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

COMANDOS BÁSICOS DE ENTRADA E SAÍDA(INPUT/OUTPUT)

26

FLUXO DE UM ALGORITMO

30

CORPO GERAL DE UM ALGORITMO

30

ESTRUTURAS SEQÜÊNCIAIS

31

; PONTO E VÍRGULA ;

31

PRIMEIRO ALGORITMO

32

OUTROS ALGORITMOS DE EXEMPLO

33

{LINHAS DE COMENTÁRIO}

35

‘ASPAS SIMPLES’

36

ESTRUTURAS CONDICIONAIS SIMPLES

39

NINHOS DE SE

43

ALGORITMO CINCO

ESTRUTURAS DE CONDIÇÃO

ALGORITMO SEIS

ESTRUTURA DE REPETIÇÃO DETERMINADA

ALGORITMO SETE

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

47

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

52

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

ALGORITMO OITO

54

ESTRUTURA DE REPETIÇÃO INDETERMINADA COM VALIDAÇÃO INICIAL

57

ALGORITMO NOVE

57

ESTRUTURA DE REPETIÇÃO INDETERMINADA COM VALIDAÇÃO FINAL

62

ALGORITMO DEZ

62

ALGORITMO ONZE

63

PROGRAMAS EQUIVALENTES

65

EXERCÍCIOS

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

PREFÁCIO

O trabalho a que me propus é resultado de minha experi-

ência em ministrar a disciplina CAP (criação de Algoritmos e Programas) desde 1996, motivado pela falta de texto relacio- nado às condições e necessidades do curso.

O objetivo principal da Lógica de Programação é demons-

trar técnicas para resolução de problemas e, conseqüentemen-

te, automatização de tarefas.

O aprendizado da Lógica é essencial para formação de um

bom programador, servindo como base para o aprendizado de to- das as linguagens de programação, estruturadas ou não.

De um modo geral esses conhecimentos serão de supra im- portância pois ajudarão no cotidiano, desenvolvendo um racio- cínio rápido.

Partindo do princípio que “a única coisa constante no mundo é a mudança”, forneço abaixo meu endereço eletrônico para que você possa me ajudar, enviando críticas, elogios ou sugestões que servirão para o eterno aprimoramento desse tra- balho.

informatica@renatodacosta.net

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

ALGORITMO

Um Algoritmo é uma seqüência de instruções ordenadas de forma lógica para a resolução de uma determinada tarefa ou problema.

Para criarmos um algoritmo iremos criar um texto estáti- co, ou seja, escrito em uma folha de papel sem sofrer altera- ções, mas que possui um aspecto dinâmico abrangendo qualquer situação relacionada ao problema em questão.

ALGORITMO NÃO COMPUTACIONAL

Podemos criar algoritmos para tarefas do cotidiano, no

exemplo abaixo é apresentado um Algoritmo não computacional

cujo objetivo é usar um telefone público.

SEQUÊNCIAL

Início

Fim.

1. Tirar o fone do gancho;

1. Tirar o fone do gancho;

2. Ouvir o sinal de linha;

3. Introduzir o cartão;

4. Teclar o número desejado;

5. Se der o sinal de chamar

 

DESVIO

5.1

Conversar;

5.2

Desligar;

5.3

Retirar o cartão;

6. Senão

6.1

Repetir;

Repetir;
 

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Para criamos um algoritmo devemos observar ou entender

primeiro o padrão de comportamento de um processo e depois

passa-lo para o papel.

PROGRAMA

Um programa nada mais é do que um algoritmo escrito em

uma linguagem computacional.

Aprender uma linguagem de programação sem dominar a cri-

ação de algoritmos não faz sentido, seria o mesmo que ter um

vocabulário vasto, mas não saber usar as palavras certas na

hora certa. Sabendo algoritmo é relativamente fácil criar um

programa em qualquer linguagem, basta pesquisar qual comando

realiza a ação desejada.

LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO

São Softwares básicos que permitem o desenvolvimento de

programas em uma linguagem de alto nível semelhante a que

pensamos ou escrevemos e que posteriormente são convertidas

para uma linguagem de máquina interpretada pelo computador.

Possuem um poder de criação ilimitado, desde jogos, edi-

tores de texto, planilhas eletrônicas até sistemas operacio-

nais. Existem várias linguagens de programação, cada uma com

suas características de linguagem próprias.

Exemplos: Pascal, Clipper, C, Visual Basic, Delphi, Java

entre outras.

Observação:

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Existem linguagens que criam arquivos executáveis e outras

que criam programas interpretados pelo próprio ambiente de

desenvolvimento, implicando sempre no uso do mesmo para exe-

cução do programa.

Ex: dBase

ALGORITMOS EM “PORTUGOL”

Durante nosso aprendizado, iremos aprender a desenvolver

nossos algoritmos em uma pseudolinguagem conhecida como “Por-

tugol” ou Português Estruturado.

“Portugol” é derivado da aglutinação de Português + Al-

gol. Algol é o nome de uma linguagem de programação usada no

final da década de 50.

Vale ressaltar que não existe um padrão para os comandos

usados nos algoritmos, cada professor, cada autor explica co-

mo acha mais fácil. Convenhamos que o mais importante é a ló-

gica, ou seja, o pensamento elaborado e não a linguagem uti-

lizada. Eu particularmente gosto e adotei uma linguagem algo-

rítmica muito próxima de um Pascal traduzido. Por que? A lin-

guagem Pascal é didática, dispõe de todos os recursos para o

desenvolvimento de bons hábitos para criação de programas,

além de ainda ser muito utilizada nas universidades atuais.

Existem ainda outras formas de se criar algoritmos, como

através de fluxogramas onde cada instrução é representada por

um desenho. Apesar dos fluxogramas darem uma boa visualização

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

do processo torna-se muito confuso e de difícil implementação

quando usados para detalhar tarefas muito complexas.

Curiosidade:

A linguagem Pascal foi criada no início da década de 70

por Niklaus Wirth e possui esse nome em homenagem ao filósofo

Blaise Pascal inventor da máquina de calcular mecânica em

1642.

Técnicas de Programação

Programação seqüencial: o programa é descrito através de

várias linhas, executadas uma após a outra.

Programação estruturada: dispõe da possibilidade de divi-

dir o programa em subprogramas (procedimentos ou funções) di-

minuindo o tempo de programação para tarefas repetitivas, fa-

cilitando a manutenção do mesmo e minimizando os erros.

Programação orientada a eventos: o programa na verdade é

dividido em várias partes agregadas a objetos utilizados pelo

ambiente da linguagem e esses trechos do programa são desper-

tados por ações determinadas como um clique em um botão ou

uma fatia de tempo.

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1)

Por quê é importante estudar algoritmo?

2)

Crie um algoritmo não computacional que descreva

como trocar um pneu de um carro.

3)

O que é um programa?

4)

Cite 3 linguagens de programação atuais:

5)

É necessário ter um computador para criar Algo-

ritmos?

6)

Por que podemos dizer que um algoritmo é estáti-

co e possui aspecto dinâmico?

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

MATEMÁTICA NA INFORMÁTICA

Como a maioria dos programas possui algum tipo de ex-

pressão matemática, iremos começar a estudar seus operadores.

OPERADORES ARITMÉTICOS

+

Adição+

-

Subtração-

*

Multiplicação*

/

Divisão/

^ ou **

* Multiplicação / Divisão ^ ou ** Exponenciação ex. 2 3 = 2 ^ 3 ou

Exponenciação ex. 2 3 = 2 ^ 3 ou 2 ** 3

Qual o resultado da expressão abaixo?

2+2/2

Lembre-se que a prioridade dentre os operadores descri-

tos anteriormente é a mesma da matemática, primeira a expo-

nenciação seguido da multiplicação e divisão e por último a

soma e subtração. Logo o resultado é 3.

OPERADORES RELACIONAIS

>

Maior que>

<

Menor que<

>=

Maior ou Igual>=

<=

Menor ou Igual<=

=

Igual=

<>

Diferente<>

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

LINEARIZAÇÃO DE EXPRESSÕES

Para a construção de Algoritmos todas as expressões a-

ritméticas devem ser linearizadas, ou seja, colocadas em li-

nhas.

É importante também ressalvar o uso dos operadores cor-

respondentes da aritmética tradicional para a computacional.

