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Circuitos Arqueológicos da Bahia: as riquezas da Chapada Diamantina e a importância da

conservação do patrimônio histórico

Jaqueline de Jesus Cerqueira

Resumo

Este artigo perpassa pelas relações que podem ser estabelecidas entre Turismo, Patrimônio Cultural,
Planejamento e Preservação, tendo como foco de estudo um projeto do governo do estado da Bahia
para criação do circuito patrimonial, ambiental e turístico da Chapada Diamantina, um território
formado há 1,6 bilhão e considerado uma das regiões arqueológicas mais ricas do Brasil. O turismo
arqueológico pode vir a ser utilizado na gestão do patrimônio arqueológico, no que diz respeito aos
instrumentos de divulgação e promoção, no entanto, este pode desempenhar outro papel antagônico,
caso feito sem o devido planejamento, ele pode atuar como perpetrador de um monumento eleito
como “excepcional” para uma dada sociedade, o que pode representar uma total descaracterização
dessa cultura e desvalorização do seu povo. Desta forma o projeto pretender analisar como o projeto
de criação do circuito patrimonial na chapada contempla a parte turística e o legado cultural da
região.

Palavras-chave

Patrimônio; Turismo; Conservação; Arqueologia; Chapada Diamantina

1. Introdução

Prefeitos dos municípios de Wagner, Iraquara, Palmeiras, Morro do Chapéu, Lençóis e Seabra,
da Chapada Diamantina, assinaram no dia 16 abril de 2010 um Protocolo de Intenções com o
Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia IPAC e Universidade Federal da Bahia
(UFBA) para a primeira etapa da Pesquisa e Manejo de Sítios de Arte Rupestre e futura criação dos
‘Circuitos Arqueológicos’ da Chapada Diamantina. Os municípios baianos da Chapada Diamantina
detêm território formado há 1,6 bilhão de anos, com as maiores altitudes do Nordeste brasileiro –
até 2.033 metros – e são considerados uma das regiões arqueológicas mais ricas do Brasil. Desde
2005 foram descobertos no Complexo Arqueológico Serras das Paridas, há cerca do 36 quilômetros
do município de Lençóis, milhares de grafismos antropomórficos (figuras humanas), elementos
zoomórficos (de animais) e geométricos desenhados em imponentes afloramentos areníticos

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(grandes blocos, pedras) que resistiram ao tempo e à ação direta das chuvas, ventos e insolação.

A descoberta ganhará um circuito patrimonial, ambiental e turístico construído conjuntamente


pelos poderes públicos federal, estadual e municipais. A iniciativa é viabilizada pelo Governo do
Estado, através das secretarias de Cultura (Secult-BA), Turismo (Setur), Meio-Ambiente e Recursos
Hídricos (Semarh), de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), a Universidade Federal da
Bahia (Ufba), do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e do Iphan vinculado
ao Ministério da Cultura (MinC), além de ONG e demais representantes da sociedade civil
organizada. O projeto ainda em fase inicial, o IPAC realiza visitas seqüenciadas aos municípios da
Chapada, promove cursos, seminários e oficinas de educação patrimonial, assina acordos,
cooperações técnicas e parcerias com prefeituras municipais e com a Ufba/Grupo de Pesquisa
Bahia Arqueológica/CNPQ.

Nesse contexto é indiscutível que o turismo é uma força de mercado que pode contribuir para a
preservação, conservação e interpretação das riquezas histórias e naturais. Para Fernandez (1999)
cultura e patrimônio possuem um valor artístico-cultural e também um valor econômico. Segundo a
autora, a utilização do patrimônio com finalidade turística gera diferentes atividades econômicas,
divisas, empregos e pode ser utilizado em parte como estratégia para o desenvolvimento de uma
localidade ou região.

