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Dragão

Criatura lendária

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Dragão

Escultura do Mario the Magnificent, dragão


mascote da Universidade Drexel, Estados
Unidos.
Grupo Mitologia
Criaturas Mušḫuššu, Basilisco,
semelhantes Wyvern, Qilin
Mitologia Europa e Ásia de leste
Habitat Montanhas, mar, céu

Dragões ou dragos (do grego: δράκων,


drákōn) são criaturas presentes na
mitologia dos mais diversos povos e
civilizações. São representados como
animais de grandes dimensões,
normalmente de aspecto reptiliano
(semelhantes a imensos lagartos ou
serpentes), muitas vezes com asas,
plumas, poderes mágicos ou hálito de
fogo. A palavra dragão é originária do
termo grego drákōn, e usado para definir
grandes serpentes.

Em vários mitos são apresentados


literalmente como grandes serpentes,
como eram inclusive a maioria dos
primeiros dragões mitológicos, e em
suas formações quiméricas mais
comuns. A variedade de dragões
existentes em histórias e mitos é
enorme, abrangendo criaturas bem mais
diversificadas. Apesar de serem
presença comum no folclore de povos
tão distantes como chineses ou
europeus, os dragões assumem, em
cada cultura, uma função e uma
simbologia diferentes, podendo ser
fontes sobrenaturais de sabedoria e
força, ou simplesmente feras
destruidoras.

Origem dos mitos


Os Dragões talvez sejam uma das
primeiras manifestações culturais ou
mitos criados pela humanidade.

Muito se discute a respeito do que


poderia ter dado origem aos mitos sobre
dragões em diversos lugares do mundo.
Em geral, acredita-se que possam ter
surgido da observação pelos povos
antigos de fósseis de dinossauros e
outras grandes criaturas, como baleias,
crocodilos ou rinocerontes, tomados por
eles como ossos de dragões.

Por terem formas relativamente grandes,


geralmente, é comum que estas criaturas
apareçam como adversários mitológicos
de heróis lendários ou deuses em
grandes épicos que eram contados pelos
povos antigos, mas esta não é a situação
em todos os mitos onde estão
presentes. É comum também que sejam
responsáveis por diversas tarefas
míticas, como a sustentação do mundo
ou o controle de fenômenos climáticos.
Em qualquer forma, e em qualquer papel
mítico, no entanto, os dragões estão
presentes em milhares de culturas ao
redor do mundo.

As mais antigas representações


mitológicas de criaturas consideradas
como dragões são datadas de
aproximadamente 40.000 a. C., em
pinturas rupestres de aborígines pré-
históricos na Austrália. Pelo que se sabe
a respeito, comparando com mitos
semelhantes de povos mais
contemporâneos, já que não há registro
escrito a respeito, tais dragões
provavelmente eram reverenciados como
deuses, responsáveis pela criação do
mundo, e eram vistos de forma positiva
pelo povo.

Dragões para a mitologia


Dragões ao redor do mundo

A imagem mais conhecida dos dragões é


a oriunda das lendas europeias
(celta/escandinava/germânica) mas a
figura é recorrente em quase todas as
civilizações antigas. Talvez o dragão seja
um símbolo chave das crenças
primitivas, como os fantasmas, zumbis e
outras criaturas que são recorrentes em
vários mitos de civilizações sem
qualquer conexão entre si.

Há a presença de mitos sobre dragões


em diversas outras culturas ao redor do
planeta, dos dragões com formas de
serpentes e crocodilos da Índia até as
serpentes emplumadas adoradas como
deuses pelos astecas, passando pelos
grandes lagartos da Polinésia e por
diversos outros, variando enormemente
em formas, tamanhos e significados.

O escritor grego Filóstrato, dedicou uma


extensa passagem da sua obra Vida de
Apolônio de Tiana aos dragões da Índia
(livro III, capítulos VI, VII e VIII). Forneceu
informações muito detalhadas sobre
esses dragões.

