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de 2012

.38 algo sobre o calibre e dicas de recarga

Cápsulas rachadas e balas bem recarregadas

1. Em 1902 o .38 Special foi introduzido pela


Smith Wesson nos EUA para os militares e policiais,
desde essa data o .38 SPL tem sido o calibre mais
usado no mundo. A versatilidade do .38 SPL é para o
atirador de armas curtas como o .308 é para o
esportista do rifle.
2. O Calibre. 38 é um dos mais versáteis calibres
de armas curtas. É muito difundido no Brasil por ser
um calibre de múltiplo uso: defesa, tiro esportivo e
caça de animais não muito grandes. No Brasil
podemos caçar qualquer animal nativo com esse
calibre.
3. Comparando com o oeste americano, podemos
dizer que a região oeste do Brasil também foi
desbravada à custa do. 38, não em termos de
matança de índios, mas em termos de manutenção da
lei, disputas de terras, diferenças entre proprietários,
etc. Como diz meu compadre, morador do Mato
Grosso do Sul: se peneirarmos as terras dos
cemitérios do Mato Grosso aparecerá muito chumbo,
e com certeza cal.38.
4. No pantanal o revolver. 38 é sempre visto na
guaiaca dos peões, é ferramenta imprescindível.
Muito usado para matar cateto e outros bichos, como
também para defender a propriedade.
5. Helena Meirelles, num de seus CDs, fala que
aprendeu a tocar com paraguaios por volta de 1932 e
que depois foram todos mortos no Mato Grosso. Com
certeza com balas . 38. Ela conta também que tocava
na zona de prostituição na cidade de Porto XV onde
paravam as comitivas, e sempre deparava com peão
mexendo o copo de cerveja com o cano do. 38!
6. Muita gente questiona porque vai pouca
pólvora na cápsula do. 38, ficando um grande espaço
vazio. O tamanho da cápsula é grande, pois quando
foi introduzido, era ainda usada a pólvora preta e a
cápsula tinha que ter maior volume. Mas, foi
providencial este tamanho da cápsula, hoje podemos
fazer uso de varias cargas de pólvora como também
variados tipos de projéteis, chegando até o peso de
200 grains , tendo assim espaço suficiente.
7. A cápsula. 38 pode também tornar-se uma
bala envenenada mais forte que uma bala .357.
Lògicamente, não para uso em revólver mas numa
carabina tipo Puma.
8. O .38 é tão versátil que podemos usar projéteis
de peso desde 110 grains até 200 ou mais grains,
podemos também variar os projéteis usando
jaquetados, de chumbo, canto vivo, semi canto vivo e
até três projéteis pequenos de uma só vez ou então o
shot Shell, que são chumbinhos muito finos
encapsulados que são colocados como projétil, usado
para pegar pequenos animais ou aves.
9. A recarga do. 38 popularizou -se muito em
todo o mundo, justamente por ser um dos calibres
mais fáceis de recarregar e também de boa vantagem,
pois tem um bom aproveitamento de cápsulas.
10. Sempre digo que a recarga do calibre.38 é a
escola para o recarregador, a maioria dos atiradores
de bala começam com o .38
11. Quando foi liberada a recarga no Brasil, nós
não tínhamos experiência nas cargas , mesmo a
IMBEL que era a única que fornecia pólvora na época,
não fornecia tabela de carga, muita gente explodiu
revolver, felizmente o meu TA que foi um dos
primeiros fabricados agüentou todo meu teste.
12. Uma ocasião o meu TA.38 me salvou de passar
fome no pantanal numa pescaria que não
apanhamos nenhum peixe.Tivemos que praticar a
caça de subsistência e comer jacaré.
13. Existem muitas dicas para a recarga do. 38,
passaremos algumas que poderão servir aos
recarregadores novatos. Não forneceremos aqui
quantidade de pólvora para os diversos pesos de
projéteis, isso as fábricas de pólvora podem fornecer.
14. Primeiramente a questão da lavagem das
cápsulas, a pergunta é sempre esta: é melhor seco ou
úmida. Outra questão é se deve lavar antes ou depois
da calibragem. Na realidade o mais certo é limpar
antes as cápsulas porque estando limpas não
danificarão as peças da prensa. Tem um detalhe: se
for a seco não há que se preocupar com a umidade.
Se for úmida, a cápsulas deverão serem secas logo
depois a lavagem e também posteriormente, pois no
bolso da espoleta poderá ficar algum ponto de
umidade. Então a escolha entre úmida e seca deverá
ser eleita pelo recarregador.
15. Conforme o desenho anexo, podemos
enumerar certas ocorrências na recarga.

16.
17. 1. 1. A cápsula poderá aparecer um gargalo
próximo ao culote, isto sinaliza excesso de pressão.
18. 2. 2. Bala montada com projétil com diâmetro
maior que o especificado pelo calibre, acontece com
fábricas de projéteis que não cuidam da medida.
19. 3. 3. Estufamento na zona do crimp, isto
acontece mais quando se carrega com projéteis
encamisados ou de dureza muito alta. A causa poderá
ser a não coincidência do crimp na canaleta de crimp
do projétil, ou então o projétil possui uma canaleta
pouco profunda. Solução é diminuir o crimp.
Consequências do estufamento é a bala não entrar no
tambor.
20. 4. 4. Rachadura longitudinal__É causado por
sobrecarga de pólvora ou mesmo uma falha no
material da cápsula, como uma minúscula bolha no
material e quando a cápsula é extrudada aparece a
falha na mesma direção da extrusão do material
21. 5. 5. Rachaduras na boca da cápsula_A causa é
a fadiga sofrida pela cápsula após muita recarga.
Podemos diminuir esta fadiga dando menos crimp na
cápsula ou mesmo deixar sem nenhum crimp. Alguns
recarregadores usam a seguinte tática: coloca o
projétil sem formar o crimp e depois introduz a bala
pronta, um a dois milímetros no calibrador de
cápsula, logicamente afastando o pino sacador de
espoletas.
22. 6. 6. Clássica separação da cápsula em duas
partes, isso acontece muito com cargas excessivas de
pólvora de queima rápida. Dá-se muito isso em
carabinas.
23. 7. 7. Bala bem recarregada, sem defeitos no
corpo e com pouco crimp