O turismo cultural é uma modalidade de turismo que se concentra no parimônio cultural de


um país e de seu povo, retratado em seus monumentos e sítios históricos, sua arquitetura tradicional,
seus artefatos, eventos, realizações culturais e artísticas (OMT, 2003). O valor lúdico atribuído a
este tipo de turismo é inquestionável, a Chapada Diamantina surpreende os viajantes com atrativos
que brotam das serras de beleza inesgotável. No roteiro turístico está incluída a programação de
trilhas na mata além de visitação as cavernas com pinturas esculpidas a milhares de anos. O
patrimônio cultural contribui para a formatação de destinos turísticos com identidade própria,
dotando-os de um caráter diferenciado, em conformidade com os objetivos de singularidade e
autenticidade buscados pela demanda. GOMEZ (2005)

Para DIAS (2003, p.14), “o turismo se transformou numa das mais importantes faces da
globalização”, diante da massificação da informação e o consumo exacerbado, o turista busca uma
fuga do seu cotidiano. Cada vez mais as pessoas têm buscado, através da realização de visitas
turísticas, um crescimento cultural advindo da observação dos diversos tipos de culturas

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característicos de cada local visitado.

Mendonça de Souza e Souza (1981, apud BASTOS, 2002) caracterizam o patrimônio


arqueológico como o conjunto de locais em que habitaram as populações pré-históricas, bem como
toda e qualquer evidência das atividades culturais destes grupos pretéritos e inclusive seus próprios
restos biológicos. Entende-se com isso que integra-se ao patrimônio arqueológico não só bens
materiais, mas também, e principalmente, a informações deles provindas.

A delimitação desse estudo foi orientada a partir da percepção de que a conservação do


patrimônio cultural se apresenta como essencial para os sujeitos históricos locais, na medida em que
possibilita o reencontro com as raízes das suas comunidades e a reafirmação das suas identidades,
bem como, e não menos importante, transforma-se em potencial atrativo cultural no planejamento
turístico local.

O ponto fulcral deste estudo sobre os Circuitos Arqueológicos’ da Chapada Diamantina é bem
definido por MENESES (2004, p.13), quando afirma que

o projeto turístico se vê em uma “encruzilhada definidora de rumos bem distintos: ou se


apresenta como uma proposta econômica de inclusão social e, assim, contribui para novas
perspectivas de valorização da vida, do consumo de produtos culturais e de distribuição de
renda, ou, por outro lado, alia-se a uma economia que exclui parcelas imensas da população
da participação na produção econômica.

Dentro desse panorama podemos indagar: de que forma o projeto de criação do circuito
patrimonial na chapada contempla a parte turística e o legado cultural da região?

Atualmente, uma pesquisa arqueológica coordenada pelo professor Carlos Etchevarne, do


Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) é realizada na Chapada
Diamantina. Para o Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica, o destaque dos estudos é a boa
concentração de abrigos com pinturas de três estilos distintos e seu excelente estado de conservação
e sem traços de vandalismo. Mas o que torna o objeto de pesquisa e visitação ainda mais especial é
o fato de ele ter sido revelado para a arqueologia brasileira por moradores, não por cientistas
acampados em busca de sinais pré-históricos. Um incêndio destruiu a vegetação sobre as rochas e as
pinturas ali escondidas, de várias cores e formatos, chamaram a atenção de catadores de mangaba,
fruta cuja polpa é comercializada na região.

Diante de toda a relevância, o roteiro turístico arqueológico da Chapada não deve “excluir a
comunidade, que preservou e guardou o bem histórico, do usufruto de sua apreensão e das

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perspectivas de melhoria da qualidade de vida a partir da comercialização sustentável desse bem
patrimonial” (MENESES, 2004, p.13). Resta-nos assim um desafio: definir um ponto de equilíbrio
entre essas finalidades presentemente atribuídas ao patrimônio cultural, a de ser suporte de
identidades e a de ser fonte de divisas. Como aproveitar as múltiplas possibilidades das
representações do passado, sem mutilar a memória da sociedade?