Dragões no Médio Oriente

No Médio Oriente os dragões eram vistos


geralmente como encarnações do mal. A
mitologia persa cita vários dragões
como Azi Dahaka que atemorizava os
homens, roubava seu gado e destruía
florestas (e que provavelmente foi uma
alegoria mística da opressão que a
Babilônia exerceu sobre a Pérsia na
antiguidade clássica). Os dragões da
cultura persa, de onde aparentemente se
originou a ideia de grandes tesouros
guardados por eles e que poderiam ser
tomados por aqueles que o derrotassem,
hoje tema tão comum em histórias
fantásticas.

Dragões na Mesopotâmia

Na antiga Mesopotâmia também havia


essa associação de dragões com o mal
e o caos. Os dragões dos mitos
sumérios, por exemplo, frequentemente
cometiam grandes crimes, e por isso
acabavam punidos pelos deuses — como
Zu, um deus-dragão sumeriano das
tempestades, que em certa ocasião teria
roubado as pedras onde estavam
escritas as leis do universo, e por tal
crime acabou sendo morto pelo deus-sol
Ninurta. E no Enuma Elish, épico
babilônico que conta a criação do
mundo, também há uma forte presença
de dragões, sobretudo na figura de
Tiamat. No mito, a dracena (ou dragã-
fêmea) Tiamat, apontada por diversos
autores como uma personificação do
oceano, e seu consorte mitológico Apsu,
considerado como uma personificação
das águas doces sob a terra, unem-se e
dão à luz os diversos deuses
mesopotâmicos. Apsu, no entanto, não
conseguia descansar na presença de
seus rebentos, e decide destruí-los, mas
é morto por Ea, um de seus filhos. Para
vingar-se, Tiamat cria um exército de
monstros, dentre os quais 11 que são
considerados dragões, e prepara um
ataque contra os jovens deuses.
Liderados pelo mais jovem entre eles,
Marduk, que mais tarde se tornaria o
principal deus do panteão babilônico, os
deuses vencem a batalha e se
consolidam como senhores do universo.
Do corpo morto de Tiamat são criados o
céu e a terra, enquanto do sangue do
principal general do seu exército, Kingu, é
criada a humanidade. O Dragão de
Mushussu é subjugado por Marduk, se
tornando seu guardião e símbolo de
poder.

Dragões nas lendas orientais


Na China, a presença de dragões na
cultura é anterior mesmo à linguagem
escrita e persiste até os dias de hoje,
quando o dragão é considerado um
símbolo nacional chinês. Na cultura
chinesa antiga, os dragões possuíam um
importante papel na previsão climática,
pois eram considerados como os
responsáveis pelas chuvas. Assim, era
comum associar os dragões com a água
e com a fertilidade nos campos, criando
uma imagem bastante positiva para eles,
mesmo que ainda fossem capazes de
causar muita destruição quando
enfurecidos, criando grandes
tempestades. As formas quiméricas do
dragão Lung chinês, que misturam
partes de diversos animais, também
influenciaram diversos outros dragões
orientais, como o Tatsu japonês.

Nos mitos do extremo oriente os


dragões geralmente desempenham
funções superiores a de meros animais
mágicos, muitas vezes ocupando a
posição de deuses. Na mitologia chinesa
os dragões chamam-se long e dividem-
se em quatro tipos: celestiais, espíritos
da terra, os guardiões de tesouros e os
dragões imperiais. O dragão Yuan-shi
tian-zong ocupa uma das mais altas
posições na hierarquia divina do
taoísmo. Ele teria surgido no princípio do
universo e criado o céu e a terra.
Nas lendas japonesas os dragões
desempenham papel divino semelhante.
O dragão Ryujin, por exemplo, era
considerado o deus dos mares e
controlava pessoalmente o movimento
das marés através de jóias mágicas.