Exemplo:

2 5 3 1 3
2
5
3
1
3

Tradicional

(2/3+(5-3))+1=

Computacional

MODULARIZAÇÃO DE EXPRESSÕES MATEMÁTICAS

A modularização é a divisão da expressão em partes, pro-

porcionando maior compreensão e definindo prioridades para

resolução da mesma.

Como pode ser observado no exemplo anterior, em expres-

sões computacionais usamos somente parênteses “( )” para mo-

dularização.

Na informática podemos ter parênteses dentro de parênte-

ses.

Exemplos de prioridades:

(2+2)/2=2

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Primeiro resolve-se o que está em parênteses.

2+2/2=3

OPERADORES ARITMÉTICOS ESPECIAIS (MOD e DIV)

ros.

MOD

DIV

Retorna o resto da divisão entre 2 números intei-

Retorna o valor inteiro que resulta da divisão

entre 2 números inteiros.

Exemplo:

MOD
MOD

Observação:

13 2 1 6 DIV
13
2
1
6
DIV

13

DIV 2 = 6

13

MOD 2 = 1

Como foi bem destacado acima nunca poderemos ter uma ex-

pressão tipo: 2,8 mod 2, pois 2,8 não é um número inteiro.

Observe:

-

8

*

3

+ 7

mod 2

+

6

*

9

-

Calculando: 24 + 1 + 54 = 79

Observação: A prioridade dos operadores especiais é i-

gual a da multiplicação ou divisão.

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1)Calcule as expressões aritméticas abaixo:

a)

75 / 5 * 3 + 6 mod 2 * 1,87

b)

7 div 2 +6 mod 2 *5 + 6 / 6

c)

5

*

2 ** 3

+

7

**

2

*

3

2)

Sabendo que A=3, B=7, C=8, D=42, G=5, H=-6, calcule:

a)

A *

B

* C

div D + G + H

 

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

EXPRESSÕES LÓGICAS

As expressões compostas de relações baseadas em uma pro-

posição sempre resultam em um valor lógico do tipo Verdadeiro

ou Falso.

Exemplos: 2+5>4
Exemplos:
2+5>4

Verdadeiro

3<>3

ou Falso. Exemplos: 2+5>4 Verdadeiro 3<>3 Falso OPERADORES LÓGICOS Atuam sobre expressões lógicas

Falso

OPERADORES LÓGICOS

Atuam sobre expressões lógicas retornando resultados do

tipo Falso ou Verdadeiro.

E

RETORNA VERDADEIRO, SE AMBAS AS PARTES DA EXPRESSÃO

FOREM VERDADEIRAS.

OU

BASTA QUE UMA PARTE DA EXPRESSÃO SEJA VERDADEIRA PARA

RETORNAR VERDADEIRO.

NÃO

INVERTE O ESTADO, DE VERDADEIRO PASSA PARA FALSO E

VICE-VERSA.

Prioridades dos operadores Lógicos:

a) NÃO

b) E

c) OU

Prioridades dos operadores Lógicos: a) NÃO b) E c) OU Negação Conjunção Disjunção TABELA VERDADE Supondo

Prioridades dos operadores Lógicos: a) NÃO b) E c) OU Negação Conjunção Disjunção TABELA VERDADE Supondo

Prioridades dos operadores Lógicos: a) NÃO b) E c) OU Negação Conjunção Disjunção TABELA VERDADE Supondo

Negação

Conjunção

Disjunção

TABELA VERDADE

Supondo A e B como expressões lógicas vamos verificar os

estados de cada linha da tabela abaixo:

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

A

B

A E B

A OU B

NÃO (A)

V

V

V

V

F

V

F

F

V

F

F

V

F

V

V

F

F

F

F

V

NÃO(3<>3) F NÃO ` V
NÃO(3<>3)
F
NÃO `
V

Verdadeiro

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1)Responda o resultado lógico (V ou F) das expressões

abaixo, sabendo que A = V, B = V, C = F, D = V, G = V.

a) A e B e C ou D e não G

b) (A ou B) e C e D e não G ou H

2) Monte as tabelas verdade das expressões abaixo:

a) A ou B e não C

b) A ou não B e C

c) A e B ou não A

d) A e B ou C ou não B

OBS: Quando temos uma coluna em uma tabela verdade com

todos os valores verdadeiros chamamos de Tautologia e quando

todos os valores são falsos chamamos de contradição.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FUNÇÕES

Uma função é um instrumento (Sub–algoritmo) que tem como

objetivo retornar um valor ou uma informação.

A chamada de uma função é feita através da citação do

seu nome seguido opcionalmente de seu argumento inicial entre

parênteses.

As funções podem ser predefinidas pela linguagem ou cri-

adas pelo programador de acordo com o seu interesse.

Exemplos:

pelo programador de acordo com o seu interesse. Exemplos: Valor Inicial X Processamento Valor Final Y
pelo programador de acordo com o seu interesse. Exemplos: Valor Inicial X Processamento Valor Final Y

Valor Inicial X

de acordo com o seu interesse. Exemplos: Valor Inicial X Processamento Valor Final Y X=9 x

Processamento

com o seu interesse. Exemplos: Valor Inicial X Processamento Valor Final Y X=9 x Y=3 BIBLIOTECAS

Valor Final Y

Exemplos: Valor Inicial X Processamento Valor Final Y X=9 x Y=3 BIBLIOTECAS DE FUNÇÕES Armazenam um
Exemplos: Valor Inicial X Processamento Valor Final Y X=9 x Y=3 BIBLIOTECAS DE FUNÇÕES Armazenam um

X=9

Exemplos: Valor Inicial X Processamento Valor Final Y X=9 x Y=3 BIBLIOTECAS DE FUNÇÕES Armazenam um
x
x
Exemplos: Valor Inicial X Processamento Valor Final Y X=9 x Y=3 BIBLIOTECAS DE FUNÇÕES Armazenam um

Y=3

Valor Inicial X Processamento Valor Final Y X=9 x Y=3 BIBLIOTECAS DE FUNÇÕES Armazenam um conjunto

BIBLIOTECAS DE FUNÇÕES

Armazenam um conjunto de funções que podem ser usadas

pelos programas.

FUNÇÕES PRÉ-DEFINIDAS

ABS( )

VALOR ABSOLUTO

|x|

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

SQRT( )

RAIZ QUADRADA

SQRT( ) RAIZ QUADRADA x (Square Root)

x

(Square Root)

SQR( )

ELEVA AO QUADRADO

 

x 2

TRUNC( )

VALOR TRUNCADO

Ex.trunc(7,9)=7 ou trunc(7,1) =7

ROUND( )

VALOR ARREDONDADO

 

Ex. Round() de 7,0 até 7,4 = 7 e de 7,5 até

7,9 = 8

LOG( )

LOGARITMO

SIN( )

SENO

COS( )

COSENO

TAN( )

TANGENTE

As funções acima são as mais comuns e importantes para

nosso desenvolvimento lógico, entretanto, cada linguagem pos-

sui suas funções próprias. As funções podem ser aritméticas,

temporais, de texto etc.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

TABELA GERAL DE PRIORIDADES

PRIMEIRO

PARÊNTESES E FUNÇÕES

SEGUNDO

SINAIS DE MENOS E MAIS PARA

OPERANDOS UNÁRIOS.

TERCEIRO

EXPONENCIAL

QUARTO

MOD, DIV, MULTIPLICAÇÃO E DI-

VISÃO

QUINTO

SOMA E SUBTRAÇÃO

SEXTO

OPERADORES RELACIONAIS

SÉTIMO

NÃO

OITAVO

E

NONO

OU

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1)

Associe as colunas abaixo:

(

a ) Operador Aritmético

(

)não

(

b ) Operador Aritmético Especial

(

)>=

(

c ) Operador Relacional

(

)=

(

d ) Operador Lógico

(

)mod

 

(

)^

(

)div

(

)<>

(

)**

2)

Assinale com X a expressão abaixo que está incorreta:

(

) A ou não B

(

) A não B ou C

(

) A ou não B e C

3)

Escreva os Resultados:

a)

trunc(9.8888)*2

b)

round(2.5)**3

c)

(sqrt(81)*5)/5

d)

(sqrt(1000)*2,5+72**4)/0

e)

(10+5+9+7)/4

f)

abs(-98)*2+6

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

VARIÁVEIS

Variáveis são endereços de memória destinados a armaze-

nar informações temporariamente (durante a execução do algo-

ritmo). Embora uma variável possa assumir diferentes valores,

ela só pode armazenar um único valor a cada instante.

