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Autor: Sergio Alfredo Macore – 846458829 - Pemba

Índice
1. Introdução ................................................................................................................................... 2

2. Conceitos de ciências políticos segundo politólogos da idade média......................................... 4

2. Breves comentários sobre objecto de estudo das ciências políticas. .......................................... 6

3. Concepção moderna de Ciências Politicas. ................................................................................ 8

4. O Estado Soberano ...................................................................................................................... 8

5. A Democracia ........................................................................................................................... 10

6. Conclusão.................................................................................................................................. 12

7.Referências Bibliográficas ......................................................................................................... 14

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1. Introdução

A Ciência Política surgiu como disciplina e instituição em meados do século XIX, período em
que avançou como “Ciência do Estado” principalmente na Alemanha, Itália e França. De
maneira mais ampla, a Ciência Política pode ser entendida como a disciplina que se volta para o
estudo de qualquer fenómeno ligado às estruturas políticas de maneira sistemática, sempre
apoiado na observação empírica rigorosa e fundamentado em argumentos racionais. Nesse
sentido, a palavra “ciência” é usada como ideia oposta à noção de “opinião”, de forma que, como
Noberto Bobbio.

Trata-se, portanto, de uma disciplina das Ciências Sociais que lida com o estudo de sistemas de
governo, análises de comportamento político e de actividades políticas em geral. Ela cuida,
principalmente, dos actos e dos atores que participam de actividades políticas, considerando suas
acções e o cenário em que essas acções são tomadas. Dedica-se, também, ao estudo dos
processos de disputa política, isto é, os processos de embate em nome da distribuição de poderes.

Em seus estudos, a Ciência Política recorre a diversas outras áreas do conhecimento humano. Os
campos de estudo da economia, do direito, da sociologia, da história, da antropologia, da
administração pública, das relações internacionais, da psicologia e da filosofia política fazem
parte do arcabouço teórico sobre o qual os esforços da ciência política estão apoiados.

Tendo surgido no mesmo momento histórico em que o progresso científico começava a


deslanchar no mundo europeu e acompanhando o nascimento das demais disciplinas das ciências
sociais, a ciência política construiu-se sobre as bases do empirismo científico. Apesar de serem
metodologicamente diversos, de maneira geral, suas análises estão baseadas nos mesmos
métodos utilizados pelas demais áreas que se dedicam à pesquisa social: baseando-se em
documentos históricos, em registos oficiais, na produção de pesquisa por questionário, análises
estatísticas, estudos de caso e na construção de modelos.

Mesmo sendo uma disciplina “recente”, a ciência política possui raízes profundas na história do
conhecimento humano. Alguns dos primeiros pensadores que se dedicaram ao estudo da política
remontam à Grécia antiga, com Platão e Aristóteles, ou ainda à Índia, com Chanakya, há mais ou
menos 2.500 anos. Apesar de seus trabalhos pertencerem ao campo da filosofia política, as

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análises dos contextos políticos de suas realidades serviram como base de construção da
disciplina que temos hoje. Em tempos mais recentes, entre os séculos XIV e XVIII, diversos
outros pensadores contribuíram para o campo do conhecimento político. Entre os mais
importantes, estão: Thomas Hobbes, John Locke, Jean-Jacques Rousseau, Immanuel Kant e
Friedrich Hegel.

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2. Conceitos de ciências políticos segundo politólogos da idade média.


Os estudos realizados na Idade Média relativos á Ciência Política, foram desenvolvidos por
Santo Agostinho e São Tomáz de Aquino. A ideologia que dominou o mundo medieval foi a
Teologia, concepção que fundamenta o princípio de que o poder emana de Deus. Para Fernandes
(1995), o teocraticismo teve uma grande influência na afirmação do poder em toda a época
medieval, dado que o poder dos príncipes era limitado pelo poder temporal da igreja, à qual
prestavam juramento de obediência.

Bastos (1999) refere que Santo Agostinho (354-430) idealiza duas Cidades: Cidade de Deus e
cidade terrena. A cidade de Deus caracteriza-se por reunir as pessoas que vivem em
conformidade com os mandamentos de Deus, e que, por essa via, alcançam amor-perfeito, a paz
profunda, a justiça plena, a liberdade e a realização pessoal. A cidade terrena é o reino de
Satanás, caracterizado por pessoas que vivem num permanente estado de conflito, de injustiça e
de guerra.

Estas duas cidades estão em permanente conflito, com o objectivo de controlarem o mundo. Para
Santo Agostinho, os Estados cristãos procuram alcançar a cidade de Deus.