Ainda havia os dragões do vulcão e dos


maremotos, pois o Japão havia muito
dessas catástrofes, e para explicá-las,
criavam seres mágicos. Porém ainda
havia os dragões dos cristais, que eram
guardiões da riqueza, da pureza,
virgindade e dos encantamentos, que
protegiam a humanidade contra os
dragões do Caos, e seu chefe, o dragão
do diamante, era eterno rival do dragão
do Apocalipse, que em egípcio, se
chamava Apófis, a serpente gigante que
era o próprio Caos.Esse dragão queria
destruir a humanidade, pois sua cauda
foi presa a uma estaca que representava
a criação e a Ordem, e a destruindo,
poderia nadar pelo mar de caos
eternamente. O dragão mais poderoso
era o dragão real, que mandava em todos
os outros, menos o dragão universal, que
fazia com que o Universo nunca parasse.

Dragões na Bíblia
Representação do dragão como um ser demoníaco
nas culturas religiosas europeias.

Os dragões segundo a cultura cristã, são


aqueles que mais influenciaram a nossa
visão contemporânea dos dragões.

Muito da visão dos cristãos a respeito de


dragões é herdado das culturas do
médio oriente e do ocidente antigo,
como uma relação bastante forte entre
os conceitos de dragão e serpente
(muitos dragões da cultura cristã são
vistos como simples serpentes aladas,
às vezes também com patas), e a
associação dos mesmos com o mal e o
caos.

De acordo com o Dicionário Internacional


de Teologia do Novo Testamento, no
Antigo Testamento, dragões tipificam os
inimigos do povo de Deus, como em
Ezequiel 29:3. Ao fazer isso, associa-se a
ideia das mitologias de povos próximos,
para dar maior entendimento aos
israelitas. É por isso que a Septuaginta,
na sua narrativa da história de Moisés,
traduz "serpente" por "dragão". (Êxodo
7:9-12).
Há ainda, no antigo testamento, em Jó
41:10-21, a seguinte descrição do
Leviatã:
18 Os seus espirros fazem resplandecer
a luz, e os seus olhos são como as
pestanas da alva.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de
fogo saltam dela.
20 Dos seus narizes procede fumaça,
como de uma panela que ferve, e de
juncos que ardem.
21 O seu hálito faz incender os carvões,
e da sua boca sai uma chama.

Em Isaías 30:6, há citado um "áspide


ardente voador" (versão ARC), junto com
outros animais, para ilustrar a terra para
onde os israelitas serão levados, pois o
contexto do capítulo é sobre a
repreensão deles. No Novo Testamento,
acha-se apenas no Apocalipse de São
João, utilizado como símbolo de
satanás.

Em Apocalipse 12:9[1] o dragão é


descrito como sendo o próprio Satanás:
"O grande dragão foi lançado fora. Ele é a
antiga serpente chamada diabo ou
Satanás, que engana o mundo todo. Ele e
os seus anjos foram lançado à terra." [2]

O Leviatã, a serpente/crocodilo
cuspidora de fumaça do livro de Jó,
também é considerado um dragão
bíblico, embora não seja apresentado
como um ser maligno e sim como uma
criação de YHWH (Jeová). Os dragões
nas histórias da cristandade acabaram
por adotar esta imagem de maldade e
crueldade, sendo como representações
do mal e da destruição.

O caso do mais célebre dragão cristão é


aquele que foi morto por São Jorge, que
se banqueteava com jovens virgens até
ser derrotado pelo cavaleiro. Esta
história também acabou dando origem a
outro clássico tema de histórias de
fantasia: o nobre cavaleiro que enfrenta
um vil dragão para salvar uma princesa.

Dragões na América pré-


colombiana
Os dragões aparecem mais raramente
nos mitos dos nativos americanos, mas
existem registros históricos da crença
em criaturas "draconídeas".

Um dos principais deuses das


civilizações do golfo do México era
Quetzalcoatl, uma serpente alada. Nos
mitos da tribo Chincha do Peru, Mama
Pacha, a deusa que zelava pela colheita e
plantio, era às vezes descrita como um
dragão que causava terremotos.

O mítico primeiro chefe da tribo Apache


(que, segundo a lenda, chamava-se
Apache ele próprio) duelou com um
dragão usando arco e flecha. O dragão
da lenda usava como arco um enorme
pinheiro torcido para disparar árvores
jovens como flechas. Disparou quatro
flechas contra o jovem, que conseguiu se
desviar de todas. Em seguida foi
alvejado por quatro flechas de Apache e
morreu.