Podemos desta forma, responder a esta inquietação apontando para o caráter social do
problema proposto, ou seja, todo o projeto de criação do circuito patrimonial, ambiental e turístico
da Chapada Diamantina deve ser planejado e organizado da forma mais adequada possível para que
os atrativos turísticos sejam vistos não só como fonte de renda e emprego, mas também como
legado cultural, deixado para as próximas gerações. Uma dessas alternativas é se aprofundar na
questão da “Interpretação do Patrimônio”:

Para atingir seus objetivos, a interpretação utiliza várias artes de comunicação humana –
teatro, literatura, poesia, fotografia, desenho, escultura, arquitetura – sem, todavia se
confundir com os meios de comunicação ou equipamentos que lhe servem de veículo para
expressar as mensagens: placas, painéis, folders, mapas, guias, centros, museus, etc. Nada
substitui, no entanto, a interpretação ao vivo, quando realizada por guias e condutores
sensíveis ao ambiente e às necessidades dos visitantes.”(MURTA, 2002, p.14).

A metodologia interpretativa valoriza a experiência do visitante, propicia a melhor


compreensão do lugar visitado, valoriza o patrimônio cultural material e imaterial e ainda ressalta a
importância de valorização da comunidade local. Funari (2003) destaca que este aproveitamento
turístico não deve estar apenas ligado à ação econômica, mas deverá estar pautado também em
políticas culturais que busquem envolver as comunidades de forma a fazer com que os bens
arqueológicos adquiram sentido para elas.

Conforme Bastos (2002) o turismo arqueológico de forma sustentável além de exigir constante
manutenção da base dos recursos culturais arqueológicos procura, sobretudo, preservar o objeto de
visitação e pode ser visto como uma alternativa de preservação que deve ser levada em
consideração sempre que possível, pois é fonte permanente de recursos, de empregos e de
envolvimento comunitário. Não se pode deixar de destacar a importância do planejamento do
turismo como instrumento dos governantes em todos os níveis, para promover o desenvolvimento
econômico em base sustentáveis.

“Há problemas que devem ser contornados e que podem trazer graves conseqüências para
qualquer localidade, e que só poderão ser evitados com o rigoroso planejamento da
atividade e participação ativa de amplo leque de atores, destacando-se: a comunidade
receptora, órgãos da administração pública, empresários do ramo, visitantes e

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organizadores do terceiro setor”. (DIAS, 2003, P.13)

2. Objetivos

Geral

- Identificar se o projeto de criação do circuito Arqueológico da Chapada Diamantina consegue


desenvolver o potencial turístico da região preservando o legado cultural.

Específicos

- Sistematizar modalidades de práticas turísticas e contribuir na identificação de formas de


apresentação do patrimônio arqueológico através do turismo.

3. Fundamentação Teórica

O turismo tem se configurado como uma das atividades econômicas que mais crescem na
atualidade. Estimativas da Organização Mundial de Turismo indicam que até o ano de 2010 esta
atividade deverá gerar cerca de oito trilhões de dólares, participando com 12,5% do PIB mundial
(Goeldner et al., 2002). Como fenômeno social é crescente, não só pelos dados quantitativos que
indicam uma movimentação entre países anual de mais de 600 milhões de pessoas (BanducciJr.;
Barretto, 2001) – além da movimentação de cerca de 450 bilhões de dólares só em 1998
(Grünewald, 2001) –, mas pelas suas inúmeras manifestações concretas esquematicamente já
fixadas em diversas tipos que tentaram estabelecer assuntos/objetos temáticos no âmbito desse
amplo fenômeno.

Este fator tem tornado o turismo uma atraente alternativa econômica, levando diversos países a
tomar medidas institucionais e de infra-estrutura, com vistas a aumentar o número de visitantes. A
expansão do turismo moderno está ligada ao progresso econômico. Destacam-se as conquistas
sociais e o aumento da renda salarial das populações a partir da década de 1950, além do
desenvolvimento dos recursos tecnológicos como a Internet e dos transportes que contribuíram para
o redimensionamento do turismo, que passou a ser objeto de atenção dos governos (Seabra,
2001;Ruschmann, 2001).