* Todo Algoritmo ou programa deve possuir variável!

Por exemplo, imagine que eu quero saber o dobro da sua

idade. A fórmula seria: resposta=idade*2.

Neste exemplo temos 2 variáveis: a idade, que vai variar

para cada leitor e a resposta que vai variar de acordo com a

idade.

VARIÁVEIS DE ENTRADA E SAÍDA

Variáveis de Entrada armazenam informações fornecidas

por um meio externo, normalmente usuários ou discos.

Variáveis de Saída armazenam dados processados normal-

mente dados intermediários ou resultados.

Exemplo:

A

B

A B C=A+B

C=A+B

A B C=A+B
A B C=A+B
A B C=A+B
A B C=A+B
A B C=A+B
A B C=A+B
A B C=A+B
A B C=A+B
intermediários ou resultados. Exemplo: A B C=A+B 2 5 7 De acordo com a figura acima
intermediários ou resultados. Exemplo: A B C=A+B 2 5 7 De acordo com a figura acima
intermediários ou resultados. Exemplo: A B C=A+B 2 5 7 De acordo com a figura acima
2 5 7
2
5
7

De acordo com a figura acima A e B são Variáveis de En-

trada e C é uma Variável de Saída.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

IDENTIFICADORES

São os nomes significativos dados a variáveis, constan-

tes e programas.

Regras Para construção de Identificadores:

Não podem ter nomes de palavras reservadas (comandose programas. Regras Para construção de Identificadores: da linguagem); Devem possuir como 1º caractere uma letra

da linguagem);

Devem possuir como 1º caractere uma letra ou Unders-ter nomes de palavras reservadas (comandos da linguagem); core ( _ ); Ter como demais caracteres

core ( _ );

Ter como demais caracteres letras, números ou Unders-como 1º caractere uma letra ou Unders- core ( _ ); core; Ter no máximo 127

core;

Ter no máximo 127 caracteres;Ter como demais caracteres letras, números ou Unders- core; Não possuir espaços em branco; A escolha

Não possuir espaços em branco;números ou Unders- core; Ter no máximo 127 caracteres; A escolha de letras maiúsculas ou minúsculas

A escolha de letras maiúsculas ou minúsculas é indi-no máximo 127 caracteres; Não possuir espaços em branco; ferente. Exemplos: NOME NOTA1 TELEFONE SALARIO

ferente.

Exemplos:

NOME

NOTA1

TELEFONE

SALARIO

IDADE_FILHO

PI

UMNOMEMUITOCOMPRIDOEDIFICILDELER

UMNOMEMUITOCOMPRIDOEDIFICILDELER

UMNOMEMUITOCOMPRIDOEDIFICILDELER
UM_NOME_MUITO_COMPRIDO_E_FACIL_DE_LER

UM_NOME_MUITO_COMPRIDO_E_FACIL_DE_LER

UM_NOME_MUITO_COMPRIDO_E_FACIL_DE_LER

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

SINAL DE ATRIBUIÇÃO

Uma Variável nunca é eternamente igual a um valor, seu

conteúdo pode ser alterado a qualquer momento. Portanto para

atribuir valores a variáveis devemos usar o sinal de “:=” ou

a variáveis devemos usar o sinal de “:=” ou “ ”. Exemplos: A 2; := B

”.

Exemplos: A 2; :=
Exemplos:
A 2;
:=
usar o sinal de “:=” ou “ ”. Exemplos: A 2; := B 3; (lê-se da

B 3; (lê-se da seguinte forma: B recebe 3)

:=
:=

C A + B;

Obs.: Dependendo da linguagem de programa;ao em que o

algoritmo for emplementada, esta pode utilizar como sianal de

atribuição “:=” ou simplesmente o sinal de “=”.

CONSTANTES

Assim como as variáveis, as constantes são endereços de

memória destinados a armazenar informações, entretanto elas

são fixas, inalteráveis durante a execução do programa.

Exemplo:

PI = 3.1416

SINAL DE IGUALDADE

As constantes são eternamente iguais a determinados va-

lores, portanto, quando construímos um algoritmo, usamos o

sinal de “=” para identifica-las.

Exemplos:

Livro de Algoritmo – Autor:

PI = 3.1416;

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Empresa = ‘Colégio de Informática L.T.D.A.’

V = Verdadeiro

TIPOS DE DADOS

Todas as Variáveis devem assumir um determinado tipo de

informação.

O tipo de dado pode ser:

Primitivodeterminado tipo de informação. O tipo de dado pode ser: Sub-Faixa Escalar Pré-definido pela linguagem; É

Sub-Faixa Escalar
Sub-Faixa
Escalar

Pré-definido pela linguagem;O tipo de dado pode ser: Primitivo Sub-Faixa Escalar É uma parte de um tipo já

É uma parte de um tipo já existente;Primitivo Sub-Faixa Escalar Pré-definido pela linguagem; Definidos pelo programador. Exemplos: PRIMITIVO A :

Definidos pelo programador.

Exemplos: PRIMITIVO A : INTEIRO SUB - FAIXA TIPO NOTA=[1 10] DE INTEIRO
Exemplos:
PRIMITIVO
A : INTEIRO
SUB - FAIXA
TIPO NOTA=[1
10]
DE INTEIRO

TIPO SEMANA = (Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira,

Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado, Domingo)

Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado, Domingo) ESCALAR TIPOS PRIMITIVOS DE DADOS INTEIRO ADMITE SOMENTE

ESCALAR

TIPOS PRIMITIVOS DE DADOS

INTEIRO

ADMITE SOMENTE NÚMEROS INTEIROS. GERALMENTE É UTILI-

ZADO PARA REPRESENTAR UMA CONTAGEM (QUANTIDADE).

REAL

ADMITE NÚMEROS REAIS (COM OU SEM CASAS DECIMAIS).

GERALMENTE É UTILIZADO PARA REPRESENTAR UMA MEDIÇÃO.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

CARACTERE

ADMITE CARACTERES ALFANUMÉRICOS. OS NÚMEROS QUANDO

DECLARADOS COMO CARACTERES TORNAM SE REPRESENTATIVOS

E PERDEM A ATRIBUIÇÃO DE VALOR.

LÓGICO

ADMITE SOMENTE VALORES LÓGICOS(VERDADEIRO/FALSO).

COMANDOS BÁSICOS DE ENTRADA E SAÍDA(INPUT/OUTPUT)

LER

COMANDOS BÁSICOS DE ENTRADA E SAÍDA(INPUT/OUTPUT) LER Comando de entrada que permite a leitura de Vari-

Comando de entrada que permite a leitura de Vari-

áveis de Entrada. Alguns autores tratam esse comando com Re-

ceber, o resultado é o mesmo.

ESCREVER

esse comando com Re- ceber, o resultado é o mesmo. ESCREVER Comando de saída que exibe

Comando de saída que exibe uma informação na

tela do monitor. Alguns autores tratam esse comando com Exi-

bir.

IMPRIMIR

Alguns autores tratam esse comando com Exi- bir. IMPRIMIR para a impressora. Exemplos: Comando de saída

para a impressora.

Exemplos:

Comando de saída que envia uma informação

Imagine que queremos obter um número do usuário e guar-

dar em uma variável chamada NUM.

Ler (num);

Agora queremos pegar esse valor e calcular o dobro dele

e guardar esse valor na variável DOBRO.

Dobro

valor e calcular o dobro dele e guardar esse valor na variável DOBRO. Dobro num *

num * 2;

Para exibir o resultado seria:

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Escrever (dobro)

Até que não é tão difícil não é mesmo?

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1)

Responda:

a)

Represente a entrada de um dado pelo teclado

guardando-o na variável DADO.

 

b)

Represente a atribuição do valor 1000 para a va-

riável X.

c)

Defina um novo valor para variável X, como sendo

seu valor anterior acrescido de 1.

d)

Defina uma variável K como sendo o resto da di-

visão de A por B.

 

e)

Represente a saída da questão anterior.

2)

Assinale com X os identificadores válidos:

(

) valor

( )x2

( )salario-liquido

(

)nota aluno

( )b248765

( )a1v7c9

(

)3 x 9

( )Renato

( )ah!