No folclore brasileiro existe o Boitatá,


uma cobra gigantesca que cospe fogo e
defende as matas daqueles que as
incendeiam.

Dragões nas lendas europeias


Um dragão numa tapeçaria medieval.

No ocidente, em geral, predomina a ideia


de dragão como um ser maligno e
caótico, mesmo que não seja
necessariamente esta a situação de
todos eles. Nos mitos europeus a figura
do dragão aparece constantemente, mas
na maior parte das vezes é descrito
como mera besta irracional, em
detrimento do papel divino/demoníaco
que recebia no oriente.
A visão negativa de dragões é bem
representada na lenda nórdica ou
germânica de Siegfried e Fafnir, em que
o anão Fafnir acaba se transformando
em um dragão justamente por sua
ganância e cobiça durante sua batalha
final contra o herói Siegfried. Nesta
mesma lenda também pode ser visto um
traço comum em histórias fantásticas de
dragões, as propriedades mágicas de
partes do seu corpo: na história, após
matar Fafnir, Siegfried assou e ingeriu
um pouco do seu coração, e assim
ganhou a habilidade de se comunicar
com animais.
Serpentes marinhas como Jormungand,
da mitologia nórdica, era o pesadelo do
Vikings; por outro lado, a proa de seus
navios eram entalhadas com um dragão
para espantá-lo.

Na mitologia grega, também é comum


ver os dragões como adversários
mitológicos de grandes heróis, como
Hércules ou Perseu. De acordo com uma
lenda da mitologia grega, o herói Cadmo
mata um dragão que havia devorado
seus liderados. Em seguida, a deusa
Atena apareceu no local e aconselhou
Cadmo a extrair e enterrar os dentes do
dragão. Os dentes "semeados" deram
origem a gigantes, que ajudaram Cadmo
a fundar a cidade de Tebas.

Sláine, Cuchulainn e diversos outros


heróis celtas enfrentaram dragões nos
relatos dos seus povos.

A lenda polonesa do dragão de Wawel


conta como um terrível dragão foi morto
perto da actual cidade de Cracóvia.

Dragão de São Jorge no Carnaval do Rio de Janeiro


em 2017.
Durante a idade média as histórias sobre
batalhas contra dragões eram
numerosas. A existência dessas
criaturas era tida como inquestionável, e
seu aspecto e hábitos eram descritos em
detalhes nos bestiários da Igreja
Católica. Segundo os relatos tradicionais,
São Jorge teria matado um dragão.

Muitos povos celtas, por exemplo,


possuíam imagens dragões em seus
brasões familiares, e há também muitas
imagens de dragões como estandartes
de guerra desses povos.

Existem lendas e boatos que existem


dragoes nas montanhas e florestas
Romenas, na região da Transilvânia.
Em Portugal, o dragão mais famoso é a
"coca" ou "coca rabixa". A festa da "coca"
realiza-se no dia do Corpo de Deus.

No ano de 2006, o Discovery Channel


exibiu um documentário fictício
dissertando sobre como seria se os
dragões realmente existissem. Seriam a
evolução de certos répteis. O fogo
poderia ser expelido pela boca pois havia
gás metano junto de demais gases
dentro do estômago, assim como nós
mesmos temos.

Dragões na cultura moderna


Festival tradicional de dragões em Hong Kong.