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Para Manzato o turismo arqueológico:

“consiste no processo decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais


denominados sítios arqueológicos, onde são encontrados os vestígios remanescentes de
antigas sociedades, sejam elas pré-históricas e/ou históricas, passíveis de visitação terrestre
ou aquática” (Manzato,2005: 44).

O Patrimônio Histórico possui um conceito mais complexo que envolve diversos meandros
de cultura de uma sociedade, por se referir aos bens incomensuráveis, que é a memória coletiva
construída socialmente e a identidade de um povo. O conceito de Patrimônio a princípio era
relacionado a “Bem de herança que é transmitido, segundo as leis, dos pais e das mães aos filhos”.
Enraizada na área jurídica familiar, esta palavra antiga é repleta de simbolismo . (CHOAY 2001,
p.11). Já Patrimônio Histórico possui um conceito mais complexo que envolve diversos meandros
de cultura de uma sociedade, por se referir aos bens incomensuráveis, que é a memória coletiva
construída socialmente e a identidade de um povo.

Em nossa sociedade errante, constantemente transformada pela mobilidade e ubiqüidade de


seu presente, “patrimônio histórico” tornou-se uma das palavras chaves da tribo midiática.
Ela remete a uma instituição e a uma mentalidade. (CHOAY 2001, p.11)

Conforme Richards (apud GASTAL,2001) entre os produtos culturais mais utilizados pelo
turismo, em primeiro lugar estão os sítios arqueológicos e museus. Qualquer monumento, sítio ou
conjunto de sítios arqueológicos de interesse nacional, integrado em um território que é marcado de
forma significativa pela intervenção humana; território este que integra e dá significado ao
monumento, sítio ou conjunto de sítios cujo planejamento e gestão devem ser determinados pela
necessidade de garantir a conservação dos testemunhos arqueológicos aí existentes (TRESSERAS,
2004).

A finalidade do patrimônio, originalmente tida como a de representar o passado das nações,


multiplicou-se.

A partir de dois pontos de vista, muitas vezes tomados como antagônicos – o do poder
público, que pretende a valorização dos bens como mercadorias culturais, e o de parte da
sociedade, que o vê como um fator de qualidade de vida –, o patrimônio no Brasil oscila
entre tornar-se um cenário teatralizado, como o Pelourinho, na Bahia, ou mal conservado,
situação cujos exemplos são numerosos (RODRIGUES 2010)

Canclini (2003, p. 22), ao referir-se às mudanças culturais trazidas pela modernização às

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culturas populares, afirma que “é necessário preocupar-se menos com o que se extingue do que com
que se transforma”. Essa é a questão central na relação entre identidade e lugar, segundo Hall
(2001) a identidade na pós-modernidade torna-se uma "celebração móvel" que segundo ele é
“formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou
interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam”.

O presente projeto busca-se embasar em uma pesquisa prática, já que tem como objetivo geral
identificar se o projeto de criação do circuito consegue desenvolver o potencial turístico da região
preservando o legado cultural. A pesquisa prática trata-se da pesquisa, "ligada à práxis, ou seja, à
prática histórica em termos de conhecimento científico para fins explícitos de intervenção; não
esconde a ideologia, mas sem perder ó rigor metodológico (DEMO, 2000, p. 22).

4. Metodologia

Na realização deste trabalho será utilizada uma abordagem qualitativa para serem coletadas
informações de dados secundários. Portanto, será realizada uma pesquisa bibliográfica e
documental tendo como base estudo relacionados ao turismo, ao patrimônio cultural e arqueológico
de relatos e experiências sobre práticas turísticas em sítios arqueológicos. Também serão levantadas
informações pela Internet tendo como foco a busca de referências, conceitos e instrumentos
existentes relacionados à temática.