(

) “oi”

( )MuitoFeio

( )quase(x)

3)

Identifique os tipos das variáveis abaixo:

a)

nome

b)

cep

c)

telefone

d)

idade

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

e) quantidade

f) peso

g) altura

h) salário

i) cor

j) tem_carro

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FLUXO DE UM ALGORITMO

Todo Algoritmo é composto de um fluxo básico:

Entrada

Todo Algoritmo é composto de um fluxo básico: Entrada Processamento Saída CORPO GERAL DE UM ALGORITMO

Processamento

é composto de um fluxo básico: Entrada Processamento Saída CORPO GERAL DE UM ALGORITMO Iremos aprender

Saída

CORPO GERAL DE UM ALGORITMO

Iremos aprender o corpo geral de um algoritmo passo a

passo, entendendo cada área do mesmo.

Todo algoritmo precisa ter a primeira linha como uma i-

dentificação (nome) de acordo com o objetivo proposto:

ALGORITMO <<identificador>>;

Em seguida podemos declarar as constantes, que são sem-

pre opcionais.

CONST

Declaramos o nome da constante e seu valor:

<<identificador>> = <<dado>>;

A declaração de variáveis é praticamente obrigatória,

pois um programa sem variáveis só poderia existir para saída

de informações, o que não é muito comum.

VAR

Devemos dar um nome a variável e definir o seu tipo

(inicialmente iremos aprender usando apenas tipos primitivos

de dados). Podemos colocar uma variável em cada linha ou de-

clarar muitas em uma mesma linha separando as por vírgulas,

desde que elas sejam de mesmo tipo.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

<<identificador1>> : <<tipo>>;

<<identificador1>> : <<tipo>>;

Finalmente iremos colocar a palavra reservada que deter-

mina o início do algoritmo, ela irá agrupar vários comandos.

ÍNICIO

Aqui podemos escrever os comandos de entrada e saí-

da de dados, as fórmulas e os demais procedimentos.

<<comando1>>;

<<comandoN>>

Após o bloco de comandos iremos fechar o algoritmo com a

respectiva palavra reservada.

FIM.

ESTRUTURAS SEQÜÊNCIAIS

Como pode ser analisado no tópico anterior, todo progra-

ma possui uma estrutura seqüencial (seqüência de comandos)

determinada por um ÍNICIO e FIM.

; PONTO E VÍRGULA ;

O sinal de ponto e vírgula “;” indica a existência de um

próximo comando (passa para o próximo).

Na estrutura ÍNICIO e no comando que antecede a estrutu-

ra FIM não se usa “;”.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

PRIMEIRO ALGORITMO

Segue um algoritmo que vai receber dois números inteiros

digitados pelo usuário e calcular a soma.

ALGORITMO SOMA;

VAR

NUMERO1, NUMERO2, SOMA: INTEIRO;

INICIO

FIM.

LER (NUMERO1);

LER (NÚMERO2);

SOMA

INTEIRO; INICIO FIM . LER (NUMERO1); LER (NÚMERO2); SOMA NUMERO1+NUMERO2; ESCREVER (SOMA) Observe que o algoritmo

NUMERO1+NUMERO2;

ESCREVER (SOMA)

Observe que o algoritmo acima demonstra bem o fluxo de-

finido anteriormente. Primeiro é feito a entrada de dados

(leitura de variáveis), depois o processamento (cálculo da

soma) e em seguida a saída de dados (exibição da soma obtida

no processamento).

Agora se quiséssemos criar um programa baseado nesse al-

goritmo precisaríamos apenas estudar quais palavras reserva-

das da linguagem desejada exercem as funções desejadas pelo

algoritmo.

Observe os exemplos:

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Em Pascal:

PROGRAM EXEMPLO:

VAR

NUMERO1, NUMERO2, SOMA: INTEGER;

BEGIN

END.

READ (NUMERO1);

READ (NÚMERO2);

SOMA

INTEGER; BEGIN END . READ (NUMERO1); READ (NÚMERO2); SOMA NUMERO1+NUMERO2 ; WRITE (SOMA) OUTROS ALGORITMOS DE

NUMERO1+NUMERO2;

WRITE (SOMA)

OUTROS ALGORITMOS DE EXEMPLO

Segundo exemplo:

Segue um Algoritmo que lê o nome e as 4 notas bimestrais

de um aluno. Em seguida o Algoritmo calcula e escreve a média

obtida.

ALGORITMO MEDIA_FINAL;

VAR

NOTA1, NOTA2, NOTA3, NOTA4, MEDIA: REAL;

NOME : CARACTERE [35] {podemos ou não definir o ta-

manho de caracteres que uma variável desse tipo pode as-

sumiR}

INICIO

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

LER (NOME);

LER (NOTA1, NOTA2, NOTA3, NOTA4);

MEDIA := (NOTA1 + NOTA2 + NOTA3 + NOTA4) / 4;

ESCREVER (NOME);

ESCREVER (MEDIA);

FIM.

Observe, sempre mantendo o fluxo (envolvido pelos retân-

gulos) entrada, processamento e saída.

Agora vamos criar um algoritmo que utilize uma constan-

te.

Criaremos um Algoritmo que lê o raio de uma circunferên-

cia e calcula sua área. Sabendo que a área da circunferência

é igual ao valor de

sendo

que a área da circunferência é igual ao valor de sendo =3,1416. multiplicado pelo quadrado do

=3,1416.

área da circunferência é igual ao valor de sendo =3,1416. multiplicado pelo quadrado do raio, ALGORITMO

multiplicado pelo quadrado do raio,

ALGORITMO AREA_CIRCUNFERENCIA;

CONST

PI = 3.1416;

VAR

RAIO, AREA : REAL;

INICIO

LER (RAIO);

AREA

raio, ALGORITMO AREA_CIRCUNFERENCIA; CONST PI = 3.1416; VAR RAIO, AREA : REAL; INICIO LER (RAIO); AREA

PI * RAIO**2;

34

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FIM.

ESCREVER (AREA)

Para concluirmos nossos algoritmos seqüenciais vamos fa-

zer um quem tenha uma variável auxiliar.

Iremos criar um algoritmo que leia 2 números inteiros A

e B, troque seu conteúdo e os exiba.

ALGORITMO TROCATUDO;

VAR

A,B, AUXILIAR: INTEIRO;

INICIO

FIM.

LER(A);

LER (B); AUX A; A B; B A;
LER (B);
AUX A;
A
B;
B
A;

ESCREVER (A,B)

{LINHAS DE COMENTÁRIO}

Podemos inserir em um Algoritmo comentários para aumen-

tar a compreensão do mesmo, para isso bastam que os comentá-

rios fiquem entre Chaves “{}”.

Exemplo:

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

LER (RAIO); {ENTRADA}

‘ASPAS SIMPLES’

Quando queremos exibir uma mensagem para a tela ou im-

pressora ela deve estar contida entre aspas simples, caso

contrário, o computador irá exibir o conteúdo de uma variável

ou identificar a mensagem como Variável Indefinida.

Exemplo: AREA 180
Exemplo:
AREA 180

ESCREVER (‘AREA OBTIDA =’, AREA) {COMANDO DE SAÍDA}

AREA OBTIDA = 180

{RESULTADO GERADO NA TELA}

Livro de Algoritmo – Autor:

EXERCÍCIOS:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1) Crie os algoritmos abaixo:

a) Leia o lado de um quadrado e calcule sua área.

b) Leia a base e a altura de um triângulo e calcule

sua área.

c) Leia 3 números inteiros e calcule a soma dos

mesmos.

d) Leia uma despesa gasta em uma mesa de restauran-

te e calcule os 10%.

e) Obtenha uma distância percorrida por um carro em

km e a quantidade de tempo gasta em horas e cal-

cule a velocidade média em km/h.

f) Leia uma temperatura dada em graus celsius e es-

creva a correspondente em graus farengheit.

g) Obtenha os valores dos catetos de um triângulo

retângulo em cm e escreva o valor de sua hipote-

nusa, também em cm.

h) Leia um número, calcule e escreva seu cubo.

i) Ler o número de balas que vem em um saco, o va-

lor unitário da bala e calcular o valor do saco.

j) Ler o lado de um quadrado e escrever seu períme-

tro.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

k)

Ler dois números inteiros e exibir a sua soma, o

módulo da diferença entre eles, seu produto e o

resto da divisão dos mesmos.