Na modernidade, os dragões se tornaram


um símbolo atrativo para a juventude.
São criaturas poderosas que dão a ideia
de força e controle, ao mesmo tempo
que a capacidade de voar remete à ideia
de liberdade. O dragão desenhado no
estilo oriental é parte quase obrigatória
de logotipos de academias de artes
marciais pelos motivos já citados e pela
sua ligação com a história dos países
asiáticos onde estes esportes surgiram.
Dragões aparecem em várias histórias
do gênero fantasia, desde O Hobbit de
J.R.R. Tolkien com o dragão Smaug,
passando por Conan de Robert E.
Howard e chegando a filmes modernos
como Reino de Fogo, que descreve um
futuro apocalíptico, no qual a
humanidade foi massacrada pelos
répteis. O dragão considerado clássico
foi imortalizado principalmente pela
figura de Smaug, em O Hobbit, livro de J.
R. R. Tolkien. Seguindo o conceito da
cultura cristã ocidental, Smaug era um
dragão terrível e destruidor, que reunia
grandes tesouros em seu covil na
Montanha Solitária. Por ter sido este o
romance que praticamente iniciou toda a
tradição de literatura fantástica
contemporânea, Smaug acabou se
tornando o estereótipo do dragão
fantástico atual.

Outro conto de C.S. Lewis nas Crônicas


de Nárnia, mais precisamente em A
viagem do Peregrino da Alvorada, conta-
se de um dragão o qual Eustáquio
encontra praticamente morto, e com ele
um tesouro magnífico, Eustáquio sendo
muito ganacioso, pegou um bracelete em
meio ao magnífico tesouro, e dormiu na
toca do Dragão. Quando acordou no
outro dia, pensou que o dragão estava
vivo, ou que havia outro dragão, porque
ele mesmo tornara-se um dragão, e
assim o tesouro mostrara-se
amaldiçoado. Aslam ajuda Eustáquio a
voltar ao normal, mostrando assim o
contexto cristão da Crônica. Na história,
não explica-se o fato do dragão estar
morto.

Uma célebre série sobre dragões é a


série de livros How to Train your Dragon
da autora Cressida Cowell, e também a
trilogia, junta com a série inspirada no
livro que conta a história de um menino
chamado Soluço, que treina um dragão
chamado Banguela. A série de livros
conta que Soluço pegou o Banguela
dormindo em uma caverna para um teste
e passou a treiná-lo. Já a trilogia conta
que Soluço capturou uma espécie rara
chamada Fúria da Noite, um dragão
macho que caiu na floresta e teve sua
cauda cortada. Soluço o encontrou,
treinou, fez uma cauda pra ele e o
nomeou de Banguela.

Dando continuidade à mitologia, J. K.


Rowling insere dragões em diversos
livros de seu bruxo mundialmente
célebre, Harry Potter. O livro em que a
autora deixa clara a existência atual
destas criaturas é o primeiro livro da
série, intitulado "Harry Potter e a Pedra
Filosofal". Nesta obra, um dos
personagens, Hagrid, ganha em um bar
um ovo de dragão, algo que ele sempre
desejara. O ovo é chocado no fogo e,
após um tempo, um dragãozinho rompe
a sua casca e recebe de Hagrid o nome
de Norbert. Norbert (ou Norberto na
tradução de Lia Wyler) cresce e começa
a criar problemas para Hagrid que, enfim,
cede à insistência de Harry e seus
amigos e doa o dragão a Charlie
(Carlinhos), irmão de Rony Weasley que
estuda dragões na Romênia.

Na série literária de fantasia As Crônicas


de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin,
os dragões estão extintos há muitos
séculos, e eram sinônimo de poder,
símbolo de uma das Casas mais
tradicionais e poderosas da trama. No
fim do primeiro volume da saga, eles
renascem sendo uma grande força para
a potencial chegada de Daenerys
Targaryen ao poder.

Dragões são extremamente populares


entre jogadores de RPG. Na verdade seu
nome mesmo aparece no título do
primeiro jogo desse gênero - Dungeons
and Dragons.

Os dragões representam, em parte a


liberdade e o poder que o Homem deseja
atingir. E ainda não se conseguiu explicar
como é que a ideia de uma criatura, com
asas, sopro de fogo, escamas e
potencialmente mágica, pode chegar a
culturas tão distantes e diferentes como
a China Antiga ou os maias e os astecas.

Cita-se na obra O ABISMO psicografada


pelo médium Rafael Américo Ranieri o
termo "filhos do dragão" na narrativa
onde seres horripilantes e com aspectos
disformes que perderam a forma
humana moradores de locais chamados
de abismos e sub-abismos, intitulam-se
filhos do dragão, pois este seria como o
governador deste local inferior.

