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Ficha bibliográfica a constituição do sujeito em Michel Foucault

Cap. I

Sempre foi uma das preocupações de Foucault determinar as relações


constituintes dos termos sujeito e poder, inicialmente no pensamento de Foucault ele
tenta produzir a história dos diferentes modos de subjetivação em nossa cultura, através
de processos que entende como objetivação e subjetivação do individuo, sendo que é de
uma condição de objeto que o individuo pode ser tomado como sujeito, pretende estudar
as formas que constituem o individuo moderno, corpo dócil e útil, objeto de uso da
sociedade e preso a própria identidade através da consciência de si.

Então o sujeito é um individuo sabedor de sua existência, e finitude, sabedor de


uma identidade ao mesmo tempo em que é construtor da própria identidade, o individuo
moderno é o que aparece sob aspectos que colocam-no em posição de objeto e sujeito, o
sujeito é um individuo preso a uma identidade, já o sujeito moderno é um objeto
(processos de objetivação) dócil e útil sendo por isto mesmo sujeito. Na antiguidade
clássica não se pode falar de sujeito porque não houve mecanismos elaboradores de uma
ou diversas identidades que poderiam ser tomadas como próprias.

O primeiro problema que constitui o sujeito:

O presente fabrica um tipo especifico de individuo, o sujeito não aparece como


pré-existente, mas construído historicamente, imerso em uma realidade de discursos e
símbolos, o termo sujeito expressa então sempre a constituição do individuo, frente aos
mecanismos de subjetivação, o sujeito esta preso a relações de produção e significação,
ou seja, complexas relações de poder, sendo que, o poder não é teórico, mas constituinte
do sujeito. Se o poder constitui o sujeito este não opera de forma linear já que ocorrem
processos de resistência onde o sujeito se faz no confronto, na resistência, que produz
frente o poder. Foucault estuda as relações de força que se dão na constituição do
sujeito, as relações de força e poder se constituem no campo do saber e se manifestam
através dos discursos, através do saber e do discurso o poder se ramifica em ralações
capilares por todo o tecido social em micro-poder, não pode haver relações de força sem
discurso já que o discurso legitima a ação do poder sobre os indivíduos.

Foucault define a estrutura capitalista ocidental como constituinte dos indivíduos


e encontra no que chama de poder disciplinar as bases de seu pensamento: que são
procedimentos e técnicas de dominação através de uma idéia generalizada de garantia
dos respeitos aos direitos coletivos reconhecida pelos aparelhos estatais.

Falando sobre disciplina Foucault aborda a questão da punição por dois


paradigmas históricos o suplicio e a prisão. No suplicio o corpo é alvo, o soberano tem
de ser vingado em sua injuria, já a prisão tem o caráter da temporalidade não é mais o
soberano quem é violado, mas o coletivo, a prisão faz falar, fica no tempo, não faz gritar
como o suplicio. Através da disciplina os novos modelos de punição são aplicados e
estendidos a todo o tecido social as disciplinas são mecanismos de funcionamento do
poder onde sua principal função é a minimização das multiplicidades, o capitalismo
caracteriza se por produzir corpos dóceis suaves que se adaptam ao modelo de produção
suprimindo as diferenças. A disciplina se apropria do que o individuo produz seus
saberes, emoções, hábitos, então a disciplina controla o movimento e no movimento.

Instrumentos de disciplina

 Vigilância e controle do desenvolvimento


 Observação constante
 Hierarquia

Formas de subjetivação pelo poder disciplinar: o vigiado deve saber e perceber


que a todo o momento esta sendo vigiado, se estou sendo observado constantemente
torno-me meu próprio guardião, auto policio-me, forçando o individuo a auto sujeitar-
se, o louco acalma-se, o empregado trabalha, e o preso resigna se.

A Norma

Ocupa espaço entre a lei, ligada a vigilância e que se aplica as menores condutas
que ocorrem nas formas de utilização do corpo, dos discursos, da sexualidade, o castigo
da sanção normalizadora é a própria observância da regra a função desviante é excluída
e tratada por anormal. A norma coloca aos indivíduos prescrições de exercícios que
devem ser cumpridos a regra para que se encaixem em um dado sistema entendido
como normal.
O Exame

Através do exame, processos de vigilância e normalização é feito uma re-


verificação constante dos processos e uso dos saberes, o exame é a ação política da
disciplina na possibilidade de vigilância constante que cria o arquivo, documentos
produzidos através da observação e que podem ser a todo o momento analisados e
estudados. O exame e a disciplina criam o individuo como objeto documentado.

A disciplina então deve esquadrinhar o corpo é fazer se nos locais onde a vida
acontece através das instituições, o individuo moderno é detentor de um saber – o saber
de si e do outro que através de processos de confissão fazem com que discursos sobre o
corpo a sexualidade se imponham, ou se calem, se o poder age no corpo podemos falar
de um Biopoder que tem sua função capitalista sendo assim é possível a utilização
controlada dos corpos, que servem a um sistema de produção de mercadorias e
indivíduos.