2)

Dado o algoritmo abaixo, escreva o valor de X:

ALGORITMO DESAFIO1;

VAR

X,Y,Z: REAL;

INICIO

FIM.

Y

10; Z 14; X 4;Y

10; Z 14; X 4;
10; Z 14; X 4;

Y

Z MOD X +Y * Z +2; ;

X

SQRT(Y) ; ;

ESCREVER (X)

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

ESTRUTURAS CONDICIONAIS SE

Executa uma seqüência de comandos de acordo com o resul-

tado de um teste.

A estrutura de decisão SE pode ser Simples ou Composta,

baseada em um resultado lógico, a partir daí uma alternativa

será executada.

Simples:

SE <<CONDIÇÃO>> ENTÃO

<<COMANDO1>>;

<<COMANDON>>

FIM-SE

Só são executados se a condição for verdadeira!!!<<COMANDON>> FIM-SE Composta: SE <<CONDIÇÃO>> ENTÃO SENÃO

Composta:

SE <<CONDIÇÃO>> ENTÃO

SENÃO

<<COMANDO1>>;

<<COMANDON>>

São executados se a condição for verdadeira!!!<<COMANDO1>>; <<COMANDON>> <<COMANDO1>> ; <<COMANDON>>

<<COMANDO1>>;

<<COMANDON>>;

FIM-SE

Só são executados se a condição for FALSA!!!; <<COMANDON>> ; FIM-SE Obs.: Em algumas linguagens de programação não usa-se

Obs.: Em algumas linguagens de programação não usa-se

ponto e virgula(;) antes do comando ELSE, representado no al-

goritmmo pela instrução SENAO.

Livro de Algoritmo – Autor:

Exemplos:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Segue um Algoritmo que lê 2 números e escreve o maior.

ALGORITMO ACHA_MAIOR;

VAR A, B: INTEIRO;

INICIO

FIM.

LER (A, B);

SE A>B ENTÃO

SENÃO

ESCREVER (A)

ESCREVER (B)

FIM-SE

Segue um Algoritmo que lê o nome e as 4 notas bimestrais

de um aluno. Em seguida o Algoritmo calcula e escreve a média

obtida pelo aluno escrevendo também se o aluno foi aprovado

ou reprovado.

Média para aprovação = 6

ALGORITMO MEDIA_FINAL;

VAR

NOTA1, NOTA2, NOTA3, NOTA4, MEDIA: REAL;

NOME : CARACTERE [35]

INICIO

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

LER (NOME);

LER (NOTA1, NOTA2, NOTA3, NOTA4);

MEDIA := (NOTA1 + NOTA2 + NOTA3 + NOTA4) / 4;

FIM.

SE MEDIA>=6 ENTÃO

ESCREVER (‘APROVADO’)

ESCREVER (‘REPROVADO’) ;

ESCREVER (NOME, MEDIA)

FIM-SE

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1) Crie os algoritmos abaixo:

a) leia um número inteiro e escreva se ele é par

ou ímpar.

b) Leia a idade de uma pessoa e escreva se ela uma

criança, adolescente ou um adulto. Utilizando 3

estruturas condicionais simples. Observação:

criança até 12 anos, adolescente até 18 e acima

disso iremos considerar todos como adultos.

c) Fazer a entrada de um número via teclado e em

seguida verificar se é negativo. Se for trocar

lhe o sinal. Calcular e exibir a raiz quadrada

do número positivo.

d) Ler o tempo de serviço em anos e o salário de

um funcionário de uma empresa, se ele tiver

mais de 5 anos de tempo de serviço e um salário

inferior a R$500,00 calcular o novo salário com

reajuste de 20%, caso contrário dar um reajuste

de 5%. Exiba o novo salário do funcionário.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

NINHOS DE SE

Usados para tomadas de decisões com mais de 2 opções.

Forma Geral:

SE <<CONDIÇÃO>> ENTÃO

SENÃO

<<COMANDO1>>;

<<COMANDON>>

SE <<CONDIÇÃO>> ENTÃO

 

<<COMANDO1>>

SENÃO

 

<<COMANDO1>>

FIM-SE

FIM-SE

Exemplos:

Segue um Algoritmo que lê 3 números e escreve o maior.

ALGORITMO ACHA_MAIOR;

VAR A, B, C : INTEIRO;

INICIO

escreve o maior. ALGORITMO ACHA_MAIOR; VAR A, B, C : INTEIRO; INICIO LER (A, B, C);

LER (A, B, C);

SE (A>B) E (A>C)ENTÃO

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FIM.

SENÃO

ESCREVER (A)

SE (B>A) E (B>C)ENTÃO

SENÃO

ESCREVER (B)

ESCREVER (C)

FIM-SE

FIM-SE

Segue outro exemplo muito comum:

Algoritmo que lê os lados de um triângulo e escreve se

ele é eqüilátero, isóscele ou escaleno.

ALGORITMO TRIÂNGULO;

VAR

L1,L2,L3;REAL;

INICIO

ESCREVER (´DIGITE O PRIMEIRO LADO´);

LER (L1);

ESCREVER (´DIGITE O SEGUNDO LADO´);

LER (L2);

ESCREVER (´DIGITE O TERCEIRO LADO´);

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FIM.

LER (L3);

SE L1=L2 E L2=L3 ENTÃO

FIM . LER (L3); SE L1=L2 E L2=L3 ENTÃO ESCREVER (´TRIÂNGULO EQUILÁTERO´); SENÃO SE L1=L2 OU

ESCREVER (´TRIÂNGULO EQUILÁTERO´);

SENÃO

SE L1=L2 OU L1=L3 OU L2=L3 ENTÃO

ESCREVER (´TRIÂNGULO ISÓSCELE´)

SENÃO

ESCREVER (´TRIÂNGULO ESCALENO´)

FIM-SE

FIM-SE

Observe a lógica do algoritmo:

Se l1=l2 e l1=l3, os 3 lados são iguais, logo o triângu-

lo é Eqüilátero.

Se l1=l2 ou l1=l3 ou l2=l3, lembrando que essa decisão

só vai acontecer se o triângulo não for escaleno. Caso qual-

quer uma dessas opções seja verdadeira o triângulo é isósce-

le.

Logo se o triângulo não for eqüilátero e nem isósceles,

é lógico que ele só pode ser escaleno.

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1) Crie os algoritmos abaixo:

a) Leia a idade de uma pessoa e escreva se ela uma

criança, adolescente ou um adulto. Utilizando

ninho de SE. Observação: criança até 12 anos,

adolescente até 18 e acima disso iremos consi-

derar todos como adultos.

b) Leia 3 números inteiros (A, B e C) e escreva

seus respectivos valores ordenados de modo

crescente. Ex. ENTRADA: A=3, B=1, C=2; PROCES-

SAMENTO: Ordenar os valores; SAÍDA: A=1, B=2 e

C=3.

c) Crie um algoritmo que leia o salário de 1 fun-

cionário e de acordo com a tabela abaixo, cal-

cule e escreva seu reajuste e novo salário:

 

Salário

Percentual de Reajuste

Até R$500.00

 

20%

Acima

de R$500.00

até

15%

R$1000.00

Acima de R$1000.00

 

10%

Ex. Salário=R$100.00; reajuste=R$20,00; novo salá-

rio=R$120.00.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

ESTRUTURA DE CONDIÇÃO CONFORME

A estrutura de condição CONFORME equivale a um ninho de

SE, usada quando dispomos de mais de 2 opções para uma deci-

são. Seu modo é mais fácil de ser compreendido:

Forma Geral:

CONFORME

CASO <<CONDIÇÃO1>>

<<COMANDO1>>;

CASO <<CONDIÇÃON>>

<<COMANDO1>>;

OUTROS CASOS

<<COMANDO1>>;

FIM CONFORME

Iremos usar o mesmo exemplo do capitulo anterior para

demonstrar a estrutura CONFORME. Observe como o algoritmo fi-

ca menor e de melhor compreensão.

Segue um Algoritmo que lê 3 números e escreve o maior.

ALGORITMO ACHA_MAIOR;

VAR A, B, C : INTEIRO;

INICIO

LER (A, B, C);

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FIM.