Dragões para a biologia


Dragão-de-komodo.

Existem também dragões verdadeiros no


mundo real. Não se tratam realmente de
dragões como nas concepções míticas
comentadas acima, mas sim de diversos
seres vivos que, por alguma semelhança
qualquer, foram batizados assim em
homenagem a estas criaturas
mitológicas.

Existe entre os répteis, por exemplo, o


gênero Draco usado para designar
espécies normalmente encontradas em
florestas tropicais, que possuem abas
parecidas com asas nos dois lados do
seu corpo, usando-as para planar de uma
árvore para outra nas florestas.

Existem diversas espécies de peixes,


especialmente de cavalos-marinhos, que
possuem nomes populares de dragões.

O dragão-de-komodo (Varanus
komodoensis), um grande lagarto que
pode chegar ao tamanho de um
crocodilo, é um carnívoro e carniceiro
encontrado na ilha de Komodo, no
arquipélago da Indonésia, e ganhou esse
nome devido à sua aparência, que
remete aos dragões mitológicos. Acabou
se tornando o mais famoso dragão
vivente do mundo real. É a maior espécie
de lagarto que existe e este réptil já vivia
na face da terra muito tempo antes da
existência do homem. Possui em sua
saliva bactérias mortais que tornam
inútil a fuga de uma presa após levar
uma mordida, pois sobrevém uma
infecção rápida e letal que a mata em
alguns dias. Apesar de serem tão letais,
um dragão não morre caso se morda,
pois seu sistema imunológico possui
anticorpos que neutralizam as bactérias
que habitam sua boca.

Símbolo
O dragão é atualmente símbolo da China
e também foi utilizada como apelido do
ex-ator e artista marcial chinês Bruce
Lee, mais precisamente "o pequeno
dragão". O dragão é conhecido em
Portugal como símbolo de um clube de
futebol, o Futebol Clube do Porto. Já no
Brasil, é igualmente utilizado pelo
Atlético Clube Goianiense, pela
Associação Desportiva Confiança e pelo
América Futebol Clube (Rio Grande do
Norte).

Também é marca central na Bandeira do


País de Gales, um dos países integrantes
do Reino da Grã-Bretanha, representado
como uma criatura em vermelho com 4
patas e um par de asas, no qual cospe
fogo, sobreposto em um fundo dividido
entre verde e branco.

Dragões na Literatura
Ciclo da Herança

Capa do primeiro livro do Ciclo da Herança,


intitulado Eragon

A série de literatura infanto-juvenil Ciclo


da Herança, do escritor americano
Christopher Paolini, publicado
originalmente entre 2002 e 2011, é uma
das séries literárias que mais utilizam
dragões e toda sua mitologia para
desenvolver sua trama, em toda a
história da literatura mundial. Segundo a
saga, dividida em quatro livros, os
dragões existiam desde sempre no
fictício e mágico império de Alagaësia.
Quando, há milhares de anos no
passado, um elfo mata uma dragão,
estas duas raças — elfos e dragões —
entram numa guerra que dura anos e só
é termina quando um jovem elfo
chamado Eragon encontra um ovo de
dragão que eclode para ele, ele cria o
dragão que foi chamado de Bid'Daum e
depois de crescido eles voam para os
dragões e os convencem a viver em paz
com os elfos forjando assim um pacto
de paz entre as duas raças.

Assim nascem os Cavaleiros de Dragão


— para marcar a aliança entre ambas as
raças —, mitológicos guerreiros
(inicialmente apenas a raça élfica,
entretanto, com o passar dos séculos,
raça humana também foram aceita para
integrar a Ordem dos Cavaleiros), que
compartilham com seus respectivos
dragões não apenas lealdade mútua,
mas também todos os tipos sentimentos
e consciencia, sendo o elfo ou humano
cavelheiro parte do dragão, assim como
o dragão é parte do cavalheiro — e não
apenas uma montaria. Cavaleiro e
dragão comunicam em pensamento,
podendo compartilhar, mesmo
inconscientemente, sentimentos como
raiva, dor, felicidade, amor e medo;

Na mitologia criada por Paolini para a


saga, os dragões podem ter vários
tamanho, várias cores, maneiras de
atacar e hábitos alimentos diferentes,
dependendo da descendência, habitat e
da raça. Na história, há dois tipos de
dragão:

Selvagem: Ou seja, não aceita ordens,


pode ser feroz e arredio.
Doméstico: Ligado a um cavaleiro,
pode atingir um nível de civilização,
mas sem perder as caracteritiscas
selvagens naturais de sua raça.