Para se manter a paz, a justiça, a ordem e a segurança, segundo Santo Agostinho, deve haver
uma autoridade política e do Estado. Ele concebe a autoridade política como uma dádiva de Deus
aos seres humanos, daí que, é absoluto o dever de obediência dos governados em relação aos
governantes, e não compete aos homens distinguir entre governantes bons e maus ou entre
formas de governo justos ou injustos.

São Tomás de Aquino (1225-1274), também figura importante no estudo da Ciência Política, na
Idade Média, defende a existência de uma ordem única na natureza, criada pela providência
divina.

Sendo o homem um animal político, conforme Aristóteles, São Tomás de Aquino considera que
a natureza social do homem, racionalmente vai criar uma autoridade que terá a tarefa de
governação. Considera o Estado como o modelo de sociedade perfeita, com o fim de prosseguir
o bem comum. Para os homens poderem dedicar à prossecução dos fins eternos do Estado, eles
devem ter acesso a um mínimo de bens que possam assegurar a sua subsistência.

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São Tomás de Aquino considera que o poder tem uma origem divina mas ele, em relação ao
pensamento tradicional, faz uma inovação, considerando que a titularidade do poder é do povo e
que só através deste é que pode ser transferido aos governantes. Significa que, sendo o povo o
titular do poder, este tanto pode ser exercido pelo povo de forma colectiva, como através de
governantes que tenham sido escolhido por ele.

Em termos de regimes políticos, São Tomás de Aquino considera que o ideal é monarquia e o
pior é a tirania, daí a necessidade de se evitar que o monarca se transforme em tirano. Se o
monarca se transformar em tirano, ele deve ser deposto.

São Tomás de Aquino foi o primeiro defensor da concepção do poder pelo povo, ou seja, origem
popular do poder, que terá depois maiores consequências na Europa. Há no pensamento político
dele, alguns traços de elementos de autoridade mas também democráticos, o que lhe faz, de certo
modo, ambivalente.

Na sua obra “A Política”, Aristóteles (384 – 322 a. C) examina os elementos que compõem a
Cidade (polis), nomeadamente, as famílias, o território, a população, e fundamentalmente, o
governo. Ele analisa os regimes políticos, segundo a sua estrutura e eficácia. Para ele, a política é
um tratado sobre o Estado. Dos diversos regimes políticos, Aristóteles emite juízo de valor
escolhendo aquele que em sua opinião será o melhor.

Em Roma, a ciência política não conheceu grandes desenvolvimentos. Terá contribuído o


espírito de elite dos romanos em que desprezavam todos os que não fossem romanos. idem

Cícero (106 a. C. – 43 a. C.), um dos grandes expoentes do pensamento político do seu tempo,
abordava as diversas formas de governo, das instituições romanas, etc. Na Idade Média, período
da consolidação e afirmação do Cristianismo, o pensamento político foi dominado pela
orientação da Igreja Católica.

Deve-se destacar o contributo relevante introduzido pela doutrina cristã na ciência política: o da
reciprocidade de direitos e deveres que deve existir entre os monarcas e a comunidade.
Consideram estes que o poder não deve ser visto como um imperativo absoluto.

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Santo Agostinho (354 - 430), expoente do pensamento mediaval, considera que a sociedade é
regulada por uma autoridade mas este poder nunca deve ser assumido como propriedade pessoal
(princípio da despersonalização do poder). Para ele, o poder é para fazer reinar a justiça.

Maquiavel (1469 - 1527), na sua obra “O Príncipe”, enumera um conjunto de homens que
alcançaram e conservaram o poder com êxito e numa segunda parte fornece um conjunto de
normas concernentes à arte de governar. Esta obra é mais um manual de arte da política que um
tratado da ciência política.

Thomas Hobbes (1588 - 1679) foi o primeiro a teorizar a política em tanto que Estado Moderno,
assente no conceito de soberania, entendida como capacidade de decidir. Para Hobbes, este poder
não é original e nem divino, mas sim resultado de um contrato através do qual os súbditos o
delegam no Estado, tendo em vista a harmonia dos interesses da sociedade.

Montesquieu (1689 - 1755), defensor acérrimo da partilha do poder (legislativo, executivo e


judiciário), como forma de o limitar, é o fundador da moderna ciência política.

A Revolução Francesa e o desenvolvimento das doutrinas socialistas de que Rousseau é um


percursor, virão trazer novos contributos quanto à natureza da ciência política.