CONFORME

CASO (A>B) E (A>C)

ESCREVER (A);

CASO (B>A) E (B>C)

ESCREVER (B);

OUTROS CASOS

ESCREVER (C);

FIM CONFORME

Podemos ter inúmeras opções (CASOS) em uma estrutura

conforme. A Condição OUTROS CASOS seria equivalente a um SE-

NÃO, ou seja, se nenhuma das opções for verdadeira ela é exe-

cutada. Logo podemos concluir que a opção OUTROS CASOS pode

ou não existir nessa estrutura (não há obrigatoriedade).

Caso existam várias condições que possam ser verdadeiras

dentro da estrutura, somente a primeira será executada, des-

prezando as demais.

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1) Crie um algoritmo que leia um número inteiro,

verifique se ele pode representar um mês exis-

tente em nosso calendário (1

12), caso positi-

vo escreva o mês correspondente.

2) Reescreva os exercícios do capítulo anterior

utilizando a estrutura CASO.

3) Uma instituição filantrópica estabeleceu um ní-

vel de donativos para seus membros, baseando–se

na categoria de renda. Há 4 categorias: (1) não

muito alta (2) suficiente (3) confortável (4)

alta.

4) Um membro se dirige ao computador da institui-

ção que lhe pede um número correspondente ao

nível apropriado de renda. O computador usa o

número para determinar o nível de donativo. A

doação recomendada para cada nível é a seguin-

te:

Categoria 1 = R$ 10.00

Categoria 2 = R$ 20.00

Categoria 3 = R$ 50.00

Categoria 4 = R$ 100.00

O computador mostra na tela o total esperado.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

“A sua contribuição é de: R$” xx.xx

Escreva o algoritmo que permitirá a criação do

programa acima.

5) Observe e responda:

Variáveis com valores armazenados:

A = VERDADEIRO

B = FALSO

C = FALSO

D = VERDADEIRO

Trecho do algoritmo:

SE (A e B) ENTÃO

SENÃO

ESCREVER (´1´)

SE D ENTÃO

CONFORME

CASO A

ESCREVER (´2´);

CASO B

ESCREVER (´3´);

CASO C

ESCREVER (´4´);

50

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FIM SE

CASO D

ESCREVER (´5´);

OUTROS CASOS

ESCREVER (´2´);

FIM CONFORME

FIM SE

ESCREVER (´7´)

Quais os valores serão exibidos de acordo com o trecho do

algoritmo acima?

6) Crie um algoritmo que leia os coeficientes de uma e-

quação de segundo grau (A, B e C), calcule o valor de

Delta e caso possível escreva suas raízes. Lembrando

que:

= B 2 x4AC Se = 0 raíz única, se
= B 2 x4AC
Se
= 0 raíz única, se

zes distintas (X1 e X2), se

imaginárias. B X
imaginárias.
B
X

2 A

for maior que 0 então raí-

única, se zes distintas (X1 e X2), se imaginárias. B X 2 A for maior que

for menor que 0 raízes

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

ESTRUTURA DE REPETIÇÃO “PARA”

Quando uma seqüência de comandos deve ser executada re-

petidas vezes, tem-se uma estrutura de repetição.

A estrutura de repetição, assim como a de decisão, en-

volve sempre a avaliação de uma condição.

Na repetição PARA, o algoritmo apresenta previamente a

quantidade de repetições desejadas.

Forma Geral:

PARA <<VARIAVEL INTEIRA>> := <<VALOR INICIAL>> ATÉ <<VALOR FINAL>> FAÇA

<<COMANDO1>>;

FIM PARA

A repetição por padrão determina o passo do valor inici-

al até o valor final como sendo 1. Determinadas linguagens

possuem passo –1 ou permitem que o programador defina o pas-

so.

ALGORITMO SETE

Segue abaixo um algoritmo que vai exibir 10 vezes a fra-

se “Editora Brasport” de maneira arcaica:

ALGORITMO REPETE1;

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

INICIO

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´);

FIM.

Que algoritmo grande para algo tão simples, não? Ainda

bem que no Word existe Copiar e Colar caso contrário não co-

locaria esse exemplo

Imagine ainda se fosse para exibir

100 vezes! Ufa

Vamos ver do modo mais simples agora:

ALGORITMO REPETE2;

VAR I:INTEIRO;

INICIO

VARIÁVEL IMPLEMENTADA DE 1 EM 1

REPETE2; VAR I:INTEIRO; INICIO VARIÁVEL IMPLEMENTADA DE 1 EM 1 PARA I=1 ATÉ 10 FAÇA ESCREVER

PARA I=1 ATÉ 10 FAÇA

REPETE2; VAR I:INTEIRO; INICIO VARIÁVEL IMPLEMENTADA DE 1 EM 1 PARA I=1 ATÉ 10 FAÇA ESCREVER

ESCREVER (´EDITORA BRASPORT´)

53

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FIM.

FIM PARA

Desse modo se quiséssemos repetir 100 vezes, bastava

substituir o valor final da repetição de 10 por 100.

ALGORITMO OITO

Segue um algoritmo que escreve os 100 primeiros números

pares.

PROGRAMA PARES;

VAR I,PAR: INTEGER;

INICIO

FIM.

PAR:=0;

PARA I:=1 ATE 100 FACA

ESCREVER (PAR);

PAR := PAR+2

FIM PARA

ALGORITMO NOVE

Segue um algoritmo, quase que padrão, exigido como exer-

cício pelos professores das universidades

Criar um algo-

ritmo que leia um número N e calcule seu fatorial:

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

ALGORITMO FATORIAL;

VAR

FAT, N, I :INTEIRO;

INICIO

FIM

FAT := 1;

LER (N);

PARA I DE 1 ATÉ N FAÇA

FATORIAL = FATORIAL * I

FIM PARA

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1) Crie um algoritmo que escreva os 100 pri-

meiros números ímpares:

2) Crie um algoritmo que escreva os 15 primei-

ros números múltiplos de 5.

3) Crie um algoritmo que leia um número intei-

ro N e escreva os N primeiros números múl-

tiplos de 3.

4) Crie um algoritmo que escreva os 17 primei-

ros termos da seqüência abaixo:

1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21

5) Crie um algoritmo que escreva os 20 primei-

ros termos da seqüência abaixo:

1, 3, 7, 15, 31, 63,127

6) Ler as notas de 30 alunos de uma turma.

Calcular e exibir a média da turma.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

ESTRUTURA DE REPETIÇÃO INDETERMINADA COM VALIDAÇÃO

INICIAL

É usada para repetir N vezes uma ou mais instruções.

Tendo como vantagem o fato de não ser necessário o conheci-

mento prévio do número de repetições.

Forma Geral:

mento prévio do número de repetições. Forma Geral: ENQUANTO <<CONDIÇÃO>> FACA

ENQUANTO <<CONDIÇÃO>> FACA

<<COMANDO1>>;

FIM ENQUANTO

ALGORITMO NOVE

VALIDAÇÃO INICIAL

Segue um algoritmo que calcule a soma dos salários dos

funcionários de uma empresa. O programa termina quando o usu-

ário digitar um salário menor que 0.

PROGRAMA SOMA_SALARIOS;

VAR SOMA, SALARIO : REAL;

INICIO

SOMA:=0;

 

SALARIO:=0;

ENQUANTO SALARIO>=0 FAÇA

 

LER (SALARIO);

SOMA:=SOMA+SALARIO

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FIM.

FIM ENQUANTO

ESCREVER (SOMA)

Se o primeiro valor testado for falso, a repetição ter-

minará sem que suas instruções sejam executadas, pois o teste

precede os comandos. Logo o número de repetições varia de 0 a

N vezes.

A estrutura de repetição ENQUANTO pode substituir a es-

trutura PARA, mas a recíproca nem sempre é verdadeira, lem-

brando que cada situação deve ditar a estrutura ideal.

Abaixo segue um exemplo de calculo de fatorial utilizan-

do a estrutura ENQUANTO.

ALGORITMO FATORIAL;

VAR

FAT, N, I :INTEIRO;

INICIO

FAT := 1;

LER (N);

I=0;

ENQUANTO I<=N FAÇA

FATORIAL = FATORIAL * I

I:=I+1

{CONTADOR}

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FIM ENQUANTO

FIM

TODAS AS VARIÁVEIS QUE ACUMULAM VALORES DEVEM RECEBER UM VALOR INICIAL.

REPITA ENQUANTO FOR VERDADEIRO!

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1) Crie um algoritmo que leia a idade dos alu-

nos de uma classe e calcule sua média. A

leitura termina (Flag) quando a idade for

igual a 999.