Na saga, são necessários 36 meses para


que o ovo possa eclodir de um "dragão
selvagem", mas no caso de um "dragão
doméstico", ele espera no ovo até que
sinta que quem o tem nas mãos é a
pessoa certa para se tornar seu
cavaleiro. Ao primeiro toque entre
ambos, forma-se uma marca na palma
direita do cavaleiro — a chamada Gedwëy
ignasia. Seis meses é o tempo que
demora até um dragão atingir a fase
adulta, na história de Paolini.
Na saga, o escritor americano manteve
aspectos comumente associados à
dragões: em suas histórias, todos eles
têm escamas, uma língua áspera e
cospem fogo, e os seus pontos fracos
são as asas, a área do ventre e a
garganta. São belos, altivos, inteligentes,
mágicos, grandes, poderosos e ferozes.

As Crônicas de Gelo e Fogo

Na série literária As Cronicas de Gelo e


Fogo, o escritor americano George R. R.
Martin tem como princípio mitológico a
existência de dragões. Os Dragões
remetem à magia do mundo, porém no
início das crônicas, no livro A Guerra dos
Tronos, os dragões haviam desaparecido
há centenas de anos. Segundo as
histórias contadas no início da saga, os
dragões foram remanescentes à Casa
Targaryen, cujo símbolo é um Dragão de
três cabeças de cor vermelha sobre
fundo negro. Os dragões foram usados
por Aegon, o Conquistador, para que a
Casa Targaryen transformasse seis dos
Sete Reinos em um só, contando com a
ajuda dos mais poderosos dragões
segundo sua mitologia. Vhagar, Meraxes
e Balerion, o Terror Negro foram usados
por Aegon e suas duas irmãs durante a
Guerra da Conquista e levaram fogo e
sangue a Westeros, dando a vitória aos
Targaryen.

No final do primeiro livro os dragões


renascem quando Daenerys Targaryen,
entra numa pira de fogo com os três
ovos de dragão que havia ganhado como
presente de casamento com Khal Drogo.
A eles dá os nomes de Rhaegar, Viserion
e Drogon e então o livro termina. Nos
livros seguintes seus dragões crescem.

Bibliografia
"A Origem das Espécies", Charles
Darwin. Editora Itatiaia.
"Draconomicon", Andy Collins, Skip
Williams. Wizards.
"Enciclopédia dos Monstros", Gonçalo
Junior. Ediouro.
"Estudos Alquímicos", C.G.Jung.
Editora Vozes.
"Arkanun", Marcelo Del Debbio.
Daemon Editora.
"Religiões do Mundo", Brandon
Toropov. Madras Editora.
"Eragon", Christopher Paolini. Editora
Rocco Jovens Leitores.
"O Guia da Alagaësia de Eragon".
Editora Rocco Jovens Leitores.

Ver também
Draconologia
Dragão volante
Serpe
Dragão de Wawel
Variante do Dragão, no xadrez
Dragão chinês
Dragão-de-komodo

Ligações externas
Aberdeen Bestiary - tradução feita
pela universidade de Aberdeen de um
bestiário do século XIII. O dragão é
citado em vários trechos.
Il mito dei draghi e la sua origine (em
italiano)
1. http://wol.jw.org/pt/wol/dx/r5/lp-
t/1001061170/30992
2.
https://www.bibliaonline.com.br/acf/ap/1
2/9

Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?
title=Dragão&oldid=51483682"

Última modificação há 15 dias por …

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