2. Breves comentários sobre objecto de estudo das ciências políticas.


Na linguagem corrente, a ciência política é vista como ciência do Estado, significando que a
palavra política e Estado andam associados. A ciência política dedica-se, nesta óptica, ao estudo
das origens do Estado e do seu devir. O estudo da ciência política não se limita ao Estado mas
também aos fenómenos paraestatais, interestatais, superestatais ou transestatais, pois, todos estes
fenómenos políticos surgem em referência ao Estado.

Com a multiplicação das organizações internacionais de carrácter intergovernamental ou


supranacional, assistiu-se a uma triplicação do número de Estados existentes no mundo.

A maioria dos politólogos actuais, tanto europeus como americanos, não concorda com a
definição da ciência política como ciência do Estado.

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Consideram que esta definição provém do fim da Idade Média. Para estes, o desenvolvimento da
cooperação internacional no século XX destruiu as bases políticas do Estado soberano.
Concluem que o objecto da ciência política não se confina ao Estado. A ciência política é ciência
do poder, pois, o que está em causa não é somente o Estado, como também as colectividades
locais, os sindicatos, as empresas e as igrejas. Qualquer agrupamento que se constitua em poder,
se relaciona com a ciência política. idem

Fazer da ciência política a ciência do Estado é atribuir-lhe um âmbito de estudo muito restrito.
Esta concepção deixa, naturalmente, de fora do objecto da ciência política a análise e explicação
dos fenómenos políticos inerentes aos grupos de interesse e de pressão, aos partidos políticos e às
próprias instituições religiosas. São Tomás de Aquino (1225-1274)

Estas duas concepções do objecto da ciência política correspondem à concepções extremas.


Entre estas duas concepções existem posições intermédias, que refutam a ideia do objecto da
ciência política como o Estado e também não aceitam o estudo do poder sob todas formas.

Estes, os intermédios, consideram que fazer da ciência política como ciência do poder é destinar-
lhes uma ampla área de acção. Questionam se todos os poderes são objecto da ciência política,
ou apenas alguns; se é somente o poder supremo ou também o poder menor das instituições; se
apenas o poder que se manifesta sobre toda comunidade nacional ou também o que se limita a
um grupo territorial ou institucional.

Os intermédios procuram isolar certas formas de poder, que qualificam de poder político, e as
quais constituiriam o objecto da própria ciência política.

A ciência política estuda todas as formas internas que lutam pela aquisição e exercício do poder
ou que procuram influenciá-lo para a satisfação dos seus interesses, e as forças internacionais
que influenciam ou tentam influenciar o comportamento do conjunto dos órgãos que numa
sociedade tem capacidade para obrigar os outros a adoptar certos comportamentos. Santo
Agostinho (354-430)

Bastos (1999), citando o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, consideram que o objecto da
ciência política é o estudo científico dos factos políticos na perspectiva do acesso, a titularidade,
o exercício e o controle do poder político. Aqui é necessário distinguir o poder que o homem tem

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sobre a natureza do poder do homem sobre o homem. O poder do homem sobre o homem
pressupõe a existência de uma relação entre seres humanos, na medida em que se traduz na
potencialidade de alguém impor aos outros um determinado comportamento.

3. Concepção moderna de Ciências Politicas.


Fernandes (1995) considera que as concepções modernas da ciência política radicam da
admirável obra de Maquiavel – “O Príncipe”. Influenciado pela obra de Aristóteles, Maquiavel
atribui à sua obra um objectivo e um método diferente. Enquanto Aristóteles se preocupa com o
bom governo que assegure o bem-estar dos seus cidadãos, Maquiavel se preocupa com a eficácia
do governo através da obediência dos seus cidadãos.

O “maquiavelismo” tornou-se sinónimo de um determinado tipo de comportamento: o daquele


que “não olha aos meios para atingir os fins”. Para Maquiavel, o único fim político relevante era
a conquista e a manutenção do poder.

No respeitante a metodologia de investigação, Maquiavel introduziu o método objectivo,


independente de preocupações morais, e o método comparativo histórico, cujo papel é muito
importante na ciência política.

4. O Estado Soberano
Segundo Jean Bodin (1530-1596) a soberania refere-se a «entidade que não conhece superior
na ordem externa nem igual na ordem interna». Evidentemente não se diz nada sobre os
«inferiores», porque se parte duma ideia hierárquica de poder onde o conceito de soberania se
manipula para justificar essa hierarquia e o absolutismo do monarca ao que se lhe atribui a
soberania.