Ainda como parte da pesquisa qualitativa, serão realizadas entrevistas com representantes do
governo do estado da Bahia (secretário de turismo e cultura) além moradores do local pesquisado.
Uma outra entrevista essencial para este estudo é com o professor pesquisador e professor da
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, Carlos Etchevarne.
Ele e sua equipe também foram os responsáveis pela comprovação da veracidade dos desenhos do
Complexo Arqueológico Serras das Paridas. Há quatro anos o Grupo de Pesquisa Bahia
Arqueológica da Universidade Federal da Bahia (Ufba/Cnpq) e Instituto Julio Cesar Mello de
Oliveira, formado por pesquisadores, estudantes e especialistas nacionais e internacionais
desenvolvem pesquisa da arte rupestre em especial, e do patrimônio arqueológico Chapada
Diamantina.

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Para esta pesquisa será realizada um estudo de caso com uma observação detalhada de todo
contexto com uma pesquisa in loco. Hoje, as pinturas rupestres na Chapada Diamantina estão
estabelecidas em 4 áreas com fortes ligações entre si, denominadas Serra das Paridas I, II, III e IV,
integrantes do Complexo Arqueológico Serras das Paridas. Em todas as áreas existem testemunhos
de representações gráficas em variadas situações e de períodos diferentes. O corredor de pinturas
está localizado a 36 quilômetros do centro de Lençóis, um das principais portas de entrada para a
região, com aeroporto e rede hoteleira.

Será de importante relevância, um contato mais aprofundado com representantes da agência


Volta ao Parque, criada para inserir no mercado turístico de Lençóis e que possui um o inédito
roteiro do Complexo Arqueológico Serra das Paridas. A agência detém o roteiro exclusivo e foi
registrado no IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional) e no
MAE/UFBA (Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia) e recebeu
orientação para a construção de estruturas adequadas à visitação turística como: construção de
passarelas de pedras, corrimão e madeira, entre outros, ou seja, a implantação da segurança
preventiva.

No estudo será feita uma análise crítica das leituras teórico-metodológicas e do pensamento e
opinião de autoridades sobre o assunto além da análise de experiências brasileiras de práticas
turísticas desenvolvidas em sítios arqueológicos abertos à visitação pública o que visa identificar as
diversas modalidades de apresentação de sítios arqueológicos praticadas na atualidade

5. Resultados Esperados – Perspectivas

Todo homem tem direito ao respeito aos testemunhos autênticos que expressam sua
identidade cultural no conjunto da grande família humana; tem direito a conhecer seu
patrimônio e o dos outros; tem direito a uma boa utilização do patrimônio; tem direito de
participar das decisões que afetam o patrimônio e os valores culturais nele representados; e
tem direito de se associar para a defesa e pela valorização do patrimônio. (RODRIGUES
2010, p.23)

Dentro do entendimento do que é o patrimônio cultural e como ele é fator relevante para a
manutenção da identidade cultural, este estudo pretende contribuir com alternativas para conciliar
economia e preservação patrimonial.

O presente estudo busca contribuir com a valorização do patrimônio arqueológico na Chapada


Diamantina por meio de projetos que busquem a conservação e sua exposição de forma controlada e
a adoção de mecanismos de visitação monitorada, através do turismo arqueológico, podem receber

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recursos que poderão ser revertidos para a sua conservação de forma sustentável e também
incentivar a sua proteção. Toda a pesquisa busca ainda, contribuir para que o circuito patrimonial,
ambiental e turístico torne-se um produto turístico de qualidade para o usufruto das comunidades
onde se inserem e por turistas. Conforme BASTOS (2002) o turismo arqueológico de forma
sustentável além de exigir constante manutenção da base dos recursos culturais arqueológicos
procura, sobretudo, preservar o objeto de visitação e pode ser visto como uma alternativa de
preservação que deve ser.

6. Referências

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