OBS: Flag é um termo utilizado para sinalizar

algo, no nosso caso para sinalizar o fim da

repetição.

2) Crie um algoritmo que escreva os 15 primei-

ros números múltiplos de 5 utilizando a es-

trutura ENQUANTO.

3) Ler o preço unitário de uma mercadoria e a

quantidade comprada. Calcular e imprimir o

total da compra.

4) Ler o preço de uma caixa de biscoitos, sa-

bendo que a caixa contém 20 pacotes, calcu-

lar e exibir o preço de cada pacote.

5) Ler uma série de números do teclado. Exibir

o maior e o menor número lido. O Flag é um

número negativo qualquer (que não deve ser

considerado)

6) Ler o nome o sexo (codificado por M ou F) e

a idade dos funcionários de uma empresa.

Exibir a quantidade de homens, de mulheres

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

e a idade média dos homens e das mulheres

dessa empresa. A entrada de dados termina

quando o nome do funcionário for “FIM”.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

ESTRUTURA DE REPETIÇÃO INDETERMINADA COM VALIDAÇÃO

FINAL

Assim como a estrutura ENQUANTO É usada para repetir N

vezes uma ou mais instruções.

Sua principal característica

é

ter a validação

fi-

nal,fazendo com que a repetição seja executada ao menos uma

vez.

Forma Geral;

REPITA

<<COMANDO1>>;

<<COMANDON>>

<<COMANDO1>>; <<COMANDON>> ATÉ <<CONDIÇÃO>> ALGORITMO DEZ

ATÉ <<CONDIÇÃO>>

ALGORITMO DEZ

VALIDAÇÃO FINAL

Segue um algoritmo que calcule a soma dos salários dos

funcionários de uma empresa. O programa termina quando o usu-

ário digitar um salário menor que 0.

ALGORITMO SOMA_SALARIOS;

VAR

SOMA, SALARIO : REAL;

INICIO

SOMA:=O;

REPITA

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

FIM.

LER (SALARIO);

SOMA:=SOMA+SALARIO

ATE SALARIO<0;

ESCREVER (SOMA)

ALGORITMO ONZE

Segue um algoritmo que escreve os 100 primeiros números

pares.

ALGORITMO PARES_2;

VAR I, PAR, CONTADOR : INTEIRO;

INICIO

FIM.

CONTADOR := 0;

PAR := 0;

REPITA

ESCREVER (PAR);

PAR := PAR+2;

CONTADOR := CONTADOR+1;

ATE CONTADOR=100

REPITA ATÉ SER FALSO!

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1) Determine os valores de A, B e C que serão

exibidos ao final da execução do programa:

ALGORITMO LOUCO;

VAR

A, B, C, CONT:INTEIRO;

INICIO

FIM.

A:=8;

B:=10;

C:=7;

PARA CONT DE 1 ATÉ 9 FAÇA

A:=A+B

B:=B+1

FIM-PARA

SE B>13 ENTÃO C:=C^2 SENÃO C:=C*2
SE B>13 ENTÃO
C:=C^2
SENÃO
C:=C*2

FIM-SE

EXIBIR (A,B,C)

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Programas Equivalentes

O algoritmo onze poderia ter sido criado com qualquer es-

trutura de repetição. Portanto como já foi citado anterior-

mente, estou ressaltando que podemos ter algoritmos que são

escritos de maneiras diferentes, mas, funcionam realizando o

mesmo objetivo. A esses damos o nome de Equivalentes.

Loop

Devemos ter atenção ao trabalharmos com estruturas de re-

petição indeterminada, para não cairmos no erro de Loop, ou

seja, criarmos um programa com uma rotina que se torne eter-

na, pois o processamento ira causar erro e travamento da má-

quina.

Trecho de algoritmo com exemplo de Loop Eterno:

ENQUANTO 10>2 FAÇA

ESCREVER (´BRASIL´)

FIM ENQUANTO

Como 10 será sempre maior do que 2, a condição será sem-

pre verdadeira e o programa irá repetir a palavra VASCO eter-

namente.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

ESTRUTURA DE DADOS

A Estrutura de Dados é uma técnica de programação que possibilita armazenar dados na memória ou em disco objetivan- do atingir o menor consumo de espaço possível no menor tempo.

TIPOS DE DADOS

Tipos Primitivos de Dados

no menor tempo. TIPOS DE DADOS Tipos Primitivos de Dados Como estudado anteriormen- te, são pré-definidos

Como estudado anteriormen-

te, são pré-definidos pela linguagem e permitem a definição de novos tipos. Ex: Inteiro, Real, Caractere, Lógico etc.

Tipos da Dados Estáticos

São gerados a partir de tiposReal, Caractere, Lógico etc. Tipos da Dados Estáticos já existentes e não sofrem alterações em suas

já existentes e não sofrem alterações em suas “característi- cas” (escopo) durante a execução do programa. Ex: Vetor, Matriz e Registro.

Tipos de Dados Dinâmicos

São aqueles que sofrem alte-Ex: Vetor, Matriz e Registro. Tipos de Dados Dinâmicos rações durante a execução do programa. Ex:

rações durante a execução do programa. Ex: Ponteiros (Pilha, Fila, Lista, Árvore etc).

Os tipos de dados estáticos e dinâmicos serão estudados a seguir.

TIPOS DE DADOS ESTÁTICOS

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

VETOR

O vetor é uma estrutura de dados homogênea (de mesmo ti-

po) e unidimensional. Também conhecida como Variável Indexa- da, Tabela ou Array. Imagine que queremos criar um algoritmo que leia 15 ida- des, calcule e escreva a soma, a média e depois exiba uma i- dade qualquer solicitada pelo usuário. Inicialmente poderíamos pensar em usar apenas uma variá- vel, e acumular seus valores para calcular a soma e a média

entretanto com isso a cada idade lida, a anterior seria apa- gada da memória não permitindo uma posterior consulta do usu- ário. Podemos então criar um programa com 15 variáveis de ida- de, solução fácil, mas, nada prática. Suponha que houvesse uma alteração no programa, e não fossem mais 15 idades e sim

150

que trabalheira seria só para declarar as variáveis

heim???

A necessidade de utilizar um Vetor surge nessa situação,

ele nada mais é que um conjunto de variáveis de mesma carac-

terística.

Abaixo segue a representação de três variáveis:

Idade1

Idade2

Idade3

a representação de três variáveis: Idade1 Idade2 Idade3 Abaixo segue a representação de 1 vetor para

Abaixo segue a representação de 1 vetor para substituir as variáveis:

Idade

Idade1 Idade2 Idade3 Abaixo segue a representação de 1 vetor para substituir as variáveis: Idade Idade[1]

Idade[1]

Idade[2]

Livro de Algoritmo – Autor:

Idade[3]

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

O vetor possuí um índice que identifica a posição do dado armazenado, esse índice é do tipo Inteiro e fica representado entre colchetes. Podemos imaginar o vetor desta forma:

Cidadão Nº

Idade

1

18

2

23

3

30

4

15

5

20

6

23

7

18

8

19

9

20

10

65

11

23

12

56

13

22

14

24

15

9

Onde a coluna cidadão é o Índice e a coluna Idade é o Ve-

tor.

Forma geral para declaração do vetor:

<<NOME>> : VETOR[1

N] DE <<TIPO>>;

Segue então a resolução do algoritmo exemplo:

ALGORITMO VETORIDADE; VAR

IDADE:VETOR[1

SOMA, CIDADAO, I: INTEIRO;

15] DE INTEIRO;

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

MEDIA:REAL;

INICIO

SOMA:=0;

PARA I:=1 ATÉ 15 FAÇA LER(IDADE[I]) SOMA:=SOMA+IDADE[I] FIM-PARA ESCREVER (SOMA); MEDIA := SOMA/15; ESCREVER (MEDIA); ESCREVER (´DIGITE O NUMERO DO CIDADAO O QUAL DESEJA OBTER A IDADE´); LER (CIDADAO); ESCREVER (IDADE[CIDADAO])

FIM.

Observação:

A primeira estrutura de repetição carrega o vetor com da- dos do usuário, de modo muito mais prático que seria a leitu- ra de 15 variáveis, calculando a soma

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Matriz

A matriz é uma estrutura de dados homogênea multidimensional.