Para ele, soberania é um poder perpétuo e ilimitado, ou melhor, um poder que tem como únicas
limitações a lei divina e a lei natural. A soberania é, para ele, absoluta dentro dos limites
estabelecidos por essas leis.

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A idéia de poder absoluto de Bodin está ligada à sua crença na necessidade de concentrar o poder
totalmente nas mãos do governante; o poder soberano só existe quando o povo se despoja do seu
poder soberano e o transfere inteiramente ao governante. Para esse autor, o poder conferido ao
soberano é o reflexo do poder divino, e, assim, os súditos devem obediência ao seu soberano.

Bodin entende, ainda, que da obediência devida às leis natural e divina deriva uma terceira regra,
pela qual o príncipe soberano é limitado pelos contratos que celebra, seja com seus súditos, seja
com estrangeiros, e deve respeitar tais acordos.

Muitos atribuem a crise actual da soberania ao fato do fenómeno da globalização estar


fragilizando as fronteiras dos Estados-Nação, como afirma Paulo Luiz Netto Lobo: "a
globalização económica procura transformar o globo terrestre em um imenso e único mercado,
sem contemplação de fronteiras e diferenças nacionais e locais.

Tende a uma padronização e uniformização de condutas, procedimentos e relevâncias


relativamente aos objectivos de maximização económica e de lucros, a partir dos interesses das
nações centrais e empresas transnacionais que, efectivamente, controlam o poder económico
mundial, sem precedentes na história.

Já em pensamento contrário, Marx e Engels quando falavam do carácter integracionista das


nações, o que para muitos justifica o processo hoje denominado de globalização, afirmavam que
"No lugar da tradicional auto-suficiência e do isolamento das nações surge uma circulação
universal, uma interdependência geral entre países

No mesmo sentido, Juscelino F. Colares explica que de fato existe uma harmonia entre nações
com a globalização e ocorre em razão das relações de comércio, como se vê: "O aprofundamento
na interdependência das relações de comércio entre os países tende a contribuir para a criação de
um ambiente de estabilidade nas relações internacionais.

Acrescente-se aí, que essa harmonia se dá inclusive, para a administração do poder que acabou
por gerar uma responsabilidade solidária entre as nações relativo a tudo aquilo que acontece no
globo, como cita Josef Thesing: "Actualmente, o poder económico internacional está dividido
entre um grande número de países. Isso implica uma responsabilidade correspondente

No entanto, se a perda de soberania por conta da globalização é apontada por muitos, como o
principal efeito negativo, neste ponto coadunamos com o entendimento de Rodrigo Fernandes e

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outros: Somente uma composição política, legislativa e jurídica, interna e externa, pode levar à
realização do ideal integracionista.

No entanto, nas circunstâncias atuais, onde fatores internos e externos se combinam de diferentes
maneiras dentro do que se convencionou chamar de processo de globalização, a relação entre
teoria democrática e as teorias das relações internacionais torna a despertar nosso interesse
(CRUZ, 2004; HELD, 1991).

O diplomata francês Jean Guéhenno (1994) defende a tese de que com o desenvolvimento de
redes transnacionais e de um mercado global que tornam a dimensão territorial cada vez menos
relevante, o Estado como “espaço natural das solidariedades e do controle político” se
enfraquece, e a democracia como possibilidade de exercício da autonomia dos sujeitos perde
substância.

5. A Democracia
Segundo COHEN, 2003), a democracia política não pode pois repousar sobre a indistinção de
todos os homens, mas tão-somente sobre a pertença a um determinado povo. A igualdade, que
pertence à essência da democracia, dirige-se por isto apenas para dentro, e não para fora.

Carl Schmitt vai ainda mais além. Não apenas a democracia, mas a própria política, só faz
sentido se formos capazes de diferenciar, de tratar desigualmente os desiguais e igualmente os
iguais.

A homogeneidade cultural é considerada por Schmitt uma condição fundamental para a


democracia. Na actualidade, o tema do lugar da democracia no plano da discussão normativa
assumiu a forma do diálogo entre comunitaristas e cosmopolitas. Para os primeiros, diante das
transformações impostas pela globalização e pela emergência de sociedades cada vez mais
plurais, é necessário investir em uma espécie de “fuga para dentro”, fortalecendo o sentido de
identidade comum, que sempre esteve de alguma forma, embutido no conceito de cidadania.

Retomando uma linha de argumentação que já foi explorada por Carl Schmitt, filósofos como
Michael Walzer (1999) e Charles Taylor (1998) argumentam que a homogeneidade cultural é um

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dado fundamental para a manutenção da integridade das sociedades e do próprio funcionamento


da democracia.

Para esses autores, a existência de certos valores culturais compartilhados é fundamental para o
funcionamento da cidadania, pois é só por meio desse substrato comum, que os indivíduos
podem se reconhecer mutuamente como membros de um mesmo todo.

Segundo Taylor (1998), a deliberação é uma das características principais da democracia e


também a fonte de sua legitimidade. Pois para que o processo de deliberação se realize
satisfatoriamente é necessário que cada indivíduo seja capaz de formar e reformar suas opiniões
num processo de discussão com seus concidadãos, e para que isso seja possível, os cidadãos
devem se conhecer e confiar um nos outros.

Democracia ao regime em que o poder é compartilhado por todos os cidadãos.

Nesse contexto, o debate sobre o futuro da democracia se polariza entre, de um lado, os que
consideram possível e necessário o aperfeiçoamento dos mecanismos democráticos no âmbito do
Estado-nação para fazer frente a essa ameaça, e de outro lado, os que enxergam como única
solução para a democracia, sua expansão para além do território nacional, englobando esferas
decisórias supranacionais.

De certa forma, esse debate retoma um tema clássico do pensamento político: a questão do lótus
da democracia. Posto de uma forma simples, se trata de investigar se a cidadania e a democracia
são ou não instituições inerentemente vinculadas a um espaço político fechado, como o Estado
nacional.

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6. Conclusão

A ciência política é a teoria e prática da política e a descrição e análise dos sistemas políticos e
do comportamento político.

A ciência política abrange diversos campos, como a teoria e a filosofia políticas, os sistemas
políticos, ideologia, teoria dos jogos, economia política, geopolítica, geografia política, análise
de políticas públicas, política comparada, relações internacionais, análise de relações exteriores,
política e direito internacionais, estudos de administração pública e governo, processo
legislativo, direito público (como o direito constitucional) e outros.

A ciência política emprega diversos tipos de metodologia. As abordagens da disciplina incluem a


filosofia política clássica, interpretacionismo, estruturalismo, behaviorismo, racionalismo,
realismo, pluralismo e institucionalismo. Na qualidade de uma das ciências sociais, a ciência
política usa métodos e técnicas que podem envolver tanto fontes primárias (documentos
históricos, registos oficiais) quanto secundárias (artigos académicos, pesquisas, análise
estatística, estudos de caso e construção de modelos).

Ainda que o estudo de política tenha sido constatado na tradição ocidental desde a Grécia antiga,
a ciência política propriamente dita constituiu-se tardiamente. Esta ciência, no entanto, tem uma
nítida matriz disciplinar que a antecede como a filosofia moral, filosofia política, política
económica e história, entre outros campos do conhecimento cujo objecto seriam as
determinações normativas do que deveria ser o estado, além da dedução de suas características e
funções.

Muitos pesquisadores colocam que a ciência política difere da filosofia política e seu surgimento
ocorreria, de forma embrionária, no século dezanove, época do surgimento das ciências
humanas, tal como a sociologia, a antropologia, a historiografia, entre outras.

Existe no interior da ciência política uma discussão acerca do objecto de estudo desta ciência,
que, para alguns, é o Estado e, para outros, o poder. A primeira posição restringe o objecto de
estudo da ciência política; enquanto a segunda amplia. A posição da maioria dos cientistas

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políticos, segundo Maurice Duverger, é essa visão mais abrangente de que o objecto de estudo da
ciência política é o poder.

Ciência política ou Análise política é o estudo da política dos sistemas políticos, das
organizações e dos processos políticos. Envolve o estudo da estrutura (e das mudanças de
estrutura) e dos processos de governo ou qualquer sistema equivalente de organização humana
que tente assegurar segurança, justiça e direitos civis. Os cientistas políticos podem estudar
instituições como empresas, sindicatos, igrejas, ou outras organizações cujas estruturas e
processos de acção se aproximem de um governo, em complexidade e interconexão.

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7. Referências Bibliográficas
IKEDA, M. A. O princípio de auto-determinação dos povos, o nacionalismo e a auto-
determinação das minorias nacionais no direito internacional. 2001. 199f. Dissertação
(Mestrado) – Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.

VILLA, R. Alianças e coalizões no activismo verde transnacional. Cena Internacional, Brasília,


v.6, n.1, p.126-150, 2004.

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