<<NOME>>: MATRIZ [1 : N, 1:M] DE <<TIPO>>

ALGORITMO LER_NOMES; VARIÁVEIS

Nomes

I,J

: VETOR [1:4,1:4] DE CARACTERE; : INTEIRO;

BEGIN

PARA

I

PARA I 1 ATE 4, PASSO 1, FACA  

1 ATE 4, PASSO 1,

FACA

 

PARA

J

PARA J 1 ATE 4, PASSO 1, FACA

1 ATE 4, PASSO 1,

FACA

LEIA (NOMES [ I , J] ) FIM PARA FIM PARA

PARA

I

PARA I 1 ATE 4, PASSO 1, FACA

1 ATE 4, PASSO 1,

FACA

PARA

J

PARA J 1 ATE 4, PASSO 1, FACA

1 ATE 4, PASSO 1,

FACA

ESCREVA (‘===NOMES===’); ESCREVA (‘[’, I, ’:’, J, ‘]’, NOMES[ I , J] ) FIM PARA FIM PARA

FIM

Exercícios:

1)Seja VET um vetor com o seguinte conteúdo:

9

2

5

3

1

1

2

3

4

5

Considerando os valores das posições de VET como dados de entrada, verifique o que será impresso pelo trecho do algo- ritmo abaixo:

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

VAR

VET : VETOR [ 1

5 ] DE INTEIRO

I : inteiro INICIO PARA I DE 1 ATE 5 FAÇA INICIO LEIA ( VET [ I FIM PARA I DE 2 ATE 4 FAÇA INICIO ESCREVA ( VET [ I ] ) FIM

FIM

]

)

2) Faça um programa que leia quatro números inteiros, colo- que-os em um vetor e mostre-os na ordem inversa da leitura.

3) Faça um programa que leia uma lista de 20 números, colo- cando-os em um vetor e, após o término da leitura, mostre os elementos com índice maior ou igual a 10.

4) Crie um algoritmo que deve aceitar o nome e o salário de 10 pessoas, reajustar cada salário em 10% e exibir o nome de cada pessoa e o seu novo salário.

5)Fazer um algoritmo que leia dez números inteiros para um vetor de 10 posições e calcule então a soma de todos os ele- mentos do vetor. Ao final, imprima a soma dos elementos.

6) Fazer um algoritmo que leia dez elementos de um vetor A, e construa um vetor B, através da seguinte lei de formação: ca- da elemento de B deve ser o elemento correspondente em A mul- tiplicado por 2. Ao final imprima todos os elementos de B.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

7) Faça um algoritmo para ler e imprimir uma matriz 2x4 de números inteiros.

8) Dado uma matriz de ordem 3x3 faça um algoritmo que:

a) Calcule a soma dos elementos da primeira coluna;

b) Calcule o produto dos elementos da primeira linha;

c) Calcule a soma de todos os elementos da matriz;

d) Calcule a soma do diagonal principal;

e) Soma da diagonal secundária;

8) Dado uma matriz de ordem NxN faça um algoritmo que verifi- que se a matriz é simétrica (aij=aji).

10) Dado uma matriz NxM de valores reais faça um algoritmo que faça a leitura destes valores e ao final da leitura de todos, imprimir o seguintes relatório:

a) Qual a Soma dos valores de cada coluna da matriz;

b) Listar os valores que são menores que a média dos va-

lores;

c) Qual a soma dos elementos da diagonal secundária;

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

MODULARIZAÇÃO

É uma técnica de programação que consiste basicamente na

divisão de um algoritmo complexo em diversos módulos simples com funções bem definidas, gerenciados por um módulo princi- pal.

A modularização aumenta a produtividade do algoritmo, uma vez que os módulos de uso geral podem ser agrupados em bibli- otecas para serem reaproveitados no futuro, sem a necessidade de um novo desenvolvimento e de uma nova bateria de testes para a eliminação de erros, pois os mesmos já foram elimina- dos quando da criação inicial dos módulos.

Os módulos classificam-se em dois tipos:

Procedimentos e Funções.

PROCEDIMENTO

É um módulo que é ativado através da colocação de seu no-

me em alguma parte do programa. Desta forma, assim que o nome de um procedimento é encontrado, ocorre um desvio no progra- ma, para que os comandos do módulo sejam executados. Ao tér- mino do módulo, a execução retornará ao ponto subsequente a chamada do procedimento.

Obs.: O Procedimento deve ser declarado ANTES do programa principal, uma vez que, ao ser ativado pelo programa princi- pal, o computador já deve saber de sua existência.

Alem de economizar memória de programa, mas também para es- truturar a programação.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

ALGORITMO PROCEDIMENTO; VAR A, B, M: REAL;

PROCEDIMENTO MEDIA INICIO

FIM

M

VAR A, B, M: REAL; PROCEDIMENTO MEDIA INICIO FIM M INICIO (A + B)/2 ESCREVA (‘Informe

INICIO

(A + B)/2

ESCREVA (‘Informe dois números:’); LEIA (A, B); MEDIA

FIM

Neste ponto caber uma explicação sobre variáveis. Todas as variáveis declaradas no início do programa podem também ser usadas pelos procedimentos. Diz-se que o escopo daquelas variáveis compreende todos os blocos do programa que foram definidos depois. Poderíamos definir variáveis cujo escopo se limitasse ao bloco de um ( ou mais ) procedimentos, bastando que uma de- claração VAR seja codificada após a declaração procedimento.

Damos o nome de variáveis globais para aquelas variáveis que são definidas logo após o comando VAR do programa prin- cipal, sendo desta forma visíveis em qualquer parte do pro- grama. Damos o nome de variáveis locais às variáveis que são de- claradas dentro de uma sub-rotina (módulo), sendo que as mes- mas só podem ser manipuladas dentro da sub-rotina que as declarou, não sendo visíveis em nenhuma outra parte do pro- grama.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

Obs.: É possível definir variáveis globais e locais com o mesmo nome, sendo que qualquer mudança no conteúdo da variá- vel local não afetará o conteúdo da variável global.

ALGORITMO ORDENACAO; VAR A, B: INTEIRO PROCEDIMENTO ORDENAR VAR

AUX : INTEIRO; INICIO SE ( A > B ) ENTAO INICIO

FIM

INICIO

FIM

AUX A; A B; B AUX;
AUX
A;
A B;
B AUX;

ESCREVA ( ‘Informe dois números: ‘ ); LEIA ( A, B ); ORDENAR; ESCREVA (‘Os números ordenados são: ‘, A, B );

FIM

FUNÇÃO

Também é um bloco de programa contendo INICIO e FIM e sendo identificada por um nome através do qual também será referenciada em qualquer parte do programa principal.

Uma função, embora seja bastante semelhante a um procedi- mento, tem a característica especial de retornar ao programa que a chamou um único valor associado ao nome da função.

Livro de Algoritmo – Autor:

Exercícios:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

1) Deverá ser criado um programa que faça uso de uma sub- rotina de função que retorne o valor da soma de dois números fornecidos como parâmetros.

2) Criar um programa “Calculadora” que apresente um menu de seleções no programa principal. Este menu deverá dar ao usuá- rio a possibilidade de escolher uma entre quatro operações aritméticas. Escolhida a opção desejada, deverá ser solicita- da a entrada de dois números e, processada a operação, deverá ser exibido o resultado.

Obs: Este programa deverá ser um conjunto de 7 módulos, um principal e 6 secundários. O módulo principal efetuará o con- trole sobre os 6 módulos secundários, sendo eles: ENTRADA, SAIDA, SOMA, SUBTRACAO, MULTIPLICACAO e DIVISAO.

Utilize PROCEDIMENTOS.

3)Refaça o algoritmo anterior utilizando FUNÇÕES onde for possível.

Livro de Algoritmo – Autor:

Renato da Costa – informática@renatodacosta.net

PROFESSOR RENATO DA COSTA

Educação:

Pós Graduação em Docência do Ensino Superior – UCAM – UCAM

Licenciatura Plena em Informática – UCAM – UCAM

Curso Superior de Tecnologia em Processamento de Dados – UniverCidade – UniverCidade

Licenciando em Matemática – UniSUAM – UniSUAM

Curso Técnico em Processamento de Dados – GAP Tamandaré – GAP Tamandaré

Autor do livro:

Licenciando em Matemática – UniSUAM Curso Técnico em Processamento de Dados – GAP Tamandaré Autor do